DEZ MELHORES BRASILEIROS PARTE VII: OS INCLASSIFICÁVEIS

Imagem2  DEZ MELHORES BRASILEIROS PARTE VII: OS INCLASSIFICÁVEIS Imagem2

(Quatro Rodas)

Pesquisando para as seis outras listas neste tema, me impressionei com a quantidade de coisas que acabaram por ficar de fora. Mesmo admirando as criações independentes nacionais ao longo dos anos, pesquisar um assunto para escrever nunca me trouxe tantas surpresas e lembranças agradáveis. A criatividade de nossos conterrâneos quando se fala de carros é incrível. Ou pelo menos costumava ser.

E esta lista é sobre criatividade. Alguns carros desta lista podiam ser colocados em duas ou três listas simultaneamente, e outros, em nenhuma. São réplicas que não pretendem ser réplicas, são conceitos originais inclassificáveis, são jipes, picapes, furgões que fogem da normalidade com todas as forças. Foi a lista mais difícil de fazer, e pela quantidade de coisas que ficaram de fora talvez devesse ser uma lista de 20 melhores.

O fato é que, quando penso que esgotei esta série, outra lista aparece sozinha. Um tema vasto e infindável, que talvez mereça um livro inteiro para ser contado de forma completa. Quem diria…

Mas, de forma resumida, em ordem cronológica, os 10 mais inclassificáveis brasileiros são:

Concorde (1976)

 

615_concorde_abre  DEZ MELHORES BRASILEIROS PARTE VII: OS INCLASSIFICÁVEIS 615 concorde abre

(Quatro Rodas)

João Storani era empresário de Jundiaí, no interior de SP, nos anos 1970, e colecionador aficionado pelos grandes conversíveis americanos dos anos 30. Packards, Cadillacs, Duesenbergs, todos os grandes da época fascinavam Storani. Tanto que lhe  veio a idéia de criar um carro deste tipo com mecânica moderna, para que pudesse usar sua paixão no dia-a-dia.

Nascia o Concorde, um carro que não é uma réplica por não copiar nenhum carro específico, mas que podia muito bem ter sido construído em 1931 por uma fábrica americana de carros de luxo, se não tivesse sido construído na Jundiaí de 1973 partindo da mecânica do Ford Galaxie. O carro seria único, apenas para uso de seu dono, se não fosse o famoso colecionador Roberto Lee, que convenceu Storani a produzi-lo em série.

 

037-35  DEZ MELHORES BRASILEIROS PARTE VII: OS INCLASSIFICÁVEIS 037 35

(autoclassic.com.br)

O Concorde era caríssimo, mas valia cada centavo: um carro de luxo dos anos 30 com a excelente mecânica do Galaxie/Landau e chassi próprio. Como era mais leve que o Ford, era também rápido: apesar de nunca ter sido testado, diz a lenda que chegava a 100 km/h partindo da imobilidade em menos de 10 segundos, excelente para seu tempo.

Apenas 15 carros foram fabricados, e três deles ainda permanecem com a família de Storani, falecido em 1996.

Renha Formigão (1977)

 

renha  DEZ MELHORES BRASILEIROS PARTE VII: OS INCLASSIFICÁVEIS renha

Paulo Renha é figura recorrente nesta lista, aparecendo antes com o bugue Terral e a réplica Dimo GT. Mas depois de seu famoso triciclo com motor VW traseiro, sua mais famosa criação é esta picape, o Formigão. O nome vinha da tentativa de fazer um carro que pudesse levar mais peso que seu próprio; no final podia carregar quase 700 kg, e pesava pouco menos de 800, excelente de qualquer forma que se veja.

O Formigão era também razoavelmente veloz por seu baixo peso, e uma picape extremamente original, com sua cabine avançada e porta-malas dianteiro. Na caçamba, estranhamente, uma caixa aparecia em cima do motor traseiro, para abrigar a ventoinha; segundo Renha, a VW não vendia o motor “deitado” das Variant em separado. Se o cliente fornecesse o motor de Variant, a estranha caixa podia ser retirada, fazendo uma caçamba plana.

 

3305150824_79920eeed0_b  DEZ MELHORES BRASILEIROS PARTE VII: OS INCLASSIFICÁVEIS 3305150824 79920eeed0 b

Quando fechou sua empresa, o Formigão foi vendido para a Coyote de SP, que rebatizou o carro de “Country”, e como Renha, vendeu a maioria deles em forma de kit.

Furgline (1982)

Furgões grandes baseados em picapes são carros extremamente úteis e versáteis, mas nunca foram produzidos aqui pela GM e a Ford, tradicionais fornecedoras deste tipo de veículo, principalmente por causa do alto investimento necessário para produzir uma carroceria de aço para eles (visto que os chassis já eram produzidos aqui para as F-100/C10 e sucessoras). Foi apenas na década de 1990 que pudemos começar a usufruir de vans grandes, com a abertura das importações, que nos trouxe tudo, de Mercedes-Benz Sprinter a Fiat Ducato.

 

brochura-de-venda-furglaine-13777-MLB212181412_4435-F  DEZ MELHORES BRASILEIROS PARTE VII: OS INCLASSIFICÁVEIS brochura de venda furglaine 13777 MLB212181412 4435 F

Mas no início dos anos 80, Waldir Cavenague, empresário de Guarulhos, na grande São Paulo, faz uma viagem com a família para os EUA e lá aluga um Ford Econoline de nove lugares. Maravilhado com a versatilidade da van, e vendo a quantidade delas rodando pelo país, nasce uma idéia em sua cabeça. Como sua empresa, a Furglass, era especializada em carrocerias para veículos de carga em compósito de resina poliéster reforçada com fibra de vidro, seria relativamente fácil produzir um veículo assim, usando mecânica de picape Ford ou Chevrolet.

 

FURG-2  DEZ MELHORES BRASILEIROS PARTE VII: OS INCLASSIFICÁVEIS FURG 2

O Furgline resultante não é uma réplica de um Ford Econoline, mas chega perto. Construído todo em compósito de fibra de vidro em folha dupla “recheada” com espuma PU (poliuretano), e baseado nas F-1000 Diesel, era vendido em concessionárias Ford, e foi grande sucesso durante muito tempo, sucesso este que acabou apenas com a abertura das importações nos anos 1990 e a chegada dos Mercedes Sprinter e similares. O Furgline se mostrou sólido, bem construído, e devido à sua carroceria de construção original, bem isolado térmica e acusticamente.

Um belo exemplo como a criatividade e inventividade tupiniquins ajudavam a cobrir nichos não explorados pelos grandes fabricantes estrangeiros.

Mirage (1983)

 

DSCN1207  DEZ MELHORES BRASILEIROS PARTE VII: OS INCLASSIFICÁVEIS DSCN1207

(Motor 3)

Apesar de claramente baseado no Mercedes-Benz SL R107 (1972-1989), o Mirage, carro carioca baseado no Opala, estava longe de ser uma réplica. Era uma categoria de carro chamada aqui de “paquerador”: um conversível exclusivo para passeios tranquilos à beira-mar.

NBM Jornada (1984)

 

Jornada  DEZ MELHORES BRASILEIROS PARTE VII: OS INCLASSIFICÁVEIS Jornada

O Jornada, produzido no Rio de Janeiro pela NBM, é outro carro difícil de classificar. O desenho é de um carro moderno da época, aparentava um sedã quadradinho e com faróis retangulares, mas era um conversível com teto rígido opcional. Como os bugues, tinha plataforma de VW 1600 arrefecido a ar, e era construído em plástico reforçado com fibra de vidro, e garantia bom desempenho com peso baixo: 780 kg.

Uma cruza de sedã pequeno dos anos 80 com bugue e carro esporte fora de série: mais um inclassificável.

PAG Dacon 928 (1984)

 

PAG DACON QRJUL84  DEZ MELHORES BRASILEIROS PARTE VII: OS INCLASSIFICÁVEIS PAG DACON QRJUL84

(Quatro Rodas)

A fixação de Paulo Goulart, da Dacon, e seu designer favorito, o indefectível Anísio Campos, pelo Porsche 928, já mostrada na traseira e no nome do Dacon 828 (ver a parte número VI desta série) tomou força realmente neste carro.

Não se pode chamar de réplica a completa reestilização do Gol GT inspirada no 928 que criaram, talvez uma réplica vaga apenas. Mas sempre equipado com motores mais fortes que o Gol original, era vendido por uma fábula de dinheiro em 1984, e talvez, naquela época de isolamento total, talvez enganasse alguém…

Ragge California (1986)

 

1986 Ragge California  DEZ MELHORES BRASILEIROS PARTE VII: OS INCLASSIFICÁVEIS 1986 Ragge California

Outro carro difícil de classificar: baseado em mecânica VW arrefecida a ar, com ares de hatch contemporâneo, mas “aventureiro”, era quase um precussor da mania atual de pendurar o estepe para o lado de fora do carro e cobrar uma fortuna a mais por isso.

Mas a característica mais legal deste carrinho era o teto traseiro removível, como a Chevrolet Blazer/Ford Bronco americanos, que fazia os passageiros do banco de trás poderem passear de pé. Bem divertido em ambientes praianos, se não muito seguro, nem legalmente permitido hoje em dia…

Engerauto Topazzio (1987)

 

Imagem2  DEZ MELHORES BRASILEIROS PARTE VII: OS INCLASSIFICÁVEIS Imagem21

(Quatro Rodas)

Agora as coisas ficam realmente esquisitas aqui. Anísio Campos, sempre ele, sempre original, é o autor da obra, talvez a coisa mais maravilhosamente esquisita já criada sobre um automóvel em nosso país.

Parecendo uma criação do surrealista automobilístico suíço Franco Sbarro, o Topazzio, baseado na picape Pampa, era uma cruza lisérgica de uma picape, um sedã e um hatchback. Se colocarmos no pote a origem já maluca da Pampa (meio Renault, meio Ford, meio Autolatina, meio VW), o Topazzio era algo realmente estranho.

 

topazzio-01-snazzy  DEZ MELHORES BRASILEIROS PARTE VII: OS INCLASSIFICÁVEIS topazzio 01 snazzy

topazzio-meta3  DEZ MELHORES BRASILEIROS PARTE VII: OS INCLASSIFICÁVEIS topazzio meta3

topazzio-meta4  DEZ MELHORES BRASILEIROS PARTE VII: OS INCLASSIFICÁVEIS topazzio meta4

Basicamente, era uma picape de cabine dupla, mas que trocando-se a tampa do porta-malas, podia se tornar um sedã ou fastback. De falta de originalidade não sofria…

Envemo Camper 4×4 (1989)

A Envemo pegou a excelente base do Engesa 4 (ver parte III desta série), o painel de instrumentos do Opala, e uma carroceria própria em plástico reforçado com fibra de vidro fortemente baseada no Jeep Cherokee contemporâneo, para criar um SUV nacional de grande sucesso.

 

1323952517395_f  DEZ MELHORES BRASILEIROS PARTE VII: OS INCLASSIFICÁVEIS 1323952517395 f

Um exemplo de como criar carros com poucos recursos pode dar certo, o Camper sobreviveu ao início das importações, só acabando em 1995, e até hoje é adorado pelos amantes do off-road, que tem com ele toda excelência fora de estrada do Engesa 4, mas com proteção dos elementos e ar-condicionado.

Grancar Futura (1990)

 

1249598031266_f  DEZ MELHORES BRASILEIROS PARTE VII: OS INCLASSIFICÁVEIS 1249598031266 f

O grande Toni Bianco, outra figura recorrente nesta série, se juntou com Armando Jorge Neto, dono da concessionária Ford paulista Grancar, para criar esta minivan.

Baseada no Ford Del Rey, e inspirada fortemente na Renault Espace francesa, era um carro muito bom e competitivo na época, mesmo com os importados. A Grancar importou uma Espace para ser copiada, e ele foi realmente a base do projeto, mas o carro final é único, com soluções originais e diferentes. De novo, só o fato de ter a base Del Rey, e motor VW 2.0 de Santana, o tornam eminentemente brasileiro, um jeitinho ambulante.

 

grancar_futura-13  DEZ MELHORES BRASILEIROS PARTE VII: OS INCLASSIFICÁVEIS grancar futura 13

O painel é derivado do Del Rey e a carroceria, como a do Renault, é de plástico reforçado com fibra de vidro. Mas a concorrência com a inundação de importados nos anos 1990 rapidamente acabou com a promissora idéia já em 1991. Apenas pouco menos de 160 unidades foram fabricadas.

Mas uma inclassificável criação que só podia ter sido criada no Brasil!

MAO

Sobre o Autor

Marco Antônio Oliveira

Engenheiro mecânico automobilístico de formação e poeta de nascimento, tem uma visão muito romântica do mundo, sem perder a praticidade, e nos conta a história do automóvel e seus criadores de maneira apaixonante. Também escreve sobre carros atuais sempre abordando aspectos técnicos e emocionais.

Publicações Relacionadas

  • Daniel S. de Araujo

    MAO,

    Sobre o Camper, na novela “Rainha da Sucata” do Silvio de Abreu, o personagem de Tony Ramos era o projetista do Camper!

    • MAO

      Daniel,
      Verdade, bem lembrado!
      MAO

  • Juvenal Jorge

    Incriveis MAO, belas idéias, e a coragem de materializá-las !
    Parabéns !

    • MAO

      Valeu camarada!
      MAO

  • Fernando

    Olha só, este Mirage eu não conhecia, muito boa a série.

    • MAO

      Obrigado, Fernando!
      MAO

  • CorsarioViajante

    Alguns foram frutos da excentricidade, outros da necessidade. Mas todos muito interessantes. Aliás, ótima idéia do livro, pois existe muito pouca bibliografia sobre estes carros brasileiros de vida normalmente curta mas que nos deixam pensando.

  • Fabio Vicente

    Sugiro fazer uma lista dos inclassificáveis parte ll.
    Imagino as pérolas que ficaram de fora.

    • MAO

      Fabio,
      Anotado o pedido, valeu!
      MAO

  • Caio César

    Muito boa a matéria.. a Camper me lembra a rainha da sucata…

    • Uber

      … e ela dirigia um Miura X8!

  • Uber

    Torcendo para que façam um livro disso!

  • Bruno L. Albrecht

    Olhei pra esse PAG Dacon 928 e pensei: “putz, estragaram mais um SP2…não pera….”

  • Christian Bernert

    Muito bom MAO.

    Lembrei também do ‘Monza-Benz’ aquela fantasia que apareceu lá pelo fim dos anos 1980.

    • MAO

      Christian,
      Re-estilizações, isso dá mais uma lista…
      MAO

  • BlueGopher

    Parabéns pela pesquisa, MAO, relacionar todos os modelos citados nestas suas séries não deve ter sido fácil não!
    Eu nem lembrava mais de muitos deles.
    Deixo aqui a sugestão, por que não tomar este seu trabalho que, creio, foi resumido para se adaptar a um blog, e colocá-lo sob forma de um livro?
    Acredito que muitos se interessariam pelos detalhes de nossa história automobilística.
    Como é rica (e sofrida) a história destes criativos desbravadores!

    • MAO

      BlueGopher,
      Grato, feliz que curtiu.
      Abraço,
      MAO

  • NICKS31

    Inclassificáveis parte 2 por misericórdia!

    • MAO

      NickS31,
      Aguarde!
      Grato!
      MAO

  • Celso Freitas

    Me lembro da POLAUTO, que comparando com os carros de hoje, seria tipo uma Strada cabine dupla. Apesar da caçamba, tinha motor de VW a ar na traseira!

  • Dieki

    O Camper é legal, andei em um. É bastante sólido e o acabamento é bem bom. A que eu andei tinha motor diesel de F-250. Segundo o dono, o 6 em linha de Opala inviabilizava as trilhas pela baixa autonomia.

    • Pergunto mesmo

      O 4-em-linha do Opala é preferido dos jipeiros.

    • Antônio do Sul

      A idéia de colocar uma carroceria mais bonita no chassi de um Engesa, recheando-a com itens de conforto inimagináveis em um jipe foi ótima, unindo as comodidades e o conforto de um carro de luxo (daquela época) à rusticidade, resistência e desempenho no fora-de-estrada de um dos melhores 4×4 fabricados no Brasil. Pena a Envemo o ter lançado já tarde demais, já na época da abertura das importações.

  • Rogério Ferreira

    Não conhecia o Formigão… Picape com motor VW traseiro, por esse mesmo motivo, senti falta da dupla Gurgel G800 /G15, É a tal lista, interminável, que problema, hein, Mao! Bem mencionado também o exemplo do Monza-Benz pelo Cristian Bernet, mas neste mote, vem à tona a onda típica da década de 80, de implantar novas frentes e traseiras, nos carros e picapes, especialidades da SR e Engerauto. A transformação ia além, e era capaz de converter hatches e sedãs comportados em conversíveis, (e nem sei se a supressão do teto implicava no necessário reforço da estrutura). Era a busca da exclusividade num mercado carente de novidades Talvez renderia, outra lista, melhores carros brasileiros, reestilizados. Nesse mesmo contexto, me lembro de um Monza (novamente ele) com a frente inspirada no Pontiac Trans-Am, (icone americano dos anos 80)…Sim frente bicuda, bipartida com quatro farois retangulares, recuados… ainda existia a versão conversível. Lembro também do raríssimo Uno conversível.

  • Rogério Ferreira

    Com luzes de Neon… o Antagonista (Tony Ramos) num Escort XR3 conversível azul. e a música coração pirata do Roupa Nova. Eu tinha 14 anos, boa lembrança

    • Rafael

      O Tony Ramos não era o dono da fábrica da Camper, na novela?

      • Uber

        Era.

  • Rogério Ferreira

    Muito bem lembrado, eu vi um desses numa feira de automóveis no ano de 1992… Enganava bem, quem ainda não conhecia um Mercedes de verdade.

  • Rogério Ferreira

    Eu tinha 14 anos… Foi a novela mais Autoentusiata da história. Lembrei agora do Camper. além do Miura X8 dirigido pela Regina Duarte, com luzes de neon e tudo mais. Era o carro que eu queria ter.

    • Uber

      Também acho que foi a novela que mais deu destaque aos fora-de-série. Lembro vagamente de alguns que apareceram discretamente em outras.

    • Daniel S. de Araujo

      As novelas do Silvio de Abreu são AutoEntusiastas. Na novela “A Proxima Vitima” os personagens tinham carros comuns (nada desses Kia, quase que frota oficial de merchandise de hoje em dia). Lembro que na época, alguns carros já eram fora de linha. Lá podia se ver Ford Royale, Ford Maverick, Fiat Uno, Gol GII, GM Omega…cada personagem tinha seu carro e era uma marca registrada dele…isso sem falar no Opala cupê preto do assassino…

      Tinha o Mario Fofoca, personagem de Luis Gustavo, que dirigia um Fusca prata (acho que era o Série Love 1984) e tinha um telefone de fichas no painel…Pena que o “merchan” acabou com o Auto-Entusiasmo novelistico.

  • Michel Veras Santana

    Envemo Camper, meu vizinho tem uma verde muito bonita, sempre tive curiosidade sobre aquele carro mas nunca dava tempo de parar ele para perguntar e olhar de perto.

  • Fórmula Finesse

    A lista é linda, quem diria que nossa fauna era tão variada?
    Parabéns por nos proporcionar essa viagem no tempo MAO!

    • MAO

      MFF,
      Nem eu imaginava quando as comecei!
      Valeu!
      MAO

  • Fernando

    Acho bastante interessantes carros como o Furglaine, Ragge, Camper e Futura, que embora tenham forte inspiração em outro modelo, tem linhas bem definidas e acabadas, alguns fora de série não me agradavam por ter algumas linhas que mereciam ser um pouco melhores detalhes.

    A Futura era tão engenhosa como carro urbano que poderia perfeitamente ter continuado com relativo sucesso mesmo com importações abertas, se o público para ela estivesse acordado para a proposta que ela tinha, e mais tarde tiveram Zafira, Meriva, Idea, Scenic e tantos outras minivans que tiveram embalo por muito tempo.

  • Christian, por acaso essa foto não foi tirada num encontro do Monza Clube há uns bons anos atrás? Acho que tenho outras fotos dele se não foram perdidas.

  • RoadV8Runner

    Legal essas listas de dez melhores brasileiros. Têm carros que nem lembrava ou que sequer conhecia. Concordo que vale a pena publicar a parte II dos inclassificáveis que ficaram de fora.

    • MAO

      RoadRunner,
      Que bom que curtiu, valeu!
      Já entrou para a lista essa segunda lista!
      MAO

  • Bera Silva

    MAO, parabéns por esta série de “Melhores Brasileiros”. Imagino que não deva ter sido fácil escrevê-la. Quem sabe não surja um livro?! Em tempos sombrios, ler Os Melhores nos faz sentir bem e ter esperança..

    • MAO

      Bera,
      Livro ia ser uma delícia de fazer, mas sem tempo para isso infelizmente…
      Ótimo que inspirou esperança, era essa a intenção!
      Obrigado!
      MAO

  • César

    Que surpresa MAO, um post seu! Mais surpreso ainda fiquei ao abrir o post, apareceu a foto de um Toppazzio igualzinho ao que tive. Um carro muito legal e que me deixou saudades. Aliás, creio que seja o carro fora-de-série mais difícil de identificar as origens: tem que conhecer muito para saber que se trata de uma Pampa.

    Outro veículo bacana que poderia ser incluído na lista é o Marcopolo Fratello, um concorrente da Furglaine nos anos 90, do qual conheço apenas um exemplar remanescente, em péssimo estado. Só uma observação: no seu post você se refere três vezes à palavra “Furgline”, quando na verdade é “Furglaine”. Abraços.

    • MAO

      Cesar,
      Prometo postar mais este ano!
      Obrigado, e forte abraço!
      MAO

  • Lucas Vieira

    MAO,

    essa foi a mais interessante das matérias, e a Furglaine conheço bem, lembro que o chassi sofria modificações, com o avanço dos controles, e o chassi podia ser usado tanto o da F-1000 como o da F-2000, mais usado, embora seja difícil ver uma F-2000, que só anos mais tarde ressurgiu como F-350 e cabine P131. Só faltaram o Furgovan da Agrale e a Ibiza da Souza Ramos.

    Abraço

    • MAO

      Lucas,
      Grato, que bom que gostou!
      MAO

  • Cristiano

    Eu lembro de uma versão mais atualizada desse Furgline, acho que chamava Ibiza e era fabricado pela SR, muito bem feito e acabado, com pintura em 2 tons

  • Leo-RJ

    Caro MAO,

    Acho que já comentei em outro post por aqui: sempre achei o Topázzio lindo. Na minha pós-adolescência, vi uns três pelo Rio, e achava-o muito bonito. Sonhava em ter um. Achava que, por ser da Engerauto, só podia ser bom. Mas admito que ele tem um “que” de esquisito!

    Nos furgões, Furglaine e SR eram chamativas nas ruas, A versão “Ibiza” era o furgão que eu mais gostava, e, entre as picapes, acho que o modelo era “XK” ou “Deserter”, da SR (uma delas tinha o desenho mais aerodinâmico, apenas na frente).

    Já o Ragge, minha mãe teve um. Ele fazia sucesso na Zona Sul e Barra (Rio de Janeiro) por ser de fibra e ‘não enferrujar’. No Rio, pelo menos, fez bastante sucesso.

    Agora, o melhor de todos é o Condorde mesmo. Não conhecia.

    Agradecemos novamente por essa “série” de matérias, que são um primor!

    Leo-RJ

    • MAO

      Leo,
      Eu adoro o esquisito! É elogio!
      Eu que agradeço a leitura e o comentário! Comente sempre!
      Obrigado!
      MAO

  • Leonardo Mendes

    Meu pai desistiu de uma Country Wagon SR por um Furglaine 87… ficamos com esse carro durante 7 bons anos, várias viagens com o máximo em conforto possível e imaginável. Lembro até hoje da placa da bendita: YC-8100.
    O Bozo fez propaganda desse carro em sorteiros do SBT mas, como 95% dos brasileiros, pronunciava o nome errado… “Furgolaine”, “Furgliane”, “Furgole”, difícil encontrar alguém que sabia pronunciar certo de primeira.

    E só eu aqui nunca tive o prazer de ver um Formigão ao vivo e a cores?

  • RBSE36

    Leonardo, aqui em Salvador, vejo um vermelho abandonado há anos.

    • Breno Ribeiro

      Engraçado, aqui em Ilhéus, também na Bahia, também tem um vermelho abandonado há anos.

  • MAO

    Obrigado, Mr Dammit!
    MAO

  • pedro rt

    Outros carros bem interessantes são o Ford Ibiza e o Sable.

  • Anderson

    Cesar, um amigo do meu pai teve um Topazzio e eu sempre quis ter um, você tem o contato da pessoa que você vendeu ? Se sim, consegue me enviar ?

    Abraços.

    Anderson Melo

    • César

      Desculpe Anderson, mas não. Isso já faz mais de 15 anos e eu negociei o Toppazzio na troca por uma D20, numa revenda, portanto nem sei quem ficou com ele. Abraços.

      • Anderson Melo

        Olá César,

        Que pena, mas muito obrigado por ter respondido o post, Abraços.