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Recentemente, ao escrever a história de como pedi um autógrafo para o ex-piloto de Fórmula 1 Alessandro Nannini, aproveitei para rever meus álbuns de fotos. Sim, álbuns, pois entre as várias manias que tenho está a de tirar fotos e guardá-las caprichosamente em álbuns junto com cartões de restaurantes que gostei, ingressos de shows que vi nas viagens, enfim, lembranças de vários tipos. Devo ter sido bibliotecária em outra encarnação…

Gosto de imprimir as fotos, embora também guarde os arquivos digitais e curto muito vê-las em CDs e pen drives no televisor. Mas aí o problema é que não há observações ou descrições. Apenas fotos. Dá um trabalho danado conseguir álbuns que tenham espaço para escrever, mas localizei um fabricante que me manda pelo correio. E faço questão de incluir comentários, dados, informações. Adoro viajar e penso que quando ficar velhinha e não puder mais fazer isso terei todas essas recordações (também filmo e levo para editar os DVDs…) e por isso incluo o máximo de detalhes. Sei lá até quando vai durar minha fantástica memória?

Tenho uma foto minha num restaurante na Flórida onde pedi uma pizza de hambúrguer. Junto, o nome do restaurante e uma observação minha sobre a escolha: “Horrível. NUNCA, NUNCA mais pedir isto”. Hoje, anos depois, ao reler este texto, estava na cara que uma pizza de hambúrguer não podia ser uma boa opção gastronômica, não? Onde é que eu estava com a cabeça quando pedi isso?

Entre os anos de viagens e lembranças tinha alguns registros de carros que tivemos, alugamos ou apenas aparecem como cenário de fundo. E aí comecei a listar, mentalmente, algumas coisas e acessórios que talvez tenham feito sentido na época, outras que por serem objeto de desejo estavam colocados nos carros possíveis, porém errados e outras que nunca tiveram a menor lógica — como a minha pizza de hambúrguer. Fiz, então, uma pequena relação dessas geringonças:

– aerofólio gigante – entendo razoavelmente de Física e um pouco de aerodinâmica, mas aerofólio gigante em carro popular? Sempre soube que o objetivo (original, entenda-se bem) era dar estabilidade à traseira do carro em velocidades acima de 200 km/h. Mas, e quando ele tem uns 75 cavalos? Vai chegar aos 200 km/h? Talvez no meio de um tornado, mas aí quem se preocuparia com a estabilidade no solo? Aliás, nem tocaria o solo provavelmente.

– calhas nas janelas – essa nunca entendi. Um par de décadas atrás todos os carros no Brasil tinham essas calhas nos vidros. Hoje é cafona. Mas o Brasil continua sendo um país tropical, continua chovendo muito (exceto este ano em São Paulo) e ninguém mais coloca calhas. Será que todos os carros têm ar-condicionado?

– engate – supostamente este acessório seria para puxar outros veículos ou carga. Mas como fazer com que um carrinho 1,0 puxe algo além dele mesmo? E dada a fragilidade da maioria deles, podemos descartar transportar qualquer coisa além de um travesseiro de penas. Sim, já sei, muita gente o coloca para que o carro de trás não encoste ao estacionar, mas se olharmos um pouquinho a falta de capricho com que na maioria das vezes são instalados, é como se o dono do carro amassasse ele mesmo o próprio carro. E pela lei, o engate só pode ser usado em carros que tenham capacidade máxima de tração divulgada pelo fabricante do veículo e desde que seja realmente funcional – e para isso tem de ter tomada elétrica para o reboque e esfera de aço maciça.

– rebaixamento de suspensão – desde março deste ano, a legislação permite se o assoalho ou o para-choques não ficarem a menos de 10 cm de distância do chão e a alteração deve constar do documento do carro. Mas sem entrar na questão técnica de o quanto o rebaixamento interfere na dinâmica do veículo, com a buraqueira que são as ruas e estradas brasileiras me parece uma temeridade. Ah, mas esses são os motoristas que ao passar numa valeta entram nela totalmente de lado, achando que com isso “protegem” a suspensão. Conto para eles que o carro em linha reta sofre uma torção menor e que as molas e os amortecedores funcionarão ao mesmo tempo dos dois lados, o que não acontece quando se entra de lado na depressão?

 

Socado  Sobre acessórios e bom senso Socado

E como fica na hora de passar num buraco? (foto : tuningpp

– farol néon azul – além de ser irregular, pois o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) nas resoluções 227/07 e 294/08 diz claramente (com perdão do trocadilho) que as lâmpadas devem emitir luz amarela ou branca, nunca azul ou de qualquer outra cor, não ilumina coisíssima nenhuma o caminho. Geralmente acompanham painel azul néon e luzinhas coloridas no lugar das luzes de posição — como combo de lanchonete. E o motorista costuma apagar as demais luzes do carro para ser mais, digamos, “admirado”.

– meia dúzia de conta-giros – está certo que tem painel original de carro novo com overdose de informações. Outros são um exemplo de sobriedade. Pessoalmente, gosto muito daquele do C4 Pallas Exclusive, enxuto, fácil de ler, mas ainda assim completo. Mas tem gente que cobre o painel com conta-giros e, sei, lá, talvez relógios com fusos horários de outros países. Será que tem alguma informação relevante lá? E outra, dá tempo de olhar todos eles?

 

Painel Boeing  Sobre acessórios e bom senso Painel Boeing

Este também colocou o tapetinho de alumínio, para ofuscar ainda mais (foto: Mercado Livre)

– rodas gigantes – tem aquelas tipo Orbital, aro 22 e outras invenções que são colocadas até em Celta. A resolução 533/78 do Conselho Nacional de Trânsito diz que você pode trocar as rodas desde que o diâmetro total do conjunto pneu/aro tenha sido respeitado e a largura da roda não ultrapasse o limite do pára-lama. Mas convenhamos, Celta com roda aro 22 parece criança que coloca o sapato de salto alto da mãe. Sem falar no quanto afeta a suspensão.

A lista ainda poderia contemplar outras pérolas, mas resolvi ficar por aqui. O tempora, o mores.

Mudando de assunto – semana passada levei meu carro à concessionária para uma pré-revisão meio obrigatória de 5.000 km. Tudo OK, mas o devolveram mais sujo do que quando o deixei. Disseram que não estavam lavando carros por causa da estiagem em São Paulo. Eu mesma não tenho nem dado ducha no possante pelo mesmo motivo, mas não entendi por que todos os veículos à venda, novos e usados, brilhavam sem nem um pozinho. E não poderiam limpar o meu nem um tiquinho por dentro? Aspirador não tem a ver com chuva, né não? Eta desculpa esfarrapada!

NG

A coluna “Visão feminina” é de total responsabilidade de sua autora e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.
Foto da abertura: huffington.com

Sobre o Autor

Nora Gonzalez
Coluna: Visão Feminina

Nora Gonzalez é jornalista, foi repórter (inclusive de indústria automobilística) e editora da Gazeta Mercantil e de O Estado de S. Paulo durante muitos anos. É fã de carros desde pequena, especialmente de Fórmula 1.

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  • RMC

    Oi, Nora
    Concordo contigo em quase tudo, menos em um item: as calhas de chuva. Um de meus carros as tem e os outros não. Devo dizer que é muito legal você poder andar na chuva com os vidros entreabertos e sem precisar ligar o ar-condicionado para desembaçar o pára-brisa. Pode até ser meio anti-estético, mas é bastante útil. Quanto aos outros, você está certíssima.
    Ah, também não gosto do oposto dos painéis cheios de instrumentos que muitas vezes o dono não sabe direito para que servem, que são os painéis sem informações. Cito o exemplo do excelente Honda Fit, que não tem marcador de temperatura do líquido de arrefecimento do motor. Custa tanto assim colocar um instrumento?
    RMC

    • Renato Mendes Afonso

      Em momento algum a Nora falou que é contra as calhas de chuva. Apenas que, mesmo com alto índice de chuvas no Brasil, não entende o por que de quase não haver mais carros com isso.

      • Fabio

        As calhas de chuva são como alguma coisa sobrando no carro,os engates também ,o projetista tem todo um trabalho de desenhar o carro e o sujeito vai e coloca essas coisas “lindas” nele .

    • robson santos

      Custa sim, RMC.. Um bom custo para você pagar para as oficinas e concessionárias!!
      Eles não querem que você conheça o comportamento do motor de seu carro..Quanto menos souber, melhor para as futuras manutenções, simples assim..

  • Davi Reis

    Uma coisa que nunca me desceu é a tal da calha nos vidros, sempre achei de um mau gosto tremendo! Mas por um lado eu até compreendo o uso dela em alguns carros, especialmente aqueles que tinham a aeração interna deficiente e os vidros embaçavam com facilidade, mas já vi Civic, Cruze, Corolla e outros sedãs dos mais novos portando a tal da calha… Só não entendo o motivo.

    • Fabio

      Fumar em dia de chuva.

      • Fabio ll

        Também nunca entendi ,não gosto enfeia mesmo o carro .

      • Zé do Galo

        Boa!!

      • Davi Reis

        Como eu disse, acho até passável em carros com aeração interna deficiente. Me lembro que o Omega era um bom exemplo de carro bem pensado nesse detalhe, permitia até que dois ocupantes fumassem dentro dele com as janelas fechadas, sem gerar incômodo. Não sei como andam os carros novos nessa área, mas imagino que tão bons quanto o Omega.

  • Rogério Ferreira

    Realmente há “preparações” que beiram o absurdo, o cúmulo do mau gosto, como algumas rodas coloridas, em tom flurescente, que vi em um desses possantes “xuning”… Não conseguia acreditar na cafonice daquilo. Talvez seja proposital, alguém que queira fazer estilo “falcão” . E aqui na minha cidadezinha, a “juventude funkeira” adora colocar “1000 alto-falantes” em tudo que é espaço do carro, nas portas, no lugar do banco traseiro. para tocar seus “pancadões” e o “barato” é quebrar os vidros, disparar alarmes alheios,acordar os bebês que estão dormindo, assustar os cachorros, e outras babaquices típicas de quem tem um cérebro do tamanho de uma azeitona. (se é que podemos dizer, que estas criaturas possuem algum cérebro)… São carros que não servem para nada, nem para pegar estrada, nem para ir para a roça, nem para ir na padaria da esquina. Não tem jeito nem de dirigir, apenas de tocar, pois, deve se apoiar o braço esquerdo em cima da caixa acústica que sobressai da porta, e ocupa metade do lugar do motorista. Sim. são rebaixados, absurdamente rebaixados, com a tal suspensão fixa, rosca, ou a ar. Mas Nora, vamos a um conta-ponto. Suspensão absurdamente rebaixada é condenável, mas não vamos defender onda de carros altinhos e levantadinhos, que “emporcalhou” o mercado, e nos obrigam a levar para nossas garagens “quase jipes” com molas e amortecedores rígidos feito pedra, numa tentativa da engenharia em conter os inclinações da carroceria, imposta pelo levantamento dos centros de massa e gravidade-.. E extremamente irritante saber que um carro foi “levantado” para atender a preferência nacional, tal qual aconteceu com Golf, Up, 208 e Corolla, entre outros exemplos. Não é necessário um automóvel altura de rodagem maior do que a de um Gol, de um Uno, ou de um Palio Fire , por exemplo. Nunca ouvi reclamações destes modelos, de tal forma que suas versões Rallye e Way, não trazem nenhuma vantagem, para compensar os prejuízos no conforto, na estabilidade e na aerodinâmica trazidos pelo maior altura de rodagem de tais versões. Meu receio está se concretizando, e a maioria dos carros até a faixa de 60.000, estão se “jipalizando” e isso pode virar regra (Novo Uno, Novo Palio, Palio Week, Strada, Idea, Etios, March, Novo Ka, Up, Fox, Onix, Prisma, Sandero, Logan, C3, 208, são todos jipalizados) e as opções de altura normal são geralmente projetos antigos: Celta, Classic, Clio, Gol, Voyage, Polo. A exceções da regra, é a Dupla HB20/HB20S e Focus e New Fiesta. Cabe aos Autoentusiastas, defender uma corrente contrária, pela volta dos carros com alturas normais.

  • Douglas Sanches

    Nora, seu texto está excelente, só para variar. Realmente aberrações como essas suspensões rebaixadas até encostar o escapamento no chão nunca me desceram, luzes com cores fora do permitido além de tudo podem atrapalhar os outros motoristas na via, rodas enormes que exigem rebatimento dos pára-lamas, desrespeitam a engenharia por trás do automóvel original e colocam os ocupantes do carro em risco etc. Os aerofólios dos carros brasileiros são meramente estéticos, salvo raras exceções, como um Civic Si, por exemplo. Minha única ressalva ao texto é a menção ao “excesso de conta-giros” no painel do carro. Na verdade, em geral isso acontece em carros que tem preparação forte no trem de força e via de regra são usados em seu limite mecânico, por isso o motorista tem que ter informações precisas de vários parâmetros de funcionamento do motor pois qualquer pequena anomalia e lá vai o motor estourando com bielas voando pelos ares. Informações importantes além de velocimetro e tacômetro com shift light (que avisa a hora da troca de marcha sem exceder rotações para além do preparado), como por exemplo temperatura e pressão do óleo, temperatura do liquido de arrefecimento, pressão do turbo, pressão da linha de combustível, instrumento que mostra em tempo real se a mistura está pobre ou rica, displays com informações da injeção eletrônica adaptada, etc… são todas informações cruciais para quem anda no limite. Concordo que fica uma coisa “um pouco” brega, mas nesse caso é um mal necessário.

    • Nora Gonzalez

      Douglas, sempre tem exceções, é claro. O problema é que na maioria dos casos é enfeite mesmo e o motorista nem sabe o que mostram aqueles círculos todos e muito menos interpretar. Muitos só colocam porque acham maneiro e é a esse grupo que me faço menção. Abraços

    • Piantino

      O aerofólio do Civic Si não é funcional, é também meramente estético…

  • Zé do Galo

    “E como fica na hora de passar num buraco?”

    Rebaixar é arte, raspar faz parte…

    • João Carlos

      … desde que não atrapalhe o tráfego se arrastando igual lesma.

      • Lucas dos Santos

        Mas andar se arrastando feito uma lesma é um dos benefícios do carro socado. É mais seguro, pois impede que o motorista corra demais e se acidente!“. Sim já ouvi “socador” usar esse argumento para defender os carros rebaixados, digo, “socados”!

  • Rodolfo

    Quando eu estava na universidade eu vi em frente a ela um Polo todo tunado… parecia aqueles carros do filme “Velozes e Furiosos”, estava ridículo… de repente um colega aparece e fala venha ver o meu carro… adivinha de quem era… do próprio. Ele me perguntou o que eu achava… eu disse maneiro. kkkkkkk

    • Mr. Car

      Mentir é feio. Rodolfo. Segundo uma deliciosa canção (It’s a sin to tell a lie), é até pecado, he, he, he!
      PS: para quem tiver curiosidade de conhecer a música, recomendo a gravação que mais gosto: a de Ray Conniff, no álbum “The Happy Sound of Ray Conniff”, de 1974. Pode ser encontrada no “Youtube”. Aliás, recomendo o álbum inteiro, he, he!

  • Lipe

    Eu não sei como que aprovaram esse negócio de suspensão “socada”. O lobby daquelas firmas credenciadas pelo Inmetro que fazem os certificados (CSV – para carros rebaixados, mudança de carroceria de caminhão, recuperação de carro batido etc.) deve ter sido grande.
    Eu até acho que tem muitos carros no Brasil que são altos demais, sendo assim, entendo que molas esportivas (com selo do Inmetro) poderiam ser permitidas para instalar em qualquer carro, sem necessidade de alterar documento nem coisa nenhuma. Bastaria que o dono do carro andasse com a nota fiscal e algum tipo de certificação (Inmetro) junto com o documento do carro (para mostrar ao agente de trânsito). Essas suspensões a ar totalmente adaptadas; amortecedores recondicionados, serrados e soldados; amortecedores com roscas soldadas… Tudo é um atentado contra a segurança. Molas esportivas (feitas de fábrica, não as esquentadas ou cortadas), apesar de diminuírem a vida dos amortecedores, são bastante adequadas, pelo que sei.
    Só que no Brasil, o bom senso, a razoabilidade e a proporcionalidade (e até mesmo a inteligência) são princípios deixados de lado em lugar da burocracia estúpida.
    Outra prova disso são pessoas que colocam lâmpadas de xênon em carros originalmente com luzes halógenas…. Ilumina mais, dá mais segurança, é óbvio, mas e a segurança do motorista que vem em sentido contrário onde fica??!!? É muita mediocridade… Assim como o motorista do “socadão” que freia de inopino ao ver uma irregularidade e pouco se importa com quem vem atrás (afinal, todos os imbecis têm como regra que “o que bate atrás é culpado” – tudo bem, é uma premissa verdadeira em linhas gerais, mas não podemos nos esquecer do escasso bom senso).
    Obs.: tenho gostado bastante dos textos desta nova seção do site

    • Nora Gonzalez

      Lipe, estou trabalhando numa coluna sobre o uso errado das luzes e lâmpadas. Um verdadeiro inferno. E obrigada pelos elogios. Abraços

      • robson santos

        Olá. Nora, também fico no aguardo, aliás noto que assuntos assim são mais debatidos aqui neste site, felizmente, pois gosto muito de vocês e de muitos comentaristas daqui, então por que este e também os famigerados bandidos da faixa da esquerda não são expostos naqueles programas dominicais ? Convenhamos, estão se tornando crônicos esses problemas, não consigo entender por que problemas de trânsito assim não estão sendo debatidos na mídia, já que quanto mais carros aparecem nas ruas e nas estradas, esses problemas se multiplicam, está ficando “natural” e é isso que me preocupa. Por vezes isso tira meu humor em determinados momentos numa viagem que era para ser agradável…

      • Lucas dos Santos

        Já vi diversos tipos de aberração no tocante ao uso das luzes do veículo.
        Alguns circulando com a luz forte demais, outros circulando somente com um pequenino LED azul ou vermelho no lugar dos faróis e até mesmo um maluco que substituiu as lanternas de freio(!) por LEDs brancos dos mais fortes que ele encontrou e que ficavam permanentemente acesos – eliminando a ação da luz de freio!

    • Renato Mendes Afonso

      Quanto ao xenon, ainda acredito que seja possível instalar xenon em faróis refletores, desde que instalados projetores junto. Aqui no Brasil não se vê muito, mas em algumas lojas do exterior é mais fácil achar kits de xenon com projetores inclusos. Um exemplo abaixo:

      http://www.dx.com/pt/p/zt02-2-5-3000lm-4300k-hid-dual-angle-eyes-projector-lens-car-xenon-light-silver-pairs-232382#.VIhwgjHF9fA

      Imagino que talvez seja a solução para melhorar a visibilidade sem prejudicar terceiros.

  • Lucas Pereira

    Minha vizinha de garagem apareceu com um Focus Titanium zero, e eu todo dia admirava o carro e a elogiava comigo mesmo pelo bom gosto que teve na escolha. Até que… alguns dias depois o carro acordou com as calhas nos vidros. E no carro branco elas se destacam ainda mais. Não consegui entender.

  • Clésio Luiz

    Curiosamente, no Japão (e me parece que em alguns países asiáticos) é normal os carros terem calhas de chuva. E com certeza lá todos os carros saem de fábrica bem equipados.

    Meu carro não tem ar-condicionado, então as calhas são um achado em tempo chuvoso. Mas que são feias, são, com certeza.

  • Mr. Car

    Dora, se não colocam mais calhas nas janelas, deve ser aí em São Paulo. No Rio, colocam. Menos eu, he, he, pois acho horríveis estes modelos atuais, imensos, e de colar, ao contrário dos de antigamente, de encaixar na calha superior dos vidros, e bem mais discretos. Já a febre dos malditos engates, colocados sempre por motivos “estéticos” e para supostamente “proteger” de uma colisão por trás, parece ter acabado, felizmente. Outras coisas que execro são o rebaixamento de suspensão, e as rodas e aerofólios gigantes. De painéis completíssimos, cheio de reloginhos, gosto demais, mas só se vierem assim de fábrica: colocados depois, como acessório, a aparência fica totalmente xuning.

  • GFonseca

    Pode ser coincidência, mas ultimamente tenho visto um número razoavelmente grande de carros com calha de chuva aqui em SP. Será que está voltando à “moda”?

    Outra coisa interessante é que tenho visto calhas em carros blindados, até pensei que fosse pra esconder o frame dos vidros, já que eles tem mais ou menos a mesma medida, mas não vejo muito sentido nisso, enfim, não faço idéia…

    • Nora Gonzalez

      GFonseca, carro blindado com acessório para andar com o vidro aberto? mistério! música de Arquivo X ao fundo…

  • rgordini65

    A bem de todos nós, cara Nora: qual é o carro que tem uma “pré-revisão” (???) “meio obrigatória” (???) de 5.000 km? Qual é o nome da concessionária porcalhona? Muito obrigado!

    • Nora Gonzalez

      rgordini65, Peugeot 408. E a concessionária é a Super France, em Moema, São Paulo. Abraços

  • Eduardo Silva

    Nora.

    É um prazer ler seus textos, não quero criar ciúmes no Ae, mas já é minha seção preferida. E que bom que é uma coluna, assim dá certeza de que pelo menos uma vez por semana sairá um novo texto.

  • João Carlos

    Ontem num video (http://www.youtube.com/watch?v=B8XbzgmvFNU&list=UURuBopQ2ei22ZgXlOfd5eDQ) tinha um Astra com luzes vermelhas na dianteira, e o pessoal adorando…

    • Roberto

      Falando em Astra, lembrei do aerofólio do carro que já vinha de fábrica. Acho que até parte fama do carro, principalmente entre a meninada mais nova, deve-se a este aerofólio minusculo e que nao deve servir para nada.

      • CorsarioViajante

        Esse aerofólio é tipo aqueles velocímetros que marcam até 250 km/h e tem gente que AINDA acredita que o carro chega lá.

  • Lipe

    Eu tenho visto bastante esse tipo de instalação em carros com farois comuns. Já vi em Gol G5, Celta e até mesmo em up! (no Brasil!)
    Pelo que vi, usam projetores de Astra.
    Mas não gosto desse tipo de adaptação com uma parte tão importante do carro, que são os farois.
    Contudo, se não prejudicar quem vem do lado contrário, não tenho nada a dizer contra.
    Eu gosto de mexer no carro… Já tive carro rebaixado (com molas esportivas), já troquei escapamento, já troquei coletor de admissão, volante de motor, filtro de ar… Mas quando começa a invadir a esfera dos direitos dos outros motoristas sou completamente contra. Por isso nunca coloquei sequer aquelas lâmpadas “superbrancas” em carro meu.
    O Celta ’08 que tive era bem ruim de iluminação, mesma coisa um Uno Fire ’06, pior então um Gol GTS ’92 (melhorava na alta com os milhas) mas os carros que tenho hoje (Gol com farol de dupla parábola e Civic idem) são excelentes.
    Abraço

  • rgordini65

    Anotado; grato!

  • a. shiga

    Calhas são feias, mas em algumas situações na cidade podem até ajudar no consumo, pois demanda menos uso do A/C. O problema é que elas são muito abertas, o que automaticamente as torna ridículas. Se tivessem a largura de 1 polegada, acho que não estragaria tanto o carro e seria bem útil. De repente poderia ser até uma calha auto-retrátil que só abriria com o vidro aberto, já pensaram? 😀

  • Roberto

    Aqui em Porto Alegre as calhas e os engates também ainda fazem sucesso, principalmente entre os taxistas.

  • Roberto

    Penso o mesmo com relação as peliculas no vidro. Em um carro branco, fica parecendo que o carro está sempre sujo. Não gosto (e também por outros motivos).

    • Lucas Pereira Campos

      Pois é, eu também acho mais bonito deixar aquário. Fiz isso no meu, mas com a chegada do verão estou começando a pensar a respeito. Peguei 50 km de estrada semana passada de tarde e fiquei queimado de sol no lado esquerdo…

      • Bob Sharp

        Lucas
        Supondo que você tenha rodado a 100 km/h, você ficou 30 minutos exposto ao sol, tempo insuficiente para queimar a pele. Além disso, para ter-se queimado no lado esquerdo, só com sol baixo, e este sol não queima. Qualquer coisa não bate nessa sua história, desculpe.

        • Lucas Pereira

          Bob
          Com todo o respeito, é um pouco constrangedora a maneira como o senhor defende seu ponto de vista algumas vezes. Conhecemos muito bem sua opinião a respeito dos “sacos de lixo” nos vidros. É claro que o carro fica mais bonito sem o acessório, além de fugir do rótulo de “carro de malandro” (que para mim é a maior vantagem). Mas negar o seu benefício óbvio de proteção contra o sol é teimosia. Talvez o senhor não conheça a Rodovia do Sol, ligando Vitória a Guarapari. Uma via praticamente reta, plana, área aberta. Além disso, o sol não pega no braço somente no fim da tarde. Não vou me ater a detalhes porque é chato querer comprovar alguma coisa que eu disse.

  • João Carlos

    Coisa que me tiram o prazer de guiar – até que sejam retirados: capa de volante; coisas penduradas na alavanca de câmbio; capas de pedais não originais; sobretapetes não originais.

  • Roberto

    Acho que do Astra tambem.

  • J Paulo

    Eu já acho bacana a calha de chuva. Não é algo espalhafatoso e ainda é útil.

    • Lucas5ilva

      Eu acho útil pra caramba, no meu carro tem elas instaladas, mas vamos combinar, são feias pra caramba, se eu pudesse, rodaria sem elas! rs

  • Lucas dos Santos

    Coluna bastante polêmica, Nora. Logo deverá aparecer aqui o pessoal defendendo que é tudo questão de gosto, de personalidade, que você tem inveja e blábláblá – comentários que provavelmente acabarão caindo no “filtro” do Ae, hehehe!

    Quanto aos aerofólios, tem uns que são visivelmente home made – melhor dizendo, feitos em fundo de quintal com “material alternativo”. Dá impressão que o dono utilizou sobras de material para fazer o dito cujo do aerofólio. Pior ainda são aqueles – normalmente donos de hatch – que, ao invés de posicionar o aerofólio na traseira do carro, o instalam NO TETO, ficando uma coisa totalmente ridícula!

    O uso de engates sem ter nada para puxar, normalmente é justificado como “uma proteção ao para-choque”! Logo o para-choque que é verdadeiramente uma “peça-suicida”, que se quebra justamente com o objetivo de proteger os ocupantes e o restante do carro. Mas, fazer o quê? “Neste país”, em que tudo custa caro, ninguém está a fim de pagar um alto preço pela troca ou reparo de um para-choque danificado por um “toquezinho de nada”. Ao invés disso, os donos preferem instalar o engate e deixar que este danifique apenas o para-choque de quem bateu. O problema é que ninguém pensa no que pode acontecer quando a batida for mais intensa…

    Quando ao rebaixe de carros é aquela história: uma pessoa resolveu rebaixar apenas o suficiente para deixar o carro “bom de chão” e alguém, com o ego ferido, resolveu rebaixar mais só para dizer “o meu é mais baixo que o seu”. A partir daí virou uma verdadeira competição – ou eu deveria dizer “guerra”? – para ver quem rebaixa mais. O mesmo vale para os mostradores no painel. Alguém sentiu a necessidade de instalar um ou mais relógios suplementares no painel e isso acabou virando “competição” para ver quem instala mais relógios. Com as rodas é a mesma coisa: quem tem a maior roda vira “o líder da matilha”.

    À sua lista eu ainda acrescentaria os caminhões com a traseira levantada (quem levanta mais?) e as motos com o escapamento barulhento (quem faz mais barulho?). É, isso está virando um verdadeiro “leilão” de aberrações!

  • Rodolfo

    Se mentir é pecado então um vizinho meu que mente muito vai queimar no fogo do inferno. kkkkkkkk

  • Bob Sharp

    Lucas,
    É para constranger mesmo, pois não existe hábito mais nefasto e burro do que alguém se esconder dentro do carro, perder visibilidade e ainda por cima deixar o carro em situação irregular. Essa de “proteger do sol” é mais uma desculpa esfarrapada de quem acha que o carro fica “lindão” com os sacos de lixo. A Rodovia do Sol só tem 53 quilômetros e rumo sul-sudoeste, nem se pega o sol lateralmente (pega-se por meio por trás, de manhã) a pleno enquanto este está baixo.

    • Lucas Pereira

      Ok Bob. Você está certo (rsrs). Devo ter me queimado com o ar-condicionado, e a presença dos sacos de lixo não teriam feito a menor diferença nisso.
      Abraços

  • CorsarioViajante

    Eu usava calhinha quando não tinha A/C. Achava um horror mas era prático. Hoje tenho A/C, e obviamente não uso.
    Aliás, essa época de minha vida foi vergonhosa: calhinha de chuva, dados no retrovisor e… horror dos horrores… capa de volante daquelas piratas que vendem no farol.