DSC01293  QUESTÃO DE COMPORTAMENTO DSC01293

A cena poderia ser numa estrada qualquer, uma parada geral por qualquer motivo, como tanto acontece. Essa estrada é na Alemanha, onde estive na semana passada, a Autobahn que vai de Munique à fronteira com a Áustria, pois fomos a Salzburg, como parte do teste de avaliação  de dois MINIS (o convite não foi para o Ae, mas para a nova revista Top Carros, da qual faço parte do corpo editorial).

Quando vi todos parando notei que a coluna da direita deslocou-se para esse lado. Na hora saquei que era para dar passagem a veículo de socorro ou de polícia. Não deu outra. Em poucos minutos notei luzes de teto azuis se aproximando.

 

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Carro da “Polizei” passando pelo espaço criado

O carro era da polícia e veio para atender a uma ocorrência, uma pequena colisão traseira, sem maiores conseqüências.

 

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Atendendo a ocorrência

Qual a minha idéia ao registrar e relatar este fato? Apenas que temos um longo caminho a percorrer em termos de comportamento no trânsito, o que não é nenhuma novidade, batemos muito nesse ponto aqui no Ae. Mas nada como um exemplo real para mostrar isso, o que tive oportunidade de presenciar ao vivo e em cores.

Educação se recebe em casa, o que inclui a noção de comportamento em público, que por sua vez abrange o comportamento ao volante de um veículo. Mas só isso não basta. É essencial uma Formação, com “F” maiúsculo mesmo, de motorista que lhe ensine das mais elementares às mais intrincadas regras de trânsito. E isso, pelo que sei, é levado muito a sério no país que inventou o automóvel.

O aprendizado inclui até trafegar em autoestradas (Autobahnen), de tal maneira que ao receber a carteira de habilitação o cidadão ou cidadã tenha real capacidade de dirigir, e não ser capaz apenas de dar uma volta no quarteirão usando no máximo a terceira marcha. É aí que está a diferença.

Vai aprender também que não se atrapalha o fluxo dirigindo em velocidade abaixo da maioria. Nessa pequena viagem de 145 quilômetros havia nevoeiro e a sinalização de velocidade em grande parte dizia 120 km/h.

Claro, existe rigor na fiscalização mesmo a não presencial, pois atualmente usam-se câmeras para monitorar trânsito, em que qualquer comportamento anormal leva a polícia a sair atrás do infrator. Por outro lado não existe a neurose de avisos de radar que faz nós, brasileiros, nos sentirmos perseguidos ao dirigir, como se fôssemos bandidos.

Como não poderia deixar de ser, nada de lombadas físicas ou eletrônicas.

Um parêntese: essa sinalização de velocidade  não é fixa, ela varia conforme necessidade em função das condições do momento, até as meteorológicas. Quando ela é desligada isso  indica que não há mais limite, e isso aconteceu.

 

DSC01267  QUESTÃO DE COMPORTAMENTO DSC01267

Trecho da Autobahn em direção à Áustria; note as barreiras anti-ruído, bastante comuns lá; a qualidade da pavimentação impressiona

Voltando, e foi impossível não pensar nos “morrinhas” da Nora Gonzalez, todos rodavam a 120 km/h, não havia ninguém morrinhando. Tudo na mais perfeita paz, sem estresse.

 

DSC01272  QUESTÃO DE COMPORTAMENTO DSC01272

Saindo de um refúgio após troca de motorista e o saborear de um Marlboro…

Esse mesmo comportamento se observa na cidade. Nunca há ninguém à frente andando abaixo do limite de 50 km/h, de modo que inexiste a sensação de se estar “preso” no trânsito. Tudo segue uniforme e serenamente. Mesmo quando há apenas uma faixa disponível por haver  a de ônibus, continua-se a rodar em ritmo normal.

As linhas de orientação de faixas e conversões para um dos lados são, primeiro, claras, de alta qualidade de modo a não deixar dúvidas, segundo, obedecidas integralmente. Não há espertos desrespeitando-as.

Já falei várias vezes aqui, uma das coisas que mais ajuda no trânsito é a passagem do sinal vermelho para verde precedido do amarelo. Com isso não há a demorazinha para arrancar e é fácil imaginar, considerando o número desses eventos por dia, a diferença que faz no trânsito como um todo demorar a arrancar ou fazê-lo prontamente.

 

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Amarelo antes do verde; a foto é em Salzburg; note a rede elétrica de trólebus, todos articulados

Essa seqüência de abertura do verde existe também na Suíça e na Argentina.  Já foi assim aqui até ser promulgado o Código Nacional de Trânsito de 1966 (o anterior ao atual). Ajudaria muito se fosse restabelecido no Brasil.

Quem tiver interesse pode conhecer todo o esquema de sinalização da Alemanha, vale a pena.

Cidade turística por excelência, Salzburg tem o serviço de carruagens puxadas por uma parelha de cavalos para os passeios. Como cavalos defecam a qualquer hora, as ruas ficariam um horror. Pois atrás de toda carruagem vai um funcionário para recolher as fezes.

 

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Funcionário para recolher as fezes dos cavalos

 

Informação da octanagem nas bombas

Na Alemanha e na Áustria (certamente há em mais países europeus) a octanagem da gasolina é indicada nas bombas, de modo a facilitar a escolha em função da octanagem requerida pelo motor do veículo.

 

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Octanagem às claras; ROZ é de Research Oktan Zahl, número de octanas Research, o mais conhecido RON, Research Octane Number em inglês

Esse posto de bandeira Agip é em Salzburg. Note que lá ainda existe a gasolina (benzin) de 91 octanas RON, que não temos aqui há anos, pois a nossa comum/comum aditivada é de 95 RON.

Os preços são mais altos que aqui:

 

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Com o euro a R$ 3,20, a gasolina Super, a mais usada, custa R$ 4,12 o litro. A Super Plus, equivalente à nossa premium, R$ 4,41/l.

Para terminar essa viagem, uma vista do bucólico e limpo rio Salzach que atravessa Salzburg:

 

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Rio Salzach

 

BS

Fotos: autor

Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

Publicações Relacionadas

  • Rafael Malheiros Ribeiro

    O duro é ter que se “readaptar” assim que chegamos do exterior, mesmo que tenham sido poucos dias fora do país. Algo que me incomoda profundamente é a largura das faixas de rolamento, que aqui no Rio de Janeiro são estreitas, ou muito estreitas, ou até MENORES do que os veículos, estamos sempre no “fio da navalha”, explicação para alguns acidentes diariamente, e nunca ouvi ninguém reclamar disso.

    • Bob Sharp

      Rafael
      Uma verdadeira “reentrada na atmosfera”, chegar do exterior. Quando eu morava no Rio (de onde saí em 1978), dava desespero misturado com depressão sair do Galeão e passar pela Av. Brasil. Sobre largura das faixas, o mesmo aqui em São Paulo, demência total das respectivas autoridades de trânsito. Falamos com freqüência a respeito disso aqui no Ae.

      • CorsarioViajante

        Nossa, na 23 de Maio agora tem um trecho que é inacreditável, tenho um Polo, um carro pequeno, e não cabia…

        • Fernando

          A Rua Vergueiro no trecho da estação Ana Rosa também tem faixas que mal cabem um carro popular. Na verdade acho que o prefeito está as convertendo para ciclo-faixas e só esqueceu de pintar…

        • Ilbirs

          A 23 de Maio, após a história de se pintar faixas de ônibus, ficou sofrendo com o problema das faixas de rolamento que é uma beleza. Só a largura da faixa de ônibus já varia bastante, com trechos largos o suficiente para um tanque de guerra e outros estreitos ao ponto de não caber um ônibus totalmente dentro da faixa. E isso obviamente bagunçou todas as faixas imediatamente ao lado.
          Em alguns trechos, chegaram a apagar a faixa de ônibus e voltaram à marcação original, que tinha largura razoável para todos e estava bem delimitada, como no trecho em frente ao Ibirapuera. Provavelmente eventuais acidentes com batidas de lateral de carros fazendo tangência sem uma referência razoável devem ter trancado a avenida muito mais do que o congestionamento provocado pela pintura das tais faixas.

        • Lorenzo Frigerio

          Sim, o número de faixas aumenta como no “milagre da multiplicação dos peixes”. Fazem um recapeamento de terceira que gera os famosos “bueiros em desnível” e aproveitam para dividir a via em um número maior de faixas; acostamentos também viram faixas, quando não tem mais canteiro central para comer. Investimento, nunca. Só se for para fazer aquela ponte estaiada ou túnel bem visível, a fim de ligar um congestionamento ao outro e gerar votos. Até o Malddad das ciclofaixas faz isso.

      • Rafael Malheiros Ribeiro

        Bob, não me expressei bem, quando disse ninguém, quis dizer na mídia em geral, “autoridades”, motoristas comuns etc…

    • Lucas dos Santos

      Realmente as faixas são ridiculamente estreitas.

      Eu dirijo pouco e, quando saio na rua, normalmente ando de moto (sem usar o corredor) e, até então não tinha notado o quão estreitas são as faixas das avenidas da minha cidade. Até dirigir um veículo (relativamente) grande.

      Quando comecei as minhas aulas para obter a categoria D é que notei o quão tenso é dirigir um ônibus aqui. O veículo cabia certinho na faixa. Nos primeiros dias eu suava frio, com medo de “ralar” o ônibus na lateral dos veículos estacionados ou dos da faixa adjacente. E isso que o ônibus era um pequeno Volare sobre um chassi Agrale MA 10.0. Após eu passar por essa experiência, os motoristas de ônibus maiores que trafegam por essas vias ganharam o meu respeito, dada a pressão que é dirigir por ali sem espaço para erros!

  • CorsarioViajante

    Questão de cidadania, que falta para muitos brasileiros.
    Está presente desde furar filas e fazer “gatos” até ficar se arrastando na esquerda, dificultar ultrapassagem, não respeitar limitações óbvias de pista…
    Agora, uma coisa curiosa que reparo é como cada estrada parece concentrar um tipo de motorista. Na Imigrantes, onde rodei este fim de semana, é inacreditável a quantidade de gente RUIM dirigindo sem a menor noção, por exemplo, empatando a esquerda. Já na Bandeirantes é mais raro.

    • Corsário, nenhum motorista, de nenhuma parte do país consegue ser pior que os mineiros. E eu nasci e moro aqui em MG.

      Não viajei por todo o Brasil, mas é nítida a falta de noção e princípios dos motoristas mineiros, segue exemplos:

      1- Veículos de emergência, como o Bob citou: A sirene da ambulância/carro de polícia/bombeiros fica até rouca de tanto tocar, mas o ‘minerim’ não abre um espaço sequer para ela passar. Se o sinal está vermelho então, pode-se buzinar à vontade que apesar de 45 horas-aula de legislação, ele ainda acha que pode ser multado se abrir passagem. E claro, isso vale mais que a vida de alguém em risco. Ah, e se for VOCÊ que estiver em emergência (como eu estive uma vez que meu ex-sogro estava infartando) eles acham que você está forjando uma urgência. Tive que subir em calçada e o escambau até conseguir pegar a faixa exclusiva de ônibus, onde ali ao menos houve ajuda por parte dos motoristas dos coletivos. Por sorte, ele passou bem, sem sequelas. Mas por pouco.

      2- Raramente se usa a seta, principalmente em Belo Horizonte. Não se usa para ultrapassar, para sinalizar parada ou conversão. Nem para estacionar. Sinalizar com o braço só se for para xingar alguém.

      3- Estrada de duas faixas, ninguém na direita e um na esquerda. Você vai chegando, educadamente, sem lampejar farol nem dar seta. (com ou sem farol aceso) O sujeito não nota você (ou finge não notar). Você se aproximando mais, tira o pé do acelerador e dá seta. Ele não move uma palha. Você fica mais um tempo, e nada. Por fim, lampeja faróis, E NADA. Você dá uma buzinadinha educada (reservando seu lugar no céu a este ponto) e nada. Daí lhe restam duas alternativas: Buzinar forte p… da vida ou ultrapassar pela direita, contrariando a lei de trânsito. Em ambas o cara vai acelerar junto contigo, como se você estivesse enfrentando o rei da rua e sua autoridade.

      4- Campo de visão medido em centímetros – O semáforo abre, e só se pisa na embreagem/engata marcha/tira pé do freio/acelera após o carro da frente arrancar, fazendo com que se perca valiosos segundos, chegando ao caso extremo de apenas três ou quatro carros conseguirem passar um semáforo verde.

      5- A lentidão ao arrancar se aplica à velocidade de percurso, principalmente na cidade. Radar de 60? Passa-se a no máximo 40. Se o radar acionasse em casos de velocidade abaixo da mínima (a metade) o estado faturaria o dobro com isso. Tá murrinhando e forma uma fila atrás? Eles que se danem!

      E mais vários outros exemplos que não me recordo no momento…

      Eu amo Minas Gerais, estado onde nasci, cresci e aprendi muita coisa boa. Mas os motoristas daqui, em geral, são os piores. Pior que aqui, só na Índia!

      • Eduardo Silva

        Sou paulistano. Adoro Minas Gerais. Já viajei de carro de Norte a Sul do país e também para alguns países do Mercosul. Sinto concordar com você. Minas já começa deficiente na sinalização, já Belo Horizonte é um caso à parte. Parece que o cidadão que vai entrar à direita na próxima quadra precisa se colocar na faixa da esquerda para poder atravessar todas as faixas sem nem sequer cogitar ligar a seta. Nem mesmo os motoristas que transitam pelo anel viário escapam. Acho que foi a primeira cidade em que perdi mais de uma saída por não conseguir atravessar para a faixa que eu precisava. Além de não ligarem a seta, os motoristas ignoram as de quem liga!

      • CorsarioViajante

        Hahaha mas muito disso se vê em outras cidades e estradas! O item 3 então… É terrível.

      • NICKS31

        Se essa ideia de multar abaixo da mínima chegar ao Haddad aqui em São Paulo, pode acreditar que será implantada. rsrsrsr

      • Marcos Alvarenga

        Moro em BH. É isso mesmo que vemos aqui.

        Se algum dia as pessoas encostarem e abrirem caminho para ambulância não vai demorar a ter um engraçadinho para passar entre os carros e entupir o caminho.

      • Davi Reis

        Assino embaixo, Rafael. Também moro aqui em BH e costumo viajar bastante de carro, pra São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e interior de Minas. Não existe motorista pior do que o mineiro, completamente despreparado até pra situação mais tola diante de si. E é o mesmo que meu pai diz, esse sim, que já viajou e ainda viaja muito pelo país a trabalho e não cansa de reclamar: o motorista mineiro é tão ruim que chega a dar vergonha. Seta? Poucos conhecem. Chuva? Muitos nem se preocupam em ligar o farol, mesmo numa tempestade. Isso quando não vemos os bocós que se esquecem de ligar os faróis a noite (geralmente em carros como Onix e HB20, por causa do painel permanentemente iluminado). Estacionam em ruas estreitas e nem se preocupam em rebater os retrovisores. Andam com facho alto ou faróis/lanternas de neblina sem critério nenhum. E o pior de tudo, é que de uns tempos pra cá, virou “moda” furar o sinal vermelho, não sei se você andou reparando. Haja coração pra suportar isso tudo, eu já ando extremamente atento e sempre com a mão perto da buzina. Felizmente, depois de 3 anos de carteira e uns 50.000km rodados em cidade, nunca me envolvi em acidentes que fossem minha culpa.

    • Ilbirs

      Talvez a Imigrantes, após a duplicação e sua pista descendente limitada a 80 km/h tenha sido bem “navalhogênica” mesmo. Por incrível que pareça, os melhores motoristas que vejo nessa estrada são os de furgões e VUCs, que andam em um padrão de velocidade bem constante, fazem as curvas direito e se posicionam de maneira adequada. Já os de carros de passeio ficam com aquela impressão de que basta ficar na tal velocidade dita para que o resto se acerte como por mágica. E isso porque aquela pista descendente poderia sossegadamente ter um limite de 100 km/h para carros de passeio e 90 km/h para comerciais leves. Mesmo nessa situação daria para sossegadamente ir controlando a velocidade com base na marcha engatada (aqui considerando carro manual), pé fora do acelerador e ir aproveitando os benefícios do cut-off.

    • jrgarde

      A Imigrantes é uma das piores estradas para se trafegar hoje em dia. É muito chato pegar aquela estrada, quando posso, evito! Prefiro descer pela Anchieta cheia de caminhoes e radares a cada km!

  • CCN-1410

    Precisamos admitir que a Argentina está sempre à frente do Brasil. Em tudo!
    Quanto a educação, é preciso fazer retornar a matéria EMC – Educação Moral e Cívica e deveria ser ministrada desde o primeiro ano do primário, até o último ano da faculdade.

    • Leonardo Mendes

      Acrescentaria de bom grado a OSPB nessa retomada que você sugeriu.
      Saudades dessas duas matérias.

  • Marco

    Em 2013, também fiz o trecho Munique–Salzburg. Chegando na cidade austríaca, é muito bonito de se ver as montanhas constantemente com gelo ao fundo. Aliás, Salzburg é bem legal. Gostei mais de que Viena.

    Me recordo que ao entrar em solo austríaco precisar comprar aquele adesivo (vignette?) para colar no pára-brisa. O “pedágio” deles. Não me recordo o valor, mas era muito barato.

    Lembro também que em Salzburg, os semáforos ficavam no amarelo piscante a partir das 19h, se não me engano. Mas o trânsito era muito tranquilo.

    O legal desses países – Alemanha e Áustria – é a confiança no cidadão. Nada de abastecimento pré-pago. Abastece o quanto desejar e vai na lojinha de conveniência efetuar o pagamento.

    Ainda voltarei para aquelas bandas…

    Tudo muito legal, bonito, organizado, mas basta dar uma descidinha no mapa para virar uma zona.

    Este ano estive na Itália. A pavimentação não é lá graaande coisa (lógico, nada comparado ao lixo que temos aqui) e os motoristas, bem, não respeitam nada. E tem muitos, mas muitos donos de faixa da esquerda. E, como não poderia ser diferente, a gasolina Super custava por volta de 1,70 euro.

    • CorsarioViajante

      Latinos sendo latinos! rs Isso tbm é bacana, a diferença entre cada povo, sua cultura, seu jeito…

    • Christian Bernert

      A Itália é o Brasil da Europa. Deve ser a influência dos Italianos que nos fez assim aqui.

      Lembrei deste vídeo. Meio antigo mas bem ilustrativo:

      • Diego Mayer

        MUITO BOM! hahaha, ri muito com esse vídeo. Daria pra trocar a bandeira da Itália pela do Brasil sem problema algum.

  • $2354837

    Bob, em Poços de Caldas também há charretes. Os cavalos possuem uma cinta anexada as suas nádegas, de forma que as fezes caiam em um compartimento parecido com uma pá.

    Na foto no link abaixo pode-se se ver o dispositivo, em amarelo, logo a frente da roda dianteira:

    http://imgsapp.em.com.br/app/noticia_127983242361/2012/05/02/291964/20120502070351770501u.jpg

    • Ilbirs

      Considero essa solução bem mais interessante que a alemã e espero que isso também tenha uma conexão com empresas de compostagem para que se aproveite ao máximo os resíduos que originalmente cairiam no asfalto.

    • Leonardo Mendes

      Caramba, bem bolado.

  • Ilbirs

    1) Em relação a essa estrada da foto inicial, vê-se que parte desse comportamento de todos pararem e jogarem os carros para os lados é derivado de estradas antigas, com acostamentos estreitos. Imagino eu que essa seja uma das primeiras Autobahnen, com duas faixas para cada lado e o tal acostamento estreito. Logo, ficou no povo uma cultura de fazer algo que deriva dos acostamentos estreitos.

    Aqui no Brasil, o lance seria diferente, pois muitas estradas de duas faixas para cada lado costumam ter um acostamento mais largo, que permite a passagem de uma ambulância de maneira desimpedida, estando aí uma das razões de se falar continuamente para que o pessoal não trafegue no acostamento. Já vi por aqui veículos de socorro trafegarem pelo acostamento justamente por causa dessa característica de nossas estradas, ainda mais quando se considera que muitas seguem o modelo americano de deixar um canteiro central grande para que mais faixas sejam acrescentadas para dentro caso se detecte aumento de fluxo que justifique isso, algo que vejo mesmo em estradas que estão sendo duplicadas.

    Logo, por aqui o melhor mesmo seria orientar a formação de motoristas para que evitem ao máximo o acostamento, usando-o só em caso de emergência mesmo, como o veículo pifar no caminho. Em estradas sem acostamento, mas que tenham duas pistas de cada lado, seria a tal história de deixar a pista da esquerda sempre livre e só usá-la para ultrapassagem, deixando a pista totalmente livre para a passagem de veículos de serviço quando necessário. Sobre abrir à moda alemã, por aqui vejo mais mesmo a possibilidade de isso ser feito em estradas com pista única e faixa única de rolamento para cada lado;

    2) Acho correto que se inclua o aprendizado de estradas na formação do motorista brasileiro. Por aqui as vicinais seriam perfeitas para tal tarefa, justamente por causa da característica de muitas terem pista única e uma faixa para cada lado. Vamos pensar em expor o cara à configuração mais perigosa de estrada, mas com a vantagem de estar em uma pista pouco movimentada;

    3) Sobre não atrapalhar o fluxo dirigindo em velocidade menor que a média, essa seria importantíssima para se falar não só aos motoristas comuns, mas aos taxistas dos dias atuais. Parece que eles combinaram entre si de andar se arrastando e incluíram isso no manual de ética da profissão. Já aconteceu comigo de um sinal abrir em uma rua tranquila, mas estarem à minha frente três táxis. Não preciso dizer que o sinal ficou vermelho bem na hora em que me aproximava do tal cruzamento, sendo que os três arrastantes carros de praça passaram não sem antes seus motoristas terem demorado uma pequena eternidade para fazer o ato que corresponde ao verde do sinal;

    4) Sobre nós brasileiros sermos perseguidos como se fôssemos bandidos, isso não se resume só ao trânsito, mas também a outros muitos aspectos da vida. Tente fazer um pouco que seja sua parte como cidadão e veja o que acontece neste país. Não é preciso estar no volante para que esse fenômeno aconteça e não me surpreende que hoje em dia ainda tenhamos compatriotas indo embora daqui mesmo com a possibilidade que teriam de viver uma boa vida com o que ganham em nossas terras. Chega um ponto em que mesmo o mais zen dos brazucas perde a paciência com os maus hábitos de grande parte de nosso povo;

    5) Sou favorável a essa história de usarem os equipamentos eletrônicos mais para detectar comportamentos perigosos do que para sanha arrecadatória. Porém, acho bom que haja o aviso de radar sim, devido à característica de nosso povo, que mesmo quando age civilizadamente é diferente dos alemães. Vamos considerar que um alemão médio produz menos testosterona (somando-se aí testículos e glândulas adrenais) que a produzida por uma mulher brasileira comum (que só tem as adrenais para tal tarefa), sendo esse um parâmetro adequado até mesmo para aqueles cantos de nosso país onde vemos pessoas terem uma gentileza que há muito se perdeu no resto da nação;

    6) Sobre velocidade variável, gosto de avisos que já vi em algumas estradas daqui, em que em média subtraem 20 km/h da velocidade máxima caso esteja chovendo. Pelo contexto da coisa, também dá para ver que esses 20 km/h a menos são mais uma velocidade máxima sugerida do que algo que deva ser seguido a ferro e fogo, uma vez que modelos diferentes de carro aquaplanam em velocidades diferentes, sendo que já vi veículo que começa a avisar que algo não está bem ao passar de 60 ou 70 km/h, enquanto outros vão a 100 km/h como se o piso estivesse seco;

    7) Sou favorável a essa regulagem de semáforos em que o amarelo apareça antes de se ir do vermelho para o verde. Acabaria facilitando um hábito que alguns motoristas daqui têm de prestar atenção ao semáforo da transversal e, quando este fica amarelo, já engatam a primeira e saem rapidinho quando o semáforo de sua via está no verde. Outras opções que acho adequadas para que mais pessoas arranquem prontamente: semáforos cronometrados, seja por números digitais ou código de luzes à moda de um autódromo. Onde vejo esse tipo de semáforo por aqui, os motoristas tendem a agir mais rapidamente por saberem o tempo que terão para engatar a primeira e disparar;

    8) Ao menos em relação aos postos de gasolina, há um ponto que considero os daqui melhores que os alemães: todas as bombas aqui têm gatilho que desarma quando se identifica que o tanque está cheio. Mesmo que todos os postos daqui fossem como os europeus ou americanos, nos quais você é o frentista e programa a quantidade de litros a entrar no tanque do carro ou deixa a bomba ir até a capacidade máxima e depois vai lá pagar em uma máquina de cartão, o gatilho desarmável segue sendo uma boa. Porém, gostei de ver na foto do posto que há filtros bem visíveis de combustível, de maneira que quem abasteça saiba a qualidade do combustível só de bater o olho.

    • Lucas dos Santos

      Quanto ao semáforo “temporizado” citado no item 7, é largamente utilizado por aqui.

      Aos 4min20 do vídeo a seguir, que alguém filmou nas ruas de minha cidade, dá para ver bem como é o funcionamento:

      http://youtu.be/wqO1Xz1V3Ng?t=4m20s

      Note que o carro-câmera era o primeiro da fila e arrancou bem, graças à previsibilidade do semáforo.

      Agora veja o que acontece aos 5min50. Fique de olho naquele carro branco que “lidera” a faixa da esquerda. Está vendo a luz de freio dele acesa? Observe quanto tempo leva para essa luz se apagar após abrir o semáforo. Pois é, mesmo com o semáforo “dando a dica” de que abriria em seguida, o motorista daquele carro conseguiu demorar. O carro da faixa da direita foi bem mais ágil.

      Aos 6min20 o semáforo acabara de abrir, mas, ainda assim, causou uma retenção porque os veículos que ali estavam demoraram para arrancar.

      Outra coisa que dá para notar na sequência é o quão benéfica para a fluidez é a sincronização dos semáforos. Mas aí, aos 7min10 do vídeo, o carro-câmera encontra pela frente um Gol vermelho indo lento pela faixa da esquerda – iria efetuar uma conversão logo mais a frente, mas reduziu a velocidade muito antes disso. Essa “arritmia” foi o suficiente para fazer o carro-câmera parar no semáforo seguinte, abrindo mão dos benefícios da sincronia. Isso acontece direto por aqui e depois todos reclamam que tem de parar em todos os semáforos que surgem pela frente. Se esse pessoal se agilizasse, isso não ocorreria.

      Mais a frente, aos 8min20 do vídeo, vemos que a luz de freio da caminhonete se apaga antes mesmo do semáforo abrir, mas mesmo assim o motorista dá uma “titubeada” e demora um pouco para arrancar. Tivesse começado a se mover assim que soltou o freio, teria arrancado no momento exato em que o semáforo abriu.

      Aos 9min20 o motorista do carro-câmera mostra mais uma vez que está atento e arranca assim que a luz verde acende.

      Aos 10min, um semáforo comum. Mesmo assim, o motorista do Corolla arranca sem demora e sem antecipação.

      (Aos 10min45 o carro passa por uma travessia elevada muito mal feita. Dá para “sentir” no balanço da câmera o impacto que a suspensão do carro recebe ao passar por ela. Sem falar que não há nenhuma sinalização que sugira a existência de uma elevação ali, pegando muitos de surpresa)

      A principal vantagem do semáforo temporizado, na minha opinião, aparece onde há sincronia. Isso permite ao motorista antecipar quando o semáforo seguinte vai abrir e ajustar a sua velocidade de acordo, pois nesse caso, se andar rápido demais ou devagar demais, não é possível aproveitá-la.

      A desvantagem é que ele não segue um padrão e muitas vezes faz com que os motoristas o desrespeitem. Por exemplo, nesses semáforos do vídeo, quando falta “dois vermelhos” para abrir, o semáforo da via transversal já está fechado. O tempo que essas duas luzes vermelhas levam para se apagar é o tempo que o pedestre tem para efetuar a travessia com segurança. Na prática porém não funciona. Boa parte dos motoristas – especialmente os motociclistas – já arrancam quando o semáforo chega nesse estágio, pois sabem que o da transversal já fechou, sendo assim um flagrante desrespeito ao pedestre.

  • Christian Bernert

    Que excelente relato Bob.
    Me encanta a ordem e a racionalidade dos alemães. Como é bom rodar nas Autobahnen. Restrições de velocidade dependem de condições meteorológicas e da intensidade do trânsito. São ajustadas em tempo real pela sinalização baseada em placas que são na realidade painéis eletrônicos e não peças de metal pintado como aqui.
    É bom tornar isto claro, e tomara que algum AutoEntusiasta um dia possa ter a possibilidade de contribuir para a nossa legislação de trânsito e assim torná-la mais racional, coerente e até mesmo humana. Nem precisa inventar. Já temos o exemplo.
    Uma coisa incrível é que na Alemanha não existe pedágio (parece que existem umas raríssimas exceções, quando um grande túnel ou um grande viaduto é construído então este é pedagiado por um tempo limitado, mas não sei com certeza). Já na vizinha Itália, todas as autoestradas são pedagiadas.
    Apesar disto as rodovias alemãs funcionam. É como um mecanismo. É evidente que há uma infraestrutura fenomenal por trás de tudo isso. Então fica a pergunta: como é que eles fazem isto na Alemanha sem pedágio?
    Bem, eu tenho uma teoria. A ser comprovada, e quem sabe você Bob pode me ajudar nisto. Eu notei que a gasolina na Itália tende a ser mais barata que na Alemanha. Não seria o caso então de que o valor do pedágio já estaria embutido no preço da gasolina?
    Isso faz todo sentido para mim. Fazendo isso você torna o sistema muito mais eficiente (claro que isso pressupõe uma administração extremamente racional e sem corrupção). Imagine o quanto se pode economizar só com o custo operacional do sistema de arrecadação do pedágio.
    -Um monte de sub-empregos inúteis, só para cobrar dinheiro de quem viaja.
    -Paradas e arrancadas desnecessárias.
    -Perdas de tempo em filas de pedágio.
    -Risco de acidentes em colisões em praças de pedágio.
    -Mensalidades e custos financeiros para usuários dos sistemas de cobrança automática.
    -Desarranjos da economia local quando duas cidades vizinhas são divididas por uma infame praça de pedágio.
    Cobrar o pedágio no combustível é muito mais eficiente e democrático. Até porque quem compra um carro mais econômico vai pagar menos pedágio, ao passo que quem comprar um esportivo mais gastão ou um SUV vai também contribuir mais para o pedágio. Afinal ele ‘pode’.
    O mesmo se aplica aos caminhões sobre o diesel.
    Conclusão: será que a Alemanha não faz justamente isto? Cobra o que seria o pedágio já na gasolina? Se for, eu diria que a gasolina na Alemanha está barata pra caramba. Afinal aqui, dependendo da estrada, pagamos de pedágio 80% do valor que gastamos de gasolina no mesmo trecho. Isto jogaria o valor combinado gasolina + pedágio de R$ 2,99 para R$ 5,47 por litro.
    Somos ou não somos ricos?

    • Ilbirs

      Pedágios como os da Régis Bittencourt em sua fase privatizada me parecem razoáveis. R$ 1,50 de tantos em tantos quilômetros para uma estrada que hoje em dia está bem razoável e o máximo de defeito que se tem é o trecho em pista simples da Serra do Cafezal e uma ou outra pequena rachadura de piso sem maiores consequências. Se considerarmos que ela já foi um compêndio de buracos tão grande que você desviava de um para cair em outro, é um custo-benefício razoável.

      • César

        Concordo e adiciono: a Fernão Dias, com 8 pedágios de BH a São Paulo, a R$ 1,50 cada, está em ótimas condições, na minha opinião. Além dos serviços aos usuários, da conservação e da manutenção, a concessionária ainda vem fazendo melhorias, como o Contorno de Betim e a implantação de terceiras faixas.

      • Antônio do Sul

        Pela qualidade do pavimento, eu acho é muito caro. Quando fui de Curitiba a Campinas, achei, proporcionalmente à qualidade da rodovia, muito mais barato o pedágio da Bandeirantes do que o da Régis. Mesma coisa no trecho das BR-376 e 101, entre Curitiba e Paraná, onde não fizeram um terço das obras que estão previstas no contrato de concessão.

  • Fernando

    É aquele problema que está abaixo do trânsito, e por mais que se faça no sentido do trânsito isoladamente, ainda assim há por baixo os problemas de falta de civilidade que acontecem em qualquer local.

    Não só as ações de quem usa, mas vendo ruas decentes e sem lombadas, com tráfego levado a sério, creio que seja um item muito importante da parte de quem provê esta infra-estrutura que também ajuda muito a tudo que nela acontece a ser muito melhor do que temos aqui. É só olharmos quando uma via for recapeada e quanto tempo demorará para ela estar péssima novamente…

    A informação de octanagem na bomba é exatamente o que falei em outro post a respeito de combustíveis, é um detalhe pequeno mas que por mais que hajam promessas o usuário possa notar o que está comprando, uma mísera informação que não deve ser dificultada.

  • CharlesAle

    Apesar da gasolina mais cara,os motores lá são muito mais eficientes que os daqui.O que pode compensar,e muito,o preço mais alto deles!!

    • Jr

      CharlesAle:
      Você lembrou bem, principalmente pelos motores não serem Flex. O custo por quilometro deve ser menor. Abraços;

  • Fabio Vicente

    Cada vez que eu leio um post desses aqui no Ae da vontade de chorar. Eu tento sempre buscar alguma explicação razoável do porque certas ações tão simples e que melhorariam demais o tráfego urbano não são feitas por aqui. Por exemplo, a passagem de luz no semáforo da luz vermelha para a verde ser sempre pela luz amarela.
    E abrir passagem para os veículos de emergência então? Coitados dos condutores deste tipo de veículo… para conseguir passagem em certas ruas de São Paulo são necessários alguns milagres de vez em quando. E quem nunca presenciou no trânsito um veículo de emergência com a sirene ligada solicitando passagem a outros motoristas, e alguns espertinhos aproveitando para pegar carona “no vácuo” da viatura? Sem comentários.
    Não só acho que temos um longo caminho para percorrer, como eu acredito que jamais iremos percorrê-lo. Para começar essa jornada, precisaríamos primeiramente iniciar uma profunda reforma no nosso sistema educacional – o que claro, dado o caráter da grande maioria dos nossos governantes, isso é simplesmente utopia. Quem sabe depois disso poderemos começar a pensar em transformar nossas cidades para algo próximo da excelência que existem alguns países da Europa.

  • Bob, estive de férias na França e na Itália há alguns meses, onde aluguei carros e viajei pelos interiores. Foi minha primeira vez. Realmente a educação mostra o quão errados estamos. Eu sempre respeitava a velocidade da via (por medo de multas sim, sou brasileiro) e, mesmo em estradas vicinais de mão dupla e apenas uma faixa, andando no limite de velocidade permitido, eu me sentia o “tranca-ruas”, coisa que nunca fui por aqui. Quando era possível o carro de trás me ultrapassar, eu chegava para a direita e já esperava que ele fosse me passar e me dar aquela encarada com cara de reprovação (para não dizer cara de m…). Mas, para minha surpresa, o condutor simplesmente seguia em frente sem nem olhar para mim. O trânsito lá é impessoal, e isso dá uma ótima sensação de maturidade. Mesmo na Itália, onde as pessoas dizem ser caótico o trânsito, eu achei incomparavelmente mais organizado e educado do que aqui.

    Em relação à gasolina, na França tive a impressão de que somente a mangueira correta se encaixava no carro que eu estava (um Fiesta EcoBoost 1.0, 3 cilindros, turbo e injeção direta, ótimo carrinho.). Na Itália, estava com um Fiat Panda 1.3 Turbodiesel, que apesar de não ser tão gostoso quanto o Fiesta, chegou ao final da viagem com o indicador de consumo marcando 3,6 litros por 100 km, que dá 27,8 km por litro. E o que me chamou atenção (e me fez passar um pouco de vergonha) foi que eu não fui capaz de identificar nem a gasolina nem tampouco o diesel pelo cheiro. Coisas de capiau do Brasil.

    • Marcos Alvarenga

      Fiz o favor de colocar um pouco de Diesel num carro alugado abastecendo em Mônaco (gasole é diesel em francês). Tive sorte de não encaixar direito o bocal do tanque, e após uns 5 litros fui perguntar ao gerente do posto e não tive maiores problemas.

  • Ilbirs

    Bob, ao menos os brasileiros estão melhores do que os russos no que tange a respeitar ambulâncias com sirene acionada:

  • jose_sherman

    Bob, se não me engano, a nossa gasolina comum/comum aditivada têm octanagem de 87 RON. As únicas com maior octanagem seriam a Premium, da Ipiranga e da Petrobrás, com 91, e a Podium, da Petrobrás, com 95.

    • robson santos

      Acertou nos números, errou no conceito, lhe aconselho a ter cuidado ao procurar corrigir quem conhece bem mais no assunto.

      • O cara só tentou ajudar… Bancar o paladino justiceiro não agrega nada à discussão.

    • francisco greche junior

      87 IAD que equivalem a 95 RON e temos a Pódium que tem 95 IAD que equivalem a 102 RON. Abraço!

  • Lucas Pereira Campos

    Excelente. Sinceramente não consigo imaginar chegarmos nesse nível. Porém, penso não ser adequada essa conversão em reais para dizer que o preço da gasolina lá é mais alto que aqui. Afinal, eles recebem em euro, e ainda por cima possuem uma renda per capita bem superior. Imagino que enquanto eles gastam X% do salário mensal para colocarem 1 litro, nós gastamos 2X ou mais.

    • E além disso, eles pagam por gasolina MESMO.

      Aqui tá R$3,00, mas é gasolina, água, Dolly, mijo de rato… Tudo junto e misturado…

      • Comentarista

        Nossa gasolina é uma das melhores do mundo e a medida de octanagem está aí para provar. Se a nossa tem álcool a deles tem mtbe que é muito pior. Pelo menos a nossa agüenta mais o tranco e poluí menos. Temos que parar de qchR que tudo por aqui é pior.

        • Roberto

          A meu ver o problema é o preço mesmo. Quando estive no Texas, comentei que nós pagávamos quase o mesmo preço que eles, só que o litro (lá é o galão que tem 3,785 litros). A pessoa que eu estava conversando no posto me disse: “Então quem tem carro no Brasil deve ser rico, não?”

    • Lemming

      Exatamente. Observação pertinente. O salário mínimo deles não é de R$ 750?

      • Eduardo Cabral

        Até o ano passado não existia nem salário mínimo na Alemanha. Agora é, se não me engano, 8 Euros/hora.

  • Bob Sharp

    Marco
    O vignette custou € 7,20.

  • Então! Só para enriquecer o belo post sobre nossa falta de cultura e civilidade: Neste final de semana saiu uma pesquisa aqui no Sul sobre a geração ” Z “, que para a minha geração seriam os filhos de meus filhos…Estarrecedor e esclarecedor! A geração anterior ( nossos filhos! ) criaram um bando de bossais cibernéticos, sem limites impostos pela autoridade paterna ( que preferiram o papel de ” amiguinhos” dos seus rebentos! ) abdicando do principal…Se a minha geração foi uma aberração paterna iludida pela modernidade e pela mídia e assim deixando se criarem os monstrinhos individualistas e ultracompetitivos sem nenhum escrúpulo , respeito e gentileza com o próximo, a atual, cujos conceitos errados agora são amplificados por outra onda ainda mais consumista e individualista já se percebe nos adolescentes mais maduros que chegam agora aos 18 anos, sinais de exaustão moral e cívica irrecuperáveis…Nada mais desanimador!

  • Ricardo

    Voltei da Alemanha na semana passada. Dirigi de Wurburg até Füssen pela Romantische Strasse. Depois fui de Munique até Berlim.

    É bem isso que o Bob falou, a sinalização varia conforme as condições de trânsito e clima. Me senti muito mais seguro andando a 160 km/h durante horas do que ir de São Paulo até Sorocaba pela Castello Branco a 120 km/h.

    A faixa da esquerda é livre, somente é usada para ultrapassagens.

    Nas cidades se anda a 50 km/h sem estresse e sem nenhum nego nó cego colando na sua traseira ou uma moto barulhenta passando lambendo o retrovisor.

  • marcus lahoz

    Bob, minha irmã voltou da Alemanha há pouco tempo, e no táxi (Mercedes série E), ela reparou que todos trafegavam em uma velocidade constante, quando ela olha no velocímetro: 180 km/h e toda a rodovia trafegava com esta velocidade.

    Além de deixar passagem para carros de segurança (aqui o acostamento serve para isso) eles sabem unir duas pistas em uma, com o efeito zíper, simples e muito funcional. Aqui não, vira uma desordem.

    Realmente temos muito a aprender no trânsito, principalmente em respeito ao próximo. Não sei por que não se ensina trânsito na escola (assim como outros afazeres básicos da vida como trocar uma lâmpada, ou trocar um pneu de carro – sempre me lembro que queriam me forçar a cantar), se fosse ensinado desde cedo, seria bem diferente.

    • Lorenzo Frigerio

      Mostra como as estradas brasileiras são ruins, todas onduladas. A Imigrantes é um perfeito exemplo.

    • Roberto Neves

      Acho que as escolas deveriam ensinar sobre trânsito, como trocar uma lâmpada, um pneu e também a cantar. Participei mês passado de um festival de coros em Mendoza, Argentina, e constatei como nuestros hermanos estão muito à nossa frente em termos de canto coral — certamente por incentivá-lo desde tenra idade.

  • Leonardo Mendes

    a nova revista Top Carros, da qual faço parte do corpo editorial
    Já tem nas bancas? Vou dar o devido confere!

    Esse texto me fez refletir sobre a última vez que vi a luz amarela em um semáforo Juro que não consigo me lembrar.

    • Bob Sharp

      Leonardo
      Sim, já tem, mas só nas principais bancas.

  • marcus lahoz

    Tirando um socialismo estúpido que esta acabando com o país e uma presidente muito pior que a nossa, eles estão muito próximos a nós. Mas jamais à frente, afinal se tivessem tanta educação não teriam votado na atual governante.

  • Educhs

    Tudo ali é admirável. A qualidade do pavimento, a limpeza, as calçadas perfeitamente planas. No Brasil ainda temos ruas com paralelepípedo totalmente irregular, o que é uma tragédia para os carros. Lá quando há uma pavimentação com pedras, elas são perfeitamente planas e polidas.

    Sem falar na sinalização das estradas. Um atraso utilizar refletores em relevo, dando enorme coice nos pneus em uma ultrapassagem por exemplo. Se não me engano por lá eles pintam as faixas e jogam pequenas bolhas de vidro que fazem a tarefa de refletir a luz.

    • Thales Sobral

      Os refletores em relevo são proibidos pelo CONTRAN. Se encontrar algum, faça reclamação ao órgão responsável pela via (DNIT, se for uma BR).

  • Bob Sharp

    Marcus
    Nessa mesma estrada havia um trecho com estreitamento de pista devido a obras numa faixa. Pois não é que havia uma tela LCD de tamanho bem razoável mostrando o efeito zíper, com imagem móvel e bem clara? Pena que quando pensei em fazer a foto passamos do ponto.
    Isso que você contou do táxi em que sua irmã estava mostra que velocidade, quando praticada corretamente, não é fator de acidente.

  • Bob Sharp

    IIbirs
    Não acho, não. O odor das fezes vai direto para os passageiros e fica. É melhor ir para o chão e ser recolhido.

  • Bob Sharp

    IIbirs
    Durante a construção foi anunciado aos quatro ventos que nova descida teria velocidade de 110 km/h. Inclusive, quando a de subida era usada invertida, para descer, a velocidade era 100 km/h. Palhaçada extrema.

    • Ilbirs

      Ainda que a pista descendente tenha gradiente maior que a ascendente que outrora era usada em operação descida, não é nada que cause fading de freio para que a velocidade máxima fique nos baixos 80 km/h.
      Já na subida, com seus 110 km/h de máxima, vê-se que está bem adequado e, em alguns casos, acaba sendo revelador da (má) qualidade do escalonamento de marchas de alguns de nossos carros.

    • CorsarioViajante

      Bob, na descida ao litoral vemos um fenômeno curioso. Por exemplo, em diversos pontos da Cônego Rangoni tinham faróis ou estrangulamentos, com limite de 110 km/h. Daí, para melhorar o fluxo, fizeram enormes obras, viadutos etc. E colocaram limite de … 80 km/h. Dá para entender?

  • Bob Sharp

    Perfeito, Rafael, não precisava se incomodar.

  • Lucas dos Santos

    Realmente, Bob, as diferenças são muitas.

    1. Aqui na minha cidade, os veículos de emergência precisam BUZINAR para pedir passagem, pois somente a sirene – que, em tese, já deveria ser entendida como uma buzina – não é suficiente! Assim como as luzes piscantes e estroboscópicas – que, em tese, deveriam ser entendidas como o lampejar dos faróis – também costumam ser solenemente ignoradas!

    2. Quanto à imbecilidade de só usar até a terceira marcha nas autoescolas – se alguém aqui for instrutor de autoescola ou conhecer um, por favor, nos explique qual o sentido dessa orientação – aqui na minha cidade há uma esperança de mudança. Aqui há um examinador que é o mais temido de todos, por ser bastante exigente, intolerante a erros e fazer o candidato trafegar por um longo percurso durante o exame, ao invés de apenas dar uma volta na quadra. Certa vez, em um dos exames, o aluno/candidato pegou um trecho longo de reta, em uma via com limite de 40 km/h. Seguindo as orientações que recebera do CFC, engatou a terceira e assim deixou. Esse examinador então indagou a ele: “Ué, não vai mais trocar marcha?”. No que o aluno respondeu: “Me disseram para não passar da terceira”. O examindor então retrucou: “Então quer dizer que quarta e quinta estão aí só de enfeite? Pode engatar a quarta aí!”.

    O que mais me incomoda é que está na lei que tanto aula como exame devem ser realizados em todos os tipos de via, urbanas e rurais, mas por razão desconhecida, ninguém a cumpre.

    3. Aqui na minha cidade, o prefeito, quando eleito, prometeu trocar todas os radares por lombadas eletrônicas. O presidente do órgão de trânsito, no entanto, não permitiu, pois, de acordo com a legislação (a qual o prefeito demonstrou desconhecer), lombadas eletrônicas e radares têm propósitos e funções distintas e deveriam ser usados conforme sua necessidade. Onde há radar, reclama-se que o prefeito não cumpriu com sua promessa e que ali deveria ter lombada eletrônica. Onde puseram lombada eletrônica, a população reclama que deveria ter lombada física ao invés de “radares caça-níqueis”(sic)! Agora também estão entupindo as ruas de “travessias elevadas”, deturpando totalmente o propósito desses dispositivos.

    4. Quanto aos “donos da faixa da esquerda” não adianta. Conheço pessoas que só usam essa faixa e pedem para os que reclamam, que o ultrapassem pela direita! Limite de velocidade em zona urbana é algo interessante: quando a via tem pouco movimento, andam a quase o dobro da velocidade permitida. Quando há movimento, ninguém se agiliza e todos andam à metade (ou menos) da velocidade máxima.

    5. Semáforos: por aqui há os chamados “semáforos inteligentes”, com seis luzes de cada cor, de modo a informar o motorista quando o sinal está prestes a fechar ou abrir. Normalmente, o pessoal costuma arrancar quando ainda faltam “duas luzes” (o que dá uns 10 segundos) para abrir. Mas, ainda assim, tem quem demore para arrancar, atrapalhando todo mundo. Quanto à sinalização européia, gosto muito daquela que informa ao motorista que ele tem a preferência na via, de modo a não deixar dúvidas. Deveria ter algo parecido por aqui.

    6. Quanto às informações técnicas sobre a gasolina, isso mostra, talvez, que seja algo que os cidadãos de lá têm interesse em saber. Já, por aqui, tem gente que nunca ouviu falar em “octanas RON” – eu mesmo só conheci esse termo quando passei a acessar o Ae – e tampouco sabe o que entra em seu tanque.

    Comentário ficou longo, porém foi inevitável diante de tantos assuntos abordados em um mesmo tópico.

    • Roberto

      São muitas mesmo as diferenças sendo possível notar somente com um tópico. Sobre as questões levantadas tenho alguns comentários:
      2- sobre a questão das marchas que podem ser engatadas, isto depende um pouco da autoescola. Lembro nesta época que cada vez que eu pegava uma avenida, o instrutor sempre falava para engatar a 4º marcha. Mas como você falou, não deveria haver essas diferenças, pelo menos nas regras de avaliação, já que teoricamente não há.
      4- próximo de onde eu moro há uma cidade onde os semáforos possuem cronômetro, mostrando o tempo restante que ficará aberto ou fechado. É uma boa alternativa aos semáforos mostrados no tópico.
      6 – bom, a falta de interesse reflete um pouco a mentalidade do nosso povo pelo pouco interesse pela leitura. A maioria não sabe nem a pressão de enchimento dos pneus, pois nunca teve interesse em ler o manual do carro. Muita gente só lê jornal com bastante foto de mulher de biquíni e fofoca. Aí explica também a falta de conhecimento das regras de trânsito (como aquela de achar que só por ter dado o pisca se ganhou a preferência). Muitos preferem ficar no achismo do que abrir um manual ou livro para ler.

  • Lemmimg

    Comentário perfeito!

    • Domingos

      Sou parte da geração dos bossais cibernéticos e concordo. E ainda agora com o pós-modernismo e as causas de gente que quer parecer boa, mas é péssima (esquerdismo e outros), a próxima é inacreditável.

      É normal ver família rica toda desestruturada, com mãe que trai, separação e ái que LEVA as filhas para encher a cara e ser vagab*nda assumida com 14 anos. Nem vale a pena comentar as de menos condição, as mulheres em geral funkeiras e malandras e os homens malandrinhos e bossais – fúteis como nos filmes adolescentes.

      Faço parte de uma idade que ficou no meio dessas duas e só falo uma coisa: p*taria hoje é mais fácil achar nas casas de família e tem a qualquer hora e lugar. Pra arranjar compromisso sério só com as interesseiras que já rodaram muito, porque as da minha geração e a próxima acham essa palavra “compromisso” pior que pegar doença.

      E isso vale pra como dirigem, votam, “pensam” e agem em sociedade. A maioria que curte também uma droguinha ou pelo menos apóia o uso. Fim do ocidente?

  • Angelo_Jr

    Amigo, pelo que vi de relatos, o caos resiste no centro do Império, em Roma. Não sei por onde você andou, mas o único lugar que já ouvi que é pior que o Brasil, na Europa, é Roma. O resto, no máximo é igual

  • joao

    A única coisa que as otoridades aproveitarão do texto é o preço da gasolina. Se lá eles conseguem pagar, brasileiro, que é muito mais esperto e autossuficiente, deve conseguir pagar bem mais…. Da-lhe Alemanha! Deixa o placar para lá, brasileiro não sabe contar mesmo….

  • Bob Sharp

    Christian
    Fabuloso!

    • jt

      kkkkk. Mas não foi exatamente esta minha experiência como motorista e pedestre lá na Itália, pelo menos de Roma para o Norte, que é onde já dirigi. Dos países em que já dirigi (pelo menos alguns milhares de km), nenhum chega perto do que somos tanto quanto Portugal. Verdadeira aventura atravessar a faixa de pedestres. Os caras chegam a dar um “totó” na sua traseira se vc. está na faixa da direita (numa estrada de 4 faixas) andando “apenas” na velocidade máxima da pista. Pesquisem os índices de acidente na Europa.
      Mas, a diferença gritante, mesmo em Portugal, quando comparada à nós, é o espírito desarmado com que o trânsito se resolve.
      Aliás, o trânsito mais surreal do qual já participei foi no centro de Bruxelas. Mas, tudo com muita calma e respeito. O que não ocorre no Brasil, definitivamente.

    • ccn1410

      Genial!
      Um de meus irmãos morou dois anos na Inglaterra e se sentiu quase no paraíso. Tudo funciona! Depois foi morar por dois anos na Itália e… Bem, o vídeo explica tudo, hehehe…

  • robson santos

    Tentou ajudar no quê? O que ele escreveu é que não agrega nada à discussão, pelo contrário. Pense bem…

  • CorsarioViajante

    Ah! Nesta descida eu engato a quarta e pronto. O freio-motor faz o resto.

    • robson santos

      idem.. adoro descer pela Imigrantes por causa disso, bem melhor que a Anchieta.
      No mais, 80 km/h pra descer numa estrada dessas é que é chato, ficar toda hora olhando a velocidade.. ou para ambos os casos ficar de olho nas passarelas, nas “comunidades” ao lados da pista para ( tentar ) não ser assaltado, morto, sei lá… E no Rodoanel a 100 km/h me dá raiva !!

    • Ilbirs

      Faço parecido nessa descida, só que alternando entre quarta e quinta e deixando o acelerador praticamente intocado. Nessa história, já vi carro beberrão que no máximo faria 12 km/l na estrada ir para 15 km/l em viagens para o litoral sul paulista, de tanto que fiquei em cut-off.
      Nesse ponto, a Régis é melhor com seus 110 km/h também na descida. Fica-se mais tempo em quinta, usando-se uma falta controlada de freio-motor em que é só passar para a quarta em situações de necessidade, como uma abordagem de curva mais fechada. No caso da Régis, o consumo na descida e na subida não variam tanto assim, pelo que pude constatar. Talvez seja o gradiente menor tanto para subida quanto para descida.

  • J Paulo

    Bob, fica a sugestão de fazer um texto (reclamação) sobre o inferno que é trafegar pela Rio-santos no trecho do litoral norte, devido ao excesso de radares e lombadas.

    • robson santos

      amigo, bem colocado essa sugestão, agora então que implantaram mais radares… moro na Grande São Paulo e sempre que posso gosto de ir a Maresias, São Sebastião, Ilhabela, e outro dia pensei: tô de saco cheio da Rio-Santos desse jeito, vou pegar a Airton Sena 120 km/h e descer lá pela Tamoios/Caraguatatuba… putz foi outro inferno faltando 15 km pra acabar já que não duplicaram tudo… cara é tão linda as praias daquela região, os lugares são bacanas, mas a estrada consegue tirar meu humor porque além das malditas lombadas, está cada vez mais difícil viajar sem ficar olhando a velocidade…

    • FabioH

      Verdade, e é um trecho que seria super agradável de dirigir.

  • Douglas

    Bob,

    A Alemanha está menos propensa aos efeitos dos ecochatos que a Inglaterra? Pergunto isso porque em Londres já querem criar até uma zona em que é proibido circular carros com motor a combustão.

    • CorsarioViajante

      Inglaterra se não me engano é a meca dos chatos contra carros e contra fumantes.

  • Eduardo Cabral

    Bob, Blasenfrei traduzido ao pé da letra significa sem bolhas. Eu fui procurar sobre isso, parece que é uma herança dos tempos quando a bomba puxava bolhas de ar junto com o combustível. Hoje em dia é meio óbvio, então é um anacronismo. Quando se tira a cerveja do barril também se chama zapfen, Bier zapfen.

    • KzR

      Cerveja com gatilho de interromper enchimento pareceria estranho…

    • Bob Sharp

      Eduardo
      Achei melhor remover a informação, só confunde. Obrigado.

  • guest

    Não há como comparar gasolina europeia com a gasolina “etanolizada” brasileira, nem comparar a norma europeia de consumo com a brasileira, aquela muito mais “otimista” que a utilizada pelo Inmetro; logo, é açodado dizer que “os motores lá são muito mais eficientes que os daqui”.

  • Leopala

    Bob, a propósito, como comentaste sobre o Marlboro, quero
    compartilhar uma boa notícia para os fans dos cigarros mais fortes, vulgos “filtro vermelho”: o clássico Camel voltou a ser comercializado no Brasil! Antes era vendido sob licença pela Souza Cruz, licença essa que acabou em 2011, e portanto ficamos sem o saboroso crivo do camelo. Felizmente, já faz alguns meses que percebi à venda em alguns postos de combustíveis aqui da serra gaucha, não especificamente no município onde vivo (Farroupilha) mas em municípios vizinhos como Caxias do Sul e Garibaldi, os cigarros da Japan Tobacco International, que inclui marcas como Camel e Winston, importados diretamente da Alemanha. Eu que gosto muito do sabor e densidade da fumaça desses cigarros “vermelhos” recebi com muita alegria essa notícia!

    A propósito, o senhor já fumou o John Player Special? Se
    sim, poderia fazer um paralelo com as marcas disponíveis atualmente? Peço isso pois tenho 30 anos e não conheci esse cigarro, acredito que não é mais comercializado em nenhum país. Grato pela atenção!

    • R.

      O mais saboroso de todos , deve ser o fumo de corda… fumado na palha do milho
      Adoro sentir o cheiro de fumo de corda antes de ser queimado.
      Parece ate uva-passa e da vontade de comer…
      He he

    • Bob Sharp

      Leopala
      Já fumei o JPS, faz tempo, mas me lembro que não vi nada especial neles, exceto ser fraco para o meu gosto.

  • jose_sherman

    Pois, se conselho é gratuito, eu também lhe aconselharei, mas, no caso, é a ter mais cuidado ao interpretar declarações alheias antes de tirar conclusões. Minha mensagem não teve caráter corretivo algum, tendo como objetivo justamente sanar minha dúvida, o que qualquer pessoa com o mínimo de capacidade de interpretação semântica poderia ter inferido lendo-se o aposto “se não me engano”. No entanto, felizmente há colegas mais sensatos por aqui, que foram capazes de esclarecê-la.

    • robson santos

      Negativo, não tente corrigir sua colocação, a emenda ficou pior que o soneto. Se estava com dúvida, então postasse de maneira adequada dando a entender que você estava na dúvida.

  • jrgarde

    Esse é um dos problemas aqui, nos contentamos com pouco. Só de nao ter buracos já é um ganho…
    Não estou te julgando, só constatando como somos levados a pensar que quanto menos pior melhor, nao quanto melhor, melhor, afinal pagamos muito tributo para pouco retorno.

  • CorsarioViajante

    Confere!

  • CorsarioViajante

    Desisti do Rouboanel. Tem que ficar se arrastando a 100km/h, sendo atropelado pelos caminhões a 130km/h, sempre tomba uma carreta e para tudo, mas se não tombar as sáidas mal feitas vão parar do mesmo jeito pois fazem fila quádrupla para sair da via, falando nisso vai ter que pagar um monte de pedágio e prestar atenção pois na boca do pedágio sempre tem radar de 40km/h, e ainda tem que rodar 20km a mais do que se for por SP. E, lógico, sem sinal de celular e como vc bem disse, completamente exposto e vulnerável.
    Para mim, hoje, por incrível que pareça é mais negócio atravessar SP.

  • Bruno Rezende

    Caros autoentusiastas,
    A foto abaixo poderia ter o mesmo título do texto do Bob: Questão de Comportamento. No dia 27/11/2014, no Frango Assado da Rod. dos Bandeirantes, um palhaço parou ocupando duas vagas: uma de idoso e outra de deficiente.
    O cara chegou, saltou tranquilamente e foi tomar um lanche na loja. Idiota.

    • Bob Sharp

      Bruno,
      Como tem imbecil neste mundo, não?

  • Nora Gonzalez

    País civilizado é uma maravilha! Já comentei em alguma ocasião algo que adorei na sinalização das rodovias na Áustria e na Alemanha: pistas com faixas duplas, ora ambas contínuas, ora uma pontilhada e outra contínua para organizar o fluxo que trafega numa mesma direção. Assim, quem entra numa autoestrada nem sempre pode mudar imediatamente para uma faixa mais à esquerda, permitindo que se ganhe velocidade e, aí, sim, se entre na outra faixa com segurança. Analogamente, serve para que ninguém vá para a direita quando tem carros entrando na via, exceto quando há saídas da estrada. Simples e super eficiente. Basta um pouco de tinta e, isso sim dificuldade suprema, bastantes neurônios.

  • Roberto

    Isto que você falou “a impessoalidade do trânsito” é uma das principais coisas que diferenciam nós dê um país mais civilizado. Tive a mesma impressão quando estive no Texas alguns anos atrás. Todos têm consciência que as regras valem para todos, sem exceção. Aqui, muitos acham que por posição social ou função que ocupa ou até por achar que pequenos problemas e erros no trânsito são intencionais ou direcionados, tudo acaba sendo levado para o lado pessoal. Como o Bob disse, isto é uma questão de educação escolar e de educação moral (aquela que se aprende em casa).

  • KzR

    Quando em visita a Buenos Aires, em 2012, pude ver claramente o uso do amarelo antes do verde. Pelo que entendi, já se podia realizar a travessia, caso o tráfego da via cruzada houvesse parado; ao menos os táxis já partiam devagar ao notar o segundo amarelo.
    Também notável a capacidade dos argentinos em aproveitar cada brecha de espaço possível na vias. No breve tempo que estive lá, não vi sequer um engarrafamento, veículo de uma via atrapalhando o tráfego que vinha de outra via cruzada e, mais importante, nenhum pedestre atravessando fora da faixa, praticamente todas sinalizadas. E estamos falando de uma capital, cidade de grande porte.

  • Domingos

    A Europa já é toda assim. E é toda contra tudo o que é contra ela e o ocidente. Lá agora todo mundo é liberal, pró-droga, pró-feminismo (mesmo que os casamentos e taxas de fertilidade estejam baixos a ponto de por em risco o futuro), anti-carro e eco-chato. Também é todo mundo pro-imigração, mesmo sem emprego e com os serviços públicos sem atendem bem nem mesmo os nacionais, devido à crise.
    Na Alemanha só se escapa por enquanto porque a economia é muito forte e o bom senso ainda tem algum lugar, mesmo que a contra-gosto. Se não os gründ de lá, que te atropelam com a bicicleta como os nossos “ativistas” daqui, já teriam tomado conta.
    São todos ateus, até os velhinhos. Na Inglaterra é pior porque lá a imigração em massa deu muitos votos e ainda dá. Algumas cidades já parecem ter mais asiáticos ou muçulmanos que ingleses. Nada contra, se não fosse o exagero e também a troca que vem junto com isso: a cada novo eleitor imigrante, é mais um que quase certamente vai aprovar qualquer babaquice pós-moderna em troca de poder trabalhar lá.
    Sou Europeu de coração, descendência e passaporte. Mas os o que o Bob escreve está com os dias contados. Não dou 15 anos para Europa e EUA virarem o Brasil se não saírem rápido e forte da crise. E não dou 20 para o mundo ocidental ser colonizado pelos árabes e chineses se continuar assim.
    E pior que devem fazer um trabalho melhor, pelo menos os árabes parecem com mais princípios que o ocidental médio hoje em dia.

  • Domingos

    Esquece. Na maior cidade do país os caras fazem o teste de auto-escola num bairro longe de tudo com ladeira em paralelepípedo e bastante lixo perto das guias para fazer o candidato derrapar o pneu na hora da saída.
    Ninguém vê nada pois o percurso acontece numa rua acima, separada por uma grande ladeira e um barranco com plantas densas. Assim a auto-escola não pode reclamar e o aluno também não.
    Os instrutores sabem quem é de primeiro teste e mandam parar o carro justo no lixo ou na terra, além da ladeira de paralelepípedo. Quando chove reprova a maioria ou quase todos. Você tem 3 chances para a baliza e te dão apenas 2, se você não reclamar já reprovam na hora.
    E quem vai de primeira também, mesmo que passe, tem alguns pontinhos inventados. No meu caso, parei na preferencial por uns 2 segundos (o lugar é deserto) e mesmo assim levei que não parei. Mesmo olhando para ambos os lados.
    Já quem vai na segunda vez não tem nada disso. Você acha que estão preocupados em saber se o aluno usa a terceira marcha ou a quarta?
    Até as auto-escolas são envolvidas. A cara deles quando você reclama que não passou porque o avaliador inventou coisa que você não fez é de “fod*-se, espero mais que faça mais aulas”.
    Vale lembrar que auto-escola é um serviço como cartório, a obrigação dela é para pegar voto de amigo de vereador e gente metida com policial corrupto e muito mais. Na Europa não há obrigação de usar auto-escola, apenas de fazer os exames.

  • Domingos

    Só para dar um toque, a Itália não faz fronteira com a Alemanha (então não é vizinha…;).
    E também me parece que a Alemanha desconta o preço dos pedágios no combustível, algo bem melhor para todos caso você rode sem ser de pé no fundo o tempo todo.

  • Domingos

    Esqueçam, hoje iam chamar de moralismo… Enfiem na cabeça que qualquer partido político hoje apresentado a nos (mesmo os nanicos – e principalmente eles) são para acabar com qualquer coisa que dificulte um governo policial e que se elege com facilidade. Os de esquerda são piores, mas os de direita também não são flores. Se for depender de governo estamos ferrados e essa é uma tendência mundial.
    Povos com mais virtudes se dão bem justamente porque governo para eles é obrigação e não salvação.
    Democracia e monarquia a diferença é que alguns reis gostavam mesmo do seu país e seus súditos.

  • Bob Sharp

    KzR
    Tem razão, tirei esse informação, é irrelevante.