O KART DA FORD

Bild 183-B1007-0016-001  O KART DA FORD kart

Kart, veículo simples de quatro rodas, micro-monoposto de chassis tubular, peso médio de 120 kg e dotado de motor de dois ou de quatro tempos com arrefecimento a ar ou a água. Reconhecido como a porta de entrada do automobilismo, o kart moldou pilotos de destaque como Ayrton Senna, Émerson Fittipaldi, Rubens Barrichello, Nélson Piquet, Michael Schumacher, entre tantos outros.

Quem já teve a oportunidade de dirigir um kart sabe o que estou falando. Veículo de reações rápidas que faz curvas no acelerador e transmite toda a emoção de dirigir um carro de corrida. Sentado colado ao solo a sensação de velocidade é incrível, 80 km/h parece ser 200 km/h.

Bons tempos em que eu me divertia nos kartódromos da Granja Viana e/ou na Aldeia da Serra na Grande São Paulo. Eu sempre corria com kart com motor quatro-tempos de 13 cv. O peso do kart+ Meccia era de aproximadamente 200 kg resultando em uma relação peso- potência de  15 kg/cv.  Se fosse com motor dois-tempos que pode chegar a 45 cv, essa relação cairia para 5 kg/cv, aproximadamente.

O foco desta história começa com o designer francês Claude Lobo (20/08/1943—03/06/2011) que ocupou várias posições de destaque nos estúdios da Ford Motor Company por mais de 30 anos. Participou em vários projetos de ponta incluindo o Ford Capri MK1, o Mercury Cougar MK7, o Focus MK1 entre outros.  Foi pioneiro nos trabalhos de CAD (Computer-Aided Design) como auxílio no desenvolvimento de estilo veicular, sendo o Ford KA MK1 uma de suas criações mais carismáticas.

A filosofia do projeto do KA foi de ser um anti-Twingo, carro inteligente em conceito de aproveitamento de espaço e peso. Deveria ter uma aparência marcante e que  não precisasse sofrer maquiagens (face-lifts) ao longo de sua vida. Na realidade, Claude Lobo odiava face-lifts, defendendo a tese de que o veiculo deveria se manter em sua originalidade até a sua morte.

Outra característica do KA seria o go-kart behaviour, com excelente dinâmica das suspensões e direção, reforçando também a sensação de ser divertido ao dirigir (fun- to-drive).

Lançado na Europa em 1996 no Salão de Paris, já nasceu com alma. Aliás, KA na linguagem  egípcia significa espírito.

E nasceu com estrondo também: a Ford contratou uma banda de olodum cujo som tipicamente do Brasil ecoou por todo o Mondial de L’Automobile daquele ano. O chefe da banda era um brasileiro, mas o restante do (numeroso) grupo era inglês!

Para que a imprensa mundial pudesse experimentar o comportamento do KA foi escolhida a Sardenha com suas estreitas e sinuosas estradas.

 

KA MK1  O KART DA FORD KA MK1

O KA era bem levinho, pesando 960 kg em sua versão mais completa com direção assistida hidráulica, ar -condicionado etc.

Baseado na plataforma simples porém eficiente do Fiesta MK3 sem subchassi, o KA provocou reações diversas no público devido ao seu desenho futurista batizado de New Edge pela Ford.  O desenho do painel de instrumentos com linhas arredondadas suaves e concordantes chamava a atenção por sua praticidade e  era um dos destaques do carrinho. O relógio oval no alto do painel foi um must!

 

KA 1997 painel  O KART DA FORD KA 1997 painel

2relogio KA 1  O KART DA FORD 2relogio KA 1

Outro ponto era a sua estabilidade notável graças ao trabalho de engenharia liderado por Richard Parry-Jones, especialista em dinâmica veicular da Ford. O desenho de balanços curtos resultou num baixo momento polar de inércia, um dos segredos de sua extraordinária agilidade.

O KA pecava por seu antigo motor Endura-E 1,3-litro totalmente em ferro fundido, com comando no bloco e válvulas acionadas por varetas, embora seu cabeçote fosse de fluxo cruzado.

Nos primeiros três anos de produção na Europa tinha pára-choques em plástico polipropileno preto fosco, sem pintura. Já no modelo  2000, os pára-choques eram pintados da cor do carro. Em 2003 foi lançado o modelo conversível, o Street KA, e em 2005 o Sport KA com motor Duratec 1,6 8-válvulas e 93 cv.

 

Ford_StreetKa_blue_hr  O KART DA FORD Ford StreetKa blue hr

Ford_Sport_Ka  O KART DA FORD Ford Sport Ka

A segunda geração do Ford KA na Europa foi desenvolvida e produzida pela Fiat SpA. Isso mesmo, por incrível que pareça um Ford Fiat que ficou em produção de 2009 a 2014, e na Polônia, na fábrica Fiat na cidade de Tychy, vizinha a Cracóvia. a terra de Karol Vojtila, o papa João Paulo II .

 

800px-Ford_Ka_II_rear_20100809  O KART DA FORD 800px Ford Ka II rear 20100809

1024px-Ford_Ka_II_front_20100809  O KART DA FORD 1024px Ford Ka II front 20100809

No Brasil, o KA foi lançado em 1997, semelhante ao modelo europeu de 1996, também com motor Endura-E 1,0 e 1,3-litro.

Em 2000 o motor Endura  foi substituído pelo moderno motor Zetec Rocam 1,0 e em 2001 veio a novidade mais esperada, o KA XR com o motor Zetec Rocam 1,6.

O KA XR 1,6 nasceu no Campo de Provas da Ford na cidade de Tatuí, fruto de uma “brincadeira” da engenharia. “Vamos fazer um foguetinho?”

E assim foi….

O KA XR foi feito da maneira antiga, o computador foi deixado um pouco de lado dando lugar ao feeling do engenheiro. Tudo foi feito no campo de provas, desde a construção do primeiro protótipo (working horse) até o desenvolvimento completo das suspensões, freios, direção, relações de marchas, sistemas de admissão de ar e escapamento, sistema de arrefecimento e uma nova calibração do motor.

– Radiador aumentado assim como sua ventilação forçada
– Freios dianteiros com discos ventilados  e pinças maiores com pistões de 54 mm no lugar dos originais de 48 mm
– Suspensão dianteira com barra estabilizadora
– Sistemas de admissão de ar e escapamento revistos
– Molas, amortecedores, batentes e buchas desenvolvidas praticamente no processo de tentativa e erro em termos de cargas, dureza, constante de mola e curvas de amortecimento
– Direção assistida hidráulica com a assistência/resposta adequada para o novo comportamento dinâmico do veiculo

Quando o primeiro protótipo funcional ficou pronto, todo o time envolvido no projeto se reuniu para vê-lo e dirigi-lo nas pistas de provas. Foi um dia inesquecível!

O KA XR tinha um comportamento dinâmico excepcional, neutro nas curvas porém sensível ao acelerador. Tirava-se o pé e a traseira vinha comportadamente em oversteer (sobreesterço), dando aquela apimentada na tocada rápida de quem gosta de pilotar.

O motor de 95 cv com pico de torque a 3.000 rpm, somado à transmissão short ratios bem escalonada e curtinha, empurrava o carrinho com galhardia.

Os freios potentes com boa modulação de pedal complementava, o conjunto. Dava gosto de dirigir o KA XR 1,6!

Porém, nem tudo são rosas… Propusemos um novo quadro de instrumentos com velocímetro, conta-giros e marcadores de combustível e temperatura do motor analógicos, com ponteiro. Infelizmente o custo falou mais alto e a ineficiente lâmpada de alerta da temperatura do motor foi mantida.

 

cluster KA XR  O KART DA FORD cluster KA XR

E o KA XR 1,6 foi para produção no final de 2001, todo invocado com defletor traseiro continuando a linha do teto, rodas de liga leve com pneus 185/60R14 e aquele logo XR no final do acabamento esportivo do rocker panel (painel inferior).

“Um verdadeiro ícone está nascendo”, predizíamos.  E aconteceu. Até hoje o KA XR 1.6 é lembrado com respeito pelos autoentusiastas como o “Kart da Ford”.

 

ka-xr  O KART DA FORD ka xr

ka-xr-1.6  O KART DA FORD ka xr 1

Em 2007 foi lançada a segunda geração do KA no Brasil, totalmente diferente da versão européia. Sua plataforma era uma mistura do Fiesta MK4 (BE91) e do Fiesta MK5 (BV256) com subchassi. Equipado com motor Rocam 1,6 flex, foi feita uma versão chamada de KA Sport que nada mais tinha a ver com o primeiro KA XR 1,6. Com suspensões voltadas para o conforto e com câmbio wide ratio voltado para economia de combustível, perdeu aquela característica esportiva. Já não poderia mais ser chamado de “Kart da Ford”, infelizmente.

 

KA sport mk2  O KART DA FORD KA sport mk2

Ka XR vs Sport  O KART DA FORD Ka XR vs Sport

Diagrama dente de serra comparando as duas versões

Encerro esta matéria torcendo para que a Ford reinvente o New KA XR.

Motores, transmissões e tecnologia a Ford tem de prateleira.  Basta querer!

CM

 

 

Sobre o Autor

Carlos Meccia

Engenheiro mecânico formado pela FEI (Faculdade de Engenharia Industrial) em 1970, trabalhou 40 anos na Ford brasileira até se aposentar. Trabalhou no campo de provas em Tatuí, SP e por último na fábrica em São Bernardo do Campo. Dono de amplo conhecimento de automóveis, se dispôs a se juntar ao time de editores do AUTOentusiastas após sugestão do editor Roberto Nasser.

Publicações Relacionadas

  • Rafael

    Excelente artigo. Possuo um Ford Ka GL 1.0 e 2002 e amo o carro. Tanto que estou comprando mais um, um ACTION 1.6 2007. E ai surge uma duvida, todas as características do XR são compartilhadas com o ACTION 1.6?

    • kazero

      Os Action e XR compartilham as mesmas características mecânicas, o que os difere são os spoilers laterais e abertura do porta-malas elétrica no XR.

  • Davi Reis

    Receita simples pra Ford: Novo Ka com o motor Sigma 1.6 e pronto. Acho que nem seria tão necessário retrabalhar diferencial, câmbio e suspensão do carro. A direção eu tenho certeza de que poderia ficar do jeito que está, a assistência elétrica do Ka é notável. E talvez com um sugestivo nome de Ka RT (Kart), mesmo que fugisse do padrão de versões da Ford.

  • Fabio Vicente

    Carrinho gostoso de se andar! Dinâmica exemplar.
    Essa versão do Ka é a prova de que carros divertidos não precisam ser mirabolantes e cheios de recursos. Quanto mais simples, quanto mais cru, melhor.

  • CorsarioViajante

    A “primeira geração” do Ka é mesmo incrível. A XR então, é sensacional.
    Gosto de carros como esse: pequeno, rápido, ágil… O painel não curto muito mas é impossível negar que combina perfeitamente com o carro.
    A “segunda geração” não melhorou o que o primeiro tinha de ruim e jogou fora o que ele tinha de bom.
    A “terceira”, aqui no Brasil, só mantém o nome, pois tanto a proposta quanto o visual se perderam. Não que seja um carro ruim, mas não mudou completamente o foco.

  • Rafael Malheiros Ribeiro

    Belo texto! O Ka foi um carro mal compreendido por muitos, seja por sua estética peculiar, seja pelo seu diminuto tamanho (o povo acha que o carro tem que ter espaço para a família, carga, animais de estimação…), mas sempre mereceu meu respeito.

    Lembro até hoje do primeiro em que entrei quando de seu lançamento, achei um projeto brilhante e nunca dei bola para quem discordava de mim. Por precisar de um carro familiar, jamais o comprei, mas ando a fim de ter um segundo carro para meu uso urbano, e estou de olho numa versão muito especial, o Black, ou num XR. Pretendo deixa-lo perfeito como quando saiu de fábrica e assim reparar o vacilo de nunca te-lo adquirido.

  • Rafael Kleber

    Que eles te ouçam!

  • Totiy Coutinho

    É verdade que no projeto original o relógio central sairia do painel e se encaixaria em pulseira multicoloridas como em um Bugatti ?2 ) cogitou se a possibilidade dele se chamar Baby para aproveitar o sucesso do personagem do seriado os Dinossauros ?

    • Totiy, eu não sei desta história….o que eu sei é que o relógio analógico oval era muito charmoso

  • Mr. Car

    Ka, para mim, só existiu um: o primeiro. Depois desvirtuaram completamente o conceito e a proposta do carro, apesar deste de agora parecer ser um carro muito bom, inclusive já nos primeiros lugares de venda. A única coisa que eu não gostava no primeiro Ka, o desenho da traseira, foi muito bem corrigido (no Brasil apenas, permanecendo a mesma na Europa) mais tarde. Aí o carrinho ficou perfeito. Gosto demais destes carros com vocação urbana, pena que aqui existam tão poucas opções.

  • Antônio do Sul

    Em um certo agosto, acho que em 2007, a Quatro Rodas, para comemorar o seu aniversário, pôs para rodarem em um autódromo um Ka XR, um Civic Si, um Golf IV GTI e um Palio 1.8 GM família I…e, nas curvas, o Ka deixava para trás o Civic e o Golf…

  • bucho

    Triste fim do Ka em terras tupiniquins. Mais do que na zooropa..

  • Domingos

    Hoje a gente vê como os carros atuais estão feios e a gente falava bobagem no passado. Em vinho e com as calotas e pára-choques originais esse Ka da foto está muito bonito e simpático. Pena que o desenho original desses carros vai sendo estragado com cores pensadas apenas na revenda, imposições cegas de mercado (como pára-choques pintados) e face-lifts que vão piorando o carro.

  • Ilbirs

    O Ka Mk1 brasileiro é mais um daqueles veículos da Ford pós-Autolatina que poderia ter sido equipado em seus primeiros anos com uma versão modernizada do CHT em vez de usar o Endura. Considerando as potências que essas unidades de projeto Renault desenvolviam, provavelmente a adoção de injeção multiponto os faria continuar parelhos com a competição mais moderna. Já estimei aqui que um CHT multiponto poderia ter algo na casa de 90 cv na versão 1.6, o que estaria em dia com concorrentes como o Família I 1.6 MPFI. Um 1.0 dessa família com o mesmo tipo de injeção poderia, creio, ficar na casa dos 60 cv, o que também permitiria ficar em dia com o que houvesse na época. Talvez desse para transferir alguns acertos feitos para que o Escort usasse o CHT. Motor antigo e varetado por motor antigo e varetado, com certeza o CHT era muito superior ao Endura e talvez até desse para adiar em um ano a estreia do Rocam, podendo aí solucionar alguns problemas crônicos que praguejaram essa unidade, como os cabos de vela que se deterioram rapidamente. Mas, novamente, vou pôr a conta disso na confusão que foi para a Ford separar-se da Volkswagen.
    De fato, um dos pontos fortes tanto do Ka Mk1 quanto do Mk2 brasileiro era o acerto de chassi. Mesmo tendo tendência de sair de traseira, a maneira como ele fazia isso era extremamente segura e previsível, chegando a ser mais simples de corrigir do que muita saída de frente abrupta que vemos por aí.

    Em relação a linhas, o que me surpreende é ver que o Ka Mk2 europeu, ainda que basicamente um Fiat 500 com outro “chapéu”, foi mais continuador das linhas originais do Ka Mk1 do que a solução aqui adotada para o Mk2, mesmo que esta mantivesse as mesmas portas e para-brisa do primeiro modelo. Olhando o Ka polonês, o que vejo é a manutenção da silhueta básica com a correção de defeitos (vide a traseira mais reta e um vidro menos próximo dos ocupantes de trás. É daqueles momentos em que nos perguntamos se as Fords brasileira e europeia não poderiam ter juntado esforços para fazer um Ka Mk2 que a ambas servisse sem que fosse necessário a Europa usar mecânica Fiat e a brasileira fazer a estranha recauchutagem da plataforma do Fiesta Mk4 que aqui conhecemos. Imagino eu que essa estranha situação tenha sido uma das sementes para o One Ford que conhecemos agora e vem dando bastante certo.
    Ainda não dirigi o Ka Mk3 para dizer alguma coisa. Quero fazê-lo o quanto antes, mas já o vi no Salão do Automóvel. Em que pese ser mais simples que o Fiesta Mk6 (vide portas com vedação simples em vez das duplas do Fiesta), o resto do projeto decididamente mostrou que a Ford brasileira tem competência para fazer um Fiesta Mk7 que seja bem melhor que o já bom Mk6, uma vez que conseguiram extrair espaço interno bom de uma base que no exterior é criticada pelo aperto a que submete seus ocupantes. Também podemos lembrar que o Ka+ conseguiu ser mais espaçoso que o Fiesta Sedan Mk6 mesmo sendo mais curto que este, outra proeza das boas da operação daqui. Para aquilo que tinha em mãos e o problema de não ser uma base flexível o suficiente para que se pudesse fazer um subcompacto de fato, a Ford daqui fez um bom trabalho.

    Quem sabe fosse a oportunidade de dar à unidade daqui a responsabilidade por fazer uma plataforma para carros pequenos que fosse mundialmente usada. Consigo visualizar uma possibilidade de base que desse guarida para um subcompacto de fato e que pudesse ser esticada para abrigar um Fiesta, usando aqui aquilo que ocorre com as bases C (Focus) e EUCD (Mondeo/Fusion), em que a maior é basicamente a menor aumentada em tamanho, ainda que tenha suas diferenças. Isso acabaria entrando para a história também como a primeira plataforma desenvolvida pela Ford brasileira, ainda mais se considerarmos que ela até hoje só adaptou plataformas do exterior, mesmo quando fez modelos que só foram vendidos aqui (vide Corcel e sua base derivada do Renault 12, ainda que aqui fosse o transplante de um projeto Willys que estava adiantadíssimo quando da aquisição da marca em questão). Aliás, podemos considerar que a Ford brasileira já projetou uma plataforma se levarmos em consideração a atual geração do Troller, o que apenas e tão somente demonstra a capacidade de que falei para que se pudesse delegar à operação daqui a feitura de uma base para carros pequenos que tenha nível mundial.

    • Ilbirs,
      Nunca entendi o porque não fizemos o mesmo KA MK2 europeu no Brasil. Era muito mais bonito!

  • Rogério Ferreira

    É uma pena, a Ford não oferecer um carro com menos de 1000 Kg, e com mais de 100cv. (Agora só restam o Gol/Voyage 1.6 e Etios 1.5). Não tive muito contato com o Ka, apenas uma única vez, dirigi um, com motor endura 1.0 e que me pareceu excelente. O desempenho não era aquela “tragédia toda” que se falava, pelo contrário, me surpreendeu, pois esperava muito menos… Tinha uma tocada esperta e características dinâmicas impecáveis, um autêntico devorador de curvas, que instigava a andar rápido, ainda que faltasse motor em algumas situações. A dona dele, me falava em consumos dignos de algumas motocicletas e o melhor que, apesar da estabilidade, não havia rigidez na suspensão, pelo contrário, filtrava bem as imperfeições do pavimento. Este compromisso ideal, entre suspensão confortável e ao mesmo tempo estável, que só percebo em carros que possui uma altura “normal” em relação ao solo, como este Ka… Muito se perde, com esse apelo do mercado por carros cada vez mais levantados”

    • Renan V.

      Gostei dessa de menos de 1000 Kg e mais de 100cv. Foi sempre algo que, mais ou menos, me orientou como critério de avaliação, ainda que inconsciente.

    • Alfredo

      Caro Rogério, você esqueceu do March 1.6, que com 940 kg e 111 hp tem relação peso/potência de Tiguan, com motor 2.0 turbo, pondo Gol/Etios/Onix e afins a comer poeira…

      • Rogério Ferreira

        Certíssimo, colocamos o March 1.6 na lista,

  • Christian Govastki

    Sempre admirei o Ka Mk1, carrinho bastante incompreendido aqui neste país, e por incrível que pareça sempre andei de passageiro, nunca dirigi.

    Um detalhe bobo que estava reparando, qualquer uma das três gerações do Ka brasileiro usam a mesma tipologia no logotipo, que remete vagamente ao desenho do Mk1.

    Como acho com muito mais personalidade o logotipo do Focus MK1 (fOCVS) que os atuais.

    Aguardo com ansiedade um novo Ka XR… Que tal um Ecoboost 1,0l de uns 130 CV… Fica a sugestão.

    • Cristiano Reis

      Porém a única coisa que permanece no Ka de hoje do original é aquele trambulador de câmbio longo e de engates difíceis.

  • Juvenal Jorge

    Meccia,
    meu pai teve dois Ka, um Endura e um Rocam.
    Belos carros simples, deliciosos de dirigir.
    Saudades de verdade.

  • BK

    Particularmente eu gosto mais do Ka Action que do Ka XR justamente pelo fator sleeper que o Action tinha em relação ao XR.

  • Bob Sharp

    Meccia
    Parabéns pelo aniversário hoje!

    • Caro Bob, muito obrigado pela lembrança

    • Mr. Car

      Então, aí vai mais um abraço, Meccia!

    • Daniel S. de Araujo

      Carlos, Parabéns pelo Aniversário!!! Muitas felicidades para você, cidadão de Dezembro (como eu!!!)

    • Antônio do Sul

      Parabéns, Meccia! Saúde, felicidade e mais muitos anos bem vividos!

    • Bera Silva

      Parabéns Carlos Meccia!! Muitos anos de vida e que possa nos ensinar muito ainda.

    • Luiz_AG

      Parabéns Carlos Meccia

    • Newton (ArkAngel)

      Felicidades pelo aniversário, Mr. Meccia!
      Coincidentemente, neste momento estou conversando com um vizinho aqui da oficina que trabalhou na Ford entre 1964 e 1974, trabalhava no setor de compras, é o Sr. Carlos Alberto Pires, conhecido como “Kiko”.

    • Fat Jack

      Parabéns, muitas felicidades neste seu novo ano de vida, e muitos Posts pra gente também, hein!!!

  • Kazero

    Ótimo texto como sempre, gosto bastante do Ka e tenho um XR 2007 com 40k km. Agora uma dúvida: Qual o motivo da diferença de resposta de um Ka Action 2003 ser mais rápido nas saídas em relação a um Ka XR 2007? Coloquei o coletor de exaustão do 2001, bem como o escapamento na medida 1 7/8 pol., mas não ficou igual. O mapeamento da injeção é o segredo?
    Outra: Onde encontrar a ponteira chanfrada original dos Action/XR até 2005? Abraço.

    • Kazero,
      O mapeamento de injeção é um dos botões. O powertrain matching é o outro botão, acertar a curva de torque do motor com as relações de transmissão.
      Obrigado

      • Jorge Alberto

        Entao “a grosso modo”, basta re-mapear a injecao dos 2007 para a dos “antigos” 2003, q ele andara como o bom e “velho” Ka da primeira safra?

  • Totiy Coutinho

    Deve ter a relação de marchas escalonadas de modo diferente,conheço um cabra que fez um com motor Zetec 1.4 da Courier,era tão danado que saía demais de frente em curvas,acabou num desmanche por isso .

  • Filipe

    Tive um Ka XR 2001, da primeira e melhor safra, por 5 anos, vendido há pouco mais de 1 mês. Só foi vendido por necessidade, é um carro realmente muito gostoso de se dirigir e essa dinâmica afiada com possibilidade de correções soltando a traseira é uma delícia!

    A cara dos donos de carrões olhando espantados e pensando “Como que um KA tá me passando?” é impagável. Meu Kazinho levou MUITA gente grande, principalmente em trechos sinuosos.

    • Filipe,
      Faço minha as suas palavras. O KA XR era sensacional

  • Antonio

    Alô, Ford, escute a voz do povo e libera um sigma 1.6 para um novo Ka XR, deixando, é claro, que os engenheiros trabalhem à vontade no projeto, sem palpites do departamento de marketing!

    • Davi Reis

      Ah se o dedo poderoso do departamento de marketing não atrapalhasse tanto… Fico imaginando um Palio 1.8 16V, Uno 1.6 16V, Gol 1.6 16V com 6 marchas, Fiesta 2.0 16V, Onix 1.6 ou 1.8 Ecotec. As possibilidades são tantas e sempre se escondem atrás do tal “inviável pelo custo”. E olha que nem estou sonhando alto, pra matar a pau seria bom mesmo ver Uno, Palio e Gol com os motores 1.4 Turbo de suas respectivas casas, haha.

      • Daniel S. de Araujo

        Pois é, sonhar não custa…Uma Saveiro com EA113 e cabeçote 4 valvulas por cilindro (não existe – mas é moleza para uma VW fazer – não seria tão diferente do AP2000 16v), Gol com motor EA211 1,6L Turbo (na linha do EA211 1,4L do Golf), Ford Ka 1,6L Ecoboost, New Fiesta Ecoboost 2L (e quem sabe um Duratec 2L injeção direta do Focus para uma versão “de entrada”).

        O duro é que com o mercado automobilistico em crise, essas coisas só em sonho mesmo.

    • Antonio, apoio totalmente !

  • Aldo

    Meccia, bela matéria e parabéns.
    Questão técnica, para quem puder ajudar: Qual era a razão para esse motor Endura ficar tão carbonizado, e em tão pouco tempo? Conheci vários em que isso ocorreu, e alguns tinham a manutenção feita corretamente. Abraços;

  • Rafael Malheiros Ribeiro

    Nem tão poucas assim Mr. Car. Temos Fiat 500, up!, Kia Picanto, JAC J2, Smart, só para ficar nos menores. Mas acho que Uno, March, Celta, Clio, Ka, e até mesmo o Fit, dentre outros, também são essencialmente urbanos, não acha?

    • Davi Reis

      Verdade, mas desses, diria que apenas 3 são praticamente irrepreensíveis: Up, 500 e Picanto. O J2 é bacana, mas não tanto quanto eles e a leva de Uno, Ka e cia. já começam a se tornar mais pau pra toda obra do que carros basicamente urbanos.

      • Renato Mendes Afonso

        Discordo quando fala do J2. Fora o painel estranho e a disposição dos pedais, vejo como um carro bem próximo em proposta do Ka, e mesmo dos outros citados. Pouco balanço dianteiro, balanço mínimo na traseira, praticamente o mesmo comprimento que um Fiat 500 e diâmetro de giro de 9m. Sem contar o comportamento dinâmico e o motor com mais de 100cv.

        Com um pequeno esmero “autoentusiasta”, acredito ser possível fazer um hot hatch a nível de Ka XR.

        • Davi Reis

          O J2 é divertido, mas o motor é muito barulhento e existem falhas muito desagradáveis de ergonomia, como os comandos dos vidros elétrico muito mal colocados, painel de leitura um pouco complicada e aro do volante estranhamente fino pra um carro atual. Alguns comandos também parecem algo frouxos no carro, o que pessoalmente me incomoda muito, e o ângulo de abertura das portas é muito restrito. É um carro gostoso de dirigir sim, especialmente pisando bem, mas ainda peca bastante em várias coisas. Numa futura reestilização acho que pode melhorar bastante, assim como o J3.

    • Mr. Car

      Talvez não sejam tão poucas assim, mas gostaria de mais. Twingo, Peugeot 108, Citroën C1, Opel Adan (que aqui seria Chevrolet)…De certa forma sim, mas gosto mesmo é daqueles que são assumidamente pequenos, tendo inclusive a honestidade de serem homologados para apenas quatro passageiros, como era o Ka, e como são o 500, e o up! europeu.

  • CorsarioViajante

    Temos alguns casos interessantes: porque pedir Palio se tem Punto T-Jet… E um tempo atrás tinha Polo 2.0, bem divertido tbm… Dentre outros casos de “troca de motor na fábrica”. Mas as vendas são baixas, daí cada vez lançam menos.

    • lightness RS

      Exato!!

      O Polo 2.0 hoje é mosca branca, só conheço um na minha cidade, e era muito rodado, mas com todos opcionais!

      • Daniel S. de Araujo

        Tem algo mais mosca branca que o Polo 2L: O Polo 1L e 16 valvulas!!!! Aqui onde moro existe um!

  • Fernando

    Hoje gosto do Ka, na época do lançamento e por um bom tempo não vi muita graça, mas com o tempo(e com o que veio depois) passei a ver a simpatia dele.

    Infelizmente só dirigi os com motor de 1L. Apesar do Endura não ser o que era mais desejado, como ficava o Zetec Rocam 1L frente ao Endura 1,3L? Pelo que sempre vi referente ao Endura pelo menos era econômico, e em cilindrada maior creio que ficasse com desempenho e consumo parecidos com o Rocam, era por aí?

    Quando fiz auto-escola foi justamente em um Ka GL, e acho que graças a ele as balizas foram mais fáceis. Sei que foi meu companheiro de carta tirada honestamente e de primeira.

  • Ilbirs

    Males do compartilhamento de plataformas e de decisões excessivamente regionalizadas. Esse era um daqueles momentos em que a Ford poderia muito bem ter feito um carro puro-sangue que fosse tão bom quanto o Ka Mk2 europeu, mas sem qualquer DNA Fiat, bastando que as operações brasileira e europeia se unissem na tarefa em vez de cada uma seguir um caminho diferente.
    Não acho que um subcompacto de raiz seja invendável aqui no Brasil. O 500 está bem estabelecido e o up! por ora se encontra entre os 20 mais vendidos desta nação, sendo que em alguns estados chegou a ser o mais vendido (Paraná, por exemplo). E, como um dos Kellers daqui bem disse, basta uns ajustes para que dispare em vendas, sendo que sugeri uma lista de coisas perfeitamente exequíveis.

    No caso específico da Ford, o que tenho notado é o tal problema de as bases pequenas não serem assim tão flexíveis, em que pese já terem feito muita coisa interessante sobre a base do Fiesta Mk6. Adoro a B-MAX e não deixo de reconhecer a competência que a operação brasileira teve ao extrair no Ka Mk3 espaço interno que provavelmente os europeus não acreditavam ser possível de tirar de tal base. Como já disse aqui em outras ocasiões, a Ford brasileira acabou apresentando credenciais mais do que suficientes para fazer não só um Fiesta Mk7 bem mais competente que o atual (imagine juntar a qualidade de acabamento do Fiesta com um espaço de Ka Mk3 e seria um produto vencedor já na prancheta) como também criar uma plataforma mundial para carros pequenos no grupo.
    Uma base que fosse flexível o suficiente para gerar um subcompacto de fato e também um compacto cairia como uma luva nas pretensões tanto da Ford brasileira quanto da europeia e tudo isso sem romper a ideia bem-sucedida do One Ford.

  • Daniel S. de Araujo

    CM, puxa vida, você também é (como eu também sou) antipático as luzes espia de temperatura!

    O Ford Ka Zetec Rocam foi o carro que me tirou o preconceito com o motor 1L. Até então, só conhecia o Chevrolet Corsa, carro que sinceramente achava bem ruinzinho (andava pouco, bebia demais, mais até que um 1,6L) enfim, o Ka é um carro coerente com a proposta dele! Honesto e com um bom comportamento dinamico.

    A titulo de curiosidade, tinha uma amiga da minha mãe que teve um Ka 1,3L completo (incluido airbag – ex. frota Ford) e ela dizia que o carro era um foguetinho. Segundo ela, melhor de acelerar que o Classe A que ela possuia na época. E de gozação, falava que o airbag servir para os passageiros de trás (pelo tamanho do carro)

    • Rodrigo

      Já tive Ford KA 1.0, 1.3 e 1.6 (XR). Assim como já tive MB A160 e A190. Garanto que em termos de aceleração o A160 é superior aos 1.0 e 1.3 e com folga.

      Em tempo, um passarinho me contou que o senhor Carlos Meccia é proprietário do primeiro Ford KA produzido no Brasil (CLC-7202). E como perguntar não ofende… Quer vender, Meccia? Hehe!

      • Daniel S. de Araujo

        Bom…que o Classe A é melhor que o Ka 1L endura, isso certamente. Mas ela dizia preferir o Ka 1,3L do que o Classe A em termos de aceleração. Não sei, nunca experimentei o Classe A. Mas o Ka 1,3L era divertido e pelo que me lembro, o Classe A 160 era pesadão, só resolvido com o A190

        • Rodrigo

          Mera impressão sua pensar que o A160 é um carro pesado pois tem apenas 1080 kg. Na versão com acionamento de embreagem convencional realiza o 0-100 em 10,8 s. Mesmo número registrado pelo KA XR. Na prática o Ford parece mais veloz pelo menor peso e torque máximo em rotação inferior.

          O A190 faz o 0-100 em 8.8s. Quase um hot hatch!

          • Daniel S. de Araujo

            O A190 eu tinha um amigo que tinha um…falava superbem!

          • Ilbirs

            O A190 andava bem. Problemas que vejo nele são a excessiva dependência de recursos eletrônicos para que fique no prumo. As sopas de letrinhas interferem com uma boa frequência.

  • André K

    Eu também gostaria de um Ka Black! Difícil mesmo é achar um em bom estado para vender.

  • braulio

    Lembro do Kabriolet que era feito no Brasil, perdia todo o banco traseiro (mas era exíguo de qualquer modo!), mas era a receita mais barata de conversível daqueles tempos. E da molecagem de adaptar o compressor do Fiesta no Ka. Mesmo sem nada disso, sempre foi um carro que quebrava a rotina, sendo uma escolha racional e divertida ao mesmo tempo.
    O estepe dele bem que poderia ficar num lugar melhor, o conta-giros poderia vir de série em todas as versões, o depenamento do pisca auxiliar nunca deveria ter ocorrido, ou, se tivesse, que pelo menos não ficasse aquela tampinha tosca, o porta-luvas fazia falta, a pintura descascava, os plásticos eram fixados à carroceria com a presilha mais frágil que o engenho humano já concebeu, mas, ainda assim, era um ótimo carrinho, bom para transformar universitárias ciclo-radicais em mulheres auto-entusiastas.

  • César

    Muito interessante. Na minha modesta opinião, o Ka, em sua primeira e original versão, será um clássico num futuro não muito distante. Linhas curvas, porém diretas, sem nada a esconder. Um design ousado, sem por isso necessitar de rebuscamentos, com soluções de aproveitamento de espaço interno interessantes. O exíguo espaço interno não é uma qualidade negativa; não é um carro feito para famílias, nem para longas viagens. Longe de ser o propósito do projeto. É um carro urbano nato, que certamente, na Europa pelo menos, nasceu com a dura missão de concorrer com o Renault Twingo, este com farto espaço interno para o seu porte, aliás um modelo interessantíssimo e certamente muito bem sucedido do ponto de vista do conceito do carro urbano.
    No artigo poderia ter sido lembrado o raríssimo Ka Stewart, se não me engano com 4 unidades produzidas. Aqui na cidade onde moro existe um deles, com motor turbo e vários itens exclusivos, tanto é que na primeira vez que o vi, pensei se tratar de uma versão importada.

    • Mr. Car

      Também já vi um destes Ka Stewart. Pertence ao acervo do Museu do Automóvel de Brasília. E por falar nisto, alguém sabe notícias dele, depois da canalhice (mais uma) do (des)governo de querer usar o prédio como depósito de arquivo morto, se não me engano da rede ferroviária?

    • Cristiano Reis

      Teve o kit da Souza Ramos também, o Ka SRT.

    • Daniel S. de Araujo

      Também acho que o KA é um forte candidato a virar clássico.

  • Cristiano Reis

    Carlos, gostaria de agradecer muito por esse post sobre o Ka! Tenho um dos últimos da primeira geração 2007 o qual cuido com muito carinho, porém, como não tenho como ter dois carros, minha esposa acaba dirigindo muito o carrinho e já acabou com os para-choques dianteiro e traseiro… 🙁 Fora isso tento ao máximo cuidar do carro, inclusive gostaria de poder comprar outro pra “dona encrenca” e deixar ele guardadinho, conservadinho, quiçá colocar uma placa preta, mas tem alguns problemas que se pudesse me ajudar agradeceria muito! 1º (apesar de morar no Ceará e nunca usar, mas gostaria de deixar funcionando) é em relação a válvula do ar quente para cabine, no meu a mesma se encontra isolada, todas dão problema mesmo? 2º A direção hidráulica é dura assim mesmo? Digo isso porque todos os mecânicos que levo dizem que está normal, mas ela realmente é bem dura! 3º Mesmo caso com o freio! Perguntei para o Carlos mas se alguém puder me ajudar agradeço bastante! O meu Ká é um 1,0 Mp3 2007. Inventei de colocar manta asfáltica nele e me arrependo muito, não vale a pena :(.

    Algumas fotos do garoto:

    P.S.:: A Toyota deveria olhar bem para esse relógio do Ka antes de projetar aquele reloginho de Del Rey parao novo Corolla.

    • Fat Jack

      Olha, quanto a direção não saberei te dizer, mas quanto a válvula do ar quente é muito comum sim, tenho um Fiesta Street 2004 (Rocan portanto) que teve o mesmo problema e á absolutamente comum vê-los (Fiestas e Kas) na Net com as mangueiras isoladas. O pior é que se não for isolada “de imediato”, no primeiro sinal de problema da válvula, ele “queima” o comando (que é elétrica e separa o ar quente do frio) encarecendo bastante a conta da troca (só o comando do Fiesta está em +/-$450…)

  • Leo-RJ

    Caro Meccia,

    Muito interessante a forma de concepção do KA XR: mais sangue, suor e amor do que teclados e computadores (não os desmerecendo). Certamente por isso ele ficou tão bom!

    Leo-RJ.

  • Leo-RJ

    Caro Lightness,

    Se estiver mesmo procurando um Polo 2.0, veja os classificados do Rio. Aqui tem um monte!

    Abç!

  • Leo-RJ

    Caro Meccia,

    Agora que vi o recado do Bob!

    Parabéns, tudo de muito bom! Que receba em dobro tudo o que dispõe aos seus leitores!

    Leo-RJ.

  • Texto fantástico, Meccia.
    Me lembro de ter visto a propaganda de lançamento do KA por volta dos 12 anos de idade e achado o carro horrível. Mas os anos foram passando…
    Em grande parte, graças ao AUTOentusiastas fui ficando cada vez mais fã do carro, mesmo sem nunca tê-lo dirigido. Decidi que iria
    comprar um e ver se era um carro tão bom de dirigir como li várias vezes.
    Devido às restrições orçamentárias, o que consegui foi um Ka 1.0 1998 bordô com pára-choques na cor do carro, sem DH e AC, mas
    relativamente bem conservado.
    Que delícia de carro, e mesmo sendo equipado com o Endura, considerava o desempenho adequado. Na época meu pai tinha um Gol GIII 1.0 16V, que a cada vez que dirigia, gostava mais do KA.
    Infelizmente ele teve que partir e sempre me recordo daquele tanquinho de guerra, que tantas alegrias me deu. Meu consolo é que no seu lugar veio um fantástico Alfa Romeo 155 Super.
    Ainda assim, é difícil passar mais de dois dias sem eu pensar em comprar um KA. Só que antes quero pegar um Corcel II, para uso diário e e futura restauração. Mas ainda terei outro KA, ou quem sabe até o meu querido CVY1436 de volta.

  • Leister Carneiro

    Este carrinho me divertiu muito tenho saudades do KA 1.6. Um carro para quem gostava da brincadeira

  • Leo-RJ,
    Obrigado pela lembrança

  • Rodrigo,
    Obrigado , este não vendo . Quem foi o passarinho ?

  • Antônio, obrigado pela lembrança

  • Andre

    Errado, no texto explica as diferenças de suspensão, que o tornam veículos de comportamento muito distintos.

    • EJ

      Não. Action e XR compartilham as mesmas características mecânicas. O post do kazero está correto. A reportagem só cita a diferença óbvia entre o KA brasileiro de primeira e segunda gerações (segunda possui o nome Sport). KA Action, XR e Black são três versões da primeira geração com níveis de equipamento diferentes, características visuais diferentes, porém características mecânicas comuns.

      • Dudu

        Boa tarde.. Pessoal, sou muito fã do Ka primeira geração desde muito tempo e agora estarei comprando meu primeiro carro. Curto muito a aparência e tamanho do 1°, mas por questões mecânicas ainda vale a pena comprar um 2007 em bom estado ou partir logo para o segunda geração? Obrigado

  • Renan Veronezzi

    Sr. Meccia, qual o conceito de “Eixo autoestabilizante tipo Twist Beam” e no que difere do eixo de torção?

    • Renan,
      Formas diferentes de dizer a mesma coisa no meu entendimento.

    • Ilbirs

      Se for o que estou pensando, é um eixo de torção com buchas deformáveis que geram efeito de direção passiva nas curvas.

  • Luiz Claudio

    Prezados colegas e leitores do blog.

    Como ex-proprietário de um KA XR 2004, digo sem nenhum tipo de arrependimento, que foi um dos melhores carros que tive.

    Dirigi-lo era sempre motivo de sorriso, já que ao passar a segunda e terceira marcha numa subida, ultrapassavamos com facilidades sedãs maiores ( e com motores maiores, inclusive), cujos motoristas olhavam com espanto para a outra faixa, aonde o meu kart passava célere.

    Ao fazer o mesmo test drive no “novo Ka” o produto mudou completamente, tornou-se um carro comum, igual a todos, mas que assim, deu a Ford Brasil alguma sobrevida no modelo.

    Perfeita a matéria, que venham mais carros com emoção e sentimento.

  • Fat Jack

    Carlos, procurando os “dados” técnicos dos dois XR encontrei na Net, as seguintes relações e queria saber se estão corretas, você poderia me confirmar? São elas:
    Old XR:
    1° – 3,58
    2° – 1,93
    3° – 1,41
    4° – 1,11
    5° – 0,88
    Diferencial: 4,06

    New XR:
    1° – 3,54
    2° – 2,04
    3° – 1,28
    4° – 0,95
    5° – 0,75
    Diferencial: 3,82
    Obrigado!

  • Eduardo

    A reportagem cita que o primeiro KA apresentado na Europa era projetado na base do Fiesta MK3 (o que chegou ao Brasil importado da Espanha). Não seria Fiesta MK4?

    • Eduardo,
      O KA MK1 não tinha sub-chassis, a plataforma era idêntica ao Fiesta MK3 (BE13).

  • KzR

    Excelente post, sr. Meccia. Momento mais oportuno para postar que o aniversário de um autoentusiasta não havia. Parabéns duplamente.

    Este é um KArt literalmente. Foi graças a um GL Zetec que perdi de vez todos os preconceitos contra os 1,0 litro. Capacidade de curva superior a minha referência de melhor chão. Depois, quando descobri o único XR à venda em minha cidade, corri para vê-lo ao vivo. Tirei n fotos e passei um tempão dentro bisbilhotando, parecia criança em loja de brinquedos. O preço estava bom, mas era preto e tinha vários detalhes a resolver. Uma pena não ter a grana.

    Gostaria de tirar umas dúvidas:
    1- O Fiesta Sport (face-lift do BE91) é tão acertado quanto o Ka XR?
    2- Há diferenças mecânicas entre o XR mk1 e o mk1,5 (face-lift)?

  • Otavio Marcondes

    Lembro que tive um 1.0 Image 2000 que era assim: nas retas os grandes passavam, chegavam as curvas e eu não só passava como ia embora sem dar chance. Ele me permitia viajar tranquilamente em velocidades boas sem sustos. Nunca vou me esquecer da primeira viagem acompanhando um Palio 1.6 16v a cara do passageiro de um carro que nós ultrapassamos. O cara quando viu que era um Ka ficou abismado….ri muito.

  • Belford

    CM saberia dizer se o KA RX tinha só 95 cv ou teria mais que isso? Dizem que tinha 110 cv já naquela época, quem dirigiu fala a mesma coisa ” O carro anda muito!!!!!!”.
    Obrigado pelo texto primoroso!

  • Paulo Eduardo

    “Claude Lobo odiava face-lifts, defendendo a tese de que o veiculo deveria se manter em sua originalidade até a sua morte.”
    Concordo em gênero, número e grau!!! Ainda mais aqui no Brasil, onde sucessivos facelifts em plataformas obsoletas vão deformando os carros transformando-os em abomináveis Frankensteins.
    Quanto ao Ka, um carrinho excepcional. Como todo compacto deveria ser.

    • Sergio S.

      Concordo plenamente!

  • Belford,
    95 cv com gasohol

  • 1-O Fiesta 1.6 (BE91) era mais comportado que o KA XR
    2- Não existe diferenças mecânicas entre o MK1 o face- lift

    • KzR

      Caro Carlos,
      Acreditava que o Sport (Zetec-S na Europa) fosse semelhante ao XR, mas bom saber que o Ka era mais arisco.
      Ambos os XR são idênticos mecanicamente, mas como o Fat Jack citou, os escalonamentos do câmbio eram diferentes. O que levou a engenharia realizar essa mudança?

  • Fat Jack, é isso mesmo

    • Fat Jack

      Carlos muito obrigado, a diferença de escalonamento me parece grande demais, acredito que se o “New” tivesse uma relação intermediária poderia conseguir conciliar bom desempenho e economia…, algo como “girar” na casa das 3.5k rpm aos 120km/h em 5.a (pois com essas relações o Old está perto das 4k e o New das 3k).
      Permita-me mais 2 perguntas:
      – O Old XR tinha então velocidade máxima acima da rotação de potência máxima (no mesmo local das informações acima, li ser às 5.5k rpm)?
      – Todos 1.6 da “primeira geração” tem o mesmo escalonamento de marchas ou esta era exclusividade da XR?

      • Fat Jack,
        A velocidade máxima do KA XR se dava em 5a marcha praticamente no corte do motor a 6300 rpm. Foi a escolha que fizemos

      • KzR

        Havia dois escalonamentos diferentes para os XR? Achei que o mk1 (old) e o mk1,5 (new) fossem semelhantes até nesse ponto. Bom, isso só mostra o comportamento mais arisco e curto do Old XR.

  • marcelo

    “Um verdadeiro ícone está nascendo”, predizíamos. E aconteceu.”
    Bem, talvez só aqui mesmo que um carrinho sem graça destes pode ser chamado de ícone. Falta MUUUUUITA modéstia e como a competição é inexistente a gente tem que ler um negócio destes….melhor que ser cego, né?

    • Marcelo,
      O KA XR MK1 foi e vai continuar sendo um ícone na minha visão. Opiniões diversas são legitimas e serão sempre bem vindas.
      Obrigado

      • Sergio S.

        Carlos,
        Eu concorso contigo, mas, conhecendo o Ka MK1 como eu conheço, posso afirmar que o comentário do marcelo não é de “autoentusiasta”.

    • 166

      Já dirigiu um?

      • marcelo

        já!

        • agent008

          Gosto é mesmo assim, cada um tem o seu. Já para mim o Ka seria, junto com Uno e Mitsubishi Colt, uma opção para um foguetinho de track days.

    • Sergio S.

      Eu não acredito que você realmente conheça o KA. Para mim isso é somente uma opinião preconceituosa. Aliás, você se considera mesmo um autoentusista ou está só “passando” ?

  • RR

    Será ?

    • Otavio Marcondes

      Infelizmente não tenho como provar mais…
      Lógico que 1.0 não tinha força para passar o Palio e nem sequer acompanhar em um teste de velocidade, mas acompanhar em velocidades razoáveis era sem problema algum. Vendi o danado com 110 mil Km e nunca baixou óleo ou água da radiador.

  • Luciano Gonzalez

    Esse KA de primeira geração é show… o carrinho em si não o acho tão bonito, mas é só dar uma voltinha com ele que você vê o carro com outros olhos… como o carro reage, as coisas estão exatamente em seu lugar, faz muita curva, muita mesmo… mas têm que ser Zetec Rocam, Endura não dá…
    Tive um Fiesta Street 05 (BE91) que faz curva tão bem quanto e têm um pouquinho mais de espaço… um dos carros mais gostosos pra andar forte que já tive… outro sem sombra de dúvidas foi um Polo hatch 1.6 08… sobra conjunto para o esforçado EA 111 1.6, é um senhor carro…
    Tive também um divertidíssimo Gol 1.0 16v Turbo… não tinha o acerto de chassis / suspensão como o trio Fiesta / Ka / Polo, mas o motor… era um caso à parte….e ainda por cima, econômico demais!
    Ah, um que diverte muito (só está devendo uma versão apimentada) é o Gol GVI… meu carro de uso é um simples, porém competente pé de boi EA 111 1,0L… esse carro é muito bom de curva, têm uma construção simples, mas muito bem acertado… direção, freios, câmbio, tudo no seu devido lugar… só falta um motor mais forte…

  • Cedujor

    Excelente esportivo o XR, sem duvida, um ícone entre os esportivos nacionais!

  • petrafan

    eu e minha esposa tivemos 2 Ka 1.0.
    (digo eu e minha esposa porque os Ka foram dela mas eu os pegava para dirigir sempre que podia.)

    o primeiro era 2001 e o segundo era 2005 com direção hidráulica e reloginho no painel.
    delícia de dirigir. andavam muito (especialmente o 2001), motorzinho girava bem e muito suave… deixaram saudade.
    sempre que posso me lembro de Richard Parry-Jones e agradeço a ele mentalmente por ter participado do projeto.

  • Rafael Kleber

    March 1,6 talvez o único atualmente a altura.

  • Márcio Santos

    Meccia muito bom dia!
    Estou um pouco mais raro de comentários aqui no AE, mas sempre leio e adoro essas matérias que tantos de nós se identificam.
    Eu já comentei aqui a minha história do KA XR 2001 que possuo, que havia comprado um carro para a Dona Patroa e no final das contas terminei tomando conta dele e providenciando outro modelo para ela de tanto que eu gostei.
    Engraçado que ao buscar esse outro modelo (206) eu me deparei com um caso idêntico ao ir visitar um carro de anúncio; em que um morador de Teresópolis que trabalhava diariamente no Rio, comprou um XR para a esposa e terminou abandonando o New Civic na mão dela para usar o XR no dia a dia.
    Agora voltando ao meu xodó, curto mais o modelo 2001 por ser o único ano a ter as entradas de ar ao lado da placa dianteira e lanternas ‘baixas’. Realmente é muito kart e assim que o comprei o carro, o Mahar me alertou para o tesão que é tocar o carro. Disse que ele pegou o carro em cia do Jason Vogel se não me falha a memória (me corrijam se eu estiver errado) e ao pegar a falecida Perimetral o Mahar ouviu o comentário no banco do carona e formou-se o diálogo:
    -“Zé você já viu que estamos a 170 na perimetral em plena terça-feira?”
    -“Ih é verdade…”
    -“Você não acha que tem pouca lata em caso de bater?”

    Outro fato que me acho bacana citar é que o Ka tem um ‘kit’ espaçador da própria Ford para o eixo traseiro e queria saber com você se foi aplicado em algum momento nos veículos de linha e qual a sua experiência sobre tal espaçador.
    Tratei também de instalar um indicador de temperatura do líquido de arrefecimento logo após descobrir o mágico defeito no T próximo ao reservatório que adora entupir nos Zetec e no momento me deparo com um rolamento cantante na minha IB5.

    Obrigado mesmo pelo presente e um forte abraço!
    Márcio Santos

    • Hernani

      Olá Márcio, por gentileza teria como informar qual modelo de marcador de temperatura colocou no seu carro?
      Tenho um Action e a falta do marcador é incômoda…
      Obrigado

  • KzR, obrigado !

  • Obrigado Fat Jack!

  • Obrigado Newton !

  • Leonardo Mendes

    O Ka é um dos três tapas na cara automotivos que levei na vida… não dava nada por aquela bolota de aço até que um dia encarei uma chuva torrencial com o de uma amiga, lá nos idos de 98.
    Daquele dia em diante, meu respeito por ele só fez aumentar mais e mais.

    Uma pena que o face-lift eliminou uma das características que eu achava mais marcante no XR: as entradas suplementares de ar nos parachoques, uma de cada lado… e acho que a Ford meio que “matou” a versão quando disponibilizou o 1.6 no Action e no MP3.

    P.S.:
    Aquele relógio dos primeiros Ka, que aparece nas fotos, é a base ideal pra um conta-giros… vou caçar um e montar.

    • Charles Cornell

      Realmente em qualquer carro, um conta giros é a melhor opção!

  • Fat Jack

    Eles precisaram dessas “muletas” após o carro capotar no “teste do alce” feito na Europa, um slalom com pouca distância entre os cones…

  • Fat Jack

    Dessa forma vocês ainda vão acabar me convencendo a elegê-lo pra ocupar a vaga do meu Streetzinho…

  • Andre Mondino

    Excelente texto! Especialmente porque sempre adorei o Ford Ka e tive um XR 1,6 2005 que foi o carro mais divertido que já tive. O único carro que tive após o XR que me fez abrir um sorriso ao dirigir (igual o XR fez) foi o Golf 1,4 TSI manual que peguei semana passada. Segue 2 fotos do meu arquivo pessoal do XR que eu tinha.

    • Rodrigo Romão

      André, é você?! Cara, você foi meu professor de inglês uns 6, 8 anos atrás. Lembro bem desse Ka vermelho; inclusive foi falando contigo sobre carros, que aprendi a respeitar o Ka, e sinceramente, até a desejar um (o XR, claro).
      Aliás, parabéns pelo Golf. Vejo que progrediu bastante. Grande abraço!

  • Andre, muito bom !

  • Cara, isso é verdade.

    As fábricas vão estragando os carros, só para deixá-los diferentes.
    Os piores exemplo, para mim, são da Toyota, Corolla e Hilux SW4…
    Na foto, juntei os originais acima, e os remodelados embaixo.
    As lanternas dos originais, muito mais incorporadas aos carros, com linhas mais envolventes e tal…

    Sei lá, se for para mudar, que seja para melhor…

  • CorsarioViajante

    Se sua cidade for Campinas pode até ser o meu!

    • lightness RS

      Não não, RS hehehehhe

  • CorsarioViajante

    EcoSport 1.0! rs

  • KzR

    De fato, sua Alfa veio numa boa hora, caro Delfino.

  • Sergio S.

    Carlos,

    Ótima matéria e excelente texto! Parabéns e muito obrigado.
    Eu tenho um XR 2007 preto, que deve ser dos últimos que foram fabricados (Fab: Jul/2007) e sou totalmente apaixonado por ele.
    Conheci o KA quando comprei um MP3 1,0 para a minha esposa e fiquei realmente impressionado com todas as qualidades do carrinho.
    Pelo estilo, simplicidade, versatilidade e robustez, ele lembra muito o meu antigo Fusca, que tive durante mais de catorze anos, mas, é claro,
    com muito mais conforto e desempenho. Considero, este modelo da primeira geração o carro que mais se aproxima do conceito original do Fusca, é um legítimo “Fusca moderno”.
    Eu gostei tanto do KA da minha esposa que comprei o XR para mim, e ele é um dos meus xodós.
    O modelo tem charme, carisma, personalidade e é muito divertido de dirigir. É realmente um ícone e logo se tornará também um pequeno grande clássico.

    P.S.: Aproveito para perguntar se você acha que vale a pena aumentar a taxa de compressão do 1,6 l e, no caso, que valor recomendaria.

    ABRAÇO.

  • RoadV8Runner

    Agora entendo porque o KA XR tinha pimenta da boa no conjunto como um todo, foi feito desde o início voltado para o prazer ao dirigir. Foi o último esportivo de fato, derivado de um modelo normal de produção, que tivemos por aqui, já que, atualmente, versão esportiva significa pneus mais largos, pintura chamativa e preço mais salgado que os demais modelos.

  • Cedujor

    Em janeiro próximo meu KA Zetec fará 15 anos. Com cerca de 100.000 quilômetros rodados está novinho. Neste ano, 2014, troquei a embreagem e o silenciador traseiro, que ainda eram originais. O bichinho realmente é valente!

  • Leandro

    Tive um Ka da segunda geração, 2011, verde metálico. Mesmo não sendo igual em especificações e um pouco mais “longo” do que o primeiro KA, ele era excepcional nas curvas, muito grudado. A relação entre “pedais, volante pequeno e reativo, banco baixo, câmbio com alavanca alta” eram excelentes, e descia a serra gaúcha chutado! Hoje tenho um novo palio sporting e percebo que esse se apóia muito mais na largura dos seus pneus do que no conjunto do carro. O KA era muito melhor em estabilidade em curva e reações aos comandos mo motortista.

    • Charles Cornell

      interessante seu comentário amigo, concordo. o engraçado é que tem muita gente por ai que acha que carro novo é sinônimo de estabilidade, qualidade, segurança…

  • “O KA XR foi feito da maneira antiga, o computador foi deixado um pouco de lado dando lugar ao feeling do engenheiro.”… Está aí a formula mágica, para mim, que garantiu o resultado divertido do pequeno kart urbano da Ford. Para o carismático carrinho que nasceu com origem nobre (Claude Lobo) cujo nome significa ” alma”, era só encontrar a alma certa para o excelente trabalho ser concluído…Não conhecia a origem do projeto, mas parabenizo a equipe de engenharia da Ford brasileira pelo “gran finale”

    • Lu Riscas

      Esta parte do sem o computador rs rs….não é bem assim…todo o setup é feito em simulação para depois ser testado na pista e fazer a correlação…..e afinar o projeto…

      • Franklin Weise

        Lembre-se que o Carlos Meccia estava lá, in loco, ele deve saber melhor.

  • Luís Gustavo de Barros

    “Com suspensões voltadas para o conforto e com câmbio wide ratio voltado para economia de combustível, perdeu aquela característica esportiva.”

    Mas não existe alguma forma de adaptar as versões 1.6 Black/Sport/Action/Mp3 para que tenham comportamento de um XR?

  • marcelo

    Sergio: Somos autoentusiastas sim…E vc, como eu, tem um Omega….E vc me ouviu quando falei para vc comprar um….Abs. PS: para mim, (e respeito o mau gosto de quem gosta deste e de qualquer Ka), este carro é insosso e sem graça. E os caras da ford, pelamordedeus…Precisavam tomar um banho de modéstia para ver se se contaminavam…. Já tive o desprazer de dirigir um, respondendo a quem perguntou. Não gostei. Fazer o que?

  • Andre Mondino

    Grande Rodrigo! Sem nenhuma bajulação, um dos melhores alunos que já tive! Me impressionava como um garoto tão jovem falava inglês com tanta precisão e desenvoltura! Conversávamos bastante sobre carros e o seu conhecimento nesse assunto era também bastante impressionante! Você tinha o que? Uns 15 anos? Muito bacana reencontrá-lo por aqui. Obrigado pelos votos e um forte abraço!

  • marcelo

    Discordou, ferrou….Tá bem! Um icone, melhor do mundo. melhorou?

  • Bruno

    Tenho um Ka 2002 todo original e um New Fiesta 2014 1,6. Acreditam que gosto mais do Ka que o Fiesta? O Ka é divertidíssimo, parece um brinquedo, jogá-lo com força nas curvas e vê-lo responder sem desapontar é algo fantástico. Já o Fiesta se parece com outro carro qualquer, que não fede nem cheira. Tem algum outro no mercado para meros mortais tão bom quanto o Ka no aspecto de comportamento dinâmico?

  • Marcelo Stadtherr

    Quem não teve um XR/Black 1.6 deveria ter…Foi a melhor diversão de baixo custo que já tive.

    Na foto meu 1.6 Black SWR, que era a mesma coisa do XR com algumas mudanças no acabamento.

    Verdadeiro Kart, e um tanque de guerra. Foram 5 Track Days sem nenhuma dor de cabeça. Saudades!

    Me lembro de uma passagem engraçada quando alinhamos o Ka para entrar no 1º Pré Track Day aqui no Ceará e o organizador gritou: ‘olha aí, “fulano”, olha a baixaria!” Sangue nos olhos, convidei o rapaz para dar uma volta, junto no carro meu instrutor de pilotagem, hoje engenheiro da Ford, que gritava: Entra entra na curva, pode entrar que ele faz…KKKKKKKK!!! O organizador gritando: pára, pára!!! Esse carro não tem estrutura! Não sabia de nada, o inocente.

  • Bucco

    Ka é muito pesado. Até minha Variant 75 é mais leve. Mas tem muitas qualidades. Se eu tivesse um, uma das coisas que mudaria é o banco que não serve para quem é maior do que 1,50 m. Colocaria pelo menos um banco de Fiesta (o penúltimo, Rocam), que é bem mais normal.

  • Eduardo Edu

    Gostaria muito de dirigir um novo Ka 1,5. A questão é que esse nicho de mercado mudou muito. Ao invés de um carro realmente entusiasta, assim como foi feito com os Ka XR e que saíram de linha pelo mesmo motivo, a maioria do público que compra esse carro pagaria mais apenas se o próprio tirasse fotos e postasse nas redes sociais, tivesse suporte para Whey Protein entre outras “necessidades” dos jovens. Aluguei o novo Ka algumas vezes e o compromisso com o conforto é evidente pela direção que dá para manobrar com o dedo mindinho. O ronco do motor é algo decepcionante. É um carro com todas as facilidades para quem não sabe ou não gosta de dirigir, assim como algumas vezes verifiquei com meus próprios olhos. Também reparei em vários VW up! com motoristas pouco habilidosos.

  • Wilson Backes

    Tenho um Civic Si e um Ka action 1.6, que é basicamente a mesma coisa que o XR. Comprei esse Ka quando tinha um Gol 1.6 G5 e realmente o Ka tem muita estabilidade um dos carros mais impressionante que já dirigir. Sempre optava por dirigir o Ka ao Gol, após vendi o Gol e comprei o Civic.
    E acho que o Ka faz curva de baixa melhor que o Civic devido ao entre eixo mais curto, perdendo para o CIVIC em curva de alta. Com certeza um dos carros mais estáveis do Brasil e talvez o mais divertido para se dirigir em pista travada. Tem uma curva que faço com o Ka, quanto faço com o Civic o controle de estabilidade sempre entra. E é difícil se desfazer dele, estou precisando de um carro maior, mas quando penso em vender sinto um aperto no coração.