DSC09110  NOVO HONDA FIT LX, CÂMBIO MANUAL, NO USO DSC09110

Fazia anos que eu não dirigia o Honda Fit com câmbio manual. Tive há poucas semanas a oportunidade de dar uma volta dirigindo o novo Fit, porém este tinha câmbio CVT, que é um bom câmbio, de funcionamento suave e agradável, mas nada entusiástico, como bem descreveu o Josias em sua matéria. O CVT não passa a verdadeira pegada do motor, tal como fielmente passa o câmbio manual. Foi essa a minha impressão após um teste mais longo, pegando inclusive uns 100 quilômetros de estrada, com o Novo Fit, que usa o mesmo motor e câmbio CVT que o Novo City que dirigi no lançamento em setembro.

 

O câmbio manual apimenta o modelo  NOVO HONDA FIT LX, CÂMBIO MANUAL, NO USO DSC091051

O câmbio manual apimenta o modelo

Porém aquela pequena volta com o Novo Fit bastou para sentir que ele estava mais macio de suspensão e melhor de curva. O antigo era frentudo de curva (com tendência além do desejável a sair de frente) e o novo é quase neutro, dentro do que se espera de um bom carro com tração dianteira. O aumento do entreeixos e outras mudanças no chassi e suspensão transformaram o carro, que antes eu considerava útil, porém insosso, em um dos mais interessantes. E deu também para sentir que o motor é forte, esperto, com pegada esportiva, só que esse potencial fica camuflado pelo câmbio CVT que, repito, é um bom câmbio quando se deseja conforto, tranqüilidade e economia de combustível, porém é um sistema sem graça.

 

Boa ergonomia e ambiente arejado, espaçoso  NOVO HONDA FIT LX, CÂMBIO MANUAL, NO USO DSC09127

Boa ergonomia e ambiente arejado, espaçoso

Mas acontece que ao testar o Novo Fit com câmbio manual logo ficou evidente que ele não está aí só para atender quem só deseja as qualidades citadas acima. Ele chegou mostrando que está aí para uma tocada das mais agradáveis e viris do segmento. Confesso que me surpreendi, pois ele se mostrou mais rápido e bem comportado do que esperava. Ele é leve, pesa só 1.050 kg (versão LX), o motor tem uma surpreendente pegada em baixa e em alta ele dispara. O carro acelera muito. Como bem explicou o Josias, até 2.300 rpm o motor com o já tradicional sistema VTEC da marca trabalha abrindo uma só válvula de admissão e a partir daí passa a abrir também a segunda. Sendo assim, em baixa o motor responde despejando potência a valer, e isso num carro leve é o que há de alegria para o motorista entusiasta. Curvas de esquina, mesmo em velocidade baixa, podem ser feitas em 3ª marcha e seguir com ela, pois ele vai acelerando suficientemente rápido, passando que o carro é um fardo leve para o motor.

 

O motor serviria bem a um pequeno e moderno esportivo  NOVO HONDA FIT LX, CÂMBIO MANUAL, NO USO DSC09118

O motor serviria bem a um pequeno e moderno esportivo

São 116 cv a 6.000 rpm saindo de um motor de 1,5 litro, o que dá 77,3 cv/litro, uma boa potência específica, quase tão alta quanto os nossos melhores motores de 1 litro. E o que se nota é o quanto ele “respira“ bem logo em baixa. O torque máximo de 15,3 m·kgf ocorre a 4.800 rpm (álcool), o que não quer dizer que em baixa ele não o produza também, pois o comportamento do motor evidencia uma curva de torque bastante plana. A 2.000 rpm estimo que ele deve estar produzindo mais de 12 m·kgf

Essa característica seria mais que suficiente para que a 5ª marcha fosse mais longa. A 120 km/h reais o motor gira a 3.850 rpm, o que é um exagero para as necessidades. O motor trabalha silencioso e suave a essa rotação, portanto não há incômodo a bordo, há apenas o fato de se gastar mais combustível do que o necessário. Com câmbio CVT, a 120 km/h o giro vai a 2.200 rpm e tudo bem, o motor tira de letra. Não seria preciso e nem recomendável que a 5ª marcha do câmbio manual fosse tão longa quanto a mais longa relação do CVT (v/1000 de 54,8 km/h), mesmo porque ele não reage como o CVT, que logo encurta a relação assim que se acelera; contudo, pela boa potência em baixa que este motor produz, essa última marcha estaria ideal em algo em torno das 3.300 rpm a 120 km/h (v/1000 em torno de 37 km/h). Seria mais econômico e ele ainda retomaria velocidade muito bem. Solução ideal: todas as cinco marchas como estão, e uma a mais.

 

Suspensão no nível  NOVO HONDA FIT LX, CÂMBIO MANUAL, NO USO DSC09137

Suspensão no nível

Em alta o motor também vai muito bem. O giro dispara com alegria, a ponto de eu sugerir que a rotação de corte (6.500 rpm) fosse mais alta. Resumindo, dá para o caro leitor perceber que gostei muito do comportamento do motor, daí ter dedicado tanto assunto a ele. E é econômico. Dependendo do trânsito e da tocada, com álcool, na cidade faz entre 8 e 10 km/l, e na estrada faz entre 9 e 11 km/l. Com gasolina, na cidade, entre 9 e 11 km/l, e na estrada, entre 10 e 13 km/l. Nota: com gasolina a potência cai só 1 cv e o torque, só 0,1 m?kgf, portanto, em termos de desempenho é indiferente usar um ou outro combustível.

 

Carro para quem gosta de guiar  NOVO HONDA FIT LX, CÂMBIO MANUAL, NO USO DSC09150

Carro para quem gosta de guiar

O trambulador é a cabo e é o que há de bom. A alavanca de marchas é curta, as posições são próximas e o câmbio parece que chupa a alavanca para a marcha seguinte. E clóc, está engatado. Os modelos da VW brasileira costumam ser referência quanto a isso, então coloque-se o do Novo Fit no mesmo nível.

O volante tem regulagem de altura, mas não de distância, opção só disponível nas versões mais completas. Mas ele está em boa posição, o que permite regular a distância do banco para que se possa dirigir com as pernas em sua posição natural, não encolhidas e nem totalmente distendidas. O console central, cheio de nichos porta-objetos, é estreito e baixo, e não invade o espaço das pernas. O banco tem também regulagem de altura por meio de uma leve e prática alavanca. A ergonomia é muito boa, a visibilidade é completa e o painel, baixo. Não se fica enfurnado dentro do carro, cujo ambiente é claro e arejado.

Na estrada, com parte da janela aberta, não há turbulência, pouco barulho faz, sinal de cuidado no projeto de aerodinâmica. Os comandos do painel são práticos e intuitivos. O ar-condicionado é eficiente, porém é pena não ter saída de ar para os passageiros de trás e nem a útil e simples saída de ar para dentro do porta-luvas, que manteria fresquinha a inseparável garrafinha d’água.

 

Bons apoios laterais para nos segurar nas curvas  NOVO HONDA FIT LX, CÂMBIO MANUAL, NO USO DSC09123

Bons apoios laterais para nos segurar nas curvas

O pedal do acelerador é que me pareceu um pouco “nervoso”, abrupto, para uma tocada urbana e suave. Poderia ser um pouco mais progressivo. Na estrada isso nem se nota. Imagino que foi eletronicamente modulado para atender com perfeição ao câmbio CVT e que essa programação foi mantida para o modelo de câmbio manual, que, para sua perfeição, exige uma programação diferente. Incomoda também a demora para a queda de giro ao levantar o pé do acelerador, característica é justificada por limitar as emissões pelo escapamento, porém em muitos automóveis também novos isso não ocorre.

A direção tem assistência elétrica indexada à velocidade, porém um pouco menos de assistência em velocidades de viagem deixaria o dirigir mais relaxado, pois é preciso concentração para não dar excesso de comando de direção.

O carro é muito bom, quase perfeito, bem resolvido, e merece maior atenção a esses pequenos detalhes. Em compensação, a posição dos pedais é perfeita. O punta-tacco sai naturalmente.

 

Espaço de sobra para quem vai atrás  NOVO HONDA FIT LX, CÂMBIO MANUAL, NO USO DSC09129

Espaço de sobra para quem vai atrás

 

Eu, que dirijo mais distante que o "Padrão Bob", atrás de mim  NOVO HONDA FIT LX, CÂMBIO MANUAL, NO USO DSC09181

Eu, que dirijo mais distante que o “Padrão Bob”, atrás de mim

Outro detalhe a corrigir é a visualização dos instrumentos. Eles são pouco legíveis. A cor vermelha dos números e ponteiros é apagada e durante o dia há real dificuldade em ler o que mostram. A coisa é agravada com o reflexo da coluna de direção nos vidros dos mostradores, como mostra a foto. Dependendo da luminosidade do dia, quase nada se vê. Talvez a troca de cor resolva. Branco em fundo preto, que nem em avião, não tem erro. Coisa fácil de resolver.

 

Mostradores de má visualização  NOVO HONDA FIT LX, CÂMBIO MANUAL, NO USO DSC09139

Mostradores de má visualização

 

Dependendo de onde bate o sol, o que se vê é o reflexo da coluna da direção. Uma caneta sobre ela  NOVO HONDA FIT LX, CÂMBIO MANUAL, NO USO DSC09186

Dependendo de onde bate o sol, o que se vê é o reflexo da coluna da direção; a caneta colocada sobre a coluna ilustra bem o indesejável efeito

O que encanta é a facilidade e rapidez com que se abaixa o encosto do banco traseiro para aumento do volume do porta-malas. Com uma só mão, num movimento leve, o encosto se debruça e o assento abaixa. E assim o fundo do porta-malas fica plano, ótimo para carregar a “coisarada” de sempre.

Fácil também é erguer o assento, que fica rebatido na vertical, abrindo um útil e alto espaço atrás dos bancos dianteiros. Nunca vi nada mais prático com relação a isso. Bem bolado.

 

Em cinco segundos se levanta os assentos e ali cabe até um potro  NOVO HONDA FIT LX, CÂMBIO MANUAL, NO USO DSC09121

Em cinco segundos se levanta os assentos e ali cabe até um potro

 

Em dois segundos se abaixa o encosto e assento desce  NOVO HONDA FIT LX, CÂMBIO MANUAL, NO USO DSC09131

Em dois segundos se abaixa o encosto e assento desce

 

O Novo Fit, câmbio manual, une o útil ao agradável  NOVO HONDA FIT LX, CÂMBIO MANUAL, NO USO DSC09160

O Novo Fit com câmbio manual, une o útil ao agradável

 

Este modelo do teste é a versão LX e o preço sugerido é de R$ 54.200. Se o quiser com câmbio CVT há um acréscimo de R$ 4.600. As versões mais completas (EX e EXL) só vêm com o CVT.  A versão mais em conta, mas que também tem ar-condicionado, som, acionamento elétrico de vidros , e atende muito bem os menos exigentes, é a DX, de R$ 49.900.

Conclusão: o Novo Fit, desde que equipado com câmbio manual, é um carro para agradar o autoentusiasta desejoso de um carro prático para a família, ou mesmo para o solteiro que carrega materiais de esporte (prancha de surfe, bicicleta, sela, roupas de cama) e que também tenha um desempenho esportivo. Quanto ao câmbio CVT, eu trataria de estudar se um robotizado de dupla embreagem não seria mais adequado. Mesmo custo, ou até mesmo menor, mesma economia de combustível. E atenderia uma gama maior de clientes.

 AK

Fotos: autor

Nota: essa moda de colocar “Novo” agregado ao nome do modelo, assim como Novo Uno, acaba me atrapalhando. Não sei se escrevo Honda Novo Fit ou Novo Honda Fit. O que o caro leitor recomenda?

 

FICHA TÉCNICA HONDA FIT 2015
 DXLXEXEXL
MOTOR
N° e disposição dos cilindrosQuatro, em linha, transversal, flex
Cilindrada (cm³)1.497
Diâmetro e curso (mm)73 x 89,4
Potência (cv/rpm)115/6.000 (G), 116/6.000 (A)
Torque (m·kgf/rpm)15,2/4.800 (G), 15,3/4.800 (A)
Taxa de compressão (:1)11,4
Distribuição4 válvulas por cilindro, comando no cabeçote, corrente, variador i-VTEC de fase e levantamento conjugados, coletor de admissão variável
Formação de misturaInjeção no duto Honda PGM-F1
TRANSMISSÃO
Tipo do câmbioManual de 5 marchasCVT (opcional para DX e LX)
Conexão motor-transeixoEmbreagem monodisco a secoConversor de torque
Relações de marcha (:1)1ª 3,461; 2ª 1,869; 3ª 1,235; 4ª 0,948; 5ª 0,767; ré 3,307       Frente 2,526 a 0,408             Ré 2,706 a 1,382
Relação de diferencial (:1)4,6254,992
SUSPENSÃO
DianteiraIndependente, McPherson, mola helicoidal
TraseiraEixo de torção, mola helicoidal
DIREÇÃO
TipoPinhão e cremalheira, assistência elétrica indexada à velocidade
Voltas entre batentes3
Diâmetro mínimo de curva (m)10,3
FREIOS
DianteirosDisco ventilado Ø 262 mm
TraseirosTambor Ø 200 mm
RODAS E PNEUS
RodasAlumínio, 6Jx15Alumínio, 6Jx16
Pneus185/60R15185/55R16
EstepeTemporário, roda de aço 4Tx15, pneu T135/80D15
CONSTRUÇÃO
TipoMonobloco em aço, monovolume, 4 portas, 5 lugares
DIMENSÕES
Comprimento (mm)3.998
Largura (mm)1.695
Altura (mm)1.535
Distâncias entre eixos (mm)2.530
Bitola dianteira/traseira (mm)1.482/1.472
Distância livre do solo (mm)145,3
PESOS E CAPACIDADES
Peso em ordem de marcha (kg)1.052 (CVT 1.072)1060 (CVT 1.080)1.0991.101
Capacidade do porta-malas (l)363 (906 c/banco rebatido, 1.045 c/banco traseiro rebatido, dianteiros todos à frente
Tanque de combustível (l)45,7
CONSUMO (INMETRO/CONPET)
Cidade (km/l)11,6 (G), 8,3 (A)12,3 (G), 8,3 (A)
Estrada (km/l)13,6 (G), 9,5 (A)14,1 (G), 9,9 (A)
CÁLCULOS DE CÂMBIO
v/1000 em 5ª/D (km/h)31,154,8
Rotação a 120 km/h 5ª/D (rpm)3.8502.200

 

 

Sobre o Autor

Arnaldo Keller
Editor de Testes

Arnaldo Keller: por anos colaborador da Quatro Rodas Clássicos e Car and Driver Brasil, sempre testando clássicos esportivos, sua cultura automobilística, tanto teórica quanto prática, é difícil de ser igualada. Seu interesse pela boa literatura o embasou a ter uma boa escrita, e com ela descreve as sensações de dirigir ou pilotar de maneira envolvente e emocionante, o que faz o leitor sentir-se dirigindo o carro avaliado. Também é o autor do livro “Um Corvette na noite e outros contos potentes” (Editora Alaúde).

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  • CorsarioViajante

    O que mais me chamou a atenção foi mesmo o horrível painel de instrumentos. Na hora me lembrou de march ou mesmo do Up.
    Tem qualidades sim, mas o preço é incrivelmente alto pesando os prós e contras. Mesmo assim vende aos montes. Vai entender.
    Fica até a pergunta: quem é o concorrente do Fit? Pouca gente sabe responder, e talvez por isso venda tanto.

    • Davi Reis

      Pois é, há um tempo conversei com um funcionário da Peugeot sobre o 208 e ele disse que a marca considerava o Fit como um concorrente! Parece que nem as outras marcas sabem onde colocar o Fit. Há uns anos atrás eu diria que ele era concorrente de Meriva e Zafira, mas hoje acho que os concorrentes mais próximo são Livina (ou era, acho que ela saiu de linha ou tá quase) e Spin. Se abrir bem a mente, diria talvez até que Fiesta SE/Titanium e Fox Highline são concorrentes, mesmo com o perfil bem diferente do Fiesta.

      • CorsarioViajante

        Pois é… Vejo muita gente dizer que compete com Fiesta, 208 e cia… Outros comparam com Idea, Spacefox, Livina… Parece difícil dizer.
        Este talvez seja seu trunfo, mas também seu maior defeito.

        • Davi Reis

          Ia me esquecendo da SpaceFox e Idea, elas andam muito esquecidas ultimamente, especialmente o Fiat. A Volkswagen até deixou a nova SpaceFox razoavelmente interessante, mas não sei se ela volta a colar como antes.

          • Domingos

            Essa matada de modelos que também impede o Fit de ter concorrentes diretos.
            Não é um carro de moda, os clientes buscam baixa desvalorização e revenda fácil (como em Corolla e Civic).
            Deixar um modelo esquecido por anos faz com que automaticamente saia da mira do comprador normal de Fit.
            Aliás, a SpaceFox era um carro muito interessante. Só merecia um motor melhor, que agora tem. Não sei porque a VW insiste em ter 3 hatches competindo (Gol, Fox e até a pouco o Polo, mas entra o UP) e não dá atenção para a única SW da marca que não custe bem caro.

          • Davi Reis

            Como carro, a SpaceFox é interessante, mas como, vamos dizer, produto, a Volkswagen anda pecando na estratégia de venda. Assim como anda errando na maioria de sua linha, infelizmente.

          • Domingos

            Me parece que algumas fabricantes, quando perdem a mão, não acertam mais. E não têm interesse em acertar.
            A GM também, ao começar a matar modelos tirando de linha ou os esquecendo. Perdeu o mercado que tinha com o Corsa (hatches) e com o Vectra (sedans médios) e nunca mais achou.
            Se perder a mão com o Celta… Nem compacto vende!
            Em pouco tempo ou as fabricantes entram no modo europeu (concorrência, preços baixos e pouca fidelidade de marca/modelo) ou então vão passar dificuldade com as vendas caíndo e fábricas enormes ociosas.
            Para cobrar o que é cobrado aqui, só como era antes: modelos sempre bem pensados, com bom pós-venda e mercado de usados garantido. Fidelidade com o modelo e o cliente.
            Caso contrário, ninguém vai pagar caro por carros que saem de linha em 2 anos.

          • CorsarioViajante

            O mal da Spacefox sempre foi o preço alto pra pouco conteúdo. O Idea nem comento.

          • Rafael Ax

            Pois é, também acho que a Spacefox seria uma concorrente ideal, em tamanho, espaço interno e motorização. Vamos ver se o tempo não vai matar essa SW tbém…

        • Domingos

          A Meriva era a única concorrente de verdade dele, com a mesma proposta monovolume pequena e preço parecido.
          Sem a Meriva, concorrente é só indireto, como vocês falam: 208, Livina e similares.
          A Idea também seria concorrente direto, mas pega outro mercado pelo preço. Talvez ainda dê para considerar ela concorrente…
          Fiesta concorre por fora com ele por serem ambos “hatches sofisticados” com preço parecido.
          Na verdade o carro tem um consumidor bem específico que é: quero ter carro japonês sem pagar tanto. Era meu caso.

    • Domingos

      Antes, quando choravam que Fit era caro, mandava conhecer o carro e os concorrentes com o mesmo nível de equipamento/motor e não falar abobrinha. Além disso, era tranqüilo de manutenção, seguro (ridículo de baixo) e consumo como nenhum outro carro dos 40 a 50 mil.
      Hoje vejo que o carro anda caro mesmo, no que a retirada das versões 1.4 e as versões manuais intermediárias piorou muito a coisa. É como o Civic e o Corolla que andam pouco a pouco eliminando as versões LXS e GLi, sendo que ambas já são muito bem equipadas hoje em dia. O resultado é que os preços já estão na casa dos 70 a 80 mil para um modelo normal – nem precisa falar dos EXR ou Altis.

      • CorsarioViajante

        O mercado mudou muito nos últimos anos. Muita coisa que era destaque agora virou obrigação, e surgiram muitas opções legais. Sei porque quando comprei meu carro atual lá em 2009 tinha poucas opções, mesmo com orçamento folgado (como é bom ser solteiro! rs). Hoje teria no mínimo três vezes mais opções.

        • Domingos

          Exatamente, assim como foi com os itens de segurança. Antes, poucos carros os tinham – e os opcionais eram para inglês ver, nem se conseguia encomenda…
          Agora todos têm. E isso abre mesmo o leque. Em compensação, acho também que os carros dessa década estão quase todos bem desatrativos para quem gosta de carro. O Fit me perdeu o charme, apesar de continuar um bom carro.
          O Corolla eu simpatizava mais pelo modelo 2010. Fox no lugar de Polo, agora sem nem poder comprar o Polo, também doí. Fora os modismos, painéis espalhafatosos e tendências de desing bem tristes e de mal gosto.
          Ao menos se o preço baixasse…
          PS: Para solteiros está uma época ótima com os novos esportivos pequenos. Todos com esse desing tosco e os modismos, mas todos muito bons. Mas aí falta bolso (casado tem suas vantagens… hehehehe).

    • Nando

      Para mim esse é um defeito, pois a Honda aproveita esta indefinição para num Fit o preço de um hatch médio ou minivan. No mundo todo o Fit é um hatch compacto premium, com muitos predicados.

      • Christian Govastki

        Hatch compacto concordo, não há nada que ofereça tanto espaço interno por pouco espaço externo.

        Premium, só no preço… O nível de acabamento / equipamentos é sofrível pelo que custa.

        Falta o básico do básico, coisas que até um Uno tem o Fit não tem.

  • Eduardo Silva

    “Incomoda também a demora para a queda de giro ao levantar o pé do acelerador, característica é justificada por limitar as emissões pelo escapamento”

    Segunda vez que leio isso aqui no AE, alguém pode explicar por que essa característica diminui as emissões? Se o giro caísse rápido aumentariam as emissões?

    Outro assunto: É uma pena que os melhores câmbios sejam lançados em época de caça aos manuais.

    • CorsarioViajante

      POis é, manual = carro de entrada… Triste isso!

      • Leandro1978

        Essa mania ocorre aqui, né? Porque na Argentina o Corolla top tem opção de cambio manual e na Europa até modelos como BMW ou Audi possuem tal opção,

        • CorsarioViajante

          Aqui e nos EUA…

      • Lucas dos Santos

        Claro! Até porque NINGUÉM está disposto a pagar uma fortuna em um carro topo de linha para se submeter à indigna tarefa de trocar marchas!

        Ser “servido” pelo carro, fazendo com que ELE “trabalhe” para VOCÊ é a expressão máxima do poder! E ninguém quer abrir mão disso…

        (Sinto muito, mas não resisti em fazer esse comentário carregado de IRONIA!)

        • CorsarioViajante

          Hahaha uma vez vi um Z4 ou coisa parecida com minha esposa, com câmbio manual, comentei “ah esse sim, com câmbio manual” e ela já disparou “imagina pagar uma fortuna e ficar passando marcha”…

    • Domingos

      Vários carros atualmente possuem esse problema e realmente incomoda.
      Quando o RPM cai, ao tirar o pé, por alguns instantes a mistura fica gorda e isso aumenta emissões. Então segurar a borboleta aberta por um tempo ajuda a passar nos testes, ou ao menos facilita o trabalho.
      Não tem problema em si, o problema é que alguns carros parecem segurar por mais de 1 segundo o acelerador aberto e isso enche pra caramba. Faz um barulho chato também, que inclusive parece que você não sabe dirigir bem e está pisando no acelerador enquanto troca de marchas.
      Além disso muitos carros estão com a incomoda mania de terem o acelerador muito sensível e que dá uns 50% de abertura só com 20% de deslocamento do pedal. É muito chato, mas serve para a geração atual que dirige retocando maquiagem ou mexendo no smartphone o tempo TODO achar que o carro é forte – e não deixar morrer também.
      As coisas andam meio retardizadas mesmo. O AE tem outra opinião, mas coloco os volantes exageradamente leves na mesma categoria. O carro fica um chuchu sem sal para dirigir.

  • ALFF

    #SaveTheManual

  • Davi Reis

    Não andei no Fit manual ainda, mas imagino que seja um bom carro, bem melhor que o CVT. Esse câmbio não me desce, sou daqueles que fica incomodado ao extremo com a sensação de embreagem patinando e o giro constante do motor mesmo com cargas diferentes do acelerador. Alguns até ficaram bem calibrados (o do Lancer não me incomodou), mas o Fit não me parece ter sido um deles. Além disso, o câmbio parece matar o desempenho do carro. Tô com você, Arnaldo, eu se fosse algum chefão dentro da Honda, mandaria estudarem o uso de um câmbio de dupla embreagem nesse carro.

    • Domingos

      O Lancer é mesmo um ótimo exemplo de CVT. Ele e a ASX, onde as borboletas servem para tirar a lentidão do CVT (é possível reduzir como num manual na hora e para o máximo de RPMs possíveis). O primeiro Fit também não era tão incomodo, aquele com CVT + embreagem.
      De resto, todos são incômodos pra caramba mesmo. O do Corolla novo não dá sensação de ficar patinando, mas na hora de meter o pé faz a mesma sensação de demorar para subir de RPM que os outros.
      O problema do CVT é durabilidade e programação. Se fizessem um CVT rápido, seria divertido pra caramba (os dos Lancer e ASX já são). Mas isso acarreta em problemas, acredito.
      O manual no caso do Fit não precisa de dupla embreagem não. O manual da Honda é sempre um show, apenas precisam acertar o acelerador nesse caso.

      • Domingos, ninguém aqui falou em dupla embreagem para o câmbio manual. De onde tirou isso?

        • Domingos

          Arnaldo, estava vendo o Davi Reis falar nessa idéia e acho que ele estava se referindo a um automático estilo DSG (e não da técnica de dupla embreagem para troca de marchas nos câmbios manuais).
          Aí comentei que o carro não precisa de um automático dupla embreagem, já que o CVT serve para economia/conforto e o manual é um show :).

          • Davi Reis

            Então Domingos, o manual deve sobreviver, sempre (risos)! Acho que um automatizado de dupla embreagem cairia bem mesmo no lugar do CVT. Claro que o comportamento dele não é algo que irrite tanto a todos, ainda mais considerando o perfil do carro, mas acredito que até os motoristas menos entendidos se sintam incomodados com a sensação de carro amarrado ou embreagem patinando que esse tipo de transmissão oferece as vezes. Mas como essa solução parece um pouco distante pra esse caso, uma recalibração do câmbio poderia fazer maravilhas ao carro, acredito eu.

          • Domingos

            Entra custo nessa questão também. Apesar que um CVT teoricamente não é nada barato, mas também a Honda não tem nenhum dupla-embreagem em outro modelo ou mesmo já desenvolvido. Ao menos que eu saiba…
            Seria o melhor dos dois mundos realmente. Uma versão manual e as automáticas com dupla embreagem.

          • Christian Govastki

            Eu particularmente acho a versão CVT perfeita, mesmo sem trocas manuais (No meu Focus tem e nunca uso).

            Adiei a troca do meu Fit EX 2005 o quanto possível para não ter que pegar com AT convencional, vou esperar aparecer no mercado de usados para trocar o meu pois novo é caro demais.

            Não há necessidade nenhuma de AT de dupla embreagem para o Fit.

    • Ilbirs

      Fit com dupla embreagem existe, mas no exterior: o Hybrid da atual geração tem uma transmissão de sete marchas. Outra transmissão de dupla embreagem na Honda é a de oito marchas usada nos Acuras ILX e TLX, que usa conversor de torque no lugar de volante de dupla massa. Também temos de lembrar que a Honda é a introdutora da dupla embreagem em motos.

  • Rafael Malheiros Ribeiro

    Minha mulher tem um Fit LX 1.4 2008 com câmbio manual e o considero um carro muito interessante. Pequeno, leve, espaçoso, atende bem como carro urbano e mesmo como rodoviário. Como bem disse o AK, o câmbio manual é excelente nos engates (só não é melhor que o VW Polo que tive…), dá gosto de cambiar! Estamos pensando num novo Fit para o próximo ano, o que incomoda um pouco é seu preço, nada atraente, mas suas qualidades, em todos os aspectos, acabam fisgando o cliente que se habitua a ele. São 6 anos sem saber o que é uma quebra ou pane, só manutenção preventiva…

    • CorsarioViajante

      Isso é tão relativo. Tenho um polo tbm, há 6 anos, sem nenhuma quebra ou pane. Acho que isso, mais do que marca, é cuidado na manutenção.
      O que vc pode até nos contar mais é se a manutenção na Honda é mesmo boa e barata. Na VW é impossível fazer pois é ruim e cara.

      • Domingos

        O problema é que na Honda, relativo não existia. Ao menos até alguns probleminhas com muitos New Civic do primeiro modelo Flex.
        O carro era bom sempre, problema mesmo com manutenção meia-boca era raro.
        E o atendimento/preço de peças originais é ótimo. Só não dá para começar a comparar com paralela, mas para peças originais era um carro super tranqüilo. Na Honda até mesmo alguns importados têm preço bom de peça.
        Tem cara que, ao comparar com VW por exemplo, fica comparando preço de peça de 3ª linha que acha no Mercado Livre, por exemplo, para falar que é caro.
        Nesses casos costumo recomendar comprar um carro bem velho e parar de fingir que entende/gosta de carro…

      • Rafael Malheiros Ribeiro

        Corsário, acho baratíssima, já que não gastei um centavo extra até hoje… Óleo, filtros, pastilhas, palhetas, pneus,… custam a mesma coisa que qualquer carro e são encontradas fora da concessionária facilmente. Não faço nada na concessionária depois de terminada a garantia. Não mencionei que tenho outro Honda, CRV, com 99.000km. Neste vou trocar agora um Pivô (cerca de R$350), a única peça a “quebrar” até agora, mas compreensível pelo piso que costumo rodar, troquei pastilhas há dois meses (cerca de R$350 o par, só achei na concessionária). Pastilhas do Fit você acha fácil no mercado. Meu carro anterior era uma Fielder, melhor ainda nesse aspecto. Meu mecânico tinha raiva disso rsrsrs…

    • Davi Reis

      Os carros da Honda são realmente muito bons e confiáveis, mas acho que também existe uma certa aura de mito em torno deles. Acho que qualquer carro, principalmente os mais novos, conseguem rodar milhares e milhares de quilômetros apenas com manutenção preventiva, desde que o dono saiba como cuidar do seu veículo e faça a manutenção adequadamente. Claro que existem os casos de defeitos crônicos em alguns carros, mas ainda assim. Não me lembro quem era, mas aqui mesmo no Ae temos um exemplo de algum membro da equipe que rodou muito, muito mesmo, com um Uno Mille e nunca teve problemas, apenas fazendo manutenção preventiva.

      • guest

        Quem acompanha os vídeos do ADG High Torque nota que cada vez mais aparecem Hondas na sua oficina, com trocas de peças que são caras (bomba d’água, p.ex.). Embora eu não aprecie muito os Toyotas, reconheço que os poucos que aparecem por lá são quase que invariavelmente da antepenúltima geração, com bicos injetores sujos (nessa geração, o filtro de gasolina fica dentro do tanque).
        Quer me parecer, assim, que realmente há um mito em relação à manutenção dos Hondas que não é de todo justificável.

        • mecanico

          Nos EUA e Japão, onde tanto Honda quanto Toyota vendem seus produtos desde o início, Honda nunca teve reputação de confiabilidade comparável a Toyota. No Brasil, talvez as pessoas associem a imagem de confiabilidade e durabilidade das motos monocilíndricas Honda aos carros da marca.

        • Ilbirs

          Pelo que sei, os Hondas mais novos (segunda metade da década passada em diante) não são tão tanques de guerra quanto os de 2005 para trás.

      • CorsarioViajante

        Pois é… Eu tbm acho que existe exagero. Hoje, com o avanço da engenharia, cuidado minimamente é difícil dar problema, exceto alguns casos.

      • Fernando

        Concordo sobre esse exagero.

        Mas creio que o que tenha o criado foi certo comodismo das outras fabricantes com relação a peças e problemas de vida útil de algumas delas.

        Não só a Honda, mas outras como por exemplo a Renault tem um ponto forte em projetos com foco em algumas soluções simples mas que poupam intervenções, tenho um Clio ano 2000 e um parente tem seu Civic 1999 que ambos ainda tem alguns componentes como amortecedores ainda originais e em bom estado – não que os outros não cheguem a essa idade assim, mas de fato não é uma regra geral.

  • Fabio Ueda

    Caro Arnaldo
    Na minha opinião, essa mania de marqueteiros brasileiros com Novo e New atrapalha de qualquer jeito. A Honda começou isso com o New Civic, que pegou e agora todo mundo tem que explicar se o seu “new civic” é o de 2006 ou se já é o “new new civic” de 2012 pra cá. Vejo em publicações estrangeiras simplesmente o ano-modelo como identificação do veículo, acredito que seja o mais correto e claro para o leitor. Grande abraço.

    • Fabio, imagine o que seria do Corolla, já que ele teve não sei quantas gerações: Novo New Super New Ultra Novíssimo… Corolla

      • Domingos

        Coisa de publicitário – sem muita noção ainda por cima – e também da velha técnica de não ensinarem o Brasileiro. Apenas nivelam por baixo.
        É como nos microondas. Em alguns lugares eles possuem uma escala com a potência em watts e os alimentos pedem exatamente qual potência deve ser usada. Aqui colocam médio/alto (coisa que varia de fabricante para fabricante e mesmo entre modelos) para não “complicar”.
        Infelizmente vivemos em outro mundo. A média geral da população é mal disposta e ignorante que dói. Os fabricantes já nem tentam chamar pelo nome da geração para não ter que explicar nada (exceção ao Gol, que pelo nome “legal” de Geração III, passou a usar essa classificação para todos os modelos – bom exemplo).
        E não muda muito se tem estudo ou não, se tem condição ou não. O que importa é se tem rodões, por exemplo. Não chamar o carro de new new new e saber ano/modelo ou geração não importa.

    • guest

      Nem “novo Honda Fit” nem “Honda novo Fit”, soa melhor “caro Honda Fit”… pelo menos cada um pode escolher a seu bel prazer a acepção de “caro” no dicionário.

  • Domingos

    Bem notado o acelerador. Na cidade achei o comportamento tão nervoso e tão forçado que não adquiri o carro por esse motivo e por outro: o pára-brisa enorme é extremamente incomodo quando você está dirigindo em dias de sol. E nem o quebra-sol ajuda.
    Parece que saímos da era dos carros com vidros minúsculos para uma obsessão por visibilidade, com vidros enormes e com esses problemas.
    No mais, o carro está ótimo. Já tive um manual com esse motor, mas da primeira geração. O corte era a 6800 RPM +/- e chegava liso e forte nele, o que evidencia que realmente os 6500 RPM parecem ser poucos.
    Mas o motor atualmente, apesar de ser quase o mesmo, está muito mais forte em baixa e em regimes médios. Não precisa esticar tanto as marchas mesmo numa tocada esportiva.
    O CVT não me passou essa coisa irritante do acelerador eletrônico. Como a Honda está querendo tirar a versão manual (os vendedores já recomendam não comprar e também nem sempre está disponível um manual pronta-entrega, de qualquer cor), acho que não pensaram bem na programação dele para o câmbio normal.
    Infelizmente a saída do 1.4 significou o encarecimento do modelo e também, pelo preço que passou a ocupar já na versão básica, a “obrigação moral” de ser automático – coisa do nosso mercado.
    Acho que vão me xingar pelo comentário final, mas o acabamento dos modelos anteriores era melhor. E o painel era sempre bem visível, ao contrário dessa outra praga que está em vários carros novos.
    Se me permitem, essa década não está das melhores para a compra de carros. Todos os modelos parecem ter cedido a modismos ou têm coisas irritantes, mesmo os modelos mais caros. Falando em geral – e não apenas do Fit.

    • Ilbirs

      Tome Fiesta Titanium manual na Honda que sonega esse tipo de transmissão para o Fit de terceira geração.

      • Domingos

        Foi o primeiro carro que pensei quando estava pesquisando alguma opção ao Fit. Mas o preço alto (o Titanium é muito bem equipado, mas tem um preço bem elevado) e também o espaço traseiro me fizeram desistir na hora.
        Outra coisa é o atendimento da Ford, que só não está pior que o da Honda porque o vendedor ao menos te atende. Mas é uma zona, a concessionária aqui perto não tem estacionamento por exemplo.
        Como já tive modelos da marca e sei como é o pós-venda, também prefiro desistir.

        • Ilbirs

          Dei o exemplo do Titanium para falar de um carro topo de linha com câmbio manual, que também sai mais em conta que um Fit intermediário que só vem com caixa automática.
          De fato, há o problema do espaço traseiro do Fiesta, tanto que já comentei que a Ford brasileira poderia ter feito um Mk6 bem melhor que esse atual, se considerarmos o milagre da multiplicação do espaço interno que fizeram nessa mesma plataforma ao chamá-la de Ka Mk3.

          Duas alternativas a um Fit sonegador de câmbio manual em acabamentos melhores poderiam vir da Renault-Nissan, mas o grupo franco-japonês não quer fazê-las. Uma seria o Sandero de segunda geração, se a marca do losango não tivesse sonegado o motor 1.6 16V como está sonegando, sabe-se lá por quê. A outra seria o Nissan Note da atual geração, feito sobre a mesma plataforma V que em Resende assume as formas de March e Versa. Porém, como sabemos, o próximo produto nipo-fluminense será a versão de série do Kicks, que concorrerá com EcoSport, Duster, Renegade, HR-V e 2008. Tanto Sandero quanto Note são carros que contam com bom espaço interno para seus tamanhos, mas temos esse probleminha que citei nas frases anteriores deste parágrafo que agora termino.
          Aliás, esse é um problema recorrente no mercado brasileiro de carros de um mesmo segmento: ver carros que em seu geral são bons, mas que os fabricantes não fizeram aquele esforcinho a mais. Ficamos naquela situação de “carro tal é legal, mas falta algo nele que não deveria faltar”.

  • Victor Gomes

    AK, caso tenha tido contato com as outras gerações do Fit, o que achou do acabamento e materiais usados no interior? Pode ser implicância minha, mas acho que vem piorando a cada nova geração do Fit (sem “Novo” ou “New”, até porque a geração anterior não é mais vendida).

    E mais duas coisas: Sobre a falta da sexta marcha, seria fácil de resolver, pois nos EUA e no Japão o Fit tem a opção do câmbio 6MT. Sobre a falta de direcionamento do ar para dentro do porta-luvas, é uma pena. Mas dá pra gelar a garrafinha no porta-copos da extrema esquerda, que fica propositalmente na frente da saída do ar condicionado.

    • Victor, não tive contato com as gerações anteriores para poder opinar. Boa essa dica sobre a água na frente da saída de ar. Eu não tinha me tocado e bebi água quente….

      • Domingos V

        Achava melhor o primeiro em acabamento e o segundo melhor ainda, embora o volante do primeiro eu gostasse muito. O volante atual prefiro não comentar…
        Mas os vendedores e técnicos falam todos que esse novo não faz tanto barulhinho quanto alguns reclamavam no antigo. O meu nunca teve, a não ser na cobertura do porta-malas (resolvido na época na primeira revisão sem nem mesmo eu pedir…).

    • Ilbirs

      Lembro-me de quando vi o Fit novo, salvo engano versão EXL, na concessionária. Foi decepcionante ver o quanto que ele piorou em tudo, impressão essa reforçada por estar imediatamente ao lado, no setor de usados, um Fit de segunda geração com tudo aquilo que foi sonegado na terceira.

  • André Andrews

    Um óculos polarizado provavelmente resolve o problema desse reflexo. No meu New Fit com ele não dá o reflexo do largo painel no pára-brisa. Uma coisa incrível neste carro é o espaço e porta-malas de carro médio com menos de 4 metros. O slogan da geração anterior era: B-Segment Exterior; C-Segment Interior. Se tivesse que comprá-lo novamente, a única barreira seria não haver mais o excelente câmbio automático de pares de engrenagem.

    • André, então é melhor que a Honda entregue um óculos polarizado na hora da compra. O mostrador do antigo era bom e o dos modelos mais caros vi que é diferente, mas não sei se são bons. Não me ative a isso na pequena volta que dei.

      • Marcelo

        Com óculos polarizado é verdade que não é possível ver certos mostradores ou quadros de instrumentos digitais?

  • Fabio Vicente

    Eu sonho com um Honda Fit desde quando foi lançado no Brasil, mas o preço assusta. Porém a versão DX está com um valor interessante… preciso pesquisar o que vem de série.
    Resta saber se a fábrica manterá essa política de preços após Janeiro de 2015, quando o IPI irá sofrer um reajuste. Se conseguir, esse carro será muito competitivo no mercado.

    • CCN-1410

      Bem no finzinho da reportagem tem o preço do DX.

  • Nando

    Tivemos um Fit em casa, algum tempo atrás, com motor 1,4 e câmbio manual. Excelente carro, honesto, espaçoso e dá manutenção. O câmbio é o melhor que já dirigi num carro nacional, melhor até que o do Polo que tivemos na mesma época.

    O duro é a política de posicionamento e preços da Honda. No mundo todo, o Fit concorre com os hatches pequenos premium, mas no Brasil a Honda inventou de posicioná-lo acima, concorrendo com as combalidas minivans, peruas e SUVs compactos (e deu certo!!). Assim, o preço, que deveria começar na faixa dos 40k, acaba começando em bem mais de 50k, inviabilizando um Fit zero. O que seria um hatch premium quase imbatível acaba sendo uma minivan que perde em espaço para passageiros e bagagens em relação a toda a concorrência. Minha patroa tem atualmente uma Livina, que em termos de espaço interno e porta-malas é muito maior.

    • R.

      É aquela hostória …

      Se o mercado acha que vale e é justo os valores dos carros da Honda …
      A fabrica tem que manter alinhado seus preços a essa percepção do mercado
      Nessa questão de custo x benefício a dupla niponica Honda/Toyota nada de braçada!
      Quem pode pode !

  • Fernando

    Pelo que percebi, neste novo Fit foi melhorado muito melhorada a suspensão a corrigir a sensação de altura do anterior, não? Nos anteriores sentia grande efeito, pela largura do carro ser pequena e a altura grande, sentia a cabeça pender muito para os lados em curvas, não parecia uma simples rolagem, e sim consequencia das dimensões.

    Sobre os “novo” e “new”, sinceramente me recuso a usar e chamo o carro pelo nome, é isso que eles mesmos deveriam fazer a meu ver… não sei de quem foi a idéia mas pode ser uma idéia melhor terminarem com isso…

    • Fernando, ele não passa a desagradável sensação de ser altinho. Está bem dentro do normal e rola o que tem que rolar. Está bom, mesmo.

      • Domingos

        Nunca tive essa sensação em nenhum Fit, talvez o de 2ª geração (mais macio) fosse um pouco mais de rolar.
        Mas mesmo assim pouco. Os primeiros eram carros bem duros, em especial os EX com motor VTEC. Não rolavam quase nada, mas eram bem frentudos e desconfortáveis em buracos.
        O atual se dirige como um carro normal baixo. Só não é um campeão de aderência lateral ou de comportamento.

        • Fernando

          Bom saber que o novo melhorou nisso, me parecia uma distância grande para os outros carros de centro de gravidade mais baixo, por isso eu achava uma desvantagem frente aos hatch.

          Como falei o efeito acho que não era puramente uma rolagem, mas sim algo inevitável pelas dimensões do carro(pensando na bitola menor também) e a posição mais em “L” que os passageiros ficavam, junto da altura parecia sentir muito a cabeça ir para os lados, notei isso em todos que andei, principalmente por costume com outros carros também.

          Outro efeito é o que o Arnaldo falou sobre a direção, com assistência bastante forte, em estrada principalmente eu não tive boa sensação no carro devido a isso, parecia não sentir na mão. A suspensão parecia dura nos buracos e mole em curvas, também contribuindo para não parecer bem acertado.

          Mas é tudo relativo de se ver, principalmente levando em conta o público alvo, o importante é destacar as melhorias da nova versão como o Arnaldo posicionou perfeitamente, ajuda tanto quem não conhece o carro quanto quem teve experiência com o anterior.

  • Domingos

    O DX manual vem com tudo o que se quer de um carro bom, até mesmo rodas de liga-leve. Falta apenas a faixa degradê, que nele deve mudar muita coisa (o pára-brisa é enorme e me incomodou no sol).
    Nos EX tem, os LX não tenho certeza
    Já os DX automáticos não vêm com rodas de liga e nem com o sistema completo dos bancos traseiros, o que ao meu ver tira uma das maiores graças do carro. Com esse sistema é meio que impossível faltar espaço num Fit e é muito prático.
    O preço é o mesmo para ambos.

    • CorsarioViajante

      Eu acho que falta muita coisa para um carro de 50.000: DX naõ tem rádio nem alto-falantes. Não tem alarme (!). Não tem farol de neblina. Não tem banco do motorista com regulagem de altura. Não tem bancos bipartidos. não tem airbag lateral.

      • matheus

        ele tem o que os 1.0 “completos” tem e só.

        nem o new fiesta, 208, c4 e punto básicos vêm tão pelados assim

        • CorsarioViajante

          E se você pegar o Fiesta de 50.000 então…

      • Domingos

        Pessoal, existem duas versões do DX – ambas com o mesmo preço.
        Manual – Essa que vem sim com rodas, rádio, alarme, regulagem de altura do banco e o sistema do ULTr.
        Automática – Essa, apesar do mesmo preço, vem sem um monte de coisa. O alarme acho que vinha, não tenho certeza. Rádio o City DX tem, o Fit realmente acho que não. O resto é como vocês já falaram: calotas, sem ULT, banco traseiro simples etc.
        Outros itens, como faróis de neblina e airbag laterais, acho de necessidade discutível num carro. Lembrem-se que é um hatch na versão de entrada.
        Trocava esses itens pela faixa degrade. Economia porca mesmo, Rafael Ax.
        O preço que está fora do que deveria, ainda assim acho essa versão (DX manual) bem interessante.

    • Rafael Ax

      A falta de faixa degradê no parabrisa de um Fit é uma sacanagem, pois o parabrisa é grande, e é algo totalmente necessário.

      Se eu tivesse um carro com parabrisa semelhante em mãos, sem a faixa, ia improvisar uma com película. Mas o certo era vir de fábrica…. economia porca da Honda.

    • Leandro1978

      A versão DX vem com calotas e, infelizmente, sem o sistema ULTr.

    • Mr MR8

      O Fit LX sim, vem com rodas esportivas, no Fit DX nada: só calotas, ar, dir. hidráulica, air bags, abs, extintor de incêndio, quê mais, que mais???… nada, se tiver pintura metálica, mais de 50k. Pode?

  • Domingos

    Apenas complementando: nessa parte de atendimento/pós-vendas, preços etc. eu notei que a parte de vendas piorou muito em relação ao normal da Honda.
    Em quatro concessionárias que fui, em uma quase arrumei briga para ser atendido e na outra só arrancando o vendedor da mesa.
    Na outra, eu ia levar o carro (apesar do acelerador/pára-sol) se fizessem um bom negócio. Não apenas esperei 40 minutos num dia quase vazio para ser atendido, como tive que chamar o gerente. No fim me passaram o preço de tabela como se fosse “grande desconto” e fizeram a pior avaliação do meu carro.
    Ao menos foi engraçado ver a cara do vendedor quando ele, dizendo que era sincero e bom de negócio, viu que a gente sabia que o preço dele com desconto era exatamente o mesmo que o preço tabelado. Ainda quis empurrar um financiamento…

    • Domingos

      Corsário, em revisões acho o preço geralmente bem justo para os Honda. Não, você não vai trocar o óleo pelo mesmo preço do posto ou do mecânico, até porque todos sabem que você também está pagando para manter a garantia e existe um custo maior numa concessionária que numa oficina.
      Mas não é nada absurdo, na verdade bem razoável. E em preço de mão-de-obra costumam não abusar também. Empata com o preço de um bom mecânico com oficina em boa aparência de alguma cidade grande.
      Ou seja, 2x a 3x no pior dos casos o preço de um mecânico qualquer… Acho dentro do esperado e os mecânicos e técnicos, além do ferramental, costumam serem muito bons.
      Na VW eu sei que o preço de mão-de-obra chega a ser bem maior e, infelizmente, muitas concessionárias possuem a mesma infra-estrutura de um posto de gasolina.
      Por essa razão não compro carro novo de certas marcas, já que gosto de fazer a manutenção em concessionária e também seguir o manual nas revisões. Não gosto de ficar de muito porém.
      Ao mesmo tempo também me incomoda pagar bem mais caro que numa oficina e ver o carro sendo tratado pior que num posto de gasolina, então a maioria das marcas para mim só usado…

  • CorsarioViajante
  • CorsarioViajante

    Ah sim, tem que comparar coisas iguais. Na verdade o que mata mesmo a VW não é o preço das peças, mas da mão-de-obra e a baixa qualificação desta. No balcão o preço das peças é muito razoável, normalmente compro peças no balcão e levo para terceiros instalarem.

    • Davi Reis

      Corsário, quais problemas você teve com o pós venda? Eu, felizmente, nunca tive problemas, mas parece que com a quantidade muito alta de concessionárias Volkswagen pelo país, a qualidade foi diluída. Aqui mesmo em BH, sei apenas de duas concessionárias (de seis ou sete) que conseguem manter um laço mais próximo com o consumidor. Não que elas não errem, mas é constante e perceptível a tentativa delas de ouvir onde erraram e dar um parecer, até mesmo por meio das redes sociais. Acho que isso que falta, como um todo, em todo serviço de pós venda em nosso país.

      • CorsarioViajante

        Olha, a última vez que usei o serviço da VW foi para funilaria, e conseguiram pintar meu carro errado.
        Além disso, não conseguem te dar um orçamento, do tipo “isso vai ficar tanto”. Dizem para deixar o carro lá “para irem fazendo e depois passam quanto ficou”. Isso tudo em Campinas.
        QUando usava, em SP, não tinha confiança, pois peguei alguns “errinhos”, como cobrar por higienização do ar condiciondao e, ao abrir o compartimento, estar o filtro velho. A desculpa é que a higienização não precisa da troca do filtro. Além disso a mão de obra era absurdamente cara e para piorar tem uma explícita má vontade com carros mais rodados. Por tudo isso desisti.

  • a. shiga

    AK, vc acha que esse modelo comparado ao primeiro Fit 1.5 (105cv) é mais esportivo?
    desculpe, acabei de ver uma pergunta igual a minha abaixo, pode rejeitar o comentário, por favor.

    • Shiga, quanto ao motor certamente é, pois houve um sensível aumento de potência, e quanto ao comportamento nas curvas, que acho até mais importante quando se quer um carro com algo esportivo, sem dúvida melhorou, como eu disse na matéria.

    • Domingos

      Falando de experiência, o 105cv parecia desenvolver quase tanto quanto numa direção esportiva. Era ainda mais suave ao girar também, com um barulho que eu achava menos irritante.
      Mas era bem mais fraco em médios e baixos regimes. Isso atrapalha mesmo esticando as marchas ao limite, afinal o RPM cai a cada troca e nisso o novo “retoma melhor” em cada nova troca de marcha. A diferença nesse ponto é bem grande.
      Na verdade, o antigo 105cv parecia mais legal para a lenha e mais pensado para isso também. O som e o comportamento do motor (de não segurar aceleração, por exemplo) o faziam mais divertido. O novo talvez seja mais rápido.
      Já em curvas, além de freios também, é como o Arnaldo falou: não tem muita comparação. O antigo era ágil e curvava bem, mas exigia certas manhas para lidar com a frente que puxava bastante.
      O novo se dirige normalmente. Parece um caso que em pista a diferença seria pouca a favor do novo, caso ambos fossem bem tocados. Mas o novo seria muito mais fácil de dirigir, enquanto que o velho mais divertido.
      Esse atual também, em situação real, deve te salvar de uns bons sustos com os freios melhores e a frente assentada.

  • Fórmula Finesse

    Poucos lembram que a caixa manual do Fit é um regalo desde o modelo anterior; um verdadeiro instrumento do prazer (no bom sentido)…por menos de 55 mil reais, é um carro moderno, espaço e divertido – uma boa pedida, ainda mais agora, mais ao nosso (homens) gosto.

  • Daniel

    Vamos falar sério agora: já vi um cidadão levando dentro de um fit dois coqueiros de cerca de 2,00m enfiados dentro dos respectivos vasos de concreto. Muito mais versátil que uma strada.. 🙂

    • R.

      Ah vá !!
      Conta outra…

  • Rafael Ax

    Temos em casa o “ex-New Fit” de 2009. Adquiri do meu pai, então pra mim ficou bem em conta porque já paguei com a desvalorização de usado.

    Ele na época fez questão de comprar a versão de topo, EXL, que nos primeiros anos tinha cambio manual. Hoje, só as básicas o tem, e o consumidor fica sem escolha.

    Realmente as impressões do Arnaldo estão perfeitas, o cambio manual traz entusiasmo ao Fit. E olha que a geração anterior é um pouco mais pesada, e tem um pouco menos de torque. Realmente, só acho que falta uma 6ª marcha, e as reações do acelerador eletrônico são meio bruscas de vez em quando.

    E quanto ao consumo, digo mais: obtenho as mesmas médias com álcool, mas com gasolina ainda consigo fazer uma quilometragem maior que a obtida. As vezes quando troco de gasolina para álcool e depois volto à gasolina, o motor leva uns 2 tanques para melhorar o consumo. Se o teste durasse fosse de longa duração, aposto que conseguiria médias melhores na gasolina.

    E no geral, a gasolina compensa muito, pois o desempenho não aparenta cair e a autonomia aumenta, já que o tanque é pequeno.

    Para quem quer um carro com tamanho de hatch, ágil (com câmbio manual) e grande por dentro, é uma boa pedida. Principalmente se for semi novo, pq realmente a Honda força a barra…

    • Domingos

      O que eu sonhei com essa versão… Disco nas 4 (único Fit a ter, nenhum outro teve ou tem), câmbio manual e aquelas rodas muito bonitas.
      Aliás, a Honda tinha só roda bonita e de bom gosto. Agora estão caindo nos modismos onde tudo parece meio coisa falsificada, bem retardizado mesmo. Entre outras coisas, está aí porque não tenho mais um Honda…
      Para mim, se a EXL não tivesse banco de couro seria perfeita. Mas é quase perfeita, só o preço que na época era bem alto.

  • Luiz Leitão

    Recomendo Honda Novo Fit. Afinal, “novo” deixou de ser adjetivo, no caso, e passou a integrar o nome do modelo. Portanto, a marca vem antes.

    • Bob Sharp

      Luiz Leitão
      Acho que quem começou com a moda do ‘New’ foi a Volkswagen com seu New Beetle, de 1998.

      • Domingos

        No New Beetle ao menos o “new” era bem justificado… Pena terem copiado para absolutamente tudo, até face-lift…

  • Sidney Marcelo Saito

    Para variar, a versão manual tem mais simpatia com o design dos Fit que o câmbio automático.

    A suspensão do New Fit recentemente aposentado era extremamente desconfortável e só não fazia mais barulho que os Peugeot 307. Já vi alguns relatos de que este Novo Fit melhorou neste quesito.

    Caso um dia eu tenha que dar adeus a meu Fluence manual, esta matéria me encorajou a dar uma olhada no Fit manual novamente.

    • Daniel

      Sidney, o que você tem a dizer sobre o Fluence manual? Qual suas médias de consumo? Abraço.

      • Sidney Marcelo Saito

        Fala, Daniel. Usando gasolina, na cidade eu costumo ficar por volta dos 7 km/litro. Na estrada, controlando a 120 km/h, o máximo que consegui foi 10,6 km/litro.

        A Renault poderia ajudar a melhorar isso, não? Ficar controlando o carro para subir suave só até 2 mil rotações é pior que jogar damas com gema de ovo.

        Mas, se estiver com folga no bolso, o carro é ótimo para pisar de verdade. Acelerar sem medo de beber.

        Abraço!

        • Domingos

          Consumo bem alto, mas aparentemente o carro é um prazer para dirigir. Boa escolha!

    • Domingos

      Que raridade! Como é o desempenho do carro?
      Nunca vi um Fluence manual no Brasil até hoje!

  • Ilbirs

    1) Realmente branco fica muito bem nesse novo Fit, até por disfarçar a economia porca que fizeram no cofre ao não aplicar pintura. Se eu tivesse um Fit de nova geração, acabaria sendo nessa tonalidade, mesmo que eu prefira outras cores, como o azul que introduziram nessa nova geração. Problemas de terem feito uma economia que não existe no cofre de outros Fits feitos em outros lugares do mundo:

    http://s1.cdn.autoevolution.com/images/news/gallery/2015-honda-fit-debuts-in-detroit-gets-41-mpg-live-photos_8.jpg

    http://media.caranddriver.com/images/14q3/621088/2015-honda-fit-ex-15-liter-inline-4-engine-photo-633989-s-1280×782.jpg

    Enquanto isso, no brasileiro…

    http://autoentusiastas.com.br/wp-content/uploads/2014/05/DSC00580.jpg

    http://autoentusiastas.com.br/wp-content/uploads/2014/05/DSC00581.jpg

    2) Gostei de saber que o carro passou a ser mais neutro de curva, ainda que o antigo já fosse muito bom para se dirigir. O problema agora é ver se o Fit deixará de ser um carro atrativo para barbeiros como foi a segunda geração. Claro que não é culpa da Honda o Fit ser um carro atrativo para aqueles que não se dedicam a dirigir bem, mas que gera uma associação desagradável, isso gera;

    3) Bom saber que o carro fica outro com transmissão manual. Lamentável mesmo é que não disponibilizem os acabamentos mais sofisticados com a opção de se trocar marchas por si mesmo;

    4) Olhando o regime de torque do motor, tenho a impressão de que é daqueles carros que mesmo na subida da serra não sentem se andarem em última marcha o tempo todo. Ainda assim, iremos perguntar como seria se a unidade usada fosse a de 132 cv do japonês e do modelo para a América do Norte. Adicionando bicombustível, talvez se pudesse chegar a uns 135 cv no etanol. E, como sabemos, hoje em dia a gasolina brasileira não é mais empecilho para o uso de injeção direta em modo estratificado, uma vez que o enxofre agora é de 50 ppm;

    5) Sobre a relação de marchas adotada aqui e que permite 3.850 rpm a 120 km/h, lembremos que temos a seguinte relação de marchas para o Fit daqui:

    1ª: 3,461
    2ª: 1,869
    3ª: 1,235
    4ª: 0,948
    5ª: 0,767
    ré: 3,307
    Diferencial: 4,625

    Ainda assim, não está tão ruim assim o motor girar em tal razão na maior velocidade possível em nossas estradas. Claro que gostaria de saber se ele fica muito ruidoso e se fica em uma relação de estar silencioso a 100 km/h para subitamente ficar ruidoso com 120 km/h a mais. Ainda assim, creio que estejam usando a filosofia de manter o máximo possível o motor na parte plana da curva de torque e compensar as subidas acelerando um pouco mais em vez de reduzir marcha e jogar a rotação ainda mais para cima. Em todo caso, deixo aqui as relações adotadas no Fit 13G japonês, cuja transmissão é de cinco marchas como o daqui:

    1ª: 3,461
    2ª: 1,869
    3ª: 1,235
    4ª: 0,948
    5ª: 0,809
    ré: 3,307
    Diferencial: 4,625

    Observe-se que, exceto a quinta, mais longa aqui, todas as outras relações são iguaizinhas às do modelo aqui vendido. O motor 1.3 japonês tem 100 cv, enquanto o daqui é 15 cv mais forte. Para mais comparações, segue a relação de marchas do Fit RS japa, que tem seis marchas:

    1ª: 3,461
    2ª: 1,869
    3ª: 1,303
    4ª: 1,054
    5ª: 0,853
    6ª: 0,727
    ré: 3,307
    Diferencial: 4,625

    Essa relação de marchas no modelo manual da América do Norte é igualzinha. Logo, como podemos ver, a quinta marcha do Fit daqui fica a meio caminho entre as últimas marchas do 13G e do RS. Logo, é de se acreditar que o Fit daqui a 120 km/h esteja em uma rotação menor que a do 13G, mas maior que a do RS (ainda mais que esse é favorecido por um motor marginalmente mais forte (15,8 kgfm a 4.600 rpm, ou 0,6 kgfm a mais em 200 rpm a menos). Olhando o escalonamento das duas últimas marchas do RS, também me parece estar naquela tônica japonesa de a última marcha não ser tão longa quanto poderia ser a ponto de só poder ser usada no plano nem muito curta a ponto de o motor ficar berrando.
    Considerando que a transmissão usada pelo Civic básico daqui é a do Fit RS, alguém pode raciocinar um pouco em cima das relações do LXS:

    1ª 3,142
    2ª 1,869
    3ª 1,235
    4ª 0,948
    5ª 0,809
    6ª 0,688
    Ré: (não achei)
    Diferencial: 4,625

    Temos basicamente primeira e de terceira a sexta mais longas, com uma segunda exatamente igual, assim como o diferencial. Claro que aqui está bem nítido que se está aproveitando os maiores torque e potência disponíveis. A questão por aqui seria pensar em que escalonamento adotar para o 1.5 daqui, que é mais fraco que o do exterior, mas mais forte que o 1.3 do Fit japa.
    Consideremos que o Fit brasileiro está em uma situação na qual não é mais rei da cocada preta, uma vez que há carros que oferecem mais que ele por preços menores, coisa que não ocorria nos tempos áureos das gerações anteriores;

    6) Já que se falou de painel com iluminação sofrível, creio que seja assim no mundo todo. Quando temos o EXL, a coisa também não ajuda muito, pois é um azulzinho também qualquer coisa:

    http://imguol.com/c/entretenimento/2014/04/29/honda-fit-exl-2015-1398802069870_956x500.png

    Falou-se bem dos números brancos em fundo preto, mas sugiro algo além disso iluminação indireta, como a usada em carros da Chevrolet de um passado até recente. Aquilo era ótimo para dirigir à noite;

    7) Sobre transmissão de duas embreagens, foi recentemente apresentada nos Acuras ILX e TLX uma unidade de oito marchas com conversor de torque em vez de volante de dupla massa, conciliada ao motor K24. Também há unidade de sete marchas e volante de dupla massa com sete marchas no Fit Hybrid da atual geração. Além disso, também há a tendência do “CVT lusitano” iniciada com o novo City, em que o funcionamento lembra o de uma unidade de sete marchas, mais ou menos como a Toyota fez no atual Corolla;

    8) Outro detalhe que me decepciona no Fit daqui: a insistência em faróis monoparábola, ainda mais quando no Japão há biparábolas com projetor:

    http://image.motortrend.com/f/roadtests/hatchbacks/1307_2015_honda_fit_first_drive/52792774/2015-honda-fit-rs-front-three-quarter-in-motion-02.jpg

    Some-se a isso também o esculacho em outros detalhes, como as palhetas convencionais em vez das flat-blade da geração anterior e outros depenamentos que não vemos no exterior e realmente fica aquela impressão de que a Honda brasileira acha que os daqui adquiririam até uma caixa com pedras dentro e um logotipo com H estilizado.

    • Leonardo Mendes

      a Honda brasileira acha que os daqui adquiririam até uma caixa com pedras dentro e um logotipo com H estilizado

      E não estaria de todo errada nessa pressuposição…

  • Lucas CRF

    Eu realmente acho curioso. TODO carro atual quando testado em suas versões manuais – e isso tá virando raridade – e motivo de rasgados elogios. Outro estava vendo o “Oficina Motor” da Globosat, e a apresentadora Michelle não continha os sorrisos enquanto descia a bota no Golf. O motivo? Cambio manual.
    Será que não está acontecendo um deslumbramento em relação aos automáticos? Será que um dia teremos a volta de versões manuais?

    Para mim, carro é manual.

    Abraço

    Lucas CRF

    • R.

      SAVE the Manuals !

    • Ilbirs

      Podemos elencar alguns motivos:

      1) Popularização do acionamento a cabo nos modelos de motor transversal, de forma a evitar eventuais problemas de funcionamento que existiam no sistema convencional. Como carros de motor transversal são a regra hoje em dia, ficou mais evidente que o funcionamento de um acionamento convencional por trambulador não ia assim tão bem em tipo de montagem de motor (afinal, conhecemos transmissões bem macias em motores longitudinais usando tal recurso, como as de Passat e VW refrigerados a ar com sincronização total).
      Com o cabo, acabamos por ter no motor transversal um grau de precisão e maciez que surpreendeu a quem não esperava muito dos motores transversais pelo conhecimento prévio de outros veículos com tal configuração;

      2) Além do cabo, some-se aí também o crescimento do uso de dupla ou mesmo tripla sincronização, que também ajuda na maciez e na precisão das trocas de marcha;

      3) As curvas de torque cada vez mais planas também permitiram uma “automatização” da transmissão manual, reduzindo o número de trocas mesmo em trânsito mais intenso;

      3) Redução de custo e frequência de manutenção de manuais. Embreagens estão durando cada vez mais, óleos de transmissão ficam cada vez menos preocupantes e mão de obra para transmissões manuais é mais farta e barata que a de transmissões automáticas ou automatizadas. Com o passar dos anos, foram as transmissões automáticas que ganharam em complicação, com muitos circuitos eletrônicos e outros detalhes que não haviam naquelas mais antigas, cuja manutenção maior era mesmo a troca de óleo no tempo certo e eram de fato mais baratas de manter que as manuais antigas.

      Logo, pode sim estar ocorrendo algum deslumbramento, com parte daqueles fenômenos cíclicos que vemos no mundo automobilístico. Já tivemos o deslumbramento com o motor de 1 litro, com o preto-prata, com as minivans, com os SUVs e agora, com os crossovers. Logo, não descartemos que as transmissões que trocam de marcha sozinha estejam sendo “superfaturadas”. Talvez isso passe quando as pessoas virem o preço cobrado para a manutenção dessas transmissões. Donos de automatizados monoembreagem já estão notando isso ao ver que um robozinho de troca de marcha custa mais de R$ 5 mil quando novo e na casa de R$ 3 mil quando recondicionado.

  • CCN-1410

    Fui no site da Honda e fiz um rápido comparativo do DX com o meu Palio Essence.
    Fico com o Palio.
    Além do para brisa degradê, som e outros, achei um absurdo a falta de regulagem de altura do banco do motorista.

  • Celestino

    “Incomoda também a demora para a queda de giro ao levantar o pé do acelerador…”

    Isso é o que mais me incomoda no Civic LXS manual 14/14 que tenho, além de o cambio não “chupar” a marcha (encaixes precisos, mas meio duro). Parece que a culpa é sua e você não sabe dirigir!

    Seria possível reprogramar na concessionária o acelerador eletrônico para diminuir esse tempo de resposta do acelerador ao retirar o pé? Se alguém puder ajudar…

  • Comentarista

    Vixe, que cambio curto. Parece cambio de carro mil. Certamente é um exagero da honda com esta relação. Praticamente 4000 giros a 120 km/h.

  • Fabricio d

    Carro simples, mas bem construído. Um amigo meu tem um, ele já teve o antigo da primeira versão, achou que estragaram colocando motor flex, que o antigo monocombustivel era bem mais econômico.

  • Viajante das orbitais

    Gostei. Bom peso, divertido, espaçoso, vai fazer sucesso.

  • Celestino, na concessionária acredito que não.

    • Domingos

      Quando a concessionária quer e a fabricante passa um programa novo, tem como atualizar sim. Mas nem sempre fazem sem o cliente pedir e também se a fábrica não disponibilizar um programa novo ou não autorizar colocar ele num modelo antigo, não vão colocar.
      Hoje as injeções estão cada vez mais cheias de mistérios. Existe carro de 30 mil reais com registro de acidentes e desaceleração brusca. Se o fabricante tem um programa novo disponível, mas a atualização significa que um modelo usado vai perder essas informações, provável que não deixem atualizar…

    • Domingos

      Obrigado, Arnaldo!
      Ainda bem que o AE se mete a fazer essas avaliações, pois algumas versões de carros estão passando cada vez mais despercebidas. Nunca vi um ao vivo e menos ainda esperava um teste de alguém.
      Agradeço mais uma vez!

      • Sidney Marcelo Saito

        A avaliação é ótima e foi lendo ela que me animei com o Fluence de câmbio manual. Na época a concessionária me fez O desconto para ficar com o CVT da loja, mas bati o pé. Hoje não me arrependo. O carro é ótimo.

        PS: Ao final do post, o Arnaldo faz três ressalvas sobre o carro e elas realmente são verdade. São 3 pontos negativos que a Renault nem se deu o trabalho em tentar amenizar na nova versão do carro.

    • Sidney Marcelo Saito

      Inclusive este ótimo post foi determinante para eu escolher o Fluence!

      (Claro que o fato do Fluence ser o único sedã média a vir com controle de cruzeiro com câmbio manual também pesou. Meu joelho direito não agüenta mais longas estradas. Então, o controle de cruzeiro é indispensável!).

  • Nando

    A Honda está certíssima e sua estratégia de marketing é perfeita. Errado, de certa forma, está o consumidor que compra um hatch compacto pensando estar levando uma minivan e pagando preço de sedan médio. Mesmo que o carrinho seja ótimo!

  • Domingos

    Ok, mas não sejamos mal agradecidos. Ele tem tudo que nós brasileiros sonhamos em ter num carro acessível até pouco tempo (vamos lembrar que carro com “trio” elétrico e DH era raridade e sonho de muitos).
    Além disso, o carro tem todos esses itens desejados e ainda alguns agradáveis como os bancos rebatíveis em várias formas e as rodas de liga.
    Eu pessoalmente admiro por ser um bom carro com tudo o que se precisa e, nessa versão, não custando tanto.
    Chamar de pelado é exagero. Pelados eram nossos carros populares até 5 a 10 anos atrás – e ainda assim, todo mundo queria e achava ótimo… Tinha até quem falava que carro “completo” é problema.
    Nem 8 nem 80. O carro é bom e com os equipamentos necessários e desejados. 208, Punto e até mesmo o Fiesta são todos menos carro que o Fit nas versões básicas. E nem preciso falar dos 1.0 completos, que ainda por cima estão a apenas 10 mil de distância do Fit.
    Nunca foi carro para firulas ou para quem quer um carro completo. Para esse público fizeram as versões EXL/EXR e outras – que custam muito caro.
    Quem prioriza equipamento compra outros carros ou tem que desembolsar bastante nos Hondas. E quem fica também querendo muito recurso ou vai para um francês, maravilhosos apesar do pós-venda, ou questiona se carro é mesmo a praia dele/dela.
    Muita coisa junta só por ter é para smartphone, não carro.

    • CorsarioViajante

      Concordo que o Fit (e os japoneses em geral) nunca foram bom para “firulas” (alarme é firula? Som é firula?) Entendo que cada consumidor escolhe o que mais atende às suas necessidades, e isso é ótimo.
      Mas me desculpe a sinceridade, seu post ficou parecendo fazer o jogo do contente. “Mal agradecidos”? Eu diria exigente. Como você mesmo disse, pelados eram os POPULARES de DEZ anos atrás. Felizmente o mercado tem muita gente “mal agradecida” que não topa mais pagar mais de cinquenta mil reais e ter que instalar som e alarme “por fora” e ainda ficar sem um sistema de rebatimento de bancos ou faixa degradê sem citar as várias outras sovinices.
      Desculpe se pareci agressivo ou grosso, não é a intenção, ok?

      • Domingos

        Corsario, não pareceu. Mas acho que ainda não entendeu que falo do DX manual, que vem com rodas, rádio, alarme e o todo o completo sistema dos bancos.
        A única falta mesmo é a faixa degrade.
        O que quero dizer como mal agradecido é que começou uma onda de quererem qualquer carro com uma renca de equipamentos de série e isso implica em várias coisas. A mais óbvia é custo. Outra é trocar um projeto melhor ou motores melhores por itens de utilidade bastante pessoal. Depois, fazer todos esses opcionais e itens não darem problema com o tempo é algo que nem sempre se consegue sem comprometer alguma coisa (como acabamento ou um painel mais legível, por exemplo).
        O que falo como mal agradecido é que um Corolla XEi 2003 custava seus 50 mil também e vinha com exatamente os mesmos itens de série que o Fit vinha. Mas sem ABS ou banco rebatível, apesar da faixa degrade. E já era considerado equipado e com tudo o que se precisava. Ok, evoluímos, mas 50 mil em moeda atual é bem menos que 50 mil há 12 anos atrás e o carro continua tendo todos os itens de conforto e segurança razoáveis.
        Até hoje carros de 50 mil realmente completos, apenas com muitos poréns. Gosto de carros franceses, já tive vários, mas eles trazem compromissos no pós-vendas, revenda e confiabilidade para serem “equipadões” já apartir de uns 45 mil…
        Considerando que o Fit é bom como carro e essa versão não é tão cara, acho bem razoável e nada de “pelada”.

      • Domingos

        Desculpa o erro, veja minha resposta ao Matheus. A DX manual não se vende mais e estava confundindo ao comparar, na verdade, a LX manual e a DX automática – ambas sempre com quase exatamente o mesmo preço.

    • matheus

      Meu amigo, estou me referindo ao modelo básico do Honda Fit, o DX. essa versão só possui o trivial para um carro moderno e custa 49.990 reais. (ar, vidros, travas e retrovisores elétricos e direção elétrica)

      Se você quiser esse itens citados, terá que desembolsar 55 mil reais pelo modelo LX.

      Qualquer dúvida, procure no site da Honda.

      • Domingos

        Devo lembrar que, na prática, as concessionárias não vendem mais a versão DX manual. Meu erro em ter confundido a LX manual com ela.
        Pode consultar qualquer concessionária sobre isso e sobre o preço: mesmo preço de 53 mil para o LX manual ou o DX automático.
        55 é a tabela do site. O praticado é um “desconto” padrão para 53 e alguma coisa sempre. Os vendedores adoram falar que estão fazendo um grande desconto e tudo mais, porém 53 é o preço normal.
        Essa versão de 47 mil (ninguém cobra 49900 por ela na prática), não existe mais ou chega em quantidades minúsculas. Alguns vendedores sequer mencionam a existência dela e outros falam que deve parar de chegar.
        Perdão pelo erro!

  • Rogério Ferreira

    Fui lendo a matéria, todo empolgado, principalmente quando se referiu ao amaciamento da suspensão (que castigava, na geração anterior) até que cheguei, na parte do câmbio… Ah, não! Isso não. Provavelmente não mexeram em nada, pois era assim, no Fit/City anterior … Que fosse uns 3500 rpm a 120 Km/h! Perdi o entusiasmo. O carro é lindo, mas tem uma relação de 5a marcha, praticamente igual ao atual Ka 1.0 com 31cv e 4,5 mkgf de torque a menos! Não acredito, a Honda cometer um vacilo desses! É claro que o Fit manual, tinha de tudo para ser um estradeiro, mas com esse câmbio, tá mais para urbanóide. Porque não um câmbio manual de 6 marchas, como no Kia Cerato?

    • CorsarioViajante

      Porque daí não seria a Honda… rs

      • Ilbirs

        Seria a Honda sim, mas a da América do Norte, que aplica seis marchas em todos os Fits manuais de lá, ou a japonesa, que aplica meia dúzia de velocidades no Fit RS.

        • Rafael Ax

          Acho que é tradição japonesa. Se não me engano o March 1.6 também tem a 5ª relativamente curta.

          • Ilbirs

            Vamos dizer que é uma marcha não tão longa quanto daria para ser nem curta o suficiente para jogar a rotação para um ponto absurdamente alto. A mim soa como uma estratégia de melhorar o consumo em uma utilização prática, pois fica-se mais tempo sem reduzir marcha, apoiando-se em uma curva de torque que seja bem plana.

  • Joaquim Santos

    Ainda precisa fazer a revisão dos tuchos (acho que era isso) a cada 40 mil quilômetros?

  • João Batista O. Figueiredo

    Filho,
    Sugiro Honda Fit Novo.

    Daqui a pouco, será Honda Fit Novo de Novo.

    JBOF

  • Rafael Malheiros Ribeiro

    Nunca precisou de verdade, é apenas uma maneira das concessionárias ganharem uma grana fácil… Tenho dois Hondas que ainda não precisaram, um com 75.000km e outro com 99.000km, que agora com 100.000km, meu mecânico vai checar.

  • Arthur Santos

    Na legenda da foto que diz “Este motor serviria bem á um pequeno e moderno esportivo”, sinto lhe dizer que já serve, e o nome deste é CR-Z..

  • Fat Jack

    As duas combinações sugeridas de cores no painel ficariam boas, (branco/azul e preto/branco), mas já tive carro com os mostradores em fundo preto e escritas em vermelho, o que acontece é que o fundo do Fit não é preto (chumbo?) e o vermelho usado nas escritas parece bastante usado, não dando o devido “contrataste”.
    O Fit é um carro que, tirando o fator preço, eu acho interessante e a versão manual peca (a meu ver) se forma grave na relação da 5ª marcha, afinal, não se trata de um 1.0 cuja falta de potência e torque impõe a relação mais curta, acho que na casa dos 3.300 rpm já estaria bom. (prefiro ainda mais longa: 3.000 rpm, pois a alavanca do câmbio aposto que não dá choque)
    AK, vou deixar aqui uma sugestão: avaliem o Lancer MT (de câmbio manual), gostaria muito de saber como se comporta com seus 160 cv.

  • Lucas CRF

    Muito interessante o que você colocou, Ilbiris.

    Abraço

    Lucas CRF

  • Lucas CRF

    SAVE !!!

  • Domingos

    Vários carros japoneses são assim, como o Corolla VVTi manual (o 2003). A 5ª em 120 km/h reais ficava em quase 3800. Isso num carro com 136 cv, menos de 1200 kg e bastante disposto em baixas rotações (salvo uma marcha lenta meio nervosa e um comportamento um pouco fraco até umas 1200 rpm).
    O consumo era bom independente disso, mas era chato viajar assim. Chega a irritar mesmo e o consumo com uma 5ª mais longa quase certamente seria melhor.
    Como o Ilbirs disse, a 5ª assim parece ter a idéia de fazer o menos de trocas possíveis. Além disso, os Fits anteriores tinham aerodinâmica bem ruim (especialmente o primeiro) e muitas vezes motores que não eram fortes em baixos regimes.
    Acredito que seja um caso do custo, o fantasminha. Usaram a mesma relação de marchas que devem usar até nos Fit 1.2 vendidos na Europa hehehe…

    • Rogério Ferreira

      Pessoal, desculpem-me, mas há erros conceituais por aqui. Se alguns carros possuem baixo consumo, mesmo com a 5ª. curta, seriam ainda melhores, se tal marcha fosse mais longa… Em qualquer motor, Ciclo Otto o consumo é diretamente proporcional à rotação, independente de curvas de potência e torque… Não é como nos motores a diesel, onde o rendimento, é melhor em determinadas rotações, (observem a faixa verde do conta-giros dos pesados). Nas versões econômicas, de muitos carros de série, o alongamento da transmissão, foi medida necessária, para melhorar o consumo em relação as versões originais: Novo Uno Economy 1,4, Gol G4 EcoMotion, Renault Clio 1.0 a partir de 2013, todos tiveram a transmissão alongada. O cambio curto não é uma solução errada, quando se busca desempenho, especialmente quando a melhor faixa de potência média, é obtida a partir de 4000 giros. Desta forma, o Fit, prioriza o desempenho, na velocidade de cruzeiro, e não o consumo. A questão é que sonhamos com um carro, com câmbio manual, que disponha de uma marcha para desempenho, e que a marcha seguinte seja um overdrive, para consumo baixo e silêncio. Seria um câmbio para que não tem preguiça de trocar marchas… só para Autoentusiastas. nem que seja necessário uma marcha a mais. Mas uma informação. o primeiro Fit, não possui um Cx ruim, 0,32 é bom para um hatch.

  • Domingos

    Lembrando agora, realmente os passageiros sentiam bastante a força g. Mas rolagem mesmo, nunca reparei em nenhum Fit. Sempre me pareceu a de um carro normal. Até me parecia menor que muitos carros baixos, mas macios.
    No entanto, havia compromissos. O primeiro era muito frentudo, com a armadilha de entrar e curvar muito bem em algumas situações. Mas se provocado ou entrando errado… Aí a frente nem sequer apontava para o lado certo.
    O segundo melhorou bem, mas todo mundo reclamava da suspensão. Era mais macia mesmo que o primeiro e fazia o carro rolar mais, além de continuar com problemas de conforto.
    Além de ter muitas reclamações de barulhos. Sobre o volante, a assistência elétrica do primeiro modelo era uma das melhores na época em peso e sensação. Não dirigi o 2º modelo o suficiente para lembrar se era pior, mas o novo é mais leve que o primeiro mesmo…
    No atual parece que finalmente resolveram o problema, apesar de não ser um carro inspirado.

  • Domingos

    Essa é uma sensação que tenho também, especialmente no momento que estamos vivendo.
    A maioria dos carros atuais é bom e como compra não parecem más escolhas. De uns anos para cá muita coisa melhorou e a queda nas vendas dos últimos 2 ou 3 anos fez o milagre de fazer extintos os carros realmente pelados. Carro sem nenhum item de conforto ou segurança hoje, só exclusivamente os mais baratos (ainda assim, ao menos com o básico de segurança eles já vêm).
    No entanto quase nenhum dá aquela sensação de “quero comprar!” ou de realmente estar satisfazendo tudo, especialmente para um entusiasta.
    Na verdade nós perdemos os carros referência. Os carros sonho. Até Civic e Corolla, devido aos preços muito altos, perderam essa classificação.
    PS: Mudar o espaço no Fiesta implicaria mudar muita coisa, até desenho, mesmo sendo possível. Mas pensando bem, um Fiesta esticado na parte de trás ainda seria muito bonito!

  • Domingos

    Usa conversor de torque mesmo com as duplas embreagens? Como funciona isso e qual o motivo?

    • Ilbirs

      Pelo que vi a respeito, usaram o conversor de torque por ele ser mais barato que o volante de dupla massa. Com tal adoção, há também vantagens em avanço lento (creeping) e durabilidade das embreagens, uma vez que não ficam submetidas ao esforço de ter de simular algo que um conversor de torque faz melhor (avanço lento em transmissão automática convencional é dado ao se tirar o pé do freio e de maneira mais gradual que em duas embreagens com volante de dupla massa). Imagino eu que seja um conversor de torque que só patine mesmo para avanço lento e fique travadinho depois disso.
      Não é estranha a combinação de conversor de torque com embreagem na história automobilística, pois a VW já teve uma transmissão semiautomática em seus modelos refrigerados a ar que combinava conversor de torque com uma embreagem. Também já cheguei a ler rumores de que a GM estaria desenvolvendo uma transmissão de duas embreagens conciliadas a um conversor.

      Lembremos que facilitou a vida da Honda o fato de as transmissões de duas embreagens terem certas analogias construtivas com as automáticas Hondamatic, uma vez que usam engrenagens convencionais em vez de epicíclicas, além do fato de a marca de Suzuka ter a experiência de ser a pioneira em dupla embreagem motociclística.
      Segue um vídeo mostrando como funciona a transmissão de duas embreagens que atualmente é recordista de marchas (até o dia em que a VW lançar a DSG-10):

  • Professador

    Tanto a Honda quanto a Ford anunciaram novos motores para 2015. Turbo com injeção direta, começando com o 1.0 de três cilindros. O que esperar desta nova geração de motores? Será uma grande revolução? com potência, baixo consumo e o mais divertido toque máximo em baixa rotação? Existe a possibilidade dos primeiros serem problemáticos como ocorreu com a primeira injeção eletrônica no gol gti? Vale a pena adiar a compra por estes motores? E as outras montadoras? Não vão fazer esta aposta? Seria muito interessante um texto sobre este assunto para os auto entusiastas.

  • Leo-RJ

    “Save the Manuals!”

    Leo-RJ

  • marcus lahoz

    Sugiro o nome simples: Honda Fit.

    O carro é bem bacana, não testei o manual apenas o CVT e concordo 100% sobre o dito a respeito deste tipo de câmbio.

    Também achei bacana demais o sistema dos bancos.

    A respeito dos mostradores, poderiam ter fundo escuro, mas com letras brancas, iluminar apenas durante a noite.

  • Daniel Santos

    Pessoal, eu tenho um New Fit 2010 EXL manual.
    A primeira e segunda são iguais, mas a terceira, quarta e quinta dele são mais curtas que do 1.35 (1.4), que vinha no DX, LX e LXL (1,171 x 1,235, 0,923 x 0,948 e 0,767 x 0,809, para a 3a, 4a e 5a no 1.35 e no 1.5 respectivamente)!
    Pelas relações do 2015, foi utilizado a terceira e quarta do New 1.5 e a quinta do New 1.35. Já deve ajudar um pouco a diminuir o giro na estrada, mas eu não entendo porque terceira e quarta são mais curtas do que no motor com menos torque.
    Para mim
    deveria ser o oposto, mas vamos ver se essa informação ajuda o pessoal que também está tentando matar a
    charada deste câmbio.
    Não tenho nada a reclamar do New, exceto a suspensão. Parece que o carro vai implodir, independente de calibragem, de a suspensão ter sido refeita etc. É tenso mesmo. Interessante que em alguns raros dias a suspensão parece resolver trabalhar e tudo fica melhor, não sei se por conta de temperatura, ou de como ela foi utilizada anteriormente, ou algum outro fator que não descobri. Não consegui perceber um padrão. Espero que neste tenham melhorado isto, pois é complicado comprar um carro assim.
    Além disso, me chateia a abolição da opção manual nas opções mais luxuosas. Se ainda houvesse borboletas…

  • Lukoh

    Chevrolet Cruze com câmbio manual também vem com controle de cruzeiro.

    • Sidney Marcelo Saito

      Na época cogitei o Cruze Sport6 mas não gostei do que vi. Muita lataria desalinhada e acabamentos plásticos mal cortados nos carros 0-km da loja e o carro de test-drive já estava com os plásticos batendo e com muitos grilos. Inclusive também andei no carro do gerente com 6 mil km rodados e também estava barulhento. Então, descartei.

  • Christian Govastki

    Quanto ao nome, fica só como Honda Fit, já que não coexiste com a geração anterior.

  • Luke

    O problema desse carro é a Honda cobrar preço de hatch médio por um carro que na verdade pertence à classe dos compactos. E a iluminação desse painel da versão básica é feia de doer de propósito, se quiser um painel decente, tem que levar as versões de topo. Na maioria dos concorrentes, a cor do painel é a mesma da versão básica para a de topo. Estratégia ridícula.

  • Anonimous

    Ótimo carro, péssimo preço.

  • Luciano Savi

    Boa tarde. Após adiar, realizei um antigo sonho de consumo: comprei meu primeiro Honda, um New Fit EX CVT. O carro é excelente, até mais do que dizem os proprietários e as matérias de revistas e sites especializados em todos os aspectos. Cheguei a mandar um e-mail aos articulistas do AUTOENSUSIASTAS, Josias e Bob Sharp, elogiando o texto que me ajudou a decidir pela aquisição. Porém, após quatro meses de uso, tive a infelicidade de atropelar um cão de rua, que cruzou abruptamente a pista. O animal felizmente não morreu. Eu tive o farol auxiliar direito e sua guarnição arrancados. Fui à concessionária Honda Novaluz em Fortaleza, única na capital. Para meu espanto e decepção, o farol levará até 20 dias para chegar, pois não há em estoque. 20 dias! E estamos tratando de uma peça de reposição corriqueira! Passará mais 5 dias para montagem e alinhamento do parachoque. Fiquei estupefato. Esse é, realmente, o pós-venda vencedor há dez anos da pesquisa “OS ELEITOS”? Esse é o respeito que a Honda dispensa aos brasileiros que confiam em sua marca? Será que ainda somos vistos pelas grandes fabricante como cidadãos de segunda classe, latinos do 3º mundo, hermanos macaquitos? A Honda do Brasil Automóveis divulgou no lançamento do New Fit em maio de 2014 que pretende emplacar 5 mil modelos por mês, e que esse modelo será seu carro-chefe no Brasil. Isso é sério? Não me parece. Estou preocupado, pois contrariando conselhos de amigos, comprei o carro morando a 222 km de distância da concessionária mais próxima, confiando exclusivamente na marca Honda. A julgar pelo andamento da situação, se algo mais sério ocorrer, ficaremos a pé por mais tempo ainda. Eu, minha esposa e dois filhos em idade escolar. Todos com dezenas de afazeres a realizar cotidianamente em curto espaço de tempo, como qualquer família na atualidade. Ainda assim, deixei de adquirir um Hyundai HB20s, que atenderia perfeitamente nossas necessidades por temer justamente a falta de peças de reposição, ou de adquirir um Toyota investindo um pouco mais. Ambas possuem concessionárias onde resido. Realmente triste, frustrante mesmo.

  • Marcos

    Olá, quase tudo que a reportagem falou assino em baixo, tenho um Fit 2015 com 5000 km rodados e só tenho elogios ao carro, já tive vários carros mas acredito que esse é sem dúvida o melhor que tive. A questão da visualização do painel, “NUNCA” tive qualquer problema com a cor, pelo contrário acho bem bonito, principalmente a noite e o consumo informado na reportagem está “completamente errado”, na estrada com álcool, o Fit faz facilmente 12 km/l e na gasolina é absurdo, é comum eu fazer 17/18 km por litro, ressaltando que sempre na faixa de 110-115 km p/hora. De resto é só alegria, bonito, espaço interno excelente, confortável etc, sem contar que é um Honda, que tem valor de revenda acima da média. Recomendo a compra..