Hoje, sobreviventes de uma guerra a jato (Richard Seaman)  MiG-15 X F-86, A PRIMEIRA GUERRA A JATO richard seaman F86Mig15Nellis07

Hoje, ex-inimigos, juntos (Richard Seaman)

 

MiG-15 em vôo nos EUA, de propriedade de particular. Um avião cultuado por entusiastas (taringa.net)  MiG-15 X F-86, A PRIMEIRA GUERRA A JATO taringa net

MiG-15 em vôo nos EUA, de propriedade de particular. Um avião cultuado por entusiastas (taringa.net)

Quando criança assisti um filme sobre a guerra da Coréia que me fez maravilhado com as imagens aéreas. Chama-se “Raposas do Espaço”, um título nacional bem ruinzinho para o original americano “The Hunters” (os caçadores).

Agradecimento especial ao amigo de longa data, Fernando, por lembrar o nome do filme. Pesquisei por uma boa meia-hora na internet e não encontrei, e o Fernando matou a dúvida em uns 15 segundos, coisa de quem tem uma memória prodigiosa.

Foi nesse filme de 1958 que tomei conhecimento de forma mais perfeita possível para alguém tão longe dessa realidade, do que era um combate aéreo entre aviões propelidos a jato, sem as hélices, que na simplicidade da infância achamos ser algo antigo.

Esse filme não mostra apenas Sabres e MiG-15, mas foi minha referência por anos, e vale a pena ser visto. Um trailer está aqui nesse link.

São momentos mágicos esses da infância, onde aprendemos as novidades do mundo, que depois do tempo passado descobrimos que podem ou não ser muito diferentes da realidade.

No caso dos aviões, para mim sempre foram e serão algo encantador, mesmo não sendo usados sempre para a alegria de todos ao seu redor, como em guerras por exemplo.

 

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Os Sabres usavam faixas coloridas, para evitar serem confundidos com o MiG-15 (Wikipedia)

 

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São poucas as fotos dos MiG-15 em vôo na época da guerra (militera.lib.ru)

 

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Sabre perseguido por um MiG-15 (acepilots.com)

Logo após a Segunda Guerra Mundial os entusiastas da aviação, políticos, militares e até o Papa, já sabiam que o próximo conflito veria combates aéreos entre aviões a jato. Os Messerschmitt Me-262 e Gloster Meteor tinham sido usados nesse conflito, mas não  combatido entre si. Porém, encontrar um jato inimigo pilotando outro era inevitável em pouco tempo, já que a humanidade ainda não vive sem guerras, e os aviões com motores a pistão já eram superados para algumas atividades, o combate de perseguição  sendo a principal, onde a velocidade é fator-chave.

Os dois aviões de nosso texto de hoje foram concebidos mesmo antes desse conflito terminar.  O Sabre já estava nascendo em 1944, ano em que o conceito foi submetido à Força Aérea Americana pela North American Aviation, e foi sendo alterado em vários pontos após o final do conflito mundial, quando se obtiveram muitas informações provindas da Alemanha e seus projetistas e fabricantes de aviões.

O Sabre voou em 1º de outubro de 1947 pela primeira vez, e chegou a situação operacional em 1949, tendo sido produzido nos EUA, Canadá, Austrália, Itália e Japão, num total de 9.860 unidades, sendo empregado por 27 forças aéreas até a década de 1980.

O Mikoyan-Gurevich MiG-15, surgiu na mesma época do Sabre, tendo voado em 30 de dezembro de 1947, com a finalidade principal de ser uma caça de interceptação de bombardeiros. Seu motor é uma cópia modificada do Rolls-Royce Nene, do qual três  unidades foram compradas  pelos soviéticos, acompanhadas de desenhos de projeto, com consentimento do governo britânico, para uma licença de produção para a empresa fabricante de motores Klimov.

Uma história boa é sobre o que os russos fizeram ao visitar a fábrica da RR. Sem ter certeza que o negócio daria certo, eles se demoraram na área onde eram fabricadas as palhetas da turbina, cujo material não era dominado pela tecnologia russa. Os membros da comissão visitante calçavam sapatos som sola de borracha macia, para que cavacos do metal se prendessem facilmente, e lá eles pisaram firmemente e o máximo possível, para trazer o metal preso às solas. Deu certo, e antes mesmo dos motores chegarem à Rússia algumas semanas depois da visita, já se sabia qual era o material de sucesso empregado pelos britânicos.

Depois de anos, a Rolls-Royce tentaria receber uma grande quantia pelo negócio, mas caiu do cavalo, como era de se esperar ao se tratar com o comunismo.

No começo, os MiG não tinham sistemas de controle das superfícies aerodinâmicas, o leme, profundores, flapes, de comando hidráulicos. Era tudo por cabos, como aviões de motor a pistão. Ao longo de sua evolução os comandos hidráulicos foram adotados. O Sabre já nasceu com sistemas hidráulicos.

Começada a guerra da Coréia em 1950, ambas as metades do mundo, capitalistas e socialistas, enviaram suas forças para ajudar a cada uma das duas frentes de pensamento político-econômico do planeta (ao menos as duas mais propagandeadas), cada uma com suas armas voadoras a jato, e certamente, os soviéticos e norte-coreanos ficaram tão abismados quanto os americanos ao se depararem com o desempenho da arma do inimigo, dependendo da situação.

As dúvidas sobre qual era o real desempenho do avião soviético só começaram a ser sanadas pelos americanos dois meses após o final do conflito, quando em setembro de 1953 um piloto norte-coreano desertou para a Coréia do Sul com um MiG-15.

 

Logo após a deserção, o MiG-15 na base na Coréia do Sul (talkingproud.us)  MiG-15 X F-86, A PRIMEIRA GUERRA A JATO talkingproud us mig15defectkimpo

Logo após a deserção, o MiG-15 na base na Coréia do Sul (talkingproud.us)

O avião foi transportado em um C-124 Globemaster para Kadena, em Okinawa, Japão, base aérea americana. Lá, pilotos de provas voaram o avião com marcas e insígnias da força aérea americana colocadas para evitar qualquer incidente, traçando seu envelope de vôo, um diagrama gráfico que mostra as relações entre velocidades, altitudes, fatores de carga na estrutura (em gravidades) e outros dados, todos plotados para serem entendidos os limites de operação segura de uma aeronave.

 

Um envelope de vôo (Wikipedia)  MiG-15 X F-86, A PRIMEIRA GUERRA A JATO wikipedia F 104A flight envelope

Um exemplo de envelope de vôo (Wikipedia)

Dessa avaliação quantificou-se  o que já se sabia na prática, mas sem detalhes numéricos. Um dos que fizeram esse trabalho foi o Coronel Charles “Chuck” Yeager, o primeiro homem a  romper a barreira do som.

Há um vídeo mostrando alguns momentos dessas avaliações, que demora um pouco a carregar, nesse link.

Depois de concluído o trabalho, o avião foi considerado sem utilidade adicional, passando para a guarda do museu da USAF, localizado em Dayton, estado de Ohio, na base aérea desativada Wright-Paterson. Hoje, está exposto lá, com a pintura original norte-coreana, que foi refeita.

 

O MiG-15 com inscrições americanas, em avaliação pela USAF (Wikimedia)  MiG-15 X F-86, A PRIMEIRA GUERRA A JATO wikimedia USAF MiG 15

O MiG-15 com inscrições americanas, em avaliação  (Wikimedia)

 

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Com a pintura original refeita, no museu da USAF (acepilots.com)

Algumas conclusões foram as seguintes.

As primeiras versões do Sabre, A e E, eram mais lentas acima de 30.000 pés (9.144 metros) do que o MiG-15, e, abaixo disso, a situação era inversa. Após a versão F do Sabre entrar em operação, mais 5.000 pés (1.524 m) de vantagem eram garantidos para este.

Para atingir 45.000 pés (13.716 m) , o MiG-15 levava nove minutos, contra treze do F-86.  Nesse quesito, o peso manda, e a desvantagem era de cerca de duas toneladas a mais para o Sabre, com carga e combustível máximos.

O Sabre tinha peso total de decolagem de 8.234 kg com tanques extras, e o MiG-15 chegava a 6.105 kg, com essa diferença aparecendo claramente nas distâncias de decolagem, com 762 metros no avião soviético e 1.115 m no americano.

No tamanho, o Sabre é pouco maior, com 11,31 m para 10,08 m do MiG no comprimento, 11,44 m versus 11,06 m de envergadura e 4,49 m versus 3,40 m de altura.

Mas visualmente o maior volume do Sabre se dá por causa da configuração de tomada de ar com o duto de entrada passando por baixo da cabine, dando altura grande de fuselagem. No MiG-15, a cabine está dentro do duto de ar, que é dividido ao meio por esta. Além disso, as asas do Sabre estão enraizadas abaixo da fuselagem, e as do MiG-15 são a meia altura da fuselagem.

 

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Esquema geral do avião soviético (airfighters.com)

 

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Lindo desenho de lay-out do Sabre (Jefferies)

 

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Note a divisão do duto de ar no MiG-15 (airplanepics.com)

 

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Posição das asas é facilmente vista de frente (Richard Seaman)

 

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Fuselagem do MiG-15 é mais curta mas empenagem quase iguala comprimento (Richard Seaman)

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Poucas visões são mais belas na aviação (Richard Seaman)

O MiG-15 levava 1.420 litros no tanque atrás da cabine, mesma posição do Sabre, que tinha tanque interno de 1.650 litros. As autonomias eram de 1.240 km no MiG e 2.454 km no Sabre equipado com tanques suplementares externos, condição mais comum de operações, com esses tanques externos sendo soltos no momento de combate para facilitar as manobras e diminuir arrasto aerodinâmico.

Os tetos de serviço eram díspares. Mesmo assim, o Sabre ia até 51.000 pés (15.554 m), e o MiG alcançava 55.000 pés (16.764 m), onde ocorria facilmente o embaçamento dos vidros, que só se dissipava ao baixar bastante a altitude, onde os Sabres rondavam. Versões posteriores do MiG-15 tiveram essa falha corrigida.

Subindo, o MiG-15 era também mais rápido, com 10.100 pés por minuto (3.078 m/min) de razão de subida, contra 7.400 (2.252 m/min) nas primeiras versões do Sabre,  e depois 9.300 pés por minuto (2.834 m/min) na versão F. Mesmo a mais avançada versão do Sabre nunca teve razão de subida tão boa quanto à do MiG-15, provando de novo que a diferença de peso é fundamental.

A diferença de peso era muito grande a favor do avião do birô de projetos Mikoyan-Gurevich, em parte devido a uma estrutura bem mais leve que não era estado da arte, e tinha limitações de resistência. Precisava ganhar em velocidade e altitude, pois em manobras mais apertadas a vantagem do F-86 era notória, com acidentes ocorrendo com os MiG-15 apenas devido a curvas muito fechadas que provocavam a quebra de elementos estruturais, um deles o leme de direção, uma parte que é nitidamente desproporcional no desenho do avião.

Mesmo com raio de curva menor no avião soviético, os bons pilotos de Sabre forçavam os MiG-15 até que esses fossem danificados. Isso não é estorinha, foi a realidade de muitos encontros entre esses dois aviões sobre o teatro de guerra.

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Elementos do MiG-15 em desenho (aviation-pics.com)

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Estrutura do Sabre, sem os demais componentes (airfighters.com)

Há também o importante fato de que os americanos dispunham de macacões anti-G, que seguram a circulação nos membros do corpo do piloto em altas acelerações, enquanto que os norte-coreanos e soviéticos não os tinham. Dessa forma, as manobras mais fortes podiam resultar em desmaio do piloto do MiG-15 e perda de controle, e ao recuperar a consciência —  se recuperasse —  poderia ser muito tarde para colocar o avião sob seus comandos. Essa é a explicação que muitos julgam ser a mais verdadeira para as perdas de controle no MiG-15, e não falhas na estrutura.

Mesmo quando não ocorriam problemas de estrutura, o desenho de asa do MiG-15 podia levar a uma perda de sustentação (estol) rápida em curvas, provocando parafusos que demorando a serem revertidos, podiam se tornar parafusos chatos, sendo de difícil recuperação, podendo resultar na perda do avião. Isso era mais grave ainda no desenvolvimento, quando a melhor solução encontrada foi a adição de duas aletas verticais sobre as asas, chamadas de wing fence, ou cerca de asa. Esse componente direciona o ar para que ele atue com mais eficiência sobre a asa para melhorar o trabalho dos ailerons e flapes, nas bordas de trás, o bordo de fuga.

 

Os wing-fence sobre a asa do MiG-15 (autor)  MiG-15 X F-86, A PRIMEIRA GUERRA A JATO DSC00809

Os  dois wing-fence sobre a asa do MiG-15 (autor)

 

A certeza geral é que o MiG-15 é um avião mais difícil e de mais sensível pilotagem, por ter área de ailerons pequena em relação à área de asas e o peso total. A recuperação de estol difícil ou impossível pode ocorrer principalmente devido à posição alta dos profundores, que os faz ficar mergulhados na turbulência das asas, o que não gera um fluxo de ar direcionado e com velocidade suficiente para que o piloto possa recuperar o controle. É uma situação em que falta autoridade de profundor. Esse estol é conhecido em inglês como deep stall, ilustrado de forma simplificada na imagem abaixo.

 

Na imagem de baixo, o profundor imerso na turbulência da asa, condição de perigo (Wikimedia)  MiG-15 X F-86, A PRIMEIRA GUERRA A JATO wikimedia Deep Stall

No desenho inferior, o profundor imerso na turbulência da asa, condição de perigo (Wikimedia)

Mesmo com vantagem de velocidade, a situação em regime transônico, perto da velocidade do som, Mach 1,  era problema para o MiG-15. Ele se tornava instável acima de Mach 0,86 e incontrolável  em 0,94 ou 0,95. Assim, mesmo tendo desvantagem de empuxo, o Sabre podia escapar do oponente após uma subida em potência máxima e um mergulho de alta velocidade, onde esse escorregava sólido, e o avião soviético se desestabilizava, fazendo o piloto do regime comunista ter que desistir da perseguição, ou se insistisse muito, danificar seu avião, algo muito pouco saudável.

As velocidades máximas eram de 1.060 km/h para o MiG-15 e 1.100 km/h no Sabre, muito similares.

A versão  F do F-86 tinha alterações nas asas, que ficaram conhecidas como 6-3, um kit de reforma (retrofit) que era aplicado em campo pelas equipes de manutenção, fazendo o raio de curva diminuir, e caso entrasse em parafuso, a recuperação era feita apenas aliviando a força de pé e mão sobre os controles e deixando o avião se estabilizar sozinho, para depois fazê-lo subir. Mesma característica de bons aviões de treinamento, e quase à prova de erros. Esse kit tinha basicamente a função de aumentar a corda da asa, a dimensão longitudinal desta.

Essa era a principal característica do Sabre, uma qualidade de vôo excepcionalmente boa e simples, sem vícios, sendo facilmente bem pilotado para pessoas com experiência suficiente. Era a virtude principal desse belo avião, que compensava seu menor empuxo de motor e maior peso.

Outro ponto interessante do MiG-15 era seu armamento de 3 canhões, um de 37 mm e dois de 23 mm. Eles foram feitos para ataque a bombardeiros, e eram um pouco superdimensionados em potência para um avião inimigo de tamanho similar. Apenas 200 projéteis para esses 3 canhões era uma verdadeira mixaria, além de terem uma taxa de tiro pequena, melhor para ataque a aviões lentos de manobras como os bombardeiros, não contra aviões pequenos e ágeis, e que ficaria por muito mais tempo engajado em combate. Diga-se de passagem, esses combates que vemos em filmes são versões estendidas da realidade. No mundo real, qualquer tempo de troca de tiros além de 30 segundos é extremamente raro. Podem sim ocorrer perseguições por tempos bem maiores que isso, mas como a munição nunca é farta, as trocas de tiros são sempre curtas, e sabendo disso, os pilotos sempre tentam atirar e escapar o mais rápido possível.

Todas as 3 armas e sua munição eram facilmente removidas do avião por um sistema daqueles tão simples quanto geniais. Uma prateleira-elevador com cabos de aço,  carretilha e polias, movida manualmente.

 

Armas baixadas pelos cabos, todo o conjunto desce e sobe facilmente (aircraft.walkaround.hobbyvista.com)  MiG-15 X F-86, A PRIMEIRA GUERRA A JATO aircraft walkaround hobbyvista

Armas baixadas pelos cabos, todo o conjunto desce e sobe facilmente (aircraft.walkaround.hobbyvista.com)

 

Vista dianteira permite ver a diferença de calibre entre os canhões (talkingproud.us)  MiG-15 X F-86, A PRIMEIRA GUERRA A JATO talkingproud us mig15armament

Vista dianteira permite ver a diferença de calibre entre os canhões (talkingproud.us)

O Sabre, com suas seis metralhadoras 0,50 pol e 1.600 cartuchos, era mais rápido na reação, mas muitas vezes não se conseguia uma boa seqüência de  tiros em local certo, já que essa arma era bem menos potente que os canhões do MiG-15, que conseguiam escapar mesmo bastante perfurados, sem serem abatidos.

 

Rearmamento de um Sabre (jetpilotoverseas.files.wordpress.com)  MiG-15 X F-86, A PRIMEIRA GUERRA A JATO jetpilotoverseas

Rearmamento de um Sabre (jetpilotoverseas.files.wordpress.com)

 

Harmonização das seis metralhadoras, para que todas converjam para o mesmo ponto a uma certa distância. Cerca de 300 metros para o Sabre (members.shaw.ca)  MiG-15 X F-86, A PRIMEIRA GUERRA A JATO members shaw ca sabre harmonize

Harmonização das seis metralhadoras, para que todas convirjam para o mesmo ponto a uma certa certa distância. Cerca de 300 metros para o Sabre (members.shaw.ca)

Os projetistas e engenheiros da Mikoyan-Gurevich tomaram a manutenção fácil como ponto de honra, e além da prateleira de armas, a parte traseira da fuselagem era removida por completo junto com a empenagem, para fácil acesso ao motor.

 

Linda foto de um MiG-15 com a cauda removida (airfighters.com)  MiG-15 X F-86, A PRIMEIRA GUERRA A JATO airfighters com

Linda foto de um MiG-15 com a cauda removida (airfighters.com)

Mesmo assim, dez vezes mais MiGs-15 foram eliminados por F-86s. São 798 contra 78 vitórias confirmadas, com mais 118 prováveis MiGs, e 13 Sabres. Essas chamadas de prováveis são vitórias não confirmadas, então melhor contar o número das certas. Dez vezes a menos para o avião soviético, que tinha pilotos mais jovens e muito menos treinados que os americanos, muitos deles veteranos da Segunda Guerra Mundial, como por exemplo Chuck Yeager e Bud Anderson.

Outro piloto de Sabre que ficou bastante famoso após o conflito é Gene Kranz, que se tornaria o mais lendário diretor de vôo da Nasa, tendo trabalhado desde o início do programa espacial Mercury, até vários anos adentro do Space Shuttle. Kranz era o Flight Diretor da missão Apollo XIII, tendo sido ele a proferir a famosa frase “Failure is not an option” — A falha não é opção — quando reuniu os engenheiros em busca de uma solução para a filtragem do oxigênio na cápsula.

Não há como falar de combates entre aeronaves sem levantar o assunto qualidade dos pilotos. Para o lado americano, a situação era mais tranqüila, pois a experiência acumulada era bem maior. Havia muita gente que já combatera na Segunda Guerra Mundial. Os soviéticos  também tinham pilotos veteranos, mas em bem menor quantidade e os norte-coreanos eram muito menos experientes.

Além disso, os soviéticos tiveram a missão dificultada por serem eles a treinar os norte-coreanos, e a carga de trabalho era muito aumentada. Combater e ainda ter que ensinar era muita coisa a ser feita, exigindo demais do corpo e da mente. Isso os fez mais sujeitos a incidentes, como por exemplo descarregar suas armas e tanques suplementares para diminuir o peso e escapar dos F-86, e nem mesmo entrar em combate a não ser que a vantagem fosse muito grande em altitude, principalmente.

 

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MiG-15 no Museu da Aviação Naval, em Pensacola, EUA (autor)

 

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O Sabre teve uma versão naval, batizado de Fury (autor)

Ao final do conflito entre as duas aeronaves, conclui-se o que muita gente com experiência nessa área sempre diz: é melhor um avião razoável com pilotos ótimos do que pilotos razoáveis em aviões superiores.

Hoje em dia há vários desses aviões ainda em condições de vôo, nas mãos de particulares e museus com aeronaves que voam. Há várias imagens e muitos vídeos sobre ambos disponíveis, além de um sem número de livros abordando tanto os combates quanto as análises técnicas desses dois importantes aviões.

 

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MiG-15 em show aéreo na base de Nellis, Nevada (air-pics.com)

 

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F-86 Sabre no Valiant Air Command Museum, Titusville, Florida (autor)

 

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O MiG-15 de dois lugares ao lado de um F-86. Ambos são operacionais (autor)

 

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O Sabre das fotos acima, em vôo (aero-pix.com)

 

O Mig-15 é bem baixo, aparentando ser bem menor que o Sabre (autor)  MiG-15 X F-86, A PRIMEIRA GUERRA A JATO DSC00806

O Mig-15 é bem baixo, aparentando ser bem menor que o Sabre (autor)

Um belo vídeo de ambos voando juntos pode ser visto clicando nesse link.

JJ

 

Sobre o Autor

Juvenal Jorge
Editor Associado

Juvenal Jorge, ou JJ, como é chamado, é integrante do AE desde sua criação em 2008 e em 2016 passou a ser Editor Associado. É engenheiro automobilístico formado pela FEI, com mestrado em engenharia automobilística pela USP e pós-graduação em administração de negócios pela ESAN. Atuou como engenheiro e coordenador de projetos em várias empresas multinacionais. No AE é muito conhecido pelas matérias sobre aviões, que também são sua paixão, além de testes de veículos e edição de notícias diárias.

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  • Daniel Chiochetti

    Ótimo texto JJ, parabéns…

    O máximo que cheguei perto desses aviões são nos jogos de videogame kkk

    • Juvenal Jorge

      Daniel Chiochetti,
      obrigado pela leitura

  • BlueGopher

    Bela reportagem, ótimos links.
    Obrigado.

    • Juvenal Jorge

      BlueGopher,
      não por isso !
      Eu é que agradeço

  • Daniel San

    Tenho o DVD deste filme em casa e é sempre um prazer assisti lo. Começando pela maravilhosa música -tema que abre o filme.
    Vale lembrar que os ingleses aprenderam muito sobre motores a jato depois que tiveram contato com o ME-262 alemão. Neste aspecto, os germânicos estavam anos – luz à frente dos aliados. A questão da maneabilidade me surpreendeu, eu podia jurar que o MIG-15 curvava melhor. No filme nota – se claramente a diferença da cadência de tiro entre os dois caças. Teria sido com base nas queixas dos pilotos americanos sobre a razão de subida que a Lockheed mais tarde lançaria o F-104, que acabou ganhando o apelido de Fazedor de Viúvas, de tantos pilotos que matou, mas isso é outra história. O que vale é se deliciar com as excelentes fotos que acompanham o post.

  • Newton (ArkAngel)

    Assista o filme “Os eleitos” (se já não assistiu) e depois nos conte.

    • juvenal jorge

      Newton,
      conheço, tenho o DVD duplo, um só de extras magníficos.
      Tremendo filme, muito fiel ao livro.

      • JJ, eu tenho esse filme “The Hunters” (“A Raposa do Espaço”) em DVD e outros mais dessa fase. Há alguns que eu procuro até hoje e não acho. Um deles é “As Pontes de Toko-Ri” com a Grace Kelly (esse sei que saiu em DVD), tem o “X-15” com a Mary Tyler Moore, e tem um que eu não sei o nome, mas é sobre uma escola de pilotos ingleses após a 2ª Guerra, onde aparece o Vampire e o Hawker Hunter. Querendo, a gente monta uma sessãozinha de cinema entusiasta, com direito ao “The Lively Set” com o Chrysler Turbine.

  • Rogério Ferreira

    Belíssimo artigo, e me ajudou a agregar um pouco mais de conhecimento, não só sobre essa lendas aeronáuticas, mas também sobre a guerra fria, Obrigado, Sr Juvenal Jorge, por nos possibilitar uma leitura tão aprazível e proveitosa. Bom. no embate bélico, prevaleceu a experiência americana, Se o Sabre não era o mais rápido, era o mais eficiente, e o fato dos pilotos russos não estarem preparados, para suportar a força G, é surpreendente! Mas aproveitando seu vasto conhecimento na Área, Sr. Junvenal, presenteie-nos com artigo caprichado daquele que foi o primeiro avião a jato usado em guerra, o Messerschimitt 262, que por sorte do mundo, ficou pronto tarde demais. Caso contrário, mudaria os rumos da 2a. guerra. (Já li um artigo dizendo que um único deles, foi capaz de derrubar uma esquadrilha aliada inteira), pois voavam à March 0,85. inalcançavel para uma avião com motor a pistão, e numa altitude de 11.000 pés, quase que inatingível.

  • Clésio Luiz

    Juvenal, você contou a história do ponto de vista dos americanos. É claro que eles sempre vão querer dizer que saíram por cima.

    Essa taxa de vitórias de 10:1 é um exemplo claro disso: eles nunca gostam de falar quantas aeronaves perderam no total durante o conflito, e nunca falam da absurda taxa de perdas atribuídas à acidentes, para uma aeronave dita fácil de manobrar.

    O MiG-15 continuou a ser construído aos milhares, numa versão de treinamento biposto (a mostrada na foto com o motor exposto). Ele foi treinador à jato padrão do bloco comunista por décadas, o que deixa suspeita a afirmação de que se tratava de uma aeronave difícil de pilotar.

    Com fim da União Soviética, ficou mais fácil ter acesso a literatura “do lado de lá”. Não que eu esteja chamando os historiadores ocidentais de mentirosos, mas é sempre bom ler mais de uma fonte sobre fatos históricos. Depois podemos ter melhores conclusões sobre o que aconteceu.

  • Daniel S. de Araujo

    Os ultimos F-86 operacionais voavam na Bolivia, de onde foram retirados de operação em 1994 devido a mais absoluta falta de peças de reposição. Se eu não estou errado eles eram CF-86 (ou o F-86 Sabre fabricado pela Canadair)

  • francisco greche junior

    Realmente olhando as imagens e lendo o explicado fica claro que o MIG-15 não tinha um projeto de empenagem tão bom quando o F-86. Muito mais propício ao stoll, realmente desproporcional e ainda deveria ter fragilidade adicional justamente por ser removível.
    De qualquer maneira, são aeronaves pioneiras, lindas.
    Obrigado pelo ótimo texto e fotos.

  • Leonardo Mendes

    Imagens de arquivo desses aviões eram pule-de-10 na primeira temporada de Águia de Fogo pra compor cenas de batalhas aéreas quando o inimigo do episódio pertencia ao bloco comunista.
    Estranho era ver o Águia sendo atacado pela “Força Aérea da Alemanha Oriental” e aparecer na tela um Sabre, mas beleza… era minha série favorita mas nunca primou pelo cuidado nos detalhes.

    Havia um programa no History chamado Combates aéreos onde as pelejas eram reencenadas por computador de acordo com os depoimentos dos pilotos… vira e mexe aparecia um Sabre quebrando o pau com seu alter ego soviético.

  • Lorenzo Frigerio

    Um outro avião parecido, talvez pouca coisa mais recente, e que é muito lindo, é o Hawker Hunter.

  • Mr. Car

    Não tem conversa: em termos de aviões de combate, não acho nada mais bacana que os da Segunda Guerra, he, he!

  • CharlesAle

    Me lembrei que assistia no History Channel “combates aéreos”!!era muito bom…..

  • Bruno P

    Juvenal, obrigado por mais essa bela matéria!
    Nós, leitores, só temos a ganhar com a qualidade do autoentusiastas! Embora seja um site tipicamente automobilístico, suas matérias sobre aviões são mais elaboradas que aquelas presentes em alguns sites do ramo da aviação.
    Como dica, para quem ama aviação e ainda não conhece, sugiro a leitura do livro Forever Flying, do lendário piloto Bob Hoover. Ele é da “turma” do citado piloto Chuck Yeager, vale muito a pena o livro.

    • Juvenal Jorge

      Brupo P,
      obrigado pelo elogio. Isso acontece porque eu tenho mais curiosidade do que consigo saciar ao ler um texto apenas sobre algo. Vamos fuçando e achando mais coisas, e aí os textos ficam mais recheados.
      Sua sugestão de livro é algum tipo de leitura da mente ?
      Eu resolvi escrever sobre o Sabre e o MiG justamente porque comecei a ler esse livro há uma semana, e na capa há uma foto do F-86 que o Bob Hoover pilotou ! Ontem a noite li a parte em que ele rouba um FW190, depois de fugir do Stalag I.
      Estória incrível a desse piloto que hoje tem 92 anos.

      • Bruno Soares

        Juvenal, parece brincadeira, mas eu li essa parte que ele escapa no FW190 há dois dias. Estou no capítulo seguinte agora. Apenas como observação, eu fiquei extremamente chocado com a narração das covardias
        de guerra nesse capítulo que você está lendo, principalmente o que fizeram com aquela mulher grávida…

        Só para complementar, achei um filme, o qual ainda não tive a oportunidade de assistir mais do que
        poucos minutos, chamado The Right Stuff, parece muito bom. No começo Chuck Yeager já quebra a barreira do som no Bell X-1.
        https://www.youtube.com/watch?v=QuR1p7UdI2Y (link do traileir do filme)
        É muito interessante ver como eram desconhecidos os efeitos de compressibilidade presentes em velocidades transônicas e supersônicas e como tal fato foi influenciando os perfis aerodinâmicos das aeronaves a partir de então. Acho incrível o Bell X-1 voando a tais velocidades sem nenhum enflechamento nas asas…
        Admiro muito essa época, tanto por parte dos “gigantes” da engenharia como Kelly Johson e Richard Withcomb, quanto por parte das lendas da aviação já citadas.
        Bruno P

        • Newton (ArkAngel)

          Pode assistir o filme, garanto que não vai se arrepender. Eu mesmo já o vi umas cinco vezes. Impagável a cena em que um novato, quando está em um bar frequentado pelos veteranos, vê várias fotos de pilotos na parede e pergunta à dona o que é preciso fazer para ter sua foto lá também. A dona responde: “Basta morrer”.

        • Juvenal Jorge

          Bruno Soares,
          impressionante mesmo, a coincidencia de estarmos lendo ao mesmo tempo e o caso da mulher gravida assassinada pelos russos.
          Não deixe de ver The Right Stuff. Se tivr uma verba sobrando, compre o filme e assista na paz. Vale cada realzinho gasto.

  • Daniel S. de Araujo

    Clésio, a questão toda sobre o MiG x F-86 é que de fato, na Guerra da Coreia, os F-86 se sairam melhor, tanto devido aos maiores refinamentos técnicos da aeronave norte americana quanto em relaçnao ao treinamento de pilotos.

    Contudo, os americanos seguiram construindo seus caças dentro daquilo que ficou conhecido como “série Century“ de aeronaves grandes e pesadas (F-100/F-101/F-102 etc.) e os soviéticos seguiram na linha de aeronaves mais simples e leves (o MiG-15 deu origem a uma familia como o MiG-17 e o MiG-19 – ambos usados com sucesso no Vietnam), mostrando a vulnerabilidade das grandes aeronaves em combates em condições adversas de bases e ambiente climático hostil. É dessa experiencia que o F-5 ganha importancia no treinamento de pilotos (é o unico caça com performace próxima ao MiG-21 além de simples e rustico em relação aos pesados e complexos “Série Century“) e surgem aeronaves como o F-16 e o YF-17 que daria origem ao F/A-18

    • anonimous

      A rivalidade entre o MiG-15 e o Sabre é considerada a mais equilibrada da história da aviação de guerra, tão próximos esses dois aviões eram.
      O fato é que nem sempre os EUA tiveram as melhores aeronaves ao longo do tempo, mas eles sempre se preocuparam em fazer aviões resistentes, robustos e fáceis de pilotar, que primeiramente possibilitassem seus pilotos a voltarem inteiros para casa, mesmo que à custa de seus aviões não terem depois capacidade de retornar ao combate, mas os pilotos sim. Essa sempre foi sua vantagem.

  • Juvenal Jorge

    CharlesAle,
    verdade, programa bom mesmo.

    • Daniel San

      Lamentavelmente isso é da época em que o History não tinha caído de qualidade ao nível atual,onde só passa Trato Feito. Essa série Combates Aéreos era realmente muito boa,assim como “O Mundo Sem Ninguém”.

  • Juvenal Jorge

    Mr. Car,
    eu gosto de qualquer coisa que voe, então, tudo é assunto !

  • Juvenal Jorge

    Lorenzo Frigerio,
    é outra boa sugestão de texto.

  • Juvenal Jorge

    Clésio Luiz,

    você está certo sobre a literatura de ambos os lados. E foi por isso que eu pesquisei também em um livro que tenho a anos, MiG, Fifty Years of Secret Aircraft Design, escrito por um engenheiro soviético junto com um francês. Nesse livro estão arduamente descritos detalhes de todas as versões de todos os MiGs desde o ínicio até o modelo 31. O livro é cansativo, leio apenas quando me surge alguma lembrança ou dúvida, e lá eles descrevem as deficiências e o que ia sendo feito para melhorar.

    O MiG-15 teve muitos problemas nos protótipos e também depois de já estar em produção, e foi sendo muito melhorado, daí ter sido muito produzido e usado, continuando a ser aperfeiçoado após 1953, quando acabou o conflito coreano.

    O livro é este: http://www.amazon.com/MIG-Fifty-Secret-Aircraft-Design/dp/1557505667/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1418376880&sr=8-1&keywords=mig+fifty+years

    Só para trazer para os carros, o Fusca também não é um primor de facilidade de condução, e ainda hoje é muito usado.
    Abraço e obrigado pela leitura.

  • Juvenal Jorge

    Rogério Ferreira,
    está na lista, sem dúvida. O Me-262 é importante demais para ser esquecido por mim.
    Obrigado.

  • Juvenal Jorge

    Leonardo Menezes,
    minha gargalhada favorita em filmes é quando algum personagem viaja, e aparece um avião decolando e outro diferente quando se chega ao destino !
    Eu choro de rir.

  • Juvenal Jorge

    Francisco Greche Jr.
    Obrigado !

    • francisco greche junior

      A satisfação é toda nossa.

  • Juvenal Jorge

    Daniel S. de Araújo,
    correto. Bolívia, aqui pertinho.

  • Eurico Junior

    “Os membros da comissão visitante calçavam sapatos com sola de borracha macia, para que cavacos do metal se prendessem facilmente, e lá eles pisaram firmemente e o máximo possível, para trazer o metal preso às solas.” – Reza a lenda que engenheiros da Toyota utilizaram o mesmo estratagema quando visitaram uma fábrica da GM…

  • Daniel S. de Araujo

    Leonardo

    No filme que deu origem à série, o Águia de Fogo ataca um Mirage francês. Na tela, um F-86 e posteriormente, aparece voando em chamas um Lockheed P-80

  • Lorenzo Frigerio

    Esse é um filme para se assistir numa TV bem grande, com home-theater. Tem uma cena do Chuck Yeager estolando com um avião que estava testando, que é impressionante.

  • Lorenzo Frigerio

    Deve ser que nem o Tupolev 144, em relação ao Concorde.

  • RoadV8Runner

    Fantástico esse texto sobre o F-86 e MiG-15! Como também sou um aeroentusiasta e gosto muito de ler sobre engenharia antiga, textos assim são um verdadeiro deleite, pois vê-se que conceitos hoje conhecidos por todos, sequer passavam pela cabeça do pessoal nos primórdios, fazendo com que a criatividade e genialidade fossem postas à prova para conseguir obter-se o resultado desejado.
    Simplesmente genial a idéia de usar sapatos de sola macia para surrupiar amostras de metal de um material até então desconhecido para os russos.
    E agora vou ter que acrescentar mais alguns livros à minha lista de desejos ou aguardando leitura, que já está bem grandinha… Isso sem contar os filmes também!

  • BLK_Poomah_GTE78

    Perfekt JJ.

  • Mauro

    Tenho este filme em DVD recheado de extras, que vou rever porque acabo de voltar dos EUA onde visitei o Kennedy Space Center. Recomendo a qualquer entusiasta de história ou tecnologia. Andar embaixo dos 120 metros de foguete Saturno V com os estágios separados só perde para a abertura da tela onde passa um filme sobre o ônibus espacial Atlantis e você dá de cara com ele, levemente inclinado e a dois braços (o suficiente para que não possamos tocar) de distância. Sensacional!

  • Juvenal… Excelente texto! Adorei a frase “é melhor um avião razoável com pilotos ótimos do que pilotos razoáveis em avião ótimo” Cai como uma luva em um blog que se intitula autoentusiastas…

  • Paulo Cesar Cardoso

    Quer voar virtualmente um destes armar batalhas aéreas ou participar pilotando ou vendo como um filme armado por você mesmo..baixe il2 stumovik 1946 atualize da versão 4.7 a 4.12.2..depois o Sas Modact das versões 4.10.-DBW da versão 4.11.1e TFM das versões 4.12.2..baixe o Hiperlobby 4.3.1 e venha voar conosco…IL2 esta Família cresce.

  • Cláudio Binario

    Excelente texto com informações detalhadas e ótima pesquisa, sem falar das fotos. Não sei se o amigo conhece ou se já foi comentado aqui, existe um simulador bastante competente e realístico onde você pode operar (ligar passo a passo / Cold start) e voar com essas maravilhas, chama-se ; DCS Digital Combat Simulator. Link do MiG15: http://www.digitalcombatsimulator.com/en/products/planes/mig15bis/

  • Cláudio Binario

    Excelente texto com informações detalhadas e ótima pesquisa, sem falar das fotos. Não sei se o amigo conhece ou se já foi comentado aqui, existe um simulador bastante competente e realístico onde você pode operar (ligar passo a passo / Cold start) e voar com essas maravilhas, chama-se ; DCS Digital Combat Simulator. Link do MiG15: http://www.digitalcombatsimulator.com/en/products/planes/mig15bis/