Prover visão de 360º à volta do veículo é um dos mais recentes projetos que estão sendo pesquisados na Jaguar, da Tata Motors. Engenheiros da Jaguar Land Rover estão estudando a colocação de uma tela embutida em cada coluna para exibir imagem ao vivo obtida por câmeras cobrindo ângulos fora do carro geralmente ocultados pelas colunas dianteiras, centrais e traseiras.

Pedestres, ciclistas e outros veículos ficarão visíveis a volta do carro e ao combinar as colunas transparentes com o mostrador projetado no pára-brisa (head-up display), o movimento de outros usuários da via será mostrado ao motorista por um halo que varre o que está à volta do pára-brisa virtual do carro.

Quando o motorista der seta para mudar de faixa numa ultrapassagem, ou quando o veículo se aproximar de um cruzamento ou entroncamento, o sistema automaticamente tornará a coluna esquerda ou direita transparente.

Wolfgang Epple, diretor de pesquisa e tecnologia, disse: “A equipe de pesquisa da JLR está desenvolvendo esta tecnologia para melhorar a visibilidade e dar ao motorista a informação correta no momento certo. Se pudermos manter os olhos do motorista à frente na rua e proporcionar-lhe informação sem que se distraia, poderemos ajudá-lo a tomar melhores decisões.”

O “Pára-brisa Urbano Virtual 360” pode também estar conectado à nuvem e à infraestrutura rodoviária e comercial, provendo informações que vão desde preços nos postos de combustíveis ao número de vagas para estacionamento disponíveis.

O carro conectado poderia também melhorar a navegação ao aconselhar o motorista a dobrar à esquerda ou à direita em locais mais visíveis, como restaurantes ou lojas, em vez de apenas sinalização ou nome de ruas..

A equipe da JLR está também desenvolvendo a “Navegação Siga-me Fantasma” que projeta, à frente do carro do motorista, a imagem de um veículo para que o siga, curva a curva, até o destino.

Epple acrescentou: “Dirigi nas ruas da cidade pode ser um atividade estressante, mas imagine ser possível dirigir sem ter que olhar para as placas de trânsito ou se distrair ao tentar achar uma vaga enquanto dirige. A idéia é dar toda a informação projetada no pára-brisa na linha de visão do motorista, de modo a não ser preciso que ele precise ficar procurando-a e com isso tirar os olhos da rua à frente. (just-auto/Chris Wright)

Ae/BS

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  • braulio

    Mas…
    Não seria mais simples apenas projetar os carros com as colunas mais estreitas?

    • Frederico Araripe

      Acho que além de ficar estranho, em termos de design, talvez comprometa a segurança.

  • João Carlos

    Meio que no tema mais fora dele: que diferença faz vc estar acostumado a uma lente esquerda convexa e passar a guiar um carro com uma plana. Acabei de fazer isso horas atrás.

    Os americanos não sabem o que estão perdendo em segurança e comodidade.

  • AlexandreZamariolli

    Claro que isto seria impensável nos dias de hoje, em que as colunas de sustentação do teto deveriam ser rebatizadas de torres. Mas, à guisa de curiosidade histórica, carros americanos como o Chevrolet Impala bubble top de 1959-1961 permitiam ângulos de visão da ordem de 345º, ou seja, as colunas estreitíssimas “roubavam” apenas 15º da visão do motorista.
    Alguns tentaram ir ainda mais longe: o Chrysler Norseman de 1956, dream car projetado pela Ghia (e que afundou com o transatlântico Andrea Doria), simplesmente não tinha colunas dianteiras – a borda do teto apoiava-se diretamente no pára-brisa.
    E mesmo meu Opala cupê, outrora tão criticado pela visibilidade limitada (especialmente para trás, devido à inclinação da vigia e à largura das colunas traseiras), acaba sendo bem melhor neste quesito do que muitos carros modernos.

    • Eduardo Mrack

      O próprio Chevrolet Omega de primeira geração tinha um campo de visão gigantesco. Com o passar dos anos parece que os autos andaram para trás neste quesito.

      • Ilbirs

        E isso se considerarmos que o Omega A em questão já tinha seis colunas grossinhas, mas que foram posicionadas de maneira adequada, ficando o mais longitudinais que pudessem no caso das colunas para trás do motorista e o mais longe do campo visual humano no caso das colunas A.

    • Ilbirs

      Quando se fala em Caravan então, é um espetáculo de visibilidade, mesmo não tendo um vidro traseiro que seja quase tão largo quanto a largura total do carro. Observe-se que na velha perua a linha de cintura “garrafa de Coca-Cola” inclusive ajudava na visibilidade traseira ao fazer com que os vidros laterais traseiros na região da coluna traseira ficassem mais baixos do que na região da coluna na altura do encosto do banco traseiro:

      http://mlb-d1-p.mlstatic.com/14319-MLB3273605951_102012-O.jpg

      É uma queda bem discreta, mas que ajuda a tornar o ponto cego abaixo dos vidros bem pequeno.

  • Ilbirs

    Outra solução que acabei de ver e que achei interessante é o retrovisor que incorpora vídeo de alta definição a ser estreado no Cadillac CT6 (futuro concorrente de Audi A8, BMW Série 7 e Mercedes Classe S):

    http://o.aolcdn.com/dims-global/dims3/GLOB/thumbnail/750×422/quality/95/http://www.blogcdn.com/slideshows/images/slides/321/316/0/S3213160/slug/l/cq5dam-web-1280-1280-4-1.jpg

    http://o.aolcdn.com/dims-global/dims3/GLOB/thumbnail/750×422/quality/95/http://www.blogcdn.com/slideshows/images/slides/321/315/8/S3213158/slug/l/cq5dam-web-1280-1280-2-1.jpg

    http://o.aolcdn.com/dims-global/dims3/GLOB/thumbnail/750×422/quality/95/http://www.blogcdn.com/slideshows/images/slides/321/316/1/S3213161/slug/l/cq5dam-web-1280-1280-5-1.jpg

    http://o.aolcdn.com/dims-global/dims3/GLOB/thumbnail/750×422/quality/95/http://www.blogcdn.com/slideshows/images/slides/321/316/2/S3213162/slug/l/cq5dam-web-1280-1280-1.jpg

    http://o.aolcdn.com/dims-global/dims3/GLOB/thumbnail/750×422/quality/95/http://www.blogcdn.com/slideshows/images/slides/321/315/9/S3213159/slug/l/cq5dam-web-1280-1280-3-1.jpg

    Como se pode ver, é uma tecnologia de uso bem natural e instintivo, pois não usará a tela de um sistema multimídia, e que oferecerá a vantagem de o motorista não precisar pedir para que a pessoa mais alta a sentar no banco traseiro faça isso na posição imediatamente atrás dele (uma vez que o galalau aí ficaria no mesmo ponto cego em que um catatau ficaria). Logo, dá para o grandalhão ficar até mesmo no ponto do banco traseiro no lado oposto ao do motorista ou mesmo no centro, uma vez que os pontos cegos gerados pelas colunas e pelas pessoas serão cobertos por uma câmera que, para gerar o máximo de naturalidade possível, vai ser à prova de embaçamento. A resolução é de 1280 X 240 pixels, compatível com o formato de um retrovisor, e o campo de visão é maior que o de um retrovisor convencional.

  • Eduardo Mrack

    Ao meu ver, na verdade aumenta a segurança ativa, mas a moda destes tempos modernos onde dirigir é visto como sacrifício e a mídia diz que os acidentes são causados pelos carros e condições ambientais e não pelos motoristas, incentivam e exigem carros melhores e mais eficientes, mas não o fazem com os motoristas, bem, a moda é a segurança passiva.

  • Ilbirs

    Soluções possíveis para resolver os problemas das colunas A excessivamente grossas:

    1) Explorar mais os materiais novos, como os aços especiais, uma vez que eles permitem estruturas com a mesma resistência daquelas de aço comum mas com menores dimensões;

    2) Talvez ver se a popularização da fibra de carbono, como a BMW está tentando fazer com sua linha em longo prazo, permitirá colunas mais finas. Ao menos as do i8 não parecem exageradas:

    http://image.automobilemag.com/f/63228141+q100+re0/2014-bmw-i8-front-left-view.jpg

    3) Substituir o vidro por alumínio transparente. Como sabemos, vidros colados à carroceria acabam assumindo uma função de contribuição à rigidez da estrutura que os encaixados não tinham. Logo, o uso de alumínio transparente permitiria que essa função fosse maximizada e assim se prescindisse de colunas gigantescas. Além disso, o alumínio transparente permite ampla variedade de formas, como se pode ver no uso que já existe para mobiliário doméstico:

    https://d2t1xqejof9utc.cloudfront.net/screenshots/pics/c6b69d6226f115a444386c9284806125/medium.jpg

    Logo, daria para pensar não só no para-brisa inclinado de colunas finas e curvatura ligeira típico de um carro dos anos 1960 ou 1970, mas também em coisas deste tipo:

    http://static.cargurus.com/images/site/2007/12/10/14/17/1957_plymouth_fury-pic-55085.jpeg

    http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/8/87/Chevrolet_Bel_Air_1956_(5864658507).jpg

    http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/f/f3/Cadillac-1959-front.jpg

    Como sabemos, esses para-brisas altamente panorâmicos foram descontinuados por não permitirem que o teto sustentasse bem o peso do carro em caso de capotamento, além de formarem quinas que se amassavam de maneira bem feira em colisões. Porém, com alumínio transparente haveria algo bem mais resistente que vidro colado fazendo função estrutural.
    Claro que o alumínio transparente permitiria umas loucuras ainda maiores, como uma superfície transparente contínua que substituísse não só para-brisa e vigia traseira, mas também o teto, sem os inconvenientes dos tetos de vidro de hoje. Na prática daria para pensar naqueles carros-conceito com uma bolha de vidro sendo transformados em coisa de série. Pelo que já li, daria até para aposentar as colunas, isso sem falar na solução intermediária de reduzir seu número, o que poderia permitir a volta de coisas interessantes, como os sedãs sem coluna central, uma vez que voltariam a ter bom desempenho em colisão;

    4) Por ora, em relação ao possível, além de explorar as propriedades dos aços especiais, daria para pensar também em projetar colunas A mais em pé conciliadas a para-brisas com maior curvatura:

    http://1.bp.blogspot.com/–bUW3StCj08/U43lfHsOnhI/AAAAAAABXbg/ivPSq1rVwj8/s1600/novo-mini-cooper-2015+(1).jpg

    http://cdn1.automobilesreview.com/img/2015-mini-cooper-s/slides910/2015-mini-cooper-s-02.jpg

    Observe-se que nessa abordagem assume-se que as colunas A grossas são inevitáveis e prefere-se lidar com elas do jeito que são. Assim, elas são postas mais em pé e recuadas, de maneira a ficarem nos pontos cegos do campo de visão de um ser humano. E, como sabemos, isso não tem impedido que carros com tal solução deem-se bem em testes de colisão. Também não são impeditivas de boa aerodinâmica, desde que encaixadas em uma abordagem correta, como a que permitiu 0,19 de Cx neste conceito da Mercedes inspirado no peixe-cofre:

    http://www.inventorsdigest.com/wp-content/uploads/2009/09/459034_779316_4992_3780_89326005c2472_08.jpg

    • Renato Mendes Afonso

      Essa do Alumínio transparente eu nem fazia ideia. Seria genial caso fosse, futuramente, uma solução viável. Pesquisarei mais sobre isso.

      Excelente post Ilbirs, seus comentários são praticamente matérias a aparte, devido o aparente grau de pesquisa e informações que você nos passa.

      Muito bom!

  • Honorio, uma bobagem isso. Se os espelhos (ambos convexos) forem ajustados corretamente, vê-se as faixas adjacentes completas à em que estamos rodando, não haverá ponto cego. Para certeza do ajuste certo, deve-se poder ver uma “lasca” do nosso carro, servindo de referência para sua localização.

    • Honorio Nozaki

      Obrigado por formar opinião. Respeito a sua opinião. É um prazer esclarecer alguns pontos. Não se deve atentar somente para as linhas divisórias. O espelho plano do retrovisor externo também mostra. O importante é saber onde fica exatamente o ponto cego, ter a informação do tamanho e perigo que representa. Foram feitos testes também com espelho multi curvo no retrovisor direito em que o campo visual indireto é muito menor devido à distância entre o ponto binocular do condutor e o retrovisor externo, o ponto cego se mostrou presente.
      Entendo que qualquer recurso auxiliar alternativo ajuda, mas o ponto cego continua existindo.
      A introdução do espelho modificado de geometria plana para convexa (esférica), asférica, multi curva, plana-curva com linha tracejada, fracionada, etc. começou na década de 80, mas muitos veículos classe popular ainda continuaram com espelhos planos.
      Fornecemos o produto para todo Mercado Nacional com foco em veículos automotores de passeio e utilitários de pequeno porte.
      A preocupação inicialmente era para atender necessidade de veículos com retrovisores de espelhos planos em frota Nacional de 45 milhões de veículos.
      O mais interessante é que publico proprietários de veículos novos também fazem aquisição e recomendam o produto.
      Já instalei em Audi (2010), Duster (2014), Sentra(2014), Frontier (2014), S10 (2009), Citroen C4 Palas (2008), Zafira (2012), Siena (2014), Fit (2014), Sandero (2011), saveiro (2013), Doblo (2015) e muitos outros.
      Aprecie em dois vídeos:
      1- Visor da câmera posicionado exatamente no eixo de visão binocular do condutor simulando a sua visualização da motocicleta e veículos sendo ultrapassados.
      Eles somem da visualização direta, aparecem no CONVEXO (Ponto cego), antes de serem vistos no retrovisor externo (espelho multi curvo) um por um.
      2- Quanto tempo um veículo fica no ponto cego? Abraços.
      1- https://www.youtube.com/watch?v=u78SZFhxd2s
      2- https://www.youtube.com/watch?v=BMxvHFOAERw

      • Honorio, me desculpe, eu não percebi que se tratava de divulgação de produto seu, ou não teria publicado seu “comentário”. Sinto muito mesmo. Quer que eu apague seu comentário e minha “resposta”? Bob Sharp – editor-chefe.

  • Honorio, pelo nosso lado não vejo necessidade de deletar. Vejo só o seu, por eu ter contestado a eficácia conforme escrevi.