DSC09258  DUCATI DIAVEL CARBON, SURPREENDENTE DSC09258

Que ronco! De tão gostoso se torna um vício, e daí o problema é achar espaço onde dar uma boa acelerada para poder sentir de novo aquela arrancada cavalar, aquela vibração nervosa e aquele ronco bestial, ardido e inebriante. E os sons não vêm só dos escapes, não. Do motor vêm sons de engrenagens trabalhando feito loucas. A Ducati não fez só uma moto. Essa Diavel parece uma máquina cuidadosamente projetada e construída para lhe deixar maluco. E haja cérebro, haja juízo para não se deixar levar por seus impulsos e atender ao que lhe pede essa máquina dos demônios. O nome lhe cai bem. Diavel — pronuncia-se Diável — é diabo em um dialeto italiano. Ela é a diabinha que sobre nosso ombro sedutoramente nos cochicha ao ouvido: “Acelera! Acelera aí!”

 

O gráfico fala por si (divulgação)  DUCATI DIAVEL CARBON, SURPREENDENTE Focus Diavel Curve Coppia Potenza 01

O gráfico fala por si (divulgação)

Faz o 0 a 100 km/h em 2,6 segundos; tão rápida quanto um Bugatti Veyron 16.4 Super Sport de 1.183 cv. É um tiro de homem-bala. O pneu traseiro 240/45 ZR17 não é largo assim à toa, só “para ficar lindona” vista por trás. É porque são 162 cv para que um só pneu dê conta. É preciso área de contato. Mesmo assim, mesmo com esse enorme pneu grudento, Pirelli Diablo Rosso II, o controle de tração é muito bem-vindo, principalmente enquanto estamos pegando o jeito da besta-fera. Mas aí vamos acostumando com ela, vamos apalpando-a com cuidado e em menos tempo do que se espera ela está bailando em nossas mãos. De besta, portanto, ela não tem nada, mas é fera.

O centro de gravidade é baixo, a ciclística é da Ducati, e o que o piloto tem que fazer é entender o método, o modo de tocar. Não deve querer se impor com estupidez, senão vem patada não se sabe de onde, e mais rápida do que dá para escapar. O piloto tem que ir cuidadosamente sentindo a máquina, conhecendo suas tolerâncias, seus limites. Isso feito, daí em diante são só prazeres, incluindo neles o prazer da conquista.

 

Mais dócil do que aparenta (foto: autor)  DUCATI DIAVEL CARBON, SURPREENDENTE Screen Shot 2014 12 16 at 8

Mais dócil do que aparenta (foto: autor)

Após rodar bastante com esta supermoto supermoderna, pegando estrada bem cedinho, sem tráfego chato, e dar-lhe as aceleradas que pedia — onde eu sabia que poderia –, cheguei à conclusão de que quem teve, como tive, uma Honda 750 K, ano 1974, com motor preparado, cilindrada aumentada para 880 cm³, acaba por achar essas máquinas modernas incrivelmente dóceis. Essa minha 750 K era dura de curva, centro de gravidade alto, muito peso na dianteira, ciclística nula, ruim de freio, e seu contato com o asfalto eram pneus que hoje os de uma 250-cm³ dão melhor aderência. Os motores estavam adiante da ciclística, do conjunto. Com os carros se passou o mesmo. As motos modernas têm um conjunto tão bom que a tocada ficou bem mais fácil. O perigo maior, hoje, é maior velocidade que, se bobearmos, tendemos a passar a exagerar, já que tudo nos parece sob controle, e a maior velocidade nos expõe a maiores riscos diante dos imprevistos, que podem ser muitos, como se sabe.  

 

Selim baixo e centro de gravidade baixo agradam a tocada  DUCATI DIAVEL CARBON, SURPREENDENTE DSC09253

Selim e centro de gravidade baixos favorecem a tocada

A versão Carbon pesa 204 kg a seco, isto é, sem fluido algum. Com óleo, líquido de arrefecimento e gasolina, podemos adicionar mais uns 30 kg. Além disso, tem o piloto, mais uns 75 kg, e assim teremos uma soma de 310 kg. E já que o motor gera 162 cv, temos aí uma absurda relação peso-potência de 1,9 kg/cv. Portanto, anda. A Diavel sem peças de compósito de fibra de carbono pesa 6 kg mais, e acredito que isso não faça diferença.

A Diavel tem 7 níveis de controle de tração, sendo que 1 é tudo por sua conta e 7 é para piso molhado. Ao pegar a Diavel, na Ducati, saí no 5, porque não sou trouxa. E tem controle de potência. O modo Urban, limita a potência a 100 cv, o que já não é pouco. Fui nessa, Urban, 100 cv e nível 5 no controle de tração, mesmo porque estava na cidade. Depois que me entendesse com ela nessas condições de restrição partiria para soltá-la aos poucos. 

 

Pneu traseiro com 24 cm de largura. O velho rayban está lá para comparar  DUCATI DIAVEL CARBON, SURPREENDENTE DSC09259

Pneu traseiro com 24 cm de largura. O velho Ray-Ban está lá para comparação

As seis marchas são longas, como devem ser. Não observei a quanto vai a 1ª marcha. Não achei prudente. São 2,6 segundos, como disse, de 0 a 100 km/h, e cuidar disso já requer toda atenção. Talvez ela faça o 0 a 100 km/h só em 1ª marcha, talvez. Se não for provocada, se não soltarmos a embreagem rápido demais, ela não tende a empinar. O motor dá uma leve embaralhada em baixa, o que nos lembra motores de corrida com comando bravo. A marcha-lenta está ao redor de 1.200 rpm e oscila um pouco, não é lisa. A velocidade mínima em 1ª marcha é de ao redor de 13 km/h. Abaixo disso ela dá tranquinhos, e temos que controlar pela embreagem, e eu adoro isso, motor bravo, que fica impaciente quando tolhido nas rédeas em meio ao trânsito. Quem quiser moto para trânsito, que pegue uma 125 e boa. Passando de umas 2.200 rpm ele já alisa e acima disso é canhão. Tanto faz a marcha que estiver, a resposta ao acelerador é estonteante. E aí o ronco, que a princípio era grosso e meio pipocante, vai virando aquele tal ronco que é tudo o que os nossos ouvidos desejam, um ronco de fera em carga de ataque.  

 

O design descreve bem seu espírito  DUCATI DIAVEL CARBON, SURPREENDENTE DSC09311

O estilo descreve bem seu espírito

E sai tudo fácil. Acelerador de curso certo, progressivo, o manete de embreagem até que leve em vista da resistente embreagem necessária para estar entre o tremendo torque do motor e a tremenda aderência do pneu, pedal de câmbio preciso, apesar de requerer decisão, pisada forte, para se obter engates definitivos. A posição do piloto, de braços abertos, mas nem tanto, é ótima para a proposta: arrancar como um foguete. Por sinal, esta é a primeira moto que agradeço que tenha um grande degrau entre o selim do piloto e o da garupa. Sem ele é capaz da moto ir e o piloto ficar, o que seria, no mínimo, ridículo. O selim do piloto não vibra, o que seria de se esperar, já que cada um dos dois cilindros, em “V” a pouco mais de 90° — parece um L —, tem 599 cm³. Já o selim do garupa vibra um pouco.

 

Não mostra o nível do combustível. Só há uma luz indicando entrada na reserva  DUCATI DIAVEL CARBON, SURPREENDENTE Painel

Apesar de tantos indicadores, não mostra o nível do combustível. Só há uma luz indicando entrada na reserva

O motor é o biciclíndrico em “L” Testastretta 11° DS (dual spark, duas velas), com 4 válvulas por cilindro, acionadas por comando desmodrômico, conforme tradição da marca. É superquadrado, com o diâmetro dos cilindros bem maior que o curso dos pistões (106 mm x 67,9 mm), e taxa de compressão de 11,5:1. O arrefecimento é a líquido. A potência máxima de 162 cv é a 9.250 rpm, com corte a 10.800 rpm, e torque máximo de 13,3 m·kgf é a 8.000 rpm. O motor deriva das superbikes da marca, nas quais ele produz até 205 cv. Portanto, por incrível que pareça, o motor da Diavel é amansado em mais de 40 cv. E não foi só na diminuição de potência que trabalharam, mas no modo como ela nos é entregue. Suavizaram a coisa. Seu quadro de treliça em aço também deriva das esportivas, assim como o subchassi de alumínio. Há fáceis meios de alterar a ação das molas e amortecedores. O curso das suspensões, tanto dianteira quanto traseira, é de 120 mm.  

 

Ajuste fácil da ação da mola traseira, que se pode fazer em movimento  DUCATI DIAVEL CARBON, SURPREENDENTE DSC09265

Ajuste fácil da ação da mola traseira, que se pode fazer em movimento

Felizmente o calor gerado por toda essa potência é bem desviado das pernas, e isso é louvável. Não é uma moto que acalora.  

Normalmente são os orientais que vão na onda dos ocidentais, e muitas vezes melhoram o produto. Neste caso ocorreu o oposto. Os italianos da Ducati foram na onda da V-Max da Yamaha, só que temperaram aceleração estrondosa com ciclística refinada, e deu no que deu: a Diavel. 

 

Tecnologia de ponta. Esmero. Linda até nas entranhas.  DUCATI DIAVEL CARBON, SURPREENDENTE new model ducati diavel carbon 27

Tecnologia de ponta: esmero, linda até nas entranhas

Quando a Audi, do Grupo VW, comprou a Lamborghini em 1998,  a marca italiana tinha muito a aprender com os alemães. Há dois anos a VW comprou outra jóia italiana, a Ducati. Só que este caso é diferente: a Audi tem muito a aprender com os italianos.   

 

 AK

Fotos: autor e divugação

 

FICHA TÉCNICA DUCATI DIAVEL CARBON 2014
  
MOTOR
TipoDois cilindros em V, acionamento de válvulas desmodrômico
Diâmetro e curso106 x 67,9 mm
Cilindrada1.198 cm³
Potência máxima162 cv a 9.250 rpm
Torque máximo13,3 m·kgf a 8.000 rpm
Taxa de compressão11,5:1
Formação da misturaInjeção eletrônica seqüencial
EscapamentoIndividual
TRANSMISSÃO
Câmbio6 marchas
Transmissão finalCorrente
EmbreagemMultidisco, comando hidráulico
CHASSI
QuadroEm aço, com subchassi em alumínio
Cáster28º
Roda dianteira3,5×17, 14 raios
Roda traseira8×17, 14 raios
Pneu dianteiro120/70ZR17
Pneu traseiro240/45ZR17
Suspensão dianteiraMarzocchi totalmente ajustável
Suspensão traseiraBraço oscilante, mola-amortecedorr único totalmente ajustáveis
Freio dianteiroBrembo, 2 discos de Ø 320 mm, pinças semi-flutuantes
Freio traseiroÚnico, de Ø 265 mm
INSTRUMENTOS
TipoDigital
DIMENSÕES E CAPACIDADES
Tanque de combustível17 litros
Comprimento2.257 mm
LarguraN.D.
Altura (com espelhos)1.192 mm
Altura do assento779 mm
Distância entre eixos1.590 mm
Peso a seco204 kg

Sobre o Autor

Arnaldo Keller
Editor de Testes

Arnaldo Keller: por anos colaborador da Quatro Rodas Clássicos e Car and Driver Brasil, sempre testando clássicos esportivos, sua cultura automobilística, tanto teórica quanto prática, é difícil de ser igualada. Seu interesse pela boa literatura o embasou a ter uma boa escrita, e com ela descreve as sensações de dirigir ou pilotar de maneira envolvente e emocionante, o que faz o leitor sentir-se dirigindo o carro avaliado. Também é o autor do livro “Um Corvette na noite e outros contos potentes” (Editora Alaúde).

Publicações Relacionadas

  • Dr. Bactéria

    Arnaldo, depois de atropelar aquele cocô de cachorro, cavalo e boi e colocar seus óculos, esse que estava em cima desse pneu, garanto que verás o mundo com outros olhos!!!

    • Obrigado pelo alerta, Dr. Bactéria. Da próxima vez usarei minha escova de dentes.

      • Renan Veronezzi

        Olha, eu acesso este site todo dia por informação e entretenimento, mas também dou muito risada as vezes.

  • Cadu Viterbo

    Macchina

  • Renan Veronezzi

    Não sei se passa dos 300 km/h, mas sei que acelera como um Veyron. Sei também que há o risco de ser ultrapassada e humilhada por, digamos, uma perua Audi RS6. No mundo dos carros e motos, tem muita coisa relativa.

  • laguiar

    Esse motor tem o mesmo “ronco” de motor de caldo de cana das outras Ducati… é só comparar com as concorrentes de cada segmento.

  • R.

    Mas qual é o preço dessa “monstruosidade” toda
    Deve passar de 100K!!, nao ?

    • R.
      Por favor, perdoe minha falha.
      Preço da Diavel Carbon: R$ 74.900 Diavel Dark: 62.900
      Mas a Ducati ainda tem modelos 2013 zero. Aí a Cromo sai por 59.900 e a Dark por 58.900

  • Lorenzo Frigerio

    O Arnaldo parece ofegante no vídeo… deve ter sido o susto de guiar esse míssil.

    • Lorenzo,
      Susto, não, mas o prazer também pode nos deixar ofegantes. Não é?

  • Victor

    Uma dúvida, meio offtopic… ao comentar na matéria, o autor da mesma fica sabendo, ou somente o moderador vê o comentário antes de aprovar/rejeitar?

    • Victor, temos mais de um moderador e estes podem liberar ou não qualquer comentário. A censura é só no caso de palavras de baixo calão ou agressões pessoais seja lá a quem for. O autor lê todos os comentários referentes à sua matéria, mas pode não lê-los logo após a liberação. Pode demorar mais um pouquinho, porque nem sempre podemos estar conectados, mas lê.

  • Luiz Leitão

    Caramba, que avião. Isso mesmo: não é moto, é avião!

  • Chico

    Bela motocicleta, mas será que não daria para fazer um cano de escapamento mais bonito ???

    • R.

      Puxa…
      Eu achei lindo … principalmente o material que são feitos os coletores desse escape.
      Talvez vc tenha achado os abafadores meio grandes …não ?

  • Eduardo Copelo

    Não há palavras pra descrever essa moto. Uma palavra com “T” maiúsculo mesmo é o que chega perto de descrever essa máquina! Desde a primeira vez que eu a vi, parada do meu lado no sinal, até andar em uma de um conhecido do meu pai… paixão à primeira vista! Eu já era fanzaço das Ducati, desde a primeira Monster até as Panigale, mas a Diavel, pra mim, está em outro patamar, é como uma Ferrari ou Lamborghini, máquina dos sonhos!

  • Renato Mendes Afonso

    Há um certo modismo entre os motociclistas no Brasil em idolatrar motores 4 cilindros devido o ronco afinado. Eu particularmente acho lindo o ronco das motos 4 cilindros, porém confesso que é um tanto descabida essa idolatração, justamente por ver gente descartando comprar ótimas motos pelo fato de não ser 4 cilindros (até a R1 é desmerecida, devido seu virabrequim crossplane).

    V2 é minha configuração favorita de motor, de preferências os mais giradores, ao contrario dos motores normais de Custom nessa configuração. Colocando um bom escapamento esportivo então, fica melhor ainda.

    Não curto muito motos de alta cilindrada, mas gostaria bastante de ter a oportunidade de guiar (ou ter por algum tempo) uma Diavel ou mesmo uma Vmax Estranhamente essa aparência “musculosa” que elas passam me chama a atenção. Ambas certamente tem potencia a qualquer rotação.

    • Visi Tante

      No caso da Vmax, ela é V4, uma configuração que anda meio esquecida, infelizmente… Em termos de desempenho puro, é claro que essa Ducati é muito superior, mas o estilo e beleza atemporal da Vmax é dificil igualar, na minha opinião. Não é a toa que ficou tantos anos no mercado praticamente sem mudanças.

      • Renato Mendes Afonso

        Sim, mas nesse caso um V4 de 1700cc cujo o ronco em nada lembra as superbikes (o que é muito legal). Sem contar que faz “burn out” fácil na arrancada, como um muscle car. é só ter a manha.

        Talhando uma opinião “grossa”: quem quer conjunto compra a Diavel, já quem quer estilo e potencia pura, não tem pra Vmax (e seus 200cv). Qualquer uma delas deve dar prazer imenso ao guiar, porém com suas devidas personalidades.

    • Cadu

      Eu adoro motos. Sou entusiasta de tudo que tem motor sobre rodas. Além do ronco, as 4 cilindros tem uma suavidade única. Já tive v2 esportivo e, mesmo girador, o motor vibra muito. Acho cansativo e chega a dar dormência nas mãos, quando se anda muito tempo. Nesse ponto as 4 cilindros são imbatíveis
      Mas não há como negar a monstruosidade dos V2 no quesito torque. A diavel escancara isso!

  • Rodrigo R.

    Arnaldo, eu já tinha uma certa inveja (boa, é claro. rsrs) de você, pelos veículos lendários que você já pilotou…e agora…tendo pilotado uma das minhas motocicletas favoritas de todos os tempos (e mesmo eu não sendo muito fã de motos! kkkkkkkkk)…eu só posso dizer, respeitosamente e sem desejar ofender…
    “damn lucky bastard!”

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Tá de parabéns!! o_
    Quem sabe um dia, tendo condiçõe$$…eu não acabe tomando vergonha e comprando uma dessas. rsrsrs

    Obrigado pelo post! #ThumbsUp

    A propósito: estaria desejando demais em esperar, quem sabe um dia, um novo livro de relatos automotivos e (por que não? rsrs) motociclísticos fictícios, tal qual o do Corvette potente? =)
    Minha mente viajou tanto quanto a dos personagens em suas histórias, que baita terapia!!!

    Obrigado novamente! #DoubleThumbsUp

    • Rodrigo, no primeiro conto lembro que tinha uma moto, uma Harley 883. Acho que hoje, após ter ficado com a Diavel, usaria ela como a “personagem” moto.
      E obrigado pela idéia, vou pensar se rola.
      E, vem cá, tenho bom gosto pras máquinas, não tenho? hehe!

  • Luciano Gonzalez

    “… Abaixo disso ela dá tranquinhos, e temos que controlar pela embreagem, e eu adoro isso, motor bravo, que fica impaciente quando tolhido nas rédeas em meio ao trânsito. Quem quiser moto para trânsito, que pegue uma 125 e boa. Passando de umas 2.200 rpm ele já alisa e acima disso é canhão…”

    Só entende isso quem é entusiasta, não é pra qualquer um não!!! Esse é o meu mundo!!!

    Parabéns Arnaldo por nos fazer felizes em ler seus textos! É gostoso saber que ainda restam alguns malucos como nós entusiastas… hoje tudo é muito certinho, é tudo politicamente correto… eu quero é mais Diavel!!!!

    • RR

      O meu mundo ainda é uma CG 150…

      • Luciano Gonzalez

        RR, você não entendeu o espírito da minha resposta.. seja um Porsche, Opala ou Fusca, a magia é a mesma, a emoção é a mesma, ouvir, sentir um motor embaralhando em marcha-lenta e depois limpando com a subida de rotação, o calor do motor, o funcionamento arisco… isso está no sangue, só entusiasta entende Se for descrever essas coisas para alguém que não é do ramo, o chamarão de maluco, mas, esse é o meu mundo!
        Abraço!

  • RoadV8Runner

    Gosto das motos Ducatti justamente por ter que entender como a fera se comporta para então tirar todo o proveito que o conjunto oferece. Essa marcha-lenta é de babar! Também sou fã de motores bravos que não têm marcha-lenta lisa. É a tal da limpada de garganta numa aceleração mais forte que faz a alegria de qualquer entusiasta.

  • Chico

    Estava me referindo exatamente aos coletores, pode ser que pela foto eu esteja enganado, mas parecem canos velhos enferrujados, poderiam pelo menos ser pintados de preto. Já que você citou os abafadores, eu não tinha observado, mas também são de gosto bastante duvidoso.

  • Felipe Parnes

    Essa moto é animal e a matéria muito boa, só faltou uma volta com ela no vídeo

  • carlosvr6

    A Diavel é fantástica mesmo, e o ronco é lindo!

    Mas Ducati eu só queria uma: 998 com escape termignoni, comandos da 998R e embreagem seca (igual das motos de corrida) com a carcaça aberta.

  • Pedro Gama

    Bela matéria, apenas uma correção; O motor NÃO É o dual spark (duas velas) como afirmado, o motor da moto testada (quem é uma Gen 1, como se diz lá fora) é o SINGLE spark. O DS é exclusividade dos novos modelos 2014 (Gen 2 la fora) que, possivelmente (se as cc conseguirem vender todos os modelos antigos já montados em Manaus ainda este ano, o que é BEM pouco provável) será o 2015 no Brasil. No DS diminuiu BASTANTE a rebeldia em baixa rotação, bem notada na matéria, mas que também pode ser contornada na Gen 1 através de “tunagem” com kits como o Tuneboy, por exemplo. As diferenças entre as Gen 1 e as Gen 2 são, além do motor com DS (derivado das Multistrada 2012 e 2013), o novo banco, mais confortável, o novo escapamento, MUITO mais bonito e, mesmo que ainda fabricado pela Remus, muito mais parecido com os Termignoni novas entradas de ar ligeiramente maiores (sim, ela ferve), novo farol menos redondo e totalmente em LEDs e, para felicidade geral da nação, medidor de combustível digital no painel.

  • Igor Brito

    Que moto fantástica, meu sonho.