DSC01374  CROSS UP!, PEQUENA VARIAÇÃO DO PEQUENO VW DSC01374

Não havia nada o que experimentar ou descobrir na mais recente versão do VW up!, a cross up!, apresentada no Salão do Automóvel de São Paulo, de 30 de outubro de 16 de novembro último. Nada mudou na motorização, tampouco no chassi ou rodas a não ser o desenho dessas, que é exclusivo da versão.  Mas achei que devia dirigi-lo e aqui está.

Aliás,  a definição do up! brasileiro envolvendo altura de rodagem 20 mm mais alta e pneus com mais 12 mm de diâmetro total, representando elevação total de 26 mm em relação ao up! comercializado na Europa, bem poderia ser a do cross up! nacional caso fossem mantidas na produção brasileira as especificações alemãs. Seria um real fator de diferenciação entre o cross up! e o resto da linha do modelo que, acompanhado de pneus de uso misto, faria todo sentido.

Ou seja, todos os up! são “cross” no aspecto de altura de rodagem. Curioso e uma aberração ao mesmo tempo. Diferente, por exemplo, do que fez a Renault no Sandero e no Sandero Stepway.

O visual aventureiro, discretíssimo nesse caso, tem lá seus admiradores e já que havia outros “cross” na gama VW (CrossFox, Space Cross e Saveiro Cross), nada mais natural que o agora modelo de entrada marca, depois que o Gol de 4ª geração foi descontinuado no fim do ano passado, tivesse a versão também. Como estratégia de marketing, vale.

Como se vê na foto,  o pára-choque dianteiro tem pintura efeito-cromo e abriga os faróis de neblina de série, havendo uma sugestão de entry plate (chapa de entrada em rampa) de plástico na dianteira da mesma cor. Na traseira, a mesmo solução “cross” da dianteira, mas com uma chapa de saída de rampa no caso.

 

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Nas laterais notam-se os arcos dos pára-lamas que  receberam apliques de plástico preto e há um friso lateral em preto que traz na extremidade traseira o nome cross up!. Só a versão traz dois trilhos do estrado de teto. As carcaças dos espelhos também têm o visual cromado.

Bem discreto mesmo, não? Tão discreto que até eu, não muito chegado a carros aventureiros, usei o carro durante uma semana sem o menor constrangimento.

No interior temos o volante e as alavancas de câmbio e de freio  de estacionamento em couro sintético, o native, agradável ao tato, e nas soleiras das portas dianteiras a inscrição do nome da versão.

 

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O revestimento dos bancos é de tecido cinza, com embossagem especial,  com laterais de vinil. Há, ainda, cross up! grafado nos encostos dos bancos dianteiros, e o painel tem um acabamento em efeito-cromo no lado direito.

 

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O traço aventureiro nada deve de taciturno e por isso são dez cores:  branco Cristal, vermelho Flash e preto Ninja (sólidas), prata Sirius, prata Egito, para Lunar, azul Night, vermelho Ópera e cinza Quartzo (metálicas) e especial do carro de teste, a amarelo Saturno.

O cross up! custa R$ 38.490 e com câmbio I-Motion, R$ 41.44o, R$ 2.950 mais. Com o todos os opcionais, somando mais R$ 7.417, vai para R$ 45.907, dos quais só o ar-condicionado sai por R 2.980. A cor amarelo Saturno é algo cara, R$ 1.661.

O cross up! traz toda a dotação de itens de série do high up!, ou seja,  a topo.

Andando com o up! de novo

O leitor do Ae sabe, não é novidade, que tenho o up! no mais alto conceito, um projeto todo de respeito, uma fabricação esmerada na fábrica VW de Taubaté, no Vale do Paraíba, interior do estado de São Paulo, inaugurada no final de 1979 para ser a casa do Gol. Ao dirigi-lo os  atentos percebem seus atributos e qualidades.

O motor EA211 R3 (Reihedrei, três cilindros em linha) já foi bastante descrito e comentado aqui no Ae e é daqueles motores que quanto mais se dirige o carro, mais se gosta dele. O up! decerto ajuda com os 960 kg da versão (2 kg mais que o mais pesado até agora, o high up!), mas não faz o mesmo com o elevado coeficiente de arrasto aerodinâmico 0,37 (0,36 no up! “civil”, 0,32 no alemão, mas que é fabricado em Bratislava, na Eslováquia). Cx alto é indesejável, exceto no ajudar os freios…

 

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Dois aspectos são mesmo notáveis nesse motor: elasticidade e consumo. Pouco acima da rotação de marcha-lenta tem-se resposta ao acelerador suficiente para o uso normal. É dirigir para crer. Com ar-condicionado ligado pouca diferença faz. Quando a rotação chega à faixa 3.000~3.500 rpm chega rápido à rotação de corte, 6.500 rpm, chega a ser meio desconcertante, do tipo “já?”. É o jeito desses modernos 3-cilindros, notei o mesmo quando dirigi o KA 1-L no lançamento em agosto.

Notáveis a baixa carga do pedal de embreagem, a precisão de seleção e engate de marchas e a assistência elétrica de direção, que tem relação medianamente rápida, 15,9:1. Os faróis são potentes e há a indispensável luz traseira de neblina.

Outra característica, também do 3-cilindros da Ford, é o som do motor lembrar um motor boxer de seis cilindros como o do Porsche 911. Não sei se foi intencional ou obra do acaso, uma vez há uma ignição a cada 240° de giro do virabrequim no 3-cilindors, o dobro dos graus dos 6-cilindros. Esse som do up! e do Ford é música para quem aprecia aspectos mecânicos.

O Ae nunca dirigiu o Hyundai HB20 1-L de 3 cilindros e nem o fará enquanto a fabricante sul-coreana não se dignar a dispor de carros de teste em São Paulo: não iremos jamais retirar (e devolver!) o carro na fábrica em Piracicaba, a 160 quilômetros da capital paulista. Imagine-se buscar um Renault na Grande Curitiba ou um Fiat em Betim! Já o Kia Picanto 1-litro de 3 cilindros flex  (77/80 cv),  está programado para o começo do ano que vem.

A outra qualidade do up! é o baixo consumo.  Com gasolina, 17 a 18 km/l na estrada vêm fácil, o mesmo na cidade, 13 a 14 km/l. Cheguei a fazer uma viagem com álcool e 11 a 12 km/l também era mostrado com consistência no computador de bordo (de série). Imagine-se se o Cx fosse “bratislavo”, 0,32!

Como dito antes, tem os mesmos equipamentos do topo de linha high up!, inclusive os cintos dianteiros com pré-tensionador e limitador de carga de toda a linha. Para quem se imagina num acidente, obteve 5 estrelas no teste de impacto do Latin NCAP e 4 estrelas na proteção infantil, além de trazer fixações Isofix para bancos infantis.

A tela tátil do GPS e sistema do informações, de série, ser facilmente removível. é de grande conveniência ao não constituir tentação para os amigos do alheio ou para satisfazer aos que, como o Arnaldo, não gostam de tê-la visível sem que esteja sendo usada.

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O up!, este cross incluído, é todo agradável no uso, prático na cidade (9,7 metros de diâmetro de giro) e bom de estrada. Suas linhas não agradam a todos, que consideram “simples demais”, talvez em contraste com o rebuscado HB20, mas esse é o conceito da marca alemã, nada dos exageros que despertam “Oh!!!!” nos salões de automóveis mas que costumam cansar em pouco tempo. O maior exemplo de rejeição que conheço foi a “botinha ortopédica” Fiat Uno, entretanto teve uma longa existência no mercado, 29 anos.

 

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Ponto a melhorar, a posição relativa pedal de freio–pedal de acelerador

Por falar em Fiat, calhou de eu estar testando um Grand Siena Attractive (1,4-L), o carro de melhor punta-tacco que já dirigi: pé no freio e uma ligeira torção do pé, sem precisar pivotá-lo na ponta e, está feito. Arrancar numa subida com ele é de deixar envergonhados os assistentes de partida em rampa. já o mesmo, ou o oposto, não posso dizer do up!, lamentavelmente. Eu já havia dito isso na primeira vez que o dirigi. O pessoal (novo) da VW precisa dar um pulo a Betim… E, para fechar, faz falta a faixa degradê no pára-brisa. Se os Audi têm, os VW também poderiam ter. Não custava nada.

BS

Fotos: autor

 

FICHA TÉCNICA VOLKSWAGEN UP!
 
MOTOR 
InstalaçãoDianteiro, transversal
Material do bloco/cabeçoteAlumínio
Configuração / N° de cilindros / n° de mancaisEm linha / 3 / 4
Diâmetro x curso (mm)74,5 x 76,4
Cilindrada (cm³)999
AspiraçãoAtmosférica
Taxa de compressão11,5:1
Potência máxima (NBR ISO 1585) cv/rpmG 75/6.250 / A 82/6.250:
Torque máximo (NBR ISO 1585) m·kgf/rpmG 9,7/3.000~3.800/ A 10,4/3.000~3.800
N° de válvulas por cilindroQuatro
N° de comandos de válvulas /localização/acionamento2 / cabeçote /correia dentada
Formação de misturaInjeção eletrônica multiponto no duto
Gerenciamento do motorBosch ME 17.5.24
ALIMENTAÇÃO
CombustívelGasolina e/ou álcool
TRANSMISSÃO
Câmbio / rodas motrizesTranseixo manual / dianteiras
N° de marchas5 à frente e uma à ré
Relações de transmissão1ª. 3,769:1; 2ª. 2,095:1; 3ª. 1,281:1; 4ª.0,927:1; 5ª. 0,740:1; ré 3,182:1
Relação do diferencial4,929:1
FREIOS
De serviçoHidráulico, duplo circuito em diagonal, servoassistido, ABS
DianteirosDisco ventilado 256 mm Ø
TraseirosTambor Ø 200 mm
SUSPENSÃO
DianteiraIndependente, McPherson com subchassi, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora
TraseiraEixo de torção, mola helicoidal e amortecedor pressurizado
DIREÇÃO
TipoPinhão e cremalheira: assistência elétrica
Diâmetro mínimo de curva (m)9,7 (10,6 com direção sem assistência)
Relação de direção15,5:1 (21:1 com direção sem assistência)
N° de voltas entre batentes2,9 (3,9 com direção sem assistência)
RODAS E PNEUS
RodasAço 5Jx13, 5Jx15 e alumínio 5,5Jx15
Pneus165/80R13, 175/70R14 e 185/60R15
PESOS
Em ordem de marcha (kg)910 a 958
Carga máxima (kg)440 a 412
DIMENSÕES EXTERNAS (mm)
Comprimento3.605
Largura sem / com espelhos1.645/1.910
Altura1.500
Distância entre eixos2.421
Bitola dianteira/traseira1.423 / 1.424
AERODINÂMICA
Coeficiente de arrasto (Cx)0,36
Área frontal (m²)2,07
Cx x A (m²)0,747
CAPACIDADES (L)
Porta-malas conforme ISO 3832 (V210)285
Tanque de combustível50
DESEMPENHO
Velocidade máxima (km/h)163 (G) / 165 (A)
Aceleração 0-100 km/h (s)12,6 (G) / 124 (A)
Aceleração 0-1.000 m (s)34,6 (G) / 34,4 (A)
Retomada 80-120 km/h, 5ª (s)18,9 (G) / 18,5 (A)
CALCULOS DE CÂMBIO
Velocidade por 1.000 rpm em 5ª (km/h)30,3 (high up!), 30,1 (move up!), 29,7 (take up!)
Rotação a 120 km/h em 5ª (rpm))3.960 (high up!), 3.986 (move up!), 4.040 (take up!)
Rotação à velocidade máxima. 5ª (rpm)5.445 (high up!), 5.481 (move up!), 5.555 (take up!)
GARANTIA3 ano integral, 5 anos para perfuração de chapa
MANUTENÇÃO
Revisões (km)10.000
Troca de óleo do motor (km/tempo)10.000 / 6 meses

Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

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  • Danilo Bod@o

    É uma pena a política de preços da VW. Se não fosse tão caro o up! venderia fácil fácil mais que o Gol G4. Eu mesmo já teria dado um jeito de comprar um para trocar meu Celta como segundo carro.

    • Roberto

      Mas acho que dificilmente as concessionárias da VW praticam os preços sugeridos pela tabela de fábrica. Eu pelo menos consegui um bom desconto no meu gol g6 sem muito “choro”.

    • guest

      Por que “caro”? Racionalmente, quais outros carros são menos caros e o que eles têm de vantagem em relação ao up!?

      Se a questão for preço/m², há o Chery QQ, o Palio Fire, VW Gol básico ou mesmo o Sandero; se for preço/deslocamento volumétrico, é o Chery Celer hatch. Mas não penso que estes quesitos sejam suficientes para afirmar que o VW up! é caro…

      • Junior

        Caríssimo, é só comparar concorrentes com o mesmo nível de equipamento, para ter simplesmente direção assistida, ar-condicionado e som, você já passa dos 40 mil reais. Em um carro 1,0 ?

        • CorsarioViajante

          Epa, com direção, ar-condicionado e som não passa não dos 40.000 dependendo da versão.

  • Andre Mondino

    Os pedais (e certamente a disposição também) são os mesmo do Fox. É chato conseguir fazer um punta-tacco adequado. E essa “estratégia” da VW de oferecer ar-condicionado opcional para ter-se a impressão que o preço do carro é menor, só desgasta a imagem da fábrica. Quem compra carro sem ar hoje em dia?

    • CorsarioViajante

      Podia ter a versão sem ar na take up!, com proposta de ser despojada e barata. Mas a partir da move up! realmente é ridículo.

  • Christian Sant Ana Santos

    Quando aluguei o up! na Unidas, a versão veio sem computador de bordo e sem conta-giros, pneus GoodYear Duraplus (temperatura B e Tração B, treadwear 420). As rodas 14, a meu ver, bem poderiam ser tala 5,5″ para os pneus 175/70. Gostei do carrinho, pretendo alugar novamente, desta vez sem a Dª Maria…

  • AlexandreZamariolli

    Até hoje, minha única experiência com motores de um litro foi com um Fiat Palio Fire, que aluguei por cerca de um mês no final de 2007. Era prazeroso de dirigir e andava bem na estrada (fiz uma viagem de cerca de 200 km com ele, com duas pessoas a bordo, e atingi picos de 130-140 km/h sem dificuldade). Mas, rodando em cidade no verão, ele realmente sofria com o condicionador de ar ligado: ao encarar uma ladeira, as opções se limitavam a desligar o ar ou reduzir para segunda. Resumindo, um carro simpático, agradável, mas fraco. E poucas coisas desapontam mais do que pegar um carro bem construído, sólido, confortável, de boa dirigibilidade… e com um motor tão aquém do chassi.
    Até que, recentemente, tive oportunidade de fazer o test-drive em um up! com câmbio manual. Lembrando do Palinho, entrei no carro sem grandes expectativas. Toma, Alexandre: o comportamento dele foi nada menos que uma revelação. Simplesmente não parece um motor 1,0. Suave, torcudo, parece ter uns 300 cm³ a mais. E não é só o motor, é o conjunto: motor, câmbio, embreagem, direção, suspensão, uma coisa completa a outra e tudo se harmoniza. Se alguém ainda tem preconceito contra carros 1,0, recomendo enfaticamente que experimente um up!, porque ele é simplesmente delicioso.

  • Mr. Car

    É basicamente um up! top de linha, só que custando ainda mais por conta de detalhes estéticos, certo, Bob? No caso, então, eu ficaria com um Red up! Mas…espere aí! Pensando melhor, eu ficaria mesmo é com um Novo Ka SE Plus 1.5 por uns trocados a mais, mas com o belo 1.5, he, he!

    • Bob Sharp

      Mr. Car
      Seu raciocínio não me parece lógico. Ou você quer um carro, ou quer outro, certo? Definir escolha da marca por preço não me parece a melhor forma de se escolher um carro.

      • Mr. Car

        Mas há lógica sim, Bob, veja bem: no caso, não estou escolhendo a marca pelo preço, estou escolhendo um carro de preço semelhante, mas com outras características que me agradam mais, como o já citado motor maior, além do maior espaço, por exemplo. Só por acaso, ele é de outra marca, mas poderia até ser outro VW, se houvesse um com motor 1.6, e que pelo mesmo preço, viesse tão completo quanto um Ka SE Plus 1.5. Só que não há: o Novo Fox e o Gol (ambos Trendline 1.6), se tão equipados quanto, acabam bem mais caros.

        • Fat Jack

          Não sei se entendi exatamente seu ponto de vista, mas não seria basicamente buscar: o melhor que “x” dinheiro pode comprar independente da marca?
          Se é isso eu concordo plenamente.
          Claro que algumas marcas podem ser desconsideradas neste caso em virtude de confiabilidade do produto e/ou grande desvalorização, o que não me parece o caso de VW x Ford da sua comparação.

    • Antônio do Sul

      Você tocou num ponto bem sensível: embora muito bem construído, tendo um nível de qualidade acima de alguns carros de categorias superiores, e com ótimo comportamento dinâmico, o problema do Up! é a relação custo-benefício. Das versões intermediárias para cima, agregando-lhes opcionais que são de série em muitos dos concorrentes, chega-se a um valor pelo qual você pode comprar carros com motores maiores, como o próprio Ka 1.5, que também é muito bom. Eu, embora tenha muita simpatia pelo Up!, só o compraria na versão Take Up!, a mais simples, com ar-condicionado e direção elétrica.

    • $2354837

      Concordo e discordo. Concordo porque o consumidor comum que pouco conhece de atributos técnicos do carro sai em mente de quanto quer gastar. Chega em uma avenida cheia de lojas e concessionárias, tipo a Av. Autonomistas e osasco e procura o que melhor lhe atende. No caso muitos vão optar pelo Ka após dar uma volta, a sigla 1.5 é muito sedutora, mesmo que na prática resulte em pouco para o consumidor. Discordo porque como diz o Bob não é a melhor forma de se escolher um carro, mas é o que acontece.

    • Junior

      Comprei um carro ha duas semanas e como nao queria gastar muito, pensei num Up. Mas acho que esse carro só vale a pena para quem compra o carro “pelado” modelo de entrada que tem um preço competitivo. Para atender o nivel de equipamento que eu queria, eu teria que optar pelo red up também, com preço de 42.430,00. Acabei comprando um Fiesta SE 1.6 por 45900,00 (com desconto sobre a tabela). Não dá nem pra comparar os dois carros, acho o Up muito bom mas com o preço cobrado tem muitas opções melhores.

  • Rafael Ribeiro

    Fiz um test. drive do Up! nesta semana e não fiquei surpreso porque já tinha lido sobre suas virtudes aqui no AE. Que “carrinho” bacana! Não da vontade de larga-lo, e olha que uso carros ótimos, de categorias superiores. Penso seriamente em te-lo como terceiro carro, compartilhando-o com minha filha, que em breve terá habilitação e adorou o carro.

    Havia um Cross Up! no salão, mas apesar de até ser bonito e discreto, em comparação com outros pseudo-aventureiros, encarece muito aquilo que já está bem caro…

  • Ilbirs

    1) Como já disse anteriormente, caso a VWB deixasse o up! daqui na altura de rodagem do europeu, ainda assim ele dificilmente rasparia em valetas, graças aos balanços dianteiro e traseiro curtíssimos. Caso se adotasse isso, ficaria razoável jogar a altura livre do Cross up! para uns 17 cm com uns pneus de ombro mais alto, o que significaria na prática sequer elevar tanto assim as molas;

    2) O Cx do Cross up! é de 0,37 e creio que o culplado disse seja esse bagageiro no teto, uma vez que os para-choques com esses plásticos a mais podem de repente ser mais aerodinâmicos que os do up! normal. Comparem as imagens e vejam que os pés do para-choque do Cross parecem sugerir mais aquela saia dianteira que foi omitida de nosso up! normal:

    http://s2.glbimg.com/XtPwx18OzC3fjtpDHowZPNwYhLw=/top/e.glbimg.com/og/ed/f/original/2014/01/09/up.jpg

    http://4.bp.blogspot.com/-zRJnrZF3GGE/VE_h3AAtqPI/AAAAAAAB5SM/FM986J0_xig/s1600/cross%2Bup!%2B%2824%29.jpg

    3) A impressão que me passa sobre a criação do Cross up! e o fato de ele não ter diferenças de altura livre do solo em relação ao up! normal é a de que a VW pode ter tentado de alguma forma apelar a quem quer um up! topo de linha (leia-se aí versões black, red e white) mas não quer nas cores a que se restringem essas versões acima do high. É a se ver se isso vai se confirmar, ainda mais considerando que as pessoas daqui gostam de “aventureiros” e esperam que eles tenham a dotação de equipamentos mais elevada de uma gama;

    4) Sobre o som emitido por essas unidades de três cilindros, realmente os caras capricharam nesse aspecto e provavelmente deve haver quem acelere o carro à toa só para ouvir uma esticada. Aliás, não duvidarei que muitos estão adquirindo tricilíndricos por causa do som que sai do escape. E, pelo que lembro do up!, só se sente vibração maior mesmo quando se tira o pé do acelerador abruptamente, denotando aí um bom trabalho de isolamento;

    5) Lendo outros comentários em outros lugares, já vi uma reclamação em relação à saída de ar única central do carro que joga ar frio para cima em vez de termos duas saídas convencionais e direcionáveis para a frente ou, como no Grand Siena, duas convencionais direcionáveis e uma que joga ar para cima: no Nordeste o pessoal não está gostando disso e, pelo que eles relatam, é difícil ver um up! rodando por lá.
    Alguma razoabilidade há na história toda se considerarmos que essa saída está bem em um ponto no qual o sol bate mais no carro, o que pode significar que o ar frio que ela jogaria para cima com o objetivo de deslocar o ar quente para baixo não está cumprindo o que promete em lugares onde há mais dias de sol por ano. Mais uma razão para criarem um conjunto de saídas que apontem para a frente e sejam direcionáveis, sem que se perca a tal saída central que aponta para cima, uma vez que, pelo que me consta, o Grand Siena vem sendo bem recebido no Brasil inteiro;

    6) Sobre faixa degradê no para-brisa, não é só o up! que está sem ela. Temos visto essa modinha acometer inclusive veículos bem mais caros que ele e fica parecendo uma espécie de cartel dos fabricantes para cortar custos em áreas que não são tão notadas pelos consumidores como seria se, por exemplo, trocassem todos os freios a disco por tambores nas quatro rodas.

  • Lucas Romeiro

    Bob, mas uma vez me impressiono com o texto, o climax, que me fez rir foi “os amigos do alheio”. Bob, gostaria de comentar, que também gosto bastante do up!, mas acho que o acabamento deixa muito a desejar, principalmente com a falta de forração das portas e os bancos estilo concha (que gostaria de saber se são anatômicos), fora a falta do conta-giros nas versões de entrada, acho que pelo preço que se paga, são cortes de custos desnecessários.

  • Marcelo

    Duas coisas eu preferiria que fosse o convencional neste up!:

    – o quadro de instrumentos.

    – as saídas de ar centrais. Como estão não atrapalham a refrigeração, mas conforme a temperatura, eu uso essas saídas como ventilador apenas.

  • Mr. Car

    Quem conhece os atributos técnicos também tem um limite para gastar, Luiz, dai ser comum que comparem para ver qual entregará mais pelo mesmo dinheiro. Veja minha tréplica ao Bob. Lá explico melhor a lógica de ter colocado o Ka SE Plus 1.5 como opção. Não foi uma escolha por marca.

  • R.

    Mr.Car
    Espere pelo Up Turbo….
    Só temo o preço … mas acho que vai dar um banho na concorrência
    Guardo minha fé !

    • Fat Jack

      Imagine onde o preço dele bateria? Palpite? +/-$60k

  • R.

    A disposição nao é a mesma …
    No Fox o punta-taco sai bem fácil, pois os pedais de acelerador e freio nao sao tão distantes como no Up.
    Não entendo o que deu na cabeça do pessoal da VW…
    Francamente ….

  • ccn1410

    Já comentei diversas vezes que gosto do estilo do up!, mas jamais eu compraria um nessa configuração.
    Altinho desse jeito é horrível, mas os para-choques na cor alumínio é terrível.
    Vade Retro!

  • ccn1410

    Só falta colocar um pneu enorme atrás, para a cafonice cansar de aplaudir!
    Poxa, o carrinho foi muito bem desenhado por um brasileiro e agora alguns carinhas da VW-BR querem estragar esse trabalho a qualquer custo.
    O tal de cross up! ficou feio, mas tão feio, que até dói olhar.

  • Fat Jack

    Não acho que o Up! seja um carro ruim, longe disso; é moderno em desenho, estrutura e motorização. Por outro lado acho que custa caro demais para a simplicidade e espaço que entrega, o que para um representante da categoria “de entrada” pode ser “mortal”. A versão cross só piora a equação ao trazer mais enfeite caro e dispensável, o faz concorrer com modelos infinitamente mais espaçosos, potentes e interessantes, por esse motivo e por minhas preferências acho-o absolutamente irrelevante. Ainda mais para quem, me parece, buscava o aumento de vendas desesperadamente…

  • Luciano Gonzalez

    Amanhã minha sogra irá pegar um move up! bem completinho… muitos o julgam caro mas não sabem o porquê de o Up! ser “caro”…
    Vamos aos fatos: o carrinho é 5 estrelas no Latin NCAP e isso não vem de graça, usa aços de alta resistência chamados de hot-stamp nas junções do painel com o assoalho dianteiro, coluna B e pé da coluna A… vejam a rigidez do monobloco desse carrinho, é só rodar um pouco, fazer umas curvas para perceber… acompanhem a montagem da carroceria, gaps de porta, linhas de caráter, são perfeitas… isso tudo custa grana, é um refinamento e tanto na linha de montagem… aliás, linha de montagem que conta com 85% de automação (e o nível era para ser maior se não fosse o sindicato de Taubaté)… é simplesmente impossível vendê-lo a preço de Palio Fire, Renault Clio e Gol G IV, que já possuem muitos anos de janela, maquinário amortizado há muitos anos e construção simples, ultrapassada.
    Quem não o conhece, o faça… o design para muitos, não é o seu forte, mas o carrinho encanta… é um diamante a ser lapidado…
    Concordo com o PK, esse carrinho ainda vai fazer sucesso.. o Gol demorou 7 anos para emplacar, o Uno 5… ele chega lá….
    Abraços!

    • Lemming

      Caro,

      Não dá para falar em carro compacto custando quase 45K completo e falar que o preço é justo!
      É bancar o advogado do diabo no país das bananeiras!
      O Toyota Aygo está sendo lançado agora no mercado europeu por 8K! Mais “completo” que tudo o que temos por aqui em carros compactos!
      Sempre se pode comparar as características técnicas dos veículos vendidos por aqui mas preço ou valor…

    • CorsarioViajante

      O que faltou a meu ver foi uma versão na casa dos 32.000 com ar, direção, travas e som. Não como opcionais, como itens de série mesmo.

    • thelucs

      Concordo! O erro foi apenas o posicionamento de versões e oferta de equipamentos, ou seja, não é difícil fazer o up! emplacar de vez!

    • Marcio Santos

      Tudo isso deveria vir com um interior mais caprichado, o problema é perceção de valor, o sujeito entra no carro e vê um painel muito simples, montes de lata aparecendo e forração de porta de plástico de uma cor apenas.
      A sensação é de estar em um pé de boim na Europa ele é um city car e talvez seja encarado de forma diferente, aqui muitas vezes é o único carro que a pessoa tem e este interior simples demais não é aceito.

  • Luciano Gonzalez

    Completando: Nem Civic e nem Corolla usam aços de alta resistência… vejam a responsabilidade que esse carrinho têm nos ombros… torço que ele não seja incompreendido como o Polo foi….

  • Antônio do Sul

    Dependendo de qual uso o consumidor vá fazer, um motor de deslocamento maior fará, sim, muita diferença. No 2º carro da família, para quem só roda na cidade ou para quem não roda na estrada com o carro carregado, o motor 1.0 pode muito bem dar conta. Agora, como único carro da família, para rodar na estrada com ar-condicionado ligado e carregando 4 ou 5 pessoas e mais bagagens, faz muita diferença um motor maior.
    Observação: essa não é a opinião de um preguiçoso que não quer reduzir marcha, mas sim de alguém que já atravessou muitas vezes os três estados do sul em um dia, com carro carregado e andando em rodovias de pista simples, sem terceira faixa em muitos trechos de serra, dividindo espaço com muitos caminhões e, muitas vezes, tendo pouco espaço para fazer ultrapassagens, situações nas quais tive que reduzir seguidamente duas ou três marchas para tirar o possível de motores 1.8 e 2.0.

  • natan ravel

    Acho mais fácil ver o up! morrer nas vendas igual ao Etios, parece que a idéia de mandar o up! para cá foi de alguém lá da Alemanha. Uma pena que a VW do Brasil não saiba posicionar o excelente carro que tem em mãos, o cross up! deveria ser o up! topo de linha redesenhado aos moldes brasileiros, mais caro, mais bonito e continuar com a mesma estrutura, nada que faróis diferentes e alguma perfumaria não faça. Poderia também disponibilizar o controle de cruzeiro, um painel e volante linha Gol e Fox. Pode parecer loucura, mas aposto que iria vender mais. Como dono de um up! digo que esse carro é tudo de bom, média total está em 18.5 km/l,me pego fazendo curvas no limite o tempo inteiro com ele.Uma pena ver um modelo tão bom encalhado, mas a gasolina a 4 dilmas o litro vai tratar de emplacar o up! , essa é minha aposta.

    • braulio

      Igual ao Etios eu não digo, já que o pequeno VW tem mais qualidades que o Toyota com painel no lugar errado. O que acho que está acontecendo é que o up! está ajudando a manter a fábrica alemã numa segunda ou terceira posição entre as marcas mais vendidas no Brasil, o que não seria ruim, se ela não tivesse sido líder por tanto tempo!

      • Marcio Santos

        Com exceção a uma estrela a mais no Latin NCAP não vejo o up com mais qualidades.
        O Etios tem motor 1,3, mais espaço, exceção ao painel um interior mais caprichado e tem um ótimo acerto de suspensão.
        Eu nem acho o Etios tão horroroso por fora, acho aceitável, o que considero inaceitável é o painel monstruoso.
        Carro por carro pelo mesmo preço ficaria com o Etios fácil, mas com outro painel, hoje não compraria nenhum dos dois.

  • João Guilherme Tuhu

    Esse Cross ficou mais bonitinho. Mas essa traseira de furgão mata esse design…

    • CorsarioViajante

      Não sei não… Olho a traseira do novo Fox, horizontal, e acho horrível. Não casa com a altura do carro. Acho que no up! ocorreria o mesmo, então optaram por uma solução mais coerente com o todo, embora bem quadradona.

  • Bob Sharp

    Tuhu
    Queria que a traseira fosse como? Com rabo-de-peixe ou lanternas escapamento-de-turbina?

    • João Guilherme Tuhu

      Nem uma nem outra. Apenas não gostei. Assim como a traseira do Kia Soul. A VW poderia ter feito algo menos vertical.

    • Pedro Vasconcelos

      Concordo com o Tuhu, além da traseira bem vertical, as lanternas o fazem lembrar muito uma Van. Soluções visuais sempre existem.

    • Zé do Galo

      Bons tempos!!

  • João Guilherme Tuhu

    E como já ressaltaram, o custo-benefício é ruim. Acrescento: um painel de instrumentos mais formoso também ajudaria…

    • Ilbirs

      Já sugeri anteriormente que a VW trocasse aquela saída central de ventilação única que cospe ar frio para cima por um conjunto com duas saídas de ar móveis apontando para a frente e uma saída fixa apontando para cima, tal qual a Fiat faz no Grand Siena.

      Aqui foi daqueles lances em que pensaram de maneira meio estreita, pois ainda que o princípio de cuspir ar para cima em alta velocidade para que desloque o ar quente para baixo seja interessante e, ao menos pelo que vi, funciona, saídas centrais de ar direcionáveis acrescentam algo que é de agrado geral para os ocupantes da frente: a possibilidade de jogar ar diretamente para si próprios e dosar esse ar. Quando se dirige por muito tempo, as saídas de ar direcionáveis também são uma boa para secar o suor das palmas das mãos.

      E, pelo que já vi em outros sites, tem gente no Nordeste dizendo que essa saída única do up! não emplaca bem naquela região, sendo uma das razões de por que se veria poucas unidades do subcompacto por lá. Logo, a tal solução à Grand Siena que sugiro seria uma boa.

      Sobre o painel de instrumentos, também é observação interessante. Realmente aquele conta-girinhos é sofrível e daria para imaginar outras possibilidades para o espaço tão pequeno que reservaram para os instrumentos:

      http://image.motortrend.com/f/38483073+w786+ar1/volkswagen-up-dash-quages.jpg

      Como já disse aqui, um bom exemplo de quadro que ocupa um espaço bem reduzido e tem um grande número de informações bem visíveis está no Citroën C3 de primeira geração:

      http://carpress.uol.com.br/imagens/23407.jpg

      No exemplo francês, temos um conta-giros bem visível ocupando a curvatura superior, com dois medidores em barras luminosas (combustível e temperatura da água) ladeando um velocímetro digital de números grandes, com todas as luzes de advertência concentradas no canto inferior. É aquela esquisitice normal e esperada da marca, mas em momento algum abdicando da facilidade. Eu guiei um C3 da geração passada uma única vez, mas uma simples passada de olho no painel permitia decorar todas as posições dos instrumentos, a ponto de depois ser consultável simplesmente na visão periférica. Você nem se lembra que está consultando um quadro menor que a média, de tão bem posicionadas que são as informações.

      Sabemos que a VW é uma marca mais conservadora que a Citroën, o que pressupõe a manutenção de certas soluções, como o caso de vários mostradores de ponteiro. Porém, como o próprio Bob Sharp fala, há uma diferença importante entre um “padrão Wolfsburg” e esse “padrão New Beetle” revisitado do up!.

      • KzR

        Tão bom produto que é, o up! mereceria um painel mini-Wolfsburg e saídas centrais de ar. As saída verticais podem ter sido uma bela sacada, mas há momentos em que se prefere as convencionais. O Ka é mais resolvido em ambos os aspectos.

        Vendo por esse ângulo, é frustante pagar o preço de um Beetle e receber um cluster desses. Nessas horas, do Onix faz falta.

  • Bob Sharp

    Lemming
    Duas coisas. Esses 8K são em que moeda? Em Portugal os preços do Aygo começam em 10.555 euros, equivalente a 33.776 reais. Esqueceu da carga tributária no Brasil? Outra: achou o carro que deseja caro? Não compre, ninguém é obrigado a comprar nada. E tem up! 2-portas por R$ 28.390. Também acho os carros vendidos no Brasil caros, mas fazer o quê?

    • Lemming®

      Caro Bob,

      Valores em euros.
      Nunca esqueço da carga tributária nem do custo Brasil ao comentar sobre preços.
      Meu apontamento no comentário foi sobre o termo “justo” (cada qual com seu dinheiro e faça com ele o que bem entender) pois não vejo como “justo” um veículo que deveria ser o carro de entrada da marca ter o preço de tabela que tem.
      A única coisa que podemos fazer é não comprar mas sei também que em alguns casos isso não é possível pois a pessoa precisa de um veículo confiável para o uso diário.
      E gostaria novamente de agradecer a todos do Ae pelo excelente trabalho e o insight sobre os veículos, mercado e história.

      Atenciosamente,

  • Bob Sharp

    Tuhu
    Traseira menos vertical rouba espaço no compartimento de bagagem. Há que escolher entre visual e espaço. Prefiro o segundo.

    • Ilbirs

      Talvez o incômodo do Tuhu seja pelo fato de ser uma traseira muito angulosa, não por ser vertical. Há dois exemplos de traseira reta que não são angulosos e geraram desenhos agradáveis, nas formas de duas variações do Corsa B:

      http://www.autoclassicpoa.com.br/fotoscarros/124/Corsa%20(10).jpg

      http://imgsapp.estadodeminas.vrum.com.br/app/noticia_128576568202/2011/01/11/43231/20110111202048856819u.jpg

      Observe-se que não há uma quina pronunciada no ponto em que a tampa pivota e em ambos os casos o vidro traseiro está bem em pé. E tudo isso sem perder a praticidade de uma traseira mais vertical, como comprova a capacidade de porta-malas do Corsa B hatch de quatro portas sendo superior à do modelo de duas portas (e sua traseira mais inclinada). No caso da Corsa Wagon, sua capacidade de bagagens só era menor que a de suas concorrentes Parati e Palio Weekend, cujas traseiras eram mais angulosas, pelo fato de a GM não ter abusado do comprimento e aproveitado a seção traseira de assoalho do Corsa B Sedan, não sendo por acaso a presença daqueles dois porta-trecos removíveis no piso, pois era preciso gerar nivelamento com o batente da tampa e ter aquela utilidade esperada de uma perua.

  • thelucs

    Ainda acho que o principal fator do relativo (in)sucesso do Up! no Brasil pode ser resumido em uma palavra: preconceito.
    Muitos falam que é pequeno, mas não tem idéia do aproveitamento de espaço interno.
    Outros falam que é fraco, mas nunca dirigiram o carro. Aposto que se dissessem pra esses “entendidos” que ele é 1.4, quando fossem dirigir, iriam acreditar!
    Quanto aos que falam que é feio, bem, gosto é pessoal, mas eu acho bonito e mais ainda, tem personalidade – ao contrário do HB20 e até mesmo do novo Ka…

    • Totiy Coutinho

      Calma, gente, o Gol foi lançado em 80 e só chegou a líder em 87, o Uno foi lançado em 85 e só foi assimilado nos anos 90, brasileiro é conservador mesmo, espero que ele tenha tempo de mostrar seu valor. Classe A e Twingo não tiveram esse tempo .

      • thelucs

        São dados válidos e interessantes, mas os exemplos mais atuais mostram que quando um carro não “pega” no começo, não pega nunca mais… Não que a média de vendas do up! seja ruim, mas está longe do ideal. Quero ver esse carrinho fazendo sucesso, ele merece!

        • Totiy Coutinho

          Thellucs, não concordo com sua análise. Tome como exemplos o último Vectra e o Cruze da GM, Peugeot 206 (7), começaram nos top ten de vendas e depois foram para o limbo nos gráficos porque não atenderam as expectativas dos consumidores.

          • thelucs

            Amigo, o seu ponto de vista e o meu comentário acima tratam de duas coisas diferentes! Falei que, geralmente, quando um carro já começa inexpressivo, tende a não mais crescer em vendas. O que você falou não discorda ou concorda do meu argumento, pois trata de outro fenômeno. concorda?
            abraço.

          • Totiy Coutinho

            Falando a sua linguagem pega no começo ou pega nunca mais : Gol, Uno não pegaram no começo pegaram depois, Cruze,206,Vectra pegaram no começo depois não pegaram mais, o conceito inexpressivo é altamente idiossincrático, o up! é uma opção moderna que ainda não foi assimilada pelo mercado. O Logan que no conceito é direcionado ao mesmo público, pegou. O que preocupa a VW é que o up! não pegou em lugar nenhum no mundo

  • Fernando

    Eu iria dizer isso no post sobre o KA+, mas com este do cross up! vejo que também faz sentido:

    Creio que praticamente todos elogios aos motores de pequena cilindrada de geração atual se devem às atualizações gerais que sofreram, e não à quantia de cilindros/partes móveis.

    Estas parecem servir para reduzir sim o custo, pois até no bloco há uma massa consideravelmente menor, e assim o valor colocado na balança fez com que se chegasse a tantas melhorias ao motor sem custar a mais para o consumidor.

    Mas gostaria de ver um 4 cilindros de mesmo projeto destes para ver se não se comportaria muito melhor, mais suave e ainda talvez melhor em desempenho e até consumo.

    • KzR

      As tecnologias empregadas tem seu peso, mas acho que a compactação favorece os três cilindros em consumo. Seria interessante ver um EA-211 R4 1,0L, mas não achei surpreendente o rendimento do EA-211 R4 1,6L empregado no Gol Rallye.

  • Celio_Jr

    O degradê realmente faz falta. Tive a oportunidade de trocar o pára-brisa do meu Gol, que trincou devido a uma pedra lançada por um reboque, e não hesitei em solicitar a peça já com a faixa. No mercado de reposição não há diferença de preço entre um pára-brisa com ou sem degradê, para o meu veículo.

  • Davi Reis

    Preço de tabela é uma coisa, na hora da venda, no momento do “vamos ver”, o preço cai bem. Um bom exemplo disso é o caso do up! do teste de 60.000 km da Quatro Rodas. Compraram um high up! completo, inclusive com Maps & More e pintura especial, por 37 mil reais.

    • Marcio Santos

      Aqui no RS nem em sonho, preço de tabela sempre.

  • Luciano Gonzalez

    O Bob já respondeu por mim….

  • Rafael Sumiya Tavares

    Um carro excelente, que era minha primeira escolha… Até eu topar com o custo-benefício do Nissan March 1.6 SV! O up! continua sendo do meu agrado mesmo sem a pedaleira perfeita, mas a VW precisa repensar a política de equipamentos e preços.

  • Antônio do Sul

    Como os produtos de hoje têm um ciclo de vida bem menor, a Volkswagen não pode esperar tanto tempo para corrigir a rota, o que não deve ser assim tão difícil: as vendas mensais são de mais ou menos 6.000 unidades, e o planejamento da fábrica previa vender 8.000 carros/mês. Agregando alguns itens de série, mas sem aumentar preços, ou mexendo nos pacotes de opcionais, eu acredito que eles já consigam atingir a meta.

    • CorsarioViajante

      Também acho… É até meio óbvio: devia ter a take up! peladona para frotistas ou gente muito dura, a move up! com ar, direção, trava e som de série, e a high up!, com tudo isso e algumas firulas a mais.

  • Fat Jack

    Luciano, certamente que “…é simplesmente impossível vendê-lo a preço de Palio Fire, Renault Clio e Gol G IV…”, mas um subcompacto, 1.0 atingir $47k também é discrepante, e se comparado ao “novo KA”, a equação entre oferecido/cobrado fica pior ainda…

    • Luciano Gonzalez

      Fat Jack, conheço bem o novo KA. Ele tem um design mais vistoso, mas a montagem de carroceria é bem sofrível, bem ruim mesmo. Ok, ok, ninguém vê isso, mas eu vejo Os materiais utilizados no seu interior e sua montagem também são inferiores (bem inferiores) aos do up! O design interior do KA é bem mais chamativo e bonito, mas eu enxergo os defeitos Para mim isso faz diferença, mas para minha sogra não, então dessa forma fomos ver o KA também. Pois bem, quem disse que você acha o KA SE 1.0 hatch para venda pelos prometidos R$ 35.000,00? Só se encontra a versão SE Plus que saí por R$ 39.000,00… E aí, será que o KA 1.0 vale a pena por esse valor?
      Coisas do mercado…
      Abraço!

      • Marcio Santos

        Estes desalinhamentos na carroceria (muito pequenos) não fazem um carro melhor ou pior, o interior do ka é muito bem montado e não tem desalinhamentos aparentes, a menos que tu vá olhar nos cantos com uma lupa.
        Sentado do banco do motorista tudo parece bem montado.
        Dito isso o ka é mais bonito por dentro e por fora, é mais silencioso, mais confortável e mais espaçoso, basicamente o comprador se sente melhor no interior do ka.
        Já no up o cara enxerga um painel simples demais, muita lata por todos os lados e forração de porta muito tosca, lembra a do falecido ka.
        Isso se chama percepção de valor, a sensação ao entrar em um up é de estar em um carro de nível inferior ao do ka.
        Sobre o preço, só na tua cidade não tem o modelo básico, aqui no RS tem.

  • guest

    Se o ÚNICO quesito a ser considerado é o “nível de equipamento”, com DH, AC e som, o Chery QQ tem isso a R$ 23.990… aí eu posso concordar que o up! seja caro.

  • Rogério Ferreira

    O up! é um excelente carro, talvez o melhor da categoria, pena que “estragaram” ele para atender a injustificável preferência brasileira, por carros cada vez mais levantados. Sem essa “de necessidade de transpor obstáculos, ou adequação para os pavimentos ruins”. Não sei que tipo de vias são essas, que muitos alegam que existem e que um carro de altura “normal” não seja capaz de transpor. Rodei com um 206 por várias estradas lunares, como a BR-418 no norte de Minas, e não tive qualquer problema relacionado à altura do carro. Ou seja, esta questão de carro levantado é muito mais uma “modinha” para atender consumidores (e principalmente consumidoras) que não entendem nada de carro e que sempre quiseram ter um SUV, e portanto, exigem que carros normais ganhem altura, para ter um pouco da sensação de dirigir lá em cima. Existem pessoas que deixam de comprar um carro, por considerá-lo baixo… E a VW enxergou isso. E quem disse que o consumidor sempre tem a razão? Saudade da época em que a engenharia ditava as regras e não o mercado. A VW poderia nos dar a graça, de fazer uma verão sport up!, com altura de rodagem do alemão, mas sem endurecer a suspensão e mantendo a relações de marchas como estão. Compra obrigatória para mim.

    • KzR

      Um up! de altura européia mais que bastava por aqui.
      E concordo. A VW entendeu a modinha de dirigir carro mais alto e de posição mais elevada. O Fox e o Polo ilustram bem isso.

  • CorsarioViajante

    O que anda atrapalhando muito o up! é a falta de uma versão acessível com direção, ar-condicionado e travas de série.
    De resto, um carro muito bom, mas que tem uma salada de versões e opcionais confusos que tornam cansativo entender o que se está comprando, sem contar que te torna um alvo fácil para vendedores com más intenções. Neste ponto, a Ford e Hyundai saem na frente, com pacotes bem distribuídos e claros de entender.

    • KzR

      Concordo que seria uma boa oferecer o up! somente com direção elétrica. Como mostrado aqui, não há ganho algum com a direção não assistida, mais lenta em resposta e provavelmente incômoda em uso urbano, onde se caracteriza o perfil do up! Além disso, a VW valoriza demais o ar-condicionado dela e são poucos os que não equipam.
      Concordo nos demais apontamentos.

  • Peter Losch

    Considero este o legítimo Fusca do século XXI, mas com este preço, fica impraticável. A Volkswagen mais uma vez supervaloriza seus automóveis, de uma forma pouco inteligente.

  • Junior Tada

    O problema do up! é o mesmo do Etios: preço. Pensaram que o carro venderia pelo emblema no capô e qualidades mecânicas. Mas não acho que seja culpa da VWB, tenho certeza que foi alguma imposição da matriz. Brasileiro ainda compra muito pelo “porte” do carro, olha o Onix aí. Celta e Classic sempre venderam bem, mas uma cara nova na mesma mecânica está fazendo muito sucesso ao Onix e Prisma junto com muitas promoções. O Taigun acho que venderia muito bem com um preço justo, mas abandonaram o barco, para sei lá, não roubar vendas de Cross Fox???
    E o preço não é um problema exclusivo do up! na VW, lembrem do Super Kombi por 85k. A VW para responder, ao invés de melhorar as versões e preços faz o quê? Lança Gol pé de boi para alavancar vendas. O HB20 e novo kA mostram que a VW está no caminho oposto.

  • Agenor Souza

    Prezados, tirando São Paulo e alguns outros pouquíssimos lugares do Brasil, não mais se consome álcool, pelo preço inviável. Peço então dar preferência ao combustível gasolina nos testes. Grato !

  • Luís Gustavo de Barros

    Acho o visual reto do up! uma bênção nesse mar de carros genéricos, cheios de vincos e faróis repuxados. Não é dos mais bonitos, mas tem personalidade própria.

  • a. shiga

    Não gostei desse amarelo Lifan não hehehe. Bob vai no torneio do Jan sábado? Vou aparecer lá de novo! Abs!

  • Leonardo Mendes

    Apreciei a versão mas talvez em outras cores ela fique melhor… esse amarelo-jardim de infância não fez minha cabeça.

    Notável o ganho visual com as rodas de liga leve.

  • pkorn

    Tive a mesma sensação de subida rápida de giros com um Suzuki Swift que dirigi nos anos 90… talvez a Ford e a VW fizeram engenharia reversa daquele simpático motor 3 cil para calibrar Up e KA.

  • thelucs

    Entendo o que você quer dizer, mas isso não foi o que eu falei. A “minha linguagem” não é uma via de duas mãos, onde você inverte o sentido do meu pensamento e diz que é “a mesma coisa”! Mas entendo o que você quer dizer e acho válido.
    abraço.

  • Dieki

    Mas o Fusca também era caríssimo…

    • Alexandre Fabian

      O Fusca sempre foi o mais barato do mercado. Li certa vez que a VW “não deixou” que o 147 custasse menos do que o Fusca….

  • CorsarioViajante

    Excelente e lúcido comentário.

  • Luciano Gonzalez

    Marcio dos Santos, no seu ponto de vista, são pequenos, no meu ponto de vista como especialista da área de carroceria, são gigantes… sem contar nos alinhamentos dos painéis de carroceria, linhas de caráter etc… então, cada um no seu quadrado.
    Uma armação bem feita requer desde ferramental de estampagem muito bem confeccionado e ajustado até robôs, dispositivos e demais meios para garantir uma estabilidade/repetibilidade do processo, e isso tem um custo.

  • Luciano Gonzalez

    Com relação à ter ou deixar de ter o carro, eu falei com o pessoal da Caoa João Dias, de uma cidadezinha bem pequena, São Paulo… essa foi a informação que me foi passada pela equipe de vendas… e vou mais longe: a informação completa é que o SE não está sendo encontrado no mercado pois a procura está muito alta… daí você vai para o SE Plus que saltava para quase 39.000 reais (agora com certeza está mais devido à alta do IPI)… pedi desconto e o time me disse que não tinha como me dar desconto em nenhuma versão 1.0 pois a Ford colocou estas versões com margem muito espremida de lucratividade (novamente, estratégia agressiva de mercado, apostando em um volume alto de vendas).. Já no Ka 1,5-L, a fábrica repassa um desconto de 1.500 reais para a negociação pois este esbarra em valor no preço do Fiesta de entrada….
    Enfim, fechamos com o up! e a sogra está feliz, então para nós, o assunto está encerrado.

  • Felipe Filho

    Up! ou New March 1.6???

  • Luis Felipe

    Olá, autoentusiastas.
    Será que esses motores tricilíndricos tem duração equivalente aos de 4 cilindros? A velocidade média dos pistões do up beira os 16m/s em rotação de potência máxima.

    • Bob Sharp

      Luis Felipe
      Não há motivos para os três-cilindros terem duração diferente da dos de quatro, nem para mais, nem para menos.