Posto  CONSUMO DE COMBUSTÍVEL, ASSUNTO COMPLICADO Posto

Uma questão das mais complicadas quando se fala de automóvel é consumo de combustível. Vejo muito nos comentários verdadeiras proezas em consumir pouco, enquanto outros reclamam de seu carro ser gastador. Digo complicado porque são tantas as variáveis que influenciam o gasto de combustível que fica literalmente impossível determiná-lo em ambiente e condições que não sejam num laboratório, carro “rodando” num dinamômetro de rolo sob condições absolutamente controladas, tais como correção de altitude (pressão atmosférica) e temperatura, além de ser utilizado combustível rigorosamente dentro das especificações.

Isso é de vital importância no caso do Brasil devido à gasolina conter álcool, sendo de 22% a porcentagem oficial e por isso adotada por todas as fabricantes. No álcool, ser o especificado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que é o álcool com 93º INPM, com 7% de água.

É por isso que no passado não tão distante as fábricas informavam consumo em velocidades constantes no plano, dessa maneira isolando a influência do pé direito do motorista. Mas mesmo assim poderia haver variações.

Por volta do início dos anos 1970 começou nos Estados Unidos, pela Agência de Proteção Ambiental (EPA, Environment Protection Agency) a medir o consumo por meio de ciclos de uso simulados, o mesmo passando a ser feito na Europa e no Japão algum tempo depois. Há o ciclo urbano e o ciclo rodoviário.

Hoje temos a norma FTP-75 (Federal Test Procedure), americana,que é a mesma adotada no Brasil com nome de NBR 7024, e a New European Driving Cycle (NEDC), além de outras como a japonesa e a australiana.

Essas simulações, como o próprio nome diz, procuram reproduzir o uso do veículo em condições normais, mas nem sempre correspondem ao consumo no mundo real. É por isso que é comum serem revisadas, como aconteceu nos EUA e no Brasil, em que é aplicado um fator de correção. Aqui foi considerada correção de 22% para o consumo na cidade e de 29%, para o rodoviário.

O assunto é mesmo complicado. A Hyundai acabou de ser multada nos Estados Unidos por informar números de consumo muito aquém do que se obtinha no uso normal.

Variáveis

E no nosso carro de todo dia, como fica? O elenco de variáveis capazes de influir no consumo é vasto:

– topografia da estrada, com todas as suas variações, sobe, desce;
– rugosidade da pavimentação (mais lisa, menor consumo);
– condições meteorológicas (vento e chuva);
– densidade do tráfego– pressão de enchimento e tipo de pneu (há os “verdes” agora); pressão abaixo do normal leva a maior consumo sempre;
– carga a bordo, mais peso, maior consumo;
– aerodinâmica, como racks de teto e até carro sujo;
– aerodinâmica, uma pintura encerada faz o carro consumir menos;
– aerodinâmica, dirigir com janelas abertas ou aplicar calhas de chuva;
– estado mecânico do veículo, até mesmo alinhamento de rodas;
– qualidade do combustível no tanque, como gasolina alcoolizada além da conta, idem álcool aguado além do limite;
– maneira de dirigir quanto ao uso do câmbio e de aplicação de potência;
– maneira de dirigir, não deixar a velocidade dissipar-se naturalmente, freando no último moment0;
– quilometragem do motor, se muito novo e muito rodado o consumo é maior;
– estado de espírito do motorista, quanto mais calmo estiver, menor o consumo; um motorista irado pode levar a consumo 40% maior.

Como se vê, são muitas as variáveis que influenciam no consumo. Então não é suficiente afirmar que “meu carro consome x” para enaltecer suas qualidades nisso, é preciso também uma auto-análise, de como se dirige.

Um mesmo carro poder apresentar consumos bem diferentes, dependendo de quem o dirija. Gastará menos quem usar o motor em rotação mais baixa com acelerador mais aberto, isso nos motores a gasolina. Nos a diesel, quanto mais leve o pé no acelerador, melhor.

É por isso que o Ae sempre clama por marcha “de economia” nos câmbios, que além de baixar o consumo torna a viagem mais prazerosa. Com última marcha mais longa, é preciso abrir mais o acelerador para manter a mesma potência. Simples.

BS

Foto: exame.abril.com.br

Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

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  • Tadeu Ganzella

    Em um mesmo carro no ciclo urbano faço uns 12 km/L já o outro usuário (carro compartilhado) faz 10 km/L …. Mas o cambio 4+E não tem para ninguém!! Faz milagres essa marcha longa!

  • Davi Reis

    Pois é, mas vai falar isso para certas pessoas. Outro dia topei com um cidadão em outro site que atestava com toda a propriedade que era impossível que qualquer carro (a combustão) desse mundo, de qualquer época, de qualquer nacionalidade ou combustível, conseguisse superar a marca de 18 km/l, mesmo em condições ideais como algumas que você citou, Bob. Qual era a prova de tal pessoa sobre esse fato? Ele nunca tinha feito e nem visto alguém fazendo a marca…

    • Felipe Felipe

      Pelo visto você topou com esse cidadão lá pelas bandas do NA…
      É a cara dos leitores de lá, por isso não leio mais.
      Mas se não for o NA deve ser algum outro com o mesmo tipo de público.

      • Davi Reis

        E o pior, é que não foi por lá, foi no Best Cars. Eu já desisti da maioria dos sites, principalmente Carplace e Autos Segredos, quase impossíveis de se comentar. No NA eu ainda dou as caras uma vez ou outra, mas cada vez menos. Só o Ae e o BCWS conseguem manter o alto nível, em relação aos editores e leitores. Não desmerecendo o trabalho de outras pessoas, mas acho que os mais entendidos e entusiastas encontram o que realmente procuram apenas nesses dois sites.

        • Roberto

          Neste ponto eu considero o carblog o pior, já que os comentários geralmente beiram ao fanatismo.

          • João Martini

            Não só os comentários.. rs

      • lightness RS

        Que eu saiba, eles não tem comentários já há algum tempo, mataram o câncer… hehe

    • lightness RS

      Deve ser pq ele anda pisando, ai desacredita total quando vê que o mesmo carro que ele tem, as outras pessoas fazem 12km/l e ele 8, então quando falam que fazem 18 com tal carro, não acredita nem a pau!

    • Rodolfo

      Ele nunca dirigiu todos os tipos de carro da face da terra para poder dizer isso… e outra isso mostra que ele ou não sabe dirigir economicamente ou não faz a manutenção periódica do carro.

      As velocidades mais econômicas estão entre 60 a 90 km/h, a fórmula da potência requerida por um veículo a velocidade é elevada ao quadrado, veja a seguir a fórmula:

      1.1 Fp = f * Q

      Onde:

      Fp = Força de Resistência devido ao Peso (N);

      Q = Peso do veículo + peso da carga (N);

      f = Fator de Rolagem.

      1.2 Fa = k * A * (v)2

      Fa = Força de Resistência Aerodinâmica (N);

      k = coeficiente de penetração;

      A = Área da seção transversal do veículo (m2);

      v = velocidade do veículo (m/s).

      1.3 P = Força * Velocidade

      1.3.1 Pp = Fp * v => Pp = f * Q * v (W)

      1.3.2 Pa = Fa * v => Pa = k * A * (v)3 (W)

      1.3.3 Pt = Pr + Pa (W)

      Onde:

      P = potência;

      Pr = potência devido ao peso;

      Pa = potência devido a resistência aerodinâmica.

      Pt = potência total.

  • Totiy Coutinho

    Bota complicação nisso quando o assunto é flex e quem tem viajado e alugado carros e descobre que os V-6 são mais econômicos que os nossos 4-cil 2,0!

    • BrunoL

      Leia o artigo com calma: não dá para comparar objetivamente pois, no exterior, o combustível, o asfalto, os pneus e o trânsito são diferentes.
      Isso sem falar no estado do estado de espírito do condutor, que nas férias é sensivelmente mais tranquilo!

      • Totiy Coutinho

        Concordo com tudo o que falou,mas as pessoas da sala de jantar…soma aos fatos que os motores flex são piorados no quesito consumo, esses VW TSI têm médias de consumo excelentes se comparados a geração anterior. Na minha opinião deveria haver motores a álcool e a gasolina separados ao nascer, como eram antes. . .

    • Ilbirs

      Nesse ponto acabou ficando destaque mesmo para alguns flex. Pelo que andei vendo, os modelos da Toyota são econômicos usando gasolina, tendo praticamente o consumo que teriam se fossem monocombustíveis. O up! é outro que sempre vejo pessoas relatando que conseguem 20 km/l estradeiros na gasolina sem fazer paranormalidades na condução para beber menos.
      Por ora, ouço falar mal dos flex da Honda (queria saber se os FlexOne pararam com a beberronice ou se foi só mesmo a subtração do tanquinho de partida), principalmente com etanol no tanque (coisa de o tanque de um Civic chegar vazio em viagem curta) e o resto fica bem naquela média que temos visto dos flex, que são naturalmente mais beberrões que equivalentes monocombustíveis e chegam a consumos dignos de V6.

      • R.

        Os Civics “Flex One” melhoram consideravelmente
        No meu 1,8 automático tenho feito 11,5 km/l (etanol) com ar e 4 pessoas viajando entre 110/120 km/h.
        Mas sempre dirigindo com calma e atenção quanto ao consumo.

  • CCN-1410

    É tudo uma questão de postura. Eu acredito que o estado de espírito conta muito.
    Eu já fui um motorista gastador, mas hoje sou extremamente econômico.

  • Christian Bernert

    É isso mesmo Bob. Eu costumo dizer que quem gasta combustível não é o carro, mas o motorista. Em meu trajeto rotineiro do dia-a-dia já registrei consumo variando de 8,9 km/l a 18,0 km/l. Isto para exatamente o mesmo percurso.
    Mas um dos melhores recursos que já surgiram para economizar combustível foi o Computador de Bordo. Como eu aprendi depois que passei a usar um carro com este recurso.
    Antes era muito difícil estabelecer uma relação entre hábitos de direção e consumo de combustível.
    Dentre as melhores práticas que foram decisivas para grandes reduções de consumo no meu caso eu destaco:
    1º – Efetuar trocas de marcha o mais cedo possível, de preferência não passar de 2.000 rpm;
    2º – Usar a energia cinética ao seu favor, deixando o carro perder velocidade naturalmente antes de chegar a um semáforo fechado ou ao aproximar-se de um veículo mais lento à sua frente. A dica neste caso é: O freio gasta combustível, pois é um dissipador da energia que foi anteriormente fornecida pelo combustível.
    3º – Evitar trafegar a menos de 50 km/h – Isto não é muito claro para a maioria dos motoristas, mas a velocidade mais econômica que existe é cerca de 70 a 80 km/h (varia de carro para carro).
    4º – Retomar velocidade nem tão lentamente e nem tão fortemente. Retomadas demasiado lentas também gastam mais porque o carro trafega mais tempo em velocidade muito baixa.

    • Chistian, concordo. Sou adepto destas suas opiniões. Apenas não diria limitar em 2.000 rpm. Eu vario conforme o carro. Mas isso de usar a energia cinética a seu favor acho certíssimo, otimizando a utilização dos freios e evitando todo tipo de desperdício. Eu defino essa postura sua em uma palavra: inteligente!

    • Marcos Alvarenga

      Como assim? Andando a 70-80 km/h se consome menos do que a 50 km/h com a mesma marcha?

      • lightness RS

        SE tiver em quinta, talvez gaste menos, mas com qualquer outra marcha estara gastando mais.

        o que ele quis dizer é , mais ou menos, evite andar abaixo da velocidade mínima que a quinta consegue levar o carro, aquela velocidade que já se pode engatar a 5 sem vibrações excessivas no motor, geralmente acima de 60 mas varia de carro pra carro.

      • Christian Bernert

        Isto mesmo Marcos Alvarenga.
        Aprendi isto através do computador de bordo. Mas se o seu carro for 1,0 com suas relações de marcha extremamente curtas, use a regra do 2.000 rpm em última marcha.

  • Rodolfo

    Eu mantenho a manutenção do meu carro em dia para ele ficar sempre econômico, por exemplo troco óleo no tempo certo, filtros de ar e as velas também… calibro o pneu todo sábado e sempre que o carro desalinha mando alinhar.

    E por fim, mas não menos importante, ponho gasolina de qualidade, pois gasolina barata é sinal de adulteração, e então o carro vai consumir mais combustível e estragar o óleo.

  • Mr. Car

    Sempre consegui boas marcas, até com carros considerados gastadores, como o Monza 2.0 EFi. Todas estas variáveis citadas contam, mas credito muito das médias que consigo, ao meu pé leve e modo de condução bem suave. Com o Logan (1.6 abastecido com gasolina) cheguei a fazer 17 km/l com uma velocidade cruzeiro entre 100/110 km/h, sem ar. Com ar, algo entre 15,5/16 km/l. Acho que está bom. Ou não?

    • Davi Reis

      Achei um bom número, condizente com a velocidade. Na última viagem que fiz, com um Voyage 1.6, ar ligado 100% do trajeto, sempre entre 100 e 110, pneus calibrados de acordo com a etiqueta, 3 pessoas e porta malas cheio (mas não abarrotado), consegui média de 12km/l, com álcool. Acho que se estivesse sozinho e com gasolina, os números seriam semelhantes aos seus.

      Ed.: Pensando bem, se estivesse sozinho, acho que ia gastar até mais, porque eita carrinho que gosta de andar rápido esse Voyage viu?! Já conheço muito bem o Gol (com pneus 195/50), mas fiquei impressionado como a traseira extra e os pneus 175/70 em nada atrapalham o comportamento do Voyage. Achei até melhor do que o Gol, os pneus mais altos e mais estreitos são uma tranquilidade a mais pra encarar buracos na cidade e chuvas na estrada.

      • R.

        Certamente, jovem David, o Voyage é um carro que surpreende, um dos melhores VW que já dirigi

  • a. shiga

    Não sei se com os carros atuais ainda é assim: tive um Civic 95 VTEC e instalei uma sonda wideband (pois carro foi turbinado por um tempo). O que eu via é que, em cruzeiro, o módulo mantinha a mistura estequiométrica só nas seguintes condições: posição da borboleta com alguma coisa menor que 100% e rotação acima de 1.000 rpm e uns quebrados. Já nas outras duas condições (rpm muito baixa e/ou borboleta perto de WOT), o módulo pegava a quantidade fixa do mapa, que normalmente enriquecia a mistura para a casa dos 12-10:1. Isso continua válido nos carros atuais ou o cálculo da mistura já é dinâmico, enriquecendo quando se quer desempenho?

    • Rogério Ferreira

      A mistura não é enriquecida de maneira linear à potência… Na verdade, quando há uma solicitação maior, o mapa é sempre de mistura rica. até atingir a potência desejada. De fato, mistura estequiometrica, só em marcha lenta, ou em rotações constante, como nas situações de cruzeiro.

  • joao vicente da costa

    Minha esposa que o diga, quando ela pega meu carro – que comigo faz 10,5l a 11 km/l – o consumo fica lá pelos 8 km/l… barbaridade!!!

  • Marcos Alvarenga

    O uso do método carga na condução pode ser antinatural e cansativo, mas contribui para economia de conbustivel. O que eu faço e proponho é aproveitar alguns elementos na condução diária, como antecipando uma redução de marcha para ganhar velocidade, usar aceleração máxima em rotações mais baixas. Reduz muito as perdas por bombeamento.

    Apesar de ser altamente controverso, eu uso a mal afamada banguela em diversas situações, sempre colocando marcha antecipadamente a uma frenagem.

    • RR

      Mas esse método de carga dá muito trabalho e requer grande atenção ao se dirigir ..
      A banguela é complicada em grande velocidade ou aclives muito acentuados… os freios vão para o vinagre!
      Estou atualmente com um carro automático e não quero mais outra vida!
      Adeus embreagem ..

    • mecânico anônimo

      Controvérsia só para os que leem e seguem ao pé da letra o que escrevem as revistas e sites do meio automobilístico. Não há controvérsia alguma à luz da física. Descer engrenado não consome combustível algum mas impõe freio-motor, que pode ou não ser desejável. Descer desengrenado consome para manter o motor na marcha-lenta, mas não há freio motor. Portanto, qual método será mais eficiente depende de fatores como declividade e tipo de veículo. Na prática, acho melhor manter sempre engrenado. É mais cômodo, seguro e desgasta menos o atuador da embreagem.

    • Victor_maravs

      Dependendo da situação, a banguela pode ajudar a perder menos velocidade do que usando o cut-off engrenado, e economizando na hora de restaurar a velocidade.

      Agora uma dúvida que eu tenho sempre que estou dirigindo… O método de carga (confirmado pelos mapas de BSFC) ajuda a economizar, OK. Porém, ao sentar o pé no assoalho, a central joga a mistura lá em cima, antecipando uma situação de potência. Pelo menos no Fiesta é assim, o lambda fica em .9 com 100% de borboleta, e oscilando quando abaixo de 80%, indicando uma mistura mais pobre. Isso não leva a um consumo ligeiramente maior, e pela mistura ser rica, a mais carbonização?

  • Daniel S. de Araujo

    É bem isso que está no texto do Bob! São varáveis que fazem toda a diferença em termos de um carro consumir mais ou menos. Um motorista constante na estrada gastará menos combustivel do que aquele que acelera de qualquer jeito, freia de qualquer jeito, enfim, dirige de qualquer jeito.

    Uma coisa, contudo, que saliento e influencia no consumo (no caso do diesel) é a questão do amaciamento. Muitos falam que isso é coisa “do tempo antigo” mas os proprios manuais de veiculos a diesel (modernos) recomendam os proprietários a não usarem marchas e rotações constantes em longos periodos nem trabalhar com o motor sem carga ou com 100% da carga. Um diesel mal amaciado é um desastre duplo em terrmos de consumo: Bebe mais diesel e óleo lubrificante.

  • Nando

    Interessante a questão da rugosidade do piso… De uns tempos para cá, acho que as concessionárias de estradas tem recapeado as pistas com excesso de rugosidade, chegando a causar desconforto sonoro. Vide alguns trechos da Castello Branco, em SP. Por que será? Deve haver alguma razão técnica para isso.

    • Ilbirs

      Pelo que sei, asfalto muito liso fica mais perigoso na chuva. Mais rugoso acaba sendo mais seguro em todas as situações e aqui fica o lance de alguns carros terem ruído de arrasto de pneu mais alto que o de outros, ainda que isso não costume ser falado pelo fabricante (o único que lembro de avisar claramente que a partir de uma certa velocidade o ruído de pneu se torna predominante sobre o do motor é a GM).

  • Lorenzo Frigerio

    Os americanos são os reis do overdrive. Já nos anos 80, as Corvette com câmbio manual de 6 marchas tinham “duplo overdrive” com 0,78:1 na quinta e 0,50:1 na sexta, e potência suficiente para arrancar nas outras quatro. Tanto, que é difícil um carro que não seja GM ou Ford, no Brasil, ter a última marcha longa. Fiat e francesas sofrem cronicamente do “mal do câmbio curto”. É cultural.

    • Davi Reis

      Sorte a nossa que o mal do câmbio curto anda passando. Nunca vou esquecer o absurdo que era o Pointer GTi 1994 e o Polo 1.6/2.0 em 2002, que tinham relações estupidamente curtas. O primeiro chegava a cortar em quinta marcha antes da máxima, e o segundo com motor 1.6 girava a mais de 4000rpm (acho que 4300, mas não tenho certeza) a 120 por hora! O mesmo Polo 1.6 que hoje vai a cerca de 3300 na mesma velocidade… Não sei como conseguiram errar tão feio em um carro que tinha sido testado tão exaustivamente e aguardado na época.

      • Rogério Ferreira

        Pode colocar o Kadett GS/GSi na lista…

      • CARPANO

        Meu carro de dia a dia é um Pointer não GTI, e ainda assim as relações são curtissimas.. totalmente desnecessário.

        • Davi Reis

          Imagino, o carro era para sair no final de 1993 e adiaram até meados de 1994 (com o câmbio “corrigido”) e ainda assim ficou mais curto que o ideal. Imagine se tivesse saído com a configuração original.

      • João Martini

        Já o escalonamento dos VHT ficou muito bem acertado, sem buracos e sem ser curto. Melhor que ele só o manual 6-marchas bem longo junto com o motor torcudo no Golf. Aquilo é uma delícia!

        • Davi Reis

          Os do VHT 1.6 ficaram ótimos, nada a reclamar deles (mas seria bem vindo o escalonamento do antigo Fox Bluemotion 1.6). Os 1.0 ficaram um pouco curtos, eu teria deixado a 5ª um pouco mais longa, pra baixar os 4200rpm a 120km/h pra algo em torno de 3900. Mas nesse caso, só pra gastar menos combustível, pois esse motor ficou muito liso e muito silencioso. Já precisei alugar um Gol 1.0 2014 pra uma viagem curta de emergência e com o pé embaixo, o motor não incomodou hora nenhuma.

  • Rafael Malheiros Ribeiro

    Aluguei um enorme Dodge Durango, com massa de 2t, por 15 dias na Califórnia. O bicho tem um V-6 de cerca de 280 cv e câmbio de 8 marchas. Fiz a média de 11 km/l com 4 pessoas + bagagem, trafegando em todo tipo de rodovia, inclusive serras. Fiquei maravilhado com o resultado, e de como ele se portou.

    Não é um carro para minha realidade aqui, é, mas até que lá faz algum sentido, dependendo do perfil e necessidades do proprietário.

  • Eduardo Mrack

    ” – aerodinâmica, uma pintura encerada faz o carro consumir menos; ”

    Aí os curiosos me perguntavam o por quê de eu polir e encerar os vidros do carro regularmente ( principalmente o pára-brisa), além da pintura como um todo é claro. Eu respondia, ora, além de ficar bonito, gasta menos combustível e anda mais ! Os curiosos soltavam gargalhadas e me chamavam de maníaco e coisas do tipo… eu apenas seguia o meu serviço com as minhas sólidas convicções 🙂

    • R.

      Você esta certo sim, meu caro.
      Esses seus amigos que riram de você não entendem nada de carros…
      Espero que eles tenham a oportunidade de ler esse texto.
      Você é dos meus e eu também sou meio maluco em deixar meu carro sempre limpo e encerado
      Aliás, você já notou o capricho no polimento e limpeza dos carros de F-1?

    • Daniel S. de Araujo

      Ja repararam que onibus de empresas de transporte rodoviário vivem limpinhos?

      • Bob Sharp

        Daniel,
        Isso mesmo! Aliás, foi quando comecei a correr de Opala em 1973 que passei a encerar o carro, ninguém fazia isso. E sabe de onde tirei a idéia? De uma daquelas revistas de aviação, uma matéria sobre aviões encerados ganharem de 3 a 5 mph de velocidade com o mesmo setting de motor!

        • Bruno Moreno

          Tenho um livro que conta a história do caça inglês Spitfire, no final do livro tem os dados de desempenho. Lá também informa vários melhoramentos aerodinâmicos que somados fizeram o avião ganhar 40 mph, sendo que o mais significativo foi o polimento da pintura e posteriormente o seu enceramento, ganhou 9 mph.

        • Daniel S. de Araujo

          Legal Bob! A aviação ensina coisa pra caramba para os AutoEntusiastas!!!

          Muita coisa que eu sei de automovel a gente acaba traçãndo um paralelo com a aviação (motores, aerodinamica, octanagem, etc.

    • Bruno Moreno

      Cera nos vidros não deixa embaçado não?

      • Eduardo Mrack

        De modo algum, o embaçamento ocorre geralmente na parte interna dos vidros. Existem produtos específicos anti-embaçantes.

    • Roberto Neves

      Confesso, compungido e envergonhado, que sou desleixado com lavagem dos meus carros. Preciso corrigir isso.

  • Roberto

    A dica nº 2 é também válida para evitar assaltos em semáforos durante a noite e madrugada, principalmente quando se está em um via onde os semáforos são sincronizados. Quando eu vejo de longe que o sinal já está no amarelo (ou quando eu passo por um que já estava fechando), eu deixo o carro perder naturalmente a velocidade. Fazendo isto, dificilmente precisei ficar parado em cruzamentos (principalmente a noite e madrugada) esperando o sinal abrir.

  • Perneta

    O teste padrão é feito com o carro estático ou em movimento? Ele considera a aerodinâmica do veículo?

    • Bob Sharp

      Perneta
      O carro fica estático, mas rodas motrizes “andam” sobre rolos. Sim, a aerodinâmica é considerada, mas ela é estabelecida por cálculo da dissipação de velocidade e então aplicada uma carga equivalente no dinamômetro de rolo, de modo que o carro tenha de “fazer força” para vencê-la.

  • Fernando

    É justamente o caso de não adiantar comparar consumos com outras pessoas, por isso mesmo que às vezes entro nesse papo para justamente cortar com exemplos meus mesmos, de situações que o mesmo carro meu teve números tão distintos.

    Para a mesma pessoa e em um uso rotineiro sim pode até estabelecer uma comparação com dois carros diferentes em um período de tempo maior(por exemplo alguém que use para uma rotina e trocou um carro por outro), aí pelo menos nesse caso da pessoa consegue uma maior precisão. E mesmo assim o uso em cidade pode ser muito diferente do em estrada.

    Pessoalmente não me agradam os câmbios de relação muito estreita, a não ser que o carro precise. Aprecio bastante os que tem as marchas espaçadas e com a última longa, e com um motor bem elástico não deixa a desejar nunca, ótimo para desempenho, conforto e consumo, simples solução neste mundo correndo atrás da economia.

  • Bruno Moreno

    Acho que andar na casca do acelerador entre 70~80 km/h tambem conta para se economizar combustível.

    Um exemplo prático: Na minha Brasilia pra testar a autonomia peguei a mangueira que leva combustível do tanque para os carburadores (o tubo de metal original de fabrica foi desativado) cortei ela na altura do banco do carona, isolei com um alicate de pressão o pedaço dela que vinha do tanque e e o outro pedaço mergulhei numa garrafa pet de 2 litros (já tenho experiência com esse tipo de teste), foi eu dirigindo e meu irmão segurando a garrafa até ela secar. Percorri 18 km o que equivale a 9 km/l (18 km dividido por 2 litros). Percurso misto, sendo 20% urbano e 80% estrada sendo que na estrada a média foi 70 km/h reais medidos no GPS com picos de 90 km/h mas sem pisar, pegando descida e mantendo o pé sempre na mesma posição.

    Brasilia 1600 com comando de 284º (w110), cabeçote trabalhado, escape dimensionado 4×2, taxa de 12:1 ponto incial de 22º.

    Rodando no alcool e com carburação DRLA 40 similar as IDFs com 4 bocas de 40mm e venturis de 30mm. Lenta de 70 e principal de 200.

    Cambio de fusca 1300 (35×8) e na epoca estava usando pneu pequeno 185/60-14.

    REPITO 9 KM/L NO ALCOOL! Não é carro injetado e a carburação é grande, andando na casca e deixando o carro desenvolver, circuito misto e sem usar método carga.

    • Rodolfo

      Com o meu Gol 1,8 1990 a gasolina fiz 15,2 km/l na estrada andando no máximo de 80 km/h, e andando na banguela, 16,2 km/litro. O meu câmbio é o 4+E.

  • Fat Jack

    Alguns parâmetros principais eu acredito que alguém que queira avaliar o consumo do seu carro deve levar em conta, como calibragem dos pneus, carga do carro e no caso de uma viagem considerar o consumo médio de ida e volta (anulando assim as diferenças topográficas), e a velocidade de “cruzeiro” sempre que possível devendo serem próximas nos 2 trajetos, e mesmo que o carro disponha do computador de bordo, fazer uma conta rápida tanque/tanque como fator de “conferência” dos valores apontados no computador (claro, tanque/tanque é um sistema impreciso, por isso mesmo o uso somente como conferência).
    É o que eu sempre tento fazer, principalmente no circuito rodoviário, mantendo a velocidade máxima da via apontada pelo GPS, e tomando 2 cuidados, efetuar acelerações sem ímpetos esportivos, trocando as marchas na casa dos 2,7/3k rpm em saídas de pedágios ou acesso a outras vias e desacelerando (tirando ou aliviando o pé) o carro antecipadamente caso perceba diminuição do fluxo a frente, aproveitando o “embalo” nas retomadas.
    Curiosamente no caso do meu carro ,- Logan 1.6 Flex 2012 – segundo as informações técnicas que “colhi” até hoje na Net, espera-se um melhor consumo utilizando a gasolina como combustível (devido a baixa taxa de compressão de 9,5:1), mas na prática não é o que ocorre, ficando a diferença na casa de 1km/l, pouco para a diferença de valor dos combustíveis em SP, a diferença é sim sentida no funcionamento mais suave do motor, mantendo-se mais silencioso e menos áspero…

  • Então, se ele nunca viu Paris, a cidade não existe…

  • lightness RS

    Talvez seja o asfalto novo, ele fica muito áspero, após algum tempo se forma uma camada de borracha e fica bem melhor.

  • lightness RS

    E eu lamento do meu não ser 4+E, tá mais pra 4 – E, a quinta muda pouquíssima coisa da quarta, chega a dar uma agonia. Maldito povo br que gosta de ultrapassar sem reduzir marcha, e maldita montadora vai nessa ainda…

  • Sandro Carlos

    Caro Bob, matéria gostosa de ler e fácil de entender. Com relação à porcentagem na gasolina, o certo não seria 25%? Uma forma de dirigir que vc comentou foi:”Gastará menos quem usar o motor em rotação mais baixa com acelerador mais aberto”. Esse sistema é chamado regime ou método(não sei ao certo) carga, certo?Sempre faço uso dele e realmente dá resultado.

  • Caio Azevedo

    O up! suporta até 45 km/h em quinta quando vazio, inclusive em pequenos aclives. Se estiver cheio de gente, ainda consegue isso no plano. Mas dá para ver claramente que os duendes eletrônicos trabalham no capricho para não deixar a peteca cair.

  • Caio Azevedo

    Já fiz uma média rodoviária (trecho de uns 700 km) de 18,4 km/l num Gol G4 2007 1,0 EA111 pé-de-boi.

  • Bob Sharp

    Sandro Carlos
    O porcentual de álcool na gasolina foi estabelecido pela ANP em 22% +/– 2%, mas lei federal posterior (tem mais força que uma Portaria) elevou-o para 25%, podendo descer a 20%. A indústria simplesmente adotou o padrão de 22% para todo o desenvolvimento e calibração dos motores no tocante a emissões, pois não é possível ficar ao bel-prazer da variação de porcentual. O governo sabe que todos os dados de emissões fornecidos pela indústria se baseiam em gasolina com 22% de álcool. E, sim, método carga, perfeito.

    • Sandro Carlos

      Resposta clara, explicativa e objetiva. Obrigado, Bob. Sim, método carga sempre.

    • Henrique

      Caro Bob,
      Esse mês faz um ano que comecei a utilizar o método carga no meu injetado (Focus) elevando o rendimento urbano de 8.5 para 10.0 km/l. Já fiz até miraculosos 16.7 km/l urbanos (Palio). Mas agora que estou restaurando um carro carburado (Corcel II) fiquei na dúvida se vale a mesma regra. Por enquanto estou tocando até o pico de torque, obtendo 9.7 km/l. Não consigo testar pois estou mexendo bastante nele e fica difícil atribuir cada variação a cada atitude. O que você acha?

  • Daniel S. de Araujo

    Concordo, Mr. Car!!! Costumo comparar consumos dirigindo carros diferentes na mesma estrada e dai que nasce a minha indignação com o consumo de alguns modelos de carro.

  • Bob Sharp

    Lorenzo
    Os ingleses também, por meio do overdrive Laycock de Normanville aplicado em tudo que era carro lá. Esses overdrives, bem como os americanos, eram associados a roda-liivre.

  • Thales Sobral

    Não há mais controvérsia atualmente: Os carros injetados tem o “cutoff” da injeção, em que o motor efetivamente não recebe nenhum combustível quando você tira o pé do acelerador com o carro em movimento (e engrenado, claro).

    • Rogério Ferreira

      Me explica então para que serve o sistema de “roda livre” do Golf 7.

      • Piantino

        A roda-livre coloca o carro na “banguela” e segue com o cut-off, ou seja, é o melhor dos mundos, não há freio motor e segue sem consumir nada de combustível…

        • Rogério Ferreira

          Como assim? Motor desacoplado + com cut off = motor apagado! Não! O motor do Golf segue funcionando com a roda-livre em marcha-lenta… equivale a pisar na embreagem, ao iniciar uma descida.. E uma pura e simplesmente uma banguela automática… E consegue alguma economia, que só não é maior, pois a 7ª. marcha é bastante longa, e em velocidades normais, o freio motor é baixo.

          • João Martini

            Na verdade o DSG faz o uso do cut-off também. Se você estiver em uma descida usando a roda-livre e acionar o freio, o câmbio acopla a embreagem para fazer uso de freio-motor. O roda-livre é para aproveitar o movimento do carro desde que não precise do freio-motor.
            Já li que a VW anda planejando uma roda-livre+start/stop. Ao entrar no roda-livre o motor desliga. Mas isso ainda não é realidade.

  • Bruno Moreno

    Já escutei um relato de um camarada que conseguiu fazer 13 km/l numa parati 1.6 a alcool.

  • CorsarioViajante

    Ótimo post, vou salvar, toda vez que começarem aquelas discussões sobre consumo (sempre com um super-herói falando que seu opala carburado faz 18km/l) vou usar.

  • Rodrigo

    Essa questão de consumo é bem complicada mesmo. Tenho um Fiesta 1.6 Flex 2005, sempre achei ele gastão por fazer 8 km/l na cidade com gasolina, mas fiz uma viagem longa com várias subidas e descidas e ele fez 16 km/l com ar ligado, andando a 110/120 km/h. O cambio deve ser 4+E e esse E funciona mesmo, rs.

  • Gustavo França

    Eu uso bastante o carro da patroa (um Polo e-Motion 1,6 2011) e normalmente consigo médias de 2 a 3 km/l a menos que as dela. E isso andando mais rápido na cidade (uso a função manual do cambio). Ela sempre fica estarrecida e já expliquei várias vezes como usar o câmbio e a potência, mas ainda não consegui que ela melhorasse seu desempenho econômico. No meu carro, um Impreza GL.18 1995 automático, até consigo boas médias. Ah, e como esse carro não tem o computador de bordo uso o aplicativo

  • Malaman
  • João Carlos

    Passei a saber quanto meu carro consome depois do computador de bordo. Antes só uma mera noção pra saber se nada estava errado.

  • Eduardo Mrack

    Lembro de matérias sobre o câmbio Polo, e segundo o que eu li na época, o câmbio foi escalonado bem curto porque brasileiro não reduz marcha e infelizmente é o que eu vejo no dia-a-dia.

    • Davi Reis

      Lembro inclusive de uma crítica feita no Best Cars, se não me engano, que a engenharia da marca justificou o câmbio curto pois o brasileiro gostava de passar em lombadas de 3ª marcha. Porém, a avaliação ressaltava que o câmbio tinha ficado tão curto que era possível passar por elas de 4ª marcha! Isso é insanidade completa pra mim!

  • Rogério Ferreira

    Prezado Bob, assunto bem complicado e polêmico. Há variáveis e mais variáveis. E eu tenho uma verdadeira obsessão em apurar o consumo de todo veículo que passa na minha mão. Permita-me fazer um breve lista das melhores médias obtidas em todos carros que já tive ou já testei, no mesmo percurso, (Rodovia BR-050 entre Brasília DF e Catalão GO – 90% rodoviário 10% urbano) dirigido em ritmo normal de viagem. altitude do local variando entre 800 e 1200 m, topografia 50% plana, e pista simples onde é necessário fazer ultrapassagens. Sempre no método completa, roda, completa. Desde os mais velhinhos, carburados, até o atual. É bom que os Autoentusiastas trocam uma ideia, para saber se conseguem o mesmo em carros semelhantes… Vamos la:

    Chevette SL 1.6 1985 – 10Km/l alcool
    Escort L Mk4 1987 – 9 Km/l alcool
    Fiat Uno CS 1.3 1985 – 12,1 Km/l de alcool
    Fiat Prêmio S 1.3 1987 (mesma média do Uno 1.3)
    Fiat Uno S 1.5 ie 1993 – 14,5 Km/l gasolina.
    Fiat Prêmio CSL 1.6 Sevel 1988 – 9,5 Km/l de alcool (não sei como conseguiam 11 Km/l na Elba da 4 rodas!)
    Mille EP 1995 2 portas – 15,5 Km/l
    Mille EP 1996 4 portas 14,5 Km/l (nunca consegui entender a diferença de consumo entre os dois Milles!, sei que os câmbios são diferentes)
    Escort Hobby MK4 1.6 1993 – 10,5 Km/l de alcool. (Mais econômico que o L 1987, porem, andavam menos.. vai entender!)
    Escort GLi MK5 1994 – 12,5 Km/l de ALCOOL! Consumo excelente – motor AP 1.8 com injeção mono.
    Logus GLi 1.8 a alcool 9,6 Km/l. Olha o erro da VW em encurtar o câmbio do Logus (o Escort permaneceu com cambio longo)
    Logus CLi 1.8 a gasolina 14 Km/l (poderia ser melhor, se não fosse o câmbio curto)
    Corsa EFI 1995 (15,7 Km/l)
    Corsa MPFI 1997 (15,9 Km/l) – empate com o EFI, apesar da injeção multiponto, e taxa maior.. A questão é que o câmbio foi encurtado.
    Celta VHC 2003 a gasolina (15,8 Km/l)
    Celta VHC 2006 flex. (16 Km/l gasolina/ 11,8 Km/l alcool) – será que Flex realmente gasta mais? No caso do Celta, não!
    Siena 1.0 16v 2002 gas (16,2 Km/l) – esse Siena tem um câmbio mais longo, não chegava a 4000 rpm a 120 Km/h
    Siena 1.0 Flex 2007 gasolina 14 Km/l, alcool 9,5 Km/l… Culpa do sistema Flex? que nada! Cambio demasiadamente encurtado em relação ao 2002…
    Gol G3 2000 AP 1.6 (sem ar) gasolina 14,6 Km/l (confesso que não me impressionou, esperava mais)
    Palio Essence 1.6 2013 (meu carro atual) consumo bom…15,7 Km/l de gasolina ou 11,0 Km/l da alcool.
    Palio HLX 1.8 – carro da empresa (motor GM F1) 14 Km/l gasolina ou 10 Km/l de alcool (Consumo urbano, horroroso, na ordem de 7 Km/l de gasolina)
    Renault Logan 1.0 2014 – 15,5 Km/l de gasolina (alcool, não testado)

    E o campeão é…

    Peugeot 206 1.4 FLEX ano 2006 (incríveis 17,3 Km/l de gasolina ou 12,5 Km/l de alcool) Foi meu carro por 4 anos, chegou a 140.000 Km, e de quebra nunca me deixou na mão!

    • Daniel S. de Araujo

      Rogério, vai minha listinha – Geralmente Castello Branco entre Garça – Marilia e Marechal Rondon rodando em 110 km/h na media

      -> Marajó SL 1986 a álcool – Por volta de 9 km/L
      -> VW Gol CHT 1,6L 1992 a álcool – 10,9 km/L
      -> VW Golf GLX 2L 1997 – 12,5 km/L
      -> VW Saveiro CLi AP1600 1997 (gasolina e injeção) : 14,5 km/L
      -> VW Saveiro Supersurf flex 1,6L 2003 – 12,3 km/L gasolina, 9 km/L álcool.
      -> GM Vectra GLS 2L 1994 gasolina – 13,5 km/L
      -> GM Vectra GLS 2,2L 1999 gasolina – 11 km/L
      -> GM Vectra CD 2,2L 16V 2003 gasolina A/T – 1 km/L se muito bem dirigido. Mas consumia facilmente em torno de 10 km/L neste mesmo trajeto
      -> Hyundai i30 2010 2L gasolina – 12 km/L
      -> Peugeot 207 1,4L 2011 -> 17,8 km/L gasolina e 11 km/L álcool
      -> Ford Ranger XLT 4×4 3L diesel 2007-> 14,2 km/L (com diesel S10 comum – incrível para um carro de 2 toneladas)
      -> Ford F-1000 XLT 1998 diesel motor MWM 4.10T 4,3L – 8 km/L

    • Davi Reis

      Gostei da lista Rogério, já encarei alguns carros semelhantes mas acho que o Palio 1.8 é que vale comentar. Já consegui 16 km/l de consumo médio na estrada com ele, mas foi só chegar na cidade e encarar 30 minutos de trânsito não intenso que a média foi caindo, caindo, caindo… Até que chegou nos 11km/l, e isso sempre com ar ligado. Na época busquei o carro para um amigo no interior do estado, hoje ele só roda no álcool e nunca consegue passar dos 7,5 km/l, com trânsito leve, sem ar ligado e sempre trocando de marcha em regimes baixos. Eita carro que gasta na cidade esse Palio 1.8 viu?

  • Bob Sharp

    Henrique
    Sim, a regra é a mesma independentemente de como a mistura ar-combustível é formada. Você não precisa chegar ao pico de torque, vá até à rotação na qual ao passar a marcha seguinte motor aceite-a bem, sem protestar com vibrações ou apresentar jeito de estar sendo forçado.

  • Antonio Ancesa do Amaral

    Bob, tempos atrás li nos comentários sobre uma possível fórmula para maior rendimento do combustível, onde pela taxa de compressão do motor teria uma porcentagem de álcool a ser acrescentado a “gasolina”. Recordo que uma pessoa escreveu que você forneceu para ele a porcentagem de álcool a ser misturado na “gasolina”. Esta matéria quando virá? Ou já fui publicada.

  • Antonio Ancesa do Amaral

    off topic
    Bob, troquei os pneus 185 por 165 no up!, na rodovia dirigindo em linha reta, aliviou muito pouco o “peso” da direção, a diferença significativa foi percebida no trajeto urbano, a arrancada foi da água para o vinho. Será que tem como deixar a direção MENOS progressiva no up!, a Nissan Livina, usando pneus 185 era prazerosa de dirigir.

  • Rafael Ramalho

    Artigo perfeito. Não fossem os problemas de combustível adulterado, tenho certeza que teríamos consumos melhores. Um ponto curioso que tenho, é as médias de consumo andando rápido e no limite do carro, os 1.0 apresentam um consumo pior ou igual carros mais potentes. Exemplos:

    Palio Fire Economy
    Gasolina: 8 km/l
    Álcool: 6,5 km/l

    Logan 1.0 16v (Geração antiga)
    Gasolina: 9 km/l
    Álcool: 8 km/l

    Logan 1.0 16v (Nova Geração)
    Gasolina: 10,5 km/l
    Álcool: 9 km/l

    Idea 1.4 (Geração antiga)
    Gasolina: 8 km/l
    Álcool: 4,5 km/l

    Mégane Grand Tour 1.6 16v
    Gasolina: 9,5 km/l
    Álcool: 8,5 km /l

    Ford Fiesta Rocan 1.6 8v
    Gasolina: 9,5 km/l
    Álcool: 8 km/l

    Cruze 1.8 LT Automático
    Gasolina: 9 km/l
    Álcool: 8 km/l

    Tudo na estrada, AC ligado, sem passageiros, carga somente material de trabalho e pequena mala de viagem. (coisa de 30kgs)

  • Rodolfo

    As velocidades mais econômicas estão entre 60 a 90 km/h, umas das componentes da fórmula da potência requerida por um veículo é a potência devido a resistência aerodinâmica, onde a velocidade é elevada ao cubo, veja a seguir a fórmula:

    Pa = k * A * (v)3 (W)

    Onde:

    Pa = potência devido a resistência aerodinâmica;

    k = coeficiente de penetração;

    A = Área da seção transversal do veículo (m2);

    v = velocidade do veículo (m/s).

  • a. shiga

    Entendi Rogério, me tira mais essa dúvida, por favor: quando a ECU quer enriquecer, ela usa valores fixos de duty cycle do bico ou baseia na leitura da sonda (assumindo que seja wide como nos carros flex)?

  • Piantino

    Método carga é muito simples, ande sempre com a marcha mais alta possível para a situação.

  • Fernando

    E estes dejetos conhecidos como lombadas?

    Quando vemos algumas fichas em outros países e consumos melhores do que aqui logo atribuímos à alcoolina, mas é verdade também que temos diversas falhas nas vias que proporcionam um maior consumo: lombadas, valetas imensas e mal projetadas, trânsito acima do que seria natural também por falhas de quem dele cuida, além da topografia.

  • marcus lahoz

    Ótimo texto. Outro dia estava explicando à esposa como economizar o máximo; ela está no seu primeiro carro automático e assim esta gastando bem.

    Expliquei a ela que o ideal é sempre marcha alta (3ª. ou 4ª. no caso) e giro baixo, importa mais o giro baixo do que o pé no acelerador; ela já melhorou o consumo em 10%.

    Não sabia da questão do asfalto, bom saber.

  • Bob Sharp

    João Martini
    A roda-livre com parada do motor já está pronta para algum fabricante comprar da Bosch. Dirigi um Passat da engenharia do fornecedor com o sistema, em 2012. Abaixo de 120 km/h, ao levantar o pé do acelerador entra a roda-livre e o motor desliga. Volta a funcionar se: 1) acelerar; 2) frear; 3) se o vácuo do freio baixar de determinado valor. Como a assistência de direção é elétrica, continua a haver a assistência normalmente.

    • João Martini

      Obrigado pela correção, Bob!

    • Fernando

      Bob, há alguma relação para acoplar novamente de acordo com o ganho de velocidade? Pois com um carro automático em que pude testar um pouco a reação(cutoff ou subir marcha em determinada condição) ao pegar uma leve descida ele às vezes mantém a mesma marcha e somente faz o corte, e às vezes sobe de marcha e ao invés de manter a velocidade, passa é claro a ganhar.

      Penso que a central eletrônica deveria levar em conta a aceleração para tomar essa decisão(não sei se já não leva) mas se tivesse um inclinômetro seria melhor ainda para prever isso.

  • Bob Sharp

    Fernando
    A roda-livre só funciona em piso de até 2% de declividade. A descida da Imigrantes, por exemplo, é de 6%. Aumentou a declividade, engata automaticamente. Nunca experimentei verificar se a velocidade aumenta indefinidamente ou se engata a partir de certo ponto.

    • Fernando

      Muito obrigado Bob, tirou uma dúvida que não havia encontrado a resposta em outro local.

      É importante para ver como hoje é em detalhes assim que a precisão é grande e se adapta às condições, no trânsito plano certamente a roda-livre é mais eficiente para esse propósito.

  • Rogério Ferreira

    Muito bom, essa lista. e falando em F1000, ah, eu esqueci de colocar caminhonete na lista, que vacilo! Uso ela quase todo dia, que é carro da frota do serviço, assim como o Palio. E a Mitsubishi L200 GL 4×4 ano 2007. Consumo de 9 Km/l de Diesel na estrada… Acho muito alto, gasta mais diesel que uma S-10 ou Ranger gasta de gasolina. e o desempenho não é bom… (no off road, entretanto, é invencível) Mas penso que o apetite por diesel, tem relação com problemas na turbina, Também vamos dar um desconto, já está com 250.000 Km.

  • Lucas Garcia

    Sr. Bob Sharp, sempre quis perguntar aqui sobre a tal ‘Celula Geradora De Hidrogênio, ou gerador de Hho’, tem muitos nomes no mercado.
    Enfim, esse equipamento realmente pode ajudar, na economia de combustivel?

    Vi a tempos alunos de uma universidade que fizeram algo parecido em um TCC, mas e esses que andam a vender no ‘ML’, o que acha, funciona?

    Ja li tambem que nos EUA tem alguns kits de ‘Hho’ homologados pelos órgãos responsaveis de la, sabe de algo a respeito?

    segue links para dar uma olhada caso não conheças.
    http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-607820036-celula-geradora-de-hidrognio-hho-celula-seca-aco-316l-_JM

    http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-598322820-gerador-de-hidrogenio-p-veiculos-acima-de-20l-celula-dupla-_JM

    • Bob Sharp

      Lucas
      Sou totalmente cético quanto a essas soluções “milagrosas” para poupar combustível. Nem vou me dar ao trabalho de pesquisar o assunto. Mas obrigado por informar os links.

  • Ivan Rocha Ivantscho

    Na estrada? Nossa. Consumo alto. Eu ando com um punto 1.8 com ar ligado e está dando 12,7 (gasolina). Então, não está tão ruim como eu imaginava.

  • Ivan Rocha Ivantscho

    No consumo urbano não tem jeito. Cada cidade é um consumo. Na minha tem mais lombada e buraco do que asfalto. O consumo não passa de 7,5 p/litro de gasolina ( Punto 1.8). Agora saiu pra estrada fica nos 12.5. Fiat nunca foi econômico, não conheço nenhum. Até o palio 1.0 faz o mesmo consumo, ou bem parecido.

  • Rodolfo

    Depois que eu comecei a andar a uns 10 km/h a menos que o limite da estrada, na faixa do meio e claro… o meu carro ficou incrível mente econômico. Tenho um gol 1.8 – ano 1990, e fiz 15,2 km/litro na estrada. As rodovias são de 90 km/h e de 80 km/h, andei a no máximo de 80 km/h… mas a média foi de 70 km/h.

  • Rodolfo

    Bob,

    É verdade que abastecer o carro pela manhã se ganha mais combustível?

  • Bob Sharp

    Rodolfo
    Sim, mas o ganho é desprezível, coisa de 0,01 litro em 100. Não vale a pena se sujeitar a horário de reabastecimento do carro.

  • Lucas Garcia

    Faço uma pergunta e o comentário é aprovado porém não o respondem, entendo que às vezes não se consegue responder a todos, mas aí vem uma pessoa que digita “incrivelmente”, faz uma pergunta e tem a dúvida sanada.
    Pode isso, Arnaldo?’

  • Bob Sharp

    Lucas,
    Arnaldo? Essa matéria é minha. Como editor-chefe do Ae, respondo: nem sempre há disponibilidade de tempo para responder ou sanar dúvidas. Gostaríamos de ter mais tempo.

    • Lucas Garcia

      Sim , sei que a matéria é do Sr. , o “pode isso Arnaldo’ , é uma frase que o narrador Galvão Bueno fala quando acontece algum lance estranho, duvidoso referente à arbitragem, querendo saber se o acontecido é certo ou não.

      • Bob Sharp

        Lucas Garcia,
        Não percebi, mas que é engraçado, é… (rsrs)

  • Master_Officer

    Comprei recentemente um Astra 2007, como tem um motor 2.0 de concepção antiga, temo pelo gasto de combustível.

    Logo para se economizar o máximo possível de combustível deve-se dirigir como especificado no manual; trocando as marchas entre as rotações de torque máximo (2600 RPM) e a de potência máxima (5200 RPM) ou dirigir como faço agora; trocando as marchas, quando possível, abaixo de 2000 RPM?

  • Rodolfo

    Sugiro você fazer as trocas de marcha conforme o indicado no manual do proprietário, pois abaixo disso pode forçar o motor…

    é igual quando a gente está na reta de bicicleta na marcha mais pesada pra correr e começa e pegar uma subida… uma hora a gente não aguenta o peso e reduz de marcha… de carro andando em rpm abaixo do recomendado pelo fabricante é como se continuasse na subida na marcha mais pesada…

    • Master_Officer

      Eu sei que força mais o motor, mas que tipos de danos isso pode acarretar ao mesmo no longo prazo?

      • Rodolfo

        Me atrapalhei nas rpm do meu carro… muda conforme marcha:

        * 1ª p/ 2ª a 25 km/h (3.200 rpm);

        * 2ª p/ 3ª a 35 km/h (2.500 rpm);

        * 3ª p/ 4ª a 45 km/h (2.000 rpm);

        * 4ª p/ 5ª a 55 km/h (1.800 rpm).

    • Bob Sharp

      Rodolfo
      Não há o menor problema em usar rotações bem baixas, nas quais o motor está desenvolvendo potência muito baixa. A única contra-indicação é nos motores arrefecidos a ar forçado como os Volkswagen, em que é necessária certa rotação da turbina.

      • Rodolfo

        Mas tem uma outra questão que dizem que a bomba de óleo não tem rendimento suficiente em baixas rotação, e a solução para o problema seria instalar uma bomba elétrica de óleo auxiliar, mantendo a bomba mecânica convencional. Isso faz com que aumente a vida útil do motor. Tentei procurar a fonte desta informação mas não encontrei… mas li na internet isso.

        • Bob Sharp

          Rodolfo
          É apenas mais uma lenda urbana.

        • Pedro Bachir

          Isso é lenda, não dissemine informações erradas por favor.. Concordo 100% com o que o Bob falou nas postagens aqui.

  • Rodolfo

    A longo prazo vai diminuir a vida útil do motor… se o seu Astra 2.0 L, pode conseguir uns 400.000 km ou mais sem ter que fazer retífica, mas se você forçar baixa rotação esta marca jamais sera atingida.

    O meu Gol 1.8 segundo o manual as trocas são na faixa de 2.500 rpm (só que no manual está em km/h)… sendo que o torque máximo dele é a 3.200 rpm. Assim eu sempre troco a 2.500 rpm.

  • Bob Sharp

    Master_Officer
    Esqueça as rotações de torque e potência máximos. Suba marchas à menor rotação possível, aquela em que o motor não trepide.

  • Bob Sharp

    Rodolfo
    É claro que andando mais devagar se economiza combustível, mas é preciso ser masoquista para isso…

  • Bob Sharp

    Antonio
    Não tem como alterar a indexação de velocidade da assistência de direção. É feita na fábrica.

  • Bob Sharp

    Victor
    Precisa ver se a lambda depende apenas da posição da borboleta ou se a rotação também é levada em conta. O método carga envolve rotação bem baixa.

  • alexandrehilgert

    caros, em Porto alegre temos agora uma lista dos postos de gasolina mais baratos, disponibilizada em http://www.postoavenda.com