Taxi NY  COMO UM NEGÓCIO DE US$ 1 BI ESTÁ FRUSTRANDO A NISSAN Taxi NY

É só olhar qualquer rua movimentada de Manhattan para ver passar um rio amarelo de táxis Toyota, Ford, Hyundai e às vezes Mercedes-Benz. Mas ainda é raro avistar algum táxi NV200, o carro que a Nissan Motor Corp. projetou especificamente por pedido da autoridade de táxis da cidade de Nova York.

Faz mais de três anos desde que Nova York concedeu à Nissan um contrato exclusivo para fornecer 100% de todos os táxis que seriam vendidos lá durante 10 anos. O contrato do “Táxi de Amanhã” do então prefeito Michael Bloomberg foi saudado pela Nissan como uma venda de US$ 1 bilhão. Tratou-se de raro monopólio aprovado pelo governo para o grande negócio dos táxis americanos que é Nova York, onde mais de 14.000 táxis rodam dia e noite pela cidade.

Porém até agora o fabuloso contrato deu poucos motivos para a Nissan festejar desde que passou a valer no ano passado. Agora, depois de marchas e contra-marchas, a Nissan está se preparando para relançar o táxi de Nova York, parte de seu enorme esforço de se tornar contendor no segmento de veículos comerciais americanos.

 

Taxi NY A  COMO UM NEGÓCIO DE US$ 1 BI ESTÁ FRUSTRANDO A NISSAN Taxi NY A

Disputas políticas e ações na justiça virtualmente impediram a estréia dos NV200 no final do ano passado. Um ano após a chegada dos NV200 amarelos não há mais que 500 deles nas ruas. Normas posteriores e pronunciamentos oficiais confundiram o mercado sobre o que fabricantes de táxis são obrigadas a fazer e se o NV200 continua a ser Táxi de Amanhã oficial ou mesmo se chegará a ser.

“Tem sido uma loucura,” diz Alex Chaoush, gerente de vendas de táxis de uma das estrelas do novo segmento de negócios da fabricante, a Koeppel Nissan em Jackson Heigths, perto de Queens. “O carro é ótimo. Mas ele tem sido alvo de política. Vendemos centenas deles este ano, mas estaríamos vendendo milhares hoje se as coisas ocorressem como deveriam.”

A Nissan parece estar agora se preparando para um relançamento nas próximas semanas, argumentando que a exclusividade para Nova York é dela por contrato legal, mas mesmo esse plano parece arriscado..

A Corte de Apelação do estado de Nova York concordou em outubro em acolher uma ação impetrada dois anos atrás pela Associação de Táxis da Grande Nova York, um grupo que se diz representar cerca de um terço de todos os proprietários de táxis da cidade.

A associação tem vários argumentos para deter o acordo com a Nissan. Suas ações acusam falam em:

– Os donos de táxis serão prejudicados financeiramente ao não poderem procurar preços competitivos nos vários fabricantes.
– A cidade não tem direito legal para executar o contrato.
– O NV200 é um veículo que não foi testado.
– O atraente teto panorâmico da van, para agradar turistas, é inseguro.
– Como fabricante japonês, a produção americana da Nissan é muito limitada para abastecer o negócio de táxis de Nova York.

O grupo contesta também que a cessão do contrato para a Nissan transgrediu as próprias regras do Táxi de Amanhã da cidade. A idéia de Bloomberg era a de um táxi que seria disponível com motorização híbrida. O NV200 não é, pelo menos por enquanto.

“Questionamos o plano todo desde o começo e eles não nos ouviram,” diz Ethan Gerber, um advogado do Brooklyn que representa a associação de táxis. “Veja, a Nissan é uma boa fabricante e o NV200 não é um mau carro. Se as pessoas gostarem dele, ótimo, ela deveria ser capaz de vendê-lo aqui.

“Mas por que não podemos ter concorrentes?” ele pergunta. “Por que a cidade achou que tinha de haver exclusividade? Isso elimina a concorrência e detém a inovação. Por que não poderíamos apenas ter normas para o táxi, e se a Toyota e Ford quisessem oferecer um veículo idêntico que poderia melhor de alguma maneira, por que não podem?”

A corte de apelação deverá decidir a ação na primavera. Até o próximo outono, dois anos do contrato de 10 anos da Nissan terá decorrido com incertezas. Um porta-voz da Nissan disse não estar claro se ao se resolverem finalmente os desafios legais isso permitiria à empresa reacertar o relógio para poder aproveitar os benefícios do período de 10 anos pretendido.

Objetivo maior

No grande esquema de venda de automóveis nos EUA, alguns poucos milhares de carros amarelos parecem não ser importantes. Isto é particularmente verdadeiro para a Nissan, em que a crescente demanda nos EUA está começando a causar problemas de capacidade da fábrica. Mas a Nissan quer ir mais longe.

Táxis são parte de uma iniciativa do presidente executivo da Nissan Motor Corp., Carlos Ghosn, para aumentar as vendas de veículos comerciais da fabricante nos Estados Unidos. A Nissan é um importante contendor nos veículos comerciais no mundo inteiro, mas não na América do Norte.

 

Ghosn and  COMO UM NEGÓCIO DE US$ 1 BI ESTÁ FRUSTRANDO A NISSAN Ghosn and

Carlos Ghosn e Michael Bloomberg na apresentação do NV200 em 2012

Ghosn e sua equipe de executivos nos EUA destacaram que tais veículos são uma óbvia oportunidade de negócio aqui. A van compacta NV200, do porte do Nissan Sentra, fora a versão táxi, tem vendido bem. Mais de 10.000 já foram comercializadas este ano, e mal começaram a ser vendidas com emblema General Motors como Chevrolet City Express.

Ghosn foi a Nova York em abril de 2012 para apresentar o táxi NV200 e participar de coletivas de imprensa com Bloomberg e outras autoridades da cidade. O executivo deixou claro que o táxi seria oferecido a outras cidades. Seria uma espécie de recompensa para os concessionários Nissan que investiram para se tornarem “concessionários VCL”, vendendo veículos comerciais leves da Nissan, com equipe de vendas dedicada e assistência técnica específica para tais veículos. Cerca de 300 dos 1.100 concessionários Nissan nos EUA se tornaram concessionários VCL.

No mês passado, Ghosn considerou o negócio de táxis paralisado de maneira otimista.

“Finalmente, estou vendo mais táxis Nissan em Nova York,’ disse no recentemente inaugurado escritório da Aliança Renault-Nissan em Manhattan. “Cheguei a pensar se isso realmente começaria algum dia.”

Ghosn: “não estou zangado”

Ghosn disse que não está zangado com a demora e confusão.

“Obviamente, sempre há decepção, mas creio que haverá bom senso,” disse. “Houve uma tentativa de derrubar o projeto. É sabido que vem ocorrendo essa batalha judicial. Mas a última decisão é de que estamos certos. Fizemos o que nos foi solicitado fazer.”

O assunto dos táxis surgiu em meio a uma concorrência iniciada em 2007 quando os planejadores da cidade pensaram em novos requisitos para os táxis. A administração Bloomberg pediu um veículo do século 21 para substituir a miscelânea de modelos antigos nas ruas da cidade. Tipicamente, veículos como Toyota Camry e Prius, Ford Escape e Hyundai Santa Fe são vendidos para operadores locais de táxis pelos concessionários de Nova York. São então modificados no mercado de peças de reposição com colocação de taxímetro e divisória de acrílico.

Bloomberg queria um visual homogêneo nas ruas para agradar os milhões de turistas e visitantes a negócios todos os anos. O Táxi de Amanhã teriam de ser mais espaçosos e ergonômicos e já virem prontos de fábrica. E haveria uma versão híbrida.

A Comissão de Táxi e Limusine da Cidade de Nova York, o órgão municipal que regulamenta a atividade, solicitou publicamente participações na concorrência em 2009. O mercado de automóveis estava mudando, Chrysler e General Motors estavam em dificuldades financeiras. A Ford decidiu descontinuar o Crown Victoria, seu principal modelo para esse mercado.

Em 2011, três finalistas estavam sendo considerados. Todos propunham uma van espaçosa e de baixo consumo. A Ford propôs seu Transit Connect, importado da Turquia na época. Coincidentemente, uma independente e pouco conhecida empresa turca chamada Karsan ofereceu seu modelo V1, que se propôs a produzir numa fábrica que construiria no Brooklyn. A Nissan ofereceu a NV200, a ser fabricada em Cuernavaca, no México. A Nissan assegurou que ela seria um passo adiante dos requisitos da cidade de uma opção híbrida ao criar uma versão apenas elétrica do táxi durante a vigência do contrato. (Automotive News/Bloomberg/Lindsay Chapell)

BS

Fotos: Bloomberg

Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

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  • Marcos Alvarenga

    Todo monopólio é estúpido. Se o carro é bom deveria ser capaz de se vender sozinho.

    Além de tudo é feio de fazer pena.

    • Ilbirs

      A NV200 não é um veículo ruim, ainda que considere a especificação para a América do Norte (esticada e com aqueles para-choques enormes que só acrescentam ainda mais comprimento). O problema é quererem usar esse veículo como táxi. A mesma Nissan tentou emplacá-la como substituta do Black Cab (com direito a aumentar a bitola dianteira para aumentar o ângulo de esterço e assim diminuir o diâmetro de girom atendendo à lei londrina). O que aconteceu por lá? O projeto foi adiado, possivelmente para todo o sempre.
      Esse furgão chega a ser usado como táxi em alguns lugares, mas naqueles em que não há uma exigência maior para veículos de praça nem um veículo mais específico se tornou característico. Logo, fica difícil emplacá-lo em outros lugares.

      Eu acho que esse veículo teria um bom êxito aqui no Brasil, caso fosse fabricado, uma vez que sua plataforma deriva da B que conhecemos aqui nas formas de Logan, Sandero, Duster e, em breve, Oroch, além de já termos conhecido nas formas de Livina e Tiida. Logo, ainda que não seja exatamente a B, é base que começaria aqui com vantagens de implantação. Porém, não sei a quantas anda o ciclo de vida da B, ainda que tenha abrigado gerações recentes de Sandero e Logan, bem como no exterior também é conhecida como Clio IV e Cube. Creio eu que a NV200 ainda sobreviva por uns bons anos, pois ciclo de vida de comerciais leves tende a ser mais longo, uma vez que veículos comprados em base altamente racional.
      No Brasil, seria uma oportunidade boa de ocupar o nicho hoje vago da Kombi, ao menos em alguns tipos de utilização mais leves. Que vejamos a especificação do Velho Mundo:

      http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/02/Nissan_NV200_Vanette_Van_001.JPG

      São 4,40 m de comprimento, 1,70 m de largura e 1,86 m de altura, dimensões externas muito próximas às do “pão de fôrma” em sua última geração. Não carrega uma tonelada, mas que se olhe para sua área de carga:

      http://files.conceptcarz.com/img/Nissan/Nissan-NV200-Van-Europe-2009_Image-i01-800.jpg

      Sim, plataforma de carga reta (em vez do escorregador que víamos na Kombi) e portas tanto atrás quanto dos dois lados do veículo. Dá para carregar uma NV200 direto de uma empilhadeira e, pelo que vi aqui, leva dois paletes de tipo europeu (1,20 m X 0,80 m) numa boa. Porém, há também outra versão que poderia fazer algumas vezes da Kombi:

      http://www.blogcdn.com/es.autoblog.com/media/2009/04/nissan-nv200-vanette-6.jpg

      Sim, ela pode levar sete pessoas e, aparentemente, sete pessoas adultas de tamanho normal, com os bancos da terceira fileira tendo um sistema interessante de rebatimento:

      Olhando para os bancos traseiros e seu sistema de rebatimento à Pajero Full, fica-me a impressão de que dá para levar alguma bagagem embaixo deles quando estiverem em uso, o que pode significar não ser necessário ter de se optar entre capacidade total de passageiros ou mais carga para cinco passageiros, desde que as sete pessoas levem pouca bagagem. Talvez sete sacolas com zíper, daquelas bem flexíveis, caibam no veículo mesmo que estejam abarrotadas:

      http://www.rica.org.uk/sites/default/files/cars/Boot/2752.jpg

      Olhemos agora a especificação norte-americana, que fora a versão táxi só existe em modelo de carga:

      http://blog.caranddriver.com/wp-content/uploads/2013/02/2013-Nissan-NV200-01-626×382.jpg

      Compare-se com a do Velho Mundo:

      http://www.thesundaily.my/sites/default/files/thesun/Catalogue/862107a-F77-crea_NV200_09_B.jpg

      Além de ela ter uma coluna B mais grossa, há também mais balanço dianteiro, com direito a para-lamas diferentes que servem mais para acrescentar comprimento do que qualquer outra coisa. Por lá são 4,73 m de comprimento, 1,73 m de largura (para-lamas estufados) e a mesma altura, com entre-eixos 20 cm maior (2,92 m por lá contra os 2,72 m do que há na Eurásia). Outra diferença importante está no cofre, que usa um conjunto motriz basicamente igual ao do Sentra aqui vendido (motor 2.0 mais CVT). Também carrega um pouco menos de peso (671 kg contra 750 kg da irmã menor) e seu diâmetro de giro é marginalmente maior (11,2 m contra 10,6 m, respectivamente), como se pode ver aqui. E, como se pode notar, por lá a única especificação de passageiros é mesmo essa versão táxi que querem emplacar em Nova York. Apesar de produzida no México, só é vendida nos Estados Unidos e no Canadá.
      Como disse antes, não acho que veríamos esse furgãozinho sendo feito aqui, mesmo com esse vácuo gerado pelo fim da Kombi. Parte disso se deve ao fato de a unidade fluminense da Nissan estar centrada na plataforma V, que é evolucionária em relação à B, mas mais moderna. Logo, só daria para imaginar uma NV200 sendo fabricada em São José dos Pinhais, ainda que sua especificação de plataforma seja diferente daquela dos modelos aparentados lá feitos. Logo, acho que só veríamos um comercial leve da marca japonesa aqui fabricado se a especificação de plataforma já fosse a V.

      Porém, nada nos impede de especular como seria uma NV200 adequada para cá. E como tal, vislumbro um “misto quente” como o mais apropriado. De cara imagino o geral da especificação europeia devido ao tamanho menor e maior capacidade de carga, mas creio que seria aplicável o motor 2.0, ainda que aqui também se pudesse pensar em conciliar o trem de força com a boa transmissão manual de seis marchas da marca. Aqui já haveria a vantagem de uma rede autorizada treinada para consertar Sentras, precisando de pouco esforço para lidar com o furgãozinho, mais o fato de que andaria mais do que qualquer Doblò 1.8 16v, talvez consumindo menos. Também daria para pensar em uma versão usando o entre-eixos maior da versão norte-americana, mas sem a frente compridona, o que poderia gerar um veículo com menos de 4,70 m de comprimento. Aqui também dá para cogitar uma versão com três fileiras de assentos e o chassi longo, podendo aí significar um pouco mais de espaço para a última fileira ou mesmo liberando mais espaço para as bagagens e tornando o veículo especialmente agradável para lares maiores. Olhando a versão indiana desse furgãozinho (Ashok Leyland Stile), noto algo que é habitual nos carros de lá e ficaria muito bom por aqui:

      http://overdrive.in/wp-content/odgallery/2013/10/14617_6_468x263.gif

      Sim, a exemplo de carros compactos na Índia, a Stile tem saída de ventilação para a segunda fileira. Isso também existe na versão local do Honda City e outros modelos por lá feitos, intrigando-nos de por que sonegam para cá algo tão útil.
      Porém, creio que teremos de esperar uma futura geração da NV200 para vê-la sendo feita aqui, preferencialmente em Resende e sobre a base V, podendo aí dividir linha de montagem com March, Versa e o futuro Kicks, se é que vai usar a V, uma vez que poderíamos cogitar também que passasse direto para a plataforma CMF (que está para a Renault-Nissan como a MQB para a VW). Se fizerem sobre a V, adoraria ver uma solução que existe no igualmente V Datsun Go:

      http://www.carblogindia.com/wp-content/uploads/2014/02/3d-2014-Datsun-Go-Interior-Dashboard.jpg

      Se considerarmos que a NV200 poderia abocanhar parte das vendas de quem ficou órfão da Kombi, montar o freio de estacionamento também no painel poderia liberar espaço para mais uma fileira dianteira para três pessoas, elevando a capacidade de carga para oito indivíduos, ainda que aqui fosse preciso pensar em cinto de três pontos central com ancoragem no banco e um airbag de passageiro mais largo e que também amparasse o ocupante central.

  • Monopólio, mesmo através de licitação transparente (acho!), não parece ser uma alternativa adequada para nada, principalmente em uma sociedade capitalista…

  • Rafael Malheiros Ribeiro

    A concorrência é sempre algo positivo para o consumidor e o contribuinte. No mínimo estranha essa história num país capitalista como os EUA.

  • EJ

    Terrível…espero que quando visitar NY ainda veja vários sedãs rodando, fazia e faz parte da cultura pop da cidade os veículos policiais adquiridos pelos taxistas. Deus me livre de monopólio de minivans…

  • Marco Antonio

    Bob, não seria vários,no texto abaixo:Possível erro de digitação…
    – Os donos de táxis serão prejudicados financeiramente ao não poderem procurar preços competitivos nos váris fabricantes.

    Abraço,

    Marco

  • Victor_maravs

    Bob, alguns typing errors:

    “para a Nissan festeja”, “ruas que para”, “a fabricantes”, “mas mesmo essa plano”.

    Não precisa aprovar este comentário…

  • lightness RS

    Governo, como sempre, agindo como um governo.

  • Silvio

    Bob,

    Falando em táxis, aqui em São Paulo existem alguns Toyota Prius como “carros de praça”, ainda não tive oportunidade de circular num desses por aí, mas sabe se estão sendo bem aceitos pelos taxistas? Se o maior custo de aquisição e de manutenção se pagam pelo menor consumo ao longo do tempo?

  • Mr. Car

    Ainda rolam uns táxis Crown Vic em Nova York? Era neste que eu ia querer andar: uma legítima “barca” norte-americana, he, he!

  • Danchio

    Mas esse Haddad não toma jeito… Ops!!

  • Ilbirs

    Parece que Nova York está meio obcecada em ter um modelo que nunca teve: o do táxi único, e aqui no sentido de modelo. Sequer Londres teve algo assim, pois apenas estipula que um modelo cumpra certos requisitos mínimos (cumpridos pelo FX4 original e por seu sucessor TX1, mas também por outros modelos). No passado pode ter havido vários Checkers, mas também rodavam outros modelos pelo município.
    Logo, restringir os táxis da cidade a um único modelo só porque na situação atual é bobagem. O Crown Victoria foi bem-sucedido como táxi por razões mais ou menos parecidas às de que aqui em São Paulo víamos um monte de Merivas e que estão dando lugar a uma série de Logans: veículo de manutenção simples e peças fáceis de achar, com bom espaço interno e de bagagens. Se por um acaso a frota lá ficou só com as banheiras da Ford, é porque a GM tirou o time de campo, pois até os anos 1990 Caprices disputavam o espaço das ruas nova-iorquinas com o Crown Vic. Se você perde algo eficiente, acaba indo para aquilo que mais se assemelhe àquilo que tinha a seu dispor. Como uma NV200 não se assemelha ao Fordão, estamos presenciando essa situação que se prolonga.

    Como já disse o advogado Ethan Gerber, o lance seria mesmo estabelecer normas mínimas que pudessem ser cumpridas por diversos fabricantes, podendo aí permitir inclusive seu cumprimento de diversas maneiras para que os taxistas tivessem mais de uma opção a seu dispor.

    Tenho cá minha impressão de que parte do sucesso do Crown Victoria nesse mercado foi além das simples razões básicas de vermos um modelo de veículo prevalecer na praça sobre os outros. O fato de ter volumes bem definidos para motor, cabine e porta-malas passa-me a impressão de a manutenção ser facilitada também em relação ao acesso aos componentes, além de o porta-malas isolado da cabine ter justificative pelo fato de que táxis não precisam rebater o banco traseiro em seu uso normal, sendo aqui algo parecido com o que ocorreu aqui em São Paulo com a popularidade do Logan de primeira geração. Como táxis rodam o dia inteiro, não há muita necessidade para que sejam fáceis de estacionar, uma vez que no máximo o motorista dará aquela paradinha para desembarque. Sente-se mais a necessidade de manobrar de forma ágil, uma vez que precisa passar de faixa várias vezes, além do conforto para o motorista que o usa o dia inteiro ter de ser maior que aquele dos passageiros.

  • Leandro1978

    Bob, na contramão de São Paulo (e Nova York), que diminuíram a velocidade máxima, o estado de Utah a aumentou (80 milhas por hora) e teve queda nos acidentes relacionados a excesso de velocidade. Segundo um diretor de trânsito, “as pessoas estão dirigindo na velocidade com que eles se sintam confortáveis. “E eles estão fazendo isso com segurança e prudência”, disse.”

    http://www.estadao.com.br/jornal-do-carro/noticias/servicos,velocidade-alta-diminui-acidentes-nos-eua,22336,0.htm

    • Roberto

      Aqui no RS felizmente estão aumentando a velocidade de algumas estradas (BR-290, BR-472, e BR-158). Nessas estradas agora o limite está passando para 100 km/h ou 110 km/h. Uma boa notícia, já que antes o limite era de 80 km/h, sendo que são estradas com pouco movimento (exceto próximo ao litoral, Porto Alegre e fronteira com a Argentina).

  • Bob Sharp

    Marco Antônio
    Claro! Já corrigi, obrigado.

  • Bob Sharp

    Victor
    Não havia razão para não aprovar, mas agradeço sua delicadeza e as observações. Tudo acertado.

  • Bob Sharp

    Silvio
    Não tenho idéia.

  • Uber

    Acho tão sem graça esse “Táxi do Futuro”…
    Não tiveram a capacidade de fazer algo tão simpático como os táxis de Londres.

  • Luke

    Essa van pode até ser eficiente como taxi mas é tão sem charme… nunca gostei de veículos de carga transformados para levar pessoas. É meio estranho. A cidade devia apenas exigir os requisitos mínimos, e que cada fabricante ponha à venda o que achar melhor, a qualquer tempo.

  • Os táxis de Nova York têm validade de 4 anos, 2015 é o último ano deles. Mas algumas empresas fizeram estoque de Crown Vics, talvez eles durem mais um pouco

  • Leonardo Mendes

    Praticamente uma matéria a parte… parabéns pela pesquisa.

  • Leonardo Mendes

    Numa cidade que até um tempo atrás era movida a Caprices e Crown Victorias uma van dessas vai demorar a cair no gosto da galera.

  • CARPANO

    Bob, tem um outro serviço matando os táxis nos EUA e na Europa, causando revolta em todo setor, é um aplicativo que se chama Uber. Onde qualquer um com o aplicativo pode virar um taxista. https://www.uber.com/about

    Já há inúmeros processos contra a empresa. Eu testei o serviço uma vez e foi bem tranquilo.

  • CARPANO

    Existem sim. Mas a quantidade está diminuindo, há muito mais Ford Explorer atualmente.

  • Arnaldokeller1 .

    Isso pode ser ruim para a imagem da Nissan nos EUA. Pode gerar antipatia. Eles não gostam de homogenização, falta de concorrência.

  • Leonardo Mendes

    Já havia lido a respeito desse aplicativo… parece que vem conquistando cada vez mais adeptos.

    • CARPANO

      Tem até em São Paulo também, mas nunca usei. Os sindicatos dos taxistas já fizeram várias paralisações em Londres e Paris..

      Caso queira também, tem um site que chama airbnb.com, que esttá quebrando os hotéis por lá.

  • Diogo

    Obrigado pela pesquisa e informações, apenas como conclusão eu diria que após ter um Kangoo, um Berlingo e atualmente uma Livina, uma NV200 seria meu próximo carro. Entretanto o prognóstico de crise econômica é desanimador para o lançamento de novos produtos, em especial os do grupo Renault/Nissan. Além do já conhecido abandono da Renault dos modelos franceses no Brasil, a própria gama Dacia poderia ser complementada com Logan MCV, Lodgy ou Dokker. A Nissan em instantes descontinuará a Livina, sem nem ao menos ter aplicado o facelift chinês de 2 ou 3 anos atrás. A nova fábrica da Nissan em Porto Real apresenta sérias dificuldades logísticas e de energia para engrenar a produção, o que deve atrasar ainda mais eventuais lançamentos.
    Sobre a crise econômica, ela fará os fabricantes brasileiros se focarem cada vez mais apenas nos segmentos mais lucrativos, que são os compactos, jipes urbanos e sedans médios. O governo federal deverá aumentar ainda mais os impostos sobre veículos importados, tornando viável apenas a importação de carros do segmento premium. A vantagem do mercado capitalista é que ele acaba se ajustando. Logo teremos uma dezena ou mais de veículos concorrentes num mesmo segmento, o de jipes urbanos. Como há um limite para o tamanho do mercado, as vendas de cada modelo tendem a cair, o que poderá levar as marcas a se voltarem a nichos abandonados como o das peruas, minivans e hatches médios.

    • Ilbirs

      A sua impressão também é a que tenho e a histórica de nosso mercado recente. A Hyundai cresceu o tanto que cresceu por aqui explorando segmentos desprezados por outros fabricantes: trouxe o Azera ao se notar que outros fabricantes não trouxeram veículos como Maxima, Avalon e Impala, trouxe o Veracruz ao ver que outros fabricantes não trariam Pilot, Highlander e Traverse e trouxe o i30 quando notou o tamanho da estagnação do mercado de hatches médios-pequenos. Poderíamos também pôr na conta o HR, que é um dos VUCs que mais se enquadram nessa definição, a ponto de vermos a JAC trazer com bom êxito o J140.
      Como comentei sobre a NV200, esse veículo cairia bem no vácuo da Kombi justamente pela semelhança de proposta geral, exceto o fato de levar 250 kg a menos (considerando-se a especificação do Velho Mundo, uma vez que a norte-americana leva menos carga). Porém, há usos da Kombi para os quais a NV200 serve bem, como o de transporte de pessoas ou de microempresas (por exemplo, floricultura). Também dá para pensar na combalida indústria de campismo no Brasil, uma vez que a NV200 pode ser guiada por qualquer um que tenha carteira tipo B sem problemas:

      http://www.itsgotwheels.com/wp-content/uploads/2013/06/Exterior-Lunar-Vacanza-Review-best-value-camper-van-camper-car-VW-Caddy-alternative-e1371145360721.jpg

      http://www.outandaboutlive.co.uk/userfiles/reviews/Main-pic-IMG_6203_599972.jpg

      http://sussexcampervans.com/files/cache/2ea4b9d7a69e93740cca88929fbcbf0e_f244.jpg

      Este é um tipo de uso interessante, pois nada impediria que também fosse um carro para o dia a dia, ainda que sem a possibilidade de usar a plataforma de carga na íntegra. Dribla completamente a lei brasileira, tanto pelo tamanho do veículo como também por não ser considerado um motorhome, que também cai no problema que afligiu também os trailers. Fora do contexto de viagem, dá para fazer praticamente tudo aquilo que um carro normal faria. Claro que aqui seria mais uma questão para empresas autorizadas converterem, tal qual ocorre lá fora. Fosse uma empresa autorizada pela Nissan, o cara ficaria inclusive tranquilo de saber que a garantia do veículo continuará mesmo que tendo o teto original trocado por outro sanfonado.
      Pode ser que o segmento de peruas tenha uma volta, baseada em demanda reprimida. Que vejamos a Fiat, que ainda mantém em linha a Weekend em vez de descontinuá-la por saber que trafega sozinha em um segmento. Pode ser que esse modelo saia de linha? Tudo indica que sim e que saia de cena junto com a Idea, mas também mostra que a marca italiana sabe que tem gente que não quer SUV para aplicações mais familiares. Também temos por aí os órfãos da Fielder, que até hoje não têm uma perua média (ainda que a VW esteja esperta e traga a nova Golf Variant derivada do VII, já exposta e bem recebida no Salão). Sobre minivans, também a mesma coisa. Provavelmente vamos ver os fabricantes novos não querendo bater de frente com o que está mais forte no mercado por ora, o que significa explorar esses segmentos esquecidos por outros fabricantes.

      Porém, como já disse aqui, creio que só teríamos uma NV200 em uma próxima geração, aí já sobre especificação derivada da plataforma V ou da CMF. Dado o sucesso mundial desse veículo, uma nova geração teria de manter as boas qualidades do veículo atual como também acrescentar utilidades (vide minha sugestão de alavanca de câmbio e freio de mão no painel, como no Datsun Go, que usa a mesma plataforma V de March e Versa).
      Outro veículo que poderia ocupar o vácuo gerado pelo fim da Kombi, e aí quase à perfeição, é o Hyundai HR, pois seu tamanho regula muito com o da Kombi, bem como é herdeiro direto tanto da estirpe da Besta quanto da H100. Fuçando a internet, vi uma conversão que fizeram dele para carro funerário que praticamente nos mostra como seria perfeitamente possível fazer uma versão furgão com carroceria única:

      http://davincimontadora.com.br/gallery/galleria/themes/classic/img/queen_1.jpg

      http://davincimontadora.com.br/gallery/galleria/themes/classic/img/queen_2.jpg

      http://davincimontadora.com.br/gallery/galleria/themes/classic/img/queen_3.jpg

      http://davincimontadora.com.br/gallery/galleria/themes/classic/img/queen_4.jpg

      Passando o desconforto que alguns têm ao ver carros funerários, que se preste atenção ao fato de essa conversão ter feito uma carroceria de peça única do caminhãozinho em questão, o que muito lembra a Besta e, por tabela, a Kombi, com a mesma vantagem da plataforma de carga reta. Uma versão furgão de carga ou passageiros do HR acabaria se beneficiando já da boa infraestrutura de manutenção para o VUC que conhecemos, mais a vantagem de ser algo muito próximo propositivamente à Kombi, mas com as vantagens do motor a diesel, da plataforma de carga reta e projeto bem mais moderno, fora ter rodado traseiro simples.
      Por ora, o que vejo para o vácuo da Kombi são possibilidades bem concretas que só não foram efetivadas porque os fabricantes estão dormindo no ponto.

  • Marco de Yparraguirre

    Também acho difícil para o americano acostumado aos confortáveis V8
    rodar em um Nissan.Andei em vários deles no ano passado, e os achei
    duros de suspensão, e o automático dava muitos trancos.Mas parece que querem imitar Londres que ainda não conheço, onde só ha um tipo de fabricantes de carrocerias para taxi,se não estou enganado.

  • CorsarioViajante

    Tremendo comentário. Realmente ocuparia um bom nicho aqui, ainda mais se usasse a mecânica Renault/Nissan que vem tendo boa aceitação.

    • Ilbirs

      Mecânicas que considero boas para o NV200 seriam o 1.6 16V do March (que é superior ao da Renault de mesma cilindrada e número de válvulas) e o 2.0 do Sentra. De transmissões, poderíamos cogitar aqui a manual de seis marchas do Sentra (e que também já esteve no Tiida) e a CVT mais recente com relação de diferencial de 7:1. Como há uma questão envolvendo capacidade de carga, não daria para ter aqui o 1.5 dCi que há na Europa.
      Porém, como já disse em outros comentários, acho que teremos de esperar uma nova geração na plataforma V (se é que essa base, e não a CMF, seria usada).

  • Eurico Junior

    O renomado jornalista Georg Kacher testou esse táxi na última edição da revista Car inglesa, a matéria confirma as informações sobre a polêmica, que está longe de acabar.

  • Ilbirs

    E hoje essa história foi tratada pelo Autoblog, que por sua vez baseou-se na mesma matéria da Automotive News em que o Bob se baseou.

  • Daniel

    Cheguei de NYC a poucos dias. Tem um montão deles lá!!! Mas o que mais tem é o Toyota Camry.