Cana  COMO SERIA BOM SE... Cana

Acabar com os “mares” de cana-de-açúcar para produzir álcool (foto acrssul.com.br)

Outro dia estava pensando nos problemas de tráfego que se acentuam cada vez mais e fiquei imaginando — sonhando? — se as coisas, e especial o cenário aqui, fossem diferentes. Vamos a elas, afinal é natural às portas de um ano novo ter-se desejos.

Combustível
Nos postos só haveria gasolina e diesel. Nada de álcool. Este, só como aditivo à gasolina em no máximo 10%. Carros dos países vizinhos poderiam nos visitar e vice-versa sem o menor problema. O consumo dos nossos automóveis seriam mundiais. Carro importado, era parar na primeira bomba encher o tanque, nada da calibração para nossa gasolina. Este custo para as fábricas desapareceria como por encanto.

Para a imprensa tudo ficaria mais fácil, não seria preciso falar em consumo e desempenho com dois combustíveis a partir do informado pelas fábricas e não se ficaria restrito à análise de um carro com um só combustível (ninguém é doido de usar os dois combustíveis em cada carro testado).

Lombadas
Simplesmente não existiriam, como não existiam até o começo dos anos 1980. Nossos carros não teriam suspensão elevada “para maus caminhos”, seriam melhores de dirigir e mais econômicos com a menor área frontal. Veículos de transporte coletivo teriam menos desgaste de suspensão, freios e embreagem, resultando em menor incidência de custos  que compõem o preço das passagens. Ambulâncias, bombeiros e polícia poderiam atender os chamados com maior rapidez.

Velocidade
Acabar com todos os limites. No lugar, velocidade recomendada, na cidade e na estrada. Porém, provocou acidente estando acima dessa velocidade, punição severa, para valer mesmo, não a vergonha que é hoje. Não sei de ninguém preso por causar acidente. O leitor sabe? E na velocidade recomendada, separar veículos pesados de leves, não dá para nivelar por baixo. Uma curva que uma carreta deva fazer a no máximo 60 km/h, um automóvel faz a mais de 100 km/h com toda segurança.

Rodízio (aplicável a São Paulo somente)
Acabar com essa vergonha paulistana. Trânsito é como um ser vivo, se auto- ajusta. As pessoas se amoldam às necessidades, como sempre foi feito. Se um lugar fica difícil de viver devido ao trânsito excessivo, muda-se para outro bairro ou cidade ou simplesmente se utiliza transporte coletivo. Incontáveis empresas saíram de São Paulo e foram para o interior próximo. Pessoas que conheço também.

Ônibus
Acabar com esse absurdo completo de passageiros de pé nos ônibus. Se o cinto de segurança deve ser usado com passageiros sentados, é inadmissível que se viaje de pé. Nos aviões, quando há turbulência, passageiros são chamados a sentar e atar cintos. E por falar em ônibus, acabar com os famigerados microônibus, projetados para transporte escolar, por isso sendo impossível duas pessoas de compleição física normal ocuparem o mesmo bancos, tão estreitos que são.

Ainda no tema, acabar com os que produzem ruído excessivo. Não é possível que alguns façam tanto barulho, muitas vezes do ventilador do radiador. E tornar obrigatórios o câmbio automático epicíclico e o ar-condicionado.

Controle de tráfego
Semáforo, só onde for essencial. Na grande maioria dos casos são desnecessários, bastaria parada obrigatória ou rotatória. E havendo semáforos, controle inteligente, computadorizado. O que se vê no Brasil é absolutamente insano, dar verde e na quadra seguinte, fechar.

Veículos com escapamento alterado
Criar mecanismos de caça permanente a veículos de duas e quatro rodas com escapamento modificado para fazer barulho. O que se vê hoje — mais nas motocicletas — é absolutamente inadmissível. Ninguém tem o direito de incomodar os outros só porque curte um som de escapamento elevado.

Sacos de lixo
Criar e manter fiscalização permanente contra esse câncer brasileiro dos carros com vidros indispensáveis à condução escurecidos por sacos de lixo. Carro não é esconderijo, motorista tem de ver e ser visto. Os mínimos de transparência existem para ser cumpridos.

Insulfilm  COMO SERIA BOM SE... Insulfilm

Isso tem de acabar (foto hkssound.com.br)

Qualidade das vias
As administrações dos três níveis terão de cuidar da qualidade das vias sob sua responsabilidade mantendo-as em condições segundo as normas técnicas vigentes custe o que custar. O custeio para isso pode ser conseguido facilmente com uma pequena taxa sobre os combustíveis. Basta querer fazer. É inadmissível avenidas com superelevação negativa nas curvas, por exemplo, a marginal do Tietê em São Paulo. Existe norma para isso e tem que ser observado.

Esses são apenas alguns exemplos de como poderíamos um trânsito melhor e mais seguro, menos estressante e mais justo para todos.  O leitor do Ae certamente tem mais idéias sobre esse tema.

BS

 

 

Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

Publicações Relacionadas

  • Alan

    Observem os sacos de lixo nos últimos dois casos de crianças esquecidas (SP e MG) dentro de carros. Se não houvesse “insulfilm” estas crianças teriam sobrevivido.

    • Lucas Romeiro

      Não podemos culpar o insulfim diante da negligência dos pais.

      • Lucas

        Ok. Negligência dos pais. Fato. Mas certamente as crianças poderiam terem sido vistas de fora do caro se não houvessem os sacos de lixo. As películas, portanto, contribuíram para as tragédias.

        • Fabio

          Penso que a culpa é 100% da película, muitas vezes somos traídos pela saída da rotina diária ,quem não esqueceu de pegar aquela conta na cômoda para pagar? Lógico que não é a mesma gravidade, mas pode acontecer .Tenho pena dos pais isso sim, e lamento pela escolha infeliz de colocar esta porcaria no vidro

          • Mingo

            Essas pessoas que literalmente mataram as crianças dentro de seus carros andam tão retardadas hoje em dia que é capaz que o próximo carro que comprem, a primeira coisa que mandem fazer é instalar novamente película preta nos vidros.
            E ainda vemos gente que defende o indefensável. Estamos mesmo f… errados!

      • Bob Sharp

        Lucas Romeiro
        É claro que podemos — e devemos — culpar o Insulfilm por não dar chance às crianças diante da negligência dos pais. Nesses dois tristes casos, entre os vários que já ocorreram, o saco de lixo cumpriu à perfeição seu papel de fazer do carro um esconderijo sobre rodas. Esses pais deveriam ser responsabilizados criminalmente por estar com os carro fora das normas legais e com isso ter impedido que as crianças fosse avistadas sozinhas nos veículos.

        • Uber

          O Coitadismo não permite, Bob. Aliás, aqui foi o único a questionar a responsabilidade dos pais e do Insulfilm.
          Infelizmente, vai ficar por isso mesmo e a punição ainda vai ficar a cargo da consciência dos pais.

        • Lucas Romeiro

          Bob,
          eu até concordo que o insulfilm atrapalhou nos dois casos, mas a responsabilidade de um pai em esquecer seu filho dentro do carro, acredito ser bem maior do que o uso do acessório. Logo, teríamos esses pais processando as fabricantes de insulfilm, o que na minha opinião seria um cenário absurdo. Acredito também que muitos são adeptos do insulfim devido a criminalidade, pois com o acessório fica difícil os criminosos identificarem com clareza quem são e quantos ocupantes estão no carro.

        • Renato Mendes Afonso

          Nesse ponto eu não concordo totalmente com você, Bob. Entendo que a transparência inadequada pode muito bem ter sido um fator decisivo para a visibilidade das crianças, contudo, películas “não se instalam sozinhas”.

          Há uma resolução no CONTRAN que prevê visibilidade mínima de 28% nos vidros não indispensáveis a condução do veículo. Se foi aplicada a transparência inadequada para as regiões envidraçadas, a culpa não é do produto (ou fabricante, como queiram), mas sim de quem mandou instalar as mesmas. Poderia talvez recair a culpa na oficina que instalou a película ou mesmo as autoridades, por praticamente não fiscalizam esse tipo de conduta, porém já seriam outros assuntos e não quero me alongar nesses.

          No meu ponto de vista, o que de fato pode ser garantido é a culpa em cima do responsável pela criança e/ou ao dono do veículo, por ter a transparência dos vidros abaixo do permitido.

  • BlueGopher

    Como seria bom se as cabeças pensantes responsáveis por questões como as acima citadas, fossem as adequadas para tomar decisões inteligentes a respeito de suas atribuições, sem ingerências e interferências paralelas.

    Ou, simplesmente, que soubessem pensar.

  • Lucas

    Como seria bom se o poder público, através de seus agentes públicos, fizesse jus ao tanto de imposto que a gente paga e procurasse resolver os problemas que nos afligem da melhor forma possível para todos, de maneira justa e equilibrada, com igualdade de tratamentos, sem privilegiar ninguém e punindo apenas quem deva ser punido. E não simplesmente dando jeitinhos que lhes propicie tirar o mínimo de vezes possível a bunda de suas cadeiras como é hoje.

  • Davi Reis

    Sonho de todos nós poder dirigir em um Brasil como esse que você descreveu. Pena que nem todos iriam agir com a responsabilidade que tais medidas necessitariam, mas aí, chegamos à outra questão que adicionaria à lista: auto escolas que realmente ensinam o aluno como se comportar em situações reais, não em vias de bairros pouco movimentados, a no máximo 40km/h. Acho que se na auto escola os alunos praticassem em vias rápidas, estradas, trânsito intenso, tempestade (nesse caso, com uma ajudinha da mãe natureza) e afins, os números de mortes no trânsito em nosso país finalmente começariam a cair. E aí sim, todos poderíamos cogitar adotar tais medidas sem sermos chamados de “loucos” por supostamente incentivar altas velocidades criando vias com velocidades recomendadas.

  • ccn1410

    Em lombadas, deveria também incluir lombadas eletrônicas ou torres com radar ou seja o nome que for.
    Já comentei aqui e vou comentar novamente.
    Acabaram com a BR 470 com os novos limites de velocidade e que é ainda, monitorada por radares.
    Onde se trafegava com a maior naturalidade em 80 km/h, hoje a média chega a meros 30 ou 40 km/h no máximo.
    No final da terceira pista sentido Blumenau-Indaial, quase sempre existe fila devido a aglomeração de veículos, sendo que é preciso negociar para ir adiante ou ficar parado eternamente.
    Governador, deputados e outros políticos quando se deslocam para os municípios do interior, sempre utilizam helicópteros. Que beleza, vocês não acham?
    Nas segundas-feiras ao lermos os jornais é sempre a mesma coisa, com muitos acidentes e mortes. Muitas mortes, diga-se de passagem.
    Se não fosse pela Polícia Rodoviária Federal, pelo menos mais um radar desses seria instalado próximo a Rio do Sul, mas conforme a mesma polícia, a rodovia simplesmente iria ter seu fluxo parado.
    Eu não sei não pessoal, mas isso parece ser coisa de demente. É difícil acreditar que alguém em sã consciência faria tal coisa a ponto de simplesmente acabar com a rodovia.
    Há! E ainda o movimento para as praias nem começou.

  • V_T_G

    Em relação aos vidros, minha opinião é que a transparência devia ser medida de dentro para fora. Não estamos na europa. Além de atenuar o calor estas películas ajudam a conservar o interior dos veículos dos raios UV que atacam plásticos e tecidos. Decerto que antigamente est as películas eram problemáticas especialmente a noite mas hoje, pelo menos sob meu ponto de vista, o desempenho destes sistemas é bastante satisfatório.
    Outra coisa, falar de extinção do álcool é andar na contra mão da tendência.

    • Bob Sharp

      V_T_G
      Não adianta defender o indefensável. Motorista tem que enxergar plenamente e ponto final. Quer se esconder? Disfarce-se. Toda película abaixo do mínimo legal de transparência é problemática. Para isso existe uma norma. E essa “tendência do álcool” pode ser perfeitamente revertida. Está provado que o sistema faliu, usinas estão quebrando por falta de competitividade com a gasolina. Os usineiros deram um tiro forçando a criação do carro flex e o tiro lhes saiu pela culatra: se o álcool ficar caro e lhes der rentabilidade, ninguém usa; se ficar barato todo mundo vai para a gasolina. Acharam que estavam sendo “ispertos” mas foram é burros, e muito.

      • V_T_G

        Sr. Sharp,
        ninguém falou em se esconder. Se o senhor reparar no meu texto a unica coisa que eu falo é que a transparência deveria ser medida de dentro para fora, uma vez que a visibilidade do motorista é o que realmente importa. Em relação ao álcool, falo no contexto global e não local, Temos que arrumar meios de tornar a produção mais barata e não descartar um esforço de mais de 30 anos. Esta é uma das áreas estratégicas para qualquer pais na qual nosso estado da técnica esta a frente dos gringos. A matriz energética de um pais deve ser o mais difusa possível, portanto em minha opinião temos que tentar melhorar e expandir a nossa e não restringir.

        • João Carlos

          A comunicação visual entre os motoristas e pedestres tem a sua importância.

          • V_T_G

            Concordo, por isso o vidro da frente deve permitir a visualização do condutor.

      • Uber

        Raios UV e IF, que são respectivamente os raios que causam câncer e calor, são invisíveis aos olhos humanos, portanto, películas transparentes fariam o mesmo efeito refletindo-as. Não há necessidade de serem escuras.

      • Christian Bernert

        Tenho a nítida impressão que a gasolina custa bem menos que o álcool. Estou falando de custo e não de preço.
        O resultado é que a gasolina tem tanta margem que enseja descalabros como este do Petrolão que estamos assistindo. Onde muito sobra muito se rouba.
        Sim, o álcool é indefensável.

    • CorsarioViajante

      Sò uma opinião: é fundamental que o motorista veja, mas também é importante que o motorista seja visto. Eu sinto muita falta de conseguir ver os outros motoristas, em alguns momentos faz toda a diferença, especialmente para pedestres, por exemplo, que conseguem ver se foram vistos ou não.

    • João Carlos

      A filtragem dos raios UV é de 99,5% e 82%, para vidros laminados e temperados, na ordem.

    • Lorenzo Frigerio

      É uma falácia a afirmação que os filmes reduzem o UV. Talvez só o legítimo Insulfilm, e mesmo assim parcialmente. Os materiais usados no interior dos carros também são estabilizados para aguentar as condições adversas sob o sol.
      Comparo os filmes aos muros altos nas casas dos grã-finos. Quando um criminoso quiser entrar na sua casa, ele o fará. Com um muro, não se sabe quem está fora, quem está dentro, tampouco dá para ver que a casa está sendo assaltada; aí precisa encher tudo de câmaras e cercas elétricas. No caso dos filmes, têm ocorrido várias mortes de crianças pequenas, “esquecidas” pelos pais.
      Quanto ao álcool, seguir “tendência” é comportar-se como cordeiro. O Brasil é assim porque ninguém quer fazer o menor sacrifício pela coisa certa. O álcool fazia sentido nos anos 70, pois a produção nacional de petróleo era ínfima. O custo ambiental do álcool é extremamente elevado, inclusive no consumo de água fresca por litro de etanol produzido.

  • Marco

    Penso o seguinte:

    1. Combustível: A princípio, nada contra o álcool, mas de fato a gasolina deveria ser, no máximo, E10. Se o preço do álcool não compensa, azar dos usineiros. Não vivemos numa economia de mercado? Há lucros e prejuízos…

    2. Lombadas. São uma praga. Mas em alguns casos, concordo com a faixa de pedestre elevada, bem comum na europa. Em São Bernardo, no entanto, construiram uma faixa elevada na Av. Kennedy que mais parece uma rampa.

    3. Acredito que devam existir limites, não tão baixos e adotados sem critério. Acabar com eles e impor penalidade somente no caso de acidente, fará com que muitos andem feito loucos e, por não causarem acidentes – embora colocando os outros em risco – fiquem totalmente impunes.

    4. Acesso ao centro da cidade deveria estar diretamente relacionado à poluição provocada pelo veículo, como em alguns países europeus.

    5. Concordo. Ônibus somente com AC e câmbio automático. Não tenho nada contra ficar em pé nos ônibus. A pavimentação sendo boa e inexistindo trancos nas trocas de marcha, acho aceitável.

    6. Concordo. Trabalho em Diadema e moro em São Bernardo. Existe um cruzamento (não me recordo os nomes das ruas) que, muitas vezes o semáforo fica piscando no amarelo ou totalmente apagado mesmo. O trânsito flui melhor…

    7. Assino embaixo. Tenho um carro preto, com interior também preto. Não tem película. O AC sempre deu conta. E o carro, logo logo, completará 7 anos. Nem por isso o interior está queimado de sol, como gostam de apregoar os defensores de películas.

    8. Uma das coisas que mais me irritam. A (falta de) qualidade da pavimentação. É inadmissível a porcaria que fazem por aqui. Piso bem feito faz o trânsito fluir melhor, torna mais confortável a vida do usuário de ônibus e do “coitado” que está numa ambulância.
    Também acabaria com tachões, tartarugas, o que quer que seja. Sinalização de solo deve ser feita por meio de tinta.

    9. Acabar com valetas, PRINCIPALMENTE aquelas construídas na diagonal.

    • Leonardo

      Sou de São Bernardo também, não sei se você conhece a avenida João Firmino, mas também fizeram essas travessias elevadas lá, além disso, numa reforma feita há uns dois anos atrás estreitaram as faixas de forma que os ônibus e caminhões simplesmente não cabem nelas, tudo por causa de uma ciclovia que fizeram no canteiro central que está às moscas, ridículo.

  • ccn1410

    O cientista britânico James Lovelock, diz que agora as coisas não tem mais jeito, ou seja, de nada resolve estacionar os jipões movidos a diesel e partir para os carros híbridos. O estrago já foi feito e não tem mais volta.

  • ccn1410

    Eu acrescento mais uma coisa. Talvez eu seja contra o mundo todo, mas é a minha opinião.
    Crianças pequenas quando estiverem só com um adulto dentro do carro, deveriam sempre ser colocadas no banco da frente ao lado do motorista.
    Nas semana que passou observamos mais duas mortes por esquecimento e que certamente foi devido a falta de atenção dos motoristas.
    No meu entender se a criança estiver ao lado do motorista, evitará que o mesmo por desatenção, a esqueça dentro do carro.
    Outro fator foi o famoso saco de lixo.

    • Davi Reis

      Nunca tinha parado pra pensar nisso, mas até que faz sentido. Afinal, se crianças podem andar em picapes de cabine simples (tomando as providências necessárias), por que não em carros?

      • Marcos Alvarenga

        É a mesma imbecilidade de pessoas em pé no onibus. Se no carro sem cinto é passível de multa é pura hipocrisia um onibus urbano sequer ser equipado com cinto de segurança. Em pé então fica desnecessário comparar.

    • Bob Sharp

      Concordo plenamente. Se obrigatório criança entre 1 e 7 anos ir no banco traseiro é puro patrulhamento imbecil.

      • Uber

        E, no exterior, não existem dessas cadeiras que podem ser instaladas no banco da frente?
        Lembro vagamente de uma antiga reportagem da Quatro Rodas sobre a Suécia ou Dinamarca em que vi uma foto disso e a criança ficava de costas e podia olhar o rosto da mãe.

      • Otavio Marcondes

        Na verdade só pode ter sido uma forma dos fabricantes economizarem com a chave para desativar os airbag do lado do passageiro. Lógico que tem aqueles que vão colocar que a maioria dos acidentes são de impacto frontal e a área dos passageiros da frente é mais afetada que a traseira. Acredito que não justifica mesmo assim. Eu prefiro meu filho de 4 anos atrás, mas não acho que é uma justificativa para obrigatoriedade.

      • Lorenzo Frigerio

        Se é obrigatório, Bob, é porque existem estudos demonstrando que crianças pequenas estão melhor protegidas na cadeirinha presa no banco traseiro. Se bem me lembro, o problema tem a ver com o impacto de um airbag sobre o corpo de uma criança, visto que ela é muito mais baixa. Certamente os bonecos demonstram isso. Não sei se os airbags traseiros dos carros mais recentes mudam isso, e como.
        Isso não é uma invenção brasileira; vem de fora.

    • RoadV8Runner

      A idéia é boa, mas taí uma coisa que eu jamais vou entender: esquecer um filho dentro do carro!!! Não tenho filho, mas nas vezes que andei com meus sobrinhos nos carros, era um olho no trânsito e outro na criança. O tempo todo estava ciente de que havia uma criança pequena no carro. Tem algo muito errado acontecendo com a sociedade, pois a partir do momento que a correria do dia-a-dia ou excesso de trabalho leve a acontecer esse tipo de coisa, algo tem que ser feito urgentemente para mudar o estilo de vida.

  • Gabriel FT

    Só discordo da parte dos escapamentos e das películas, não por gostar de barulho excessivo pois não gosto, nem por gostar de vidro escuro pois abomino-os tanto quanto você e jamais colocaria em um carro meu, mas porque certas restrições como a dos escapamentos impediriam a modificação veicular e na minha opinião isso é inadmissível.
    O automóvel é na minha opinião o símbolo-mor do individualismo e quando se começa a criar restrições assim, outras mais severas sempre seguirão até que um automóvel tenha que ser 100% original por toda a sua vida, acabando, na minha opinião, com uma das características mais importantes para cativar as pessoas e torná-las entusiastas: A personalização. Do contrário o automóvel transforma-se em uma mera ferramenta de locomoção com a qual o dono não cria vínculo emocional.
    Concordo com regulamentação sobre certos ítens como faróis: e.g. só permitir o uso de lâmpadas de xenônio em faróis projetados para isso, até mesmo porque nesse caso não é somente a segurança de quem fez a modificação que interessa (que aliás pouco me importa pois cada um é responsável pela própria segurança). É a segurança dos outros é que está em jogo.
    Se no Japão e na Nova Zelândia eles conseguem conviver com pouquíssimas restrições, não vejo porque aqui não pode ser assim também. Se começarmos a entrar nesse caminho de restrições vamos acabar como na União das repúblicas socialistas europeias, onde se estuda restrições esdrúxulas que se entrarem em vigor acabarão com o mercado de preparação e personalização…

    • Ilbirs

      Gabriel FT, a lei poderia neste caso ser como a de outros países: permite-se a venda de escapamentos que geram som alterado, mas estes precisam se conformar rigorosamente a leis de acústica para não tornarem a vida nas cidades insuportável.

  • Leonardo

    Bob, na parte dos sacos de lixo, esta escrito “motorista tem de ser e ser visto”, corrige ai…
    Enfim, concordo em tudo, e acrescento fiscalização ferrenha a veículos que atrapalham e/ou põem em risco a circulação de terceiros, exemplo: carros rebaixados sem critério algum que entalam por ai causando transtorno, além de totalmente inseguros, faróis desregulados e mesmo iluminação fora de padrão, acredite sem quiser, existem criaturas que modificam a cor das luzes de posição, freio, seta e ré.

  • Lucas

    Como seria bom se as polícias agissem sempre diante de todos os malfeitos que lhes passam por sob os seus bigodes e não apenas quando estejam munidos de seus dispositivos medidores de velocidade.

    Como seria bom se em todas as rodovias houvessem vias marginais para o trânsito de máquinas agrícolas. Nos pouparia de vermos o poder público bolar soluções “geniais para a segurança e a fluidez no trânsito” como…. impor às máquinas agrícolas emplacamento, licenciamento e IPVA.

    • Antônio do Sul

      A fiscalização por radar só é a que mais vemos porque é a que menos dá trabalho para fazer e a que menos riscos proporciona a quem faz a fiscalização, já que não se pára ninguém para se fazer a abordagem…

  • CorsarioViajante

    Quase todas as sugestões poderiam facilmente ser postas em prática, pois são mais questões de filosofia de trânsito que de custos. E é aí onde está o problema.

  • badanha bad

    Acabar com algumas proibições ou limites (esdrúxulos, diga-se de passagem) com outras imposições ou proibições (películas, câmbio automático, álcool) : – Incoerência !

    E se eu quiser um carro com película (para minha privacidade e segurança), câmbio manual e andar com álcool (maior desempenho) ?

    • Bob Sharp

      badanha bad
      Se você quer privacidade, disfarce-se, assim ninguém o reconhecerá. Não queira defender o indefensável. Você provavelmente é dos que acham que o carro fica “lindão” com os sacos de lixo (nada mais ridículo). E nem perca tempo que em replicar essa minha resposta, pois você não tem mais lugar aqui.

      • francisco greche junior

        Sabe Bob, eu queria que existisse o carro somente a alcool que existia antes, dai os defensores do “maior desempenho” poderiam comprar um e rodar com ele, aproveitando a plenitude do motor a alcool. Eu marotamente continuaria com um a gasolina.

  • Lucas

    Como seria bom se diminuísse uns 90% o número de caminhões e carretas nas estradas. Sinto muito quem tira seu sustento dessa atividade, mas fretes que não possam ser feitos em meio dia (para a pessoa poder retornar para casa no restante do dia) deveriam ser feitos por via ferroviária ou hidroviária.

    • Thales Sobral

      Lucas, o pessoal que seria desempregado nas carretas teria trabalho nas ferrovias e hidrovias. Além de diminuir a necessidade de duplicar várias rodovias (pois diminuiria muito a carga nelas), o custo de frete seria bastante reduzido, além de diminuir a emissão de CO2, o “vilão que derrete o planeta terra”.

  • Rodrigo Mendes

    Estava aqui pensando nessas crianças que morreram essa semana dentro dos carros. Todos tinham sacos de lixo. Se não tivessem mesmo que os responsáveis por elas as esquecessem, alguém que passasse na rua fatalmente veria que tinha uma criança no carro e uma vida seria salva.

  • Luiz Leitão

    Bob, sobre a porcaria do Insulfilm, lembro-me de uma postagem sua aqui, sobre a garotinha esquecida no interior de um carro, que morreu porque ninguém a via de fora do carro. nada mudou, e aconteceu de novo, e de novo…

    Alguém preso por causar morte em acidente veicular (“Vehicular manslaughter”, nos EUA, 4 anos de cana, no mínimo, e pra valer), eu nunca vi.

    O álcool é, de fato, uma bela porcaria de combustível. Concordo com CCN sobre a irreversibilidade das mudanças climáticas; não há mais o que fazer a respeito disso.

    E o barulho de escapamentos, que raramente se vê, ou melhor, ouve, em carros, é uma praga comum que corre com motos, especialmente as Harley-Davidson. Quando dão batidas, os policiais não vêem isso? Nem a CET?

    Já viajar de ônibus em pé é, de fato, algo surreal.

    Coisas do Brasil, meu caro, que podem até mudar um dia, mas num futuro muito, muito longínquo.

  • joaoamc

    Só não gostei da idéia da criação de taxa. As que já temos dá e sobra. Prova disso é a roubalheira generalizada, sempre na casa dos bilhões…

  • Bob Sharp

    Leonardo
    Acertei lá, obrigado. E, claro, concordo, carro fora das normas tem que ser posto fora de circulação. É obrigação da polícia fiscalizar, não é favor.

  • Bob Sharp

    Gabriel
    Falou bobagem. Carro para andar não precisa ser ruidoso. Ninguém tem o direito de incomodar os outros.

    • Gabriel FT

      Olhe o tamanho dos abafadores que os carros de alto desempenho novos têm, para se adequarem aos padrões de ruídos (atuais, pois nada impede que os limites se tornem ainda mais restritivos), um Toyota GT86 por exemplo. E mesmo assim, uma das primeiras modificações que se faz no GT86 para aumentar a performance é trocar o sistema de escapamento por um menos restritivo (que também e muito mais leve). E por mais silencioso que seja, vai aumentar o ruído acima do limite legal, mesmo que pouco acima. É inevitável.
      Até mesmo os Ferrari, Lamborghini e afins possuem desvios dos abafadores em altas rotações ou com carga maior no acelerador. Não é só para instigar o motorista. É porque se fosse somente com o escapamento mais silencioso a performance seria prejudicada.
      E como fico eu que tenho um Chevette e pretendo prepará-lo? Onde é que eu vou colocar um abafador daquele tamanho (como o do GT86 por exemplo) para que o fluxo do escapamento não seja demasiadamente comprometido em função da redução de ruído? Só se eu recortar o assoalho para fazer caber. Não me entenda errado, não quero fazer barulho excessivo, mas é inevitável que será mais barulhento que o carro original, mesmo com o abafador que eu pretendo colocar.
      Entendo que o alvo seja o pessoal das motos pequenas, Harleys e carros, com escapamento sem abafamento que, aliás, já estão muito acima de qualquer limite, tanto legal quanto do bom senso, mas eu tenho certeza que no médio/longo prazo, involuntariamente prejudicará todos os demais, inclusive veículos antigos originais, que são muito mais barulhentos por natureza, e.g. Fusca e os super esportivos como Ferrari e afins. Vai ser um tiro no pé.

      • Lorenzo Frigerio

        Os escapamentos dos carros atuais em geral são diretos, ou seja, os silenciadores são apenas abafadores grandes, sem defletores internos. No meu Dodjão e no meu Oldsmobile uso esse sistema, com interligação em X ou H, e fica tão silencioso quanto um R/T original. São um abafador de Chevette (ou JK) e um de tamanho normal por lado. O fato de alguns carros esportivos serem barulhentos tem a ver com a construção dos abafadores, é lógico, mas em rotações e velocidades normais, isso é mais marketing que baixa restrição. A potência obtida por escapamentos menos restritivos, na verdade, só vai aparecer em rotações elevadas, coisa que está se tornando anacrônica com os carros turbo. Inclusive, o próprio equipamento remove grande parte do barulho, tanto que alguns fabricantes recorrem a roncos artificiais via central multimídia.

  • Ilbirs

    Bob, sobre escapamento alterado para fazer barulho, faltou falar do famoso “diretão” dos caminhões, normalmente acompanhado de um pente na turbina, conjunto esse que gera um barulho horrível em aceleração normal e um “uóóóóóóóóóóó” na hora em que o motorista tira o pé do acelerador para trocar a marcha.

  • RoadV8Runner

    Seria um paraíso se o trânsito fosse da forma como o texto descreve. E existem lugares em que o trânsito é exatamente dessa maneira!

  • vpj

    Quase tudo isso será possível quando o brasileiro civilizar-se (ou seja, nunca).
    Sendo mais realista, bastaria que as legislações fossem aplicadas e fiscalizadas. Simples assim. mas, para alguns problemas ainda não há solução, não tem lei para milagre.
    Uma curiosidade. Esta semana vi uma reportagem sobre um sistema eletrônico que reduz em 20 vezes a poluição dos veículos diesel. Todos os veículos fabricados nos últimos anos a possuem, de fábrica, obrigatória. Para ganhar uns trocos de potência e de suposta economia (duvído, deve ser mais um mito urbano) praticamente 100% dos proprietários instalam um “chupa-cabras” que desliga o sistema.

    • Lorenzo Frigerio

      Essa é clássica. Antigamente, os caminhoneiros rompiam o lacre da bomba injetora para ganhar mais potência. Obviamente que o sistema era calibrado para um compromisso ideal entre desempenho e economia. Uma campanha na televisão contra a prática revelou que um ganho de 8% de potência resultava em 30% de aumento no consumo. Dizia, no final, “quem abre o lacre, fecha o lucro”.

    • Antônio do Sul

      Por acaso, não é um módulo que converte motores diesel Euro V em Euro III, dispensando-os do uso do diesel S-10 e do Arla?

  • João Carlos

    Bob,

    Eu gostaria de sugerir que na parte que o senhor diz para os ônibus se tornarem automáticos epicíclicos, deixasse a expressão só automático em sentido amplo ou acrescentasse o automatizado. Já são uma realidade e dão a mesma comodidade ao motorista e conforto aos passageiros.

    Abraço

    • Lucas dos Santos

      Ainda preciso andar em um desses.

      Tem um V-Tronic em testes na minha cidade, e parece que os motoristas não estão gostando dele. Há quem maldosamente o chame de “V-Tranco”!

  • Christian Bernert

    Encontrei uma nova moda para o saco de lixo. Vejam só a brilhante idéia que este dono de um Honda Fit teve. Está difícil de ver pelo retrovisor externo? Seus problemas acabaram.

    • João Carlos

      Inacreditável! Ainda bem que tem a foto!

    • Ilbirs

      Mais uma prova da irresistível atração que o Fit exerce entre os barbeiros, agora também na terceira geração. Claro que a culpa não é da Honda e aqui entramos no terreno do Sobrenatural de Almeida, mas essa associação do menor dos Hondas com gente ruim de roda acaba contando contra o carro, penalizando os bons motoristas que têm o caixotinho em questão.
      Sempre que vejo um Fit, preparo-me mentalmente para alguma navalhada das boas. Dificilmente erro. Já vi motorista desse carro furando semáforo e quase atingindo a lateral do meu (freei forte e olhei no olho da barbeira, mostrando com o dedo indicador o semáforo fechado para ela), entrando abruptamente em rotatória, tangenciando curva da maneira mais porca possível e prejudicando quem vinha atrás, fora as demonstrações clássicas de mau volante, como freadas em quantidade excessiva em retas, andar colado na traseira alheia, arrastar-se em uma faixa da esquerda que só deveria ser usada para ultrapassagens e conversões específicas e por aí vai.

      Enfim, a incrível atração que o Fit exerce nos barbeiros tem um grau de inexplicabilidade parecido com o de os homossexuais adorarem de paixão a evangélica fervorosa Gloria Gaynor.

      • Domingos

        Hahahahahaha! Sobrenatural de Almeida foi boa! Apesar de ser fã do carro desde a primeira geração, tenho que admitir que é mesmo notável o quanto tem de “artistas” que o possuem. É difícil inclusive ver um sem pequenos amassados ou arranhões.
        Talvez seja o desenho que atrai um motorista não muito seguro, talvez seja a praticidade dele que acaba pegando um público que ainda com um carro compacto faz bobagem. O carro em si é fácil de dirigir e não tem surpresas como pontos cegos exagerados ou falsas sensações nas laterais/traseira/dianteira (algo que noto em alguns carros e promove raspadas em garagens).
        Já vi menina que conseguiu quebrar o vidro da porta sem bater o carro nem deixar cair nada (provavelmente estacionou em algum canto e esqueceu que tinha um objeto próximo da porta antes de abrí-la com toda a força).
        A tampa do porta-malas dele é a maior vítima desse demonstrar de proeza dos donos de Fit. Em todas as 3 versões do modelo é freqüente ver ela amassada porque não viram que tinha obstáculo ao estacionar ou até porque abriram ela sem tomar cuidado com colunas e canos suspensos.

    • Robero

      Que lixo. Bom, não da para esperar muita inteligência de quem faz usa de sacos de lixo, principalmente as mais escuras.
      Ainda tem gente que acha “lindão” essas coisas nos vidros. Para mim, o carro fica sempre com um aspecto sujo.

      • Mingo

        É verdade! Eu acho que qualquer carro fica “xexelento” com essas imundícies nos vidros.

    • Domingos

      É a evolução do filme. Logo lançam umas versões esportivadas, outras com aparência de off-road…

  • Uber

    Ônibus:
    Bob, o problema dos bancos estreitos não ocorre apenas nos microônibus, até os articulados têm isso, pois há praticamente um padrão de bancos para os modelos urbanos. E também há o problema da distância para as pernas, parece que instalam esses bancos onde couber e dane-se o conforto do passageiro.

    • Lucas

      Conforto em ônibus?? pfff… esqueça!! Até em ônibus-leito de turismo é difícil encontrar algum conforto, imagine em ônibus de linha, seja urbana ou rodoviária.

  • Lucas

    Como seria bom se tirar carteira no Brasil fosse bem mais difícil do que é hoje, nos moldes dos países de vanguarda. Eu não me negaria a pagar bem mais caro para ser habilitado, contanto que isso não se restringisse apenas a arrancar em subidas, ligar o pisca toda vez que virar o volante, estacionar de bico e na baliza.

  • Lucas dos Santos

    Bob,

    Respondendo à sua pergunta – “Não sei de ninguém preso por causar acidente. O leitor sabe?” – na minha cidade o motorista que causa acidente – por furar um semáforo ou uma preferencial, por exemplo – sequer é multado! Absurdo isso!

  • Daniel Calvente

    Bob, andei procurando na busca do Ae mas não achei. Você por acaso já escreveu um artigo só sobre os sacos de lixo nos vidros? Ando precisando convencer um amigo meu que argumenta que o Rio de Janeiro é uma cidade muito violenta mas já admitiu ter aberto os vidros à noite para conseguir descer o Alto da Boa Vista. Uma incoerência danada…

  • Lucas dos Santos

    Quanto a não permitir que se viaje em pé nos ônibus é desejável, porém inviabilizaria o ônibus como transporte público de baixo custo.

    Ao permitir somente passageiros sentados, a capacidade de lotação seria reduzida pela metade ou mais. Passageiros sentados ocupam mais espaço que passageiros em pé, o que reduziria a capacidade de pessoas por metro quadrado do veículo.

    Para atender à atual demanda somente com passageiros sentados, a quantidade de ônibus precisaria dobrar ou, em horários de pico, até mesmo triplicar, pois atingiriam a lotação máxima muito rapidamente. Ônibus convencionais precisariam ser substituídos por ônibus articulados ou biarticulados. Sem falar no aumento da quantidade de veículos nas ruas que isso causaria. E isso falando da demanda atual. Se a maioria das pessoas resolvesse trocar o seu transporte particular pelo transporte público, precisaria de ainda mais ônibus!

    Com isso, os custos para manter o transporte público, se elevariam consideravelmente. Seria necessário manter mais ônibus, que precisariam ser maiores – com custo de aquisição mais alto – e que implicariam em um maior gasto de combustível. Ônibus, hoje em dia só é barato – embora haja controvérsias, quando se compara o preço com a qualidade do serviço – porque permite que os passageiros viajem em pé. Proibindo-se isso, o ônibus deixa de ser barato e seria necessário investir em outro modal de transporte público.

    • Roberto

      Tenho minhas dúvidas se as empresas de ônibus teriam prejuízo se só fosse permitido passageiros sentados. Aqui em Porto Alegre, por exemplo, ninguém pode ficar de pé nos micro-ônibus e, apesar disto e de todos terem ar-condicionado, a passagem é só mais ou menos R$1,00 mais cara que o ônibus aqui. Dessa forma, acho que seria possível todos andarem sentados no ônibus e de forma confortável, ainda mais levando em conta que os intervalos do ônibus é menor que os micro-ônibus aqui.

      • Lucas dos Santos

        Nesse caso os micro-ônibus e os convencionais coexistem, o que não impacta tanto o sistema.

        Mas, imagina, por exemplo, se todos os ônibus convencionais, com capacidade para cerca de 90 passageiros (ou mais), passassem a comportar somente 40. Os ônibus atingiriam a capacidade máxima muito rapidamente. Dessa forma, precisaria de mais ônibus para atender à mesma demanda, o que significaria mais veículos de grande porte ocupando as ruas.

        Porém concordo que os micro-ônibus deveriam ser utilizados somente dessa maneira, admitindo apenas passageiros sentados e com tarifas e conforto diferenciados. Ao menos o usuário teria uma opção à sua disposição.

    • Domingos

      Double Decker. Já passou da hora de termos isso aqui, no lugar de continuarmos com ônibus feitos em cima de caminhões e os novos trambolhões articulados feitos sob medida para as CiDaDeS PrOgrEsSisTas da América Latina (basicamente esquemão para cobrarem mais caro).
      Eu mandaria fazer (somos uma das 10 economias do mundo e a cidade mais rica da América Latina, podemos exigir!) um ônibus tão bom em termos de conforto, ruído, lotação e até aerodinâmica e capacidade de curvas que andar de metrô que ia ser chato!

      • Antônio do Sul

        A minha cidade foi a primeira no Brasil a ter ônibus articulados e corredores exclusivos para ônibus, mas não tem nada de “progressista”, felizmente. Pelo nível de organização que temos, somos uma das cidades com melhor nível cultural do Brasil. Tanto os nativos como os de fora que vêm morar aqui (como eu) gostam de ver as coisas funcionando bem.

        • Domingos

          Em SP e no Rio usam um articulado especial, às vezes chamado BRT, que inventaram no governo colombiano de um prefeito igual ao nosso “querido” Haddad.

          Além de só poderem andar em grandes avenidas, não dão conta da demanda enorme e acabam num limbo em que às vezes ajudam e às vezes atrapalham – e por isso são adotados só em alguns lugares e ainda assim não fizeram a transição total para eles.

          Além disso os articulados são muito desconfortáveis para quem vai em pé, se segurar no centro do veículo é uma experiência incômoda.

          Até por isso se vê poucos deles em circulação fora do Brasil, mesmo em cidades com muito uso do ônibus. Geralmente é em cidade como Curitiba ou outras perfeitamente quadriculadas (portanto muitas retas perfeitamente longas e ininterruptas) que ele funciona bem. E são poucas cidades assim.

          Um double decker teria uma capacidade ainda maior de passageiros num espaço menor e com muito mais conforto – fora o fator de ser interessante. Mas custa mais caro e no Brasil devemos apenas pagar como no primeiro mundo…

      • Lucas dos Santos

        O problema é conseguir um ônibus que capaz de levar um número expressivo de passageiros sentados.

        Os biarticulados de Curitiba, por exemplo, têm capacidade para cerca de 270 passageiros. Se nesses ônibus não fossem permitidos passageiros em pé, a capacidade de lotação cairia para “míseros” 75 passageiros. Ou seja, para transportar esses mesmos 270 passageiros, todos sentados, seriam necessários QUATRO ônibus de 23 metros.

        Mesmo que fosse um Double Decker, dificilmente teria capacidade para tantas pessoas sentadas.

    • Antônio do Sul

      Poderiam oferecer, então, dois tipos de serviço: um mais acessível, com os mesmos ônibus e prestado nas mesmas condições do serviço atual, e outro mais caro, para quem pudesse e/ou quisesse pagar um pouco mais, com ônibus mais confortáveis e que só levassem passageiros sentados.

      • Na região metropolitana de São Paulo tem um serviço assim, é chamado de “SELETIVO”. O motorista não pode levar ninguém de pé, quando o ônibus atinge a capacidade máxima só faz paradas para desembarque. Tem um preço diferenciado e é bem utilizado (no meu ponto de vista, de observador mesmo) E lá no Rio de Janeiro também tem uma espécie disso que é apelidado de “Frescão” (se não me engano).
        MAS não é nem um pouco difícil ver pessoas de pé nesses ônibus (pelo menos aqui em São Paulo)

      • Lucas dos Santos

        Sem dúvidas. Seria uma solução interessante. Porém ainda não resolveria o problema da falta de segurança para quem utilizasse o serviço mais barato.

  • braulio

    Quanto ao combustível, acho mesmo que o álcool foi uma decisão estratégica brasileira: No caso de uma outra crise de petróleo, pelo menos parte da frota nacional continuaria a se mover. O que acontece é que algumas decisões boas para uma nação inteira não são tão boas assim para o cidadão individual: Deveria ser inconcebível o cidadão abrir mão de eficiência energética porque não pode confiar nem na OPEP, nem nos usineiros, nem que o governo regule a ambição dos dois grupos (imagine os impactos na economia se cada carro pudesse ser ajustado para aproveitar ao máximo apenas um combustível, reduzindo consumo e emissões). E vender no Brasil uma substância com o mesmo nome e composição diferente da gasolina dos outros lugares deveria gerar alguma punição internacional.
    As lombadas, outro fator de desperdício de combustível, têm efeitos colaterais ainda mais devastadores: Deseducam, impedem, como o texto diz, que ande-se rápido numa emergência, e destroem o asfalto.
    Num mundo ideal, teríamos vias arteriais bem largas e vias de trânsito lento amplamente arborizadas. A raça humana surgiu nas savanas africanas, onde os primeiros humanos precisavam correr em longas distâncias descampadas, mas, ao entrar em qualquer região com mata fechada, poderia deparar com caça ou predadores, e portanto deveria andar mais devagar e tomar mais cuidado. Esse instinto ainda está aí, que custa usá-lo?
    Quanto à “pequena taxa nos combustíveis”, ela já existe. E também existe o licenciamento, que teria parte da verba para isso. E também o IPVA, E os pedágios. E o IPTU mais caro para casas em via asfaltada. Imposto cobrado à guisa de manter o asfalto em boas condições não falta. Mas justamente o governo que deveria manter essas estradas em condições é quem mais as deteriora, seja com remendos ruins para os consertos porcos feitos nas redes de água e esgoto (lema da maioria dos lugares “se não é tosco, não é seu governo!”), seja pelas afamadas lombadas e valetas, ou simplesmente por autorizar situações estrategicamente muito ruins, desde povoar alagadiços e remover (de novo elas…) árvores de passeios públicos até preocupar-se mais com arrecadação e menos com educação quando pensa em multas (outro tiro no pé: Um motorista educado cuida da via, um motorista sem dinheiro pode priorizar outras coisas, negligenciar a manutenção do veículo e virar mais um estorvo – com custos para os cofres públicos – no trânsito).
    Quanto ao “saco de lixo”, não bastou a lei. Apelar para o bom-senso é pedir demais. Acho que o único modo seria fazer justiça com o próprio martelo, quebrando todos os vidros que não dá para ver o que tem dentro do carro. Claro que isso é um exagero, mas diga rápido o que é mais fácil de acontecer: Isso ou alguma autoridade tomar as providências cabíveis?
    E deveria haver um modo de multar automaticamente quem usa celular no trânsito: Um sensor de deslocamento, detector de ruído, ou coisa do tipo. Deixemos parte da multa com a operadora, que cobraria na próxima conta, não tem problema: Motorista com celular simplesmente atrapalha demais para continuar à solta!

    • Daniel S. de Araujo

      O álcool seria perfeito se ele fosse autossuficiente. Entretanto, o ciclo de produção do álcool requer grandes quantidades de derivados de petróleo na forma de fertilizantes nitrogenados e óleo diesel. Qual a vantagem então do álcool? E inconcebível o álcool sem o petróleo

  • Wagner Bonfim

    Bob, acho que temos um exemplo de como nós brasileiros somos um povo complexo e de difícil entendimento: Gramado/RS. Muitos motoristas são de fora da cidade, mas quando chegam lá, se transformam. Há apenas 1 semáforo na cidade, com múltiplas rotatórias (rótulas no português gaúcho). Quase 100% das pessoas respeitam as placas e, principalmente, as faixas de pedestres. É incrível, você pisa na faixa todos param! Por que será?

    • Arthur Santos

      Mesma coisa eu percebi em Ilhabela..

    • Roberto

      Em Carlos Barbosa (que não fica muito distante de Gramado) é também mais ou menos a mesma coisa. Até tem um placa que diz que “cidade de povo educado não precisa de semáforo”.

    • Domingos

      Trânsito, assim como vida privada e economia, o bom mesmo é que o Estado só meta a mão para coibir abusos (onde ele deveria ser extremamente eficiente e rígido) e regulamentar o básico. O resto é um esquemão manjado em que se cria um problema que não existia (congestionamento, medo de multas bestas etc.) para oferecer uma solução que confere ainda mais poder e arrecadação ao Estado – que pouco se lixa para a população e pode ser visto como uma iniciativa privada com poderes além do que deveria.
      A Alemanha prova isso assim como a Coréia do Sul prova que é o melhor caminho em relação à do norte, mas tem sempre alguém para querer aproveitar e ser aproveitado.

  • Lucas dos Santos

    Bob,
    Curioso é que tudo isso que você descreveu não é nenhuma utopia. Dá para fazer. O problema não está nem na “boa-vontade” das autoridades, mas sim na mentalidade do povo. A maioria aprova e, não havendo exigência ou reclamação, não há mudança. Vejamos:

    – Combustível:

    A população em geral acha isso ótimo! A maioria não vê problema algum em aumentar a quantidade de álcool na gasolina. Basta comprar um carro “flex” e está tudo certo. Carro “flex”, aliás, consideram a oitava maravilha do mundo, pois é “versátil” e permite colocar o combustível que estiver mais barato! O importante, aliás é pagar menos, não importa o que entre no tanque!

    – Lombadas:

    São reverenciadas pela população. Se o poder público atendesse à todas as reivindicações, haveria pelo menos uma lombada a cada esquina! E nem se tente substituí-las por lombada eletrônica ou radar. Isso tudo é visto como caça-níqueis. Dependendo da situação, os próprios moradores tratam de construir a sua própria lombada em frente de casa.

    – Velocidade:

    Mais um assunto “delicado”. Velocidade virou um verdadeiro tabu. É só abrirem uma rua nova e já “chove” reclamações de moradores na imprensa reclamando que os veículos estão correndo muito. E qual a solução pedida? Lombada! Há ainda quem defenda que não se deveria fabricar carros com capacidade de atingir grandes velocidades, pois “é perigoso”. Quanto mais devagar se andar, mais seguro é.

    – Rodízio:

    Outra medida vista pelas massas como a “solução definitiva” para o “excesso de veículos”. Rodízio tem uma imagem de algo “ousado e moderno”. Defendem que ele deveria ser adotado em outras cidades. Rodízio é status, é “coisa de cidade grande”. Todos querem! Ah, já ia me esquecendo: “o meio-ambiente agradece”!

    – Ônibus:

    Não faz a menor diferença. O importante é que a passagem tenha um preço compatível com a (falta de) qualidade do serviço – e não o contrário. Se for “de graça”, melhor ainda!

    – Semáforos:

    Deveria ter um em cada esquina. Cruzamentos são perigosos, mesmo com parada obrigatória, que ninguém respeita. Por falar nisso, os semáforos deveriam ser conjugados à cancelas, que se fechariam à luz vermelha. Ninguém mais furaria!

    – Escapamento barulhento:

    O importante é ter “presença”. Fazer o carro ficar com ronco de “motor grande”, de carro de corrida! Quanto mais barulhento, maior a expressão de potência do motor!

    – Películas nos vidros:

    Não poderiam ter inventado algo melhor! Além de trazer segurança, ainda traz status! Se o carro for um sedã e for preto – ou prata – aí as películas são mandatórias, pois vai ficar igual “carro de patrão”!

    – Qualidade das vias:

    Deixa como está! Se arrumar, isso “vai virar uma pista de corrida” (aí voltamos ao tópico da velocidade)!
    Quem leu até aqui, por favor entenda que isso NÃO reflete a MINHA opinião – e que fui irônico em alguns trechos. Isso tudo são coisas que eu já li ou ouvi por aí por um número de vezes suficiente para acreditar que nós é que estamos “nadando contra a maré”. Triste, mas realidade.

    • Domingos

      Pior que eu já ouvi de gente que gosta de carro (bom, pensando bem era um cara que gostava de roda grande e som), que queria ter algumas lombadas na rua da própria casa.
      É como aquelas tartarugas de supermercado, só servem para encher o saco e aumentar consumo/desgaste. Algumas você passa a menos de 10 km/h e ainda assim vem o tranco e o barulho.

  • Lorenzo Frigerio

    Eu colocaria três outras coisas importantíssimas:
    1) Construir uma rede ampla de estradas de ferro e metrô, para tirar os caminhões das estradas e reduzir o custo da logística, e de quebra oferecer às pessoas a possibilidade de se libertarem do automóvel nos trajetos mais comuns, tirando parte da frota das ruas.
    2) Moratória na construção de prédios em São Paulo: o que provoca o trânsito é o adensamento imobiliário e populacional, o que inclusive supervaloriza os terrenos e inviabiliza a construção de estacionamentos a preços acessíveis. Como alguns se lembrarão, em 1974 o prefeito Figueiredo Ferraz disse que “São Paulo precisa parar (de crescer)”; foi demitido pelo governador Laudo Natel pois isso não combinava com a idéia que os militares tinham de “progresso”.
    3) Acabar com as vias de mão única, uma desgraça que foi sendo construída pontualmente e paulatinamente em São Paulo ao longo das décadas, e que engessou o sistema viário a pretexto de torná-lo mais eficiente.

    • Domingos

      O item 2 era item de campanha e de ideologia do Haddad, mas não é que “surpreendentemente” no governo dele já autorizaram uns 10 prédios na minha região em ruas onde não podiam fazer construção… Ao menos não construções tão grandes, mas enfim.
      Os bairros de casa estão acabando em SP e sim, isso é o maior vilão do trânsito, dos preços, da qualidade de vida e de quase tudo em SP. Aumentar ainda mais a quantidade de pessoas e o adensamento numa cidade sem estrutura e tão grande em extensão é pura loucura. Enfim, nunca acredite em gente que é muito do contra hehehe…
      Em 1974 caberia um planejamento e uma definição de limites urbanos e de zonas. Parar de crescer me parece exagerado e não era um tempo para declarar muitas gracinhas, realmente… Uma lástima que nem a idéia básica tenham permitido.
      Já as ruas de mão-única e aquelas com várias restrições de acesso são ponto-pacífico que é coisa de vereador pegando votos. Raramente isso melhora o trânsito, embora ALGUMAS das nossas maluquices restritivas nesse sentido funcionem às vezes. O nosso trânsito é mais organizado que de muitos países avançados.

      • Claudio Abreu

        Domingos / Lorenzo, sou urbanista e, sem arrogância (porque entendo e compartilho da indignação de todos nós), digo que há alguns enganos aqui: a cidade de São Paulo (não a região metropolitana) tem queda populacional há 3 décadas; há um quociente significativo de imóveis vazios nas áreas centrais (ou seja. especulação correndo solta); a ocupação desordenada, a corrupção, as ações ridículas ‘pra inglês ver’ e o déficit de investimento em infra estrutura é que estão matando esta cidade, urbanisticamente falando – vide as invasões (legalizadas, meu deus!) das áreas de mananciais, as operações urbanas que abrem as pernas para as empreiteiras / construtoras (procurem por ‘outorga onerosa’), o belicismo conveniente entre as ‘classes’ (vai ver se tem isso no Rio, onde todos estão mais ‘misturados’), tudo isso gerando um monstro cada vez mais (e convenientemente) difícil de gerir. Reforma política, eleitoral, tributária, sim, todas – e haja fôlego pra isso, galera. Quando era mais jovem, me encantava essa cidade. Hoje, sei que grande parte da tristeza que eu sinto vem só por causa dela… Moralmente falando, somos quase uma catástrofe; não consigo ler o texto do Bob sem, a cada frase, a cada tópico, me lembrar: educação, educação, educação…Nem precisa devanear ou ir longe, sejamos objetivos: vem aí a maior crise hídrica que uma metrópole jamais enfrentou. Acham mesmo que estamos preparados? Somos os mesmos que permitimos que isso acontecesse; seremos capazes de lidar? que ‘vida em sociedade’ (sobe o volume do ostentação!) vai aguentar bancar o nosso espírito dito ‘pacífico’? Boa sorte pra nós.

      • Lorenzo Frigerio

        Só um pequeno comentário, Figueiredo Ferraz baixou em 1972 o que foi a primeira Lei de Zoneamento de SP. A Câmara protelou uma nova edição por décadas, após uma revisão de Jânio Quadros ter sido aprovada por decurso de prazo, lá por 1987, sem ter sido regulamentada; portanto, praticamente sem mudar a legislação de 1972. A Cidade só teria um novo Plano na gestão Marta. Foi esse que instituiu as operações urbanas e interligadas, e os “CEPACS”. Em outras palavras, mudou para continuar igual, só que com a PMSP arrecadando.

  • Essas realidades que você colocou, Bob, duvido que um dia eu possa ter o prazer de vê-las na realidade.

  • guest

    Sei de um que está preso por causar acidente: http://vejasp.abril.com.br/materia/justica-nega-liberdade-motorista-atropelamento-usp

    Só que não, como dizem os jovens: o motorista preso NÃO causou o acidente, mas o correto é dizer que ele teve seu carro atropelado por alguns que privatizaram para si as ruas da USP. Mas é politicamente correto ocupar as ruas para andar de “bike” e fazer “jogging”… e como o camarada envolvido é um pedreiro, preso continua e continuará…

    • Domingos

      Que vergonha. E esses são os mesmos jovens que vêm falar de justiça social e que, amanhã, estarão numa estatal em algum cargo por concurso tomando medidas igualmente imbecis.
      Sequer podem ser demitidos, ainda por cima…

  • Danilo Antonio Frasson

    O prazer de dirigir voltaria em boa dose e um ciclo virtuoso se instalaria.
    Esse texto bem que poderia sensibilizar pessoas poderosas e influentes.
    Não custa sonhar…

  • Não uso película/Insulfilm ou qualquer outro nome que se dê a essas coisas nos vidros dos meus carros. E não sinto a menor falta.
    Esse argumento de que protege interior, tira insolação, traz a pessoa amada em 3 dias é conversa de vendedor, senão os vidros verdes não teriam os filtros de fábrica.
    E olha que moro num lugar que nem tem sol… hehehe
    O que percebo mesmo é que as pessoas usam os vidros bem escuros para os agentes de trânsito não verem que se está usando o celular como brinco ou fofocando no feicebuque sem ser incomodado.
    Perto de casa, instalaram um semáforo num cruzamento onde a maior parte do fluxo tem que virar à esquerda, cruzando uma das faixas. Antes valia a negociação com o veículo que vinha em sentido contrário e funcionava bem. Agora com o sinal, começou a engarrafar…

    • Domingos

      Faço o mesmo e não me arrependo. Ficou absurdamente melhor para dirigir de noite, justamente onde mais se precisa de boa visibilidade externa.
      Te digo que faz um pouco de diferença sim quanto ao sol e também em relação ao interior deve fazer, conseqüentemente, um pouco de diferença. No primeiro carro que tirei, passei a sentir o sol queimando um pouco mais.
      Mas em temperatura não mudou nada. O efeito estufa causado acaba descompensando o ganho pequeno em proteção UV.
      Mas é certo que filmam hoje em dia por quererem o carro sem visibilidade mesmo…

    • Roberto

      Percebi a mesma coisa. Falam que é em nome da privacidade, mas na realidade é para poder dirigir com uma das mãos no celular sem que os agentes vejam. Mas tem caso pior: ontem mesmo passei a pé perto de um carro com películas bem escuras e deu pra ver o cara consumindo drogas dentro do carro (a certeza veio pelo cheiro). Lamentável.

  • Carlos A.

    Também gostaria de ver tudo que foi comentado na prática! Infelizmente em minha cidade a maioria dos carros estão ‘filmados’ até no pára-brisa. Já as motos é bem complicado mesmo o ruído, eu ando muito a pé e praticamente fico surdo em avenidas, absurdo total. Outro ponto a ser fiscalizado são os veículos com som de fazer inveja a muito trio elétrico de carnaval.

    • CCN-1410

      Ontem passei a verificar em um estacionamento, tipos de películas utilizadas nos carros.
      Em quase a sua totalidade, não dava para ver nada o que tinha dentro deles.
      É uma lástima!

      • Roberto

        Tudo em nome da privacidade. O problema é que isto é uma faca de dois gumes. Por exemplo, nesses dois casos das crianças esquecidas dentro dos carros, se os carros não tivessem peliculas, provavelmente alguém teria visto as crianças e feito alguma coisa que evitasse estas tragédias.

  • Douglas

    Bob,
    Também sou contra o álcool e sonho com uma gasolina de no máximo 10% de álcool.
    Mas o álcool deveria continuar sendo vendido para os carros antigos, nem que fosse em galões.

  • Daniel

    Não sou motociclista, mas e se as motos não andassem entre os carros não seria melhor para todos? Como funciona em países de primeiro mundo?

    • Kevin “Schãoantz!” (F.Lopes)

      Daniel, se circular numa velocidade moderada no “corredor” quando os carros pararem, sem problemas, a zica é que a turma exagera e aí é o festival de acidentes e fechadas que vemos. Proibir uma moto ocupar o espaço de um carro é ruim, pois, primeiro uma moto freia mais rápido que um carro e a probabilidade de haver uma colisão na traseira da moto é grande. Segundo ponto: o trânsito vai virar o inferno na Terra, pois serão centenas de milhares de motos ocupando lugares de carros.
      Nos países europeus a maioria dos motociclistas têm bom senso e educação, andam de boa nos corredores, sem exagerar, o que diminui e muito o índice de acidentes.

    • Cadu

      Bom senso, educação e respeito resolvem esse problema. Sou auto e motoentusiasta. É claro que a maior vantagem da moto é ocupar menos espaço e ser mais ágil no trânsito. Aliás, é um carro a menos no trânsito e é de extremo bom senso, dar preferência a este veículo, que é mais frágil, mais econômico, ecológico e viável em grandes centros e, por definição, muito mais inseguro que um automóvel. Portanto, sou totalmente a favor de motofaixas (bem planejadas), faixa de retenção de motos nos semáforos e incentivo ao uso da motocicleta.

      O que deve haver é um retorno dos motociclistas de bom senso na mesma medida. Saber trafegar no corredor (embora proibido, seria inútil ter uma moto e andar apenas na faixa de rolamento), saber o momento de ser guardar na faixa de rolamento, evitar usar a buzina à toa, andar sempre de farol aceso, usar vestes adequadas (chinelo, bermuda e camiseta não é roupa de andar de moto), sinalizar são medidas de segurança e de bom convívio.

      Quem anda diariamente, depende da moto e, principalmente, trabalha em cima de uma motocicleta, geralmente tem mais pressa e acaba esquecendo da fragilidade do veículo de duas rodas. Usar o corredor em manobras mais seguras e apenas pra ultrapassar quando há um espaço maior. Andar na velocidade da via, em um corredor parado ou forçar a passagem no corredor entre dois veículos pesados, tudo isso aumenta muito o risco, além de gerar antipatia de quem não está na moto.

      Para quem não anda de moto e “odeia moto”, “odeia motoboy”, e vive em guerra com qualquer coisa sobre duas rodas, com fechadas e buzinadas, entenda de uma vez por todas: aquele veículo tirou um carro das ruas e é muito mais frágil que você dentro de uma lata de ferro de 1 tonelada!

  • ccn1410

    Provavelmente foi feito um bom trabalho com a população fixa da cidade, e como todo bom brasileiro segue a boiada…
    Menos mal, tchê!

  • João Carlos

    As informações que passei são da Saint Gobain Sekurit.

    • V_T_G

      João,
      a transmissão de calor é dada pela transmitância e pela reflectância, num vidro transparente, genericamente, estes dois fatores são baixos.

      ps. transmissão de calor no caso citado evidentemente

  • João Carlos

    Os laterais dianteiros também. Leia a Resolução que trata do assunto.

    • V_T_G

      Não está em discussão a legislação. Ela deve ser cumprida. A questão é que eu não concordo com ela embora a cumpra, pelos motivos que citei.

  • V_T_G

    Certamente, mas partindo desta premissa carros muito altos como as caminhonetes, deveriam ser proibidas de circular devido a dificuldade de visualizar seus ocupantes. O ideal mesmo seria aqueles vidros fotocrômicos que escureceriam apenas ao parar ou quando a incidência de sol fosse demasiada.

  • Lucas dos Santos

    Acho que o Bob se referia aos Volare – também chamados de “mini-ônibus”.

    A largura daqueles bancos é inacreditável! São quase metade da largura do banco do motorista!

    http://cdn.onibusbrasil.com/i/2013/1/17/p/c5e8ba91943950717c0c4ef07459cde7.jpg

    • Uber

      Sério?! Faz tempo que não ando num desses, felizmente, foram extintos na minha cidade, pois o sindicato reclamou da dupla função de motorista/cobrador, afinal, eles não eram pagos pelo serviço de cobrador e desviava a atenção do motorista, sem falar que isso atrasava a viagem.
      Aliás, ônibus apenas com motorista só deveria ser permitido se a passagem fosse paga somente com o cartão eletrônico.

      • Lucas dos Santos

        Aqui na minha cidade nunca usaram Volare para serviço urbano, mas tive a oportunidade de conhecer um quando fiz a minha carteira D.

        Fiquei impressionado com a largura dos bancos. Pensei “não é possível que isso tenha sido projetado para duas pessoas!”. E era! São realmente estreitos. Eu, que sou bem magro, mal cabia neles quando tinha outra pessoa do meu lado!

        Na minha cidade a dupla-função de motorista/cobrador perdura, mas as linhas de baixa demanda são atendidas pelos chamados “mid-bus”, que são ônibus convencionais com chassi (bem) encurtado. Nesses só há bancos individuais, de dimensões semelhantes aos dos demais ônibus.

  • Lucas dos Santos

    Há quem diga que se as motos não andassem entre os carros, os congestionamentos seriam maiores. Confesso que, mesmo andando de moto esporadicamente, ainda não tenho opinião formada sobre isso.

    Quanto aos países de primeiro mundo, tenho notado uma diferença fundamental nessa questão: lá, de forma geral, quem tem moto normalmente é apenas quem gosta desse tipo de veículo. Já aqui no Brasil, muita gente anda de moto porque não tem condiçõe$ de ter um carro e não quer usar o transporte público! Talvez isso explique por que em alguns países – não são todos – não se vê tantas motos no trânsito como se vê em São Paulo, por exemplo.

    • Domingos

      Perfeitamente, Lucas. E até por isso os modelos baratos daqui nem existem lá, sendo substituídos completamente pelos scooters.
      Outra coisa é que tem uma diferença de atitude que é a presença de espírito, a alma de um povo. Uns chamam de cultura, outros de educação e outros até chamam de arrogância e preconceito (esses são os piores, porque não querem nem ao menos admitir os erros).
      Se passa normalmente entre os carros lá. Só que é mais raro, porque o trânsito é menos travado, e também as motos pequenas e grandes passam devagar por entre os carros.
      Na Itália a paixão por motos é inacreditável. Poucos ligam para F-1 mas em todo lugar passa Moto GP, por exemplo. Eu até estranhei. Em um período bem longuinho por lá se eu vi uma vez uma moto passar a 70 km/h ao lado do seu carro parado, como é aqui, foi muito.
      Mas são comuns os acidentes fatais com motos esportivas, especialmente em estradas e avenidas. Felizmente não costumam envolver outras pessoas, porque fazem isso quando está vazio.

  • Daniel S. de Araujo

    VTG…nao existe alcool sem a OPEP. Nao existe!!

    A Cana de Acucar requer grandes quantidades de derivados de petroleo na forma de fertilizantes nitrogenados e oleo diesel.

    E impossivel produzir cana sem nitrogenio. Maquinas agricolas a alcool. E nao foi por falta de tentar.

    • V_T_G

      Você está partindo da premissa errada. Álcool só vem da cana?
      De fato, não conheço um substituto para o petróleo na obtenção do nitrogênio (o que não significa que não possa haver ou ser criado) no entanto o diesel em maquinas agrícolas já tem substituto desde a criação do motor Diesel.

      • Daniel S. de Araujo

        A única fonte rentável de álcool combustível é a cana. Tecnicamente você pode produzir álcool de um monte de coisas (batata, mandioca, milho, celulose etc.)

        Sobre os fertilizantes nitrogenados, a gente não pode ficar de braços cruzados esperando um substituto para eles. Tem que pesquisar mas ao mesmo tempo temos que consumir o que já existe e são derivados de petróleo.

        Sobre os motores diesel, você está falando da banha, óleos vegetais etc. Acredite, tem muito agricultor que já fez experiência com óleo bruto de soja, girassol, álcool+óleo diesel etc. e ainda não apareceu nada a contento.

        Agricultor não compra óleo diesel porque gosta, ele compra porque precisa. Diesel é o maior custo indireto de uma lavoura.

  • Ilbirs

    É o princípio de ruas que parecem perigosas se tornarem seguras. É parecido com o que via no litoral sul paulista, com diversas ruas sem placas ou sinalizações, mas que eram bem mais seguras que outras vias cheias de sinalização. É o tal princípio do Shared Space também.
    Nessas cidades carentes de sinalização e semáforos, anda-se mais de bicicleta do que em São Paulo, e de maneira bem mais segura. Em geral essas cidades têm uma avenida que é meio que a espinha dorsal da urbe, com faixas centrais e uma espécie de acostamento pelo qual trafegam as bicicletas.

    A maioria dos motoristas anda em velocidade altamente compatível com a via sem que haja qualquer placa de sinalização, bem como ficam mais atentos a seu redor, e isso porque grande parte deles é formada por exatamente os mesmos paulistanos que fazem um monte de barbeiragem em sua terra natal.
    No caso gramadense, estou entendendo que fizeram um ordenamento de tráfego com entendimento bastante instintivo. Uma rotatória tem de ser contornada obrigatoriamente, assim como faixas bem visíveis permitem uma melhor comunicação entre motoristas e pedestres sem ser necessária uma maior mediação. Logo, vou compreender que apenas organizaram o fluxo natural sem que ele ficasse forçado.

  • Ilbirs

    Talvez se torne autossuficiente quando passar a ser celulósico. Outra sugestão seria parar de fazer tanto etanol para se passar a fazer butanol, que é compatível com motores a gasolina.

  • V_T_G
  • Otavio Marcondes

    Lembro que quando comprei meu carro, ganhei o filme nos vidros, coloquei mas exigi que estivesse dentro das normas, mesmo assim não fiquei 100% satisfeito e queria achar a película transparente para o pára-brisa, a qual o instalador ficou surpreso de ser solicitado ( na região não se coloca filme no pára-brisa). Sou da mesma filosofia, vidro do carro é para ver e ser visto. Eu sinto na pele a diferença entre um carro com filme é um sem, mas não acho que seja desculpa para colocar aqueles filmes blecaute que não se enxerga nada.
    A primeira vez que eu vi filme assim foi no Rio de Janeiro que tinha até no vidro da frente. À noite não se enxergava praticamente nada. Achei um absurdo, mas o proprietário alegou segurança maior com relação a assaltos e que não saía à noite pelo mesmo motivo, ou seja, que estar andando comigo era exceção a sua regra. Um absurdo.

  • Otavio Marcondes

    Quanto à questão do limite de velocidade, no Rio Grande do Sul é uma coisa absurda o que acontece em muitas rodovias. Tem diversos locais que o limite é baixo e não tem nada que justifique aquilo. A polícia monta armadilhas para pegar os “contraventores” e se gaba de ter pego um ou outro exagerado ( acima de 140 km/h). Sou da mesma visão do Bob, o limite tinha de ser uma sugestão e em acidentes com velocidade acima dessa seria responsável e ponto, pagando pelo seu erro.

  • Andre Bertoldi Reiter

    Como seria bom se houvesse fiscalização contra os faróis de xenon adaptados. Esse tema é tão importante quanto qualquer outro citado na matéria. Quem anda a noite em estrada com certeza concorda comigo,

    • CCN-1410

      Aqui no Vale do Itajaí é uma desgraça.

  • Ilbirs

    Bob, parece que você não está mais pregando no deserto, como poderá ver aqui.

  • Eduardo Mrack

    Prisão perpétua ou amputação dos quatro membros para quem invadisse a pista da direita nas conversões à esquerda. E tem aos montes, principalmente em cidades pequenas e médias. As vezes tenho vontade de acelerar ao invés de freiar quando sou o carro laranja e vejo o azul invadindo a minha pista.

    • CorsarioViajante

      Ou então abrem a curva exageradamente.

  • Domingos

    O Bob pensou a mesma coisa que eu conversando esses dias sobre os limites absurdos com meu pai: velocidade apenas seria limitada – e com MUITO rigor – em locais como escolas, caminhos de pedestres e outros pontos obviamente problemáticos.
    Nesses pontos poderiam colocar até 20 km/h de limite se fosse o caso, embora 30 seja o mínimo confortável para qualquer carro hoje.
    Nas outras vias, se foi visto colocando outros em risco ou se provocou acidente por exagerar na velocidade, é autuado e penalizado na hora. Se for o caso, com ida à delegacia e até cadeia se aplicável.
    Realmente hoje qualquer um pode matar uma pessoa no trânsito e com um advogado qualquer por aí faz no máximo uns dias de serviço comunitário. Mas, ao mesmo tempo, se uma motocicleta bate no seu carro e cai já é desculpa para ser indiciado e ter que fazer perícia caso o motociclista meramente DIGA que sofreu um arranhão.
    Absurdo e, inclusive, é um dos maiores causadores de engarrafamentos monstro em SP. Junto com as velocidades que vão juntar trânsito e congestionamentos de um horário com o outro, é para acabar com a cidade.
    Só que Bob, olha lá, o trânsito em São Paulo é como a seca no Nordeste. É melhor que fique pior, que não se resolva. Inclusive, a idéia do governo atual é admitidamente de ferrar com ele de vez.
    Mas o IPTU aumenta, o IPVA fica e também sai a inspeção para agradar aos muitos votantes do partidão que se recusam a manter um carro em bom estado. Devem achar coisa de trouxa…

  • Lorenzo Frigerio

    VTG, quero ver você sair por aí de loja em loja procurando os topo de linha da 3M ou da Insulfilm, para ver se acha. Os funcionários vão olhar para você com aquela cara estupefacta de quem viu um ET. O Brasil é o paraíso do xing-ling, do filme roxo. O brasileiro só vê uma coisa: preço. Este é o país em que um mano bota roda aro 18 num Gol caixa, e na hora de comprar o pneu, só sobra para botar remold financiado. Chuto que uns 99% dos filmes, além de estar instalados em desacordo com a lei, são xing-ling. Infelizmente, não dá para ser liberal. Tem que acabar com essa praga. Se a lei fosse seguida à risca, daria até para tolerar, mas não é.

  • Lorenzo Frigerio

    Infelizmente, criaram um monstro que agora não tem mais como erradicar.

  • Lorenzo Frigerio

    Uma coisa que deveria ser implantada é uma inspeção de segurança paralela à de emissões. Pneus, freios, suspensão, ruídos e, principalmente, o funcionamento perfeito das luzes, inclusive regulagem de faróis. Nesse momento, o carro com xenão xing-ling ou película fora de padrão deveria ser reprovado.

    • ccn1410

      Mesmo em locais onde há vistorias, ou quando a polícia para um carro, não dão bola para xenão xing-ling e saco de lixo.

    • ccn1410

      Mas a inspeção é uma excelente ideia.

  • vstrabello

    Uma coisa, principalmente em Campinas: dar seta e ver que tem um carro dando seta, indicando a passagem para entrar em uma faixa ou rua.

  • Bob Sharp

    Lorenzo,
    Sei que isso veio de “estudos” de fora, como veio o Euro NCAP e filhotes. Novamente um caso de hipocrisia: se crianças podem ocupar a fileira única de bancos de uma picape cabine simples. devem poder fazê-lo no banco dianteiro de um sedã ou o que seja. Ou que se proíba crianças de menos de sete anos andarem em picapes de cabine simples. Aliás, é norma Contran: num carro de cinco lugares que transporte quatro crianças, a mais velha pode ir no banco dianteiro.

    • Antonio Ancesa do Amaral

      Vivemos na república da hipocrisia, a lembrar:
      1- estojo primeiros socorros;
      2- 3ª luz de freio como acessório era passível de multa;
      3- Insulfilm, no começo era assim: um mês podia, no outro era proibido;
      4- lâmpada xenon, enquanto houve estoque de um fabricante podia, depois foi proibido;
      5- farol de longo alcance só de fábrica, como se eu não pudesse alterar a regulagem do farol.
      Vou parar, senão a lista ficará extensa.

      E o caso do Rio de Janeiro, a pessoa encarregada de levar a criança na escola, foi para o salão fazer as unhas!

      Não posso deixar de mencionar o extintor, que era “A”, virou “BC”, foi para “ABC”, provavelmente terá todas letras do alfabeto.

    • Lorenzo Frigerio

      Creio que não seja necessário que o CONTRAN precise colocar tudo por escrito. Qualquer pessoa com um mínimo de inteligência depreende que crianças pequenas não deveriam viajar em pickups de cabine simples, mesmo que você julgue, por exclusão, que isso é liberado, só porque o veículo não tem banco traseiro.
      Uma criança no banco dianteiro de uma pickup cabine simples deveria ser OK só para curtos trajetos em regiões rurais, por força das circunstâncias, nunca numa estrada movimentada. Pais responsáveis devem entender o espírito dessas disposições, pois como eu disse, não se pode nem idealmente se deve ter que botar tudo no papel.

  • Bob Sharp

    Domingos
    Ter lombada à porta de casa é o mesmo símbolo de status “eu sou poderoso” de ocupar a faixa da esquerda sem necessidade. Coisa de patrícios imbecis.

    • Domingos

      Bob, eu pensava que era exagero seu ou coisa de só algumas pessoas essa questão do “status”. Achava que era burrice mesmo, de pensarem que isso resolvia alguma coisa.

      Nesse caso confirmei pessoalmente que acham coisa de rua “chique”. Brasileiro confunde solução de país em guerra civil com status ou riqueza…

  • Real Power

    Estou a mais de 1 mês tentando comprar películas transparentes, mas com proteção solar e controle térmico. Não encontrei, já desisti. Meu carro vai ficar sem, pois colocar saco de lixo ta fora de cogitação. Liguei no SAC da 3M, entrei em contado com seus distribuidores, e nada. Uma grande falta de respeito com o consumidor. Desenvolvem um produto diferenciado, mas que não consigo comprar, porque não tem em lugar algum. Totalmente insatisfeito com a 3M do Brasil. A cara que os vendedores/instaladores de películas fazem quando a gente pede películas transparentes ou com 90% de transparência é impressionante. Logo vem a pergunta! Para que colocar transparente? Vai ficar igual, não vai mudar nada no carro etc. Deixei um vendedor falando sozinho. Vou tentar importar de outro país películas transparentes, pois aqui na terra brasilis os “manos xunadores” conseguiram dominar o mercado com seus padrões de qualidade de saco de lixo. Abraços

    Real Power.

    • Roberto

      Já tentou ver se existe aí as películas de proteção (anti-vandalismo)? Elas são transparentes e parece que bloqueiam mais de 90% dos raios uv. Eu quase coloquei uma da llumar que me pareceu ser boa e era vendida aqui em uma concessionária da Ford. Mas como na época que eu descobri eu estava quase vendendo o carro (custava cerca de R$ 500), acabei deixando a idéia de lado.

    • Lorenzo Frigerio

      Cara, quantas vezes eu já passei por isso com outros produtos “virtuais”… por isso que fiz o comentário lá embaixo. Isso é o que mais tem nos sites de multinacionais com filial no Brasil. Os caras apenas traduzem a descrição de alguns produtos que só existem lá fora, “pra brasileiro ver”. Um bom exemplo são aquelas lâmpadas incandescentes halógenas (de rosca) da Philips e da Osram, que não tem em lugar nenhum.
      Sugiro o Insulfilm legítimo, deve ter filmes equivalentes. Tem alguns poucos instaladores em São Paulo, acho que um deles na Barra Funda.

  • Rogério Ferreira

    Por incrível que pareça, não vejo problemas no álcool como combustível… Problemas existem, mas devido a máfia dos usineiros e das distribuidoras, que sempre atrelam o preço do alcool a 70% do preço da gasolina, ainda que consigam fornecer o litro mais barato. Mas nesse ponto, falta um governo de pulso firme, que olhe para lado do consumidor, e não para o lado dos mafiosos. (se bem que são financiadores de campanha, não é mesmo?)… Se o consumidor mudasse de postura, e só abastecesse com alcool, quando valesse a pena mesmo, ai o preço abaixaria. Mas quanto ao combustível em si. Não vejo nenhum prejuízo: Já rodei mais 300.000 Km, com um carro a alcool, que nunca apresentou desgaste acentuadado do motor. Também tive oportunidade de ter dois modelos idênticos, um só a gasolina, e outro flex, (inclusive com a mesma taxa de compressão do motor, no caso o VHC) e constatei que consumo de ambos, no mesmo percurso, era igual, usando o derivado de pertróleo. Sei que existem alguns casos, que o consumo ficou pior, mas é uma clara situação de veículo lançado as pressas, que vive perdendo os parâmetros de A/F especialmente quando muda o tipo de combustível. O carro mais econômico que tive, foi um flex que ganhou de todos que usavam só gasolina. Acho estranho reclamarem deste sistema, mesmo sabendo que existem carros como UP, fazendo cerca de 20 Km/l de alcoolina, e com todos os prejuízos aerodinâmicos promovidos pelo levantamento da suspensão da versão nacional. Gasolina boa, com no máximo 10% de alcool, seria obviamente um sonho, nem que fosse uma opção mais cara. Mas não ter opção, quando falta um ou outro combustível no mercado, já me apavora, me remete o sufoco que foi a crise do petróleo nos anos 70 e 80, e crise do álcool no anos 90. Imagine agora, com o preço da gasolina disparando, devido a necessidade de cobrir os custos corrupção da Petrobrás? E nós obrigados, a pagar diretamente por isso…. Mas mudando de assunto, outro ideal, seria o fim dessa onda de carros altinhos e levantadinhos, que andam ditando regra no mercado, e inclusive influenciam até nos carros que deveriam ter alturas normais (e consequentemente, suspensões mais confortáveis). E nos falta, nesse Brasil ideal, a opção de Stations Wagons, “de altura normal” em todas as marcas.

  • marco de yparraguirre

    Sonhar ainda é possível,o governo ainda não cobra imposto sobre esse item.

  • ccn1410

    É verdade… Isso ocorre principalmente nas pequenas cidades.
    Os bobocas pensam que nunca virá alguém do outro lado.

    • Eduardo

      Pior é que eles acreditam que estão fazendo a conversão da maneira correta. Sabem que pode vir alguém do outro lado mas acham que este alguém tem que esperar. Burrice mesmo.

  • Rodolfo

    Bob,

    Gostei do texto, mas faltou você falar dos carros em circulação sem condição de uso e dos carros abandonados nas ruas…

    Me dá uma raiva ver um trambolho ambulante andando e poluído o ar e sem freio e pneu careca… e quando a gente quer estacionar tem carro abandonado ocupando o lugar.

    Carro mal conservado devia ir para a sucata ser triturado… se o cara não tem condições de manter um carro então não deve circular com ele e nem ocupar espaço de vagas da rua.

    Eu tenho um gol 1990 impecável… está tudo 100%… não sou relaxado com a manutenção e conservação do meu carro.

  • Rodolfo

    VHC a álcool gastar igual a gasolina… isso não existe! Acho que o seu motor a gasolina estava desregulado ou com defeito.

    • Rogério Ferreira

      Você não entendeu.. VHC flex… com gasolina… gastando igual ao VHC só a gasolina..

  • jrgarde

    Tem uma esquina assim que passo quase que diariamente. Pior que ainda sou xingado quando sou o laranja e o idiota do azul faz a curva fechada.
    Santa ignorância!

    • Eduardo Mrack

      É de doer, eu só não fico em estado de fúria porque me controlo e sei que nada adianta fazer, mas que eu fico frustrado e sem esperanças para a nossa sociedade eu fico… Como pode gente assim ter habilitação ?! Ah lembrei, é Brasil, é só ir em um CFC e aprender a como passar na prova… por pior que seja a “formação de condutores” dos CFC’s, ao menos eles ensinam da maneira certa como se fazer uma conversão, mas os malandros insistem em dirigir como se fossem os donos do asfalto. A formação nas auto-escolas é ruim ? Sim, muito ruim, mas a má vontade de boa parte das pessoas é muito pior.

      Sem esperança para os tópicos da sua postagem meu querido Bob Sharp… E a tendência é que piore, e piore muito, de todas as maneiras possíveis. Seguimos em queda livre na bestialidade.

      • Poomah

        Um simples posicionamento que se fosse observado, evitaria dezenas de milhares de pequenas colisões (e todo o pacote de dissabores implícito) absolutamente sem qualquer sentido, pois não vejo sequer como chamar esses casos – entre outros tantos – como acidente. Isso onera os cofres públicos, influi no absurdo preço dos seguros, e um sem-número de desdobramentos que prefiro nem começar a elencar. O amigo é observador e sensato. Infelizmente divido as mesmas percepções, mas lendo seu comentário, uma breve esperança ainda me assalta.

  • marcus lahoz

    Perfeito, Bob.

  • Lorenzo Frigerio

    Vendo a figura logo abaixo, uma idéia que deveria ser implantada aqui são os cruzamentos que têm uma fase para conversão à esquerda, como nos EUA. Enquanto você converte à esquerda, quem vem no sentido oposto da sua via também converte à esquerda. Quem já dirigiu em Miami sabe como é.

    • Thiago Pinho

      Lá possui ruas largas com várias faixas, aqui isto não possível, acabaria confundindo os motoristas.

  • Lucas Pereira

    Meu sonho aqui em Vitória seria:
    – Bueiros nivelados com o asfalto;
    – Asfalto no mesmo nível do original após obras de escavação;
    – Motoristas aprenderem a utilizar a faixa da esquerda (não sei em outras cidades, mas aqui, na prática, a faixa rápida é a da direita, pois todos acham que estão andando rápido demais para utilizá-la);
    – Motoristas aprenderem a utilizar a luz de neblina traseira (tem gente que acha que quanto mais luz acesa, mais bonito o carro fica);
    – Motoristas ocuparem somente uma vaga nos estacionamentos;
    – Eliminar a buzina de todos os carros (já que não sabem quando utilizar, melhor ficar todo mundo sem)

  • Pedro Bachir

    Etanol é um ótimo combustível, boa octanagem e alto calor latente de vaporização! Ser contra carros flex posso concordar, contra etanol não concordo…

  • Lucas dos Santos

    Dias atrás, concluíram uma obra de duplicação de um viaduto da minha cidade. Olha só o comentário que uma pessoa deixou hoje no site de um jornal local:

    Ficou EXCELENTE o novo viaduto, porém se não colocarem alguma lombada, radar ou algum outro tipo de redutor de velocidade, vai morrer muita gente ali. O asfalto novinho ta fazendo a turma sentar o pé no acelerador“.

    É por isso que eu digo: o problema não é do poder público, mas da população, que quer as coisas assim.

  • Lucas dos Santos

    Na minha cidade estão começando a colocar as primeiras travessias elevadas e, adivinhe: se tornaram o novo “objeto de ostentação” da cidade.

    Olha só a mensagem que deixaram no perfil do Facebook do presidente da Autarquia de Trânsito daqui:

    Estou vendo que vc colocou uma foto de faixa de pedestre elevada na foto de capa. Isso é um projeto seu? Se for, porque a demora de instalar mais dessas faixas na cidade?“.

    Pois é…

    • Lorenzo Frigerio

      Você está se referindo às “lombofaixas”?

      • Lucas dos Santos

        Sim. Exatamente elas.

        Utilizadas há algum tempo em várias cidades, chegaram aqui no começo de 2014 e são vistas como “a solução para todos os problemas” do trânsito.

        São mal feitas e mal sinalizadas. A Secretaria de Obras, infelizmente, não segue os critérios do Contran para construí-las e faz delas um problema ainda maior que o das lombadas.

  • V_T_G

    Será que todo álcool dos EUA (que vem do milho) é subsidiado para ser economicamente viável? Em relação ao diesel estava falando de biodiesel que é um aprimoramento dos óleos puramente vegetais. Concordo plenamente sobre os braços cruzados, nossos acadêmicos possuem muita produção no entanto ela é majoritariamente descolada da industria e das necessidades prementes do pais Isso precisa mudar!

    • Daniel S. de Araujo

      Essa é a coisa que eu mais tenho raiva de estudo acadÊmico: Um monte de coisas bonitas descoladas da viabilidade técnica e das necessidades do país.

      O Brasil gasta horas e horas pesquisando coisas que já foram (teorias e elucubrações sobre o regime militar, por exemplo) mas não pesquisa o que interessa.

  • Lorenzo Frigerio

    Se deixarmos de lado o problema da falta de metrô, São Paulo também tem outro problema viário: a falta de vias expressas. Voltando a Figueiredo Ferraz, ele tinha um plano para construir algumas, mas com sua demissão e a crise do petróleo de 1973 os planos foram abandonados, e posteriormente a especulação imobiliária elevou o preço do m2 a tal ponto que inviabilizou as desapropriações. Seria ótimo se tivéssemos algumas vias como a 23 de Maio, que é um bom exemplo de via feita com um bom trabalho de urbanização e ajardinamento, destinados a minimizar o impacto ambiental… um contraste total com o “Minhocão” construído por Maluf.
    As vias expressas têm a função de absorver o trânsito ponto a ponto, evitando que extravase para os bairros, destruindo comunidades. É óbvio que São Paulo chegou a um ponto de círculo vicioso de adensamento e trânsito que não tem mais via expressa que resolva. Para a cidade melhorar, precisaríamos construir uns 600 km de metrô a toque de caixa, de preferência com linhas duplas para novamente separar o trânsito local do expresso e permitir sua operação 24 horas por dia, como em Nova York.

  • Lorenzo Frigerio

    Concordo plenamente, pois um “double-decker” transporta o dobro de passageiros com o mesmo “footprint”, com metade do número de veículos. Jânio Quadros mandou construir vários quando prefeito nos anos 80. A Erundina os tirou de circulação. Ouvi dizer que derrubavam fios e batiam em pontes… fazer o quê, infra-estrutura de terceiro-mundo… a “cidade mais rica da América Latrina” na verdade sempre foi muito pobre de espírito.

    • Antônio do Sul

      Não bastasse terem sido tirados de circulação ainda relativamente novos, não sei se quem fez pior foi o Jânio Quadros, que pôs para circular um ônibus inadequado às vias da cidade, ou a Erundina, incapaz de fazer adequações simples como erguer fiação de energia ou realocar postes…

  • Aeroman

    Otimo artigo, concordo em boa parte. Minhas ressalvas ficam para o limite de velocidade – morei por um bom tempo proximo a uma curva de uma avenida movimentada que ficava apos uma reta, e acordei muitas vezes de noite com barulho de motores em rotação alta, seguidos de freadas fortes e o caracteristico som de um carro se acidentando. Muitas vezes no dia seguinte via o carro virado.
    Acho que bastam limites de velocidade coerentes, por exemplo, 60 por hora na Bandeirantes ou Salim Maluf em SP são estupidos, estas avenidas comportam mais. A Cruzeiro do Sul com 50 entao chega a ser ridiculo.
    Rotatorias na minha opiniao so causam confusao. Exemplo da praça 14 bis em SP. A melhor descrição de rotatoria que ja vi é do filme Ferias Frustradas, com a frase “Olha o Big Ben… e o Parlamento”. A cena é auto explicativa
    E o alcool… ele sempre da uns cavalinhos a mais para motores E100. Acho que a aberração é a mistura dos combustiveis, nao o alcool em si. Deveriam vender gasolina e alcool puros.
    Eu acrescentaria tambem a ciclovia. Não sou contra, mas acho que devem haver regras para a construção: diminuir pistas para instala-las deveria ser proibido (leia-se “pintar a ciclofaixa na rua”). Coloca-las em uma area inutil como por exemplo embaixo das linhas suspensas do metro é interessante

    • Domingos

      Moro perto da Praça 14 Bis e afirmo que são as pessoas que não sabem negociar curva e nem querem saber como se faz uma rotatória. A rotatória é extremamente prática e promove um trânsito fluido, especialmente essa que possui muitas faixas e é bem larga. Raramente ela congestiona, mesmo com as vias que ela liga quase paradas.

      O problema é que ninguém parece querer aprender a dirigir e todo mundo quer ficar cortando faixa no lugar de ir mudando progressivamente até entrar na saída que quer. Parece até retardado e acho que é mesmo.

      • Aeroman

        Você levantou dois pontos interessantes – ter várias faixas ajuda a piorar a situação, porque se você tentar ir para a faixa interna da rotatória tem que cruzar a externa, onde ficam as entradas e saídas, e onde está o maior fluxo de carros. Isso piora a “negociação” da troca de faixa. Sair da faixa interna gera o mesmo problema.
        A outra é que como você mesmo disse, isso depende da boa educação e habilidade das pessoas, ou seja, não é um sistema estável, que se auto-corrige. Basta um motorista bloquear a sua saída da rotatória (por inabilidade, porque pretende sair na próxima saída, ou falta de educação) que você é forçado a dar outra volta na praça.

  • anonymous

    Para o editor, vale uma matéria sobre isso: (cameras em semáforos aumentam o número de acidentes)
    http://arstechnica.com/tech-policy/2014/12/major-chicago-study-finds-red-light-cameras-not-safer-cause-more-rear-end-injuries/

  • Rodolfo

    Os caras deixam de produzir arroz e feijão para produzir cana… isso é um perigo para o meio ambiente…

    Ainda bem que o Brasil não exporta álcool, pois se não a gente teria que importa arroz e feijão…

    Quer um carro ecológica mente correto use um elétrico ou híbrido a gasolina.

    • Cadu Viterbo

      Ora, deixa de queimar o álcool pra queimar um combustível fóssil em seu lugar? Ainda fico com o etanol que, ao menos, pra ser produzido, sequestra CO2 da atmosfera!

      • Eduardo Mrack

        A maioria pensa apenas no etanol com produto final e nos benefícios que ele traz, este sempre evidenciado pelas mídias, mas poucos param para pesquisar sobre os malefícios, estes intencionalmente bem escondidos.

        Comece pensando nas queimadas tradicionalmente usadas nos imensos canaviais, já tem um belo impacto ambiental aí.

        Sobre o CO2 sequestrado da atmosfera pela cana, bem, não é tão simples assim, as plantas pouco impactam sobre a absorção de CO2 da atmosfera, elas também expelem CO2, o trabalho pesado nesta absorção é feita por organismos marinhos.

        Ainda, para se obter o famigerado líquido etanol, é preciso aquecer bastante e por bastante tempo o composto derivado do bagaço da cana, e neste processo são usados ainda motores antigos a óleo diesel bastante poluentes.

        Há ainda as condições de trabalho insalubres e quase escravagistas dos trabalhadores dos canaviais.

        Para piorar, há incentivo fiscal aos “coronéis” da cana, que barganham o seu produto conforme o preço de exportção do açucar.

        Sugiro este texto lúcido e preciso aqui do próprio AE :

        http://autoentusiastas.com.br/2014/10/arrepio-na-espinha/

        • Cadu Viterbo

          Eu não disse que são apenas benefícios. No fim das contas ainda é combustível

          O sequestro de carbono para fixar na cana é real e compensa grande parte da sua queima. Eu náo disse que as plantas são responsáveis pelo o2 da Terra, para que vc citasse como contra argumento o fitoplancton, os reais pulmões do planeta.

          Se o cartel e o capital por trás da cana é assim, imagine do petróleo, que já vausou guerras e crises mundiais?

          Isso não podr ser usado como contraponto. Senao nunca sairemos do lugar

        • Rodolfo

          E a gasolina é cara porque dá subsídio ao álcool.

      • Rodolfo

        Mas feijão, arroz e etc também sequestra CO2. Carro elétrico é a solução.

  • Wagner Bonfim

    Além desses pontos todos, a usurpação de função pública, conforme descrito na reportagem: http://g1.globo.com/espirito-santo/transito/noticia/2014/12/radares-falsos-sao-instalados-no-es-e-motoristas-temem-por-multas.html

    É a forma mais elaborada do quebra-mola instalado por um indivíduo ou sua comunidade, na rua!

  • Cadu Viterbo

    Excelente!! Válido em todo território nacional!

  • Cadu Viterbo

    Há quem não consiga se manter na faixa de rolamento em curvas. E provocam afunilamentos onde não existem

    • César

      O buraco é mais em baixo…
      As pessoas, de um modo geral,não têm senso de posicionamento nem a pé, nas calçadas, escadas e afins…

  • Roberto Neves

    Tudo ótimo! Pelo fim da buzina, já!

  • Antônio do Sul

    Realmente, os articulados e biarticulados têm grandes restrições quanto à geometria e topografia das ruas. Quanto aos ônibus de dois andares, a minha dúvida é a seguinte: o desembarque não fica muito lento e difícil? E o acesso ao andar de cima não fica difícil, especialmente quando o ônibus está cheio?
    Domingos, eu não estou, de jeito nenhum, querendo desacreditar a idéia dos double deckers só por ter sido sugerida por outra pessoa. As minhas dúvidas são questionamentos de quem nunca usou um ônibus assim, e esses “enigmas” só podem ser solucionados por paulistanos que foram usuários desse tipo de transporte.

  • Lorenzo Frigerio
  • jrgarde

    compartilho e concordo totalmente com o que escreveu!

  • Lucas dos Santos

    As autoescolas são criticadas – muitas vezes com razão – mas quando ensinam boas práticas no trânsito o aluno só as utiliza no exame do Detran, para passar.

    Depois que já está com a CNH na mão, parafraseando um finado blog de trânsito, “cada qual maneja como quer”!

  • Lucas dos Santos

    Enquanto isso, no Brasil, a tendência é proibir a conversão à esquerda em vias de mão dupla. O que não funciona, pois quem “não concorda” com a proibição faz a conversão do mesmo jeito, se não houver fiscalização.

  • Sergio Quintella

    Acho que este artigo complementa ao do Bob: http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,seis-provas-de-que-o-motorista-brasileiro-e-um-otario,1608548 e nos comentarios ainda teve um cara que lembrou dos selinhos do licenciamento no parabrisa

  • Sergio Quintella

    Esse projeto vai ter ônibus double decker: http://rodasp.com/

  • João Carlos

    Tem uns videos na internet, e parece que as trocas não são interrompidas, mas era num pátio plano.

    O maior problema que vejo é na robustez e segurança. Tem um video da Allison que faz um comparativo entre a sua caixa e uma automatizada em caminhões: fica ruim e é preciso um certo treinamento para situações de para-e-anda em subidas e com carga.

    Mesmo para automóveis, se eu tivesse que indicar a alguém não ligado a automóveis, seria a automática epicíclica ou de pares de engrenagens (estas só nos Honda). São mais robustas e à prova de certos erros, como segurar o carro em subidas no acelerador. A Honda nos Acura usa uma caixa de dupla embreagem mas com ligação motor-caixa por conversor de torque, também visando mais conforto e precisão no arranque e creeping.

    • Lucas dos Santos

      Eu achei um vídeo dele na rodovia:

      O que eu pude perceber, pelo som do motor, é que as trocas são “espaçadas” semelhantes às de um câmbio manual. Aliás, se alguém me dissesse que esse ônibus usava câmbio manual e eu ouvisse apenas o som, eu acreditaria.

      Outra coisa que eu notei tanto nesse vídeo como no vídeo do pátio é que ele não “segura” muito as marchas. Ele troca cedo, provavelmente para não deixar o giro do motor subir muito – a fim de economizar combustível e controlar as emissões de poluentes. Os motoristas que dirigiram o carro-teste daqui reclamaram que ele não tem boa desenvoltura nas subidas, o que é estranho para um chassi equipado com motor de 230 cv e PBT de 17 t. Talvez o câmbio, por não querer deixar que o giro suba muito, seja o principal responsável por isso.

      Mas, como dito anteriormente, eu ainda não andei em um V-Tronic, portanto não tenho como dar uma opinião concreta.

  • Állek Cezana Rajab

    Concordo

  • João Carlos

    Às vezes a reclamação de falta de força na subida se deve à troca de marcha ascendente muito cedo. Precisa dar treinamento de que caixa automática ou automatizada se “troca de marchas com o pé”; se ficar com o pé de pluma no acelerador esperando a marcha esticar, isso não vai acontecer, mas sim a mudança mais cedo pra marcha ascendente. Por isso muitos optam pelo modo manual da caixa, que existe em alguns ônibus de turismo.

  • João Carlos

    A principio pensei ser uma boa substituir isso por demarcar com tinta, mas cada carro tem sua medida.

    Precisamos arranjar um modo de conscientizar os motorista de ocupar o menor espaço possível nas vagas longitudinais de via pública. Tem muita gente que deixa muito espaço, outros ocupam vagas pra dois carros, tudo por medo de que estraguem seu para-choque (por isso a moda dos engates).

  • Carlos

    Olá. Fiz hoje, em Florianópolis, SC, um orçamento do produto 3M Crystalline, a mais próxima do transparente e com maior bloqueio de calor. Meu carro é um hatch médio. Valores: R$ 1.550,00 (vidros laterais e traseiro), R$ 630,00 (Pára-brisa). O preço decrescia de acordo com a linha e os atributos, sendo a Crystalline 90 a mais cara. Pelo preço do produto 3M, em torno de 7% do valor comercial atual de meu veiculo, descartei totalmente a compra. Vou apenas laminar internamente meu pára-brisa com a mais barata película transparente, de marca genérica, e isso apenas por segurança, devido a problemas anteriores com pedras na estrada, que lançaram estilhaços no habitáculo e me custaram o vidro original. Só entende a raiva e frustração quem gosta muito de carro.

  • pkorn

    A maioria dos “sonhos” não são difíceis de realizar, em outros países. Aqui são delírios distantes.

  • braulio

    Não é! Carro elétrico tem que usar baterias de lítio, que tem durabilidade limitada e contaminam o solo, além da poluição para serem produzidas, motores de cobre, cuja exploração é uma das causas da chuva ácida, têm de ser reabastecidos com energia elétrica vinda de algum lugar, que pode ser termonuclear, com problemas de descarte de lixo radioativo, térmica à carvão, que polui mais que um carro em termos de CO2, hidroelétrica, mas há poucos lugares para construir usinas hoje em dia, ou eólica, que necessita de grandes áreas e atrapalha o fluxo migratório de aves. O elétrico só parece uma solução melhor porque não tem tubo de escape para ver a poluição sendo gerada…

    • Rodolfo

      Então é melhor a gente ir de bicicleta ou a pé… e ter metrô pra todo lado como em Londres e Nova York.

  • Eduardo Mrack

    Me sinto honrado por apreciar meu comentário e dividir comigo esta visão, mas você foi além. Realmente teríamos seguros mais baratos, maior eficiência da polícia, esta se dedicando aos casos de maior gravidade e necessidade, menos transtornos, menos burocracia, enfim, pelo simples fato de que todos os motoristas deveriam saber que o trânsito deve ser um fluxo contínuo e bem direcionado, para todos, sem exceções e que cada um deve se encaixar neste fluxo e jamais se impor a ele.

    • Poomah

      Justamente, na verdade você conseguiu – com muita propriedade – sintetizar algo que pode e deve virar alvo de melhor exploração por parte de todos. Quanto ao comentário, estou atento, te acompanho há tempos, você sempre tem observações inteligentes.
      Fique com o meu abraço e votos de boas entradas de ano novo.

  • MGregolin .

    Acrescentando… Que existisse uma fiscalização (honesta – impensável no Brasil dos dias de hoje… Mas essa é outra história) permanente contra os faróis desregulados. É uma coisa que torna o agradável rodar da madrugada (agradável pelo volume de veículos bem reduzido), se tornar algo irritante quando, sem exagero, 80% dos veículos que cruzam com o nosso tem faróis desregulados.

  • Domingos Fonseca

    Caro Bob: eu também excluiria:o uso obrigatório do cinto de segurança, o extintor de incêndio (com algumas exceções é claro) e o seguro obrigatório.

    • Bob Sharp

      Domingos Fonseca
      Bem lembrado, o uso do cinto cabe a cada um decidir. Andar pelo bairro devagar, por exemplo, não precisa. No icônico filme “Bullit” isso é bem mostrado, o vilão coloca o cinto quando nota quando nota encrenca chegando. Extintor obrigatório, nem se fala. Seguro, só o DPVAT é um absurdo em si mesmo. O que tinha de ser obrigatório é todo carro ter seguro contra danos materiais e lesões a terceiros. Não tem seguro, não pode circular.