Woman driv huffingtonpost.com  Carro novo básico ou usado incrementado? Woman driv huffingtonpost

Como fã de carros, porém assalariada, já tive todo tipo de carro, mas confesso que um dos meus favoritos é o zero-quilômetro. Gosto do cheirinho de carro novo, mas principalmente gosto de saber (ou melhor, acreditar) que um veículo recém saído da fábrica não vai apresentar defeito nenhum.

É claro que os seguidos recalls que vemos todos os dias me desmentem, mas Papai Noel, dois elfos e o coelhinho da Páscoa me afirmaram categoricamente que carro novo não dá problema e com tantas pessoas idôneas assim não serei eu a desconfiar.

Tem também um componente de ciúmes. Quem me conhece sabe que não faço o tipo Luluzinha chata nem ciumenta no sentido comum da palavra, mas quando se trata de carro… bem, a coisa muda. Não gosto nem de deixar a chave com o manobrista. E quando isso é inevitável, vou embora olhando por cima do ombro, checando tudo, mas com lágrimas nos olhos.

Tenho, sim, ciúmes do meu carro. E não importa qual seja. O primeiro, comprado com bastante sacrifício, foi um Gol branco com dois carburadores. Um inferno para (tentar) manter o motor regulado. Costumo dizer que troquei um radiador por um carburador e por isso tinha dois deste e nenhum daquele… piada infame. Bem infame, aliás. Além do inconfundível barulhinho que lembrava o de uma Kombi, descobri depois que tinha uma rachadura no motor e vazava óleo. Mesmo assim, gostava dele e o incrementei com umas calotas simpáticas, para fazer de conta que eram rodas bacanas. Mas era tão básico que nem tinha mais o que colocar de opcionais sem parecer um jogador de futebol da terceira divisão em ascensão.

Se bem me lembro, aquele Gol tinha bem uns 70.000 km quando o comprei e demorei a trocá-lo. Mas consegui comprar um zero-quilômetro. Um Uno Mille bem pé-de-boi. Ainda lembro como me senti quando fui buscá-lo na concessionária. Dali para frente sempre optei por carro novo, mesmo que mais simples de forma a caber no meu orçamento.

Já entrei em inúmeras conversas sobre o que vale mais a pena e reconheço que, financeiramente entre outras coisas, não compensa. Quando você cruza a porta da concessionária, já perdeu de 8,5% (Chevrolet Onix) a 24% (C4 Pallas, que deixou de ser produzido e, obviamente, perdeu mais) do valor do carro apenas porque ele passou de “zero” para “usado”.

Outro argumento a favor do seminovo é que a garantia de fábrica acompanha o veículo. Logo, se você compra um carro com dois anos de fabricação e a garantia é de três, ele está coberto – desde que o dono anterior tenha feito as revisões obrigatórias dentro da rede de concessionárias. Vale a dica: cheque isso, pois se não, adeus garantia.

Tem ainda o valor do IPVA que varia de Estado para Estado, e já temos outro problema para fazer comparação. A redução média no valor do imposto em 2015 será de 4,2% — mas alto lá, como vimos acima a desvalorização dos carros é de 8,5% a 24% no primeiro ano. Já viu que a matemática é cruel, não? Precisa fazer mais conta ou procurar exemplos? Acho que, infelizmente, não.

O seguro é outro item que deve ser levado em consideração. Sei perfeitamente que somente 22,5% da população brasileira faz seguro de carro, mas devemos pensar em todos os gastos que devem ser considerados. Neste caso, as variáveis são inúmeras, pois dependendo do veículo um usado pode ser mais visado por ladrões do que um novo de outro modelo, então não consigo fazer uma comparação para meus caros autoentusiastas. Apenas posso mencionar que o preço para um mesmo modelo pode variar muitíssimo. Por exemplo, um levantamento da corretora online Bidu.com.br, que reúne as simulações de diversas seguradoras, achou diferença de até 138% entre o Ford Focus modelo zero e o 2004. Exatamente R$ 7.495 e R$ 3.152 para o mesmo seguro, respectivamente.

Feitas as contas, comprar carro novo geralmente não compensa. Mas quem disse que a aquisição de um veículo é uma decisão apenas lógica? Se fosse, não haveria tantos modelos, cores, nem acabamentos. Bastaria analisar qual a cor que suja menos, aquela na qual os riscos aparecem menos, meia-dúzia de modelos, e pronto, andaríamos todos de Trabant…

 

Trabby  Carro novo básico ou usado incrementado? Trabby

O Trabant

Não. Carro significa sonho, desejo, até status. Para cada um, um punhado de coisas. Para mim tem de ser uma decisão prática e lógica, e só compraria um carro usado se tivesse absoluta certeza da procedência e de como ele foi cuidado. Já tive um carro que eu achava horrorível (um passo além do horroroso misturado com horrível) mas era o único zero-quilômetro que cabia no meu orçamento numa determinada época da minha vida em que a prioridade era investir em outro tipo de bem e bom, paciência. Reconheço que era prático, econômico, bom motor, ar-condicionado, vidros elétricos, nem tão simples assim. Mas achava ele feio, muito feio e o troquei assim que pude. O irônico é que nunca me deixou na mão e até hoje está na família, firme e forte. Um super quebra-galho que me ajuda em caso de revisão do carro “oficial” ou rodízio. Parece até vingança. Toda vez que preciso dele, ele se apresenta. E não decepciona.

Mudando de assunto: acabei não comentando o final do campeonato de F-1. Não a temporada em si, pois neste AUTOentusiastas tem colunista super-gabaritado para isso. Mas queria destacar a lindíssima atitude do Nico Rosberg ao levar o carro até o fim da prova, apesar de que parecia estar remando contra um tsunami num Mercedes cheio de problemas. Gosto dele e acho que pode vir a ser campeão, sim. É talentoso, disciplinado, rápido, focado. Mas o que ele fez foi louvável mesmo. Lembrei do Nigel Mansell quando desceu para empurrar o Lotus em Dallas, em 1984, e tentou cruzar a linha de chegada, o que lhe serviria para a classificação final pelo regulamento, mas desmaiou antes. Claro que é legal ganhar, mas este é o verdadeiro espírito esportivo.

NG

Fotos: huffington.com, autobild.de
A coluna “Visão feminina” é de total responsabilidade de sua autora e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.

Sobre o Autor

Nora Gonzalez
Coluna: Visão Feminina

Nora Gonzalez é jornalista, foi repórter (inclusive de indústria automobilística) e editora da Gazeta Mercantil e de O Estado de S. Paulo durante muitos anos. É fã de carros desde pequena, especialmente de Fórmula 1.

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  • yzubek

    Depois de comprar meu C4 VTR ’07 por 29 mil, provavelmente nunca pensarei em comprar um carro novo. Por 29 mil eu estaria andando com um Gol suando feito um porco. Hoje eu disponho de controle de tração e estabilidade, ABS com EBD, 6 airbags, 143 cv, sensores de chuva e crepuscular, bancos de couro, direção eletro-hidráulica e mais um monte de coisas, sendo que para deixar o carro impecável gastei pouco mais de 2.000 reais. Além de o carro ser lindo demais!
    Se eu tivesse comprado um popular, hoje teria um carro de 25 mil na mão. O meu ainda vale os 29. O cheiro do couro também é melhor do que o de plástico duro.

  • Rodolfo

    Se tem que saber comprar carro usado ou contratar um especialista em avaliação… pois tem carro que adulteram a quilometragem, não respeitam as trocas de óleo etc., então você acaba comprando gato por lebre.

    Agora com relação a revisão em concessionária, só compensa na 1ª revisão, porque depois eles inventam um monte de peças para trocar que não precisa É melhor você ir em um mecânico independente.

    Por exemplo, saiu no programa Auto Esporte que a Fiat troca as velas a cada 10.000 km, sendo que uma vela dura no mínimo 20.000 km, e se for uma NGK Iridium dura 100.000 km.

    • Leandro1978

      Me parece que esta informação não procede, pois a troca das velas é recomentada a cada 30 mil km.

    • Avatar

      Atualmente possuo um Fiat e a troca é recomendada aos 30.000 km pelo Manual do Proprietário.
      O problema foi dar crédito na informação passada por programa de TV famoso por tão baixa qualidade das informações passadas, principalmente as técnicas. Eu assistia todo domingo até me conscientizar de que não valia a pena passar nervoso gratuitamente toda semana. Era uma afronta ao meu diploma…

      • Fernando

        Infelizmente eu tomava café da manhã domingo na hora e passando esse programa vi esta “pérola” também.

        Não se irrite, pense pelo lado da diversão, não foi a única e nem a última, o público desse programa é outro.

    • Victor

      A cada 30.000 km no manual do Palio.

  • Hermes Johny

    Poderia dar nomes aos bois.

  • Christian Bernert

    Bem equilibrada sua visão Nora. Este equilíbrio entre razão e emoção é o que impede uma unanimidade de opiniões sobre este assunto.
    Eu acho que na realidade nem carro novo nem usado vale mais a pena. E o que equilibra isto é exatamente o preço dos usados em relação aos novos. A desvalorização do usado está diretamente ligada à depreciação do bem.
    Carro usado precisa trocar discos de freio, pastilhas, pneus, filtros, fluidos, bateria, lâmpadas, bucha de suspensão, amortecedores, velas, correias, palhetas de limpador, máquina do vidro elétrico, travas elétricas, mecanismo da fechadura e mais uma infinidade de itens. Cada um a seu tempo claro. E à medida que a quilometragem e a idade avança a lista aumenta e fica mais cara. Então economicamente a conta é longe de ser simples, são muitas variáveis. Cada modelo e marca tem sua própria característica e longevidade de itens. Quando você compra um carro usado todos estes itens que um dia vão quebrar já estarão mais perto da data da quebra do que quando o carro saiu da concessionária.
    Na média carros têm desvalorização de 12% a 14% ao ano. Então se você comprar um carro 0km de R$ 50.000 ele terá a mesma desvalorização anual de um carro usado que custe os mesmos R$ 50.000.
    A pequena diferença que houver nesta conta é devido ao fato do imponderável. O carro usado tem um fator de risco um pouco maior que o carro novo por que não temos como nos certificar 100% da procedência. O carro usado pode ter sido roubado ou clonado e por mais que se tome alguns cuidados podemos ser surpreendidos. Este carro também pode ter sido maltratado e uma bobeada na avaliação do estado geral pode fazer você adotar um mico.
    Pessoalmente eu não posso me dar ao luxo de ficar dois ou três dias sem carro a cada semestre porque ele foi para a oficina. Então acho mais vantajoso comprar carro 0km pois o risco de isto ocorrer em um novo é menor.

    • Antonio Ancesa do Amaral

      Cheguei a conclusão que na 1ª revisão já deveríamos trocar de carro, o Bob já relatou sobre o alinhamento que é feito de forma errônea. Como disse a Nora, pagamos é pelo carimbo da concessionária na revisão, o qual tem “valor” na hora de vender. Realmente ambos desvalorizam, entre um corolla usado e um up! novo, na mesma faixa de preço e visando manutenção futura (discos de freio, embreagem etc.), o que alguns inocentes dizem que no corolla não existe, optei pelo up!

  • ccn1410

    Eu não comprei meu carro atual pela sua lindeza, tanto é verdade que nem o acho bonito, apenas passável, mas foi o único que reuniu todos os predicados que eu queria na época da compra.
    Agora, só entre nós, qual é o carrinho que você acha horrorível?
    A curiosidade mata!

    • Mr. Car

      Acho que por motivos éticos, ela não vai responder. Creio até que fez de propósito, para provar que a curiosidade não é um sentimento majoritariamente feminino. Em tempo: Nora, que diabo de carro é esse? He, he, he!

    • Nora Gonzalez

      ccn1410, não, não morra por causa disso! É um Peugeot 205 verde escuro que comprei no final de 1997. Hoje ele tem 45.000 e acabei de trocar os pneus (culpa dos buracos de São Paulo) e arrumar o freio, que estava muito baixo. Fora isso, pouquíssima manutenção, mais em decorrência do pouco uso. Motor de 75 cv super ágil para um carrinho minúsculo e leve, além do ótimo ar-condicionado, vidro elétrico e trava central. Pena que a direção seja tão pesada e o design tão desatualizado – já era quando o comprei, pelo equivalente a US$ 7.000. De fato, uma ótima compra, não posso negar.

      • Daniel

        Nora, se serve de consolo. acho o 205 um dos carros mais bonitos da Peugeot.

      • Se for vender esse 205, eu compro!!!

      • ccn1410

        O desenho do agrada mais aos homens.

      • Eduardo Mrack

        Eu acho o 205 interessante ( 2 portas ), um carrinho muito bem resolvido. Sei que sou um jovem antiquado, mas vejo o pequeno Peugeot como um clássico e ele é um dos carros da minha vasta lista de desejos.

        • Fernando

          Também admiro este Peugeot, é um carro com DNA da marca e assim as qualidades deles muito ressaltadas, longe do que é hoje que se trocar o emblema todos aceitam hehe

          Estes 205 e 106 devem ter sido os carros mais econômicos da época(e até hoje quem sabe, certamente estão no hall).

      • Leonardo Mendes

        5,3 milhões de unidades vendidas, Carro do Ano pela What car? em 83 e Carro da Década pela CAR Magazine em 90.

        O Sacré Numéro chegou, viu e venceu.

  • Mr. Car

    Análise perfeita deste velho dilema, Nora. E também fico com o 0-km com o mínimo (entendam por “mínimo”, ar, direção, vidros, e travas), em lugar do usado cheio de truques. É muito bom ter a certeza (quase) absoluta, que o carro que está comprando não tem um passado obscuro e tenebroso. Até compraria um usado, claro, mas só na hipótese de conhecer muito bem o dono e saber que o carro sempre foi exemplarmente cuidado. Em tempo: você é das minhas. Chave com manobrista, nem a pau, Juvenal. Se isso for inevitável, eu evito não freqÜentando o lugar, he, he! E pensar que tem quem entregue as chaves do carro até para flanelinhas, esta praga urbana maldita dos infernos. No meu governo, um sujeito destes teria o carro confiscado e seria condenado a andar com seus próprios pés pelo resto da vida, para aprender a dar valor ao que tem.

    • Nora Gonzalez

      Mr Cat, sofro duplamente quando deixo a chave com manobrista, pois meu carro atual não tem chave extra que não permite abrir o porta-mala. Então, quando vou buscar o possante ainda verifico porta-mala, estepe, ferramentas, triângulo… faz fila atrás de mim no estacionamento!

      • Rodolfo

        Uma vez um manobrista de estacionamento roubou peça do meu motor (cânister)… só fui perceber dias depois quando o óleo abaixou.

        E da minha irmã um manobrista de estacionamento trocou a bomba de gasolina, ela percebeu quando a bomba queimou e o mecânico disse que não era a original do carro.

        Agora só deixo o carro no estacionamento se eu for levar a chave comigo.

      • Avatar

        Ainda bem que não sou somente eu a fazer essa conferência. Pensei que era desconfiança exagerada minha…
        Também já criei filas na saída por conta disso, mas quem paga o prejuízo depois que nós retirarmos o carro dali?? Nessa mesma ocasião, o manobrista se sentiu ofendido devido à minha conferência, mas o lembrei de que na chegada eu quase implorei para poder estacionar nas inúmeras vagas da parede existentes – que não travariam nenhum carro – e mesmo assim me negou esse direito. Bem feito! Fui à desforra, conferindo todos os itens…

  • Bob Sharp

    Rodolfo
    Não pode ser verdade a Fiat recomendar trocar de velas a cada 10.000 km. Vou verificar e depois complemento a informação aqui.

  • Lipe

    O meu Gol pede troca de velas com 40 mil (velas comuns).
    O meu Civic pede a troca com 60 mil, mas são velas do tipo Iridium e o carro já tem 80.000km e não troquei velas, sem nenhum problema até agora.
    Mas trocar vela com 10 mil km eu nunca vi! E também não confio nesses programas de carro que passam na TV aberta…

  • Nora Gonzalez

    O problema de não fazer as revisões obrigatórias na concessionária é que se perde a garantia. Sempre acho que estou pagando pelo carimbo no manual e não pela revisão em si, que um bom mecânico faz por menos e muitas vezes com mais confiabilidade.

  • Bob Sharp

    Rodolfo
    Assisti ao vídeo. A informação errada foi por erro de edição do programa. Foi dito que as revisões dos Fiat são efetuadas a cada 10.000 km e logo entra o assunto velas, mostrando sendo trocadas. Deve ser a cada 40.000 km, mas vou verificar junto à Fiat.

    • Fabio

      Rodolfo, se eu fosse você esquecia que existe esse programa Auto Esporte …

    • Leandro1978

      A troca é efetuada a cada 30 mil km.

  • Juvenal Jorge

    Nora,
    me desagrada muito pagar um carro novo e saber que praticamente metade do valor vai para um governo safado.
    Carro, só usado.

    • Burke M. Hyde

      Somos 2 então Juvenal!
      Aliás, tenho dó de vender meus carros. O primeiro (1985) tenho até hoje e alguns outros “paus véios” que enfeitam minha garagem nem IPVA pagam mais para esse governo de corruptos e vagabundos.
      Acho que uns 6 ou 7 carros comprados ao longo da vida são suficientes.

  • Thiago

    Não nada de errado em quem gosta e possa comprar um carro 0-Km, também, adoraria. Mas como não posso, fiz uma compra recente de um seminovo, 2013, motor 1,6 16v com 9.700 km por R$ 32.000,00. Um zero km do mesmo modelo custaria 42.000,00 mil (básico). Apenas tomei todos os cuidados necessários para se adquirir um carro seminovo e por último levei a um mecânico que me mostrou algo que a experiência dele poderia demonstrar, pronto. Fiz uma boa compra e ainda não me imagino comprar carros novos com os preços que estão ofertando, são muito caros, não sei quando vão resolver isso.

    • Rodolfo

      É culpa da “lei da oferta e procura”… enquanto o brasileiro continuar pagando o preço do carro mais caro do que é a realidade, os preços não vão parar de subir. Capitalismo selvagem.

  • Oli

    O carro zero leva uma grande vantagem no Brasil pela dificuldade em encontrar um bom mecânico (honesto e competente, nem precisa ser barato).

    • Fernando

      Um carro novo também passa por mecânicos nas revisões, e infelizmente serviços de concessionária não são necessariamente melhores que uma boa oficina sem vínculo. Se cria um certo medo perder a garantia, tanto que em outros países notei que poucos seguem como no Brasil as revisões em concessionária, e não é tanto por falta de bons mecânicos fora, mas a boa fé do brasileiro que acaba cedendo ao que é quase imposto.

  • Fernando

    Com tudo isso envolvido, acabei optando por não ter um 0km. Gosto do carro, mas ele na loja é vendido como algo qualquer, assim como ameaças para mantê-lo em garantia, acessórios custando mais do que eu acharia justo e como mesmo novos às vezes dão dores de cabeça(e acompanhei algumas de amigos) acabo achando o semi-novo um negócio bem melhor. Nem dos setores de peças visito muito, muitas peças poderiam ter valores absurdamente menores, e nisso eles tem parcela de culpa do medo de manutenção que brasileiro tem.

    Com todo tempo que passo com meus carros, vejo muita gente que troca os seus para empurrar uma temida manutenção para o colo do próximo e vejo estes alguns(por isso mesmo que digo alguns) querendo fugir do que aquele bem necessita, isso que eu não entendo.

    Justamente devido a este tempo e muita curiosidade acabamos aprendendo muitos detalhes de manutenção, e isso junto de um carrinho mais antigo, com muito carisma e sem tanta eletrônica embarcada eu nunca fiquei na rua. Não tenho neuras com os possíveis problemas e sigo cuidando preventivamente e na manutenção normal e tudo se sai bem, até comemoro quando chegam próximo de parar de pagar IPVA, é menos dinheiro meu indo para um enorme ralo que nunca volta para nós.

  • Bruno Rezende

    Meu pai dizia que a melhor marca de carro é o carro novo. Ocorre que lá em casa, quando compramos um carro novo, ficamos com ele por muito tempo. Na minha casa, o meu carro tem 70 mil km e o da minha mulher, 120 mil km, ambos comprados zero. Com boa manutenção, não tem risco de quebra.

    • CorsarioViajante

      Estou neste barco também.

  • César

    Devo ter dado muita sorte: quando comprei meu carro, ele estava com 40 mil km rodados e mais um ano de garantia, dos 3 dados pela fábrica, sendo que somente a revisão dos 10 mil km fora feita na concessionária.

    No entanto, tive algumas demandas de garantia, que foram todas atendidas.

  • Fabricio d

    Se for pra ficar muito tempo com o carro prefiro o 0-km, já se for pra trocar em até 2 anos prefiro usado. Meu carro anterior, um 307 Feline automático,comprei usado, fiquei um ano e meio, até que começou a dar uns probleminhas, nada grave, mas que me tiraram a paciência de ter que levar em oficina, agendar para o dia que o mecânico poderia mexer, e não no dia que eu poderia ir, então peguei um 0-km, um Cerato 2014 automático. Logo na primeira semana precisei deixar o carro na concessionária para um ajuste na central multimídia, me levaram em casa e quando ficou pronto foram me buscar, então também tem o lado da comodidade.

  • braulio

    Ah, o Trabi… Está numa lista de carros muito especial minha, a dos “carros que eu gostaria de ter, e até não são tão caros, mas algo impede”. Ele reparte vaga com várias outras coisas que andam, mas bem devagar (Clio CHT, Lada Laika SW, Fusca…)
    Ao contrário da Nora, não acho muita graça em carro novo. Mesmo modelos usados, mas que continuam em linha de produção, não me despertam tanta simpatia. Já cheguei perto disso, por curto período de tempo, com um lindo Astra: Ele era maior, mais potente, mais pesado, mais caro de manter, menos agradável de dirigir que seu predecessor, o que me fez retornar à revenda e desfazer a troca em menos de uma semana. Pode ser trauma disso, ou pode ser que realmente eu não me dê bem com motores transversais e suspensões de eixo de torção embalados em desenhos angulosos de janelas estreitas e apoiado em pneus tipo “fábrica de bolhas”, conceitos dos quais poucos carros em produção conseguem fugir.

  • M C

    Problema do carro zero é um só: preço. Se fosse cobrado um preço justo seria muito bacana. Esse preço que vem anunciado na TV, se fosse do carrinho já completinho, seria show. O problema que você vai no site olhar e coisas como ar condicionado, protetor de carter, tapetes etc se tornam opcionais, ai o preço de um popular 1.0 sobe para absurdos 40 mil reais, e mesmo com todos os opcionais vai continuar sendo “basico”.

    O problema é que o brasileiro só enxerga o valor da prestação, e não o custo total do produto. Um carrinho é anunciado na tv por um valor, ai tem lá, entrada mais 60×499. Ai na css começa o encanto, vendedor vai fazer colocar varios opcionais, e a prestação vai para 599 ou 649. Quem tem condição de pagar 500 paga 600 por um pouco mais de conforto, né? Digo isso com toda propriedade pois trabalho em banco, e as pessoas chegam lá as vezes sem nem saber o valor da nota do carro, só dizendo entrada e prestação pra querer comparar.

    Entao enquanto a mentalidade for essa de “cabe no bolso” os preços vao continuar sendo abusivos. Eu só compraria um carro zero se tivesse muito, mas muito din din sobrando. Carro semi-novo ou usado com a correta manutenção PREVENTIVA nao vai te deixar na mão. Estou no meu terceiro carro usado e nunca fiquei na rua. Claro que mecanico de confiança ajuda muito, eu e minha familia fazemos sempre tudo no mesmo lugar.

    Troquei de carro agora em janeiro.. 4 anos de uso, 45 mil km rodados… Na nota fiscal foi 61 mil reais, e eu paguei 29 mil. No início é chato mesmo pensar que alguem na andou alí, tambem sou “ciumento”, mas depois que voce faz uma revisãozinha, da um trato nele por fora e por dentro, po… Esqueci de tudo isso e hoje pra mim ele ta como zero, e eu nao to precisando pagar nada de prestação.

  • Leonardo Mendes

    confesso que um dos meus favoritos é o zero-quilômetro

    Saudade dos tempos que você podia dizer isso sem ser enquadrado no código penal por “contribuição direta no enriquecimento ilícito das fabricantes.”
    Cada um adquire aquilo que mais lhe convém. Ponto.

  • CorsarioViajante

    Essa questão tem que ser bem pensada. Eu por exemplo costumo ficar muito tempo com o carro, então comprar usado não vale a pena. Além disso, tem a questão da manutenção, que é muito pouco levada a sério por aqui.

  • Nora Gonzalez

    Daniel, Duzinfa, ccn1410, Eduardo, Fernando, apenas para esclarecer, minha implicância com o 205 era quanto ao design o que, é claro, é subjetivo, mas como disse, o carro foi uma excelente compra, preço ótimo, pouquíssima manutenção e, suprema utilidade para mim, com os bancos rebatíveis transportei até uma árvore de Natal que coube no carro mas não na sala, entre outras muitas coisas da minha vida de dona de casa. Carrinho valente e um motor maravilhoso, numa ótima plataforma. Semana passada, 120 km/h na Castello Branco na superboa. Só não pisei mais por causa dos radares e do freio novo. Mas ele certamente teria ido mais rápido. E para mim tudo tem muito de racional e um pouco de emoção – e isso inclui a compra de carros. Abraços a todos.

  • Antonio Ancesa do Amaral

    Básico ou completo (novos) tive uma grata surpresa com a seguradora, disseram-me que opcional (ar-condicionado) não está coberto, pois a indenização é pela tabela Fipe, que não engloba opcionais, por esta e outras, optei pelo modelo mais completo que consta na tabela Fipe. Tem fabricante que vende carro com câmbio robotizado, SEM direção hidráulica e ar. Sempre optei por 110% da tabela, um carro de 35 mil (na concess. e Fipe)+ 10 mil de opcional, a indenização extra será de 3.500,00 (10% acima da tabela). Nos 45 mil investidos, você será indenizado em 38,5 mil.

    Manobrista!!! Lavar, encerar, lavar o pára-brisa e calibrar o pneu no posto de combustível, só eu e mais ninguém.

  • Rogério Ferreira

    Nora, eu me lembro bem quando consegui realizar o sonho do primeiro carro zero em 2006… Que alegria! que decepção! Logo que acabou o cheiro de novo, o motor começou a fazer barulho de um trator, com 20 e poucos mil Km. Estava na garantia, tentaram me convencer de que era normal, sem saber que eu era do ramo, kkkk Descobri que tinha um monte de consumidores na mesma situação. Tinha saído até uma matéria numa revista especializada, sobre os “pistões desafinados” do Celta VHC. Nunca resolveram o problema, nunca fizeram um recall, queriam postergar o reparo até a garantia vencer. O curioso que tive outro carro quase identico, anos antes, um VHC só a gasolina, que mesmo com mais 100.000 Km, não tinha o problema. Coloquei a concessionária na justiça, mas diante da canseira que ia ser, na audiência de conciliação, aceitei trocar a encrenca, já com um ano de uso, por um 206 1.4 flex. seminovo, que eles tinham em estoque. (insistiram para eu trocar num zero, pagando a diferença, mas GM, nem pensar!). Tá bom, pelo menos tinha me livrado da encrenca. O Peugeot, tão mal falado, e ainda usado (há quem riu muito da escolha que fiz na época), foi simplesmente um dos melhores carros que já tive, e que me serviu bem por mais de 4 anos. Hoje tenho um Fiat, comprado zero, e os problemas na suspensão não cobertos pela garantia, já me fazem recordar meus percalços com a rede Chevrolet. Acho que fiz besteira de novo. Sem querer generalizar mas sabemos dos problemas dos motores VHT da VW, dos VHC da Chevrolet, inúmeros problemas de acabamento e pintura nos Fords (e o motor Sigma, ainda não me inspira confiança, dado os problemas com a Ecosport testada na 4 rodas), problemas de vibração no Fire Evo, e de suspensão no Novo Palio e Grand Siena. A minha experiência está me levando a uma conclusão surpreendente, minha amiga Nora; Mais vale um seminovo, da Honda, Toyota, Nissam, Peugeot, Citroen, Hyndai, Kia, etc, do que um 0Km das quatro marcas tradicionais. Aliás tais marcas andam perdendo mercado, e merecem perder muito mais. Meu próximo carro, com certeza, não será destas “quatro grandes”

  • V_T_G

    Bacana seu ponto de vista. Uma coisa que é bom analisar também é o custo de ter o carro parado para quem só tem um carro e precisa do carro para trabalhar. Fiz essa conta e optei pelo novo pela confiabilidade.

  • Nora Gonzalez

    Rogério, acho complicado generalizar marcas, mas pessoalmente gosto muito das japonesas (super confiáveis) e francesas (carros muito equipados e confortabilíssimos). Nada científico, somente empirismo e muitos quilômetros rodados. Mas todo fabricante tem algum modelo “bichado”. É torcer para que não apareça justamente esse na nossa garagem. Abraços.