Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas CÂMBIO AISIN AT6, A EXPLICAÇÃO – Autoentusiastas

Epiciclico

Na apresentação do C4 Lounge THP Flex, segunda-feira passada, notei uma discrepância entre o falado e o escrito, ou seja, câmbio dito como todo alongado em 11,4% e diferencial 4,9% mais curto.

Um contato telefônico com um engenheiro da PSA esclareceu, mas eu não conseguia visualizar onde estaria a tal redução adicional, a descente (descida em francês) ou countershaft (contra-árvore, em inglês), conforme disse o engenheiro.

Em seguida ele me enviou uma tabela completa com todas as relações, de cada marcha e a final de cada uma, além da v/1000 em todas. Com esses dados em mãos acertei o texto tanto da nova versão flex quanto da Tendance testada alguns meses atrás.

Só quando estive com o engenheiro Cláudio Lobão na manhã da última quinta-feira consegui o desenho que mostra exatamente onde está a tal engrenagem que compõe a relação final, que é a relação da marcha x relação do diferencial x a relação da descente.

Esta é a número 8 no desenho.

BS

Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

  • Lorenzo Frigerio

    Coisa de francês. Conseguiram complicar uma coisa que nem merecia consideração: a relação de diferencial ou relação final é a relação composta das duas engrenagens, e é isso que importa. A engrenagem intermediária está lá por razões estritamente construcionais (para reverter o sentido de rotação do câmbio).
    Na verdade, esse “countershaft” é um “contra-eixo” que nem merecia ser chamado de árvore, pois tem apenas uma engrenagem… ou quase, pois também ocorre uma mudança de dentes hipóides para retos, que é incompreensível.

  • Thiago Teixeira

    Sofro para entender esses automáticos.

    • Lucas Sant’Ana

      Tem esse site aqui bem interessante, veja na parte “Gears” e depois em “Planetary Gear System”.
      http://www.mekanizmalar.com/

  • marcus lahoz

    E qual a vantagem?

    • Bob Sharp

      Marcos
      Não se trata de procurar vantagem. A razão é construtiva, por exemplo, inverter sentido de rotação de saída, observar limites dimensionais da carcaça etc.

  • Bob Sharp

    Thiago
    Não são mesmo fáceis.

  • Bob Sharp

    Lorenzo
    Ninguém adiciona um elemento sem motivo. Pode ser o que você disse (inverter rotação), pode ser imposição de tamanho da carcaça. É uma contra-árvore sim, observe que há duas engrenagens nela, a do conjunto de descida e uma bem menor, que é o pinhão da coroa. Se transmite movimento é tecnicamente uma árvore. Não acredito que sejam dentes retos, esse desenho é meramente didático, devem ser dentes helicoidais mesmo. Mas, está aí, você foi um dos que perguntou como era o arranjo e teve a resposta. Missão cumprida!

    • Daniel S. de Araujo

      Ainda mais a industria automobilistica que procura cortar custos onde pode!!!

  • Carlos Mauricio Farjoun

    Usam esta mesma técnica no transeixo AL4/DP0. A redução final é a multiplicação de duas relações de engrenagens, não é apenas uma relação de diferencial. Da primeira vez em que vi, também me deu um nó na cabeça. Agora vendo o desenho, fica bem mais fácil de entender.

  • Ilbirs

    Aqui é coisa de japonês, pois a transmissão vem encaixotada da Aisin e é usada também por outras marcas, como Fiat, Mazda, Renault e Volvo. Essa transmissão é conhecida em sua especificação básica por AWTF-80 SC. Eventuais diferenças de escalonamento que a PSA tenha conseguido para essa transmissão foram uma encomenda ao fornecedor, que possivelmente levou isso bastante a sério pelo fato de todas as transmissões automáticas da marca francesa serem do fornecedor japonês.

    • Lorenzo Frigerio

      A “coisa de francês” no caso não é o câmbio, mas desdobrarem a relação de diferencial em duas, só porque existe uma peça a mais no meio. Para que facilitar se pode complicar?

  • Renato

    Sempre que leio a respeito de câmbios automáticos me vem à cabeça uma dívida: por que os câmbios automáticos ficaram tantos anos parados nas limitadas 4 marchas?

    Agradeço a quem puder esclarecer.

    • Marcelo

      Foi a busca por menor consumo que levou a usar mais marchas. Pois com mais marchas no escalonamento do câmbio, menos perdas por deslizamento do conversor. Mas isso no começo não agradou muito o padrão americano, cujo mercado resistiu mais que a Europa aos câmbios multi-marchas, talvez por darem pouca bola para consumo, também pelo modo “patinador” e suave de trabalhar das antigas caixas, ou por na época não serem ainda tão suaves. Tanto que até pouco tempo ainda havia caixas de 4 marchas à venda, como a Toyota, e o Chrysler Neon entrou a década de 2001 com nova geração… e caixa de 3 marchas.

      • Lorenzo Frigerio

        Não foi tanto a busca por menor consumo. Para um V-8 rodando nos EUA, quatro marchas está bom para desempenho e consumo. Para os típicos 4 cilindros que temos no Brasil, o motor não tem torque para dar um desempenho decente com 4 marchas: 5 é o mínimo dos mínimos; vai bem num Civic 1.8. Além do mais, os fabricantes tipicamente europeus dos carros brasileiros têm a cultura do câmbio curto: mesmo com 6 marchas, tem muito carro por aí a quase 3000 rpm a 120 km/h, então nem se fale com 4 marchas, em que as 4 eram usadas para dar alguma “pegada” ao carro no trânsito geral.

    • Lorenzo Frigerio

      As francesas e a Toyota utilizaram seus câmbios antigos no Brasil. A VW usava 4 marchas nos anos 90 (a Audi, o ZF de 5) e na reformulação do Bora, há um tempão, já introduziu o Tiptronic 6. Esse é um ponto de vista meu, mas carros franceses não estão na mesma faixa de mercado da VW, tampouco a Ford com seus modelos antigos.

  • Carlos Miguez – BH

    Apenas especulando: Será que é para se adequar a motores que giram em sentidos diversos !!! Acho que haviam motores Honda que rodavam no sentido horário, depois um modelo posterior no sentido anti-horário (ou vice-versa). Tirando a engrenagem “8” a caixa tem sua saída em outro sentido de rotação. Será ?????

  • Anônimo

    Não pude deixar de lembrar da “maldição energética” do Bob Sharp ao ler esse editorial:

    http://www.otempo.com.br/opini%C3%A3o/vittorio-medioli/precisa-mudar-1.960977

  • Sandro

    A habitual precisão e qualidade na informação do Bob Sharp. A propósito, achei muito boa a revista “Top Carros”. Além de possuir um belo projeto gráfico, a qualidade do texto e das informações é exemplar.

  • Bob Sharp

    Renato
    É tudo decisão baseado em objetivos de desempenho e também em custo. Houve automáticos de 2 e 3 marchas um bom tempo. Depois os de 4, os de 5 e assim por diante.

  • Bob Sharp

    Anônimo
    Desde que me entendo por gente, coisa de 60 anos atrás, é rolo atrás de rolo na questão energética do Brasil. Maldição da boa!

  • Bob Sharp

    Carlos Miguez
    Acredito mais em solução para abaixar as saídas para as rodas em relação ao câmbio em si.

  • Lorenzo Frigerio

    Você já viu um corpo de válvulas de um automático não eletrônico? O professor de um curso que fiz sobre eles no Senai disse que nem o cara que projeta entende aquilo.

  • Eduardo Freire

    Olá Bob. Tenho um C4 Picasso coma caixa AL4. Eu gostaria muito de trocar a caixa e o módulo pela AT6 que vem no Lounge 2.0. Sei que o custo disse seria elevado e que muitas mudanças seriam necessárias, mesmo assim me interessa a troca uma vez que hoje em dia está arriscado andar pelas ruas do Rio de carro novo. Sendo assim eu queria lhe pedir uma orientação sobre onde eu poderia conseguir os esquemas das ligações eletrônicas dos módulos das duas caixas. Te agradeço muito a colaboração.

    • Eduardo, esses esquemas fazem parte dos manuais de reparação existentes nas concessionárias.

      • Eduardo Freire

        Olá Bob,

        Te agradeço o retorno. Mas mesmo assim seria possível conseguir? Um deles eu consegui:

        http://kit-group.ru/sections/AL4%20Transmission.pdf

        Pelo que eu vi na página do módulo, todas as ligações que não são feitas com a própria caixa, ou seja, são para o carro, existem nos dois modelos.

        Att,
        Eduardo Freire

        • Eduardo, o caminho via imprensa é tortuoso, difícil. O meio mais fácil e lógico é por uma concessionária, que tem os esquemas de ligação.

          • Eduardo Freire

            Obrigado Bob. Vou tentar.

            Agradeço a atenção.