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Caros leitores e leitoras,

Esta matéria é reprodução, na íntegra, da publicada no “Site Inovação Tecnológica” (www.inovacaotecnologica.com.br) no dia 22 último, de autoria da redação do site. Ela vem ao encontro do que venho dizendo sobre a “histeria carbônica” (termo cunhado por Fernando Calmon) que tomou conta e assola o mundo, coisa de quem não sabe o que está dizendo, tipo maria-vai-com-as-outras, ou de espertalhões que querem faturar com isso, como vender “créditos” de carbono. Chegou-se ao absurdo de empresas informarem que, para compensar o carbono emitido num evento qualquer, foram plantadas tantas árvores, num perfeito exemplo de hipocrisia para darem uma de boazinhas.

As ilustrações foram providenciadas pelo Ae.

Boa leitura!

Bob Sharp
Editor-chefe

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AQUECIMENTO GLOBAL ANTIGO FOI IGUAL AO ATUAL

Notícias boas e ruins

A taxa de emissões de carbono que aqueceu o clima da Terra quase 56 milhões de anos atrás foi muito mais parecida com o aquecimento global verificado agora do que os cientistas calculavam.

Segundo Gabe Bowen e seus colegas da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, o aquecimento global do período Paleoceno-Eoceno envolveu dois “pulsos de carbono” lançados na atmosfera.

E os dois pulsos parecem ter acontecido por eventos “endógenos”, ou seja, de processos do próprio planeta, não envolvendo a queda de asteroides ou cometas.

As causas mais prováveis incluem o derretimento do gelo de metano aprisionado no fundo oceânico — os chamados clatratos — ou a liberação também de metano por um vulcanismo intenso.

Segundo a equipe, isto traz notícias boas e ruins. A boa notícia é que a Terra e a maioria das espécies vivas na época sobreviveu. A má notícia é que levou milênios para que a Terra voltasse ao nível climático anterior.

“Há uma observação positiva na medida que o mundo persistiu, ele não acabou em chamas, ele tem um mecanismo de autocorreção e voltou ao normal sozinho,” disse Bowen. “No entanto, neste caso levou quase 200 mil anos antes que as coisas voltassem ao normal.”

Clima diferente

Porém, Bowen ressalta que, naquela época, o clima global já era muito mais quente do que o atual — não havia, por exemplo, coberturas de gelo nos polos. “Assim, isso aconteceu em um campo de jogo diferente do que temos hoje,” afirmou.

Foi nesta época, por exemplo, que surgiu a maior parte dos mamíferos e que os oceanos adquiriram a acidez que apresentam hoje.

E as coisas parecem ter sido muito mais dramáticas: no chamado Máximo Termal do Paleoceno-Eoceno as temperaturas subiram entre 5 e 8 graus Celsius — atualmente os ambientalistas lutam para limitar o aquecimento global a 2 ºC.

Aquele aquecimento parece ter sido gerado por duas liberações de carbono, com durações de até 1.500 anos, o que, segundo a equipe, descarta explicações anteriores do impacto de um asteróide ou cometa para justificar o evento.

Regulação natural e intromissão não natural

A equipe chegou a estas conclusões monitorando o registro geológico deixado em nódulos sedimentares de calcário e rochas carbonáticas no estado de Wyoming, nos EUA. Agora os dados precisarão ser confirmados mediante a análise de amostras de mesma idade recolhidas em outras partes do mundo.

Mas a capacidade de recuperação natural do planeta em uma época de mudanças muito mais dramáticas acentua o risco das manipulações climáticas defendidas pela geoengenharia – estudos apontam que essas manipulações podem transformar o aquecimento global em seca global e que, no final das contas, a geoengenharia pode amplificar os efeitos do aquecimento global.

Bibliografia:

Two massive, rapid releases of carbon during the onset of the Palaeocene-Eocene thermal maximum
Gabriel J. Bowen, Bianca J. Maibauer, Mary J. Kraus, Ursula Röhl, Thomas Westerhold, Amy Steimke, Philip D. Gingerich, Scott L. Wing, William C. Clyde
Nature Geoscience

Desenho: erasgeologicasbiologia.blogspot.com; foto notepadnet.blogspot.com

Sobre o Autor

AUTOentusiastas

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  • Rafael Malheiros Ribeiro

    O ser humano não precisa se preocupar em “salvar o planeta”. O planeta sobreviverá, apesar deste, que pode desaparecer, e não há nada que possamos fazer para evitar isso. Podemos apenas tentar viver melhor por aqui, enquanto a natureza permitir…

    • Lorenzo Frigerio

      Está fora da capacidade humana hoje “salvar” o planeta. Mas é possível evitar que ele “adoeça”.

      • $2354837

        O planeta não vai adoecer. O que vai acontecer é que será inabitável para nós. O ciclo humano está chegando ao fim (o “fim” estou falando com relação ao ciclo de vida da terra, não da nossa).

        • Domingos

          Calma, é só eleger uns partidos de esquerda que coloquem uns CO2 Tax e pintem muitas ciclofaixas e está tudo certo. E também comprar muita coisa green! Lembre-se: se não for green ou de esquerda o mundo se torna inabitável. Apóie também o aborto e o movimento de minorias sexuais, porque senão o mundo também vai acabar porque sei lá… Grande esquemão.

        • Domingos

          Conclusão: o Haddad salvará o planeta! É tão simples, votem em gente como ele. O petróleo volta a surgir, as matérias-primas não acabam e nem mesmo chega o fim do nosso ciclo!
          PS: Não liguem sobre o fim da inspeção ambiental veicular, isso era golpe de reaça contra os pobres e tais.

    • Carbono-histérico

      Mas é isso que a humanidade faz quando se preocupa com questões como esta. Ou você acha que a sua geração será, ou deveria ser, a última da espécie humana?
      A perpetuação da espécie se superpõe à dos indivíduos, é uma verdade da natureza.

  • Helcio Valvano

    Olá Bob,
    Muito interessante o texto, e compartilho essa percepção de exagero em algumas colocações que se fazem sobre o tema.
    Porém, esse texto deixa claro que as causas do aquecimento do passado são diferentes da causa do aquecimento atual, apesar de ambas baseadas no excesso de carbono na atmosfera. Não indica que o aquecimento atual tenha causa em comum com o antigo, ao menos em meu entendimento

    No caso atual, a atividade humana é sim uma das principais causas, e medidas sensatas e de bom senso são bem vindas para se evitar um mal maior.

  • Perneta

    Quem viaja de avião pode ter uma idéia do tamanho que é esse mundo e a baixa quantidade de regiões civilizadas. Eu duvido que o homem consiga influenciar o clima de forma global.

    It´s much ado about nothing – É muito barulho por nada.

    • BlueGopher

      A questão é se vale a pena “pagar para ver”, continuando a com nossa maneira de agir atual, ou trabalhar para limitar o impacto humano nas transformações naturais do planeta.
      Não se apegue a uma viagem de avião.
      Traçando um paralelo, nós também não vemos os cupins agindo, só sentimos os prejuízos no bolso.
      Desmatamentos, poluição, extinção de espécies, impactos na cadeia alimentar natural, e outras intervenções humanas são quase invisíveis, mas afetam a vida terrestre.
      Não que isto seja importante à sobrevivência do planeta, no máximo acabamos extinguindo a nós mesmos, o planeta sempre se recuperará, tem milhões de anos disponíveis pela frente…

      Vergonhoso mesmo é o comércio dos créditos de carbono, a ganância sempre acha um lugarzinho para brotar, crescer e dar frutos.

      • Carbono-histérico

        Parabéns, foi o comentário mais lúcido que li por aqui.

      • Domingos

        O problema é que essa visão Fabiana do aquecimento global, que foi inclusive a usada para convencer os Europeus a torrar uns bilhões com isso, significa financiar os lixos da ONU e do IPCC que pregam desde aborto até comunismo claro e simples. Não bastasse isso, você se submete a pagar impostos sobre CO2 que ninguém sabe para onde vão (reclamação comum na Europa) e que não são nada baratos, aumentando entre 5 e 30% o preço dos produtos. E vai apoiar cada vez legislações mais estúpidas e que entregam sua vida ao governo, como as restrições a quais tipos de transporte “vossa majestade” te deixa usar.
        Esse “não pagar pra ver” é só um jeito de começar prometendo que vai colocar só o dedinho e quando se viu já está no relógio. O “melhor não arriscar” logo se torna tão radical quanto aqueles que defendem a vida de volta às aldeias (mas como todos são mentirosos falsos, ninguém sai das grandes cidades e sim apenas colocam muito imposto mesmo).

    • Bob Sharp

      Perneta
      Frase perfeitamente aplicável ao que está acontecendo hoje!

    • Lorenzo Frigerio

      7 bilhões de pessoas consumindo. A eletricidade tem que vir de algum lugar. Em grande parte, de termelétricas que queimam carvão mineral, óleo combustível e gás natural.

  • Daniel S. de Araujo

    Essa histeria carbônica é coisa de gente metida a socialmente correta. Ao invés de se concentrarem em evitar o assoreamento de rios e a recomposição da mata ciliar, o descarte correto de materiais contendo metal pesado (esses sim algo pertinente e que impacta no quotidiano) ficam preocupados com o consumo de gasolina ao invés de “etanol”, andando de bicicleta querendo salvar o planeta, enfim, fazem todo um teatrinho para dizer que estão em dia com a natureza.

    Dá raiva de ações hipócritas como essa.

    • Bera Silva

      Concordo totalmente Daniel. O povo apanhou com a histeria da camada de ozônio, não aprendeu e continua apanhando.

      Tem tanta coisa mais urgente a se falar e fazer:
      Descarte de lâmpadas de mercúrio (metal pesado).
      Poluição por substâncias chamadas disruptores endócrinos que causam uma bagunça nos hormônios das pessoas e animais.
      Fiscalização dos efluentes de indústrias; boa parte não é fiscalizado.
      Lembrando que o gás carbônico (CO2) é um gás da vida, do qual as plantas retiram o carbono para crescerem e do qual todos os outros animais se alimentam.
      Infelizmente, hoje, tudo é culpa do “aquecimento global”, apesar de já revelado os emails do pessoal do IPCC e suas falcatruas.
      Um abraço.

      • Domingos

        E no Brasil, que temos até mesmo em São Paulo grandes áreas sem qualquer tratamento de esgoto? A coisa mais básica que tem… A Europa fica com esse bla-bla-bla e manda fazerem lâmpadas fluorescentes… na China!. Toda essa idiotice e tudo o que vem vestido de causa social é igual a gente fazendo dinheiro fácil e mentira. Boa conduta e ação social se faz naturalmente e no dia-a-dia, o resto é mentira.

    • ccn1410

      Aqui em minha cidade, de vez em quando uma turminha sai de bicicleta para infernizar a vida dos motoristas e propalar aos quatro ventos a necessidade desse tipo de locomoção.
      Depois vão para as suas casas lavar as ruas e calçadas com o agrotóxico (Roundup), ou cloro puro, ou água sanitária.
      Vocês conseguem imaginar o paralelepípedo (de pedra), ficar branco como a neve?
      Pois aqui existe.

    • André

      Concordo. as pessoas tinham que se preocupar com a água dos rios e arvores e com o descarte de materiais tóxicos (como mercúrio,por exemplo),ao invés de demonizar o automóvel como se ele fosse responsável pelo aquecimento global.

  • anonymous

    Este site é ótimo quando fala de carros…

    • Bob Sharp

      Anonymous
      Não gostou, sr. carbono-histérico? Vá ler então outros sites “automotivos”, está cheio deles na rede mundial de computadores. E vê se não enche o saco.

  • Mr. Car

    Nao que eu culpe os carros por isto, mas o planeta já começou a fritar. E para minha desgraça, que ODEIO calor, começou pelo Rio de Janeiro. Invejo cada vez mais os povos nórdicos.

    • ccn1410

      Eu lembro dos verões passados em minha adolescência e início da idade madura, onde os termômetros atingiam no máximo 35 graus, e hoje é fácil chegar aos 40 graus ou mais.
      Agora mesmo onde moro o termômetro está nos 39º.
      Mas como disse o Bob, o pior mesmo é a umidade relativa do ar e aqui está sempre em alta, porque moro em uma pequena floresta.

      • Thales Sobral

        O adensamento populacional faz ter mais calor concentrado nos grandes centros urbanos. E isso não para de aumentar. Mas não dá psra considerar que isso é causa do aquecimento global, concorda?

        • Antônio do Sul

          Exatamente. Asfalto e concreto absorvem e conservam o calor, e vários motores a combustão funcionando ao mesmo tempo e em uma pequena área, como uma região metropolitana, produzem uma concentração de calor. O que os “cientistas” não dizem é que os efeitos se limitam a esse pequeno espaço. A uma distância de 15 ou 20 quilômetros de qualquer cidade grande, as temperaturas já ficam mais amenas.

      • Eduardo Mrack

        Moro no RS, e aqui, no verão, os termômetros chegam a cravar 44 ºC reais. O mundo está mais quente? Talvez. Mas ao impacto humano neste cenário é quase nulo, senão desprezível.

  • Eduardo Mrack

    Tenho um amigo geólogo, cara inteligente, bem informado, com participação na comunidade científica e ele sempre me falou que esse auê de aquecimento global gerado pelo homem é mais uma das grandes jogadas de marketing coletivo, há pouca gente faturando muito com tudo isso. Lembram da histeria coletiva sobre a camada de ozônio que hoje ninguém mais fala ?

    Ele também me fala que um vulcão quando entra em erupção, joga na atmosfera quantidades gigantescas de CO2 e outros compostos que quando o homem joga são chamados de nocivos e ainda que apenas um vulcão em atividade lance mais destes compostos químicos do que a humanidade inteira durante anos, e olha que não é raro haver um ou outro vulcão em atividade. Dos impactos causados pelo homem, um dos mais consideráveis foi o uso de gasolina que continha Chumbo Tetraetila, hoje praticamente extinta.

    • Lorenzo Frigerio

      Ninguém mais fala do buraco de ozônio porque ele se recuperou; para isso colaborou a descontinuação de CFCs considerados danosos.

  • Rafael Sumiya Tavares

    Bob, eu sou cientista, e conheço outros, aliás até Phd em meteorologia que também não crêem nessa história toda. Nós precisamos de muito mais provas para descobrir o que causa o aquecimento global…

    • ccn1410

      Eu não sou cientista e acredito que o homem tem uma parcela de culpa, mas o motivo maior é a sazonalidade.

    • Bob Sharp

      Rafael
      Parabéns pela sua profissão, pela qual tenho grande admiração. Não sabia disso.

  • Aldo

    Temos que aprender a viver de uma forma menos agressiva ao planeta, porém, já estamos caminhando nesse sentido há vários anos e pelas mais variadas razões. Só para nos mantermos em nosso assunto de interesse, existe comparação entre o consumo de combustível e emissão de poluentes de um veículo da década de 70, e um atual? Existe comparação entre a durabilidade de um pneu da década de 70 e um atual? Existe comparação entre a poluição provocada pelo método de pintura veicular na década de 70 e o atual? A evolução tecnológica nos direciona cada vez mais no sentido dessa preservação, e não há motivo para panico. O que acredito haver é a “criação de uma necessidade” para consequente “venda de facilidade”, Ou, o que é pior, uma ideologização da questão com pinta de preocupação com o “coletivo”, e que movimenta uma ingenua e imensa massa de manobra, mas que tem como objetivo final os ganhos pessoais de um pequeno grupo muito bem colocado, como sempre. Abraços e Bom Ano a todos;

  • Bera Silva
  • Marco de Yparraguirre

    A hipocrisia é a grande arma do momento global, mas o Rio é quente pra caramba. Nem sendo carioca da gema eu agüento.

    • Bob Sharp

      Marco
      O pior não é o calor, mas a umidade relativa do ar. Penei aí os primeiros 35 anos da minha vida. Por falar em umidade, sabe um lugar que nunca mais vou? Manaus. Aquilo é o próprio inferno na Terra. Já declinei vários convites da Honda para eventos lá por causa disso — claro, sempre com uma boa e delicada desculpa…

      • Luiz_AG

        Verdade Bob, eu trabalhei em uma indústria de eletrônicos na ZFM, montava o workflow da linha de produção. Quando saía do galpão de montagem (com ar condicionado) era impressionante a “pasta” que colava no óculos por causa da umidade. Outra vez que penei era quando estávamos montando a linha em um sábado e acabou o turno de produção e desligaram o ar. Eu ia testando os procedimentos e enchendo de suor de peças. Ainda bem que era uma linha piloto…

  • Alexandre Andrade

    Muito boa a matéria!

  • Gabriel

    Sou Geólogo e em toda a história do planeta tivemos ciclos de aquecimento e resfriamento, isto é natural e vai acontecer queiram os humanos ou não.
    Isso acontece de tempos em tempos sem uma periodicidade certa, é claro que estamos em um momento de aquecimento por pelo menos os últimos 10.000 anos, e cada período de aquecimento é seguido de um resfriamento.
    A principal ação do homem é a desertificação de áreas, e a contaminação do ar e da água com alguns elementos raros que são concentrados nas atividades humanas.
    É como a inversão dos polos magnéticos que sempre acontecem e o pessoal leva como se fosse o fim da vida na Terra, mas tivemos tantos eventos no último 1 bilhão de anos e a vida continua, seja ela como é hoje ou de formas diferentes.

  • Lorenzo Frigerio

    Se o mundo acabar porque um vulcão entrou em erupção, é uma coisa sobre a qual não temos controle. Mas se acabar por causa de nossas próprias atividades, sendo que podíamos ter feito uma correção de trajetória mas não fizemos devido aos interesses econômicos de grandes corporações, então teremos motivos de sobra para nos sentirmos uns imbecis.
    O Bob pode querer avocar a si a procuração para defender esses grandes grupos, mas não temos a obrigação de concordar.
    Dizem os aborígenes da Austrália: “pise na terra (Terra) com cuidado”. Quando os europeus chegaram àquele continente, causaram toda sorte de catástrofes ambientais.
    Grande parte das emissões de carbono que causam o aquecimento global não é emitida por carros, mas por siderúrgicas e usinas termelétricas movidas a carvão mineral e óleo combustível, especialmente no hemisfério norte. Por outro lado, não podemos, aqui no Brasil, continuar devastando as matas para fazer pasto e plantar soja. A seca no Sudeste já é atribuída à ação do homem.
    Não dá para tapar o sol com a peneira e mandar a conta para as gerações futuras.

    • Transitando

      Tenho um comentário faltando, e que seguiria, como do tipo resposta, ao deste acima.

      http://autoentusiastas.com.br/2014/12/aquecimento-global-antigo-foi-igual-ao-atual/#comment-1765403799

    • Bob Sharp

      Lorenzo
      Você já visitou a Austrália? Que história é essa de “catástrofes ambientais” lá? Onde? Um país cuja área é 90,5% da do Brasil e uma população de 23 milhões de habitantes — quase a da Grande São Paulo — teve que tipo de “catástrofe ambiental”? Sabe dizer?

      • Lorenzo Frigerio

        Bem, são problemas de vários tipos dos quais você, como pessoa bem informada, já ouviu falar. Os mais clássicos se referem à introdução de espécies não locais num ecossistema frágil, devido à aridez. O caso dos coelhos introduzidos no séc. XIX é clássico. Eles se multiplicaram a tal ponto que foi necessário introduzir raposas, outro animal de fauna exótica. As raposas controlaram os coelhos porém ameaçaram outras espécies. Do tigre da Tasmânia, nem se fale – foi erradicado sem qualquer evidência de que atacava os carneiros. O rio Murray, também, é cenário de uma série de problemas causados por barragens e retirada da água para irrigação, levando a uma elevada salinidade de várias lagunas por onde passa, e culminando com a obstrução de sua foz, devido ao caudal reduzido, em que a dragagem precisa ocorrer de forma permanente. Não uma catástrofe da escala que levou ao desaparecimento do Mar de Aral, mas seguindo a mesma lógca.
        Basicamente, a Austrália não pode ter aumento de sua população porque o clima não permite que se produza para tantas pessoas, e o aquecimento global pode complicar ainda mais as coisas.

        • Domingos

          Tá, problemas que aconteceram em todos os lugares. Não vi um exemplo absurdo e nem nada que não tenha acontecido em outros lugares com muito mais intensidade.
          O australiano, aliás, adora essas desculpas de meio ambiente e aquecimento global para manter a população de lá bem baixa, já que é uma desculpa aceitável hoje em dia. Se falassem que barram mais imigração simplesmente porque não querem virar um EUA versão 2, iria vir a turma do racismo/xenofobia e bla bla bla.
          Os ratos sabidamente foram trazidos às Américas pelos europeus, por mero incidente (se escondiam nos navios e acabavam desembarcando junto com os imigrantes). Essas coisas acontecem…

  • Transitando

    Se os automóveis (leves e pesados), como as indústrias, puderem emitir menos “Carbono”, tanto o dióxido (gás carbônico), pela influência do efeito estufa, como também o monóxido, pelo seu nível de toxicidade (a href=”http://www.iap.pr.gov.br/arquivos/File/Legislacao_ambiental/Legislacao_estadual/RESOLUCOES/PCPV_Estado_do_Parana.pdf”>item 3.3.4 – PDF / PLANO DE CONTROLE DE POLUIÇÃO VEICULAR), menores quantidades material particulado e todo o tipo de poluição atmosférica, e ainda também menor geração de calor (grande impacto na “redoma de vidro” de efeito estufa local), devemos agradecer, pois o efeito estufa nas cidades é algo claramente sentido (basta comparar para quando estamos em regiões próximas porém menos adensadas). Bastante evidente é este “efeito estufa” quanto maior for o adensamento, onde até a circulação natural de correntes de ar ajuda a estabelecer ainda mais tais efeitos. E os que estudam o efeito estufa sabem que o gás carbônico tem a sua parcela de culpa, e qualquer ação é benéfica, e se não for “globalmente”, ao menos “localmente”, nos grandes centros, certamente haverá algum impacto perceptível para diminuir esta espécie de redoma de vidro (efeito estufa) que circunda as grandes cidades.

    Se o fogo é inevitável, ao menos devemos tomar algumas medidas para diminuir o tamanho do incêndio e suas consequências. Ficar observando queimar e apenas continuar dizendo que não tem jeito não parece muito produtivo, não acham? É como observar aquele aquele que reclama do calor e que ainda se opõe a qualquer iniciativa de construção de algo para prover um pouco de sombra, como se “quente por quente”, tanto faz ficar ao Sol como à sombra.

    Leiam mais sobre o efeito estufa. É algo muito comentado, porém muitas vezes mal compreendido:
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Efeito_estufa

  • Bob Sharp

    Transitando
    Você confundiu os fatos. O efeito-estufa é o acúmulo de gases que produzem o efeito, como o COs e o metano (CH4), na troposfera, a parte da atmosfera mais próxima da superfície da Terra, que chega a 20 km de altura. Nada tem a ver o clima das cidades, nelas não existe efeito-estufa.

    • Transitando

      Referi-me especificamente à poluição atmosférica nas cidades, o efeito local, e que não deixa de gerar uma espécie de “efeito estufa” (por vezes agravado por fenômeno de inversão térmica), algo como uma redoma de vidro ao redor destas, pois o calor (e poluentes) também é retido e refletido em semelhante forma, com boa culpa dos poluentes atmosféricos.

      Se tais iniciativas de controle de poluentes não surtem efeito “palpáveis” de redução da temperatura em escala global (não é fácil globalmente baixar um grau Celsius sequer e ainda apontar com precisão que foi causado pelas medidas de controle), certamente o mesmo não se pode dizer quanto aos estudos locais, inclusive em qualidade de vida:
      http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI24745-15280,00.html
      http://pt.wikipedia.org/wiki/Invers%C3%A3o_t%C3%A9rmica#Problemas_de_sa.C3.BAde

      Com benefícios de redução de temperatura em escala global ou não, todo progresso em benefício da redução de poluentes é extremamente bem-vindo, e é disto que trato de comentar, como também de alertar que não se deve abrir mão de progressos com benefício nesta área.

    • Transitando

      Referi-me especificamente à poluição atmosférica nas cidades, o efeito local, e que não deixa de gerar uma espécie de “efeito estufa” (por vezes agravado por fenômeno de inversão térmica), algo como uma redoma de vidro ao redor destas, pois o calor também é retido e refletido em semelhante forma, com boa culpa dos poluentes atmosféricos.

      Se tais iniciativas de controle de poluentes não surtem efeito “palpáveis” de redução da temperatura em escala global (não é fácil globalmente baixar um grau Celsius sequer e ainda apontar com precisão que foi causado pelas medidas de controle), certamente o mesmo não se pode dizer quanto aos estudos locais, inclusive em qualidade de vida:

      http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI24745-15280,00.html
      http://pt.wikipedia.org/wiki/Invers%C3%A3o_t%C3%A9rmica#Problemas_de_sa.C3.BAde

      Com benefícios de redução de temperatura em escala global ou não, todo progresso em benefício da redução de poluentes é extremamente bem-vindo, e é disto que trato de comentar, como também de alertar que não se deve abrir mão de progressos com benefício nesta área.

  • Domingos

    Antes dos escândalos do IPCC, que aliás continuam colocando para nós como se estivesse tudo normal, já falavam que o aquecimento medido era devido ao adensamento e aos termômetros colocados em grandes centros.
    Detalhe que o plano de “vida sustentável” do IPCC, ONU e partidões “ecológicos” de esquerda (alguns de direita representando o capitalismo verde) é adensar ainda mais a população.
    Na verdade a coisa toda é: mais controle populacional, mais consumo, mais taxas e menos liberdade. E uma população com um medo estilo paganismo indígena de que se não viver de acordo com o escravismo da tribo, o mundo acaba.

  • Peterson

    Bob, você que já um homem vivido, deve se lembrar da gasolina com chumbo. Durante décadas muito se discutiu se era realmente prejudicial a saúde, inclusive muitos estudiosos sérios e renomados publicavam estudos dizendo que não fazia mal algum. Hoje sabemos da verdade, mas na época muitos criticavam a “histeria do chumbo”.

    Quanto ao aquecimento global, ainda estamos longe de saber ao certo as causas e conseqüências. Mas se podemos nos esforçar para diminuir as emissões, por que não? O autoentusiastas é espetacular, quando fala de carros.

    Abs e feliz Ano Novo

  • neil

    Gota d’água, BS. Perdeu meu respeito para sempre.

  • Bob Sharp

    neil
    Vou chorar 100 dias e 100 noites por causa disso. Que tristeza…Esse comentário não foi de neil, mas nil… Carbono-histérico detected!

  • Bob Sharp

    Peterson,
    Não é por você não achar o Ae espetacular quando fala de outros assuntos que não carros que vamos mudar a linha editorial. O fato de não nos restringirmos a carros é devido a não usarmos antolhos e por isso mesmo gozarmos de um campo de visão maior. Não gostou de determinado assunto? Não o leia, é bem simples, não acha? Chumbo: passei a infância envolvido com automóveis que usavam gasolina com chumbo tetraetila. Corri vários anos usando Avgas 100/130, com o aditivo. Pilotei aviões muitos anos e todos usavam gasolina “etilada”. Pratiquei aeromodelismo alguns anos com motores que eram alimentados pelo “venenoso” álcool metílico (metanol). E quando um termômetro clínico de mercúrio quebrava era festa brincar com as bolinhas do metal tocando-as com os dedos. E fumo desde os 15 anos, estou com 72. Então, caro Peterson, você está se dirigindo a um espírito, não a um ser humano vivo…Tudo isso só para lhe mostrar e quem mais interessar que estamos vivendo a Era da Histeria Plena. As histerias são criadas para alguém tirar vantagem econômica delas, nada mais que isso.

    • João Carlos

      Bob,

      Nem ligue pra essa bobagem de quem não tem argumento. “O AE é bom só quando fala de carro”, isso é coisa típica de idiota, que ao invés de atacar a mensagem ataca o mensageiro.

      O Brasil e seu bando de ativistas sem noção, se vangloriam de termos abandonado o chumbo da gasolina. Sendo que em vários países, ele ainda é usado para quem tem carro antigo, pois sem ele o desgaste de sede de válvulas e destas no contato com aquelas fica mais acentuado. Há até um lance de o bico de uma bomba não entrar no bocal do carro moderno para evitar perder o catalisador.

      Continue com os assunto ligados ao automóvel, sobretudo batendo nos ditos “de esquerda”, socialistas, culpados por nossa América Latina não sair do lixo; e alguns ainda por cima são contra o automóvel, como o Haddad. Que tal ele abrir mão dos impostos que recebe direta e indiretamente às custas dos automóveis?

      • Lorenzo Frigerio

        Meu Deus, quanta bobagem… só falta agora dizer que vota no Maluf.

        • João Carlos

          Onde está a bobagem? Me admiro você – num site de apaixonados por carros – não saber dos fatos envolvendo chumbo e pactuar com um governo que não sabe lidar com questões de trânsito e demoniza o automóvel.

    • Lorenzo Frigerio

      Bob, você já ouviu falar em estatística? O fato de você, indivíduo, estar bem de saúde aos 72 mesmo tendo convivido com esses agentes nocivos, não é exemplo de nada.

  • Marcos Amorim

    Se for possível diminuir emissões de gases, ótimo, mas tomar isso como o ato heroico que evitará o derretimento da Terra é ser ingênuo, burro ou ter interesses diversos. Além disso, seria bom se a dona ONU e o IPCC conseguissem separar efeito estufa de ilhas de calor e inversão térmica, porque está tudo jogado no mesmo balaio.
    E um pequeno detalhe: nossas universidades parecem ser cada vez mais políticas que técnicas. De tempos em tempos alguém aparece com um trabalho acadêmico que tenta mostrar que automóveis, combustíveis fósseis, frota antiga e mais um monte de fatores são os responsáveis pelo fim da humanidade, mas que no próprio trabalho há justificativas para amostras e análises tortas e incompletas que levam a resultados bem convenientes com certas correntes. E as universidades simplesmente aceitam…

  • Agnaldo Timóteo

    Concordo com o texto em sua integra.

    E ainda digo mais, pois os alarmistas se esquecem de que há o ciclo solar, com seus ciclos de tempestades e calmarias, os satélites troianos, que orbitam nosso planeta, só nessa década foram capturados pelo menos mais três.
    E a ainda pouco estudada, tempestade de plasma que chegam de estrelas supernovas.

    Culpar os seres humanos por isso, é aceitar ser manipulado bem como comprar briga da mídia alarmista.
    Já reparam que nos programas de televisão jornalísticos quando no bloco que fala sobre automóveis, um pouco antes as propagandas são só de automóveis, empréstimos e financiamentos? O mesmo com o bloco que vai falar do clima, é só bronzeador e por aí vai.
    Temos que pensar fora da caixa e começarmos a nos questionar sobre o que está por trás dessa algazarra.
    O preço do barril do petróleo caiu, ao invés de haver comemoração, há alarme sobre o repasse dos royalties do petróleo para os governos… e os combustíveis, porque os preços não caem?

  • marcus lahoz

    Concordo completamente. Existe muito exagero.

    Mas isso não quer dizer que devemos sair por ai sujando tudo e poluindo o máximo.

    Quanto menor for a intervenção do homem no ambiente, melhor para todos os seres vivos do planeta.

    • Bob Sharp

      Marcus
      O xis da questão é estarem demonizando o automóvel como o grande causador da produção de gases de efeito-estufa, daí esse derramamento de elétricos e híbridos que estão longe de proporcionar a praticidade e custo global de operação do carro de motor a combustão (lembre-se que a bateria de íons de lítio não é eterna). O pior é que tem muita gente boa que acha que o automóvel atual polui. Vamos cuidar, sim, do meio ambiente, mas atacar onde precisa. Que tal despoluir rios notoriamente imundos, como o Tietê e o Pinheiros, em São Paulo? O cheiro que deles exala é nauseante.

      • Lorenzo Frigerio

        O xis da questão é o uso de combustíveis fósseis. Não só em veículos automotores, mas inclusive para gerar a energia elétrica “limpa” que abastecerá seu carro… como a própria atividade industrial em geral.

        • Domingos

          Lorenzo, se o petróleo estivesse para acabar você simplesmente não compraria ele a um preço menor que o litro da Coca-Cola para andar com seu carro.
          Petróleo é abundante e dizem até que em certas condições ideais – que existem em alguns lugares do mundo – ele consegue se fazer pela natureza em relativamente pouco tempo.
          O problema é também que nenhuma das alternativas que “não usam” combustíveis fósseis deixa de usar uma cacetada de petróleo em sua fabricação. Comentam que os painéis solares usam uma quantidade tão grande de recursos “não renováveis” na sua composição que mal compensa o que se deixa de usar durante a sua vida-útil.

      • Domingos

        A prefeitura tinha um programa em conjunto com o Japão há uns anos atrás (tinha até algumas placas) para a despoluição do rio Tietê.
        Ficou de herança as margens recuperadas e com árvores e flores, mas desde o Kassab (outro histérico anti-carro) tudo voltou para trás e hoje já voltou o cheiro forte.
        O último híbrido que eu dirigi fez apenas 10% a mais de Km/l que meu Corolla 2004 nas mesmas condições. Porém com um custo de compra e de fabricação (o que também é emissão de poluentes) muito maior.

      • marcus lahoz

        Bob você sabe bem a evolução que o automóvel teve. Quando comecei a dirigir, nos anos 90, minha condições financeiras me permitiam comprar carros dos anos 80, assim era comum veículos fazendo 4 a 6 km/l na gasolina . Hoje se consegue mais de 10 fácil.

        Realmente é um excesso de culpa para o automóvel. Que representa pouco prejuízo ao meio ambiente. Um bom automóvel, moderno, revisado, bem cuidado; vai poluir em 10 anos menos que um híbrido e sua bateria.

        Li uma reportagem no Estadão e nela eles falavam sobre o plástico nos mares, que eles estão simplesmente sumindo, melhor dizendo, sendo comidos pelos peixes; e principalmente: os peixes não estão morrendo, eles estão digerindo o plástico. Resumindo: o planeta e os animais estão se adequando ao novo ambiente.

        Aonde temos que atacar (para reduzir a poluição e a matança desnecessária) é na postura, nos hábitos. Reduzir o uso de plástico, não matar animais sem necessidade (caça por esporte), excesso de lixo eletrônico (tem maluco que troca celular a cada 3 meses), e por ai vai. Simples atitudes que vão resolver muito mais que veículos híbridos.

  • Bob Sharp

    Lorenzo
    Se já ouvi falar da melhor ferramenta já criada para se obter resultados que se quer, seja para fins escusos ou não, chamada estatística? Mas é claro! Aliás, essa sua opinião de que meu exemplo nada significa é típica dos estatísticos quando fatos não batem com “seus estudos”.

    • Lorenzo Frigerio

      A estatística não é “bola de cristal” e não descreve casos individuais, porque trabalha com probabilidades baseadas em amostragem.

  • Bob Sharp

    Lorenzo
    Não há bobagem nenhuma no que o João Carlos disse.

    • Lorenzo Frigerio

      Bob, a bobagem não está tanto nos fatos que ele citou, mas na total falta de articulação entre eles. Saiu atirando para todo lado e não disse nada.

  • Bob Sharp

    Lorenzo
    A maioria dos carros está no hemisfério norte e ao passarem do CFC para HFC o buraco na camada de ozônio na ponta do hemisfério sul fechou…Tá parecendo o Lula explicando a poluição, que a Terra é redonda e lixo caiu lá de cima aqui para baixo…(há um vídeo mostrando a “capacidade” do molusco nove-dedos).

    • Lorenzo Frigerio

      A localização do buraco depende de fatores meteorológicos e físicos, como por exemplo a menor concentração de terra no hemisfério sul e ventos de altitude elevada (jet stream).

    • Domingos

      No caso ele está certo Bob. O lugar onde ele nasceu fica em cima de Brasília mesmo e ele acabou caindo lá.

  • Lorenzo Frigerio

    Vou deixar a sugestão para que o André Dantas escreva sobre esse assunto, pois ele tem o dom, melhor que qualquer um no Ae, de extrair lógica de sistemas complexos, envolvendo um grande número de variáveis.
    Vale lembrar que as teorias de aquecimento global causado pelo homem são em grande parte interpretações estatísticas baseadas em um corpo muito extenso de dados, e um período muito curto de estudo, razão pela qual, política e ideologia excetuadas, existe polarização de opiniões mesmo entre os cientistas que estudam o fenômeno.

  • Domingos

    Lorenzo, apesar de você ser um cara esclarecido… Poxa, quem queria votar no Maluf foi incentivado a votar no Haddad. Só isso já basta para desconsiderar qualquer coisa que venha “do lado de lá” da política/economia/história.
    Da mesma forma que ouve o pacto entre soviéticos e nazistas.

  • Bob Sharp

    Lorenzo
    Não é bola de cristal mas pretende ser, e aí é que está o problema, pessoas por ela basearem suas vidas fazendo exatamente o que os estatísticos dizem – a mando de alguém interessado num determinado cenário. A maior prova disso é haver gente a favor da liberação da maconha paralelamente a essa demonização do sublime e inofensivo, e que não entorpece, cigarro.

    • Domingos

      Eu acho cigarro uma desgraça, mas com certeza melhor que a entorpecente – essa é mesmo a questão chave – maconha.
      O pessoalzinho que a defende hoje e demoniza o cigarro é o mesmo que fumava muito porque achava “blasé” até a década de 80/90 e vale lembrar que em todo país soviético/ex-soviético cigarro era algo até incentivado. Agora, como é típico desse pessoal, a opinião mudou novamente e para algo cada vez pior.

  • Bob Sharp

    Domingos
    Desgraça em quê, pode ser mais específico? Para mim é uma das boas coisas da vida e desde menino adorava o cheiro de tabaco quando alguém acendia um cigarro no ônibus. Detalhe: meus pais não fumavam.

    • Domingos

      Meu pai teve problemas pelo fumo Bob, embora depois de muito tempo e curiosamente não pelo pulmão (que não teve nada, zero mesmo de dano!).
      Pelo tempo muito distante nem mesmo os médicos afirmavam nada. Então há a dúvida. Mas não teria muitas outras explicações, é um tipo de câncer bem específico e relacionado ao uso do cigarro.
      Os pais dele por sua vez também não fumavam, foi um habito adquirido mesmo.
      Eu nunca suportei o cheiro, talvez de tabaco puro seja bom mas cigarro sempre foi extremamente irritante para mim.
      De qualquer forma, não é uma substância entorpecente e cobram tanto imposto em cima dela que cobre os custos com saúde e ainda sobra um bom lucro ao Estado – se não, simplesmente taxariam mais ou proibiriam.
      E não há comparações com a cultura de hoje que mais do que liberaliza – valoriza – diversas substâncias terríveis e fica patrulhando e demonizando até refrigerantes (a exemplo da França, embora por lá ainda a política com drogas seja a certa: não achar bom e coibir).

  • Rogério Ferreira

    Com certeza há histeria carbônica, com certeza existem aproveitadores e até terroristas ambientais… com certeza o carro não é o grande vilão, com certeza o elétrico é cercado de interesses “ocultos” e cria outro problema ambiental maior, como, por exemplo, o descarte das baterias usadas, que são extremamente contaminantes e jamais terão destinação correta em países como o nosso. Além da necessidade de maior geração de energia elétrica, extremamente suja, em países como EUA, China e Rússia. Mas fique tranqüilo, prezado Bob. Nada substitui o bom e velho motor de combustão interna. O mundo já está entendendo isso. E a tal histeria foi até interessante para que os motores ficassem mais eficientes… Há 20 anos jamais imaginaríamos andar num carro com bom desempenho e fazendo cerca de 20 km/l de gasálcool.

  • Ezequiel Favero Pires

    Indico o livro “Psicose Ambientalista”

  • Rodolfo

    Para diminuir o aquecimento global o governo deveria investir melhor em metrô nas cidades, pois assim muita gente deixaria o carro em casa, e investir em transporte ferroviário de cargas, retirando milhares de caminhões das nossas estradas.

  • Rodolfo

    Com o meu Gol 1.8 AP – ano 1990, quando eu andava na cidade eu fazia 8 a 9 km/l de gasolina na cidade (São Paulo-SP), com trânsito bom das 21 a 23 horas.

  • Rodolfo

    Bob,

    Pensei agora… a culpa do excesso de CO2 é do homem e não do carro… pois você já parou para pensar quanto um ser humano produz de CO2 por dia???… agora multiplica por 7 bilhões de pessoas…

  • Adilson Silva

    De acordo com o texto, o aumento na emissão de carbono, ocorrido há 56 milhões de anos, pode ter sido causado por eventos endógenos, ou seja, de processos do próprio planeta. Portanto, há semelhanças com o momento atual, pois o aumento na emissão de carbono também está relacionado a processos do próprio planeta. Entre eles, o excesso de emissão de gás carbono durante o deslocamento de seres humanos. Cabe ressaltar que pessoas e carros também são componentes geradores de eventos endógenos, ou seja, processos do próprio planeta.

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