DSC01333  VW GOLF COMFORTLINE 1,4 TSI DSG, NO USO DSC01333

É o terceiro Golf que o Ae testa “no uso”. Já andamos no GTI e no Highline manual, agora é a vez do Comfortline com câmbio robotizado de sete marchas. Acho desnecessário elencar de novo todas as virtudes (e nenhum defeito, para desgosto dos que acham que a imprensa tem por obrigação sair criticando, se não houver motivo que se  “descubra” um; nem o propalado chocalho do câmbio e/ou embreagens em piso irregular apresentou).

Em março a Volkswagen adicionou a versão Comfortline, uma simplificação em relação à Highline que a deixou 8,4% mais barata com supressão dos bancos revestidos parcialmente em couro (no lugar, um agradável tecido, que muitos, inclusive eu, preferem), de lanternas traseira e luzes de uso diurno de LEDs, ar-condicionado bi-zona e volante multifuncional. Todo o resto do bom e do melhor que a versão Highline traz permanece, inclusive o câmbio DSG de sete marchas opcional.

 

DSC01336  VW GOLF COMFORTLINE 1,4 TSI DSG, NO USO DSC01336

Tecido dos bancos é muito agradável

O problema para se pôr a mão nesta máquina alemã que agora vem do México, e não mais da Alemanha, é o preço. O carro Comfortline básico sai por R$ 69.510, mas com o pacote Exclusive de R$ 8.256 a coisa vai para R$ 77.766. Como esse carro testado tinha o câmbio DSG, seu preço é de R$ 75.890 + 8.256 = R$ 84.146.

 

DSC01340  VW GOLF COMFORTLINE 1,4 TSI DSG, NO USO DSC01340

De qualquer ângulo, agrada à vista

O que vem nesse pacote? Chave de comando remoto, GPS, assistente de estacionamento, 4 alto-falantes e 4 tweeters, toca-CD com dois leitores de cartão de memória, cabo de interface para iPod/iPhone, comando de voz, controlador e limitador de velocidade, espelho interno eletrocrômico, espelhos externos de ajuste elétrico, com aquecimento e repetidoras das setas, mais a função orientar para baixo ao engatar ré, sensores de chuva e crepuscular com acendimento de faróis ao se aproximar/afastar do veículo, sistema de infortenimento Discover Media com tela tátil de 5,8 polegadas que exibe o sensor de aproximação dianteiro e traseiro, e Bluetooth, travamento central com controle remoto, volante de direção multifuncional em couro com comandos de áudio, do computador de bordo, do controlador/limitador de velocidade e borboletas de troca de marcha, e rodas 17-polegadas com pneus 225/45R17W.

 

DSC01335  VW GOLF COMFORTLINE 1,4 TSI DSG, NO USO DSC01335

Rodas de 17 pol. com pneus 225/45R17W

Mas não está nesse pacote o teto solar panorâmico, que sozinho custa R$ 4.922, portanto chegando o “nosso” Comfortline a R$ 89.068. Dá pena, pois esse Golf de 7ª geração com esse motor está seguramente entre os melhores carros do mundo, dos que não dá vontade de parar de andar com ele. Por isso digo que dá pena, o fato de poucos no Brasil poderem comprá-lo.

Já falei antes, impressiona a carroceria monolítica, absolutamente rígida que passa uma agradável sensação no nosso piso miserável. A altura de rodagem é a tal de “para maus caminhos”,  15 mm maior que nos Golf de mercado europeu, a suspensão é firme porém longe de ser dura, mostrando parâmetros corretos para o nosso chão.

Os pneus não eram os Dunlop Sport Maxx do Highline que dirigimos antes, mas  Bridgestone Turanza ER300 poloneses, que no seco se mostraram muito bons. Gostaria de ter podido compará-los com os Dunlop quanto ao desempenho no molhado, superlativo com aqueles,  mas a estiagem não deixou.

 

DSC01347  VW GOLF COMFORTLINE 1,4 TSI DSG, NO USO DSC01347

O dono do show, sem nenhuma dúvida; pintura das parte internas não é igual à externa, decepção

O câmbio DSG funciona à perfeição e no modo automático parece estar sintonizado com a mente do motorista. É realmente desnecessário usar o modo manual, tal a precisão da escolha automática das marchas.

Tudo neste Golf, aliás, parece feito para entender o que se quer ao dirigi-lo, não há surpresas. Usar o controle de estabilidade e tração é mero diletantismo.  O volante de direção de 370 mm de diâmetro chega a parecer obra de arte de tão perfeito ao receber as mãos de quem o dirige.

Tudo isso consumindo pouca gasolina alcoolizada, 10,7 km/l na cidade e 14,9 km/l na estrada. Mesmo com o relativamente pequeno tanque de 50 litros se vai longe, quase 750 quilômetros.

Por isso é que repito, é uma pena o preço do Golf não ser mais acessível.

BS

Fotos: autor

 

FICHA TÉCNICA VW GOLF COMFORTLINE 1,4 TSI (DSG)
MOTOR
DesignaçãoEA211 R4
InstalaçãoDianteiro, transversal
Material do bloco/cabeçoteAlumínio
N° de cilindros/configuraçãoQuatro/em linha/cinco
AspiraçãoForçada por turbocompressor, interresfriador de ar
Diâmetro x curso74,5 x 80 mm
Cilindrada1.395 cm³
Taxa de compressão10,5:1
Potência máxima140 cv de 4.500 a 6.000 rpm
Torque máximo25,5 m·kgf de 1.500 a 3.500 rpm
Corte de rotação6.500 rpm, limpo
N° de válvulas por cilindroQuatro, atuação indireta por alavanca-dedo roletada
N° de comandos de válvulasDois, no cabeçote, correia dentada, variador de fase na admissão e escapamento
Formação de misturaInjeção direta
Gerenciamento do motorBosch MED
CombustívelGasolina comum (95 octanas RON)
TRANSMISSÃO
EmbreagemDuas, automática
CâmbioTranseixo dianteiro de 7 marchas robotizadas à frente e ré, tração dianteira
Relações das marchas1ª 3,500:1; 2ª 2,097:1; 3ª 1,343:1; 4ª 0,933:1; 5ª 0,974:1; 6ª 0,778:1; 7ª 0,653:1; ré 3,182:1
Relações da diferencial4,800:1 e 3,428:1
SUSPENSÃO
DianteiraIndependente, McPherson, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora de Ø 24 mm
TraseiraIndependente, multibraço, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora de Ø 19 mm
DIREÇÃO
TipoPinhão e cremalheira, assistência elétrica indexada à velocidade
Diâmetro mín. de curva10,9 m
Relação de direção15,5:1
N° de voltas entre batentes3
FREIOS
De serviçoHidráulico, duplo-circuito em diagonal, servoassistido a vácuo
DianteirosDisco ventilado de Ø 288 mm
TraseirosDisco de Ø 272 mm
ControleABS, EBD e assistência à frenagem
RODAS E PNEUS
RodasAlumínio 7Jx17, inclusive estepe
Pneus225/45R17W, inclusive estepe
Marca e tipo no carro testadoDunlop Sport Maxx, fabricação alemã
PESOS
Em ordem de marcha1.238 kg
Carga máxima562 kg
CONSTRUÇÃO
TipoMonobloco em aço, hatchback 4-portas, 5 lugares, subchassi dianteiro
AERODINÂMICA
Coeficiente de arrasto (Cx)0,318
Área frontal2,20 m²
Área frontal corrigida0,700 m²
DIMENSÕES EXTERNAS
Comprimento4.255 mm
Largura sem/com espelhos1.799 / 2.027 mm
Altura1.468 mm
Distância entre eixos2.630 mm
Bitola dianteira/traseira1.539/1.510 mm
CAPACIDADES
Porta-malas313 L
Tanque de combustível50 L
DESEMPENHO
Aceleração 0-100 km/h8,4 s
Aceleração 0-1.000 m29,6 s
Retomada 80-120 km/h, 5ª8,5 s
Velocidade máxima212 km/h
CONSUMO (COMPUTADOR DE BORDO)
Cidade10,7 km/l
Estrada14,9 km/l
CÁLCULOS DE CÂMBIO
v/1000 em 6ª/7ª43,5/51,9 km/h
Rotação em 6ª/7ª a 120 km/h2.750/2.300 rpm
Rotação em vel. máxima, 6ª4.900 rpm

 

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Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

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  • Leo Cordeiro

    Esse não é o alemão?O freio de estacionamento é eletro-hidráulico,sem a alavanca…

    • Bob Sharp

      Leo Cordeiro
      Sim, este é alemão, letras iniciais do número de identificação do veículo WVW. A operação México recém começou.

      • Rodrigo Mendes

        Bob, você acha que perderemos alguma coisa agora com ele vindo do México ou quando virar nacional? Sabe ago a respeito da Variant se virá mesmo?

  • Mac

    Bob: de tanto você falar bem do Golf vou TENTAR dirigir um. Digo TENTAR porque para nós mortais, test drive não existe! E quando existe é dentro do pátio da concessionaria ou quando muito uma volta no quarteirão acompanhado do quase sempre chato do vendedor. Depois vem o tamanho, né? No Civic, por exemplo, tinha test drive de quarteirão aqui no Rio, mas eu não coube dentro do carro…O estilo deste carro eu não gostei, mas quero tentar ver estas tão decantadas qualidades que vocês tanto falam. Quanto ao banco, concordo contigo. Prefiro o de tecido. Não sei se vou preferir este da VW. O que eu gosto é daqueles tecidos e bancos do Impala norte-americano, Accords e outros tantos que são verdadeiras poltronas! Detesto o couro do meu Omega. O do meu Accord, embora mais macio, também trocaria por um de tecido.

    • João Martini

      O Highline sem opcionais vem com tecido normal nas laterais e alcantara na faixa central. São muito agradáveis ao toque, e eu acho mais bonitos que os bancos em couro!

      • Christian Bernert

        É mais bonito que o couro normal e é muito mais confortável. Pode fazer 1000 km em um dia que não vai ficar cansado. O Alcântara favorece a transpiração, evitando aquela sensação de costas molhadas.

  • João Martini

    Esconder os limpadores de para-brisa é um detalhe que me agrada muito. Andei em um Punto esses dias, as palhetas ficam no meio do vidro quase. Detalhe besta mas que me incomodou bastante..

    • Lorenzo Frigerio

      Limpadores de pára-brisa embutidos foram uma novidade da linha GM americana em 1968, e logo estavam em todos os outros carros. Pelo visto, demorou bastante para chegar aos carros de uso europeus… mesmo num Golf, que é um carro de classe média alta.

  • Fernando

    Esta versão do Golf reúne tudo o que eu gostaria em um carro sem firulas e bom de andar (o câmbio mesmo pensando sozinho faz bom trabalho, de qualquer forma optaria pelo manual mesmo), é o que me atrairia melhor entre os novos, é bem agradável para uso urbano.

    O preço é que me complica de ter um…

    • Bob Sharp

      Fernando
      O que é simples usar o câmbio manual, impressiona. Praticamente não se faz força para desacoplar a embreagem, é notável.

  • Renan V.

    Iria “seco” no final da página fazer uma crítica à matéria: Cadê as fotos? Pois bem, acabei encontrando rsrsrsrsrs. Queria muito ter poderio para comprar este carro, sempre que vejo um na rua, penso que o dono é sortudo. Caro, realmente, mas até que compensa. É digno de nota dizer, como é de voz geral, que a Volks anda pecando em suas estratégias. Tanto é que perdeu seu líder e não tem a liderança há muito tempo, onde facilmente poderia estar “dormindo no lombo…”.

  • André Andrews

    Quando tinha um Peugeot 206 o usava sem sobretapetes, já que tinha bate-pé. Parece bobagem, mas é outra coisa, a altura dos pedais fica conforme projetado, e nada atrapalhando os pedais. Pena serem raros os carros hoje com a proteção. Esse Golf pelo visto vem com sobretapetes e ainda com furação pra não sair do lugar, o que agrada os dois mundos.

  • CCN-1410

    Bob,
    Chave de comando remoto. – Quer dizer que é preciso inserir
    a chave na porta?
    Quanto ao pacote de opcionais, se for para ter um carro tão
    bom como você diz, e eu acredito, é dispensável. Seu preço inclusive é comparável
    aos Civic e Corolla, mas com a vantagem de ser hatch. – Ponto para o Golf, mas
    mesmo assim seu preço é muito salgado. É uma pena.

  • Lorenzo Frigerio

    Esse painel aluminizado não fica bem na foto, mesmo que ao vivo seja bem impressionante. Mas o cara tem que ser rico para ter um carro desses, hoje em dia. Se não for, vai se enforcar para pagar as prestações e o fatídico seguro.
    Existe uma perversidade no Brasil, que é a necessidade absoluta de se ter carro, e eles consomem uma quantidade substancial do orçamento de uma família. E nem se fale num Golf.

    • $2354837

      Estava pensando nisso hoje antes de ler a matéria Lorenzo. Muitos compram carro por necessidade de se afirmar (seria o famoso “carro ostentação”?), do que realmente por necessidade. Outros ainda compram como patrimônio. Assim vemos verdadeiras bizarrices na rua, como o motorista indo sozinho trabalhar no trânsito com um SUV ou uma família indo viajar esmagada em um popular sem conforto porque alguém disse que “desvaloriza menos”. Se víssemos os carros como bem de consumo ou somente para prazer acredito que seríamos mais felizes. Estou a escrever um artigo sobre o TCO e mostrar a (pouca) influência que tem o valor de revenda no custo de se manter um carro como um todo.

  • Bob Sharp

    ccn1410
    Não é preciso inserir a chave na fechadura. Preço salgado mesmo, uma pena.

  • Bob Sharp

    André Andrews
    Sim, há presilhas para os sobretapetes. Prezo muito o bate-pé, pois não gosto de nada sobre carpete original, e sem o item o carpete acaba furando logo na região dos saltos dos sapatos.

  • Bob Sharp

    Lorenzo
    É por essas e outras que o Jorge Ben Jor tem de ser preso… (rs)

    • Angelito

      Bob, desculpe mas não entendi a referênciia. Poderia explicar?

    • Antonio Ancesa do Amaral

      Na mesma cela do Chico Buarque.

  • Bob Sharp

    Rodrigo
    Não acredito que haverá piora no produto pelo fato de ser fabricado no México e depois aqui. O padrão de produção da VW é mundial, um só.

    • jorge

      Duvido, Bob! Eles dizem que o padrão é o mesmo mas não é! No meu Accord norte-americano o acabamento é muito melhor que no mexicano. Dá para sentir e ver a diferença! Aqui eles vão piorar com certeza.

  • marcus lahoz

    É o carro dos sonhos, pena ser tão caro.

  • Ilbirs

    O Golf VII achei interessante em seu geral. Para mim não é problema o mexicano ter freio de estacionamento convencional por alavanca em vez do botãozinho do alemão. Até prefiro assim, pois é uma coisa a menos para dar problema.

    Porém, ao conhecer melhor esse carro, uma coisa me desagradou e provavelmente irá me desagradar em outros MQBs que eu vir, se não for feito algo a tempo ou para gerações seguintes sobre a mesma base: o túnel central é muito alto e deixa o espaço traseiro um tanto quanto apertado. Alguns irão dizer que é por causa da previsão do sistema de tração integral da Haldex, que precisa passar um cardã por lá, mas responderei que conheço outros tantos carros com túneis bem mais baixos e pelos quais também passa um cardã.

    Supondo que uma versão 4Motion dessa base tenha mantido basicamente os mesmos sistemas mecânicos de tração integral de quando os VW tinham plataformas específicas, então pouco atrás do banco traseiro temos uma estrovenga como esta:

    http://assets.suredone.com/1517/media-photos/cp026239-rear-awd-swap-assembly-audi-tt-mk1-vw-r32-haldex-quattro-genuine-oe.jpg

    http://images16.fotki.com/v272/photos/7/7305/1393273/haldexaudivwoverview1-vi.jpg

    O problema nem é o diferencial ser volumoso, pois fica escondido embaixo do banco e do piso traseiro, além de hoje em dia projetos com sistema de tração integral bem executados não obrigarem alterações estruturais do assoalho. O problema aqui está no acoplamento do diferencial traseiro, está mais ou menos no centro da altura da peça, obrigando que o cardã seja alto e, nessa, obrigando que o túnel seja alto, gerando algo que inclusive prejudica veículos de tração dianteira.

    Logo, seria excelente que os fabricantes de diferencial começassem a arquitetar peças com acoplamentos por baixo, de maneira a permitir túneis mais baixos, liberando assim um precioso volume no assoalho. Isso beneficiaria tanto carros com tração integral derivada de dianteira (como o caso dos 4Motion da VW) como também modelos de tração traseira, que poderiam contar com túneis baixos e também ficando mais espaçosos. E também beneficiaria carros de tração dianteira cujos projetos por acaso prevejam também versões com tração integral. Temos exemplos de que isso é possível:

    http://media.caranddriver.com/images/11q1/381957/torsen-differential-photo-383603-s-1280×782.jpg

    Sim, o conhecido diferencial Torsen tem acoplamento mais baixo que o do Haldex. E, como sabemos, Torsens são usados em trações integrais permanentes, que são mais eficientes que a tração integral por demanda do Haldex. Segue outra imagem desse acoplamento mais baixo:

    http://i150.photobucket.com/albums/s108/wujek1976/diff1.jpg

    http://cdn3.volusion.com/fyanx.kxcxt/v/vspfiles/photos/GF9IRS-2.jpg?1390995552

    Logo, pensando no poder da VW enquanto fabricante, ela poderia muito bem pressionar a Haldex para que lhe fornecesse diferenciais com acoplamento baixo o suficiente para que se pudesse usar túneis tão baixos quanto os que vemos em outros projetos de tração dianteira ou mesmo integral. Aliás, quem for dar uma pesquisada notará que é possível acoplamentos ainda mais baixos, como os deste diferencial da SKF:

    http://www.skf.com/binary/112-119037/full/Truck-final-drive_Man_Rear_Axle_01%281%29.jpg

    Também fico imaginando as possibilidades de uma ideia como a do diferencial de baixo peso da Schaffler:

    http://www.schaeffler.com/remotemedien/media/_shared_media/05_products_services/passenger_cars_1/transmission_systems/gear_1/00016DE5_col8.jpg

    • João Martini

      O motivo do túnel alto não seria pra manter alta a rigdez do monobloco?

    • Desculpa por mudar o assunto, mas você é o AF1979 que comentava no Jalopnik Brasil?

    • Cadu

      Isso tudo por causa do túnel alto?

  • Fora o preço, é uma pena que não temos mais aonde desfrutar uma nave dessas de forma livre e desimpedida, do tipo pegar a rodovia Castello Branco e dirigir sem destino; é só tirar o carro da garagem e começa o dia do rodízio e os incontáveis radares, nos obrigando a “navegar” defensivamente. Deve se um prazer, isso sim, curtir um carro desse em uma Autobahn alemã, certamente ele foi concebido pensando nisso.

    • CorsarioViajante

      Atualmente temos várias opções de track days e hot laps disponíveis.

  • Andre Mondino

    Após quase 3 meses de espera por um Fox Highline com opcionais e sem nenhuma perspectiva de chegada (a VW alega que o carro não pode entrar em produção por não ter as rodas de 16 polegadas solicitadas…OK, né…) desisti do Fox e decidi gastar um pouco mais e comprar um Golf Comfortline com câmbio manual sem opcionais, pois o julgo suficientemente equipado com os itens de série. O modelo que eu adquiri já é o mexicano sem o freio de mão por botão. Analisei o carro minuciosamente na concessionária e pelo menos na aparência e no acabamento, é exatamente idêntico ao alemão. Esperançosamente, o pegarei em alguns dias. Nunca dirigi o Golf de 7º geração (“no uso”, pois “test drive” de concessionária serve meramente para preencher protocolo de “bom atendimento”) e minha decisão de compra foi fortemente influenciada pelos posts do AUTOentusiastas.

    • Angelito

      Dúvida: tem aquele aviso no espelho retrovisor direito, dizendo “Objects in this mirror are closer than they appear/look”?

  • Daniel S. de Araujo

    Bob,

    Com essa perda de posição do Gol, que hoje vamos lá e voltemos, está bem longe de despertar paixão (ao contrário do que era um Gol quadrado com painel satélite, ou um G2 GTi), além da saída de linha do Polo, não acha que o Golf corre o risco de ganhar versões mais simples (de entrada) para entrar no nicho superior ao up!?

    • CorsarioViajante

      A escadinha aparentemente será up – Gol – Fox – Golf.

  • Leister Carneiro

    Dá pena, pois esse Golf de 7ª geração com esse motor está seguramente entre os melhores carros do mundo, dos que não dá vontade de parar de andar com ele. Por isso digo que dá pena, o fato de poucos no Brasil poderem comprá-lo.

    Entrou na minha opinião um dos melhores comentários que já li

    Pois seria legal muitas pessoas terem este carro.Poderia ser o mais vendido do Brasil.

    • Lorenzo Frigerio

      Na certa, fabricado no México (e não na Alemanha ou no Brasil), o carro dá um lucro considerável à VWB. Ele só não é mais barato ao consumidor porque a Anfavea não deixa, pois com uma margem de lucro normal provavelmente custaria menos que os carros fabricados aqui e que são de uma faixa mais popular.

      • Felipe

        Não acho que não barateie porque a Anfavea não deixa, e sim porque a VW não quer!
        O carro está vendendo bem e o povo “acostumou” a pagar um determinado valor alto, então por que abaixar?
        Se a operação para o carro chegar até o Brasil ficou mais barata a vantagem será toda da VW, ela não vai repassar isso.
        Só abaixaria se as vendas encalhassem

  • Andre Mondino
    Você certamente saiu ganhando nessa decisão!

  • Márcio
    Todos os primeiros-ministros alemães, desde Konrad Adenauer (1949) até à Angela Merkel, dizem que as Autobahnen continuarão sem limite de velocidade, poisisso dá prestígio ao carro alemão, “carro de Autobahn”. Todo carro alemão é pensando para rodar horas a fio nessas estradas à velocidade máxima.

    • João Martini

      Esse Golf a 150 km/h parece estar a 70. É incrível!

    • Lorenzo Frigerio

      Às vezes acho que essa característica das Autobahnen é muito questão de folclore. Que eu saiba, são apenas alguns trechos que não têm limite. Trata-se de estradas relativamente estreitas, e os carros atuais são velozes demais para os reflexos da maioria das pessoas. Você teria que ter uma maioria de motoristas extremamente peritos para garantir convivência harmoniosa nessas estradas.
      Antigamente, a maioria andava de Fusca e tinha uns Mercedes e Porsches que podiam andar velozmente por elas. Hoje em dia, no lugar dos Fuscas há Golfs e no lugar das Mercedes há Mercedes, Audis, Porsches, BMWs e superesportivos em grande número. Seria perigoso não haver um limite, pois a capacidade de condução humana não melhora.
      Aqui no Brasil, a qualidade e o desempenho dos carros melhorou absurdamente em 40 anos; nem por isso o limite de velocidade subiu… as estradas de hoje são lotadas de carros e caminhões. Exige-se maior capacidade de aceleração e frenagem, e de fazer curvas do que velocidade final; creio que na Alemanha também seja por aí.
      Ademais, ninguém anda horas a fio em alta velocidade; a Alemanha não é um país tão grande assim, e existem trens “ICE” para isso.
      Nunca morei na Alemanha nem dirigi numa Autobahn, mas já morei no Reino Unido e as estradas de lá são extremamente movimentadas; seria impensável não haver um limite, que no caso é de provavelmente 75 milhas por hora.
      Imagino que os grandes compradores dos “carros de autobahn” estejam nas petromonarquias do Oriente Médio; ali sim faz sentido sentar a bota.

  • Rodrigo
    A Golf Variant deverá vir mesmo. Mostrá-la no Salão visou testar o interesse por uma perua, e foi enorme.

  • Christian Bernert

    Versão Comfortline ficou 8,4% mais barata?

    Não entendi. Eu comprei um Highline (fabricado na Alemanha) com teto solar e câmbio DSG em Outubro de 2013 por R$ 87.000. Agora este ‘mais barato’, fabricado no México com diversos itens a menos fica por R$ 89.068?
    Nem sequer a seleção dos modos do câmbio (Normal, Sport, Eco e Individual) está presente nesta versão.

    Duas conclusões. 1° Não está 8,4% mais barato. 2° Tive sorte de comprar logo no lançamento. Carro bem superior por preço bem melhor.

    • João Martini

      Highline DSG sem nada tá 85 acho.

    • Felipe

      Realmente é uma prática da VW lançar o carro mais em conta e depois ir inflando os valores. O mesmo aconteceu com o Fusca e com o Jetta, quando saíram estavam muito mais barato.
      Quando peguei o meu Golf nem tinha o Comfortline, hoje o valor que pegava um Highline básico você pega somente um Comfortline básico.

    • CorsarioViajante

      Sim, caso não esteja acompanhando, temos aumentos quase mensais de praticamente todas as marcas.

  • Felipe

    Caro Bob, na ficha técnica vc diz que o motor é resfriado por um “interresfriador de ar” , mas ao que sei os motores 1.4 usam watercooler (interesfriador a agua). Você poderia confirmar essa informação?
    abs

    • Lucas dos Santos

      Felipe,

      Mas ficha técnica não especifica se é a ar ou a água.

      Veja bem, ali diz interresfriador “de ar” e não “a ar“. Percebeu a diferença? =)

  • realista

    89 contos mais seguro e licenciamento. …quase 100 contos. É piada?

    • João Guilherme Tuhu

      Realmente, um ‘choque de realidade’. 🙂

    • Christian Bernert

      O seguro não é tão caro assim. R$ 3.200 no meu caso. Achei até bem razoável.

      • Marcelo Schwan

        Fiz o meu tem uns 15 dias.

        R$ 2.650, classe 7, 105% Fipe. Highline DSG.

        abraço,
        Marcelo Schwan

  • Christian Bernert

    Em uso puramente em rodovia, sem exceder 115 km/h, com o câmbio/motor em modo Eco; é possível fazer 16,2 km/l. Obtive esta marca em diversas ocasiões e percursos bastante longos (mais de 500 km por percurso). Mas tem um detalhe. Após muitos abastecimentos, cruzando dados de planilha com os do computador de bordo, descobri que o computador de bordo é 2,5% mais otimista que a realidade. Isto significa que os 16,2 km/l na verdade são 15,8 km/l. Claro que longe de ser uma tragédia. Mas o computador de bordo dá uma ‘roubadinha’ sim.

  • Comentarista

    Se a vida e Deus quiserem, com meu esforço terei uma Golf Variant que anunciaram que virá. Acredito que o seguro deverá ser mais em conta do que no hatchback.

  • Luciano Gonzalez

    Esse carro é sensacional. Realmente, o preço é salgado, têm que saber montá-lo para o valor não ir para a estratosfera.Possivelmente será meu próximo carro, quem sabe lá para o final de 2015.

  • Christian
    Não sei não. Entre a precisão do computador de bordo, que conta os pulsos dos injetores versus a vazão conhecida deles, e as bombas dos postos, fico com o computador de bordo.

    • Christian Bernert

      Eu pensei nisto. Mas o fato é que eu tenho um CR-V que a planilha bate com menos de 0,3% de diferença. E outro ponto é que independente de qual posto eu use, os desvios se mantém constantes. É pouco provável que as bombas de todos os postos tenham o mesmo erro. Também não estou me baseando em dois ou três abastecimentos. São mais de 20.000 km de acompanhamento em todos os abastecimentos. Em cidades e estados variados. Tenho fortes razões para desconfiar do computador de bordo.

      • Angelito

        Às vezes pode ser só o seu, acho que deve ser um pouco como o velocímetro, que tem uma margem de erro calculada para sempre aparecer mais velocidade do que realmente é.

    • Thales Sobral

      O computador de bordo do meu Polo errava sempre 10% para mais (10 km/l davam 9 na bomba) quando abastecido com gasolina, e marcava bem “em cima” quando abastecia com álcool.

      Já o Fiesta que tenho atualmente, um horror. No último abastecimento, marcou 12 km/l, a bomba marcou 9,7. Outra vez, marcou 8 km/l, a bomba marcou 10.

      A bomba do posto pode ser aferida a qualquer momento, só é pedir. Vi uma vez e a bomba errou muito pouco (marcou 20 L, o tanquinho padrão indicou 20,05)

  • Felipe
    Pelo que sei, o turbocompressor é que é arrefecido a água, mas vou verificar isso, sim.

    • Felipe

      Entendi Bob, pode ter sido essa confusão quanto ao resfriamento do turbocompressor..
      Alias, qual seria a vantagem e ou a desvantagem em o turbocompressor ser resfriado a água e não a ar?

      • Felipe
        Na verdade, ou o turbocompressor tem sistema de arrefecimento a água, ou não tem nenhum. Mas se, por hipótese, houvesse um sistema de arrefecimento a ar, um a água seria bem mais eficiente, dado que a água é um meio de troca de calor bem mais eficiente que o ar.

  • Richard

    The very best! Simplesmente espetacular esse carro!

  • Lorenzo Frigerio

    É possível que o próximo Fox seja uma espécie de Polo e entre no lugar do Gol. Talvez o Gol atual sobreviva em versão mais depenada, para frotas. Infelizmente, o up! tirou um pouco do mercado do Gol, e a coisa ficou confusa.

    • Ilbirs

      Cheguei a ler rumores mais recentes de que o próximo Gol será feito sobre a plataforma NSF, com a MQB ficando para o Fox II. Rumores anteriores davam conta de que a MQB seria usada também no Gol e que a VW teria desistido da NSF. Logo, está tudo muito nebuloso.
      O rumor da NSF faz sentido se considerarmos que o up! é produzido na mesma unidade de São Bernardo da qual sai o Gol, enquanto o Fox sai da mesma São José dos Pinhais que abrigará a MQB do Golf VII. Porém, também poderíamos considerar uma ampliação de unidades fabris com a MQB, considerando o tamanho bem maior da unidade do ABC.

      A favor da NSF, o fato de ser uma plataforma de carro pequeno com bom aproveitamento de espaço interno (ainda mais que o túnel da MQB é excessivamente alto e pioraria ainda mais as coisas em um carro menor e com ponto H tão baixo quanto o do Golf). A favor da MQB, o tal fato de ser uma base mais elástica e com soluções que estão em uma base mais ampla de veículos, ainda que com esse defeito (que um Fox II contornaria em parte ao elevar o tal ponto H).
      Como já comentei em outras ocasiões, quem olhar o Taigun notará que exceto pela altura, todas as outras dimensões regulam com as do Gol atual. Seria preciso alargar um pouco a NSF para dar mais largura interna (o Taigun tem 1,73 m devido às bitolas, gerando os para-lamas estufados, que em nada acrescentam em largura interna) e permitir que o Gol tenha a média de 1,70 m de um carro pequeno, mas que se refilta também em um banco traseiro mais largo. No caso da MQB, seria preciso ver como ficará o Polo V, cujos rumores dão conta de que será feito em tal base e poderá revelar muita coisa, uma vez que até agora não temos nenhum carro pequeno feito sobre essa base.

  • Lorenzo Frigerio

    Provavelmente existe um limite a partir do qual não adianta aumentar a altura do túnel, pois a mesma não proporcionará rigidez nas laterais. A Honda faz carros sem túnel, não vejo razão para um túnel alto simplesmente como previsão para tração integral, pois isso encarece a plataforma para a maioria dos carros que a utilizarão, e que não serão dotados de tração integral.
    Ademais, o fato de diferentes carros utilizarem uma mesma plataforma não significa que obrigatoriamente terão o mesmo assoalho. Provavelmente a vantagem está no uso de soluções padronizadas de suspensão.
    Creio que este (“plataformas”) seria um excelente tópico para um artigo futuro do Carlos Meccia; espero que ele leia esta sugestão.

    • Ilbirs

      Acrescente-se aí o fato de que a mesma Honda já fez carros de tração integral derivada de dianteira com assoalho plano e continuar a fazê-los:

      http://www.truedelta.com/images/mk_reviews/1361256045-2013-Honda-CR-V-EX-L-rear-seat.JPG

      http://image.motortrend.com/f/roadtests/oneyear/suvs/1308_2013_honda_cr_v_update_3/46315287/2013-honda-cr-v-rear-seats.jpg

      Não me consta que o CR-V seja praguejado por falta de rigidez torcional por seu assoalho ser plano e ter um cardã passando por baixo.

      • Domingos

        Ilbiris, provável que haja questões de custo envolvidas. Outros fabricantes talvez não achem que vale a pena o benefício de eliminar o túnel, mas com todos os problemas (como rigidez) envolvidos.
        Ou a Honda tem isso como algo que os clientes dela admiram a ponto dela fazer mesmo com custo maior…
        Bob, entre o entendido que não sabe falar nada a não ser de cromadinhos e tamanho de motor e o plataformeiro, acho esse último uma evolução.
        O exemplo do Boeing é perfeito. A plataforma na verdade é o PROJETO. Em um mesmo projeto cabem várias versões. Mas não um modelo completamente diferente, como um 787.
        Com os carros era a mesma coisa, ao menos até a chegada das plataformas modulares. Ainda assim, são indicadoras do projeto do carro.
        Isso interessa sim ao proprietário, que saberá coisas como idade do projeto e com quais outros carros se compartilha um maior número de peças.
        O exemplo da Ecosport é óbvio. Entre outras coisas, praticamente tudo que não for peça de acabamento ou de lataria é a mesma coisa que um Fiesta. E também se pode esperar o comportamento de um Fiesta, dado que não há milagres (as novas modulares melhoram essa parte ao permitirem novas suspensões e entre-eixos completamente diferentes).

    • Renato Mendes Afonso

      Realmente esse negócio de “plataformas” ainda me dá um nó na cabeça. Confesso que não saberia (assim como uma boa parte aqui não saberia) esboçar uma definição de “plataforma” automobilística.

  • Lorenzo Frigerio

    Especificamente sobre o caso da família viajando esmagada, acho que deveria haver mais opções de carros espaçosos com mecânica, acabamento e opcionais mais simples, mais ou menos como o Cobalt. Nos EUA, a Impala faz muito bem esse papel; é um carro bom, confortável e sem frescura.

    • $2354837

      Colocaria o Versa na lista. O espaço no banco traseiro beira o surreal. O porta-malas é um latifúndio. Se o banco for bipartido 1/3 e 2/3 precisa fazer um Tratado de Tordesilhas para marcar a divisão….rs.

  • Lorenzo Frigerio

    Um Polo de geração atual com essa mecânica seria “o canal”… inclusive na versão sedã. Venderia horrores. VWB dormindo no ponto!

    • Lorenzo
      Concordo!

    • Bob Sharp

      Lorenzo
      Que lhe respondeu aí embaixo fui eu. Por motivo que não atinei, o Disqus mudou meu login para Autoentusiastas.

    • CorsarioViajante

      Só faria uma mudança: com este motor e com o câmbio manual… Seria meu número!

  • Lorenzo
    Depois que você dirigir numa Autobahn vai ver que não é nada disso que você falou, garanto-lhe. Os alemães sabem dirigir rápido por horas a fio. Lá existe auto-escola com competência para ensinar até isso. E a velocidade nas motorways inglesas é 80 mph. Possivelmente minha matéria de amanhã será sobre isso, acabei de passar uma semana em Munique.

    • Christian Bernert

      Meu cunhado mora em Stuttgart e trabalha em Munique. Vai e volta toda a semana em um SLK. Apesar disso, não passa dos 150 km/h por uma razão singela: quer economizar gasolina. Mas isto não o impede de andar a 230 km/h vez por outra ‘um spass zu machen’.

    • odaiVecoV

      Eles sabem dirigir.
      Aqui no Brasil pessoal quer andar só olhando para frente, o do lado e de trás que se dane.
      Aqui pela cultura é inviável.

  • Christian
    É comparação de preços relativos atuais, apenas isso. A versão Comfortline demorou a chegar, se não me engano em junho deste ano. As condições IPI e de câmbio em outubro de 2013 era diferentes das de hoje. Sobre essas seleções de modos (Normal, Sport, Eco) tenho uma opinião: quantas vezes alguém usou os controles de agudos, graves, balanço e fader de um rádio?

    • Christian Bernert

      Bob, eu uso muito a seleção de modo. Acho de extrema utilidade. Explico.
      Eu gosto muito de retomadas vigorosas em baixa rotação, isto é priorizado no modo Eco. Porém o sistema de ‘roda livre’ que só é disponível neste modo às vezes é um pouco incômodo especialmente em situações de trânsito urbano intenso. Então eu posso personalizar isto no modo ‘individual’.
      Para se obter a máxima economia em trecho rodoviário a melhor prática é deixar o modo Eco selecionado e guiar o carro sem usar o acelerador. Usando exclusivamente os controles do piloto automático. Quando você tem um veículo mais lento ocupando a faixa da esquerda, basta cancelar o piloto automático com alguma antecedência e deixar o carro perder velocidade naturalmente em ‘roda livre’. Quando o veículo mais lento sai da sua frente basta pressionar o ‘resume’ do piloto automático. O Golf então faz uma retomada incrivelmente suave até obter a velocidade programada, priorizando a economia. É desta forma que eu obtenho 16km/l na estrada.
      Em situações que você quer mais agilidade o modo normal é o melhor. Até o ar-condicionado fica mais ‘generoso’ nestes momentos. A contrapartida é que você paga por isso no combustível. Mas paga só quando quer e quando usa.
      Mas existem também aqueles momentos em que você está no trânsito intenso na cidade e quer usar toda a agilidade que o 1.4 turbo pode lhe proporcionar, com retomadas de alta presteza, com o motor sempre bem cheio e sem hesitação na redução de marchas. Este é o momento para usar o modo ‘Sport’, que também é muito útil em subidas de serra sinuosas que eu costumo chamar de ‘parquinho de diversões’.
      Como se não bastasse tudo isso, resta ainda o modo manual com trocas pelas borboletas atrás do volante ou na alavanca do câmbio. Aliás eu uso as duas, pois ao contornar esquinas, perde-se a pega do volante e torna-se muito mais prático trocar as marchas na alavanca do câmbio. Já as borboletas são pura diversão, além de proporcionarem o melhor aproveitamento naquela situação de ultrapassagem em rodovia de pista simples, na qual você reduz antecipadamente a marcha para ultrapassar com máxima segurança.

      • Domingos

        Do câmbio não posso falar, mas as regulagens de rádio são essenciais. Especialmente nos sons originais, hoje em dia quase sempre ruins (outra praga atual onde trocaram som agradável por recursos multimídia…).
        Regule bem um som e a diferença é absurda. Evitei gastar dinheiro com esse item apenas fazendo a regulagem.
        Penso que para quem é entusiasta de som, seja ainda mais essencial. E o câmbio com ajuste pode ser algo legal para um entusiasta.
        Coisa de necessidade e preferência. Mas som que não tenha regulagem não dá. A não ser que saia perfeito de fábrica (tem carro com som Bose que sai com regulagem péssima, para agradar quem gosta de volume alto e zero qualidade.)

  • João Guilherme Tuhu

    Esse Golf é como o cartão de crédito. Não tem preço.

  • Bob Sharp

    Christian
    Que lhe respondeu aí embaixo fui eu. Não sei por que o Disqus mudou meu login para Autoentusiastas.

  • Bob Sharp

    Felipe
    As duas respostas aí embaixo são minhas. Não sei o motivo de o Disqus ter mudado meu login para Autoentusiastas. Só vi depois o erro.

  • Bob Sharp

    Christian
    A resposta abaixo é minha. Não sei por que o Disqus mudou meu login para Autoentusiastas.

  • Bob Sharp

    Lorenzo
    A resposta é minha, não sei por que o Disqus mudou meu login para Autoentusiastas.

  • Bob Sharp

    André
    A resposta aí embaixo é minha, não sei por que o Disqus alterou meu login para Autoentusiastas.

  • Angelito

    BS, esse acabamento de alumínio excovado, é alumínio mesmo ou é um plástico imitando? Creio que já sei a resposta, mas realmente espero a surpresa

  • Bob Sharp

    Thales
    E o erro do hodômetro?

    • Thales Sobral

      Considerando que ele entra no cálculo tanto do computador de bordo quanto no meu cálculo manual, faz diferença?
      De qualquer forma, o erro do hodômetro é bem baixo.

  • Bob Sharp

    Christian
    Faço a pergunta que fiz ao Thales Sobral: e o erro do hodômetro?

    • Christian Bernert

      Bob, eu percebi que era você na primeira resposta porque apareceu o icone ‘Mod’ ao lado da identidade AE. Nem que você queira não passa despercebido meu caro.
      Quanto ao erro do hodômetro ele não faz diferença alguma pois é base tanto para o cálculo do computador de bordo como para o cálculo da planilha.
      Mas para constar, já comparei os dados do GPS (tenho um modelo Gpsmap 62s da Garmin que é muito preciso) com os do hodômetro. É bem interessante notar que o erro do velocímetro (4km/h a menos a 110km/h) é de 3,6%; porém o erro do odômetro é menor que 1%. De onde eu tiro que o erro do velocímetro é proposital, ao passo que o odômetro é bastante preciso.
      Voltando à questão do erro do computador de bordo, tenho registro de 43 abastecimentos consecutivos nos últimos 20.000 km. O computador de bordo calculou 1915,83 litros de gasolina. Porém as bombas de gasolina dos postos registraram 1965,58 litros. Uma diferença de 49,75 litros ou 2,53% de falsa economia do computador de bordo.
      Sei que bomba de combustível de posto não pode ser considerada instrumento de precisão (embora seja aferida pelo Inmetro em procedimento definido por lei – o problema é que aqui é Brasil), e para tirar a prova seria necessário conduzir uma pesquisa com rigor científico. Mas com já citei antes, a convergência dos erros de diferentes bombas em diferentes postos de combustível e a diferença encontrada no computador de bordo do CR-V, me fazem pensar que no mínimo um dos dois está errado. É bem verdade que os dados do CR-V também não são tão confiáveis quanto os do Golf, já que o CR-V é da minha esposa e ela nem de longe tem a ‘pachorra’ de ficar registrando cada abastecimento como eu faço.
      Segue abaixo um trecho da minha planilha. Você verá que a comparação de uma única medição possui um erro muito variável. Isto deve-se ao fato de que o ponto de parada do abastecimento, definido pelo destravamento do automático do bico da bomba, não é nada preciso. Mas ao longo de muitos abastecimentos consecutivos os erros se cancelam uma vez que a medição é acumulativa.
      Para facilitar o registro destes dados a cada abastecimento uso um recurso muito simples: tenho o registro fotográfico do painel do carro e da bomba de combustível. Assim, qualquer dúvida futura pode ser facilmente dirimida consultando as fotos. Só os frentistas do postos que devem pensar que eu sou uma espécie de maníaco. Mal sabem eles que eu sou um Autoentusiasta.

  • Carlos

    Essas leis de trânsito, radares ocultos etc. estão desanimando a dirigir automóveis neste país. Sou a favor de punir quem faz do seu auto uma arma, mas estive vendo no YouTube um PRF multando um sr. porque começou ultrapassar em faixa permitida e terminou a ultrapassagem em faixa contínua, resultado: mais de 900 barões de multa. Perto da minha casa na BR-470 tem um local com 50 metros de faixa pontilhada, nem mesmo em um Ferrari o camarada conseguiria fazer uma ultrapassagem sem terminar em faixa contínua. O que tem isso haver com o Golf? Bom, vale a pena pagar absurdos para ter que andar como se estivesse numa Honda Biz?

    • João Guilherme Tuhu

      Também fui multado assim na BR 101 RJ, há uns dois anos. Postei o caso aqui no AE, foi uma verdadeira armadilha dos caras da PRF.

    • Ricardo

      Meu irmão foi multado assim. Estão tirando o prazer de dirigir nas estradas. Tenho pena da geração de novos motoristas de 18-20 anos que não vai saber, nem imaginar como era bom viajar com segurança sem radares que são arapuca$

  • CharlesAle

    “O problema para se pôr a mão nesta máquina alemã que agora vem do México, e não mais da Alemanha, é o preço. O carro Comfortline básico sai por R$ 69.510, mas com o pacote Exclusive de R$ 8.256 a coisa vai para R$ 77.766. Como esse carro testado tinha o câmbio DSG, seu preço é de R$ 75.890 + 8.256 = R$ 84.146”. Compare com o atual CrossFox,onde a VW tem a pachorra de pedir até 77 mil reais,ande nos dois e veja quem está realmente caro!!! A VW perdeu a noção dos preços na sua “derrubada” linha nacional. Não é à toa que está em séria crise de queda nas vendas!!!!

  • RoadV8Runner

    Eu faço sempre a média de tanque a tanque para controlar o consumo de meus carros. Porém, o erro dessa medição é muito variável, por um motivo simples: nunca consegue-se abastecer exatamente a mesma quantidade de combustível, pois se fosse possível comparar os abastecimentos entre si, veríamos que algumas vezes coloca-se um pouco mais e em outras um pouco menos de combustível para dizer que o tanque está cheio. Portanto, em termos de precisão, eu fico com os dados do computador de bordo.

  • RoadV8Runner

    Não é só com os carros que temos problema de preço, tudo nesta terrinha anda com valores absurdos. Até mesmo alimentos, dos quais temos farta oferta, a despeito das desculpas quanto a estiagem, excesso de chuvas, muito frio, muito calor…

  • Bob Sharp

    Angelo_Jr
    Felizmente não tem, ou eu teria feito o devido registro-bronca. Essa aberração só existe nos carros que vão para o mercado americano, onde esse “alerta” é obrigatório certamente por medo de algum idiota e/ou vivaldino entrar com ação na justiça alegando “mas eu olhei pelo espelho e o carro ainda estava longe…” Às vezes algum desses espelhos com aviso vem parar aqui.

    • Angelito

      Mas já no mexicano? Pois pelo que eu entendi, esse testado ainda é alemão.

  • Bob Sharp

    Antonio
    Excelente sugestão, além de mandar um grupo de sem-teto invadir o apartamento dele em Paris!

  • Bob Sharp

    Angelo
    É uma brincadeira minha aqui no Ae, a de mandar prender o Jorge Ben Jor por mentira, pois ele canta “Moro/Num patropi/Abençoado por Deus/E bonito por natureza”… Abençoado uma ova, essa patropi é amaldiçoado, isso sim! É muito rolo junto, em tudo.

    • Domingos

      Considerando os problemas, o governo e o povo que temos, até que o Brasil é abençoado sim. Ao menos o território, os recursos naturais.
      Se não, já seríamos Venezuela faz tempo.

  • Cadu

    Bela matéria. Mas queria ressaltar um detalhe: o Comfortline tb perdeu o apoio lateral dos bancos. Eu tive a nítida sensação de que o corpo fica mais solto no banco do CL. Prefiro os bancos do HL no quesito estrutura. O revestimento é o de menos.

    O grande pecado é o carro mexicano vir depenado. Não só em itens de série, que todos já sabem, mas meu medo é a qualidade de construção cair. Tenho hoje um Jetta TSI e penso em migrar para o Golf (não preciso do tamanho do sedã). Embora meu carro seja mexicano, é nítido que o acabamento do Golf alemão é superior

    • João Martini

      O problema de acabamento do mk6 não é a fábrica, mas o projeto. O mk5 era exemplar e também era feito em Puebla.

  • pkorn

    Como distinguir, depois, no mercado de usados, onde o Golf foi fabricado? Existe etiqueta dentro do cofre do motor? Para mim faz diferença, prefiro comprar um feito na Alemanha.

  • Bob Sharp

    Angelo
    Sinceramente, não sei, não me atenho a detalhes dessa ordem. Provavelmente é plástico.

  • Bob Sharp

    pkorn
    Não há plaqueta neste Golf. Para saber país de origem basta observar os três primeiros dígitos do número de chassi (VIN Number). Procure no Google por VIN Number para para saber os códigos de todos os países. VIN é de vehicle identification number, o nosso número de chassi.

  • asdasdqwe

    Eu li muitas reclamações sobre o ruído do câmbio e da suspensão traseira nas opiniões de dono do ‘carrosnaweb’, quase todos os donos reclamaram dessas duas coisas. Você tem alguma opinião sobre isso, Bob?

    • Bob Sharp

      asdasdqwe
      Certamente que tenho. Há proprietários-motoristas que são verdadeiros caça-ruídos, como se fosse um hobby.

      • João Carlos

        Sem contar a leva de proprietários e avaliadores alisa-plásticos, que não sei se partiu de parte da mídia ou o inverso.

        • Domingos

          Tá, mas encarar rebarba é muito chato. E tem carro que tem em lugares onde machuca a mão ou rasga a roupa. É muito chato e faz parte sim de um carro bom.
          Como não ando com som alto o tempo todo e não gosto de jogar dinheiro fora trocando carro de 2 em 2 anos, um carro absolutamente sem plásticos batendo também é bom. Quem acha legal coisa mal feita ou ter que trocar o carro em curto período, sinta-se à vontade.
          Carro bem feito não tem essas coisas. Por isso sou do time eu alisa plástico, vê folga de lataria e se incomoda com barulhinho.
          Melhor que se importar com rodão ou central multimídia (na verdade, fazer um carro bem acabado e sem barulhos é mais caro que meter um rodão…).

          • João Carlos

            O que mais se vê é caçador de ruídos e alisa-plásticos reclamando de carros caros. Quem tem esse hobby não tem solução.

          • Domingos

            Nem todo carro caro é silencioso. Quem conhece o assunto sabe, por exemplo, que muitos importados da década de 90 sofriam muito com barulhos de suspensão e painel/acabamento.
            Hoje a coisa melhorou bem, no entanto ainda existem modelos bem caros com bastante barulho. Ecosport é um exemplo, em especial a primeira. Você poderia pagar mais de 60 mil Reais em algumas versões e ter um carro que era insuportável em barulho interno após alguns anos.
            Acho que é uma questão de bom senso. Nenhum carro deveria ter rebarba exposta, mesmo barato. Da mesma forma, ficar alisando plástico e criticar um carro de 30 ou 40 mil por não ter plásticos emborrachados não é certo.
            E também é uma questão pessoal: por mim, por mais barato que seja, não haveria um mísero barulho não-mecânico. E todos os barulhos mecânicos deveriam ser de ordem de funcionamento normal, não de defeitos ou de desgaste prematuro.
            Já barulho de freio, transmissão etc. eu acho até legal, caso seja de funcionamento normal. O que não me desce e acho que ninguém gosta é ter o prazer de dirigir o carro com som desligado interrompido por peça mal presa/mal projetada batendo.

      • ccn1410

        “Há proprietários-motoristas que são verdadeiros caça-ruídos”.
        Eu… 🙂

    • Christian Bernert

      asdasdqwe,
      O chocalho está lá sim, não é invencionice. Eu moro em uma rua de calçamento e percebi o ruido pouco antes de o Golf completar 2.000km (quando era 0-km não fazia). No começo me assustei. tinha voltado de uma viagem a Santa Catarina na qual havia rodado um pouco em estrada de chão e achei que havia danificado o carro. Logo em seguida li relatos sobre o chocalho em sites de todas as partes do mundo, Alemanha, Austrália, China, etc.
      Primeira conclusão: o ruío é normal. Portanto não tem que fazer nenhum serviço na concessionária para corrigir. Por dois motivos, nenhum serviço vai corrigir o ruído e normalmente quando a concessionária corrige um problema ela cria outros dois. Especialmente se o primeiro for na realidade incorrigível.
      Segunda conclusão: agora posso ouvir a transmissão DSG trabalhando. O meu professor de Instalações Industriais na USP (matéria do curso de Engenharia Mecânica) era também engenheiro da Clark, isso lá por 1993. Ele dizia que a transmissão ideal é aquela que não se pode ouvir (o comentário dele estava obviamente fora do contexto da matéria por ele ministrada). Pude comprovar isto quando troquei uma Corsa Wagon por uma Parati GTi em 2001. Só então eu percebi quanta ‘besteira’ eu tinha ouvido o câmbio do Corsa falar durante os três anos de convivência que tivemos.
      Mas não se preocupe com isso. O ruído do câmbio do Golf é muito baixo e só se ouve com o vidro aberto e em determinadas situações. Mesmo sendo tão insignificante assim, ele é plenamente recompensado por uma performance extraordinária. Você deve considerar também que o Golf é um carro muito silencioso. E o primeiro efeito colateral deste profundo silêncio é que você passa a ouvir ruídos que você nem imaginava que existiam.

      • Lorenzo Frigerio

        Falando na Clark, o câmbio manual dos Dodjões é bem ruidoso. É melhor ter um automático. Pelo menos é “made in USA”.

      • Guilherme Keimi Goto

        Alguém poderia me dizer se os sons ouvidos aparentemente são internos ou externos a carcaça do câmbio? Apesar de ter assistido um vídeo não consegui identificar.

        • Christian Bernert

          Guilherme,
          O ruido é gerado dentro da carcaça do câmbio, mas se propaga para fora. Se você estiver dentro do carro com os vidros fechados é impossível ouvir o ruido. Com os vidros abertos ouve-se em baixa velocidade (até uns 60 km/h) especialmente se houverem irregularidades no pavimento que gerem trepidações na suspensão. Eventualmente nas trocas de marcha é possível ouvir alguma coisa.
          O ruido fica mais audível quando há algum obstáculo na lateral da via capaz de rebater o som (uma mureta por exemplo).
          É possível ouvir o ruído com o carro erguido em um elevador de oficina, simplesmente girando com a mão uma das rodas dianteiras alternadamente para frente e para trás.
          Meu carro já está com 30.000km e o ruido parece estar diminuindo com o passar do tempo. É insignificante e não incomoda.

  • Bob Sharp

    Renato
    Esse assunto de plataformas fez nascer um novo entendido de automóvel, o “plataformeiro”, em que tudo se resume às plataformas. Já falei várias vezes aqui que plataforma é apenas a designação de fábrica de um modelo básico, não é uma plataforma física, um elemento físico, como geralmente se supõe ou se pode supor. A plataforma tem, para fins internos, designação, para diferenciá-la de outras. Um exemplo que gosto de dar é o da indústria aeronáutica; o Boeing 737, a plataforma Boeing 737. Desse plataforma vieram as variações, a 100, 200, 300, 500 e 800, por exemplo. É tudo Boeing 737, mas de dimensões e até características diferentes. Portanto, o melhor que você e os outros leitores têm a fazer é se abstrairem totalmente de “plataforma” ao pensar num determinado carro. É um ponto totalmente irrelevante. O EcoSport é plataforma Fiesta. E daí, o que isto informa para o proprietário? Absolutamente nada.

  • Junior – Araras

    Meu caro Bob Sharp!

    Admiro, e o acompanho, há bastante tempo o seu trabalho.

    Sou um autoentusiasta apaixonado por automóvel, desde à época de se guiar no colo do pai….quase não enxergando o pára-brisa. E isso já faz bastante tempo! (rs).

    Também sou um feliz proprietário de um Golf Highline, alemão, ano 2014.

    Mas, infelizmente, o chocalho do câmbio e o giro do motor lá nas alturas, quando em piso irregular, sinceramente, me decepcionaram.

    Não sou, como você disse abaixo, “proprietários-motoristas que são verdadeiros caça-ruídos, como se fosse um hobby.”

    Participo de fóruns, e outros materiais de proprietários de Golf, onde é unânime a questão do barulho do câmbio – existe, e é extremamente desagradável o tilintar das peças – parece que o câmbio vai cair.

    Uma pena, principalmente se falando de um carro de 90 mil reais (no meu caso), de pedigree alemão.

    No início da matéria, você diz que o Golf que testou não encontrou nenhum chocalho do câmbio, nem a marcha emperrada, que leva o motor esguelar até 4.000 giros, quando em piso irregular. Sorte a sua, ou será que o modelo mexicano já veio com isso resolvido? Que sorte, hein!!

    Mas bem, só quero deixar aqui meu relato sobre esta infelicidade de meu Golf, onde, mesmo assim, sou um eterno apaixonado por ele!

    Abraços!

  • CorsarioViajante

    A VW vem apresentando, junto com a Ford, os melhores produtos do mercado. Mas cobrando muito caro por isso.
    Uma coisa que não é um “defeito” mas que me incomoda: preferia uma roda menor e um pneu maior. Meu pai tem um Jetta com aro 17 e perde um pneu por mês mais ou menos.

    • Lorenzo Frigerio

      Fazer o quê, o povo acha lindo! Sem contar que esses pneus de perfil baixo são caros.

      • Domingos

        Depois eles metem remold…

  • Davi Reis

    IIbirs, compreendo sua observação e achei muito interessante, mas acho que nesse caso, não é uma grande bola fora o túnel central mais alto que o normal. Hoje a maioria das pessoas andam com, no máximo, 4 pessoas a bordo, o que acaba sendo o limite do agradável em praticamente todo carro. Claro que um assoalho plano seria bem vindo, mas como a proposta do carro não é exatamente familiar, acho que é um detalhe que pode se deixar passar.

    • Ilbirs

      Não precisa ser assoalho plano, mas um túnel baixinho vai bem, até para melhor acomodar os ocupantes das pontas desse assento, que não terão as pernas do lado interno limitadas pelo tal túnel. Pense também no uso normal do banco traseiro de um carro, em que as pessoas passam com razoável frequência de uma ponta para a outra, bem como pode ser ocupado por idosos e outras pessoas com razoável limitação de movimentos, como erguer uma perna para superar o tal túnel.
      Foi por isso que a empolgação que eu tinha com a MQB (que em seu geral é uma ideia boa) se esvaiu. Mostro aqui até um exemplo de túnel baixinho:

      http://noticias.coches.com/wp-content/uploads/2013/06/Toyota-Corolla-2014-interior-3.jpg

      É a atual geração do Corolla, mas sua base é basicamente a mesma MC velha de guerra que veríamos no Corolla 2003 e em uma série de outros Toyotas:

      http://static.cargurus.com/images/site/2012/09/06/19/52/2003_toyota_corolla_ce-pic-4982419665477899899.jpeg

      Observe que fizeram um leve redesenho no túnel central, e isso em uma plataforma altamente recauchutada, que permitiu um ganho importante de espaço em uma base que possui suas limitações naturais justamente por ser algo feito em outra época e com outros parâmetros. Imagino eu que quando esse carro passar para a TNGA (plataforma que, dizem, poderá fazer qualquer coisa de Yaris a Camry, podendo aí computar outros modelos hoje feitos sobre a MC) tenhamos um grau de acomodação de componentes ainda melhor e sem impedir que um cardã passe por baixo (uma vez que os atuais usos da MC preveem versões com tração integral).
      Como a MQB é altamente flexível, quem sabe no decorrer de seu ciclo de vida previsto para 12 anos tenhamos mudanças nesse aspecto:

      http://autogramm.volkswagen.de/01-02_12/images/content/popups/16-17_MQB1.jpg

      Observe-se que só a distância entre o eixo dianteiro e a parede corta-fogo é invariável nessa base, o que significa que o espaço entre as costas do banco traseiro e o centro da roda traseira, bem como aquilo que houver entre os eixos, poderá ser variável, o que pressupõe a chance de podermos ter um redesenho radical do túnel traseiro baseando-se nas reclamações dos atuais proprietários de MQBs. Acredito que tais reclamações irão aumentar quando tivermos proprietários de carros pequenos sobre essa base, uma vez que o menor comprimento obriga a um aproveitamento ainda maior de cada centímetro que houver e donos atuais de carros pequenos já não são tão tolerantes a espaço apertado devido às evoluções de acomodação que esses veículos tiveram com o passar dos anos, a ponto de não terem tanta diferença de espaço interno para os médios-pequenos. Logo, vou crer que tenhamos sim mudanças nesse aspecto e até mesmo a Haldex vai ter de mudar seu diferencial para tração integral.

  • Leandro1978

    Veja pelo freio de mão. O do alemão é eletrônico, o do mexicano, manual.

  • Daniel S. de Araujo

    Corsário…não sei como você enxerga, mas eu pelo menos não vejo o Gol como um carro racional. Nem como aquele carro da década de 80 ou 90 que despertava paixão pelo painel satélite ou pelo binômio economia x desempenho.

    Mesmo os Gols GII eram sinônimos de carros confiáveis e de bom desempenho, diferentemente do que temos hoje, com a concorrência do Fox (um carro que era horroroso e agora está ficando atrativo) ou do up! na sua versão de entrada. Não oferece o mesmo esmero e qualidades do Polo, enfim, o Gol está morrendo e parece que a Volkswagen sabe e está deixando…

    Eu mesmo entre um Gol e um Fox, compraria um Fox, sem pestanejar. Motores melhores, melhor aproveitamento de espaço, enfim, um carro com mais virtudes, digamos. A Saveiro está sendo incrementada. Tem mais coisas que um Gol!

    • CorsarioViajante

      A VW é estranha. Lançou o Fox para ficar abaixo do gol, mas fez o pior gol de todos, o tenebroso G4, ficando com dois carros horríveis e um abismo de preço para o Polo.
      Daí o Fox caiu no gosto do pessoal por ser altinho e ela resolveu melhorar o carro, e… tbm melhorou o gol com o G5, tornando Fox e Gol muito parecidos com o próprio Polo, embolando os três tanto em proposta como em preço como, até, em projeto e qualidade.
      Daí vem e lança o Up… por preços próximos ao de gol e fox. Não dá para entender.
      COm a saída de linha do polo, mesmo assim continua o bolo. Vamos ver o que o novo presidente fará.

  • Fabio

    Sobre a pintura do cofre não vejo problema, porque a pintura acaba queimando com o tempo. Só fico triste pelo valor do carro, seria ótimo ter muitos desses enfeitando as ruas .

  • Guilherme

    Bob, acabo de adquirir um Golf Comfortline manual apenas com itens de série, e dei sorte de achá-lo ainda alemão. Paguei 66 mil reais e penso ter sido uma boa relação custo-benefício, na medida em que o mercado oferece Gol, Fiesta e até Onix em suas versões “completas” custando mais de 50 mil. Acho o Golf na versão de entrada uma boa opção, ainda mais porque não perde tantos equipamentos assim… Não acha?

  • Bob Sharp

    Guilherme
    Um super-negócio, parabéns! E pode usar gasolina aditivada, não precisa ser premium ou Podium. O motor requer gasolina 95 RON, que é a nossa.

    • Guilherme

      Obrigado Bob! Os mecânicos da concessionária me aconselharam a mesma coisa: gasolina aditivada. E me alertaram para evitar a gasolina comum que contém alto índice de álcool na composição.
      Viajo muito a trabalho e estou super-feliz com o carro. Saltei de um Celta duas portas (que é até valente para sua faixa de preço) para o Golf. Imagina a minha felicidade…

  • Bob Sharp

    Guilherme
    A questão não é a gasolina comum ter alto índice de álcool na sua composição, uma vez que toda gasolina brasileira tem de 20 a 25% de álcool. É que como dono de carro importado geralmente usa gasolina aditivada, e não sendo esses carros flex, qualquer batismo com álcool nessa gasolina logo seria notado pelo funcionamento anormal do motor. É por isso que só a gasolina não aditivada é batizada com álcool, pois carro flex não sente a diferença em funcionamento, só em consumo, que aumenta. De novo, parabéns pela aquisição do novo carro.

    • dudupruvinelli

      Possuo um Golf 1.4 TSI também e desde março utilizo apenas a aditivada dos BR. Na cidade tenho conseguido um consumo de no mínimo 11, tendo picos de 13,5 km/L no trajeto de ida e volta que faço todos os dias. Quanto a gasolina, não tinham aumentado para 27,5%? Abs, Bob.

      • Marcelo Schwan

        Estou com o meu há um ano e só utilizo gasolina aditivada. Abasteço sempre no mesmo posto, um Ipiranga, que me serve muito bem há quase vinte anos.

        Consumo cidade variando de 9 a 10,5 dependendo do pé. Estrada de 13 a 15, também dependendo do pé. Já fiz 17,1, mas numa condição que não é o meu padrão. Ou seja, o carro é econômico mesmo, depende
        só do pé do motorista.

        A recomendação da concessionária foi usar aditivada mesmo.

        Não sabia desse detalhe da comum que o Bob mencionou. Boa dica.

        Abraço,
        Marcelo Schwan

    • LuizBhz

      Bob, no site da BR informa que até a Podium tem álcool na composição. Qual seria o correto?

  • Piero Lourenço

    O Brasileiro comprava Kombi de projeto da década de 40 por 85 mi… pagar 90 mil num Golf é mole… país rico é assim…

  • Rogério Ferreira

    Para mim, o mais básico do básico já estava bom. Esse Golf é um carrão, pena ainda estar distante do meu bolso, quem sabe, como semi-novo, daqui a uns 2 anos.

    • AW de

      De fato, não vejo porque pagar 86 mil nesse Comfortline. Você compra um Audi A3 por 89 mil reais (básico). As fabricantes querem que o carro atenda a um alcance de consumidores grande, por isso esticam a faixa de preço dos carros, obviamente o custo-beneficio fica nos modelos mais simples para ser competitivo. Para pagar mais de 90 mil não pensava duas vezes e levava o A3 que apesar de na versão básica ter menos equipamentos de conforto que o Golf de 90 mil, é mais bonito, mais bem acabado, tem mais requinte e te passa a sensação de ser algo especial (que não é a proposta do Golf).

  • Cristiano

    Bob, li algumas críticas ainda do modelo alemão por conta do forro do teto solar ser perfurado (o que não é exclusividade do Golf), o mexicano mantém o forro perfurado?

  • João Guilherme Fiuza Lima

    Esse carro, nessa cor, manual…

    Ps.: Não ficaria chateado se fosse DSG.

  • Eduardo Pinetti

    Só uma pergunta Bob, esse 1.4 não é interresfriado a água?

  • Éder Belo

    Idem. Maior conexão com a máquina e mais economia.

  • dudupruvinelli

    Chassis do alemão começa com WVW, Mexicano é 3VW parece… mas a maior diferença é a alavanca do freio de mao no mexicano.

  • Paulo_Mopar

    Bob o número do chassi fica do lado interno do cofre do lado paralama?

    No caso de uma batida na lateral que danifique aquela parte da frente, você perde o número do chassi ?

    • Bob Sharp

      Paulo
      Não sei lhe dizer agora onde, mas há número de chassi em outros pontos.

  • Eu sei, já corri de kart, já guiei carros de corrida em autódromo; mas isso é diferente de estrada. Autodromo é para “picar p pau”, estrada é para curtir, navegar, música, paz de espírito; que hoje em dia terminaram pois somos obrigaados a ficar alertas por causa das porcarias de radares. Pagamos pelos maus motoristas que não respeitam as leis, esses sim deveriam ter controles de velocidade monitorando seus carros.

    • CorsarioViajante

      Ei, mas se seu objetivo é curtir, navegar, não precisa fazer isso acima do limite… Pelo menos em SP as estradas tem limites bem razoáveis.

      • Pois é, mas mesmo no limite precisa ficar monitorando o tempo todo. Neste ano fiz um bate e volta ao Rio De Janeiro, contei uns 40 radares. Na Serra das Araras meio vazia aproveitei para me divertir um pouco e desci classificando, resultado foi duas multas a 61 km/h aonde o limite era 60 km/h… entende agora por que o prazer de dirigir acabou? Cansa demais ficar alerta o tempo todo…

        • Domingos

          Concordo com exatamente esse efeito. Muitas vezes o limite em si é razoável e nem se quer passar dele, mas a necessidade de controlá-lo a cada minuto é muito ruim. E distrai muito o motorista – como o Bob e até mesmo o Best Cars uma vez comentou num artigo há muito tempo.
          Hoje com os painéis de legibilidade podre e até de localização ruim, fica pior ainda. Cheguei a pensar em comprar um Peugeot 208 por ser o melhor carro nesse quesito. Ao andar com o carro o conforto é enorme, já que estamos tão habituados a ficar olhando toda hora o velocímetro e ele permite uma leitura rápida e fácil.
          Estou pensando em comprar um GPS exclusivamente pelos mapas de radar, mas também enche o saco olhar aquilo o tempo todo.
          Dirigir está ficando algo muito caricaturado. Esse é o problema.

  • Bob Sharp

    Eduardo
    Não que eu saiba.

  • Bob Sharp

    Cristiano
    Ainda não vi o mexicano.

  • Bob Sharp

    LuizBhz
    Como escrevi na resposta acima, ao Guilherme, toda gasolina brasileira tem álcool, Podium inclusive. É o motivo de sua octanagem ser a mais alta do mundo, 102 octanas RON. Se tivesse até 10% de álcool seria a premium (sem álcool) de 98 octanas RON.

  • Richard

    Infelizmente a concorrência não possui um produto tão refinado como o Golf Mk7. O seu “rival” ford focus possui péssimo acabamento, com reclamações do forro do teto deste soltando.

    Segue aí o vídeo do acabamento do Ford focus:

  • Junior Butafava

    Bob

    Tenho lido diversos proprietários questionando sobre o óleo de motor do novo Golf. Concessionárias usando óleos diferentes. Uns atendem as normas 502/505 e possui o API SN, mais moderno, e outros (óleos) atendem a norma 508 88

    Por favor, me ajude, qual o óleo correto? Pois são tantas siglas, letras, números, que fico perdido. Já estou próximo da primeira revisão.

    Obrigado!

    • Bob Sharp

      Junior
      Desconheço a especificação de óleo do novo Golf e para isso acabei de pedir à VW que me mande. O que diz o manual sobre isso? Acho que o prudente é você saber qual o óleo segundo o manual e verificar na concessionária que for executar a revisão se têm o óleo recomendado ou aquele que a VW me informar. Caso seja outro e digam “que a fábrica mandou”, peça para ver o boletim de serviço a respeito, é seu direito.

      • Junior Butafava

        Ok Bob!

        Prefiro aguardar a sua opinião quanto a especificação correta. Com ela, vou cobrar quando da revisão.
        Valeu!!

      • Guest

        Bob, bom dia!
        Alguma notícia da VW?
        Abs

      • Junior Butafava

        Boa tarde Bob!
        Alguma notícia da VW sobre o óléo do Golf?
        Abs

      • Junior Butafava

        Bob,
        Alguma notícia da VW?
        Abs

    • João Carlos

      505 00 é para Diesel, então descarta. A partir de 2014 é só 508 88. Mas vários óleos que atendiam 502 00 automaticamente passaram a atender a 508 88, como o Ipiranga F1 Master Sintético. Dá uma olhada: http://www.vw.com.br/pt/servicos/servicos_e_manutencao0/oleos_e_fluidos.html

      E o manual do carro, o que diz?

      • Junior Butafava

        João,

        O manual pede classificação ACEA A3/B4 e API SN /SM, mas as ccs insistem em usar a classificação SL!

        • João Carlos

          Mais importante que a classificação API é a ACEA. Um óleo pode ser até API SN e 100% sintético, e mesmo assim não conseguiar atender a nenhum ACEA, ainda mais o A3 que são os mais estáveis e pra longa duração. Confira isso vc mesmo olhando as embalagens ou descrições de óleos, como por exemplo da Ipiranga: http://www.ipiranga.com.br. Repare que todo óleo que atende ACEA A3 (ou mais recentemente C3) são os únicos que atendem a 502 00 ou 508 88.

          • Junior Butafava

            Obrigado João. Acho que daqui uma semana, ou pouco mais, vou levar meu carro para a 1a. revisão. Mas antes disso, vou pedir para ver qual o óleo que será usado, e na dúvida, vou comprar e levar, desde que autorizado e que não interfira na garantia.

  • Cadu

    ainda sobre a produção do Golf mexicano: Há várias notícias correndo na internet que o Golf GTI mexicano virá com o motor do Jetta (que tem apenas 4 eletroinjetores), ao contrário do GTi Alemão que tem 8 (os 4 da injeção direta na câmara e 4 da indireta no coletor de admissão) além de outras diferenças….

  • Bob Sharp

    Junior Butafava
    Nenhuma. É lamentável. Acho que a epidemia de holeiritite por lá está mais intensa do que se pensa….

    • Junior Butafava

      Olá Bob!
      Uma pena! Mas fico no aguardo de uma possível resposta.
      Levei meu Golf para fazer a revisão dos 10.000 km. Lá na CCS, questionei sobre o óleo. Ele me trouxe um óleo de classificação SL. Eu reclamei, e o rapaz voltou até a oficina e me trouxe um outro óleo, desta vez classificação SN – Castrol Magnatec 50888. Disse que o SL está saindo de linha ( mas no meu carro ele iria colocar né – se é que não colocou – não sei!)
      Fiquei surpreso!
      Oras, primeiro vem um tipo de óleo, depois outro.
      Qual o correto?
      Peço ajuda Bob!

      Abraço

  • Eduardo

    Como estes motores turbo injeção direta se comportam em motores giradores, 8.000 rpm / 9.000 rpm?
    A vazão dos compressores consegue acompanhar a demanda dos motores em alta rotação sem sacrificar a baixa rotação?