DSC01141  VOYAGE 1,0 BLUEMOTION, NO USO DSC01141

“Vocês gostariam de andar no Voyage 1,0 BlueMotion?”, perguntou-me o responsável pelos carros de teste da Volkswagen. Pensei por uns segundos, afinal temos andado no Voyage, a última vez não faz muito tempo, a versão Evidence, 1,6-L. Mas eu só o havia dirigido na Fazenda Capuava, quando a VW chamou a imprensa para dirigir os modelos 2013, isso em julho de 2012. “OK, vamos andar”, respondi.

 

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Tecido dos bancos claros!

Por vezes acontece de dirigirmos um velho conhecido e nos surpreendermos com ele. Mais ou menos como assistir a um filme antigo e descobrir certos detalhes deixando passar antes. Pois foi o que aconteceu ao dirigir este Voyage por uma semana na cidade e ir a voltar a Campinas. Só surpresas — boas. Nada que se possa chamar de maravilhoso, excepcional, mas tudo rigorosamente certo. Com se o cérebro estivesse conectado à máquina.

 

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Algo errado com o desenho? Positivamente, não

Carro simples, nada supérfluo, nada de GPS, nada de ar-condicionado de duas zonas, mas tudo o que se tem de ter num carro, pelo menos na minha ótica. Uma assistência hidráulica de direção irrepreensível, o I-System (diversas informações, inclusive o bem-vindo velocímetro de leitura digital), um belo e fácil de usar rádio (ótimo som), sensor de distância traseiro com  visualização no mostrador do rádio. O BlueMotion da história consiste de econômetro, indicador de trocar de marchas e pneus de baixo atrito de rolamento 175/70R14.

 

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O velho guerreiro EA111 1-L ainda dá conta do recado, e muito bem; pintura das partes invisíveis igual à externa, dá gosto de ver

Preços? O carro básico, R$ 36.570; o pacote BlueMotion, R$ 378;  conjunto Conforto para quatro portas (inclui o ar-condicionado), R$ 4.592; a cor metálica, R$ 1.111. Total:  R$ 42.651. Isso num sedã, com bom espaço interno, porta-malas de 480 litros que não é pequeno, comprimento adequado para o trânsito urbano, 4.215 mm.

 

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Manta fonoabsorvente no capô, dispensável

Portanto, assistindo ao filme de novo, boas surpresas. Mas elas não param aí.

A suavidade do “velho” motor EA111 de sufixo TEC (tecnologia de economia de combustível), pequenas mudanças na curva de torque para reduzir o consumo em 4% com comparado com a versão de motor VHT anterior, foi uma (agradável) surpresa ao “rever o filme”. Essa suavidade nos leva a refletir se os econômicos e potentes motores de 3 cilindros da marca e da concorrência, frutos da histeria mundial pelo medo de ver o planeta derreter de tanto calor, de fato compensam. Nem manta fonoabsorvente no capô o 4-cilindros monocomando de duas válvulas por cilindro precisa.

 

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O agradável painel “Wolfsburg”, o resto não fica atrás

O que o motor de 72/76 cv a 5.250 rpm e 9,7/10,6 m·kgf a 3.850 rpm puxa (tração dianteira) o sedã de apenas 988 kg, é só alegria. Andando por aí, arrancando com mais ímpeto nos semáforos, é de custar a acreditar que lá na frente está um 1.000. Se colocássemos um Passat TS ao lado iriam praticamente juntos até 100 km/h e no finalzinho o Voyage abriria lentamente, pois atinge 164 km/h com gasolina (166 km/h com álcool) e o velho campeão TS, 160 km/h. A elasticidade desse motor é incrível. A partir de 1.500 rpm já responde com vitalidade.

E o consumo? Nessa ida a Campinas o computador de bordo mostrou 14,5 km/l, isso a 130 km/h indicados e com ar-condicionado ligado. Certo, a gasolina era a E22, 22% de álcool, controlada, mas mesmo com 25% (de verdade, sem batismos) mudaria pouco. E note-se que a v/1000 em 5ª é de 28,8 km/h, curta, 120 km/h a 4.170 rpm. Só que a suavidade do motor mascara completamente essa rotação alta em viagem.

 

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“Assinatura” noturna

Mesmo com pneus de seção estreita esse Voyage faz curva feito gente grande, o perfil 70 é boa defesa contra o nosso piso e por ser estreito, teoricamente é menos sujeito a aquaplanagem. Nada de muletas como controle de tração e estabilidade. Não precisa. O rodar é confortável sem prejudicar o comportamento nas curvas, definição dos parâmetros de suspensão na medida certa.

Peso no volante de direção perfeito, direção rápida (14,9:1), um comando de câmbio que é referência na indústria, o quadro de instrumentos “Wolfsburg”, um ar-condicionado potente, vidros/espelhos/travas de acionamento elétrico. interruptor de luzes giratório na alavanca de seta (minha preferência a botão no painel das versões mais caras). e acho que as exigências da maioria das pessoas estão atendidas.

 

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Um porta-malas de verdade é sempre bom; este é de 480 litros

Só poderão não estar na questão de status, pois o Voyage é de setembro de 2008, lá se vão seis anos e possivelmente não impressione tanto os vizinhos. Mas a quem interessa de fato, o proprietário e seus passageiros, ainda impressiona. E como!

BS

Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

Publicações Relacionadas

  • RoadV8Runner

    O que os motores 1-litro modernos andam atualmente é de impressionar. O interessante é que, quando se olham os valores de potência e torque, são números normais, sem nada de extraordinários. Vira e mexe me vejo discutindo com alguns sobre o desempenho dos motores 1-litro modernos. Quando dizem que não andam bem, respondo na lata que, se alguém reclama do desempenho deles, é porque não sabe trabalhar com o câmbio. Aí, em geral apelam, dizendo para andar na versão 1,6-litro, por exemplo. Claro que motor mais potente tem melhor desempenho, mas para uso normal, os 1-litro atuais andam muito bem, sim senhor!
    E essa opinião vem de alguém que adora motores mastodônticos e, até pouco mais de 5 anos atrás, também caía de pau nos motores 1-litro, até andar com o “ex” novo Ka e seu motor Zetec Rocam 1-litro fréquis de somente 69 cv com nossa alcolina.

    • joão

      gaalcoolpropina…

    • Guilherme Keimi Goto

      Enche o porta malas, põe 4 pessoas e suba uma serra com o motorzinho mil.
      Vai chegar com o ouvido apitando no destino HAHA
      —-
      Sério agora: só de colocar 4 pessoas no meu 1.6 eu já fico incomodado com a necessidade de ter que esticar mais o motor nas trocas de marcha.

      • $2354837

        Como disse em outro comentário, acho esse carro uma enceradeira. No interior de São Paulo está cheio de nóia tentando te empurrar. Só pressionar o acelerador do meu carro (Peugeot 1.4) , que não é nenhum ícone de potência que o carro fica pequeno no retrovisor.

      • RoadV8Runner

        Aí é que está o problema, querer que os motores 1-litro façam milagres. Claro que o desempenho é limitado, mas longe de ser ruim, ao menos para mim. Questão de gosto pessoal, mas não me incomodo de andar com o giro lá em cima, desde que o motor aceite essa condição sem reclamar. Pode parecer maluquice, mas me divirto muito quando dirijo o Ka 1-litro aqui de casa.
        Muito em parte por ler o AUTOentusiastas regularmente, aprendi a avaliar o desempenho de cada modelo de acordo com a proposta, justamente para evitar frustrações ou surpresas desagradáveis. Assim, quando entrei num Ka 1-litro tempos atrás e depois de ter lido a ficha técnica do modelo, esperava um desempenho apenas suficiente, motivo pelo qual fui positivamente surpreendido por um desempenho acima do que esperava encontrar. E olhe que, na época, eu andava de Caravan 4,1-litros, com leve preparação no motor…

        • Renato Mendes Afonso

          Perfeito RoadRunner, a potencia dos motores 1.0 atualmente não é problema para mover um carro com desenvoltura, principalmente em ambiente urbano.

          Agora se o indivíduo compra um carro 1.0 para subir serra, carregado, ar condicionado ligado, só em quinta marcha, e espera desempenho de motor grande e economia de motocicleta, o culpado não é o motor, e sim o dono que não soube avaliar corretamente suas necessidades e comprou o carro errado.

          • CorsarioViajante

            É tipo aquelas pessoas que compram um hatch compacto e reclamam que o porta-malas é pequeno… Vai entender.

        • Fórmula Finesse

          Um bom 1-litro amaciado à moda apresenta um desempenho muito bom. Pesos-leves como Uno Economy andam super-bem, só vai sentir falta de motor se o carro estiver bem carregado ou em velocidades fora do padrão em rodovias. Carro vazio, retoma velocidade e acelera como carros “normais”, e até melhores que alguns 1.400-cm³ como o antigo C3 ou Idea (e com boa vantagem!!)

        • Guilherme Keimi Goto

          Road, acredito cegamente na diversão do Ka 1.0 pode proporcionar, entreeixos curto, leve, talvez uma direção prestativa também. Garantia de diversão.
          Só duvidam aqueles céticos que decoram ficha técnica e preço de tabela de carro (conheço dezenas!) e acham que isso é tudo.

          Abraço!

    • Comentarista

      Anda bem só com motorista. Não faz milagre. Um 1.4 Fire anda muito mais que o 1.0 211 e tendo potências próximas. O torque fala mais algo quando carregado.

  • Roberto Neves

    “Possivelmente não impressione tanto os vizinhos. Mas a quem interessa de fato, o proprietário e seus passageiros, ainda impressiona”. Esta frase é válida para qualquer carro, de qualquer marca, aliás, para tudo na vida. Muito boa!

  • Guillermo

    “Nada de muletas como controle de tração e estabilidade. Não precisa.”
    Todos os carros precisam.

    • Milton Evaristo

      Ncapeiro.

  • Arthur Santos

    Quando vi BlueMotion, já vim seco pensando que era uma nova versão do Voyage com o 1.0 EA211 3-cilindros..

    • CorsarioViajante

      Faria mais sentido. Pior, para mim, é chamar tanto o antigo 1.6 8v como o de 16v de MSI, só diferenciados por um “i” vermelho. Desnecessário.

  • Marcos Alvarenga

    Difícil aceitá-lo diante do Ka+ descrito na coluna do Nasser hoje de manhã. Os 4500 reais pedidos pelo pacote que inclui o ar condicionado são inaceitáveis.

  • Milton Evaristo

    Como conhecia o velho Corsa desde seu lançamento, fiquei surpreso com a atual versão Advantage. O carro ficou mais apurado. Para quem não liga pra status, também é uma opção confiável e barata.

    Valeria uma revisitada a este carro também!

  • Fabio Vicente

    As únicas críticas que eu teria a fazer sobre este carro é o desenho da traseira, que para mim definitivamente ficou pior em relação à versão anterior, e ao preço, que apesar de parelho ao da concorrência (HB-20, Prisma e Ka+), faz com que o Voyage tenha uma certa desvantagem justamente por ser um carro menos moderno – o que não significa que ele seja pior.
    Quanto aos críticos de motor 1,0 – eu mesmo era um até 2 anos atrás, confesso – acho melhor reverem seus conceitos… Depois de dirigir um carro modelo 2014 equipado com um desses, foi uma agradável surpresa o quanto estes motores evoluíram. Só acho que os fabricantes precisam de um pouco mais de autoestima, e oferecer opções de transmissão mais longa em alguns modelos, pois se o desempenho é satisfatório, em alguns casos o nível de ruído deixa muito a desejar (dona Fiat). Dirigi um Prisma 1,0 há pouco tempo e acho que este é uma das referências do segmento no quesito silêncio interno.

    • CorsarioViajante

      Também acho a versão anterior mais bem desenhada, inclusive no Gol.

      • João Martini

        Eu achava mais bonito o design dos VW antigos com a grade em V. Passat CC, Golf Mk5, Tiguan, Gol.. Achava todos mais bonitos do que os atuais.

    • Renato Mendes Afonso

      O Voyage atual com a traseira do G5, para mim, seria o design perfeito!

  • CorsarioViajante

    Não que seja ruim, mas já não é o melhor, até mesmo levando em conta o que a própria VW pode apresentar hoje. Para dizer o mínimo, está aí o novo motor 1.0 de três cilindros, que já deveria estar neste Voyage, ainda mais por ser uma versão “BlueNotion”, ou mesmo o sistema de direção, que já poderia ser elétrico em vez de hidráulico.
    Mas não seria razoável esperar grandes mudanças deste gênero na família Gol, que aparentemente já está no fim do seu ciclo de vida.

  • Felipe

    Boa tarde Bob,
    Tenho um fox 1,6 l com esse painel e velocímetro digital. O que me ocorre é que tenho a impressão que o velocímetro digital não marca a velocidade real do carro e sim a mesma velocidade do ponteiro (que é acima da real), porém, em formato digital. Estou errado ou é isso mesmo?

    • megatron

      Isso, os carros têm apenas um sensor de velocidade, que é convertida em impulsos elétricos e informada em dois displays diferentes, um de ponteiro, outro digital.

      • Rafael Tamburus Felgueiras

        Tenho a impressão que o erro é proposital!

        Possuo um módulo OBD2, Bluetooth, que uso conectado ao celular. Uso o programa torque que me permite colocar na tela do celular um display com a velocidade medida com o GPS e a velocidade medida pelo módulo que injeção do carro. A diferença entre a velocidade medida nos 2 métodos é muito pequena (varia entre 0 e 2 km/h). Para citar um exemplo: quando o meu velocímetro digital – tenho um Fox Prime com esse mesmo recurso – marca 117 o módulo de injeção informa 110 e o GPS também.

        • Christian Bernert

          Sim Rafael, concordo plenamente com você. Muito interessante esta medição que você faz com o módulo OBD2.
          Outra evidência de que o erro é proposital é o fato de apesar de a indicação de velocidade ter erros de 3% a 5% (existem casos de erros maiores também), a medição de distância do odômetro tem erro quase zero.
          Aliás, se a medição do odômetro também tivesse erro de 3% a 5%, já teria gente querendo questionar as fábricas por supostamente usar este recurso para ‘apressar’ as revisões.

    • Bob Sharp

      Felipe,
      O velocímetro digital também tem erro, sempre. Você está certo.

    • Christian Bernert

      Hoje é bem fácil de saber o erro do velocímetro do carro. Basta comparar com a velocidade indicada no GPS.

  • Lucas

    Não precisam, não!

  • Wagner Bonfim

    Tive um Fox 1,0 com o EA111 e tenho atualmente o Fox com o EA211 (Bluemotion). Minha opinião é pela superioridade do 3 cilindros, seja em economia, suavidade e elasticidade. Penso que deveria ser estendido a toda linha VW 1,0.

    • Bob Sharp

      Wagner
      Economia e elasticidade, concordo; suavidade superior do 3-cilindros, não.

      • João Martini

        Concordo, Bob. Ando geralmente em um Fox 1.0 VHT e acho notável a suavidade que o motor chega a 4-5 mil rpm. Nada de vibração e o ruído é bem moderado.

  • Lucas

    Se o 4-cil é tudo isso, imagino que o 3-cil poderia ser ainda melhor.

    • Bob Sharp

      Lucas
      E se o 4-cilindros tivesse duplo comando de válvulas, 4 válvulas por cilindro e variador de fase pelo menos na admissão? Não sou contra a evolução, mas não se pode deixar de admirar um motor mais antigo quando ele é bom.

      • CorsarioViajante

        Pois é Bob! Meu carro tem o 2.0 8v da VW, e acho ele muito bom… Dirigindo com bom senso, faz ótimas médias de consumo e tem performance boa para um uso normal. Mas se tivesse todas estas “bruxarias”, ah… Seria bem melhor! Fico feliz de ver que a VW vem melhorando seus motores, que já eram ótimos. Creio que ela e a Ford vem apresentando os melhores motores atuais.

      • Lucas

        Detalhes importantes e bem lembrados.

  • pkorn

    Acho que os 3 cilindros fazem sentido nas versões turbo, como aqui as fábricas “esqueceram” de colocar o turbo que vem na Europa, esse 1.0 4 cilindros do carro testado é a melhor opção, quando se pensa em suavidade e convivência de longo prazo com o carro.

  • Bob Sharp

    Marcos
    Pelo que vem no pacote não acho nada inaceitável.

  • Bob Sharp

    Arthur
    Dá a entender mesmo.

  • Bob Sharp

    Guilhemo
    Não precisam, mormente num carro de motor 1-L. Aqui não neva e nem se forma gelo na pista.

  • Fabrício Maas

    Concordo. Segurança nunca é demais.

  • Christian Bernert

    Fiquei com vontade de experimentar este 3 cilindros. Em 1999 eu aluguei um Corsa na Itália e fiz mais de 3.000km com ele. Logo ao retirar da locadora vi a inscrição 12V na tampa traseira e fiquei muito curioso. Seriam 3 válvulas por cilindro ou 3 cilindros? Para não pagar mico na frente da locadora fui até o hotel e abri o capô. Lá estavam apenas três cabos de vela.
    Fiquei impressionado com a elasticidade daquele 1.0; o acerto europeu, ao contrário dos 1.0 brasileiros que eu conhecia até então, tinha uma transmissão mais longa. Ele demorava pouca coisa a mais para acelerar, mas tinha uma tocada muito boa mesmo nos 130 km/h das autoestradas italianas. E o que é melhor: chegou a fazer 19 km/l, já naquela época. Para fazer toda aquela quilometragem eu tive que abastecer apenas 4 vezes. Também era notável a menor inércia das partes móveis do motor.
    Nunca entendi porque a Chevrolet nunca trouxe aquele motor para o nosso Corsa. Será que a diferença toda era apenas a qualidade da gasolina? Não era não.
    Agora, finalmente, após 14 anos de espera, temos aqui a estréia dos 3 cilindros.

  • Antonio

    Concordo inteiramente com o Bob.
    Um motor de 4 cilindros com um cabeçote moderno, com todas essas tecnologias,vai ser melhor, em tese, inclusive podendo girar mais que os de 3.
    A decisão pelos três cilindros está no custo: menos peças, menos peso igual a custos menores. De quebra, por serem menores, exigem cofres menores e de novo, menos custos. Acaba sendo um círculo virtuoso e todos saem ganhando.
    Com relação aos carros mil, lembro sempre do Cláudio Carsughi (que tal trazê-lo para o Ae, Bob?) no lançamento do Palio, se não me engano, que o considerava até certo ponto esportivo pois convidava a acelerar de modo alegre sem colocar em risco os menos hábeis.
    Motores grandes e potentes são deliciosos, mas há prazer, também, na baixa cilindrada. Negar isso é preconceito.
    AAM

  • Luciano Gonzalez

    Meu carro de trabalho é um Gol 1.0 4 portas 2014… o consumo, rodo quase sempre 700 km com um tanque de gasolina comum O ar-condicionado resfria que é uma beleza e o desempenho é bem satisfatório para um veículo 1.0. O EA 211 3-cilindros gira mais solto e a partir dos 3000 rpm fica muito esperto. ..vc nota grande diferença entre o EA 111 x EA 211 nas retomadas…o 3-cilindros é esperto!
    O bom do Gol e Voyage é que são carros relativamente simples mas com comportamento dinâmico irrepreensível. ..tudo responde como se deve esperar, câmbio sensacional, direção no peso correto, freiam bem e como fazem curva….

  • Christian Bernert

    Recentemente andei em um Logan 1.0 alugado. Era novíssimo, com apenas 1.800 km rodados.
    Ao contrário deste Voyage, o Logan tem uma estabilidade digamos precária. A 110 km/h é difícil mantê-lo em linha reta sem constantes correções no volante. E a qualquer curva ele passa a impressão de a traseira estar na iminência de desgarrar.
    E olhe que a primeira coisa que eu fiz ao retirar o carro foi parar em um posto para calibrar os pneus. Como já era de se esperar, eles estavam com 45 psi. Acontece que esta é a pressão que a fábrica coloca para a fase de estoque do carro. A concessionária é que tem o dever de calibrar os pneus na pressão recomendada antes da entrega.
    Como veículos de locadora tem um ‘ritual’ de entrega diferenciado, é muito provável que este (e outros) itens sejam solenemente esquecidos. Pelo visto a pressão não foi corrigida nem na entrega e nem pela locadora. Com 1.800 km este Logan deveria estar entre a quarta e a décima locação, sem nunca ter a pressão dos pneus conferida.
    Pois bem, mesmo com a pressão dentro dos conformes, a impressão que eu tive na ‘barca’ não foi nada boa.

  • Fórmula Finesse

    Para quem gosta de dirigir, certamente sempre será uma opção a considerar…fortemente!

  • Fórmula Finesse

    Disseminando o 1.6 16v seria o ideal..o velho VHT não dá mais conta da concorrência!

    • Bob Sharp

      Fórmula Finesse
      Dirija um e voltamos a conversar.

      • Fórmula Finesse

        Semana passada dirigi uma Saveiro 2015 8v – era nitidamente mais lenta e vibrante que o mesmo modelo cabine-dupla e 16v “pilotado” um mês antes. O VHT conheço de vários carros experimentados, de Polo a Voyage, de Gol a Saveiro – apesar de ser um bom motor, com meia carga em diante ele já se ressente mais; é preciso premir bem o acelerador. Nas mesmas condições um HB20 ou um Fiesta “encherão” antes e despacharão o Volks nas ultrapassagens mais apertadas. A crítica não é fruto de implicância, mas do não entendimento da reserva em utilizar já, as melhores armas que a fábrica alemã têm…o 1.6 8v está defasado em suavidade e entrega de potência de média para cima em relação a concorrência. O 8v com álcool e vazio, é uma maquininha de correr muito bem coadjuvado pela exemplar caixa VW, mas a concorrência têm motores melhores, o 1.6 16v já deveria ser regra!

    • Davi Reis

      Também acho que disseminar o 16V seria ótimo, mas ainda acho que o 8V pode ser uma arma poderosa pra concorrer com os motores 1.4 da Fiat e Chevrolet viu…

      • CorsarioViajante

        Mas daí eu pergunto… A VW, que tanto bate na tecla da engenharia e apuro técnico, quer brigar com Fiat e GM nivelando por baixo? Se nivelar por baixo vai acabar perdendo pois daí os outros oferecem central multimídia e um monte de “gadgets” que os VW não tem… Vide novo Uno e Onix. Ou seja: se é para desprezar perfumaria tecnológica, pelo menos ofereçam primor de engenharia.

        • Davi Reis

          Entendo e concordo com seu ponto, Corsário. A questão é que eu acho que a Volkswagen perderia mais clientes ainda se deixasse esse buraco de potência entre o 1.0 (80 cv) e o 1.6 (120 cv). O EA-111 1.6 preenche bem essa lacuna, pelo menos enquanto eles não lançam um 1.4 16V (história antiga essa, né?), o que seria o mais interessante. Esse mesmo buraco existia no lançamento do Corsa em 2002, com os motores 1.0 e 1.8 e acho que isso impediu que o carro vendesse melhor. Repare depois, como o Corsa deslanchou mesmo depois que apareceu o motor 1.4. É como a Fiat faz, Palio com motores 1.0, 1.4 e 1.6 16V, imagine só se não existisse o Palio 1.4.

          • CorsarioViajante

            Isso é verdade, e concordo com você: a melhor solução seria um 1.4 16v (não é mais história, já virou novela! rs). Aliás estou curioso para ver como ficará, no futuro, a gama de motores VW incluindo aí os TSI que espero não fiquem restritos apenas aos importados.

    • CorsarioViajante

      O mesmo vale para o 1.0 três cilindros!

  • Eduardo Mrack

    Guilllermo
    Eu gostaria de saber baseado em que você faz esta afirmação com tanta certeza. Se fosse “todos os carros podem se beneficiar” eu entenderia, mas “todos os carros precisam” me parece uma neurose não fundamentada. Penso que todos os carros precisam sim é de bons motoristas, este sim, para mim, é o item número 1.

    • Lucas

      “Penso que todos os carros precisam sim é de bons motoristas, este sim, para mim, é o item número 1.”
      Matou a pau!!

    • Luciano Gonzalez

      Aplausos de pé! Hehehe!

    • Diego Mayer

      Concordo, mas não é a realidade. A maioria dos motorista são imbecis incapacitados, isso nunca mudará, logo, qualquer dispositivo de segurança é bem vindo.

      • Lucas

        Nunca mudará?? Eu sou um esperançoso (utópico talvez até). Não concordo que “isso nunca mudará”. Concordo que há um longo caminho pela frente, mas tenho esperança. A mudança tem que começar dentro de cada um de nós. Enquanto houver gente acreditando no “nunca mudará”, “será sempre assim” e etc, é um passo atras que se dá. Eu tenho procurado fazer a minha parte, logicamente sem me descuidar dos demais, que não o fazem. E você?

      • Renato Mendes Afonso

        Dizer que é bem vindo é totalmente compreensível. Mas dizer que é “necessário” é forçar um pouco a barra, ainda mais quando o carro tem um bom acerto dinâmico e o motor não produz grande potencia.

  • Controle de estabilidade eu concordo. De tração em um carro 1L? Dispensável.

  • joão

    E se fosse um 1,0 turbo, bem simples, com uma turbina pequena e sem os problemas do VVT, uns 100 cv, mais de 16 km/l na estrada e um tanque de 65 l pelo menos, pelo mesmo preço… Ah, não custa sonhar…

    • lightness RS

      problemas do VVT?

      • joaoamc

        O antigo motor 1.0 VW turbo tinha problemas no VVT relacionado a donos relapsos… Além disso, gostaria que o motor fosse o mais simples possível… Só sonhando mesmo

  • Lucas Sant’Ana

    Controle de tração para um carro que nem tração tem? É cada uma que aparece. (não estou desdenhando do motor 1.0, é que o carro realmente não precisa disso.)

  • Ilbirs

    Se controle de tração e de estabilidade estiverem em um carro que já seria seguro sem eles, é a melhor situação também em termos de prevenção de acidentes. Problema é quando ficam intervindo demais, quase como se quisessem mascarar mau acerto de chassi.

  • Fernando

    Acho interessante refletir sobre uma evolução nos 4 cilindros mesmo. Os tricilindricos estão indo muito bem sim, mas o que resta é o descompasso que faz todos eles precisarem de uma solução para ser suavizado.

    Um cilindro em cada posição acaba sendo mais suave mesmo, o “problema” é que a economia com 3 cilindros já deve ser razoável, até no comprimento curtíssimo do bloco e assim é uma briga de custo que já deve estar decidida.

  • Fernando

    Estou tentando imaginar quando o controle de tração seria necessário neste carro avaliado.

    Não querendo subestimar a capacidade dele, mas é justamente uma proeza conseguir fazer algo errado a tal ponto nele, a não ser que o motorista não saiba o que está fazendo mesmo, pois numa perda de tração basta aliviar o pé direito, a tração é dianteira e a cavalaria é comportada.

  • Ilbirs

    Parece-me nítido que o carro vai ficar mais ou menos estagnado até o fim do ciclo do produto. Teoricamente poderiam equipá-lo com o 1.0 EA211, uma vez que o cofre é basicamente o mesmo do Fox, que usa essa unidade em sua versão BlueMotion, mas estamos vendo o EA111 velho de guerra e não há sinalização de que tenhamos a unidade mais moderna em seu lugar.
    Imagino eu que, após a queda livre do Gol nas vendas deste ano, a VWB vá apressar a elaboração de uma nova geração de seus dois pães quentes, quem sabe com enfoque mundial. Como sugeri aqui em outra ocasião, uma plataforma boa seria a NSF que conhecemos no up!, possivelmente alargada para reverter em uns centímetros a mais de largura interna (vou supor que ela seja tão flexível quanto a MQB). Não vamos esquecer que o Taigun, exceto pela altura, tem todas as outras dimensões regulando com as do Gol (ainda que sua largura de 1,73 m deva-se a bitolas maiores e para-lamas estufados em vez de mais largura interna de fato).

    Imagino eu que não haja problema de adaptar um EA211 de quatro cilindros no cofre da NSF, ainda mais após ver aquele Citigo com motor 1.8 turbo em que o recorte na parede corta-fogo foi por causa do turbo e não por causa do motor. E se esse cofre receber um ligeiro alargamento que acompanhe um alargamento de plataforma, ficaria ainda mais simples fazer isso.
    Além disso, como já comentei, sendo os balanços da NSF mais curtos que os da MQB, isso facilitaria ocupar uma maior extensão do carro com o habitáculo, favorecendo o fornecimento de produtos espaçosos para seus comprimentos, principalmente em países com leis com isenções para determinadas dimensões, como o caso indiano da lei dos quatro metros. Pense aí no quão bem a Hyundai jogou com tal lei ao lançar o Xcent e seu balanço dianteiro bem curto:

    http://www.hyundai.com/wcm/idc/groups/sgvehiclecontent/@in/documents/sitecontent/mdaw/mdcz/~edisp/img_xcent_gallery_1.jpg

    Que se veja agora a NSF no Taigun, ainda mais que estou falando de dimensões que regulam com as do Gol:

    http://www.blogcdn.com/www.autoblog.com/media/2012/10/004-volkswagen-taigun-concept.jpg

    Logo, daria para ter um sedãzinho enquadrável pela lei indiana que não ficaria deformado como um de balanço dianteiro mais longo, como o próximo Ford Figo (Ka+ com traseira curtinha):

    http://3.bp.blogspot.com/-NYbgSQfCyH0/Uu-dCeJh7XI/AAAAAAAP-BM/Z3BpswYjxS8/s1600/New-Ford-Figo-Sedan-Study-3.jpg

    No máximo poderíamos esperar uma traseira um pouco mais alongada para o Brasil.

    • Luciano Gonzalez

      Hehehe! Você é teimoso, bicho! Precisa modificar muita coisa para entrar um bloco maior no up!
      Meu, não estou falando por falar e nem de ouvir falar, só não posso falar, hehe! Vai por mim! Hehehe!
      Abraço!

    • Luiz_AG

      Gol é Gol e o nome tem um carisma difícil de superar. Duvido que tenha queda livre mesmo que ficar estagnado durante 20 anos.

  • Thatiana Soares

    A pintura do cofre igual à externa (com verniz, inclusive) é somente nas unidades destinadas à imprensa. Uma visita a qualquer concessionária pode comprovar isso.

    Aliás, essa mania de criticar a ausência de verniz e até de pintura nas partes invisíveis (incluindo o cofre) é piegas e sem padrão. Já que é para falar mal de Etios, por que não criticar também a Maserati, que faz o mesmo em seus modelos?

    (Se alguém duvida, só olhar o vídeo abaixo, aos 6m20s: http://www.youtube.com/watch?v=x_dmec7kD80 )

  • $2354837

    Posso ter minha opinião divergente? Anda tanto quanto uma enceradeira. Tenho um Peugeot 1.4 e quando um Gol ou Voyage 1.0 e está em uma subida, depois de pedir passagem tenho que ser muito paciente para agüentar aquela enceradeira se arrastando na minha frente. O melhor motor 1.0 que andei até hoje, seja 8 ou 16 válvulas, é o GM VHC-E, o estado da arte em motores pequenos. Sobe de giro liso até quase 7 mil rpm, tem faixa de torque plana e ainda é econômico e durável. Só dá problema na bomba de agua. Daí se coloca uma paralela (Brosol..) e tudo se resolve.

    • Chevy67

      Cara tenho um Fox VHT e não tem nada de enceradeira, sei dos limites do motor 1.0, mas ai é saber conduzir o carro e te falo mais, andam bem esses motores 1.0 da VW tão qual os VHC E da GM.

  • Bera Silva

    Números muito interessantes: 72 cv, 988 kg, 480 l de porta-malas, 14,5 km/l com A/C. Tudo isso com um motor sem “troços” variáveis. É bom saber que eles ainda fazem um bom “arroz com feijão”.

  • Rogério Ferreira

    Taí um carro que dispensa apresentações, e que sou fã incondicional. Excelente, correto… Um bocado dessa excelência vem do carro em si… Se vai bem com o 111, imagine se colocasse o tricilintrico 211. Aí, ficaria campeão, Pela aerodinâmica primorosa, o Cx 0,31, e relações de marchas mais corretas, um pouquinho mais longas… Seria o melhor sedan 1.0 do mercado, sem dúvida! VW tem a faca e o queijo na mão, e mas deixa a concorrência fazer a festa. Precisa reagir ao Ka+ Já dei a receita. kkkk

    • Antônio do Sul

      Esse é o grande defeito da Volkswagen: eles têm uma engenharia primorosa, mas demoram muito a reagir às inovações dos concorrentes. Com certeza, os engenheiros deles já devem ter percebido a sua receita (pois é só usarem o que já têm à mão), mas a turma do marketing ou do financeiro empata o samba…e a concorrência vai nadando de braçada e crescendo…

  • Sandoval Quaresma

    Estou há duas semanas com um Voyage de locadora, mas 1,6 litro. Basicão, ar, direção, vidros elétricos só na frente e travas elétricas. Por dentro super simples, até os revestimentos em tecido são semelhantes aos antigos CL dos anos 80/90. Portanto, um Voyage CL 1.6 moderno, com ar e conta-giros! Rapaz, o que anda esse carro. é nítida a diferença para o Gol e ainda mais para a Saveiro. Notável como a aerodinâmica boa traz benefícios. 14 a 15km/l rodando entre 120 e 130 com ar ligado. Para ultrapassar na maioria das vezes nem reduzir da quinta é necessário. pneus 175 Duraplus. faz curva que é admirável, mesmo sendo macio, alto de suspensão e com pneus “finos”. Dirigindo sozinho, é difícil algum outro carro te passar na estrada. Carro bem levinho, só achei um pouco sensível a ventos laterais. O assento dos bancos dianteiros poderia ser um pouco mais longo, cansando menos em longas viagens. Mas esse pequeno desconforto é compensando pelo o que ele é capaz de fazer andando forte na estrada. Resumindo, um carrinho simples que ninguém dá nada, mas um senhor carro escondido no design talvez meio sem graça e desprovido do status de novidade. Teria um fácil. E digo mais, a VW não vai colocar o EA-211 1,6 16V nele, porque não precisa. Mas é de se imaginar o foguete que ficaria.

  • Juliano Casarolli

    Tive um Fox 1.0 2007 e atualmente rodo com um Fox Rock In Rio 1.6, e posso dizer que a 140 o 1.0 vibrava menos e era mais silencioso que o 1.6…

    • João Martini

      Temos um Fox Prime 1.6 em casa. O motor é bem disposto, mas parece que depois das 4500-5000 rotações o motor perde a vontade de subir de giro. O motor do up me surpreendeu muito nesse aspecto. A facilidade com que ele sobe de giro é impressionante.

  • Comentarista

    Carrinho honesto, mas tem pouco a oferecer num mercado cheio de novidades. Logo logo dará adeus ou deverá ser atualizado. O consumidor de hoje quer algo a mais que a linha gol/voyage não mais oferece.

    • Bob Sharp

      Comentarista
      Tem certeza de que o consumidor hoje quer algo a mais? Só pode ser impressionar o vizinho.

      • Comentarista

        Mas é isso mesmo, nem que seja indiretamente é levado em consideração mesmo. Quer algo novo, mais bonito, aparentando de faixa superior mesmo sendo inferior em qualidade.

        • Bob Sharp

          Comentarista
          Tudo bem, mas aqui no Ae nos dirigimos um grupo selecionado, que separa o joio desse trigo. O que você, eu e todos que nos prestigiam com a leitura queremos saber é das qualidades intrínsecas dos carros, é isso que procuramos fazer aqui. Nesse caso do Voyage BlueMotion, e outros, a análise é objetiva, jamais tergiversando sobre questões como “está datado”, “não serve mais” e comentários do gênero. Se enumerei qualidades após andar com o carro durante uma semana, é porque tenho certeza de que quem quiser um sedã compacto e comprar um igual, terá satisfação e não se arrependerá.

          • Comentarista

            Claro. Mas meu comentário não desmerece o carro e mesmo que desmerecesse seria a minha opinião. Sei de suas qualidades até porque indiquei um ao meu irmão para compra, ele está feliz. Meu comentário foi genérico e abrangente, não se limitando às qualidades e defeitos do carro.

          • Bob Sharp

            Comentarista
            Caso seu comentário desmerecesse o carro, não teria publicado ou pelo menos seria editado nessa parte. Para Ae não existe carro ruim faz tempo, só diferenças entre eles. Temos conhecimento e base mais que suficiente para afirmar isso. A prova está em você ter recomendado ao seu irmão que comprasse um e ele estar satisfeito.

    • Tô na Rede!

      O tempo passa, o tempo voa, e mesmo sem ler as matérias do BS há mais de ano, o sujeito continua o mesmo imbecil de sempre…

  • Bob Sharp

    Thatiana
    Com essa você levou a taça pela Piada do Ano. Pintura especial para a frota de teste..Tem cada uma de doer! Acha bom pintura interna diferente? Que mau gosto você tem! Pois critico isso em qualquer carro, independente de preço, pois é serviço porco, economia de palitos na mesa.

    • Thatiana Soares

      Bob,

      Respeito sua opinião. Mas, antes de duvidar da minha, abra o capô de um Voyage em qualquer concessionária, tire uma foto e depois nos mostre o resultado 🙂

      • Bob Sharp

        Thatina
        Tenho mais o que fazer do que provar o que não existe, desculpe. Você provavelmente não viu bem ou o compartimento esta empoeirado, ou então esqueceu de colocar os óculos…. (rs)

  • Bob Sharp

    Corsário
    Nesse “não uso” não me ative as aspectos de idade, ciclo de vida etc..não entrei mesmo nesse mérito. apenas comentei o que achei do carro. Repito, foi uma grata surpresa constatar a eficiência global dele.

    • CorsarioViajante

      Sim Bob… E vou além, como costumam dizer, hoje está difícil achar um carro “ruim” ou “lerdo” em termos absolutos. Minha mãe tem um Polo 1.6 e não é, de forma alguma, lerdo ou insuficiente para uso normal. Mas a concorrência já oferece mais.

  • Renato Mendes Afonso

    Tudo bem que uma pintura dentro do cofre não aumenta ou diminui as ótimas características que um carro pode ter, mas eu duvido que a redução de custo por unidade produzida seja significativa comparada a visão desagradável que um autoentusiasta terá ao levantar seu capô.

    Quanto ao Maserati, o motivo é simples: praticamente todo o cofre é coberto com capas plásticas, ficando amostra unica e exclusivamente o motor, logo, ao levantar o capô, a pessoa não baterá a visão com partes mal pintadas (Eu particularmente não gosto desse excesso de plástico, mas ai já é pessoal).

    http://media.caranddriver.com/images/media/444926/maserati-granturismo-sport-47-liter-v-8-engine-photo-445035-s-1280×782.jpg

  • Bob Sharp

    Luiz_AG
    Conhece aquela de alguém que disse “Pai, perdoai-os, eles não sabem o que fazem”? Atualizando, “Pai, perdoai o Luiz_AG, ele não sabe o que diz”. Você, que freqüenta este espaço há um bom tempo, sempre com comentários lúcidos e pertinentes, dizer que esta carro anda tanto quanto uma enceradeira vai exigir uma dose cavalar de perdão por parte do Pai. Fracamente, não esperava uma asneira desse quilate dita por você.

    • Luiz_AG

      Por isso iniciei a frase com “posso ter minha opinião divergente?”, Estava ciente que poderia dar polêmica meu comentário.

      • Bob Sharp

        Luiz_AG
        Opinião divergente é uma coisa, chamar esse carro ou qualquer outro de ‘enceradeira’, além de pejorativo e ofensivo, totalmente fora do espírito do Ae, de modo algum corresponde à realidade em termos de desempenho. Os números e a sensação ao dirigi-lo o comprovam. Você devia tê-lo dirigido antes de proferir tal impropério.

        • $2354837

          Não estou bem essa semana… Desculpe pela forma pejorativa.

  • Bob Sharp

    Christian
    Há qualquer coisa errada que levou você a essa conclusão. Estamos com um carro desses em teste, o Arnaldo está impressionado com o comportamento, disse-me por telefone ser excepcional.em várias situações de uso (teste será publicado nos próximos dias).

    • Christian Bernert

      Estou surpreso. Já começo a pensar se isto tem a ver com os pneus que equipavam o carro que eu aluguei. Ou se ele tinha algum problema de geometria. Infelizmente eu não lembro nem da marca e nem das medidas dos pneus. Mas tenho uma foto do carro, onde dá para ver que as rodas são de aço com calotas.

  • RoadV8Runner

    Não concordo nem um pouco com esse infográfico da Bosch. Já passei por situação semelhante, a bordo de um Caravan 1988, e o sobre-esterço ocorreu no retorno à minha pista, ou seja, na segunda manobra de desvio de trajetória, não na primeira, devido ao movimento pendular induzido pelos dois desvios rápidos num espaço muito curto, além do que eu entrei mais rápido na curva do que o bom senso recomendaria… (sem contar que o Caravan é um carro manhoso quando no limite).
    Pessoalmente, com ou sem duendes eletrônicos, eu não freio e desvio a trajetória ao mesmo tempo, pois aí tem-se duas condições de desestabilização dinâmica atuando ao mesmo tempo. Freio até onde dá, alivio o freio (de forma gradual), desvio e volto a frear se for o caso.

  • marcus lahoz

    Não entendo por que as fábricas não desenvolvem motores aqui, este motor com 16v e comando variável seria muito melhor, a ponto de rivalizar com o 3 canecos.

    Fora isso acho o Voyage muito bom. Com câmbio automático de 6 marchas poucos iriam reclamar de seu desempenho. Acredito que somente quem não sabe trocar marcha reclama de 1.0.

  • RoadV8Runner

    Como respondi ao Guilherme, tem-se que avaliar o desempenho de acordo com a proposta do carro. Se o uso é freqüente com mais ocupantes e/ou porta-malas carregado, os 1-litro não são a melhor opção, embora dêem conta do recado, mesmo que sofrendo em subidas mais longas e bem íngremes, mas longe de serem uma rolha na via, desde que não se tenha preguiça de usar o câmbio e acelerador da forma correta. Por exemplo, o Ka 1-litro vai a 70 e 110 km/h em segunda e terceira marchas, respectivamente, quando ocorre o corte. Ou seja, precisando, a potência está lá (ou então os dois Ka 1-litro que dirigi/dirijo são superdotados…)
    Pessoalmente, eu não gosto do motor 1,4-litro da Fiat, justamente porque considero o desempenho fraco para o que espero de um motor com esse deslocamento. Já o 1-litro do mesmo fabricante, me empolga mais.

  • Bob Sharp

    Fórmula Finesse
    É óbvio que o 1,6 EA221 é superior ao 1,6 EA111, uma bela “arma” da VW, como você bem disse. Mas isso não quer dizer, e deixei isso claro, que o motor antigo vá mal, pelo contrário. Recomendo que você dirija um TEC e o compare com o VHT. O comportamento dos dois é completamente diferente. Onde o VHT “estacionava” a 5.000 rpm, o TEC continua vivaz até 6.000~6.250 rpm. E o torque é maior que o do 3-cilindros, lembre-se.

    • Fórmula Finesse

      Sim, eu entendi Bob – o 1.6-L não vai mal, pela potência declarada de 104 cv, faz milagres; mas é o velho negócio de ter um motor melhor na prateleira…
      O último quatro cilindros “mil” VW que eu experimentei estava municiando um Fox 2014 completo, por estar muito amarrado (menos de 100 km), o carro era muito lento, chegava a ser perigoso…tanto que tive que optar por um popular mais antigo, obsoleto e rodado para fazer mais de 1000 km naquele dia. Mas eu credito muito disso à pouca rodagem do carro, certamente que ele se soltaria bem mais com rodagem…de todo modo, não era um TEC.

  • Como fã da simplicidade aliada a confiabilidade, desnecessário dizer que acho o carro um excelente conjunto. Como não me atrai nem me faz falta a “conectividade” digital quando estou a dirigir ( sim, ainda tenho prazer de fazer isto! ) Os Lap Top motorizados sobre pneus não me atraem ( E penso que, muita gente como eu sente o mesmo! ) O problema é o preço final de um conjunto perfeito destes que fica raspando nos modelitos “da hora” guiados por “bluetooth” ,cuja obsolescência programada do conjunto mecânico já é quase igual a validade do sofware do ” My conection “, embora nenhum consumidor destes modismos, que assim como seu próprio cérebro, usa no máximo 5% da parafernália eletrônico/digital que comprou, tenha se dado conta…

  • Bob Sharp

    Luiz_AG
    Não precisava se desculpar. Todos nós temos direito de não estar bem de vez em quando. Repito, você é um dos comentaristas mais presentes e sempre com opiniões oportunas e pertinentes.

  • João Guilherme Fiuza Lima

    Quando fui pesquisar um sedã compacto para comprar, o Voyage, o Etios e o Logan, me agradaram muito. Nas versões que me interessaram eram carros sem firulas, com preços relativamente bons e desempenho bacana.
    Acabei ficando com o Etios porque a Toyota realmente queria vender o carro (as condições de pagamento foram bem melhores), o plano de manutenção é mais barato e o porta-malas é absurdo. Mas se fosse levar em consideração apenas o prazer em dirigir, o Voyage seria o escolhido sem dúvida.

  • Fernando Oliveira Lopes

    Um ótimo carro, com bom desempenho e um pacote de equipamentos honestos, com uma boa economia de exercício e gostoso de dirigir. Só mata é o Pós-Venda da VW que ainda tem muito o que melhorar…

  • CorsarioViajante

    Meu carro é desta “fase”, é bonita, mas já deu. Gosto muito da identidade atual, pelo menos onde foi implantada da forma correta, como Golf. Casos como do Fox atual ou do último facelift do Polo já não me agradam por ser um nítido enxerto.

  • Fat Jack

    É um baita carro, belo também (ainda acho mais harmoniosa a traseira anterior, mesmo não achando a atual feia), sem dúvida, eu porém não o teria em sua versão 1.0, não se trata de preconceito, (haja visto que um dos meus carros é 1.0), mas se pensado em economia de combustível tenho sérias dúvidas de até onde é valido, eu com meu “TijoLogan” 1.6 8v atinjo tranquilamente de 12 a 12,5 km/l de etanol em circuito rodoviário (sem velocidades arrastadoras – via de regra, nas máximas reais de GPS), e com tranquilidade (mais ainda quando carregado) devido ao maior torque disponível. É sem dúvida (na minha opinião) umas das boas opções de compra, com seu belíssimo interior, só não sei os preços de seus concorrentes diretos, mas me parece bem “dentro da faixa”, ficando como “pecado” somente o valor do seu seguro, que é BEM acima da média…

  • Diego Mayer

    Exato, o HB20 1.0, por exemplo, tem uma ótima performance, quando vazio e com ar desligado. A partir do momento em que você coloca 4 passageiros mais bagagem e resolve ligar o AC, ele passa a se arrastar pelas vias.

  • João Guilherme Tuhu

    Um ótimo carro, só fica meio fraco carregado com lotação máxima. E hoje em dia, como diz o Bob, não há carro ruim…quem dirige há mais de 30 anos sabe disso. Mas a concorrência se mexeu e o Voyage ficou um pouco pra trás. Ainda espero ansiosamente o novo EA211 16V. E o uma grade de preços melhor.

  • Otavio Marcondes

    Aqui na minha região a linha G5 no Gol e Voyage ganharam a fama de ” guarda pó” de tanto entrar nestes modelos. Segundo os proprietários entra pó através das borrachas de vedação. Chega a encardir os assentos do lado das portas. Isso em carros de particulares e com uso somente particular, nada de mais. Aqui na minha cidade existem muitas estradas de chão com cascalho bem irregular. Acredito que esta condição favoreça a desregular as portas.

  • Ivan Rocha Ivantscho

    Respeito o gosto de todos, respeito o carro avaliado. Mas em se tratando de carros 1,0 eu digo que eles não fazem mais sentido. Sinceramente, como consumidor humilde e mero mortal, depois que comecei a andar com carro 1,4-L, depois 1,6-L, e por último 1,8-L, não sinto a menor vontade de dirigir um carro 1-L

  • Ezequiel Favero Pires

    Concordo com o Ivan, motores de baixa cilindrada não fazem mais sentido. Se tivéssemos uma gasolina de verdade (como a Pódium) a preço justo, os propulsores de maior cilindrada atenderiam as normas de emissão de poluentes como se fossem de cilindrada mais baixa.

    Aliás, penso que para estes ditos carros “populares” as cilindradas poderiam começar em 1,4-L em diante, e todos terem Variador de Fase ao menos no comando de admissão, para melhorar o torque em baixas e dar mais elasticidade em altas rotações.