TVR SPEED 12, O MONSTRO DA LAGOA NEGRA

autocar photo tvr_speed_12_prototype_1  TVR SPEED 12, O MONSTRO DA LAGOA NEGRA autocar photo tvr speed 12 prototype 1

Parece um monstro, mas é um carro (Autocar)

Blackpool  é uma cidade inglesa litorânea na costa oeste, onde está localizada a TVR. Não produz nada há uns bons sete ou oito anos.

Blackpool pode ser traduzido como “charco negro”, e no caso desse modelo Speed 12, a fábrica incorporou a lagoa do clássico filme “O Monstro da Lagoa Negra” (“Creature from the Black Lagoon”, de 1954, que tem a curiosidade de se passar na Amazônia brasileira), já que de dentro dela surgiu um dos carros mais assustadores de todos os tempos, e não apenas em aparência. Entendam assustador como chocante, feio, diferente, exótico, como quiserem. Para mim, o carro é tão extremo que se torna lindo.

 

modelo real top speed com 1998-tvr-cerbera-speed-12-2_600x0w  TVR SPEED 12, O MONSTRO DA LAGOA NEGRA modelo real top speed com 1998 tvr cerbera speed 12 2 w

Modelo em escala 1:1 apresentado em 1998 (TVR)

 

tvrspeed12  TVR SPEED 12, O MONSTRO DA LAGOA NEGRA tvrspeed12

Primeiro carro funcional, sem o aerofólio (TVR)

 

tvrspeed122  TVR SPEED 12, O MONSTRO DA LAGOA NEGRA tvrspeed122

Na traseira, um extrator de ar com função dupla, atua como pára-choque também (TVR)

Dia desses, nosso amigo Hans Jartoft falou sobre um modelo de TVR que ele possuiu por  alguns anos, um 350i, e contou resumidamente a história da empresa.

Sempre que essa marca é mencionada, me lembro que o Speed 12 é o modelo que eu mais gostaria que tivesse sido produzido em bom número, e agora que notícias dão conta que a marca pode voltar em breve, precisamos fazer nossas preces para Nossa Senhora da Combustão Interna (copyright, J.R. Mahar) para que os novos administradores utilizem o projeto desse  carro e o ressuscitem.

A TVR fazia seus próprios motores, normalmente de seis cilindros, depois de usar V-8s Ford e Chevrolet no longo passado histórico, iniciado logo após a Segunda Guerra Mundial.

Fabricar motores é algo que sem dúvida aumenta o respeito de qualquer fábrica pequena, e para isso, contaram com um dos maiores engenheiros de motores de todos os tempos, Al Melling que, sempre inteligente, trabalhava como um prestador de serviços para várias marcas, equipes de construção de carros de corrida e fabricantes de veículos especiais. Melling foi o responsável pelo AJP8, o V-8 que foi o primeiro motor feito na TVR.

O 12 do nome do Speed vem do salto mais alto e difícil que eles conseguiram, fazer um V-12. Só se sabe de cinco exemplares construídos desse motor.

 

1998-tvr-cerbera-speed-12-3_600x0w  TVR SPEED 12, O MONSTRO DA LAGOA NEGRA 1998 tvr cerbera speed 12 3 w

Montado no carro, lindo… (TopSpeed.com)

Nascido em 1996 para ser um carro de corrida para competir em Le Mans, em 1998 estava quase pronto para a corrida do mesmo ano. Não deu tempo, mas no campeonato mundial da FIA para carros GT conseguiram andar em algumas provas com cerca de 660 bhp (669 cv), potência menor do que viria a ter o carro intencionado para uso em ruas, que foi sendo desenvolvido paralelamente. Mas alterações em regulamento o tornaram não competitivo, já que a categoria GT1, onde participava, foi extinta.

Após algumas participações no mundial, a entrada no campeonato britânico de GT mostraram um razoável sucesso, com algumas vitórias.

 

in2motorsports com TVR Speed 12 racing  TVR SPEED 12, O MONSTRO DA LAGOA NEGRA in2motorsports com TVR Speed 12 racing

Correndo no Reino Unido (in2motorsports.com)

 

Racecarwhite  TVR SPEED 12, O MONSTRO DA LAGOA NEGRA Racecarwhite1

Dá medo ver isso no retrovisor (conceptcarz.com)

Tinha relação peso-potência três vezes melhor que o Ferrari 355. Só o McLaren F1 chegava perto disso, mas era ainda 20% pior que esse TVR. Essa potência é conseguida com os restritores de admissão de ar dentro do regulamento da FIA para a categoria GT1, mas poderia chegar facilmente a 800 cv segundo a fábrica. De novo, o F1 era a meta, e as acelerações estariam no mesmo nível, bem como os 340 km/h de máxima.

O projetista-chefe desse motor foi John Ravenscroft, pupilo de Al Melling.

É um V-12 a 90 °, de 7.712 cm³, de onde vinha o nome de projeto, 7/12, com bloco em aço, algo extremamente raro, e mais raro ainda, usinado a partir de um blank, ou bloco bruto, algo caríssimo. Jaguar e Ferrari já fizeram isso em passados diversos, mas sempre em escalas reduzidas devido ao custo.  A vantagem principal é incluir rapidamente modificações quando necessário, alterando os caminhos de ferramentas de usinagem durante a fabricação.

Os cabeçotes são os mesmos do Speed Six, em liga de alumínio, o que já mostra uma economia de recursos enorme. São quatro árvores de comando acionadas por correia dentada, quatro válvulas por cilindro, injeção eletrônica de gasolina e calibração para ampla faixa de torque para minimizar a dificuldade de potências altas aparecendo só depois de muitos giros.

A força passa às rodas por uma caixa também da TVR, desenvolvida junto com Ken Costello, o sujeito que fez o MGB V-8. Apenas cinco marchas, mas parruda ao extremo para agüentar a tortura de toda a potência. Mais adiante, para as corridas, contava com caixa de seis marchas.

No desenvolvimento, ocorreu a quebra do dinamômetro que, segundo o fabricante, aguentaria até 1.000 bhp (1.013,9 cv) de força de entrada. Para isso, o motor estava sendo rodado sem os restritores de admissão de ar, e uma estimativa mostrava que ele poderia passar dos 1.000 bhp, apesar do número exato nunca ter sido verificado de verdade.

 

jalopnik jpg  TVR SPEED 12, O MONSTRO DA LAGOA NEGRA jalopnik jpg

No dinamômetro, antes de quebrá-lo (Jalopnik)

O chassis, um spaceframe (estrutura espacial)  projetado por Neill Anderson, era composto por uma tubulação monstruosa, visando amarrar bem firme todos os componentes, e não tinha vergonha de não ser feito de compósito de fibra de carbono como os rivais mais modernos da época. Peter Wheeler, (1944-2009) o dono da TVR antes dela ser vendida a um russo não muito normal e cair em desgraça, definiu o carro para ser homologado pela FIA e correr o mundial de carros de rua, o GT Championship.

 

Parte do chassis atrapalhando o acesso, coisa de corrida mesmo (TVR)  TVR SPEED 12, O MONSTRO DA LAGOA NEGRA 1998 tvr cerbera speed 12 4 w1

Parte do chassis atrapalhando o acesso, coisa de corrida mesmo (Top Speed)

Resistência torcional muito grande, 54.000 N·m por grau, e peso total do carro muito ajudado por isso, cerca de 1.000 kg apenas. Não há uma espinha dorsal, como no Cerbera de corrida, o que fez o 12 kg mais leve já no conceito inicial. São elementos basicamente formando triângulos, e desenhado ao redor da mecânica, embrulhando-a. Há algumas partes parafusadas, que precisam ser retiradas para se remover elementos como diferencial traseiro, motor e câmbio.

As suspensões são de braços triangulares duplos nas quatro rodas, com molas e amortecedores em posição  horizontal na dianteira, muito parecida com F-1, ancoradas bem no centro do carro. Freios de seis pistões em cada pinça, da AP Racing, direção de pinhão e cremalheira com assistência hidráulica, feita também em casa pela TVR. Rodas Speedline ou OZ, fabricante de componentes para diversas categorias de automobilismo profissional. Junto delas os freios com discos de 378 mm de diâmetro na dianteira e 273 mm, na traseira, extremamente potentes.

Apesar de ser projetado como um carro para uso normal de rua, com tampas normais e não painéis removíveis, o preço seria de apenas 188.000 libras esterlinas, uma barbada verdadeira pela potência e construção artesanal , apesar de ser o mais caro TVR de todos os tempos.

O estilo foi feito por dois desenhistas da casa, nada de ajuda externa, baseados nas idéias de Peter Wheeler. É o que se chama de ultrajante,  apoplético, um soco no estômago, ou quaisquer outros adjetivos que definam algo monstruosamente legal. O linguajar de supercarro de verdade, sem precisar explicar nem se valer de modas para ser chamativo, é simplesmente chocante.

Usava o mesmo entreeixos do Cerbera, e praticamente o mesmo chassis com a traseira mais curta para praticidade nas ruas. Túnel de vento foi usado para ajustes do projeto, mas sem perder a forma original.

Havia impraticidades, como um tubo de chassis atrapalhando a passagem dos ocupantes, fazendo-a um pouco apertada, a pequena altura que faz o carro raspar no solo na parte da frente, spoiler, os bancos com pouca absorção por espuma, a largura da caixa lateral, onde se espreme a alavanca de freio de estacionamento e o largo espaço entre os bancos, onde se aloja a parte de trás da caixa de mudança e o cardã, além do cinto de cinco pontos.

Como o Speed 12 foi vítima da FIA e suas incríveis e chatíssimas trocas de regulamentos, o carro ficou apenas sendo usado em corridas em solo britânico, e os modelos de rua que existiam de posse da fábrica e na fase de construção foram sendo canibalizados para suprir peças para os carros de pista. Alguns compradores haviam dado sinal para a compra e os valores foram devolvidos.

Conta-se que além dos percalços de não poder mais usar o carro em Le Mans, outro motivo para o carro ser cancelado para vendas de usuários normais é que Peter Wheeler usou o carro diversas vezes nas ruas e o julgou extremamente perigoso devido à potência excessiva.

Mas pelo menos algo foi feito, com um Cerbera de produção tendo sido alterado para receber o motor V-12, magnífico demais para desaparecer. Isso ocorreu em 2000, quando o carro foi feito, mal passava de 1.000 kg, mantendo uma relação peso-potência  absolutamente ótima, por volta de 1 kg/cv, com velocidade máxima declarada de mais de 240 mph, equivalente a 390 km/h.

 

O Cerbera alterado para receber o V-12 (TopCarRating.com)  TVR SPEED 12, O MONSTRO DA LAGOA NEGRA topcarrating

O Cerbera alterado para receber o V-12 (TopCarRating.com)

 

2005 TVR Cerbera Speed 12 (W112 BHG)  TVR SPEED 12, O MONSTRO DA LAGOA NEGRA 2005 tvr cerbera speed 12 w112 bhg 2

Um outro Cerbera Speed 12, esse o testado pela revista Evo (TVR)

 

1998_tvr_cerbera_speed_12_by_melkorius-d4yesp6  TVR SPEED 12, O MONSTRO DA LAGOA NEGRA 1998 tvr cerbera speed 12 by melkorius d4yesp6

Com pintura imitando alumínio polido na carroceria de compósito de fibra de vidro, em boa companhia (melkorius.com)

Em 2003 foi vendido a um particular, e em maio de 2005 apareceu  na revista Evo,  recebendo grandes elogios pelo desempenho e comportamento dinâmico, mesmo com a potência restrita em 880 bhp (892 cv) . A aceleração de zero a 100 km/h foi conseguida em 3 segundos, para se ter uma idéia, número que agora, por volta de 2010 começaram a aparecer em carros de rua, como 911 Turbo e  Nissan GT-R, entre outros.

Mesmo sobrevivendo no Cerbera Speed Twelve,  o motor de doze cilindros da TVR deveria ter sido perpetuado no  Speed 12, o máximo de monstro que já saiu da empresa de Peter Wheeler.

Estamos pensando positivamente para que voltem a produzir de verdade, apesar de sabermos ser um desafio enorme.

JJ

 

Sobre o Autor

Juvenal Jorge
Editor Associado

Juvenal Jorge, ou JJ, como é chamado, é integrante do AE desde sua criação em 2008 e em 2016 passou a ser Editor Associado. É engenheiro automobilístico formado pela FEI, com mestrado em engenharia automobilística pela USP e pós-graduação em administração de negócios pela ESAN. Atuou como engenheiro e coordenador de projetos em várias empresas multinacionais. No AE é muito conhecido pelas matérias sobre aviões, que também são sua paixão, além de testes de veículos e edição de notícias diárias.

Publicações Relacionadas

  • Davi Reis

    Os carros da TVR são simplesmente a coisa mais brutal que consigo pensar no mundo automobilístico. Como disse o Jeremy Clarkson uma vez, “Todo carro, potencialmente, pode te matar. O TVR parece querer te matar” e também a clássica “às vezes tenho a impressão de que eles vendem o carro sem fazerem todos os testes, e ficam sabendo o que os compradores acham depois que eles acabam morrendo com o carro”. Loucura demais um carro desses.

  • Fabio Vicente

    É uma pena a TVR não conseguir ter produzido mais exemplares do Speed 12. Apesar de perigoso, é um carro fantástico por tudo o que seria capaz de representar. Imagine o potencial de preparação desse motor V12!!
    Me faz lembrar os bons tempos de Gran Turismo. Eu adorava jogar com esse carro no videogame, mesmo sabendo que não iria ganhar nada. Se no GT ele era quase impossível de controlar, imagina esse monstro na vida real!

    • BrunoL

      Não sei até que ponto a simulação é fiel, mas o Speed 12, em todas as versões do Gran Turismo, é um dos mais difíceis de dirigir.

      Largada só em segunda marcha, e só dá para usar todo o curso do acelerador na 5ª, antes disso ele patina feio.

      Para ajudar na tração tinha que soltar bem a traseira, molas, amortecedores e barra estabilizadora, deixando ele bem subesterçante. Com esse acerto dava para fazer tempo junto com os carros de GT1.

    • Lucas dos Santos

      Quando eu jogava Gran Turismo 2 eu odiava a TVR com todas as minhas forças, pois eu não conseguia controlar seus carros!

      O Speed 12 era o único que eu gostava, mas, ainda assim, só para correr na pista de testes, hehehe!

  • Fórmula Finesse

    Leviatã…

  • Marcos Alvarenga

    Não tinha idéia de que eles faziam motores e transmissão, como gente grande. Subiu no meu conceito.

    Tomara que volte com tudo, como aconteceu com a Lamborghini ao ser comprada pelo grupo VW.

    • Juvenal jorge

      Marcos Alvarenga,
      eu estou de dedos cruzados para dar certo o retorno da TVR.

  • Lorenzo Frigerio

    Esses carros são bem legais; você poderia fazer um artigo sobre os carros mais “paisanos” deles, como o Cerbera, o Speed Six e o Griffith, inclusive sobre a quase construção de uma fábrica no Brasil.
    Aproveito também para sugerir um artigo sobre os carros Iso, como o Grifo/Bizzarrini 5300GT e o Lele.

  • RoadV8Runner

    Sempre considerei os carros da TVR intimidadores, com cara de mau, mas o Speed 12 é o máximo nesse quesito… Não conhecia o Speed 12, imaginava que somente os Cerbera V-12 haviam usado esses motores na TVR. Aliás, o motor também é um monstro! Potência restrita em 892 cv… Imagino só o trabalho que dava para usinar todo o bloco a partir de um bloco bruto de aço. Em compensação, a precisão de usinagem era provavelmente incrível.

  • Viajante das orbitais

    Juvenal, a história do Melling é a mais louca que já li. Juntando informações de vários sites, eu sei que ele se formou em engenharia, deus sabe onde, ficou desempregado, trabalhou como policial e levou até surra de uns bandidos. Ele foi em uma corrida do Isle of Man e começou a conversar com um engenheiro japonês, tão bom de papo ele é, que foi para casa com um emprego a missão de fazer seu primeiro motor.Que deu certo e segundo ele teve uma produção de quase 20 mil unidades. Além disso, ele projetou hotéis em vários países, teve uma indústria de roupas na Índia que exportava para o Reino Unido, teve uma empresa de empacotamento e teve uma fábrica de locomotivas com mais de 3 mil funcionários na Índia. Ele vivia muito bem com uma fortuna de 530 milhões de euros quando perdeu tudo por escolher mal quem administrava seus negócios. O Al falido e que antes morava em uma casa de 5 milhões de euros ficou sem casa e se refugiou em um depósito de tranqueiras do jardim de um vizinho por três dias, então ele pediu 23 euros emprestados para comprar uns canetas, pranchetas,etc e foi se oferecer à uma empresa de maquiagem para projetar estojos. Logo logo ele recebeu um convite para projetar um motor de moto no japão e assim ele começou a reconstruir seu império.
    Al já tentou comprar a TVR, além de produzir TVRs, grande do seu interesse era ter os antigos funcionários, de altíssimo nível, que segundo ele, depois do fim da TVR estavam trabalhando como vendedores e consertando ônibus. Ele os desejava para seguir sua empreitada, que existe até hoje de construir o Hellcat, o esportivo de 1200 cavalos que será mais rápido que o Veyron. Esse carro existe e já apareceu andando, mas como tudo a respeito do Al Melling é difícil de se obter informações a respeito. Ele já projetou barcos de corrida e uma moto V8 que chegava a 360 mk/h e algum tempo foi para Portugal, dizem que ele faria uma empresa de carros elétricos, mas não deu certo. Ele comprou um lugar no Autódromo do Algarve e foi visto por lá com o Hellcat.
    Aparentemente hoje ele vive por lá e está fazendo uma autobiografia e um motor para a Harley Davidson.

    O quanto disso é verdade eu não sei, mas tudo foi extraído de diversos sites que eu pesquisei no Google.

  • Bah! Mas o bicho é feio…Embora na ultima foto ficou bem mais bonito…

  • R.

    Gostei do desenho marcante desse TVR.
    Lembra a linha “new edge” dos Focus Mk1 e Ka.

  • Aeroman

    Essa matéria eu li duas vezes com uma l’sgrima no olho hehehe. Obrigado por colocar os TVR nas páginas do Ae, ainda mais o Speed 12.
    Espero que venham mais, esses carros são fantásticos. Que tal uma matéria sobre o Speed 6 e o AJP8?

    • Juvenal jorge

      Aeroman,
      a marca está sempre na minha cabeça, e com tempo, vou escrever mais. E vou pedir ao Hans Jartoft que nos ajude. Ele já visitou a fábrica, há tempos.

  • Leopala

    A fábrica era para ter sido no meu município!

    http://veja.abril.com.br/260898/p_105b.html

    Sou de Farroupilha-RS, e sonhei em trabalhar na TVR quando saiu essa notícia, ajudar a construir os carros do game Test Drive Unlimited, que era o “auge” da época entre a gurizada da escola. Infelizmente ficou no sonho. Mas trabalho numa empresa do mesmo empresário que seria o responsável por essa negociação.

    • Juvenal jorge

      Leopala,
      isso mesmo, e Creighton Brown é casado com uma brasileira (ou era, não sei hoje), falava português e teve a idéia magnifica, que infelizmente não deu certo.

      • Bob Sharp

        Juvenal
        O Creighton morreu em 20 de agosto de 2006: câncer.

    • CorsarioViajante

      Esse TVR no TDU era muito divertido…

  • francisco greche junior

    Caramba me lembro de ser moleque eu jogar com eles o Speed 12 e o Cerbera em um jogo de corrida. Adorei conhecer a história!

  • Juvenal jorge

    Viajante das orbitais,
    você está certo. Não é fácil conseguir informações precisas sobre Melling, pela sua história conturbada. Eu prefiro não entrar em muitos detalhes sobre os profissionais pouco conhecidos por nós aqui no Brasil quando escrevo sobre alguma criação deles, e nesse caso, isso dá um post só sobre ele.

  • Juvenal jorge

    RoadV8Runner,
    o que mais me impressiona é a capacidade de Peter Wheeler em fazer muita coisa da cabeça dele, apoiado por uma equipe incrível.

  • Juvenal jorge

    Lorenzo Frigerio,
    suas sugestões são sempre desafiadoras, vou anotando aqui e fazendo na medida do possível. Para isso, conto com a ajuda do Marco Antonio Oliveira e do Milton Belli. Ambos tem especial apreciação por carros poucos conhecidos, como eu.

  • RoadV8Runner

    Apoiadíssima a idéia!

  • Juvenal jorge

    Bruno L,
    o tempo passa e o jogo GT já tem quase 20 anos…
    Pelas matérias da época em que foi lançado, aprendemos que a equipe da empresa que fez o jogo (não me lembro o nome), dirigiu em pistas todos os carros do jogo. Um trabalho descomunal e demorado.
    Deve ser bem próximo do real, claro, sabendo que o jogo é uma simulação.

    • BrunoL

      O jogo original é antigo, sim, mas a última versão, o GT6 (para PS3), tem pouco mais de um ano e traz avanços importantes, principalmente na simulação de suspensão e pneus.
      E esses caras são mesmo ridiculamente detalhistas. Para ter uma idéia, passaram a simular não apenas as condições climáticas de cada pista, mas o céu (posição das estrelas e horário do poente/nascente) de Nürburgring, por exemplo, do dia em que ocorreu o evento das 24h na vida real. O dono da empresa, inclusive, pilotou um Nissan GT-R nas quatro últimas edições do evento.
      Se tiver tempo e um bom volante/pedais à disposição, é diversão para tarado nenhum pôr defeito.

      • Davi Reis

        Passei muitas boas horas de minha infância me divertindo com o Gran Turismo 2, 3 e 4. Mas em 2006 acabei correndo para o Xbox e não larguei o Forza desde então.. Já jogou ele também? Ando achando até que ele é um melhor simulador que o GT.

        • CorsarioViajante

          Também sou mais da turma do Xbox… Embora jogue mesmo no PC – com controle de Xbox, aliás!

        • BrunoL

          Davi, joguei os últimos Forza no Xbox do meu irmão e gostei bastante. É um pouco mais empolgante por conta dos barulhos de motores, muito melhores que os do GT, ou das derrapagens, que acabam sendo meio exageradas porém fáceis de controlar. Em termos de simulação, no entanto, ainda que o Forza tenha caminhado nesta direção – as primeiras versões eram muito mais “arcade” – acho que ainda falta um pouco pra chegar no GT.

          Na minha opinião, com volante e pedais pouca coisa é mais “simulador” que o GT6. Live for Speed e rFactor, ambos pra PC, são mais realistas, porém não tem nem de longe a mesma disponibilidade de pistas e carros. Tem um novo saindo, chama Project Cars, que parece muito bom também.

  • Era a “besta” do Gran Turismo 2 e 3! “andei” muito nesse carro! Valeu!

    • JJ, chegamos a pilotar juntos no GT! Bons tempos!!! abaço.

      • Juvenal jorge

        Paulo Keller,
        sim, pilotamos mesmo, e eu rodava alucinadamente com esse carro. Um absurdo incontrolável.

        • Eduardo Mrack

          Ainda tenho as specs de suspensão e transmissão anotadas aqui para deixá-lo melhor de chão no jogo. Ele bem acertado é imbatível nos tempos de volta.

  • JJ, dá uma olhada na Car desse mês. Tem uma matéria que é a sua cara sobre a Ariel, que agora além do incrível Atom está fazendo uma moto, a Ace. Abraço.

  • petrafan

    É provavelmente o carro feio mais bonito que existe.

  • petrafan

    Eu quero meu Cerbera!