DSC01167 corr  RENAULT FLUENCE ESTÁ DE CARA NOVA DSC01167 corr

Depois  três anos no mercado brasileiro e 55 mil unidade vendidas, o Renault Fluence ano-modelo 2015 ganha novo visual dianteiro, realizado pelo Renault Design América Latina (RDAL), inaugurado em 2008 em São Paulo, novo motor 2-litros e câmbio CVT, além itens de conforto com o ar-condicionado bi-zona e conjunto multimídia. O estilo frontal segue a linguagem mundial atual da marca, já conhecidas no Logan e Sandero.

São quatro versões: Dynamique manual 6-marchas (R$ 66.890), Dynamique CVT (R$ 71.890, Dynamique CVT Plus (74.890) e Privilège (R$ 82,890).

 

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Um desenho que pode ser chamado de “clássico moderno”

Mesmo no primeiro degrau da escala o Fluence conta com painel digital, o ar-condicionado bi-zona, a chave-cartão introduzida ainda no Mégane em março de 2006, porém presencial agora, inclusive com fechamento do veículo ao se afastar dele, bolsas infláveis frontais e laterais, engates Isofix para bancos infantis, luzes de uso diurno em LEDs e novas rodas de 16 polegadas. Os pneus são 205/60R16V.

 

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Interior elegante e agradável

O Dynamique CVT traz o câmbio X-Tronic de seis marchas com operação manual pela alavanca à disposição.

O Dynamique CVT Plus, versão nova, se diferencia pelo conjunto multimídia R-Link e bancos revestidos de couro.

O Privilège reúne todos os itens de versões anteriores mais teto solar, controle de estabilidade e tração, faróis de xenônio, repetidoras nos espelhos externos, conjunto ótico traseiro com lâmpadas de LED, bolsas infláveis de cortina, câmera de ré com imagem na tela tátil de 7 polegadas do R-Link e rodas de 17 polegadas com pneus 205/55R17V, com estepe  de aço e pneu 205/65R15H.

 

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Painel digital em todas as versões

 

Como anda

Pesando 1.372 kg e com o motor de 140/143 cv (gas./álc.) a 6.000 rpm e 19,9/20,3 m·kgf a 3.750 rpm, o Privilège acelera de 0 a 100 km/h em 10,1/9,9 s e chega a 195 km/h independente do combustível. O câmbio CVT X-Tronic funciona dentro do esperado, embora com um pouco mais de sensação — só sensação — de patinagem que o observado no Sentra com o mesmo câmbio. Num próximo “no uso” vamos pedir o Dynamique manual, um jeito de andar bem diferente é esperado. 

 

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Motor duplo-comando 16V com variador de fase na admissão, elástico e suave

Na relação mais longa do câmbio CVT, 0,394:1, a combinação com o diferencial 6,47:1 resulta na v/1000 de 45 km/h, resultando em 120 km/h a 2.700 rpm, rotação adequada e confortável.

Em autoestrada a 120 km/h reais, ar-condicionado ligado, eu e o amigo Paulo Araújo, do Best Cars, a bordo, o computador de bordo mostrou 11 km/l de gasolina com consistência. O dado oficial Inmetro/PBEV informa 9,1 e 12 km/h cidade/estrada e 6/8,1 km/l com álcool.

As boas qualidades dinâmicas conhecidas continuam, como o rodar confortável e com ótimo comportamento em curva. O controlador de velocidade operado no volante funciona com precisão e há também limitador de velocidade, ambos úteis, como venho dizendo, em tempo de busca de faturamento pelos três níveis de administração com multas ao “loucos” que andam em velocidade acima da lesmeira oficial imposta, inclusive, e principalmente, na cidade.

Como um todo, o Fluence continua muito agradável da andar, banco do motorista e volante (370 mm de diâmetro) são ajustáveis, este nos dois planos, só faltando mesmo a útil faixa degradê no pára-brisa, que não custaria nada. E alterar o comando do limpador de pára-brisa para ter a útil função uma-varrida.

O estilo do Fluence ficou mesmo mais atual, embora eu não tivesse nada contra o anterior, mas deverá agradar ao consumidor. É um verdadeiro sedã médio, dotado de cavernoso porta-malas de 530 litros, sempre um sossego mesmo que não seja usado sempre no limite de capacidade. O tanque de 60 litros é de tamanho adequado.

 

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O Fluence anterior

O conjunto multimídia atende ao que necessita hoje, de Bluetooth ao essencial GPS — embora o Waze venha substituindo com vantagem o útil equipamento —, sendo de fácil utilização. As medidas externas são as mesmas do modelo anterior, o bom entreeixos de 2.700 mm garante espaço traseiro adequado e todos os ocupantes desse banco contam com apoio de cabeça e cinto de três pontos e saída de ar-condicionado.

 

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Sentado “atrás de mim”: espaço adequado

Entre seus concorrentes Corolla, Civic, Sentra, Cruze,  o Fluence está muito bem situado em nível de equipamentos e constitui uma opção interessante para quem está pensando em sair do mundo dos utilitários ou entrar nos médios.

Sua produção é “Mercosul”, ou seja, na fábrica do bairro Santa Isabel, em Córdoba, Argentina. Duas versões existentes antes, o GT, turbo de 180 cv com câmbio manual, lançado há dois anos, e o GT Line CVT,  de maio de 2014,este o de “turbo look” mas sem o sistema de superalimentação — tal como nos Porsche 911 Turbo e Carrera 4S — deixaram de ser oferecidas, lamentavelmente. Seria ótimo que voltassem, principalmente o primeiro, uma versão verdadeiramente brilhante.

BS

 

FICHA TÉCNICA FLUENCE PRIVILÈGE 2015
 
MOTOR4-cil. em linha, bloco e cabeçote de alumínio, transversal, 16V, duplo comando no cabeçote acionado por corrente, flex
Cilindrada1.997 cm³
Diâmetro e curso84 x 94,1 mm
Taxa de compressão10:1
Potência máxima140 cv (G), 143 cv (A) a 6.000 rpm
Torque máximo19,9 m·kgf (G), 20,3 m·kgf (A) a 3.750 rpm
Formação de misturaInjeção eletrônica no duto
TRANSMISSÃO
CâmbioTranseixo dianteiro CVT com seis marchas virtuais
Relações da marchas – automáticoDe 2,349:1 a 0,394:1
Relações da marchas – virtuais1ª 2,50:1; 2ª 1,38:1; 3ª 0,99:1; 4ª 0,75:1; 5ª 0,58:1; 6ª 0,44:1.
Relação de diferencial6,47:1
SUSPENSÃO
DianteiraIndependente, McPherson, braço inferior triangular, mola helicoidal, amortecedores hidráulicos e barra estabilizadora
TraseiraEixo de torção, mola helicoidal, amortecedor hidráulico e barra estabilizadora
DIREÇÃOPinhão e cremalheira, assistência elétrica indexada à velocidade
Voltas entre batentes3,3
Diâmetro mínimo de curva11,1 m
FREIOS
DianteirosA disco ventilado de Ø 280 mm
TraseirosA disco de Ø 260 mm
ControleABS, EBD e auxilio à frenagem
RODAS E PNEUS
RodasAlumínio, 6,5J x 17
Pneus205/55R17V
CARROCERIAMonobloco em aço, sedã 3-volumes, quatro portas, subchassi dianteiro, cinco lugares
CAPACIDADES
Porta-malas530 litros
Tanque de combustível60 litros
PESOS
Em ordem de marcha1.341 kg
Carga útil413 kg
DIMENSÕES
Comprimento4.620 mm
Largura sem espelhos1.810 mm
Altura1.470 mm
Distância entre eixos2.700 mm
DESEMPENHO
Aceleração 0-100 km/h10,1 s (G)/9,9 s (A)
Velocidade máxima195 km/h (G e A)
CONSUMO DE COMBUSTÍVEL INMETRO/PBEV
Cidade9,1 km/l (G), 6 km/l (A)
Estrada12 km/l (G) e 8,1 km/l (A)
CÁLCULOS DE CÂMBIO
v/1000 máxima45 km/h
Rotação a 120 km/h correspondente2.700 rpm
Rotação à vel. máxima em 5ª virtual6.385 rpm
GARANTIA3 anos ou 100.000 km
MANUTENÇÃORevisões e troca de óleo a cada 10.000 km

 

EQUIPAMENTOS NOVO FLUENCE 2015
 DYNAM.DYNAM. CVTDYNAM CVT PLUSPRIVILÈGE
ESTILO
Acabamento cromado no painel de instrumentos
Acabamento cromado no porta-malas
Acabamento cromado nos faróis de neblina
Acabamento cromado nos vidros laterais
Faixas de proteção laterais na cor da carroceria
Grade dianteira com detalhes cromados
Interior na cor cinza claro e detalhes cromados
Interior na cor preta e detalhes cromados
Maçanetas exteriores na cor cromado fosco
Moldura entre os vidros laterais dianteiros e traseiros na cor preto brilhante
Moldura entre os vidros laterais dianteiros e traseiros na cor preto fosco
Ponteira de escapamento oval cromada
Volante de três raios com revestimento em couro
CONFORTO E COMODIDADE
Abertura elétrica independente para tampa do tanque de combustível e do porta–malas
Apoio de braço traseiro com porta-latas
Ar–condicionado digital bi-zona, com saída de ar traseira
Banco do motorista com regulagem de altura
Bancos com revestimento em couro, cinza claro
Bancos com revestimento em couro, cinza escuroOO
Bancos traseiros com encosto e assento rebatível 1/3-2/3
Bancos traseiros com encosto rebatível 1/3-2/3
Câmera de ré
Chave-cartão com comando de fechamento ao se afastar do veículo
Chave-cartão com fechamento das portas e partida do motor por botão pelo reconhecimento do cartão
Computador de bordo multi-funções*
Console central dianteiro com apoio de braço, porta–objetos e porta-latas
Controlador automático de velocidade de cruzeiro e limitador de velocidade
Direção com assistência elétrica indexada à velocididade
Fechamento automático dos vidros e teto solar (se disponível) através do comando de travamento das portas na chave-cartão ou no botão da maçaneta exterior da porta do motorista.
Iluminação externa de localização do veículo com acionamento pela chave-cartão
Indicador de temperatura exterior
Indicador de troca de marcha (câmbio manual somente)
Limpador de pára-brisa com temporizador e cadência variável de controle inteligente
Painel digital
Retrovisores externos com regulagem elétrica
Retrovisores externos com regulagem elétrica e rebatimento
Retrovisores externos na mesma cor da carroceria com repetidoras de setas
Sensor de chuva e acendimento automático dos faróis
Sensor de estacionamento traseiro
Teto solar elétrico com anti-esmagamento
Vidros dianteiros e traseiros elétricos um-toque e anti-esmagamento
Volante com regulagem de altura e distância
SEGURANÇA
Alarme perimétrico
Alerta sonoro de luzes acessas, não afivelamento do cinto de segurança do motorista e de combustível na reserva
Apoios de cabeça dianteiros (2) e traseiro (3) com ajuste de altura
Bloqueio de ignição por transponder
Bolsas infláveis frontais e laterais
Bolsas infláveis laterais e de cortina
Cintos de segurança dianteiros de três pontos com limitador de esforço integrado, pré–tensionador e reguláveis em altura
Cintos de segurança traseiros de três pontos (3)
Controles de estabilidade e tração
Desembaçador do vidro traseiro
Faróis com duplo refletor
Faróis de xenônio com regulagem autom. de altura e lavador
Faróis e luz traseira de neblina
Freios ABS com auxílio à frenagem de emergência e distribuição eletrônica das forças de frenagem
Luzes de uso diurno a LED
Sistema CAR ( travamento automático das portas e do porta–malas a partir de 6 km/h)
ÁUDIO E MULTIMÍDIA
Bluetooth para áudio e telefone
Comando satélite de áudio e celular na coluna de direção
Rádio CD MP3 com conexão USB / iPod e AUX com 4 alto-falantes
R-Link: sistema multimidia   com tela tátil, GPS Integrado, Rádio MP3 “3D Sound by ARKAMYS” com conexão USB / iPod e AUX , 4 alto-falantes e 4 tweeters
TRANSMISSÃO
Câmbio manual de 6 marchas
Câmbio CVT X-Tronic de 6 marchas com trocas seqüenciais
PNEUS E RODAS
Rodas de alumínio aro 16 poegadas – pneus 205/60R16V
Rodas de alumínio aro 17 polegadas – pneus 205/55R17V
     
*(hodômetro total e parcial, parâmetros de viagem com consumo de combustível médio e instantâneo, autonomia, distância percorrida, velocidade média e autonomia até a próxima revisão) 
 

Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

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  • RoadV8Runner

    Vivemos a maldição das versões esportivas relâmpago, pois é só lançarem uma versão mais apimentada, que a tiram de linha algum tempo depois. De que eu me lembre, todas as últimas versões esportivas dos carros nacionais não duraram mais do que dois ou três anos… Essas versões vendem bem menos que as demais (sempre foi e sempre será assim, no mundo inteiro), mas é bom ter opção por um modelo de desempenho superior. Tomara que a Renault repense a estratégia e recoloque a opção esportiva como opção. No mercado de usados, os Fluence GT estão com preços bem interessantes (estou numa dúvida cruel entre Fusion V6 AWD ou Fluence GT como próximo carro…)

    • Luiz_AG

      Quando não mudam reclamam, quando muda rápido reclamam… Aí fica difícil…

      • Lucas dos Santos

        Mas o colega não está reclamando que muda rápido, mas sim que sai de linha rápido, sem substitutos.

        • Marcio Santos

          O Fluence GT foi um erro, com câmbio manual deveria ter suspensão mais baixa e firme além de direção mais direta, assim teria um comportamento mais esportivo.
          Com suspensão alta e macia como foi lançado deveria ter câmbio automático.
          O carro ficou em um limbo, não é’ uma coisa nem outra, e obviamente morreu.

      • RoadV8Runner

        O problema é que agora a versão GT não ficou como estava ou mudou rapidamente, simplesmente não é mais oferecida, simples assim. Aí fica difícil mesmo, muito difícil.
        até as tampas dos fabricantes encherem o peito para dizerem que somos o quinto maior mercado de automóveis do mundo, porém não temos o mesmo leque de opções oferecidos em mercados muito menores que o nosso, sob o pretexto de baixo volume dar prejuízo. Quando o modelo exige grandes mudanças em relação aos demais, concordo que o custo atrapalhe, mas em se tratando de mudanças mínimas (caso do Fluence GT), não é nada que um simples planejamento de produção não resolva (ah… mas daí dá trabalho para fazer… melhor cortar… os poucos consumidores que se virem!)

    • João Carlos
      • Comentarista

        Esse aí já teve que fazer duas revisões mesmo sendo 0. Rsrs, mas para quem quer compensa. Quase 20 paus de desconto!

        • João Carlos

          Não entendo como isso funciona. No caso o carro nunca foi vendido mas já deu o prazo de tempo para duas revisões. Outra coisa é que todo manual de carro tem uma parte só para cuidados a tomar em caso de longa inatividade; pois é melhor para o veículo passar longo tempo andando mesmo que pouco, do que parado de tudo.

      • RoadV8Runner

        João Carlos,
        Não provoque…. rssss!!!

  • Bruno C

    Se tivessem lançado 6 meses antes, estaria na minha garagem no lugar do Civic.

    • Roberto

      Qual versão você se refere? Meu pai tem um fluence comprado a cerca de 1 ano, com câmbio manual de 6 marchas.

  • Marconi Henrique

    “O Dynamique CVT traz o câmbio X-Tronic de seis marchas com operação manual pela alavanca à disposição. Não existe mais o automático epicíclico de quatro marchas.”

    Bob, o Fluence sempre foi oferecido com câmbio automático CVT.

  • Lucas dos Santos

    Quanto ao painel, aí está um velocímetro digital como deve ser: com “dígitos”. Esses velocímetros com “ponteiros virtuais” nunca me agradaram. Ou é digital ou é analógico!

    No entanto, só há uma coisa que eu não gosto nesses velocímetros digitais “de números”: os números mudam com uma frequência muito baixa, “aos saltos”.

    A animação a seguir compara como seria o que eu julgaria o “ideal” (em cima) e como é atualmente (em baixo):

    http://i.imgur.com/uooKQ5B.gif

    • Guilherme Keimi Goto

      Essa taxa de atualização muito alta é estressante para a visão após vários minutos dirigindo. Tanto que ela costuma ser visível só sob frenagem

      • Lucas dos Santos

        Interessante. Sempre achei essa atualização “em tempo real”, mais agradável, por passar uma sensação de progressividade. Não sabia que se tornava cansativo com o tempo.

        Nunca dirigi um veículo com velocímetro digital, mas ver esses números mudando em incrementos altos sempre me incomoda. Dá impressão que a precisão é menor.

        • Fernando

          Eu cheguei a dirigir os bons Kadett GS e GSi, acabava sentindo até um alívio ao ver os painéis com ponteiro, além de visualmente achar melhor, essa instantaneidade é algo mais direto.

          Tanto é importante isso, que o conta-giros é em uma barra progressiva para não ser algo variando muito em leitura menos prática. Acabaram fazendo o digital imitar um ponteiro só que em forma de barra, foi uma solução prática.

    • Fernando

      Também sempre notei este delay desde os Monza Classic e Kadett GSi e nunca me agradaram em parte por isso.

      Talvez se com a tecnologia atual fizessem um plano de refresh mais rápido do velocímetro de acordo com o curso do acelerador (pisando mais no acelerador a taxa ser mais alta para facilitar a leitura, e mais lento conforme menor abertura do acelerador) creio que esse desconforto melhorasse.

    • ccn1410

      É isso aí Lucas.
      Ou é ou não é!

    • RoadV8Runner

      Lucas,
      O problema de atualização “em tempo real” é que qualquer mínima variação de velocidade seria registrada pelo velocímetro, visto que humanamente é impossível manter-se uma velocidade exata. Na prática, o resultado seria um mostrador variando praticamente o tempo todo que, conforme o Guilherme comentou, é estressante após algum tempo (bastam alguns minutos com variação rápida demais para causar desconforto). Digo isso por experiência própria, pois na empresa onde trabalho existem diversos mostradores digitais nos equipamentos. Se a taxa de atualização é muito rápida, além de cansativo, fica impossível ler o valor real de cada parâmetro, tem-se sempre uma leitura aproximada (você escolhe, por exemplo, 105 para valor ideal – setpoint, mas na prática a leitura fica entre 100 e 110).
      Por esse motivo é que prefiro mostradores analógicos nos painéis dos veículos, pois as mínimas variações do ponteiro não são percebidas pelos nossos olhos, sendo mais prático (para mim) ler a velocidade ou rotação do motor, principalmente quando é sabido que, em geral, o velocímetro tem um pequeno erro para menos.
      Abraço!

    • Luke

      No meu Civic os números digitais mudam de forma muito progressiva e precisa. Não tenho nada do que reclamar! Aliás funciona tão bem que acho que será muito difícil eu me adaptar novamente a um velocímetro de ponteiro.

    • Ricardo Gadelha

      Acho que esse problema é recorrente nessa nova linha Chevrolet: peguei carona no Onix de um amigo e o velocímetro digital se comportava exatamente como a escala de baixo da animação.

      • Lucas dos Santos

        Aparentemente isso ocorre em todos os veículos equipados com velocímetro digital, independentemente de quem seja o fabricante.

        Os colegas aqui já deram algumas boas explicações para o velocímetro se comportar dessa maneira, das quais eu não tenho como discordar. Por essa razão eu continuo preferindo o bom e velho ponteiro (mas tem que ser ponteiro de verdade, hehehe!).

  • Rodrigo Mendes

    Mas o Fluence nunca teve caixa de 4 marchas. Só o Megane.

  • Rafael Kleber

    Neste caso o problema não foi mudar, mas sim tirar o GT da linha, diferente do Focus que mudará muito rápido. Em meio a tudo isto parabéns para Fiat por manter Bravo e Punto t-jet, especialmente o primeiro vende bem pouco, lembrando que o Linea da mesma família t-jet já foi sepultado a tempos, infelizmente.

    • Antônio do Sul

      Concordo. O Fluence GT era um sedã esportivo que atingia um nicho de mercado que está ficando órfão: o do consumidor que quer um carro com bom desempenho e com câmbio manual.

  • Bob Sharp

    Marconi
    É evidente! Curto-circuito com Corolla na cabeça…Suprimida a frase e obrigado pelo toque.

  • Mineirim

    Bob,
    Belíssimo carro. Sempre gostei dele, apesar de preferir os hatches. Só não gosto dos comandos de ar e rádio no painel central. Lembram aqueles controles de TVs antigas, Telefunken! Além de tudo, ficam lá embaixo, meio distantes do motorista.
    Só duas dúvidas:
    – o teto solar ainda é oferecido?
    – o espaço no banco traseiro não é meio acanhado? Na foto dá essa impressão.

    • Bob Sharp

      Mineirim
      O Privilège tem teto solar, faltou mencionar (acrescentei); o que dirigi tinha. Na lista de equipamentos colocada depois, consta. O espaço no banco traseiro é apenas adequado, como está no texto e na legenda da foto.

  • Robertom

    E o Turbo ?

  • petrafan

    Bob, o motor é novo mesmo? o que mudou?

  • Ozzy Renato P. Almeida Neto

    E tem gente pagando mais de 70 mil em Honda City. Vai entender….

  • João Guilherme Tuhu

    Adoro este Fluence Samsung. Acho que poderia ter uma versão hatch, e uma mais baratinha, com o 1.6 Nissan no cofre. Está na lista de desejos… Mas só com transmissão manual. CVT nem com reza forte.

    • petrafan

      Tenho um CVT e não quero outra coisa da vida.
      Abcs.

      • Welyton F. Cividini

        Tenho uma curiosidade, você o usa de “modo esportivo” (com aceleração máxima),quando acelerado tudo e o câmbio deixa rotação constantemente alta (6.000 rpm) chega a incomodar? Desde já aguardo resposta.

  • Bob Sharp

    petrafan
    Disseram no dia que o motor agora é Nissan, bloco de alumínio, acionamento dos comandos por corrente, variador de fase na admissão.

    • Comentarista

      Mas o powertrain do Fluence sempre foi o mesmo do Sentra. Como no Sentra novo o motor foi melhorado, ele tbm deve ter sido considerado no Fluence, por isso falaram que é novo.

      • cesar

        Bob,
        Tenho um Fluence CVT e o motor é de origem Nissan o mesmo utilizado no Sentra. Pela imagem do cofre do motor, me parece que não houve alterações em relação ao motor antigo, uma vez que o novo motor do Sentra não utiliza mais o tanquinho de abastecimento para partida com alcool.

        • Ilbirs

          Se estou certo, em matéria de conjunto motriz, a diferença que há entre o Fluence é o Sentra só está mesmo na transmissão, uma vez que o último usa a nova geração de CVT da Nissan, que usa relação final de 7:1.

    • petrafan

      mas Bob, o motor do Fluence sempre foi Nissan. e, salvo engano da minha parte, ele tem variador de fase na admissão e no escapamento.

  • Antônio do Sul

    Bob, quanto à falta do degradê, eu acho que uma faixa de 10 ou 15 cm de “saco de lixo”, colada na parte superior do pára-brisa, resolveria o problema. Claro que, num carro do nível do Fluence, a ausência desse item é uma economia injustificável, mas, como há uma grande distância entre o que deveria ser e o que é, “improvisa-se”.
    Há alguns meses, vi, acho que na Quatro Rodas, uma projeção de uma versão hatch do Fluence. Esta idéia ainda estaria de pé ou o lançamento da picape derivada do Duster o tirou da lista de prioridades?

  • Lucas dos Santos

    Bob,

    Me chamaram a atenção essas “marchas” longas – apenas as “duas primeiras” com relação superior a 1:1 – aliadas a um diferencial relativamente curto, algo não muito comum (ao menos para mim).

    Quais são as vantagens – e possíveis desvantagens – dessa configuração? O Dynamique manual é assim também?

  • Robinson Garcia

    Gostei bastante dos bancos claros e dos pneus série 60. Meu carro possui pneus originais com perfil 50 e não são nada confortáveis.

  • Bob Sharp

    Lucas
    O que importa é a relação final (marcha x diferencial). Nesse caso do CVT certamente é questão construtiva, os diâmetros da polias variáveis exigirem essas relações fora do habitual. No Dynamique manual tudo é “normal”: 3,72 – 2,10 – 1,45 – 1,11 – 0,91 – 0,76 e diferencial 4,31. v/1000 em 6ª 36,5 km/h, 120 km/h a 3.300 rpm, velocidade máxima a 6.400 rpm em 5ª. Perfeito.

    • Lucas dos Santos

      Ah, sim. Imaginei que fosse algo inerente ao CVT mesmo.
      Como o diferencial curto compensa as “marchas” longas, daí a minha dúvida. Grato por esclarecê-la.

  • Bob Sharp

    petrafan
    Foi informado diferente. De qualquer maneira é mero detalhe, dentro dessas alianças e globalização tudo é possível. A variação informada é admissão apenas.

    • Marcio Santos

      O Fluence foi lançado com motor Nissan desde o início, e o mesmo motor do Sentra, variável na admissão e no escapamento.

  • Mineirim

    O problema da faixa adesiva (filme) é que poderia interferir no sensor crepuscular e no sensor de chuva. Normalmente esses sensores são instalados junto ao retrovisor central. Essa faixa “aftermarket” poderia interferir na calibração original.

    • Antônio do Sul

      Realmente, mas é um problema contornável. O carro do meu pai, um Focus Sedan da 2ª geração, veio sem o degradê e, então, o primeiro dono adotou essa solução, e não notamos essa interferência em ambos os sensores em razão de haver, no próprio pára-brisa, ao redor da área do retrovisor, uma serigrafia (aqueles detalhes em preto que normalmente há nas bordas dos vidros) que os isola e que não foi alcançada pela película.

  • ccn1410

    Tá bom, até posso ser encrenqueiro e teimoso, mas detestei essa mistura analógico/digital do painel. Ou é um ou é o outro. Porque também não fizeram o conta giros digital?
    Da mesma forma que não aceito o painel do Etios, esse do Fluence também é motivo para não comprá-lo, a não ser que eu tape o conta-giros com alguma coisa. Quem sabe uma figurinha do Mickey Mouse.
    Muitos podem dizer que é pouco, mas existem coisas que não gosto e não quero, embora aceite algumas coisas que não goste.

    Externamente, em minha opinião, é o mais bonito dos sedãs médios.

    • Lucas dos Santos

      Pelo menos o conta-giros usa ponteiro de verdade.

      Pior é quando o fabricante se dá ao trabalho de colocar uma tela ali para exibir um… mostrador analógico. Não faz o menor sentido isso.

      • Luiz

        Não é bem assim, nos BMWs e nos Lamborghinis você usa a tela para por exemplo, enfatizar o conta-giros em uma situação onde velocidade não é tão importante, como em uma corrida, e pode enfatizar o velocímetro quando está andando na cidade…. fora que as telas permitem ter o passo a passo do GPS bem ali, entre muitos outros benefícios

  • João Guilherme Tuhu

    Ainda bem. A diversidade é a chave da humanidade… Abs

    • Felipe Barbosa Alves

      João na Argentina eles vendem o Megane III hatch (2.0 e RS) Só o Fluence vem equipado com o 1.6 (K4M) Aqui no Brasil é possível encontrar essa versão “basica” do Fluence na frota usada por funcionários da Renault BR, inclusive já vi um deles a venda uma vez.

      • João Guilherme Tuhu

        Pois é Felipe, a Renault está comendo mosca. Se viesse a uns 60 cubanos, ia sair igual pão quente.

  • Comentarista

    O certo é a css fazer as devidas trocas e vender normalmente. Mas duvido que façam isto.

  • Antônio do Sul

    Na Argentina, acho que existe uma versão com motor 1.6 com cabeçote de 16 válvulas.

  • Deckard

    Versão hatch do Fluence seria o Mégane hatch III europeu.

    • Antônio do Sul

      Pela projeção que vi, esse hatch seria igual ao Fluence até as portas traseiras, mudando somente a partir da coluna C. Como seria produzido na Argentina, a idéia, para reduzir custos, seria compartilhar o máximo possível de componentes com a versão sedan. Acho que até o entre-eixos seria o mesmo.

  • Roberto

    Esse delay nos velocímetros digitais particularmente não me incomoda. Acho que só não pode ser como é no QQ, onde mesmo após o carro parar, o velocímetro continua marcando uma velocidade maior que zero por uns 2 segundos.

  • Ilbirs

    OFF-TOPIC: viram que finalmente a Michelin lançou um Tweel de série? Sim, finalmente temos algo disponível ao consumidor comum que dispensa ar e manutenção. O problema é que por ora só está disponível para pequenas escavadeiras e cortadores de grama, mas já é um avanço:

    Iremos nos perguntar em quanto tempo vamos ter algo disponível para automóveis, ainda mais que existe o problema de não ser algo intercambiável (como são os pneus normais, em que você pode trocar de marca conforme o ciclo de vida), bem como a questão de não haver variação de desenho possível, uma vez que o Tweel é roda e pneu conjugado.
    Porém, já dá para ver as qualidades do dispositivo, como o padrão de amortecimento, ainda mais que estamos falando de veículos sem suspensão e cuja absorção de impactos depende do pneu em si. E, pelo que se vê, não há rebote do pneu, uma vez que não há ar sacolejando em seu interior. Logo, dá para imaginar esse mesmo bom efeito em automóveis, com a vantagem de se somar à absorção já existente de molas e amortecedores. Aliás, considerando que suspensões mudaram com a passagem de pneus diagonais para radiais, seria de se imaginar mudanças nesse quesito também para uma transição para pneus sem ar. Talvez até desse para montar amortecedores e molas mais duros sem problema, devido à propriedade que estamos vendo desse sistema.

    Gostei também da vantagem em tração, algo importante a se considerar especialmente pelo fato de a maioria dos carros atuais ter tração dianteira, que sofre em ladeiras escorregadias. Benefícios ainda maiores teriam os carros de tração traseira e integral, sendo que neste último caso podemos inclusive esperar que jipeiros olhem com carinho para essa solução. Também dá para imaginar a possibilidade de se conseguir melhor desempenho geral com motores menos potentes que os atuais (aqui estou pensando em algo como o trabalho que a Nissan fez com o GT-R, em que, mais do que se preocupar com a potência do motor, preocuparam-se em como transmitir essa potência para o solo). Também podemos imaginar vantagens em massa não-suspensa, consumo de combustível e outros detalhes.
    Seria agora questão de a Michelin imaginar algo que pudesse ser montado em rodas convencionais, até porque haveria fila na porta da firma francesa de gente querendo um sistema desses, ainda mais considerando que daria para sossegadamente prescindir-se do estepe sem as desvantagens dos pneus run-flat que conhecemos (ombros duros, durabilidade baixa, descartáveis após um furo, preço alto). Talvez para os carros comuns o negócio seja mais mesmo o Airless:

    http://www.automania.be/files/Image/MICHELIN/%20MICHELIN%20Story/23-MICHELIN%20Airless%20board%20-%202005.jpg

    Fico também com a impressão de que pneus sem ar também permitiriam que deixasse de ser problema os atuais perfis ultrabaixos que vemos na maioria dos carros disponíveis ao público mesmo aqui no Brasil, uma vez que haveria algo sólido no espaço em que normalmente haveria ar e esse algo sólido é suficientemente elástico para não fazer o impacto chegar a sólidos duros como rodas, especialmente se de liga leve. Logo, pode ser que passássemos a chamar de tapete muitas das ruas esburacadas que conhecemos por aí, tanto pela capacidade de absorção superior quanto pelo fato de o sistema ser pensado para não gerar tanto danos à superfície.

  • Bob Sharp

    Antonio do Sul
    É claro que aplicar uma faixa de película escurecedora resolve, mas aí não se tem justamente o efeito degradê, a transição suave do escurecido para o não escurecido. É um pouco estranho e até incômodo.

    • CorsarioViajante

      Fora que fica muito feio, uma barra escura no topo do vidro. Pior ainda quando colocam espelhada.

  • Bob Sharp

    Welyton
    Incomoda tanto quanto levar o motor ao fim de giro tendo câmbio manual, ou seja, não incomoda.

  • Bob Sharp

    Marcio Santos
    Acho que você não o dirigiu, para afirmar que o lançamento foi um erro. Está falando em tese, e errada. É um carro para quem quer um sedã médio rápido e de câmbio manual, com a potência e a pegada dos motores turbo. Não tem nada de objetivo “esportivo”. O mercado brasileiro é que se deturpou, em que carro desse porte tem de ser automático, que câmbio manual é coisa de pobre.

    • João Guilherme Tuhu

      É mesmo, Bob, o povo agora acha que câmbio manual é coisa de pobre…

  • DPSF

    Para Plano de Táxi (pessoa jurídica também) eles vendem o Fluence com motor 1.6… já vi um panfleto com essa opção e sobre os descontos que eram oferecidos para os taxistas.

  • Bob, você poderia fazer mais vídeos no estilo Harry Metcalfe, carros antigos, novos, você conhece, viveu a história, seria legal passar isso adiante para nós!

  • Lucas dos Santos

    Não sou contra as telas substituindo os instrumentos do painel. Só não curto esse negócio de usar uma tela para exibir um mostrador analógico.

    Com mostradores digitais – isto é, números e barras no lugar de ponteiros –, o espaço na tela poderia ser melhor aproveitado.

  • Wagner Bonfim

    Bob, há alguma razão para o Fluence/Sentra terem um consumo maior com o CVT? Pelo PBE o manual é mais econômico. Acreditava que este último sempre apresentaria um melhor consumo.

  • Fabricio

    Excelente sedã médio. Para mim ele só perde na briga Privilège vs.C4 Lounge THP!

  • Luke

    Melhorou muito o visual bem onde mais precisava: a dianteira, que no modelo anterior era deveras sem graça e até um pouco estranha. Porém, se a Renault quiser mesmo se destacar nesse concorridíssimo segmento de mercado, ela deve trazer de volta o motor turbo de 180 cv mas desta vez acoplado a uma opção de câmbio automático e não apenas manual. Seria uma aposta que a maior parte da concorrência não conseguiria cobrir!

  • Carlos

    Finalmente tiraram essa cara de soldado imperial.

    • Los Medrados

      Boa!!

    • Didi

      Cuma?

  • petrafan

    Só uso o “modo esportivo” em situações onde vou ficar em velocidade constante por algum tempo. exemplo: Bandeirantes, Marginal Pinheiros etc. Fico em 6ª marcha e reduzo para 5ª quando necessário.