RS122  RELATO DE UM MULTADO POR "EXCESSO" DE VELOCIDADE RS122

Rodovia RS-122 (foto gaucha.clirbs.com.br)

Como a maioria de vocês, leitores do AUTOentusiastas e de outros meios, sou um profundo admirador da máquina do século 20, o automóvel. É natural, portanto, que eu sempre me sinta incentivado a conviver intimamente com os carros, se não profissionalmente, ao menos como companheiro tanto de demandas pragmáticas quanto de devaneios lúdicos (o dirigir por dirigir).

Mas viver harmonicamente com os carros parece cada vez mais difícil atualmente; e em grande parte, isso é causado pelas entidades ditas “reguladoras” do bom andamento do trânsito desta imensa nação.

Preciso fazer essa pequena introdução para comentar algumas coisas sobre o que me motivou, a escrever um e-mail indignado para o Bob ontem, dia 30/10 – agora, com a poeira baixando um pouco, fica mais claro escrever e teorizar um pouco mais.

Bem, eu levei uma multa de excesso de velocidade —”Grande novidade!”, diriam alguns — mas eu insisto que uma anônima e aparentemente insignificante infração é o reflexo mais fiel de um aparato arrecadador digno da polícia nazista, quando estes corriam atrás de judeus.

Vamos ao caso:

Estava eu me deslocando para Porto Alegre, para fazer um favor a alguns parentes, guiando despreocupadamente um utilitário Kombi, carro relativamente modesto em desempenho, mesmo propulsionado pelo bom 1.400-cm³ do Fox de exportação.

A estrada é a RS-122, duas faixas que vão, duas faixas que vêm, canteiro central — asfalto em ótimas condições na maioria do trecho. A estrada é regulamentada pelos famigerados e obsoletos 80 km/h, por si só um absurdo dadas as condições da via, que comportaria 100/110 km/h com sobras.

Bem, eu consegui levar uma multa ao ser pego (o delinqüente…) a 88 km/h reais, o que, subtraída a tolerância legal estabelecida pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), órgão vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), de 7 km/h para velocidades até 100 km/h, resultou em 81 km/h, ultrapassando em 1 km/h a (grande) velocidade máxima permitida.

Até aí tudo bem…”Vacilaste, meu chapa! Assume que tu não és um piloto automático (cruise control) tão bom assim…” Mas a questão é mais profunda do que isso, mais do que os 4 pontos debitados na CNH ou em relação aos R$ 85,13 de multa, correspondentes a infração média.

Vamos às condições do local da infração:

  • Descida curta para média, de gradiente bem pequena, precedendo uma curva de raio longo para a esquerda — curva quem em tempos mais felizes (sem tanta sede por arrecadação) tinha sua velocidade natural especulada para ao menos 110/120 km/h indicados, sem nenhum problema. Podia ser cortada da faixa da direita até o apex (sem carros do lado, claro) de forma fluida, suave e macia, sem perder nada daquela velocidade totalmente coerente com a via. Era virar o volante alguns graus e pronto, não havia cruzamento, trevo, divisão do canteiro…era pouco mais que uma “reta curva” que poderia ser tomada a mais de 160 km/h se alguém quisesse andar rápido de verdade. Sua entrada e saída, margeada por largo acostamento, têm excelente visibilidade, não existe nada que — como no resto da via – justificasse os jurássicos 80 km/h.

  • Onde o guarda estava posicionado: um pirulito para quem acertar essa! O “agente da lei” estava lá onde vocês estão pensando, sim: no final da descida, do lado externo da curva (para ficar “escondido”, pois se olha para o lado interno da curva, certo?), mirando o secador de cabelo para todos os “delinqüentes” em potencial. O detalhe é que esse trecho de rodovia ganhou vários “pardais” (radares fixos de velocidade), somando-se aos que já existiam. No total, são 8 pardais nesse sentido interior–capital, e quase o mesmo número na volta. Tudo isso em 60 ou 70 quilômetros.

 O “puliça” me multou depois de eu ter percorrido 1.500 metros após um radar, e a apenas 800 metros de um novo pardal….ou seja, qual é a deles? Que tipo de reeducação é essa? Eu andava a 90 km/h indicados na Kombi, contando com o providencial erro do velocímetro para não ter nenhum problema, imaginando também a tolerância permitida. Mas cheguei à descida, e eu, apesar de despreocupado e com tempo de sobra, mantive o pé na mesma posição, ganhando cerca de 2 a 3 km/h nesse processo — malgrado a má aerodinâmica da van — e onde estava o “puliça”?

Sim, repito, lá embaixo, no único ponto onde você pode ganhar 1 ou 2 km/h. Se isso não é má-fé, não sei mais o que é. Fosse na proximidade ou na frente de um cruzamento, curva fechada, via mal pavimentada…vá lá! Mas não, era apenas a oportunidade perfeita para pegar os incautos. Baita maldade, sanha arrecadadora pura e simples.

Estamos chegando ao tempo de ter de frear em todas as descidas, de manter o ponteiro estabilizado nos oitenta mesmo na melhor das estradas, de ter a certeza que a polícia rodoviária estará sempre ali, de tocaia que nem um bandido, para te puxar uma graninha do bolso, posicionados nos lugares onde tu vais “errar”, seja em descida, ou até mesmo em subidas com terceira faixa para veículos pesados — no momento que tu puxares uma terceira para passar a fila de caminhões, e passar dos 80…a polícia vai estar lá, vigilante, para te aplicar uma multa em plena subida. O importante não é realizar a manobra de forma segura e rápida, é ser encarado como uma “ameaça das estradas”.

Meu respeito pela polícia rodoviária acabou de vez. Quando eles poderiam agir fiscalizando de verdade (em movimento) as estradas saturadas de fluxo, coibindo esquerdistas que provocam enormes gargalos, verificando visualmente veículos em mau estado de conservação, analisando comportamento estranho de motoristas causado por embriaguez ou uso de drogas, isso eles não fazem. Mas quando precisam estrangular vias de entrada e saída das grandes cidades com blitze e afunilamentos de pista sem sentido, isso eles executam com perfeição.

Estamos mesmo bem mal servidos, para não usar um termo chulo em respeito aos leitores e ao AUTOentusiastas.

“Mr. Fórmula Finesse”

Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

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  • Mineirim

    É assim mesmo, Finesse. Uns meses atrás fui multado por estar a mais de 60 km/h na Fernão Dias, indo para São Paulo. Com a ajuda dos leitores do Ae, descobri que era um radar móvel num posto da PRF. As placas marcam 110 km/h para veículos leves, mas em frente ao posto eles apontaram o radar depois que eu tinha passado e multaram. Nem sei se vale a pena recorrer…

    • Se você tiver os argumentos corretos, então vale! Recomendo a leitura da seção “Regulamentação de Velocidade”, item 5.2, anexo da resolução nº 180/2005 do Contran: http://www.denatran.gov.br/download/Resolucoes/res_180.htm

      Dica: Se não há placas reduzindo o limite para 60 km/h, e, mesmo havendo, se elas não estiverem afixadas conforme a resolução, você pode recorrer baseando-se no art. 90 do CTB: “Não serão aplicadas as sanções previstas neste Código por inobservância à sinalização quando esta for insuficiente ou incorreta.”

  • Reynaldo

    Pois é, gaúcho, e pensar que a PRF já foi a elite das polícias. Também já tive um dia, respeito e admiração pela classe!

  • Nhego

    Finesse, esta é a essência da nossa PRF, que desvirtuou totalmente sua função focando em tão somente os maníacos da velocidade. O pior, o concurso para polícia federal é para pessoas realmente qualificadas, com terceiro grau creio eu. Estas pessoas quando entram na instituição esquecem toda a inteligência e partem a caça dos animais da velocidade.
    Sobre estar generalizando, não sei não, pois vemos este comportamento em quase todos os postos da PRF…Metas?

  • Luciano Gonzalez

    E eu que tomei duas multas no mesmo dia em São Bernardo do Campo… uma a incríveis 48 km/h e outra a pornográficos 49 km/h… isso educa quem?
    Isso é uma vergonha, uma verdadeira fábrica de dinheiro. .quase chorei de raiva.
    Nunca me envolvi em um acidente grave, sempre estou com meus carros rigorosamente em dia, sempre paguei meus impostos e recebo um presente desses.
    Agora o pessoal que anda de pneus carecas, documentação irregular, entre outros, continuam andando impunes e felizes…
    Vou reclamar para quem, para o papa?

  • Ricardo

    Está na hora de acabar com esses famigerados “80 km/h”. Os carros atuais permitem você andar mais com mais segurança que antigamente. Em pista dupla, então, 80 é uma aberração!

  • Antônio do Sul

    Mr. Fórmula Finesse:
    Já andei muito por essa rodovia, entre os anos de 2003 e 2007. Antigamente, até 2006, quando o Contran editou uma resolução sobre controle de velocidade que foi substituída posteriormente por outra, acho que de 2011, a fiscalização de velocidade, nessa rodovia, funcionava assim: primeiro, havia uma placa dizendo “Fiscalização eletrônica de velocidade nos próximos x quilômetros – Pardais”. Depois, quando se chegava mais próximo do radar, outra placa, dizendo “Fiscalização Eletrônica a x metros – Pardais”. Resultado: reduzia-se a velocidade nos pontos críticos, reduziam-se os acidentes e não era preciso o estado meter a mão no bolso do motorista.
    Numa coluna da Quatro Rodas, há mais ou menos uns dez anos, lembro-me de o Bob ter feito um comentário sobre uma viagem que fez, de carro, entre Porto Alegre e Passo Fundo, elogiando as rodovias estaduais e a sinalização dos equipamentos de fiscalização. Pena que a crise financeira da fazenda estadual prevaleça sobre o que é razoável e que tudo isso tenha se perdido.

    • Fórmula Finesse

      De fato; hoje me apavoro em cruzar o Estado; o que era prazer nas viagens longas (ex: Rivera); agora assume tons preocupantes – que tipo de sanha monetária se esconderá na vastidão do Pampa Gaúcho…nas belas estradas e retas intermináveis que cortam a região Sudoeste?

  • Wagner Oliveira

    Infelizmente este tipo de ação está virando rotina em São Paulo, especialmente nas rodovias estaduais, o que tem implicado na total perda do prazer de dirigir. Fiz uma viagem de mais de 2.500 km e gastei tanta energia tomando cuidado para não ser multado (roubado) que não curti o passeio. Não se pode dirigir de forma normal, na velocidade natural da via. Após a duplicação da rodovia Tamoios no trecho de planalto a velocidade continua em 80 km/h, ou seja, não adiantou nada gastar tanto dinheiro público se o tempo de viagem terá que ser o mesmo que era antes da obra. O Rodoanel tem sua velocidade fixada em 100 km/h somente para multar os motoristas, pois a velocidade natural seria de pelo menos 120 km/h.
    Vivemos tempos ruins, temo que as velocidades sejam cada vez mais reduzidas visando única e exclusivamente aumentar a arrecadação com as multas aplicadas.

    • CorsarioViajante

      É isso que falo. Fui ao Guarujá outro dia, e fizeram um monte de obras, viadutos, pontes, para fazer o trânsito fluir, e daí colocam limite de… 60 km/h! Então para que fazer as obras?

      • RoadV8Runner

        Exatamente. Para que gastar neurônios para projetar a nova pista da Imigrantes, de forma a se manter 100 km/h naturalmente, se a idéia era usar o limite ridículo de 80 km/h?!!!

        • CorsarioViajante

          RoadV8Runner, é ainda pior, são outras obras depois do túnel, na região de Cubatão, onde tinham vários gargalos… E botam 60 km/h.

  • Arruda

    A fúria arrecadatória está tomando proporções assustadoras.
    Aqui no trecho da Régis Bittencourt entre Embu e Itapecerica da Serra colocaram um pardal (ou lombada eletrônica, já que este é daqueles que informa a velocidade que se passa) num trecho de 100 km/h.

    Algumas semanas depois de instalado simplesmente baixaram a velocidade no local para 80 km/h, provavelmente a arrecadação não atingiu as metas. Não precisa nem dizer que a maioria passa a 55/60 km/h criando gargalos no fluxo. É uma BR com duas faixas, pista dupla, trecho reto.

    Depois do pardal a máxima volta para 100 km/h, condizente com a velocidade natural da via mas… esses 100 por hora valem só por uns 500 metros, logo em seguida a velocidade cai para 60km/h, com um, adivinhem, pardal bem depois da placa.

    Me digam se não criam a situações propositalmente para induzir as pegadinhas.

  • Mr. Car

    Finesse, já tomei uma multa idiota por “excesso” de velocidade, onde o local (praticamente um deserto, embora no perímetro urbano de Brasília-DF) permitia 60 km/h, e fui pego por 1 km/h acima do limite. A outra foi na rodovia Anhangüera, se não me engano, mas esta foi em um grande declive, e vacilei, me distrai, e fui pego no seu final a 130 km/h, onde o limite era 100 km/h. De qualquer modo, foi naquele esquema: guarda escondido atrás de um arbusto no fim de um declive, e as ótimas condições da rodovia e do tempo (dia claro, sem neblina ou chuva) permitiam folgado uma velocidade natural bem acima do limite permitido para o trecho. Rodar nas grandes cidades já se tornou um inferno, e rodar nas estradas está indo para o mesmo caminho. Em tempo: por mim você poderia ter deixado o politicamente correto “mal servidos” de lado, e usado o termo chulo que você queria usar, he, he! Afinal, como dizia o grande Mark Twain, “Em certas circunstâncias, um palavrão provoca um alívio inatingível até pela oração”.
    Abraço.

    • Fórmula Finesse

      O Bob segurou as pontas; meu email para ele estava repleto de elogios à corja (ops…aos profissionais-educadores das estradas!!)

  • CorsarioViajante

    Mr., vire logo um robô, é isso que querem.
    Eu me sinto um idiota, uma anta, um tapado, andando sempre no limite da via. Mas deve fazer uns cinco anos que não levo multa. Infelizmente é assim, e não só por causa da “puliça” ou do governo, mas pelo grosso da população, que não pensa e acha mesmo que acima de 80km/h a morte é inevitável. São os mesmos que acham que acima de 4.000 giros o motor vai explodir.

    • Fórmula Finesse

      Não é mole!!!!! Vão acabar com a arte da direção fluida…vamos guiar tensos, coibidos pelo tarifário punitivo.

      • CorsarioViajante

        Vamos não, já guiamos tensos. Olho mais o velocímetro do que a pista, e fica-se irritado por ficar retendo passo.
        O que eu agradeço todo dia é ter controle de cruzeiro no carro. Regulo para o máximo da pista e pronto. Ficar controlando no pedal é mais tenso porque você tende a se ajustar à velocidade natural e, consequentemente, ser multado. Algo está errado quando é melhor agir como uma máquina incapaz de pensar.

    • CCN-1410

      E não explode Corsário?
      Hehehehehehehehehehehe…

      • CorsarioViajante

        Controle de cruzeiro ajuda nestas horas! rs

  • ccn1410

    Depois de escrever uns 10 comentários e apagar, confesso que desisto!

  • AlexandreZamariolli

    Não tenha dúvida: é de propósito.

    A cidade de Marília, no interior paulista, é contornada por um anel viário cujo limite, até pouco tempo atrás, era de 80 km/h na zona urbana. Esse valor já era questionável, por se tratar de uma rodovia com pista dupla nos dois sentidos e mureta divisória ao longo de toda sua extensão, tornando praticamente impossível que algum pedestre a cruze para chegar ao outro lado.

    Pois bem. Recentemente, essa perimetral foi reasfaltada… e o limite baixou para 60 km/h, devidamente fiscalizado (?) por um bando de pardais.

    Dúvida: se o perfil topográfico da rodovia permitia rodar a 80 km/h antes do recapeamento, por que não manter o limite, ou mesmo elevá-lo, agora que o asfalto está bom?
    Resposta nos cofres públicos…

  • Eduardo Pruvinelli da Silva

    Aqui em Porto Alegre é comum os “smurfs” da EPTC (Empresa Pública de Transporte e Circulação) estarem com radares móveis em subidas de perimetrais com 3 faixas e coisa do tipo. Esses tempos era UMA HORA DA MADRUGADA e eles estavam com a pistolinha na descida de um viaduto apenas para pegarem aqueles que “erram”. Lamentável.

    • Roberto

      Infelizmente, enquanto isso, o pessoal que se “arrasta” na esquerda nas avenidas de Porto Alegre continua imune as multas.

      Ontem por exemplo, na hora de voltar para casa em uma das avenidas de Porto Alegre (Protásio Alves), eu peguei o costumeiro congestionamento do final de tarde. Pra variar, um dos motivos da pista da esquerda estar lenta é que havia uma mulher em um Honda Fit a 40 km/h sem ninguém na frente dela (o limite daquele trecho da avenida é de 60 km/h). Esperei pacientemente, e mesmo depois de um tempo que comecei a dar sinal de luz, pisca para a esquerda, ela continuou ali segurando o trânsito. A solução foi infelizmente ultrapassar pela direita, correndo eu o risco de tomar uma multa.

      • dudupruvinelli

        Eu pego a Protásio todos os dias de manhã e neste horário sempre tem VÁRIOS ônibus EXP indo para garagem trafegando pela faixa da esquerda. Volta e meia eles invadem os corredores de ônibus e voltam para faixa de rolamento dos carros… isso a EPTC não vê.

  • Fórmula Finesse

    Amigos; estamos literalmente cercados e cerceados – não que a velocidade seja uma aptidão natural em nós, entusiastas; mas assusta assumir uma postura a conduzir totalmente artificial: tensos ao ver o ponteiro passar dos 80, freando nas descidas mais leves, sempre de olho nas placas mais adiante, para ver se não têm duas “perninhas” de coturno por de trás delas…isso é antinatural; é não se deslocar de forma proficiente, é se cansar em demasia não importando o quilate da máquina. Uma simples Kombi desse milênio lida facilmente com velocidades mais sensatas que os 80 – e eu vinha controlando, sabendo de cor os pardais, nunca encostando nos 100 indicados (cerca de 92 reais), motor murmurando sem esforço algum; tudo denotava uma viagem tranquila, sem riscos apesar da natureza algo rústica do utilitário. Imagino que a bordo de outros carros meus, eu seria um alvo ainda mais fácil; apesar que estaria sempre “segurando” o ritmo de forma artificial.
    Fiscalizar na descida, no único local onde haveria uma margem de erro do motorista – e não abuso – é torpe; é sacanagem…é contar com o deslize alheio. Fosse um local tão vulnerável assim aos “riscos da velocidade”, lá deveria existir um radar fixo.

    • RoadV8Runner

      MFF,
      Aqui em Sorocaba-SP, onde moro, a moda agora é instalar os pardais no comecinho da subida, milimetricamente posicionado no ponto exato que você manda o pé no porão para aproveitar o embalo da descida pardal free e subir tranquilamente, sem dificuldade ou necessidade de reduzir marcha. Ou então no começo da descida, pois é justamente o ponto em que se alivia o acelerador e não se preocupa muito em já usar o freio para não ser flagrado perigosa e “delinquentemente” acima do limite de velocidade da via…

  • zaa

    Realmente essa estrada deve ter uma das maiores arrecadações por km do Brasil. Estrada em boas condições, obsoletos 80 km/h de limite e modernos pardais e radares móveis. Num mesmo dia, tomei 3 multas neste trecho (todas por radar móvel e próximas do limite estabelecido).

  • Gabriel

    Este caso é o que ocorre na BR-470 entre Blumenau e Rio do Sul, em plena terceira faixa na subida há um radar fixo de 80 km/h, sendo que você vem esperando esta terceira faixa a mais de 50 quilômetros atrás de caminhões que não passam de 50 km/h. Ah, e mais uma coisa: está cheio de radares de 50 km/h a cada 10 km.
    A BR-101 em SC também é uma armadilha, pois é uma pista duplicada, quase sem curvas em muitos trechos, os acessos as cidades é feito por viadutos e trincheiras, mas tem o ridículo limite de 100 km/h, e muitos trechos de 80 km/h.
    Sendo que a BR-376 no Paraná que vai de Curitiba ao Norte do Estado até mesmo nos trechos de pista simples e muitas curvas o limite é de 110 km/h, ou seja não existe nenhum critério para definição destes valores, apenas uma ânsia por arrecadação de multa, que vi no Jornal Hoje, algumas subiram mais de 900%.

    • CCN-1410

      Eu conheço muito bem esse trecho da BR-470 e também a BR-101.
      Infelizmente o que você comentou é a pura verdade, e tem mais: Aquele radar em frente a Albany que multava quem estava acima de oitenta e atravancava todo o tráfego? Agora baixaram a velocidade para cinquenta, hehehe…

  • Leonardo

    Pois é, meus caros, a situação esta a cada dia pior, e pensar que nos anos de “ditadura” tínhamos mais liberdade que na atual “democracia”.
    Começo a achar que quem esta correto é meu sobrinho, que adultera a placa de seu Chevette com fita isolante, hahahaha

  • Elder

    Os ‘puliça’ vigiam muito bem as nossas infrações de trânsito como esta que você descreveu aqui… Mas deixa seu carro ser roubado, nunca mais voce acha, isso os ‘puliça’ não encontram e não prendem bandidos. .

  • francisco greche junior

    É, cadê os carros autônomos? Motoristas humanos estão obsoletos.
    Agora realmente na ultrapassagem como que se faz? Passa aos 80 km/h mesmo? Como você disse, se puxar com vontade e passar rápido pelo caminhão e voltar para faixa você… Bingo! Toma multa!!

    • RoadV8Runner

      Pois é, o que será que é mais perigoso: numa via de mão-dupla, limite de 80 km/h, ultrapassar um caminhão a 60 km/h, mantendo-se os 80 km/h regulamentares, ou dar uma estilingada a 100-110 km/h e voltar o quanto antes para a sua mão de direção?

  • BlueGopher

    Já repararam que a gente começa a prestar mais atenção nas placas de velocidade do que no trânsito propriamente dito?
    Criam-se apenas condições inseguras, estressantes, com efeito contrário ao pretendido.

    Na minha (pequena) cidade, as ruas têm velocidades variáveis.
    A velocidade padrão nas principais ruas varia de 60, 40, 50 km/h às vezes em uma mesma quadra!
    Há uma creche, mesmo sem indicação ou placa? Baixa para 40 km/h.
    Há uma pequena fábrica? Toma 50 km/h.
    Tudo bem? Volta para os 60km/h.
    E o guarda sempre está bem escondido no trecho de menor velocidade, claro.
    E a cidade diz-se turística, com fama nacional!
    Coitados dos turistas desavisados, recebem a lembrança de seu passeio em casa…

  • francisco greche junior

    Ah, vou relatar a multa de “excesso” de velocidade mais idiota que eu tomei.
    Uma bela manhã de sábado, dia bonito mesmo, eu vindo pela avenida Paulista, logo depois Dr. Arnaldo, passei pelo Cemitério do Araçá e logo virei a esquerda, naquela descida.
    Eu estava sozinho na via e não passava dirigindo por lá a tempos. Por ser uma bela descida deixei o carro ir na velocidade natural. Há umas árvores na direita, ao lado do muro do cemitério.
    Bem em cima da hora percebo a lombada eletrônica de 40 km/h. Pronto, me ferrei! Estava escondida pelas copas de árvores, veio na multa 42 km/h.
    Que raiva!

  • Lorenzo Frigerio

    O pior de tudo é saber que existem carros piratas com mais de 100 mil reais em multas e há 5 anos sem licenciar rodando por aí. Existe um “mercado” para esses carros. Se a polícia apreender, o que quase nunca acontece, o cara simplesmente deixa o carro e compra outro carro pirata. Nada acontece com ele, e a polícia não sai atrás desses carros. É mais fácil multar os que têm tudo certinho e muito a perder, que fazer comando ou fiscalizar as estradas.

  • marcus lahoz

    Por estas e outras estou tirando meu anti-radar do armário e usando de novo. Esta questão dos radares, seja fixo ou móvel esta fugindo do controle.

    Obviamente os limites de velocidade são ridículos,feitos para carros dos anos 70.

    • Antônio do Sul

      O pior é que esses radares novos flagram o carro a uma distância maior do que aquela em que o laser jammer consegue detectar o radar.

  • Roberto

    Aqui no RS realmente os limites de velocidade são muito baixos, sendo que em quase todas as estradas o limite é de 80 km/h. A única que tem um bom limite é o trecho da BR-290 entre Porto Alegre e Osório (que é de 110 km/h). Entretanto, no restante dela o limite é de 80 km/h, o que eu não entendo, já que mais para o interior do RS (próximo a São Gabriel) há pouco movimento, além da estrada estar em bom estado, tanto que há poucos postos pelo caminho para abastecer.

  • Marcelo R.

    Esta cada vez mais difícil gostar de carros e usá-los corretamente, mesmo. Eu me lembro que quando eu era criança, na década de 1980, o meu pai com o Fusca 1300 L e seus “poderosos” 46 cv SAE de potência, mais freios a tambor nas quatro rodas e os famigerados semi-eixos oscilantes na traseira, andava pelas estradas com o pé “no porão”, e nunca se envolveu em acidentes. Hoje, eu possuo um Stilo 1,8 16V, com 122 cv, freios a disco nas quatro rodas, um conjunto que é infinitamente superior ao do Fusca, e sou obrigado a andar me arrastando por aí, caso contrário levo uma multa… Por essas e outras eu só tiro o carro da garagem quando é realmente necessário! Não dá mais para se ter prazer em dirigir, hoje em dia…

    • RoadV8Runner

      Gostar de carros ainda é fácil, o problema é dirigi-los dentro das malandragens das otoridades para pegar os incautos, sob a justificativa hipócrita de se ter trânsito mais seguro…

  • Antônio do Sul

    Se você costuma pegar a BR-376, trecho Curitiba-litoral de SC, fique atento: na descida da serra, onde o limite é de 60 Km/h, além das lombadas eletrônicas e dos pardais, a PRF às vezes aparece com os “radares binóculos”, aquelas pistolas que flagram o carro a 1 km de distância e o fotografam quando está mais próximo do policial que faz a fiscalização.
    O trecho pode ser perigoso, mas, 60 km/h para carros de passeio…Até a minha avó, de quase 90 anos, se dirigisse, conseguiria fazer aquelas curvas com segurança a mais de 60 km/h…

  • Antônio do Sul

    Há mais ou menos uns 5 meses, como o tempo era curto e moramos no Paraná, meu pai, para ir até Santa Maria, pegou um avião até Porto Alegre e lá alugou um “possante” Uno 1.0 da Localiza. Durante a viagem, quando rodava ali por Santa Cruz do Sul, viu um guarda com a pistola e reduziu a velocidade, mas já era tarde. Foi pego a 90 km/h…O pior é que, aí no Rio Grande do Sul, a encrenca não se restringe à Polícia Rodoviária Estadual, pois até a PRF é mais encardida do que nos outros estados.

    • Fórmula Finesse

      Dirigir no Sul, vendo esses abusos da PRF (creiam-me, é a segunda vez esse ano que me multam em uma descida, em via perfeita e livre!!!!); é o mesmo que guiar com uma granada no bolso, com o pino ligado diretamente no mecanismo do acelerador!!!!

  • Bob Sharp

    Gabriel
    Notou nesse Jornal Hoje que o carro da reportagem estava na última faixa da esquerda sem ninguém em vista para ultrapassar?

  • Bob Sharp

    MFF
    É exatamente como você diz, acabou meu respeito também pelas polícias rodoviárias. Estão fazendo o que não devem e não estão fazendo o que devem. Tenho certeza de que são todos “comprados” sob a forma de participação na arrecadação gerada pelos equipamentos de medição. É vergonhoso e sobretudo imoral. Preparemo-nos para o pior, o martírio de ter de ficar atrás de caminhões ou carros lentos ou então tomar uma multa de R$ 957,70 e 7 pontos, pois certamente esses nossos novos Inimigos devem estar esfregando as mãos de tanta ansiedade. Já devem até saber onde se postarem para flagrar “infratores”.

    • Fórmula Finesse

      Seria quase mais justo voltarmos a usar o carro de boi; versão SUV de luxo com criadagem importada para lidar com os animais, versão popular com um só boi, versão cross com estepe de reserva sobre a canga dos bichos, versão ecológica com feno natural como assento…a coisa é tão surreal e tão desonesta que só fazendo piada mesmo com as “autoridades” do Lizarb (brazil ao contrário; onde tudo anda ao contrário para quem curte carros)…

    • André Andrews

      Eu levei tempos atrás uma multa dessas, num local onde você conhece bem: o fim da pista dupla da Carvalho Pinto sentido Campos do Jordão. Bem onde vira pista simples com faixa dupla continua, um Uno sai do acostamento mas não aumenta velocidade, ficou a 30 km/h. Numa manobra que não requer espaço dada a velocidade e em curva aberta com total visibilidade, fiz a ultrapassagem. Sei que você entende minha atitude até por ter enfrentado situação idêntica.

      Essas duas semanas tive que usar o carro em dias de rodízio, pois minha mãe estava internada no Iamspe, e eu moro na Zona Leste. Gostaria de recorrer só para não contribuir com a Prefeitura desse hipócrita, mas vai ser difícil.

      Abraço.

    • CCN-1410

      Existem coisas difíceis de entender neste país.
      Agora mesmo retornei de uma caminhada no bairro, e notei que o barzinho do posto de combustível estava com algumas pessoas a beber cerveja. Interessante que a quantidade de carros estacionados era a mesma de bebedores.
      Ok, de minha parte se alguém beber com responsabilidade está tudo bem, mas por que tanto rigor nas blitzes e olhos fechados fora delas? Por que punir alguém rigorosamente por ter tomado apenas uma cerveja, enquanto outros motoristas se embebedam diariamente e nada acontece?
      “Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais que os outros”.
      E isso vem de anos e anos!
      Era assim antes da ditadura, era assim durante a ditadura e é assim nos dias de hoje.
      “País que nasceu para ser vintém, nunca chega a ser tostão.”

    • Rodolfo

      Sábado (01/nov/14), 1º dia de vigor dos novos artigos do CBT, eu estava indo para Ibiúna/SP e estava na Rod. Bonjiro Nakao em uma reta longa com ultrapassagem proibida, e então vi um carro da polícia rodoviária escondido atrás de uma árvore. Eles já tinham mandado encostar 3 carros.

      Aquela reta dá uma vontade de ultrapassar, mas é proibido.

      • Frederico

        Mas aí entra a questão… se é uma reta longa, com boa visibilidade, por que diabos é proibido ultrapassar???

    • Mario

      Em São Paulo o Maníaco da Bicicleta vai instalar detectores de infratores nos ônibus. Aí a notícia diz que o cidadão eleito comemora que isso vai aumentar o número de multas em X porcento, assim como um policial rodiviário que tempos atrás comemorou que a compra de radares móveis a laser ia aumentar o número de multas em não sei quantos mil. E eu me pergunto: a preocupação das autoridades não deveria ser a busca incansável do número ZERO de multas? Se o número de multas só aumenta, não é um indício claro de que algo está errado? Que eles não conseguem educar o motorista, que com o Bolsa Família ninguém mais liga para o dinheiro das multas, ou que eles só estão de sacanagem mesmo?

  • Bob Sharp

    Antônio do Sul
    Já há laser jammers contras essas pistolas a laser, leia em http://migre.me/mBZ1j. O problema é o preço, vão de US$ 700 a US$ 1.100, mas diante dos valores das multas pode valer a pena. O melhor é que, por enquanto, não são ilegais, uma vez que o Código especifica “anti-radar” e laser não é radar. Para mudar uma vírgula do Código, só o Congresso Nacional.

  • Gabriel FT

    É o grande irmão tentando quebrar o ímpeto do indivíduo para obter, finalmente, controle total sobre o povo.
    Não existe alvo melhor para isso que um dos maiores bastiões da liberdade, do individualismo e da autonomia: o automóvel.

  • Adriano Rech

    Além de tudo isso, temos os assaltos nas transferências dos automóveis. Aqui no RS o mínimo que se gasta para transferir é R$ 400,00 hoje em dia.

    Troquei o motor do Fiesta da minha esposa e gastei mais de R$ 500,00 em taxas no Detran.

    Ladroagem pura.

  • RoadV8Runner

    Caramba, MFF, essa multa é mesmo de tirar do sério. Pela velocidade tão pouco acima da máxima permitida, independente do limite da via ser baixo ou não, não justifica a multa. Tudo bem, a lei permite, mas não educa em nada o motorista “infrator”. Para mim, é preciso ter bom senso: está pouco acima do limite de velocidade, mas andando de forma prudente e sem oferecer risco aos demais motoristas, deixe passar. Tem muito cabeça de pudim que faz verdadeiros absurdos nas estradas, mesmo andando abaixo do limite de velocidade, e ninguém pára o nó cego.

  • Alan

    Muitas vezes os vagabundos (não vou citar profissões) que poderiam ter feito um trajeto mais linear e curto optam por um trajeto mais longo e sinuoso, afim de obter mais lucros e nos condenando a velocidades máximas patéticas. Obs: Rod. Fernão Dias, a vergonha da engenharia!
    PS: pneus “remold” e outra gambiarras em pneus, principalmente de caminhões… a maior causa de acidentes em rodovias, fora das estatísticas.

  • @Mr. Fórmula Finesse

    ‘O “puliça” me multou depois de eu ter percorrido 1.500 metros após um radar, e a apenas 800 metros de um novo pardal (…)’

    Se assim ocorreu, então temos uma afronta ao inciso II, parágrafo 7º, art. 4º da resolução nº 396/2011 do Contran:

    “§ 7º Quando em determinado trecho da via houver instalado medidor de velocidade do tipo fixo, os equipamentos dos tipos estático, portátil e móvel, somente poderão ser utilizados a uma distância mínima daquele equipamento de:

    I – quinhentos metros em vias urbanas e trechos de vias rurais com características de via urbana;

    II – dois quilômetros em vias rurais e vias de trânsito rápido.”

    • Fórmula Finesse

      Zé, vou anotar isso e me dar o trabalho de fazer a medição quando passar por lá novamente – se eles querem complicar por nada, farei o mesmo amparado pela Lei. Obrigado pela dica!

  • Sergio
  • Sergio

    E a chamada começa com “A multa ‘que bom’, é pra doer no bolso…” :/

  • Roberto

    Na real quase todo mundo anda na esquerda nesta avenida em parte por causa de um problema que a EPTC também faz vista grossa: a carga e descarga em local proibido. É comum na Protasio Alves ver vários veiculos fazendo isto, bloqueando a pista da direita, sendo que em quase toda a extensão dela é proibido estacionar (lembrando que carga e descarga é estacionamento e não parada). O detalhe é que sempre vejo estes veículos fazendo isto a poucos metros de esquina de ruas com pouco movimento, onde é bem possível parar sem atrapalhar o trânsito (sem falar que é mais seguro para os próprios transportadores, já que ficam menos à vista).

  • Fat Jack

    Bob, seu relato me fez relembrar o surgimento dos “radares fotográficos” na cidade de São Paulo, fato que faço questão de manter vivo na memória, quando por indagação do repórter que entrevistava o então chefão da CET SP, este respondeu enfaticamente:
    “De forma alguma nossa intenção com os radares é multar os usuários das vias, mas sim auxiliar a PM na recuperação de veículos roubados, com a qual temos uma parceria. Através desta tecnologia, a PM terá acesso “on-line” aos dados dos veículo, agilizando a busca.”
    Pois é… Interessante como não é o que vemos hoje, surpreendente?
    Não, não é? É somente mais uma desvirtualização em prol da arrecadação desenfreada, e cujos fundos arrecadados não sabemos para onde vão, sabemos para onde não vão: para o sistema viário… (Brasil, sil, sil…)

  • RoadV8Runner

    E o que dizer quando se transfere um carro de um Estado para outro? Recentemente comprei um Opala no Paraná; devido a uma série de dificuldades para cadastrar o número do motor no documento (essa é outra lei que transformou em um inferno a vida de quem gosta de antigos!), virou o ano e tive que pagar dois licenciamentos: um para o Estado do Paraná (de onde o carro saiu, mesmo estando o licenciamento anterior ainda valendo…) e outro para o Estado de São Paulo. Resumindo: gastei quase R$ 400,00 só de licenciamento…

  • Marcelo R.

    Road,

    Eu vou te falar que essa situação já está afetando o meu gosto pelos carros. Se não fosse as compras no mercado, o meu pai com dificuldades de locomoção e uma ou outra situação de urgência, acho que eu já teria deixado de ter carro há muito tempo…

  • Lucas

    Tbm sou do Paraná, e em fevereiro viajei para a região das Missões (proximidades de Santo Ângelo), no RS. Entrei no estado por Iraí (por aquela ponte que periga cair) e na volta saímos pela balsa entre Barra do Guarita/RS e Itapiranga/SC. Elogiei muito aos meus conhecidos as boas estradas federais por onde passamos, algumas das estaduais, pois a maioria é ruim, e o pouco movimento de caminhões e carretas que encontrei. Relatei como foi bom poder andar a 130~140 km/h despreocupadamente por aquelas bandas sem me preocupar com buraqueira ou o movimento infernal de veículos pesados daqui do oeste e sudoeste do PR. Não vi nenhuma blitz, nem um policial na estrada tentando multar quem quer que seja. Passei por alguns radares fixos, mas como estava sempre sinalizado e eu e meu pai conhecemos razoavelmente a região, não tomamos nenhuma multa. Demos sorte, pelo jeito.

  • Bob Sharp

    Corsário
    O problema é que não são todos os controles de cruzeiro que mantêm velocidade nas descidas.

  • fabio

    Recorra da multa. O radar móvel não pode estar a distância inferior a 2000 metros de um radar fixo, nas rodovias. É o que consta da Resolução 396 do Contran.
    Art. 4…
    § 7º Quando em determinado trecho da via houver instalado medidor de
    velocidade do tipo fixo, os equipamentos dos tipos estático, portátil e móvel, somente poderão ser utilizados a uma distância mínima daquele equipamento de:
    I – quinhentos metros em vias urbanas e trechos de vias rurais com características de via urbana;
    II – dois quilômetros em vias rurais e vias de trânsito rápido.

    • sheldonDS3

      Como provar que estava exatamente a menos que os 2 km?

  • gpalms

    Temos sempre contingente de policiais para multar nas retas de estradas em dias ensolarados de semana e em horário comercial. Para fiscalizar em feriados, ou noites, é raro. E para realmente evitar infrações perigosas ou muito inconvenientes estamos mal. Com frequência uso a BR 101 trecho SC em duplicação. Lá ultrapassar pelo acostamento nos constantes engarrafamentos é muito comum. Os trouxas como eu ficam na fila e os “espertos” vão aproveitando o acostamento. Polícia multando esses FDPs nunca…

  • Fórmula Finesse

    É complicado, eu nem questiono mais a velocidade em si (não adianta mesmo!), mas o modus operandi utilizado para garfar o contribuinte…é pura desonestidade do modo como estão fazendo.

  • Rafael Aun

    Finesse,

    No Rio Grande do Sul as coisas andam muito complicadas.

    Morei meus últimos 8 anos no interior do estado.

    É absurdo o volume de multas e acidentes fatais.

    A maioria são consequências de um estado falido.

    Um abraço,

    Rafael Aun

    • Fórmula Finesse

      A coisa está ficando cada vez pior; as poucas boas estradas são patrulhadas por gente sem escrúpulos ou bom senso – a meta é arrecadar!!

  • Carlos Eduardo

    É revoltante ver multas sem sentido.
    Conto um caso semelhante:
    Vou pelo menos 2 vezes por mês à cidade natal de minha mãe, Sabará, MG que, com a conurbação, praticamente emendou com Belo Horizonte. Passo por um posto da Polícia Rodoviária Estadual no caminho. Esse posto, desde que me entendo por gente existe e sempre esteve ativo. Pela lei, a velocidade máxima na frente de um posto policial é de 40 kmh (salvo engano). Ainda assim, há duas famigeradas lombadas 50 m antes e 50 m depois. A pista também afunila pela demarcação por cones E ainda não há residências ou travessia de pedestres no trecho, que é duplicado. Ou seja, num local sem riscos de atropelamentos ou acidentes

    Há 4 ou 5 anos, a prefeitura instalou 2 radares de 40 km/h 200 m antes do posto policial nos dois sentidos. obviamente, pegou centenas de motoristas que chegavam mais perto do posto e das lombadas para reduzirem a velocidade.

    TOTALMENTE sem necessidade, com a única desculpa de arrecadar. Num mesmo dia tomei multa nos dois sentidos!
    Nunca vi esse dinheiro mais! O radar sumiu milagrosamente um mês depois.

  • Ravelho

    O mais incrível é que eles não percebem que estes radares reduzem a velocidade da via ABAIXO do limite consideravelmente, pois os “motoristas” que não sabem manter uma velocidade constante geralmente passam de 10 a 20 km/h ABAIXO do limite. É só andar na 23 de Maio, com seus 70 km/h muitos passam nos radares a 50, isso causa um tráfego absurdo que só a CET não percebe. Sem falar nas Marginais com limite de 90 km/h e o cidadão freia no radar para passar a 60. E o mais famoso era o primeiro radar da Rodovia dos Bandeirantes no sentido interior que não existe mais, o limite era 120 km/h e o cidadão na esquerda tinha a capacidade de fincar o pé no freio e reduzir para 90. Não é necessário andar acima do limite, mas pelo amor de Deus ande NO LIMITE, principalmente na faixa da esquerda.

    • Lyn

      Passei EXATAMENTE por isso voltando da região dos lagos no Rio. Instalaram uns radares de 100 km/h daquele que mostra a velocidade na BR 101 Niterói–Manilha, só que parece que o motorista brasileiro não acredita que possa existir um radar de 100 km/h ou já esta tão desconfiado de tudo que passaram nesse radar a 60 km/h na ida e a incríveis 30 km/h na volta ambos os percursos feitos à noite onde o fluxo é menor na volta isso causou pontos de lentidão em todos esses radares que se não me engano são 3 ou 4 o que fez com que uma viagem que eu cumpria tranquilamente em 3 horas, se tornasse uma viagem de 5.

  • Ezequiel Favero Pires

    Costumo trafegar “perto” da ERS-122, na ERS-239, e seguidamente eles estão lá, atrás de uma moita, de um arbusto, no fim da descida, sempre. E nos horários de pico… mas andar na via para multar aqueles que “compram” a faixa da esquerda, isso nem pensar! É assim mesmo, bobeou, dançou! E vai recorrer para ver se você ganha a causa?

  • Fórmula Finesse

    Atrapalhar a vida de quem está se deslocando eles sabem fazer muito bem, atacar as VERDADEIRAS causas de gargalos (que facilitam acidentes), e situações potencialmente perigosas – ultrapassagens em pontes, forçadas de barra…etc – eles ignoram! Agora, com as multas reajustadas, aposto que se dedicarão com afinco na tarefa de “fiscalizar”…

  • GFonseca

    Sou do tempo que quem fazia tocaia era bandido… e nem sou tão velho assim.

  • Mibson Fuly

    Puxa, precisamos formar uma entidade e denunciarmos estas coisas de forma mais abrangente e impactante. Infelizmente, ao que parece a idéia de um partido está “impedida” por tempo indeterminado.

  • Viajante das orbitais

    Parece que as entidades responsáveis pela fiscalização estão jogando um vídeo game para nos multar, tamanho o entusiasmo com que os vejo falar na TV. É como se tivessem sofrido lavagem cerebral.

  • Ricardo

    Eu passo SEMPRE a 10 km/h menos. Por quê? experimente tomar uma multa de um radar descalibrado e tentar questionar junto às autoridades. Estão acabando totalmente com o prazer de dirigir na estrada.

  • Pedro Bergamaschi

    Ao Bob Sharp e a quem possa interessar:

    Só para contrastar, parece que ainda existem pessoas de bom senso no que diz respeito à determinação dos limites de velocidade em rodovias:

    http://wp.clicrbs.com.br/estamosemobras/2014/11/03/definidas-primeiras-rodovias-federais-que-terao-aumento-no-limite-de-velocidade-no-rs/?topo=52,1,1,,171,e171

    E não é a primeira vez que esse tipo de coisa acontece aqui no RS. A BR-290 no trecho entre Porto Alegre e Osório também já teve seu limite aumentado de 100 para 110 km/h. Ou tem alguma bruta sacanagem por trás, ou alguém de fato ainda raciocina por estas terras.

    E deem uma olhada nos comentários da notícia, como existem pessoas desinformadas ou ignorantes que entram nessa onda de velocidade assassina.

    Pedro Bergamaschi

  • Eu ainda até tinha uma fagulha de esperança nas veias nesse país…
    Mas depois que a Dilma ganhou….o que dizer????
    A grande verdade é que nosso país NUNCA deixou de ser colônia mesmo.
    Aqui na Tamoios está um Deus nos acuda, num lugar o limite é 60, em outro é 80, em outro tem pardal escondido, aqui na minha cidade nem lombada tem mais, agora implantaram umas montanhas nas ruas com faixa de pedestre desenhada com um radar fixo a 40 km/h à 20 metros do semáforo, ou seja, se o fulano estiver a uns 30 ou 40 e tiver um carro atrás dele e o semaforo amarelar e ele dar aquela pisadinha prá passar no amarelo e ultrapassar os 40, já era, e TOME MULTA TROUXA, TOME MULTA, estratégico, vergonhoso…em frente ao posto policial nas rodovias, o pardal escondido e o guarda lá dentro, hoje os guardas nem param mais na maioria das vez em certas rodovias, é mais fácil colocar um radar móvel ali para roubar nossa grana, ou quando pára, dificilmente vejo um guarda olhar a suspensão do carro (rebaixados…) as pastilhas de freio, os pneus (profundidade) estado geral do carro, nem porta-malas, está fácil carregar qualquer coisa no carro hoje..vistoria zero…onde compromete a segurança e evita acidentes, CLARO, multas pra essas coisas são as baratinhas, eles querem as de velocidade, dá dinheiro, colocam o pardal lá e ficam dormindo na guarita, agora parece que inventaram umas câmeras tipo raio-x onde vê tudo que tem dentro do carro, para que guarda na estrada? Lógico, eles vão direto para a CNH do cara, se estiver vencida, com 20 pontos…que BELEZA, apreende e um monte de grana para o estado com o absurdo preço da reciclagem mais as multas e renovação, ISSO DÁ DINHEIRO, MUITO DINHEIRO…Sempre viajo de madrugada e raramente ou NUNCA vi guarda parar veículo nesses horários, o radar móvel também só funciona em horário comercial, claro, é terceirizado, ou seja, quer dizer que só “temos segurança” de dia e no horário comercial? De noite e de madrugada pode descer o pau no carro que não tem radar móvel, sai mais barato o estado terceirizar essas Mer….em horário comercial e pagar comissão pra esses imbecis que infernizam nossas vidas, nunca vi guarda rodoviário sair na rodovia e colocar radar móvel após às 18:00 h, a pode sentar o pau no carro que o resto dos fixos já está decorado mesmo, não é, o custo para o estado seria alto e não daria muito lucro mesmo. É muita falta de vergonha e respeito mesmo.
    Prazer de dirigir? Carro aqui nesse paízinho colônia virou meio de condução

  • Falar em reciclagem, tomou 20 pontos no radar? Da nada não, nem precisar fazer aula e nada, eles querem seu dinheiro, é só pagar para eles para ter sua carta de volta e zerar seus pontos que já era, ela vem novinha em folha tudo zeradinha, que beleza, o radar foi feito para isso mesmo

  • Desculpe esqueci, e a viseira do capacete levantada, eles estão preocupados que vai bater um mosquito e machucar teu olhinho, que bonzinhos, então tiravam tua carta de dó de você e para tu aprenderes a andar com ela fechada sem visão nenhuma na chuva e a noite com esses faróis horríveis das motos (até o xenon proibiram), ai tu davas o dinheiro pra eles e eles devolviam tua CNH de novo QUE ABSURDO

  • Marcio Santos

    Realmente a situação está insustentável aqui no RS, em diversas estradas em alguns pontos a velocidade é reduzida a 40 km/h por conta de um cruzamento simples, quando na cidade temos diversas vias principais com velocidades limitadas a 50/60 km/h com cruzamentos em quase todas as esquinas.
    Na estrada entre Pelotas e Rio grande existe um viaduto, mito bem feito por sinal, não existe risco de batida e a velocidade é limitada a 60 km/h, outro absurdo.
    Fui multado dois anos atrás, a única multa da minha vida, em um pega ratão.
    Na estrada entre Pelotas e Porto Alegre, logo depois do trevo de Camaquã, existe um retão enorme em que a ultrapassagem é permitida, mas no meio da reta a faixa pontilhada vira contínua porque 1 km adiante existe uma empresa em que entram e saem caminhões, veja, UM KM ANTES.
    Exatamente no ponto em que a linha pontilhada fica contínua estava um carro da polícia rodoviária, exatamente ali.
    Iniciei a ultrapassagem de uma caminhão muito longo na linha pontilhada e para completar a ultrapassagem avancei talvez 20 m na linha contínua e tomei uma multa, a única da minha vida.
    Depois disso notei um Nissan Versa, o antigo, da polícia atrás de mim mas o cara sumiu, eu estava trafegando a 80 km/h exatos, até porque era noite e havia neblina.
    Fui parado no posto da polícia e logo encostou atrás do meu carro o Versa, exatamente o carro que estava no ponto onde a faixa muda para contínua.
    O policial que andou atrás de mim e sabia que estava trafegando a 80 km/h olhou para minha cara com ar de deboche e perguntou se estava com pressa…
    Para piorar disse que eu deveria ter visto a placa que indicava o início da linha contínua (que não é posicionada antes mas no exato ponto onde inicia a linha contínua).
    Como? Se eu ficar o tempo todo andando praticamente sobre a linha do acostamento para tentar ler à noite com neblina onde estava a placa, certamente a bem mais de 50 m de onde iniciei a ultrapassagem. como faria a manobra sem poder olhar para a estrada e ver se vinha um carro em sentido contrário?,
    A vontade que tive foi fazer estas perguntas, tentar ver até que ponto iria a cara de pau daquele sujeito mas eu estava tão irritado que fiquei com medo de ouvir mais respostas debochadas e acabar falando alguma impropriedade, então deixei pra lá.
    Mas realmente o problema é que a policia está armando verdadeiras armadilhas para nos multar e isso não está correto. Como um amigo que foi multado a 90 km/h durante uma ultrapassagem, como ele iria ultrapassar com segurança a 80 km/h um caminhão que trafegava a 70 km/h? Não há como, seria um risco enorme ultrapassar um carro tão lentamente.
    Alguém sabe se os policiais rodoviários precisam preencher cotas de multas?

  • A 376, eu acho que é um ponto fora da curva. Poucas rodovias foram tão bem projetadas e quanto essa. Sou de Maringá, e aqui fizeram um contorno para quem quer passar fora da cidade, em Mandaguari também está quase pronto.
    A velocidade só baixa na serra, e em cruzamentos.

    Tomara que o Richa não estrague tudo.

  • Marco Molazzano

    Pego a marginal Pinheiros logo cedo (7am), mas a quantidade de caminhões enormes aumentou absurdamente (pra quem não é de SP, estes são proibidos de circular das 4am às 10pm, portanto não é relógio atrasado). Não são zelite branca, não dá pra multar pelos radares (quer dizer, dá, mas não creio que o façam). Portanto, vale o de sempre, os justos pagadores de impostos (e multas) pagando por todos. Pobre país…
    Óbvia vaia ontem em Interlagos quando o Haddad apareceu. Todos comentando que ano que vem a pista de Interlagos vai ter uma faixa vermelha estreita à esquerda (ciclovia) e uma larga à direita (exclusiva de ônibus). Vai ser uma corrida interessante. Só falta lombada eletrônica e multas.

  • André

    Bob, veja esse vídeo:

  • Sim, existe a indústria de multas e ela deve ter um
    faturamento maior que todo o tráfico de drogas. Tenho eu próprio exemplos
    vários, o mais curioso eu na estrada São Paulo/Curitiba de motorhome tendo como
    passageira a minha mãe ouvi pelo rádio PX que havia radar embaixo de um
    viaduto, eu já estava na velocidade e o aviso foi apenas curiosidade, conversei
    com a minha mãe o que ia aparecer e de fato o guarda rodoviário estava lá com o
    radar na mão, tempo depois venho a multa agravada. Não reclamei porque o custo reclamação
    não pareceu compensador e esta multa se juntou a outras sem nexo como uma que o
    local descrito não existe.

    Acabei de receber outra gravíssima, (98 em local de 60 quilômetros
    por hora), sem fotografia embora isto não tenha importância e escrito que não
    foi possível abordagem porque o local não tinha segurança (Km 501 Cajati/SP).
    R$574,62 o valor. O sistema para fraudar é simplório, mas o resultado
    espantoso, se neste dia este radar atuasse em todos os veículos (trafego médio
    do trecho 25.000 veículos/dia fonte pedágio) o total arrecadado é
    R$14.365.500,00, isto mesmo catorze milhões, trezentos e sessenta e cinco mil e
    quinhentos reais só em um ponto.

    É fraude e é uma indústria multibilionária!

  • Roberto Neves

    Bob, recebi ontem três notificações de infração muito semelhantes à sua, por excesso de velocidade na BR-040 (trecho Rio-Petrópolis, onde trafego com frequência): uma de média gravidade e duas consideradas graves. Duas das infrações foram registradas em menos de 5 minutos uma da outra. O curioso é que sou um dos mais lerdos na estrada, sou ultrapassado por um monte de carros. Será que todos são multados? Se sim, que grande negócio! Ainda mais curioso é que trafego com frequência nesse trecho desde 2010 e nunca havia sido multado antes. Passarei a andar ainda mais devagar, OK, tornando-me um embaraço à fluidez do trânsito.

    • Roberto Neves
      Que bastardos, para não usar termo de baixo calão! São realmente inimigos dos cidadãos, que os sustentam.

      • Roberto Neves

        Concordo inteiramente, Bob! Hoje conversei com um senhor que me contou que teve um conhecido (história de segunda mão) que pediu transferência do setor de revisão de multas do DETRAN-RJ por indignação: recebia pedidos de anulação de multas totalmente justificados, mas seus superiores ordenavam que os indeferisse. Eu nem tento mais. Há alguns anos fui multado por avançar um sinal vermelho à 1h da madrugada, em frente ao estádio do Maracanã; requeri que a multa fosse cancelada, alegando o risco de assalto àquela hora; anexei reportagem sobre o grande número de assaltos naquela via. De nada adiantou: meu pedido foi indeferido. Grande abraço!

  • Roberto Neves

    E, possivelmente, o volume do rádio-toca pendrives estava ligeiramente acima do máximo permitido…

  • Roberto Neves
    Nauseante!

  • Minoro Juniro

    É possível tomar uma multa numa ultrapassagem regular? Tudo bem que estava acima do limite permitido, mas era uma reta e eu estava ultrapassando outro carro. Inclusive a foto da multa me pega na faixa da esquerda terminando a ultrapassagem!

  • Minoro Juniro,
    A rigor você não deveria ser multado, pois quando você iniciou a ultrapassagem era perfeitamente legal, a faixa era tracejada e não há como um motorista saber onde a faixa passa de tracejada a contínua. Não há o que fazer senão voltar para sua faixa de rolamento. Aplicação errada de multa, cabe recorrer.

  • Marcelo,
    O valor não muda quantas multas desse teor forem.

  • Rênio, o que diz a multa exatamente, qual a infração especificada? É citada a velocidade regulamentada? A velocidade medida? A velocidade considerada? Sendo rodovia federal deveria haver placa de velocidade regulamentada. Você tem que ter certeza de que não há essa placa para pensar em recurso. Quando não há sinalização a velocidade é 110 km/h, conforme art. 61 do código. Por que você falou em limite de velocidade ao transitar perto de posto de combustíveis em rodovia federal? Isso não existe.

    • Rênio Naier

      Bob, obrigado pela atenção, infração veio como gravíssima por transitar em velocidade superior à máxima permitida em mais de 50%, o limite regulamentado 60 km/h, medição realizada 108 km/h considerado 100km/h, R$ 574,62 e 7 pontos na carteira.
      Conheço o lugar, é de trânsito rápido, não vi nenhuma placa, olhei no Google Maps, e me certifiquei de andar pelo menos uns 10 km até o local da multa, e nada de placa. Pena que as fotos são de 2013, vou passar lá essa semana e filmar, porém tenho certeza que na data não tinha! Então se não existe regra por transitar em frente a posto de gasolina em rodovias federais e não há placas creio que estava na velocidade considerada normal perto do limite.

      • Rênio, além da questão de haver ou não sinalização de velocidade regulamentada, o importante nesse caso é saber se é via de trânsito rápido dentro do perímetro urbano ou se é rodovia, porque há critérios diferentes para o caso de não haver sinalização. Na cidade, em vias de trânsito rápido, o limite é 80 km/h. Na estrada, 110 km/h. Isto é ditado pelo Art. 61 do CTB. Você precisa ter certeza desses pontos que mencionei para ter base para impetrar recurso.

        • Rênio Naier

          Obrigado Bob,
          Certo, tenho certeza que é zona rural, pois a placa de perímetro urbano fica ainda a 12 km do local da multa, estarei passando lá amanha e filmando, devo anexar alguma foto ao recurso?

  • Marcus, pode estar certo se você ultrapassou o limite definido pelo Art. 61, § 1º, do Código de Trânsito Brasileiro para o caso de não haver sinalização de velocidade regulamentada, que nas rodovias é de 110 km/h para automóveis e picapes. Qual o seu carro? Qual a velocidade medida que consta da notificação? E a velocidade regulamentada, está indicada?

  • Leonardo, é mesmo um bando de safados.