(foto: cars.desktopnexus.com)  QUE TAL UM hot up!? cars

(foto: cars.desktopnexus.com)

 Alguns dias atrás escrevi (http://www.autoentusiastas.com.br/ae/2014/11/meu-segundo-fiat-147/) sobre o meu segundo Fiat 147, um coitado que só levou bucha, e no meio dessa conversa contei que meu primeiro 147, que era vermelho, tinha sido envenenado com carburador duplo Weber e cabeçote trabalhado. Ele ficou com uma boa pegada, para a época, e isso aliado ao bom chão, para a época, o transformou num gostosinho hot hatch. Logo vários leitores vieram pedindo mais detalhes sobre esse 147 bravinho, sinal de que há muitos que também adoram esse tipo de carro pequeno, leve, despojado, ágil, um carro com espírito, e sinal de que em breve vou revirar a lagoa plácida que é o meu cérebro e no lodo da memória, verei se encontro alguns dos prazeres que esse carrinho me deu. Uma das coisas que recordo é que esse 147 me lembrava o ratinho mexicano de um antigo desenho animado, o ultra-rápido Speedy Gonzalez, que gritava “Arriba! Arriba” e partia feito uma bala levantando poeira e dando nó em todo mundo.

 

O GT up! (foto: divulgação)  QUE TAL UM hot up!? Volkswagen up GT 1

O GT up! (foto: divulgação)

Mas o que motiva este post é falar sobre qual atualmente seria um hot hatch similar a esse 147 que tive há quase quarenta anos. Depois de matutar um pouco, concluí que o modelo que mais se assemelharia seria um VW up! envenenado. Vale lembrar que o up! oficialmente envenenado está em vias de ser fabricado na Europa e já tem nome: GT up!. Eu preferiria o nome Hot up! ou algo parecido, já que de grã-turismo ele não tem nada, como bem sabe quem leu este post aqui: http://www.autoentusiastas.com.br/ae/2014/08/os-gran-turismo/ , e quem não leu mas já sabia. Hot up!, então, seria o up! quente no qual estou pensando. Esse seria o up! divertido para darmos gritos de Arriba! Arriba! e desaparecer de vista.

 

O EA211 TSI, motor do GT up!  QUE TAL UM hot up!? Volkswagen 1

O EA211 TSI, motor do GT up! (foto: divulgação)

Primeiro seria melhor explicar a escolha do up! para o envenenamento. Porque ele é moderno em todos os sentidos, com tecnologia atualizada, seu motor tem o comando de válvulas de admissão (são dois comandos) com variador de fase, o que ajuda muito na pegada em baixa. Ele tem design simpático e atual, é bem compacto e, principalmente, está entre os mais baratos do mercado. Um outro pequeno hatch que atende a quase todas essas premissas é o Fiat 500, mas o que o esbarra na seleção é o seu preço, que começa em R$ 47.390,00. Isso representa ao redor de R$ 15.000,00 a R$ 20.000, 00 a mais que um up!, o que acho muita coisa para um carro cuja proposta é diversão sem frescuras.

Há poucos meses testei o up! i-Motion e fiquei encantado com o carro. Não com o gerenciamento do câmbio, mas com o carro. Bem compacto, e gostei muito do chão que ele tem. Viaja que é uma beleza e faz curva feito gente grande, mesmo tendo sua suspensão bem erguida (20 mm) em relação ao modelo europeu. E o acho chique. Um chique sem dar uma de grã-fino, tal qual era a imagem do 147 quando foi aqui lançado. Acredite, o 147 já foi chique, cool.

 

Painel do GT up! (foto: www.upownersclub.com.uk)  QUE TAL UM hot up!? www

Painel do GT up! (foto: www.upownersclub.com.uk)

Então, que a VW faça o GT up! e que ele seja muito bem-vindo! Ainda mais que a VW na certa está fazendo tão bom trabalho quanto fez com os Golf GTI e Highline, ambos já testados pelo Ae. A injeção de combustível deles é direta e as informações são que a VW também a está adotando no EA211 de 3 cilindros do GT up!. As informações chegam também dizendo que esse mesmo motor terá dois ou mais níveis de potência máxima, que irão de 100 a 130 cv, como faz a BMW em seus motores, mesma cilindrada, mas com diferentes potências. Assim esse mesmo motor não só equipará o GT up! como também outros modelos da VW, o que ajuda a baratear seu processo de fabricação, pois aumenta sua economia de escala. Bem bolado. Tendência atual.

Bom, mas deixemos um pouco o ideal GT up! de lado, já que não raro se fica a ver navios de tanto esperar o ideal. Deixemo-lo um pouco de lado, também porque imagino que, merecidamente, esse GT up! não deva sair nada barato. Na certa, além do desejado motor de 1 litro, 3 cilindros, turbo,  injeção direta, ideal, desenvolvido pela VW alemã, irão incrementá-lo com inúmeros recursos e requintes que podemos não estar interessados. Na certa colocarão freios a disco também na traseira, ótimo! Controle de tração, ótimo! Outras coisas, ótimo! Mas, como disse, não vamos complicar e muito menos encarecer a brincadeira, senão na hora de orçar a conta pode estourar a verba e daí foi-se o sonho. Por ora só queremos um up! envenenadinho e nada mais. Algo caseiro e bem servido, e feito por bons preparadores aqui da terra, tal qual nós, os autoentusiastas, costumávamos fazer anos atrás.

Não seria nada difícil e nada estressante para o motor EA211 produzir 100 cv de potência máxima com a colocação de um turbo. Ele originalmente desenvolve 82 cv a 6.250 rpm (álcool) e 10,4 m?kgf  entre 3.000 a 3.800 rpm, portanto, com pouca pressão de sobrealimentação ele chegaria fácil aos 100 cv. Mas o maior ganho não seria na potência máxima — que é um aumento de de 22 %  —  mas sim um grande aumento no torque e na ampliação da sua faixa, o que na prática seria ele disponibilizar maior potência em giro baixo, ou seja, ele passaria a ter uma tremenda pegada em baixa, algo muito desejável para um hot hatch, um tipo de carro que primordialmente visa ser muito ágil (Arriba! Arriba!).

 

Como é o up! alemão (foto: images.thecarconnection.com)  QUE TAL UM hot up!? images

Como é o up! alemão, um pouco mais baixo (foto: images.thecarconnection.com)

O motor 1,4 TSI do Golf Highline produz 140 cv entre 4.500 e 6.000 rpm e 25,5 m?kgf entre 1.500 a 3.500 rpm. Sendo assim, com o turbo não seria difícil o 3-cilindros de 1 litro render 100 cv e, o mais importante, uns 18 m?kgf entre 1.700 e 3.500 rpm. Haveria um ganho de ao redor de 70% no torque máximo, além de ter sua faixa começando logo em baixa rotação e também muito ampliada.

A velocidade máxima aumentaria de 168 km/h para algo em torno de 180 km/h, o que já basta, pois não mudaríamos a relação da transmissão, e ela seria atingida em 5ª marcha a 6.000 rpm. A aceleração de 0 a 100 km/h baixaria de 12,8 segundos para algo na casa dos 9 segundos, e a diferença mais sensível seria na retomada de 80 a 120 km/h (em 5ª marcha), que de 16,4 segundos baixaria para menos de 10 segundos. São estimativas, só estimativas com base em cálculos e alguma experiência. 

 

DSC_8999  QUE TAL UM hot up!? DSC 8999

Como é o nosso up!, um pouco mais alto que o ideal, 20 mm na suspensão e 6 mm na medida dos pneus (foto: Paulo Keller)

 De resto, fora rodas originais de aro 15 (ele também pode vir com aro 13 ou 14, dependendo da versão), só uma pequena rebaixada. Seria só trazê-lo para a altura do up! alemão, não só para haver um ganho no comportamento, já que ele ficará um carro bem mais rápido, mas também um ganho na aerodinâmica pela menor área frontal e, por que não, na estética. Devo esclarecer que tenho repúdio a carros rebaixados, assim como também não gosto de carros erguidos. Cada carro tem a sua altura e ponto. Nós é que acabamos por nos acostumar a distorções.

Um claro exemplo do aspecto da altura certa foi um Novo Uno Sporting que vi no estande da Fiat neste recente Salão do Automóvel. Já de longe algo nele me chamou a atenção e para ele fui. O achei bonito, esportivo, um típico hot hatch. Notei que ele estava um pouco mais baixo, o que me levou a me agachar para verificar sua suspensão. Pois não é que seus braços estavam na horizontal? Fiquei animado e fui perguntar ao atendente que carro era aquele, se agora o Sporting sairia assim da fábrica, mais baixo. Pena, era só um carro incrementado para expor no Salão. E logo ali perto estava o “Sporting” de venda; altinho, como sempre. Uma pena. Note, caro leitor, nas fotos que seguem, e veja a diferença que dá.

 

Como o Sporting é (racionauto.blogspot.com)  QUE TAL UM hot up!? racionauto

Como o Sporting é (racionauto.blogspot.com)

 

Como deveria ser (foto: novounoclube.com.br)  QUE TAL UM hot up!? novounoclube

Como deveria ser (foto: novounoclube.com.br)

 

Exageradamente rebaixado (foto: novounoclube.com.br)  QUE TAL UM hot up!? baixo

Exageradamente rebaixado (foto: novounoclube.com.br)

Com informações que obtive de um amigo preparador, essa colocação de turbo num up! e uma leve rebaixada não custaria mais que R$ 8.000,  o que ainda deixaria esse hot hatch pronto por menos de R$ 40.000, desde que não se opte por comprar a versão mais cara do modelo.

 

O 147, como muitos leitores lembraram, era portátil (foto: autoforum.com.br)  QUE TAL UM hot up!? autoforum

O 147 nos ajudava a impressionar as meninas (foto: autoforum.com.br)

Bom, isso é o que eu tinha a falar ao jovem que tem saudade de um tempo em que ele não viveu. Os tempos hoje são outros, os carros são outros, as preparações são outras, mas os corações são os mesmos. Na época do 147 fiz o meu hot hatch. Agora, na época dos up! que façam os seus hot hatches e Arriba! Arriba!!!!, saiam em busca de suas saudáveis aventuras. E que não se esqueçam de sobreviver a elas, porque o bacana é se aventurar e sobreviver para contar. Se estropiar no meio do caminho qualquer tonto é capaz.

 

Speedy Gonzalez, o verdadeiro hot-rat.  QUE TAL UM hot up!? Virgin Broadband Speedy Gonzales character development for DM by Darren Whittington

Speedy Gonzalez, o verdadeiro hot rat

 

AK

 

 

 

 

 

 

 

Sobre o Autor

Arnaldo Keller
Editor de Testes

Arnaldo Keller: por anos colaborador da Quatro Rodas Clássicos e Car and Driver Brasil, sempre testando clássicos esportivos, sua cultura automobilística, tanto teórica quanto prática, é difícil de ser igualada. Seu interesse pela boa literatura o embasou a ter uma boa escrita, e com ela descreve as sensações de dirigir ou pilotar de maneira envolvente e emocionante, o que faz o leitor sentir-se dirigindo o carro avaliado. Também é o autor do livro “Um Corvette na noite e outros contos potentes” (Editora Alaúde).

Publicações Relacionadas

  • BK

    Acho que melhor que um 1.0 turbo (e mais fácil de ser feito) seria colocar o motor 1.6 16v do Fox, juntamente com o câmbio 6 marchas, fazendo um legítimo sucessor do Lupo GTi.

    • CorsarioViajante

      Não é mais fácil, uma vez que o motor não cabe no cofre.

    • Pedro Vasconcelos

      Apóio-lhe inteiramente, mecânica em casa, motor aspirado, porém acho complicado caber naquele cofrinho…

      • BK

        Veja o comentário do Ilbirs acima.

    • Luciano Gonzalez

      Não cabe

    • Rafael Kleber

      Desconfio que um quatro-cilindros não entra no cofre dele.

    • Lorenzo Frigerio

      Isso, ou o 1.4 TSi.

    • V_T_G

      Mas será que isso não iria prejudicar o equilíbrio de massa?

      • BK

        Pelo o que encontrei na internet, só o bloco do 1.4 TSI 4-cilindros pesa 106 kg, contra 97 do 1.0 3-cilindros, é um aumento de peso relativamente pequeno que poderia ser facilmente compensando com acerto de suspensão e talvez a recolocação da bateria no porta-malas.

    • gaboola

      Cabe? (hmmm…)
      Peso adicional na dianteira? (coçada na barba…)
      Lastro na traseira pra compensar? (pô,será?…)
      Acerto na suspensão? (esfregada no nariz…)
      quanto vai custar? (arrancando cabelo do alto da cabeça…)

      Ah,deixa para lá…Alguém aí tem receitinha boa para um Celtinha feiinho, mas inteiraço?

      • BK

        Peso adicional viria de qualquer forma porque para colocar um turbo e tudo que vai pendurado junto (tubagem, turbina, intercooler, escapamento modificado) também aumentaria o peso quase na mesma proporção. Mesmo o EA211 3-cilindros não é tão mais leve, segundo a VW na época do lançamento do up! ele era 24 kg mais leve que o 1.0 4-cilindros anterior que tinha bloco de ferro fundido (contra o EA211 que tem bloco de alumínio tanto no 3 quanto no 4-cilindros).
        O “lastro” na traseira poderia começar com a bateria que equalizaria um pouco a diferença a mais seja turbo, seja aspirado, e acerto de suspensão é uma coisa que demanda tempo e quem saiba acertar, mas o mesmo acerto que teria que ser feito para um 1.0 turbo teria que ser feito para um 1.6 aspirado, então os custos ficariam mais ou menos empatados.

    • LeandroL641

      O problema é que não caberia. O cofre do up! é feito para o 1.0 3-cil e nada mais.

  • Brenno Fernandes

    O up! nós já temos em casa, agora só falta coragem para fazer essas modificações pois vontade temos demais e mesmo assim ainda falta o principal, a verba. E posso te contar com toda certeza, que “carrinho” bom de chão e econômico! Já deixei muita gente grande para trás em arrancadas de sinal!

  • Marcel

    Se a VW lançar o up! nessa configuração eu durmo na porta da concessionária.

    • RR

      Ah, vá!
      Conta outra ….

  • Cristiano Reis

    Como citei no post do Paulo Keller, o up! tem me surpreendido bastante positivamente, já estou com 1.200km rodados no “meu” (estou com ele desde o dia 11.11.14, peguei-o com 160 km rodados), comecei a pegar o fora-de-estrada com ele, ainda não me arrisquei muito, acho que por não ter costume com o carro não senti ele tão bom de terra como o Gol, acho que a suspensão dura em demasia (para falar a verdade nem sei se é mesmo dura, mas as pancadas são bem secas, diferente da suspensão do Gol e Palio) coopera com isso, mas vamos ver os próximos quilômetros.

  • Rafael Alx

    Acho que haveria uma limitação para turbinar esse 3-cilindros por causa do coletor de escapamento ser conjugado ao cabeçote, não? E o catalisador também fica muito próximo do coletor hoje em dia.

    Se bem que logo logo os preparadores criam alguma flange adaptadora para ligar a turbina ou coisa do tipo.

  • Ilbirs

    Já havia deixado aqui algumas sugestões sobre o que a VW deveria fazer para que o up! engrenasse de vez. Repito-as neste tópico:

    1) Trocar o difusor único central que aponta para cima por um conjunto com dois difusores para a frente e outro jogando ar sempre para cima, tal qual o Grand Siena:

    http://www.dezeroacem.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2014/04/Volkswagen-up-take-move-2-portas-Brasil-2014-painel-interior.jpg

    http://carplace.virgula.uol.com.br/wp-content/uploads/2012/03/novo-grand-siena-essence-dualogic-03.jpg

    Aqui o que imagino de solução é algo que fique no mesmo encaixe da gradinha atual, com duas saídas que fiquem para cima da linha mais baixa, tal qual olhos de sapo. Pense em algo como uma “cabeça do ET”:

    http://static.guim.co.uk/sys-images/Film/Pix/pictures/2008/08/05/kobal_ET460.jpg

    Onde estão os olhos, entenda-se como a dupla de saídas centrais para a frente, enquanto a parte superior entre a cabeça e o supercílio seria a saída que joga ar permanentemente para cima. Lembraria um pouquinho a solução do Renegade, no que tange a algo saltado para cima:

    http://i.kinja-img.com/gawker-media/image/upload/s–zItPRVW1–/c_fit,fl_progressive,q_80,w_636/19hi28hyrcnh5jpg.jpg

    2) Vidros elétricos traseiros, algo que já existe no mercado paralelo de acessórios para o carrinho:

    http://mlb-s2-p.mlstatic.com/kit-vidro-eletrico-up-4-portas-traseiro-sensorizado-15331-MLB20100753048_052014-F.jpg

    http://static.mercadoshops.com/kit-vidro-eletrico-traseiro-vw-up_iZ23XvZxXpZ1XfZ63183736-585162961-1.jpgXsZ63183736xIM.jpg

    Como se pode observar, aquele argumento da VW de que não havia nada no mercado de fornecedores que permitisse vidro elétrico traseiro para o up! despencou com a mesma facilidade daquele argumento de três décadas atrás de que era impossível montar estepe na frente de um Gol arrefecido a ar com dois carburadores. Pode ser que já haja gente em São Bernardo do Campo soltando os cachorros em cima da equipe responsável pelo subcompacto, até porque uma solução de fábrica ficaria mais caprichada, com os quatro botões de vidro elétrico na porta do motorista, tal qual vemos em outros modelos da marca;

    3) Forração completa nas portas em vez da lata exposta na parte superior. Aqui temos de levar em conta o regime climático mais quente do país, em que uma lata quente transmitindo calor para o interior do veículo deixa o verão bem ruim e aumenta as chances de braços sofrerem com o calor do metal. Não é muito diferente daquilo que a própria Fiat constatou no decorrer da longa carreira do Palio de plataforma 178, cujas versões mais simples sempre tinham lata exposta nas portas:

    http://portalnetcar.web433.uni5.net/fotos/122666971841378IMG.JPG

    Mas que com o passar dos anos passou a ter laterais de porta com revestimento integral mesmo nos mais baratos, a ponto de hoje em dia vermos um Palio Fire, sucessor em proposta do Mille, vir sempre com forrações inteiras:

    http://imguol.com/c/entretenimento/2014/07/01/fiat-palio-fire-way-10-flex-2015-4-portas-1404249660409_956x500.png

    4) Em que pese a versão 1.0 aspirada já ser muito boa em sua proposta geral, versões mais potentes fazem falta para alguns. Tudo bem que já tivemos uma sinalização neste Salão do Automóvel com a exposição do motor 1.0 TSI de 110 cv, mas ainda assim podemos ver que há um degrau para algo mais forte e aspirado, ainda mais se considerarmos que motores turbinados não têm manutenção tão barata quanto aspirados (e aí podemos considerar também o fato de todas as turbinas do mercado, exceto a da Aerocharger, usarem óleo do motor em vez de um circuito fechado de lubrificação própria).
    Se bem que a maior possibilidade é a de essa unidade ser vista no Taigun, que alguns estranharam não ter visto alguma outra versão conceito no Salão deste ano, ainda mais pensando que um exemplar laranja com estepe pendurado foi exposto na Índia no começo deste ano.

    Porém, voltando à realidade brasileira, dá para imaginar a possibilidade de um up! 1.2 usando as medidas básicas de curso e diâmetro do EA211 1.6 16v, apenas com um cilindro a menos. Teria até 90 cv a etanol se mantivesse a potência específica do 1.6, mas poderia ir para até 98 cv se a potência específica fosse a que vemos no 1.0 que conhecemos. Não andaria muito mais que o 1.0, mas aqui haveria a vantagem de uns kgfm a mais e as conseqüências que conhecemos bem, como menos trocas de marcha. Provavelmente o consumo não seria tão penalizado assim pela cilindrada 0,2 l maior.
    Se houver alguém com cabeça de preparador de hot rod dentro da VW, daria inclusive para imaginar alguma forma de montar no cofre do carrinho o EA211 de quatro cilindros. Se um Golf GTI é um “foguete de bolso”, um up! 1.6 seria uma biribinha sobre quatro rodas. Daria para pensar inclusive em uma versão com duas portas que fosse praticamente um mata-500;

    5) Ampliar o uso da plataforma NSF, de maneira a amortizar mais seus custos. O Taigun é uma possibilidade e correria sozinho em um inédito segmento de SUVs subcompactos (uma vez que fora-de-estrada subcompacto já temos, chama-se Jimny e é produzido no Brasil desde 2012).
    Porém, quem olhar para o Taigun notará que, à exceção da altura, suas outras dimensões regulam com as do Gol da atual geração. Se considerarmos que a NSF permite balanços curtíssimos para a tração dianteira que possui, um Gol feito sobre ela poderia ser mais espaçoso para o mesmo comprimento do atual, ou mesmo menor. Qual não foi a surpresa de muitos ao ver o up! e notar que em seus 3,60 m ele consegue ser tão espaçoso quanto um Gol de plataforma AB9 e seus quase 30 cm a mais? Logo, um Gol NSF poderia surpreender a muitos e dar aquela sensação de “carrão pequeno”. Imaginando-se um grau de flexibilidade bom na NSF (uma vez que o Taigun tem 1,73 m de largura, ainda que mais decorrentes de bitola maior), daria para imaginar uma versão alargada dessa base para o Gol (aqui usando possibilidade parecida com a que vemos na MQB, em que um Polo e um Crossblue serão separados por 30 cm nessa medida e seguirão usando a mesma base). Talvez uma versão alargada da base permitisse com facilidade a montagem do EA211 1.6 16v, com todos os outros módulos sendo aqueles do up!, gerando aí economia de escala das boas tanto para um hipotético Gol novo quanto para o up! já existente, com o up! amortizando custos inclusive em nível estrutural, como já estamos vendo com a MQB.

    Os rumores por ora dão conta de que o próximo Gol será feito sobre a base MQB e que a NSF teria sido descartada devido às vendas do up!, mas acho estranho que um carro historicamente feito em São Bernardo vá usar uma base que, por ora, está programada para ser feita só em São José dos Pinhais (Golf VII nacional e futuro Fox II). Usar a NSF também permitiria uma diferenciação maior entre Gol e Fox, que hoje em dia usam a PQ24 (ainda que a especificação do Gol seja bem diferente daquela usada no Fox e no descontinuado Polo IV);

    6) Pequenos caprichos que agregam vantagens. Por que não fazer um up! com banco traseiro bipartido, a exemplo do que existe na Europa?

    http://www.forcegt.com/wp-content/uploads/2012/12/2012-VW-up-Interior-7.jpg

    Claro que por aqui teria de ser não um banco traseiro 50-50, mas sim 60-40, uma vez que estamos falando de um carro homologado para cinco pessoas, bem como a tradição que temos de bancos traseiros bipartidos que permitem três passageiros espera que tenhamos essa medida (vide o problema da Suprema, cujo banco traseiro era 50-50, o que significava que só podia levar uma pessoa e meia atrás caso um dos encostos estivesse rebatido:

    http://mlb-s1-p.mlstatic.com/omega-suprema-gls-20-chevrolet-gm-14122-MLB3963082240_032013-F.jpg

    Problema esse que foi corrigido na Omega B Caravan alemã:

    http://img1.auto24.ee/auto24/320/754/9360754.jpg

    Já que a engenharia da VWB fez diversas alterações na NSF brasileira e foi competente o suficiente para que nosso up! seja tecnicamente superior ao europeu, não seria difícil fazer algo mais simples como o tal banco bipartido 60-40 para uma especificação nacional.

    • Eduardo Z. Novelletto

      Opa, só pra constar no que tange à Suprema… o banco 50/50 era opcional! existia versão com banco inteiriço…

  • Antônimo do anônimo.

    Outro brinquedinho legal é o Clio. Teoricamente é mais simples de turbinar, dado o motor de concepção mais simples (apesar de ser 16v usa comando único, entre outras coisas), também é leve e muito acertado de chão (ao menos a versão anterior, até 2012, era…) e tem também excelentes opções de preparação “original” dependendo do bolso. Pode-se usar desde o 1.0 turbinado até o 1.6 16v e mesmo o 2.0 16v da Renault. E se o bolso for REALMENTE folgado pode-se trazer peças originais Renault Sport da Europa, incluindo aí a suspensão na altura certa e acerto dinâmico irretocável dos Clios 182 cup etc.
    Mas claro, isso tudo no modelo anterior, o atual mudou muita coisa apesar de manter a mesma estrutura básica, não sei se todas as alterações que eram possíveis ainda serão viáveis…

    • Rafael Malheiros Ribeiro

      Pensei a mesma coisa que você. Um Clio com turbo sai praticamente o preço de um Up! básico…

  • CorsarioViajante

    Belo texto Arnaldo! Tambm gosto de carros pequenos, ágeis e rápidos.
    Gosto do up!, desde seu lançamento vejo com simpatia o carro. Mas fico em dúvida se o perfil dele não é mesmo um carro pequeno e econômico. Não acho que ele, assim como o Fox, combina com versão esportiva.
    De qualquer forma, o que não vejo com simpatia nenhuma é a VW, seja na hora de comprar, seja na hora de fazer manutenção. Sempre fui muito mal-atendido, inclusive é um dos poucos carros que fui conhecer com vontade de comprar e não consegui sequer fazer test-drive de tão desleixado foi o atendimento.

  • Renato Mendes Afonso

    Olha Arnaldo, sua sugestão de preparação eu achei excelente. Porém, se o objetivo é alcançar algo perto de 100 cv, imagino que seja possível fazer isso sem precisar instalar um turbo. O up! já tem 82 cv no álcool, e 100 cv seria um aumento de 22% na potência, o que uma boa preparação no cabeçote, admissão e escapamento consegue extrair bem, de acordo com alguns preparadores e, com o gostinho de um aspirado leve.

    Fora isso, acrescentaria o defletor dianteiro que equipa o carro na Europa e pronto, carrinho perfeito e ainda lidando de forma exemplar com o ar.

    Ótimo post AK, e que venha a história do 147 vermelho!!!

    • Thales Sobral

      Não que acho que dê para tirar 100 cv/l de um motor aspirado, acho que ele ficaria muito “sintonizado” em rotação alta, com pouca pegada em baixa.

    • Pode esquecer o ganho em baixa se fizer uma preparação Aspro. Além do mais, de nada adiantaria mexer no cabeçote, Adm e Escap se vc não mexer no comando de válvulas…

  • Jr_Jr

    AK, seus textos são excepcionais. Adorei a receita, em um up! duas-portas ficaria show!

  • Fabio Vicente

    Arnaldo, viajei no seu post e já imaginei uma categoria monomarca dos up’s! com essa preparação sugerida por você, cujo motor geraria 130 cv, com duas baterias (como na Stock Car na época do Omega) e dois pilotos por carro, e custos na casa de 30 mil reais por temporada. Seria permitido somente mexer na configuração da suspensão e freios. Motores seriam lacrados e inspecionados pela organização a cada etapa. Este carro de competição também poderia ser vendido na concessionária para aqueles que querem participar de track days. Ou essa categoria poderia ser multimarca, com o Uno e o Ford Ka participando sob as mesmas condições.
    Mas aí lembrei que estamos no Brasil…
    Fazendo de conta que nossos governantes e dirigentes esportivos estimulam as competições de automóveis e a formação de novos pilotos, o que você acha dessa ideia?

  • Rodolfo

    Tenho um Gol 1.8 AP ano 1990, se eu não tivesse dó turbinava ele e colocava um comando 288º.

    • Luciano Gonzalez

      Rodolfo, com critério e sabendo andar com o carro, pode montar um kitzinho básico neste AP tranquilamente… rodo com o meu há 2 anos com 1kgf/cm^2 de pressão e 200cv, tranquilamente…. kit muito bem montado, não dá problema… é um Voyage 92

  • Davi Reis

    Hmmm, está aí uma bela de uma idéia, viu Arnaldo? Esperar a Volkswagen lançar o Taigun por aqui, e aí vai ficar mais fácil conseguir esse motor EA-211 Turbo, comprar um move up! e meter o motor mais bravo no carrinho. Não teria como ficar ruim.

  • RoadV8Runner

    O mais bacana de fazer o Hot up! caseiro é que, devido ao pequeno deslocamento do motor e a idéia de não aumentar muito a potência, dá para usar uma turbina bem pequena, que praticamente não terá nada de turbo lag. Acho que esse Hot up! ficaria uma delícia de se dirigir no trânsito urbano, pois seria muito ágil. E com a vantagem de ter “bala na agulha” para andar rápido em estradas. O meu Hot up! seria o mais “pelado” da linha, pois carro entusiasta para mim não precisa de nenhuma frescura (se não for para usar todo dia, dispenso até ar-condicionado).
    Interessante como as fábricas daqui não pensam em investir em carros compactos de desempenho forte. O custo para produzir seria tão baixo que, ofertado a preço justo, venderia razoavelmente bem. O problema é que quando as fábricas decidem fazer algo do gênero, enchem o modelo de frescuras e jogam o preço lá no alto, transformando a versão em carro de nicho. Aí depois vêm dizer que esportivo de fábrica não vende por aqui…

    • Claudio Abreu

      Para quem já fez Passat Surf, seria fácil. Bons tempos dos esportivos simples.

  • Wagner Bonfim

    Pena que o Uno Sporting, 0-km, só com 4 portas. A Fiat retirou a versão 2-portas dessa série.

  • Rafael Kleber

    Gostei da parte: “os corações são os mesmos!, boa AK, espero mesmo que sejam, por falar nisso o 500 Abarth vem aí, não é lá tão leve, é mais potente, mas o preço…

  • Fabio Toledo

    Acho que estou me tornando “um velho”.Hoje não mexeria mais em carro, já tive carro turbo, foi legal e tal..Mas esta fase passou, ainda mais hoje que uma arrancada mais forte dá multa de R$ 574…
    Na “minha época” tomei três multas deste valor no mesmo mês, mas ao menos fui flagrado por radar (multa de velocidade). Aliás, a lei na época era pior, acima de 20% já era “gravíssima”! Eles precisavam melhorar a arrecadação e não tomar a CNH de todos, então mudaram isso. Imagine, carrinho de 900 kg com 31m·kgf!! Acelerava de uma esquina a outra, com álcool a R$ 0,99.Tempo bom! Pena que eu trabalhava demais, o carrinho foi a minha válvula de escape… rs

  • Cláudio P

    Arnado, fiquei bastante entusiasmado com a idéia, deu até vontade executá-la logo. Eu já guiei um up! e curti o chão dele, certamente daria conta de uns cavalinhos a mais sem problemas e eu, particularmente, gosto de compactos espertos. Tanto é que por mais confortável e gostoso de dirigir que seja nosso Focus GLX 2012 eu curto mesmo é a pegada do meu velho 206 1.6 16v, que já considero quase um hot hatch. Ainda faço uma “maldade” dessas (hehehe).

  • Rogério Ferreira

    A leve rebaixada no up, já melhoraria seu Cx de 0,36 para 0,32! já liberaria alguns pangarés da amarra… com 100 cv, a velocidade final ia para uns 190 km/h (para efeito de comparação. o Voyage 1.6 com Cx 0,31 precisa de apenas 104 cv para chegar aos 190 Km/h) Agora eu mexeria sim no câmbio, pois não pensaria apenas em passeios breves, e sim pegar estrada com o pequeno foguete, (e aliás é na estrada que a diversão é garantida, dentro de cidade, com tanto semáforo, quebra-molas, uma fiscalização eletrônica, um obstáculo, toda hora é um corta-barato!) Motor girando a umas 3.500 rpm em 5ª. a 120 km/h. que aliado as melhorias aerodinâmicas, restituiria o consumo aos patamares originais, em que pese o acréscimo de potência. Ficaria perfeito. Gostei do Uninho Sporting mais baixo, e estou estudando uma maneira de “dedjipalizar” O Palio Essence e de quebra, acabar com os “ruídos originais” de sua suspensão.. Me parece que amortecedores e molas e batentes do Palio 1.6 97 servem direitinho nele, e o jogariam uns 4 cm para baixo.. Se ficar mais macio, para mim não é problema e sim solução.

    • Ilbirs

      Eu até agora não consigo entender por que raios a VWB meteu 16 cm de altura livre no up! daqui. Os balanços dianteiro e traseiro dele já são bem pequenos, o que significa que o carrinho tem bons ângulos de ataque e saída mesmo se tivesse menos altura livre do solo. Um up! com menos altura livre do solo ainda bateria os pneus em primeiro lugar, em vez do para-choque, na maioria das valetas urbanas, mesmo as mais perversas.
      Daria para ter deixado os 16 cm para o Cross up! e aí vender como argumento a favor dessa versão, em vez de deixá-lo algo análogo ao que era um C3 XTR em relação ao C3 normal da geração passada.

    • Os amortecedores, molas e batentes do novo Palio são totalmente diferentes das peças citadas do Palio G1, que também são totalmente diferentes dos restantes. As únicas partes de suspensão intercambiáveis entre os Palios são os da Geração 2 até o último Palio G4,5. Existem kits de molas e amortecedores rebaixados para o novo Palio Essence disponíveis no mercado nacional. Procure no Google pelas lojas Macaulay, Tebão, Noopcar, Impacto, JJ Especiais e Castor.

  • Ilbirs

    Falando em um up! com menos altura livre do solo ainda ter bons ângulos de ataque e saída devido aos balanços dianteiro e traseiro curtinhos, eis que vi o conceito Bubble Gun Treffen, a ser exibido no encontro de mesmo nome em Águas de Lindoia:

    http://www.comprecar.com.br/upload/rv_noticias/media/r5L_4s_7Ur45826.jpg

    http://carplace.virgula.uol.com.br/wp-content/uploads/2014/11/up-Bubble-Gun-Treffen-2-620×387.jpg

    http://carplace.virgula.uol.com.br/wp-content/uploads/2014/11/up-Bubble-Gun-Treffen-3.jpg

    Por ora está com cara de projeção computadorizada, mas se for mesmo esse rebaixamento de suspensão, ele a meu ver é exagerado, mas mostra justamente que há margem para uma altura livre de suspensão entre os 16 cm de um up! normal de linha e essa vão livre que atropela formigas.

  • Eduardo RSR

    Teoricamente, vai vir por ai o Sandero RS, com o motor 2 litros do Fluence… vamos ver…
    Pesando menos de 1100kg e com 150cv, vai ser um foquetinho!!!
    Se a Renault meter nele um câmbio manual de 6 marchas, e deixar o preço abaixo dos 55 mil, certamente vai ser o meu próximo carro.

  • Eduardo Mrack

    Os corações são os mesmos, sim, a legislação que não é… Pois bem, sei que sou antiquado, fora de moda e vivo fora do meu tempo, mas encontro o mesmo prazer que vocês da velha guarda encontravam com Passats, Opalas, 147s, Chevettes e Fuscas. É muito gratificante trazer fôlego e atualizar a velharia dos anos 70 e 80 e colocá-los para rodar com total saúde e disposição. Eu pareço um dinossauro nas reuniões de amigos mecânicos nas oficinas da cidade, eles com seus scanners, injeções programáveis e a bagagem toda e eu com a minha caixinha de gicleurs e tubos misturadores… Sim, eu sei que mesmo sendo relativamente novo neste mundo da mecânica e preparação, já sou um cara extinto, mas sou um romântico e preso ao passado, onde o prazer contava mais do que a máxima eficiência, não que não haja prazer com os novinhos, muito pelo contrário, são confortáveis demais, eficientes demais, precisos demais, mas me parece que já vem tudo meio pronto e programado, mesmo nos componentes de modificação. Eu quero algumas dificuldades, quero alguma personalidade no carro, mesmo maléfica, o equilíbrio me deixa entediado… hehe

  • Luciano Gonzalez

    Não estou achando e sim afirmando, não cabe.
    Vai por mim, hehe!
    Abraços

  • Luciano Gonzalez

    Um carro que eu tive lá nos idos de 2002 e era apaixonado por ele era meu ex Gol 16v Turbo… que carro gostoso, esperto, girador e ainda por cima, muito econômico…. só merecia uma suspensão um pouco mais rígida, talvez como era o meu carro anterior dele, um GLi 1.8 1996….

  • Thiago Teixeira

    Se eu tivesse um up! em mente já iria dar um jeito de trazer mola e amortecedor da Europa.

    • Já existe no Brasil, basta procurar pelas lojas Macaulay, Tebão, Noopcar, Impacto, JJ Especiais e Castor. Também existem representações oficiais no Brasil das marcas H&R e Eibach alemãs.

  • Arnaldo Keller

    Renato, no texto explico que o turbo além de aumentar potência, aumenta torque e faixa de torque etc. Está explicado o por quê do turbo. É diferente.

    • Renato Mendes Afonso

      Foi mais uma sugestão mesmo. Obrigado.

  • Arnaldo Keller

    Fabio, não gosto de monomarca. Acho um tédio. Gosto de marca contra marca, porque aí é que o automobilismo se desenvolve.

  • Bob Sharp

    Thiago
    Bastam as molas. Os amortecedores brasileiros são melhores que os de lá.

    • EduRSR

      Bob… Morro de vontade de trocar as molas de meu Focus GLX 2012 por umas Eibach ou H&R, que ficam uns 3 cm mais baixas… Você acha que precisaria trocar os amortecedores?

      • Bob Sharp

        EduRSR
        Depende. Se as novas molas forem de mesma constante das originais, apenas de altura livre menor, não precisa. Se de constante mais alta, eventualmente será necessário. O que se pode fazer nesse caso é trocar só as molas e avaliar o comportamento, decidindo depois se trocam-se ou não os amortecedores.

    • Angelo_Jr

      Tão raro ouvir isso hoje em dia, algo nacional sendo melhor que o da Europa ou EUA.

      • Bob Sharp

        Angelo,
        Quando a Fiat resolveu importar o Tipo, em 1995, eram aplicados amortecedores nacionais na linha de montagem na Itália.

  • Ilbirs

    Inteiriço, pelo que me lembro, só foi na versão GL, pois da GLS para cima era bipartido 50-50 de série. Uma vez que a versão GL tanto do Omega quanto da Suprema foi uma tentativa de a Chevrolet angariar público de Opala e Caravan que ficou para trás devido ao preço elevado do novo modelo, até se justificava o banco rebatível inteiriço na Suprema, uma vez que a Caravan nunca teve outro tipo de banco traseiro rebatível que não o inteiriço.
    No caso da versão GL, havia inclusive a curiosidade de que no Omega era opcional o mesmo banco 40-20-40 do GLS e do CD, só que desacompanhado dos encostos de cabeça ancorados no bagagito (tipo de ancoragem que também vimos no Vectra A e no Corsa B Sedan e que eu particularmente sempre achei muito interessante). Um Omega GL sem esse banco tinha um de encosto fixo, tal qual os sedãs de antes do surgimento do GLS e do CD.

  • Angelo_Jr

    Arnaldo, se fosse para fazer um foguetinho desse carro, colocaria um motor de moto. Ótima estrutura e não é tão pesado a ponto de sentires tanta falta de mais torque, como este doido está fazendo em um Mille:

    http://www.flatout.com.br/fiat-uno-com-motor-de-yamaha-r1-preparando-estrutura-project-cars-38/

  • Luciano Gonzalez

    Ilbirs, sem recortar o carro, não dá… recortando, modificando carroceria e plataforma aí são outros 500, mas concorda que é uma gambiarra sem tamanho?
    Eu, modéstia à parte, conheço detalhadamente a carroceria e plataforma do VW 120, vulgo up!
    Abraço!

    • Ilbirs

      Se você olhar, o recorte que há naquele Citigo é só referente ao turbo, uma vez que este fica próximo à parede corta-fogo. E é recorte bem discreto. O resto coube entre as travessas dianteiras, o que permite imaginar que um EA211 1.6 16v aspirado, por ser mais estreito e basicamente o tricilíndrico com um cilindro a mais, caberia com mais facilidade.

  • Luciano Gonzalez

    IIbirs, não falta destreza, isso eu posso te garantir… Manja àquela velha frase, manda quem pode e obedece quem têm juízo?
    Abs,

  • RR

    Luciano
    Quem ou onde você preparou seu carro ?
    Obrigado
    Abracos

    • Luciano Gonzalez

      RR, tenho esse carro desde 1994, rodou muito pouco esse tempo todo, 128.000 km na ocasião que resolvi dar uma incrementada de desempenho Abri o motor para dar uma verificada de como estavam as coisas, troquei anéis, fiz brunimento dos cilindros, coloquei uma bomba de óleo nova, revisei cabeçote, montei um comando 049G e coloquei uma junta de cabeçote de aço, original VW dos AP utilizados nos Golf III.
      Motor fechado, coletor de escape Beep Turbo pulsativo e turbina Garrett 42/48 (APL 525) pulsativa. Mandei dar banho de cerâmica no coletor e na caixa quente da turbina Substituí o velho carburador TLDZ por um 2E álcool da família 1.8S, mandei fazer um escape de 2,5″ no Giba Escapes com dois abafadores (não gosto de escândalo), fiz a linha de combustível toda de Tekalon, montei uma bomba original Bosch de Gol GTi e montei todo o kit de partida a frio. A embreagem utilizada foi dos AP 2 litros com disco de 210 mm. Comprei uma mufla beep, modifiquei -a na Supercooler de SBC (preciosismo meu), bolei uma captação de ar e desenvolvi um intake com um filtro de alto fluxo da K&N. Levei para o Eduardo Keller (renomado preparador de SBC) acertar. Ficou com 1 bar de pressão, estimo 200 cv para mais e pelo menos uns 25 m·kgf de torque O limite de um conjunto original deste como o meu, com embreagem original, pistões e bielas std e câmbio original é 220-230 cv, acima disso é dor de cabeça na certa.Daí para frente é pistão e biela forjada, embreagem de cerâmica, câmbio forjado etc e eu não sou chegado a isso…
      Espero ter ajudado
      Abraço!

      • Rodolfo

        Quando você gastou para deixar assim, com 220 cv?

        • Luciano Gonzalez

          Um kit bem montado vai de 6 a 7 mil. ..Depois tem documentação, suspensão e freios. ..

  • Antônio do Sul

    Não se preocupe em ser “antiquado”. O mercado é grande e tem espaço para gente sintonizada com a velha guarda. Como o antigomobilismo cresce e injeção e ignição eletrônicas já são o trivial há algum tempo, os mecânicos mais antigos vão se aposentando e a gurizada que está saindo agora do SENAI não deve ser muito chegada aos carburadores.
    Além dos nossos saudosos Dart, Charger R/T, Maverick, Opala, Galaxie/Landau e cia, há muitas preciosidades estrangeiras com mais de 30 anos sendo trazidas. Nos últimos encontros a que fui, sempre tinha alguém que havia acabado de trazer alguma jóia dos EUA.

  • Eduardo Cabral

    Arnaldo Keller, essa semana a Audi anunciou o Audi A1 “facelifitado”, e com o motor 1,0 L de 3 cilindros e 95 cv de potência. Maiores detalhes da curva de torque eu não achei, acho que não foi divulgado ainda.
    Quanto ao Up! A VW copiou o que tinha da Kia o que dava para ser copiado, o Picanto. Eu fiz uma viajem pelas serras mineiras, com 60 cv e câmbio automático, de 500 km em 5 hora -incluindo duas paradas. Detalhe, nas subidas mais íngremes ele não passava de 80-90 e nas descidas normais ele batia 140 a 6000 rpm e entrava o overdrive e a rotação caia para 4000 rpm, poucos metros depois ele já estava batendo nos 130!!! Será que eu me diverti???? :o)

  • CCN-1410

    Não gostei do up! da primeira foto. Muito emperiquitado para o meu gosto.
    O ideal seria um como o vermelho da sexta foto, que fosse levemente rebaixado e turbinado e pt saudações!
    Mas a fábrica irá agregar um monte de acessórios que o tornará excessivamente caro e fora de propósito.

  • Rogério Ferreira

    E bom saber essa informação, eu também estava desconfiado disso. Era só uma hipótese a ser confirmada, uma vez que li, em algum lugar que isso era possível.

  • RR

    Valeu
    Obrigado por toda a explicação
    Caramba, você entende muito mesmo.
    Parabéns pelo seu carro.
    Abraço!
    RR

  • matheus

    O bom do Clio é que existem versões preparadas de fábrica então o intercâmbio de peças fica mais fácil,

    O maior problema seria equalizar as molas com o menor peso dos motores nacionais, já que lá fora as versões esportivas contam com motores 2.0 16v.

  • Rodolfo

    Luciano,

    Valeu pelas dicas. O seu está com uns 150.000 km… já o meu está com 220.000 km… acho que o meu tem motor pra chegar até uns 400.000 km.

  • LeandroL641

    Rapaz, você pesquisou tudo, hein? Não tem como discordar de você, eu estava enganado.
    Eu estava levando em consideração o fato de nem a VW disponibilizar um motor maior nesse carro, mas é como dizem, né, quando o homem quer não tem quem segure.

  • Harry Stéfano

    Luciano Gonzalez, qual a sua aposta pro motor do Up tsi? Esse motor versões com até 130 cv e 20 quilos de Torque. Mas qual q vc acha q vem pra o Brasil?