NOVO KA – IMPRESSÕES AO DIRIGIR

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Esta semana a Ford convidou a imprensa para andar um pouco mais no Novo KA, dando oportunidade para quem ainda não o havia dirigido, meu caso.  Experimentei o Novo KA hatch com motor 1,5-L e o KA+, que é como é chamado o sedã, com motor três-cilindros de 1 litro.

A rota de avaliação pré-escolhida contemplou trechos urbanos e trechos de estrada, totalizando aproximadamente 70 quilômetros nas regiões entre Porto Feliz e Sorocaba, no interior de São Paulo.

KAhatch 1,5 SEL

 

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Veículo bonito porém não tão charmoso quanto o seu irmão mais velho, o New Fiesta, de quem herdou a plataforma. As rodas de liga com pneus 195/55R15 deixam o veículo bem harmônico e proporcional.

Enquanto no  New Fiesta me sinto como em um cockpit de carro de corrida, no KA me sinto à vontade, com bom espaço para as pernas, ombros e cabeça, tanto no banco dianteiro quanto no traseiro. A visibilidade também me pareceu superior. Notei a falta de um terceiro apoio e cabeça no banco traseiro, o que infelizmente ainda não é obrigatório nos carros nacionais. Sem falar do cinto de segurança subabdominal para o passageiro do meio.

 

Interior Novo Ka_02  NOVO KA - IMPRESSÕES AO DIRIGIR Interior Novo Ka 02

Interior Novo Ka_11  NOVO KA - IMPRESSÕES AO DIRIGIR Interior Novo Ka 11

O porta- malas de 257 litros é pequeno, porém com um formato uniforme que facilita a utilização do espaço.  Não tem fechadura aparente na tampa e para abri-lo há dois acessos remotos, na chave ou por um botão ao lado do interruptor de luzes.

O painel de instrumentos é grande demais para o tamanho do veículo. É tão grande que parece que vai despencar no colo. Em contrapartida, o cluster (quadro) dos instrumentos é pequeno e com aparência espartana. Os caracteres do conta-giros e velocímetro poderiam ser maiores para ajudar as pessoas mais velhas que  têm dificuldade de enxergar de perto — a chamada presbiopia — como eu, por exemplo. O porta-luvas é bem espaçoso e quando aberto não interfere com o joelho do passageiro. O acabamento interno me pareceu bom, com os plásticos de boa qualidade e com bons ajustes de maneira geral.

 

Interior Novo Ka_01  NOVO KA - IMPRESSÕES AO DIRIGIR Interior Novo Ka 01

Interior Novo Ka_09  NOVO KA - IMPRESSÕES AO DIRIGIR Interior Novo Ka 09

Os bancos são confortáveis, com um bom apoio para as pernas em seu comprimento e também na região lombar. O tecido dos bancos é  agradável ao toque e com aderência adequada, não deixando o corpo escorregar. Conta também com regulagem em altura por meio de alavanca do lado esquerdo, junto à coluna central. Os espelhos retrovisores externos não têm ajuste elétrico nem nesta versão-topo, dificultando a sua regulagem, principalmente o do lado direito.

O KA hatch visto de traseira apresenta a caixa do estepe muito visível na cor cinza claro. Creio que somente uma pintura em preto fosco resolveria este pequeno problema de aparência.

Destaque para o SYNC, dispositivo capaz de parear até 10 telefones , transferir seu celular para a central de entretenimento e ser comandado pela voz. O sistema é prático e intuitivo. Outra novidade é o assistente de emergências, que percebendo a gravidade de um acidente pelo acionamento das bolsas infláveis, liga diretamente ao 192 do Samu  (Serviço de atendimento móvel de urgência), com telefone pareado.

Dirigindo o KA logo vem à tona o DNA Ford. A direção com assistência elétrica é leve na medida certa, mantendo a característica de torque build-up (a assistência vai diminuindo com o aumento da velocidade) que eu tanto aprecio. O esforço de direção cresce proporcionalmente com o ângulo de esterço, me mantendo conectado com o solo. O volante de direção, com boa empunhadura e com ajuste de altura, complementa o excelente conjunto dinâmico. As suspensões são muito bem calibradas combinando conforto de rodagem com estabilidade e segurança. O ruído de rolagem é baixo assim como o ruído de vento, parecendo um veículo de classe superior.

Durante o trajeto, me  passaram despercebidos os controles de estabilidade e tração, o Advance Track,  assim como o assistente de partida em rampa que evita o recuo do carro ao se tirar o pé do freio em ladeiras.

Não gostei da pequena distância entre as alavancas do pisca e limpador e o volante da direção, me deixando acioná-las às vezes sem querer durante as  manobras.

 

Interior Novo Ka_03  NOVO KA - IMPRESSÕES AO DIRIGIR Interior Novo Ka 03

Os freios são muito eficientes, passando potência e segurança, porém a modulação do pedal é um pouco abrupta no início do seu curso (freio bicudo).

Vamos ao coração do carro, o seu motor 1,5-l (o mesmo do New Fiesta, porém com calibração diferente, com potência e torque marginalmente inferiores), com  110 cv a 5.500 rpm e 14,9 m·kgf a 4.250 rpm (álcool).

 

One Millionth Sigma Engine Produced in Taubaté  NOVO KA - IMPRESSÕES AO DIRIGIR Motor 1

Confesso que esperava mais do conjunto. Ficou claro que  a Ford privilegiou o consumo de combustível em detrimento do desempenho, porém passou um pouco do ponto, na minha visão. A aceleração a partir da imobilidade simulando um 0-100 km/h é boa, me fazendo sentir os 110 cv disponíveis, porem a recuperação em 5ª marcha é lenta, obrigando a trocar para a 4ª marcha quase sempre, principalmente em pequenos aclives. Como referência, a 120 km/h em 5ª marcha o motor está a 3.400 rpm.

Evidentemente, foi escolha da Ford dar essa característica à transmissão do Ka com o motor maior, sei que os outros editores do Ae prezam esse conceito, mas não é minha preferência. Creio que um final drive em torno de 4,25:1, ante o atual 4,07:1, cairia que nem uma luva para melhorar  o desempenho do Ka 1,5  e sem deteriorar significativamente o consumo de combustível. A rotação do motor a 120 km/h passaria para 3.550 rpm, ainda aceitável. Me lembro do primeiro Ka com motor 1,6 RoCam e com relações de marcha bem curtinhas e que parecia um kart e deixou saudade!

A calibração do motor 1,5 é muito bem feita, deixando o veículo bem agradável no trânsito urbano, sem apresentar trancos e/ou asperezas. Não senti buracos nas trocas de marcha e o ronco do motor em acelerações é bem refinado, não instigando o motorista a apostar corridas.

KA+ 1,0 SE (sedã)

 

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A aparência do KA sedã também é  bonita, porém a lateral traseira me pareceu um pouco desbalanceada em altura com relação ao tamanho das rodas com pneus 175/65R14.  Com rodas e pneus 195/55R15 fica um pouquinho melhor. A diferença entre os raios dinâmicos de rolagem dos pneus é de 6 mm (0,282m versus 0,288 m).

O conforto interno é semelhante ao modelo hatch e no lugar do SYNC há o rádio e o My Ford dock, um dispositivo que permite encaixar o seu celular, muito interessante.

O porta-malas é de  tamanho razoável,  com 450 litros de capacidade e com dimensões que facilitam arrumação das malas.

A excelente sensação de desempenho do motor 1,0 3-cilindros é um caso à parte.  Que motorzinho bacana !

1.0 jpeg  NOVO KA - IMPRESSÕES AO DIRIGIR 1

Com 85 cv a 6.400 rpm e 10,7 m·kgf a 4.500 rpm (com álcool),  girando quase a 7.000 rpm com  lisura digna de elogios, tem um ronco com a qualidade sonora beirando a esportividade. Sua freqüência mais grave de ordem 1,5 dá vontade de acelerar o bruto. A menor inércia das massas girantes devido a ter um cilindro a menos e seus dois comandos variáveis fazem toda a diferença, deixando o carrinho ágil e divertido de dirigir.  A 120 km/h o motor esta a 4.000 rpm aproximadamente, bem perto de sua rotação de torque máximo. É só dar a patada no acelerador que a força de tração máxima vem à tona, dando uma sensação muito positiva de dirigir.

Certamente as métricas de aceleração e velocidade máxima do KA 1,5 são melhores do que o KA 1,0, porém a sensação de desempenho inverte os resultados, parece que o 1-L anda mais.  Como referência, o KA 1,5-L tem 17% mais força  de tração no pico de torque do que o KA 1-L.

O KA 1,0 é tão gostoso dirigir que eu nem me importava em trocar de marcha de 5a para 4a para melhorar a sua retomada de velocidade.  Bom trabalho de powertrain matching feito pela engenharia Ford.

NOVO KA - IMPRESSÕES AO DIRIGIR max for  a de tracao

Comparativo de força de tração no pico de torque máximo

 

dente de serra  NOVO KA - IMPRESSÕES AO DIRIGIR dente de serra1

Comparativo de escalonamento das marchas – diagrama dente de serra

 

diagrama dente de serra metrico  NOVO KA - IMPRESSÕES AO DIRIGIR diagrama dente de serra metrico

Comparativo de escalonamento das marchas – dente de serra numérico

 

CM

Fotos: imprensa Ford no local do evento

 

FICHA TÉCNICA NOVO KA/KA+
MOTOR1-L1,5-L
Tipo3 cilindros em linha, duplo comando de válvulas no cabeçote, variador de fase admissão e escapamento, correia dentada, 4 válvulas por cilindro, bloco de ferro fundido e cabeçote de alumínio; instalação transversal4 cilindros em linha, duplo comando de válvulas no cabeçote, correia dentada, 4 válvulas por cilindro, bloco e cabeçote de alumínio; instalação transversal
Cilindrada997,3 cm³1.498,5 cm³
Diâmetro e curso71,9 x 81,8 mm79 x 76,4 mm
Taxa de compressão12:111:1
Potência80 cv (G), 85 cv (A) de 6.300 a 6.500 rpm105 cv a 6.500 rpm (G), 110 cv a 5.500 rpm (A)
Rotação de corte6.700 rpm6.800 rpm
Torque10,2 m·kgf a 3.500 rpm (G) e 10,7 m·kgf a 4.500 rpm (A)14,6 m·kgf (G) e 14,9 m·kgf (A), a 4.250 rpm
Formação de misturaInjeção eletrônica seqüencial nos dutos
CombustívelGasolina e/ou álcool
TRANSMISSÃO
EmbreagemMonodisco a seco, comando hidráulico
CâmbioTranseixo dianteiro de 5 marchas manuais, tração dianteira
Relações das marchas1ª 3,846:1; 2ª 2,038:1; 3ª 1,281:1; 4ª 0,951:1; 5ª 0,756:1; ré 3,615:1
Relação do diferencial4,73:14,07;1
SUSPENSÃO
DianteiraIndependente, McPherson, braço triangular inferior, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora
TraseiraEixo de torção, mola helicoidal e amortecedor pressurizado
DIREÇÃO
TipoPinhão e cremalheira, assistência elétrica indexada à velocidade
Relação de direção14,3:1
FREIOS
DianteirosA disco ventilado
TraseirosA tambor
RODAS E PNEUS
RodasAço, 5,5Jx14 ou aluminio 6Jx15
Pneus175/65R14T ou 195/55R15H
DIMENSÕES
Comprimento3.886 mm (Ka+ 4.254 mm)
Largura sem/com espelhos1695/1.911 mm
Altura1525 mm
Distância entre eixos2491 mm
CONSTRUÇÃO
TipoMonobloco em aço, hatchback, 4 portas, 5 lugares, subchassi dianteiro
AERODINÂMICA
Cx0,33 (Ka+ 0,32)
Área frontal (calculada)2.06 m²
Cx x área frontal0,679 m² (Ka+ 0,659 m²)
PESOS E CAPACIDADES
Peso em ordem de marcha1.007 kg (SEL 1.026 kg) / Ka+ 1.022 kg (SE e SEL)1.018 kg (SEL 1.034 kg) / Ka+ SE 1.032 kg e SEL 1.048 kg
Porta-malas257 litros (KA+ 445 litros)
Tanque de combustível51,6 litros
DESEMPENHO
Aceleração 0-100 km/h13,9 s (A; G N.D.)N.D.
Velocidade máxima (est)165 km/h
CALCULOS DE CÂMBIO
v/1000 em 5ª29,8 km/h35,4 km/h (motor 1,5-l)
Rotação a 120 km/h em 5ª4.000 rpm3.390 rpm
Rotação em vel. máxima, 5ª5.540 rpm5.900 rpm (em 4ª, motor 1,5)
GARANTIA
Termo3 anos
Troca de óleo10.000 km ou 1 ano
Revisões10.000 km ou 1 ano

 

EQUIPAMENTOS NOVO KA E KA+
SESE PlusSEL
Abertura ele’trica do porta-malas
Acabamento SEL
Acionamento 1-varrida do limpador
AdvanceTrac (controle de establidade e tração)
Ajuste de alt. do banco do motorista
Ajuste de altura do volante
Alarme volumétrico
Antena de teto na traseira
Ar-condicionado
Assistente de partida em rampa
Chave-canivete
Computador de bordo
Conta-giros
Direção com assist. elétrica
Espelhos retrovisores cor do veículo
Freios com controle de curva
Grade dianteira com aplique cromado
Indicador de troca de marcha
Lanternas traseiras escurecidas
Limpador/desembaçador do vidro traseiro (Ka+ não)
Maçanetas externas cor do veículo
My Ford Dock
MyConnectio Gen.3 (rádio AM/FM, USB, Bluetooth)
Pacote de acabamento SE
Pisca-3
Pneus “verdes” 175/65R14
Pneus “verdes” 195/55R15
Quatro alto-falantes
Roda de aço 14″ com calota integral
Roda de alumínio de 15″
Sync media system com Applink, Assistência de emergência, CD/MP3/USB/Bluetooth, comandos de voz em português, controles de áudio e telefone no volante
Tapetes de carpete
Travas elétricas c/ controle remoto
Vidros elétricos dianteiros
Vidros elétricos traseiros

 

 

 

 

Sobre o Autor

Carlos Meccia

Engenheiro mecânico formado pela FEI (Faculdade de Engenharia Industrial) em 1970, trabalhou 40 anos na Ford brasileira até se aposentar. Trabalhou no campo de provas em Tatuí, SP e por último na fábrica em São Bernardo do Campo. Dono de amplo conhecimento de automóveis, se dispôs a se juntar ao time de editores do AUTOentusiastas após sugestão do editor Roberto Nasser.

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  • Thiago Teixeira

    Carro bom mesmo para cidade.
    Meccia, não acha que Ka deveria ter ficado no passado? O Ka sempre teve a fama de “ame-o ou odeie-o”. A Ford continuaria com os que o amam, mas teria dificuldades em atrair os que o odeiam. E Ka me lembra brinquedo.

    • Antonio Ancesa do Amaral

      Tive dois (2004-2007), era um brinquedo bom de se ter.

      • Thiago Teixeira

        Antonio, me expressei mal. Me referi a brinquedo pelo nome, não o carro. Brinquedo de criança, não de adulto. O carro é fantástico. Um Kart!! O 1.6 um “Kanhao”!!
        Abcs

    • Thiago,
      Eu ainda preservo o primeiro Ka brasileiro modelo 1997. Esta novinho em folha, com apenas 50.000 km rodados. Eu o acho uma graça!

      • Burke M. Hyde

        Puxa, que legal! Um dia você precisa contar a história dele por aqui.
        Eu preservei dos Ka Mk1 apenas uma folha de especificação de montagem (FEM) do Ka CLX 1.3 nº 22!
        Meu pai trabalhava na planta do Taboão (SBC) e conseguiu para minha coleção de manuais, catálogos, fotos etc.
        Os primeiros Ka são sensacionais; Um carro muito além da sua época e que terá lugar garantido nas coleções do futuro.

        • Burke,
          Concordo com você Me parece uma boa idéia falar do Mk1. Vou pensar nisso.

      • RoadV8Runner

        Eu já faz um tempo que tenho em mente fazer maldade com o Ka primogênito… Como no mercado de usados acha-se modelos bem baratos e razoavelmente conservados, minha vontade é preparar um deles e fazer um hot Ka, a custo baixíssimo. Com o peso pena e estabilidade absurda, vai ficar simplesmente divertidíssimo de andar!

        • Thiago Teixeira

          Para o Endura 1000, qual a sua sugestão de hot?

          • RoadV8Runner

            Então, a maldade que tenho em mente é maldade mesmo, substituir o motor e câmbio originais pelo conjunto do Sigma 1,6-litro aspirado ou pegar uma versão com o Zetec Rocam 1-litro, pôr uma turbina pequena (para baixo turbo lag), volante do motor aliviado, balanceamento das peças móveis e retrabalho no cabeçote. Como seria um carro para diversão pura, usaria taxa de compressão mais alta, para uso exclusivo de gasolina Podium. Não sei se existe, mas gostaria de instalar um comando de válvulas mais bravo, para o motor respirar melhor. Sobre o Endura 1-litro, não sei quais as opções que existem para preparação, mas provavelmente dá para fazer graça também (particularmente, prefiro preparar o Rocam 1-litro, que aceita melhor giros altos por não ter o comando de válvulas no bloco).

  • Renato Mendes Afonso

    Boa avaliação CM, assim como você, confesso que não dou muita bola para um escalonamento mais curtinho, apesar de me parecer muito bem acertado o 4.07:1 do Ka 1.5.

    EM termos de design, o hatch é legal até, mas meu preferido sempre será a primeira geração do Ka (com lanternas cujas linhas combinavam certinho com o para-choque).

    Ainda sim não deixa de ser um carrinho interessante, mais ou menos justificando o preço mínimo de 35 mil na versão mais barata.

    Mas ainda acho que uma versão mais básica fará falta.

  • Lipe

    A meu sentir, o Ka hatch 1,0 é o melhor que se pode comprar hoje com 35400 reais. O ronco do motor é mesmo gostoso de ouvir e o sistema que prende o smartphone no painel é bem interessante pra se utilizar o gps.
    O up! Pode também ser uma boa opção, mas com os mesmos equipamentos sai mais caro. Gostei da proposta da Ford e ficaria com seu compacto.
    A única coisa que o up! É insuperável é no manuseio da alavanca de câmbio.
    Ah! Um defeito comum a ambos: punta-tacco impossível. Uma pena

    • Bruno

      Eu comprei o meu 1.5 há cerca de dois meses e meio, por encomenda ainda. Rodo bastante, já está com 7.700 km e posso te garantir que, embora difícil, o punta-tacco não é impossível não.

      • Gilvan Vilarim

        Oi. Como está o consumo do carro? Tem marcado com etanol e gasolina, estrada ou cidade? Ar ligado ou não? Abraços!

    • Fabio Vicente

      A Fiat possuía excelência neste quesito: alinhamento dos pedais. Mas não sei por que o Palio não possui pedais tão bem alinhados para essa manobra.
      Neste caso, eu vou na base da gambiarra mesmo: faço o punta-tacco brecando com o calcanhar e acelerando com a ponta do pé. É feio mas funciona.

    • RoadV8Runner

      Se a posição dos pedais do novo Ka for semelhante ao Ka anterior ou do Focus Mk1, provavelmente dá para fazer o tacco-punta, ao invés do punta-tacco (é o que eu faço nos dois).

  • Fabio Vicente

    Carlos, em sua opinião, a relação de diferencial desses carros não estão curtas em demasia? Porque dado os valores de torque máximo de ambos os motores, eles poderiam ficar uns 10% mais longos sem comprometer tanto o desempenho nas acelerações.
    Outra coisa que me chama atenção: vejo uma tendencia cada vez maior entre os fabricantes de eliminar o marcador de temperatura do motor, substituindo-o por uma luz de alerta em caso de superaquecimento do motor. Eu considero isso uma economia burra, pois caso haja uma avaria no sistema de arrefecimento, o dono do carro só é alertado em um momento que pode ser crítico.

    • Fabio,
      O problema de ter uma 5ª muito longa que passe do ponto é visitar com freqüência a zona de enriquecimento de combustível, pisando muito no acelerador. Às vezes uma 5ª mais curtinha que evite esta condição é mais econômico.

    • João Carlos

      Hoje os ponteiros são tudo ou nada, na maioria dos carros: vão até um ponto da escala e ficam; só saem quando há superaquecimento, ato contínuo ao acender da luz. Por isso que só haver a luz acaba dando no mesmo de uns tempos para cá. E a luz acende antes de ocorrer um problema mais sério, tanto quanto no modelo de ponteiro e luz.

      • Lucas

        Isso de o ponteiro ficar parado que considero um erro idiota. Se vai deixar ponteiro, deixe-o trabalhando. Se não vai deixar ponteiro, pelo menos que coloque no computador de bordo, nem que meio escondidinho, pra ninguém se assustar a toa, uma opção para se poder acompanhar em tempo real a temperatura do motor.

    • Fabio,
      eu também gosto e acho necessário o marcador de temperatura com ponteiro, analógico mesmo. Obviamente o lugar do sensor de temperatura no cabeçote deve ser muito bem escolhido para alertar o motorista em tempo se houver um superaquecimento do motor.

  • Juvenal jorge

    Meccia,
    ótimo relato, gostei muito.
    Mas só uma coisa me entristece, além dos preços brasileiros. Esse carro nunca será um ícone de design como o Ka original.

    • Antônio do Sul

      Ah, o Ka original…carro incompreendido pelo consumidor brasileiro ou errado para o nosso mercado? De qualquer forma, tinha o desenho muito à frente. Experimentei o Rocam e o Endura, ambos com desempenho acima dos concorrentes da época. Nem pareciam 1.0.

    • Antônio do Sul

      Corrigindo a bola fora: experimentei o Ka com motores Endura e Zetec Rocam.

  • Antonio Ancesa do Amaral

    Dias atrás teve um post sobre um provável “hot up”. Na ocasião fiquei viajando em como ficaria um Gordini (650 kg) com o motor de 3 cilindros.
    Atualmente somente o Fusion tem a carroceria mais harmônica, os demais parecem que são enxertos, principalmente o Ka.

  • Rafael Waltrick Wolff

    Só não entendi por que a Ford tirou do site o Ka+ 1.0 SEL.

  • CorsarioViajante

    Ótima análise, penso assim também.

  • Henrique Lopes

    Excelente matéria, sua opinião aliada à opinião do Arnaldo são valiosíssimas.
    Quem quiser ter um contato maior com o Ka 1.0, poderá alugar na Unidas e em breve terá também o 1.5.

  • Romulo Rostand

    Prezado Meccia,
    Ótimo Post. Também não gosto de relações de transmissões longas e sempre faço opção por câmbio manual. Gostaria que as fabricantes oferecessem mais de um tipo de relação de transmissão, uma alongada e outra mais curta, para seus modelos mais vendidos. Acho que só a Fiat faz isso ao oferecer as versões Sporting.

    • Rômulo,
      Espero que a Ford faça um Ka RS…

      • RoadV8Runner

        Já imaginou um Ka RS com o motor Sigma 1,6-litro um pouco mais apimentado? Ou então com a versão turbo do motor 1-litro, já usada amplamente na Europa? Já que sonhar é de graça, fica a torcida.

  • Daniel S. de Araujo

    Carlos, belo texto! Gostei da sua ótica de avaliação que só veio a enriquecer o Ae (cada um com uma ótica).

    Sobre o Sigma 1.5, o motivo da regulagem dele ser inferior a do New Fiesta nacional é diferir o motor de um e de outro?

    • Daniel,
      O sistema de admissão e escapamento são diferentes no New Fiesta e no Ka. Por isso a diferença

    • Antônio do Sul

      No Fiesta, ao contrário do Ka, o Sigma 1.5 conta com variador de fase no comando das válvulas de admissão.

  • João Guilherme Tuhu

    Este Ka vai vender muito bem. Só tenho alguns reparos, por sinal um deles lembrado pelo articulista: o cluster é pequeno – e acrescento – feio. E o painel realmente destoa, mas segue a linha dos Fords atuais. E o propulsor mil do oval azul é talvez o melhor dos 1.0 atuais. Muito bom artigo, parabéns!

  • João Carlos

    Isso da sensação de desempenho é o que mais importa. Lembro que tive um Kadett 1,8 a álcool original, e esse carro até hoje me dá a impressão que andava mais que muitos outros carros mais potentes e/ou mais leves e de motores até maiores que tive depois dele.

    • Sergio

      Tive a mesma sensação com um Pointer 1.8 que dirigi, o desempenho em números não era grande coisa mas a sensação dirigindo era espetacular! Não sinto isso hoje com outros carros…

  • Como é feito o cálculo de escalonamento das marchas – dente de serra numérico?

  • RoadV8Runner

    Esta semana dei uma olhada no Ka hatch e gostei do que vi. Imagino que o novo motor 1-litro deva girar que é uma beleza, pois mesmo o antigo Zetec Rocam gira bem, apesar do pessoal reclamar de uma certa aspereza (sinceramente, eu não vejo aspereza alguma, o motor sobe de giro limpo até o corte).
    Uma das coisas que eu justamente gosto nos carros da Ford é a relação do câmbio ser mais longa que a média. Porém, vendo que a rotação do modelo 1,5-litro à velocidade máxima, em quarta marcha, fica em 5900 rpm (600 rpm abaixo da rotação de potência máxima), parece que realmente o câmbio ficou um pouco longo demais. Concordo que o leve encurtamento sugerido na relação do diferencial do modelo 1,5-litro deixaria as relações de marcha mais adequadas.

  • RR

    Vai saber…..

  • antonio carlos cavalcanti

    Se o Ka original tivesse o símbolo da Volkswagen seria campeão de vendas.

    • Antonio,
      Já falei isso algumas vezes…O Ka 1997 é o veículo mais parecido em conceito com o Fusca que eu conheci. Com a bolacha VW teria sido provavelmente um grande sucesso.

      • Antônio do Sul

        Muita gente diz que faltava espaço, mas, por outro lado, há muita gente que compra um compacto como segundo carro ou é sozinha, sem família. Por isso, também acho que poderia ter vendido bem mais.
        Agora, um delírio nem tão impossível assim: já que compartilhavam da mesma base, um Ka de 1997 com as medidas do Fiesta Mk4 teria deixado a concorrência de cabelo em pé…

  • braulio

    Vou discordar de alguns pontos:
    1- Pneu é para sustentar carro e transmitir força. Cumprindo suas funções decentemente, a função do desenhista é harmonizar o carro com o pneu adequado. Substituir uma peça dessas por razões estéticas é sempre temerário.
    2 – Cinto central traseiro de três pontos: Pra que? Contra que parte do carro a pessoa vai colidir se não estiver presa pela clavícula? Nos outros lugares do carro, isso é uma necessidade para evitar lesões na cabeça. Mas no centro do banco traseiro, o cinto de dois pontos, se corretamente ajustado, permitirá que a pessoa se dobre feito um canivete, reduzindo a chance de lesões na coluna (por torção, mas como elas são menos graves e menos frequentes que as causadas por uma pancada na cabeça, o três pontos ainda é melhor escolha para os outros bancos), e também as causadas por estilhaços.
    3 – Presbiopia, também conhecida como vista cansada é um desvio de visão, causada pelo endurecimento do cristalino. É um tanto diferente da hipermetropia, que dificulta a visão de perto e ocorre por problemas de formação do olho. Em alguns casos, a lente de correção de ambos é a mesma, mas o presbiope costuma usar lentes multifocais (e que são obrigatórias quando se está dirigindo, diga-se de passagem).
    Os ítens 1 e 2 são coisas que vemos muita gente repetindo por aí, em variantes como “Carro X é melhor que Y porque tem mais airbags”, “Vou pôr um jogo de rodas mais bonito, para melhorar a estabilidade”, mas é ruim ler jornalista sério falando a mesma coisa, induz gente ignorante das Leis que regem o Universo (Física, Química e Matemática, nada de Dilma aqui…) a cometer erros crassos. O terceiro ponto de discórdia é simplesmente porque… Bom, é sempre bom saber o que o oftalmologista quer dizer, não?
    Quanto ao novo Ka, devo confessar que estou bastante curioso: A Ford tem uma tradição de até perder o pioneirismo no lançamento de uma solução (motor à álcool, depois o flex), mas, quando lança, faz um produto próximo da perfeição. Será esse o caso do tricilíndrico deslocador de um único decímetro cúbico que equipa o carro (cujo nome já foi usado num subcompacto)?

    • Bob Sharp

      Braulio,
      1. Se a roda, além de sua função precípua, contribuir para o embelezamento do carro, o recurso pode e deve ser usado, desde que feito com técnica, é evidente. As rodas respondem em 40% pelo impacto visual lateral de um carro.
      2. Em questão de retenção ao banco, cinto subabdominal é melhor que nenhum, cinto de três pontos é melhor que subabdominal. Não vai querer discutir isso, vai?
      3. O Meccia falou em vista cansada, portanto presbiopia, não de qualquer outra anormalidade de visão. Oftalmologista nada tem a ver com esse relato do autor.
      4. Vivemos analisando coisas e com um jornalista que testa automóveis é igual. Não há nada errado em quem conhece profundamente o assunto tecer tais comentários.

      • braulio

        Bob,
        Quanto ao item 1, acho que a questão vai descambar para o pessoal: Gostei das rodas do Ka. Principalmente do fato de não serem exageradamente largas ou baixas. E seria capaz de apostar que parte dos elogios que o compacto tem recebido quanto a consumo e estabilidade tem a ver com essa escolha de pneus, que também será agradável ao consumidor na hora da reposição. São muito bons e bastante baratos. Não poderia ser relevado o fato de não serem espetacularmente bonitos?
        O item 2 não se discute em termos: Dada a magnitude de danos sofridos num acidente aéreo, o cinto serve mais para identificar o cadáver que para preservar vidas (num eventual acidente. Em pousos e decolagens normais, realmente estar seguro ao assento deve evitar lesões bastante desagradáveis). Lá, como os três pontos não fariam melhor, ficou-se com apenas dois. O terceiro ponto é importante, e segura melhor o corpo. Mas não segurar o tórax do passageiro do meio torna o novo Ford um carro menos seguro?
        Quanto ao item 3, há um ponto perigoso: Se o endurecimento do cristalino afetou a visão a ponto de precisar de lentes bifocais, ou multi, que são as mais usadas hoje, a visão de longe também está comprometida. Tirando isso, e o fato que o painelzinho não parece tão difícil de ler assim, mais nada contra.
        Quanto ao item 4 – Essa é uma das maravilhas da internet. Vou continuar estudando, para poder falar cada vez menos besteiras e, mesmo assim comentar de vez em quando.

        • Bob Sharp

          Braulio
          Eu, o Meccia e muitos acham que as rodas são desproporcionais à vista lateral do Ka. O roda maior, não o diâmetro da roda completa (roda+pneu) melhoria o visual e uma escolha acertada de diâmetro, seção e perfil não tiraria as boas características do carro. Se você gostou do visual, foi você. Eu acho estranho, tanto quanto o novo EcoSport nesse aspecto.
          Ninguém disse o Ka é menos seguro por não ter cinto três-pontos atrás, mas é que é um item bem-vindo, acho que não pode haver dúvida. Cada vez mais carros vêm assim dotados.
          Quanto à visão, você está falando de coisa diferente. O que nós com a idade desenvolvemos é presbiopia, só. Para longe enxergamos perfeitamente sem óculos, inclusive à noite.

    • Marcos Alvarenga

      Acredito que no exame médico para renovação de carteira de motorista não exista aferição da visão para perto.

      Óculos multifocais nunca foram obrigatórios para dirigir.

    • Braulio,
      Não sei o porquê desta sua colocação. Eu estou perfeitamente apto para dirigir e com os exames médicos em dia. Enxergo muito bem…as vezes até demais.

  • Bruno,
    Na verdade é a mesma coisa, somente dados para o gráfico dente de serra. Veja o post “Casamento obrigatório”, de minha autoria, que mostra detalhes de como se faz um powertrain matching adequado.

  • Lucas Sant’Ana

    Citação do texto: “Evidentemente, foi escolha da Ford dar essa característica à transmissão
    do Ka com o motor maior, sei que os outros editores do Ae prezam esse
    conceito, mas não é minha preferência. Creio que um final drive em torno
    de 4,25:1, ante o atual 4,07:1, cairia que nem uma luva para melhorar o
    desempenho do Ka 1,5 e sem deteriorar significativamente o consumo de
    combustível. A rotação do motor a 120 km/h passaria para 3.550 rpm,
    ainda aceitável. Me lembro do primeiro Ka com motor 1,6 RoCam e com
    relações de marcha bem curtinhas que parecia um kart e deixou saudade!” O old March 1.6 é assim!! Com uma 6ª marcha então, baixando a rotação para 3.100 rpm para manter 120 km/h de velocidade de cruzeiro iria agradar a gregos e troianos. Já está na hora de os fabricantes oferecerem câmbios de 6 marchas em massa!

    • Rogério Ferreira

      Apoiado… Eu sempre tive interesse em carro com seis marchas, com a cinco primeiras marchas normais e a sexta mais um overdrive, só usasse, quem quisesse, e não se importasse de reduzir nas retomadas. Nesse sentido o Kia Cerato 1,6 anda chamando muito a minha atenção, precisava apenas ser mais barato, pois para perfeição, falta pouco.

      • KzR

        Justamente. Coisa que o Citroen DS3 cumpre muito bem, mesmo tendo muito motor para aproveitar. O Bravo T-Jet ainda se vale da sexta como de potência, mas sua rotação em 100 dizem ser baixa, entre 2000 e 3000 rpm.

  • Thiago Teixeira

    Carlos, desculpe. Como falei com o Antonio logo abaixo. Nao me referi ao carro, mas ao nome “ka”. Me expressei errado. O carro em si é sensacional.
    Abcs

  • RoadV8Runner,
    Valeu pelo comentario
    Abraço

    • KzR

      O ideal seria atingir o pico no corte?

      • KzR,
        O ideal seria a velocidade máxima se dar em 5ª marcha na rotação de pico de potencia – 5%.

  • Rogério Ferreira

    Gosto do Ka+, precisava dirigir um, na versão 1.0, para saber se realmente vou gostar. O peso de 1.022 kg já me deixa com um certo receio. Cheio de pessoas e bagagens. Será? Um sedãzinho 1.0 que dirigi e gostei do desempenho, foi o Prisma 1.0 de geração anterior (aquele que deriva do Celta), então vamos as contas… Prisma: 78 cv para 920 kg de peso. o que dá relação peso-potência de 11,79/kg/cv. Já torque, são 9,7 mkgf a 5.200 rpm, o que dá uma relação de 94,84 mkgf/kg, (tudo bem, lá na estratosfera de giros). Ka+: 12,77 kg/cv e 95,51 mkgf (a mais aceitáveis 4500 rpm)

  • Leister Carneiro

    Meccia
    Você poderia nos explicar esta diferença?

    Obrigado

    • Leister,
      Os roteiros e comprimentos de dutos aliados ao back pressure do escapamento e o variador de fase no comando de válvulas de admissão do New Fiesta explica a diferença.

      • Leister Carneiro

        Obrigado meu amigo
        Não gostei do preconceito com o irmãozinho pobre tava com ideia de comprar.

        Agradeço mesmo sua explicação

  • RoadV8Runner,
    Caramba……………..!

  • Thiago Teixeira

    Certa vez comprei uma revista que trazia na capa um Ka preto, cujo dono apelidou de Kanhao, incluindo um adesivo na tampa. As alteracoes comecavam na troca do motor por um Zetec 16v 1.8 do Escort. E por ai ia…
    salvo engano estava na extinta revista Oficina Mecanica – uma das melhores revistas de carro que ja li.

  • Eduardo Edu

    Como sempre, uma excelente leitura técnica redigida pelo CM. Peço desculpas pelo texto longo, mas me senti motivado a descrever uma experiência pessoal. Em viagens sempre alugo carro ao invés de pagar pelo preço abusivo dos táxis, sem contar que isso te proporciona liberdade de ir e vir em detrimento do alto preço dos estacionamentos. Recentemente dirigi pela primeira vez dois veículos, o Gol G5 e 1/2 e o novo Ford Ka, isso após uma sequência de várias locações com o Fiat Uno e Sandero, este último muito robusto, mas com motor muito fraco (1.0). Sempre achei o Uno um carro preparado para o Brasil na aptidão de aturar vias altamente irregulares e com concordâncias subplanejadas. Daí o porquê dos offroads da vida. Foi então que dirigi o Gol 1.0 pela primeira vez, motor TEC, achei o casamento do motor/suspensão/ câmbio tão perfeito que me fez refletir na quantidade de horas que a VW passou aperfeiçoando este conjunto. Isso sem deixar de ser confortável ao passar pelos buracos e irregularidades. Concordei em gênero e grau sobre o último texto do BS sobre o Voyage bluemotion. Bom, na última locação levei um Ka 1.0 e, por todos os elogios que li a respeito, confesso que esperava mais dinamicamente. A direção é bem leve mesmo nas manobras parado, a ponto de poder girar o volante com o dedo. Mas isso não é ruim de todo modo. Existe uma descontinuidade muito grande na transferência de torque durante a transição da primeira para a segunda marcha a ponto de fazer o veículo saltar demasiadamente para frente se não houver um maior controle no manejo dos pedais. O diagrama da foto 12 parece deixar isto muito claro. O motor 1.0 3 cilindros é muito ruidoso e áspero acima dos 4000 giros, que a mim não despertou esportividade, mas causou sensação de estar indo além de sua capacidade. Até aí considerei o carro não muito agradável dirigindo-o. Realmente, o conta-giros na mesma proporção do medidor de combustível me fez ter a percepção que um ficou muito pequeno, e o outro muito grande, respectivamente. De pontos positivos, me chamou a atenção para curvas mais fechadas em que podia realizar as manobras mais abruptas com inclinação mínima da carroceria sem ao menos ouvir o cantar dos pneus. Não é um mau produto, pelo contrário, os diferenciais são o espaço interno generoso e principalmente o sistema Sync, indispensável para os dias de hoje para que não haja distração atendendo o celular com a mão. Se fosse para levar um carro, levaria o Ka pela funcionalidade apesar do Gol ser dinamicamente exemplar. Infelizmente a VW esqueceu que a percepção do comprador não está no quesito dirigibilidade, que é subjetivo, mas sim no conteúdo de equipamentos em si. Então a meu ver, um KIt de conectividade à um preço justo mudaria muito a intenção de compra para o Gol.

  • Junior Tada

    Ao Carlos ou Bob:
    Sabem me dizer se esse motor 1.5 do Ka é o mesmo bloco mas sem o turbo e sem a injeção direta do ecoboost, assim como no 1.0?
    Esses motores são fabricados em Taubaté ou em Camaçari?
    É muito complexo mudar a fabricação desses motores atuais para os ecoboost ou é simplesmente colocar o turbo e mudar o sistema de injeção?

  • Bob Sharp

    KzR
    O Bravo T-Jet a 100 km/h o motor está a 2.750 rpm e a 120 km/h, 3.300 rpm.

    • KzR

      Obrigado pela informação, Bob. Para viagens, dá-se para cruzar tranquilo com o Bravo T-jet nessas velocidades, ainda que ache o DS3 cumprir melhor a função, sem entrar no quesito espaço interno e bagagem.

  • Eduardo Oliveira

    Entre as versões, básicas, qual seria a escolha do editor:
    Ka 1.0 ou Hb20 1.0 ?

  • Bob Sharp

    Eduardo Oliveira
    É antiético manifestar preferências. Espero que entenda.

  • Petpower

    Eu não acredito que o Ka tenha apenas 2,06 de área frontal! A frente dele é grande demais para isso; parece uma caminhonete! Na minha opinião ele deva ter pelo menos 2,2.

  • Navegador

    Em termos de refinamento (ruído do motor, ruído de rolamento, vibrações) como se comparam o Ka 1,5 e o Fiesta 1,6?