DSC09064  RENAULT LOGAN EXPRESSION, NO USO DSC09064

A mudança que houve no Renault Logan se assemelha à ocorrida no Toyota Corolla: ambos mantiveram as qualidades que fidelizaram um perfil de cliente e a elas outras foram acrescentadas. Com isso é esperado que o modelo também conquiste quem antes não cogitava adquiri-lo. Com o Corolla deu certo, suas vendas cresceram dentro do segmento, e o mesmo vem se passando com o Logan. 

 

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As melhores linhas refletem um melhor carro

O modelo anterior do Logan não tinha beleza, o que lhe restava conquistar pela utilidade. Na noite do lançamento do modelo, em 2007, assim que o descortinaram estranhei seu design. Ele me pareceu esquisito, sem a mínima graça. Porém, ao sairmos com ele na manhã seguinte, fui apreciando seu bom comportamento, a maciez da suspensão, a robustez, o grande volume do porta-malas e o amplo espaço para os ocupantes, principalmente para os que vão atrás. E ele passava por lombadas com admirável facilidade. Um honesto sedã. Pelo preço, no mercado não havia nada que oferecesse tanto espaço.

 

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Bancos mais envolventes e melhor posição de dirigir

O novo Logan, como disse, manteve essas boas características e ganhou outras. Está indiscutivelmente mais bonito, deixou de ser esquisito. Não é um expoente em design, mas está na média, normal. A suspensão me pareceu um pouco mais dura, só um pouco, mas em compensação, a meu ver, houve boa melhora na sua dinâmica. Ele, que já era bom de suspensão, ficou muito bom. Era um pouco frentudo nas curvas e agora está praticamente neutro, e passou a se portar muito bem nas curvas de alta, com precisão de trajetória superior à do modelo anterior. Bons pneus Bridgestone Turanza BR300 185/65R15 contribuem.

Houve melhora também na ergonomia para o motorista. O volante só tem regulagem de altura, porém está na distância certa, o que permite manter pernas e braços em posição confortável e funcional. O banco agora tem bom encaixe e também tem regulagem de altura. Viajei, peguei estrada por três horas e sequer pensei em mudar sua posição, e isso é um bom e prático sinal.

 

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Espaço para três adultos no banco traseiro

O trambulador do câmbio continua com comando a varão, porém achei que melhorou. Os engates estão suaves e precisos. Não há queixas quanto a ele. Resumindo, o Logan, que antes era somente um veículo útil e com uma tocada sem graça, passou a ser divertido de guiar.

 

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Prática tela multifuncional

O painel é simples e prático, porém os mostradores são de difícil leitura, muito escuros. Seria preciso que sua iluminação fosse permanente. No centro do painel há uma tela tátil multifuncional, com GPS, som etc. Na coluna da direção há um prático comando do som.

 

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Mostradores pouco visíveis quando sem iluminação

 

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Iluminados, sim, dão boa leitura

O motor desta versão Expression (R$ 39.310,00) é o já conhecido Renault de 1 litro, 4 válvulas por cilindro, que teve melhorias, como o aumento da taxa de compressão, redução de atrito, entre outras. É um bom motor, resistente, econômico e muito bom em giro alto. A 4.000 rpm vem uma pegada forte e a partir daí rapidamente ele vai ao limite de giros, 6.200 rpm, onde ocorre o corte, limpo. Em alta fica um pouco ruidoso, mesmo tendo manta fonoabsorvente sob o capô. É um motor elástico, porém, com a chegada dos motores 1-litro de 3 cilindros da VW e da Ford, este motor Renault ficou para trás. Esses dois motores citados são mais modernos. Entre outras características, têm comando de válvulas variável (só admissão no VW e em ambos, no Ford) e por terem 3 cilindros em vez de 4 têm menor atrito no funcionamento, daí que são mais econômicos.

O Logan fez ao redor de 8,5 km/l de álcool na cidade e 10,7 km/l na estrada. É, portanto, econômico, porém nada espantoso. O pecado fica para a 5ª marcha um pouco curta. A 120 km/h o giro está a 4.250 rpm, o que é um tanto alto. Para uma viagem curta e carro carregado, tudo bem, está condizente, mas em uma viagem com o carro leve e em estrada livre o autoentusiasta se incomodará com o giro alto.

 

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Motor 1-litro é um pouco ruidoso em alta

É uma pena que a opção de motor 1,6-litro seja o de 2 válvulas por cilindro e não o brilhante Renault 16v. Esse novo Logan com aquele motor seria um sedã compacto de conjunto muito atraente para um autoentusiasta.

 

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O já imenso porta-malas de 519 litros agora ainda aumenta com o rebatimento do encosto

O Logan mudou, como disse, não só no visual. Vale dirigi-lo. Inclusive, recomendo que o nosso querido e assíduo leitor, “Mr. Car”, dono e fã do antigo Logan, faça um test-drive. Você, Mr. Car, verá que nada do que havia de bom no antigo se perdeu, e você terá mais outros motivos para continuar gostando dele.

Vale ler a matéria escrita pelo Bob sobre o Logan com motor de 1,6 litro: Novo Logan, baixo custo vestido a rigor.

AK

Fotos: autor

 

FICHA TÉCNICA NOVO LOGAN
 
 1,0 16V Flex1,6 8V Flex
MOTOR
Tipo4 tempos, 4 cilindros transversais em linha, comando de válvulas no cabeçote, correia dentada, atuação indireta sem compensação hidráulica de folga, bloco de ferro fundido, cabeçote de alumínio
N° de válvulas168
Cilindarada999 cm³1.598 cm³
Diâmetro x curso69 x 66,8 mm79,5 x 80,5 mm
Taxa de compressão12:1
Potência77 cv (G) e 80 cv (A) a 5.750 rpm98 cv (G) e 106 cv (A) a 5.250 rpm
Torque10,2 m·kgf (G) e 10,5 m·kgf (A) a 4.250 rpm14,5 m·kgf (G) e 15,5 m·kgf (A) a 2.850 rpm
Formação de misturaInjeção eletrônica seqüencial
CombustívelGasolina E25 e/ou álcool
TRANSMISSÃO
CâmbioTranseixo dianteiro manual de 5 marchas
Relações das marchas1ª 4,09:1. 2ª 2,24:1; 3ª 1,39:1; 4ª 1,03:1; 5ª 0,82:1; ré 3,55:11ª 3,73:1. 2ª 2,05:1; 3ª 1,32:1; 4ª 0,97:1; 5ª 0,76:1; ré 3,55:1
Relação do diferencial4,92:14,36:1
SUSPENSÃO
DianteiraIndependente, McPherson, braço triangular inferior, mola helicoidal e amortecedor hidráulicoIndependente, McPherson, braço triangular inferior, mola helicoidal, amortecedor hidráulico e barra estabilizadora na versão Dynamique
TraseiraEixo de torção, mola helicoidal, amortecedor hidráulico e barra estabilizadora
DIREÇÃO
TipoPinhão e cremalheira, assistência hidráulica opcional para o Authentique e de série para o Expression 1,0, diâmetro de giro 10,6 metrosPinhão e cremalheira, assistência hidráulica, diâmetro de giro 10,6 m
Voltas entre batentes4,09 / 3,4 com assistência
FREIOS 
DianteirosA disco ventilado de Ø 259 mm
TraseirosA tambor de Ø 178 mm; se com direção hidráulica, Ø 203 mmA tambor de Ø 203 mm
Circuito hidráulicoDuplo em “X”
RODAS E PNEUS
RodasAço, 5J x 15, inclusive Expression 1,0 16VAço 5J x 15, alumínio 5J x15 opcional para o Expression 1,0 e de série para o Dynamique
Pneus185/65R15
DIMENSÕES
Comprimento4.349 mm
Largura1.733 mm/1.994 mm com espelhos
Altura1.529 mm
Distância entre eixos2.635 mm
AERODINÂMICA
Cx0,34
Área frontal (calculada)2,12 m²
Área frontal corrigida0,72 m²
PESO E CAPACIDADES
Peso em ordem de marcha1.028 kg1.070 kg
Porta-malas510 litros
Tanque de combustível50 litros
DESEMPENHO
Aceleração 0-100 km/h14,3 s (G) e 14,2 s (A)11,9 s (G) e 11,6 s (A)
Velocidade máxima160 km/h (G) e 163 km/h (A)178 km/h (G) e 180 km/h (A)
CONSUMO
Cidade11,9 km/l (8,4 l/100 km) (G) e 8,1 km/l (12,3 l/100 km) ) (A)Não informado
Estrada13,4 km/l (7,5 l/100 km) (G) e 9,2 km/l (10,9 l/100 km) (A)Não informado
CALCULOS DE CÂMBIO
v/1000 em 5ª28,2 km/h34,3 km/h
Rotação a 120 km/h em 5ª4.250 rpm3.500 rpm
Rotação à velocidade máx. 5ª5.780 rpm5.250 rpm
   
MANUTENÇÃO
Revisões/troca de óleoA cada 10.000 km
GARANTIA3 anos ou 100.000 km

Sobre o Autor

Arnaldo Keller
Editor de Testes

Arnaldo Keller: por anos colaborador da Quatro Rodas Clássicos e Car and Driver Brasil, sempre testando clássicos esportivos, sua cultura automobilística, tanto teórica quanto prática, é difícil de ser igualada. Seu interesse pela boa literatura o embasou a ter uma boa escrita, e com ela descreve as sensações de dirigir ou pilotar de maneira envolvente e emocionante, o que faz o leitor sentir-se dirigindo o carro avaliado. Também é o autor do livro “Um Corvette na noite e outros contos potentes” (Editora Alaúde).

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  • CorsarioViajante

    Este novo logan e sandero ficaram com visual bem acertado, embora um pouco exagerado nas versões de topo devido aos cromados.
    Mas seu diferencial perante a concorrência, a meu ver, continua o mesmo: espaço. De resto está na média ou, mesmo, abaixo dela.

  • Totiy

    N. A. D. A. justifica 40 mil em um carro 1.0 !

    • Justifica sim. Afinal, segundo a Dilminha, a inflação é uma invenção da oposição.

  • César

    Quando o Logan foi lançado, e a cada vez que via um, pensava que seria o último carro na face da Terra que eu teria, até que, em um dia sem carro, eu, minha esposa e minha filha pegamos um táxi e calhou de ser um Logan. Fiquei espantado com o latifúndio que é o espaço no banco traseiro, tanto para as pernas quanto para a cabeça.
    Como já estávamos querendo trocar de carro, o Logan veio a calhar, pois, pelo que custou (compramos usado: 2010/2011, já com o facelift), não encontraríamos nada com o espaço interno e com o porta-malas.
    No geral, estou muito satisfeito com o carro, e acho que ele melhorou ainda mais nessa nova versão, algumas coisas poderiam melhorar:
    – A abertura do porta-malas é pequena, proporcionalmente ao seu tamanho, o que dificulta ou mesmo inviabiliza o transporte de objetos maiores (acredito que agora, com a possibilidade de se rebater o encosto do banco traseiro, isso possa ter sido amenizado);
    – As hastes da tampa do porta-malas roubam um pouco do espaço de bagagem;
    – Poderiam ter luzes para os ocupantes do banco traseiro;
    – A 5ª marcha poderia ser mais longa, melhorando o consumo e diminuindo o ruído em estrada;
    – Os repetidores de seta, agora presentes, deveriam ser de série em todas as versões, já que as setas frontais ficam no meio;
    – Cinto de 3 pontos para todos os ocupantes do banco traseiro;
    – Já que tem faróis de neblina, que tivesse também luz traseira de neblina (não, não as uso indiscriminadamente).
    Certamente, é sério candidato a meu próximo carro, numa futura troca.
    Gostaria muito que a Renault trouxesse pra cá a versão perua, o Logan MCV.

    • Se vc olhar por dentro do porta malas, na chapeleira, verá a espera pra parafusar o cinto de segurança de 3 pontos do passageiro do meio. O Megane I tem o cinto neste lugar, mas a catraca é montada por cima e vem com uma protetor plástico. Já no Logan, é o próprio carpete da chapeleira que faz o acabamento. Como não consegui nenhuma dessas peças pra esconder a catraca, não instalei no meu, mas o farei quando conseguir.
      Como tive Scenic, consegui 2 luminárias de teto que ficam nas laterais, cortei o forro e pra minha surpresa na lata já havia a furação pra encaixe. O interior ficou muito bem iluminado com 2 lâmpadas de 7W.

    • Silvio

      César,

      Já sonhei com essa MCV por aqui anos atrás, apesar dela conseguir ser mais feia que o Logan, agora na segunda geração ficou bem legal, a Lodgy seria uma boa opção tb, mas a Nissan vende (ou vendia) a Livina. Talvez um dia a Versa Note.

      As wagons estão minguando por aqui, cada dia menos opções, e o mercado só tem olhos para SUVs, inclusive a Renault com Duster e se o dólar deixar a Captur.

      Como disse no meu comentário, falta a Renault seguir a líder atual e não a anterior. A FIAT tem na sua família de pequenos completa, e é líder de mercado, a VW falta uma SW (a spacefox é quase uma minivan e custa um absurdo, além de não ser baseada no “popular” gol, mas no “””””premium””””” Fox). A Peugeot tentou, hatch, sedan, sw, e pickup, coitada da Hoggar… Acho que a pickup do logan cairia bem no BR, o sedan já é um carro bem aceito por frotistas e taxistas. Já a Peugeot tem um publico diferente, errou nisso.

      • CorsarioViajante

        Acho que vem uma pickup em cima do Duster, monobloco, como será a stradona, se não me engano.
        Essa perua do Logan seria bacana. Manteria a característica de oferecer muito espaço.

      • César

        Sílvio,

        Pois é… vamos sonhando com as SW e enquanto vemos os os SUV proliferarem… lamentável

    • Fat Jack

      Interessante você mencionar a questão da posição de dirigir, pois é tida como exemplar por praticamente todos os que ouvi, mas ainda estou me adaptando, tendo a mesmíssima impressão que a sua…

    • César

      Na lista de faltas, me esqueci de um item: os puxadores das portas traseiras são péssimos, principalmente para crianças ou para pessoas com alguma dificuldade. O ideal seriam puxadores iguais aos das portas dianteiras, como já ocorre no Duster.

  • CorsarioViajante

    O problema nem é o deslocamento do motor, mas o pacote. Mas o preço, quem dá, é o mercado, e o mercado está bem feliz!

  • Silvio

    AK,

    Tenho um Logan Privilege 1.6 16V (K4M) e toda vez que vejo uma materia em que o 1.6 8V (K7M) é citado, e não raramente criticado, penso por que raios a Renault tirou o 16V de linha?! Na época disseram que foi pra não canibalizar o Symbol, mas esse não existe mais… Então pq raios não trazem o 16V de volta?! O primo/irmão Versa seria o motivo?

    O motor do meu carro 08/09 tem 112cv sugando cana, nesses 6 anos um tapa de ajuste chegaria fácil aos 120cv, o mesmo que rende o badalado EA211da VW.

    Ainda sobre a sua avaliação, o 1.0 16V testado apontou média de “8,5 km/l de álcool na cidade e 10,7 km/l na estrada.”, pois o meu 1.6 16V tem feito médias de 7,5 a 9.5 na cidade (dependendo do trânsito / uso do ar), e entre 10 e 13 na estrada (dependendo do trânsito / pé). Além do IPI, qual a vantagem de se comprar esse 1.0, se ele bebe igual um 1.6?

    São tão poucos os consumidores que sabem o que querem comprar, escolhem não só por beleza, ou por preço, mas também por questões como desempenho, consumo, custo de manutenção, etc…

    Executivos das marcas ouvem quem?! Analistas recém formados em marketing?! A VW perdeu a liderança pra FIAT, e agora o Gol deixa a liderança de mercado, aí você olha pro catálogo da italo-betinense nos últimos 10 anos e vê um sem número de opções, 1.0; 1.3; 1.4; 1.5; 1.6; 1.8; 1.9; 2.0; 2.4; versões 8v, 16v e 20v; aspirados ou sobrealimentados; Já já aparece por aqui um 3 cilindros 12v…

    A Renault deve ter se espelhado na então líder do mercado local para instalar suas operações por aqui, então que a brincadeira de siga o líder passe a seguir o líder já a muito tempo, que o nipo-franco-libano-brasileiro que é genial ponha alguém com mais agilidade pelas bandas de cá.

    • Fat Jack

      O K7M é um bom motor, depois da atualização de 2013, conseguiu números interessantes de potência e consumo para suas características, é que o K4M é considerado melhor em vários aspectos, como silêncio, menor vibração e a mesma abundância de torque em quase todas as faixas de rotação do 8v. Também não vejo vantagem em ter o 1.0 a não ser utilizando-se somente na cidade, onde eventualmente pode ser mais econômico que ambos 1.6 8v ou 16v). Porque tiraram o K4M do Logan/Sandero? Porque eles não perderam vendas sem ele e possivelmente isso possibilitou aumento da margem de lucro da montadora. Eu mesmo gostaria muito de ter um com esta motorização…

      • Na verdade a opção foi seguindo o caminho de conquistar os consumidores da VW, e o seu Voyage. A Renault quis bater de frente com a marca alemã, buscando cativar o público dela, com um carro realmente mais bonito que o alemão (para alguns não), com acabamento similar, mais equipado e com mais espaço, na mesma faixa de preços, tudo isso com um motor que embora antigo e defasado, por ser 8v, é o preferido dos “mexânicos”, que convencem os menos entendidos que motor 16v não presta. A Renault acertou comercialmente ao adotar esta estratégia, pois suas vendas melhoraram e muito. A VW, embora já tenha um motor 1.6 16V, apenas limita a adoção dos mesmos as versões de patamar superior dentro da linha, como no caso o Gol Rallie e o Fox Highline, porém sequer o adotou no Voyage Evidence, seu topo de linha, que permanece com o 1.6 8v recauchutado.

        Creio que logo a Renault deverá começar a adotar o 1.6 16v em alguma versão especial topo de linha do Sandero, se por ventura vir o adotar novamente aqui no Brasil, justamente para combater as linhas superiores da VW… ainda sim, se ela conseguir o fazê-lo com o 1.6 8v, certamente ela não pensará muito em manter o bom e velho motor que possui menor custo de produção em um futuro lançamento, afinal, eles lançam apenas o que o mercado compra… se o 1.6 16V fosse o favorito e rendesse substancialmente vendas a mais para família Logan/Sandero, certamente ele estaria disponível hoje para o Brasil.

      • Fernando

        Fat Jack, realmente na atualização que o K7M sofreu melhorou bastante mesmo, acho que passa a má impressão do anterior.

        Mas, sinceramente, não sei o que tanto a Renault errou a mão no K7M flex, que ele é criticado (com razão) por não ser tão brilhante em desempenho e ter um consumo ruim para o que entregava.

        Digo isso pois tenho um Clio com o K7M anterior aos flex e somente tenho elogios a ele, tem ótima relação de desempenho e consumo para o porte do carro, o contrário do que presenciei em alguns Sandero e Logan no K7M flex.

  • Renato Mendes Afonso

    Antes achava tão estranho quanto o antigo, agora confesso que acostumei ao ver-lo mais nas ruas. Esta mais simpático (principalmente com o “kit aerodinâmico”) e parece bater de frente com muito sedã médio em termos de espaço interno. Falta talvez um motor mais vigoroso em alto giro, mas imagino que, para o público alvo, o carro satisfaça do jeito que ele realmente é.

  • O legal do Logan é a simplicidade. Tudo simples, mas bem feito e eficiente, que se traduz em resistência e durabilidade. Essa fama de baixo custo que “grudou” na primeira geração nesta foi enterrada de vez, pois o mesmo carro vendido aqui em outros mercados é o Symbol, com o mesmo requinte do anterior.
    Sou tão satisfeito com o meu que nem penso em trocar por outro mais novo tão cedo.

  • Fórmula Finesse

    Em termos de espaço, o Logan é imbatível – é impressionante sentar no assento de trás e ver a distância que ainda sobra dos joelhos para o assento, ou da cabeça para o teto. No entanto, quase 40 mil reais esbarram em carros “sem bunda”, mas que compensam essa deficiência com motores, drive, e desenho bem melhores; o latifúndio Logan portanto é beemmm cobrado; penso que o conjunto que envolve a simplicidade (malgrado bem feita) das suas linhas, do seu interior, da maturação técnica e amortização dos investimentos iniciais; não poderia custar mais do que 35 mil reais, tendo em vista a concorrência de carro mais apelativos, mesmo que menos familiares…

    • Acho já que temos que observar a categoria como um todo, e não carros hatch que por ventura possam tirar algumas vendas do Logan. Para a categoria a que ele pertence que é a dos sedans compactos, embora seu preço tenha subido exponencialmente, ele ainda tem um “custo X benefício” quase imbatível entre os modelos de fabricação nacional, perdendo apenas para os atualmente importados Lifan 530, Chery Celer Sedan e JAC J3 Turin, que figuram na mesma base de preço com equipamentos a mesmo nível, porém dotados de motores mais fortes e menor valor de revenda. Se for considerar o espaço interno, pelo preço o Logan ainda é imbatível.

      • Fat Jack

        Concordo plenamente, mas com toda certeza, o melhor custo-benefício do Logan mora na Expression 1.6 “básico” (pena não ter mais os faróis de neblina de linha), o restante é penduricalho vendido a preço de ouro. Quanto ao J3 Turin (o Turin S é um carrinho que depois de ir ver, teimo em gostar), há outro problema, não se encontra nas concessionárias com menos de $4K acima dos preços divulgados pela JAC.

  • Leandro1978

    Acho curioso a Renault não disponibilizar o 1.6 16v para o mercado nacional, mas exportá-lo para Argentina e México.

    • Nando

      Eles também “vendem” para a sócia Nissan, que aplica em modelos como a Livina.

    • CARPANO

      Não existe alguns Sanderos com o 1.6 16v?

      • Leandro1978

        Não. 16v só os 1.0.

        • Lucas CRF

          Leandro, no passado existiu os Logan 1.6 16v.

          Lucas CRF

          • Leandro1978

            Sim, mas não atualmente. Embora sejam exportados.

      • CorsarioViajante

        Existiam…

    • Luiz_AG

      Os consumidores brasileiros compram o 1.6 8v sem reclamar, portanto não há motivo de colocar um motor mais caro. Já tive um Sandero 1.6 8v e esse motor não está na minha lista de favoritos.

  • Nando

    Não só o Logan, mas muitos outros carros estão com cromados em excesso. Às vezes me sinto de volta aos anos 70.

    • CorsarioViajante

      Cromado é um negócio que é bem difícil ficar legal num carro contemporâneo. O novo City, com aquele bigodão cromado, fica muito feio, por exemplo.

      • Bosley De La Noya

        Não são os cromados que atrapalham, pois Mercedes, Maseratis e Audis continuam cheios de cromados e são muito bonitos.
        O problema de alguns carros contemporâneos é que eles são feios mesmo. E aí não tem cromado que ajude né…

      • Nando

        Grade cromada virou moda, mas fica bem em pouquíssimos casos. Mas pior que isso são aqueles frisos cromados que vários carros tem em volta das janelas. Grotesco!

      • Lucas dos Santos

        Há alguns anos atrás tinha um Honda Civic (da sétima geração) na minha cidade (na verdade não era daqui, pois as placas eram de São Paulo) em que o dono “transformou” todos os detalhes cromados em dourados. Do friso do porta-malas ao logotipo da Honda! Tudo o que era cromado passou a ser dourado.

        Confesso que na época eu até achei legal e bastante criativo. Hoje, eu certamente acharia “brega”!

        • CorsarioViajante

          Já vi alguns assim. ACho que deve ser algum tipo de personalização típica japonesa, pois costumo ver carros japoneses assim. Mas desconheço este universo.

  • Daniel S. de Araujo

    Nossa….10,7km/L na estrada era o que fazia meu velho Gol CHT a álcool, 1,6L e carburado (e carburador Weber original ruim…)!
    Um 1L com injeção eletronica multiponto diital, menores tolerancias e uma motorização moderna tinha obrigação de render mais.

    • Fernando

      Concordo que com tantas melhorias, gostaria de ver melhor consumo, afinal são várias melhorias feitas de lá para cá que somadas fariam uma boa diferença. Sempre penso isso quando vejo que o consumo pouco evoluiu em tantos carros de tanto tempo para hoje(e comparando a álcool não tem a desculpa de ser a dose dele na alcoolina).

      Mas também vejo pelo lado que este 1L atual tem mais potência que o CHT(que na versão normal tinha 78cv a álcool e menos na gasolina), e precisa cumprir leis muito mais rígidas que antigamente, além de só de possuir o catalisador já seja um peso contra o consumo e potência.

      Este motor e alguns outros de 1L já tem reação superior aos de 1,6L daquela época o que por si já contribui bastante para eu não achar que tirando o consumo, de resto foi uma ótima evolução. O Fusca, Chevette, Escort e outros com motor 1,6L dos anos 80 são similares aos 1L de hoje tanto no consumo quanto desempenho, o que acho ser uma boa base para os tempos atuais.

      • Daniel S. de Araujo

        Quando me lembrei do Gol que tive foi exatamente por isso. Um carro de outra época, dos primeiros com catalisador, que eu já peguei bem usado, com uma série de deficiências, inclusive uma carburação que estava no final da vida util, mais de 300 mil quilimetros rodados (e motor std) e queimando um pouco de óleo, enfim, era o carro que tinha uma série de fatores limitantes para um melhor rendimento com alcool. Como um carro desse pode ter consumo semlhante a um Logan 1L novinho em folha!

        • Fernando

          Entendo, é o que sempre penso imaginando puramente os motores, realmente eu gostaria de ver mais vantagem para o lado do consumo de forma geral (seja popular seja nos carros de maior porte).

          Nessa comparação o Gol tem características que os bons Renault também mostrarão com o tempo, mas comparando os dois diretamente não dá tanto pelas emissões como disse acima, quanto pelo porte dos carros também, o Logan parece maior por dentro que por fora, acomoda bem mesmo, o que não se imaginaria nos anos 90 em um sedã pequeno; o custo disso é pesar mais de 1000 kg, com os padrões de segurança que ele também precisa cumprir, o Gol caixa pesava em torno dos 800 kg, é uma diferença bem considerável, creio que com um lastro de 200kg no Gol toda a sensação de similaridade sumiria.

    • Fat Jack

      O carro é pesado, quinta marcha curta (brasileiro abomina ter de reduzir), e motor com torque em alta só podia dar nisso.

    • Rodolfo

      Veja que impressionante esta reportagem que monstra o consumo a 80, 100 e 120 km/h do UP 1.0 – 12V e Siena 1.6, ambos flex, do Ford Fusion 2.0 Turbo (gas.) e Hyundai Azera 3.0 V6 (Gas.), são motores totalmente diferentes mas econômicos na estrada:

      http://quatrorodas.abril.com.br/reportagens/servicos/relacao-consumo-774668.shtml

    • Rogério Ferreira

      Bom Daniel… Esse post é oportuno. E digo, não convém comparar um motor 1.0 com um 1.4 ou 1.6. Ainda que tenham a mesma potência. Lembra do Corsa 1.0 mpfi de 97? 60cv… E o Corsa 1.4 Efi de 96? 60cv… Dirigi um, dirigi outro, e que diferença! O 1.4 tinha 11,4 mkgf a uns 2800 rpm, e o 1.0 no máximo 8.9, a uns 3800. Ou seja em velocidade de cruzeiro, em rotações normais, o 1.4 respondia ao acelerador com presteza e quase não exigiam redução de marcha, já 1.0, quase não reagia aos comandos do pé direito. Outra vantagem do 1.4. devido à melhor “potência média do motor” era as relações de marchas longas, se não me engano 3600 rpm a 120 Km/h de 5a. enquanto o 1.0, berrava com mais 4500 rpm. Quanto ao consumo, empate! ambos na faixa de 16km/l, em que pese o 1.0 ter a injeção mais moderna. Penso que consumo dependa uns 20% do motor, e uns 80% da carroceria. No comparativo Logan x Gol CHT, vamos ao fato: ignorando o numero otimista da Renaut, e calculando a área frontal pelo critério altura x largura x 0,85, (que se aproxima da realidade em 99% dos casos) Gol CHT, a área frontal estimada é de 1,78 m2, e no Logan 2,22 m2 . A área corrigida do Gol, considerando o cx 0,45 resulta em 0,80 m2 e o Logan, 0,76.. Ou seja, não existe um abismo aerodinâmico entre eles. Então não tem milagre para o Logan: Mais de uma tonelada para um motor 1.0 empurrar e ainda vencer uma resistência aerodinâmica razoável, O cambio foi encurtado em relação ao Clio, justamente para manter o motor o mais próximo do regime de torque máximo, na velocidade de 120 Km/h, e manter um bom ritmo de viagem, mas sabemos que em motores ciclo otto, o consumo é diretamente proporcional à rotação, e quanto mais gira, mais gasta.Então 10 Km/l está dentro do esperado, para um motor que trabalha muito mais duro do que o CHT do seu Gol, que graças ao bom torque, valia de um descanso em 5a marcha, para economizar. Uma solução Autoentusiastas, para qualquer carro 1.0 com mais de 1000 Kg, seria um cambio de 6 marchas, 5+E, mas a maioria dos motoristas comuns, não iriam compreender a solução!

      • Daniel S. de Araujo

        Rogério, desculpe, mas não justifique o injustificável!!! O fato é que ninguém entendeu o meu espírito.

        Existe um abismo tecnológico entre meu velho CHT e esse Logan. E esse abismo deveria implicar um consumo infimamente menor de um 1L em relação ao meu Gol detonado.

        Que vantagem Maria leva comprando um 1000 que gasta igual um 1600? Ou um 1000 que tenha consumo maior que um carro 1600 de 20 anos atrás????? Você acha isso normal????

        Teve um Gol 16-válvulas na família, 76 cv, 10 anos mais velho que esse Logan e que rendia mais de 15,5 km/L com gasolina. Quem esta errado, eu em criticar os números desses Logans ou a Renault em fazer um carro que gasta mais que qualquer 1600 com muito mais potência disponível em baixa (esquece essa história de torque; o que manda é potência disponível nas faixas de rotação)

    • Fernando

      É que qualquer comparação em situações diferentes tem uma grande margem de erro.

      Tenho um Escort 1.8 XR3 (álcool) com este mesmo motor do GTS, e fazia média de 7 km/l na cidade quando estava na faculdade (tinha um trajeto mais longo), consumo melhor que o de um Chevette 1.6 a álcool que também usei. Quando terminei a faculdade, passei a fazer trajetos mais curtos em que o motor aquecia menos quando eu chegava no destino, e o resultado era o consumo em torno de 4-5 km/l. Em ambos casos era uso regular, mudava mesmo o trajeto, assim dá para ver como a diferença para nosso uso e uma ficha técnica não dá muito para comparar.

      Agora uma Parati CL 1.6(AP já, a álcool) que tive acho que foi o carro mais econômico que já andei, fazia 13-14km/l em estrada, na velocidade máxima permitida(110-120 na Castelo e Bandeirantes). É aí que concordo totalmente com o que o Daniel diz, o consumo dos carros atuais pode ser melhorado absurdamente pois se tem recursos para isso, nos últimos anos a atenção maior foi em possibilitar e não prejudicar o motor no uso bi-combustível.

  • RoadV8Runner

    O ruim dos cromados atuais é que, na minha opinião, não combinam muito com o desenho da carroceria, ao contrário dos carros até os anos 70/80.

    • CorsarioViajante

      E principalmente antes disso, lá pros anos 50…

  • RoadV8Runner

    É um carro bacana, com espaço de sobra, mas o valor do modelo atual é bem puxado, mesmo para os padrões tupiniquins. E não achei esse motor econômico não, principalmente na estrada… Como exemplo, meu Focus “velho de guerra” e seu motor 1,8-litro faz em torno de 12 km/l de gasolina na estrada, com ar condicionado ligado e mantendo entre 110 e 120 km/h no velocímetro.

  • João Guilherme Tuhu

    Estou há quatro meses com um Dinamique 1.6. Faço minhas as palavras do Arnaldo quanto ao painel. O antigo era melhor de leitura. Mas creio que o Logan melhorou muito, especialmente o conforto de rodagem e o abafamento sonoro do motor, que ainda não é o ideal, mas avançou bem. Mas não ficaria com o 1.0; creio ser muito fraco para o peso do carro.

  • Fernando

    Indiscutivelmente é um carro que era um sucesso e foi muito melhorado, logo será um belo ânimo para o público que já existia, assim a única dúvida em relação ao mercado é da concorrência, o que nunca uma fabricante deve subestimar.

    Achei bem interessante a tela ser bastante simples e intuitiva, facilita muito para as pessoas que não estão acostumadas com isso.

    E na abertura do caput ser sustentado por mola a gás também é digno de elogios.

    • Fat Jack

      Poderiam ter substituído as alças “pescoço de ganso” também…

  • João Guilherme Tuhu

    E olha que eu pensei em colocar um cromadinho no porta mala, exatamente como o old Logan…

  • João Guilherme Tuhu

    Ah, achei os Bridgestone Turanza muito barulhentos. E duros. Mas freiam bem.

  • Fat Jack

    Quando vi o tópico, fiquei torcendo pra que fosse a versão 1.6, pois pra mim a 1.0 é irrelevante por custar demais pelo que oferece, ainda mais num carro que foi e ainda tem como forte a racionalidade da compra, vale mais a pena a 1.6 sem a tela multifuncional, inclusive em termos de consumo (meu “TijoLogan” 1.6 2012 faz 12,5km/l em circuito rodoviário, normalmente em velocidades máximas de GPS, com a melhor aerodinâmica, este deve pode ser ainda melhor – por sinal estou bastante contente com ele…). Em termos de design acho que a versão atual está entre as melhores da categoria (levando-se em conta o preço também, claro). O carro hoje vende mais também pela menor temeridade dele no que se refere a durabilidade, o que era uma dúvida na época do seu lançamento, pena que isso está motivando a Renault a aumentar seu preço (já versões que batem nos $52K – automatizado), sem o benefício mecânico que se poderia esperar nesta faixa de preço (o mínimo seria o 1.6 16v revitalizado). Outros equívocos foram a retirada do termômetro do painel, item imprescindível a meu ver, e a devolução dos controles dos vidros traseiros ao painel.

    • Leonardo Mendes

      “TijoLogan.”

      Eu ri… já vi nome criativo pra carro mas o seu superou tudo.

  • R.

    Também lembrei-me do Mr.Car enquanto lia a matéria…
    Mas eu temo que ele não possa ler… nos falou, que está com sua família , passando férias, no interior de SP e ficaria uns dias fora do site…
    Mas com certeza , tá ai um carro que evoluiu bastante … ou como dizem atingiu uma maturidade de projeto.
    Certamente o 1.6 16V cair-lhe-ia muitíssimo bem.
    Acho que a Renault deveria dar essa opção ao mercado.

  • RR

    Essa você pegou na veia mesmo ….
    To contigo e não abro .

  • braulio

    Estou aqui pensando: Por que dizer que o motor de três cilindros tem menos atrito que o de quatro? Cheguei a duas hipóteses:
    1- Não tem. Como o atrito é determinado apenas pela força de interação entre as superfícies e pelos materiais que estão interagindo, faria sentido que qualquer motor feito do mesmo material, independente do número de cilindros, tivesse o mesmo atrito.

    • Rodolfo

      Mas sou mais um 4 cilindros do que um de 3.

      • Agnaldo Timóteo

        É, vai que um deles pifa, aí você ainda tem mais três!

        Agnaldo Timóteo

    • Luiz_AG

      Não é desprezível não o coeficiente de atrito. 4 cilindros tentando vencer a viscosidade do óleo causa uma maior resistência ao movimento do que 3. Fluido dinâmica básica.

  • braulio

    Bob, acabei de fazer um comentário gigante sobre atrito. Não está contra as regras do site, mas se achar que não tem nada a acrescentar nesse tópico sinta-se livre para excluir.
    Quanto ao Logan, de verdade, achava bonita a antiga versão. Tudo exatamente no lugar e do tamanho que precisava para fazer o melhor carro com o menor orçamento possível. Para o novo, parece ter sobrado um pouco mais de verba e foi feito um carro mais comum, com concessões mercadológicas em detrimento da eficiência. Se bem que poucas.
    O problema da quinta curta seria por questões de potência (vencer a resistência do ar e leves aclives em última marcha), por requisito de usuários, que não querem reduzir marchas para fazer ultrapassagens, ou simplesmente reúso de um componente que já estava na prateleira?

    • CorsarioViajante

      Consegui! Achei outra pessoa que gostava do visual do Logan anterior! Para mim só faltou um hatch com aquele visual, ficaria legal!

    • Luiz

      Tenho um Logan 2012 e também gosto do visual antigo !!!

  • CharlesAle

    Para mim,melhorar a qualidade(aquela foto de outro site mostrando o carpete descolando..)e retirar a versão 1.0,substituindo por um mais forte(poderia ser 1.6 e 1.616V),sem aumento de preços.Já era um bom começo…

  • César

    Ótimas dicas!

    Se entendi bem, vc instalou as luminárias traseiras nas laterais? Em que ponto? Poderia enviar uma foto?

    Obrigado!

    • Poxa, esqueci de tirar uma foto com a luminária montada. Quando fiz o chicote, puxei a alimentação da luminária central, de forma que ela comande também as que instalei, e se um passageiro quiser acender uma delas, também funciona.

      Uma alternativa é usar a luminária universal do chevette, caso não as encontre.

      • César

        Cara, muito obrigado!

    • Teste.

  • Luiz_AG

    Isso não é inflação, preço do carro não é definido pelo custo de produção. Isso morreu junto com a queda do muro de berlim… O preço é definido pela expectativa de venda do produto e até quanto o consumidor aceita pagar. Li uma vez que o custo de um iPhone não chega a 8 dólares para produzir, e é vendido mesmo nos EUA a mais de 700 dólares.

    • Lucas dos Santos

      Exatamente. É o que chamam de “valor percebido”.

    • Um iPhone custa 8 dólares para produzir? Só o sensor da digital custa mais que isso. Faz-me rir.
      Segundo o IHS, o custo estimado de produção do modelo de 16 GB do iPhone 5S é de US$ 191. Vale lembrar que esta estimativa não leva em consideração os custos de pesquisa e desenvolvimento, marketing, logística, embalagem, etc. Isso certamente aumentaria consideravelmente os custos de cada produto.

      Como o preço do carro não é definido pelo custo de produção? O preço do carro não sobe também por causa da inflação? As empresas não pagam água, luz, combustível?

      O que é Inflação:
      No contexto da Economia, inflação é um conceito que designa o aumento continuado e generalizado dos preços dos bens e serviço.

      É obvio que existe o “vai que cola” das montadoras. Caso do up! da Volkswagem. A empresa jogou o valor lá em cima pra ver se o consumidor aceitava pagar. Mas como um bem, o carro não está livre dos aumentos da inflação, que está ai de volta batendo nossa porta.

  • Leonardo Mendes

    Fato é que, a despeito da choradeira desenfreada de alguns a respeito de serem produtos romenos e não legítimos franceses (como se brasileiro morresse de amores por carros franceses, mas OK, beleza, o médico disse pra não contrariar…), a Renault acertou na placa ao trazer os Dacias pra cá.

    Pelo bem ou pelo mal a Renault saiu do limbo no Brasil graças a eles. E até hoje – falando apenas por mim – nunca vi enterro de anão, cabeça de bacalhau e dono de Logan insatisfeito.
    Resolveram o principal problema do carro, que era a estética (como dizia um amigo, parecia um Prêmio com frente de Chevette).. agora é colher os louros.

    • Cliolover

      Discordo respeitosamente da sua posição. Acho que a Renault poderia sim ter trazido a linha européia própria, não os Dacias. Quando o Clio foi lançado aqui possuía air bags de série em todas as versões. Vejamos o Clio hoje… talvez caso único no mundo de involução com o passar do tempo. Isso nem nos espanta mais e isso é a nossa tragédia e maldição. Aqui os carros custam caro e deveríamos ter produtos melhores. Mas ela entrou para o clube confortável de vender modelos simples por preços altos. Por que o consumidor brasileiro (mesmo os esclarecidos como o senhor) aceita isso é parte do complexo encadeamento de fatores que nos caracterizam como nação. Faço parte dos que choram, sem vergonha nenhuma, pois já vi o que estamos perdendo e não tenho esperança de que vamos mudar efetivamente.

      • Leonardo Mendes

        Muito da involução do Clio se deve ao próprio mercado consumidor, que não comprou a idéia e obrigou a Renault a depenar o carrinho ano após ano.
        Mesmo assim eu ainda gosto muito dele, tem a melhor posição de dirigir que já tive o prazer de experimentar na vida. Na época tinha um 206 e sofria pra regular o encosto com aquela maldita alavanca de caça-níqueis. Foi entrar no Clio, girar a rodinha e o paraíso se fez.

        No segmento onde atua hoje acho a melhor opção.

        • Fernando

          É exatamente onde a história dele pegou, enquanto era muito bem equipado e acabado não vendia tão bem quanto hoje, pelado ano após ano. E ainda é um bom carro básico, bem à frente do finado Uno Mille e Celta.

          Tenho um destes primeiros Clio nacionais e acho que pelo valor dele não devo vender mais, é um carro muito honesto e útil para eu presentear alguém pelo quanto ele vale (a não ser que a minha intenção seja presentear mesmo hehehe).

    • Dieki

      Nada me convence do porque de não ter usado o motor 1.6 16v. Esse 8v é horroroso, beberrão, barulhento e vibra igual carro a diesel. O 16v, que experimentei num Sandero Stepway de geração anterior era muito liso, andava mais e ainda era mais econômico. Economia porca, acho que se empolgou com o 1.4 SPE da GM e quis fazer igual.

  • CorsarioViajante

    COmo eu disse, é difícil de ficar bom. Em alguns fica, em outros não.

  • Daniel S. de Araujo

    Lipe;
    100kg é uma pessoa mais corpulenta. Meu velho Gol tinha 300 mil km, consumia 1L de óleo para cada 500km, o carburador não dava regulagem e de quebra tinha catalizador e vivia carregado de tranqueiras de trabalho.

    Você mesmo declarou que tinha um GTS com 300 mil km que rendia 8km/L na estrada. Lembrando que o GTS tem comando de válvulas mais bravo, visando desempenho e logicamente implicando maior consumo. Tudo isso em um motor com deslocamento 80% maior e consumindo apenas um pouco mais…

    Esse Logan era para fazer muito mais. Gostem ou não esses valores de consumo são injustificáveis.

  • Valdir Lopes Junior

    Tenho um Livina com o motor k4m da Renault. É um motor formidável, elástico, de bom torque, mas principalmente econômico. Imaginem que faço médias em torno de 16km/l na gasolina em estrada o que é um excelente consumo para o tamanho do carro. Sem dúvidas, esse motor estaria excelente para o Logan.

  • Vinícius

    Observe que a aerodinâmica do Gol quadrado é bem pior que a do Logan, na estrada é fator mais agravante do que 100 quilos. O que fazia o Gol CHT ser econômico era o cambio 4+E de escalonamento aberto tão longo quanto o do Logan 1,6 litro, e isso com 78 cv (álcool), 72 cv a gasolina.

  • Silvio

    Li em algum lugar, agora não lembro onde, que talvez fosse feito um Sandero GT com o motor 2.0 do Fluence, pra ser um degrau de acesso ao Megane RS

    • Fat Jack

      Me parece que “está em estudo”, mas a não ser que a Renault repense toda sua política comercial, estou achando mais fácil vaca voar por meios próprios. (Mas que seria interessantíssimo desde que não houvesse demasiado delírio nos preços, ah isso seria…)

  • Rogério Ferreira

    Sensacional, depois de uma excelente matéria sobre o Voyage 1.0 Bluemotion, agora o Logan 1.0, carro que inclusive, tive a oportunidade de realizar o meu “no uso” particular. Meu cunhado comprou um desse, branco, 1.0, igualzinho ao da matéria. Certo dia, viajamos em caravana, e trocamos de carro, ele foi no meu Palio, e eu fui no Logan dele. Bom, se gostei do Logan? Mais ou menos. De aspecto positivo: 1) O espaço interno imbatível, (talvez nem mesmo o Cobalt supere). 2) O painel, realmente é simples, mas correto, nem ganha nem perde daquilo que encontramos na concorrência (exceto o Etios), 3) O porta-malas, é excelente 4) A suspensão, sem dúvida, é o melhor do carro, confortável, e estável, e anos-luz melhor do que a do meu Palio. 5) Sei que o Logan tem a fama de quase inquebrável, além da manutenção simples e barata. Bom, os aspectos que não gostei: 1) Os bancos, finos, estreitos e duros, e me fizeram sentir dor nas costas. 2) Por mais que motorzinho seja bem trabalhado, para render 80 cv/l, achei sua potência média mal distribuída, e falta resposta até 3.000 rpm. É possível, sim manter um bom ritmo de viagem, mas aqui em Goiás, não existe tantas estradas duplicadas, a maioria é de pista simples, e para ultrapassar é preciso mais espaço e mesmo reduzindo marchas e pisando fundo, a retomada é demorada. Nenhuma surpresa, para um carro 1,0 com mais de uma tonelada… 3) Realmente o motor gira muito, além do necessário em 5ª marcha. Sei que é dito que se trata de um encurtamento necessário, pelo peso. mas quem não se lembra do saudoso Siena 1,0 com motor Fire 16v de 70 cv, que não atingia 4.000 rpm a 120 km/h. mesmo com 1.020 kg de peso. Andava de igual para melhor que esse Logan! Uns 300 rpm a menos não faria diferença no desempenho, mas faria toda a diferença do consumo em rodovia. 4) E por falar em consumo, outro quesito que não gostei: Como precisei exigir mais do motor, para ultrapassar, retomar, o consumo foi apenas razoável, e empatou com o do Palio 1.6 dirigido pelo meu cunhado, que ainda chegou uns 10 minutos na minha frente: na faixa de 15,5 km/l. Se for para ter consumo de 1.6 é melhor ter um carro 1.6! 5) Duvido também dos dados de área frontal divulgada pela Renault. Na minha estimativa, que se aproxima da realidade em 99% dos casos (altura x largura x 0,85) o Logan é o único que não fecha a conta, talvez o correto seja 2,22 m², aí seu desempenho aerodinâmico (Cx x A) seria de 0,76), ou seja, mesmo com as melhorias, ainda briga com o vento. E realmente testei, simulando uma roda livre, a 120 km/h, ele perde velocidade numa descida que o Palio se mantém. 6) Preço, meu cunhado pagou os mesmos 37 000 que paguei no Palio 1.6, em outubro do ano passado. É melhor perder porta-malas e ganhar motor. Bom é isso Se eu compraria um Logan? Só se for a versão 1.6, vendida com desconto. O único sedan 1,0 viável, com desempenho decente, é o Voyage, com seus 980 kg, baixa área frontal e o Cx 0,31… Dizem que o HB20S e o Ka+ também não fazem feio. mas ambos custam mais do que valem. Na faixa beirando os 40, melhor ainda optar pelo Voyage, Versa, Grand Siena 1,4, ou Etios Sedã,

  • Fórmula Finesse

    Um Ka+ (versão sedan) com a mesma lista de equipamentos, versão 1000cm3, custa o mesmo que o Logan – e é um carro bem mais contemporâneo!

    • Eu acredito que aparência é subjetiva. Vejo o Ka+ como um carro que não foi feliz em seu visual na traseira, diferente do Novo Logan que é um carro harmônico de ponta a ponta, sendo totalmente contemporâneo, em sintonia com o que se vê no mercado.

      Outrossim, seria o fato que embora tenha um bom espaço interno, o Ka+ não tem o mesmo espaço interno do Logan, que supera o de muitos médios, como o Ford Focus Sedan. Já nas versões mais diretamente concorrentes, o Logan oferece mais itens de conforto por menos, em relação ao novo lançamento da Ford, que se destaca tão somente pela segurança ativa, porém sequer conta com um retrovisor elétrico como opcional.

  • Thiago

    Tem um “viajem” escrito nesse texto.

  • marcus lahoz

    Ótimo carro, quem precisa de espaço encontra uma boa compra. E de todos os Renaults que andei nenhum deles se mostrou espetacular, mas são muito honestos e corretos.

    Pesquisando na web você raramente encontra donos de Logan/Sandero desgostosos.

  • Eduardo

    Carro muito bom que merece motores mais modernos, ou ao menos, o 1.6 16V. Os motores atuais me fazem pensar em outras opções no segmento, já que o preço do Logan já não é aquele tão fora do comum como já foi, apesar de ainda manter um bom cXb

  • Mr. Car

    Keller, só agora estou voltando do interior de São Paulo e lendo sua recomendação, he, he! Cerca de 2.000 Km de estradas com meu “velho” Logan, que mais uma vez me serviu sem decepções. Não fiz o test-drive com o novo, embora tenha ido ver na concessionária, mas tenho acompanhado a evolução do carro ao longo do tempo, e creio que deve estar mesmo na sua melhor forma. Pena tanta diferença de dinheiro para pegar um novo (com motor 1.6, como já é o meu) em sua versão top de linha. Abraço.

  • Bruno

    Olá Arnaldo, vocês já testaram ou há alguma previsão de teste para os Logan/Sandero com a nova transmissão automatizada “Easy-R”? Gostaria muito de ler as impressões e saber como se saem em relação aos automatizados das outras marcas. Obrigado.

    • Bob Sharp

      Bruno
      Respondo pelo Arnaldo. Já pedimos várias vezes o carro à Renault, mas até agora nada. Também temos muito interesse em saber como é esse câmbio.

  • Dieki

    Eu tenho um 1.6. Os pontos positivos são os mesmos, mas os negativos, vamos lá:

    1) Os comandos são duros, a direção é pesada e os engates do cambio (item mais fraco do carro) idem.
    2) O motor, além de não ser forte, não é econômico, embora o cambio seja bem escalonado e ainda é barulhento.