Woman driv huffingtonpost.com  Lembra dos morrinhas? Eles continuam por aí Woman driv huffingtonpost

Recentemente, escrevi aqui sobre os “donos da faixa da esquerda”, aquelas pessoas que não dão passagem ou simplesmente trafegam como se não houvesse mais nenhuma pista à direita deles — mesmo quando elas estão totalmente livres de veículos.

Bom, hoje vou pegar no pé de uma categoria prima-irmã desta: aqueles que circulam excessivamente devagar, mais conhecidos como “morrinhas”. O dicionário explica que “morrinha” é sinônimo de chato, birrento. Definição perfeita para esse tipo de motorista. Alguns anos atrás tive de explicar a um colega jornalista que ele estava redondamente enganado. Ele me veio com a tese de que o código de trânsito era “hipócrita”, pois ele estabelecia uma velocidade máxima mas não uma mínima. Como sói acontecer nessas situações, tive de participar da discussão. Tenho de dizer que algumas vezes faço de conta que não escutei, que não é comigo, especialmente se não tenho amizade com a pessoa que comete essas impropriedades. Em outras ocasiões é simplesmente cortesia, pois estou no meio de um grupo e não quero monopolizar a conversa com papo de veículos e Código de Trânsito. Mas daquela vez não tive como fugir. Estávamos só meu colega e eu na redação do jornal em que trabalhava na época e ele se dirigia a mim. Olhar para trás, ou fingir que não era comigo, estava fora de cogitação. Fazer isso só serviria para que outros me achassem maluca. E já tenho muito trabalho convencendo as pessoas de que não sou, para dar motivos do contrário.

Então… lá fui eu explicar para o indigitado que existe velocidade mínima, sim. Ela corresponde à metade da máxima. Simples assim e bem fácil de decorar. Mas ele, assim como a maioria, desconhecia isso mesmo saindo diuturnamente atrás do volante de um carro. Pronto, duas coisas que me incomodam bastante: pessoas que se metem a fazer coisas sem saber (dirigir sem conhecer as normas de trânsito) e pessoas que ditam princípios aos demais sem saber que não têm o menor fundamento.

Como aquele músico que colocou no Facebook logo depois das eleições presidenciais no Brasil que “gostaria de saber o número de votos nulos e em branco. A imprensa nunca divulga.” Como assim, cara pálida, se a imprensa sempre divulga esses números? E por aí vai.

Voltando ao tema, assim como o músico, meu colega não conhecia o assunto, criava premissas e chegava a teses totalmente erradas. Provavelmente porque existem placas de velocidade máxima, mas não de velocidade mínima. Claro que isso não é desculpa e eu novamente fui acometida por aquela vontade de sair atirando exemplares do Código de Trânsito àqueles que o desrespeitam, mas já expliquei aqui os motivos de por que não faço isso. Conhecem aquela história do motorista que trafegava muito vagarosamente pela estrada sinuosa e de pista única, formando um comboio quilométrico de carros atrás dele? Ele ouve no rádio que naquela mesma rodovia em que ele estava havia um terrível congestionamento e trânsito muito lento e comenta com a esposa: ué, o sujeito deve estar errado. A estrada está totalmente livre. Olha aqui à nossa frente! É por aí.

 

Max miin  Lembra dos morrinhas? Eles continuam por aí Max miin

Bem que poderia haver essa placa aqui!

Telefone – Infelizmente, os morrinhas se espalham por todas as faixas de rolamento. Talvez o vento os empurre, porque a maior parte das vezes estão à direita, o que por si só não é motivo para andar tão lentamente, pois como diz o Art. 43 do Código de Trânsito Brasileiro, o motorista não deve ”obstruir a marcha normal dos demais veículos em circulação sem causa justificada, transitando a uma velocidade anormalmente reduzida.”.

Tem aqueles que alegam que pela direita podem andar devagar. Até certo ponto. Exatamente até a metade da velocidade máxima, mas aí acho que também falta um pouco de bom senso. Em alguns estados dos Estados Unidos como Califórnia e Texas os advogados têm conseguido reverter multas de trânsito se você estava trafegando em velocidade superior à máxima permitida, desde que o fluxo de trânsito como um todo o estivesse fazendo — pois eles partem do princípio, correto, de que velocidades mais baixas do que a dos demais veículos também colocam todos os motoristas em risco. Mas primeiro você toma a multa do guarda e depois recorre. Isso se realmente você for multado, pois na maioria das vezes o próprio guarda entende que não deve considerar isso uma infração.

No Brasil, o Art. 219 do Código de Trânsito Brasileiro diz claramente que transitar com o veículo em velocidade inferior à metade da velocidade máxima estabelecida para a via, retardando ou obstruindo o trânsito, a menos que as condições de tráfego e meteorológicas não o permitam, salvo se estiver na faixa da direita, é infração média, passível de multa.

E o que dizer daqueles que freiam ao chegar a uma lombada eletrônica e passam à metade da velocidade máxima permitida? E, bem irritante, aqueles que freiam na estrada ou nas avenidas ao ver um radar que indica 70 km/h — e o infeliz já vem a 70, às vezes menos, mas freia assim mesmo. Até onde sei, velocímetro é item obrigatório em todos os veículos, por isso não tem por que o sujeito diminuir a velocidade quando ele está dentro do limite permitido. Isso só provoca acidentes. A rodovia Castello Branco, que vai da cidade de São Paulo para o interior do Estado, está cheia de motorista que freia quando vê telefone de beira de estrada movido a energia solar. E ele nem parece com um radar. Será que o sujeito acha que um guarda vai lhe telefonar e dizer que está correndo muito e não quer perder a chance de atender?

Mudando de assunto: Em São Paulo a Prefeitura resolveu mudar a ciclofaixa que havia pintado na Praça Villaboim, em Higienópolis. Nega categoricamente que o tenha feito atendendo a pedidos do comércio local e diz que o fez por causa dos tróleibus que passam por aí. De fato, a faixa era uma doideira, pois era interrompida para ponto de transporte coletivo e ficava exatamente à direita, na parte do leito carroçável destinado aos ônibus. Mas, alguém poderia me explicar em quê essa desculpa é melhor do que a outra? É como se da noite para o dia tivesse surgido uma linha de tróleibus com vontade e itinerário próprios. Nem parece que o transporte coletivo é, vá lá, na falta de verbo melhor, gerenciado pela mesma prefeitura que pintou a ciclofaixa…

NG

Fotos: huffingtonpost.com, gulfnews.com
A coluna “Visão feminina” é de total responsabilidade de sua autora e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.

Sobre o Autor

Nora Gonzalez
Coluna: Visão Feminina

Nora Gonzalez é jornalista, foi repórter (inclusive de indústria automobilística) e editora da Gazeta Mercantil e de O Estado de S. Paulo durante muitos anos. É fã de carros desde pequena, especialmente de Fórmula 1.

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  • renato

    Sou catarinense e moro em Campinas, SP, o que mais me irrita quando pego rodovias é esse pessoal que anda muito mais rápido que o fluxo da via (digamos 120 km/h) e ao ver um radar, freia como se fosse evitar um acidente, e o passa a uns 80 km/h. Perguntando a um amigo paulista, que tem essa atitude irritante, o por que disso, a resposta: “Para garantir”…. Pessoal, por favor, mantendo uma velocidade média constante = diminuição de engarrafamentos!

    • Roberto

      Aqui no RS é a mesma coisa meu amigo. É tudo na base do 8 ou 80.

      Eu acho que muitos fazem isto por medo de levar multa passando no limite da velocidade. Até pouco tempo eu ouvia muita história a respeito. Mas acho que aí, se for verdade mesmo tudo isto, a pessoa estava passando no limite considerando a tolerância (e aí um km/h a mais já é suficiente para levar uma multa) ou o velocímetro estava bem desregulado.

      • $2354837

        Sempre passo nos radares da bandeirantes a 130 km/h indicados no velocímetro dentro da tolerância (erro velocímetro + 7%). Nunca levei muita.

    • CorsarioViajante

      Sofra com os horríveis motoristas campineiros!

      • RoadV8Runner

        Corsário,
        Isso é porque você não conhece motorista de Votorantim, vizinho aqui de Sorocaba-SP…

        • CorsarioViajante

          Hahaha Sorocaba também é famosa! O pior aqui em Campinas é a dificuldade em entender que calçada não é estacionamento privativo.

          • RoadV8Runner

            E por aqui, que a prefeitura criando ciclovias em calçadas? Mas e o pedestre? Ora, o pedestre…

          • Nora Gonzalez

            RoadV8Runner, então dê um pulinho na vizinha Araçoiaba da Serra.O prefeito anterior pintou as calçadas da avenida da Prefeitura e da entrada da cidade como ciclovias – inclusive sobre o rebaixo de entrada de veículos.. Mesmo tendo canteiro central. E os pedestres? ora…

        • Nora Gonzalez

          Roadv8Runner, eu conheço superbem, infelizmente. Achava que era preconceito de sorocabano, mas não, é verdade, mesmo. Pelo visto, ainda acabaremos nos encontrando na Padaria Real um dia destes…estou sempre em Sorocaba, sofrendo com os roda presa do município vizinho. Abraços

    • CCN-1410

      Como se aqui em SC não fizessem o mesmo.
      É doideira!

  • Thiago Teixeira

    Essa do radar dizem que o cara ganha bonus.

  • Lipe

    Quando eu ando pela direita, geralmente é quando preciso falar ao celular e/ou não estou com pressa, porém sempre mantendo o limite >>maximo<< de velocidade (geralmente 80km/h).
    E como é comum ver gente baixando excessivamente a velocidade ao passar por lombada eletrônica. Acho que isso é um problema pior que os donos da esquerda. Na 101 é fácil notar, porque aparece de longe a velocidade que os carros passam e, no limite de 80, raramente se vê alguém passar acima de 70 km/h.
    Não é fácil conviver com um mar de motoristas desprovidos de bom senso

    • CorsarioViajante

      Falar no celular através do Bluetooth, correto?

    • Z_H

      Eu não sei onde você trafega, mas aqui em São Paulo (Fernão Dias e Imigrantes, onde mais rodo) é simplesmente impossível andar na faixa da direita justamente porque os “motoristas” se acham no direito de se arrastar pela estrada “já que estão na direita”…

    • Antonio

      Bom senso é não usar o celular ao volante . . .

    • Diogo Rengel Santos

      Cara, o ideal é não usar o celular ao volante enquanto dirige…. Se possível deixe o aparelho no silencioso e fale com a pessoa mais tarde. Se você se desloca muito a trabalho ou mesmo usa bastante o celular nesta situação, tente adquirir um Bluetooth…

  • Antonio Ancesa do Amaral

    Contaminação Nacional. Seria a água a causadora, devido à raridade do produto não acredito que seja, talvez seja o ar. Existe uma versão de que estamos sendo chipados!!! Será?

    • Nora Gonzalez

      Antonio, musica de arquivo X ao fundo… pessoalmente acho que é distração mesmo. Geralmente o motorista não faz a menor idéia de em qual velocidade está e freia “preventivamente”. Péssimo hábito. Abraços

  • CorsarioViajante

    Em parte a galera passa muito devagar no radar porque não presta atenção no trânsito, então não faz idéia de qual o limite nem em que velocidade está. Daí, como não sabe de nada, “para garantir” passa bem devagar.
    O engraçado é que isso não impede que entrem na sua frente, cortando sua passagem, para meter o pé no freio.
    Quem circula por cidade do interior conhece bem este tipo lerdão, domingueiro, comprador de pão, que anda a zero por hora, distraído, para poder praticamente parar na via para cumprimentar o amigo e coisa do gênero. E que quando percebe que você tem pressa e quer passar, faz de tudo para lhe atrapalhar e lhe trancar.

  • Antônio do Sul

    Aqui em Curitiba, há um enigma no trânsito que não consigo decifrar: nas avenidas com quatro faixas, as mais trancadas, nas quais os carros se arrastam, são justamente as do meio, que deveriam ser as mais rápidas, pois as da direita e da esquerda teoricamente são usadas por motoristas que vão dobrar à direita ou à esquerda e que, para tanto, são obrigados a reduzir a velocidade…

  • Rolim

    “Até onde sei, velocímetro é item obrigatório em todos os veículos, …”

    Exceto para o Toyota Etios, que usa um painel de balança analógica Filizola!!!! rsrsrs

    Não consegui evitar…

  • Em São Paulo, radar é confundido com placa de PARE.

  • RoadV8Runner

    Os morrinhas abundam aqui em Sorocaba-SP. certo que a prefeitura daqui tem se esforçado ao máximo para criar pegadinhas aos motoristas (provavelmente fui vítima de uma delas, um radar cerca de 100 metros após uma lombada…), mas a lerdeza com que o pessoal se arrasta pelo caminho é demais. O duro é que a maioria fica “dodói” quando alguém os ultrapassa pela direita e saem em disparada, vai entender…

    O trecho “Será que o sujeito acha que um guarda vai lhe telefonar e dizer que está correndo muito e não quer perder a chance de atender?” é de rachar de rir!

  • Lemming®

    Se não for é hipocrisia ao ³ não?

  • Lemming®

    Sofra com os horríveis motoristas de qualquer lugar! (São José dos Campos – SP).

  • Leonardo Mendes

    Como aquele músico que colocou no Facebook logo depois das eleições presidenciais no Brasil que “gostaria de saber o número de votos nulos e em branco. A imprensa nunca divulga.

    Quase certeza que essa frase é de autoria do Tico Santa Cruz, um dos maiores imbecis virtuais que já tive o desprazer de acompanhar no Facebook.
    Porque não basta cantar mal, tem que ser boçal também pra completar o pacote.

    • Nora Gonzalez

      O próprio. Volto a ser acometida por pensamentos malévolos e querer atirar pela janela da casa do indigitado exemplares de jornais e revistas com os números sobre votos nulos e em branco. Mas como já disse aqui, estou trabalhando para controlar isso. Abraços.

  • Roberto

    Foi o que eu entendi também.

  • Roberto

    Também não vejo problema nisso. Mas, como já foi relatado uma vez em um post aqui no Ae, tem que cuidar para o carro não embalar demais.

    Sobre o problema de passar lento demais nos radares, acho que nos dias de hoje ocorre o que falaram aí nos comentários. O cara não tá nem aí para o trânsito, e quando passa pelo radar diminui ao máximo a velocidade já que não tem a menor idéia da velocidade-limite. Aí para justificar a atitude, perpetuam esses mitos que coloquei no comentário anterior.

  • Rogério Ferreira

    Ah, Nora, porque você faz isso comigo!? kkkkk Parece que advinha! falta tudo aquilo que eu sempre tenho vontade de dizer. Não me resta outra alternativa, senão escrever, e escrever… Vou dar um tempinho aqui no trabalho, para contar meu drama diário, já que o momento é oportuno. Eu acredito que devo mesmo morar na cidade dos morrinhas, ou num lugar onde há a maior concentração deles. Vivo numa cidadezinha do interior de Goiás e trabalho em outra, maior… Entre elas, uma estrada bem pavimentada, porém de pista simples. Há bons trechos onde se pode ultrapassar sem sufoco, e andar tranquilamente em torno de 100, 120 Km/h. O problema são eles: Os chapeludos, as medrosinhas, os folgados-no-celular, os carteiras-compradas, enfim os Morrinhas, de todas as espécies que se possam imaginar… Um bocado deles, que fazem questão de causar tumulto! Andam no máximo a 60 Km/h, e como, nem sempre, ultrapassá-los é possível, conseguem fazer seus próprios engarrafamentos. Triste é quando enfileiram dois ou três deles, atrás de um caminhão lento,e mesmo quando há todas as condições possíveis para ultrapassar, eles não ultrapassam, seguem em caravana… Aí, que vem mais atrás, e não é morrinha, se vê obrigado a passar a fila inteira. Muito mais difícil pois é necessário muito mais espaço e muito mais potência. Aí só vai chegando mais carro, e fica lindo, 10, 20 carros atrás de um caminhão, por culpa, dos morrinhas, que estão logo na frente. Eu quase sempre passo a fila inteira, pois tenho um carro de bom de motor, mas lá na cidadezinha, já fui repreendido: me chamam de “louco-sem-amor-na-vida”, e me perguntam, qual é a necessidade de correr tanto (110Km/h!) e “podar todo mundo” (no linguajar daqui). Ou seja, os morrinhas não concordam em ultrapassar, em hipótese alguma. Tem alguns morrinhas que até ultrapassam. geralmente fazem questão de se atirar na minha frente, quando estou já estou ultrapassando, sem sinalizar, me dando aquela fechada. Sem problema, se usasse o motor, para irmos no mesmo embalo. Só que essa espécie, não sei se por pão duragem ou por folga, vai ultrapassando lentamente, emparelhado com o caminhão, até a visão acabar, então tenho que abortar a ultrapassagem e voltar para a fila. Tinha que fazer igual ao seu pai, encostar o para-choque, e empurrar, mas tenho certeza que se fizer isso, o morrinha freia, ai vira lambança. Bom, é isso Nora. Deixa eu voltar para o trabalho, senão, vou dar uma nova crise de revolta com o Brasil. Já não basta as que eu tenho todo os dias, assistindo aos noticiários.

    • Nora Gonzalez

      Rogério, que bom saber que minhas escrevinhações vão ao encontro daquilo que os Autoentusiastas querem ler. Agora só falta combinar com meu marido. Tipo: gostaria que você fizesse supermercado esta semana – e ele iria, só pela sintonia de pensamentos… abraços

    • chapeludo

      buuuuuzzzziiiiiina neles

  • Lorenzo Frigerio

    Nada pior que esses tiozinhos taxistas para andar devagar…

  • Antônio do Sul

    Só tem que cuidar com o “radar binóculo” da Polícia rodoviária…Eles ainda costumam ficar sempre embaixo do viaduto de acesso a Jurerê Internacional ou entre os trevos de Cacupé e Santo Antônio de Lisboa?

  • renato

    Cara.. eu sei… isso tem em todo o lugar, mas ao meu ver, aqui é bem mais exagerado, é coisa de andar, em alguns casos, a 40 km/h a menos que a velocidade da maioria dos radares das rodovias daqui (100, 110 e 120 km/h)….. imagine e perigo…

    Em SC, as poucas rodovias que se pode por lei andar a 100km/h vejo sempre a redução, porém é de um nível menor que vejo aqui….

  • renato

    Putz, já tive o desprazer de dirigir por aí, umas duas vezes descendo para o Sul, passando pelo meio de Votorantim indo na rodovia SP-079.

    Lembro que um rapaz em um Corsinha antigo (rebaixado e com um “batidão” tocando) simplesmente desacelerou na minha frente, do nada, para olhar para o lado ou atender o telefone, sei lá. Ainda bem que deixo sempre uma distância compatível quando vou por ali.

  • Lucas dos Santos

    Nora,

    Comigo às vezes costuma ocorrer o inverso. Lá estou eu trafegando a uma velocidade que eu considero compatível – normalmente a velocidade máxima da via – e, não mais que de repente, um veículo cola na minha traseira.

    A distância é tão pouca que chega a dar impressão que se eu encostar o pé no pedal de freio, o veículo de trás irá passar por cima de mim! O que me leva a pensar que, se eu precisar executar uma frenagem de emergência, estará feita a “confusão”!

    Nesses casos, quando há espaço, eu deixo que ele me ultrapasse e que se suma na minha frente. Mas às vezes a via não permite ultrapassagem, como ao passar sobre um viaduto de pista simples, por exemplo. Quando não há espaço para deixar o sujeito me ultrapassar, eu costumo aumentar a minha velocidade em 10 km/h ou 20 km/h a mais – mesmo que isso signifique exceder a velocidade máxima permitida na via -, para tentar colaborar com o cidadão e não ser taxado de “tranca-rua”. Mas não adianta, o sujeito continua grudado na minha traseira.

    Situações como essa estão entre as que mais me deixam tenso no trânsito. Dada a minha pouca experiência, nunca sei como reagir. Nessas horas só me resta torcer que logo surja um local onde eu possa dar passagem e torcer para que nada de atípico ocorra à minha frente!

    • Victor

      Já eu, se estou numa pista dupla, na faixa da esquerda e ultrapassando outros carros mais lentos, se chega outro carro e cola atrás, aí mesmo que eu demoro mais para fazer a manobra, se incomodar muito com luz alta, reduzo a velocidade para menos ainda. Bando de trouxas, não percebem que estou ultrapassando outros carros?

  • RoadV8Runner

    Sem querer ser preconceituoso, mas o fato é que quando encontro um roda presa na minha frente, em 90% das vezes a chapa é de Votorantim…
    Sobre a Padaria Real, agora que abriram a nova (perto da Biblioteca Municipal e Prefeitura), que fica bem perto de casa, vira e mexe estou por lá.

  • RoadV8Runner

    Essas ciclovias nas calçadas deve ser praga da região, só pode…

  • Thales Sobral

    Espero que esteja sendo irônico, mas se não estiver, só peço uma coisa: Seja parte da solução, e não do problema. Isso por si já ajuda muito.

  • Fabricio d

    Pior são os pilotos de autorama, aqueles que ficam com o carro nas duas faixas e a linha divisória da pista no meio, e se você piscar o farol ou buzinar, ficam ofendidos.