Bill_de_Blasio_11-2-2013  IT'S A MAD, MAD, MAD, MAD WORLD* Bill de Blasio 11 2 2013

Bill de Blasio, prefeito de Nova York (wikipedia)

*É um mundo muito, muito, muito, muito doido — título de um filme que completou 51 anos neste novembro, uma obra-prima do diretor americano Stanley Kramer (1913–2001) que retrata à perfeição a alteração do comportamento humano diante do vil metal. O filme começa quando um motorista se acidenta e instantes antes de falecer, no local, fala algo a respeito de um tesouro em um determinado lugar, dá uma pista da sua localização e um grupo de pessoas presentes ao momento final do acidentado parte para uma procura desenfreada do tal tesouro. Numa verdadeira doideira.

Claro, o filme que aqui se chamou “Deu a louca no mundo” é uma comédia, mas encerra um fundo de verdade inquestionável. Diante da ambição as pessoas se transformam, vem-lhes a idéia fixa e não medem todas as conseqüências de seus atos. Qualquer que seja a ambição, não apenas a pelo dinheiro.

Ambição como a do prefeito de Nova York, Bill de Blasio (D), empossado há um ano, reduzir o limite de velocidade na cidade toda para 40 km/h (25 mph). Ficou doido. Ou é um imbecil. Ou as duas coisas, imbecil doido.

O pior é que ele derrotou seu oponente do Partido Republicano com 73% dos votos, o que corrobora o que venho dizendo há tempo: a democracia é capaz de cometer suicídio. Haja vista o que aconteceu no Brasil dia 27 último.

Sua lógica de reduzir mortes e feridos no trânsito por meio da redução de velocidade é a mesma de reduzir a flatulência do gado vacum — o gás metano que se supõe contribuir para o efeito que vai derreter o planeta — reduzindo o número de cabeças de gado. As conseqüëncias de tal diminuição? Ora, as conseqüências…

No dia último dia 27 o idiota do prefeito de Nova York sancionou lei municipal, que entra em vigor no dia 7 próximo, estabelecendo o limite de 40 km/h em toda a Grande Maçã, a menos que a sinalização autorize diferentemente. Ou seja, 40 km/h é default, padrão, nos sete dias da semana, nas 24 horas do dia.

O mais estranho é que o tal limite municipal de velocidade já era de 48 km/h (30 mph), ou 50 km/h em números redondos. É como se 50 km/h fosse um limite “ameaçador”. Ao promover tal medida é como se os carros de hoje fossem os mesmos, tivessem embutida a mesma tecnologia dos anos 1930 ou 1940, fossem tão ameaçadores quanto.

Diz a prefeitura de Nova York no seu site (a exemplo das pérolas no site da CET de São Paulo, como a população aprovar o rodízio): “Velocidade excessiva (nosso grifo) contribui com 25% das fatalidades nas ruas da cidade de Nova York e é a maior causa de colisões de veículos automotores. Reduzir a velocidade de 48 para 40 km/h dobra as chances de um pedestre sobreviver a um atropelamento.”

E continua a baboseira oficial no site da prefeitura de lá, do qual fiz questão de traduzir alguns trechos para que o leitor tenha melhor idéia da dimensão da loucura desse prefeito e seus simpatizantes. Vale a pena ler o conteúdo todo, o que segue é apenas parte.

“Famílias e crianças estarão mais seguras devido ao que estamos fazendo hoje aqui. Baixar o limite de velocidade salvará vidas. Este é um passo importante para se chegar à Visão Zero e ele depende de cada nova-iorquino assumir responsabilidade pessoal e colocar as vidas de seus vizinhos em primeiro lugar,” disse o prefeito Bill de Blasio. “Esse momento é possível porque relatores como Sheldon Silver e Melissa Mark-Viverito agiram aqui e em Albany e se juntaram a essa coalizão de famílias, representantes e câmara municipal para pressionar as mudanças.”

“A cidade de Nova York é dedicada a tornar nossas ruas o mais seguras possível para os pedestres, motoristas, ciclistas e todos que as compartilham”, disse a relatora Melissa Mark-Viverito. “Agradeço os meus colegas do Conselho por todo seu enorme trabalho em tornar essa medida de bom senso uma realidade e estou satisfeita de ter o apoio da administração de Blasio à medida que continuamos nosso trabalho de acabar com as mortes na cidade de Nova York.”

“Aproximadamente 95% das ruas da cidade têm limite de 48 km/h ou mais. Depois de 7 de novembro, 90% das ruas terão limite de 40 km/h ou menos. Chega a 3.000 o número de novas placas de sinalização de limite de velocidade que serão instaladas durante o ano que vem, ao custo de US$ 500.000. A prioridade de sinalização será para todos os pontos de entrada na cidade, nas principais pontes e túneis, nos aeroportos e em todas as saídas de vias de trânsito rápido.”

“Devido à liderança do prefeito de Blasio, esta medida para salvar vidas é lei agora”, disse a técnica contratada do Departamento de Transportes, Polly Trottenberg. “Baixar o limite de velocidade em 8 km/h pode não parecer muito, mas ele corta pela metade as chances de pedestres virem a morrer ao serem atropelados. No dia 7 de novembro, todos os nova-iorquinos podem fazer a sua parte reduzindo a velocidade ao dirigir.”

“Homens e mulheres do Departamento de Polícia da Cidade de Nova York trabalham muito diariamente para manter nossas ruas seguras. Esta iniciativa de redução da velocidade nos ajudará em nossos esforços de educação e fiscalização rumo aos objetivos da Visão Zero”, disse o chefe da corporação, William Bratton.

“O limite de 40 km/h beneficiará motoristas de táxis e outros motoristas profissionais de várias maneiras”, disse o chefe e membro do Serviço de Táxis e Limusines de Nova York, Meera Joshi. “Primeiro, isso criará um ambiente de trabalho mais seguro para todos, mas também ajudará tanto passageiros quanto motoristas a entender nossa responsabilidade conjunta em pôr fim às mortes e ferimentos no trânsito. Passageiros, por favor dêem gorjeta pela segurança e não pela velocidade.”

Como se vê, as pessoas do texto acima enlouqueceram. Se Stanley Kramer estivesse vivo poderia lançar a seqüência de seu famoso filme a custo ínfimo, era só reunir as imagens e testemunhos dessa loucura coletiva que assola Nova York. A ameaça do ebola é nada comparada a tudo isso.

Só que em meio à demência generalizada em Nova York a redução de velocidade, aposto num plano diabólico do prefeito de Blasio para engordar o caixa da sua prefeitura com tanta multa que certamente haverá.

Cruzou o Atlântico

A demência de Bill de Blasio, cujo nome de registro é Warren Wilhelm Jr., e de seus seguidores, repercutiu na Inglaterra com a publicação, anteontem, pelo tradicional jornal The Guardian, da notícia da nova lei de Nova York. O jornal, inteligentemente, publicou a opinião de Christian Wollmar, escritor e radialista especializado em transportes, que advoga a redução do limite em Londres, e a de Brian MacDowell, o presidente da poderosa Aliança de Motoristas Britânicos, exemplo a ser imitado aqui no Brasil, pois estamos precisando urgentemente de uma associação semelhante face aos abusos que vêm sendo cometidos pela autoridade de trânsito e seus agentes no país todo.

 

Guardian  IT'S A MAD, MAD, MAD, MAD WORLD* Guardian

Portal do The Guardian neste sábado

Wollmar, outro demente, quer concorrer à eleição para prefeito em 2016 e diz que, se eleito, procurará baixar o atual limite em Londres de 30 para 20 milhas por hora (de 48 para 32 km/h) e que esse limite tornaria a cidade mais agradável para pedestres e ciclistas — como se motoristas, que também são cidadãos, não merecessem respeito. Chegou ao extremo do deboche de dizer que a redução que deseja não faria diferença na zona central de Londres, já que ali a velocidade média é de 10 mph (16 km/h).

Já Brian MacDowell, mostrando lucidez e raciocínio lógico, diz ser típico da classe política ignorar ciência e fatos, em vez disso focar em emocionalismo e modismos políticos (conhecemos bem isso no Brasil, especialmente por parte do prefeito Fernando Haddad, o tal do “nós pega o peixe”). Com muita clareza, Brian argumenta que as 1.700 mortes por ano em acidentes na Inglaterra — número nunca tão baixo apesar da frota circulante de 34 milhões de veículos — resultam muito mais de falta de atenção, não olhar e não observar, do que velocidade excessiva.

A matéria toda, em formato de debate, merece ser lida: http://migre.me/mCQiI.

Cinqüenta quilômetros por hora

É mais do que sabido que na Alemanha da velocidade ilimitada nas autoestradas o limite na cidade é 50 km/h. Carros alemães, inclusive, trazem no velocímetro uma marca vermelha em 50 km/h, como lembrete ao motorista. Mas ao se dirigir por lá pode-se andar até 15 km/h acima disso sem receio de se ser tratado como delinqüente, isto é, ser multado. Todos — agentes de trânsito e motoristas — usam o bom senso. É cultural.

Como em tudo, o bom senso tem de prevalecer. Imagine-se rodar por Nova York em horários de pouco movimento a 40 km/h. Isso é um desrespeito ao cidadão que paga o salário do prefeito Bill de Blasio e sua turma de puxa-sacos irresponsáveis.

No Brasil

Essa mesma noção errada de que velocidade é a causadora de todos males espalha-se célere por essas bandas também. O desabafo do leitor “Mr. Fórmula Finesse” publicado aqui neste sábado (1/11) mostra que a ânsia arrecadadora travestida de segurança rodoviária cresce a passos de gigante. Não apenas o desabafo desse leitor, os  diversos comentários chegados mostram que estamos em terreno minado ao efetuarmos a simples tarefa de dirigir.

Ainda na administração Gilberto Kassab a cidade de São Paulo passou por um processo de redução generalizada de velocidade que fez estragos. O que aconteceu foi que os índices da mortes e feridos pouco ou nada cederam, como também o tráfego de repente congestionou-se mais, resultado direto da menor vazão nas avenidas e ruas.

Da noite para o dia parte do eixo norte–sul (avenidas 23 de Maio e Rubem Berta) passou a ficar mais congestionado, resultado do limite baixar de 80 para 70 km/h. O mesmo com outra importante avenida, a do Bandeirantes, que passou de 70 para 60 km/h. Mas, claro, é o “excesso de veículos”…

Agora São Paulo, com o petista — triste, um partido que não pode ter gentílico por não ter ideário, ter-se que pronunciar as letras do nome da agremiação — Fernando Haddad, se prepara para nova rodada de redução de velocidade, como na Av. Ibirapuera, baixando o limite, a partir de hoje, de 60 para 50 km/h.

A medida se justifica, segundo a sempre  “brilhante” CET, por a avenida ser cortada por algumas ciclofaixas, além de possuir corredor de ônibus e grande fluxo de pedestres devido ao comércio local. Será que sou burro e por isso não entendi os motivos da redução? Se ciclistas devem obedecer aos semáforos, pedestres, idem, e os ônibus têm sua própria faixa à esquerda, para que baixar o limite?

Ah, como fui esquecer? Multas de trânsito estão no orçamento de Prefeitura paulistana, é isso.

 

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No limite de velocidade na Av. Ibirapuera, em São Paulo – postado numa faixa de pano!

Tenho notado, faz alguns dias, essas faixas informativas de redução de velocidade no meu bairro (Moema):

 

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“Área de velocidade reduzida” – e daí, só isso? E qual é essa velocidade? Que informação preciosa os “cérebros privilegiados” da CET nos deram…A faixa está na Al. dos Nhambiquaras

Resumindo, deu mesmo a louca no mundo, não é só aqui. E quando essa loucura atinge uma questão sensível como trânsito, de interesse de todos nós, aí é o verdadeiro salve-se quem puder.

Já que a criação de um partido político, de que já falei, é um tanto complicado “nesta terra descoberta por Cabral” (com licença, Juca Chaves!), vou conversar com a Aliança de Motoristas Britânicos (Alliance of British Drivers) para me inteirar de sua organização, como operam e outros detalhes. Quem sabe podemos criar uma entidade congênere no Brasil?

Alguma coisa tem de ser feita para barrar os abusos de que os cidadãos brasileiros que dirigem — cerca de 50 milhões , ¼ da população — estão sendo vítimas de autoridades e agentes de trânsito inescrupulosos.

BS

Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

Publicações Relacionadas

  • Daniel S. de Araujo

    Bob, acabei de chegar de uma viagem Garça–Bertioga–Garça depois de uns 2 anos sem viajar dirigindo e fiquei pasmo como o assunto trânsito no Brasil é tratado por amadores e pessoas de má-fé.
    1-) Limites de velocidade absurdos em determinados pontos: Na Rondon, quando cruza Bauru, a velocidade da rodovia foi abaixada de 110 para 80 km/h, sendo que a rodovia não tem comércio nem residências nas suas margens.
    2-) Pedágios: Pagamos pedágio de rodovias estrangeiras para andarmos em rodovias mais ou menos. E nem por isso as rodovias são brilhantes. No Rodoanel por exemplo, a saída para a Rodovia dos Imigrantes havia trânsito devido à colocação de um posto de pedágio!!!!!
    3-) O pessoal está dirigindo cada vez pior. Repleto de “bandidos da faixa da esquerda” ou de apressados costurando por todas as faixas.
    4-) Radares estrategicamente colocados para multar mesmo! A Guarujá–Piaçaguera e a Rod. Manuel Hypolito Rego estão apinhadas de radares fixos e como ninguém confia no estado nem nos municípios, todo mundo vem dirigindo e breca para passar no radar. E eu não condeno quem faz isso porque eu também não confio nos radares.

    • Mr. Car

      Essa do limite em Bauru, vi há cerca de um ano e meio, quando fui para Lins, matar as saudades dos meus tempos de interior de São Paulo. Ridículo!
      Pedágios: naquela ocasião, do Rio até Lins, eram 15 praças de pedágio (ida + volta, 30!). Estou planejando ir de novo por esses dias, e agora já são mais duas (17 + 17). Não sei se são menos se eu cortar pela D.Pedro I, ao invés de ir até São Paulo, pegar a Castelo, depois Castelinho, e finalmente a Rondon. Como curiosidade: do Rio até Brasília são 3 praças de pedágio, apenas. Por enquanto.

      • RMC

        Mr Car:
        Rio–Brasília é só por enquanto: há várias obras de praças de pedágio entre Cristalina e Sete Lagoas. Na estrada não mexem, mas as praças estarão prontas logo, talvez para o fim do ano.

      • Daniel S. de Araujo

        Mr Car

        Tem uns pedágios na D Pedro. Neste caso o melhor é ir pela Dutra, pegar a D. Pedro (acho que são dois), Anhanguera até Viracopos, Santos Dumont, seguir pela Marechal Rondon (3 pedágios antes de Botucatu e mais 3 depois até Bauru. Dai em diante acho que tem 2 – Pirajuí eu sei que tem um), e seguir até Lins.

        A estrada de Campinas até Botucatu é sinuosa mas a vista compensa.

        • Mr. Car

          Shimomoto, já fui para Lins por “dentro” algumas vezes, mas faz tanto tempo que não uso este caminho, que nem sei como estão as coisas por lá, mas uma coisa eu me lembro: em um destes grandes restaurantes/lanchonetes de beira de estrada, havia um pão de torresmo que era DIVINO! Nunca encontrei nas bandas do Rio. Outra parada indispensável quando eu era criança e ia para Lins com meu avô, já na Rondon, perto de Bauru, era o Recanto Shinohara, de uma família japonesa, com seus deliciosos milhos cozidos. pamonhas, e a banana com leite batidos no liquidificador, entre outras coisas. Conhece? Vou ver se desta vez me lembro de parar lá, he, he!

        • Arruda

          Recentemente peguei a nova Tamoios duplicada e seu absurdo limite de velocidade de 80 km/h.
          Pois bem, ajustei o controlador de velocidade a 88km/h (85 reais) e fui relaxado pois não conhecia a localização dos pardais e não estava a fim de me estressar. Tráfego tranquilo de um sábado de manhã.
          Bom, eu simplesmente era o mais lento da estrada!!! Todo mundo me passou!!! Tanto na descida como na subida. Os mais lentos acompanhavam por um ou dois minutos e logo em seguida faziam a ultrapassagem.
          Quando TODOS andam acima do limite de velocidade tem algo errado… com o limite.

          Há, e claro, tem que se tomar cuidado com os pontos pegadinha onde o limite cai para 60 km/h.

      • Daqui a pouco vamos ter um pedágio a cada 10 quilômetros. Tá louco.

  • Mr. Car

    Agora já se tem um bom motivo para ficar feliz por não estar em Nova York (modo irônico ligado). E Bob, corrija isso aí: o PT não é um partido político, é uma quadrilha organizada (modo irônico desligado).
    Abraço.

    • Bob Sharp

      Mr. Car
      Eu já ia aos EUA há algum tempo (última vez em novembro de 2011) porque lá sou desrespeitado como fumante. Mas Nova York está definitivamente riscada dos meus planos com essa medida insana.

      • Mr. Car

        Pois é, Bob, tem mais esta! Esqueci desta espécie tida como outro grande vilão da humanidade, o “Homo Fumantis”. Acenda um Marlboro por mim, he, he!
        Abraço.

    • cesar

      Segundo o nosso STF bolivariano, já não existe mais quadrilha organizada. Conforme acordão do processo do mensalão, para configurar quadrilha, todos os membros tem que viver somente do produto do crime praticado ou seja, como esta turma não vive junto, tem empregos fixos e outras rendas, não se configura quadrilha. Triste não, mas isto é Brasil

      • Mr. Car

        Estou falando: um dia, o Brasil estará sob as patas de ninguém mais ninguém menos, que aquela coisa abjeta chamada José Dirceu, heroizinho querido e idolatrado por onze entre cada dez membros da quadrilha.

  • Luiz Leitão

    Deu a louca no mundo! Não poderia ser mais adequado o título da sua matéria, Bob. Acho irritante andar com minha moto pela 9 de julho a 60 km/h, e agora, a 50, será ainda pior. Boa idéia, criar uma aliança de motoristas brasileiros.

    • Bob Sharp

      Luiz
      Esses bandidos querem faturar em cima dos motoristas às escâncaras, é vergonhoso. E obrigado pelo link do The Guardian, gerou esta matéria!

      • Bob, para o PT, nós que possuímos carros, somos os donos do dinheiro. E pior, o desgraçado do Lula espalha aos 4 ventos que somos os culpados por tudo de ruim que acontece aos brasileiros. Mal sabem os bananalenses que sustentamos essa nação. A classe média leva esse país nas costas.

    • Luiz_AG

      Eu já desisti faz tempo. Carro para mim virou brinquedo. Só ligo no final de semana.

  • Angelito

    BS, só quero lhe lembrar uma coisa:

    Não peça bom senso de políticos ou da população brasileira, nenhum tem um pingo disso. Se tivessem, não estaríamos do jeito que estamos, com regras desnecessárias sendo criadas a torto e a direito

  • jrgarde

    Dirigir infelizmente está ficando cada vez mais chato e pior deixando as pessoas que já nao gostavam de dirigir, piorando cada vez mais.
    Quanto mais baixaa velocidade mais o “despreocupado” se permite usar celulares, conversar e com isso, prestar menos atenção no trânsito.
    Tenho dó do meu filho quando for dirigir…

  • Peter Losch

    Vocês fazem uma salada e metem tudo na mesma cumbuca, com a desculpa de serem “autoentusiastas”. Falta visão um pouco mais ampla da coisas. Que tal parar de olhar para o “cluster” de instrumentos e mirar o horizonte?

    • Fabio Vicente

      Vamos olhar para o seu horizonte então: quer falar de emissão de gases poluentes?
      Diminuindo a velocidade do trafego, aumenta a possibilidade de ocorrência de um congestionamento, por conseqüência, o tempo de permanência de um veículo a motor em um grande centro urbano, e por consequência, a emissão de gases poluentes na atmosfera.
      Quer falar sobre segurança?
      Muito bem. O citado prefeito diz que a medida tem como objetivo “tornar o trafego mais agradável no centro de Nova York”. Ledo engano, somente irá piorar ainda mais o transito já complicado da cidade. Ele ainda defende que diminuindo o limite de velocidade, diminui também o risco de morte por atropelamento. Caramba, baseado em que estudo chegou-se a essa conclusão? Quer dizer então que as pessoas que morreram atropeladas foram por culpa do “enorme” limite de velocidade, não por erro do condutor do veículo causador do óbito ou mesmo do pedestre? Quer dizer que se um ônibus atropelar alguém trafegando a 5 Km/h, a pessoa irá sobreviver?
      Quer falar sobre mobilidade urbana? Pois bem, como citado no item 1, diminuindo a velocidade do trafego faz com que ocorra pontos de congestionamento e por conseqüência, o tempo de permanência de um veículo a motor em um grande centro urbano, atrapalhando a vida inclusive daqueles que não utilizam essa modalidade de transporte para se locomover?
      Quer falar sobre mais o que, o volume de vendas de veículos a motor? Pura hipocrisia, porque justamente o governo é órgão que mais incentiva a produção de veículos! Seja aqui ou nos EUA.
      Desculpa amigo, mas da próxima vez que postar um comentário, o faça baseado em argumentos reais, e não à base da emoção com o único objetivo de ofender ou chamar atenção a de alguém.

      • André K

        Show!

    • Fat Jack

      Por favor, então esclareça-nos o que você considera ser “a visão mais ampla das coisas”.

    • Fabio Toledo

      Olha como ele fala bonito! O “cluster” de instrumentos!!! Você está no lugar errado amigão!
      Esse prefeito só ferrou com a cidade de São Paulo! Não me venha com esse papinho não! E a visão do entusiasta aqui sempre está lá na frente! Até porque “o instrumento” sempre estará marcando algo além dos limites impostos, desde que haja condição segura para isso!

    • Ah, vá dormir.

    • CorsarioViajante

      Então apresente argumentos.

  • Jorge

    A continuar assim, tempo virá em que voltaremos aos primórdios do automóvel. Um pedestre terá que caminhar à frente do veículo sinalizando uma bandeira vermelha (da cor do PT, agh!)

  • Fabio Vicente

    Apesar do bonus de engordar os cofres públicos, esse tipo de medida eu vejo de uma outra maneira: desestimular ao máximo o uso do carro como meio de transporte. Seja em São Paulo, Nova York ou qualquer lugar do mundo.
    Os automóveis, e consequentemente seus proprietários estão pagando injustamente o pato em relação às questões climáticas do mundo. Então, quando se vê medidas desse tipo, os políticos estão visando a conquista da simpatia dos defensores do meio ambiente. E assim como no Brasil, é o tipo de decisão que você pode compilar e apresentar um milhão de estudos provando o contrário daquilo que foi imposto, que a autoridade responsável não irá mudar de idéia.
    Depois do que vi na semana passada, um grupo protestando no Salão do Automóvel pedindo “motores mais eficientes” (será que alguém ali tem ideia do que vem a ser um motor eficiente?), não me surpreendo com mais nenhum absurdo em se tratando de para denegrir cada vez mais o uso do automóvel. Não é porque gosto de carros que abomino estes absurdos, mas principalmente porque as pessoas estão fazendo uma grande inquisição com alegações que nem ao certo sabem se estão corretas ou não.

    • Leandro

      A única diferença é que em NY e outras cidades desenvolvidas o governo oferece transporte público em quantidade suficiente para atender a população.
      Agora aqui em SP nosso digníssimo prefeito quer que não usemos o carro para usar o quê? Só temos a lamentar por isso.

  • Boni

    Ah, que saudade da Europa…

  • CorsarioViajante

    Eu acho que é um problema cultural. Até os anos 1990, ter um carro possante era o máximo, quanto mais rápido melhor, tudo isso era aceito e incentivado.
    Hoje, ao contrário, isso virou demodé, o legal é andar de “bike”, acreditar no “soft power”, e apoiar medidas sustentáveis – nada disso é real ou resolve problemas práticos como mobilidade urbana ou economia, mas pega bem e está na moda. O Haddad é um bom exemplo. Não faz nada de prático para a cidade, mas é adorado porque aparece tocando guitarra, andando de bicicleta ou inventa uma praça com grama sintética no largo da Batata. Não são coisas ruins em si, mas falta o lado real da coisa.

    • Marcelo R.

      Esse seu comentário me dá medo da próxima eleição para a prefeitura de São Paulo…

    • Viajante das orbitais

      Isso se chama boiolização da sociedade.

    • RoadV8Runner

      Ou seja, tudo na onda do que chamo de hipocritamente correto. Um bando faz para “ficar bem na foto”, mas ninguém me tira da cabeça que, por dentro, muitos devem sentir uma bronca danada (ou no mínimo um desconforto) de manterem essa postura medíocre.

  • Marcelo R.

    Bob,

    Vi isso de manhã, e lembrei de você na hora:

    http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2014/11/ruas-de-moema-tem-novo-limite-de-velocidade-partir-desta-segunda.html

    “O mais estranho é que o tal limite municipal de velocidade já era de 48 km/h (30 mph), ou 50 km/h em números redondos. É como se 50 km/h fosse um limite “ameaçador”. Ao promover tal medida é como se os carros de hoje fossem os mesmos, tivessem embutida a mesma tecnologia dos anos 1930 ou 1940, fossem tão ameaçadores quanto.”

    Ao ler esta parte, lembrei do que eu escrevi no post do MFF. E olha que o meu carro nem é a última palavra em automóvel…

    E por falar no post do MFF, eu o mandei para um cidadão que eu conheço, que é corretor de móveis e, conseqüentemente, é obrigado a circular por nossas ruas e rodovias, todo santo dia, e ele me responde que o MFF “vacilou” e se o limite é de 80 km/h, é só passar a 75 KM/H que está tudo certo… E nem adiantou eu dizer que, se a coisa continuar assim, um dia teremos que descer a Anchieta, rumo ao litoral, a “assustadores e mortíferos” 40 km/h, que ele não se sensibilizou…

    Sinceramente? Estou perdendo as esperanças de ver as coisas voltarem a normalidade…

    Um abraço!

    • Fórmula Finesse

      Carro de boi é a solução, a canga são os impostos, a carroça é o governo, e os animais….bem – esses são os cidadãos que pensam como exemplificou.

      • Amigo, a flatulencia do boi também mata, não se esqueça… hahaha

  • Fórmula Finesse

    O “prefeito” de Nova York quer fazer o povo adotar à marra as bicicletas…só pode!

  • CCN-1410

    “A democracia é capaz de cometer suicídio”..
    Dos males ainda é o menor. Imagine se hoje morássemos na Coréia do Norte, Cuba ou China? Ou então em um desses países que sempre estão “curtindo” um golpe ou uma revolução como a Etiópia, o Gabão e a Guiné, entre outros?
    O que nós precisamos fazer é o que você comentou no final do texto. Formar uma aliança semelhante a essa dos britânicos.
    Quanto ao ato de dirigir, nem temos mais o que comentar. Estamos no ápice do insuportável e algo precisa ser feito com urgência.
    Aí é que entra essa aliança, porque dispersados como estamos nada poderemos fazer, ainda mais sabedores que muitos se portam como gado e sempre são favoráveis a essas medidas.

  • Rafael Alx

    Eu não sei o que é pior: a redução dos limites e a proliferação de radares (aliás há vários radares novos em SP instalados nas últimas semanas, principalmente em lugares “estratégicos”), ou a reação letárgica da maioria dos motoristas medianos da cidade quando se depara diante de um…

    Apesar de não ser em SP, um exemplo: logo no início da Rod Régis Bittencourt, na altura de Taboão da Serra, sentido Curitiba, instalaram radares afixados numa passarela com mostradores digitais para cada uma das 3 pistas, sendo o limite de 80 km/h. Formou-se aí um novo “coágulo” de trânsito, pois a grande maioria dos motoristas ficam com tanto medo – ou sabe-se lá o quê – de serem multados, que transitam nesse ponto a 50 km/h!?!?!?!!!!!

    • O problema não é quantidade de radares. Por mim, poderia ter um radar a cada 50 metros. O problema é velocidade artificial praticada nas vias. Nos obriga a prestar mais atenção no velocímetro do que acontece ao redor. Como a velocidade não é natural, é muito fácil passar do limite. Uma pista como essa, pode-se andar naturalmente e com segurança a 100/110 km/h.

  • Fat Jack

    Bob, em se tratando de São Paulo, temos agora também o(s) “área 40” locais (uma série de vias – inclusive avenidas, claro – de um mesmo bairro) onde a máxima é 40 km/h, sendo que uma dessas áreas (pelo que eu vi no jornal na hora do almoço) já foi delimitada e está prestes a entrar em arrecada…, digo, funcionamento.
    Agora, que a estupidez não é exclusividade brasileira, isso não é mesmo (infelizmente, caso contrário talvez fosse mais fácil se afastar dela…)
    Se já tivemos era da caça as bruxas, certamente estamos vivendo a era caça aos carros, logo quem quiser ter o seu deverá ir morar no alto do Himalaia ou terá de tê-lo escondido sob uma lona dentro de um galpão, e sob pena de em ambos os casos, caso seja pego, ser levado a fogueira…

    • Pior, até em circuito fechado estão nos caçando!!! Querem mexer no nosso trackday de final de semana… piada.

      • Fat Jack

        Pois é…, onde você poderia disfrutar de “momentos de lazer” de forma correta e responsável? Num circuito! Mas aí acontece a mesma coisa que acontece do lado de fora: GANÂNCIA livre e desenfreada, aquele pensamento simples e claro:
        “_Vou arrancar dinheiro desses trouxas!”.
        Nós estamos é perdidos…

  • Rafael Aun

    Tem meu apoio.

  • Lorenzo Frigerio

    Nova York, a melhor definição de um zoológico exibindo “humanos em seu habitat natural”, tem esse cacoete de votar no Partido Democrata, por causa das “minorias” que vivem lá. Inclusive, a administração de David Dinkins no fim dos anos 80, foi uma catástrofe e tiveram que eleger Rudy Giuliani para botar ordem na casa.. Eles não deveriam realmente se preocupar com trânsito, pois a cidade tem uma rede de metrô invejável, inclusive com linhas duplas, o que permite a existência de trens expressos e o funcionamento da rede 24 horas por dia. Está na cara que estão fazendo diversionismo para desviar a atenção de outros problemas.

  • Lipe

    Sabe o que eu venho pensando sobre isso…
    Em casos de radares fixos, uma boa solução (paliativa, é verdade) que temos é o uso do aplicativo Mapa Radar. Manter ele sempre bem atualizadinho e contribuir quando puder é excelente. Mata quase todos os fixos.
    Radar móvel que é o problema, quando o seu guarda resolve ficar escondido atrás da árvore apontando a pistola para as vítimas, digo, para os motoristas.
    E é aí que anda residindo a pulga atrás da minha orelha.
    Quando eu era criança, notava que os outros motoristas lampejavam freneticamente a luz alta (em especial os caminhoneiros e motoristas profissionais) paro meu pai quando tinha um guardinha escondido atrás da moita praticando atividade suspeita (pegando os motoristas com radar móvel).
    Hoje o cenário mudou. A cada dez carros, 1 ou 2 dão um rápido sinal de luz avisando os outros que mais a frente tem o funcionário do grande crime organizado que é o Estado brasileiro (vide o jurista Luiz Flavio Gomes) aplicando a pegadinha do radar móvel.
    Eu sei que é infração administrativa. E as pessoas parece que têm medo de denunciar esse crime!
    (claro, resguardado o devido bom senso para não ser multado por fazer essa prática; tomando algumas atitudes básicas é difícil que isso aconteça)

    • Roberto

      Sobre essa questão dos sinais de luz para avisar os outros motoristas sobre radares móveis, o que acabou com esta prática aqui no RS foi a tática adotada alguns anos atrás pela polícia nas estradas: alguns quilômetros do local onde era colocado o radar móvel, um guarda ficava observando aqueles motoristas que avisavam os outros sobre a presença do radar móvel.

      • joão

        Fiquem tranquilos. Primeiro foi a lei seca, que quase não é fiscalizada mais. Agora a moda é o lance da ultrapassagem. Mas como se sabe fiscalizar dá um trabalho… Daqui a pouco cai no esquecimento. Aguardemos a próxima modinha.

        • Roberto

          Enquanto isso, nas avenidas das cidades, o pessoal que anda quase na metade da velocidade permitida na pista da esquerda ou aqueles que trancam a pista da direita fazendo carga e descarga em local proibido continuam imunes às multas. Ontem mesmo, aqui em Porto Alegre (que está em um nível de “politicamente correto” quase no mesmo nível de São Paulo), vi um caminhão da prefeitura dando o “exemplo” trancando a pista da esquerda.

      • Lipe

        Isso é sacanagem dupla! O produto das multas reverte muito bem pra eles. Por que será que andam de Trailblazer V-6?… Nem patrulham coisa nenhuma e deixam a baita caminhonete de exposição e para levá-los de casa ao postinho policial. Fruto da arrecadação com os radares!

  • Fabio Toledo

    Daniel, o apelido para os “bandidos da faixa da esquerda”, estou tentando fazer o termo pegar… rs
    “Esquerdinhas”, praticamente os comunas do trânsito! kkkkkkk… “Ninguém pode desfrutar da velocidade! Estou no limite!”
    A maior palhaçada do rodoanel é aquela obra de manutenção das juntas de dilatação da ponte Billings, já nem sei mais quanto tempo aquilo está ali, repare na cor da faixa da direita! Consórcio Queiroz Galvão, precisa falar mais alguma coisa?

    • Daniel S. de Araujo

      Cara, passei por la!!!! Quase 10km de lentidão em plena sexta feira 20:30 da noite por causa dessa obra! Ai o transito flui e pára de novo: Pedágio bem na saida para a Imigrantes!

  • Paulo Roberto de Miguel

    Agora não dá mais para não olhar os instrumentos, senão leva multa. Esses tempos em que se podia “olhar o horizonte” parecem ter ficado no passado. Os incentivadores dessas medidas, que parecem ter seu apoio (pelo teor da sua mal colocada bronca), querem fazer com que olhemos cada vez mais para o ‘cluster’ de instrumentos, coisa que não seria necessária caso as velocidades fossem fixadas de maneira natural e lógica.

  • joão

    Comparar Lisarb com Alemanha é sempre uma tarefa muito triste, pois quando menos se espera já está 7×1, isso quando eles dão uma maneirada para não ficar mais feio ainda. Agora Nova York, nunca suspeitaria. Ah popularescos, mal podemos acompanhar seus movimentos. Sou totalmente a favor da criação da Associação de Motoristas, bem como de um partido dedicado ao assunto, pois compartilho com essa repressão e essa aflição. Um abraço.

  • Cláudio P

    O problema é que onde está faltando uma visão mais ampla é justamente nas mentes das autoridades que estão impondo limites de velocidade cada vez mais baixos sem analisar todo
    o contexto da questão do trânsito e dos transportes. Ou seja, eles é que estão precisando mirar o horizonte, assim como os alemães fazem há muito tempo.

  • Mibson Fuly

    Caro Sr. Bob, estou contigo neste empreendimento. Creio que obteremos sucesso. Estou aqui (e creio que os outros também) caso necessite de algo em que possa contribuir.

  • Antônio do Sul

    Como se as cidades já não tivessem calçadas e semáforos para separar e disciplinar a convivência do tráfego de veículos e de pedestres…O interessante é que quanto mais a tecnologia avança, parece que mais burro e com preguiça de pensar o povo vai ficando.

  • Juvenal jorge

    Bob,
    não é só loucura, é muita modinha, muito álcool e drogas, além do capitalismo selvagem que faz os políticos quererem de todas as maneiras o dinheiro do povo. Sim capitalismo selvagem também dos petistas socialistas de mentira.
    Esses prefeitos não passam em teste de aptidão, tenho certeza !

    • André K

      “Esses prefeitos não passam em teste de aptidão, tenho certeza !” sabendo muito bem disso eles passam em outro teste, o das “urnas”…

      • Fabio

        Juvenal,Rodoanel a 100 km/h de máxima também é safadeza, maldade, dá vontade de socar o volante, e governo estadual em SP não é PT .

  • CCN-1410

    Tudo é muito relativo…
    Ao retornar do centro de minha cidade, observei que ninguém mais respeita nada. Os motoristas que ultrapassam em lombadas e faixas duplas não estão nem aí para a nova lei. Parece que nada mudou.
    Então às vezes eu me pergunto se não somos todos culpados? Essa lei com certeza irá apenas ferir quem eles querem e ponto final.
    É aquela velha história onde muito é feito para alguns e pouco para os demais.

  • claudio fischgold

    O próximo passo será a descoberta de que ainda há mortes por atropelamento e aí baixarão outro decreto com a velocidade máxima de 30 km/h. Depois de ir baixando progressivamente até zero (a cidade ficará sem carros) começarão o mesmo raciocínio com as bicicletas.
    No dia que alguém cair de um prédio e matar o pedestre, descobrirão que são as pessoas as causas das mortes, e aí acabarão com as cidades (ou será com a população ?).

  • Tony Belviso

    Os portugueses estão indo mais fundo …vejam essa noticia! Proibindo os carros abaixo de 2000 a circularem em certas áreas, aí idéia vai se estendendo e chega por aqui rápido!

    http://classicpresscenter.com/blog/2014/10/31/cidade-de-lisboa-avanca-com-a-3a-fase-da-zona-de-emissoes-reduzidas/

  • Marcelo Alonso

    Essa associação tem o meu apoio antecipado. Já pensaram no poder político em uma eleição? Talvez passassem a respeitar mais quem paga caro para comprar e manter um automóvel, pagando impostos altíssimos

  • Mr. Car

    Fiz a observação, RMC: por enquanto. Hoje, comprando com antecedência, já sai bem mais barato ir para Brasília de avião. Imagina quando entupirem de pedágios. O duro é ir para lá de avião e ficar sem carro na cidade que foi feita pensando neles, he, he, dependendo de transporte público ou boa vontade de parentes que queiram te emprestar um carro. Até tenho os parentes, mas não tenho é cara de pau de pedir. Ninguém gosta de emprestar carro.

  • Marco de Yparraguirre

    Depois da ultima eleição para presidente onde aconteceu de tudo,não sei em que mais acreditar.Parece que nós motoristas somos os culpados de tudo no país,politicamente e materialmente.Aqui no Rio o nosso alcaide só pensa no porto maravilha,o resto não interessa. Quanto ao prefeito de NYC deveria acabar com os ratos do metro.

  • Edu Silva

    Esses CANALHAS poderiam dar o exemplo e se desfazer da frota de veículos oficiais a que tem direito…..
    Como diz o ditado “Pimenta no dos outros é refresco….”

  • Nora Gonzalez

    E não é que os números, sob tortura, confessam qualquer coisa? Se velocidade máxima de 40 km por hora reduz o volume de acidentes imagine zero km por hora! É só não andar – mas aí nem de bicicleta, por que se não fura a estatística…E ainda para ficar no maravilhoso filme que o Bob menciona, não deixa de ser irônico lembrar da cena final, quando o personagem de Eddie Rochester Anderson cai no colo de Abraham Lincoln, considerado o pai das liberdades individuais. Quanta ironia!

    • André K

      Sim! E abusando-se da estratégia do argumento ad absurdum: sem pedestres, sem atropelamentos!

  • Prezados confrades! Na minha visão “pequena” de mundo, o que acontece é bem simples, se considerar-mos o fator arrecadação, Tanto lá ( NY ) como cá ( SP ) o que interessa é quanto vamos arrecadar a mais sem mexer uma palha para melhorar o trânsito e ainda mostrar que estamos ” trabalhando ” sem ter feito nada! ( de útil! ) Criamos uma enorme polêmica entre bem ou mal intencionados ou mesmo entre bem ou mal informados… As megalópoles estão falidas em todos os sentidos e os espertos que se elegem ou se fazem eleger só podem fazer promessas…É, o populismo faz história em qualquer tipo de regime… NY é considerada a capital do mundo porque tem todas as caracteristicas de todos os lugares do mundo e ao mesmo tempo não tem nenhuma…SP não é diferente: Tem todos os tipos de habitantes desta terra brasilis e ao mesmo tempo não tem mais nenhum que a caracterize… Para um governo populista que quer representar todos e ao mesmo tempo não representa ninguém, sobram sempre as atitudes dissimuladas, fictícias ou factóides, tipo a deste cara que se diz “alcaide” … E pelo jeito está fazendo escola para o resto das capitais brasileiras…

  • André K

    O seguinte texto tem uma fábula que ajuda a entender aqueles que propõem a redução da velocidade para reduzir as mortes: http://www.portalbrasil.net/2007/colunas/economia/fevereiro_01.htm

  • Isso é populismo aos ignorantes, que no Brasil existem aos montes, cachos e pencas. Os cidadãos bananalenses agradecem aos idiotas do PT que governam a Bananalândia.
    Me estranha o americano aceitar tamanha idiotice. Será estamos exportando petistas para a América do Norte? Não demora vamos ter processos contra essa redução de velocidade e as multas por lá…
    Agora, e aqui? Bem, aqui… todos sabemos como será aqui.

    • André K

      NYC é o lugar dos Estados Unidos da América onde tem menos americanos médios e mais gente “cool”.

    • CorsarioViajante

      Hypster em NY, esquerda festiva da Vila Madalena em SP…

  • Dimitrius Norbert

    Moro em Santa Maria, RS cidade que ficou nacionalmente famosa devido ao incêndio na boate Kiss que vitimou centenas de jovens inclusive amigos meus, nossa cidade possui ao redor de 300.000 habitantes podendo ser chamada de pequena, a alguns dias nosso jornal local publicou uma noticia dizendo que a prefeitura pretende comprar 500 equipamentos de controle de velocidade entre “pardais”,”caetanos” e radares moveis, isso é um absurdo ainda mais se levarmos em conta que nosso trânsito é lento especialmente nos horários de maior movimento pois nossas ruas são pequenas e com pavimento em mau estado de conservação tanto que a própria prefeitura admitiu a situação dizendo ao mesmo jornal que nosso asfalto está vencido e que não há dinheiro para recuperar as vias da cidade da maneira correta ou seja a única ideia que me vem a mente é que queiram fazer como em São Paulo aumentar a receita do município as custas do cidadão pagador de impostos.

  • André Andrews

    Faixa reversível da Radial Leste, uma boa solução.

    Mas, limite de 40 km/h?

    O limite da via é de 60 km/h (era 70).

    Máquina de fazer dinheiro e idiotas, nesse caso para aqueles que acreditam que a velocidade é a causa única e principal de todos os males do trânsito.

    • CorsarioViajante

      E o contra-senso, se faz a faixa reversível deveria ser para aumentar a fluidez, mas tasca 40 km/h que vai travar do mesmo jeito.

  • Arruda

    No artigo do The Guardian gostei do seguinte comentário que exemplifica com exatidão a diferença na formação dos motoristas brasileiros e de primeiro mundo:

    “okilydokily
    01 November 2014 7:02pm
    I got a major fault in my driving test for going at 40 on a
    small windy country lane with big hedgerows that I had never driven on,
    in the rain. The examiner told me it was too slow and I was holding up
    someone behind me. I would have been really hacked off if it was the
    only reason I failed.”

    Translate by google:

    “Tomei uma grande falta no meu exame de condução por ir a 40 em uma pequena pista do país com ventos e grandes sebes onde eu nunca tinha dirigido, na chuva. O examinador me disse que era muito lento e eu estava segurando alguém atrás de mim. Eu teria sido realmente decepados se fosse a única razão pela qual eu falhei.”

  • natan ravel

    Primeiro ponto – Asfalto não é lugar de pedestres (passarelas servem para isso)
    Segundo ponto- Velocidade máxima permitida deve ser uma variável e não uma constante, essa dependeria do fluxo de veículos no momento(engenheiros civis servem pra isso) , ai você me diz, é uma solução cara, é sim, custaria muito caro um sistema desses então melhor abaixar a velocidade máxima permitida, pois assim o transito funciona no horário de pico, “reduzimos” os acidentes e todos vivem felizes sem nenhum investimento nas vias públicas.

  • petrafan

    esperar o que de um democrata que ainda por cima trabalhou na gestão Dinkins…
    ou:
    esperar o que de um Haddad que ainda por cima trabalhou na gestão Lula…

  • RoadV8Runner

    É muita hipocrisia, haja falta de informação e alienação! Tenho uma idéia melhor ainda para evitar atropelamentos: proibir a circulação de veículos automotores e limitar a velocidade das bicicletas a 20 km/h. Aí sim, vai ser segurança no trânsito para ninguém botar defeito… É rir para não chorar.
    Esse bando de nó cego que defende redução de velocidade por conta de ciclovias/ciclofaixas precisa dar uma passeadinha na Holanda e ver como as coisas funcionam por lá. A primeira vez que pisei naquela terra, fiquei meio receoso da velocidade relativamente elevada com que os carros transitam pelas ruas estreitas de alguns pontos da cidade (Eindhoven, no caso). Mas é só se aproximar de cruzamentos com grande concentração de pedestres e bicicletas para os motoristas reduzirem a velocidade, como que por milagre, pois não há lombadas ou radares!!! Estamos a anos-luz de chegar a um trânsito decente…
    PS: sobre o filme que dá o título ao texto, é simplesmente genial!

  • Fernando

    Infelizmente estatísticas são assim, algumas vezes usadas para justificar o que não é assim generalizável.

    Num debate com quem quer reduzir a velocidade, eu só colocaria em pauta o porque do limite ser esse até então. Do início das regulamentações de velocidade haviam valores baixos que foram aumentando conforme o tempo – necessidades e melhorias tecnológicas – e com a moda da redução não sei o que alegariam os que defendem isso, acho que somente repetiriam o que aponta uma pesquisa mesmo…

    Essa onda toda me lembra a dica das vovós a não tomar leite com manga, “porque faz mal”… rs

  • André Andrews

    “Que tal parar de olhar para o “cluster” de instrumentos e mirar o horizonte?”

    Não dá. Com esses limites artificiais de velocidade só dá pra ficar no velocimetro-via, o tempo todo. É como falava o Paulo Silvino: “cara-cracha, cara-cracha, cara-cracha”.

  • Ricardo

    Bob, se sair essa Aliança semelhante à britânica, pode contar com minha filiação e meu apoio moral e financeiro. Se precisar pagar uma módica taxa para custeio, eu pago.

  • Lucas5ilva

    Gente “cool” tem aos montes lá, e aqui no Braziu também, tudo um bando de “cool de burro” com o perdão da palavra! rs os medrosos da velocidade! rs

  • Mario

    Se a preocupação com a segurança é tanta, tenho uma idéia brilhante para o nosso ilustre Maníaco da Baixa Velocidade: pedestres deveriam ser obrigados a usar capacete, jaquetas de couro de no mínimo 3 mm com proteções homologadas, joelheiras e botas de motocross. Pronto, o pedestre está muito mais protegido e, de quebra, se aumenta a arrecadação, pois quem não sair de casa paramentado vai ser multado em 200 reais e ganha 4 pontos na carteira de pedestre. Chegando a 20 pontos, o pedestre perde o direito de sair de casa a pé…

  • Plr

    Bob, se você procura um partido político, dê uma olhada no NOVO. Tenho certeza que você e muitos aqui se identificarão com as propostas.

  • Rogério Ferreira

    Exatamente, o mundo está ficando louco, mas vislumbro nas autoridades de lá e daqui, a defesa da corrente “tudo pela arrecadação”. É limitar a velocidade em patamares absurdos, é monitorar velocidades em rodovias, pela média e não pela máxima, é instalar redutores, bem no final da descida e início da subida, ainda que não existe nenhuma justificativa aceitável para que esteja ali. Gostei Bob, da menção do suicídio do Brasil no dia 27… Infelizmente, passaremos a viver na mesma situação de países, como Cuba, Venezuela, Uruguai, Argentina, Bolívia e Equador… Um novo modelo de comunismo, ditadorial, perseguidor, censor, onde inimigo do sistema, é a classe média “coxinha”. Aqui basta você pagar um pouquinho de imposto de renda, para ser considerado “rico e privilegiado”, e é de nós que eles vão “tirar”, para doar aos militantes necessitados. Militantes, pois sei de caso de pessoas na miséria, que nunca ganharam nada, simplesmente por não terem se filiado ao movimento vermelho. Desculpe-me o desabafo, sei que o Autoentusiatas, não é local mais oportuno, para expressar minha indignação.

  • Tá explicado.

  • Fabio

    Onde assino?

  • Luiz_AG

    De onde tirou isso, se a energia necessária para manter o automóvel em maior velocidade não é linear?

  • Luiz_AG

    Conheço o Largo da Batata a anos e moro perto. Te digo: Melhorou muito com a reforma da praça. Aquilo inclusive deveria ser exemplo para o resto de São Paulo: Tem avenidas e tem calçadão, tem ciclovia tudo em sintonia e não há gargalo de transito ali.

  • Bob Sharp

    Rogério
    Tenha certeza e os demais leitores que este espaço se presta muito bem a desabafos.

  • c4vitesse

    O pior é que essas medidas devem ter apoio popular, mostrando que ninguém quer pensar e só seguir esses modismos.
    Tenho medo do que vão fazer na Av. Paulista em termos de limite de velocidade quando implantarem aquela ciclovia lá.
    Sem contar que em São Paulo temos a problemática de que andar devagar em certos horários é se expor a riscos reais de assalto. Isso eles nunca levam em conta.
    Enfim, de minha parte vou continuar não levando os limites estabelecidos a sério e freando nos radares…comportamento que eles estimulam com essas medidas.

  • Luciano Silva

    Bob, quando tudo parece perdido eis que surge um fio de esperança. O DNIT e a PRF anunciaram que vão aumentar (isso mesmo, aumentar!) o limite de velocidade de quatro rodovias federais no RS de 80 km/h para 110 km/h, após concluir que o limite atual está muito abaixo da velocidade natural das vias. Segue o link com a notícia: http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2014/11/quatro-rodovias-federais-devem-ter-aumento-de-velocidade-ate-o-verao-4634851.html

  • Bob Sharp

    Luciano
    Quem disse que milagres não acontecem? Que notícia auspiciosa! Ainda bem que não estamos no dia 1º de abril, senão eu acharia que era uma excelente piada. Parabéns ao povo da Grande Nação do Sul!

    • Ricardo Trindade Brankowski

      Não vejo a hora de poder sair daqui de Porto Alegre em direção à fronteira sem me preocupar (tanto) com a indústria das multas, 600 km cuidando o limite de 80 km/h era no mínimo sacal, para não dizer outra coisa
      hehe

  • Rafael Branco

    Sou completamente a favor da criação de um partido político voltado aos motoristas.

  • Bruno

    Recomendo a leitura do livro “O Estado Babá – Como Radicais, Bons Samaritanos, Moralistas e Outros Burocratas”. É de chorar o que está acontecendo nesse mundo cada vez mais idiota.

  • Marcus Vinícius Romeu Ronzio

    Bob,

    Não sei se você tomou conhecimento, mas reduziram a velocidade na Av. Cruzeiro do Sul para 40 km/h (isso mesmo!!!!)

    • Rafa F

      Marcus, pude ver esse ABSURDO ontem de noite ! E ainda estão para instalar mais radares bem escondidos (na direção dos pilares da estação de Metrô Santana), os suportes já estão lá.

  • Bera Silva

    Desculpe o comentário tardio, estava ausente.
    Dou total apoio a uma associação de motoristas. Me filiarei com prazer.

  • Eurico Junior

    Onde eu assino? Matou a pau.

  • Eurico Junior

    Analogia PERFEITA!