DESABAFO

DESABAFO raios

Hoje acordei com o pé esquerdo reclamando de tudo e de todos!

Ligo a televisão e nas notícias somente crimes, corrupção, desmandos, obras super-faturadas, ladroeira, desmatamento, cultura inútil e um blá-blá-bla irritante que me força a desligá-la.

Preocupante a situação, pois quando os malfeitores, os ladrões, os corruptos, os bandidos forem maioria, os bons cidadãos  serão os diferentes e provavelmente serão tratados como criminosos.

Me lembro da história do bode… “coloque um bode bem fedido dentro de casa. Quando você tirar o bode da sala, tudo será bom comparativamente”.

É isso que acontece nos regimes totalitários, que ainda não é o nosso caso, graças a Deus.  A população é entupida de más noticias e vem então uma excelente notícia previamente articulada que interessa ao poder e o povão aplaude e aprova o ditador salvador da pátria.  Me dá medo só de pensar.

Continuando o meu desabafo, preciso dedicar mais tempo para a minha família, digo, a mim mesmo. Curtir mais a vida, viajar mais, descobrir novos caminhos e renovar as minhas amizades. Preciso voltar a ser engenheiro. Faz aproximadamente oito meses que me aposentei e não agüento mais ficar parado.  Realmente não tenho vocação para ficar tomando cerveja e jogando truco na Praça da Matriz em Tatuí.

Neste ponto o AUTOentusiastas está me ajudando muito, pois posso continuar pensando e escrevendo a respeito da engenharia na indústria automobilística.  Gratificante sim, porém não é suficiente.  Quero participar de novos projetos, voltar a trabalhar em equipe e ter um objetivo maior que me faça dormir querendo acordar no dia seguinte para continuar o trabalho.

Quero trocar de carro.  Sim, trocar de carro como a maioria das pessoas faz,  sentir aquele cheiro de carro novo.

Começo a analisar as marcas e os modelos disponíveis no mercado brasileiro e a minha motivação quase desaparece. É tudo uma mesmice… Os veículos estão cada vez mais tão parecidos uns com os outros que não consigo mais identificá-los. Até os emblemas que identificam a força da marca estão ficando parecidos, ovais e bolachas. Elogios à GM, que aumentou o tamanho da gravata-borboleta Chevrolet e a tirou do círculo, se fazendo identificar facilmente. E as cores então, tudo o mesmo padrão, preta, prata, branca, tonalidades de cinza e algumas raras vermelhas.

De vez em quando vejo um Ford Hobby se destacando na multidão, velhinho mas com personalidade.  Sim, a personalidade que está faltando à maioria dos veículos atualmente.


escort mk1  DESABAFO escort mk1

Como era legal quando era fácil identificar as marcas e os modelos a quilômetros de distância, Simca Chambord, Gordini, DKW, Fusca, Aero-Willys, Galaxie, Dodge Dart, Karmann-Ghia, JK, Interlagos, Puma e muitos outros que fizeram a historia da indústria automobilística no Brasil.   E as cores então, era um verdadeiro arco-íris, amarelas, verdes e azuis em várias tonalidades, bordô, bege, marrom e até as pinturas saia e blusa com o teto de uma cor e o resto de outra.

fotos veiculos brasileiros  DESABAFO fotos veiculos brasileiros

Me lembro o sucesso que foi quando a Porsche na década de 1970 lançou aquelas cores chamativas: roxa, verde limão, amarelo ovo etc.

 

porsche roxo  DESABAFO porsche roxo

porsche catalogo 1  DESABAFO porsche catalogo 1

O Ford Fiesta, BE91, também adotou cores chamativas na década de 1990.

 

fiesta roxo  DESABAFO fiesta roxo

DESABAFO fiesta3

Os projetos virtuais estão acabando com os artistas. Está tudo muito certinho, as curvas, retas e planos com concordâncias perfeitas, sem falar na aerodinâmica que esta contribuindo para deixar tudo igual.

Falta aquele toque “imperfeito” de mestre. Falta o designer que bota a mão na massa, digo, na argila, e  deixa aflorar aquele sentido que nasce na alma e faz toda a diferença.

Sempre ouço falar que o veículo é de entrada, por isso a simplicidade. Simplicidade sim, mau gosto e má funcionalidade, não.

O aspecto funcional deve sempre prevalecer. Por exemplo, o mostrador dos instrumentos deve apresentar facilidade imediata de leitura com caracteres grandes que informem just in time a velocidade do veículo, a rotação do motor, o nível de combustível, a temperatura do motor,  sem falar das informações como luzes de alerta e outras.

Sempre gosto de dar exemplos que firmem o conceito e neste aspecto não posso deixar de elogiar a BMW que normalmente faz veículos com uma funcionalidade e bom-gosto incríveis e provavelmente sem gastar muito dinheiro.

BMW  DESABAFO BMW

BMW1  DESABAFO BMW1

Veja o leitor que um simples vinco que parte do alto do pára-lama dianteiro e termina no rocker panel faz toda a diferença, dando o toque de mestre ao projeto de linhas simples porém com conteúdo. Sem falar das proporções da carroceria e das rodas que são realmente dignas de elogios.

 

cluster BMW  DESABAFO cluster BMW

Veja a simplicidade, o bom gosto e a funcionalidade do cluster dos instrumentos do BMW M6. Não poderia ser melhor!

Detesto painel de instrumentos tamanho gigante que parece que vai cair no colo. Não sei qual o motivo que os painéis de instrumentos estão crescendo tanto em volume. Não faz nenhum sentido para mim, pois diminuem  o espaço interno da cabine, não agregam nenhum valor ao funcional e provavelmente são mais caros também.

Dou como exemplo o Ford  New Fiesta, o qual conheço muito bem.  Veiculo maravilhoso em estilo externo, quem sabe o mais bonito veículo brasileiro, porem peca por seu espaço interno e por seu painel enorme. Provavelmente poderia ficar mais bonito, mais espaçoso  e mais barato se fosse desenhado com outra visão.

 

painel new fiesta  DESABAFO painel new fiesta

Outro bom exemplo de painel simples, bonito, pequeno e funcional é o que apresentava o Fiesta BE91 na década de 1990.

 

fiesta interior  DESABAFO fiesta interior1

Fiesta BE91 1995, interior do veículo inglês com volante no lado direito. Veja o leitor as linhas simples e funcionais do painel, sem falar da cor clarinha do seu acabamento que deveria ser pelo menos opcional para os países quentes como o Brasil.

Nesta mesma linha, veja o leitor o interior do Porsche 911 , clarinho, funcional e de muito bom gosto.

 

porsche 911  DESABAFO porsche 911Um outro bom exemplo de painel de dimensões adequadas e também de  muito bom gosto é  o Porsche Panamera

porsche panamera  DESABAFO porsche panamera

Enquanto estou escrevendo esta matéria fico pensando em qual carro novo vou comprar!

Quando trabalhava na Ford, trocar de carro era muito mais simples. Escolhia o modelo, a cor e pronto, já estava eu com o meu carro novo. Não precisava olhar para o mercado pois não pensava em ter um veículo de outra marca por motivos óbvios. Não tinha cabimento um engenheiro da Ford ter um Volkswagen ou um Chevrolet. Seria uma propaganda contra a companhia, coisa que eu nunca fiz.  Hoje em dia estou liberto para escolher o carro que eu quiser.

E este é o ponto, está muito mais difícil a escolha, pois infelizmente não vejo nenhum grande destaque no mercado brasileiro que me faça sonhar em possuí-lo.

Com os carros chineses, ainda não me acostumei com a idéia, deixo para os outros…

Os carros japoneses e coreanos com seus olhos puxados e com linhas robotizadas não me atraem. Pelos testes e avaliações que eu tenho lido são veículos confiáveis e até poderiam ser uma opção. Quem sabe mais tarde.

Não gosto de utilitários esporte.  São  grandes e realmente ficam ocupando  muito espaço no trânsito das grandes cidades, principalmente São Paulo, minha cidade natal.  Não vejo lógica alguma a maioria dos grandões estarem vazios, somente com o motorista.  É realmente um desperdício de espaço.  Eu até que gostava do antigo EcoSport,  jipinho que  tinha personalidade, era durão no trabalho e com a melhor posição de dirigir que eu conheci nos veículos nacionais.

Os carros da Chevrolet são realmente os mais certinhos do mercado. São tão certinhos que me fariam parecer indo a um casamento de terno e gravata todos os dias.

Na realidade sou mais pelos carros pequenos e funcionais que tenham um bom compromisso de desempenho e consumo de combustível. Ainda melhor se  forem divertidos de dirigir.   Nesta categoria vejo o MINI Cooper e o mais novo lançamento, o Fiat 500 Abarth.  Pena que o preço elevado me faça pensar duas vezes em ter o MINI turbo, por exemplo.

O Ford Ka com motor 1-L 3-cilindros me parece uma boa opção, pois tem todas as boas características de dirigibilidade, desempenho, consumo de combustível e diversão ao dirigir que tanto aprecio. Espero que venha logo a versão turbo.

O VW up! também me parece uma boa opção com seu motor tricilíndrico.  Gosto do duas-portas, pois me lembra muito o primeiro Twingo, tanto em dimensões quanto em aparência, as quais aprecio.

Franceses, gosto dos vinhos, imbatíveis. Lembranças dos ícones, Renault Alpine etc.

Estava pensando também no VW Polo, um bom carro que infelizmente vai sair de linha, não sei o por quê.

Lendo a reportagem a respeito do novo VW Fox aqui no Ae, confesso que me simpatizei muito com o carrinho. Vou pesquisar mais e quem sabe fazer um test drive em alguma concessionária.

O VW Golf e o Ford Focus, mesmo maiores do que a minha preferência,  realmente são muito legais, me parecendo os melhores compromissos de custo e benefício do mercado. Vou pensar seriamente no caso, ou um ou outro. Gasto um pouco mais porém ficarei muito bem servido, certamente.

Creio que também o leitor está em dúvida de qual veiculo novo quer ganhar de Papai Noel. Estou curioso!

CM

 

 

 

 

Sobre o Autor

Carlos Meccia

Engenheiro mecânico formado pela FEI (Faculdade de Engenharia Industrial) em 1970, trabalhou 40 anos na Ford brasileira até se aposentar. Trabalhou no campo de provas em Tatuí, SP e por último na fábrica em São Bernardo do Campo. Dono de amplo conhecimento de automóveis, se dispôs a se juntar ao time de editores do AUTOentusiastas após sugestão do editor Roberto Nasser.

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  • Harerton Dourado

    Ficaria muito feliz com um Maverick LDO 0-km. Não custa nada sonhar…

    • Harerton,
      Com motor V-8 302 cid, obviamente!

      • roberto nasser

        Don meccia,
        você sintetiza com precisão o que sentem os apreciadores de automóveis, agora regrados por advogados e interpretados por computadores. Creio, isto não tem volta, pois a atividade é econômica, e há que se vender – e não gastar tempo e recursos para agradar a interessados em pequena quantidade. O tempo passou e enterrou muitas do que imaginamos conquistas marcantes da humanidade, incluindo a cultura.
        Sem alongar, permita a sugestão de contar-nos o desenvolvimento do Jampa – que quase consegui para o Museu Nacional do Automóvel –, mas o perdi para a burocracia e a prensa esmagadora.
        Admiração, Nasser

        • Amigo Roberto Nasser,
          Um grande prazer em receber um comentário seu. Vou tentar conseguir material a respeito da Jampa.
          Abraço

  • jotapelessa

    Citroen C4 Lounge, esse é meu sonho de consumo para 2015 🙂

  • JJ Neves

    “De vez em quando vejo um Ford Hobby se destacando na multidão,
    velhinho mas com personalidade. Sim, a personalidade que está faltando à
    maioria dos veículos atualmente.”

    Essa frase definiu tudo o que eu venho sentindo com os carros de hoje em dia. O meu é um Celta 2009 básico de tudo, mas que é divertidíssimo de dirigir. E dá pena olhar para o mercado para trocar. Iguais em tudo. Reparem em Onix, Gol e HB20… O básico tá lá, mexidinha no farol aqui, um vinco ali, mas os carros são essencialmente iguais. Isso me desanima sobremaneira.

  • megatron turbo

    Eu admiro muito o Logan atual, mas discordo dos preços dos carros brasileiros. :/

  • CM, já considerou a ideia de um carro novo “pau pra toda obra” e barato de se manter como o Ka ou o up e um Ford antigo, o qual você colaborou no desenvolvimento, para os finais de semana? Seria algo bem legal, nostálgico e até terapêutico. Não fosse um antigo ali na capa pros finais de semana eu já teria endoidado…

    Abraço e boa sorte!

  • Victor Gomes

    Sr. Meccia: Dado o seu profundo conhecimento em engenharia automobilística e o suposto tempo disponível, sugiro que crie um carro próprio. Isto mesmo! De forma artesanal. Como na época do mercado nacional fechado. Tanto faz ser um bugue, um esportivo, um microcarro ou um jipe. Inspire-se na série dos “Dez melhores brasileiros”, do MAO. Será um orgulho para todos os autoentusiastas brasileiros que clamam pela volta de verdadeiros artesãos brasileiros das quatro rodas! E claro, será um diferencial frente à essa mesmice de carros 0-km disponíveis no mercado.

    • Bera Silva

      Victor, minha sugestão é parecida, mas um pouco mais modesta: escolher um carro, novo ou usado, nacional ou importado, e ir “aperfeiçoando-o” devagar, tal qual se faz uma escultura, ou se pinta um quadro; com total liberdade, sem compromissos, exceto com a beleza, a simplicidade e a funcionalidade.

  • Curió

    “Seu” Carlos, faz quase dois anos que leio diariamente o Ae, mas raramente solto algum comentário. Nesse caso, porém, uma sugestão me veio na cabeça logo depois do segundo ou terceiro parágrafo do texto. O senhor nunca pensou em dar aulas? Os textos que o senhor escreve sobre engenharia são, com intenção ou não, de uma didática muito boa. Um curso de engenharia, ou um curso técnico, ou colégio, ou cursinho, ou cursos de pista e preparação de carros… Eu vejo um grande caráter professoral no que o senhor escreve. E isso me leva à segunda sugestão, que, provavelmente, só vai funcionar se esse meu pensamento estiver correto. É um livro, chamado “Os Números”, de Georges Ifrah. Foi bastante criticado academicamente, e também bastante popular nos anos 80. Na certa que há certos erros no texto, mas provavelmente menos do que a disputa nas universidades pelas descobertas e pela fama faça parecer. Ainda assim, mais importante que esses detalhes é a história geral que o livro conta e a lógica do que ele diz. E nisso é um livro muito bom. Ele trata da história da matemática em relação à humana, ao desenvolvimento dos raciocínios que ela envolve e coisas assim. Logo no começo, o autor, conselheiro histórico da IBM, trata de como as sociedades primitivas passaram da apreensão natural, instintiva do número à contagem cardinal, seguida dos números ordinais, e termina lá pelas operações de raízes, no renascimento. Creio que seja uma leitura divertida para um engenheiro. Há quem diga que, pela relação inerente entre o processo histórico e a evolução da inteligência humana, é necessário que o aprendizado da matemática passe pelas mesmas etapas que ela passou na sociedade humana, uma coisa após a outra. Ou seja: sem saber contar, não se aprende ordem. Sem ordem, não se aprende base etc. Bem, essa sugestão pode ter sido uma boa sugestão ou uma grande bobagem, mas está dada conforme me parecia legal. Quanto ao totalitarismo, me preocupo mais com ele em relação à evolução econômica. O capitalismo tende a se monopolizar, e por isso a liberdade é cada vez menor. Iniciativa, invenção etc., logo estarão todos completamente subordinados às grandes empresas, quando viveremos como nobres e servos novamente, mas com um controle bem maior sobre os plebeus. É só notar a quantidade de marcas de carros há 100 anos e agora. Na concorrência, alguém sempre ganha e alguém perde. Uma hora ela acaba. A fase em que o capitalismo podia cumprir as promessas que tinha já foi. Não me parece que seja pelos governos que nossa época é cruel desta maneira.

    Abraço!

    • Curió,
      Obrigado pelo comentário. Bom valor agregado

    • Curió

      Penso, ainda, que seria bem interessante o senhor escrever um livro a respeito de como é usada a engenharia nas fábricas instaladas no Brasil, sobre a história da Ford neste país ou mesmo um livro com conteúdo de engenharia voltado ao público entusiasta. Fica essa terceira sugestão.

  • ccn1410

    Vá morar em uma casa em uma pequena cidade, onde você poderá caminhar e andar de bicicleta quando quiser, e com um risco bem menor de morrer atropelado.
    O “cheiro” do ar é gostoso e a calmaria da cidade se parece com um bálsamo relaxante. Ou então procure uma cidadezinha. Mas fuja dos grandes centros.
    Procure um hobby. Eu fiz uma pequena coleção de relógios bem baratos e ainda curto ver na internet relógios da alta relojoaria. Você que é engenheiro pode gostar de ver as tecnologias empregadas. Eu acho que vale a pena.
    Quando a mudar de marca de carro, sei não… É certo que você irá se arrepender. Eu trabalhei 25 anos em um banco e nem penso em mudar agora que me aposentei. Seria como se tudo o que fiz de bom por ele tivesse sido inútil.
    Quanto ao regime totalitário, é bom que não aconteça nem de esquerda, nem de direita.
    Vamos ficar de olho, ok?

  • Felipe

    Ótimo post, hoje em dia está difícil escolher, digamos, o próximo carro, tamanhas as opções de mercado. Eu particularmente confio muito nos japoneses, tanto que estou no segundo Civic. A Ford, na sua época, em relação a carros de diretoria, quando os mesmos eram substituídos havia o interessa da fábrica em vendê-los aos funcionários? Sei que no final dos anos 90, os carros de diretoria eram os Mondeo V-6, hoje em dia a maioria asas unidades à venda no mercado de usados tem a placa JOL, que denuncia que eram carros da frota da Ford.

    Um abraço.

  • Eduardo Oliveira

    Carlos, se eu tivesse tempo e $$$ me manteria fiel à Ford que me conquistou e caçaria um Fiesta Sport 2000 1.6.
    Nada desde então foi tão pensado em ser gostoso de dirigir.
    E com tempo sobrando, os pequenos defeitos da idade do carro não seriam nada.
    0-km, iria de Ka 1,0, é o carro que tem me chamado atenção.
    Quanto a dar aulas como o amigo sugeriu seria muito interessante, estou acabando engenharia mecânica numa Federal muito bem conceituada pelo MEC, mas a qualidade de formação dos alunos no campo prático é nula, só se tem aula com teóricos que nunca nem pisaram no mercado de trabalho.
    Abraços

  • J Paulo

    Também sou da opinião de que os painéis e consoles dos carros poderiam ser mais simples. Essa Hyundainização dos carros me irrita!

    • João Martini

      Concordo!
      Ps: Já viu o quadro de instrumentos do novo Sonata? Wolfsburg! Até eles perceberam que estavam passando dos limites. rs

    • Ilbirs

      Se é para fazer algo espetaculoso, que se faça como a Citroën sempre fez, que era algo inegavelmente funcional:

      http://1.bp.blogspot.com/_rtoalIiTJBs/TBRVg6kjr1I/AAAAAAAAEo4/oVNFf8VjixY/s1600/P110610_14.30%5B01%5D.JPG

      No painel do C3 da geração passada, que é bem apertadinho, todos os instrumentos têm visualização boa e estão bem localizados. O conta-giros é em leque e com graduação bem visível (nada daqueles conta-girinhos com números empilhados que vemos, por exemplo, no painel do up!):

      http://carros.ig.com.br/fotos/2011/960_640/cxvbIMG_9996_960_640.jpg

      Também temos um velocímetro digital com números garrafais e medidores de gasolina e temperatura igualmente grandes, mais todas as luzes concentradas no pé do instrumento, permitindo que se decore rapidamente onde cada informação está e em uma batidinha de olho se saiba tudo.
      Sobre consoles, sempre fui partidário da ideia de que eles muitas vezes existem mais para subtrair espaço do que para organizá-lo de uma maneira mais racional. Odeio bastante consoles excessivamente elevados, daqueles que levam consigo para cima também a alavanca do freio de mão e impedem que alguém do lado do passageiro consiga passar com facilidade para o do motorista como dá para fazer em carros com consoles baixos ou sem console. Vou começar com um exemplo:

      http://www.corsateam.com.br/wp-content/gallery/corsa-classic-2009/chevrolet-corsa-classic_04.jpg

      O Corsa B não é nem nunca foi um exemplo de ergonomia, mas entre os bancos ele é bem desimpedido. A alavanca de freio de mão, mesmo que esteja em sua posição mais alta, sempre vai ficar abaixo do topo dos assentos dianteiros. Um console que aí estivesse e que igualmente estivesse abaixo do ponto H dianteiro deixaria o veículo mais prático e não seria aquele estorvo que deixa mais estreito o espaço para as mãos, como naquelas vezes em que pessoas com artrite precisam afivelar o cinto de segurança. Que se observe ser essa uma característica de projeto da plataforma 4200, como se pode ver na Montana de segunda geração e no Agile:

      http://wp.zap.com.br/autos//2010/09/m5.jpg

      http://carroecarros.com.br/wp-content/uploads/2014/05/novo-agile-2015-15-1024×576.jpg

      Que agora comparemos com outros carros, como o Fiesta Mk6:

      http://www.ford.com/ngbs-services/resources/ford/fiesta/2014/gallery/photo/fie14_pg_013_int_full.jpg

      Viu como o console dele é bem mais alto e a alavanca de freio de mão fica acima da linha superior dos assentos dianteiros? Você falou de Hyundai e podemos pegar o exemplo do Azera da atual geração:

      http://fotosecarros.com.br/wp-content/uploads/2012/12/Novo-Azera-2013-54.jpg

      Viu o tamanho da muralha que se ergue entre os lugares dianteiros? Alguém que fosse mais largo na região dos quadris acabaria ficando incomodamente encostado nesse console. Poderíamos também falar do Cruze:

      http://4.bp.blogspot.com/-P3THe4AWY_I/UNwbJfu8xtI/AAAAAAAACm0/HvJ9Flvq7fo/s1600/Chevrolet-Cruze-LTZ-1.JPG

      Em parte ele está corretinho, com esses porta-copos em um lugar de fato bastante usável e baixo, mas observe-se o quanto que a alavanca de freio de mão fica alta quando puxada e compare com o Corsa B. Também temos o problema da alavanca de câmbio que também fica com uma base muito elevada, sendo que uma mais baixa permitiria que se pudesse dirigir com as pernas mais abertas por não se encostar em uma superfície rígida. Porém, aqui caiu-se um pouco na empolgação do designer e a modinha de “cockpit duplo”, que não é nenhuma novidade, podendo ser vista em velhos Mustangs:

      http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/ac/1967_red_Ford_Mustang_coupe_interior.JPG

      http://mustangattitude.com/mustang/1967/1967_00107_03.jpg

      Não fosse pelos bancos muito planos que fazem os ocupantes deslizarem em curvas, temos aí um exemplo bem adequado de “cockpit duplo”, com um console que não se eleva muito e que de fato organiza bem o espaço, como se pode ver com os buracos propositais para se encaixar as fivelas dos cintos subabdominais e deixá-los sempre à mão, mais um compartimento fechado por persiana e outro buraco mais para trás com tampa. Olhando bem, até daria para a Ford de Iacocca ter pensado em dois porta-copos, mas na época ninguém em nenhuma marca se preocupava com isso. Mas fica valendo a ideia de que consoles devem ser baixos e alavancas de freio de mão, quando em sua posição mais alta, não devem ficar mais elevadas que a linha do assento, sob pena de alguém bater o joelho nelas.

  • lbreis

    Que tal prestar consultoria projetos de suspensão e freios aprováveis preço Inmetro? Talvez uma parceria para confecção de peças com alguma marca. P. Ex. Caco By Meccia ou By Ae

    • Ilbirs

      Pensando no grau de burocracia do Brasil para se fazer mudanças no carro que não sejam de sistema de som ou estofamento, um bom ramo para o Carlos Meccia seria o de dar consulta para peças que possam ser instaladas nos carros sem que deem pala ao mundo de que se está usando algo diferente do original.
      No meu caso específico, se algum fabricante de molas conseguir criar um conjunto de molas traseiras para o Civic de sétima geração que mantenham aquela altura livre mais elevada atrás (essa geração tem 13 cm na frente e 15 cm atrás) e não fique sendo a coisa puladora que são as molas originais desse carro, com certeza adquiriria. Sei de gente que usa mola dianteira de Chevette com espirais cortadas para dar os tais 15 cm traseiros, mas aí é gambiarra demais para o meu gosto.

      Outras sugestões de consultoria para produtos melhores que os originais mas que não dêem na vista:

      1) Buchas mais resistentes que sejam de borracha dura (como umas da Hardrace) ou de poliuretano autolubrificáveis pretas, ou pelo menos de borracha comum com uma estrutura que rompa menos direcionada a carros com buchas reconhecidamente fracas (novamente falarei do Civic de sétima geração, mas também poderia lembrar da linha Opala). Um exemplo clássico disso é o que muitos mecânicos fazem quando vêem um Fox com bucha estourada e aproveitam a ocasião para trocar pelas buchas do CrossFox, que encaixam exatamente nos mesmos lugares e têm a vantagem de terem mais olhais, o que significa que há mais pontes de borracha mais densa entre o ponto de encaixe pivotante e a periferia desse encaixes;

      2) Lâmpadas halógenas de farol com mais lúmens que sejam igualmente de 55 W no facho baixo e 60 W no alto, tal qual manda a lei, e que durem tanto quanto uma lâmpada daquelas mais amareladas comuns (mas que têm o problema de estarem montadas em alguma estrutura de farol que desfavorece um facho mais focado);

      3) Pastilhas de freio de cerâmica que sirvam sem problemas na imensa massa de freios Varga e Continental de nossas frotas. Como sabemos, pastilhas de freio de cerâmica duram mais, não soltam pó, têm funcionamento silencioso e são mais resistentes ao fading;

      4) Flexíveis de freio de tipo Aeroquip que tenham um revestimento de borracha por fora, passando por flexíveis comuns, mas com a vantagem do Aeroquip de não “embarrigar” quando o fluido passa neles. Imagine uma série de flexíveis de freio já sob medida para os muitos carros de muitas marcas aqui vendidos, que em muitos casos não são aqueles do exterior e, mesmo que sejam iguais aos do exterior, não contam com tanta facilidade assim para que se traga as peças para cá (seja pelas novas taxações do correio, seja por não ser sempre que alguém vai para Miami ou Nova York);

      5) Lonas de freio de melhor desempenho (tipo umas da Porterfield) que sejam perfeitamente montáveis nos tambores de freio dos carros nacionais. E freio a tambor, como sabemos, é aquela coisa que não há mesmo como dar pala, pois a panela continua igualzinha e só muda mesmo o que vai lá dentro;

      6) Mangueiras de arrefecimento feitas de silicone que sejam pretas e não muito brilhantes ou com logotipos ostensivos, que visualmente lembrem as de borracha, mas tenham as muitas vantagens desse material melhor. Imagine kits sob medida para quem estiver precisando trocar as mangueiras originais de borracha por algo melhor que visualmente se assemelha a algo de fábrica;

      7) Embreagens que suportem mais torque que as originais, sejam montáveis no mesmo espaço e não gerem mais esforço no pedal. Já ouvi falar da história de que dá para usar embreagens recomendadas para motores APs originais de maior cilindrada nos 827 de menor cilindrada ou menos evoluídos (como o 1.5 e o MD-270), dando a essas unidades menores uma embreagem que dura praticamente para toda a vida sem que o conjunto fique sacrificado ou o pedal fique pesado. Porém, nem todo carro tem um irmão de bloco de motor que tenha mais torque e uma embreagem perfeitamente aplicável a um modelo mais fraco. Logo, tem muita gente por aí que gostaria de ter uma peça mais forte que não prejudique a durabilidade do carro ou seu uso normal;

      8) Coxins de trem de força que sejam bem indestrutíveis e montáveis no mesmo espaço de coxins que quebrem cronicamente. Muita gente adoraria isso, pois há carros no mercado que quebram coxins com regularidade e deixam seus donos de cabelos em pé pela chatice da coisa;

      9) Caixas ou colunas de direção que corrijam peças de fábrica com problema crônico que gere batedeira ou coisa pior (exemplo bem conhecido: o Tiida).

      Enfim, como se pode observar, e considerando que hoje em dia estamos vendo um belo número de carros mais velhos rodando em perfeita saúde e conservação (uma vez que não mais estão se desmanchando ou dando problemas graves como seus congêneres do passado), peças melhores que as originais, com o mesmo desenho das originais, encaixáveis nos mesmos espaços e que não sejam espalhafatosas como outras peças de melhor qualidade de maneira que a polícia não tenha como detectar visualmente seriam algo excelente, não só como forma de na prática uma reposição de peça quebrada se tornar na prática um recall que te acabará com problemas como também uma forma de diminuir a frequência de manutenção de carros que sejam muito bons e corrigir os problemas crônicos que muitos deles têm mas não são solucionáveis com outras peças de reposição que por um acaso são aplicáveis no mesmo espaço do componente que abre o bico cedo ou é de qualidade ruim.

  • César

    “Sempre ouço falar que o veículo é de entrada, por isso a simplicidade. Simplicidade sim, mau gosto e má funcionalidade, não.”

    Isso aqui na República das Bananas, Meccia. Porque na Europa, no Japão, nos Estados Unidos e Canadá, a realidade é completamente diferente. Você mesmo cita o exemplo do primeiro Fiesta nacional que tivemos. A versão tupiniquim foi simplificada ao extremo (como não deixa de ser diferente com qualquer outro modelo, veja o up!) e perdeu todo o ótimo acabamento europeu. Estive na Europa há alguns anos e um colega me mostrou um Opel Astra ano 2002 equipado com “hill-holder”, além de outras tecnologias que por aqui não aparecem nem em sonho. Lamentável submeter o consumidor brasileiro, que ainda por cima paga bem mais caro pelos produtos, a esse tipo de discriminação.

  • Luciano Gonzalez

    Meccia, com relação à BMW, faço das suas palavras as minhas. ..simples mas extremamente funcionais. ..Está tudo em seu devido lugar. ..Nem mais e nem menos. . Não gosto desses desenhos rebuscados utilizados pelos coreanos, me vem como algo apelativo demais, depois envelhece rapidamente e geralmente um facelift fica horrível. ..
    Com relação à minha próxima aquisição, acho que vou ter que ir de Golf, mas só para o Natal do ano que vem…e vamos ver a situação do país em 2015…
    Abs

  • Filipo

    Também não entendo o por que o Polo sairá de linha. Um carro excelente. Sim, está defasado perante seus concorrentes, pois todos já estão em nova geração. No entanto, o Polo não deve em nada ou pelo menos em praticamente nada em itens de série a seus concorrentes.
    O motor é o que está mais defasado, mas em compensação sua dirigibilidade e seu câmbio são dos melhores.
    ABS com EBD e airbag duplo oferece, assim como ar-condicionado automático digital, computador de bordo com múltiplas funções, já ofereceu direção elétrica e freios a disco no eixo traseiro, som com Bluetooth e entrada USB e SD, porta-copos ao monte, acabamento ainda muito bom para a categoria, gaveta abaixo do assento do motorista, saídas de ar para os ocupantes do banco traseiro, localizadas abaixo dos bancos dianteiros, produzido com chapas de aço de espessura variável e solda a laser, entre outras coisas.
    Ou seja, não entendo o motivo deste belo automóvel sair de linha no país. Se é por custos (pelo fato de que o novo Polo a ser lançado no fim de 2015 sobre a plataforma MQB, daí a espera em produzi-lo novamente por aqui), que tragam o atual europeu (desenvolvido sobre plataforma PQ25, evolução da atual brasileira PQ24), adaptado a PQ24. Como disse, quase todos seus concorrentes europeus, estão atualizados aqui também.
    Se a VW quiser gastar bem pouco, basta um novo face-lift sobre o atual, dotá-lo com o novo EA211 do novo Fox, junto com o novo câmbio de 6 marchas e desenvolver uma central multimídia nos moldes do novo Fox para ele e pronto.

    • CorsarioViajante

      O problema do Polo é que ninguém compra.

  • Fernando

    Por carro 0-km particularmente não me interesso, pelos motivos expostos e mais alguns.

    O Escort como este dessa geração tem uma beleza contida, mas só de o ver no meio dos carros atuais para mim mostra um desenho bem executado, conforme o observa vai notando a cintura, os faróis parece que “enxergam” e o interior tem uma grande visibilidade(coisa deixada de lado em muitos carros atuais também).

    O Fiesta BE91 me agrada muito em seu interior, para mim é dos mais úteis que já tivemos por aqui junto dos Clio II(>99), em que se dava atenção para a visibilidade, instrumentos à mão e de fácil leitura, boa otimização do espaço, e principalmente não querer parecer o que não é. Atualmente parece ser mais importante parecer um disco voador do que realmente servir ao propósito, o painel de instrumentos que o diga, tem vários que na tentativa de serem inovadores/bonitos tem uma leitura péssima.

    Comparando este Fiesta com o atual, não consigo entender a procura por vincos e quebras de harmonia que se faz atualmente, só de olhar o interior desse antigo Fiesta de admirar como as curvas se encontram, e até na parte exterior também (exceção à frente que a grade e farol tristonho só) pode parecer saudosismo, mas acredito que um destes, CLX com aquele Zetec-SE 1.4 16v hoje seminovo seria um carro que eu compraria sem dúvidas.

    E é aí que a BMW faz muito bem em não cair neste modismo da instrumentação, inclusive em um carro desta categoria(e de outras fabricantes também), o motorista se orienta com os bons e velhos ponteiros, difícil de se chegar a algo tão direto e que não precisa ser alterado.

    • Rafael L M

      Esta sua frase “Atualmente parece ser mais importante parecer um disco voador do que realmente servir ao propósito, o painel de instrumentos que o diga, tem vários que na tentativa de serem inovadores/bonitos tem uma leitura péssima.” me fez lembrar o Chevrolet Agile .Eta carrinho que quer parecer algo que não é. Pode até ser um carro resistente, mas não gosto dele.

      • Fernando

        Exatamente Rafael.

        Algumas coisas que na minha visão mais atrapalham do que ajudam: grafia das letras em fonte bonitinha mas muito trabalhada e que tem leitura ruim; fundo claro, em que por mais que o contraste faça você enxergar, não é a mesma coisa de um fundo escuro e marcações claras ou iluminadas; posição do velocímetro (nesse caso preciso citar o Etios); alguns painéis digitais incomodam um tanto no uso, como falei em outro post sobre vários painéis digitais.

  • Marcos Alvarenga

    Curioso, mas eu tenho uma visão muito negativa dos carros da Chevrolet no Brasil: acho os modelos atuais vendidos aqui muito feios e atrasados tecnicamente. Não sou nem nunca fui plataformeiro, mas é um retrocesso muito grande comprar um carro deles depois de se entrar no site da Opel e ver o que é oferecido lá fora. Há 20 anos estávamos muito mais bem servidos. Dava gosto ver um Vectra ou Corsa, sem falar no Ômega.

  • RoadV8Runner

    Sem pachequismo, atualmente sou fã da Ford, assim minhas opções são até que fáceis de escolher. No caso dos compactos, eu fico com o novo Ka, dúvida apenas quanto à motorização (1 ou 1,5-litro). O Focus também gosto muito, mas me incomoda sobremaneira o fato da Ford não oferecer o motor 2-litros com câmbio manual, só há opção pelo robotizado PowerShift. A versão 1,6-litro, que possui opção por câmbio manual, vai deixar o desempenho um pouco aquém do que aprecio, então não dá… Agora, sonho de consumo mesmo é o Fusion. Já gostava da versão anterior, mas depois que a Ford remodelou o modelo, aí me fisgou de vez! Pena que não há mais opção pelo motor V-6, substituído pelo mais eficiente EcoBoost de 4 cilindros.
    E sobre a mesmice, a monótona semelhança entre os diversos fabricantes, o que mais me incomoda é o som dos motores (ou melhor, a falta de som…) ser praticamente o mesmo, tanto faz o fabricante ou até mesmo o deslocamento, dependendo do caso. Antes era possível saber qual carro se aproximava só de ouvir o som do motor. Agora, enquanto o dito cujo não chega perto, em alguns casos fica difícil até de dizer quem é quem a não ser que se esteja frente a frente!

    P.S.: o interior bege desses Porsche é de tirar o fôlego!

  • Roberto

    Também me incomoda bastante está tendência dos painéis grandes. Tira toda a visão da frente do carro e aumenta o reflexo no vidro. Minha suspeita é que alguns fabricantes optem por este tipo de painel para aumentar a sensação de tamanho do veículo, apesar de fazer exatamente o contrário, roubando espaço interno.

  • RR

    Meccia
    Você que é engenheiro, gosta e entende de carros como poucos, te digo.
    Experimente dirigir um Civic de 2013 em diante … Está bom demais. Mesmo a versão mais simples, 1,8, aconselho o eficiente e suave (câmbio automático).
    Eles podem ser bem “sem graça” em desenho e apelo visual e um pouco grande para o trânsito nas megalópolis, mas qdo você dirige um fica difícil pensar em outro carro…
    Como extra você terá uma manutenção barata (em nível de carros 1,0) e excelente consumo de combustível
    Eu tinha grande resistência a dupla nipônica Civic/Corolla, mas me curvei totalmente e hoje me arrependo de não ter tido um desses antes.
    Abraço e boa sorte na sua escolha !

  • heliofig

    Carlos, concordo em gênero, número e grau.
    Os carros da Ford sempre foram a preferência de nossa família, mas atualmente estão com um design muito Hyundai e com a frente de Aston Martin – isso é bom, diga-se de passagem.
    Mas já se foram os anos de minha infância, quando eu identificava um Corcel de um Opala, Chevette ou Maverick apenas pela posição dos faróis e lanternas dianteiras…
    Agora, nos anos 2010, é que estamos novamente vendo uma maior identidade, pelo menos na iluminação externa dos carros.

  • Bucho

    Os carros hoje não tem personalidade e ainda assim elege como possível compra o supra-insosso Ford Ka.

    E não vejo um Ford sendo muito melhor que um francês em qualidade hoje em dia (comparando com Renault por exemplo). Minha experiência de durabilidade nos Renaults sempre foram um tanto superiores aos Fords.

    • Antônio do Sul

      Pois é….quando lançaram o Ka original, em 1997, o público o recusou por ser muito arrojado…O atual não tem nada de especial no desenho, mas talvez (não dirigi um ainda) tenha um comportamento dinâmico muito bom.

  • Davi Reis

    Sempre achei que fosse uma das únicas pessoas a achar errado esse painel do Fiesta, extremamente invasivo. É um mal de grande parte dos carros atuais, mas no caso desse Ford, beira o cansativo. Se isso supostamente era para facilitar o acesso aos comandos, que os projetistas dessem uma olhada nos painéis de Gol e Palio (dois dos únicos que consigo me lembrar agora), que passam longe de serem exagerados assim e têm praticamente todos os comandos no lugar certo. Parece que painéis corretos e de dimensões modestas, como o painel satélite do Gol G1 e também o do Escort, andam ficando no passado. Mas ainda tenho esperança de que esse modismo exagerado passe, andei no Swift e gostei muito do arranjo do interior: painel baixo, curto e com todos os comandos à mão.

  • CharlesAle

    Uma coisa chata é ver vários jornalistas, até de veículos de imprensa de porte, escrever groselhas como se tivesse uma visão amadora. O excelente quadro de instrumentos do M6,na qual eu concordo com sua perfeição e simplicidade, para muitos”experts” da imprensa é um painel “que não casa com a sofisticação que o modelo oferece, parece painel de carro popular”. Acredite, já li absurdos assim…

  • Angelito

    CM, quais aspectos você iria preferir no seu novo carro? Você pretende ter um faz tudo, ou podemos sugerir carrinhos mais “esportivos”?

    Bom, se fosse você, eu acho que pegaria um Golf 1.4 e manual. A embreagem dele não é pesada a ponto de incomodar ao andar na cidade, e não é um carro tão grande a ponto de incomodar em manobras. Além de ser um carrinho divertido de andar e bem acabado para o preço (sem opcionais).

    Mas, dado o seu conhecimento e “tempo livre”, sugiro (como alguns falaram antes) que o senhor projete seu próprio carro. Faça o serviço completo e explique em vários posts aqui no AE. COnte do processo de legalização e emplacamento, dos mecânicos pro serviço, dentre outros.

    • KzR

      Seria um bom exercício e ótima aula sobre projeto de um carro bem AutoEntusiasta. Quem sabe o CM não adota esta ideia?

  • marcus lahoz

    Carlos, passei cinco meses escolhendo meu próximo carro. Escrevi até um texto que foi publicado aqui no Ae na seção Histórias dos Leitores. Testei, analisei, testei de novo, fiz tabela, analisei a tabela….contas e mais contas. No final não comprei nenhum carro da minha lista. Segui meu coração.

    Comprei um hatch, com motor 1,8 (relativamente forte para o peso), com design diferenciado, rádio com botões, suspensão bem ajustada, bom câmbio. Mas foi a compra menos racional que já fiz e estou muito muito contente.

  • Sergio

    Meccia, o grande culpado pela mesmice dos nossos carros é o próprio consumidor, em primeiro lugar, e o distribuidor logo em seguida. O primeiro porque, mesmo gostando daquilo que seja mais pessoal, mais exclusivo, acaba por escolher aquilo que os outros querem que ele escolha. É o que os psicólogos chamam de “pertença do indivíduo” – ele não pode ser muito diferente do seu grupo sob o risco de ser excluído. O segundo tem imposições da fábrica – as metas de vendas. E já que ele tem que receber cegonheiras carregadas todas as semanas e se virar para vender, quererá ele vender aquilo que gira mais rápido no estoque. Daí a profusão de carros pretos e pratas. Quem não os quiser que espere muito e pague mais. O argumento de que “é fácil de vender” vem ao encontro da necessidade de “pertença”. Não que quem compre queira vender, mas vender significa ser aceito. E isto acontece com modelos também. Muitos que falam em comprar um Honda são logo atacados pelos seus pares dizendo que “Toyota é melhor e vende mais fácil”. Tenho um Fiat Bravo azul e foi uma luta para tê-lo. Luta contra muita gente que queria me demover da idéia de comprar. E ainda ouço: “seu carro é lindo, mas não tenho coragem de comprar um assim”. Vá entender!

    • Lorenzo Frigerio

      Como você abordou o lado da psicologia, não posso deixar de lembrar um editorial genial do BCWS… basicamente o mesmo raciocínio que você descreveu, com outro viés. Você provavelmente o leu, mas não posso dexar de colocar o link:
      http://bestcars.uol.com.br/bc/informe-se/colunas/marcas-mercado/418-comunidades-a-diferenca-entre-possuir-e-pertencer/

    • KzR

      Excelente comentário.
      As cores mais bonitas para o Bravo é o ou vermelho Rosso, só disponível na Europa. Ainda mais se for o T-Jet. Falando nisso, tão verdade é seu pensamento que, até hoje, não cheguei a ver um T-Jet ao vivo, muito menos um azul. Já Porsche, Ferrari, Audi R8…

      Também não deixaria de comprar uma cor que me agrade só por ser mais fácil de vender.

  • Leo-RJ

    Caro CM,

    Há um tempinho comentei em um dos seus posts que era evidente o seu orgulho de ser engenheiro e atuar na área que atua. E isso ficou novamente evidente na passagem: “Quero voltar a ser engenheiro.”

    Outro ponto, acerca da gravata borboleta da Chevrolet com o círculo ao redor, também nunca me agradou também. Sempre me pareceu um arremedo de junção entre a gravatinha da Chevrolet e o símbolo da Opel (aquele circulo em volta de um raio na horizontal).

    Por fim, dentre os carros citados, como sou fã da linha Focus, “voto” neste modelo. Porém, ao citar o VW Polo, lembrei-me um que meu irmão teve, e quando ele foi fazer um “work experience” fora do Brasil, deixou esse Polo hatch 1.6 comigo por 10 meses e, posso dizer, um EXCELENTE carro, e que, parece-me, encaixa-se com perfeição em algumas qualidades que você aprecia, expressas no texto, como ser pequeno, andar bem, suspensão justa e câmbio idem. Um pequeno esportivinho. Acho-o uma ótima opção, a despeito de que vai sair de linha. Pense nele com carinho 🙂

    Abraços!

    Leo-RJ

    • KzR

      Eu achava bonito a gravatinha dentro do círculo quando era ‘só prateada, como nos Chevrolets da década de 90 e começo dos 00.
      Marcante era a gravatinha azul nos informes publicitários, e até hoje curto a gravata própria das s10 antigas.

  • Tamanduah

    CM,

    sem querer ser desagradável, mas ainda não notou que está “velho” (= maturidade)? Passo pelo mesmo…

    Esqueça a geração “ratos de biblioteca”, agora é “geração Google”, ou seja, tudo é fácil, o conhecimento está nas pontas dos dedos, mesmo que precariamente. A arte foi trocada pela simplicidade do acesso. Ponto para os orientais (nada pejorativo aqui)!

    Quer coerência entre cores e formas? Olhe para a natureza, mas tente ignorar a geração atual como parte dela. Não que não faça parte, mas pelo fato de esta geração ter perdido o maior poder que a racionalidade deu ao “racional”: a capacidade de observação. Isto vai mudar, mas é preciso tempo ainda; a história é cíclica e o Homem vai e volta ao sabor do vento (ou qualquer outra coisa que o sopre/conduza).

    Fico imaginando aqueles que ousam “dar aulas” (como se isso fizesse sentido nos dias da “geração Google”…); deve ser triste fazer uma pergunta e obter uma resposta segundos depois, mas sem saber (da parte daquele que responde) o significado da mesma — no máximo um sorriso de satisfação tipo “viu, eu sei a resposta!”

    Não caíram raios em sua cabeça, CM, você “apenas” recebeu a Luz! 😉

    Tamanduah

  • Antônio do Sul

    Meccia, só não têm os seus dias de revolta e desilusão, causadas pelo que é veiculado nos noticiários, os que são alienados ou aqueles que estão se beneficiando com as falcatruas que acontecem. No seu caso, isso talvez esteja sendo sentido de maneira exacerbada pelo fato de você ter se distanciado do seu meio. Com todo o seu conhecimento e experiência, você ainda tem muita lenha para queimar, especialmente para as fábricas que estão chegando ao Brasil agora.
    Gostei da imagem dos dois Escort quadradinhos. O meu pai teve um GL 91, igualzinho ao da foto, com motor AP-1.800. Também sinto saudade dos interiores cinza que eram oferecidos nos Ford mais antigos, acho que até 2002, mas o interior de carro nacional que mais me chamou a atenção foi o de um Opala 4100 Comodoro 1978: era todo bordô.

  • Daniel S. de Araujo

    Meu negocio é caminhonete mas se fosse comprar um carro hoje compraria um Golf. Cor de vinho ou azul pérola, e câmbio manual.

    • KzR

      E interior clarinho, rs

  • Antonio Ancesa do Amaral

    Você tem muito a ensinar, como disse o “Curió” vá lecionar, ou na preparação de veículos. Distribua seus conhecimentos. Quanto ao Ka, turbine você mesmo o carro, uma suspensão traseira independente talvez. Se eu tivesse o seu nou-rau… faria meu próprio carro.

  • Rafael L M

    CM, o senhor sabe me dizer por que as “montadoras” gostam de inventar “defeitos”? (na verdade, características que até mesmo as “montadoras” sabem mas, do jeito que fazem, eu não tenho dúvidas que fazem de propósito só para sacanear as pessoas).
    Por exemplo, os volantes e colunas de direção deslocados (Celta e Gol); alavancas de câmbio que ficam muito distantes do motorista, ou então os pedais que ficam próximos demais do banco do motorista (ou o volante que fica muito distante) (206 e Corolla mais antigo, assim como a atual S10), ar-condicionados que simplesmente não esfriam (alguns Ford e as versões mais antigas da L200); colunas de direção que são ajustáveis porém com um curso que chega a ser ridículo de tão curto que é (novamente 206, Clio, e alguns japoneses); bancos de formato desconfortável, ou com espuma macia de mais (alguns Palios), ou com encosto e/ou assentos curtos demais; apoios de pé inexistentes (o Fiesta tristonho e o Ka tinham bons apoios, mas quando a Ford lançou o Fiesta Bahiano, simplesmente acabou com ele – vale lembrar que essa versão Bahiana só era melhor que a geração anterior em estilo e espaço interno, porque nos demais itens foi um verdadeiro retrocesso: desempenho, dirigibilidade, consumo de combustível, qualidade das peças e durabilidade, estabilidade, isolamento dos ruídos; pedais que são altos de mais, somando com a embreagem mais alta ainda e com curso muito longo (os atuais Volkswagen); entre outras chatices/esquisitices/estupidez. Enfim, a lista é longa, e como o senhor é do setor, talvez possa me responder.

  • Ótimo texto, reflete perfeitamente meu pensamento. Os carros dos anos 70 e 80 eram muito mais divertidos. Os de hoje são confortáveis e eficientes, mas quase todos nossos e clonados entre si. Só tenho torcido o pescoço para a BMW Serie 6 e para o novo Golf, lindos e chiques. Estou terminando a restauração de uma Caravan 1980 250-S equipada de época justamente para voltar a curtir um carro que me dá prazer. Pergunta: Você trabalhou com o Luc DeFerran? Abcs

    • Valente,
      Trabalhamos juntos durante anos. O Luc foi diretor da engenharia Ford por muito tempo

      • Carlos, conheci o Luc por causa do Gil filho dele, na época do kart, o Luc ajudava na preparação dos motores, isso nos anos 80. Ouvi as estórias dele sobre o projeto do Escort e do Cargo. Depois trabalhei na Metagal e continuei por perto das fabricantes, e até hoje tenho uma loja de acessórios em Moema, aonde o Bob aparece de vez em quando. Abçs

  • LeandroL641

    Minha próxima troca de carro não será tão problemática, quero um Corsa dos últimos anos, não tenho nem o que pensar: É barato, motor simples, potente e econômico, bom projeto (eu já tive um mais antigo e o carro é uma belezinha, sólido e confiável), sem muita frescura e 2011-2012 ainda é praticamente novo.

    • Diego Clivatti

      Sou suspeito para falar, comprei um hatch da última safra, 2012 hatch, diria que é um carro na medida, um espaço interno agradável, motor não sobra e não falta, a única ressalva é que a partir de 2010 ele não vem com barras estabilizadoras, então rola um pouco demais para o meu gosto, mas nada que atrapalhe, andei vendo umas opções para troca e desanimei. Lembrando que o Corsa tem algumas amenidade que aprecio muito: reostato que controla todas as luzes internas, boa visibilidade dos instrumentos e uma boa posição de dirigir

      • Marconi Henrique

        Infelizmente o Corsa só foi depenado com o passar do tempo.

      • L641

        Ih, cara, tiraram as barras estabilizadoras?
        Eu tive um 1,0 2007 e rolava muito pouco, era bem firme nas curvas, achei que o 2010 ainda fosse assim.

  • Eduardo Copelo

    Sabe o que eu ouvi de algumas pessoas sobre painéis como o do New Fiesta? Elas adoram pois são todos tecnológicos, cheios de luzinhas e botões, que acesos de noite parecem naves espaciais! Cada um compra o carro que quer, mas eu acho muito ruim alguém pesar a compra de um carro por conta de coisas tão supérfluas como luzinhas e “glamour hi-tech”. Ainda prefiro a boa e velha escola alemã de fazer painéis, como o do Gol G3, do Logus Wolfsburg e dos Audi dos anos 90, simples, funcionais e intuitivos.

    • João Martini

      O próprio Audi A3 novo dá show em simplicidade e elegância. Que interior!

    • Lorenzo Frigerio

      O Gol bolinha original tinha um painel excelente. Em geral os Honda também são bons de painel.

    • Davi Reis

      Assino embaixo. Cada um compra mesmo o carro que quer, e que seja bem feliz com ele, mas para o público como nós, mais antenado, realmente machuca a alma ver como os parâmetros de decisão andam tão nebulosos.

  • Eduardo Copelo

    Pela raridade, eu iria mesmo de Fiesta sport, mas, para o dia a dia com conforto e para uma tocada (bem) mais afiada, ainda dentro da Ford, eu iria de Focus Hatch MK1. Dinâmica louvável e o sempre excelente Zetec S a puxar, 1.8 16V ardido, gostoso de se ouvir e que empurra muito bem. A Ford só pecou em não levar esse motor à frente, com o MK1,5, botando o “arroz-com-feijão” Zetec Rocam.

  • André

    Por isso é que só tenho carro antigo, com a vantagem de não pagar IPVA e nem seguro.

  • Curió

    Isso é jornalista “new rich”, CharlesAle. Não entende o valor da simplicidade, da leitura rápida e boa, de uma estética que não cansa nem chama atenção. Aquilo que não ostenta não serve. Na cabeça de quem faz esse tipo de crítica, a Monalisa só poderia ser realmente considerada a maior obra-prima da história da pintura se usasse um Oakley Juliet.

    • Lorenzo Frigerio

      “Less is more” é um termo que escapa à compreensão da maioria. Um painel de instrumentos não pode ser desarmonioso a ponto de ser distrativo, pois sua função é secundária na condução automobilística.
      No caso dos BMW, eu diria que o painel freqüentemente é o melhor nesses carros, visto que alguns modelos desse fabricante não primam pela beleza externa.

  • Eduardo Edu

    CM, depois de muita decepção com Chevrolet, VW, Honda e Ford (2x), escolha o carro pelo pós-venda. Nunca deveria ter saído da Toyota.

  • Antonio do Sul,
    O novo Ka tem um comportamento dinâmico excelente, dá gosto de dirigir

    • Antônio do Sul

      Meccia, baseado na opinião unânime de toda a imprensa especializada, eu realmente acredito que o novo Ka tenha um comportamento dinâmico muito acima da média, como todos os Ford pós-Autolatina que pude dirigir. Só usei o “talvez” para relativizar uma crítica ao carro, como opção de compra, pelo fato de o seu desenho não ser arrojado (não é, mas isso não o torna necessariamente feio), como se ele não tivesse nenhuma outra virtude.

      • Cristiano Reis

        Possuo um Ka 2007, de primeira geração, a esposa vive querendo trocar por um novo, mas não vejo nada demais nesses carros de hoje, apesar de motores modernos, conforto e andar macio… O próprio Ka agora possui um desenho altamente genérico, mistura de Gol com Onix…

  • Newton (ArkAngel)

    Caro Mr. Meccia:

    Há tempos acalento um sonho, que é desenvolver um carro realmente pensado para uso policial, baseado em algum modelo do mercado. Não simples adaptações, mas sim, modificações que o tornariam realmente um veículo policial. Por enquanto, não possuo condiçõe$ para tal empreitada, mas espero que isso seja possível por ocasião de minha aposentadoria. Deixar o entusiasmo arrefecer, nunca! Realize seus sonhos, às vezes nosso sentimento de estagnação é o que nos desperta. Abraços.

  • Thiago Teixeira

    Alguns comentários cruzam a qualidade e equipamentos do veiculo vs preço. Não acho coerente visto que o custo Brasil é o que joga os preços la no alto. Um carro tem uns 40% de tributação.
    Carro clarinho por dentro é muito bonito. Mas quando o proprietário descuidado deixar no lava a jato e passarem silicone no painel e plásticos, depois de uns dias aquilo gruda com a poeira e dá um acabamento encardido horrível. Eu particularmente gosto das cores escuras. Mas é meu gosto; e na hora de lavar não deixo que passem nada além de pano e água. Também gosto de carro preto e de carro branco, bem antes do branco voltar na moda.
    Esses painéis mais volumosos combinam com a cabine no geral para dar uma sensação de que o carro abraca o motorista/passageiro.E aumenta a sensação de segurança, ainda que possa ser só sensação.

    • KzR

      Alguns carros ficam bem com interior claro, outros com preto. Seria bom o poder de escolha. Achei bem agradável o interior do antigo Corolla e do Linea quando claros.
      Entendo essa sensação quando entro em carros de cintura alta. Tem-se a impressão de mais segurança e privacidade. Mas na hora que a razão desperta, acaba se tornando algo supérfluo.
      Detesto essas “graxas” de silicone. Pode brilhar, mas irrita mas do que agrada.

  • Meccia,
    É difícil se aposentar com uma cabeça ativa, vejo isso com meu sogro, engenheiro civil. Como sugestão nesta área, tenho algumas:
    Abrir uma oficina, como uma oficina-escola. Pessoal recém-formado na área de reparação carece de um estágio bem orientado, aplicando a teoria aprendida. Seria uma volta à sua juventude, quando tinha a sua oficina em casa;
    Consultoria, tem muitos fabricantes novos se instalando no país e sua experiência é de grande valor a qualquer marca.
    Dedicar-se à nobre arte da docência, esta que considero a mais digna das profissões.
    Quanto ao carro, escolha aquele que fale ao seu coração. E só sentando e guiando é que esse papo vai acontecer…rsrsrs
    Abraço!

    • KzR

      É raro elogiarem, dessa forma, a área da docência. Quem o faz é porque tem uma boa noção de como os profissionais contribuíram e podem contribuir com a sociedade. Para esse país mudar de verdade, pode começar a valorizar esta função.

      Acho louvável a ideia da oficina-escola.

    • Aléssio,
      Valeu a sugestão
      Abraço

  • Alex Hawking

    “Falta aquele toque “imperfeito” de mestre”.

    Genial essa frase! Hoje mesmo eu observava um Voyage e reparava suas linhas perfeitas. Só que isso me irrita! Eu não gostaria de ter um carro assim… Outro exemplo são os carros franceses: o magnífico Citroën SM! Hoje a Citroën (e as outras francesas) globalizaram o design e cairam na mesmice. É lamentável… Tudo em nome das vendas.

    • KzR

      Para a indústria, porém, isso é tido como sucesso. E é o que importa para ela, vendas.

      Se bem que o Voyage poderia melhorar aquelas lanternas traseiras. O Jetta poderia continuar com seu visual atual, acho muito agradável.

  • Bob Sharp

    Roberto
    Um painel que sempre me incomodou é o do Astra, grande demais.

  • Bob Sharp

    João Martini
    Quem também adotou o painel “Wolfsburg” foi a JAC.

  • Bob Sharp

    Marcus
    Aposto que o nome de modelo do seu carro começa com i…

    • marcus lahoz

      Bob, o bolso não chegou no i30, apesar de tentar. Se fosse iria de Golf, a diferença é pequena.

      O que comprei o Arnaldo gostou mais do que você, pelo menos parece no teste.

      Um Punto BlackMotion, o carrinho é uma delicia.

  • Bob Sharp

    Valente
    Você ainda tem contatos na Metagal? Preciso arranjar um espelho esquerdo convexo para o Celta da minha filha. Tinha um desses, da própria Metagal, eu havia conseguido, mas o espelho foi demolido por um motofretista e o que está lá é espelho plano.

    • Bob, continuo com o bom relacionamento de sempre na Metagal. Entendi que o retrovisor está em ordem e você quer somente substituir o espelho por um convexo, correto? Vou trabalhar nisso e te aviso.

  • Bob Sharp

    Lorenzo
    Só há um problema nesse “Wolfsburg” de BMW: o conta-giros na direita.

    • KzR

      A BMW bem que poderia oferecer variações desse tipo, a gosto do clientes. Uns fios a mais e voilá.

  • CristianoReis

    Carlos, por que não criar um Hot Ka de primeira geração?

    • KzR

      Seria algo como um projeto pessoal, mas não creio que seja o que o CM esteja buscando, mas pode ser.

      Talvez um certo Ka preto se beneficiaria desta ideia, não?

      • KzR,
        Eu realmente tenho um KA 1997 preto, 50.000 km, parece que saiu da loja. Preservo pois gosto muito do conceito.

        • Janduir

          Esse é o verdadeiro Ka, ainda hoje é um carro moderno. Em breve vou comprar um XR 1.6

  • CristianoReis

    Bravo?

    • marcus lahoz

      Cristiano, quase lá, peguei um punto blackmotion.

      • Cristiano Reis

        Show de bola, aqui em casa meu pai possui um Linea por indicação minha, muito bom o carro, mas como citei no seu “histórias do leitor” o motor não me agradou por ser meio beberrão e pela falta de potência em baixa, mas acho que é pelo meu jeito de dirigir, já que passei muito tempo com um Gol 1,6 da empresa.

        • KzR

          Bem, o Linea não é nenhum foguete (talvez só o T-Jet), o 1.9 bebe como os Fiats 1.8 GM. Mas tem um ótimo espaço interno, um painel bem bonito e interior agradável. Ah, e ótimos bancos para tirar cochilos em viagens, rsrs

      • KzR

        Uma boa escolha, ainda que eu prefira o T-Jet e seu câmbio de futuro incerto. Lembro do Arnaldo falando que este carro, o BlackMotion, veio com o motor errado, devendo vir com o 1.4 Turbo.

        • CorsarioViajante

          Se o blackmotion viesse com o 1.4 turbo seria o T-JET, não?

  • Ed

    Realmente confesso que me encontro nessa dúvida.
    Dos modelos presentes no mercado, mesmo sendo de categorias diferentes, existem dois que me agradam muito, sendo eles o Golf 1.4 TSI Highline e o C4 Lounge THP.
    Sem levar em conta o fanatismo por uma marca ou outra, ambos são excelentes carros, com tecnologia e conforto. Porém me assusta o preço de ambos!! Fiz duas cotações essa semana, Golf Highline + teto + pacote Elegance e me pediram R$ 93.000,00!!!! C4 THP + teto (modelo top ) por R$ 88.000,00. Se formos levar em conta seguro + IPVA + emplacamento, os valores sobem consideravelmente!
    Sou apaixonado por carros desde sempre, e tecnologia a bordo é algo que eu acredito ser essencial para facilitar o nosso dia a dia, segurança dentre outras coisas. Porém preços beirando a R$100.000,00 é um extremo absurdo, pelo menos ao meu ver. Conseguir esse quantia de dinheiro por formas corretas/honestas é MUITO difícil, e vejo que cada dia que se passa está “normal” pagar isso em um carro.
    Será que só eu compartilho dessa insatisfação? O pior de tudo, gosto de normalmente comprar carro “para casar com ele”. Ou seja, não compro carro pensando em desvalorização, e prefiro muito mais pagar “mais caro” num carro de alto nível e ficar anos e anos com ele, do que trocar de ano em ano, vide meu antigo Ford Taurus 1997 (uma máquina, diga-se de passagem).
    Talvez eu seja meio “pão duro” por pensar assim, mas mesmo louco para correr para uma concessionária, fazer uma transferência(TED) e sair com um desses com cheiro de carro novo, eu me pego pensando quão louco eu realmente seria se fizesse isso.
    O Brasil passa por crise sim! Mas que crise é essa que permite ser normal gastar 100 mil em um hatch, ou então em um sedã médio?
    Provavelmente, o único que esteja em crise seja eu então…hahahaha
    Outra coisa que concordo com o texto, realmente, os carros de hoje em dia raramente tem um visual que seja apaixonante. Digo por completo. Tem se tornado uma tarefa árdua escolher um carro, visto que são poucos aqueles que realmente deixam seus donos com sorrisos de orelha a orelha.
    E a dúvida continua, qual carro escolher…

    • KzR

      Não esperava também que um Golf Highline pudesse atingir essas cifras. Logo faz sentido boa parte dos Golfs que vejo vir só com o DSG e nada mais.
      Mas é bem comum ver Golfs mais equipados, como outros veículos de mercado. De fato, acho que está virando moda pagar tanto por um veículo que antes mal passava dos 60 mil, a começar pelos de entrada equipadinhos beirando os 30, 40 mil. Absurdo!

      Também não penso em carro se não for para casar. E do jeito que o mercado anda, acho que vou continuar preferindo os usados mais equipados.

  • Bob Sharp

    Valente
    Isso mesmo, o conjunto carcaça + espelho é novo, mas com espelho plano. Basta trocar apenas o espelho, como você já fez para mim algumas vezes.

    • Bob, consultei a Metagal e me recomendaram levar o carro direto no Shida Serviços Automotivos, lá eles cortam o vidro e montam. O Shida fica na Rua Clodomiro Amazonas, 1400 – fone 3845.3802. Espero ter ajudado. Abcs

    • João Carlos

      Bob, depois da primeira fase do Celta, ele passou a ter os retrovisores da Meriva, e esta tinha lente esquerda convexa. Aí seria fácil conseguir um. Mas se for o primeiro modelo de lente, aí só recortando ou conseguindo com o fornecedor.

  • Bob Sharp

    Diego
    Lembre-se que a resistência total à rolagem é a soma de constante da mola com a da barra estabilizadora. Pode-se ter a mesma resistência à rolagem em um carro com barra estabilizadora ou sem. A diferença é que sem a barra o rodar será um pouco mais desconfortável quando a suspensão dos dois lados funciona junto, mas em contrapartida será mais confortável em funcionamento assimétrico, como ao trafegar sobre piso irregular. Resumo: a barra estabilizadora é apenas um recurso para deixar o rodar mais confortável mantendo a resistência à rolagem.

    • Diego Clivatti

      sim Bob, já havia aprendido esta contigo, mas por curiosidade acabei andando em um corsa 2008, com as tais barras e me pareceu que de fato rola menos, também não acho que seja economia, é mais uma escolha de engenharia, mas como eu disse não desabona o carro como um todo, mantém-se mesmo muito macio em piso irregular, acho bem mais confortável que os gols geração cinco e seis por exemplo, aliás para meu uso nunca senti quaisquer dificuldades no que tange a estabilidade, mesmo fazendo algumas curvas mais empolgadas vez ou outra

  • Bob Sharp

    Marcus
    Não entendi o que você disse, o Arnaldo ter gostado mais desse Punto do que eu. Onde leu isso no teste?

    • marcus lahoz

      No teste não; mas em um comentário. Um leitor perguntou se entre o Bravo e o Punto e você comentou sobre o Bravo. Entendi sua preferência pelo Bravo.

  • Silvio

    CM,

    Nesse fim de semana fiz um teste drive em um high up!, carrinho interessante, ronquinho gostoso, direção levinha, e o que mais me impressionou foi a ausência do “console central”, aquela coisa que só serve pra ocupar espaço e deixar as pernas apertadas. Me senti dirigindo meu golzinho quadrado. Um latifúndio de espaço para as pernas. Não fosse o preço salgado demais eu até que levaria em frente a ideia de ter um na garagem. Na loja em que fui havia um high up! (“completo”) manual por 38.900, único no estoque e com preço de nota por já estar a muito tempo no pátio.

    Ótimo texto como sempre, se cabe um conselho, aproveite a aposentadoria e ponha em prática a engenharia, um carrinho pra reformar e acertar como nos velhos tempos.

    abs

  • Bob Sharp

    marcus
    Claro, entre Punto e Bravo prefiro este, mas isso não quer dizer que eu não goste do Punto…

    • marcus lahoz

      Com certeza, nem pensei nisso. Só não peguei o Bravo pois este é derivado do Stilo, e a estabilidade do meu era ruim demais, na chuva então um terror.

      • João Martini

        O Bravo é derivado do Stilo? Achei que fosse só o sucessor do mesmo.

      • KzR

        Suponho que o T-Jet não sofra muito desse mal.

  • Rodolfo

    Anda faltam uns 30 anos ou mais para eu me aposentar, e quando essa hora chegar vou só querer viajar com o meu carro pelo Brasil.

  • Antônio do Sul

    Do penúltimo ano em que saiu a 1ª geração, com a lanterna traseira maior…A partir da linha 09, quando espicharam a traseira, não ficou mais a mesma coisa…

  • Rubergil Jr

    Meccia, o carro que eu mais gostaria neste momento seria uma destas três opções:

    – Golf Sportwagen (está para chegar)
    – Focus SW (sonhar não custa nada)
    – Fluence perua (mais impossível ainda).

    Como a única peruinha com real chance de existir aqui no BR é a Golf, acho que seria ela então.

    Você, como engenheiro de tantos anos de Ford, sabe dizer por que a fábrica nunca lançou uma perua Focus? As Escort SW eram tão bonitinhas, bem que podiam ter uma sucessora…

  • Francisco Passarini Junior

    Carlos Meccia, eu sempre tive carros de porte médio, já tive desde Civics, Golfs, Corolla, Omega, a Honda Fit, Gol, Parati, Voyage etc., sendo que o meu último carro foi um Polo Sportline completo, e equipado com o tão desejado teto solar. Desta lista de carros teve alguns modelos que eu não fiquei mais de três meses na garagem, de tão sem graça que eles eram de guiar. Vendi o Polo e comprei um white up!, sem exageros, foi a melhor decisão que tomei tendo em vista o uso que nos dias de hoje, dou a um veículo. Além de ser extremamente econômico e um carro de baixo custo, citando o seguro como exemplo, é um carrinho gostoso de dirigir, é aquele carro que você veste e tem vontade de andar rápido, mesmo não sendo um carro com desempenho de tirar o fôlego. Recomendo fortemente que você faça um test-drive neste carro. Se você quer um carro, pequeno, econômico e que lhe proporcione prazer, acredito que o up! seja uma excelente escolha, abraços.

  • Bob Sharp

    Valente
    Conheço bem o Shida. Já perguntei se tinha espelho convexo e disseram que não. Lembra que você cortou um espelho de S10 para o meu Kadett? Ficou perfeito! Meu primeiro convexo arranjado foi para um 147 meu, por volta de 1981, consegui na Fiat um espelho para carros de exportação para países de mão esquerda…

    • KzR

      Você ainda possui o Kadett, Bob?
      Pelo visto há muitas histórias de seus carros para contar por aqui.

  • KzR

    Caro CM, ótimo tema a abordar. Compartilho de visão igual sobre as tendências atuais. Mais créditos a BMW e Porsche por se manterem enxutas nesse quesito. Dos pequenos citado por você, só o up!, Mini e 500 apresentam personalidade. O Ka pode ter ficado bem eficiente, mas me assustei com suas proporções e tamanho, o mk1 era muito bem resolvido. E não se afasta muito de Onix e Gol, valendo-se um pouco da “ousadia” de HB20. Como dito, tendências atuais.
    Mas, francamente, o atual Fiesta pode ser bem apelativo por fora, mas bem não-prático por dentro. Termino por preferir a reestilização do BF91.

    Bem… espero que você consiga voltar a ativa com a sensação de importância no trabalho.

  • Bob Sharp

    Vendi-o em 2002.

    • KzR

      Sempre tive curiosidades a respeito desse carro, embora vez ou outra ache que ele se comportaria parecido ao Palio 1.8 GM de casa. Espero vê-lo por aqui em alguma história das suas.

  • Rogério Ferreira

    Meu amigo Carlos, não sei qual é a faixa de preço, que você pretende pagar, mas até 40 e poucos mil, o Voyage com motor 1.6 se enquadra justamente no que você procura. Da uma olhadinha no Versa, acho que você vai gostar, não é muito bonito, mas tem personalidade e mais espaço que o VW. Não achei o painel volumoso. O Ka+ também me parece interessante, não vi pessoalmente, mas a impressa é só elogios. Porque essa birra com os franceses? Um C3 com câmbio manual, é um carro de ótimo custo benefício.

  • Volvox3gl

    Eu também achava racional ter carro pequeno. Tinha um singelo Corsa completinho. Daí um motoqueiro entrou com tudo na lateral traseira, exatamente onde minha filha sempre anda quando está comigo. Por sorte não estava, senão se machucaria. E ficaria por isso mesmo, pois o cara não tinha dinheiro, era trabalhador e etc…

    Decidi então cercar as pessoas que amo com aço e tecnologia. Comprei uma SUV européia importada usada. Segurança avançada e tamanho, é só com isso que podemos contar pra nos proteger no Brasil hoje. Só não é blindada pois não consegui comprar com minhas posses, mas eu chego lá.

  • KzR,
    Obrigado pelo comentario
    Abraço

  • Filipo

    O problema pelo qual ninguém compra o Polo nasce e se concretiza com o alto preço cobrado pela VW do Brasil.

  • Domingos

    É uma história curiosa. A base é do Stilo, porém toda melhorada e retrabalhada por uma empresa Austríaca.
    Parece um Stilo terceirizado. Na prática a forma de andar e o carro em si são bem diferentes um do outro.

  • Vagnerclp

    Amigo, acho que é devido a decadência deste mercado no BR. Na Europa existe o Focus SW desde o MK1. Lembre-se que as Escort SW não tiveram muito sucesso por aqui e nem mesmo o Focus HB MK1 teve, embora seja um ótimo carro.

  • Cello Engine

    Interior bonito mesmo têm os Mercedes.

  • Daniel Nogueira

    Gostei da lembrança do Festa BE91, aqui no Brasil como 1996, a versão CLX 1,4 16v com as rodas de liga 14 era muito bonita por fora. Aquele painel era na minha opinião o mais bonito da época quando comparado a Gol bolinha, Corsa 94 e Uno/Palio. Não acho o Festa no caso 99/2000 1/3 do que era o CLX 1996. Em relação ao New fFesta, os mexicanos topo de linha aro 16 e luz diurna modelo 2012 hatcht e sedã 2013 muito mais bonito que os “boca de Fusion” atualmente. Legal a matéria, abraços