woman  A falta de placas e o nirvana woman

Como meus caros leitores já sabem, moro em São Paulo e dirijo a maior parte do tempo na cidade ou no interior do Estado. No entanto, ainda me surpreendo com a dificuldade das autoridades em sinalizar adequadamente as ruas e avenidas. Na capital é ainda pior. Segundo a CET a cidade tem 410 mil placas de sinalização, mas li em algum lugar que faltam outras 5 mil e eu tenho certeza absoluta de que é sempre alguma dessas que eu preciso. E isso não tem nada a ver com uma eventual falta de senso de orientação feminino. Os problemas causados pela falta de sinalização atingem igualmente homens e mulheres.

Normalmente sou uma pessoa afável e bem humorada, mas meu lado obscuro tem um diabinho que surge de vez em quando e me assola com pensamentos cruéis. Um dos mais freqüentes é que os responsáveis pelo trânsito deveriam ser obrigados a dirigir o próprio carro (nada de motoristas), pago às próprias custas (assim daria dó tentar uma marcha à ré depois de ter passado a rua onde tinham de virar), não poderiam usar GPS nem Waze (para não mascarar as deficiências do trabalho deles) e por aí vai. Mas estou trabalhando nisso e um dia hei de superar esses pensamentos malévolos e trilhar o caminho do nirvana. Isto é, se encontrar as placas que indiquem a direção…

Lembro de uma frase que meu pai e minha mãe, ambos químicos e apaixonados por ciências exatas, sempre disseram a respeito do trânsito brasileiro, especificamente da (mal) traçada malha de ruas e avenidas. “Aqui é o único lugar onde as paralelas se cruzam e as perpendiculares não se encontram.” Nada mais verdadeiro. Acentuadamente piorado pela deficiência de sinalização.

Já perdi a conta de quantas vezes socorri motoristas. Tenho mania de olhar os modelos de carros e as placas e presto ainda mais atenção quando percebo que é um estrangeiro. Já estive no lugar deles e sei como é difícil estar num país que não é o seu e ainda por cima tentar chegar a algum lugar sem desrespeitar normas de trânsito. Explicar é tão difícil que acabo dizendo “venha atrás de mim” . Assim todos perdemos menos tempo. Uma vez minha mãe e eu ajudamos um motorista que estava na esquina da Amaral Gurgel com a Frederico Abranches. Esquina é força de expressão, pois aquele recanto de Santa Cecília, perto da Praça da República, tem seis ruas no mesmo cruzamento — fora o Minhocão, que passa por cima. E eu nem falei para o coitado do gringo que ainda tinha o metrô embaixo!

E melhora com o passar do tempo? Não, como diz minha mãe depois de morar tantos anos em São Paulo, é que ela continua se perdendo — a diferença é que agora ela já sabe onde está perdida.

Eu receio que falta placa em todo o País, não apenas em São Paulo. Morei um ano no Rio de Janeiro e todos os dias fazia o mesmo caminho do hotel, em Copacabana, para o jornal, na Cidade Nova, bem na Av. Presidente Vargas, pertinho da Linha Vermelha. Um final de semana meu marido voou para lá e resolvemos ir a Petrópolis, mas várias interdições em Botafogo fizeram com que me perdesse no emaranhado de ruas e da falta de placas, apesar de ser meu caminho de sempre. Cansada de rodar em vão por mais de uma hora em eras pré-Waze e GPS, desci do carro e peguei um táxi. Fiz ele me levar até a Linha Vermelha sem correr para que meu marido o seguisse e, chegando lá, paguei a corrida e entrei no nosso carro. Chegamos a Petrópolis a tempo de almoçar tardiamente. Ufa! Estive por lá faz pouco tempo e constatei que ainda faltam placas também na Cidade Maravilhosa.

Toutes directions – É claro que com complicações como esquinas múltiplas a sinalização deveria ser ainda mais caprichada, mas na verdade é ao contrário. As autoridades parecem querer incluir sempre um componente de filme de suspense. O problema é que quase sempre o resultado beira o filme de terror. E ainda tem as pegadinhas. Você vem seguindo as placas para um determinado local, por exemplo, “Aeroporto” e eis que, do nada, quando você chega numa bifurcação, não tem nenhuma que informe para onde você tem de virar. E ai? Uni, duni, tê? Minha mãe mandou eu escolher…? E viva o Waze!

Sem defender o indefensável, pois nivelar por baixo é sempre ruim, tenho que reconhecer aqui que os franceses têm uma placa fantástica: “Toutes Directions” ou às vezes “Autres Directions”. Ela está em todas as bifurcações, saídas, rotatórias. Assim, se você vai de Paris para Lyon e chega num “carrefour” com cinco ou seis saídas, como é freqüente, a lógica diz que você vai descartar as que dizem “Strasbourg”, “Mt Saint Michel”, “Carcassonne”, “Avignon”, “La Rochelle” e procurar uma placa que indique a via para “Lyon”. E se não tiver “Lyon”? Na minha experiência de muitas idas à França e muitos quilômetros rodados por lá, sempre aviso aos amigos: pegue qualquer saída, até mesmo Strasbourg ainda que você tenha de ir para o Sul e esta cidade fique a Leste. Qualquer uma, menos a “Toutes Directions”. Ela NUNCA vai levar você para onde você quer, independentemente de qual seja seu destino. É batata. Não importa onde você está ou para onde você quer ir. “Toutes directions” não leva a lugar nenhum. Já tentei essa opção inúmeras vezes e em nenhuma delas fui parar sequer próxima de onde queria. Vai ver que tem uma cidade fantasma chamada “Toutes directions” que muda de lugar e por isso também não a encontrei. E olha que eu tenho um senso de direção absurdamente bom. Melhor que qualquer bússola.

 

Toutes directions  A falta de placas e o nirvana Toutes directions

E agora? Autres Directions ou Touts Directions? Nenhuma delas!

Eureka – O mau exemplo das placas atinge os lugares mais insuspeitos. Recentemente, me vi forçada a fazer uma manobra não recomendada, para dizer o mínimo. Procurava eu a saída do estacionamento dentro de um shopping center da Zona Sul de São Paulo quando me deparei com duas placas, cada uma indicando uma rua. Eba! Pensei ingenuamente e virei na direção da rua que eu queria pegar. Depois de dirigir por uns 50 metros dentro do corredor do estacionamento, sinalizado como de mão única, no sentido que eu trafegava, dei de cara com uma placa que indicava contramão. Assim, no meio do corredor e das vagas. E agora, José? Pelo que me lembro de Arquimedes e a banheira, dois corpos não ocupam o mesmo espaço ao mesmo tempo. Assim, eu não poderia virar no meio do corredor lotado de carros estacionados. Daria eu marcha à ré por 50 metros? Também não. E tive de seguir em frente, na contramão. Será que alguém testou as placas? Diria que não. Xii, lá voltam os pensamentos malignos sobre querer que os responsáveis pela sinalização dirijam os próprios carros e sofram com o próprio trabalho… Bem, acho que a tarefa de ter somente pensamentos puros em relação ao trânsito ficará para outra encarnação.

Mudando de assunto: Apesar de não conseguir acompanhar a F-3 Brasil é claro que gostei de ver de novo o sobrenome Piquet associado à palavra “campeão”. Vi pouquíssimas corridas, mas parece que o Pedro também tem talento. E tem o mesmo jeito blasé do pai e dos irmãos. Bacana.

NG

A coluna “Visão feminina” é de total responsabilidade de sua autora e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.
Fotos: wsmseguros.com.br, users.skynet.be

Sobre o Autor

Nora Gonzalez
Coluna: Visão Feminina

Nora Gonzalez é jornalista, foi repórter (inclusive de indústria automobilística) e editora da Gazeta Mercantil e de O Estado de S. Paulo durante muitos anos. É fã de carros desde pequena, especialmente de Fórmula 1.

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  • ccn1410

    Eu também tenho o hábito de ver as placas dos carros, principalmente quando estou em viagens.
    Certa vez pedi uma informação em Florianópolis e o cidadão disse para pegar uma rua de uns 10 metros na contramão, caso contrário eu teria que rodar uns 10 quilômetros para chegar no local pretendido.
    – Não tem problema – disse ele, ninguém sobe por essa ruazinha, mas no momento em que eu entrei nela, surgiu um carro da polícia em alta velocidade.
    O susto do policial foi tão grande, que ele desviou e se mandou do lugar sem nem ao menos me xingar.
    Eu acredito que essa foi a maior infração que cometi em minha vida de motorista.

  • CorsarioViajante

    Ótimo texto, adorei o “Aqui é o único lugar onde as paralelas se cruzam e as perpendiculares não se encontram.” vai virar meu novo mantra.
    Outra mania é designar cada hora as coisas por um nome. Uma hora é indicação por zona (leste, oeste, sul) ora por avenida, ora por região, ora por nome de bairro…
    Sem contar as placas da Copa que ficaram esquecidas pela rua. Inclusive elas também sofrem deste mal, o Estádio aparecendo cada hora com um nome.
    Também tem a mania de dar dois nomes para um mesmo lugar, como túnel 9 de Julho ou Dahrer Elias Cutait ou Ppnte CIdade Jardim ou Roberto Zucollo, ou Marginal Pinheiros que tem vários nomes ao longo de sua extensão.
    Uma coisa que ajudaria as pessoas a se perderem menos são aquelas plaquinhas na transversal com o nome da rua fácil de ver, que vem sumindo e não estão sendo repostas.
    E, finalmente, a maldita mania de mudar sentido da rua toda semana que deixa muito GPS maluco.

  • Gabriel FT

    As vezes eu acho que os responsáveis pela sinalização não dirigem. Em Curitiba é uma zona que chega a dar vontade de descer do carro e sair correndo gritando de raiva. É “pare” em travessia elevada, sendo que o correto seria “dê a preferência”, é “pare” em rotatórias, é placa indicando o sentido da via (pra piorar, fora do campo de visão do motorista) ao invés de placas dizendo para onde você pode seguir, é pintura antiga em ruas que mudaram de sentido ou pintura preta por cima destas, que dependendo do ângulo do sol lhe dá a nítida impressão de estar na contramão.
    Nas rodovias então… Contorno Norte, sentido norte, existe uma saída para o bairro Santa Felicidade, mas a placa que indica a saída fica lá na frente, depois da rampa de acesso. E a mesma rodovia, no outro sentido, se você não conhecer a saída para a BR 277, especialmente no sentido leste (que acaba na altura do parque Barigui), você jamais a encontrará à noite.

    • Lucas dos Santos

      Quanto à sinalização de regulamentação e sinalização horizontal de Curitiba, tenho poucas queixas, quando comparado ao que fazem na minha cidade (Ponta Grossa).

      Pelo pouco que eu tenho notado, em Curitiba as sinalizações, pelo menos em sua grande maioria, seguem o que está estabelecido no Manual Brasileiro de Sinalização – principalmente as placas indicando o sentido da via. Já aqui na minha cidade, desconfio que as autoridades sequer desconfiam da existência desse manual!

      Só as sinalizações de indicação de Curitiba que são um tanto confusas. Mas aqui na minha cidade é pior: tem placa que está lá há mais de 30 anos(!) indicando locais que nem existem mais!

  • Eduardo Silva

    Tem uma coisa que sempre me atrapalha em São Paulo. Às vezes estou perdido em algum lugar e preciso saber rapidamente em que rua estou mas qualquer grama perto de um cruzamento, bifurcação com canteiro central ou rotatória transforma TODAS as placas do lugar em “Praça Fulano de Tal”. Como resultado tem que escolher na sorte o que fazer e depois de um quarteirão inteiro ver qual é a rua, aí, normalmente a pobre Inês já é morta. Não seria melhor colocar o nome da praça no meio desta e manter os nomes das ruas que chegam a ela?

    • Lucas dos Santos

      Perfeito!
      Nunca entendi essa das ruas que circundam uma praça “herdarem” seu nome. Totalmente ilógico.

      • Nora Gonzalez

        Eduardo, Lucas, essa peculiaridade sempre foi algo incompreensível para mim. Se nem nós entendemos, imaginem um estrangeiro. Abraços.

  • Mr. Car

    Minha “porção mulher” (diz o Gilberto Gil que todos temos uma) se manifesta da seguinte forma (e SÓ desta, que fique bem claro, he, he!): não tenho o menor senso de orientação! E também não tenho vergonha na cara: ainda não comprei um GPS.

    • R.

      Mas, meu amigo, te dou uma dica.
      Também nao tenho aparelho de GPS , mas baixei um no celular e funciona tao bem quanto.
      Os gratuitos sao o Wase (o quer mais uso) e o Google Maps.
      Ha as marcas mais conhecidas como o TomTom entre outros , por valores bastantre razoáveis..
      Experimente!
      He he …

      • Fabricio d

        O ruim é quando o que está no GPS não condiz com a realidade, recentemente fui no Rio, o GPS estava atualizado, e me dirigia a um condomínio, o problema é que fizeram obras e como passei da rua certa, mudaram a entrada, tive que pegar 2 retornos, rodando 8 km pra chegar na rua correta.

  • Rafael Aun

    “Peor” são as malditas lombadas. Se com sinalização já são uma aberração, sem então é muita crueldade . Canso, mas canso mesmo, de passar reto em lombadas até nas imediações da minha casa. Já falei para minha esposa que eu não enxergo e ela quando vê alguma sinalização me avisa. Quando não, dou uma tirada de pé e seja o que Deus quiser.

  • MAC

    Prezada Nora, boa tarde! JAMAIS vi um texto feminino a respeito do tópico carro, trânsito ou algo que o valha com tamanha ENORMIDADE de lucidez, tão bem escrito, articulado, temperado, bem humorado, inteligente! Deu pau, DE LONGE, em vários outros colunistas do AE que eu sei que vc não fez por mal nem utilizou dos diabinhos malévolos para tal. vou passar a ler teus posts sempre. Se este ERA um clube do bolinha, creio que deixou de ser para mim a partir de hoje e deste seu post. Parabéns. PS: o Rio continua uma porcaria em termos de placas. na verdade piorou MUITO. MAC.

  • Gui S

    Não concordo sobre sua visão da placa “Toutes Directions”. Ela na verdade é bastante clara. No exemplo da foto para facilitar. Se está a procura do Hospital ou da A51, pegar à direita. O estacionamento, à esquerda. Se nenhuma dessas for sua opção a placa “Autres directions” indica claramente que seu trajeto será por rotas secundárias e dentro de área urbana por ter o fundo branco. Já a placa “Toutes
    Directions” indica que seu trajeto será por rodovias (D ou N) por ter
    fundo verde.
    A sinalização de trânsito é muito clara na França, bem diferente da Brasileira.

  • Christian Govastki

    Então nem tente ir a Goiânia, onde as placas inexistem…

    Onde a continuação da Avenida T1 é a T4 e as paralelas são T2 e T3 e a T9 é continuação da T2.

    Trabalhava na rua 148, paralela a 147 e a 132 que cruzava a 136…

    A tal da Avenida 85 tem um nome que só consta nas placas, mas nos mapas é outro.

    Morava na C-235, paralela a T15 e C-259 e cruza a T-63

    Entendeu? Não. Nem eu nem os goianos.

    • Nora Gonzalez

      Christian, incrível como as “otoridades” de trânsito conseguem se superar quando o assunto é confundir motoristas. Mas neste caso nem pedestre se salva. Coitados dos carteiros… abraços

  • Lucas

    GPS também apronta umas às vezes. Uns anos atrás fui a Curitiba (de carro, pela primeira vez, só eu e minha namorada) e o GPS estava desatualizado. Algumas ruas haviam recentemente mudando a mão de direção, mas as placas estavam corretas. O GPS mais a atenção nas placas foram suficientes para eu me achar.
    Mas o “interessante” aconteceu na volta. Só por bobeira eu liguei ele e setei meu destino, o que não era necessário, pois meu problema era só em Curitiba mesmo (BR-277 é só pagar os pedágios e acelerar….). Pois em todos os trevos em que se passa pelo meio, em que as pistas não se separam, ele me mandava fazer o “balão” por fora, como se fosse um trevo tipo rotatória. E chegando em Toledo, quase no meu destino, ele queria porque queria que eu passasse por dentro da cidade, o que é desnecessário. A cidade, ao longo do caminho que percorri, tem 5 acessos, e só não no último o GPS não me indicou para entrar na cidade.

  • Marcelo R.

    Eu ri muito com essa parte:

    “E melhora com o passar do tempo? Não, como diz minha mãe depois de morar tantos anos em São Paulo, é que ela continua se perdendo — a diferença é que agora ela já sabe onde está perdida.”

    Bom, eu já comprei um GPS (há tempos) pois não confio em depender do celular para navegação, exceto quando eu ando a pé.

  • Rodolfo

    Eu vejo faltar placa de velocidade máxima permitida na cidade de São Paulo-SP e também nas estradas daqui (por exemplo Rod. Bunjiro Nakao de Ibiúna/SP).

    Agora implantaram lombadas eletrônicas nesta rodovia e algumas delas não possuem a placa de velocidade.

    • CorsarioViajante

      Seria bom uma lei que obrigasse a ter, junto com o radar, placa com velocidade, pois muitas vezes os limites são confusos e mudam sem parar.

    • Lucas dos Santos

      Está lá, no artigo 61 do CTB: se você está em uma rodovia que não possui sinalização regulamentando a velocidade, trafegando de automóvel, camioneta ou moto, a velocidade máxima permitida é de 110 km/h.

      Eu sei que na prática as coisas costumam ser bem diferentes, mas é o que diz a lei. Placas de sinalização de regulamentação, de um modo geral, não são tão essênciais quanto as de advertência e indicação.

  • Paulo Afonso Dde Andrade

    Em Ribeirão Preto S.P. um morador da cidade, confecciona com recursos próprios, ele mesmo, há alguns anos, as placas com nomes das ruas , no seu bairro e nos adjacentes até hoje !Pena que é só ele !
    Paulo Afonso (morei em Ribeirao 14 anos).Moro em Morro Agudo S.P.

  • Ricardo Trindade Brankowski

    Uma solução muito simples e que faz muita falta por aqui é uma placa com o nome da rua pendurada no meio da rua mas no sentido transversal, indicando qual é a rua que vamos cruzar.
    Vi isso em Vancouver e mesmo não dirigindo me ajudou muito tanto de dentro do ônibus como no papel de pedestre:
    http://cdn2.vtourist.com/4/2646739-Robson_Street_Vancouver.jpg

    • Ué, estive em São Paulo no último final de semana e vi isso em VÁRIOS cruzamentos…

  • Lucas dos Santos

    Nora,

    Realmente falta placas de indicação nas cidades e, em alguns casos, quando elas estão presentes, falta padronização.

    O Contran, ao menos, já fez a sua parte. Em setembro deste ano, aprovou Resolução que estabelece padrões e critérios para a colocação de Sinalização de Indicação, a qual pode ser conferida aqui: http://www.denatran.gov.br/download/Resolucoes/Resolucao4862014.pdf

    Agora só resta os municípios adotarem esses critérios e efetuarem as correções necessárias (e é aí que mora o problema!).

    • Nora Gonzalez

      Lucas, tem razão quanto a onde mora o problema. Da mesma forma, a lei diz que uma via não pode ser liberada ao trânsito se não estiver devidamente sinalizada, o que inclui a pintura de sinalização horizontal. Mas em São Paulo é praxe recapear uma avenida ou rua e somente fazer a pintura das faixas muitas semanas depois. E tome fechada de carro que não consegue calcular onde ficaria a faixa de rolamento, se existisse. Abraços.

  • Lucas dos Santos
  • Lucas dos Santos

    Mas isso já é obrigatório.

    Está lá, na Resolução 180 do Contran:

    O sinal R- 19 [Velocidade máxima permitida] deve ser utilizado em vias fiscalizadas com equipamentos medidores de velocidade, conforme critérios técnicos estabelecidos em legislação específica“.

  • Diogo Rengel Santos

    “Um dos mais freqüentes é que os responsáveis pelo trânsito deveriam ser obrigados a dirigir o próprio carro (nada de motoristas), pago às próprias custas (assim daria dó tentar uma marcha à ré depois de ter passado a rua onde tinham de virar), não poderiam usar GPS nem Waze (para não mascarar as deficiências do trabalho deles) e por aí vai.”

    Crueldade??? Isto é o que se considera por justo…. Se isto fosse feito, não inventariam de ficar brincando com pardais

  • Lorenzo Frigerio

    Tive dificuldade ao dirigir no norte da Inglaterra, se bem me lembro na região metropolitana de Liverpool, cheia de mega vias expressas, onde as placas indicavam apenas destinações regionais menores, ou seja, se você queria ir para uma outra cidade da região, não sabia qual o caminho a seguir; se ficava na via expressa ou pegava uma saída para outra. Você não sabia se estava indo para o norte, leste ou oeste, ou se havia caído na via errada e estava voltando para o sul.

  • Transitando

    Você encontra semelhante indicação em Recife-PE:
    https://goo.gl/maps/Raq1O (Clique na imagem do Street View)

  • Ricardo Trindade Brankowski

    Aqui em Porto Alegre então que ainda estamos atrasados, MUITO atrasados :/

    • Roberto

      Em Porto Alegre, para piorar o nome das ruas muda muito ao longo da sua extensão, o que aumenta a confusão. Olha o que é a 3° perimetral, que deve ter uns cinco nomes ao longo dela.
      Acho que o tipo de projeto de maior popularidade na câmara de vereadores é a mudança do nome de ruas da cidade.

      • Ricardo Trindade Brankowski

        Porto Alegre tá bem mal sinalizada, as placas indicando a direção ficam em cima dos entroncamentos, quem não conhece a cidade tem que estar muito atento para não perder a saída que precisa ou entrar na rua errada porque não teve tempo pra mudar.
        A terceira perimetral começa na Teresópolis, vira Aparício Borges, depois Salvador França e nem sei aonde vira Senador Tarso Dutra, Carlos Gomes a partir da Protásio e Dom Pedro II ali na Plinio… muita muvuca…

  • Rogério Ferreira

    Nora, mais uma vez, um assunto sério, abordado de maneira tão divertida, só você mesma que tem esse talento! Mas uma vez o assunto sinalização, que é pertinente a meu trabalho. Aqui, sempre observamos o Manual Brasileiro de Sinalização de Transito, e no caso nas placas de orientação, as indicações de qualquer confluência ou entroncamento devem ser instaladas com pelo menos, 1000 metros de antecedência. É necessário, ainda, pelo menos duas confirmações de saída, dando ao condutor a plena convicção de qual caminho ele deve seguir. Se é necessário indicar várias cidades em determinado entroncamento, nada de colocar uma lista em placa só… Ninguém pode parar ou reduzir muito a velocidade para uma ler placa que mais parece uma lista! Deve-se usar, quantas placas forem necessárias, em sequência, com no máximo três indicações cada uma. Por isso considero surpreendentemente desastroso, o mal exemplo francês da foto, e espero que não seja em nenhuma “Autoroute” e sim num bairro calmo e afastado de Paris. Bom voltemos ao Brasil, observe também que existem diferença de cores, onde a cor o fundo azul é utilizado para indicar o local onde se está (como nos marcos de Km), e fundo verde é utilizado para indicar o caminho a ser seguido, sendo possível em alguns lugares, encontrar placas mistas, bicolores, cumprindo ambas as funções. Só aí em SP, encontrei algo impecável e funcional, como na entroncamento do Rodoanel com Via Anhaguera, onde cada faixa é numerada, e a sinalização indica exatamente qual é o número da que o condutor deve se manter para chegar onde deseja, e é claro, com a sinalização sempre confirmando, Não tem erro, solução simples para um entroncamento tão complexo! Mas já dentro da cidade de São Paulo, o bicho pega para o turista motorizado, tem que rezar para “São Longuin” para se encontrar. Fui uma única vez para o Centro, tinha que chegar na temida Rua Augusta! Negócios, por favor, não fui lá à procura de diversão barata! Confesso que nem dei bola para a sinalização, fui me orientado por um fraquíssimo GPS BAK, desatualizado, que nem reconhecia parte do Rodoanel. Tive problemas quando cheguei na marginal Pinheiros, onde em determinado trecho, o aparelho pediu para virar, onde não existia saída. Existia sim, eu é que estava na pista errada! Como são paralelas, muito próximas, o GPS, não consegui detectar, em qual delas eu trafegava, mas logo encontrei uma saída, parei num Posto e Recalculei a trajetória, e sim, consegui cheguei lá. Na volta, segui por um elevado, que penso ser o Minhocão, e cheguei na Marginal novamente. Se dependesse da sinalização, acredito, que até hoje, dois anos depois, ainda não tinha encontrado o rumo de casa. Já andei também no Rio de Janeiro, orientado por GPS. é lá não tive problemas. comecei a confiar tão cegamente no aparelhinho, que quando de parti para de lá para a Bahia, o danado me arrumou duas ciladas, me pedindo para passar em estradas que nem mereciam ser chamadas de tais. Pois então agora, GPS é só para cidade, e grande… na estrada, prefiro confiar na boa sinalização, ou velho método de perguntar ao frentista do posto.