Coluna 4814      26.nov.2014 rnasser@autoentusiastas.com.br        

 

Linguagem de automóveis tem algumas palavrinhas a simbolizar desempenho e extra, diferenciadora dos demais da mesma marca, do mesmo tipo, porém de comportamento menos expressivo. No jargão do setor: AMG, M, S, significam na Alemanha, por exemplo, terem sofrido desenvolvimento pelas próprias Mercedes, BMW e Audi. Saleem, Cobra, SOV indicam nos EUA preparação para Fords. AMG é sobrenome mais conhecido e indicador deste apetite extra. Na Itália, país quase monomarca — a única não Fiat é a Lamborghini —, o nome Abarth é auto-explicativo. Aliás, lá ultrapassou a espécie. Um Café Abarth é um expresso curto e muito forte. País de automóveis pequenos, a sempre líder Fiat foi a marca de maior interferência pela Abarth e este convívio levou-a a assumi-la pós passamento do fundador em 1979.

500 Abarth

Automóveis com rendimento implementado ultrapassam a noção superficial que para conseguir tais resultados basta apenas motor forte. Conversa fiada. Automóvel é equação matemática, e alterar apenas um de seus termos dá maus resultados. Assim, o uso do implementado motor 1,4 turbo, 167 cv, aptidão para acelerar da imobilidade aos 100 km/h em 6,9 s e atingir reais 214 km/h, exigem adequações na caixa de marchas, na suspensão, direção, amortecedores, freios. E, como automóvel não se vende apenas através do apelo de desempenho ao proprietário, há agrados para o seu vizinho. Quando ele fala “Aaah …” você sabe, valeu a pena ter pago mais caro. E, como ele não andará no carro, mas apenas o verá em sua vaga de garagem, há mudanças visuais.

Entre itens visualmente diferenciadores estão o escapamento duplo cromado — um equipamento nacional, pois o original e seu ronco viril ultrapassam os 74 decibéis da regra brasileira —, faróis com desenho particular, rodas leves exclusivas em aro 16” e pneus 195/45R6 também trocados por nacionais, faixas laterais contrastantes com as três disponíveis para a carroceria: vermelho sfrontato, chocante, branco, preto e cinza. Pára-choque aumentado para receber o radiador de água e os dois intercoolers. Dentro, estofamento em couro, bancos envolventes, pespontos vermelhos e como opcionais teto solar elétrico e som Dr. Dre, produtor musical e criador do sistema Beats Music. No total, 16 pontos têm a marca característica ou sua logo, o escorpião. Segurança por sete bolsas de ar: duas frontais, duas laterais, duas de cortina e de joelho, freios ABS com EBD, sinal eletrônico de parada súbita, programa de estabilidade, controle de tração e de torque. Ou seja, errou, ele corrige. No pacote funcional, discos de freio dianteiros maiores com as quatro pinças em vermelho. Falta câmera de ré ou sensor de estacionamento, talvez a Fiat ache os proprietários capazes de fazer baliza sem a ajuda tecnológica.

Parte comercial desconhecida, embora previstas 400 vendas anuais. Preço? Indefinido, ou taticamente esperando a definição sobre o futuro econômico do país, eis ser importado do México e pago em flutuantes dólares. Pela pretensão e posição de nicho no nicho, concorrente de MINI, projeta-se entre R$ 70 mil e 80 mil quando estiver à venda como presente de natal.

 

3 - Foto Legenda 01 coluna 4814 Fiat 500 Abarth  500 Abarth, o AMG da Fiat 3 Foto Legenda 01 coluna 4814 Fiat 500 Abarth

Abarth 500, foguete de bolso

 

4 - Foto Legenda 02 coluna 4814 - Abarth pneu  500 Abarth, o AMG da Fiat 4 Foto Legenda 02 coluna 4814 Abarth pneu

Abarth: pneu nacional

 

O homem

Karl Abarth, austríaco ligado em corridas, seguiu o caminho natural do pós-guerra, foi para a Itália. Naturalizou-se, virou Carlo, iniciou produzir comandos de válvulas, coletores de admissão e escape para aumentar potência dos fraquinhos automóveis de então. Em torno dos anos 1950 integrou, com Piero Dusio e Dante Giacosa, a criação do Cisitalia, divisor na construção de automóveis. Expandiu negócios, e seus escapamentos ganharam o mundo.

Evoluiu, fez derivados de Fiat e Simca, carros ganhadores de corridas, e foi ao pico com produto próprio a partir da plataforma do Fiat 1100 e seu motor. Daí, plataforma própria, agregou a temperamental caixa Colotti de 6 marchas, e criou motor de sua lavra, 2,0, duplo comando de válvulas, dois carburadores duplos, dupla ignição (duas velas por cilindro). Fazia 192 cv a 6.700 rpm, extremamente rentável e resistente. Engenho nunca precisou ser retificado.

A Simca, marca aqui existente, para fomentar seu projeto de lançamento do modelo Tufão, importou três unidades em 1964: uma 1,6, quatro-marchas, carro-reserva, e duas 2,0, seis marchas extra-longas, inadequadas às nossas pistas. Na inauguração da extensa Rodovia do Café, no Paraná, em 1965, uma delas foi cronometrada a 303 km/h. Jorge Lettry, o mago chefe da equipe Vemag, acompanhando-a por avião pequeno, contava, divertido ser a velocidade em terra superior à do ar! Os Abarth Simca fizeram 13 corridas, ganharam 9, e se foram sem deixar herança, cópia de plataforma, carroceria, motor. Década de 1970, a Fiat comprou a marca e recentemente enzimou-a, colocando a trabalhar e desenvolver versões sobre seus produtos. O 500 Abarth ora importado é o primeiro degrau de preparação.

 

5 - Foto Legenda 03 4814 Abarth Simca  500 Abarth, o AMG da Fiat 5 Foto Legenda 03 4814 Abarth Simca

Abarth Simca, Brasil, 1964, publicitariamente ditos Simca

O local

Autódromo de Goiânia, um dos melhores do país, racionalmente recuperado: pista com asfalto removido, base corrigida e colocação de novo revestimento com especificações para corridas; 23 boxes sob o critério de equipe. São 19 metros de frente, para dois carros; camarotes sobre os boxes; arquibancadas refeitas, mudança das áreas de escape nas curvas, substituindo a brita por asfalto.

A inteligência do projeto está em colocar cercas vazadas expondo o movimento interno, abrir o autódromo à população. Ciclistas profissionais o utilizam nas primeiras horas e após, público em geral. Além disto, criação de pistas para patinação e skate, de kart, playground.

O governo de Goiás entendeu sua importância como alavanca de política, geração de recursos pela atração turística e a bandeira goiana mais visível no mundo. Não é apenas dos melhores autódromos no país, mas espaço aberto ao público, onde se realizam corridas. Ótima estrutura foi mandatória para a Fiat lançar o 500 Abarth em Goiânia.

 

6 - Foto Legenda 04 Coluna 4814 Autodromo de Goiania  500 Abarth, o AMG da Fiat 6 Foto Legenda 04 Coluna 4814 Autodromo de Goiania

Autódromo de Goiânia, restaurado com inteligência

Mudança na Volkswagen: sai Schmall, entra Powels

Ativo presidente da Volkswagen nos últimos sete anos, Thomas Schmall, administrador, 51, brasileiro naturalizado, foi promovido: passa a integrar a mesa diretora da marca VW, na sede em Wolfsburg e, como executivo, responderá mundialmente pela área de Componentes.

David Powels, auditor, 52, pelo mesmo período foi o número 1 da VW da África do Sul, mas tem experiência na filial brasileira, onde foi vice-presidente de Finanças e Estratégia Corporativa entre 2002 a 2007.

Schmall, workaholic assumido, substituiu outro ex-presidente da VW sul-africana e realizou grandes obras na VW. Pessoalmente conseguiu resgatar o comando da marca na América Latina, antes com a VW da Argentina, obteve apoio para largos investimentos na expansão e reequipamento das fábricas, mudou a motorização para engenhos atualizados, aumentou a capacidade da linha de produção da Saveiro, prepara a velha fábrica de São Bernardo do Campo, SP, para receber a produção do novo Jetta, teve gestão de trato confiável no relacionamento com os obreiros, e inovou com a construção de duas usinas hidrelétricas para fornecer energia à sua empresa. Sua maior conquista foi ter re inserido e elevado a VW Brasil no organograma da matriz. Produzir o up!, e agora o Jetta, alça-a à padronização mundial da marca e acabará com os produtos exclusivos.

Powels tem credenciais acadêmicas para focar o aspecto financeiro — a VW deverá escriturar prejuízo neste ano —, e aproveitar os resultados em métodos e produtos implantados na gestão Schmall. Relativamente aos dois outros presidentes oriundos da África do Sul, tem dois predicados: fala, entende e lê a linguagem local; ser presidente da VW do Brasil não será seu último posto, o que instiga ambição de bons resultados, escada para subir. A VW do Brasil já alavancou carreiras anteriores. Um, para a presidência mundial, outro para a presidência da Audi. Mudança ocorrerá na virada do ano.

 

7 - Foto Legenda 05 coluna 4814 - VW  500 Abarth, o AMG da Fiat 7 Foto Legenda 05 coluna 4814 VW

Powels chega, Schmall vai para o Board em Wolfsburg

RODA-A-RODA

 A fim? – Gostas do Fiesta dito Rocam para indicar o motor, e com formas da geração anterior ao do hatch ora produzido? Corra. A Ford o descontinuou e últimas unidades remanescem na rede de revendedores. Acabou, acabou.

P’ra fora – Toyota inicia vender Etios flex para o Paraguai. É, no Mercosul, o único a dispor do combustível em postos de reabastecimento.

Ocasião – Para sinalizar gestão cuidadosa, o governo cortará o benefício da redução de IPI para os veículos 0-km. Afim? Aproveite até o fim do ano.

Renovação – Após intervenção nos anos 1990 para construir o Polo, atualizar linha de produção do Saveiro em 2013, fábrica Volkswagen na Via Anchieta — ligação São Paulo–Santos —, comemora 55 anos, produção de 13 milhões de veículos e repaginação interna para produzir o novo Jetta no início de 2015. Produto atualizado, no conceito Globalização Tecnológica.

Demanda – No “Fórum Direções Quatro Rodas”, Luiz Moan, presidente da Anfavea, associação dos fabricantes de veículos, clamou por previsibilidade. Segundo ele, não se pode pensar apenas nos quatro anos vindouros, mas em política até 2025. Isto permitiria planejamento para investimentos.

Mais – Em seu entender, quando se clama pela mudança do transporte individual para o coletivo, não se entende razão de os terminais de Metrô sem estacionamento para receber usuários de transporte individual.

Para entender – A apuração dos fatos descobertos pela “Operação Lava-Jato” da Polícia Federal, o cuidado tático do juiz Sérgio Moro para apurar e sentenciar consertarão os furtos, alcances, prevaricação dos gestores públicos?

Sem entender – Não. Mudarão apenas os agentes, e o mal está na distribuição dos cargos aos políticos. O indicado é um fomentador de negócios ao partido, ou a quem o indicou, ou para si, ou para todos juntos. Mudança apenas com gestores de carreira e competência provada.

Oficina – Em cotejo da Caçula dos Pneus, centro automotivo, surpresa no maior volume de serviços: Toyota Corolla 28% das intervenções, Honda Civic em 2ª. posição, 18% da clientela. 10º. lugar Honda CR-V.

Mercado – Com vendas acima dos carros novos, segmento dos usados tentará entender o momento, projetar o futuro, aproveitar a onda no 3º. Congresso Nacional de Seminovos, 3 a 5 de dezembro, litoral baiano.

Dúvidas quanto ao futuro e elevação dos preços dos novos pela restauração do IPI pleno devem turbinar o mercado dos usados.

Do Ano – Membros da Fipa, a Federação Interamericana de Jornalistas de Automóveis na América Latina, elegeram BMW M4 e Nissan Qashqai Auto e SUV de las Américas. Piloto, o argentino Pechito López, campeão em ralis.

Belém – Importadora Chevrolet, em Belém, PA, reforçou equipe de vendas, estoque de veículos e financia alguns modelos com taxa zero em até 36 vezes.

Gosto – PPG, fábrica de tintas, indica mudança em preferências por cores na América do Sul. Branco agora lidera; preto caiu a terceiro lugar; prata é segundo. Por formas: prata domina em hatches; em SUVs e SAVs, o branco. Em 2015, cores naturais, cobre, laranja e marrom, metálicos bronze, chumbo e ouro rosé.

Triciclo – Em Goiânia a primeira revenda Motorcar em Goiás. Monta triciclos motorizados em Manaus, aptos a transportar até 350 kg de carga ou passageiros, de acordo com a configuração. Preços de R$ 13.900 e R$ 14.900.

Ação – Investe São Paulo, agência paulista fomentadora de negócios, atraiu fábrica de trens e material rodante da Hyundai para Araraquara. Investimento de R$ 100 milhões, 300 empregos. Inauguração em 2016, e pré-vendas de 240 vagões para a Cia. Paulista de Trens Metropolitanos e 112, para a Metrô Bahia.

No ar – Gol terá vôo direto de Brasília a Buenos Aires, demanda antiga dos brasilienses, condenados a grandes esperas de conexão. A partir de março, quando Capital passa a ser hub, um dos pontos de distribuição de vôos.

No chão – Aerolineas Argentinas avisa ter montado frota com 15 ônibus 0-km para ligar Aeroparque Jorge Newberry, o aeroporto central, a cinco pontos em Buenos Aires. Gracioso aos membros de seu programa de milhagem.

Dia – Santo Elígio, ou Elloy, ou Elói, padroeiro dos ourives e dos mecânicos, comemorado no 1º de dezembro. Fazer mecânica limpa é ourivesaria.

Cizânia – Coluna passada informou protesto de funcionários contra a GM por pedir prédio onde funciona a associação desportiva da marca. Empresa diz ter feito parceria com o Sesi para atividades sócio-esportivas recreativas dos funcionários e familiares. Sem prejuízo neste setor, venderá o valioso terreno.

Mais – Coluna iniciou ser veiculada no sítio Best Cars, uma das referências nacionais em qualidade auditada de informações. Também, em Automóveis & Caminhões, do polêmico editor Raymar Bentes, Belém, PA. Com tais adições, em mídia impressa e online, atingiu pico de 9.938.300 leitores, responsáveis pelo surpreendente número.

Museu – Jorge Cisne, hoteleiro em Salvador, BA, e ativo resgatador do antigomobilismo em seu estado, implantará museu temático. Será no futuro autódromo em São Francisco do Conde, a 60 quilômetros da capital baiana. Passo importante, cria atrativo turístico e qualifica o antigomobilismo na Bahia.

Gente –Fábio Fossen, brasileiro engenheiro mecânico, mestre em Administração, diretor da Coca-Cola, mudança. OOOO Novo presidente da Bridgestone de pneus. OOOO Outras, na área: Paolo Ferrari, ex-executivo-chefe na matriz para a região Nafta, novo número 1 para América Latina. Gianfranco Sgro, ex-executivo-chefe, muda-se para a Suíça, membro do board da K+N de logística. OOOO Ronaldo Znidarsis, novo vice-presidente de vendas e marketing da Nissan Brasil. OOOO Cadeira incômoda, não esquenta. OOOO Paulista, carreira no exterior, deixou a GM alemã pela área comercial da VW do Brasil há quatro meses. OOOO Emerson Fittipaldi, quase 68, bicampeão em Fórmula 1 e da 500 Milhas de Indianápolis, retorno e sonho. OOOO Competirá neste dia 30 nas Le Mans 6 Horas de São Paulo, prova do mundial da categoria, em um Ferrari F458 Italia GTE. OOOOFittipaldi, por condições diversas nunca viabilizou o convite do comendador Ferrari para conduzir carro da marca.OOOO Pedro Piquet, 16, campeão brasileiro de Fórmula 3 por antecipação. Tem dos melhores recordes de atuação: venceu 11 das 16 provas disputadas e foi o principal nome da categoria neste ano.OOOO

 

2008, a bandeira da nova Peugeot

Quando apresentar, ao primeiro trimestre do próximo ano, seu pequeno utilitário esportivo 2008, a Peugeot terá um produto e dois efeitos. Primeiro, o do produto de êxito mundial para incluir o Brasil e o Mercosul na lista de mercados de sucesso. O 2008 é saudado mundialmente e tem demanda elevada. É um dos puxadores de vendas para a marca. Segunda missão, ser efeito demonstração do novo conceito e visão da Peugeot sobre o mercado brasileiro, maior e líder na região. O novo produto exibirá cuidados e conteúdos em conforto e tecnologia para diferenciá-lo na classe, fugindo da disputa com produtos líderes, porém com versões despojadas.

Em meio às conseqüências de nova gestão mundial e novo comandante no Brasil, a área comercial da marca constatou a evidência do mercado ou, como o comprador vê a Peugeot. O resultado, numérico, indicava que entre as vendas do 208, líder da marca, 25% das compras eram da versão mais equipada — usual no mercado geral é que as versões de topo representem 10%. Em contraposição, a procura pela versão menos dotada e mais barata, também invertia a regra generalizada: apenas 8%.

A conclusão foi óbvia: o consumidor vê os Peugeot como produtos refinados, elegantes. A direção brasileira mudou foco, postura e novo caminho. Conseqüência prática, deixou de lado fazer versões simplórias, cortou a simplificação para concorrer com produtos mais baratos, e incrementa o conteúdo de seus veículos. Quer seguir a percepção do consumidor: seus carros serão distinguidos por luxo e conteúdo, mesmo significando reduzir vendas, entretanto aumentando o lucro unitário, garantindo resultados rentáveis e positivos e diminuindo a participação nas vendas globais do mercado doméstico.

O 2008 já iniciou pré-produção na fábrica de Porto Real, RJ.

 

8 - Foto Legenda 06 coluna 4814 2008  500 Abarth, o AMG da Fiat 8 Foto Legenda 06 coluna 4814 2008

Peugeot 2008, início de 2015

 

9 - Foto Legenda 07 coluna 4814 - peugeot_2008  500 Abarth, o AMG da Fiat 9 Foto Legenda 07 coluna 4814 peugeot 2008

Interior refinado e equipado exibe a nova direção dos Peugeot: conteúdo rico

Legenda 07: Interior refinado e equipado exibe a nova direção dos Peugeot: conteúdo rico

RN

 A coluna “De carro por aí” é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.

Sobre o Autor

Roberto Nasser
Coluna: De carro por aí

Um dos mais antigos jornalistas de veículos brasileiros, dono de uma perspicácia incomum para enveredar pelos bastidores da indústria automobilística, além de ser advogado. Uma de suas realizações mais importantes é o Museu Nacional do Automóvel, em Brasília, verdadeiro centro de cultura automobilística.

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  • O 2008 tem tudo pra fazer sucesso. Lindo e competente sabemos que é. Mais bonito que Ecosport e Duster tbm.

    Só precisa a dona PEugeot fazer uma campanha de marketing decente, pra tentar tirar a má fama que a marca tem no Brasil.

  • R.

    Essa mudança no comando da VW já vem bem tarde…
    Eles perderam o fio da meada e despencaram em participação de mercado. Como pode?
    Não acredito que até hoje não tenham apresentarado um substituto para a finada Kombi
    Lamentável

  • Apenas se esqueceu de mencionar a palhaçada feita no novo autódromo de Goiânia, onde outrora se podia adentrar ao mesmo com seu veículo para assistir às corridas, tendo com isso o formato de arena automobilística muito prática e confortável. Isso agora é proibido, o que causa desconforto, congestionamento e vulnerabilidade aos carros estacionados do lado de fora. Uma estupidez digna do nosso patético governador. Prova disso é a desistência de vários apreciadores do esporte a motor da cidade e a pífia presença de público desde a inauguração da praça desportiva. Outra coisa:autódromo aberto para quem? O mesmo se encontra FECHADO ao público em geral – como sempre foi na administração Ney Lins – e ao menos que se PAGUE uma generosa quantia, assim se mantém. Admiro-lhe muito, mas observo cegueira ou desinformação no que tange as informações do que realmente acontece em Goiás.

    • R.

      Pisca
      Mas de qualquer forma parabéns a vocês de Goiânia.
      O autódromo ficou lindo e com um traçado de primeira.
      Deve ser demais, poder participar de um track day por ai …Acredito que os problemas que você mencionou (aliás, muito bem apontados) podem ser repensados e corrigidos pela administração local.
      Abraço

  • Leonardo Mendes

    O 2008 já era para estar nas concessionárias faz tempo, assim como o 301 para ocupar o lugar do finado 207 Passion num segmento deveras apetitoso.
    Mas isso é Peugeot, sempre a passos de tartaruga e incapaz de admitir a própria culpa nas bobagens que vem se acumulando de 2008 para cá. Desde o “lançamento” do 207 à Brasil que a marca vem empilhando erro em cima de erro.

    Sobre o 208, a pouca procura pelas versões de base se devia à “peladice” extrema. De uns tempos para cá que passaram a oferecer rádio com USB e Bluetooth no Active.
    Em termos de custo-benefício, e para quem não faz questão do teto panorâmico, a melhor é a Active Pack.

  • Renato

    Schmall foi promovido? Meu Deus… Então a VW concordou com sua gestão?

    Durante sua gestão a VWB deixou de ser a mais vendida, deixou de ter o carro mais vendido (Gol), deixou de ter a Kombi ou sua substituta, todos seus veículos mais vendidos tem motorizações antigas ( os novos propulsores estão em versões mais caras), não tem mini SUV, e o Jetta sseá produzido aqui apenas na mais anêmica motorização.

    Eram esses os anos da VW? Que mediocridade…

    • CorsarioViajante

      Foi uma gestão de altos e baixos, não?
      Por um lado, produtos novos: Amarok, Golf, up, nova plataforma, novo motor de três cilindros, novo 1.6 16v…
      Ao mesmo tempo, erros tremendos: lançar Amarok só manual e demorar anos para lançar automática, up com política de opcionais dos anos 70, novos motores chegando muito depois da concorrência e por preços irreais…
      Não sei o que esperar do futuro da VWB.

  • Renato
    Concordou plenamente. Lembre-se que a concorrência só vem aumentando e complicando a vida das Quatro Grandes. Não daria para ter um substituto da Kombi porque todos os projetos da VW hoje são globais e a T5 seria muito cara aqui. O Jetta aqui terá o motor 1,4 TSI turbo, que de anêmico não tem nada. E o Golf produzido no Brasil vem aí.

    • João Martini

      Se o Jetta brasileiro vier 1,4T e as versões topo de linha continuarem sendo importadas do México, é bem provável que ele roube as vendas do Cruze e chegue ao terceiro lugar. Ficará bem interessante!

      • CorsarioViajante

        Sendo realista, o ideal era o Jetta oferecer o 2.0 8v para conservadores, o 1.4 TSI para o público “normal” e o 2.0TSI para quem quer o melhor.
        Na cabeça de muitos “1.4 é coisa de popular e turbo é coisa de boy”. E se descobrirem que este 2.0 8v não é o “AP” ainda vão torcer o nariz para um motor “novo”… Decisão difícil!

        • João Martini

          Tenho minhas dúvidas. A VW está tentanto desassociar o desempenho do carro com a cilindrada do motor. Hoje a sigla dos Gol e Fox mais fortes é MSI, e não “1.6”. O cara que vê um Jetta com a sigla TSI no porta-malas sabe que ele anda muito, mas não necessariamente lembra que ele é 1.4. Algo como nos japoneses. Tem muita gente que nem sabe que os motores de Civic e Corolla são 16v, só sabem que não dão trabalho e ponto.

  • CorsarioViajante

    O texto do 2008 está igualzinho o do 208: “nova peugeot”, “nicho mais sofisticado”, “vendas menores lucros maiores”, “luxo e sofisticação”… No caso do 208 tudo isso se reverteu num carro sem nenhum diferencial perante a concorrência, que amarga vendas baixas, duvido muito que consigam alcançar alta lucratividade com tão poucas vendas.
    No caso do 2008 tem tudo para repetir o fiasco. Vamos esperar.

  • Leonardo Mendes

    Esse é o grande erro da Peugeot, querer vender uma imagem de sofisticação que nunca teve, não tem e jamais terá.

    A única coisa capaz de salvar a marca é um hipotético 208 com motor 1.0 do 108… isso, SIM, é o que o consumidor espera da Peugeot, como foi na época do 206 1.0 que vendia aos borbotões.

    • CorsarioViajante

      Eu acho que o que pode “salvar” o 208 é baixar a bola nos preços ou melhorar muito o conteúdo.
      Mas a Peugeot, embasado num estudo altamente questionável, acha que pode vender gato por lebre. Azar o dela.