DEZ MELHORES BRASILEIROS, PARTE IV: BUGUES

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(www.planetabuggy.com.br)

Tudo começou na Califórnia. No fim dos anos 1950, Bruce Meyers juntava sua experiência em construir barcos a vela em resina poliéster reforçada com fibra de vidro com a sua vontade de fazer um veículo mais leve e ágil para as dunas de areia de seu estado para criar um dos mais democráticos desenhos clássicos da história do automóvel: o “Dune buggy” (Bugue de Dunas).

O seu Meyers Manx  foi um sucesso imediato e absoluto: era muito mais ágil e divertido nas dunas que as pesadas caminhonetes e jipes usados até então por seus compatriotas nesse tipo de diversão praiana. Além disso, era extremamente barato, por ser uma simples carroceria aberta e sem portas em cima de um chassi rolante VW usado. Sem contar que o desenho, hoje clássico, é de uma beleza e pureza tão extrema que o tornou tanto atemporal quanto imortal.

 

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O primeiro protótipo do Manx, 1962 (historic vehicle association)

Meyers não se preocupou em patentear sua criação, o que somado a facilidade de ser copiado em compósito de plástico e fibra de vidro (praticamente uma peça fazia o carro quase todo), formou uma imediata e enorme indústria de clones. Aqui no Brasil, como não poderia deixar de ser, com nosso imenso litoral, e nossa deliciosa vocação praiana, essa indústria proliferou sobremaneira.  Por todo lado, variações de todo tipo sobre o tema apareceram, com mais ou menos sucesso, e até hoje existem empresas ativas como a Bugre (em Rio Bonito, no estado do Rio de Janeiro), a Selvagem (em Parnamirim, no Rio Grande do Norte) e a BRM (em São Paulo, SP).

Os bugues são carros fantásticos ao que se propõem: diversão pura. Sem nenhuma proteção climática, sem portas, são veículos para se sentir vento na cara, sol na cuca e mosquitos nos dentes. Seu desempenho é sempre ótimo, gerado por seu peso baixo, o que faz também deles coisas bem mais ágeis e agradáveis de dirigir na estrada ou fora dela. São também simples, baratos e praticamente inquebráveis. Podem não ser veículos excepcionais, mas são brinquedos deliciosos.

E tivemos por aqui uma variedade incrível de sabores de Bugues por aqui, principalmente até o fim da década de 90, quando o interesse dos brasileiros em criar carros brasileiros parece que desapareceu quase que por completo.

Em ordem cronológica:

Gurgel Ipanema (1966)

 

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Um jovem João Gurgel e seu Ipanema (Quatro rodas)

A marca Gurgel, única nacional a tentar se tornar uma fábrica de volume, nasceu aqui, com este original desenho de bugue. Pioneiro do gênero, como seria em seguida com o de jipes, João Augusto Conrado do Amaral Gurgel apareceu para o grande público com este carro.

O Ipanema tinha linhas diferentes do Manx, mais clássicas e baixas, que não sugeria rodas traseiras maiores como o carro de Bruce Meyers. Apesar de ser muito bonito, acabou por ficar mais agradável como jipe, quando virou, com várias alterações, o primeiro Xavante (veja terceiro post desta série)

 

Glaspac (1968)

 

anuncio  DEZ MELHORES BRASILEIROS, PARTE IV: BUGUES anuncioOs ingleses fundadores da empresa paulista, famosa pela primeira réplica de Shelby Cobra nacional (veja o segundo post desta série), antes tinha se aventurado pela primeira vez na produção automotiva trazendo o Meyers Manx mkII para o Brasil.

Os ingleses diziam que foram autorizados por Bruce Meyers. Este diz não se lembrar disso. Mas o fato é que o Glaspac era praticamente idêntico ao Bugue original americano, e realmente começou esta indústria nacional.

 

Kadron (1970)

 

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Um clássico brasileiro, o Kadron foi desenhado e desenvolvido por Anísio Campos. É um desenho original e diferente dos Manx e suas cópias usuais, com faróis integrados  ao capô e um “santantônio” (arco de proteção em caso de capotagem) totalmente integrado ao desenho da carroceria, e não um tubão dobrado colocado depois como no Manx. Em outra ligação com a história do automóvel nacional, foi fabricado nas instalações da Puma, em São Paulo.

 

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Anísio Campos testando sua criação, praia do Pepino, no Rio de Janeiro, 1970 (www.planetabuggy.com.br)

 

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Em produção na Puma; ao fundo os Pumas com que dividia a fábrica (www.planetabuggy.com.br)

Como todo bugue que se preze, foi depois muito copiado: Menon e Swell são duas outras marcas baseadas no desenho original de Anísio Campos.

 

Bugre M150 (1974)

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A Bugre carioca é uma empresa tradicionalíssima no setor, que sobreviveu até os dias de hoje. Começou em 1970, fazendo um bugue muito parecido com o Meyers Manx, e portanto de aparência clássica e agradável. Criou várias variações no tema durante sua longa vida, e chegou até a produzir um jipe,  chamado FC15 (veja o terceiro post desta série).

 

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Mas o mais interessante foi o M150, de desenho exclusivo. Desenvolvido na fábrica esculpindo-se  blocos de gesso em tamanho natural, é um desenho original e bem agradável. Uma tentativa de se fazer um carro esporte, apesar do chassi VW ser inalterado, e sem perder seu DNA de bugue.

Selvagem (1975)

 

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www.planetabuggy.com.br

O Rio Grande do Norte é terra dos bugues de areia; passeios com ou sem emoção pelas dunas do estado são conhecidos mundialmente, e ser “bugueiro” é profissão regulamentada e com sindicato.

E desde 1975, a maioria dos carros usados nesta atividade é o Selvagem, produzido por Marcos José de Oliveira Neves desde 1974 na cidade de Parnamirim, na grande Natal. O Selvagem é mais caro que o normal, mas os bugueiros profissionais acreditam que sua qualidade compensa o maior preço, algo que mostra que para dunas, pouca coisa deve ser melhor.

 

Emis (1980)

 

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O Emis poderia ser apenas mais um bugue, não fosse um acessório bem legal, oferecido como opcional: o teto rígido, com portas tipo asa de gaivota!

Mesmo se esquecendo do fato de que a falta de ventilação interna forçada provavelmente faria o interior virar uma estufa embaçadora de vidros em dias de chuva, ainda assim um teto rígido e portas melhoram muito a usabilidade do bugue no dia a dia. Quase dá para imaginar um bugue de rua, baixo, leve e com um motor fortinho, no uso diário. Quase…

 

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A Emis, marca criada pelas inicias do seu criador, Eduardo Miranda Santos, chegou a fazer um carrinho urbano também, chamado Emis Art.

 

Fyber Dunas (1981)

 

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(www.rogeriofarias.com.br)

Criado pelo cearense Rogério Farias, que depois seria famoso pela criação do jipe Troller (ver o post número 3 desta série), o Dunas merece um lugar aqui por um simples fato: era um bugue anfíbio!

 

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A idéia era que o carro pudesse atravessar os rios e lagoas que existiam em meios as dunas de areia do estado. O carro contava com uma hélice na traseira para propulsão, e o esterçamento na água ficava a cargo das rodas dianteiras, como no seco.  Propulsão e controle de direção eram idênticos aos do jipe anfíbio VW Schwimmwagen. Menos de 10 unidades foram fabricadas, tornando-o raríssimo.

 

Terral (1982)

 

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(www.planetabuggy.com.br)

Fabricado pela Fibrario, a mesma empresa dos irmãos Richter (Otto, Guilherme e Ado) que criou a réplica Dimo GT (veja o segundo post desta série), o Terral é um tipo diferente de bugue. O chassi foi bolado por Paulo Renha, um carioca que ficou famoso por introduzir um dos primeiros triciclos com mecânica VW no Brasil, além de criar o curioso picape Formigão. A carroceria, também original e exclusiva (e usando faróis quadrados do Chevette 1982), foi desenhada por Eddie Moyna.

 

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As criações mais famosas de Paulo Renha

O Terral era na verdade, uma cruza de bugue com carro esporte, um carrinho que é muito mais do que parece. Com apenas dois lugares, era pequeno, medindo 3.130 mm de comprimento e  1.970 mm de entreeixos, e baixíssimo. Também era muito leve, pesando apenas 480 kg com tanque e cárter cheios. Seu chassi não é de Fusca, e sim uma espinha dorsal com duplo “Y” (como no Lotus Elan), onde se monta a suspensão dianteira de Fusca, e a suspensão traseira independente própria, com longos braços tensores inferiores e molas helicoidais. É só olhar o carro por trás que se vê como esta diferença é crucial: ao contrário da maioria dos bugue com suspensão traseira de Fusca, onde as rodas ficam visivelmente inclinadas para fora do carro (câmber positivo), no Terral elas estão inclinadas para dentro, maravilhosa visualmente em câmber negativo.

 

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Repare no câmber traseiro negativo (Quatro rodas)

O resultado é um barato e simples carro esporte, divertidíssimo para andar forte em estradas sinuosas. Pesando apenas 480 kg, qualquer motor faz disso um carro rápido, mesmo o VW 1600 original arrefecido a ar. Também o peso baixo faz com que os freios a disco de Brasília na frente (e tambores atrás) sejam mais que suficientes. E a estabilidade era divertidíssima: limites altos, e sobreesterço controlado quando estes limites são ultrapassados.

 

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Com a ficha técnica, o esquema do chassis e suspensões; 480 kg! (quatro rodas)

Até hoje um carrinho desses mexe com os desejos entusiastas. Com um VW ligeiramente preparado para algo em torno de 100 cv já daria trabalho a muito carro de estirpe por aí em uma estrada truncada. Pena que não foi o sucesso que merecia, talvez porque ninguém percebeu que era um bugue diferente debaixo de sua carroceria de plástico…

 

BRM M8 (1983)

 

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Bugue voa? Voa! Dizia a revista Motor3 em 1894. O carro é um BRM M8.

O BRM é o mais popular e conhecido bugue paulista, desde 1973. O M8 é o mais longevo, desde 1983 em produção sem muitas alterações. Sim, este bugue com chassi próprio em chapa de aço revestida de resina com fibra de vidro continua em produção. E como não poderia deixar de ser num bugue paulistano, o carro na maioria das vezes é vendido com um reboque frontal para ser rebocado para a praia.

 

BRM 84c  DEZ MELHORES BRASILEIROS, PARTE IV: BUGUES BRM 84c

(Motor 3)

 

Cheda Selva (1986)

 

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(revista 4×4 e Pickup, via planetabuggy.com.br)

O bugue Cheda da Mariauto (de Mairiporã, SP), na versão Selva, é extremamente interessante e original. Uma cruza de jipe e bugue, usava inclusive um sistema de freio de estacionamento seletivo nas rodas traseiras parecido com o da Gurgel. Equipado com rodas e vão livre maiores, camburão de combustível extra e iluminação farta, era pronto para se aventurar longe fora do asfalto.

 

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(revista 4×4 e Pickup, via planetabuggy.com.br)

Interessante era também o estepe em cima do capô: estepe nunca fora até hoje grande preocupação dos projetistas de bugues; na maioria nem existe provisão para eles…

MAO

Sobre o Autor

Marco Antônio Oliveira

Engenheiro mecânico automobilístico de formação e poeta de nascimento, tem uma visão muito romântica do mundo, sem perder a praticidade, e nos conta a história do automóvel e seus criadores de maneira apaixonante. Também escreve sobre carros atuais sempre abordando aspectos técnicos e emocionais.

Publicações Relacionadas

  • Ilbirs

    Um Kadron em perfeito estado de conservação e originalidade é para quebrar a banca de qualquer mostra de carros antigos.

  • totiy

    A obsolescência precoce de ótimos conjuntos mecânicos de motos e automóveis mais a popularização de impressoras 3D ,prometem uma nova primavera no território dos carros artesanais. Quem viver verá !

  • Rafael Malheiros Ribeiro

    Puxa, o Baby não entrou na lista, talvez tenha sido um dos mais vendidos do Brasil (aqui no RJ só deve ter vendido menos que a Bugre). Tive um amarelo Puma por alguns anos, como carro de lazer e uso diário. Além desse, um fantástico Emis vermelho com motor de Variant e dupla carburação. Com o baixíssimo peso e centro de gravidade igualmente baixo, era um brinquedo incrível, apesar de não poder encarar dunas muito facilmente, pela pouca altura em relação ao solo. Já o Baby, nesse quesito era só alegria, com seus pneus enormes na traseira, os Dune Buggy.

  • Uber

    M150 tinha desenho exclusivo, MAO?!
    aPra mim, parece que cruzaram um Puma com um bugue.
    E que bom que o Anísio Campos foi mais criativo ao fazer o Kadron…

  • Fabio Vicente

    Está inspiradíssimo, hein, MAO!!
    Mais uma lista maravilhosa de carros que desejei muito na infância, em especial três deles: o Kadron, o Emis e o Terral. Um morador do bairro onde cresci tinha um Kadron como segundo carro (o carro principal, acreditem, era um Gurgel X-12), e eu ficava maravilhado cada vez que ele tirava o carro da garagem para dar umas voltas. O Terral eu via em propagandas da Quatro Rodas e ficava me imaginando em um desses…
    Há um outro modelo dos anos 80 que eu adorava também, mas não sei se este enquadra-se na categoria bugue: o Cronos. Este sempre aparecia em anúncios antigos da Quatro Rodas também, pena não ter uma foto boa na web para postar aqui.

    • RicoHP

      É Fabio Vicente, tenho um Cronos Crotalus em restauração. É realmente muito divertida, entre eixos curtinho. Teve até um merchandising em uma novela da Globo, na qual o personagem do Taumaturgo Ferreira tirava a maior onda com um. Já procurei na internet qual novela era essa e não consegui nada, se alguém souber, por favor, nos conte.

      • Salomão dos Santos Soares

        Só hoje li a matéria, então a resposta vai atrasada mesmo: a novela era “Hipertensão”, eu tinha 5 anos e sonhava com um daquele em versão mini, com pintura cascavel e motor de CB 400…

  • Juvenal Jorge

    MAO,
    boas lembranças.
    O sogro teve um Glaspac mais novo que esse da foto. Atolei muito nele em areia de praia e lama de interior paulista. Tomei chuva, fumaça de caminhão na cara, embaçamentos animalescos na Imigrantes em véspera de feriado com a capota e janelas fechadas e chuva de verão, levando ele para a praia para ficar na garagem do apartamento dele.

    Terral, foi paixão a primeira vista, no teste da Quatro Rodas. É um Porsche de baixo custo tupiniquim. Pena nunca ter andando nele.

    O Kadron é muito bacana, não sabia ser de Anísio Campos, nem que foi feito na Puma. Menos de 1 km de casa, tanto tampo passado !

    Gosto muito desses carros simples e abertos, com mecânicas simplórias. Gosto mesmo.

    Belo registro em seu texto.valeu !

  • Marcos Alvarenga

    Estou me sentindo um britânico depois de ver tanta diversidade da nossa industria. Proponho um brinde com chá às 17h.

    Sempre via uma ou outra história avulsa de fabricantes locais, mas ver tudo isso junto nessa seria de posts dá uma pontinha de orgulho das pessoas que levam esse país pra frente apesar de tudo.

    Acho que todos nós estamos precisando disso nesses dias sombrios.

  • BlueGopher

    Nos velhos tempos de estudante, comprei, junto com um amigo, um dos primeiros kits do Glaspac.
    Montamos o bicho na garagem, sobre o chassis de outra raridade, um “fora de série” da época, o Scárdua, que tinha carroceria de alumínio e, por sinal, era bem feinho… (procurei este carro na internet, mas nada achei a respeito. Alguém conhece?).
    A onda de buggies estava tão no começo que foi uma dificuldade licenciar o carro, o Detran reclamava do motor exposto!

    Há uns 10 anos atrás dei um Emis com asa de gaivota para minha mulher aprender a dirigir. Quando parava num posto de combustível o frentista sempre perguntava se o carro era importado…

    Lembro também de um dos primeiros Ipanemas, de uso do próprio Gurgel, que tinha a tampa do motor de plástico transparente, provavelmente baseada nos luminosos plásticos que o Gurgel produzia na época. Chamava a atenção na rua.

  • Uber

    Bugue não tem estepe! Nunca me dei conta disso e se formos pensar bem, seria complicado naqueles tempos ter apenas um já que os pneus traseiros costumam ser maiores. Hoje em dia, podemos resolver o problema colocando aqueles vedantes líquidos dentro deles.

  • Mibson Fuly

    Os Selvagens são mesmo excelentes. Usados inclusive como viatura policial aqui no litoral do Rio Grande do Norte.. Existem dois exemplares do Terral aqui em Mossoró/RN. Realmente impressiona o quanto aceleram.

  • Candino

    Coisa de louco!
    Mudou tudo novamente…

  • Fernando

    Considero Tropi e o Terral os bugues mais bonitos ja fabricados por aqui. Pena que dentre os fabricantes remanescentes nenhum ofereça um modelo mais baixo com linhas simples e esportivas: todos têm linhas muito “poluidas” carregadas de vincos e de adereços evocando jipes e SUVs.

  • braulio

    Bugues são sempre carros que me deixam curioso: Como eles são caracterizados? Mecânica VW é obrigatória? Podem ser licenciados como carros “normais”?
    Algo que vi num site de bugues é que muitos donos desses carrinhos têm estreitado a roda do Fusca para adaptar um pneu de moto e ter um estepe temporário sob o banco. Exigência legal? Ao que parece, sim. Mas seria para executar os passeios nas dunas ou para andar pela cidade que foi feita a exigência? E por que antes não precisava?
    E o Kadron é realmente um projeto de engenharia. Tem até o símbolo de integral (que, infelizmente, no Brasil, só engenheiros sabem o que é…) “tatuado” na lateral!

  • Leonardo Mendes

    Só complementando, o piloto ao manche… OPS, ao volante do BRM “Voa? Voa!” é o Expedito Marazzi.
    Já devo ter lido essa matéria umas trocentas vezes e em todas eu me mato de rir com a história que levou ao salto. Gostaria muito de tê-lo conhecido, devia ser uma figura ímpar.

  • Fernando Bento Chaves Santana

    Considero o Tropi (nome do Kadron) e o Terral os bugues mais bonitos e originais já fabricados no Brasil. Alíás, o Terral, com suas linhas simples, é uma verdadeira reinterpretação do conceito barchetta italiano e é pena que nenhum dos fabricantes remanescentes ofereça em seu catálogo modelos semelhantes a ele – mais baixos e urbanos. Todos os modelos atualmente disponíveis abandonaram a simplicidade em favor desenhos remendados: repletos de improvisos sobre projetos antigos para deixá-los na moda, como acessórios e tiques estéticos dos suves. Valia mais manter o desenho do projeto original. A propósito a mecânica, o chassis, a laminação da carroceria e o processo de fabricação manual destes carros são bem simples e não passaram por mudanças significativas nos últimos 30 anos, assim os fabricantes poderiam investir mais na estética de seus produtos para seduzir quem possa pagar por um terceiro ou quarto carro e destiná-lo ao lazer.

  • Ilbirs

    Um modelo moderno que achei bem legal é o Super Buggy, da Wake:

    http://www.carrosecorridas.com.br/wp-content/uploads/2014/03/Super-Buggy.jpg

    http://4.bp.blogspot.com/-BWK-TN0PYX0/Uic5g5ylpcI/AAAAAAAACrw/QvN1FJjSW0Y/s640/wake-Super-Buggy-04.jpg

    http://www.superbuggy.com.br/wp-content/uploads/2014/03/super-buuggy-tras.jpg

    Achei interessante a ideia de montarem uma transmissão de cinco marchas nele, ainda que passível de melhoria (fizeram uma usinagem em uma transmissão de Gol 1.0 para que ela passasse a funcionar em sentido reverso, o que me parece inadequado e gera preocupações, ainda que tenham feito usinagens para melhorar a lubrificação interna). Não sei se daria para montar um conjunto motriz VW transversal em posição central-traseira nessa base.
    Pelo que vi também, consegue um bom desempenho e olhando para a plataforma, dá inclusive para visualizar outras possibilidades sobre ela, como algo mais para rua.

  • Leonardo Mendes

    Faltou citar que quem está ao manche… OPS, volante do BRM voador é o Expedito Marazzi.
    Já li umas trocentas vezes a matéria e toda vez eu caio na risada com a história que levou ao salto da foto… gostaria muito de tê-lo conhecido, devia ser uma figura ímpar.

  • Altino Farias

    Tenho um Bugue Taíba junto com meu pai e é um carro divertidíssimo. Excelente matéria.
    Só senti falta dos modelos Fyber, os que tiveram expressivas vendas e, pelo menos aqui no Ceará, são quase unanimidades.

  • BlueGopher

    Uber, parabéns pela pesquisa!
    Interessante que ele não é nenhum destes, era mais arredondado, um tanto parecido com o Carpo (que aparece no site que você indicou), só que mais curto.
    Tinha aquele mesmo jeitão desajeitado…

  • Luciano F.

    Pessoal, essa semana, conicidentemente, estava lembrando de um bugue chamado Panda, que usava mecânica Fiat, alguém lembra?

  • Reinaldo

    Minha contribuição de informação para o AUTOentusiastas: Neste post existe uma informação equivocada. Onde cita o BRM M8 como incio de fabricação em 1983, o correto é 1984 e neste mesmo ponto a foto é de um BRM M7 e não de um M8, o M8 é o da foto anexa.
    O Bruce Meyers criou uma especie que se multiplicou no mundo inteiro. O Buggy VW é o conceito de carro fabricado no mundo inteiro e por milhares de fabricantes diferentes… E é o veiculo mais customizado de todos os tempos, pois não existe nenhum igual ao outro mesmo da mesma marca e modelo. http://rollerbuggy.blogspot.com.br/

  • Nil Araujo

    Uma informação relevante é que os bugues do Nordeste foram na contramão dos do Sudeste. Todas as marcas eram(são) homologadas e usavam(usam) chassi tubular e todos têm estepe de série. Cada bugue saído da linha de produção é igual ao outro, pois são fabricados em série, diferentemente dos bugues montados em chassi VW.

  • Leonardo Mendes

    A BRM também oferece esse modelo em seu portfolio, sob o nome de M-11.

    E me admira que ninguém tenha notado a semelhança das linhas desse bugue com as do Peugeot Touareg:

  • Roller Buggy .

    Hoje(29/01/2015), é o DIA NACIONAL DO BUGGY!!!! Vai ter um encontro na Praça Charles Miller (Pacaembu) hoje a noite. Para quem curte esses carrinhos é uma boa oportunidade para ver de perto e depois faremos uma Buggyata por São Paulo.

    • Roller Buggy .

      Para quem quiser ver como foi o encontro do Dia Nacional do Buggy 2015, segue o Video: