"Todo avião bonito voa bem" (atomictoasters.com)  VIGILANTE, NA HORA ERRADA E DEPOIS, CERTA atomic toasters com northamerican a5 vigilante 3

“Todo avião bonito voa bem” (atomictoasters.com)

Um avião não muito propagandeado pela máquina americana patriótica, mas que foi muito importante, é o A-5 Vigilante, do fabricante North American, hoje absorvido pela Boeing, quando comprou a McDonnell Douglas, que já havia englobado a North American. Sim, as empresas gloriosas do passado da aviação também desaparecem, como acontece com as de carros.

Inicialmente desenvolvido como um bombardeiro médio de alta velocidade, supersônico, não se mostrou muito eficiente nesse papel, mas foi inteligentemente convertido para uma aeronave de reconhecimento que, quis o destino, fosse um dos principais responsáveis pela mui importante libertação de prisioneiros de guerra durante o conflito do Vietnã.

Essa missão entrou para a história dos combates aéreos, mesmo com o Vigilante não tendo disparado um único tiro ou míssil. Voou baixo e rápido até o centro de Hanói, a capital do Vietnã, onde em uma área não muito grande, os norte-vietnamitas mantinham em prisão dezenas de  militares americanos. Apesar da situação torturante, muito bem detalhada no maravilhoso diário do Coronel Larry Guarino, A P.O.W’s Story: 2801 Days in Hanoi, sem tradução em português, os gozadores apelidaram a prisão de  “ Hanoi Hilton”, como se aquilo fosse um hotel.  Guarino faleceu recentemente, em 18 de agosto deste ano, o que me entristece, já que seu livro foi o primeiro que li em língua inglesa, além daqueles obrigatórios das aulas. Marcou definitivamente minha independência da literatura em português. P.O.W. é abreviatura de prisioner of war (prisioneiro de guerra). Esta sigla aparece muitas vezes junto com M.I.A. , missing in action (desaparecido em ação).

Símbolo que mostra o respeito aos combatentes "Vocês não foram esquecidos" (Wikipedia.com)  VIGILANTE, NA HORA ERRADA E DEPOIS, CERTA 466px United States POW MIA flag

Símbolo que mostra o respeito aos combatentes “Vocês não estão esquecidos” (Wikipedia.com)

 

O livro que narra a prisão em Hanoi (Amazon.com)  VIGILANTE, NA HORA ERRADA E DEPOIS, CERTA amazon 51J4B2WF0JL

O livro que narra a prisão em Hanoi (amazon.com)

Após o nascimento do projeto como NAGPAW – North American General Purpose Attack Weapon, a meta do avião era ser um bombardeiro de grande velocidade e altitude, duas vezes a velocidade do som e teto de serviço de 52.500 pés (16.000 metros). O projeto básico foi exposto para a Marinha americana em 1954, e depois de algumas alterações, re-submetido e aprovado em abril de 1955. O contrato para construção das aeronaves foi assinado em 29 de junho de 1956, e o primeiro vôo foi em 31 de agosto de 1958.

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Tripulante sendo ejetado em vôo de teste (Marinha dos EUA)

 

Protótipo com um caminhão da época. Note a disparidade, um parece muito antigo, e o outro muito moderno (Divulgação)  VIGILANTE, NA HORA ERRADA E DEPOIS, CERTA A 5 with truck

Protótipo junto de um caminhão-tanque da época. Note a disparidade, um parece muito antigo e o outro, muito moderno (Divulgação)

A North American Aviation foi uma das forças gigantes da engenharia à fabricação aeronáuticas dos Estados Unidos. Depois de aprovado,  projeto, construção e primeiro vôo em dois anos e dois dias. E hoje ficamos extasiados quando descobrimos que o projeto de um carro foi feito em dois anos!

As guerras sempre aceleram o conhecimento e a tecnologia, muito mais do que as leis e normas que tolhem a criatividade cada vez mais, e fazem os projetos de quase qualquer artefato humano ser feito dentro de uma caixinha politicamente correta. E tudo vai piorar ainda mais para nós que dirigimos automóveis, pois o depressivo carro autônomo logo estará nos mercados de Primeiro Mundo. Aqui vai demorar mais, já que nem sinalização de solo decente temos na maioria das vias. O carro autônomo ficaria maluquinho, travando como um computador velho, tentando descobrir os limites da faixa em que deveria trafegar.

Mas há pelo menos uma diferença básica no desenvolvimento de um avião militar de cinco décadas atrás e um automóvel de hoje. Os testes e o tempo necessário para realizá-los. Num avião militar, depois de muitas avaliações por pilotos de prova e ensaios de laboratório, ainda é absolutamente normal que problemas até mesmo sérios sejam encontrados em serviço normal.

Num carro, pelos usuários formarem um universo muito maior e mais variado, defeitos pequenos podem ser notados por uma boa parte de usuários, o que os torna altamente indesejáveis. Toma-se então, muito mais tempo tentando reproduzir problemas que, muitas vezes, nem mesmo existirão na vida real. E mesmo assim, jamais se cobrem todas as possibilidades de problemas. Nenhum fabricante consegue isso, provando que a perfeição não existe.

Como a North American nunca foi burra, os motores escolhidos foram os mesmos do McDonnell Douglas F-4 Phantom II, os General Electric J79, turbojatos bastante potentes, 48.000 newtons (10.800 libras-força) de empuxo normal, 76.000 newtons (17.000 libras-força) de empuxo para decolagem e emergências, com afterburner, a pós-combustão, sistema que injeta combustível na saída da câmara de combustão, para aumentar  ainda mais a potência. Como o Phantom era a linha de frente dos caças embarcados, a simplicidade de manutenção ao menos do sistema de propulsão era assim muito melhorada dentro dos porta-aviões.

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Esse é o ambiente da área de armazenamento e manutenção de um porta-aviões (Marinha dos EUA)

O peso máximo chegando a 28.615 kg  era algo bastante alto, mas não novidade absoluta, já que a Marinha havia alterado muita coisa nos porta-aviões quando entrou em operação o A-3 Skywarrior. No Vigilante, a potência dos dois motores era suficiente para permitir uma razão de subida bastante forte, 8.000 pés por minuto, o que dá 40,6 m/s, ou 146 km/h medidos na vertical, e chegando à velocidade máxima de Mach 2, duas vezes a velocidade do som, 2.123 km/h a 40.000 pés (12.200 metros) de altitude.

Ponto mestre do projeto foi a redução de arrasto aerodinâmico, seja por superfícies bem tratadas, seja por área frontal. O compartimento de bombas abarcando todo o armamento, sem que nada fosse admitido como carga externa, presa aos cabides nas asas, fez o Vigilante bastante limpo aerodinamicamente, o que trouxe a necessidade de flapes com mais autoridade do que os usuais. O avião era bastante limpo de aerodinâmica, e isso trazia uma velocidade de aproximação para pouso bastante alta, item absolutamente crítico nas operações embarcadas. Utilizou-se flapes conhecidos como soprados (blown flaps) que se deslocam para baixo e para trás, aumentando muito a área de asa e a sustentação, baixando a velocidade mínima de controle de vôo, a velocidade de estol.

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Uma das melhores fotos que mostram a elegãncia do Vigilante (logbookmag.com)  VIGILANTE, NA HORA ERRADA E DEPOIS, CERTA logbookmag

Uma das melhores fotos que mostram a elegãncia do Vigilante (logbookmag.com)

 

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Na parte inferior da fuselagem, o casulo para acomodar os sensores e parte das câmeras (North American Aviation)

E foi essa característica das cargas todas dentro da fuselagem para que a bomba nuclear pudesse ser lançada a velocidade supersônica, que acabaram por ajudar na sobrevida do avião como plataforma de reconhecimento, onde sempre se precisa do máximo de velocidade e de altitude. A bomba era fixada a dois tanques descartáveis extras, os três itens sendo armazenados no grande compartimento, de onde o combustível era consumido até o ponto de ataque. Eram soltos todos ao mesmo tempo, fazendo o avião ficar mais leve para a escapada de território inimigo. Mas nada é simples, e nunca houve armamento levado ali dentro em uma missão, dada a falta de confiabilidade do sistema. Por três vezes, a aceleração da catapulta dos porta-aviões fez os tanques se soltarem e causarem incêndios.

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Área em cinza é o compartimento para armamento. Atrás, representação da bomba nuclear e os dois tanques adicionais descartáveis

 

Desenho em corte (the lexicans.com)  VIGILANTE, NA HORA ERRADA E DEPOIS, CERTA the lexicans a 5 vigilante

Desenho em corte (the lexicans.com)

Os materiais de construção para essa aeronave eram algo bem moderno, com alguns componentes estruturais importantes feitos em liga de titânio, e o revestimento das asas com lítio adicionado à liga de alumínio. Ambas soluções para poupar massa, já que o avião era bem grande para os navios da Marinha, que foram modificados anteriormente para acomodar e operar o A-3 Skywarrior.

Mas a parte que mais complicou a vida do Vigilante foi a eletrônica, e fez com que o Vigilante não fosse muito bem recebido na frota. Muito provavelmente foi o primeiro avião 100% operacional com comandos de superfícies de controle funcionando pelo sistema fly-by-wire (literalmente , vôo por fios), trabalhando com o back-up do sistema  hidráulico tradicional. Se hoje temos o acelerador eletrônico em praticamente todos os carros, devemos essa tecnologia à aviação. E como nada é mesmo perfeito, há muito carro por aí que não acelera o que o seu pé manda, já que há um computador entre sua vontade e seu prazer.

Além do fly-by-wire, contava também com um dos primeiros head-up display (HUD), aquela tela transparente sobre o painel que virou moda em filmes onde aviões militares aparecem, e que serve para o piloto ter informações de vôo e da aeronave sem baixar os olhos para o painel, daí o nome “tela cabeça erguida”. Junto com um sofisticado computador de navegação e ataque,  mais câmera infravermelha no nariz para mostrar solo abaixo e à frente, um outro computador para controlar o radar, e um computador de controle geral, o VERDAN – Versatile Digital Analyzer, fazia do A-5 uma complicação voadora embarcada.

Apesar de tudo isso, as equipes de manutenção conseguiam manter uma boa operacionalidade, mas não como deveria ser. Para ajudar a atrapalhar, como se diz por aí,  os novos submarinos americanos estavam sendo projetados e fabricados como plataforma para os mísseis nucleares Polaris, e as armas terra-ar do inimigo estavam se desenvolvendo cada vez mais, com o medo tomando conta após o abate do U-2 de Francis Gary Powers sobre a Rússia, em 1960. Esses dois fatores principais fizeram  o Vigilante ser colocado de lado para as missões de ataque nuclear. Isso fez o avião passar por um período de desprezo, até que algum gênio teve a idéia de aproveitá-lo para reconhecimento a baixa altitude, pois o compartimento interno serviria  perfeitamente à instalação das câmeras fotográficas, e a velocidade seria um grande fator de penetração rápida e surpreendente ao território inimigo.

763px-Camera_loading_on_RA-5C_Vigilante  VIGILANTE, NA HORA ERRADA E DEPOIS, CERTA 763px Camera loading on RA 5C Vigilante

Câmera de reconhecimento sendo instalada (The Lexicans.com)

 

800px-A-5A_Vigilante_cockpit_control_panel  VIGILANTE, NA HORA ERRADA E DEPOIS, CERTA 800px A 5A Vigilante cockpit control panel

Painel de instrumentos do piloto (airscalemodeller.com)

Como acontece com quase todos os veículos, sejam aéreos, terrestres ou marítimos, durante a evolução do Vigilante muita coisa foi modificada, uma delas sendo  o trem de pouso, que foi reforçado para suportar com mais durabilidade as pancadas enormes resultantes do pouso em porta-aviões, e tanques internos foram adicionados, gerando a corcova acima da fuselagem. Esse é o A-5B, que daria origem  direta à verdadeira e mais eficiente versão do Vigilante, o RA-5C. Nesse, haviam também pontos de fixação de carga nas asas, raramente usados.

O avião de reconhecimento tinha também uma área alar um pouco maior, para compensar a maior massa transportada, cerca de cinco toneladas,  proveniente das câmeras. Mesmo com o compartimento interno ocupado, uma adição abaixo da fuselagem foi feita para acomodar os sensores de infravermelho, luminosidade e outros. Lembre-se que estamos falando da década de 1960, onde a eletrônica ocupava muito mais espaço do que hoje.

Havia também um radar de vigilância lateral, apontado para o lado, num campo que formava um cone, um scanner de infravermelho para detectar seres vivos. Os radares laterais são necessários para evitar ao máximo o sobrevôo de áreas inimigas, com o avião podendo passar nas bordas do perigo, e não diretamente sobre ele.

Os reconhecedores RA-5C vieram em junho de 1964, efetuando um tipo de missão que é a verdadeira inteligência militar. Nada deve ser definido como alvo antes dos “recce”, como dizem os americanos fazerem seu serviço. Foram dez os esquadrões da marinha equipados com o belo Vigilante  e dois meses depois oito desses grupos estavam no Vietnã. As primeiras missões eram fotografar alvos antes e depois dos ataques, voando a cerca de 2.400 m, muito baixo, e com alto risco. A única proteção era a velocidade. Vários foram derrubados, com logo dezoito deles perdidos, mais de 10% dos 156 construídos. Mas não era nem mesmo fácil conseguir escolta para eles, pois a velocidade era superior à dos caças-bombardeiros (Crusader principalmente). Para se ter uma idéia, os Vigilantes saíam depois dos aviões de ataque, e conseguiam ultrapassá-los.

Atrás do avião, o defletor de jato erguido, para mais segurança no convés (US Navy)  VIGILANTE, NA HORA ERRADA E DEPOIS, CERTA 800px A3J 1 CVA 59 trials1960

Atrás do avião, o defletor de jato erguido, para mais segurança no convés (Marinha dos EUA)

 

Um dos protótipos em avaliação embarcada (North American Aviation)  VIGILANTE, NA HORA ERRADA E DEPOIS, CERTA 800px A3J 1 CVA 60 trials1960

Um dos protótipos em avaliação embarcada, note o estabilizador vertical dobrado (North American Aviation)

 

A dupla no convés, antes de serem catapultados (US Navy)  VIGILANTE, NA HORA ERRADA E DEPOIS, CERTA 800px A 5A Vigilantes of VAH 1 being readied for launching c1964

A dupla no convés, antes de serem catapultados (Marinha dos EUA)

 

Dois Vigilantes decolam em paralelo (US Navy)  VIGILANTE, NA HORA ERRADA E DEPOIS, CERTA 1024px A3J 1 and F8U 1 launch from USS Enterprise CVAN 65 1962

Bela visão do A-5 deixando o navio  (Marinha dos EUA)

 

Tripulação e aeronave em foto promocional (US Navy)  VIGILANTE, NA HORA ERRADA E DEPOIS, CERTA A3J 1 with crew on USS Enterprise CVAN 65 1962

Tripulação e aeronave em foto promocional (Marinha dos EUA)

Numa das missões em dezembro de 1967 foi determinado que a um RA-5C de matrícula 149299 fosse verificar o centro de Hanói, em busca da localização do campo de prisioneiros onde estavam os americanos. Voando baixo e rápido, fotografaram pela primeira vez com exatidão e certeza, a prisão  Hoa Lo, apelidada de Hanoi Hilton. Com a localização exata, a pressão política contra o Vietnã aumentou, e como a guerra estava em situação indefinida há tanto tempo, os fatores se somaram para resultar na libertação gradativa de todos.

Prisão Hoa Lo, apelidada "Hanoi Hilton" (Historynet.com)  VIGILANTE, NA HORA ERRADA E DEPOIS, CERTA 729563 The Original Layout of Hoa Lo Prison a k a The Hanoi Hilton 4

Prisão Hoa Lo, apelidada “Hanoi Hilton” (travelblog.com)

Dessa forma, mesmo inicialmente considerado um peixe fora d’água, o Vigilante teve seu perfil de missão alterado para o melhor que poderia fazer, e chegou ao auge com essa missão definitiva para auxiliar o final da guerra.

JJ

Sobre o Autor

Juvenal Jorge
Editor Associado

Juvenal Jorge, ou JJ, como é chamado, é integrante do AE desde sua criação em 2008 e em 2016 passou a ser Editor Associado. É engenheiro automobilístico formado pela FEI, com mestrado em engenharia automobilística pela USP e pós-graduação em administração de negócios pela ESAN. Atuou como engenheiro e coordenador de projetos em várias empresas multinacionais. No AE é muito conhecido pelas matérias sobre aviões, que também são sua paixão, além de testes de veículos e edição de notícias diárias.

Publicações Relacionadas

  • Bera Silva

    Belas imagens, principalmente a vista fantasma.
    Eu fico imaginando… O primeiro vôo foi em 1958, um avião com eletrônica embarcada, dirigido por fios e atingindo Mach 2. Essa eletrônica toda era transistorizada?

  • Eduardo Mrack

    São sempre bem-vindas e imersivas as suas matérias sobre aviação, JJ. Todas excelentes.

    Uma dúvida que eu sempre tive relacionado aos aviões militares é quanto a nomenclatura, pois esta parece ser algo padronizado A ( attacker ) F ( Fighter ) , seguido de um número. O intrigante é que existem, cronologicamente, caças e bombardeiros de diversos fabricantes diferentes que utilizam a mesma nomenclatura padrão, variando apenas o numeral : A-4 ( McDonnel Douglas ) , A-6 ( Grumman ) , A-10 ( Fairchild ), bem como os modelos F , sempre variando o fabricante. Seria o governo americano quem escolhe determinado modelo a ser o novo F ou A , ou é consenso entre os fabricantes?

    • Daniel S. de Araujo

      Eduardo, a nomenclatura é padronizado.
      A=Attack (Grumman A-6 Intruder)
      E=Alerta eletronico Avançado (Boeing E-6)
      F=Fighter (MDD F-15 Eagle)
      B=Bomber (Boeing B-52)
      O=Observation (Grumman OV1-Mohawk)
      T=Trainer (Bombardier T-6)
      C=Cargo (C-130 Hercules)
      K=Tanker – reabastecimento (KC-130 Hercules)
      S=Anti-submarino (Grumman S-2)
      R=Reconnaissance (Grumman RB-111)
      X=Experimental (Northrop XB-70)

      O Brasil e a América Latina costumam seguir essa nomenclatura.

    • Fernando

      Sim, é o governo que escolhe a designação do avião, no momento que autoriza (e geralmente financia) seu desenvolvimento. Tudo sobre o assunto (em inglês)
      http://en.wikipedia.org/wiki/United_States_Department_of_Defense_aerospace_vehicle_designation

    • Clésio Luiz

      Essa nomenclatura vem desde 1962, e padronizou as designações das 3 forças armadas americanas. Quem define são as forças armadas, os fabricantes não decidem nada.

    • Juvenal Jorge

      Eduardo Mrack,
      grato pelo elogio.
      A resposta às sua perguntas está logo abaixo, no comentário do Shimomoto, e no link do Fernando.

  • francisco greche junior

    Adoro quando vocês escrevem sobre aviões, ainda mais de guerra. Eu não conhecia a história dessa bela aeronave.

    • Juvenal Jorge

      Greche,
      pode deixar que vou escrever sempre sobre aviões. O assunto é ótimo.

  • Bob Sharp

    Juvenal
    Que desenho admirável, esse Vigilante, que eu não conhecia. Traço um paralelo com carros como o Maserati 300/450S, da mesma época, que não existem mais, da mesma forma que desenhos de aviões como esse. Acho que estou mesmo ficando velho… (rsrsrs)

    • KzR

      Este é um dos mais bonitos carros de corrida que existiram. Fangio superou os Corvettes Sting Ray (de corrida) em um Maserati desta linha. Descrição a altura do carro só a feita pelo AK.
      Acredito que só haja uma pessoa que fez e ainda possa fazer outro desse: o argentino Nestor Salermo.

      • Luiz_AG

        Ainda acho o desenho do Ford GT 40 insuperável. Por mais que se passe decadas é um desenho que nunca envelhece.

        • Jr

          Concordo com o Luiz. Considero o GT 40 a melhor expressão de desenho de um carro de corridas. Abraços;

          Aldo

        • KzR

          O GT40 não só é icônico, mas imortal. Achei louvável a ideia da Ford de renascê-lo no Ford GT. Realmente, até hoje parece atual.

          Esse estilo barchetta não. Só remonta aos anos 50 e início dos 60. Também tem muito charme.

        • Bob Sharp

          Luiz_AG
          Não me leve a mal, mas o Ford GT40 perto do Maserati 300S parece uma drag queen….

    • Juvenal Jorge

      Bob,
      ambos mesmo muito bonitos, o Vigilante e o Maserati.

      • Daniel San

        Há outro exemplo de avião gênero”peixe fora d’água”,que foi muito bem utilizado em uma função não inicialmente prevista pra ele,que foi o F-104 Starfighter,um belíssimo avião,de história das mais conturbadas,envolvendo inclusive a nossa FAB,mas que acabou encontrando seu lugar na função de reconhecimento,pois era,pequeno,muito veloz e ,portanto,não podia ser interceptado facilmente.

  • Mr. Car

    Uma frustração aeronáutica: apesar do meu pai ter me levado dezenas de vezes ao Santos-Dumont para vê-los aterrissar e decolar, nunca me levou para voar no Lockheed L-188, o glorioso Electra da Ponte Aérea Rio-São Paulo. Imperdoável! Quando voei pela primeira vez, ainda criança, já foi em um jato da extinta Serviços Aéreos Cruzeiro do Sul.

  • Comentarista

    Uma dúvida sobre os aviões. Se perder todos os motores no ar, mesmo assim todo avião tem uma capacidade de planar se sua estrutura estiver intacta. Mas, e os controles? Ainda estarão disponíveis? Quando era a cabo tudo bem, pois a ligação era mecânica, mas agora com os by-wire, como fica?

    • Daniel Shimomoto

      Os sistemas são redundantes e em algumas aeronaves existe um sistema (limitado, é claro) funcionando hidraulicamente.

      A geração de energia pode ser feita por um gerador eólico auxiliar que pode ser abaixado em vôo em caso de colapso dos motores e geradores de energia.

      Agora, muitas aeronaves tem capacidade de planeio. Contudo nesses aviões de caça e ataque, a perda dos motores costuma ser fatal.

      • Juvenal Jorge

        Daniel Shimomoto,
        grato pela ajuda com a resposta.

    • André K

      Para muitos aviões militares modernos (desde o F-16, creio) não é bem assim, eles não tem capacidade de planeio pois são naturalmente instáveis para maximizar a agilidade. Nesses, perdeu o motor (F-16), ejeta.

  • Elvys

    Oba!!Autoentusiastas falando sobre aviação!!!Parabéns!! Posso dar uma sugestão?Falem sobre o SR71 Blackbird e sobre o MIG 25. São dois grandes rivais dos tempos da Guerra Fria, além de toda tecnologia embarcada.

    • Juvenal Jorge

      Elvys,
      Obrigado, fico feliz que tenha gostado. Ambos estão entre meus preferidos. Pode deixar que vou pesquisar mais sobre o Mig-25 para escrever. O Blackbird é mais conhecido, pode ficar para mais adiante.

    • Leonardo Mendes

      O SR-71 serviu como base para o jato dos X-Men, tanto nos quadrinhos quanto nos filmes.

  • Jr

    Pergunta aos Autoentusiastas: Alguém faz idéia do que fazem dois carros, (um deles provavelmente uma Kombi), cobertos com capa, dentro da área de armazenamento e manutenção de um porta-aviões? Eles estão do lado direito da foto, junto ao que devem ser bombas!
    Excelente matéria. Escrevam mais sobre aviação, principalmente militar. Abraços;

    Aldo

    • Juvenal Jorge

      Aldo,
      olho de águia o seu !!
      Não faço idéia daqueles carros cobertos, e parece mesmo uma Kombi !

  • Josenilson Veras

    Também sou entusiasta da aviação e não conhecia essa beleza de avião.
    Parabéns pela fotos que ilustram a matéria.
    Me chamou a atenção o tamanho do estabilizador vertical. Pelas fotos parece grande em relação a aeronave.
    Abraços,

  • Bruno

    Parabéns por mais uma excelente matéria!
    Bruno Soares

  • Juvenal Jorge

    Bruno,
    grato, ótimo que você tenha gostado.

  • Juvenal Jorge

    Bera Silva,
    não estou certo, mas acredito que uma boa parte dela sim.

  • pkorn

    Linda matéria… vejam outro belo bombardeiro da época do conflito do Vietnã: o F-111, com asas de geometria variável para desenvolver velocidade.

  • Fórmula Finesse

    Bela máquina, apesar das dores e das tragédias mal veladas, a história militar no tocante à tecnologia é algo fantástico de acompanhar. Tenho dois livros sobre aviões de guerra, desde os primeiros que se lançaram de “porta-aviões”…(1911 presumo), até os que atualmente se envolvem na guerra ao terror.

  • Jorge

    Estive este ano no USS Midway em San Diego CA, o porta-aviões museu, e lá tem um A5. Avião muito bonito. Vale a pena a visita para os fãs de aviação.
    A propósito, excelente texto Juvenal Jorge.
    Abraço,

  • RoadV8Runner

    O Vigilante foi um daqueles modelos discretos, que cumpriu com maestria suas funções, mas acabou não recebendo toda a atenção que deveria. Melhor ainda que não tenha sido necessário usá-lo em sua função inicial de projeto…
    Gosto muito de ler sobre os primeiros aviões a jato, este texto foi uma verdadeira delícia de se ler!

  • Poomah

    Prezado JJ, uma grata surpresa a sua primorosa cobertura a respeito de aeronaves “emblemáticas”. Seu artigo sobre o “Foxbat” e este agora sobre o Vigilante estão sendo companhias muito agradáveis de leitura. Pode-se afirmar que o assunto ajuda, “dá um caldo”,como se diz, mas você tempera de um jeito muito especial. Coisa de “Chef”. Motivo pelo qual me rendo à sua extensiva base de leitores. Black cat down! Over!