UMA HISTÓRIA

UMA HISTÓRIA focus 2015 detalhe farol

Focus 2015, detalhe do farol

Como o leitor sabe, trabalhei na engenharia da Ford durante 40 anos e neste tempo posso dizer que já vi de tudo, ou quase tudo, em termos de projetos e desenvolvimento de veículos.

Aprendi principalmente a valorizar o  automóvel em todos os seus atributos funcionais simultaneamente, analisando a coerência de seu conjunto. Sempre dou um exemplo brincalhão mas que sintetiza a importância da interação dos atributos, trabalho este feito pela engenharia experimental e  de desenvolvimento do produto. Imagine compor um rosto de mulher escolhendo os melhores atributos de várias mulheres, por exemplo, os olhos da Xuxa, a boca de Angelina Jolie, o nariz da Julia Roberts e assim por diante. Junte as partes e o conjunto pode virar um monstrengo.

A mesma coisa acontece com o automóvel. Conjuntos excelentes nem sempre têm excelência em todos os seus atributos individualmente, mas a dose certa para que o consumidor o valorize, identificando o tripé de ser bom, bonito e barato que eu freqüentemente cito nas minhas matérias.  Este é o principal problema que eu vejo nos projetos virtuais. Os engenheiros projetam as partes individualmente com regras e procedimentos-padrão esquecendo a  interação do conjunto.

Confesso ao leitor que algumas vezes cometi a heresia de querer colocar o oval Ford em alguns veículos da concorrência que eu particularmente gostava em razão de seus conjuntos coerentes.  Um desses veículos foi o Volkswagen Golf.

Com estilo marcante definido pelo mestre Giorgetto Giugiaro, o VW Golf, fruto do projeto EA337, começou a sua história de sucesso em maio de 1974 quando foi lançado na Alemanha. Leve, com peso em ordem de marcha de 790 kg,  mostrava linhas simples e funcionais com a coluna traseira larga dando aparência robusta ao veículo e que foi a sua marca registrada  ao longo dos anos.

O VW Golf seguia os princípios mecânicos do VW Passat 1973 com a adição da montagem transversal do motor e transmissão que permitia uma frente mais curtinha que o seu irmão. Suspensão dianteira McPherson com raio negativo de rolagem e suspensão traseira com eixo de torção. Uma das opções de motor era o 1,5 litro de 70 cv e 11,5 m·kgf de torque.

Cabe um parêntese a respeito do raio negativo de rolagem.

 

UMA HISTÓRIA raio de rolagem 1

Quando o ponto A esta para dentro da bitola dianteira como mostra a figura, o raio de rolagem é positivo e quando esta para fora, é negativo.

O raio negativo de rolagem contribui para a estabilidade direcional e para a segurança em caso de eventos singulares, como, por exemplo, perda de ar súbita dos pneus, perda de um dos circuitos diagonais do freio, impacto contra obstáculo, frenagem em piso com diferentes coeficientes de atrito por roda etc.

O segredo do raio negativo de rolagem é anular automaticamente o efeito da perturbação, compensando as forças assimétricas do evento e contribuindo para que o veículo se mantenha na trajetória.

 

raio rolagem positivo  UMA HISTÓRIA raio rolagem positivo1

Raio positivo de rolagem desestabilizando o veiculo em caso de evento singular

 

UMA HISTÓRIA raio de rolagem negativo

Raio negativo de rolagem estabilizando o veículo em caso de evento singular

Continuando, foi na época da Autolatina que tive o prazer de dirigir um  Golf GTI MK1 que estava preservado na VW. Com motor 1,6 de 110 cv, herança do Audi 80 GT e injeção mecânica de combustível Bosch K-Jetronic, acelerava de 0 a 100 km/h em 9 segundos e tinha a velocidade máxima de 180 km/h.

Fiz uma rápida avaliação entre a fábrica VW  e o Caminho do Mar, a estrada velha de Santos, e fiquei impressionado com o seu desempenho e estabilidade. Parecia um kart com a direção de respostas rápidas e precisas. O seu conforto de suspensões deixava um pouco a desejar, porém o seu comportamento fun to drive compensava toda a dureza do conjunto. A cereja do bolo era o pomo da alavanca de câmbio em formato e desenho de bola de golfe… Não existe nada mais ergométrico para esta aplicação que uma esfera.  Os engates das marchas eram leves e precisos. A embreagem, que me parecia super-dimensionada, mantinha boa modulação sem apresentar deslizamentos prematuros durante as trocas de marcha. A posição de dirigir, ajudada pelos bancos anatômicos e com bom apoio lateral,  complementava este excelente conjunto.

G1-VW-Golf-GTI-04-560x373 bestcars.uol.com.br  UMA HISTÓRIA G1 VW Golf GTI 04  bestcars

Durante o período Autolatina a Ford ficou sem um carro médio que realmente pudesse competir com o Golf de igual para igual.  O que chegou mais perto em termos de conjunto foi o Ford Escort com motor Zetec 1,8 16V em 1997. Com câmbio bem longo e o motor elástico ele andava muito. Fazia de 0 a 100 km/h em 9,8 segundos e tinha velocidade máxima de quase 200 km/h.  Me lembro que nem os Kadett GSi da GM eram páreo para o Escort.  Enquanto o Kadett estava no limite  em 5ª marcha, o Escort em quarta marcha levava bonito e ainda com reserva para as descidas, o “morro abaixo”.

O compromisso estabilidade e conforto não era realmente o forte do Escort.  Sua suspensão traseira com eixo de torção tinha buchas pequenas com pouca isolação que transmitiam toda as irregularidades da pista.  A suspensão dianteira muito firme também apresentava desconforto induzindo movimentos laterais aos ocupantes do veiculo (head toss). Mesmo assim, o Escort tinha boa estabilidade com comportamento um pouco subesterçante (understeer), mantendo a segurança em manobras transientes e também em velocidades estabilizadas.

Não era feio nem bonito com sua grade oval e a mistura de linhas retas e curvas pouco coerentes. O interior era confortável com bom espaço para os ocupantes mas nada que realmente fosse um diferenciador marcante.

mk7  UMA HISTÓRIA mk7

Em 1995 a Ford na Europa  pensava em um substituto para o Escort que ainda tinha um nome respeitável, porém  já cansado em sua configuração.

E foi em 1998 que a Ford deu uma virada radical no segmento dos carros médios, com o lançamento do Ford Focus na Europa.

Apresentado no Salão de Genebra em março de 1998 em duas versões hatch 3 e 5 portas,  surpreendeu pelas suas linhas arrojadas, o New Edge Design, com destaque as lanternas traseiras altas junto ao vidro. Seu interior era impecável com o painel dos instrumentos acompanhando as linhas modernas do veículo, com todos os controles à mão e uma iluminação noturna digna de elogios.

focus foto 2  UMA HISTÓRIA focus foto 2 focus foto1  UMA HISTÓRIA focus foto1 focus foto4  UMA HISTÓRIA focus foto4painel focus  UMA HISTÓRIA painel focus1

Com posição de dirigir perfeita, o Focus se destacava pelo seu compromisso de estabilidade e conforto de rodagem graças ao trabalho liderado por Richard Perry-Jones, vice-presidente mundial de desenvolvimento do produto da Ford em consultoria com Jackie Stewart, tricampeão de Formula 1.

Direção precisa e comportamento levemente understeer, tinha a suspensão traseira multibraço que fazia toda a diferença. A variação dos valores dos ângulos de trabalho com o curso de suspensão era mínimo, garantindo um controle incrível do automóvel com as quatro rodas trabalhando independentemente e com precisão. A pouca rolagem da carroceria  em torno de 3 graus por G  aumentava ainda mais a sensação de segurança do Focus e o prazer ao dirigi-lo. Tinha duas motorizações principais, o Zetec E 1,8, 115 cv e Zetec E 2,0, 130 cv, que lhe garantiam um bom desempenho.

 

UMA HISTÓRIA focus susp

Arte mostrando a suspensão traseira multibraço do Focus

O Ford Focus estreava no Brasil no segundo semestre de 2000 com duas diferenças em relação ao  modelo europeu:

– Adição de batente hidráulico nos amortecedores dianteiros para evitar a famosa “queda de roda” ao passar pelo que o Bob chama — e concordo — de dejetos viários, as lombadas.

– Aumento da altura do veículo em 10 mm para ajustá-lo ás condições de rodagem sul-americanas.

O Focus foi apresentado ao público no Uruguai, precisamente em  Punta Del Leste. em um evento marcante. O test drive teve a ajuda do meu querido amigo Roberto Manzini que, com a sua experiência, liderou o trabalho com maestria em termos de rota escolhida e apoio logístico.

Toda a equipe Ford estava orgulhosa do excelente produto que estava sendo apresentado em traje de gala. Eu particularmente fazia a ligação direta entre a Engenharia do Produto da Ford com a imprensa especializada, dando apoio às apresentações e todo o meio de campo necessário ao  sucesso do evento.

 

eu o maciel e o celinho  UMA HISTÓRIA eu o maciel e o celinho

Eu, o presidente da Ford Brasil Ltda, Antônio Maciel Neto, e o gerente de imprensa da Ford, Célio Galvão. que continua firme e forte lá; à mesa, o grande jornalista automobilístico santista Sérgio Aparecido e a jornalista Cecília Feitosa

Nossa preocupação maior era garantir  a qualidade do Focus sendo produzido na fábrica de General Pacheco, região metropolitana de Buenos Aires.  Com toda a linha de montagem remodelada em suas instalações, o time de manufatura deu conta do recado conseguindo manter a qualidade do Focus semelhante aos seus irmãos europeus.

Tinha tudo para dar certo e deu!

Em fim,  tínhamos um veículo que competia em pé de igualdade com o VW Golf.  Conjuntos diferentes mas com a mesma interação dos atributos que tem feito a grande diferença ao longo dos anos.

Hoje o VW Golf em sua sétima geração e o Ford Focus, em sua terceira, continuam a ser referências nos segmento dos carros médios mundiais. Na realidade podemos situá-los como ícones, com todo o respeito.

Termino esta matéria com duas fotos como homenagem  a estes brilhantes conjuntos que têm valorizado a indústria de automóveis mundialmente!

Aqui entre nós, quase perdi a vontade de colocar o oval Ford no VW Golf…

UMA HISTÓRIA golf 2015

VW Golf 2015

 

UMA HISTÓRIA focus 2015

Focus sedã 2015

 

CM

Crédito das fotos: arquivo pessoal do autor, bestcars.uol.com.br

 

 

Sobre o Autor

Carlos Meccia

Engenheiro mecânico formado pela FEI (Faculdade de Engenharia Industrial) em 1970, trabalhou 40 anos na Ford brasileira até se aposentar. Trabalhou no campo de provas em Tatuí, SP e por último na fábrica em São Bernardo do Campo. Dono de amplo conhecimento de automóveis, se dispôs a se juntar ao time de editores do AUTOentusiastas após sugestão do editor Roberto Nasser.

Publicações Relacionadas

  • thiago

    Estou no meu segundo Focus. tive um Mk1,5 Rocam e agora um Mk2 FC(2,5 Europa) 2.0. Carro fantastico, mas prioriza mais a condução esportiva que conforto. E sofre nas ruas do Brasil junto com seus ocupantes. Pensei no Mk3, mas estou de olho mesmo num Fusion Mk2.

  • Gustavo73

    Belos carros e belo texto. São realmente dois ícones. E diriria carros para quem gosta de dirigir. Só falta a Ford trazer os EcoBoost e o ST. A “briga” iria ficar mais bonita.

  • Davi Reis

    Concordo que não existe dupla mais respeitada e notória que Focus e Golf atualmente. O Focus já virou um clássico instantâneo logo no seu lançamento, lembro que desde novo leio sobre as qualidades dinâmicas dele, e o Golf dispensa comentários. Muita gente se concentra em atacar o Golf pra valorizar o Focus, mas garanto que se o Golf fosse ruim como algumas pessoas tanto preconizam, a Ford não se daria o trabalho de fazer um concorrente tão espelhado no carro alemão. São duas máquinas maravilhosas, de custo relativamente baixo para as qualidades mecânicas e dinâmicas que entregam.

  • Juvenal Jorge

    Meccia,
    tudo muito legal nessa estória toda.
    Fica a eterna preferência pessoal. Eu não teria nenhuma dúvida, carro ótimo E com ESTILO ótimo: Focus.

  • Christian Sant Ana Santos

    Poderia, por favor, fazer um comparativo dos pesos não suspensos, rodas e pneus semelhantes, de Golf e Focus com algum médio convencional, eixo de torção?

  • Claudio

    O Focus é um grande carro, meu primeiro foi um Zetec 1.8 2001. Um clássico do futuro, talvez. Gostaria de aproveitar o post para perguntar ao Meccia sobre algumas características do Escort. Eu tenho um Zetec 1.8 96/97, com 60 mil km, único dono. É incrível o desgaste prematuro e constante das buchas das bandejas da suspensão dianteira. E também incrível a facilidade com o que o carro perde a marcha lenta. Todos os mecânicos dizem que é comum na linha. Falhas no projeto?

    • Antônio do Sul

      Cláudio, eu acompanhei a troca das bandejas do Escort Zetec do meu pai. Na época (finalzinho de 2003), o carro estava com 62 mil Km, e o problema era o seguinte: o que realmente se desgastava eram as buchas, mas, como não era possível retirá-las das bandejas, era preciso trocar o conjunto inteiro.
      Parabéns pelo seu Escort, que é da primeira “fornada” que saiu. O do meu pai era 97/97.

  • murilo assis

    Tive um Escort RS 1998 vermelho 2 portas excelente carro, dá saudade.

  • Diogo

    Tive o privilégio de possuir dois legítimos representantes dos veículos mencionados no texto: Um Escort SW 2001, GLX, comprado usado da frota da Ford, e posteriormente um Focus 2007 GLX Duratec. A lembrança que tenho da perua são os bancos macios de veludo clarinho, os painéis de porta também com tecido, o volante e os retrovisores pequenos, mas convexos, o que permitia ótima visão.

    A alavanca de câmbio do Escort parecia maior e mais deslocada para a frente que a do Fiesta Rocam 99 que tive anteriormente, e os engates não eram tão precisos. Além disso a embreagem era notadamente mais pesada. Entretanto o desempenho era excepcional, embora na minha opinião faltasse um pouco de capacidade de frenagem.
    Quanto ao Focus, tenho pouco a comentar pois quase todas suas qualidades foram descritas no texto. Eu acrescentaria a ótima visibilidade (meu carro não tinha filme nos vidros) e a direção extremamente precisa.

  • Fórmula Finesse

    Bela matéria; de todo modo, nunca encontrei todas as qualidades em prosa e verso no Focus — para mim, o Golf sempre foi um produto que oferecia mais prazer ao dirigir (não melhor carro em si, mas nesse quesito —importante — em particular).

  • pkorn

    Parabéns pelo texto. Admiro o Golf, dirigi um “alemão” 1995 Gl 1.8 por alguns dias e adorei. Depois disso nossos caminhos não se encontraram e nunca tive um por várias razões… Tive sim dois Ford Focus, um MK1 e um MK 2.5, ambos Duratec 2.0, que não trocaria pelos Golf vendidos aqui na época. Hoje o Golf está de novo melhor que o Focus, motor turbo com torque em baixa rotação, opção de câmbio manual e acabamento melhor. Este Focus novo ficou bonito mas falta opção de câmbio manual para o 2.0 e o acabamento interno perde para o Golf.

    Hoje eu iria de Golf

    • Antônio do Sul

      Faz falta a opção de câmbio manual (de 6 marchas, preferencialmente) tanto ao Focus 2.0 quanto ao Golf GTi. Meu pai, que tem quase 70 anos de idade e detesta câmbio automático (“por causa da idade, preciso exercitar o cérebro pra não ter Alzheimer…”, desculpa que ele dá para minha mãe, que sonha com um automático), resiste em trocar o seu MK2 por um MK3 em razão da falta do câmbio manual casado com o motor 2.0.

  • Carlos Barbosa

    Eta dor de cotovelo!

  • Cláudio P

    Carlos Meccia, obrigado por compartilhar mais uma parte de sua biografia conosco. Eu me senti especialmente à vontade ao ler pela menção a três carros que admiro, o Passat (especialmente a primeira geração, pela qual que sou apaixonado), o Golf e o Focus. Confesso que nunca havia entendido exatamente o que é o raio de rolagem negativo, atributo sempre lembrado no Passat. Hoje, porém, finalmente o compreendi e lhe sou grato por isso também. Quanto ao Focus, tive um 2005 e tenho um 2012. Falando do primeiro, é um carro que nunca vou esquecer. Espetacular em movimento e com um design marcante dos mais belos e criativos que já vi. Inclusive o interior, arrisco dizer, uns dos mais bonitos de todos os tempos. O carro era tão bom que até hoje só consigo lembrar de um único “defeito”; o porta-malas era um pouco pequeno para o porte do carro. Tenho até uma história curiosa sobre isso. Um amigo tinha um Escort Ghia da mesma safra do carro da foto que você postou. Por ter um familiar cadeirante ele costumeiramente levava a cadeira de rodas no Escort que, desarmada, cabia com folga deitada no assoalho do porta-malas. Quando ele trocou o Escort por um Focus me lembro de sua felicidade, mas na primeira vez que foi colocar a mesma cadeira de rodas no porta-malas…, surpresa, ela não cabia. Não foi um grande problema, claro, ele se adaptou a levá-la de outra forma, mas não deixa de ser uma curiosidade. Falando do meu segundo e atual Focus 2012, ótimo carro também. Na verdade ele não tem a “bossa” do primeiro e em alguns materiais de acabamento ele é até inferior, mas é perceptível a evolução na construção de carroceria (o porta-malas melhorou!) e até na suspensão com os novos batentes. Não será um carro inesquecível pelo visual, mas honrou o nome Focus ao manter e aprimorar suas melhores qualidades dinâmicas. E quando chegar a hora de trocá-lo a terceira geração é meu desejo, mas tem um carro que me deixa na dúvida; o Golf 7. Esse também aparece em meus sonhos. Um dilema a resolver…

  • Omar S. Paula Neto

    Parabéns pela reportagem! Parabéns pela sua história!

  • Eduardo Copelo

    Meccia, como dono de um Focus Sedan MK”1,5″ só posso te dizer: Obrigado! Obrigado à Ford por trazer esse que para mim é um dos melhores carros da atualidade!! Bom de curva, bom de reta, confortável, espaçoso, carrega todas as tralhas da minha família com maestria e mesmo com o seu raquítico 1.6 Rocam, consegue todo dia me tirar uma porção de sorrisos do rosto!!

  • Lorenzo Frigerio

    O Focus teve um verdadeiro “salto quântico” na qualidade do design em relação ao modelo anterior. O mesmo vale para o Fusion, Fiesta e Ka. Só não gosto muito do interior dos carros da Ford. Não dá para comparar com o Golf e outros VW nesse quesito.
    Meccia, sugiro que você escreva um artigo sobre o tópico NVH; por todo esse tempo na Ford, você deve ser o mais preparado no Ae para isso. É o tipo do assunto pouco abordado nos artigos para leigos… tem uma aura até de “bruxaria”.

    • Lorenzo Frigerio,
      O assunto NVH é extremamente subjetivo e me parece uma boa matéria para explorar. Vou pensar.

  • francisco greche junior

    Gostei da história particularmente, pois tenho Escort Zetec. Ele hoje esta levemente apimentado no motor, inclusive melhorado freios dianteiro (pinça e disco de Ecosport) e amortecedores com 30% mais carga. Andando em ruas lisas fica tudo bem, mas em desníveis percebe-se muito mais este efeito de movimentar o ocupante lateralmente. Gosto muito desse carro, mesmo hoje fala alto de motor.

  • Ozirlei

    Fiz a montagem, não achei que ficou bom.

    http://i60.tinypic.com/16m3q6o.jpg
    ( http://tinypic.com/r/16m3q6o/8 )

  • Fernando

    Muito legal este capítulo!

    Eu imaginei que teria alguma menção ou relação com os Escort que usaram motor AP terem usado justamente o câmbio do Golf (que na época não tínhamos) para possibilitar o uso do motor transversal (linha 1989).

    O Escort dessa geração que na Europa era a sétima e o Focus são exemplares no conforto e estabilidade, foram enormes acertos de mão da Ford.

  • Amorim

    Sem dúvida, dois exemplos de engenharia bem pensada e executada. Eu particularmente, tenho predileção pelos Focus Mk I e pelos Golf Mk V ! dirigi-los é uma delícia!

    RLA

  • Antônio do Sul

    O Escort Zetec era mesmo um carro especial. Meu pai comprou um, zero-km, em 1997. Nas primeiras voltas, eu ainda não tinha CNH. Levinho, potente para a época e com aquele câmbio longo, como andava: os amigos ficavam impressionados quando eu o levava a quase 70 Km/h em primeira, a mais de 100 km/h em segunda e precisamente a 150 km/h (sem descontar o erro do velocímetro) em terceira. E o danando ainda era econômico.
    Em janeiro de 2000, quando ainda não era vendido aqui, babei ao ver ao vivo, em Florianópolis, um Focus sedã Ghia, verde Marselha, de placas argentinas. Coincidentemente, meu pai, três anos depois, comprou um quase igual, 2.0, ano 2001, só que GLX, apelidado carinhosamente de Abacatão por um camarada nosso. Em relação ao Escort, não se destacava em desempenho nem em consumo, mas em conforto e acabamento, quanta diferença…Em viagens mais longas, o cansaço diminuiu bastante. Depois de quase 90.000 km rodados e somente manutenção de rotina, exceto a troca do sensor da borboleta de injeção, foi trocado por um new Civic seminovo.
    Hoje, meu pai é um feliz proprietário de um Focus Sedan GLX 2011/2012, com câmbio manual, prata, comprado com um ano de uso e 13.000 km rodados, e atualmente com 40.300 km.

  • Robinson Garcia

    Sr. Carlos,
    Tive um Focus 2013 hatch 2.0 e realmente concordo que o carro era muito caprichado, por dentro e por fora também. Troquei esse carro por um sedã SE 2014 2.0 PowerShift. Mecanicamente o modelo atual é superior. Entretanto, o acabamento/capricho são bem inferiores. O novo Focus tem frestas na lataria um tanto exageradas e acabamentos internos com erros dimensionais que beiram o ridículo. Tive o cuidado de ir na Ford verificar se era um caso isolado do meu e encontrei todos os defeitos em outras unidades. Os principais defeitos estão nas lanternas traseiras e nos acabamentos das colunas dianteiras. O puxador da porta e a alavanca de regulagem de altura do banco do motorista são brincadeiras de mau gosto.
    Saudações,

  • Marco Antonio

    Meccia,
    Parabéns pela matéria,uma AULA, e concordo com você Golf e Focus, são duas obras primas da indústria automobilística; mas puxando brasa para minha sardinha, o Golf vence esta disputa apertada…. He He He

    Abraço,

    Marco Antonio…

    • Marco Antonio,
      Qualquer um que você escolher estará bem servido
      Abraço

  • Josias

    Carlos, e a questão do acabamento interno dos Escort Zetec que sempre descolavam, você sabe algo sobre isso? Aconteceu só no Brasil? Abraços, parabéns por mais um ótimo texto!!

  • Fabio Vicente

    Meccia, eu sou um feliz proprietário de um Escort GLX Zetec.
    Vou te contar: não troco este carro por nada!! Ele tem o exato comportamento que eu gosto em um carro. Mesmo a criticada aspereza da suspensão, que pode causar desconforto em pisos irregulares me é apreciada. Já fiz uma curva com este carro a 160 km/h (velocímetro) e o carro sempre passou-me segurança.
    O que eu lamento é que o departamento de marketing da Ford parece fazer questão de “queimar” seus produtos. Assim foi com o Escort Mk3, que se investiu muito menos em divulgação do que o carro merecia, e também com o Focus Mk1 e Mk2 – este último com o lançamento atrasado da versão flex depois de 1 ano de mercado.

  • braulio

    Legal, mas terei que dizer: Trazer o Golf de primeira geração para o Brasil não deveria nem ter passado pelas cabeças da Autolatina. De cada dois carros vendidos no Brasil, um era VW e 20% do outro era Ford. Trazer um modelo novo nesse cenário para que? Canibalizar outro da própria marca?
    O confronto entre Escort Zetec e Kadett GSI mostrava outra coisa curiosa: O carro da Ford ganhava no que não precisava, afinal, não era a versão esportiva, e mesmo assim acelerava igual e atingia velocidades maiores, e perdia no importante aspecto do conforto. Teria sido para compensar os primeiros Escort, que tinham suspensão independente, molenga e problemática nos quatro cantos? (Embora não desse para ter nem ao menos uma estimativa do que as rodas estavam fazendo, esse escort era muito interessante do ponto de vista do conforto!).
    Mas digamos que o comprador tenha visto que a ergonomia era ótima, por que realmente era uma das melhores entre os carros do mercosul, e certamente a melhor da categoria. O carro também era bastante frugal com a gasolina, e isso conta muito. Somando tudo, podia-se conviver com a suspensão, que era dura, mas a de Golf e Parati da época também não eram molengas.
    O problema desse comprador é que até o Módulo Lunokov, que fora fabricado num país que não existia mais e estava a 384400 km da oficina mais próxima tinha peças de reposição mais fáceis de achar que os Ford dessa época! Para que lançar um carro que não tinha peças de reposição e sem treinar a equipe que daria manutenção nele?
    Já no confronto entre Focus e Golf (Golf IV, que era o que tinha por aqui…) sempre me pareceu que o Golf agradava mais aos jornalistas, mas o Focus agradava mais aos proprietários. Pode ser impressão, já que nunca tive nenhum dos dois.

  • Christian Sant Ana Santos

    Com todo respeito aos apreciadores, uma marca que não consigo gostar, falava com um primo meu que quando chegasse aos 60 talvez pensasse em um Ford, mas acho que nem aos 70…

  • Porcodio

    O Golf de primeira geração deve lembrar muito o que a Ford veio a criar e batizou muito tempo de pois de Ka XR, carrinho bom de dirigir.

    Eu sou proprietário de um Mondeo GLX hatchback ano 95 com câmbio manual, e lhes digo, é difícil encontrar um carro que concilie performance e conforto tão bem.
    O meu está com amortecedores com mais carga, buchas em PU, motor e sistema de escapamento (bastante) modificados, freios superdimensionados, entre outras coisitas más então hoje em dia o meu carro já não é mais tão confortável quanto já foi um dia, mas posso lhes garantir que quando o assunto é performance o bicho deixa muito carro grande de mãos abanando. Não é só pelo excelente motor Zetec 2.0 Silvertop que tem seus declarados 136 cv, que na verdade chega perto dos 150 cv nas versões fabricadas entre 1993 e 1995, mas também pela suspensão independente muito bem acertada e com a altura correta, torna o conjunto da obra bastante interessante.

    O motor Zetec é muito valente, o meu durou mais de 400.000 km até eu resolver retificá-lo e dar uma boa apimentada nele.

    Deixo como pedido ao caro Carlos Meccia, que escreva um pouco sobre esse excelente carro da Ford que foi trazido brevemente nos anos de 94 e 95 ao Brasil.

    Um abraço a todos.

    • Porcodio,
      Vamos pensar em sua sugestão
      Obrigado

      • Felipe

        CM, também é interessante comentar na matéria sobre o Mondeo V-6, que foi oferecido pela Ford entre 1998 e 2001. Tive um e o carro era espetacular, beleza, luxo e potência em um carro só. Engraçado que a maioria dos V-6 que rodam pelo Brasil eram oriundos da frota da Ford, com placa iniciando pelas letras JOL, de Camaçari/BA

  • RoadV8Runner

    Como feliz proprietário de um Focus de primeira geração, equipado com o motor Zetec-E 1,8-litro, só tenho que concordar com tudo que foi escrito no texto. O conjunto do Focus é perfeito, apresenta comportamento dinâmico irrepreensível e um excelente compromisso entre conforto e estabilidade. O acabamento é dos melhores, onde destaco a suavidade do revestimento em tecido dos bancos, além da cor cinza claro, longe do tradicional “pretinho básico”.
    Confesso que também não gosto de projetos que são feitos puramente através de computadores. Aliás, essa mecanização exagerada que se vê em praticamente todas as áreas me incomoda, pois deixa-se de lado boa parte do feeling das pessoas que compõem a equipe, tornando as coisas muito impessoais e pasteurizadas.

    • RoadV8Runner,
      Obrigado pelos seus comentários que sempre agregam valor as matérias.

  • Lucas

    kkkkkk legal, faz lembrar, como o texto fez, os tempos de Autolatina e as duplinhas Verona/Apolo e Santana/Versailes

    Agora faça tbm o contrário 😉
    T+

    • Ozirlei

      Ok… não usei o da foto de abertura, mas aquele que nós brasileiros deveríamos ter… (Não ficou lá muito boa, se eu tivesse pego a geração anterior ia ser mais mais fácil, mas achei que a estética em geral do Focus anterior, o ‘nacional’ nunca combinariam com VW – o que aconteceu com o Apolo, esse vendido na Europa até passa por VW tranquilo)
      Lá vai, VW Focus R.
      ( http://pt-br.tinypic.com/r/8x0qv7/8 )
      http://i59.tinypic.com/8x0qv7.jpg

  • Sandoval Quaresma

    Sr Meccia,
    Lembro que em 2001 a revista 4 rodas teve um Focus 1.8 Zetec em sua frota de teste de longa duração, que não me lembro exatamente se foi reprovado, ou aprovado com ressalvas, por problemas de desgaste prematuro do motor. No artigo, lembro na época, dizia que a Ford realizada classificação dimensional das peças, para montar conjuntos “casados” visando diminuir folgas. Porém ficou claro que houve falha na unidade testada. E agora, recentemente, novamente ocorre com o EcoSport de nova geração. respeitando os profissionais e a engenharia valorosa de seus produtos, mas não haveria algo falho na produção de motores Ford?

  • Christian Govastki

    Sou suspeitíssimo para falar do assunto, tive um Escort Zetec SW GLX, um Focus Hatch Zetec 1,8 GLX, um Focus Sedã RoCam 1,6 GLX e agora tenho um Focus Hatch Duratec 2,0 Ghia.

    O meu sonho é ter um Focus Hatch Duratec Ghia Mk1,5 com interior do Mk1…

    • KzR

      É grande a diferença no interior entre o Focus Mk1 e o Mk1,5? Pelo que ouvi e li, a Ford foi capando o Focus aos poucos, chegando ao ponto dos últimos modelos serem piores que os fabricados até +/- 2005.

  • CorsarioViajante

    Duas histórias apaixonantes, dois carros com personalidade forte, duas excelentes escolhas, com qualquer um dos dois se estará muito bem servido.

  • CorsarioViajante

    Demorei até entender a brincadeira! Daí levei um susto! rs

  • Leonardo Mendes

    Só fui gostar do Focus a partir da segunda geração… não me apetece em nada o estilo da primeira, embora seja uma das melhores “salas de estar” que já entrei em termos de carros.

    Sérgio Aparecido eu conheço, é amigo de meu pai… grande figura, o entrevistei na época da faculdade e conheci, também, seu filho Christian.

  • Fabio

    Não daria certo colocar esse símbolo oval no Golf, com certeza.

  • Lucas Lopes de Oliveira

    Carlos, perfeito, como todos os seus textos.

    Gostaria muito que você escrevesse mais sobre o projeto Focus, tanto em níveis mundiais quanto em nível Brasil. Se sou entusiasta da marca Ford é em grande parte devido ao Escort Zetec, Mondeo e Focus, já estou no meu segundo, indo provavelmente para o terceiro, de nova geração. O carro é realmente espetacular.

  • Rogério Ferreira

    Escort Zetec marcou época, verdadeiro lobo em pele de cordeiro… E outra característica que não foi mencionada… muito econômico na estrada. Caiu na vala comum do preconceito brasileiro aos motores de duplo comando e 16v. Até hoje existem aqueles que evitam tal configuração.

  • Antônio do Sul

    Meccia, por que a Volks, ainda na década de 70, teria trazido ao Brasil este Golf GTi MkI? Será que eles chegaram a pensar em fabricá-lo por aqui ou, a exemplo do que a Ford brasileira fez com o Sierra, só o trouxeram como referência para o desenvolvimento de novos produtos?

  • Antonio do Sul,
    Eu não tenho certeza. Creio que tenha sido somente como referência.

    • Antônio do Sul

      Obrigado, Meccia. A referência diz respeito à soluções mecânicas ou somente à parte estética, para se manter uma identidade visual da marca? No caso do Sierra, eu me lembro de alguma semelhança de acabamento e o compartilhamento de calotas com o Del Rey Ghia. O substituto deste último, pelo seu post, já seria mecanicamente muito diferente do Sierra, com motor transversal e tração dianteira, e esteticamente se assemelhava muito aos primeiros Taurus (que tinham um desenho muito bem resolvido). A Volks, pelo pouco que sei, baseado em uma foto que vi na Internet, chegou a desenvolver um protótipo de um Gol mais curto, com traseira que lembrava a do Golf. A GM também teria feito as reestilizações do Chevette, a partir de 83, deixando-o visualmente parecido com a primeira geração do Corsa, que não tivemos por aqui.

  • Gus Loeffler

    Sou louco pelo Focus de 1ª geração. Para mim é o melhor conjunto já produzido nos últimos 20 anos. Sou suspeito pra falar porque tenho 2, mas vários amigos e até meu irmão se renderam às qualidades do Focus, e todos que compraram estão extremamente felizes. É um pena que a Ford no Brasil não soube explorar todas as qualidades de construção, confiabilidade e comportamento dinâmico do Focus Mk1, teria vendido muito mais.

  • NExT

    Que o diga o pessoal que anda de H-D (vibração harmônica) ou em motocicletas monocilíndricas com certa simplicidade mecânica (geralmente ruído). O que é agradável para uns, é desagradável para outros, seja ao ouvido, ou aos dentes…

    A aspereza, estas incomodas variações sem ritmo, de diversas fontes, ou de uma mesma com resposta dinâmica variável em grande amplitude (nível) e frequência. Tem gente que gosta. Assim como tem gente que tanto gosta de música, como gosta de “ruído” (e alguns só de ruído). E existe certa empolgação em andar em uma “cadeira elétrica”, sentir “na pele” (na pele e nas entranhas – algumas fazem “espumar” até as ideias), mas no dia-a-dia é impraticável. É o tipo de coisa para “de vez em quando”, para usufruir daquela sensação de quebrar paradigmas. Assim como existe empolgação em escutar ruído.

    E cada público tem uma preferência aos “ossos” e aos ouvidos. Principalmente aos ouvidos, onde a moda agora são os automóveis a dar estampidos “por nada”, uma [pós] injeção extra só pelo prazer – eu hein, ficou parecendo papo de “drogado”…

    Acho que o que mais incomoda as pessoas é a enorme variação de amplitude em diversas frequências, e não a variação de frequência em si.

    [Bateu uma saudade de escutar o “ruído” da época de quando eu tive alguns transceptores… ah que banzo – “não sei como suporta ficar escutando este barulho. E para mim, nada de utilizar o “squelch”, nada de silenciar aquele universo de possibilidades, seria como calar a voz daquele infinito.]

    Olha, e com a entrada dos tricilíndricos, seria assunto “do momento”.

  • Antônio do Sul

    Lembro-me da reportagem do desmanche do Focus. Muito antes, já havia reclamações quanto ao desempenho, aquém do esperado. O problema foi em relação à classificação dos anéis de pistão, que não casavam com as folgas nos cilindros ou camisas (não me lembro se o motor Zetec era encamisado ou não). Aí, a compressão ficava abaixo dos padrões estabelecidos pela fábrica.
    Quanto ao EcoSport, a suspeita do Fábio Fukuda recaiu sobre o sistema de injeção, que teria deixado a mistura muito rica e contaminado o óleo.

  • Leo-RJ

    Caro Meccia, novamente uma bela matéria.

    Nem preciso dizer por aqui o quanto sou fã do Ford Focus, especialmente o de 1ª Geração. O meu, GL 1.6 ano 2008, já é o meu segundo, e, posso afirmar, o que mais me deu prazer em termos de direção. Sinto-o sempre em mãos, sob controle.

    Pretendo colocar as molas traseiras e barra do modelo 2.0, como comentei em outro post com o Bob.

    Obrigado por falar do Focus.

    Leo-RJ

  • Leister Carneiro

    Prezado

    Acho que se o projeto do Gol “bola” da Ford fosse à frente também teria deixado saudades, lá também

    O Focus primeira geração usei e achei mais prazeroso de dirigir que o novo, uma opinião

    Abraço

  • Antônio do Sul

    A partir de 2003, o Focus, ainda Mk1, ganhou o interior preto. Aliás, Focus Mk1 com interior escuro só saiu neste ano-modelo, pois o Mk1,5 veio no ano-modelo 2004, acho que ainda com o motor Zetec. A partir de 2005, já veio com o Duratec.

  • Bruno

    Grande Carlão! Ótimo texto, realmente! Iria adora ler de você sobre o Escort Zetec, o modelo pelo qual o Bob tem grande apreço inclusive. Eu tenho um e gosto bastante do carro, mas estou penando com a injeção desde que o comprei… A aceleração demora a “entrar”, o que ja me custou inúmeras morridas em ladeiras, inclusive de forma perigosa! Poderia me ajudar com seu precioso e profundo conhecimento!?

  • Patureba

    CM, uma das coisas que acho uma tolice é a guerra entre Focus x Golf nesses fóruns de internet. Um carro ser excelente não desmerece o outro. Eu mesmo sou um fã incondicional dos dois, desde as primeiras gerações de ambos no Brasil. Cresci sonhando com um deles, tanto que meu primeiro carro foi um mini-Golf, ou seja, um Gol G5 1,6 (está bom, forcei um pouco) que era o que o $$ dava e mais se assemelhava em comportamento e mecânica com o irmão maior. Hoje, sou um feliz proprietário de um Focus 2015. Para mim, são duas máquinas excepcionais. Um dia chego ao GTI.