Renault Sandero Autentique 11  SANDERO AUTHENTIQUE 2015, DE VOLTA AO BÁSICO Renault Sandero Autentique 11

O Renault Sandero de segunda geração chegou em julho e Ae esteve no lançamento, com matéria publicada em seguida.  Na ocasião só dirigi o topo de linha Dynamique, que tem motor 1,6-litro, e agora é a vez do 1-litro básico Authentique e numa condição melhor, que é no uso. A versão custa R$ 31.280 e há uma versão com ar-condicionado, R$ 34.010 — R$ 2.730 mais — opção que traz junto assistência hidráulica de direção e desembaçador do vidro traseiro. Essa foi a versão testada.

 

Renault Sandero Autentique 03  SANDERO AUTHENTIQUE 2015, DE VOLTA AO BÁSICO Renault Sandero Autentique 03

Interior é bem simples, mas não choca, toque do volante é agradável

Como o título diz, é a volta o básico depois de tantos testes de carros de várias marcas e sempre versões superiores com boa dotação de equipamentos e posso dizer que valeu a experiência. A única falta que realmente se sente no dia-a-dia é de travas elétricas, especialmente num carro de quatro portas.

O resto, dá para conviver sem problema, até o acionamento manual dos vidros pela prosaica manivela, mas que funciona bem, apesar de requerer 5,5 voltas para o curso total. Pelo menos o acionamento gira no sentido certo, anti-horário para baixar — é estranho reduzir velocidade, como ao chegar a uma praça de pedágio,  e girar a manivela para frente.

Claro, sente-se falta de alguns itens, por exemplo, o acionamento uma-varrida do limpador e o pisca-3, mas se acostuma logo. O mais importante é saber que se trata de um carro de baixo preço mas muito agradável de usar, particularmente o desempenho.

Como o este Sandero pesa só 1.013 kg (sem ar-condicionado, pense-se em 15 a 20 kg mais) e o motor agora é o mesmo do novo Clio, monocomando de 16 válvulas, 77/80 cv (gasolina/álcool) e 10,2/10,5 m·kgf, a desenvoltura na cidade e na estrada satisfaz plenamente, até para quem tem reservas com relação a carros de motor 1-litro. Anda mesmo muito bem. O 0-a-100 km/h em 14,2/14 s diz isso. Na estrada, chega a velocidade máxima de 160/161 km/h com relativa facilidade.

O câmbio é curto, 120 km/h a 4.250 rpm em quinta, deveria — e poderia — ser menos, algo na região de 3.800~3.900 rpm, pois tem motor para isso. À velocidade máxima está praticamente na rotação de pico de potência, 50 rpm abaixo, nada. Para mim seria forte candidato a ter um bom câmbio “4+E”. Falando nisso, o comando de câmbio é por varão, estranha-se um pouco o toque, mas os engates — seleção e curso — são perfeitos.

 

Renault Sandero Autentique 06  SANDERO AUTHENTIQUE 2015, DE VOLTA AO BÁSICO Renault Sandero Autentique 06

Boa legibilidade dos instrumentos; há aviso de portas mal-fechadas

Seu porte pequeno, 4.060 mm de comprimento com bom entreeixos de 2.590 mm, lhe dá a apreciada agilidade no trânsito urbano e proporciona bom espaço interno. com um excelente porta-malas de 320 litros. Os passageiros do banco traseiro dispõem de bom espaço para pernas e a carroceria é larga, acomoda bem três pessoas atrás, o “sentado atrás de mim mostra isso bem.

 

DSC00505 A  SANDERO AUTHENTIQUE 2015, DE VOLTA AO BÁSICO DSC00505 A

“Sentado atrás de mim”, foto feita no lançamento em Florianópolis

Comportamento em curva perfeito, ajudado pelos pneus 185/65R15H que, mesmo “verdes” (Continental ContiPowerContact EcoPlus), proporcionam a aderência que espera, tanto longitudinal quanto lateral. Os discos dianteiros não são ventilados, o que a Renault poderia repensar. É sempre bom contar com arrefecimento dos discos.

A direção é hidráulica e funciona bem em todas as velocidades. A relação de direção não foi informada, mas pelas 3,4 voltas entre batentes e pelo diâmetro mínimo de curva deve estar na região de 17:1. A calibração da suspensão (McPherson/torção) é acertada, como vem correndo com os carros fabricados no Brasil e Argentina. Nem dura nem macia demais e proporcionando precisão de resposta.

Como não tem computador de bordo não foi possível saber consumo (o tanque de 50 litros ainda não chegou a ¼…), mas os dados oficiais (veja na ficha técnica) o atestam como econômico, inclusive com etiqueta A.

 

Renault Sandero Autentique 16  SANDERO AUTHENTIQUE 2015, DE VOLTA AO BÁSICO Renault Sandero Autentique 16

Mola a gás para sustentação do capô aberto

Há percepção de qualidade, como usar mola a gás em vez de vareta de sustentação do capô aberto e pintura igual nas partes visíveis e invisíveis. Há manta fonoabsorvente no capô. Para fazer o punta-tacco basta pensar nele… é perfeito!  E o estepe armazenado no porta-malas é 100% operacional.

Como transporte básico, esse Sandero atende mesmo às necessidades e expectativas.

BS

Fotos: Paulo Keller

 

FICHA TÉCNICA NOVO RENAULT SANDERO
 Authentique e ExpressionExpression e Dynamique
 1,0 16V Flex1,6 8V Flex
MOTOR
Tipo4 tempos, 4 cilindros transversais em linha, comando de válvulas no cabeçote, correia dentada, atuação indireta, bloco de ferro fundido, cabeçote de alumínio
N° de válvulas168
Cilindrada999 cm³1.598 cm³
Diâmetro x curso69 x 66,8 mm79,5 x 80,5 mm
Taxa de compressão12:1
Potência77 cv (G) e 80 cv (A) a 5.750 rpm98 cv (G) e 106 cv (A) a 5.250 rpm
Torque10,2 m·kgf (G) e 10,5 m·kgf (A) a 4.250 rpm14,5 m·kgf (G) e 15,5 m·kgf (A) a 2.850 rpm
Formação de misturaInjeção eletrônica seqüencial
CombustívelGasolina E25 e/ou álcool
TRANSMISSÃO
CâmbioTranseixo dianteiro de 5 marchas
Relações das marchas1ª 4,09:1. 2ª 2,24:1; 3ª 1,39:1; 4ª 1,03:1; 5ª 0,82:1; ré 3,55:11ª 3,73:1. 2ª 2,05:1; 3ª 1,32:1; 4ª 0,97:1; 5ª 0,76:1; ré 3,55:1
Relação do diferencial4,93:14,36:1
SUSPENSÃO
DianteiraIndependente, McPherson, braço triangular inferior, mola helicoidal e amortecedor hidráulico (barra estabilizadora no Dynamique)
TraseiraEixo de torção, mola helicoidal, amortecedor hidráulico com efeito de barra estabilizadora
DIREÇÃO
TipoPinhão e cremalheira, assistência hidráulica
Voltas entre batentes3,4 voltas
Diâmetro de giro10,6 metros
FREIOS 
DianteirosA disco de Ø 259 mmA disco ventilado de Ø 258 mm
TraseirosA tambor de Ø 203 mm
Circuito hidráulicoDuplo em “X”
RODAS E PNEUS
RodasAço, 5J x 15, alumínio opcionalAço 5J x 15 (Expression), alumínio 5J x15 (Dynamique)
Pneus185/65R15
DIMENSÕES
Comprimento4.060 mm
Largura1.733 mm
Altura1.536 mm
Distância entre eixos2.590 mm
AERODINÂMICA
Cx0,35
Área frontal (calculada)2,13 m²
Área frontal corrigida0,745 m²
PESO E CAPACIDADES
Peso em ord. de marcha1.013 kg1.055 kg
Porta-malas320 a 1.196 litros
Tanque de combustível50 litros
DESEMPENHO
Aceleração 0-100 km/h14,1 s (G) e 14 s (A)11,2 s (G) e 11 s (A)
Velocidade máxima160 km/h (G) e 161 km/h (A)177 km/h (G) e 179 km/h (A)
CONSUMO
Cidade11,9 km/l (8,4 l/100 km) (G) e 8,1 km/l (12,3 l/100 km) ) (A)Não informado
Estrada13,4 km/l (7,5 l/100 km) (G) e 9,2 km/l (10,9 l/100 km) (A)Não informado
CÁLCULOS DE CÂMBIO
v/1000 em 5ª28,2 km/h34,3 km/h
Rotação a 120 km/h em 5ª4.250 rpm3.500 rpm
Rotação à veloc. máx. 5ª5.700 rpm5.200 rpm
   
MANUTENÇÃO
Revisões/troca de óleoA cada 10.000 km ou 1 ano
GARANTIA3 anos ou 100.000 km

 

Abertura interna mecânica da porta de carga
Abertura interna mecânica da portinhola do tanque
Acionamento manual por manivela de todos os vidros
Ajuste de altura do volante
Alarme acionado por controle remoto
Alarme sonoro de luzes ligadas
Apoios de cabeça dianteiros fixos
Apoios de cabeça traseiros (2) reguláveis em altura
Ar-condicionado frio-quente
Aviso de portas mal-fechadas
Banco traseiro com encosto rebatível
Cintos de segurança traseiros de 3 pontos retráteis
Cintos dianteiros com ajuste de altura de ancoragem
Conta-giros
Desembaçador do vidro traseiro
Espelho no pára-sol do passageiro
Imobilizador de motor por transponder
Indicador baixo nível do reservatório de gasolina do sistema de partida a frio
Indicador de troca de marcha para subir e reduzir
Limpador/lavador do vidro traseiro
Luz interna na parte dianteira do teto
Pára-choques na cor da carroceria
Porta-copos/objetos no console central dianteiro
Porta-objetos nas portas dianteiras
Porta-objetos no painel
Pré-disposição completa para rádio (antena e fiação até o local dos alto-falantes)
Relógio digital
Revestimento completo do porta-malas
Temporizador do limpador de pára-brisa
Terceira luz de freio
Tomada de 12 V
Trava para crianças nas portas traseiras
Travas de porta mecânicas
Vidros esverdeados

 

Mais fotos:

 Renault Sandero Autentique 17  SANDERO AUTHENTIQUE 2015, DE VOLTA AO BÁSICO Renault Sandero Autentique 17

Renault Sandero Autentique 01  SANDERO AUTHENTIQUE 2015, DE VOLTA AO BÁSICO Renault Sandero Autentique 01

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Renault Sandero Autentique 04  SANDERO AUTHENTIQUE 2015, DE VOLTA AO BÁSICO Renault Sandero Autentique 04

Renault Sandero Autentique 08  SANDERO AUTHENTIQUE 2015, DE VOLTA AO BÁSICO Renault Sandero Autentique 08

Renault Sandero Autentique 09  SANDERO AUTHENTIQUE 2015, DE VOLTA AO BÁSICO Renault Sandero Autentique 09

Atrás da alavanca do freio de estacionamento, uma janela para acesso os cabos e sua regulagem

Renault Sandero Autentique 10  SANDERO AUTHENTIQUE 2015, DE VOLTA AO BÁSICO Renault Sandero Autentique 10

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Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

Publicações Relacionadas

  • Ilbirs

    Realmente a Renault-Nissan precisa dar uma homogeneizada em certos aspectos de seus produtos para que as pessoas não deixem de pensar em certos produtos por eles pecarem em alguma coisa.
    Veja a brecha que o grupo abre quando (corretamente) pinta o cofre do Sandero, mas não pinta o do March. E, como sabemos, o Sandero é um veículo de bom acabamento geral, ainda que na base do simplesinho mas bonitinho, enquanto o March sem a pintura no cofre fica passando a impressão de por fora bela viola, por dentro pão bolorento. Claro que há a questão dos motores, em que o March dá o troco com um 1.6 16v muito superior ao 1.6 8v do Sandero e também melhor que o 1.6 16v da Renault (uma vez que derivado do 1.8 16v que conhecemos no Tiida e na Livina), mas ainda assim alguns vão ficar com a impressão da tal aparência de algo mais luxuoso mas que se desmancha em pouco tempo.

    E, como sabemos, pintura de cofre é algo que acrescentaria no máximo R$ 20 em custos de linha de montagem.

    • $2354837

      lbirs , estamos falando de carros de mesmo preço?

  • Renato

    Bob,
    você informar se este “novo” Sandero melhorou o desempenho no teste no Latin NCAP, em que o modelo anterior havia obtido apenas 1 estrela?

    • Bob Sharp

      Renato
      O AUTOentusiastas ignora o marketing das estrelinhas. Não falaram e nem perguntamos.

      • Rafael

        Mas porque você chama de marketing das estrelinhas? Não pode ser levado em conta na hora da compra? Obrigado.

        • Bob Sharp

          Rafael
          Porque é, de fato, marketing das estrelinhas. Sua pergunta comprova que é.

          • Rolamaster

            É isso aí, ESP e segurança passiva é para os fracos. Na hora que tiver que morrer, pode estar em um tanque de guerra que morrerá!!

          • Franklin Weise

            Desculpe-me se eu estiver errado, mas não foi o NCAP e órgãos parecidos que fizeram aumentar a segurança passiva dos carros?

          • Lucas

            Certamente de inicio deram algum susto nos consumidores, que passaram a exigir algumas mudanças por parte das fábricas. Mas de nada adianta a sopa de estrelinhas se VOCÊ não fizer a SUA segurança, inclusive cuidando com os erros cometidos pelos outros.

          • Bob Sharp

            Franklin
            O primeiro NCAP, o europeu, foi criado em 1997. Bem antes disso a indústria já vinha elevando a segurança passiva dos carros. Com isso foi criado o marketing das estrelinhas. Como ninguém é bobo, começaram a proliferar os NCAPs e “institutos” assemelhados. Ou você acha que tudo isso não custa nada à indústria?

          • VeeDub

            Claro que é mkting, acontece que o consumidor é o extremamente beneficiado. Quando o NCAP surgiu todas as montadoras chiaram dizendo que era impossível !!! Logo em seguida a Volvo provou ser possível. Como em mercados maduros e conscientes, sem segurança não vende… Todas correram atrás das estrelas.

          • Franklin Weise

            Bob, como sempre, uma enciclopédia do mundo automobilístico. Obrigado pela informação!

      • Renato

        Bob, este ensaio não tem valor técnico ou científico?

    • VeeDub

      Renato,
      Este blog é um excelente local para busca de informações técnicas, avaliações sobre powertrain/dirigibilidade. Sobre questões de segurança em geral (ESC, aços de alta resistência polifásicos, soldas a laser, zonas de deformação programada, isofix etc..) ainda estão nos anos 60/70, na contramão da evolução.
      Sobre a questão específica que perguntou, procure no Google “Carros produzidos no Brasil são “mortais”, segundo agência”

  • Lucas

    Bob, nos explique aquela foto da alavanca do freio de mão. Vcs desmontaram o console do Sandero para tira-la??

    • Bob Sharp

      Lucas
      É uma janela, separada da alavanca do freio de estacionamento, para ajuste da sua folga. Evita que se precise levantar o carro, boa solução. Vou pôr uma legenda na foto.

      • Lucas Vieira

        Bob, o correto não seria a regulagem do freio na sapata? Pelo menos sempre regulei assim, nunca no cabo.

        Abraço

        • Lorenzo Frigerio

          Esse carro deve ser que nem o Fiat 147; a regulagem é na alavanca… além do mais, as sapatas são “auto-ajustáveis” acho que em todos os carros atuais. É um mecanismo semelhante a uma catraca, que ao longo dos anos vai deixando de funcionar. Mas eventualmente você terá de trocar os reparos dos cilindros de roda, ocasião em que se efetua a manutenção desse sistema.
          A regulagem da alavanca é mais para compensar o laceamento do cabo.

      • Aquela janela é só pra encaixar o cabo. A regulagem do curso da alavanca é feita por baixo dela, numa porca.
        Embaixo da alavanca tem uma coifa de borracha, com a ponta triangular.

  • Fórmula Finesse

    Bob; como é bom ler algo escrito por quem têm experiência e respeito pelo automóvel…
    Em diversas avaliações do Sandero de um litro, é comum o “jornalista” se ater apenas nos números absolutos de aceleração de zero a cem, e retomadas em marchas fixas. Tudo bem, serve de parâmetro para a comparação com outros carros da faixa; no entanto – números piores podem mascarar um bom produto. Se o carro andar na rabeira de um comparativo, já terá a alcunha de carro lento e até perigoso.
    Mas, um bom motorista/jornalista, vai se ater no que o carro produz “entre” os números absolutos, não irá avaliar o veiculo tendo em mente mais os seus pares do que o carro em si. Vai perceber que com um pouco de experiência, dá para levar na boa qualquer um litro, o carro não irá decepcionar, e será um belo companheiro de viagens, e até de pequenas traquinagens.
    Não destaco apenas o mal falado Sandero, mas de toda gama de certos “excluídos” sobre rodas. Acelerações bruscas não são tão necessárias no mundo real, retomadas de velocidade não precisam se ater no que dizem as revistas, você têm autonomia para reduzir, ou atalhar marchas para conseguir um resultado “bom para ti”…
    Enfim, chega de lero lero, o importante é que gostei da avaliação, denota um respeito e uma coerência que nunca li em relação ao Sandero de um litro; é uma postura que precisamos desenvolver para com todos os carros, principalmente os atuais, que dificilmente irão decepcionar a quem sabe utilizá-los.

    • TwinSpark

      As pessoas que têm medo de altas rotações preferem câmbios curtos, que deixam o carro mais rápido. Nós, por outro lado, sabemos fazer 1.0 andar bem (a ponto de acompanhar 1.4 e 1.6 mal pilotados). O novo Sandero é um belo popular, talvez o mais acertado em termos de design entre os de entrada.

      • Lorenzo Frigerio

        Não é questão de “ter medo” de altas rotações. Mas se você precisa obrigar o motor às altas rotações para que o carro saia do lugar, estará derrotando a finalidade de um motor pequeno, que é economizar combustível. Melhor então um motor mais potente.

      • Fórmula Finesse

        Exato; e alguns carros–- para atender o gosto desse motorista – têm o diferencial encurtado demais…dois exemplos práticos: A terceira de um Econnomy (vulgo Uno antigo), corta a 120 km/h indicados, exatamente a mesma velocidade limite de um Classic da mesma cilindrada em quarta marcha…malgrado peso maior do Chevrolet, seu motor é apreciavelmente mais potente. Um carro mil com quatro marchas reais, mais a quinta de repouso, pode ser bem guiado por qualquer motorista mais interessado.

  • Rogério Ferreira

    Um carro sem ar condicionado, e sem direção sem assistência, começa a não fazer mais sentido… Até que vidros e travas manuais, dá para conviver… Não é só questão de conforto, especialmente na questão do ar, é segurança e até economia de combustível em ciclos rodoviários… Se gasta menos com ar ligado e vidros fechados, do que com ar desligado e os vidros abertos. Seria possível ter um carro com ar condicionado e direção hidráulica, 4 portas por menos de 30.000? Só se for em promoções… A Renault aqui da minha cidade está oferencendo Clio completo por 28.900. Se espaço não for problema, bem melhor que um Sandero básico. Mas aproveitando o ensejo, faço uma observação nos dados de área frontal divulgado pelo fabricante, eu não sei que mágica. Ford, Renault e GM conseguiram, em aumentar um carro em altura, largura e reduzir a área frontal. São grandezas diretamente proporcionais. Na minha estimativa, usando a fórmula altura x largura x 0,85 que se aproxima da realidade em 99% dos casos, com no máximo 3% de erro, a área frontal do Sandero, gira em torno de 2,25 m2, a do Novo Ka, gira em torno de 2,18 m2… O Prisma, que a Chevrolet anunciou, com 10% de melhora aerodinâmica em relação a geração anterior, uma grande dúvida: Na primeira geração, derivada do Celta, temos a Área Frontal estimada: 1,64 x 1.46 x 0,85 = 2,03 m2 multiplicado pelo coeficiente de 0,31 temos área corrigida de 0,63 m2… No caso do novo, derivado do Onix, Área estimada: 1,48 x 1,70 x 0,85 = 2,13 m2 mutiplicado pelo coeficiente de 0,32 (pior) temos a área corrigida de 0,6816. Ainda sim é um bom número, mas sem essa que a geração nova é 10% mais eficiente que a anterior… pelo contrário, é 10% pior! Façam esse mesmo cálculo, para o Fox, Golf 7, UP, 208, C3, New Fiesta Sedan, todos informações coletadas aqui no AE… o resultado vai ser praticamente numero divulgado.

  • Clésio Luiz

    Fico com um pé atrás com esses hatch grandinhos, como o Sandero, o antigo Fiesta Rocam e o Fox, com motor 1 litro.

    Certa vez estava na estrada com um Sandero 1 litro com AC e DH e ao subir um leve aclive, o carro começa a perder velocidade (estava a 80 km/h em 5ª). Rapidamente desligo o AC e a velocidade estanca, mas não recupera o que perdi.

    Acho que o ideal para motores 1 litro são os carros com até 950 kg, como o Mille, Clio e Celta. Acima disso fica enfadonho onde qualquer ladeirinha+passageiro/AC o carro sofre.

  • Rodolfo – São Paulo-SP

    Motor 16V ou 20V (4 ou 5 válvulas por cilindro) não dão por de cabeça pra vender?

    Pois um amigo do meu pai era vendedor de carro, e ele falou que não era para comprar carro com 4 ou 5
    válvulas por cilindro porque era difícil vender, pois caiu na desgraça do povo o mito que carro de 4 ou 5 válvulas por cilindro não presta.

    E também tem o problema que é mais caro fazer a manutenção do comando de válvulas pois é o
    dobro de válvulas.

    • Rogério Ferreira

      Nesse pensamento, Honda Civic e Toyota Corolla são “micos”… não acredito que ainda existem pessoas que pensam assim!

    • Clésio Luiz

      Quem tem problema com os 16V são os mecânicos, pois é o dobro de válvulas para esmerilhar num cabeçote…

      Estamos caminhando rapidamente para que todos os modelos do nosso mercado tenham mais de 2 válvulas por cilindro. Aí quero ver para onde o conservadores vão correr…

    • Formaio

      O único 16v que tem dificuldade de venda é o Gol G3 16v pela má fama que ganhou devido aos donos acostumados a colocar qualquer óleo no motor (coisa que esse motor não aceitava bem) os demais ninguém liga ou nem sabem se é 16 ou 8V

  • Mr. Car

    Bob, você tem algum dado sobre a porcentagem de vendas de um mesmo carro no Rio, com e sem ar-condicionado? É que para mim, sempre soa falso o preço anunciado pelos fabricantes sem ele, uma vez que aqui, por exemplo, é inadmissível (ao menos para mim) imaginar um carro sem este equipamento. Claro, tem lugar que daria para encarar, tanto pelo clima, como pela possibilidade de circular sem medo de andar com os vidros abertos, mas no Rio, só se for algum frotista querendo fornecer sauna grátis para os motoristas da empresa, he, he, he!
    Abraço.

    • Bob Sharp

      Mr. Car
      Não tenho esse dado, vou atrás dele. Imagino que aí seja em torno de 50%.

      • Mr. Car

        Pois é, Bob. Fiquei curioso para saber, pois imagino que seja difícil vender para uso particular. Anos atrás (2001), quando comprei um Palio ELX, me foi oferecido um mais barato, mas sem ar. Achei até curioso um ELX sem ar, e o vendedor falou que estava encalhado havia mais de seis meses. Ninguém queria.

    • Eduardo Cavalcante

      Aqui em Recife é impossível achar um carro 0-km sem ar-condicionado.

  • Leonardo Mendes

    O grafismo dos instrumentos é de um bom gosto tremendo… ainda não me acostumei a receita visor digital quadrado inserido em espaço circular, mas não desmerece o bom trabalho da Renault nesse ponto.

    • Lorenzo Frigerio

      Leonardo, você deve ser arquiteto. Concordo totalmente com você. Às vezes acho até que o mau design é intencional. E nem se fale dos painéis de moto do Agile & família.

  • MrBacon

    Carro honesto para a típica família classe média que não tem condições de ter/manter mais de um carro.

    Bob, aluguei no ano passado um Sandero 1.0 da geração passada, fiquei um final de semana com o carro em SP e tive dificuldade com as ladeiras lá do Paraíso e o carro com 3 adultos e 2 crianças pequenas. Pode ser a falta de hábito com 1.0 (meu último carro manual era um Fit) e um certo estranhamento com ajuste de embreagem/câmbio da Renault, você sentiu algo parecido? Enfim, foram apenas 2 dias com o carro, só notei isso de negativo.

    • Bob Sharp

      Mr Bacon
      Nenhum problema em ladeiras fortes.

      • MrBacon

        Tks Bob!

  • Marco Antonio

    Bob,

    Este Sandero é boa opção para quem não dispõe de muita “Verba” para aquisição, comovocê mesmo reportou atende as necessidades e expectativas; gostaria de ver um NO USO com a nova versão 1.6 8V automatizada Easy R, para saber como é o comportamento deste novo cambio. Pois há muita procura pelos automatizados.

    Abraço,

    Marco Antonio

  • Juvenal Jorge

    O Sander e o Logan já eram carros melhores do que a aparência fazia supor. Agora estão bem melhores visualmente.

  • Bob Sharp

    Clésio Luíz
    Por que não usou a quarta?

    • Antonio Pacheco

      Bob, o brasileiro, de um modo geral, não gosta(va) de carro automático, mas também não gosta de trocar de marchas (lembra da história de passar lombada em 3ª?).
      Certa vez fui ultrapassado em uma subida, estava andando tranquilo no Fluence, por volta de 110 km/h, e um Uno Vivace 1.0 me ultrapassou rapidamente. Com certeza o motorista sabia usar o câmbio para fazer o seu 1.0 andar.

      • Cristiano Reis

        Nunca vou esquecer, vinha no Gol 1.6 citado no comentário anterior, na BR-222 entre os distritos de Croatá e Umarituba (Ambos distritos de São Gonçalo do Amarante), estava a uns 150km/h no painel (percebi que o painel do Gol deve ser um dos mais mentirosos do mundo já que a distância entre 0km/h e 20km/h é muito maior que a distância de 100km/h para 120km/h!) e me ultrapassa um Mille Way da prefeitura de Pentecoste com cinco pessoas dentro de boa! Não sei quem era mais maluco, o motorista ou os passageiros…

    • Clésio Luiz

      A subida era curta…

      Era num trajeto que eu já tinha passado com dezenas de modelos diferentes, um trecho da BR-230 por dentro de João Pessoa, PB. Foi nesse trecho dessa estrada que pude comprovar a sua indicação de que o Celta anda bem sim, apenas tem que deixar a rotação subir um pouco. Estava em quarta e ao invés de passar pra quinta retive a marcha, e o carrinho pareceu que ganhou fôlego depois das 3.500 rpm.

      Também nessa época andei num Ka no mesmo trecho e fiquei entusiasmado com seu desempenho e agilidade. Quando voltei para o meu Escort parecia que estava dirigindo um Landau…

      Mas mantenho o que disse. Carro um litro é bom quando se tem um modelo leve. Depois de 1 tonelada é mais interessante uma cilindrada maior.

      E não tenho preguiça de passar marcha não, só que passar marcha para espremer potência de quem tem pouca não acho divertido não. Você percebe que determinados modelos pedem um motor melhor. O Clio com esse motor 1 litro da Renault é entusiasmante, já o Sandero/Logan não.

      Também não gosto de carros com marchas curtas demais, que tentam mascarar falta de potência. Fico contente quando um fabricante tem a coragem de deixar a 5ª de um carro mil girando 3.000 rpm à 100 km/h.

  • João Guilherme Tuhu

    Os Dacia-Renaults 1.0 são excelentes. O Clio então, andam pra burro. E para os maiores, só fica pior com o carro lotado, o que ninguém usa todo dia, toda hora. Excelente custo-benefício, como a avaliação destaca. E sem a babaquice recorrente de ‘estrelinhas’, ‘rebarbas’, ‘aspereza’ e outras frescuras do gênero…

  • Rodolfo

    Quem quer carro que corra e suba com facilidade nem pense em comprar um 1.0… pegue logo um 2.0

    • Bob Sharp

      Rodolfo
      Seu conceito está completamente errado, desculpe. Leia (ou releia) http://autoentusiastas.com.br/2012/01/quem-disse-que-carro-um-ponto-zero-nao-anda/

      • Alex Hawking

        Gostei muito do artigo, Bob. Vou encaminhar o link para meus amigos…
        Minha esposa tem um carro 1-litro 16v e ele é muito divertido para dirigir. Quando eu falo para as pessoas que, para andar rápido com motor 1-litro é preciso usar o câmbio e não ter medo de fazer o motor girar em alta rotação, elas não acreditam. E ainda torcem o nariz quando digo que prefiro carro 16v.

        • douglas

          Bom… falar que o 1.nada não anda eu discordo também.. Assim como o Alex! Ees andam muito bem para a cilindrada…

          Mas falar que os 1.0 são econômicos, aí já discordo totalmente!!!

          Tive um celta 2007 VHC…(estou para conhecer um carrinho tão esperto quanto ele)… andava tão bem que ninguém acreditava!!! Mas o consumo dele ficava perto do gol AP turbo do meu amigo… meu Celta fazia 5~6 km/l no álcool! acreditem se quiserem!

          Tve uma Montana 1,4… outro carro beberrão!

          Hoje estou com uma Saveiro Cross 1,6 zero (não é o MSI ainda) ela faz 12/13 km/l na cidade (gasolina), média que a Montana e o Celta nunca nem sonharam em fazer! Isso porque a Saveiro tem pneus mistos (claro que são mais para asfalto do que para terra) mas mesmo assim ainda acho que esses pneus não ajudam em velocidade nem economia… se eles viessem com pneus para asfalto mesmo, ai acho que a média de consumo seria muito melhor!

      • Lucas

        Eu tenho um Astra 1,8 e gosto dele. Certa vez um senhor (nada entusiasta certamente), com um Astra 2,0 dizia que não gostava dele, pois achava ele meio fraco, perdia o embalo em certas subidas se não entrasse meio rapido e etc. Estavamos numa oficina e eu falei, junto com o mecânico chefe, que os Astras tem o câmbio longo e que tem que reduzir marcha e cambiar mesmo e que eu adorava levar o ponterinho do conta-giros a apontar na horizontal para a direita, etc. Ao que o senhor nos olhou e resmungou dizendo que aquilo era prejudicial pro motor, estraga e etc…. Tentamos explicar que não, que ele poderia ficar tranquilo, que todo motor era projetado para trabalhar com segurança dentro dessa faixa de giro, e que a única coisa realmente prejudicial seria ficar entrando na faixa vermelha. Não sei se convencemos ele……..

    • Lorenzo Frigerio

      Em meu ponto de vista, carros 1.0 são otimizados para a cidade; é nesse ambiente que eles economizam. Se você tiver que esgorgulhar o motor para fazê-lo ter um desempenho aceitável na estrada, acabará gastando mais que com um 1.6, e ainda assim terá um desempenho inferior.

      • Cristiano Reis

        Tive um Palio 99, motor Fiasa 1.0, só tinha ar condicionado, porém sempre ligado (Ceará), na rodovia conseguia médias de 8km/L ~ 10km/L!!!

        Troquei ele num Mille 2011 Economy e pasmem, as médias continuaram quase as mesmas, subiram coisas de 1 km/L…

        Depois a empresa me deu um Gol 1.6 para andar e para minha surpresa o Golzinho nunca fez menos de 10km/L…

    • Netovski

      Tenho um Golf TSI, já fiz test drive em toda sorte de veículos e não teria problema algum em dirigir um veículo 1.0, que atendem bem os limites das nossas vias e são econômicos. Para quem sabe dirigir, chega ao destino até num Fusca.

    • EddieVanHalenIsGod

      Tenho dois. Um 2.0 (2012) e um 1.0 8v gasolina (2003). Logo trocarei o 2.0. Um carro bom, normal. Mas o 1.0, nem pensar! Adoro a concepção pé de boi, completamente original (só A/C e mais nada). É simples, sólido, valente, sem frescuras. Já enfrentou mil situações e nunca negou fogo. Não sei se todos os similares são assim, mas nessa unidade em particular, o amontoado de peças se harmonizou, divinamente. Dignidade é nome dele. Em alguma parte secreta da carroceria deve estar escrito: “Minha honra chama-se fidelidade”. E anda bem, pacas!

    • Lucas

      Só um toque: aquela alavanca no meio do carro, entre os bancos dianteiros, está lá para ser usada, ok?

    • Bucco

      Eu tinha dó do Lineu Silva. Hoje tenho inveja.

  • Rolamaster

    O Sandero é honesto pelo preço que é cobrado. A Renault admitiu que tinha uma estrutura muito ruim, que poderia causar danos graves aos ocupantes mesmo em pequenos impactos, então reforçou-a e o Sandero obteve 3 estrelas com aibags. É um resultado aceitável.

    Sobre o veículo em si, é um Dacia, um veículo barato, porém robusto. Não me agrada:

    1- O acabamento mal feito, com trilhos dos bancos expostos, parafusos expostos no console central, volante grande, feio e pobre, montagem pouco esmerada, pontos de solda expostos no teto, rebarbas aparentes e ausência de tecido nas portas, porta-malas com fios aparentes, lataria e ferramentos parecem colocadas no “improviso”.

    2- A dinâmica do veículo, inclusive a direção menos direta do que gosto e pesada em manobras.

    3- O isolamento acústico, que poderia realmente ser melhor.

    4- Nível de segurança passiva e motorizações antiquadas, que garantem um desempenho ruim na versão 1.0 e aceitável na 1.6.

    Me agrada:

    1- O espaço interno, que é bom para os joelhos e excelente lateralmente, tendo em vista principalmente os concorrentes do segmento.

    2- O preço, pois o veículo tem uma ótima relação custo benefício, uma das melhores(se não a melhor) da categoria.

    3- O consumo, que é bem coerente com a proposta, mesmo utilizando motores antigos o veículo consegue boas médias de consumo.

    4- O custo de manutenção, que está ótimo em sua categoria.

  • Ilbirs

    O March em algumas versões chega a ser mais caro que o Sandero, mas em todas está igualmente desprovido de pintura no cofre, ao contrário do Renault que é Dacia na Europa.

  • Bob Sharp

    Antonio
    Certamente sabia!

  • Lorenzo Frigerio

    Bob, colocar o diferencial do 1.6 no 1.0 diminuiria a rotação a 120 km/h de 4250 rpm para 3758 rpm. Se fosse necessário acelerar, a redução para 4a. nessa velocidade jogaria o motor a 4721 rpm, ainda uma boa rotação para potência extra. Ficaria perfeito.

  • Netovski

    CxB fraco em relação à Expression que por 35 mil agrega todos os opcionais e abre a possibilidade do Media Nav.

  • Rogerio

    Bob , vai ter vídeo do Sandero em uso? Namoro esse Sandero desde quando lançou, tenho um Palio Fire 2007 1.0 (65/66 cv) G3 e concordo com você, sempre andei em carro 1.0 (Fiesta 07, Corsa 02, Palio 96 G1, Palio 05 G2) e anda bem em qualquer situação (inclusive rodovias),apenas o Palio 96 era necessário pisar bastante no acelerador.

    Meu cunhado tinha um Polo 04/05 2.0, se não me engano tinha 116 cv e torque 17/2400 rpm (não tenho certeza),viajamos várias vezes e nunca senti falta de fôlego do meu Palio e andando sempre a 110..120 km/h , ele mesmo andou comigo (no Palio 05) e comentava que não sabia como eu conseguia andar tão bem com aquele carro (Palio), ele detesta carro 1.0.

  • Fórmula Finesse

    80 km/h na quinta marcha enfrentando leve aclive, nem 2.0 vai responder direito…

    • Clésio Luiz

      Depende do carro. Tudo é uma questão de peso-potência. Se for um C4 Pallas não. Se for um Gol GTI do primeiro modelo, sim.

  • TwinSpark

    Precisar de altas rotações não significa maior consumo. Os Toyotas a gasolina andam boa parte do tempo em altos giros, mas não bebem tanto.

    • Cristiano Reis

      E os Fiasas?

  • .

    Principalmente o Logan !

  • Thallys Augusto

    Acho um excelente carro, apenas na versão 1,6 litro que eu acho que poderia ser mais potente haja visto o arsenal da concorrência.

  • Leonardo Mendes

    Já me disseram isso várias vezes…rs… mas sou jornalista.
    Numa coisa eu concordo com você, tem uns painéis que parecem mal feitos de propósito, naquele tipo “Minha esposa dormiu de calça jeans, vou descontar minha raiva no painel desse carro.”

    E veja como gosto é algo totalmente pessoal, tenho um amigo dono de Agile que diz que a melhor parte do carro é justamente o painel.

  • Fernando

    Em termos gerais está bem interessante para o básico.

    De mecânica realmente não tem o que falar, andando com ele dá para notar boa agilidade em uso urbano, quem fizesse um “teste cego” não diria que tem um motor de 1L, só não rende tanto papo com os que brincam de super trunfo e só falam de ficha técnica…

    O único porém, que não é só da Renault é com relação aos itens como a trava elétrica. Não me imagino(ainda mais em um carro 4 portas) e nem ninguém que conheço conferindo as portas se estão todas trancadas, e se não estiverem, ficar se preocupando em ir em cada uma para trancar, se um kit de travas custa menos de R$40, e a instalação não é nada cara. Duvido que quem comprará esse carro não instalará, mas só de desmontar o forro e mexer na fiação de um carro que acabou de sair da fábrica parece não fazer sentido. Se oferecessem isso de fábrica, com compra em lotes imensos(que aliás já ocorre nas outras versões) e acrescendo em quase nada o processo tem custo irrisório e mesmo se custar a mais, que embutam na versão básica para o básico ser levemente mais equipado… economias que ocorrem em locais específicos e aqui é um deles, na grande maioria de países não se conta feijão assim.

    O vidros mesmo não tendo acionamento elétrico é pouco menos decisivo(nos Renault observei ser MUITO leve) e retrovisor se for só uma pessoa deverá mexer no espelho uma vez para nunca mais(se mais de uma pessoa usar sim muda totalmente).

    Em relação a um custo já bem razoável, creio que quem compra uma versão sem se apertar pode esperar um pouco mais para quebrar o porquinho e levar alguns itens que pouparão leves esforços mas que se esquecidos podem levar a prejuízos maiores, ainda mais para quem tiver necessidades especiais(são um pouco esquecidos).

    Então decidir acima do básico é bom muitas vezes, só não será bom quando o básico for mais equipado…

  • Fernando

    Mas o alongamento nas demais marchas seria um tanto que talvez não compensasse, difícil falar sem ver mas se o escalonamento delas for bom, eu preferiria só a quinta mais longa mesmo.

  • Fernando

    É que às vezes as coisas são 8 ou 80, sendo que basta fazer a coisa certa, na hora certa…

  • Belford

    Este carro deveria ter apenas opções acima de 1,0. Deveriam aumentar a cilindrada de 1,0 para 1,4-litrro (16v) com 105 cv sem cobrar mais por isso, já arrebentariam com a concorrência, já que espaço maior nesse segmento não há, ótimo carro para família e voltar com o K4M(1,6-16v) repotenciado para 130 cv!

  • Bob Sharp

    Belford
    É preciso levar em conta a diferença de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros de motor até 1 litro e para os de 1 a 2 litros, 3% e 9%, respectivamente. Para o que você quer o K7M 1,6 de 8 válvulas atende perfeitamente, melhor que um 1,4-l. Concordo, isso sim, que o K4M evoluído deveria voltar.

    • Fat Jack

      É incrível que a Renault não perceba a falta que o K4M faz a esta linha, a concorrência toda conta com motores com estas características e o desempenho que ele traria a linha seria diferenciado nesta faixa de preço..

      • Dieki

        Meu sonho seria ter esse 16v no meu carro. Esse 8v é meio ruidoso e “morre” cedo. Além de suave é mais economico e empurra bem até o limite de giros.

  • Bob Sharp

    Rogerio
    Fizemos o vídeo, mas a tomada dentro do carro, por qualquer motivo, não gravou. Vamos ter que refazer.

  • Eduardo Mrack

    Daí a preferência nacional por câmbio automático, na nossa cultura, trocar e principalmente reduzir marchas é um incômodo tão grande quanto ler um manual…

    • Bob Sharp

      Eduardo Mrack
      Sem contar que quanto mais marchas, melhor…

      • Eduardo Mrack

        Só posso concordar Bob.

      • Nem sempre, Bob…
        Desculpe a brincadeira infame, abraço. 😀 😀

    • Douglas Formaio

      Nem todos são assim, ainda existem os que gostam de estar no controle total…. O carro que eu mais curtia dirigir era uma belina I ano 73 que meu pai tinha… que carro gostoso de guiar…

  • Rolamaster

    O Sandero é honesto pelo preço que é cobrado.

    Não me agrada:

    1- O acabamento, com trilhos dos bancos expostos, parafusos expostos no console central, volante grande e um tanto pobre, montagem pouco esmerada.

    2- A dinâmica do veículo, inclusive a direção menos direta do que gosto e pesada em manobras.

    3- O isolamento acústico, que poderia realmente ser melhor.

    Me agrada:

    1- O espaço interno, que é bom para os joelhos e excelente lateralmente, tendo em vista principalmente os concorrentes do segmento.

    2- O preço, pois o veículo tem uma ótima relação custo-benefício, uma das melhores(se não a melhor) da categoria.

    3- O consumo, que é bem coerente com a proposta, mesmo utilizando motores antigos o veículo consegue boas médias de consumo.

    4- O custo de manutenção, que está ótimo em sua categoria.

    • Bob Sharp

      Rolamaster
      Volante de 375 mm de diâmetro é grande?

      • Luiz_AG

        Tenho um então, vejo problema algum com o volante

    • Bucco

      Trilhos dos bancos expostos, parafusos expostos, e volante grande, para mim são qualidades.
      Concordo com a questão da direção. E vou além: Todo carro, sobretudo um modelo popular, deveria vir com a opção de direção sem auxílio. Freios, idem. E coloquem tecnologia onde interessa: ABS? Ok. 16V? Ok.

  • Tarcisio Cerqueira

    Bob, infelizmente é uma questão de tempo até os bean counters abolirem os amortecedores de sustentação do capô…

    • Bob Sharp

      Tarcísio Cerqueira
      Também temo isso. Lamentavelmente acontece.

  • Bob Sharp

    VeeDub
    Esqueceu-se que este site se chama AUTOentusiastas e não AUTOapavorados ou AUTOmedrosos? Não consideramos mesmo o marketing das estrelinhas.

  • Fat Jack

    Bob, li seus elogios quanto a estabilidade e direção (eu tenho um Logan da geração anterior), e apesar de gostar do carro não considero estes dois itens como “exemplares” (acho que a suspensão poderia permitir uma menor inclinação e a direção poderia ter um pouco mais de peso em velocidades mais altas) na sua houve uma evolução desta nova versão para a anterior no que se refere a estas características?

  • Bob Sharp

    Fat Jack
    Desde o primeiro Logan, em 2007 (o Ae nem existia) achei o comportamento dinâmico perfeito, referenciando-me aos dois pontos que você mencionou. No que diz respeito à inclinação do carro nas curvas, acho que já expus tudo na matéria “Deixa Rolar” (http://autoentusiastas.com.br/2014/10/deixa-rolar/) da semana passada. Quanto à direção, não considero necessário absolutamente mais peso em velocidades mais altas do que tem hoje.

    • Fat Jack

      É…, eu confesso que devo ter ficado “mal acostumado” com meu carro anterior (um Fiestinha Street), no qual quase não se nota esta inclinação, de qualquer forma depois de testar os limites do carro percebi que o carro é bastante estável e quanto a direção ainda estou me acostumando (achei a da linha Fox mais firme em velocidades mais elevadas). De qualquer forma, obrigado pelo feedback Bob!!!

  • Bob Sharp

    Douglas
    Isso só acontece (consumir mais do a cilindrada sugere) porque as fabricantes insistem em não oferecer câmbio com última marcha de economia. Quer um exemplo? Durante anos e anos os VW 1,6-litro “a água” tinham câmbio de cinco marchas em que a quinta era simplesmente uma marcha a mais. Primeira, segunda, terceira e quarta eram iguais nos dois câmbios. Ninguém reclamava…

  • TwinSpark

    Pertinente a sua pergunta, pois tenho um Fiasa 98 e um Corolla 1.8 MT. Na cidade o Fiasa é muito mais econômico que o Toyota, o que é óbvio; na estrada, ambos apresentam consumo parecido, entre 13 e 15 km/h, com pequena desvantagem para o Corolla (velocidade máxima de 110~120 km/h). O Fiat não é um tratorzinho como o Celta em baixa rotação, mas é muito mais agradável de usar na cidade que o Corolla e o 1.6 16V do Palio G1. O Fiasa bem conservado não é fraco como falam, pelo contrário. Falo isso com a propriedade de quem usa um com A/C original ligado o tempo inteiro.

    • CristianoReis

      Eu achava ele fraco, mas depois que me acostumei a tratar do bichinho em altas rotações me acostumei, andava bem, mas o consumo era altíssimo! Peguei meu Palio 99 da minha avó, ele só tinha 30 mil km rodados…

  • Roberto Neves

    Tive três carros 1.0, todos comprados de segunda mão: um valente Uno Mille 1994, que me acompanhou por quase dez anos; um Corsa sedan e um Gol City. Viajei várias vezes com eles, no interior do Rio de Janeiro e do Rio de Janeiro a São Paulo, sem problemas. Fazia médias de consumo em torno de 15/16 km/l. Hoje rendi-me aos carros de motor 1.6, que exigem menos do motorista e permitem viajar com maior conforto, mas sim, é possível viajar com motores menores. Em Portugal e Espanha viajei muito bem com carros de motor 1.2, com cerca de de 85 cv. Aliás, que saudade daqueles carrinhos lusos!

  • Dieki

    Eu tenho um Logan Dynamique novo, achei tanto o câmbio quanto a direção bem pesados, principalmente quando comparado com o meu antigo VW. Outro ponto de crítica é o banco que tem o encosto baixo (não dá para apoiar as costas completamente). Fora isso, que são detalhes com que você se acostuma, é um bom carro.

  • Dieki

    o cambio da versão 1.6 é bem escalonado, 3000 rpm a 100 km/h.

  • Eduardo Edu

    Aluguei um Sandero (modelo antigo) recentemente e concordo com tudo que o Bob descreveu. É um carro agradável, de boa relação direção/suspensão. Aliás, nota 10 para a suspensão que consegue absorver muito bem as buraqueiras de nossas estradas sem ser mole demais. Não existe asfalto ruim para ele. Chego a pensar que toda essa excelência só pode ter vindo de um trabalho de neutralização da vibração através de ressonância, pois é perfeita demais.

  • Piero Lourenço

    Tem gente que compra Etios ainda..

    • Roberto Neves

      Sim, tem, e, ao menos as pessoas que compraram Etios com quem conversei estão felicíssimas, completamente satisfeitas com sua compra.

  • Marcio Santos

    Este é um erro grosseiro da no ssa legislação, na Inglaterra o imposto cobra do sobre o carro e o equivalente ao ipva aumenta ou diminui se acordo com o consumo do carro, não potência ou tamanho do motor.
    Os carros mais econòmicos do país nem ao menos pagam o ipva.
    Se o imposto variasse com o consumo do motor tenho certeza de que rapidamente os nossos carros receberiam motores mais modernos.

  • Rogerio

    Uma pena não ter as filmagens no uso, seria muito interessante.