SAI DA FRENTE QUE ATRÁS VEM GENTE

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Estava reparando o comportamento dos motoristas no trânsito. Percebi que ele poderia ser muito melhor se as pessoas tivessem uma postura cooperativa, em vez de egoísta. Sim, um dos grandes responsáveis pelo trânsito é a falta de educação do motorista. As pessoas sempre reclamam do trânsito, mas ninguém para para pensar que elas também são o trânsito. Mas, para elas, o trânsito são sempre os outros, aqueles que a atrapalham no caminho de ida e de volta. Como se a rua fosse delas e os outros a atrapalhassem em seu direito inalienável de usar as vias públicas como quiser.

Bem, as vias públicas são… públicas! São da coletividade e são feitas para servir aos cidadãos. Cada cidadão deve usar as ruas e avenidas da forma mais eficiente possível para que um maior número de pessoas possa usufruir do mesmo benefício. A partir do momento em que ele usa a via de forma inadequada, ele prejudica outros que também precisam utilizá-la.

Quando um cidadão utiliza a via mais do que o necessário, outro cidadão pode estar deixando de usar, uma vez que as vias são um recurso compartilhado por todos. Meu objetivo aqui é listar alguns comportamentos inadequados que prejudicam os outros motoristas, para fazer com que as pessoas reflitam sobre o que fazem quando estão ao volante de um carro.

Infelizmente, tais conceitos sobre o uso do espaço público não são ensinados nas auto-escolas, que foram rebatizadas de CFC (Centro de Formação de Condutores) na onda do politicamente correto de trocar os nomes das coisas que tragam alguma conotação negativa. Bem, auto-escola nunca ensinou a dirigir, sempre foi focada em ensinar a passar no teste do Detran e assim continuaram os CFCs (mudaram o nome, mas não a essência), mas isto é assunto para outra matéria.

Nossa parca educação para o trânsito meramente ensina o aluno a decorar um livrinho de possíveis questões de prova escrita e a passar em uma prova prática. Nada é dito sobre cidadania, sobre uso do espaço público, sobre como se inserir no trânsito (passando a fazer parte dele) causando o mínimo transtorno possível, não se fala que quando todo mundo facilita a vida dos outros, todos se beneficiam. Coisas de um povo acostumado a olhar só para seu umbigo e só resolver seu problema mais imediato.

Como uma veículo lento gera trânsito atrás dele (queimadoresdegasolina.blogspot.com)  SAI DA FRENTE QUE ATRÁS VEM GENTE 100 0722

Como uma veículo lento gera trânsito atrás dele (queimadoresdegasolina.blogspot.com)

Segue agora uma lista de comportamentos. Ela não é exaustiva, não pensei em todos, mas é um começo para que se possa pensar sobre sua postura no trânsito de forma diferente. É aprender a pensar sempre da seguinte forma: “se todo mundo agir como eu ajo, o trânsito melhora ou piora?”. Não é apenas o gérson que atrapalha os outros tentando levar a sua vantagem, tem muita gente que atrapalha o trânsito sem levar vantagem alguma com isso e ainda sente que não está fazendo nada de errado, tudo por falta de pensar no impacto que causa aos motoristas ao seu redor.

1) Demorar para sair no semáforo – O semáforo tem um tempo predeterminado de abertura. Supondo que em um ciclo de 20 segundos passem 10 carros, temos um tempo médio de 2 segundos por carro. Se o primeiro da fila demorar 2 segundos para perceber que o semáforo abriu e só então engatar a marcha, o décimo carro não conseguirá passar porque o primeiro usou mais tempo do que precisava. E assim vai por toda a fila. Se cada um demorar 2 segundos a mais, em vez de 10 carros, passam 5, aumentando desnecessariamente o congestionamento, pois a capacidade de vazão da via fica diminuída. Além disso, quanto mais rápido se sair, mais carros poderão passar no mesmo turno, diminuindo o congestionamento para aqueles que vêm atrás. Portanto, ao aguardar em um semáforo, não custa já manter o carro engatado se você está em um dos primeiros três carros da fila, caso esteja atrás dos três primeiros, engate a marcha assim que o semáforo abrir. Não espere o trânsito andar, mantenha a atenção, procurando passar o mais rápido possível para ajudar quem vem atrás. Se estiver na frente, não saia muito devagar, o ideal é sair rapidamente, para ajudar a fila atrás a se movimentar mais rápido e assim permitir que mais pessoas possam passar no mesmo turno do semáforo. Portanto, nada de ficar olhando o celular, esperando que o trânsito ande para só então engatar a marcha e colocar o carro em movimento. Ou — pior ainda — distrair-se com o celular esperando ouvir a buzinada do motorista de trás, que depende de você andar para que ele ande também.

2) Andar abaixo da velocidade máxima da via – OK, é um direito seu andar da metade da velocidade máxima até a velocidade máxima, está no CTB. Mas quem faz isso em uma via com trânsito intenso torna-se um “obstáculo móvel” e atrapalha os outros motoristas. Explico: Uma via de três faixas e velocidade permitida de 80 km/h tem capacidade de vazão de 16.000 carros por hora, imaginando-se que cada carro tenha 5 metros e deixe 10 metros de distância para o carro da frente. Sendo assim, cada faixa tem capacidade de 5.333 carros por hora, se todos andarem a 80 km/h. Mas e se os motoristas, cansados de terem que dirigir com um olho no velocímetro e outro na pista por causa dos marotos radares, passassem a andar a 60 km/h? A vazão da via seria diminuída para 12.000 carros por hora, com cada faixa tendo capacidade de 4.000 carros por hora. Pois quando se anda abaixo da máxima é isso que se faz — diminui-se a capacidade da via, o que faz com que congestionamentos se formem mais facilmente quando o volume de carros aumenta. Ao andar na velocidade máxima da via, você garante que ela terá a maior fluidez possível, ajudando a diminuir os índices de congestionamento.

3) Falar ao celular ao volante – Agrava bastante as duas situações descritas anteriormente Além de sujeitar o motorista a um acidente (e a multas), ele tende a demorar mais para reagir e, ao andar, andar mais devagar, atrapalhando os outros que vêm atrás dele. Se a conversa não for urgente, ninguém se ofenderá se você disser “estou dirigindo, te ligo mais tarde”. Se for urgente, estacione o carro e continue a conversa sem atrapalhar os outros e sem a chance de levar uma multa. Mesmo no viva-voz, permitido pelo CTB, a atenção desviada para a ligação telefônica faz falta à percepção do motorista. E o faz andar mais devagar. Já repararam que, ao terminar a ligação, passamos a dirigir mais rápido? Pois é, estávamos “lerdeando”…

Enquanto ele conversa, outros esperam atrás (www.viverseguronotransito.com.br)  SAI DA FRENTE QUE ATRÁS VEM GENTE viverseguronotransito

Enquanto ele conversa, outros esperam atrás (www.viverseguronotransito.com.br)

4) Andar entre duas faixas – Alguns motoristas acham que estão dirigindo um carrinho de autorama ou taxiando um avião, tentam manter a faixa bem no centro do carro. Brincadeiras à parte, isto é comum em ruas de apenas duas faixas. Por se sentir desconfortável em andar perto dos carros estacionados, o motorista se posiciona bem no centro da via. O problema é que, em vez de dois carros, passa apenas um (o dele), o que diminui à metade a capacidade de fluidez da via e quase sempre se formam duas filas atrás dele. Procure andar dentro da faixa, de preferência a da direita, deixando a outra faixa livre, para que outros possam utilizá-la também. Nesta semana passei uma raiva com um Golf na minha frente, que insistia em se posicionar bem no meio das duas faixa e se arrastava a 30 km/h, sem deixar espaço em nenhum dos lados para que eu o ultrapassasse. Quando a rua alargou e eu finalmente consegui passar, olhei para o lado e vi que era uma dondoca fofocando ao celular. A fofoca dela é a coisa mais importante do mundo para ela, quem vem atrás que espere! E depois ela reclama que o trânsito está cada vez pior…

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Há quem pense estar taxiando um avião e anda sobre a linha divisória de faixa (foto standingtall.blogspot.com)

5) O medrosinho – Quem anda em uma cidade cheia de rotatórias e de cruzamentos não semaforizados como Brasília conhece bem esta figura. O medrosinho é aquele que espera uma brecha P-E-R-F-E-I-T-A, daquelas que ele não consegue ver ninguém vindo, para avançar sobre uma via preferencial ou entrar em uma rotatória. O problema é que no horário do rush estas brechas são meio raras… E a fila atrás dele vai crescendo… Todo motorista deveria conhecer bem a capacidade de aceleração de seu carro, sabendo avaliar qual a distância necessária para se entrar na via sem atrapalhar quem vem trafegando por ela. Outro problema com os medrosinhos é que eles não conhecem o conceito de faixa de aceleração. Faixas de aceleração são feitas em entradas de vias de trânsito rápido, de forma que o motorista que entra possa igualar a velocidade de seu carro com a velocidade da via em que vai entrar, de forma a se inserir no trânsito sem que os outros motoristas precisem reduzir a velocidade próximo à entrada. Pois o medrosinho é do tipo de motorista que pára seu carro na faixa de aceleração esperando uma brecha. Ele não percebe que desta forma fica mais difícil para ele entrar na via do que se estivesse acelerando. E, para variar, atrapalha quem vem atrás e quer acelerar para entrar na via como se deve. Se o motorista entra a 40 km/h na faixa de aceleração e começa a acelerar, ele tem que acelerar de 40 a 80 km/h para entrar na via. Agora, se ele para, tem que acelerar de 0 a 80 km/h, o que leva mais tempo e precisa de mais distância. Neste caso, o tamanho da a faixa de aceleração freqüentemente não é suficiente, o que faz com que o medrosinho tenha que esperar uma brecha muito maior (perfeita, é claro, e segurando quem está atrás) e muitas vezes acabe entrando na pista abaixo da velocidade do trânsito que flui por ela, atrapalhando os outros que por ali trafegam. O mesmo vale para saídas de pistas expressas equipadas com faixas de desaceleração, não se deve diminuir a velocidade na pista expressa (fazendo quem está atrás ter que frear), mas sim entrar na faixa de desaceleração e só então iniciar a frenagem.

O medrosinho forma uma fila atrás de si (www.parana-online.com.br)  SAI DA FRENTE QUE ATRÁS VEM GENTE parana online

O medrosinho forma uma fila atrás de si (www.parana-online.com.br)

6) O pedestre folgado – Na faixa de pedestres a preferência é do pedestre, sem dúvida. Mas isto não significa que o pedestre não possa ter bom senso. Se está vindo pela via apenas um carro e ele está próximo, não custa atrasar sua travessia em 5 segundos e poupar ao motorista o trabalho de parar. Além disso, ao atravessar, não é necessário correr, mas também não precisa andar lentamente como se estivesse caminhando pelo parque admirando a paisagem. O pedestre tem o direito de usar a faixa, mas enquanto ele a usa, outros estão esperando-o terminar a travessia. Não custa facilitar a vida dos outros, cruzando a via em um tempo razoável, sem correr (aliás, nunca se deve correr ao atravessar uma rua), mas com passo rápido, sem demora desnecessária. Assim como o motorista deve lembrar-se que ele também pode ser pedestre, o pedestre deve lembrar-se que ele também pode ser motorista. Com bom senso de ambos os lados,  pode-se chegar a um meio termo que seja bom para todos. Ah, apesar de não ser proibido caminhar falando ao celular, ele com certeza também tira a atenção do pedestre.

7) Nunca viu um carro amassado não? – É irritante. Mas basta ter um acidente para que as vias se congestionem. E, em muitos casos, nem é pela diminuição das faixas de rolamento. É pela curiosidade dos motoristas de ver o tamanho do estrago, mesmo que os veículos acidentados já estejam no acostamento. Em vias de mão dupla o trânsito fica prejudicado até no outro sentido, sem que haja motivo algum para isso. A causa é o péssimo hábito de reduzir bastante a velocidade para olhar melhor o acidente. Esta redução diminui a capacidade de vazão da via, fazendo com que todos atrás tenham que reduzir a velocidade, causando trânsito por causa de… curiosidade! Ao ver um acidente, não diminua o ritmo (mais ainda). Não há nada ali para você, o correto é, assim que houver condições, voltar à velocidade permitida. E, ao ver carros acidentados fora da via, não mude o ritmo, não seja você o motorista gerador de trânsito. Você é funileiro ou avaliador de seguradora para ter interesse em ver carro batido?

Faixas de aceleração e de desaceleração (www.engenhariae.com.br)  SAI DA FRENTE QUE ATRÁS VEM GENTE engenhariae

Faixas de aceleração e de desaceleração; “taper” significa cone, cônico (www.engenhariae.com.br)

Reparem que, à exceção de falar ao celular sem ser através do viva-voz, nenhuma das condutas que eu descrevi aqui é ilegal. As pessoas estão efetivamente exercendo seu direito, só que o estão fazendo de forma egoísta, sem se importar com os outros que compartilham a via com ela. É como posicionar-se parado bem no meio da escada rolante no metrô: não é proibido, mas o usuário atrapalha os que querem passar por ele subindo e, pior, sem ganhar nada com isso. Pior que o gérson, que ainda age como age para tirar para si alguma vantagem (mesmo que ilícita), quem age da forma que descrevi nos itens acima não melhora sua vida em absolutamente nada, apenas prejudica os outros pura e simplesmente.

Proponho aqui uma nova forma de encararmos o trânsito, similar à que se propala para a defesa do meio ambiente. Cada um que está nele tem que ter consciência da sua interferência nos que estão à sua volta. Fazer um uso mais racional das vias, utilizando todo o seu potencial de vazão, é uma forma inteligente para se minimizar o problema do trânsito das grandes cidades. É algo que não nos é ensinado e nem é colocado na legislação como comportamento a ser estimulado. Nem nossos governantes pensam nisso, preferem bater apenas na mesma tecla ideológica do estímulo ao transporte coletivo, desestimulando pura e simplesmente o uso do carro. Eles esquecem-se de que há pessoas que efetivamente necessitam do automóvel e que não teriam como passar a usar o transporte coletivo, mesmo que quisessem. O automóvel é imprescindível como meio de transporte nas grandes cidades, por mais que prefeitos apaixonados por faixas de ônibus e ciclovias tentem negar. Conscientizar-se do seu espaço no trânsito, procurando causar a mínima interferência possível é também uso inteligente do automóvel. Ao sentar-se ao volante, sempre tenha em mente que atrás vem gente.

CMF

Sobre o Autor

Carlos Maurício Farjoun

Formado em Administração de Empresas, atualmente trabalha como servidor público na área tributária. Apaixonado por carros, mecânica e história dos automóveis desde a infância, conhece bem a área de marketing e comportamento do consumidor, gostos que costuma trazer para posts que às vezes acabam gerando polêmica.

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  • RoadV8Runner

    Mais do que excelente esse texto. O grande problema do trânsito brasileiro são justamente as posturas egoístas, daqueles que imaginam ser o centro do mundo. Claro que não se pode generalizar, mas pelo que observo nas ruas, a maior parte dos problemas apresentados no texto são feitos de forma consciente, e não pela pessoa não ter se dado conta que está prejudicando o trânsito. O maior problema do Brasil é o nível cultural estar ficando cada vez mais baixo.

    • KzR

      Eu apuro, majoritariamente, o contrário. São causados de forma inconsciente, mas que acham estar corretos e não fazem esforço algum para refletir sobre sua postura, especialmente depois de enfrentarem congestionamentos.

      • Paulo Roberto de Miguel

        Essa inconsciência e falta de esforço em melhorar não passa justamente pelo egoísmo ou egocentrismo, ainda que inconsciente? “Estou muito certo, não preciso mexer em nada…” A cidadania, o contrário do egocentrismo, significa, justamente, se inserir no contexto e não buscar somente o conforto pessoal. Para isso há de se fazer algum esforço.

  • Acyr Junior

    Muito bem sacado seu texto, Carlos. Isso mereceria um filme de 30s para ser veiculado periodicamente, 365 dias no ano. Lamentavelmente sabemos que não é assim, mas vamos em frente fazendo nossa parte. Já ajuda …

    • KzR

      Pois é. 30 segundos são pouco diante do espaço destinado ao horário eleitoral gratuito. A rede televisiva poderia colocá-lo sem problema.

  • Caio Azevedo

    Quando há buraco ou lombada na minha frente, me perdoem, mas os “pula-pula” de plantão vão ter que esperar para gozarem a tão esperada quicada, com a terceira marcha engatada, é claro.

    • Roberto

      Eu sinceramente também. Aplico o mesmo raciocínio as ruas de paralelepípedo mais antigo (aquele todo irregular). Até porque depois que meu carro virar uma “escola de samba” ou que furar um pneu, duvido muito que o pessoal mais apressadinho vai parar para me ajudar um vai arcar com a manutenção. É claro que quando é possível eu sempre tento dar passagem, mas se não há como, então paciência…..

    • Ramz Fraiha

      É uma das poucas situações em que eu ando deliberadamente devagar (não gosto de furar os 40 km/h): ruas ruins ou muito ruins. Não vou ficar “zuando” meu carro em buracos ou lombadas, mesmo porque ele é baixo (não rebaixado), qualquer coisinha a mais já bate. Procuro ficar mais à direita e quem quiser estragar suspensão e acabamentos que o faça em paz. Sabe o que é mais curioso? Nas ruas boas onde deveriam andar bem, ficam patetando… aí eu passo de novo e pronto.

  • CorsarioViajante

    Concordo com todos os pontos exceto o do pedestre. Assim como ele pode esperar um pouquinho o carro também pode esperar, lembrando que na maioria das vezes o pedestre está exposto ao clima e, ao contrário do carro, para sair da inércia tem que contar com sua própria força.
    Mas o que falta de modo geral é isso mesmo, cidadania.

    • Carlos Mauricio Farjoun

      Corsário, em Brasília vivencio esta situação dos dois lados. Sei que é mais difícil para o motorista parar do que para o pedestre esperar que um carro passe antes de iniciar a travessia. Falando em inércia, são 70 kg contra mais de 1.000 kg. Normalmente, o carro vem trafegando e o pedestre sempre pára (ninguém, nem em Brasília, é louco de atravessar sem parar e olhar – vai que o motorista não para).

      É o que faço, se é só um carro vindo e ele está perto, espero passar. São poucos segundos, não me custa. É claro que quando são vários carros vindo, estendo o braço e atravesso após os carros pararem.

      O ponto aqui não é discutir quem tem preferência, quanto a isso não há dúvida, ela é sempre do pedestre e ponto, mas para os dois lados não custa um se colocar no lugar do outro antes de agir.

      • CorsarioViajante

        Sim… Eu moro em Campinas, onde pedestre = lixo. Se puderem jogar o carro em cima de você na calçada, farão isso, é incrível. A cidade é terrivelmente quente, então eu sempre que estou de carro paro para pedestre pq aguentar o sol na cabeça aqui é dose. Sem contar que para botar mais de uma tonelada do carro em movimento de novo eu só aperto o acelerador, para o cara colocar seus 70kg em marchas precisa usar as pernas… rs
        Mas a moral é essa mesma, falta bom senso.

        • Paulo Roberto de Miguel

          Estive em Campinas neste último fim de semana. Olha, não sei se foi só impressão, mas achei o trânsito mais ameno que em São Paulo. Aqui está uma guerra mesmo.

      • KzR

        Bem colocado, CMF. O ponto é avaliar a melhor condição para ambos que implique em eficiência.

      • Rodolfo Milet

        Também sou de Brasília, no Jardim Botânico colocaram lombadas eletrônicas antes dos balões (rotatórias): um em frente à ESAF e outro na subida/descida da QI 23. Se o pessoal já parava naturalmente quando tinha carro passando no balão agora o trânsito parou de vez por causa da lombada. Conseguiram piorar o trânsito lá.

    • KzR

      Mesmo quando pedestre, procuro deixar o trânsito fluir quando há necessidade dele fluir. Quando não, realizo a travessia. Mas há os folgados que mal terminam de atravessar uma faixa já querem iniciar a travessia da outra. Nesta condição estamos expostos ao clima, mas é fundamental ter bom senso.

      • Paulo Roberto de Miguel

        O desrespeito é geral. Caminhões, carros, motos, bicicletas, pedestres… uma boa parte não respeita nada e se enxerga no centro de tudo. Pura falta de educação no sentido amplo.

  • BlueGopher

    8) O dono da estrada, que segue nos seus 50/60 km/h na rodovia de mão única com velocidade máxima de 80 km/h, e quando dá aquela brecha no trânsito contrário, ou surge aquela pequena reta, e ele percebe pelo retrovisor que você coloca o pisca e acelera para ultrapassar, ele acelera também, afinal ele acha que ser ultrapassado é vergonhoso… É dose.

    • KzR

      Pior que é verdade. Em uma mesma viagem já fui ultrapassado logo depois de ultrapassar veículos que trafegavam abaixo da velocidade máxima da via.

      Quando era criança, achava realmente isso – ser ultrapassado é perder a honra. Só que motoristas são de jovens adultos a adultos! Façam o favor de ter maturidade e bom senso! E aposto que boa parte dos condutores que fazem isso não são tão mais jovens assim.

      • Paulo Roberto de Miguel

        Acho que à medida que realmente passamos a dirigir bem e termos consciência disso, não nos interessa o que os outros podem pensar. Eu, por exemplo, tenho certeza de que se não sou ótimo, sou pelo menos bom e estou empenhado em melhorar. Isso me basta. Parece que esses que não aceitam serem ultrapassados estão com um problema de insegurança, baixa autoestima, alguma coisa assim.

    • Antonio Ancesa do Amaral

      Concordo contigo. Existe também aquele que não ultrapassa nunca o carro na frente dele, mas é só você que vem em 3º lugar na fila que segue adiante e dá seta que ele pensa: se ele vai eu também posso e entra na sua frente em velocidade inferior a sua, e sem usar a seta. Pior ainda é quando hesitam, só porque viram que vem um veículo(bem distante) em sentido contrário.

  • Antônio Amaral

    Concordo com todos os itens, exceto o 5. Nos outros itens evitar atrapalhar o fluxo depende apenas da educação e correção da atitude do motorista. No 5, depende de habilidade, avaliação rápida da situação e decisão de seguir ou não, se pensarmos que os motoristas são todos jovens e com reflexos de jovens, podemos, talvez, chamar a hesitação de “medrosinhos”, no entanto o universo dos motoristas inclui pessoas de idade, senhoras e senhores com reflexos não tão rápidos, todos habilitados e dentro da lei, nesses casos é mais que correto esperarem o momento ideal para entrarem numa via, pois essas situações são as que causam mais colisões. Melhor a fila causada pela espera a mais, que a fila muito maior causada por uma colisão.
    Eu falei pessoas de idade, como um exemplo fácil de visualizar, no entanto, há pessoas recém-habilitadas e também pessoas que são assim por toda a vida, é uma característica da pessoa, dificuldade de julgar tempos, distâncias e velocidades rapidamente.

    Ficar segurando o trânsito, por ser folgado, é muita falta de educação, mas é educado também termos um pouco de paciência com quem não é um “Senna” como nós.

    • Lucas dos Santos

      “[…] é aquele que espera uma brecha P-E-R-F-E-I-T-A, daquelas que ele não consegue ver ninguém vindo, para avançar sobre uma via preferencial ou entrar em uma rotatória”.

      Sou obrigado a admitir que “a carapuça serviu” para mim nesse item. Se eu achar que a brecha não é suficiente, eu não avanço – principalmente depois de eu já ter deixado o motor “apagar” bem no meio de um cruzamento.

      Embora eu seja habilitado há dois anos, na prática (ou seria falta de prática?) sou como um recém-habilitado. Como eu não tenho carro, dirijo com pouquíssima frequência, não tendo acumulado muita quilometragem ou “horas de vôo”, como o Bob costuma dizer. Aí me falta a experiência para tomar decisões rápidas e com agilidade nessas horas.

      Sei que esse tipo de coisa é realmente irritante para os demais motoristas. Por isso eu sempre planejo a minha rota de modo a evitar cruzamentos movimentados em que eu precise parar – e evito dias/horários de pico. Dessa forma eu dirijo com mais tranquilidade e não atrapalho muita gente. Quando estou de moto, paro perto do meio-fio nos cruzamentos em que eu precise dar da preferência. Se alguém estiver com pressa, terá espaço para me ultrapassar e transpor o cruzamento antes de mim.

      Se aqui no Brasil fossem utilizados aqueles adesivos que identificam condutores recém-habilitados, eu faria questão de usar um. Creio que, dessa forma, os demais motoristas teriam um pouco mais de paciência ao saberem que é um condutor com pouca experiência que está ali.

  • ccn1410

    Ética… É só isso que falta.

    • Robertom

      Faltam também habilidade e bom senso.

  • Renato Texeira

    Outro dia, na saída de um shopping, percebi mais ou menos esta mensagem que o post pretende passar: que se as pessoas pensassem mais no coletivo (e menos como “Gersons”), com certeza o trânsito seria melhor.

    Este dia em questão foi na véspera do dia das crianças. Apesar do estacionamento estar muito mais cheio que o normal, as saídas estão fluindo razoavelmente bem. Todos estavam saindo de forma intercalada através das várias junções dos diversos andares do estacionamento (ou seja, fazendo o conhecido “zipper”) até as cancelas que ficam em um único ponto. Não sei como surgiu a ideia do zipper no dia em questão, já que mais comum o pensamento egoísta do transito que se vê todos os dia. Mas isto mostra que se as pessoas pensassem um pouco mais no outro, o trânsito das grandes cidades seria muito melhor.

    • CorsarioViajante

      Eu acho que quando a situação está caótica, as pessoas percebem que cooperar pode ser melhor.
      Por exemplo, eu noto isso quando dirijo em São Paulo e em Campinas. Como São Paulo é um pesadelo, as pessoas parecem que se ajudam mais e são mais tolerantes. Não fará muita diferença dar passagem, pois você vai ficar horas no trânsito, então porque não ajudar? Já em Campinas, com um trânsito mais fluido, é muito difícil alguém dar passagem ou ser cortês.

  • Mr. Car

    Uma das situações grandes campeãs em me provocar irritação, está nesta lista: o sujeito que anda com meio carro em cada faixa de rolamento. Outra, que não está aí, é o que tranca o cruzamento.

    • Ramz Fraiha

      Eleve isso ao quadrado quando for ônibus…

      • Renato Texeira

        O que mais vejo por aí é dono de SUV, “comendo faixa” no trânsito e sem necessidade. Aí eu me pergunto: para que comprar um veículo grande e largo como uma SUV se não tem habilidade de dirigi-lo. O pior é que muitos têm este tipo de veículo para andarem sozinhos dentro dele a maior parte do tempo, ou seja, para carregar peso morto por aí.

    • Lucas5ilva

      Cara, se tiver na minha frente esse tipo de gente bancando o “piloto de autorama” (no autorama o carrinho anda com o meio em cima da linha) eu não poupo buzinadas não!

  • Roberto

    Concordo plenamente. Como o espaço é público é de se esperar que pessoas com habilidades diferentes ocupem as ruas. Claro que se espera que as pessoas tenham um certo nível de habilidade antes de encarar o trânsito, principalmente nas ruas com tráfego mais intenso, mas nesta situação dos cruzamentos e rótulas, o que se vê muito é a impaciência de quem está mais no final da fila e que não está vendo bem o cruzamento. Além disso, neste caso vale aquela máxima que se aplica em ultrapassagens que diz que “na dúvida, não ultrapasse”.

    Aproveitando: concordo em parte com (1). Infelizmente existem muitas pessoas que cruzam o sinal vermelho e alta velocidade. Por isto, concordo com o item (1) somente quando o cruzamento é bem visível.

    • Bob Sharp

      Roberto
      Com relação ao item 1, arrancar ao dar verde sem certeza de que o tráfego transversal parou é candidatar-se a tomar uma no meio. Além de mera consideração da autoridade de trânsito para com os motoristas, o amarelo entre o vermelho e o verde, com tem até na Argentina, ajuda a formar a consciência de parar na virada de verde para vermelho e com isso desestimular aproveitar o último instante antes de dar vermelho, pois todos logo aprendem que o tráfego transversal vai começar a andar logo. Era assim no Brasil até ser promulgado o Código Nacional de Trânsito de 1966.

      • Roberto

        Infelizmente aqui no Brasil está se tornando quase legal furar o sinal. Pelo menos aqui em Porto Alegre existem vários cruzamentos onde os dois sinais ficam vermelhos por 1 ou 2 segundos, provavelmente para dar tempo do furão passar sem causar um acidente com quem arranca no instante que o sinal fica verde no outro lado.

  • francisco greche junior

    Acho válido tudo isso mas, sempre tem o mas… A prefeitura aqui em São Paulo se esforça pra amarrar o trânsito. Esta madrugada em frente do prédio onde moro, Avenida Jabaquara, começou a pintar a ciclofaixa vermelha na faixa da esquerda. A avenida é composta por 4 faixas, sendo direita ônibus, agora esquerda bicicleta.
    Vou continuar fazendo minha parte pela boa fluidez, mas desanima cada vez mais.

  • Marcelo R.

    Esse texto lembra, em grande parte, aquele desenho do Pateta, o Motormania:

    Ontem, voltando para casa, eu vi uma “situação” inédita (eu, pelo menos, nunca tinha visto isso…)! Em uma faixa de pedestre, devidamente “equipada” com semáforo para os carros e os pedestres, e o semáforo estando verde para os carros, um cidadão pura e simplesmente PAROU seu carro, para os pedestres atravessarem! E não, os pedestres não estavam atravessando com o sinal vermelho para eles, o que obrigaria o motorista a parar de qualquer jeito. Eles esperavam o verde, como deve ser, e o cidadão resolveu ceder a vez para eles. Afinal, a preferência é do pedestre e dane-se as leis de trânsito, ne?

    • Lucas5ilva

      Ja vivi uma situação inédita também, com o sinal verde para os carros, uma besta de duas patas esticar o braço na faixa de pedestre me pedindo a vez para passar, não tive dúvida, meti a mão na buzina, e apontei para o semáforo quando ela olhou para minha cara “olha ali sua anta, tá verde pra mim, espere pelo vermelho”, depois olhei pelo retrovisor interno a besta da pessoa balançando a cabeça em sinal de reprovação da minha atitude, como se ela estivesse certa, é mole?? A que ponto chegou o retardamento humano! heheh

  • Antonio Canhota Jr

    Mais um ponto: se for inevitável parar em cima de uma calçada, sempre deixe pelo menos um espaço livre para que possa passar um carrinho de bebê, por exemplo, inclusive rebatendo seu retrovisor. (PS: Quem já andou com carrinho de bebê para cima e para baixo sabe o quanto é revoltante você ter que descer um meio fio, ir pra rua e correr um risco de atropelamento, voltar a subir o meio fio e tudo isso sozinho enquanto tem um carro ocupando toda a calçada).

  • Antonio Carlos

    Sempre dirijo usando todos estes princípios colocados aqui. Acho importante que em vez de parar e acelerar se use o timing para agilizar o ritmo. Acho curioso que meus amigos me tiram um sarro quando digo que se todo mundo dirigisse como eu o trânsito seria mais rápido e seguro.

  • Alexandre Cruvinel

    Carlos, falta senso de coletividade. Aqui perto, depois da obra do BRT ficou um trecho em curva confuso, fluxo conflitante para quem quer pegar a Linha Amarela ou seguir para a Av. Ayrton Senna (-22.974041,-43.3641528) pois retiraram o canteiro que ordenava o fluxo (ainda aparece no Google Maps). Com um pouco de cuidado e atenção, dá para passar sem problemas, mas não é o que acontece. Quem vem mais à direita, quer pegar a pista à esquerda que segue para a Linha Amarela e vice-versa. E ninguém quer aliviar. Ontem mesmo presenciei uma barbaridade, aconteceu esse conflito, o sujeito do Dodge Stratus não conseguiu seguir seu caminho entrando à esquerda e, com raiva, ultrapassou o PT Cruiser, entrou na frente dele e trepou no pedal do freio. O PT teve reflexo e não bateu, mas algum carro atrás não conseguiu frear a tempo, eu estava na faixa da direita e escutei o barulho. Causou um acidente que poderia ter maiores proporções porque não soube se posicionar na via e ‘negociar’ a trajetória.

    • André K

      Sinto falta dos seus textos! Escreva, mesmo que esporadicamente! Me desculpe o abuso de liberdade.

      • Alexandre Cruvinel

        André K, valeu ! Ando enrolado mas vou ver se passo mais por aqui, mesmo que só comentando. Abs.

  • Lucas dos Santos

    Ótimo texto. Seria bom se os motoristas realmente avaliassem de que forma suas atitudes afetam a fluidez do trânsito. Confesso que sou um tanto “paranóico” nessa parte.

    Sobre os itens:

    1. Difícil ver aqui na minha cidade o pessoal arrancar tão logo o semáforo abra. Quando eu estou mais para trás na fila, noto que a luz verde do semáforo já acendeu e os primeiros carros da fila ainda estão com a luz de freio acesa! Se a fila estiver grande então, é quase certeza de que quem está no final vai acabar parando pela segunda vez no mesmo semáforo. Quando sou eu que estou na frente, fico pronto para arrancar tão logo o semáforo abra, justamente para contribuir com a fluidez do trânsito. O duro é quando fazemos isso e alcançamos o “pelotão” que estava no semáforo mais à frente porque alguém de lá demorara para arrancar.

    2. Aí vale aquela máxima: “Sua liberdade termina onde começa a do outro“. Não vem ninguém atrás? Então ande “como quiser”. Mas se você não estiver sozinho na via, colabore e não atrapalhe quem vem atrás. Nesses casos eu ando até mesmo um pouco acima de velocidade máxima, dependendo da situação.

    3. Taí uma coisa que eu não consigo fazer: dirigir e falar ao celular ao mesmo tempo. Na verdade eu nunca sequer tentei fazer isso. Mas se nem caminhar direito na rua eu consigo quando estou ao telefone, imagina o “desastre” que seria dirigir nessas condições. Melhor não arriscar!

    4. Falta de habilidade “pura e aplicada”, hehehe! Pior do que o sujeito que está receoso de colidir com os veículos estacionados é aquele que nem se dá conta de que está entre duas faixas! Desatenção ao nível extremo! E quando a via não tem as faixas divisórias? Aí fica todo mundo perdido e cada um ocupa o espaço que quer!

    5. Como eu disse em outro comentário, está aí algo em que eu preciso melhorar, pois eu faço exatamente como está descrito. Mas, ao menos eu tenho consciência de isso atrapalha e evito ao máximo situações como essa. Procuro andar por vias em que eu tenha a preferência na maior parte dos cruzamentos e que sejam semaforizadas, a fim de evitar esse tipo de transtorno para outros motoristas.

    6. Aqui na minha cidade, pedestre é um ser “invisível”! Eu procuro atravessar da forma mais ágil possível, justamente para evitar ficar “exposto” à via por muito tempo. Aqui só param para o pedestre atravessar se houver algum semáforo que ele possa acionar. Afinal, como eu disse, pedestres aqui são “seres invisíveis”, mas a luz vermelha do semáforo não o é!

    7. Situação irritante mesmo. E tem ainda aqueles motoristas que chegam a parar no local, deixando o veículo na posição mais inconveniente possível e não ajudam em nada no acidente. Muito pelo contrário, só atrapalham a tudo e a todos.

    Acho que este foi um dos comentários mais longos que já publiquei aqui. Se vocês leram até aqui, grato pela paciência, hehehe!

    • Renato Texeira

      Para mim a situação 7 é uma das mais irritantes. A pior que passei foi uma vez que estava em uma avenida onde o tráfego ficou lento no sentido contrário onde havia ocorrido o acidente, sendo que no lado onde havia virado o caminhão o trânsito estava fluindo bem.

      Na minha opinião a maioria desses motoristas curiosos são os mesmos que são conhecidos por serem Gersons no trânsito. Prova disto é que não estão nem aí para o trânsito ao pararem para ver o acidente (ou seja, só pensam em matar a própria curiosidade). Fora que são os mesmos que cometem outros erros como passar no sinal vermelho, fazer conversão proibida, parar em qualquer lugar para carga/descarga etc.

      Aliás, carga/descarga em local proibido (lembrando que carga/descarga é considerado estacionamento e não parada), principalmente nos horários de maior movimento, é algo que atrapalha tanto o trânsito que eu incluiria como um item 8 nesta lista.

  • KzR

    Carlos M. F., guia excelente. Se os condutores (e os pedestres) lessem e refletissem sobre os pontos abordados, sem dúvida alguma os problemas no trânsito reduziriam bastante e a velocidade de trânsito e o número de veículos deixariam de ser apontados como os culpados pelos congestionamentos.

  • José Ferreira Júnior

    Aos que dirigem falando ao celular, hoje em dia podemos acrescentar, pasmem, pessoas que DIGITAM MENSAGENS com o carro em movimento! É um grande absurdo e muita falta de noção, mas infelizmente, tem se tornado comum. Às vezes vejo um carro mais lento à minha frente e “cambaleando”, ou seja, de um lado para o outro, logo após passar, dá para se ver a pessoa com o celular na mão. Esses também ficam no semáforo digitando depois de aberto, e só saem com o toque na buzina de quem está atrás.

  • Marcelo

    Noto sempre na congestionada Radial Leste, o tráfego avança, e o pamonha espera 100 metros para aí avançar.

    Não tem multa pra tudo quando é postura errada no tráfego? Então, que criem ou interpretem alguma regra pra banir esse comportamento desses péssimos motoristas das vias.

    Esse Fabricante de Congestionamento tem de ser eliminado.

    • Lucas5ilva

      Cara, esses são irritantes também o cara espera o carro da frente estar a meio quilômetro de distância para começar a acelerar, dá uma raiva!!

  • Antonio Ancesa do Amaral

    Carlos parabéns, bem pontuado, bons comentários.Só o 1º parágrafo já diz tudo, egoísmo é o que vemos diariamente. Todos agora tem direito a dirigir, então o motorista com pouca experiência sai dirigindo atrapalhado os demais de uma forma geral e os espertinhos/apressadinhos se acham donos da via pública. Faço um trajeto de 90 km (ida/volta) por uma rodovia três vezes por semana, habitualmente transito acima dos 100 km/h para fluidez do trânsito, fiz uma experiência de transitar a 60 km/h este mesmo trajeto, quando via algum veículo no retrovisor transitava com o veículo no acostamento dando seta a direita e ninguém ultrapassava. Constatei a dificuldade dos veículos em ultrapassar-me, mesmo quando tinha 3ª faixa, como disse antes, todos agora têm direito a dirigir, mas saber dirigir poucos sabem.

  • Ilbirs

    1) Para semáforos, a dica que dou é a mesma que daria para qualquer um: fique com os olhos no semáforo da via transversal. Quando este ficar amarelo, engate a primeira, espere dar o verde na sua via e você sai bem rapidinho, deixando o encargo de ser retardado para quem não presta atenção a esse detalhe. Em semáforos trifásicos, adapta-se essa estratégia vendo-se a ordem de fechamento dos outros.
    Você acaba ficando tão habituado a olhar a luz amarela que nota o quão lerdos são os outros motoristas, principalmente quando está atrás deles na preciosa hora em que dá o verde;

    2) Como já disse em outras ocasiões aqui, já andava mais rápido que a média, sempre respeitando a velocidade da via (mesmo aquelas com limites irrealmente baixos). Após ver a marcação real de velocidade do GPS, notei inclusive que estava mais lento do que o mais rápido que eu poderia ir (uma vez que confio em um velocímetro de ponteiro que tem erro para baixo);

    3) Dificilmente me ligam quando estou no volante. Nas vezes em que ligam, uso sempre o viva-voz e não fico olhando para o aparelho;

    4) As poucas vezes em que ando entre duas faixas é quando me encontro em uma via de duas mãos irrealmente estreitas daquelas em que há faixa de estacionamento dos dois lados, daquelas em que ficar totalmente dentro da faixa gera risco de ralar lateral. Porém, se vejo outro carro se aproximando, diminuo a velocidade e vejo se há uma guia rebaixada para me posicionar, permitindo a passagem alheia;

    5) Sobre a brecha perfeita, aqui em São Paulo há o histórico problema de as pessoas andarem coladas na traseira do carro à frente. Logo, vejo muitas pessoas demorando para entrar em uma preferencial ou rotatória justamente por não haver a tal distância de segurança. Neste ponto é melhor que o motorista leigo esteja dirigindo um carro automático ou automatizado, pois conseguirá uma brecha mais rapidamente, sendo aí uma das raras oportunidades em que o kickdown pode e deve ser usado sem perdão (a maioria dos que dirige automáticos só usa esse recurso para fazer ultrapassagens perfeitamente possíveis sem ele e aumentar inutilmente o consumo). Outro problema importante é que em muitos cruzamentos com via preferencial, há pontos cegos gerados pelas construções que, se não forem levados em conta, gerarão colisão lateral das mais graves;

    6) Acrescentaria a esse item um tipo de pedestre que gera muito perigo: aquele que, vendo o carro se aproximar, aí sim que aperta o passo, como se estivesse querendo ser atropelado por aquele veículo;

    7) Só uma vez parei em acidente, por tê-lo visto acontecer bem na minha frente, ficado em estado de choque e tentar ajudar de alguma forma os envolvidos. Parei o carro em lugar seguro para evitar problemas e creio que ao conversar com os envolvidos, colaborei para que resolvessem o problema da melhor forma possível.

  • Chico

    Excelente texto, todos estes tipos de motorista estão espalhados por todo o país. Gostaria de citar o aparecimento de uma nova espécie, é aquele que a cada 30 segundos da uma leve pisada no freio, mesmo sem ter nenhum obstáculo na frente.

    • Marcelo R.

      Deve ser para conter a velocidade do veículo e, dessa forma, evitar ultrapassar os baixos limites que imperam por aqui. A pessoa fica tão “bitolada” nisso que, mesmo sem radar algum por perto, continua fazendo a mesma coisa…

      • Lucas dos Santos

        Mas, para manter velocidade constante, precisa ficar freando o tempo todo? Não bastaria apenas tirar o pé do acelerador e, se necessário, reduzir uma marcha?

    • Roberto Neves

      Também me chama a atenção o comportamento de frear numa reta, misteriosamente, sem qualquer obstáculo à frente. Observo muito isso aqui no Estado do Rio de Janeiro.

    • Lucas5ilva

      Cara, esse é o tipo mais irritante que eu conheço, o famoso “lixador de pastilhas” o cara faz isso simplesmente porque gosta de lixar pastilha à toa!!

  • Paulo Roberto de Miguel

    Perfeito. Observo dezenas de situações como essas todos os dias em um simples trajeto de 4 km, que é a distância entre minha casa e a escola da minha filha. A falta de atenção é imensa.

  • CorsarioViajante

    Sim, nesta mesma linha temos gente que atravessa a faixa devagar demais, sem necessidade.

  • Rodolfo

    Carlos Maurício,

    Sempre que sou o 1º da fila fico de olho no semáforo e quando a luz amarela da outra fase ascende eu engato a 1ª marcha. Então quando o semáforo abre eu olho se vem algum retardatário pra queimar o vermelho e então arranco.

    Já vi um acidente hilário que que o cara saiu na hora que a outra fase acendeu o sinal amarelo, vinha o retardatário pisando fundo pra passar no amarelo, então não deu outra: batida.

  • Hugo

    Problema é que quem tem esses comportamentos não lê autoentusiastas, então o texto está perfeito porém é inócuo, visto que não atingirá o público-alvo necessário. Aliás, muita gente que tem esse comportamento sequer lê algo com mais de 140 caracteres.

  • Ggvale Vale

    O grande problema que vejo no trânsito em qualquer lugar do país é a falta de motoristas moderados . Na grande maioria ou é oito ou oitenta .

    • Roberto

      Você disse tudo. Um bom exemplo é a faixa da esquerda em vias urbanas onde se vê muita gente andando a velocidade incompatível com a da via (ou muito alta ou muito baixa).

      • Lucas5ilva

        Velocidade muito alta pelo menos não atrapalha a fluidez se me derem luz alta, basta eu sair da frente do apressadinho e deixar ele seguir com a vida dele, ué, dar passagem não vai encolher minhas bolas e me tornar um marica, se ele perder o controle e se estabacar no muro por excesso de velocidade, um maluco a menos, o problema é quando estão em velocidade muito baixa, pois obriga a quem vem atrás e quer manter a fluidez a fazer manobras desnecessárias de passagem!!

  • Bob Sharp

    Antonio A. do Amaral
    Seta: mudaria alguma coisa se o carro da frente desse seta nesse caso específico? É justamente pelo que venho me batendo: seta não é autorização, mas aviso de intenção de manobra. O uso do útil dispositivo infelizmente desvirtuou-se, é o que chamo de “brasileiro seteiro”.

    • Carlos Mauricio Farjoun

      Verdade, Bob, em quantos acidentes não se vê um dos envolvidos (quase sempre o culpado) dizendo “mas eu dei seta”? Dar seta é isso mesmo, aviso de intenção, tem que olhar para ver se dá para entrar e não contar que com ela quem está do lado tem a obrigação de sair do caminho.

    • José Rodrigues

      Bob,

      Tomando as dores do AAA, e respondendo à sua pergunta, eu digo que a seta mudaria alguma coisa sim nesse caso específico, em dois cenários: no primeiro, estando eu já na faixa da esquerda para ultrapassagem, eu poderia me posicionar de modo a facilitar a manobra pro cidadão ou de modo a impedí-la (dependendo do meu humor no momento); no segundo cenário, eu ainda estou na minha faixa, apenas sinalizei que quero ultrapassar; se o da frente deu seta, então eu não vou colocar meu carro na faixa da esquerda para ultrapassar, já que o iluminado pode encarar a seta justamente como autorização e não olhar antes de movimentar o carro dele, causando um acidente. De qualquer jeito o uso antecipado da seta é útil e bem vindo.

      Um grande abraço.

    • Antonio Ancesa do Amaral

      Claro de mudaria pois você mesmo disse: “seta não é autorização, mas aviso de intenção de manobra”. Meu caso, 2 veículos estão em uma rodovia e eu sou o 3º veículo(todos transitando no mesmo sentido), na sua frente uma reta, faixas secionadas e eu dou seta avisando ao segundo motorista da “intenção de manobra” de ultrapassá-lo e ao 1º veículo também, pois ambos estão se arrastando pela rodovia. O segundo motorista sentindo-se ultrajado, muda de faixa de direção e começa uma ultrapassagem só porque eu ia ultrapassá-lo e para evitar uma colisão eu jogo meu carro para o acostamento do sentido contrário da via, pois além de intervir no seu intento, ele ainda sai na minha frente com velocidade menor a que eu estava desenvolvendo. Se ele tivesse me avisado (seta-“intenção de manobra”.) que tinha pretensão de ultrapassar o 1º veículo, eu teria aguardado para ultrapassar o 1º veículo posteriormente. Quando ele viu meu carro colado na traseira dele e os pneus instantaneamente cantando, ele estranhamente demonstrou a “intenção de manobra” quando desistiu da ultrapassagem e retornou para a mão de direção dele, dando seta para a direita. Percorro 20 mil Km anualmente por quase 30 anos no mesmo trecho rodoviário, e esse fato de não aceitarem ser ultrapassado já ocorreu outras vezes.

  • Bob Sharp

    Rodolfo Milet
    Fora que em Brasília e nas cidades do interior de São Paulo é comum ver-se placa “Pare” antes das rotatórias. Rotatórias foram criadas justamente para dar fluidez ao trânsito, em que evitam-se as paradas. Deve apenas haver a placa “Dê preferência”, a do triângulo isóceles branco com bordas vermelhas de cabeça para baixo (placa R-2). que determina dar preferência para quem está na rotatória, conforme CTB, Art. 29, Inciso III, b. Como se vê, quando nem a autoridade de trânsito aplica a sinalização correta para a situação, vem-nos à mente a mentira que o Jorge Ben Jor conta ao dizer que o patropi é abençoado por Deus…

    • Rodolfo Milet

      Bob, nesta rotatória do Jardim Botânico (eu moro lá) felizmente está sinalizada com a placa de “Dê a preferência” (à direita na foto). Mas essa placa não deveria estar também na esquerda para quem vai entrar na rotatória?
      OBS: Foto tirada do Google Earth, as lombadas ainda não existiam.

      • Rodolfo Milet

        Bob, depois que postei essa foto, eu saí e aproveitei para prestar atenção na sinalização dessa rotatória, se tinha a placa “Dê a preferência” do lado esquerdo. Para minha surpresa tiraram essa placa e colocaram uma monte de “Pare” antes da rotatória. Acho que fizeram isso quando colocaram as lombadas eletrônicas. É, você tinha (e tem razão).

    • Lucas dos Santos

      Deve apenas haver a placa “Dê preferência”, a do triângulo isóceles branco com bordas vermelhas de cabeça para baixo (placa R-2). que determina dar preferência para quem está na rotatória, conforme CTB, Art. 29, Inciso III, b.

      Bob,
      Na verdade, a lei de trânsito não determina – de forma explícita – qual sinalização deve ser utilizada diante das rotatórias. À luz da legislação, o uso da placa “Pare” na rotatórias não estaria incorreto, assim como poderia não haver sinalização alguma.

      O mencionado artigo do CTB diz que “quando veículos, transitando por fluxos que se cruzem, se aproximarem de local não sinalizado, terá preferência de passagem, no caso de rotatória, aquele que estiver circulando por ela“. Ou seja, isso não obriga que se utilize, no local, somente a placa “R-2: Dê a preferência”. Apenas determina o que o condutor deve fazer caso não haja sinalização.

      Já o Manual Brasileiro de Sinalização de Regulamentação, aprovado pela Resolução 180 do Contran, diz que “O sinal R-1 [Parada obrigatória] deve ser utilizado quando se deseja reforçar ou alterar a regra geral de direito de passagem prevista no art. 29, inciso III, do CTB“.
      E é exatamente o papel da placa “Pare” antes da rotatórias: alterar a regra geral de direito de passagem. Creio que é esse o objetivo da autoridade de trânsito ao colocar essa placa lá.

      Se eu concordo com isso? Obviamente que não! Pois, como você mesmo diz, a obrigação de parada antes de transpor a rotatória simplesmente elimina a sua principal função, que é dar fluidez ao trânsito. Não é à toa que a maioria dos motoristas não faz a parada obrigatória nesses locais.

      O problema é que, sem o amparo da lei, fica difícil chegar lá e dizer “vocês estão errados!”.

      Em tempo, lembrei de um problema ainda mais grave, e que pode se aplicar a esse caso: em determinadas localidades, a autoridade de trânsito demonstra desconhecer a diferença entre as placas R-1 e R-2, achando que “é tudo a mesma coisa”. Dessa forma acabam colocando qualquer uma das placas, aleatoriamente. Triste, mas realidade.

  • Carlos Eduardo

    Acho válido os questionamentos sobre comportamento individual acima do coletivo, mas esse blog não faz isso quando coloca o carro acima de tudo? Sou entusiasta, mas discordo de muitas posturas e opiniões aqui, colocando o carro sempre acima de todo meio de transporte. Quando o blog critica todas as intervenções viárias que prejudicam a circulação de automóveis em detrimento da mobilidade, é exatamente da mesma forma que visualizo o tema: o “eu” na frente do “nós”? Eu vejo críticas a ciclovias, ciclofaixas, faixas exclusivas de ônibus…. Todas são medidas que tiram automóveis das ruas.É óbvio estou falando de medidas bem planejadas e obras bem feitas.

    E o post tem um “quê” desse egoísmo, quando desconsidera que há carros mais fracos, motoristas mais lentos, com dificuldade de enxergar, idosos, pessoas menos experientes, menos habilidosas, mais cautelosas…Excetuando-se a questão do celular ou de infringir o código e suas penalidades, o restante me parece exagero quando se enxerga pela ótica da empatia, de se colocar no lugar do outro. Será que meu carro não é rápido demais? Ou eu dirijo rápido e agressivamente? Ou fiscalizo demais o trânsito, apontando defeitos em tudo e todos, mas nunca olhando para o meu umbigo?

    O pedestre está sempre em desvantagem (massa, potência, velocidade, tempo a percorrer, exposição ao ambiente). Portanto, nós, enquanto motoristas, devemos prezar pelo cuidado. Nem que tenhamos que parar. Um acidente é sempre pior para quem está a pé. Vale o mesmo raciocínio se estivermos num bitrem de 15 toneladas e um carro de passeio a nossa frente “atravanca” o caminho. O cuidado é do maior para o menor. Sempre! Você sugere que o pedestre pare por 5 segundos. E por que você não poderia ceder este tempo e parar por 5 segundos?

  • Bob Sharp

    Ramz Fraiha
    Isso que você relata, ruas ruins, é o que não se encontra ao dirigir na Europa que, combinado com destreza da média dos motoristas infinitamente superior à nossa, resulta num trânsito fluido e sem causar tensão. Além disso, as poucas lombadas que se vêem na Europa não são para reduzir velocidade, mas para lembrar de mantê-la, fora que são bem baixas. Na questão de lombadas, o Brasil é, indubitavelmente, um país amaldiçoado.

  • pkorn

    Antigamente motoristas ruins (hoje cada vez mais numerosos, naturalmente) podiam ser contornados, evitados ou ultrapassados. Hoje não há mais espaço nas ruas e os maus motoristas efetivamente comprometem o bem comum, causam filas e afunilamentos. Durante a Segunda Guerra Mundial, o departamento de propaganda da Inglaterra criou alguns bordões, além do famoso “Keep calm and carry on”, havia o “Careless talk costs lives” rapidamente corrompido para “Careless lives cost talk”, pelos sempre sarcásticos ingleses. Acho que esse último se aplica bem aos motoristas “domingueiros” ou “boca aberta” como dizia meu saudoso pai, sobre quem guiava mal: cara colada no pára-brisa, boca entreaberta, gestos inseguros e enervantes…
    Abraços Entusiastas!

  • Lucas dos Santos

    Excelente! Medidas como essa contribuem para algo importante no trânsito: a previsibilidade.
    No exemplo da garota ali, a partir do momento em que os demais motoristas vêem o aviso, eles já sabem o que esperar. Ou seja, eles já são capazes de prever que o motorista a frente poderá cometer erros e, com isso, serão mais cautelosos ao se aproximarem, evitando serem pegos de surpresa por alguma manobra errática.
    Há quem considere isso constrangedor, mas eu não vejo dessa forma. Pelo contrário, creio que é até uma forma de contribuir para a segurança, não somente do condutor como a dos que estão à volta.

    • Paulo Roberto de Miguel

      Eu não considero constrangedor, mas triste. No caso da menina, ela mesma percebe a dificuldade que tem na condução do veículo. Que sistema de habilitação é esse que lança às ruas motoristas com tanta insegurança que chegam a pensar nesse tipo de aviso?
      Lucas, apesar de não ter experiência, você está querendo fazer o correto e está se informando a respeito. Com certeza dirigirá muito bem em um futuro próximo.

      • Roberto

        Na realidade esta pratica de colocar um adesivo em recém-habilitado é até lei em outros países (Japão, por exemplo) para que os outros motoristas fiquem atentos, pois os mais novos podem cometer pequenos erros com maior freqüência que outros motoristas mais experientes.

        Aqui, uma coisa que coloca bastante medo nos motoristas recém-habilitados são as infrações cometidas pelos outros. Ele percebe muitas vezes que não basta dirigir seguindo a lei, e sim dirigir prevendo que as infrações mais comuns (não usar a seta, não olhar no espelho, andar no corredor em alta velocidade etc).

  • a. shiga

    Uma coisa que todos nós aqui podemos fazer é suavizar trânsito lento, tentar manter uma velocidade regular quando tem anda e pára, evitando parar o carro, observando uns 5 carros a frente e regular a velocidade de modo a fazer a fila que está atrás não pare. Claro que tem que ficar atento aos folgados da fila ao lado para que não enfiem a cara na sua frente, pois a gente sabe que tem muito. Também depende da boa vontade do cara da frente de não acelerar e frear binariamente. Mas no geral é uma coisa que melhora bastante a fluidez.
    Inclusive é uma das poucas coisas que podemos fazer para melhorar o trânsito à nossa volta…

  • Dieki

    Discordo do quesito viva-voz. Para mim, usar esse recurso é como conversar com um passageiro. A mesmíssima distração, principalmente se os comandos forem no volante. Acho que os pontos mais interessantes são sobre andar abaixo da velocidade máxima e parar em faixas de aceleração. É complicadíssimo. Um que poderia ser adicionado é parar em faixa dupla na porta das escolas. Ou o filhote é deficiente e não consegue andar ou responsável o é. Por que atrapalhar a vida de dezenas pela sua preguiça? Chegue mais cedo, pare mais longe, se vire, mas não pare em fila dupla, principalmente se for uma van escolar, onde entram uma turma enorme e a van só sai quando todos entram.

  • Paulo Roberto de Miguel

    Não me lembro de um post que coloque o carro acima de tudo. Dirigir bem e respeitar as regras é obrigação do motorista. Dirigir não é um direito, é uma coisa que a gente pede ao poder público para fazer. Se a pessoa não tem aptidão para tal, ela é que está deslocada, ou não? Para isso existem os exames de saúde, de aptidão etc. Eu devo ter paciência com um médico que não sabe operar? Ou com um bombeiro que não sabe apagar o fogo? Este site nunca foi contra o uso correto das vias públicas, nem contra os pedestres, nem contra as bicicletas.
    Tem alguma coisa errada com a sua interpretação.

  • Roberto

    Faço exatamente a mesma coisa pois infelizmente existe muita gente que passa no sinal vermelho. Mesmo assim consigo arrancar na frente de todo mundo quando estou na primeira fila do semáforo.

  • Marcelo R.

    Isso depende da habilidade (ou falta de habilidade) da pessoa que está dirigindo. Concorda?

    • Chico

      A todos que responderam meu comentário :
      Este comportamento de ficar usando o freio em retas e sem obstáculos, está se tornando comum a medida que aumenta o numero de ” motoristas ” que não olham para os lados, dirigem igual uma estátua e de preferência sem piscar os olhos. Infelizmente temos que dividir as ruas e estradas com eles.

    • Lucas dos Santos

      Concordo totalmente! Era aí que eu queria chegar.

      Mesmo em vias com limites de velocidade bastante restritos, é possível manter uma velocidade constante sem precisar recorrer ao freio a todo momento. Mas alguns motoristas demonstram que realmente não têm habilidade suficiente para isso.

      • CorsarioViajante

        É complexo de jogar videogame no teclado, ou você acelera até o talo ou breca até o talo! rs

        • Lucas dos Santos

          Hahahaha! Gostei da comparação!

        • Lucas5ilva

          hahahahahaahah motoristas de playstation! hehe

  • Lucas dos Santos

    Certa vez vi um vídeo no YouTube em que o motorista utilizava uma “técnica” para não ficar no anda-e-para que consistia exatamente em manter velocidade constante sem jamais parar o veículo.

    No entanto, ele não se importava se alguém entrasse na brecha que se abria à frente dele. Dizia que isso não atrapalhava.

    Pena que não me lembro mais que vídeo era esse – só sei que não foi gravado no Brasil -, pois eu queria revê-lo para entender melhor os detalhes. A propósito, se alguém souber a qual vídeo eu estou me referindo, favor indicá-lo aqui.

    • Eduardo Cabral

      Em estradas com bastante movimento mas ainda sem congestionamento isso realmente funciona, mas o segredo é ir um pouco mais rápido ou um pouco mais devagar que o resto. Dá para ver claramente que se formam “bolhas” e entre essas bolhas existe um espaço vazio e seguro para se trafegar. Não dá para trafegar uma viajem toda assim pois vira e mexe essas bolhas se juntam. Quando se anda mais devagar o segredo é facilitar o máximo a ultrapassagem dos outros. E quando se anda mais rápido fazer o diabo para passar logo…

      E faltou dizer, cada uma dessas bolhas é encabeçada por algum sem noção que quer controlar o trânsito fechando a pista da esquerda.

      • Lucas5ilva

        Essas “bolhas de carros” que você fala eu chamo de “manada” ou “pelotão de lerdos”, e eu sempre procuro fugir delas e tem dado certo! heheh as vezes por conseguir me desvencilhar desses pelotões de lerdos, sempre consigo aproveitar a onda verde! heheh

      • Lucas5ilva

        As vezes acontece desses pelotões de lerdos ser encabeçados por mais de um lerdo, e sempre em formação delta quando é pista com 3 faixas, sempre acontece comigo de quando eu consigo quebrar a “formação delta” desses lerdos, mais gente que estava atrás deles sendo seguradas passam a me acompanhar aproveitoando os “caminhos” que eu abro no meio da lerdaiada, já aconteceu isso com você? rs

    • Ilbirs

      Não seria este vídeo?

      Foi gravado nos Estados Unidos (Seattle) e já o havia visto anteriormente. Tento aplicar um pouco isso por aqui, mas como brasileiros se esmeram e se esforçam em fazer tudo aquilo que seja oposto ao normal e esperado da espécie Homo sapiens a que pertencem, nem tudo é aplicável, pois sempre haverá alguém adiante de ti parando o carro diversas vezes para não atropelar formigas.

      • Lucas dos Santos

        Esse mesmo! Muito obrigado por colocá-lo aqui. Você não faz ideia do quanto eu o estava procurando.

        Vou revê-lo com mais atenção a fim de formar uma melhor opinião sobre o assunto. Quando assisti pela primeira vez, o tinha achado uma extrema bobagem e acabei não dando a atenção que o assunto merecia. Hoje eu penso diferente e creio que a questão mereça sim ser analisado mais friamente.

        Grato pela atenção!

  • c4vitesse

    Concordo com a maioria dos pontos, especialmente os dois primeiros. São coisas que apesar de não serem obrigatórias pelo CTB fazem parte do bom senso de cidadania.

    Só não concordo com a primeira parte do ponto da faixa de pedestres. Acho que o carro parado da mais segurança para alguns pedestres, pois faz uma proteção. Isso por exemplo para idosos ou pessoas com dificuldade de locomoção faria diferença.

  • jrgarde

    Não reduzem pq a rotação aumenta daí acham que o carro vai explodir…

    • Lucas dos Santos

      Exatamente!

      Se sugerirmos isso a alguns desses motoristas, certamente receberemos como resposta: “mas aí o motor vai começar a berrar!”.

  • Renato

    Imaginem os senhores a dificuldade que deve ser para um iniciante ao volante andar nestas cidades:

    a. Ele tem que ter destreza para partir assim que o farol abre;
    b. Ele tem que andar tão rápido quanto os mais experientes o fazem;
    c. Ele tem que ter a mesma capacidade de julgar tempo/distância que um motorista experiente.

    Acho que devíamos proibir pessoas assim de dirigir nos grandes centros ou, pelo menos, nos horários de pico, deixando assim as ruas apenas para quem já é ‘expert”. Que tal?

    • Lucas dos Santos

      Isso mostra o quão ruim é a formação dos nossos condutores. E, não me refiro somente às autoescolas, mas ao sistema como um todo.

      Como eu já comentei em outro site, o processo de habilitação deveria ser realizado em duas fases. Após conseguir a habilitação provisória, o motorista – que agora já conhece o básico – deveria fazer um curso complementar de direção veicular, visando aprimorar as suas técnicas. Ao final dessa segunda fase, ele faria uma nova avaliação e só receberia a habilitação definitiva se passasse nessa avaliação.

      Creio que essa mudança no processo faria com que o motorista ficasse mais bem preparado para enfrentar o nosso trânsito.

      Não é à toa que, hoje em dia, os chamados “Centros de Treinamento para Motoristas Habilitados” estão ficando cada vez mais numerosos em nosso país.

      • Lucas5ilva

        Pois é, eu acho que aqui tinha que ser como nos EUA, fazer a prova teorica e pegar uma licença pra dirigir acompanhado de uma pessoa habilitada, até criar coragem e marcar o exame prático de direção pra pegar a habilitação definitiva quando achar que já está pronto pra encarar o trânsito sozinho!!

    • Avatar

      Renato,
      Independente da ironia ou não, acho que:
      a) Partir assim que o semáforo abre não exige destreza “extra”. Ou o tempo de resposta/reação de um iniciante a uma troca de luz será maior que 1 ou 2 segundos? Se for assim, nem deveria ter tirado a CNH.
      b) Atualmente, pela velocidade das vias que temos, os mais “experts” poderiam andar a uma velocidade maior do que as indicadas facilmente. Portanto, os iniciantes andando naquilo que os órgãos insanos regulamentam já seria muito útil.
      c) O aspirante a motorista tem que ser colocado em inúmeras situações para vivenciá-las. O simulador que hoje consta na legislação para os CFC ajuda (eu disse AJUDA) a vivenciar essas situações e treinar essa capacidade de julgamento sem os riscos da rua.
      Conclusão: respondendo à sua pergunta final, acho que seria muito mais útil os agentes fiscalizadores deixarem de serem meros colocadores de cones e seguranças de radares estáticos e passassem a observar os motoristas no trânsito e abordá-los para orientar sobre a maneira como estão dirigindo. Incluídos aí a figura do “roda-presa”.
      Outra questão é que hoje os jovens estão muito mais interessados em serem “experts” no seu smartphone do que serem minimamente bons ao dirigir. O problema disso? Quem não sabe 100% da capacidade do smartphone não congestiona a rede telefônica. Já o “roda-presa”…

    • CorsarioViajante

      Torcendo aqui para ter sido irônico.

    • Rogério Ferreira

      Lamentável., Então vamos lá…
      a. Se o motorista não tem destreza para partir assim que o farol abre; b. São não consegue andar tão rápido quanto os mais experientes o fazem; c Se não tem que ter a mesma capacidade de julgar tempo/distância que um motorista experiente. Então, ELE NÃO TEM CONDIÇÕES DE DIRIGIR, nem em trânsito intenso e principalmente, em rodovias… também não tem o direito de causar transtornos, por causa da pouca habilidade e “barbeiradas”. É o que foi muito bem esclarecido aqui no site, os CFC, não formam motoristas, apenas treinam para para tirar a habilitação, para passar na provinha indecente do Detran. O recém-habilitado, que conhece e sabe de suas limitações, que tem que ter é humildade, de que a carteira na mão não o deixa apto a qualquer situação de trânsito. Deve ter o bom senso de fazer como eu e a maioria de nós fizemos, de começar a dirigir nos finais de semana, com pouco movimento, ou estrada em dias que não for feriado. Ai, aos poucos, ir apurando as habilidades. Simples assim. Todas as pessoas que conheço, começaram desta maneira. E outra, é completamente possível andar devagar, sem atrapalhar ninguém. Se você é realmente motorista, sabe o que tem que fazer.

      • Carlos

        Vc só esqueceu que estrada, rua, avenida, são feitos para DESLOCAMENTO, trânsito de pessoas, direito garantido pela constituição:ir1 e vir!

        • Paulo Roberto de Miguel

          Bola na trave. Direito de ir e vir, sim. Dirigir no trânsito não é direito assegurado pela constituição. Você precisa adquirir um veículo com seus próprios recursos e solicitar uma autorização ao poder público. Quando suspendem uma habilitação por excesso de pontos fica prejudicado o direito de ir e vir? Pense a respeito!

    • Bob Sharp

      Renato
      Sua observação não é pertinente. Quando se recebe o brevê de piloto de avião após apenas 40 horas de vôo entre solo e com instrutor, pode-se pilotar sem restrições quanto ao tráfego aéreo.

      • Renato

        Eu sei das dificuldades que minha filha teve para dirigir morando no centro de São Bernardo do Campo.
        E a comparação com o breve é descabida porque todos os aeronavegantes seguem o padrão.
        Qual o limite de idade para se pilotar aeronaves? Por que?

    • Paulo Roberto de Miguel

      Sim, somente para quem está habilitado. Afinal, o processo de habilitação deveria cuidar disso ou não? Dirigir no trânsito não é um direito, é uma conquista. Você tem que comprar um carro e pedir ao poder público autorização para isso. Sim, é somente para quem sabe (ou deveria saber)!!!!

  • Lucas dos Santos

    Isso é chamado de “Vermelho geral”. Uma espécie de “margem de segurança” inserida entre os ciclos de semáforos, prevista, inclusive, no Manual Brasileiro de Sinalização Semafórica (Resolução 486 do Contran).

    http://i.imgur.com/Z475eoP.png

    Aqui na minha cidade, o vermelho geral é chamado de “tempo para pedestres”. O problema é que aqui os motoristas já perceberam a existência desse vermelho geral e arrancam antes do semáforo abrir, e os pedestres, aqueles “seres invisíveis” que citei em outro comentário, ficam sem “tempo” algum para fazer uma travessia segura. Tudo porque alguém achou que seria uma boa idéia remover os semáforos para pedestres dos cruzamentos.

  • jrgarde

    CMF, recomendo que vá algum final de semana de sol até o litoral sul paulista, como fiz neste último. Show de horror! Desde folgados conversando em duas pistas da Imigrantes, até mais de 100 ambulantes no pedágio andando pelas faixas…
    Fiquei irritado com tanta “ingnorância”

    • CorsarioViajante

      Hahaha quase nos encontramos na estrada então.. A Imigrantes é mesmo o maior reduto de barbeirões. INclusive incentivados pela tenebrosa Ecovias, que faz “operação comboio” até sem neblina!

      • jrgarde

        É mesmo impressionante a quantidade de motoristas sem noção na Imigrantes!
        A Ecovias está preocupada com o pedágio, o valor, com segurança nao está nem ai…inúmeros vendedores pela estrada, inclusive com motoristas parando do nada para comprar uma aguinha ou uma pipoquinha do saco cor de rosa…
        No pedágio, os mais de 100 ambulantes trabalhavam tranquilamente enquanto uns 5 caras da ecovias riam na ilha do pedágio.
        Deprimente.

  • Paulo Roberto de Miguel

    Outro problema é que nosso processo de habilitação não é lá muito sério, não é? Então coloca nas ruas motoristas despreparados, mesmo que “habilitados”. Como não há uma fiscalização, nem legal (polícia ineficiente), nem moral (sociedade acostumada à má condução de veículos), a pessoa pode passar a vida ignorando determinadas normas de conduta ou mesmo normas de trânsito (como no caso das rotatórias em que mesmo motoristas aparentemente maduros não sabe se vão ou se ficam). No fim, o tema central do texto continua valendo. Falta de educação no sentido amplo, pura e simplesmente.

  • Avatar

    Carlos Farjoun,
    Artigos como esse deveriam ser enviados às autoridades de trânsito para ver se após muita repetição (martelando na cabeça, mesmo) deixavam de pensar apenas em campanhas contra a velocidade e álcool, mas passassem a “pegar no pé” também dos “trava-rua”.

  • Jorge

    Muito bom texto. O problema é que provavelmente não vai atingir o verdadeiro público-alvo. Pois acredito que a maiorria dos Autoentusiastas possui uma visão parecida.
    Senti falta do motorista que anda na pista da esquerda e não dá passagem de forma alguma, se achando o dono da pista. Este caso é muito grave, pois ao tentar uma ultrapassagem pela direita, que é uma falta de acordo com o CTB, você pode acabar ocasionando um acidente, e a culpa será sua, não do verdadeiro causador.

    Abraços

  • Christian Govastki

    Faltou incluir o apressadinho do acostamento…

    • Rafael Ramalho

      Virou uma palhaçada a perseguição contra quem trafega pelo acostamento. Cito dois exemplos onde passo, sim, pelo acostamento e vou continuar passando. Em Minas Gerais na BR-381 chegando em Belo Horizonte, no posto da PRF a fila de lentidão chega à absurdos 10 km ou mais, simplesmente porque a via não comporta o fluxo dos imbecis que passam à 20 km/h pelo posto de fiscalização. Você perde quase 2 h no trânsito lento. No Espírito Santo, na BR-10, sentido Vitória, chegando no município de Fundão, existe um sinal de trânsito em plena rodovia que acaba com o fluxo, também gera um trânsito absurdo. Na BR-262 em Manhuaçu, os inúmeros quebra-molas também são um excelente motivo para passar pelo acostamento. A realidade Christian, é que se metade soubessem dirigir, nunca mais seria preciso trafegar pelo acostamento.

      • Christian Govastki

        Você está desconsiderando que:

        1 – Acostamento não é pista de rolamento.

        2 – Há ciclistas trafegando por ali, onde é o lugar deles.

        3 – Há pessoas andando por ali.

        4 – Que há veículos parados ali, por qualquer motivo que seja, quebrados, deixando pessoas entre outros motivos.

        Não foi uma nem duas vezes que pessoas morreram por causa de apressadinhos como você que acham que acostamento é pista de rolamento.

        Além do que acho uma palhaçada quando vem uma viatura, que teoricamente está a serviço passando pelo acostamento e não está a serviço.

        E para completar, não dou passagem aos apressadinhos e torço para que dêem de cara com uma viatura da polícia.

        Sabe qual é a melhor punição para vocês, se eu fosse policial? Retia o veículo por 4 horas para aprender.

        A única hipótese que acho salutar transitar pelo acostamento é quando há colisão na via, desvia-se para o acostamento para em seguida voltar para a pista de rolamento.

        Se o problema de trânsito é engenharia (ou falta dela) porquê você não sugestiona ao responsável a solução? Eu fiz isto aqui em Brasília e eles acataram a minha sugestão.

        Sugiro que você repense suas atitudes.

        • Rafael Ramalho

          Eu não disse que estou certo, muito menos quero justificar. Concordo que sou um completo imbecil, típico do LISARB, porém um imbecil em movimento e não parado por conta dos outros idiotas.

  • CorsarioViajante

    Fato! É chocante como isso vem se tornando comum!

  • Gabriel FT

    Estive na Itália semana passada e rodei pelas autoestradas deles. VIas excelentes, mas o limite de velocidade para caminhões é 90 km/h, ônibus 100 km/h e carros 130 km/h. Percebi claramente esse problema de veículos mais lentos atrapalharem o fluxo, tanto durante o tour de ônibus quanto dirigindo o carro. Ultrapassagens desnecessárias se tornam necessárias devido aos caminhões mais lentos e ônibus. Não compreendi o porque do limite menor para ônibus e caminhões.
    Aqui embora as estradas não se comparem com as de lá, também não vejo essa necessidade de limite diferente para caminhões e ônibus, salvo em descidas de serra e curvas acentuadas.

    • Rodolfo

      Gabriel,

      Se aqui tem limite para caminhão e eles passam muito a mais dele, imagina se iguala aos de carros… onde é 120 km/h então caminhão ia andar a 150 km/h pra mais

      • Gabriel FT

        Discordo completamente. Os que andam acima do limite provavelmente continuariam andando na mesma velocidade que andam hoje. A única diferença é que não iriam levar multas, pois estariam andando na faixa dos ~110 a 120km/h.
        Não adianta criar limites artificialmente baixos e depois dizer que as pessoas não respeitam os limites e que se aumentar o limite de velocidade as pessoas irão andar ainda mais rápido. Isso é mentira. Diversos estudos feitos sobre velocidade das vias mostram isso.
        Na Europa, os caminhoneiros só não andam acima do limite porque os caminhões são limitados a 90 km/h, pois se depender das rodovias andariam também na média de 120 km/h, atrapalhando muito menos a fluidez.

        • Rodolfo

          Espero que um caminhoneiro não tente passar por cima de você como aconteceu comigo… então você vai entender o que eu estou dizendo… mais acontece isso são nas pistas simples, mas nas duplicadas também ocorre, mas em menor número.

          Alguns caminhoneiros andam rebitados e drogados (cocaína) e estão com pressa de entregar a carga… você não acha que um caminhão na ladeira passe dos 150 km/h?

        • Rodolfo

          Gabriel,

          Uma jamanta não consegue frear igual uma carro a 120 km/h.

  • Avatar

    Carlos Eduardo,
    Respeito sua opinião e admiro ter lembrado de outras pessoas, mas de forma bem resumida, para todas as pessoas menos “favorecidas” exemplificadas por você a solução seria dirigirem à direita da via, tal como rege o CTB.
    A questão é que só os artigos que são fáceis de serem fiscalizados eletronicamente são realmente observados pelas autoridades.
    Com relação ao pedestre, da forma como tem sido feita a lavagem cerebral sobre respeito no trânsito e prioridade do pedestre, se um incauto cair nos trilhos do metrô, passarão a crucificar o maquinista, caso não consiga parar a composição. Esse negócio de dar prioridade sempre ao pedestre está fazendo com que as pessoas, quando na condição de pedestres, se arrisquem mais, deixando de observar situações óbvias, que carros não param instantaneamente e que também os pedestres devem ajudar na fluidez. Eu, por exemplo, jamais atravesso em esquinas se isso fizer com que o carro que estará esperando a minha travessia bloqueie a faixa de rolamento onde há outros carros vindo e sem possibilidade de mudar de faixa. Na minha humilde opinião, penso que os carros não andam pelas calçadas (e motoqueiros que o fazem deveriam ser extirpados da lista de detentores de CNH) e por isso pedestres não deveriam andar pela rua fora da faixa de pedestres. Duvido que você nunca passou pela situação de ter que aguardar para passar porque o “coitadinho” do pedestre preferiu a rua à calçada, mesmo que a mesma estivesse desobstruída. Isso me lembrou de outro item que poderia ser adicionado ao item 1 lista pelo autor do post: os pedestres que acham que vai dar tempo para concluir a travessia, mesmo iniciando-a com o vermelho piscante.

  • Ilbirs

    Em relação ao trânsito brasileiro (e também poderia ser o europeu ou de algum outro lugar em que a maioria dos carros tenha transmissão manual) há uma cadência diferente da americana (cuja maioria dos carros é automática e, portanto, com freio-motor de pouco para nulo e, quando existente, na base de segurar a manada de búfalos em vez de fazê-la ir mais lentamente). Logo, mesmo quando aqui no Brasil temos tranca-ruas que ficam apertando o freio a cada 5 milésimos de segundo, ainda assim muitos poderão estar com o carro tendo a velocidade reduzida naturalmente e sem pisar no freio, só de se estar em freio-motor.
    Claro que no Brasil, uma vez que é um país onde as pessoas fazem o oposto do normal e esperado para a espécie Homo sapiens, muitas pessoas não têm a menor ideia do poder do freio-motor (mesmo em carros automáticos) e logo vão fazendo aquela luzinha vermelha intermitente acender na sua cara (e te deixando com raiva se acender muitas vezes), mas ainda assim há a questão da diferença na cadência devido ao tipo de transmissão da maioria dos carros.

    Temos de também levar em conta que por aqui temos semáforos por regra desregulados e sem sincronia, o que por si só ajuda a formar ondas de tráfego. Não consigo imaginar que em São Paulo se consiga fazer o que é perfeitamente possível em Nova York:

    Não é à toa que por aqui acaba valendo a regra de “após a meia-noite, todo semáforo é verde”, sendo necessário dar aquela reduzida antes de se cruzar a luz vermelha.

  • Luís Gustavo de Barros

    Alguém aí ainda sente prazer em dirigir? Para mim, tirar o carro da garagem se tornou quase que um martírio. Dirijo apenas quando necessário e com a maior humildade, simplesmente me esforçando em atrapalhar o mínimo possível e chegar ileso em casa.

    Também não sinto vontade nenhuma em trocar de carro por um mais caro ou potente. Pra quê? Pra ficar preso na faixa da esquerda atrás de alguém andando bem abaixo do limite da estrada? Atravessar uma cidade com sinalização pavorosa, radares e faixas exclusivas que te obrigam a orar cada vez que precise dobrar uma esquina? Parar em vagas de estacionamento sem espaço nem pra abrir a porta?

    E o que dizer dos outros motoristas? Pensa naquele seu colega de trabalho mais ignorante ou na vizinha mais desequilibrada da rua… sim, eles tem carro e dirigem por aí! Nosso trânsito é lotadinho de gente assim e só mudaria com uma reforma gigantesca e na melhoria da educação do povo como um todo. E sabe quando isso vai ocorrer? Nunca.

    Portanto, sou mais um no meio de tantos, dirigindo meu 1.0 genérico utilizando-o como mero meio de transporte.

  • Rogério Ferreira

    Puxa vida, Bob, naquela foto acima, o cara atravanca uma fila de Shelby Cobra… Mas aí também fica difícil andar no ritmo. Aliás aquela foto foi tirada no EUA? que estradinha “chinfrim” é aquela? parece as estaduais que tem aqui, nem acostamento? Sei que a famosa rota 66 tem alguns trechos de pista simples, mas será? Bom quanto ao tema, por muito tempo, que dirijo, sou criticado pela minha postura ao volante, justamente por suplicar pela fluidez, e até me estressar com aqueles que não colaboram, querem nos obrigar a andar no próprio ritmo. A questão do semáforo, vivo ela todos os dias, aqui no interior de Goiás, e nessas terras, de longe, temos os motoristas mais folgados do Brasil. O sinal abre e o cara ainda pensa em engatar a marcha, pensa em soltar a embreagem, arranca vagarosamente, e as vezes, nem o quarto da fila consegue passar, numa travessia de 30 segundos… É de querer meter a mão na buzina, xingar até a última geração do cidadão, só que não, devo me conter, mudei para cá justamente para me acalmar, do ritmo frenético da cidade grande… E na estradinha de pista simples, sem acostamento (bem parecida com a da mencionada foto) que liga a cidade onde moro à cidade onde trabalho… 15 Km de chateação. Os “chapeludos”, que não tem pressa para nada, andando no asfalto, no mesmo ritmo que andam nas estradas de chão, e parece que fazem a absoluta questão de atrapalhar quem ousar ultrapassá-los. A maioria, nem habilitação tem, e quando tem, foi comprada, pois muitos nem sequer sabem ler. Aqui também tem muitos “medrosinhos”, como a daquela história que contei aqui, da mulher do CrossFox, e do caminhoneiro maluco, que quase me fizeram ir para o além. Ela praticamente parada, sob uma ponte, quando eu descia a ladeira, com um carreta na cola. Se o caminhoneiro, não tirasse para fora da pista, para se estabacar no barranco, seria acidente de passar no Jornal Nacional. Muito bem lembrado também o caso dos medrosinhos de Brasília, onde dirigi a maior parte da minha vida. Uma vez, trinquei o parachoque traseiro de um Ford Ka de uma delas (outra mulher), que estava na minha frente, parada, em plena pista de aceleração, Quando ela resolver ir eu tambem fui, mas ela parou repentinamente, para esperar um carro que estava próximo, mas vinha devagar. não consegui desviar, e evitar uma pequena batida. Como a uma lógica em Brasília, de quem bate atrás está sempre errado (pasmem), paguei o concerto do carro dela. Brincadeira. Esse tema é muito oportuno Bob, e gostaria de permissão para poder compartilhá-lo em rede social. Obrigado.

    • Bob Sharp

      Rogerio
      A foto mostra uma estrada nos Estados Unidos, mas é meramente ilustrativa, obtida na internet. / Pode compartilhá-lo, sim.

    • lightness RS

      Existem incontáveis estradas assim nos EUA amigo, assim como na Europa, não viaje!!!

      Existe uma densidade de auto-estradas bem maior, ligando a maioria as cidades médias em diante, mas existe milhares de outras cidadezinhas pequenas (o que tem de sobra em vários estados americanos) que são ligados por estradas assim!! Mas sempre problemas, o fluxo também é mto pequeno, caminhão? Se vê raramente em estradas assim, dependendo do local, os habitantes até estranham

      • Rogério Ferreira

        Realmente o problema é falta de viagem.. mas ainda vou dirigir por essas terras, e será em breve… A questão é que só escuto elogios às estradas estrangeiras…

  • Gabriel FT

    Esses são outros problemas e devem ser tratados à parte. Criminosos no volante existem aos montes sim e devem ser punidos. E não são apenas caminhoneiros que fazem isso.
    Quanto à distância de frenagem, isso não impede que nos EUA, na maioria dos estados, carretas trafeguem à mesma velocidade que carros.

  • Paulo Roberto de Miguel

    Não sabia… bom, pode até ser lei no Japão etc., mas eu acho que se você saiu à rua habilitado é porque reúne ou deveria reunir a habilidade mínima para tal. Isso dispensaria esse tal adesivo.

  • Rodolfo

    A multa agora para quem trafegar no acostamento aumentou: “Multas por ultrapassar na faixa contínua, em pontes, viadutos ou pela direita, usando o acostamento, vão passar de R$ 191 para R$ 957”.

    Fonte: http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2014/10/multas-vao-ficar-mais-caras-e-punicao-mais-rigorosa-partir-de-novembro.html

  • Bob Sharp

    Carlos
    Acho que quem esqueceu alguma coisa foi você. Ninguém pode ter seu deslocamento prejudicado sob nenhum pretexto. No metrô de Londres há aviso nas escadas rolantes para as pessoas se manterem à direita.

    • Renato

      Nos daqui também, mas à esquerda.

      • Lucas5ilva

        Porém ninguém respeita, a mente colonizada da maioria dos brasileiros semi-alfabetizados não foi feita para pensar em conjunto e em causa-consequência, a pessoa pára na porcaria da escada a esquerda (faixa da esquerda nas vias de trânsito rápido), eles acham que não tem ninguém mais atrás deles ou com pressa, ou senão usam a velha desculpa “ah, isso aqui é escada rolante, tá com pressa vai pela escada de cimento” esse país não tem mais jeito, só jogando uma bomba e recomeçar do zero, ou devolver pros índios e pedir desculpa, nossa sociedade falhou miseravelmente!!

  • Bob Sharp

    Renato
    A idade mínima para tirar o brevê de piloto é a mesma da habilitação para automóveis, 18 anos. Dei o exemplo da aviação para mostrar que o problema está apenas na instrução. Se fosse correta, o motorista recém-habilitado teria todas as condições para dirigir como os mais experientes.

  • Mr. Mojo Risin’

    Típico brasileiro: “carga tributária é abuso, não concordo com isso, portanto vou sonegar”

  • LG

    Li o artigo hoje e vou tecer apenas 2 comentários:

    1.Quem já teve o desprazer de fazer compras num grande super/hipermercado na véspera ou próximo à feriadões e observa como todos “dirigem” os carrinhos, certamente ficou estarrecido com a educação (falta de ) dos “motoristas”, parando no meio dos corredores, em fila tripla na frente de gôndolas e prateleiras, se arrastando pelo meio dos corredores sem dar passagem, fora os “caminhões” (repositores com escadas e carrinhos com pallets), que fecham as “avenidas” (corredores). Ou seja, o problema é berço, educação, falta de estrutura familiar, exemplo de pai e mãe.

    2.Na minha modesta opinião, não basta curso de CFC (autoescola). O candidato à habilitação deve no mínimo ter o 2o. grau completo, qdo então já tomou contato com a mecânica clássica (Newtoniana), e deve prestar prova demonstrando este conhecimento. A maioria dos semialfabetizados que “tiram” carta, inclusive como profissional, não tem a mínima noção de vetor, atrito estático/dinâmico, movimento retilíneo uniforme, uniformemente variável, velocidade, distância, tempo, velocidade relativa, aceleração positiva e negartiva, etc,etc, etc.

    esta é a minha humilde opinão.