Autobahn-Passing-Lane  QUESTÃO DE ATITUDE Autobahn Passing Lane

Problema não é só aqui (foto richtertriallaw.com)

Outro dia um amigo tomou um táxi para levá-lo ao aeroporto internacional e notou que o motorista dirigia bem, com uso correto do motor e do câmbio, freava com suavidade, enfim, fazia tudo certo. Fazia.

Na marginal do rio Pinheiros, depois na do Tietê, mantinha-se a 90 km/h, o limite, na última faixa da esquerda. Meu amigo já se sentiu incomodado (como eu fico quando sou passageiro e isso acontece), mas ficou quieto. Até que notou um carro atrás pedindo passagem relampejando farol alto. Não se conteve e perguntou ao taxista por que não dava passagem. “Já estou no limite, não tenho que dar passagem”, ouviu, incrédulo, a resposta.

Há mesmo qualquer coisa errada na cabeça de quem pensa e age como esse motorista. Ou ignorância do Código de Trânsito. Pior, não raro gera tensão no trânsito, totalmente desnecessário.

Já falei várias vezes a respeito desse tema aqui no Ae, mas esse fato do taxista me fez voltar ao assunto.

Mas esse problema não é só aqui, não. No Canadá e nos Estados Unidos os que “compram” a esquerda são chamados de “bandidos da faixa esquerda” (left lane bandits). Fiscalizam, ficam em cima, como mostra a foto de abertura, de natureza nitidamente educacional.

Não sou psicólogo, mas tenho certeza de haver uma componente, ou  razão, psicológica nisso tudo: o sentimento de importância. “Sou um cara importante e caras importantes andam na esquerda, a direita é para a ralé.” Por que me soa impossível alguém racionalmente permanecer na última faixa da esquerda num via multifaixa ou na da esquerda — sem necessidade — quando são apenas duas faixas de rolamento.

 

left lane hog  QUESTÃO DE ATITUDE left lane hog

Por quê? (foto pinoypetroheads.blospot.com)

Cena comum é se pedir passagem — na maior parte das vezes nem precisa, basta se colocar numa distância do carro à frente que incomode, como o equivalente a dois carros — e se obter o “favor”, para imediatamente após a manobra o espelho informar que o ultrapassado voltou para a esquerda. É muito estranho.

Aliás, não é favor, mas obrigação: se não fizer o motorista incorre em multa média, R$ 85,13 e 4 pontos na carteira, como reza o Art.  198 do Código de Trânsito Brasileiro.

Mas há os que não arredam mesmo pé da sua posição social “conquistada” e nesse caso o jeito é fazer de conta que se está na Inglaterra e ultrapassar pela direita. Em alguns casos — poucos — alguns donos da esquerda se tocam que alguém os ultrapassou pela direita e vejo-os ir para onde deveriam estar.

Ontem mesmo, precisei ir à Fazenda Capuava, perto de Indaiatuba, para uma apresentação prévia,  e o recurso “à Inglaterra” teve de ser usado diversas vezes.

O mais incrível, contudo, foi notar vários “chegados ao topo da escala social” andando a 100 km/h na autoestrada de 120 km/h. Isso num dia ensolarado como ontem, entre 9h30 e 10h30.

Realmente, parafraseando o Apparício Fernando de Brinkerhoff Torelly, o “Barão de Itararé” e sua famosa frase “Há qualquer coisa no ar, além dos aviões de carreira”, há qualquer coisa no trânsito brasileiro, além do excesso de veículos.

Falta-nos educação, e este cenário só mudará se Trânsito for incluído no currículo escolar. Enquanto isso, só educação ‘na marra”, ou seja, fiscalização mais multa.

Aliás, os agentes de trânsito, especialmente as polícias rodoviárias estaduais e federal, precisam se imbuir do espírito de fiscalização global, não só ficar de tocaia para flagrar “excesso de velocidade”, como vi ontem na Rodovia dos Bandeirantes, parcialmente ocultos pela sombra de árvores. Vergonhoso.

 

autobahn a  QUESTÃO DE ATITUDE autobahn a

É tão fácil… (foto whatevermylord.blogspot.com)

É preciso fiscalizar, para educar, a atitude de motorista.

Muitos anos atrás, na via Dutra, aproximando-me do posto da PRF de Itatiaia (RJ), sentido leste, posto, aliás, que não existe mais, o policial me parou e me perguntou por que eu estava na faixa da esquerda. De pronto lhe expliquei que havia acabado de fazer uma ultrapassagem e apareceu a linha branca contínua da zona do posto, a qual eu não poderia transpor. Ele me disse que eu tinha razão e não me furtei de parabenizá-lo por ficar atento à questão de se trafegar desnecessariamente na faixa da esquerda. Vi a satisfação nos seus olhos ao ouvir o que eu lhe disse.

Felizmente, pelos compromissos profissionais, tenho podido ir com relativa freqüência à Europa, onde dá para lavar a alma só de ver a turma ultrapassar e voltar assim que pode à faixa na qual vinha antes.

Sonhar de ver isso no Brasil é de graça.

BS

 

Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

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  • CorsarioViajante

    Achei que só eu ficava tenso quando estou com motorista que compra a esquerda. Meu pai é desses, mas por distração.
    O mais chato é, ao contrário, quando você está dirigindo na estrada, e os passageiros perguntam “nossa mas por que você fica indo para cá e para lá? Escolha uma pista e fique nela”…
    Enfim, tem gente que faz isso por se achar o dono da rua, outros por distração mesmo, não olham espelho nem ao seu redor, apenas à frente, e como à frente não tem ninguém… Não tem por que ter pressa!
    Tem também um outro tipo tenebroso, que não aceita ser ultrapassado. Talvez possa render um post. Você vem vindo na pista do meio a 120, o sujeito num ritmo constante de 100 à sua frente. Dou seta, ultrapasso e volto para a pista do meio. O sujeito não se aguenta, pisa tudo, me ultrapassa a 130 só para entrar na minha frente e VOLTAR para os 100, me obrigando a uma nova ultrapassagem, e assim por diante. Tem vezes que isso acontece mais de três vezes… Incompreensível.

    • Acyr Junior

      País, são todos iguais, só mudam de endereço …

    • Roberto

      Pessoal acha que está numa competição. Lamentável mesmo.

    • Bosley de La Noya

      Um camarada que faz isso que você descreveu só pode ter sérios problemas mentais. Não tem outra explicação.

    • Lau

      Pensei que fosse só comigo.

    • Otavio Marcondes

      Quando viajava de Ka 1.0 acontecia repetidamente, tinha que acabar planejando a “re-ultrapassagem” para um ponto que o outro não teria como alcançar facilmente (o relevo aqui da região permite essa saída), cheguei a ter de fazer curva em contraesterço para me livrar desses tipos. Ultimamente tento 3 vezes, se o outro demonstrar atitude perigosa eu opto por reduzir momentaneamente a velocidade ou até por parar.

    • Lucas5ilva

      “O mais chato é, ao contrário, quando você está dirigindo na estrada, e os passageiros perguntam “nossa, mas por que você fica indo para cá e para lá? Escolha uma pista e fique nela”..”

      Cara, minha irmã é uma dessas, como enche isso, Eu apenas falo para ela, “o dia em que você tiver carteira e dirigir, vai ver que escolher uma faixa e ficar nela eternamente, não se chega a lugar nenhum”.

    • Lucas5ilva

      “Tem também um outro tipo tenebroso, que não aceita ser ultrapassado. Talvez possa render um post. Você vem vindo na pista do meio a 120, o sujeito num ritmo constante de 100 à sua frente. Dou seta, ultrapasso e volto para a pista do meio. O sujeito não se aguenta, pisa tudo, me ultrapassa a 130 só para entrar na minha frente e VOLTAR para os 100, me obrigando a uma nova ultrapassagem, e assim por diante. Tem vezes que isso acontece mais de três vezes… Incompreensível.”

      Meu amigo, esse tipo de motorista tenebroso eu tenho vontade de causar um acidente com ele, eu perco a civilidade, dá vontade de fazer igual aos “cops” americanos fazem em perseguição, dar aquele totó no lado do pára-choque dele só para ele rodopiar e se estrebuchar fora da pista, problema é se o rodopiante acertar algum carro de quem não tem nada a ver com isso.

  • Davi Reis

    Realmente, os donos da faixa de esquerda são de matar. Uma coisa que muitas vezes me irrita muito, é quando estou na faixa da esquerda, ultrapassando uma série de veículos mais lentos e aparece alguém vindo mais rápido atrás, e esse motorista insiste ao piscar o farol alto pedindo passagem mesmo quando não tenho pra onde ir. Até sinalizo com a seta para mostrar que, assim que puder, volto para faixa da direita, mas parece que falta percepção de quem vem atrás que eu não estou querendo empatar a vida dele, apenas que não tinha espaço ainda para ir para a outra faixa.. E aí o apressado de trás, cola, liga o farol alto e ainda passa empurrando antes mesmo de trocarmos de faixa.

    • Renato

      Solidarizo-me contigo. Sinto a mesma coisa, especialmente nos domingos à noite, quando a galera que se julga melhor que os demais está voltando do interior do estado para a capital.

      As estradas estão cheias, lotadas de veículos, e eles ainda querem encontrar a faixa da esquerda completamente livre para seu deleite…

    • Alvarenga/RN

      Quando isso acontece comigo, sou mais didático, faço questão de diminuir até o idiota descolar e como ele não tem escolha porque a faixa da direita já está ocupada ou se afasta ou não passa, simples assim, quando termino as ultrapassagens pego a minha faixa e continuo cuidando da minha vida.

      • Davi Reis

        Se for dentro da cidade (acredite, isso acontece freqüentemente por aqui em avenidas que nem são vias de trânsito rápido), faço o mesmo, ainda mais se o trânsito estiver mais carregado. Na estrada, eu dou uma acelerada pra tirar o apressado da minha cola, fico receoso de frear com uma pessoa tão junto de mim. Ou então, se o carro tiver a luz de neblina traseira, faço um truque que aprendi aqui mesmo no Ae, em um texto que publicaram há um bom tempo (que originalmente era da Motor3 se não me engano): ligo a luz de neblina, como uma isca para o motorista de trás achar que eu pisei no freio. Ou então, para ver se ele incomoda com a luz forte e se afasta de mim.

    • Antonio Antonelo

      Exatamente Davi!! Sempre dou passagem pra quem está mais rápido e ando preferencialmente nas faixas do meio ou direita, mas as vezes estou fazendo uma ultrapassagem e o apressado fica atrás “colado” dando luz alta mesmo vendo que não tem para onde eu ir…uma falta de sensibilidade inacreditável!!

    • CorsarioViajante

      Putz, é dose mesmo. Eu também, quando percebo alguém mais rápido já ligo a seta, como que dizendo “ok, já te vi e vou te dar passagem assim que for possível”, mas tem gente que não percebe.

    • Jundy

      Exatamente, esta situação é de tirar do sério os mais calmos monges tibetanos.
      Porém há situações nas quais é compreensível ficar na faixa da esquerda, como naquelas em que a pista da direita encontra-se em péssimas condições, onde trafegar acima de 60 km/h constantemente causa prejuízos diversos ao carro, mas com o bom senso de sempre ficar atento ao tráfego de carros mais velozes.

    • Lucas

      Pior do que isso é quando se está ultrapassando uma fila de veículos lentos (geralmente caminhões) e um “engraçadinho” nojento do meio dessa fila, um pouco menos lento que os outros, resolve inventar de ultrapassar também, e simplesmente liga o pisca e vai entrando na esquerda. Aí os que vem atrás se se virem pra segurar. Já passei por isso algumas vezes e uma vez quase me acidentei, tendo que invadir a contramão para escapar. Sorte que não vinha ninguém. Era numa pista simples, de mão dupla, mas com terceira faixa.

      • Xara_do_Edson

        Já passei por apuros, mas com caminhões entrando sem mais nem menos quando eu vinha rápido. Hoje, quando dirijo por pistas como na BR-116 eu tenho que ser meio vidente e imaginar o que o caminhão à frente vai fazer. se vejo que tem um outro à sua frente já vou maneirando, pois ele pode mudar de faixa de repente.

    • Tadeu Carnevalli

      Realmente, existe esse tipo de condutor que não tem paciência de esperar o outro terminar a ultrapassagem. Isso acontece muito em rodovias de pista simples com terceira faixa limitada a alguns trechos. Neste caso, a ultrapassagem é “por ordem de chegada”.

    • Antônio do Sul

      O pior é quando há um tranca-faixa se arrastando na faixa da esquerda (e o pior é que normalmente ele tem um carro que anda bem), dez carros entre ele e você, e o motorista do carro de trás começa a pedir passagem e colar na sua traseira, como se fosse você que estivesse trancando todo mundo.

    • GFonseca

      Cara, isso é uma das coisas que mais me irritam. Se tem coisa pior que esquerdista, é o traseirista. Acho que os caras se acham muito importantes para esperar eu acabar de passar os veículos mais lentos.

      • Davi Reis

        Principalmente o traseirista que cola ao ponto de você nem conseguir enxergar os faróis dele no retrovisor interno. Se ele quiser bater, que bata em um poste e que se machuque sozinho, mas acho uma das maiores irresponsabilidades do trânsito a pessoa que cola na traseira desse jeito. Motoristas inexperientes poderiam muito bem se complicar e causar um acidente.

        • GFonseca

          Lembro bem de uma Hilux que o cidadão colou ao ponto dos faróis “sumirem” e o logo da toyota ficar imenso no meu retrovisor, rsrsrs. Aquele dia achei que o cara ia me empurrar pra fora da estrada.

          Pior é que era um domingo à noite e a estrada estava empacotada, eu simplesmente não tinha aonde ir. No fim das contas o cidadão pedeu a paciência e costurou todo mundo, pelo acostamento. Tem gente que não pensa…

      • CharlesAle

        Irrita e muito, mas dou passagem para esses sujeitos, não tenho que ser o”justiceiro”das pistas…….

    • Fórmula Finesse

      Esses aldeões são comuns…tu tá ultrapassando e o cara vêm a 3 quilômetros atrás piscando os faróis como um surtado. É de dar passagem e colar no rabo do infeliz com luz alta para ver se ele gosta (claro que não é aconselhável ehhehe).

      • Xara_do_Edson

        Quando o cara vem piscando a um quilômetro eu já repugno, agora, a 3 quilômetros, aí é de mandar o cara plantar favas, para não falar algo desagradável aqui.

    • Fat Jack

      Sem ver seu comentário acabei de comentar exatamente o mesmo…

    • Gustavoooo

      O pior foi uma vez em que um cara destes me tirou do sério. Após abrir a passagem para o apressado, um caminhão mais à frente resolveu fazer uma ultrapassagem, e assim eu pude “revidar”, comecei a fazer o mesmo com ele, e foi muito legal ver o cara esbravejando pelo retrovisor dele.

    • Xara_do_Edson

      Realmente, Davi. Isso é de matar! Nesse caso, que é de puro excesso de complexo de superioridade, pois se o veículo à frente não tem para onde ir, a não ser terminar de ultrapassar, o desgraçado fica piscando atrás. Até parece que dá para fazer outra coisa. Para uns caras dá vontade de empatar a vida dele. Só que continuo no ritmo de ultrapassagem e só depois de não haver impedimento volto para a direita. Nesse caso o problema não é de quem está na frente, mas de quem vem depois, esse sim o “dono da faixa da esquerda”.

  • ccn1410

    Só com campanha em massa na televisão.

    • CorsarioViajante

      Mais fácil o contrário, incentivarem as pessoas a dirigirem devagar.

    • Bosley de La Noya

      E na “Rede Grobo” né, que é a única que esse povo de Deus assiste…

    • a. shiga

      O governo acha que tem coisa mais importante pra propagandear do que ensinar motorista, infelizmente.

    • Lorenzo Frigerio

      Na época do regime militar, havia muitas campanhas de trânsito na TV. A mais conhecida era aquela do “não faça do seu carro uma arma, a vítima pode ser você”. Tinha até uma que explicava, num filme esquemático, por que não se deve estacionar nas esquinas (tira a visibilidade de quem quer converter). Tipo da coisa que só mesmo numa ditadura, onde existem departamentos dedicados às propagandas institucionais. Hoje, o interesse exclusivo é “faturar”.

  • Rafael Aun

    Bob, eu me tornei um inglês depois que vim para o Rio de Janeiro. Impossível esperar o bom senso, principalmente na Dutra. Pior que não abrem passagem quando se pede passagem na esquerda e xingam quando se passa pela direita. Vai entender.

  • Renato Mendes Afonso

    “…“Já estou no limite, não tenho que dar passagem”…”

    Essa frase reflete a maior parte dos motoristas da minha cidade. Estive em situação similar a essa quando de carona com um amigo, e é algo quase que totalmente desnecessário.

    Belo post Bob!

    • Lucas5ilva

      Reflete a maior parte dos motoristas brasileiros mesmo, não acostumados a pensar fora da caixa, parecem que usam antolhos e cabresto de cavalo, só enxergam aquilo que está imediatamente a sua frente.

  • Victor Gomes

    Sou um desses que estou na esquerda, passo para a direita quando alguém vem mais rápido do que eu e volto para a esquerda.
    Prefiro ficar nela pois, ao menos na minha região, o asfalto da esquerda costuma ser mais liso. Também fico com uma preocupação menor de aparecer um animal ou algum ser humano aloprado no acostamento e inconsequentemente acabar invadindo a pista.

    • Lucas5ilva

      Se aparecer um ser humano aloprado no acostamento e por ventura ele invadir a pista, eu nem piso no freio se tiver carro atrás de mim, só lamento pela família e rezo para Deus receber bem a sua alma, o cara que faz isso não tem amor à própria vida.Quanto a animal, aconteceu uns anos atrás na Av.Brasil no Rio, trecho final da Via Dutra, um Classic foi praticamente destruído por um cavalo que zanzava pela faixa da esquerda, o cara do Classic vinha a pelo menos uns 80 por hora, catou o cavalo em cheio, como o impacto quebrou o pára-brisa e amassou o teto acima da cabeça do motorista, ele desmaiou e perdeu o controle do carro, atravessando as duas faixas e só parou quando atingiu um muro de raspão e uma guia alta da calçada. Se bobear ainda tem o vídeo no YouTube disso!!

  • raFaeL Tx

    Ultimamente depois de ter levado, 2 multas por excesso de velocidade. Estou andando mais tranquilo e dentro dos limites que a via e “lei” permitem. Mas continuo andando na faixa da esquerda..Por que? A faixa da direita normalmente utilizada pelos veículos pesados sempre se encontra em pior estado e risco de pegar um buraco é muito maior. Mesmo tomando essa atitude, isso não me impede de voltar a pista da direita quando a outro veiculo vindo mais rápido.

    Mesmo assim a matéria e válida e a conscientização e fiscalização são o futuro para um bom convívio.

  • Michel Veras Santana

    Acho que isso varia de pessoa para pessoa, dirijo um Fiat Uno velho sempre à velocidade máxima permitida e dou passagem sempre antes mesmo de tomar rapelada de farol, já vejo alguém se aproximando pelo retrovisor e já caio para a direita. Não que eu ande o tempo todo pela esquerda, dependendo da rodovia não tem jeito, quando viajo pela Dutra fico a maior parte do tempo na esquerda devido ao grande número de caminhões, mas acredito que nesses casos basta o motorista ter sua dose de “semancol” sempre em dia.

    • Xara_do_Edson

      Exato, Michael. Utilizar na maior parte a faixa da esquerda não é sinal de que “tomou conta” dela, mas em grande parte das vezes torna-se necessário, assim como na Dutra e na Fernão Dias. Quando vem um correndo mais atrás, nós damos passagem. Mas o cara tem que se tocar se o carro estiver entre um veículo lento à direita e a mureta que divide a pista tem que aguardar a ultrapassagem. Isso também se chama educação. Não gosto quando estou a fim de correr e alguém fica livre à esquerda, mas eu entendo o contexto do momento, se o cara está ali porque está passando ou ultrapassando um caminhão ou se simplesmente acha que tem o direito de ficar na faixa da esquerda porque está no limite máximo de velocidade.

  • Thallys Augusto

    Se você lampejar o farol pedindo passagem por aqui, ainda arruma briga!

  • Thiago

    A BR-040 no trecho entre Belo Horizonte e o entroncamento da BR-135 (sentido Brasília) deve ser o maior laboratório do tipo no país. Chegamos ao absurdo de, muitas vezes, as faixas da direita fluírem mais rápido que a da esquerda.

  • c4vitesse

    É bem chato mesmo isso. Pior é quando junta vários ‘donos da esquerda’, tipo um grupo de 5 carros. Ai que eles não dão passagem mesmo, pois teoricamente estão seguindo o fluxo (mesmo que o fluxo seja um pé de breque alguns carros à frente). Ultrapassagem a direita é comum nas rodovias aqui, infelizmente.

    Uma coisa que eu não entendo também são as pessoas que andam abaixo do limite de velocidade. Tipo, na Ayrton Senna o cidadão com um carro moderno andando a 100 km/h ou 80 km/h. Apesar de ser um direito da pessoa (desde que fora da esquerda) eu acho isso prejudicial para o trânsito.

    Estive um bom tempo nos EUA e lá todos andam no mesmo fluxo, em geral inclusive a uns 10% acima da velocidade máxima. Imagino que o motivo dessa diferença é preparação geral dos condutores – aqui muita gente é incapaz de sequer manter o limite de velocidade nas rodovias. Preocupante.

  • Rafael

    Bob, isso é um dos cânceres do nosso trânsito. Nas últimas semanas tenho viajado bastante pela Bandeirantes, e, no trecho entre o Rodoanel e Jundiaí, em que há 5 faixas, descobri que consigo me manter no limite de velocidade se andar na faixa do meio, fico impressionado como tem gente usando a pista da esquerda ou a logo ao lado dela para andar a 100 km/h. Acredito que alguns realmente crêem que a faixa da direita seja destinada à ralé ou somente aos caminhões. Vejo carros sendo ultrapassados pela direita pelos caminhões, mas nada de mover o pé, compram a faixa, e lá ficam. Lamentável.

  • Leonardo Amaral

    Bob,
    Eu trafego com frequência entre São Paulo e São José dos Campos pela Dutra. Muitas vezes quando não tem ninguém em nenhuma das faixas de rolagem eu permaneço na esquerda pois o estado de conservação do asfalto é diferente. Trafegar pela faixa da direita é muito menos confortável.
    Mas quando observo alguém vindo mais rápido que eu a prioridade é ir para direita e dar passagem.
    Acho que outro problema é que muita gente também olha pouco para trás quando está dirigindo. Já aconteceu varias vezes comigo a seguinte situação: Chego com mais velocidade atrás de um carro que está a 90 km/h na faixa da esquerda numa via de 110 km/h. Peço passagem e nada do motorista da frente dar passagem. Depois de alguns minutos observo pelo retrovisor do carro da frente o motorista olhando para trás pela primeira vez e as vezes até se assusta por ver você atrás pedindo passagem (isso só é possível quando o carro não tem sacos de lixo nos vidros). Alguns imediatamente vão para a faixa da direita liberando a passagem. O que quero dizer é que minha conclusão é eles não estavam fazendo isso por ignorância como o motorista de táxi citado no seu texto, mas sim por pura distração….
    Abraços,
    Leonardo Amaral

  • Diego Mayer

    Acredito que, na maioria dos casos, trata-se de complexo de inferioridade. O sujeito baixo se sente poderoso atrás do volante, ele sabe que socialmente é subalterno, mas ali, mesmo que por um instante, tem a possibilidade de decisão, o poder de ceder ou não a passagem.
    Quanto mais caro o carro, menos passagem lhe será dada, é impressionante. Já de um caminhão velho, poucos se arriscam a permanecer na frente.

  • Mr. Car

    Bob, talvez haja uma explicação racional para alguém se manter na faixa da esquerda: as condições de piso bem piores (em muitas rodovias é assim) na faixa da direita por conta do tráfego dos veículos pesados, além da presença em si destes veículos, obrigando que o carro pequeno fique num constante ultrapassa/retorna, coisa que não acontece se estiver na esquerda. Particularmente, não me incomodo em nada se alguém anda pela esquerda, contanto, claro, que não “compre” a faixa: viu alguém pedindo passagem ou mesmo se aproximando em velocidade maior? Dê passagem.

  • Avatar

    Concordo com o CCN1410: deviam deixar de fazer tanta propaganda contra velocidade e álcool (que já estão ficando banalizadas de tanta frequência) e olhar um pouco para as coisas que o brasileiro faz e leva à lentidão do tráfego e impaciência dos outros…
    Surtindo efeito, veriam que não há tanto carro assim nas ruas, mas muitos “roda-presa”…
    Bons tempos esses, Bob, em que a polícia rodoviária fazia uma fiscalização ativa e global das atitudes dos motoristas ao invés de ficarem apenas de “escolta” para os radares estáticos e portáteis… Era possível andar rápido sem ficar na “neura” de procurar por radares…

  • Lau

    E nas cidades, agora apareceram os donos do “meio da rua”, que não vão nem para a direita e nem para a esquerda. Tá difícil!

    • Lorenzo Frigerio

      E os caras que andam na faixa da esquerda, fazem que vão dar passagem, e aí antes de chegar no meio do caminho voltam para a esquerda?

    • Lucas5ilva

      Para esses eu lacro a mão na buzina sem dó, e se chiar eu tiro da pista, eu dou fechada, se tiver armado eu pago para ver!!

  • Lucas

    Quando a pista da direita está estragada eu acabo “surrupiando” a da esquerda, mas faço isso com um olho pra frente e outro no retrovisor, para quando alguém se aproximar atrás de mim, dou passagem e volto.
    Era assim em quase a totalidade do trecho entre Toledo e Cascavel (Paraná) da BR-467. Agora deram uma arrumada, mas ainda tem uns locais com marcas das passagens dos caminhões com excesso de peso…….

  • Felipe

    “off topic”

    Nem sou de SP, mas quero compartilhar duas notícias que acabo de ler. Talvez renda um post. Mas de qualquer forma acho bom compartilhar, pra população saber para onde vai o dinheiro dos impostos.

    http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2014/10/10/haddad-apresenta-ppp-bilionaria-para-trocar-lampadas.htm#comentarios

    http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/10/1530105-tcm-suspende-pregao-para-instalacao-de-radar-dedo-duro-em-onibus-de-sp.shtml

    No primeiro link a notícia explica que o prefeito quer gastar 1,8 bilhão para trocar as lâmpadas dos postes de São Paulo. Dá pra ver agora para onde o dinheiro das multas vai. Tem verba pra tudo, menos pra saúde, educação, segurança, transporte, etc.

    O segundo link é tão indacreditável que só lendo mesmo pra se ter uma noção do absurdo.

  • Lemming®

    Dos poucos motivos justificáveis, mas pero no mucho, que encontro para esse comportamento é o da péssima conservação e das ondulações da faixa da direita devido ao estrago causado por caminhões…quem tem jipe sabe do que falo pois sacoleja para xuxu…
    E os “donos da rua” ou “fiscais do trânsito” estão sobrando…

  • Rodolfo – São Paulo-SP

    Bob Sharp,

    Eu há uns 5 anos atrás me invoquei com um cara de um Fiorino, para não dizer outra coisa, que andava na faixa da esquerda a 40 km/h sendo que era o limite 60 km/h.

    Então colei menos de 1 metro de distância nele… o cara focou nervoso e não parava de olhar no retrovisor e não saiu da frente. O meu sangue subiu e eu ultrapassei ele pela direita e fechei ele antes de terminar a ultrapassagem.

    Não é que o cara começou a correr… dei uns 90 km/h e ele veio vindo tentando acompanhar, o meu era um Gol 1.8 AP, mas o semáforo fechou.

    O cara só gritava e falava: “Você é folgado… quer morrer?”… então ele abaixou para pegar a arma e então eu saí no farol vermelho voando mais rápido que um foguete.

    Moral da história: nunca tente tirar alguém da esquerda… ultrapasse pela direita (apesar de ser proibido e perigoso), porque se não você pode morrer com um tiro por causa de uma anta que não sai da esquerda…

    E por fim… uma hora este cara que não quer sair da esquerda vai encontrar um louco armado e então a coisa vai ficar feia para ele.

    Abraços,

  • Julio Henrique

    Concordo com o amigo ccn1410. Infelizmente o que faz a cabeça da população são as novelas e os programas de tv.

  • Bruno

    Minha esposa apelidou essas pessoas que agem como o taxista aí de “fiscalzinho de trânsito”, afinal, na cabeça dele ele está mostrando a todos como trafegar do jeito “certo”

  • Jr

    Bob, muito oportuna a abordagem. O fator psicológico pesa demais nesses casos. Tenho alguns carros velhos, apesar do bom estado deles, e me surpreendo com a variação de atitude. Se vou para pista da esquerda com o pequeno, não só não me dão passagem como me “tiram” rapidinho, seja qual for a velocidade que estiver andando. Se estou com algum dos grandes, todo mundo sai da frente e os de trás simplesmente acompanham, assim como quando estou com a carro da esposa, que é novo. Essa deve ser uma das razões pela quais as pessoas compram esses SUV’s, mesmo sem precisar. Um fato que ocorre bastante quando há várias pistas, é o de um veículo trafegar na segunda faixa em velocidade bem menor que o limite da via, digamos 80 ou 90 km/h, e você ficar preso atrás dele pela enorme diferença de velocidade em relação aos que vem na pista da esquerda. Quando você sai para direita para ultrapassar, mesmo que de forma ilegal temeroso que alguém lhe acerte a traseira, o “indivíduo” acelera e vai embora. Triste constatar que quase todos os problemas que enfrentamos nesse país podem ser resolvidos, ou ao menos minimizados, com uma educação adequada, o que infelizmente não temos. Nem uma simples campanha de trânsito, como víamos no passado, vemos hoje. A preocupação agora é apenas multar. Até os ônibus urbanos serão equipados para tanto, dá para acreditar? Abraços;

    Aldo

    • Ozirlei

      Sei como é, tenho 2 antigos tambem. E por ser antigo e não tão grandes como os carros atuais, a pressão é constante. Ainda mais que são carros injustiçados… Então nego não aceita sequer que eu esteja na mesma via que ele, quanto mais ultrapassar.
      Só que um deles é um belo slepper… É interessante quando eu peço passagem, ou não dão, ou se dão, aceleram. Em um ano já tive que recorrer 2 vezes a mão inglesa, infelizmente. Serio mesmo, deve ser muito vergonhoso nego ser passado por um carro antigo e considerado por muitos feio…
      Deveria dar passagem logo e não se meter com os velhinhos picas das galaxias… hehehe

      • Eduardo Mrack

        É muito gostoso andar de sleeper, é mais gostoso ainda quando o “oponente” é um SUV.

  • Rogério

    Ao mesmo tempo que o CTB fala que você deve liberar a faixa da esquerda para ultrapassagem em pista mista, ele fala que você não pode imprimir velocidade maior que o limite da via, nem cita exceção para ultrapassagens.
    Alguém pode explicar?

  • Paulo Roberto de Miguel

    Ótima ideia do currículo escolar, mas infelizmente parece que estamos fazendo justamente o contrário. Na escola da minha filha muita gente faz feio na hora de deixar ou pegar o filho. Como o exemplo dos pais é muito forte, imagino que virá uma nova leva de motoristas despreparados por aí.

    • Lucas dos Santos

      Passar em frente de escola, especialmente se for em bairro, é uma verdadeiro inferno!
      Pessoal pára em qualquer lugar e pouco se importa se está atrapalhando o trânsito. Eu procuro evitar passar perto de escolas, justamente para não passar raiva!

  • Clésio Luiz

    Para lavar a alma, doce justiça:

    • Bob Sharp

      Clésio Luiz
      Perfeito! É assim que se faz, e não só ficar de tocaia para flagrar excesso de velocidade. Alma lavada, e bem!

      • Rodrigo Costa

        Tive a felicidade de presenciar algo semelhante, coincidentemente com um Civic prata, na Rodovia Carvalho Pinto. Pedi passagem com seta, dei farol, buzinei e nada. Estava a 90 km/h na esquerda. Olhei no retrovisor e havia uma viatura da Polícia Rodoviária. Na hora abri passagem para a viatura e deixei ela fazer o serviço. Foi lindo ver a polícia colar na traseira do Civic como este vídeo e tirá-lo da esquerda. Assim, consegui ultrapassar e agradeci aos policiais, que com certeza entenderam meu recado quando abri passagem para eles.

    • Fabio

      Excelente!
      Pena que por aqui não se vê mais viaturas circulando com esta finalidade óbvia: a de fiscalizar o trânsito!

    • Helmuth Gair

      Aqui no Brasil teriam de existir blitze móveis o tempo inteiro para fazer como no vídeo.
      É o que digo, no Brasil o principal problema é a educação

      • Ozirlei

        Como o video mostra, folgado existe em todo lugar.

  • Daniel

    Não sei qual o pior.

  • Mr. Car

    Isto sim, me irrita: gente que anda com meio carro sobre a pista da esquerda, meio sobre a pista da direita.

    • Eduardo Copelo

      Esses são os piores, os donos da pista. E quando você reclama, ainda ficam revoltados!!!

  • Marcos B.

    Aqui em SC não é diferente.

    Mas se quiserem utilizar a lei a seu favor, poderão proceder conforme o CTB que segue abaixo reproduzido: Mas advirto que os condutores irão entender como ameaça e poderão lhe acusar de forçar ultrapassagem. Realmente, não é fácil !

    Art. 40. O uso de luzes em veículo
    obedecerá às seguintes determinações:

    III – a troca de luz baixa e alta, de
    forma intermitente e por curto período de tempo, com o objetivo de advertir outros motoristas, só poderá ser utilizada para indicar a intenção de ultrapassar o veículo que segue à frente ou para indicar a existência de risco à segurança para os veículos que circulam no sentido contrário; (grifei).

    Art. 41. O condutor de
    veículo só poderá fazer uso de buzina, desde que em toque breve, nas seguintes
    situações:

    II
    – fora das áreas urbanas, quando for conveniente advertir a um condutor que se tem o propósito de
    ultrapassá-lo.

    MB

  • carlosvr6

    Bob,

    Certa vez, aqui em Brasília, vi uma cena que me deixou rindo a noite toda.

    Você já veio aqui algumas vezes, conhece os eixos rodoviários que passam pelas asas sul e norte da cidade. Para quem não conhece, essas vias possuem 14 km de extensão e só possuem semáforos na região central da cidade. Asfalto no geral bom, bem sinalizada.

    Pois bem, um indivíduo trafegava na faixa da esquerda de um dos eixos a 50 km/h, onde o limite era 60 km/h. A pista estava com algum fluxo de carros, mas nada que explicasse aquilo (era por volta de 22h) e eu dei farol pra ultrapassá-lo e nada.

    Olhei pelo retrovisor, vi uma viatura se aproximando. Saí para a direita. Logo que a viatura encostou no “sidadão”, ligou sirenes, roto-light, e mandou farol alto. O cara era tão sem noção que demorou um tempo a se tocar que era com ele e sair da frente. No fim das contas, a viatura mandou ele parar e certamente ele tomou uma multa para deixar de ser folgado.

    Voltamos para casa minha esposa e eu às gargalhadas.

    Pena que cenas como essa são exceção.

  • Bob Sharp

    Rogério
    Uma coisa não tem relação com a outra. Se você está na faixa da esquerda, no limite ou mesmo acima dele, tem que dar passagem.

  • Chico

    Isto acontece com tanta frequência comigo que nem me irrito mais, espero um momento seguro e vou pela direita, ele que fique alí até achar um motorista estressado para lhe tirar da faixa esquerda, nestas alturas eu já estarei bem longe e sem me estressar .

  • Roberto Mazza

    Colocar no currículo escolar é pouco. Entre a infância, adolescência e vida adulta as pessoas infelizmente deixam muitos aprendizados para trás. No meu entendimento, falta sinalização que oriente e eduque. As pessoas precisam de informação pontual, cirúrgica, nos locais corretos. Sonho por exemplo em ver uma placa alertando algo do tipo “subida íngreme, mantenha velcidade adequada” no túnel acústico sentido Lagoa-Barra (RJ). Dezenas de outras orientações úteis poderiam constar em diversos pontos. Trafegar pela esquerda somente para ultrapassagens pode parecer óbvio demais, mas entendo que merece sim algumas placas.
    E como seria bacana ver as prefeituras e demais órgãos arrecadadores multando desleixados e afins que circulam à noite somente com luz de posição, ou aqueles que usam farol de neblina desnecessariamente porque fica “lindão”, etc.

    • Lucas dos Santos

      Já eu penso o contrário. O motorista brasileiro está muito mal acostumado com placas dizendo o que ele deve fazer ou deixar de fazer – me refiro às placas de regulamentação somente, as de advertência são importantes.

      Basta o sujeito entrar em uma via sem sinalização alguma – com no máximo placas de advertência – e ele fica completamente desnorteado, sendo que, usando o bom senso e conhecendo um mínimo do CTB, é possível andar sem problemas em vias com pouca sinalização.

      Por exemplo, se uma via de bairro – coletora – não tiver uma placa dizendo que velocidade máxima ali é 40 km/h, pessoal anda como se estivesse em uma Autobahn! Se um cruzamento não tem placa definindo (alterando, na verdade) quem tem a preferência, as colisões ali são frequentes. Se não há sinalização horizontal delimitando as pistas de rodagem, ninguém sabe se posicionar…

      Enfim, os motoristas precisam aprender a depender menos de sinalização de regulamentação e passar a dirigir com mais bom senso.

      • Sandro

        Isto é verdade. O que falta na realidade é bom senso e falta de pensamento coletivo por parte das pessoas. Aí não adianta nem sinalização ou um ensino melhor, já que a legislação, em boa parte, é baseada justamente isto. Por exemplo, nas avenidas onde há escola, é difícil ver alguém reduzir a velocidade ao chegar perto de uma se não há uma placa bem clara que reduza a velocidade. As vezes para alguns nem isso adianta é só uma lombada mesmo para forçar a redução da velocidade. Curiosamente vejo gente com anos de habilitação também fazendo isto.

  • Rodolfo – São Paulo-SP

    Eu adoro andar rápido, mas a minha mulher morre de medo. Então ela deu o ultimato: “ou você anda devagar ou não entro mais no seu carro”.

    Cara, foi muito difícil andar devagar, agora ando na faixa do meio ou na da direita… mas acostumei em poucos dias e parei de transpirar quando estou dirigindo (axilas e costas principalmente).

    Só quando tem alguém muito devagar na direita eu espero o momento certo e ultrapasso.

    Outro lado bom de andar devagar pela faixa direita é a economia de combustível, gastava 1/2 tanque e agora apenas 1/4.

    Vejam esta reportagem de comparação de consumo entre velocidades de 80 a 120 km/h:

    http://quatrorodas.abril.com.br/reportagens/servicos/relacao-consumo-774668.shtml

    • Lorenzo Frigerio

      Gosto da estrada vazia, porque aí posso andar mais tranquilo. Quando a estrada está cheia, você acaba tomando uma atitude “proativa” para “se defender” do trânsito, e acaba andando mais rápido do que o normal. Pois andar “a reboque” do trânsito, ou seja, subordinado a ele, pode ser perigoso, e você também vai gastar mais combustível.

  • Fat Jack

    Eu só trafego pela esquerda durante uma ultrapassagem ou quando a faixa da direita não oferece as mesmas condições de conservação (o que infelizmente é comum), e de qualquer forma não me furto a dar passagem em nenhum dos dois casos, pelo contrário, se percebo uma aproximação tento antecipar a minha manobra a fim de evitar a necessidade da solicitação da manobra, da desaceleração, da ultrapassagem pela direita e/ou qualquer outro stress possível, isso independente da velocidade na qual eu esteja trafegando. Há também o sujeito oposto, aquele que vem com fachos de farol, seta e ameaçando utilizar o espaço entre a última faixa e o canteiro central para realizar a ultrapassagem enquanto se está realizando uma ultrapassagem a sua frente, como se possível fosse desaparecer dali e materializar-se novamente depois que “vossa alteza” já houver passado… Pode ser somente impressão, mas notei que muitas vezes este “sujeito oposto” guia carros caros, bem caros e/ou caríssimos, e a pose de alta classe social, e tive a clara impressão que se trata daqueles “chefões” que estão acostumados (em suas empresas ou nas quais trabalham) a ter todos a seus pés, e que se acham no direito de tratar os demais motoristas desta mesma maneira, como se todos lhe devessem obediência…

  • Lorenzo Frigerio

    Tem também aqueles caras dirigindo Toyota Corolla com uns 5 ou 6 anos de uso, com aquela mentalidade bem classe média, que acham que tem “o direito” de estar ali enquanto estiverem no limite de velocidade. Esses são mais difíceis de abrir passagem que alguém num carro velho, que muitas vezes são apenas tontos.

  • Lorenzo Frigerio

    Quando era mais novo de carta, também achava que não tinha que dar passagem se estivesse no limite da via, mas abandonei esse raciocínio. Pois, se, se você não der passagem, estará obrigando o outro motorista a ultrapassar pela direita, o que está errado, pois ultrapassagens têm que ser feitas pela esquerda. O problema é a ignorância da maioria dos motoristas, que acham que as faixas das estradas são intercambiáveis, e que é normal ultrapassar pela direita, só porque ao dirigir vêem pessoas fazendo isso.
    Outro dia, na Raposo, um Gol velho com um monte de luzes queimadas também ficou na minha frente na faixa da esquerda a uns 90 km/h e não saiu de jeito nenhum nem com repetidos flashes de farol. Todo mundo ultrapassando pela direita.
    Aliás, os domingueiros adoram a faixa da esquerda. Um lugar típico para se ver isso é na Imigrantes sentido SP já chegando ao Planalto. Quando não tem muitos caminhões, você vê os domingueiros todos nas faixas mais à esquerda, e as faixas da direita quase vazias – você tem que ir por elas e “costurar” um pouco, até conseguir deixar o “comboio” de domingueiros para trás.
    Inclusive, é clássica a situação de um domingueiro se colocar e ficar atrás de outro domingueiro, e assim por diante, gerando esses “comboios”.
    Creio que essa seria uma boa tarefa para o noso “partido”, fazer lobby por uma alteração no currículo das auto-escolas, para que fique claro o princípio de que quem está na última faixa só pode estar lá para ultrapassar outros carros, e que por sua vez é obrigado a dar passagem a quem lhe pedir.

  • BDias

    Bob
    Falta auto-escola e método de ensino.
    Vi num documentário que para se trafegar nas Autobahnen – na Alemanha – os motoristas alemães devem passar por um curso específico (confere?).
    Aqui bastam duas voltas no quarteirão e uma baliza que já se tem a carteira.
    abs!

    • Lucas dos Santos

      O mais interessante é que conta de uma Resolução do Contran que as aulas práticas do CFC devem ser realizadas em todo tipo de via, inclusive rodovias. Mas as autoescolas não o fazem e o Detran não cobra isso nos exames.

      Agora que as autoescolas precisam realizar aula em simuladores, espero que saibam fazer bom uso do equipamento e passem a ensinar a trafegar em rodovias pelo menos no simulador. Não é o ideal, mas é (muito) melhor do que nada.

      Fica aí uma reportagem sobre o assunto: https://www.youtube.com/watch?v=uplS0u57P8c

      • Eduardo Mrack

        Não concordo que os tais simuladores são melhores do que nada, vejo que são piores do que nada, pois se paga mais caro pela habilitação para receber apenas uma simulação de dirigir em rodovia ( isto quando ocorre ) onde esta deveria ser obrigatória e real. Infelizmente vivemos mergulhados no jeitinho brasileiro, e digo mais, algum fabricante de componentes eletrônicos amigo de deputado decidiu que precisava lucar mais, ele e o deputado…

      • Allan Welson

        Seria legal o Boris Feldman por aqui 🙂
        Poderia ser com o “Auto Papo”. Estas notas rápidas em áudio seriam algo bem diferente.

        Claro, daria para carregar automaticamente os áudios e tudo feito, mas seria legal ter o Boris batendo um papo rápido conosco, aqui nos comentários, sobre assunto relativo ao que fora comentado em áudio.

        Uma pena faltar tempo, ou não termos o dom da ubiquidade.

    • Xara_do_Edson

      Pior é o CURSO DO DEDÃO. Isso mesmo! Aquele em que nós vamos ao “Centro de Formação de Condutores” (agora ri de escrever isso), hoje conhecidamente pelo vulgo “Auto-Escola”, e esperamos nossa vez para passar o “DEDÃO” em um leitor, e exatos 50 minutos depois voltamos e repetimos a ação. Isso por 4 vezes seguidas (de 50 em 50 minutos). Isso mesmo. Esse passar o “DEDÃO” se chama curso de direção defensiva. PASMEM! E todo mundo aceita, inclusive eu (que hipocrisia não?!) Ninguém questiona. Será que alguém já passou por isso em Minas Gerais ou outro Estado da federação? O curso que era para ser CURSO vira uma espécie de “BATER CARTÃO” com as digitais.
      Por isso esse país está uma caca! Pensei em questionar, mas como era a única “Auto-Escola” da cidade pensei que estava mexendo num vespeiro, com conivência do Detran e Polícia Civil, então deixei para lá. Tem horas que, infelizmente a prudência vêm antes da razão. Mas que é repugnante, é!

  • Robinson Garcia

    Boa tarde, Bob.
    Se você não acreditar em mim e até compreensível. Ontem, 09/10, próximo a Viracopos, tinha um Ford Edge segurando um carro da polícia.
    E segurou…
    Abraço,

    • Lorenzo Frigerio

      Existem uns carros cheios de luzes estroboscópicas e sirenes, feitos para imitar viaturas descaracterizadas e abrir passagem nas estradas congestionadas. Dá vontade de bloquear a passagem desses caras… infelizmente, não dá para saber se, de fato, não é uma viatura autêntica. Deveria haver uma lei proibindo a instalação desses equipamentos em carros privados, com multas pesadas para os infratores.

      • André K

        Lorenzo, vou arriscar responder de bate-pronto, sem pesquisar… provavelmente há lei para isso. Há lei para quase tudo no Brasil. O que não há é fiscalização e aplicação da lei.

        • Lorenzo Frigerio

          Já li um artigo sobre essas falsas viaturas descaracterizadas; não existe lei que proíba a instalação desses equipamentos.

          • LucasMoraisdaSilva

            Existe sim, viaturas descaracterizadas são exceções por serem carros de serviço das forças policiais, da segurança pública, já carros particulares não, dá multa pesada e até apreensão do veículo!

        • Lucas5ilva

          Pode ter certeza que há lei sim, não lembro qual, mas já vi no CTB, prevê até apreensão do veículo e multa pesada pra quem usa dispositivo sonoro e sirenes em carros comuns não sendo um agente policial. o que não há mesmo é fiscalização!!

      • lucas_velozes_furiosos

        Esses carros com um monte de luzes e sem adesivos de policia são carros policiais disfarçados e que precisam de dar passagem ou reduzir o fluxo por que devem estar em investigação.O certo é dar passagem senão atrapalha o serviço deles. Eu acho da hora essas barcas disfarçadas e que entram em ação derepente, parece carros de filme americano eu queria muito um desses……

  • Lorenzo Frigerio

    Acho que o desejo de andar na faixa da esquerda está ligado a não ter caminhões, nem pessoas trocando de faixa na sua frente. É um estranho conceito de “faixa expressa”. Aqui na Raposo existem trechos com tendência a congestionar, e quando isso acontece você tem que passar para as faixas mais à direita; aí, vê aquele monte de carros parados na faixa da esquerda.
    Tem também outra coisa que observo: nas faixas mais à direita, o trânsito tende a andar devagar, porém com menos paradas; na esquerda, vive empacando.

    • Lucas5ilva

      Tenho notado isso ultimamente na Radial Leste aqui em São Paulo, principalmente em fins de semana, as faixas mais a direita são mais sossegadas de andar do que a faixa da esquerda, e dando uma costurada de leve consigo imprimir velocidades maiores do que a faixa que era para ser usada justamente para ultrapassagem!

  • CorsarioViajante

    Pois é, mas é incrivelmente comum. Como uso muito o controle de cruzeiro sei que minha velocidade é a mesma.

  • É o clássico “explica mas não justifica”.

  • Juvenal Jorge

    Rogério,
    o Bob explica tecnicamente, e eu explico de forma emocional:
    Se eu quiser andar acima do limite e tomar uma multa, o problema é meu. Esquerda não é faixa de tráfego, é de ultrapassagem. Nunca devemos segurar alguém mais rápido do que nós, mesmo se isso pareça uma diminuição de nosso ego, porque só parece, não é a verdade.

    • Lorenzo Frigerio

      Isso é um princípio “fundido em pedra” nos países da Europa, uma coisa absoluta. Não entendo porque não faz expressamente parte do currículo das auto-escolas no Brasil. Não sei se existe um deputado federal que dá atenção a questões de trânsito; o AE poderia investigar isso.

  • Rogério Ferreira

    Que tema mais oportuno. Sou adepto da filosofia: não atrapalho ninguém mas detesto ser atrapalhado… Isso era tema para Nora, mas infelizmente elas, são as que mais “compram” a faixa da esquerda, e não arredam pelo mesmo motivo: “- Já estou no limite e não tenho que dar passagem!”. Entender a postura da fluidez é complicado: não é para qualquer mente, especialmente para a mentalidade brasileira, cada vez menos cordial, cada vez mais egoísta… Dirigi a maior parte da minha vida em Brasília, e quem viveu lá na mesma época que eu, sabe que no Eixão, era o lugar onde mais acontecia essa situação: motoristas que alugam a faixa da esquerda e pessoas que usam de medidas inglesas para se desenvencilhar do “obstáculo” mesmo a custa de manobras arriscadas e imprudentes. Eu não costumo criar caso… sei que por lá, lampejo do farol, pode significar ofensa e provocação, portanto espero um pouco. se o “atravancador politicamente correto” não se tocar, providencio a ultrapassagem inglesa, sempre com o devido espaço, pois pode haver um carro mais lento ainda na faixa da direita, e a “costurada” pode ser perigosa, especialmente, se mal calculada. Ultrapasso, geralmente, sem dar satisfação, mas confesso, que quando o cara é bem folgado, logo que meu para-choque traseiro trespassa o para choque dianteiro dele, volto abruptamente para esquerda, dando-lhe quase uma fechada… Muitos se tocam:”- se eu continuar aqui, vai aparecer um mais louco que esse” e logo retornam para a faixa correta.

    • Cleber

      Faço de suas as minhas palavras rsrsrs… faço a mesmíssima coisa nas estradas e largas avenidas.

    • Nora Gonzalez

      Boa sugestão, Rogério Vou voltar a este assunto que o Bob levantou, agora do ponto de vista feminino, e escrever uma coluna. Infelizmente, muitas mulheres acham que porque estão na velocidade máxima (às vezes nem isso), não tem de dar passagem. Entre outras bobagens. E podem acrescentar mais um nome entre os que tiram fina na volta. O meu. Abraços.

  • Luís Tiago Júnior Fernandes Kl

    As pessoas que não andam no limite da velocidade o fazem por opção. Eu sou uma delas. Afinal de contas, trânsito não é corrida para se comparar quem está no limite de velocidade e quem não está.

    Além disso, o consumo de combustível cresce MUITO mais do que o ganho em tempo e velocidade.

    Por fim, há ganho na segurança, pois 1) haverá mais tempo de reação para o motorista (ainda mais se o carro estiver carregado, quando o tempo de frenagem aumenta) e para algum “eventual causador de acidente” e 2) se houver colisão, quanto menor a velocidade, menores serão os danos.

    Assim, considero um erro imenso achar que quem não anda no limite é despreparado ou tem o carro quebrado. Isso é preconceito. Baste que ele respeite o limite mínimo da via e que se posicione no lugar correto, no caso à direita.

    • Lucas

      Mas ele também precisa acompanhar o fluxo do movimento, senão vira tranca-pista. Ele não precisa andar no limite de velocidade da via, mas também não pode ficar atrapalhando.

    • Bob Sharp

      Luís Tiago
      É por opção, por ser despreparado ou ter o carro com algum problema, Não tem nada de preconceito nisso. Só que a sua opção acaba prejudicando a maioria, uma vez que ela contribui para o congestionamento. Há um quê de egoísmo na sua atitude, desculpe.

      • Luís Tiago Júnior Fernandes Kl

        Discordo totalmente. Não atrapalhando o fluxo e estando na faixa da direita, não há egoísmo nenhum em andar abaixo do limite máximo de velocidade e acima do limite mínimo.

        Não me considero despreparado, tenho nove anos de carteira e já andei por muito tempo no limite ou acima. E meu carro não tem nenhum tipo de problema.

        Sobre o assunto, pesquisem sobre “hypermiling”.

        Segundo a lei, o exercício regular de direito não gera prejuízo. Estando no lugar correto (faixa correta) e dentro dos limites de velocidade (máximo e mínimo) legais, não se pode dizer que alguém está causando prejuízo a outrem.

        Pode estar “fora de moda”, mas não está errado.

        É MESMO RACIOCÍNIO aplicado a quem fuma. Se a pessoa está no lugar “correto” previsto na lei, e tem idade mínima pra comprá-lo, não se pode dizer que ela está congestionando o ar, que é egoísta, despreparada ou está prejudicando outras pessoas: apenas está gozando o exercício regular de direito juridicamente estabelecido, o de fumar uma droga chamada nicotina.

        • Bob Sharp

          Luis Tiago
          Pode discordar o quanto quiser e dizer que está certo, mas que você é um semi-tranca-estrada, não tenho dúvida.

          • Luís Tiago Júnior Fernandes Kl

            Bem, SE fosse assim, então os fumantes também seriam semi-estragadores-de-ar.

          • Bob Sharp

            Luis Tiago
            Não é que eu nunca havia pensado nisso? Puxa, que dedução fantástica essa sua! Mas há uma tênue diferença: fumante não necessariamente tranca estrada, ao passo todo aquele que anda abaixo do limite, tranca.

          • Paulo

            Também não vejo problema andar um pouco abaixo do limite da velocidade dependendo da situação, é claro. Por exemplo, na rodovia por onde viajo toda semana há três pistas cujo o limite é de 110 km/h e me mantenho na pista do meio geralmente entre 90 km/h e 100 km/h. Vejo que é a velocidade que a maioria imprime nesta pista e acho que nunca houve congestionamento por isto. Além disso, percebi que me canso menos na estrada por exigir menor nível de atenção das vezes que costumava andar mais rápido. Assim, me sinto mais disposto para os meus compromissos do que antes quando ganhava uns 10 min por andar mais rápido.

          • Bob Sharp

            Paulo
            Se você nesse seu ritmo não nota outros carros lhe ultrapassando freqúentmente, tudo bem. Mas se nota, você está atrapalhando o fluxo. Com maior movimento, essa velocidade que você adota, e outros também, acaba gerando congestionamento. Por outro lado, se andar a 110 km/h lhe cansa mais e exige mais atenção do ficar entre 90 e 100 km/h, você precisa descobrir a causa, pois isso não é normal.

          • Paulo

            O problema desta estrada é que existem vários trechos de concreto com bastante ondulação em relação ao asfalto comum e assim um hatch pequeno (como o meu) sofre bastante, mesmo com a manutenção em dia. Sem contar um trecho de uns 20 km, que além das várias curvas, há bastante vento lateral (fica a beira de uma lagoa). Dessa forma, acho que por isto que vejo que a maioria anda nesta velocidade entre 90 km/h e 100 km/h, geralmente na pista do meio, o que torna a viagem confortável. Alguns conhecidos que também viajam com frequência nesta rodovia possuem a mesma percepção. Para aqueles que querem ir mais rápido ou querem executar ultrapassagens, utilizam a 3° pista (esquerda), que geralmente está liberada.
            Dessa forma, mesmo em dias onde há quase 60 carros/min na rodovia nunca notei congestionamentos. Exceto nos finais de ano, que ocorrem quase sempre próximo aos pontos de pedágio.
            A rodovia em questão é a BR-290 entre Porto Alegre e Osório.

          • Gustavoooo

            Realmente andar devagar demais atrapalha, mas reduzir um pouco a velocidade ajuda sim e muito no consumo. Por ex., eu pegava diariamente a Rodovia dos Bandeirantes e andando sempre a 120 km/h na faixa do meio, meu consumo era de 14/15 km/l, depois resolvi tentar economizar um pouco, andando na faixa da direita acompanhando o ritmo dos caminhões 90/100km/h, cheguei a fazer 17/18km/l ++ aferidos no computador de bordo do meu Clio 2013 1.0 16v. então acho que a questão não é ser tranca faixa e sim saber em que faixa andar e se a velocidade é compatível com a mesma sem atrapalhar os demais claro, pois se não até os caminhões terão de te ultrapassar.

        • Lucas5ilva

          Conheço algo muito melhor do que hypermiling, se chama bicicleta. Quer economizar combustível e parar de poluir? Compre uma e deixe os carros para quem sabe seguir o fluxo!

        • Malaman

          Faixa da esquerda não é lugar correto. Discorde disso o quanto quiser, mas fará com que esteja certo.

          • Luís Tiago Júnior Fernandes Kl

            Oi? Você leu o meu comentário? A todo o tempo eu digo “faixa da direita” e “lugar correto”.

    • Lorenzo Frigerio

      É terrível você estar andando a 80 km/h em quinta, embalado, numa subida, e encontra um mongo na frente andando a 50 km/h… você tem que reduzir para quarta ou terceira, e vai gastar bem mais combustível.
      Ou quando está só no freio motor em quinta numa estrada, e o cara da frente freia porque apareceu uma curvinha, coisa que qualquer carro moderno vence sem sequer cantar pneu. Você é obrigado a frear e terá que acelerar novamente, depois da curva, porque perdeu o embalo. Mais gasto de combustível.
      Portanto, é andar devagar que gasta combustível. Não estou, é óbvio, falando das pessoas que “costuram”, mas acredito em “soltar” o carro e andar na velocidade natural da via na marcha mais desmultiplicada possível. Certas pessoas têm dificuldade com esse conceito.

      • GFonseca

        Cara, “motorista de reta” é outra encrenca… um bom exemplo é na Anhanguera, no trecho entre Jundiaí e SP. Ali geralmente rodo com o controle de cruzeiro ligado em 100km/h, na direita, e a coisa mais comum é alguém me passar mais rápido, e eu encontrá-lo na próxima curva. Aí eu preciso ir pra esquerda por causa de um caminhão ou carro mais lento e no fim das contas o cara que estava apressado começa a me atrapalhar, porque o tanto que ele abre nas retas, ele perde nas curvas por ficar freando sem necessidade.

        • Lucas dos Santos

          Frear sem necessidade! Certa vez, quase “enchi” a traseira de uma Pajero em uma avenida por conta dessa irritante mania.

          O veículo à minha frente freava tanto (sem necessidade), que eu simplesmente deixei ele abrir distância e passei a ignorar a luz de freio dele, a fim de poder manter velocidade constante sem que ele me atrapalhasse. Até o momento em que ele freou “de verdade” até parar na via – o carro que vinha à frente dele parara para dar preferência ao pedestre(!) – e, quando eu me dei conta que desta vez era “pra valer”, tive que frear forte e desviar para não bater!

          Pior que se eu batesse, a culpa ainda iria recair sobre mim, já que fui eu quem tomou a iniciativa de ignorar a luz de freio dele. Infelizmente, o pessoal ainda não aprendeu que é possível manter velocidade constante sem precisar recorrer ao freio o tempo todo.

    • c4vitesse

      Entendo seus pontos Luís, e acho legal ver esse contraponto pois realmente é algo que eu sentia curiosidade de entender. Eu particularmente não tenho muita paciência para andar um pouco mais devagar pensando nos benefícios que você citou, digamos que não acho que vale a pena. Mas esse sou eu.

      Mas você não sente agonia dos carros que por ventura saem do meio e o ultrapassam pela esquerda?

      Eu tenho um pouco disso nas vezes que, por qualquer motivo, estou andando um pouco mais devagar. Penso que algum motorista vindo pelo meio não vai saber mudar de faixa no tempo certo ou vai querer costurar de forma muito agressiva para me ultrapassar pela esquerda e vai bater na minha traseira. Por esse motivo em termos de segurança eu me sinto sempre mais tranquilo andando no fluxo ou bem levemente mais rápido.

      • Luís Tiago Júnior Fernandes Kl

        Que bom que há pessoas educadas como você, que debatem argumentos, e não ofendem ou rotulam as pessoas (“argumentum ad hominem”). Fico feliz.

        Onde eu moro, Porto Velho – Rondônia, a BR 364 só possui duas faixas. Eu utilizo ela SOMENTE no perímetro urbano.

        Apesar de teoricamente a velocidade máxima ser 110 km/h, a faixa da direita FLUI NORMALMENTE a 80 km/h até por causa dos “pardais/radares” e da grande quantidade de caminhões e carretas que vem (ou voltam) do porto graneleiro do Rio Madeira para descarregar soja vinda, principalmente, do Mato Grosso.

        O asfalto da faixa da direita é ligeiramente pior, mas nada que impeça sua utilização.

        Mesmo na faixa da esquerda, chuto que apenas 10% dos carros trafegam a mais de 80 ou 90 km/h no perímetro urbano.

        Por curiosidade, eu fico apenas na faixa da direita a 80 km/h e SOU eu que tenho que ultrapassar veículos mais lentos que ficam nessa faixa da direita, até porque, conforme já disse, o perímetro é urbano e, por isso, há muitas entradas ou saídas na via.

        Escolhi essa “velocidade” por todos os motivos que eu citei, além do mais pelo maior conforto acústico, já que meu veículo (Logan 1.0 2010) é péssimo nesse quesito.

        Não sou trancador, sou “ultrapassador”. E sou racional.

        Mas aqui em Porto Velho, assim como todo o Brasil, há essa praga de veículos que compram a faixa da esquerda, principalmente veículos “mais caros” ou “bem velhos”.

        Chega até ser mais rápido andar na faixa da direita do que na da esquerda!

        Saudações.

  • Smooj

    De vez em quando eu pego a Rodovia Rio-Santos, no trecho que liga a cidade do Rio a Angra dos Reis. Fizerem uma duplicação em boa parte dela um tempo atrás, e colocaram 2 pistas em cada sentido.

    Por mais incrível que pareça, eu sempre encontrei pessoas que andam na direita nessa rodovia. Quando andam na esquerda, me parece que ficam de olho no retrovisor: assim que me vêem chegando numa velocidade mais rápida, eles recolhem para a direita e dão passagem. É incrível, parece até primeiro mundo! Não sei o que colocam na água daquela região, mas a população de motoristas da Costa Verde parece ser mais educada que a da capital.

    Dirigir na cidade do Rio, porém, é uma tragédia. Minha teoria é de que na estrada a galera fica mais atenta, pois a propaganda diz que estradas matam. Portanto ficam de olho em tudo, obedecem às regras e respeitam as convenções. Já na cidade é anarquia total, pois as velocidades são menores e as pessoas estão perto de casa, portanto relaxam e se sentem mais confortáveis para falar ao telefone, andar na pista que bem entendem, manter a distância que querem (muitas vezes muito próximos), não olhar no retrovisor…

    • Xara_do_Edson

      Realmente, Smooj, tem lugares que a gente se assusta quando dirigimos, pois até parece outro país com uma cultura de bom senso além do qual estamos acostumados.

  • Eduardo Silva

    Continua sendo errado. E ficar na esquerda para se afastar dos perigos do acostamento é para acabar mesmo, hein?

  • André Stutz Soares

    Concordo com o que outros comentaram, que em grande parte da Dutra o asfalto é perceptivelmente pior na direita.

    Então eu, mesmo quando não estou ultrapassando, fico na esquerda, com “um olho à frente e outro atrás”. Se vem alguém lá longe, eu já vou para a direita. Nunca preciso receber uma seta que seja ou lampejo de farol para ter que dar passagem.

    Obs.: a exceção irritante é daqueles outros compradores da esquerda, que acham que você, enquanto está ultrapassando, tem que jogar o carro para sei-lá-onde de forma que eles possam passar por estarem muito mais rápido.

  • .

    Muito bem Mr.Car !
    Eu concordo tambem …

  • Cleber VB

    Apenas lembrando que há diferença entre ultrapassar e passar.
    O primeiro é você estar na mesma faixa do carro à frente, transpor a faixa, ultrapassar o carro, e voltar a faixa anterior. Essa manobra só pode ser feita pela esquerda.
    Mas a passagem pode ser feita pela direita. Se já estiver na faixa da direita, ou se estiver atrás do infeliz à esquerda, poderá transpor para a faixa direita e seguir viagem. Apenas não volte para a faixa da esquerda após a imediata manobra.

    • Lucas5ilva

      EU faço isso direto, e as vezes tirando fina do carro dele (sei que é perigoso e contra a lei no CTB), mas para mostrar pro “latifundiário” da faixa da esquerda que ele estava me atrapalhando!! Não estou nem ai, nesse país só se fiscaliza limite de velocidade mesmo, porque é mais fácil colocar um câmera fotográfica com sensor de velocidade calibrado do que fiscalização presencial ou detecção de ultrapassagem irregular, portanto, infelizmente nesse país, o que o estado não vê, não é crime! =)

      • RoadV8Runner

        Então agora somos três…

    • Bob Sharp

      Cleber VB
      Correto! No próprio Código de Trânsito, Anexo I – Conceitos e Definições,a ultrapassagem é definida exatamente como você disse, sair da sua faixa, ultrapassar e voltar à sua faixa.

      • Cleber VB

        A intenção foi mostrar que não precisa ficar preso atrás do ladrão da esquerda. Basta passar pela direita, e sem descumprir com o código de transito.

  • Felipe Rocha

    Belo Horizonte em geral é assim. Se você pega a Via expressa em horário de pico, vai perceber que das três faixas a da direita é a que flui melhor.

  • angela

    Robinson, esse Edge deve ser da frota blindada do governo Federal e o carro de polícia fornecia segurança.

  • macaws

    Bob, transmissão de pensamento, sou leitor antigo do autoentusiastas e nas minhas últimas viagens pela rodovia dos Bandeirantes (que utilizo frequentemente), com a recente inauguração da faixa adicional, ficou muito claro que a maioria dos motoristas (esse “fenômeno” ocorre predominantemente no sentido interior-capital no final dos domingos) opta por ficar na faixa da esquerda, ainda que a velocidade ali seja reduzida por conta do excesso de veículos, mesmo com outras faixas mais vazias; nessa situação me mantenho na 3 faixa, rodando livremente no limite da rodovia, enquanto desinformados, relapsos ou arrogantes ficam congestionando a lenta faixa da esquerda… fico muito incomodado por não conseguir entender esse fenômeno, acho que sou alienígena.
    Quanto às ultrapassagens, neste último final de semana, na rodovia Anhanguera na altura de Sumaré, eu trafegava pela faixa do meio e observava pelo retrovisor uma Triton que havia tomado para si a faixa da esquerda; bom, eu tive a necessidade de efetuar uma ultrapassagem usando a faixa esquerda e concluí que aquele sujeito da Triton, que se manteve na esquerda nos últimos 5 minutos entre 15 e 20 metros recuado em relação ao meu carro, iria manter esse posicionamento. Ingenuo engano meu, assim que sinalizei e fui segura e diplomaticamente para a esquerda surgiu no sujeito da Triton uma vontade incrível de me ultrapassar, grudando na traseira, usando faróis e seta e gesticulando; aparentemente eu havia invadido sua “propriedade”. Concluí a ultrapassagem tranquilamente (mantendo o ritmo em que estava, 5% acima da vel. limite), sinalizei e retornei para a faixa do centro. Na sequencia o sujeito mencionou me ultrapassar, desta vez em “full throtle”, mas em uma simples manobra de reduzida e pé fundo no acelerador despachei-o com facilidade (mantendo-me na faixa central, sem fechar ninguém); sei que não fui politicamente correto, mas gostei de mostrar ao “rei da esquerda” que sua “carruagem” não era tão poderosa quanto ele pensava e que a postura de um motorista (faixa que ocupa e velocidade que desempenha) pode ter mais a ver com respeito aos outros usuários que com a cavalaria ou imponência da sua “carruagem”.

    • Smooj

      Cara, me dá muita raiva quando um imbecil faz isso o que o cara da Triton fez! O maluco está lá se arrastando na esquerda, mas ao ver que você ligou a seta ele milagrosamente “acorda”e acelera, e ainda taca farol alto pra não te deixar passar e mostrar que o espaço é dele… isso me faz perder toda a esperança na humanidade. Que tipo de pessoa se comporta dessa maneira? Fico sempre imaginando comigo que é uma pessoa bem frustrada, que se vinga do mundo tentando manter a superioridade nas estradas.

      Quando acontece isso eu adoro deixar o cara passar, e aí mudo de pista e colo na traseira dele com o farol alto. É horrível andar colado, mas justiça precisa ser feita. Normalmente o imbecil recolhe para direita e aprende a lição.

  • César

    Antigamente eu me incomodava com os donos da esquerda. Depois que comprei, isso há muitos anos, um Kia Sportage da primeira geração que veio para o Brasil (é, aquela mesmo, pesando quase 1.700 kg e com motor Diesel de 60 CV), tive que literalmente me acostumar a rodar sempre pela pista da direita. A vida passava mais devagar a bordo daquele veículo. Mas são tempos idos. Depois disso, acostumei-me definitivamente a realizar a ultrapassagem “à inglesa”.
    Procuro não trafegar pela pista da esquerda, mas há locais em que o asfalto à direita está em estado muito pior.
    Não nego passagem, mas acho o fim da picada o sujeito que vem atrás vir piscando desesperadamente os faróis há quase 1 quilômetro de distância como vejo acontecer toda vez que pego a estrada. Pior ainda são aqueles que colam na traseira de um teimoso “dono da esquerda” com o pisca ligado para o mesmo lado.
    Se é lamentável que tenhamos motoristas donos da esquerda, é igualmente odioso que tenhamos os “rabos”, aqueles que ficam colados à traseira.

    • Renato Texeira

      Concordo plenamente. Também procuro me manter na pista da direita. Mas como eu comentei antes, nas avenidas das cidades está se tornando quase impossível se manter da direita por conta também daqueles que insistem em estacionar ou fazer carga/descarga em local proibido (lembrando que carga/descarga é considerado estacionamento). O interessante é que muitas vezes basta andar meia quadra para achar um local adequado para estacionar e fazer transporte.

      Sobre esta questão de colar na traseira, também tem aquela situação onde você, em uma estrada de pista simples e no limite da velocidade, vem alguém e gruda na traseira por um bom tempo ou fica piscando o farol para ver se você anda mais rápido ou da passagem para ele. Como se quisesse que o seu carro pudesse sumir por alguns instantes, com um passe de mágica, para que ele pudesse passar.

    • Diego Mayer

      Eu sempre dou passagem, mesmo em pista de estrada simples, onde me desloco um pouco para o acostamento, facilitando a ultrapassagem. Não temos elementos suficientes para julgar quem pede passagem desesperadamente atrás. Pode ser um idiota apressado, mas também alguém levando um parente infartado para o hospital, um médico de plantão, um policial respondendo a um chamado, etc.

  • A Constituição garante ao cidadão o direito de ir e vir. Se ele quer dirigir acima do limite de velocidade, vai arcar com os riscos e prejuízos. Não precisamos de “motoristas” para nos impôr o que fazer com os nossos carros.

    • Lucas5ilva

      Isso é o mais difícil das pessoas entenderem, brasileiro ainda não aprendeu a separar valores individuais de regras coletivas, o cara acha que só por que está respeitando a regra coletiva de trafegar na velocidade determinada, pode interferir na individualidade dos outros, (atrapalhar o fluxo de quem vem atrás mais rápido e não deve satisfação a ninguém da velocidade que quer trafegar).

  • Renan

    É muito comum o asfalto da direita ser muito pior do que o da esquerda. Só isso já é um bom motivo para andar sempre na esquerda.

    • Lucas5ilva

      Considero essa a única explicação plausível (com reservas) para se permanecer na faixa da esquerda estando a direita livre ou sem precisar efetuar ultrapassagem, mas o que acontece aqui no Brasil é justamente a insistência em se manter na faixa da esquerda mesmo sem necessidade alguma (ou seja, faixa da direita livre e com asfalto tão bom quanto o da esquerda)!!

      • Renato Texeira

        Também existe o hábito que muitos criam na cidade e levam isto para a estrada. A meu ver isto ocorre pois não é difícil encontrar bloqueada a pista da direita das principais avenidas. Há muita gente fazendo carga e descarga em local não permitido (e ligam o pisca-alerta como se isto autorizasse a manobra) e estacionando fora do horário permitido. Por conta disto, eu estou quase desistindo da pista da direita no meu caminho para o trabalho de tão recorrente o bloqueio indevido da pista da direita nas avenidas. A impressão que se passa também é que a fiscalização faz vista grossa para isto que considero sério para a circulação da cidade (principalmente nas avenidas mais antigas com somente duas pistas), já que um problema (bloqueio da pista da direita) cria outro (uso indevido da pista da esquerda).

  • kkkkkk!! Estou rindo sozinho aqui, passei pela mesma situação, mas de uma maneira ainda mais divertida. Voltava pela Castello Branco, vindo de Sorocaba, faixa do meio, eu em um Gol 1995 1.6 “bolinha”, o latifundiário da faixa esquerda em uma Fiat Freemont. Resumo: dei um “calor” no cara em velocidades que não posso declarar aqui… o cara começou a “barbarizar” e o Golzinho na seqüência… impagável!

  • Allan Welson

    Existem diversos vídeos no YouTube onde geralmente é mostrado um “apressadinho” qualquer – o que pede passagem à esquerda – que, após tanto insistir via lampejo de faróis, buzina, e toda sorte de invocações (e até xingamentos), termina por tentar ultrapassar de qualquer maneira (existem casos de até mesmo não utilizarem a faixa de rolamento), e que geralmente culminam em em acidente. Isto ocorre tanto por conta de “condutores de monotrilho”, como por conta de grupos de motociclistas em comportamento de manada, tomando conta de todas as faixas, verdadeiros “batedores oficiosos do asfalto”.

    Isto quando não tem gente que fica “zanzando” entre as faixas (ou no meio delas). Aí encontra alguém “impaciente” e… esta armada a confusão.

    Adivinhem quem é apontado – inclusive pelos comentários destes vídeos – como único culpado destes acidentes?

  • Jean Tiepo

    Eu acho bem desconfortável fazer uma viagem de Curitiba para Florianópolis via BR101. O limite da via é 100 km/h e em alguns trechos chega a 110 km/h. O problema é você já estar dirigindo no limite do limite da velocidade na faixa da esquerda, aproximadamente uns 120 km/h e sempre tem um louco que não espera você finalizar as ultrapassagens dos caminhões da faixa da direta , que geralmente estão a 80-90 km/h , eles colam na sua traseira jogando farol alto e pisca, quase lhe obrigando a entrar atrás de um caminhão. Eu sempre fico muito confuso nessas situações, ou se anda a 80 km/h na faixa da direita, ou a 150 km/h na esquerda.

    • Bob Sharp

      Jean
      Nesses momentos tem-se que usar o bom senso, procurar se manter calmo e dar passagem assim que possível. O cara não é louco, é apenas mal-educado.

    • Paulo Horacio Franco

      Você tem razão! Esse trecho da BR-101 se tornou muito perigoso por conta do rápido desenvolvimento urbano das cidades de Joinville, Itajaí, Camboriú e da instalação de muitas empresas ao longo dessa estrada, com o consequente aumento do tráfego local, que geralmente circula em velocidade incompatível ao de uma rodovia federal que liga a região Sul à Sudeste. É urgente a construção de vias marginais bem localizadas neste trecho. E, para piorar, o asfalto ali é tão ondulado que sob chuva, formam-se grandes poças, um convite à aquaplanagem!

      • Antônio do Sul

        Realmente, está difícil andar pela BR-101. Trechinho difícil é aquele entre Navegantes e Balneário Camboriu. Por causa da boa qualidade da mão-de-obra e da existência de três portos na região (São Francisco, Navegantes e Itajaí), muitas indústrias, como a BMW e a GM, têm se instalado na região, mas o pior mesmo, principalmente no fim de semana, é o motorista domingueiro que se desloca entre cidades ou praias próximas se arrastando pela faixa da esquerda e formando fila. Por isso, acho menos desgastante a viajar até São Paulo pela Régis Bittencourt, apesar do traçado pior, do que ir a Florianópolis pela BR-101.

    • Antônio do Sul

      E o pior é que o limite de 110 Km/h é no trecho paranaense, com subida/descida de serra, dependendo do sentido, curvas fechadas e condições climáticas normalmente piores. A partir de Garuva/SC, com a topografia e traçado mais favoráveis, o limite passa a ser de 100 Km/h. Qual é o critério p/ se impor esses limites? Dá a impressão de que isso foi determinado na base do chutômetro…

    • Xara_do_Edson

      Na dúvida, Jean, continue a ultrapassagem e assim que puder dê passagem ao apressado. Não vale a pena se jogar atrás, freando, ou entre caminhões só para satisfazer a vontade de um sujeito que se intitula o dono da faixa da esquerda. Eu já joguei para a direita algumas vezes e depois tive que reduzir drasticamente a velocidade atrás de um veículo lerdo só para o apressado atrás passar. Hoje em dia, o cara que espere, se eu já iniciei o processo de ultrapassagem não vou jogar para a direita e pisar no freio. Fazendo assim, talvez da próxima vez o cara se toca e preveja o movimento à sua frente. Ah não ser que quanto maior o poder aquisitivo do sujeito menos intelectual seja ele, uma vez que a maioria que vem piscando farol de longe têm carros potentes (e caros) e por isso ignora os outros. Fazer o quê, não é? Isso seria cultura elitista tupiniquim? Não sei nos outros países.

      • Z_H

        Então… o “apressado” está colado na sua traseira a 120 km/h e você tem que sair para a direita onde as pessoas se acham no direito de andar a 60 km/h ou 80 km/h…. O risco de acidente é alto… Olha… podem falar o que quiser… mas quem faz isso não sabe dirigir…

    • MGregolin .

      Neste caso, prevalece o bom senso. Se você está ultrapassando com uma velocidade razoável, termine a sua manobra mas antes de terminar sinalize como quem diz “já te enxerguei e já vou sair”.

      Mas, tem gente que que ultrapassar em 5a marcha partindo de 60km/h, em pistas de duplo sentido onde tem 3a faixa, desperdiça a 3a faixa toda porque não sabe pisar na embreagem e jogar 3a, aí nesse caso não custa nada ele jogar pra direita pra esperar um veículo mais potente passar, e logo em seguida iniciar a sua manobra.

      Mas, como disse, se vc está relativamente rápido, pode terminar e dar passagem assim que possível.

      Se vc estiver muito lento, não custa nada deixar o cara te passar primeiro… Cada caso é um caso.

    • Também fico bem tenso, dá a impressão que o cara vai passar por cima da gente. Ontem mesmo, voltando do norte do Paraná, quando fui entrar na Castello Branco a pista em que eu estava se estreitou para uma única faixa, e avistei um SUV do RS vindo a milhão atrás de mim, mas eu não tinha o que fazer porque afinal a pista se estreitou e ele teve que segurar as pontas. Sabe o resultado? O cara psra não perder 10 segundos de sua viagem passou em cima da faixa zebrada a uns 140 km/h aproximadamente, sabendo que ali vem todo o fluxo da Castello da faixa da direita. Fico triste com essa nossa realidade brasileira, quando eu tinha meus 12 anos de idade não podia ver um carro para ” dirigir”, e hoje estou criando aversão a volante.

  • KzR

    Ao menos com os conhecidos começarei a frisar esta questão. Quem sabe isto não se espalha? Sonhar é de graça.

    Eu teria replicado com o dito taxista, como fiz uma vez com um certo motorista, parado em frente a um semáforo com o sinal verde…

    O sinal abriu. Eu esperava o sinal fechar para transpor a faixa de pedestre. O primeiro carro da fila não saiu. Decorreu alguns segundos, continuava parado. Buzinadas começaram a soar forte. Estranhei o fato e perguntei-lhe porque não saia. O motorista teve a cara-de-pau de me perguntar se era no verde que passava. Na hora enchi-me da indignação e frustração dos outros motoristas, que buzinavam mais freneticamente logo atrás, e quase berrei: “Mas é lógico! VÁ! Ande logo!”. Ele resolveu sair, já quando o sinal mudava de amarelo para vermelho. Os carros atrás deste tiveram de esperar o sinal abrir novamente para poderem seguir seus rumos.
    Nem faço ideia como uma “criatura” dessas conseguiu habilitação – se é que portava alguma.

  • cascata13

    Mas também tem que ter bom senso, estava indo para o interior de São Paulo pela Bandeirantes, véspera de feriado, todas as faixas lotadas, velocidade mais ou menos de 60 km/h e atrás de mim um cara dando farol, será que ele queria que todo mundo saísse da frente dele?

    • Z_H

      Cara….. Isso é, fácil, o que mais me irrita numa viagem… Como tem sujeito “nó cego” nas estradas…

  • Diego Mayer

    Uma coisa que venho notando, é que, depois da onda de financiamentos incentivados pelo governo, os carros parecem se arrastar pelas ruas. É comum ver carros populares arrancando mais devagar que ônibus e caminhões nos sinais. Acredito que esse pessoal se arrasta para poupar combustível, já que R$ 20,00 ou R$ 30,00 a menos no fim do mês deve ser a diferença entre pagar ou não o “quilhentésima” parcela. É uma cena comum ver filas enormes em postos de gasolina de qualidade duvidosa. Sério, o sujeito tem que ser muito mal remunerado pra perder 1 hora do seu “precioso” dia pra poupar R$ 5,00 ao completar o tanque de solvente. Devia ser igual no Japão, para ter carro tem que provar que tem uma vaga e condições de mantê-lo.

    • Bob Sharp

      Diego
      Isso que você diz é verdade. Essa “economia”, ridícula, coisa de pobre ou de pão-duro, havia também quando os pedágios abriam depois de meia-noite. Via-se carros parados no acostamento já às 23h30 esperando para não pagar pedágio.

      • RoadV8Runner

        Caraca, Bob, essa foi do fundo do baú… Nem me lembrava mais dessa cena ridícula dos carros parados no acostamento próximo da meia-noite!

  • francisco greche junior

    Vou dizer sem ler os comentários, pode ser que tenham dito já. Mas pra mim, além de tudo o explicado na matéria, ainda penso assim. “Sempre tem alguém disposto a andar mais rápido que eu. Sempre tem alguém com carro mais capaz que o meu.” Me mantenho ao lado da esquerda, deixando ela livre.

    • Bob Sharp

      Francisco Greche
      Exatamente! Isso é resultado de capacidade, bom senso e sobretudo educação. Você pode estar dirigindo um Porsche 911 turbo e vir alguém com um Bugatti Veyron. É esse o espírito.

      • Jackson

        Eu costumo andar sempre pela direita em pista dupla. Certa vez um carro a minha frente foi atingido por outro em sentido contrario. Se ele estivesse na direita como eu, hoje estaria vivo. Ele não tinha motivo para estar na esquerda pois a pista estava livre. Andando na direita sempre existe a possibilidade de uma fuga para o acostamento.

        • P500

          Ou para a esquerda.

  • Renato Texeira

    Na minha opinião este problema da utilização da pista da esquerda tem origem no trânsito das cidades. Nas avenidas, principalmente onde há uma grande quantidade de comércio ou bancos, é quase impossível se manter na pista da direita por conta da quantidade de veículos que insistem em fazer carga e descarga em local proibido (lembrando que carga/descarga é considerado estacionamento pelo CTB) ou estacionar onde não é permitido, bloqueando muitas vezes uma das pistas. Para mim é aí que se cria o incentivo para “comprar” a pista da esquerda.

  • Gustavoooo

    O pior são aqueles que não abrem passagem para um carro mais simples, ou que não aguentam ver um 1.0 andando acima do limite na faixa da esquerda, e logo querem vir mostrar que seu carro é mais potente, mesmo que depois de me passar, mais à frente ele reduza o ritmo.

    Não entendo o problema de alguns em aceitar que 1.0 atuais podem andar tanto quanto alguns 1.6 antigos, e na estrada também podem andar, mesmo que sofra mais um pouco.

    Certo dia atrasado para um compromisso estava andando na faixa da esquerda a 140 km/h em uma via de 110 km/h, com meu Clio 1.0 16v 2013 (feinho) em uma estradinha vazia do interior de SP de duas faixas, sendo a da direita é toda esburacada.
    Seguindo na via a minha frente havia um Golf Sapão (acredito que 1.6), o cara estava andando a 120 km/h, me aproximo do Golf bem devagar e peço passagem, o sujeito não sai de jeito algum da esquerda, acabo passando pela direita, e logo após ultrapassar, o espertão resolve acelerar, e o problema é que à frente havia alguns caminhões na faixa da direita e eu não tinha como sair da faixa da esquerda, então o bonzão começa a andar bem próximo do meu pára-choque. Assim que pude, mais à frente sai da frente do Golf e ele passou e foi embora.
    Segui no meu ritmo e logo alguns minutos depois quem encontro andando a 120 km/h de novo?
    (Não queria correr com ele, só queria seguir meu ritmo, custava o cara simplesmente sair da frente ?)
    a situação se repetiu, e novamente acabei passando pela direita, só que desta vez não havia mais caminhões à frente, e como conhecia bem a pista, sabia que mais a frente havia um descidão que usei bastante enquanto amaciava meu carro.
    o Golf veio novamente faminto na traseira do Clio, abri passagem, mas sem aliviar o pé do acelerador, (neste trecho quando amaciava meu carro, com a pista vazia cheguei a 170 km/h no ponteiro).
    Quando o Golf passou fui logo atrás pisando fundo, e o engraçado foi, não sei ser foi o vácuo do carro à frente ou se o cara não teve peito para acelerar mais seu super “esportivo alemão”, mas o Cliozinho chegou a colar no Golf (1.6???) (descidão, para baixo todo santo ajuda), e no calor da adrenalina olhei bem rápido ao velocímetro que marcava 190 km/h! Aí percebi a caca que poderia dar, tirei o pé do acelerador e pensei do por que estava fazendo aquilo, e se realmente valeria a pena continuar com esta briga besta, ou até onde poderia chegar, parei no acostamento e esfriei a cabeça.
    Moral da história, hoje sou mais consciente, e tento ter mais paciência com os “donos da rua” , tive minha lição, porém não dá para negar que fiquei imaginando depois o que será que passou pela cabeça do dono do “esportivo alemão” ao ver um reles plebeu num Cliozinho 1.0 chegando àquela velocidade.
    Num futuro gostaria muito de ter um carro “sleeper” para dar um sustinho de leve neste tipo de motorista, mas claro sem chegar a esta velocidade.

    • DanielGT

      Falei sobre isso no meu post em resposta ao do Bob, sofri bastante com isso já.

    • RoadV8Runner

      Já vi vários com essa síndrome do “carro 1-litro não me passa!!!” Legal você ter a consciência de não comprar briga besta com motorista idiota. Mas, quando eu conheço a pista e surge esse tipo de ser que “manja” andar rápido nas retas, se a pista for daquelas com curvas manhosas, raramente o sujeito tem peito de me acompanhar e esfria a cabeça rapidinho!

      • Gustavoooo

        È, hoje procuro não me envolver mais neste tipo de “disputa”. Deixo o cara passar, nem que eu chegue atrasado ao compromisso.
        E nas curvas estes carros maiores, normalmente SUVs dos pilotos de reta, sofrem na minha mão….

    • Diego Mayer

      Faça uma aferição do seu velocímetro urgentemente…

    • Rogério Ferreira

      Já passei pelo mesmo… Quem dirige um Celta VHC-E, ou um Prisma dos antigos com o mesmo motor, sabe do potencial que os carrinhos tem, se não fosse o câmbio curto, iriam além…Clio também anda muito… E curioso e engraçado: cada ultrapassagem um revide de quem não aceita ficar para trás de um milzinho.. No meu caso é semelhante, meu carro é lobo em pele de cordeiro. Cara de 1.0, jeito de 1.0, mas com motor com motor 1.6, com 117 cv, apenas 1.050 kg, e Cx 0,33. A única coisa que denuncia que não se trata de um 1.0, é o logotipo na traseira. Ao contrário do Gol, por exemplo, são pouquíssimas, essa versão do Novo Palio com cara de mil e motor 1.6. Muitos não sabem que existe. Na estrada é difícil alguém permitir a passagem, especialmente se estiver num carro que julgue melhor. Certa vez, me aproximei de uma Amarok na faixa da esquerda. O cara não arredava…. Fiquei na cola até ter espaço para uma ultrapassagem à inglesa, quando fui. ele acelerou junto comigo. Mesmo assim, consegui me colocar a frente dele… e voltar à esquerda. (tirando um fino, confesso) Pensei que ele fosse tentar revidar, mas ele deve ter lido o logotipo 1.6 16v estampado na traseira e percebeu que a coisa era mais complicada… mas qual era o problema se fosse um Attractive 1.0? Qual o problema de permitir a passagem de alguém que esta com mais pressa que ele, mesmo que tenha menos motor? Se eu estava em velocidade acima da permitida, caberia as autoridades me fiscalizar e me multar, e não um cidadão comum querendo bancar o politicamente correto e cheio de razão…

  • Emerson Vicente.

    Pego a SP-304 (trecho entre Águas de São Pedro e Piracicaba) todos os dias.
    Aqui enfrentamos um outro problema. É tanto remendo e buraco na faixa da direita (quando existe faixa dupla), que só dá pra sair da esquerda quando vou ser ultrapassado.
    Aqui não é uma questão de orgulho ou qualquer coisa do tipo. É apenas uma tentativa de ficar 2 meses sem gastar com suspensão.

    • RoadV8Runner

      Isso é algo que fico cada vez mais espantado nestas terrinhas, a má qualidade do asfalto em geral. E olha que a situação aqui no Estado de São Paulo é das melhores!
      Não é possível que ninguém daqui tenha se interessado em desenvolver um composto asfáltico decente, que resista ao calor e ao excesso de carga praticado pelos caminhões de transporte pesado. certo, o correto é fiscalizar o peso dos caminhões de forma a cumprir a lei, mas como a esmagadora maioria das empresas e caminhoneiros usam do expediente de excesso de carga, algo urgente precisa ser feito para termos vias com um mínimo de decência.

      • Lucas dos Santos

        Li em um site sobre urbanismo que o problema não está na resistência do composto asfáltico, mas sim em sua correta aplicação.

        De acordo com a leitura, o composto asfáltico é um material flexível e, por essa razão, depende de uma boa BASE e é aí que a maioria peca. Se o asfalto não tiver uma base bem feita, ele cede rapidamente.

        Diz-se que o pavimento de concreto é muito mais resistente, justamente por não ser “flexível” como o asfalto. No entanto, preferem utilizar asfalto, pois o seu custo seria menor e sua aplicação (de modo inadequado) fácil.

        E existe também a questão das autoridades não pensarem no futuro: “vamos fazer de qualquer jeito e a próxima gestão que se vire para corrigir os problemas que surgirão daqui a quatro anos”. E lá se vai dinheiro público sendo desperdiçado.

  • Bob Sharp

    Eduardo
    O simulador é muito útil, mas como complemento. Nada substitui o mundo real nesse caso. E num assunto tão sério como o da habilitação a última coisa com que se deve preocupar é custo. Todo o processo não tem de ser necessariamente barato.

  • Bob Sharp

    LucasMoraisdaSilva
    Disse tudo.

  • Cristiano Utrapp

    Eu posso estar enganado, mas a foto aonde tem uma Toyota Hiace parece ser de uma auto-estrada aqui do Japão.

    • Cristiano Utrapp

      Por isso os carros estão na faixa da esquerda na foto , aqui a faixa da direita é para ultrapassagens.

  • Bob Sharp

    LucasMoraisdaSilva
    Você tem um colega nessa atitude de tirar uma fina: eu.

    • João Guilherme Tuhu

      Eu também. E às vezes ainda buzino.

  • Dr.Gori

    É fato que muitos se amontoam na faixa esquerda. É repugnante ver o “apego” destes “motoristas”. Imaginem a seguinte situação: pista de subida da Imigrantes (planalto), cerca de 4, às vezes 6 faixas de rolamento… e é impressionante assistir à briga pelo poder em relação às duas primeiras da extrema esquerda… hilário. Na boa, simplesmente ignoro… ando/trafego lá na última ou penúltima faixa (extrema direita)…. assim não entro na disputa com ninguém e passo paralelamente a todos eles dando risada… Eu rio, mas não precisava ser assim. Infelizmente.

  • Roberto

    Também concordo. Antes eu ficava muito irritado com aqueles que se arrastavam na faixa da esquerda. Hoje prefiro esperar um momento e, caso não consiga passagem, passo pela direita mesmo. Sigo por uma certa distância nesta faixa até onde posso: desse modo, não caracteriza uma ultrapassagem e sigo tranquilo. Afinal, também não sou fiscal de transito para tentar “doutrinar” alguém colando na traseira para ver se ele sai da esquerda (o que muitas vezes não resolve e cria brigas sem necessidade). No final, chego mais tranquilo ao meu destino evitando este tipo de estresse.

  • Roberto

    Concordo Plenamente.

  • Bob Sharp

    A todos
    Pelo número de comentários até agora, 145, vê-se que esse assunto é dos mais sérios em questão de circulação. Desde que não estejam com muita pressa, procurem usar a seguinte tática para pedir passagem: aproxime-se do carro à frente e mantenha distância de cerca de dois carros, de tal maneira que “proprietário da faixa esquerda” perceba o seu carro bem cheio no retrovisor interno dele. Ele pode não estar olhando para o espelho, mas sua visão periférica perceberá alguma coisa diferente no espelho. Se ele não notar logo, desloque seu carro suave e lateralmente alternando direita e esquerda, pois além do “proprietário” notar alguma mudança na imagem do espelho interno, que passa a se mexer, começará a notar seu carro nos espelhos externos também. Não relampeje farol se dia dia e não alterne farol e baixo ou use o relampejador à noite, e também não deixe a seta esquerda ligada, pois isso irrita e geralmente gera má-vontade do “proprietário” em lhe facilitar a ultrapassagem. O melhor mesmo é incomodá-lo nos espelhos com a sua presença. Experimentem.

    • DanielGT

      Bob, eu sigo esses e mais outros MUITOS “toques” que vocês já passaram para s gente para uma direção segura e evitando stress na estrada…nem sempre dá certo, ainda mais para quem tem carro velho. Lembro que quando tinha o Fiat Tipo (e olha que era o Sedici, hein) sofria para ganhar passagem, vira e mexe tinha que recorrer ao método “à Inglaterra” ou cansar os dedos de tanto abusar do lampejo do farol. Existiam também os casos de, por exemplo, o cara já estar na direita, certinho, dai me ver passando com um “mero Fiat Tipo”, ficar indignado e vir atrás com tudo tentando ultrapassar. Acontecia muito isso na descida da serra das Araras. Hoje de Focus é mais fácil ganhar passagem (o Omega CD que meu pai tinha era mais fácil ainda) e o povo respeita mais. Por exemplo, sempre me dou super bem com 99% do caminhoneiros que pego pela Dutra, óbvio que tem sempre um ou dois espíritos de porco andando por ai, mas a imensa maioria dos caminhoneiros, por eu avisar que estou passando dando duas ou três piscadas com uma certa distância e já embalado para ultrapassar ou acendem o alerta por alguns segundos e depois ligam a seta para a esquerda ou até vão para a faixa mais a direita ao verem meu sinal e voltam. Sempre agradeço e por incrível que possa parecer sempre respondem buzinando, na maioria das vezes como eu (dou três curtas buzinadas e geralmente respondem do mesmo jeito ) bem como se estivessem falando “de nada”. Eu penso que se você esbarrar com uma pessoa bem educada e mais que isso, na minha opinião, sensata, você não vai ter problemas. Agora tem MUITA gente aí causando horrores e não adianta muito você pedir “o favor”, o jeito mesmo é cavar a ultrapassagem. Quem tem carro antigo ou de baixa potência (não precisa nem ser necessariamente os 1.0 da vida, sendo Uno e Gol por exemplo mesmo que com motores maiores já sofrem) isso é pior ainda, o povo não respeita mesmo, não estão nem aí.

    • RoadV8Runner

      Eu uso desse expediente de aproximar-me mais que o normal do “dono da esquerda”. Nem sempre funciona, mas ao menos o cara raramente faz “birra” (deixar de ir para a direita), nem que seja para você passar e ele voltar imediatamente após à sua propriedade…
      Se for necessário movimentar o carro de um lado a outro para incomodar ainda mais, havendo possibilidade, eu já fui pela direita mesmo!

  • Antonio Carlos

    Estive por 30 dias dirigindo na Alemanha e nenhuma vez tive o desgosto de um dono da esquerda, nem fiz o mesmo. Educação é tudo.

  • GFonseca

    Nem eu quero bancar o justiceiro, se estou na esquerda é porque estou passando alguém, note o contexto lá no post do Davi. Eu também dou passagem… imediatamente assim que termino de passar os carros mais lentos, não vou entrar atrás de um caminhão se arrastando só porque o “bonitão” quer passar. Questão básica de convívio.

    E outra coisa que faço, porque não quero ser rolha, é sempre manter o fluxo enquanto estou na esquerda, mesmo que esteja acima da velocidade limite.

  • João Bianco

    Tem a lei pra isso sim:

    O CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO – CONTRAN, no uso da atribuição que lhe confere o art. 12, inciso I, da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que institui o Código de Trânsito Brasileiro, e tendo em vista o disposto no Decreto nº 4.711, de 29 de maio de 2003, que dispõe sobre a coordenação do Sistema Nacional de Trânsito – SNT;

    Considerando o disposto nos incisos VII e VIII do art. 29 do Código de Trânsito Brasileiro e no Decreto nº 5.098, de 03 de junho de 2004, quanto a resposta rápida a acidentes ambientais com produtos químicos perigosos;

    Considerando o constante nos Processos nº 80001.013383/2007-90, nº 80001. 001437/2005-11 e nº 80001.011749/2004-43; resolve:

    Art. 1º Somente os veículos mencionados no inciso VII do art. 29 do Código de Trânsito Brasileiro poderão utilizar luz vermelha intermitente e dispositivo de alarme sonoro.

    § 1º – A condução dos veículos referidos no caput, somente se dará sob circunstâncias que permitam o uso das prerrogativas de prioridade de trânsito e de livre circulação, estacionamento e parada, quando em efetiva prestação de serviço de urgência que os caracterizem como veículos de emergência, estando neles acionados o sistema de iluminação vermelha intermitente e alarme sonoro.

    § 2º – Entende-se por prestação de serviço de urgência os deslocamentos realizados pelos veículos de emergência, em circunstâncias que necessitem de brevidade para o atendimento, sem a qual haverá grande prejuízo à incolumidade pública.

    § 3º – Entende-se por veículos de emergência aqueles já tipificados no inciso VII do art. 29 do Código de Trânsito Brasileiro, inclusive os de salvamento difuso “destinados a serviços de emergência decorrentes de acidentes ambientais”.

    Art. 2º Considera-se veículo destinado a socorro de salvamento difuso aquele empregado em serviço de urgência relativo a acidentes ambientais.

    Art. 3º Os veículos prestadores de serviços de utilidade pública, referidos no inciso VIII do art. 29 do Código de Trânsito Brasileiro, identificam-se pela instalação de dispositivo, não removível, de iluminação intermitente ou rotativa, e somente com luz amarelo- âmbar.

    § 1º Para os efeitos deste artigo, são considerados veículos prestadores de serviço de utilidade pública:

    I – os destinados à manutenção e reparo de redes de energia elétrica, de água e esgotos, de gás combustível canalizado e de comunicações;

    II – os que se destinam à conservação, manutenção e sinalização viária, quando a serviço de órgão executivo de trânsito ou executivo rodoviário;

    III – os destinados ao socorro mecânico de emergência nas vias abertas à circulação pública;

    IV – os veículos especiais destinados ao transporte de valores;

    V – os veículos destinados ao serviço de escolta, quando registrados em órgão rodoviário para tal finalidade;

    VI – os veículos especiais destinados ao recolhimento de lixo a serviço da Administração Pública.

    Portanto, carro de particular não pode pôr essas luzes e sirenes.

  • RoadV8Runner

    Passar um tempo fora, em qualquer país cuja população seja realmente desenvolvida, causa um choque tremendo ao voltar para o Brasil. Quando a gente passa um tempo dirigindo lá fora então…

  • Xara_do_Edson

    Quem trafega na BR-381 o difícil é ficar na faixa da direita por muito tempo, pois o excesso de caminhões circulando em determinados dias e horários impede isso. Mas, normalmente, quando não tem uma fila na faixa da direita e quando estou andando mais rápido para ultrapassar essa fila eu volto e permaneço na faixa da direita, pois detesto que alguém fique piscando o farol (e com razão) atrás de mim. Mas se estou na manobra de ultrapassar algum veículo e alguém vem mais rápido que eu, também a pessoa que vem atrás tem que prever a situação, diminuindo a velocidade com antecedência ao ver que o veículo da frente já encontra-se em manobra de ultrapassagem, e que uma mudança brusca de direção poderia ser perigosa e inconveniente nessa situação.
    A educação e os bons modos devem sempre prevalecer, pois ninguém é dono da nada no trânsito: nem o que segura uma ultrapassagem inevitável como também aquele sujeito que a um kilômetro de distância do veículo da frente já vem piscando o farol, sem se tocar se o cara está em ultrapassagem

    • Roberto Neves

      Tenho o hábito de ligar a seta (pisca-pisca) para a esquerda e só a desligar, trocando pela seta para a direita, no momento em que retorno para a faixa da direita. Enquanto ultrapasso, com a seta para a esquerda, reservo-me o direito de não ceder a vez para ninguém que venha por trás de mim (até mesmo porque seria impossível, já que estou a ultrapassar outro veículo). Quando termino a ultrapassagem, aí sim, retorno à faixa da direita, sinalizando.

  • Roberto Neves

    Em Portugal é uma delícia: ultrapassam-nos a 180 km/h e imediatamente retornam à pista da direita! Disciplinadíssimos! E nós ainda temos coragem de fazer piadas com os “tugas”!

  • Z_H

    Com estrada vazia (coisa rara) o problema é menor. A situação complica mesmo com estrada cheia. Na faixa que seria de, digamos, rolagem (direita) o sujeito (e são muitos) acha que tem o direito o direito da andar a 60 km/h ou 80 km/h “já que é a faixa da direita”.
    Eu pego sempre a Imigrantes e a Fernão Dias e posso dizer que é praticamente utópico trafegar no limite pela faixa da direita deixando a esquerda para ultrapassagens.

  • Xara_do_Edson

    Gustavo, já passei por situações do tipo. Na hora o sangue ferve e a gente parte pra cima. Mas depois, quando a consciência e o medo de fazer alguma bobagem dá as caras (e é difícil nessa hora, hein) nos refazemos e desistimos de prosseguir, ou poderá acontecer uma tragédia. E o pior é saber que o “gostosão” fica com gostinho de “ganhei” kkkkk. Melhor deixar o bobão pensar assim e preservarmos nossa vida. Mais cedo ou mais tarde um cara desse vai se arriscar tanto que não terá volta. Isso é algum tipo de complexo de “superioridade”. Mas esse tipo de complexo pode levar o sujeito a sair POR CIMA de um despenhadeiro, e aí já era. Perdeu!

    • Gustavoooo

      Realmente, Xará,eu penso o seguinte, sempre haverá alguém mais rápido que você.(ou mais louco).
      É muito legal ver estes “pilotos” dando uma de gostosão forçando passagens de todo mundo, até que chega alguém com um carro mais “possante” e o trata da mesma forma, e o sujeito até reduz e passa a dirigir mais devagar.

  • Z_H

    O “cidadão” arca com os riscos e prejuízos num circuito fechado (pista)… Na rua e na estrada ele coloca os outros em risco.

  • Rodolfo

    O que faz as pessoas não perceberem que o sinal abriu é o maldito celular ou o WhatsApp… a pessoa oi fica falando ao celular ou mandando mensagens enquanto o sinal abriu.

  • MrBacon

    A impressão que tenho é que a falta de educação está cada vez maior. Viajei pela Dutra regularmente nos últimos 10 anos, lembro que no início raramente precisei realizar uma ultrapassagem pela direita, mas atualmente é virtualmente impossível não utilizar este recurso– não que eu seja um exemplo de educação, às vezes me pego atrapalhando alguém, mas faço questão de me desculpar, rapidamente voltando para a faixa da direita.

    Já nas cidades, causa-me espanto a demarcação de faixas exclusivas para ônibus, que nem sempre as utilizam. Tanto no Rio quanto em São Paulo o que tem deixado o trânsito mais hostil não tem sido o volume de carros, e sim a má gestão e a falta de planejamento das CETs.

  • P500

    Para que deixar cair a qualidade técnica daqui? Sem necessidade.

  • Rafael Ramalho

    Eu raramente comento algo no site, mas tenho que concordar uma coisa com você. Rodo em média 6.000km por mês e a única raça que ainda sabe dirigir são os caminhoneiros e motoristas de ônibus rodoviários. Eu diria que apenas 10% destes profissionais fazem besteira, contra 90% dos motoristas de carros pequenos. Por isso minha preferência em rodar à noite, são mais profissionais e menos domingueiros.

    • O Observador

      Eu costumo rodar uma média 400 km toda semana na BR-101 entre a cidade do Rio de Janeiro e a Região dos Lagos, minha família fica sempre tensa, porque prefiro viajar de noite…. quando vou de dia é extremamente estressante e perigoso, a quantidade de carros rodando por essa estrada aumentou assustadoramente e a irresponsabilidade subiu no mesmo nível… pelo menos à noite é mais tranqüilo, porque na maioria das vezes só tem caminhão e ônibus… mas a quantidade motorista mal educado de ônibus e caminhão tem aumentado…. mas ainda sim é infinitamente melhor dirigir à noite na companhia deles do que dia com uma cambada de irresponsáveis….

  • Jean Tiepo

    Acabei de ver este video no facebook, procuro entender ainda como o cara do c3 fez aquela besteira….
    https://www.facebook.com/video.php?v=954159537944266

  • Marcos Pastori

    Já passei muita raiva por isso, tive muito carro 1.0 8v, passei por dois 1.6 16v e hoje tenho condição de ter um turbo de fábrica, 152 cv..e te digo uma coisa. Causa espanto em todo mundo na estrada quando abro para os 1.0 passarem!! Ficam até com medo de passar e quando passam, ficam com aquela expressão de que não entenderam nada. Também nunca os pressiono em uma subida, enquanto estão cortando caminhões ou outros carros. Me adequo ao ritmo deles, e depois retomo o meu e volto para a faixa da direita. É impressionante como que ao ver este tipo de reação de um carro ”esportivo”, todo mundo muda o comportamento na hora. Sempre tento dar este exemplo e funciona!! Eles dão passagem sempre, tranquilamente ! Fico impressionado até hoje como um motorista pode fazer sim, a diferença no comportamento dos outros no trânsito.

    • Bob Sharp

      Marcos Pastori
      De longe, o melhor e mais sensato comentário sobre esta matéria. Parabéns! Essa é a atitude a ser imitada.

      • Marcos Pastori

        Pois é Bob! Muito devo à você e este site (e ao antigo blog!) e também aos gearheads do Flatout, que me ensinaram muito sobre o que é um bom motorista de verdade. Já estive do outro lado, sendo apressadinho e desrespeitando os outros…hoje não mais, graças à os conceitos que você e o pessoal aqui nos comentários repetidamente expõem. Outro fator positivo que ressalto, é que nunca mais sofri o tal ”estresse” no trânsito. Só mesmo do estresse ”físico”, de muitas horas dirigindo.

    • Ah, se todos pensassem assim! No trânsito urbano e nas estradas é uma guerra de ego dos infernos! Estou cansado desse tipo de gente besta. Sua postura é aplaudível!

  • Marcus Fabio Copetti

    Tenho uma situação divertida sobre o assunto: após vários km sem poder ultrapassar um cidadão que preferia andar na esquerda a 75 km/h na BR 116, ultrapassei o mesmo (infelizmente) pela direita e passei a rodar a 70 km/h. Depois, baixei para 60 km/h. Quando o mesmo tentou uma ultrapassagem pela direita, fiz o inverso e fui rodar na via (correta) direita. Ele voltou pra esquerda e eu também, bem lento, pra diversão de todos que perceberam a tramóia. Passados poucos minutos, voltei pra via direita pra ver e ouvir os impropérios (sei que você é do tempo dos impropérios ..) do zeloso motorista. Sabendo que estávamos a segundos do posto da PRF, incitei o mesmo a entrar nesse posto de fiscalização da PRF. Ele foi, parou diante de um guarda e despejou sua “catilinária”, que, obviamente começava com “Esse maluco queria me ultrapassar e eu estava a 80 km/h!” E eu bem quietinho, mudo, enquanto ele babava sua história de “respeitador de limites de velocidade”…. O guarda olhou para ele e disse: “em que faixa o sr. estava ?” Eu já sabia o final da conversa e apenas me virei, disse obrigado, e deixei ele aprendendo algo a mais sobre o código de trânsito do que simplesmente placa de velocidade máxima. É uma vergonha o jeito que brasileiro dirige!