woman  Questão de atitude - feminina woman

Recentemente, o Bob Sharp abordou aqui no Ae a questão dos motoristas que se acham donos da faixa da esquerda e não dão passagem aos outros veículos e no domingo o texto do Carlos Maurício Farjoun “Sai da frente que atrás vem gente”. Posso listar um zilhão de motivos de por que eles estes motoristas estão errados, mas nossos caros leitores são ultra bem-informados e não pretendo ser repetitiva. Mas o que leva alguém a fazer isso?

Na minha opinião, na maioria dos casos é falta de conhecimento do Código de Trânsito, mesmo. Tem, claro, um componente de orgulho, mas como minha seara é o Clube da Luluzinha aqui, tenho que reconhecer que na maioria dos casos as mulheres encalham na pista da esquerda pelo primeiro motivo – aos homens cabe a segunda desculpa, generalizando, é claro.

Eu mesma já discuti com uma amiga jornalista sobre esse assunto e fui apoiada por outro colega homem. Numa segunda-feira ela comentava o absurdo de um motorista pedir passagem quando ela trafegava na velocidade máxima da estrada, na faixa da esquerda, voltando de um final de semana na praia. Eu quase pulei na jugular dela, caninos à mostra, sedenta por sangue. Ela, distinta senhora, viajada, bem informada (bom, pelo visto não sobre o Código de Trânsito), achava que estava certa.

E basicamente é isso o que acontece. Total desconhecimento das normas de trânsito. Eu já pensei em carregar um lote de exemplares do Código de Trânsito no meu carro e atirá-los aos motoristas que violam as normas, com post-its e marcações com caneta Pilot em alguns trechos, mas me deparei com vários problemas: 1) nem Saraiva nem Submarino têm um grande estoque do dito-cujo; 2) as pessoas normalmente trafegam com o vidro fechado e ele ricochetearia e voltaria para mim, que o conheço de cor e salteado; 3) desconfio que muitos sejam analfabetos funcionais — aquele tipo de pessoa que sabe ler, mas não tem compreensão do que lê; 4) e, por fim, o Art 172 do Código de Trânsito Brasileiro classifica como infração média o fato de atirar do veículo objetos na via.

Assim, tento fazer minha parte de formiguinha. Sempre que posso, falo sobre isso. Os motoristas de táxi são os mais refratários. A esse e a qualquer outro comentário sobre direção, diga-se de passagem. E, pior ainda, se proveniente de uma mulher como eu. Com as minhas amigas e conhecidas, a recepção é um pouco melhor. A maioria simplesmente desconhece que você é obrigado a dar passagem. E aproveito outra paixão minha — as viagens — para comentar: “Você viu as placas na França?: Na estrada, trafegamos pela direita”. E aí engato uma pregação sobre o assunto. Deve ser por isso que coleciono mais amigos homens do que mulheres…

Autobahn – Tenho certeza de que somente uma sólida educação de trânsito mudará isso. A Alemanha é um dos países mais rigorosos na concessão da carta de motorista — mas ao mesmo tempo, em apenas trechos de estradas há limite de velocidade, mesmo quando não têm mais do que duas faixas em cada sentido, às vezes somente uma. Isso sem falar naqueles fantásticos carros que eles têm. E os índices de acidentes? Baixíssimos: morreram 4,3 pessoas por 100.000 habitantes em 2013 ou 6,9 pessoas por 100.000 veículos naquele mesmo ano segundo a Organização Mundial de Saúde. Somente a título de comparação, no Brasil os números, de 2010 (últimos disponíveis, mas os únicos que permitem a comparação, pois a base é a mesma) são, respectivamente, 22,5 e 67,7 mortes – cinco e dez vezes mais, respectivamente, em números redondos. E ainda tem a distorção do número, pois cansei de ler que no Brasil essas estatísticas são subestimadas, pois se o falecimento não acontece na hora, não é considerada morte no trânsito e não entra nestes estatísticas. OK, vocês já sabem da minha opinião sobre estatísticas, mas o que posso dizer sobre estes dados? No mínimo, podemos concluir que velocidade não é o único componente ligado à segurança no trânsito. Ela está muito mais vinculada à forma precisa e segura de dirigir, estradas corretamente construídas e mantidas, e veículos idem.

Certa vez eu dirigia por uma Autobahn no Sul da Alemanha um Renault diesel alugado, motor fraquinho e depois de uma ultrapassagem fui para a faixa do meio, já que a da direita era uma que eu havia visto que “descia” da estrada logo adiante em direção a uma saída. Pois bem, um superpossante Audi tirou o pé para não me ultrapassar pela direita, embora isso não aconteceria por mais do que alguns metros pois ele pegaria a saída, como foi o que de fato ocorreu. Isso é respeito pelas normas de trânsito. Mas veja quantos segundos leva um carro a Alemanha para dar passagem — isso se ele estiver trafegando pela esquerda, o que não é assim tão comum, embora aconteça. E você não precisa piscar farol, dar seta (pois é, isso só no Brasil!) ou rezar para São Cristóvão, o patrono dos motoristas. É que, ao contrário dos (das) brasileiros (as) eles:

– conhecem e respeitam as normas de trânsito
– usam os retrovisores para ver os carros à sua volta e não para retocar a maquiagem e atrasar a saída dos carros quando o farol abre (desculpem, não pude evitar…)

Sou usuária assídua da Rodovia Castello Branco que liga São Paulo à região Oeste do Estado e, embora a maioria dos motoristas que encontro seja de homens, é comum ter de ultrapassar e/ ou sobrepassar pela direita. Caminhão e ônibus, então, nem se fala. Eles acham que por ter três pistas é suficiente que eles trafeguem pela do meio e provocam uma fila interminável de carros na pista da esquerda. E olha que está cheio de placas que avisam: “Caminhões e ônibus, obrigatório faixa da direita”. Eu sempre quis colar uma plaquinha extra com os dizeres: “D-I-R-E-I-T-A, não meio, anta!”.

Mais de uma vez ao reclamar, educadamente, com uma motorista que não me dava passagem me mandaram passar pela direita. É pura falta de conhecimento. E dá-lhe fazer manobras de ultrapassagem pela direita, sem uma correta visibilidade. Aliás, se é para fazer ultrapassagens estilo dunas de Ceará, ou seja, com emoção, recomendo guiar em algumas ilhas do Caribe como Nassau onde a maioria dos carros é dos Estados Unidos, com volante à esquerda, mas a mão é inglesa, resquício da colonização. Mas sugiro carregar um razoável estoque de atenolol por via das dúvidas. No Brasil não deveríamos ter de fazer isso.

Torino – Na categoria chatos, tem também os lesados que pedem passagem quando você está ultrapassando… Nesse caso, é raro ser uma mulher quem faz isso, mas somente porque é raro mulher pedir passagem. Infelizmente, no geral elas empacam na pista da esquerda e nem pedem nem dão passagem. É como se essa faixa lhes pertencesse e ponto. E, sei que vão achar que é implicância minha, mas é na verdade fruto da observação: se forem motoristas de jipes ou suves, pior ainda. Alguém deve ter lhes dito quando receberam as chaves do veículo: esta faixa lhes pertence e se alguém disser o contrário, não acreditem. E se tem algum psiquiatra lendo esta coluna, não, não sou esquizofrênica nem sofro de dupla personalidade. É que apesar de ser mulher, e muito feliz com isso, não ajo como uma muitas vezes e por isso às vezes escrevo “elas fazem isso e aquilo”. É falta de identificação com o comportamento, embora me identifique com o gênero.

Muitos anos atrás, numa estrada da Argentina, meu pai dirigia seu Torino 380 W (na minha opinião, um dos melhores carros que já houve, um super motor 6-cilindros de 3,8 litros, 176 cv, três carburadores, design de Pininfarina… um show de carro) e quando por duas vezes o sujeito da frente se recusou a dar passagem ele não duvidou: encostou o pára-choque e pisou no acelerador, simplesmente “empurrando” o carro à frente a muitos, mas muitos, quilômetros por hora. O outro veículo, um sedã, digamos, normal, não era páreo para aquele monte de cavalos sob o capô e aquele burro (sim, era meu pai, mas essa atitude só pode ser classificada assim) atrás do volante. O sujeito fez a única coisa que podia fazer nessas circunstâncias: segurou firme o volante e, imaginamos nós todos, rezou a todos os santos, orixás e divindades para que aquele maluco desistisse daquela manobra absurda. Isto tudo durou apenas um curto espaço de tempo para meu pai e certamente uma eternidade para o outro motorista. Aí meu genitor tirou o pé do acelerador, foi para a direita, ultrapassou o infeliz e foi embora para só vê-lo pelo retrovisor, lá longe, bem pequeninho.

 

OLYMPUS DIGITAL CAMERA  Questão de atitude - feminina Torino 380W

Torino 380 W (foto puntataco.wordpress.com)

Só soube desta história meio por acidente quando já era adulta e tive de jurar que nunca, jamais, nem sob tortura, faria algo sequer parecido. E cumpro rigorosamente a promessa, mas confesso que, lá no fundo, já tive vontade de imitar esse péssimo comportamento. Por isso nunca comprei um jipão com quebra-mato e motor mega blaster nitro. Mas, cá entre nós, duvido que aquele motorista tenha levado mais do que três segundos para dar passagem a qualquer outro carro pelo resto da vida dele. Se é que ele voltou a dirigir alguma vez.

Mudando de assunto: Li recentemente que Kimi Räikönnen tem um snowmobile com o qual faz manobras bem arriscadas na neve e no gelo da Finlândia e compete em enduros. E deu a ele o mesmo nome com o qual às vezes faz reservas em hotéis: James Hunt. É, faz sentido…

NG

Foto da abertura: wsmseguros.com.br
A coluna “Visão feminina” é de total responsabilidade de sua autora e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.

Sobre o Autor

Nora Gonzalez
Coluna: Visão Feminina

Nora Gonzalez é jornalista, foi repórter (inclusive de indústria automobilística) e editora da Gazeta Mercantil e de O Estado de S. Paulo durante muitos anos. É fã de carros desde pequena, especialmente de Fórmula 1.

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  • CorsarioViajante

    Mais um ótimo texto. Está difícil. Cada vez mais faço algo que detesto: ultrapassar pela direita. Peço uma, duas vezes, não rolou? Azar. É triste. E muitas vezes por distração, você acompanha a pessoa por um quilômetro e vê que ela não olhou para o espelho nem uma única vez.

  • Paulo Roberto de Miguel

    Acho que a única saída é a do exemplo. Ultrapasso e volto para a direita, sempre na maior velocidade possível limitada pela via. Você não perdoa as mulheres, hein? Rsrs Realmente as dos SUVs são as piores. Ajudadas pelo smartphone, pelas películas e pela falta de noção.

    • Ilbirs

      Se vejo SUV, pressuponho barbeiro ao volante. Uma vez estava tentando entrar na garagem do prédio em que moro, de madrugada, e dando seta, o que pressupõe dar uma ligeira abrida de raio em carros com diâmetro de giro de 11 m em diante para que não sobrem para além da calçada. Tive de abortar a manobra porque alguém atrás andando colado pôs o RAV4 na brechinha que deixei para fazer a manobra em questão. E o RAV4 em questão estava obviamente “fechado” na película, só para que outras pessoas soubessem visualmente que quem dirige é navalha.

      • Roberto

        Eu também quando vejo SUV já penso em barbeiragem. Claro que nem todos são assim, mas muitos que tem fazem barbeiragem pelo fato do veículo ser grande. Aí eu me pergunto para que ter um veículo desse tamanho se não consegue dirigi-lo com habilidade.

        Vi outro dia uma situação bem parecida com essa que você falou aqui perto de casa. Uma Livina foi entrar numa garagem e abriu um pouquinho para conseguir manobrar. Só que atrás vinha um Siena colado e tentou ultrapassar pela direita em vez da esquerda. Resultado: a Livina conseguiu frear a tempo de evitar uma colisão e o Siena teve que subir a calçada para evitar o mesmo. Depois fiquei em dúvida se o Siena tocou para a calçada por susto mesmo ou porque não sabia que ultrapassagem (mesmo nesses casos) é só pela esquerda.

        Todo caso, é mais um motivo para não andar no “vácuo” dos outros, mas infelizmente é uma prática que está se tornando cada vez mais comum.

    • Nora Gonzalez

      Paulo Roberto, concordo com a questão do exemplo e faço isso também. E implico com mulher que retoca a maquiagem entortando o retrovisor interno e depois sai dirigindo com o dito-cujo apontando para o banco da motorista.Também uso maquiagem, mas uso o espelho do quebra-sol para retocar o batom, e sem atrasar os carros na abertura do farol. Tive carro que não tinha espelho no quebra-sol e comprei um na perfumaria e o encaixei. Ficou perfeito. Abraços.

  • Roberto Neves

    Mais um delicioso e rico texto! Parabéns e obrigado, Nora!

  • Rafael Ramalho

    Parabéns pela texto Nora, no alto dos meus 25 anos, já desisti dessa peregrinação diária de tentar ensinar. Só reclamo quando estou de carona ou taxi. Dirigindo, vou pela direita mesmo e me estresso menos.

  • Ilbirs

    De fato, há o problema de no Brasil haver “donos da faixa” em muitas estradas, parte disso devido à postura dos motoristas em geral. Porém, há algumas situações em que veremos as pessoas passarem por longos períodos na faixa que só deveriam usar para ultrapassagens:

    1) Faixa da direita danificada pelo tráfego pesado de caminhões e ônibus. Você deu o exemplo da Castelo e falou do trecho com três faixas, o que me faz imaginar que seu trajeto predominante seja São Paulo-Sorocaba. Porém, depois de Sorocaba a estrada fica com apenas duas faixas para cada lado e por muitos anos a faixa mais à direita estava tão danificada (mesmo em anos nos quais a estrada já estava concedida à iniciativa privada) que acabava sendo praticamente obrigatório a quem estivesse em carro de passeio ficar na faixa da esquerda por longos períodos e ir para a direita só mesmo quando alguém estivesse mais veloz. Da última vez que usei essa estrada, a faixa da direita já estava melhor e permitia ser usada por mais tempo;

    2) Falta de distância entre veículos pesados, principalmente quando há só duas faixas de cada lado. Quando vemos caminhões e ônibus andando em um pelotão compacto, chega a ser perigoso ficar na faixa da direita, ainda mais levando em conta o espaço maior de frenagem dos gigantes da estrada. Acaba sendo aquela ocasião em que só se joga para a direita para deixar um veículo mais veloz passar e por vezes tendo de dar uma acelerada maior para se encaixar na brechinha que os muitos brutos juntos porventura deixam.

    • Nora Gonzalez

      Ilbirs, certíssimo. Costumo ir até Sorocaba, sim. E a má conservação da faixa da direita aparece também nas ruas e avenidas das grandes cidades. O problema é quando a pista é boa e os motoristas simplesmente não a utilizam. Abraços.

    • José Henrique V. Guimarães

      Com relação ao nº 1, infelizmente na Fernão dias é regra… A pista da direita é intransitável dos 80 km/h para cima… chego a ficar mareado… Daí é um olho na frente e outro no retrovisor, só dá pra ir para a direita para dar passagem. Infelizmente caimos na questão de infra-estrutura (que considero inexistente no Brasil). Já com o nº 2 tem que se ter muito, mas muito cuidado ao se ultrapassar comboios…. eu ultrapasso sim, mas não com uma diferença de velocidade grande, é meio que em slow motion… já cansei de tomar fechada de caminhoneiro que resolve ultrapassar virando o volante ao mesmo tempo que dá seta…… (quando funciona)…..

  • Eduardo

    Olá, Nora.
    Tenho um amigo que que viveu muito tempo na Alemanha, ele é filho de alemães, e numa ocasião ele relatou que trafegava durante a madrugada numa rodovia germânica quando perdeu por poucos metro uma saída. Ok, foi para o acostamento, constatou a “calmaria” de uma estrada sem movimento algum e fez uma ré para alcançar a saída, para sua surpresa uma viatura da policia rodoviária apareceu instantanemante, e este meu amigo nem imagina de onde, afim de cumprir a sua função.
    Pois bem, penso que esta falta de respeito as normas de trânsito, no Brasil, se dá por conta da deseducação perpetuada pela falta de fiscalização e punições exemplares.
    Sobre o Kimi, o que você escreveu fez-me lembrar de uma corrida em Mônaco quando ele errou bateu e saiu da corrida, minutos depois as câmeras o flagraram tomando uma cerveja e vendo o restante da corrida bem “relax”. Alguns anos antes Senna errou, bateu, saiu da corrida que liderava e foi chorar em seu apartamento ali mesmo no principado.
    Obrigado pelo texto, já estou aguardando o próximo.

    • Nora Gonzalez

      Eduardo, também sou fã do Kimi e não tanto do Senna, embora reconheça que tinha muito talento. Minha implicância com ele é muito mais quanto às atitudes dele. Nessa batida de 88, por exemplo: na falta de motivos, pois ele bateu sozinho quando estava 50 segundos à frente do segundo colocado, ele disse que havia visto Deus. Já vimos desculpas bem melhores do que essa, não?

  • Rodolfo

    Nora,

    Meu pai uma vez deu farol para um cara sair da frente e então quando ele saiu da frente o cara puxou o revólver… então meu pai freou e o cara também… e então meu pai acelerou e sumiu (meu pai tinha um Gol 1.8 e o cara uma Ford Courier 1.6), mas escutou dois tiros. Por sorte o tiro não pegou no carro do meu pai.

    Moral da história, não mexa com quem você não conhece…

    Agora imagine se meu pai empurrasse o outro carro igual o pai da Nora… hoje com certeza ele não estaria aqui entre nós.

    • Fabio Toledo

      Meu caro… se alguém puxar o ferro para mim vai ver o mundo rodar!!! Quero ver atirar com o carro rodando!!!

    • CCN-1410

      Verdade + que verdadeira… Nunca mexa com quem você não conhece…
      Valeu Rodolfo.

  • Rogério Ferreira

    Nora, não tem como ler seus artigos sem dar boas risadas… Essa de jogar livrinhos do CTB, estou rindo até agora. Parabéns. cada vez melhor. Bom, eu já vi mulheres mandarem muito bem, atrás de um volante… Quando era solteiro, fiquei invocado, com a gata do Fiat Palio, que andava em ritmo bom, e fazia tudo certo, fiz questão de acompanhá-la, seguir no seu vacuo… Que mulher! Andava pela esquerda, quando tinha que andar, voltava para faixa da direita para me dar passagem… Eu passava, entrava a sua frente, e discretamente deixava a velocidade cair, para que ela me passasse de novo, e eu pudesse desse uma admirá-la pelo vidro, já baixado. Consegui arrancar dela, um belo sorriso, é claro que ela percebeu que o cara do Celta estava lhe paquerando! Mas vamos ao tema: Muito bem abordado a questão dos caminhoneiros. Aqui na minha região, a maioria das estradas são de pista simples e sentido duplo, quando há uma rampa extensa, existe uma faixa adicional, para que veículos lentos, andem à direita. é claro, tudo devidamente sinalizado. Pois os caminhoneiros, profissionais da estrada, que deveriam dar o exemplo fazem questão de obstruir as duas faixas, passando lentamente, outro caminhão, muitas vezes não conseguem concluir a manobra, e faixa adicional termina. Aí são dois, três caminhões para ultrapassar, colados um no outro. Um completa falta de respeito, de cidadania, uma lição de egoísmo. Essa prática deveria ensejar uma multa daquela… Nada contra um caminhão passar outro nessas faixa, mas só quando não houver nenhum veículo mais rápido pretendendo ultrapasssar o comboio. Quero ver eles trancafiarem uma viatura de polícia. Igualmente posso dizer que já notei o comportamento arrogante de pessoas que fazem questão de comprar veículos grandes, e acham que podem andar do jeito que quiser. Outra, vez, vinha subindo embalado num velho Uno Mille Ep, de 58 cv. no final da rampa, fiquei preso atrás de uma Dodge Ram de 350 cv, cujo motorista, falando ao celular, não passava de 80Km/h achava eu tinha que ficar na minha… Voltei uma 3a. subi o giro do fiasa, e consegui passá-lo, é claro que dei-lhe uma quase fechada, ao retornar para a direita. Como é que o cara, com aquela usina de cavalos. ainda consegue me atrapalhar…

    • Nora Gonzalez

      Rogério, nunca tive Palio, mas pelo que você comenta, poderia ter sido eu a motorista…hehe. Sim, existem boas (e bons) motoristas, mas são tão poucos que lembramos perfeitamente deles. Essa é a parte triste. Abraços

  • RMC

    Belo post, Nora!
    Já tive vontade de fazer o mesmo que teu pai fez com o Torino. Aqui em Brasília tem uma via que cruza a cidade, o eixão, e um garoto num Corsa rebaixado ficou me pedindo passagem no meio do trânsito, quando eu estava na faixa da esquerda seguindo o fluxo e ultrapassando carros mais lentos que estavam na faixa do meio e na da direita. Não é que o cara forçou uma passagem pela direita e me deu uma fechada com a porcaria do Corsa – eu estava numa S10, a mais de 80 km/h. O sangue ferveu, cheguei até a reduzir para 4ª e a idéia era fazer o que teu pai fez, mostrar a ele que não dei passagem por que não havia espaço para uma S10 cabine dupla sair da frente, além de que havia outro carro na minha frente, me impedindo de acelerar e voltar à pista central. Mas refleti um pouco, voltei para a 5ª e deixei o “piloto” continuar sua busca frenética por um poste, uma árvore ou o pára-choque de um caminhão ou ônibus.
    TORINO: que sonho! Imagine só poder andar com um Torino nas estradas argentinas!! Desde que estive lá pela primeira vez, em 1975, que sou fã incondicional. Para minha alegria, ainda há alguns rodando ou mesmo largados nas ruas de Buenos Aires, como pude constatar semana passada, ao ir visitar a Autoclásica.
    Será que a gente não consegue alguém que possa publicar um post a respeito dele? Um test drive, então, seria demais.

  • Evandro

    Esses chatos que não respeitam quem está ultrapassando me tiram mais do sério do que os que alugam a pista da esquerda vitalíciamente.

    Aliás, não diria chatos, prefiro alguns palavrões, porque colocar em risco minha segurança é inaceitável.

    Infelizmente este tipo de comportamento “traseirista”, como colocado aqui no blog em algum texto, tem se tornado cada vez mais comum, até mesmo em vias urbanas.

    Ambos acham que são donos da rua ou da pista, um acha que pode controlar o que os outros fazem, o outro tem um ego que não cabe em um petroleiro.

  • Renato Mendes Afonso

    Texto excelente, me diverti bastante lendo, principalmente as ‘características’ dos motorista alemães comparados aos brasileiros, e a história do Torino. Certo que muitos já tiveram (eu, inclusive) vontade de fazer algo parecido com o que seu pai fez, a diferença é que ele fez de fato, e deve ter deixado uma boa lição para aquele motorista. hahaha!

    Abraço e até a próxima quarta!

  • Lucas dos Santos

    Mais um belo texto da Nora. Divertido como sempre!

    Kimi Raikkonen? Manobras no gelo? Mulher ao volante? Aí vai: https://www.youtube.com/watch?v=2zI3l8vKIq0

    • Nora Gonzalez

      Valeu Lucas! talvez eu fizesse tanto estrago no carro quanto ela, mas ia adorar dirigir na neve, assim. E de quebra, é a primeira vez que vejo o Kimi falar e sorrir tanto.

  • Antônio do Sul

    Nora, parabéns pelo texto! Ao seu pai, cabem os parabéns pelo carrão. Ainda hoje, há muita gente que diz que o IKA Torino foi o melhor carro já feito na Argentina. Pena que, naquela época, ainda não tínhamos o Mercosul. Na verdade, o Torino era um americano (o AMC Rambler) com desenho europeu, a mesma solução adotada pela Chrysler argentina com os Polara, Coronado e GTX (equivalentes aos nossos Dodge grandes).
    Como sugestão, você poderia fazer um post sobre a sua experiência com os carros argentinos mais antigos, que não tivemos por aqui.

    • Nora Gonzalez

      Antonio, vim da Argentina para o Brasil bem antes de tirar carta de motorista e tive poucas experiências de direção nas minhas frequentíssimas idas para lá. Confesso que prefiro andar de carona a enfrentar o trânsito maluco de Buenos Aires. E olha que moro em São Paulo. Posso superar o medo ou mesmo dirigir longe do Obelisco e contar como é – mas aí seria com os carros que tem hoje, praticamente iguais aos nossos. De carros antigos, só mesmo a saudade do Torino e o ronco maravilhoso daquele motor.

      • Antônio do Sul

        Quando eu era criança, passava as férias de verão em Florianópolis. Naquela época (da 2ª metade da década de 80 ao início dos anos 90), havia carros vendidos só na Argentina ou só no Brasil. Dos que mais me chamavam a atenção, destaco dois: o Ford Sierra e o Fuego, um belíssimo cupezão esportivo produzido pela Renault argentina. Também gostava de ouvir o ronco do motor 6 em linha dos Falcon. Em dezembro de 1988, conheci um exemplar do Torino, muito bem conservado, só que de 4 portas e motor 3.0, que pertencia a um argentino que alugou uma casa da minha tia.

  • Bob Sharp

    Corsário
    Este fim de semana mesmo, mostrei para o Paulo Keller, que estava comigo no Corolla GLI: fique atrás do dono da esquerda numa distância que incomode (não precisa estar tão próximo) que perceberá algo pela visão periférica, se sentirá incomodado e dará passagem. Na pior hipótese acelerará, e se imprimir velocidade maior que a sua, ótimo. Então é só voltar para a faixa mais à direita. O importante é manter seu próprio ritmo, e não ultrapassar por ultrapassar. Ah, e depois que o cara permitir a ultrapassagem deve-se voltar para a direta, como medida educacional. Muitos se tocam e não voltam para a esquerda após serem ultrapassados.

    • Marco

      O problema é que mesmo assim, tem uns motoristas que não percebem que você está atrás faz tempo. Nem uma breve olhadinha no retrovisor costumam dar vez ou outra.

    • Fabio Toledo

      Bob, fico maluco quando vejo os “esquerdinhas” (adorei esse termo dúbio) após dar passagem reclamando voltar para esquerda… A vontade é tirar um cara desse da pista! Mas ultimamente estou mais tranqüilo, peguei um projeto fora de São Paulo e voltei a dirigir diariamente há pouco tempo. Dar o exemplo é gratificante, ao menos pra mim.

  • Fabio Toledo

    Nora excelente seu texto! Divertidíssimo! Parabéns!
    Não recomendo, mas costumo fazer o seguinte com os caminhoneiros que teimam em permanecer na faixa do meio, venho pela esquerda, com os pneus da direita em cima da pontilhada (eles já entendem esta mensagem, pode ter certeza) e com a seta ligada para a direita… Muitos obedecem e abrem para direita, mas isso é um tipo de afronta, não recomendo mesmo, tenho me controlado mais, mas tem hora que…

    • CCN-1410

      Teve um tempo que eu viajava constantemente por certa estrada de barro do interior. Comigo sempre viajava um rapaz que não entendia como os motoristas de caminhões sempre me davam passagem tão logo me vissem, mas barravam a ultrapassagem quando solicitado por outro colega que fazia o mesmo trajeto.
      A minha resposta era sempre a mesma: Educação! Ou seja, nunca peça passagem lampejando o farol, mas simplesmente se colocando atrás do caminhão sem agressividade e esperar até ele olhe pelo retrovisor. Aí então coloque a mão para fora e faça um sinal de positivo que é “batata”. Muitas vezes, até pelo trajeto que era estreito em muitos lugares, chegavam a parar para me dar passagem.

  • Jorge Diehl

    Anos atrás eu tinha um Toyota Bandeirante sem direção hidráulica. Parava encostado na faixa de pedestres para não ter que manobrar para sair da vaga. Certa vez, um idiota estacionou seu carro zerinho em cima da faixa e, pasmem, encostado no pára-choque do jipão. Não tive dúvidas – engatei a tração e empurrei o carro do infeliz até o meio da rua transversal. Imaginem como ficou a traseira…

    • Rodolfo

      Jorge,

      Uma vez vi um Monza 0-km estacionar no Shopping Eldorado atrás de uma C-10 cabine dupla, impedindo assim a sua saída da vaga… não deu outra a C-10 passou por cima do Monza e sumiu.

    • CCN-1410

      Eu penso que não é você que deve fazer os outros cumprirem as leis. E tem mais: Se o sujeito lhe visse e lhe lascasse um monte de balas na cabeça?

  • Ah, se os pára-choques atuais não fossem de plástico…

  • Comentarista

    Pior um colega meu vindo de madrugada com sua esposa de uma festa na faixa da esquerda totalmente distraído. Quando vê um relampejar de farol pedindo passagem ele encosta para a direita. O outro emparelha com ele, abre fogo e sai rasgando. Resultado, 5 buracos de bala no carro dele. Sorte que não pegou em ninguém!

  • Paulo Roberto de Miguel

    Uma vez olhei pelo retrovisor e vi a moça do carro de trás retocando a maquiagem dos olhos com o carro em movimento sem segurar sequer o volante. Fiquei pensando qual a necessidade daquilo.

  • Rodolfo

    Dudu,

    Senna era o Rei de Mônaco… ganhava sempre lá

  • Bob Sharp

    Marco
    Mesmo que não estejam atentos aos espelhos, eles percebem alguma coisa diferente apenas pela visão periférica. Experimente. Fique dois a três carros atrás.

    • Michell Aristobolo de Mello

      O problema nesse caso Bob, é que se der uma distância de dois a três carros, um outro esquerdinha te ultrapassa pela direita e se coloca exatamente nesse espaço.

      Meu pai me ensinava a ficar a uma distância na qual eu pudesse enxergar o eixo traseiro do carro da frente. Dá mais ou menos na mesma, mas está ficando impossível.

  • CCN-1410

    Nas décadas de setenta e oitenta, vi muito Torino cheios de argentinos prontos para curtir as praias catarinenses.
    Está aí porque você não é boboca como as outras motoristas que conheço. Você não é brasileira, hehehe…

    • Nora Gonzalez

      ccn1410, na verdade, nasci e me criei na Argentina e torço pelo Boca (ninguém é perfeito, né?) mas já tenho mais anos de Brasil do que de Argentina. E optei por morar aqui, onde sou muito feliz (OK, sem falar em política). Só o doce de leite e os alfajores em casa é que ainda são argentinos. Mas por sorte tem em qualquer supermercado. Abraços.

      • CCN-1410

        Os mineiros que me perdoem, mas o doce de leite da Argentina é imbatível, mas infelizmente em minha região eu não os encontro, mas sempre que vou para o oeste de Santa Catarina, dou um pulinho até Bernardo de Irigoyen e faço a festa.

        • Roberto

          Quando a minha família, que mora na fronteira com a Argentina, vem me visitar em Porto Alegre, é encomenda certa o doce de leite e os alfajores argentinos.

  • Michel Veras Santana

    Sobre você iniciar uma ultrapassagem e chegar alguém na sua traseira logo em seguida e ficar piscando farol é particularmente irritante. Certa vez na SP-070 eu já estava circulando pela faixa da direita há quilômetros mantendo velocidade constante de 120 km/h quando me aproximo de um comboio de caminhões, umas 7 carretas pelo menos, então olho no retrovisor e não vejo ninguém se aproximando e inicio a manobra, na metade da primeira carreta aparece um Ford Fusion particularmente irritante piscando farol e buzinando, a situação foi tão chata que tive que colar 150 km/h no meu velho Uninho (Uno CS Export 1990 com motor Fire 1.0, um pequeno canhão) para poder terminar a ultrapassagem e deixar aquele sujeito arrogante desaparecer na minha frente com uma mão para fora da janela me mostrando o dedo do meio, imagina como aquele sujeito não age em outras situações.

    • Roberto

      Também concordo com essa opinião, de que pessoas que são assim atrás do volante também são assim na vida real (ou seja, se acham donos da razão).

      Há cerca de duas semanas também passei por situação parecida enquanto eu dirigia o Fiat 500 da minha esposa. Estava eu quase no limite da via na pista do meio da BR-290 e um ônibus que estava um pouco mais na minha frente resolveu parar de repente para entrar em um posto de pesagem à direita. Para não fazer a mesma coisa que ele fez (parar no meio de estrada onde os carros circulam acima de 100 km/h), peguei a pista da esquerda para ultrapassá-lo, já que havia somente um carro muito longe. O detalhe é que em vez deste carro continuar na mesma velocidade (assim eu poderia ultrapassar o ônibus com bastante folga antes de encontrá-lo), não sei por qual motivo ele resolveu acelerar. Resultado: ele acabou colando na minha traseira piscando o farol de forma bem irritante. Até agora eu não entendo o que passou na cabeça dele, pois não ganhou nada com assim (além de aumento de consumo e gasto da pastilha de freio). Talvez ele tenha achado que era uma ofensa a masculinidade dele o Fiat 500 da minha esposa estar na frente da sua Saveiro “lacrada”.

  • Filipe

    Excelente texto, ri bastante da ideia de lançar códigos de trânsito.

    Não sei em outras cidades do Brasil, mas eu costumo brincar que Belo Horizonte (onde resido) é a Nova Inglaterra. Aqui, o povo é tão louco com a faixa da esquerda que normalmente ela é a mais lenta. Logo, trafegar pela direita é uma constante.

    Há poucos dias vi uma reportagem que a Polícia Rodoviária tinha começado a multar motoristas de ônibus e caminhões que trafegavam na pista da esquerda pelo anel rodoviário, mas na própria reportagem apareceu um oficial da PF dizendo que não tinha jeito de fiscalizar. Brasil!

  • BRA992

    Pelo visto esse assunto está gerando bastante pageviews, rs

  • Klaus

    Um retardado puxou um .32 pra mim um dia. Teve de encarar minha inseparável .45 ACP pelo lado errado (dá quase pra bater um coquetel no projétil de ponta oca…) e quando ligou para empresa pra reclamar ainda levou uma bronca do meu ex patrão. Respeito rigorosamente o CTB, mas não deixo retardado folgar comigo.

    • Fabio Toledo

      Com a manobra PIT em execução o calibre não importa. Fato.

  • Fernando

    Excelente texto!

    Olhando bem para o dia-a-dia acho que não é só na auto-escola que falta boa lição, mas é algo mais de berço, a civilidade poderia e deveria ser muito melhor propagada, o que sentimos é reflexo disso, seja no carro, em filas, no transporte público, ou mesmo andando na calçada. Desde um papel de bala jogado no chão até pouco se importar com os outros e resolver furar filas, é algo que vem de um começo torto, e parece surtir um efeito em cadeia para o lado negativo, enquanto a consciência devesse fazer seu papel.

    Um bom motivo para esse exemplo das ultrapassagens é que me lembro muito bem nas aulas teóricas, o instrutor dizia(corretamente) que por mais que estivéssemos na faixa da esquerda na velocidade máxima permitida era para dar passagem, é o certo e estava sendo ensinado. Mas eu só duvido que dos que ouviram isso, fazerem na prática. É como uma “cultura”(ao inverso) que se criou, e viver no “cada um por si” parece ser regra.

    É o tipo de coisa que espero que mude, mas sabe-se lá quando se criará este juízo na cabeça de tantos que não querem saber disso.

  • Roberto

    Também concordo que é muito irritante esse comportamento de “colar na traseira”, tanto em uma ultrapassagem como em situações onde não há a menor necessidade de ficar no vácuo dos outros. Um exemplo deste último é quando você esta em uma avenida, na pista da direita e no limite da via, e vem alguém e ficado colado, sendo que há muitas vezes espaço para passar pela esquerda.

    Felizmente, esta situação diminui bastante desde que instalei uma câmera veicular (tipo essas que usam na Rússia), sendo que colei um adesivo bem visível na traseira onde diz “sorria, você está sendo filmado”. Vai ver muitos agora pensam duas vezes antes de fazer uma barbeiragem estúpida como esta de colar na traseira.

    • Lucas dos Santos

      […] instalei uma câmera veicular (tipo essas que usam na Rússia), sendo que colei um adesivo bem visível na traseira onde diz “sorria, você está sendo filmado”.

      Muito boa a idéia de colocar o aviso. Nunca tinha pensado nessa possibilidade…

  • Lucas dos Santos

    Bem isso mesmo, Fernando.

    Eu também tive um ótimo instrutor teórico na autoescola, que passava ótimos ensinamentos. Quem o ouviu e segue seus conselhos, certamente é um ótimo motorista.

    Mas, estou desconfiado que boa parte desse pessoal que encontramos pelo caminho deve ter tido aulas com este instrutor aqui:

  • Sergio S.

    Ótimo texto!
    Eu costumo andar rápido, principalmente quando estou de
    moto, e tomo muito cuidado para não atrapalhar alguém que porventura esteja mais rápido do que eu; respeito o espaço dos outros e espero o
    tempo necessário para que concluam uma ultrapassagem; mas me irrito
    profundamente quando alguém, sem um motivo aparente, fica empatando a
    pista da esquerda…
    O meu procedimento padrão é: me aproximo
    lentamente e quando chego e uma certa distância ligo o pisca para a
    esquerda, mantendo a distância, e ainda aguardo alguns segundos. Se a
    criatura não for para a direita eu ultrapasso pela direita mesmo. Dar
    sinal de luz não adianta, aliás, é pior.

  • fernando m

    Essa do trânsito de Nassau é ótima, deve dar um nó no cérebro. Bom psicoteste.
    Esse povo dono da faixa é duplamente perigoso, pela barbeiragem e pela irritação que proporcionam aos outros motoristas.
    Lindo o Torino!

  • Felipe Parnes

    Também tenho medo de comprar um jipe e fazer o que seu pai fez. Tenho essa vontade sempre que topo com um dono da pista

  • Rodolfo

    CCN,

    De fato… temos que praticar diariamente direção defensiva e não a ofensiva. Hoje em dia um motorista tira a vida do outro só por causa de uma fechada.

    Toda vez que vou pegar a estrada faço uma oração.

  • Fabio Toledo

    ccn… Estrada de barro é uma situação completamente diferente, e se este tivesse “Educação!” estaria na faixa da direita, não no meio da pista, situação que provoca mais lentidão entre todas!
    Prefiro continuar doutrinando na base do “Você está errado! Abra!”
    Ah… quanto a lampejar faróis, nunca faço isso mais que uma vez, não abriu eu passo pela direita mesmo!

    • ccn1410

      Eu sei, mas não custa ser gentil mesmo com quem não é.

  • Fabio

    Grata surpresa ler sobre o Torino!! Sou louco por um destes. Lembranças de infância, pois uns primos na Argentina tinham estes cupês… pena que não cheguei a dirigi-los, só andei como passageiro.

  • Jeff

    Gostei muito da atitude de seu pai, pois aqui temos um tipo que chamo de Zé Breque “educador”…

    São os caras que andam devagar na esquerda, vendo você pelo retrovisor, você atrás pedindo passagem, ele rindo, e pisa no freio para lhe “ensinar”?

    Simplesmente não freio e deixo bater, afinal tenho um guincho e um quebra-mato bem altos, faz “pofch” e amassa o pára-choque traseiro dele bem por cima do engate de bola, que eles sempre tem mas nunca usam para nada…

    Abro o vidro lateral e olho bem a cara do sujeito.
    Todos que fizeram isto comigo até hoje sabem que estão errados e viram o rosto, e não param nem reclamam…

    E acredito que param com esta palhaçada…

    • Renato Texeira

      Também acho irritante, ainda mais quando andam abaixo do limite na faixa esquerda. Mas sinceramente também acho que não vale a incomodação. Eu simplesmente passo pela direita e sigo o meu caminho. Vai lá que um dia você pega um que queira descontar o estrago descarregando uma arma. Ou senão um mais vingativo, como aconteceu alguns anos atrás aqui na minha região, onde um, depois de uma briga de trânsito, descobriu onde o outro motorista mora (provavelmente através de algum despachante ou algum conhecido de seguradora) e tentou causar um estrago maior descontando na casa dele (acho que tentou colocar fogo ou encher a tiros a casa, não me lembro bem).
      Antigamente me irritava muito com certas situações no trânsito, mas hoje prefiro me incomodar com outras coisas que valem mais a pena. É difícil as vezes, mas para me manter tranquilo, nada melhor do que escutar um a boa música ao volante ou uma boa conversa com o carona.

  • Bob Sharp

    Renato
    Há muitos anos que pratico isso que você diz, pôr o estresse de lado no trânsito. Entretanto, no caso da ultrapassagem de um dono da esquerda, faço a minha parte de educar. Experimente se postar atrás numa distância tipo dois a três carros, pois o motorista o verá mesmo que não olhe diretamente para algum espelho graças à visão periférica que todos temos. Aquele carro atrás, numa distância segura, incomoda, a pessoa se cansa de ficar incomodada e dá passagem. Funciona em 99% dos casos.

  • marcos

    Eu passo pela direita e em seguida entro na frente, sem dar fechada mas dando um sustinho no(a) infeliz. Na maioria das vezes o sujeito se mexe todo dentro do carro, olha o retrovisor, balança de um lado para o outro e muda de pista. Não é o melhor a fazer e nem recomendo. Eu faço porque cansei.