Ultrapasagem proiibida  NOVOS VALORES DE MULTAS DE TRÂNSITO, UMA ANÁLISE Ultrapasagem proiibida

(Foto noticiasdodia.com.br)

Atenção: texto atualizado, ver observação no final.

Em mais alguns dias, 1º de novembro, os valores de algumas multas aumentarão brutalmente. Bom? Sim e não. Falemos um pouco sobre isso tudo.

O objetivo da Lei nº 12.971, de 9 maio de 2014, que altera 11 artigos do Código de Trânsito Brasileiro — achei estranho esse nome assim que foi publicado 17 nos atrás, por que não Código Brasileiro de Trânsito? Não temos Conselho Nacional de Trânsito, Código Brasileiro do Ar etc.? — tem claramente boas intenções, mas boas intenções não bastam.

Vemos dar uma olhada em como ficaram os novos artigos do CTB.

Art. 173
É o que trata de disputar corrida “por espírito de emulação”. A multa tinha peso 3 e agora,10. Como é infração gravíssima, seu valor básico (R$ 191,54) multiplicado por 3 dava R$ 574,62; agora é R$ 1.915,40 e na reincidência dentro de 12 meses, dobra, R$ 3,830,80. Como antes, leva à apreensão do veículo e suspensão do direito de dirigir, sem estipular prazo.

Não se deve nunca disputar corrida numa via pública, porém dois carros simplesmente andando rápido não estão necessariamente disputando corrida, apenas podem estar trafegando rapidamente, acima do limite de velocidade da via. Mas é artigo desde a redação inicial do Código e que depende de interpretação do agente de trânsito, que diante do novo valor pode deixá-lo de olho grande na questão. Perigoso.

Art. 174
Contempla os rachas, ou pegas, aqueles hoje organizado com chamadas pela redes sociais que reúnem centenas de espectadores postados ao longo de um trecho de avenida, costumeiramente mostrado em reportagens televisivas. Mesmos valores citados de multa e medida administrativa citados acima.

Ao contrário do “espírito de emulação”, esta infração pode ser constatada sem nenhuma dúvida e a elevação da multa foi mais do que correta e oportuna. Rua não é lugar para corridas clandestinas.

 

Racha A  NOVOS VALORES DE MULTAS DE TRÂNSITO, UMA ANÁLISE Racha A

Racha noturno clandestino típico (foto folha.uol.com.br)

Art. 175
É o que trata de  “Utilizar-se de veículo para demonstrar ou exibir manobra perigosa, mediante arrancada brusca, derrapagem ou frenagem com deslizamento ou arrastamento de pneus:”

Gravíssima, era R$ 191,45, agora é 10 vezes mais, R$ 1.915,40, mais apreensão do veículo e suspensão do direito de dirigir.

De uma maneira, geral, o que o artigo, também do Código original, objetiva é correto, pois tais manobras perturbam o sossego público e muitas vezes assustam quem está por perto.

Todavia, e de novo, o elevado valor da multa pode levar ao “olho grande” do agente de trânsito, que pode considerar uma simples e não intencional patinagem de rodas motrizes, especialmente nos carros de tração dianteira sem controle de tração como “deslizamento de pneu”. Perigoso, devemos ficar atentos nas arrancadas.

 

Burn  NOVOS VALORES DE MULTAS DE TRÂNSITO, UMA ANÁLISE Burn

Agora ficou caro (foto wikipedia)

Art. 191
É a infração “Forçar passagem entre veículos que, transitando em sentidos opostos, estejam na iminência de passar um pelo outro ao realizar operação de ultrapassagem:”, gravíssima como já o era, só que também de básica passou a ter peso 10, portanto R$ 1.915,40,  dobrando na reincidência se praticada dentro dos 12 meses seguintes.

Sendo essa infração uma das maiores causadoras de acidentes, a medida da nova lei que vigora em 1º de novembro é oportuna e bem-vinda.

Mas entra também no rol das “infrações olho grande” por “forçar passagem” ser subjetivo aos olhos do agente de trânsito.

Art. 202
É o que trata de ultrapassar pelo acostamento e nos cruzamentos e passagens de nível. Mudou de categoria de infração, era grave (5 pontos) e passou a ser gravíssima (7 pontos) e com peso 5. Assim, passou de R$ 127,69 para R$ 191,54 x 5 = R$ 957,70.

Alteração perfeita, pois são infrações típicas de quem não tem consciência dos perigos que representam; talvez o bolso os eduque.

Art. 203
Também versa sobre ultrapassagem pela contramão, nesse caso (I) nas curvas, aclives e declives, sem visibilidade suficiente; (II) nas faixas de pedestres; (III) nas pontes, viadutos ou túneis, (IV) veículos parados em fila junto a sinais luminosos, porteiras, cancelas, cruzamentos ou qualquer outro impedimento à livre circulação e (V) onde houver marcação viária longitudinal de divisão de fluxos opostos do tipo linha dupla contínua ou simples continua amarela.

Continuou gravíssima, 7 pontos na CNH, mas a multa passou de peso 1 para peso 5, ou seja, era de R$ 191,54, agora será de R$ 957,70, que será cobrada em dobro (R$ 1.915,40) havendo reincidência dentro de 12 meses.

Aqui acho que aumento foi brando no caso dos incisos I e II, pois são duas infrações inadmissíveis sob qualquer ótica. Deveria ter aumentada não em 5 vezes, mas em 20, para R$ 2.553,80 e dobrar na reincidência, para R$ 5.107,60. É para fazer o motorista desistir mesmo de ser irresponsável. Educação na marra.

No caso dos Incisos III e IV o aumento foi correto, mas o para o Inciso V, vejo problemas, como será comentado mais adiante.

 

Utrapassar em faixas  NOVOS VALORES DE MULTAS DE TRÂNSITO, UMA ANÁLISE Utrapassar em faixas

Duas infrações gravíssimas, ultrapassar em faixas de pedestres e em cruzamentos (desenho terapeutasdotransito.org.br)

Os Artigos 292, 302, 303, 306 e 308 se referem a mudança na punição administrativa (Art. 292) e nas penalidades de crimes de trânsito, não dizem respeito ao valor das multas, objeto desta matéria. Quem desejar conhecê-las pode acessar a Lei nº 12.971.

 

Resultados práticos

De uma maneira geral, as mudanças são bem-vindas por contribuírem para a segurança do trânsito, mas no caso do Inciso V do Art. 203 a coisa vai ficar complicada para o motorista, e muito.

Não tem a menor graça ficar atrás de um caminhão que se arrasta a 30 km/h ou muito abaixo da velocidade máxima da via só porque é proibido ultrapassar, situação em que, sabidamente, a manobra, não vindo tráfego contrário, pode ser realizada sem nenhum perigo dado o pequeno espaço exigido para ela. Utilizar estradas de mão dupla a partir de agora será um verdadeiro martírio, principalmente porque é de esperar que policiais rodoviários se coloquem “estrategicamente” no topo das subidas para flagrar “infratores”.

Por outro lado, fica a decepção por o trafegar pelo acostamento não ter sido objeto de mudança — só o ultrapassar usando essa parte da estrada.  Isso quer dizer que continuaremos a ficar com cara de bobos quando, numa situação de tráfego parado, os vivaldinos continuarem em sua marcha tranqüilamente pelo acostamento.

 

Acostamento  NOVOS VALORES DE MULTAS DE TRÂNSITO, UMA ANÁLISE Acostamento

Trafegar pelo acostamento deveria ser infração “hedionda” (foto atualidades-md.blogspot.com)

Mais uma vez, essa infração precisa ser classificada de “hedionda”, punível com suspensão do direito de dirigir por 1 ano e na reincidência a qualquer tempo, cassação definitiva desse direito.

Continuar a ser apenas gravíssima, 7 pontos e R$ 574,62 de multa é muito pouco para os “ispertos”.

BS

(Atualizado em 30/10/14 às 20h15, nova redação do subtítulo Art. 203 até o final do segundo parágrafo do subtítulo Resultados práticos)

 

 

Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

Publicações Relacionadas

  • Mineirim

    Bob,
    Concordo com suas colocações. Acrescento:
    – além do “olho grande” da indústria das multas, o problema é eles fiscalizarem (como você bem diz, “dá um trabaaaalho…”);
    – transitar no acostamento, além do perigo, costuma aumentar o congestionamento, quando os vivaldinos decidem voltar à pista principal.

    • José Rodrigues

      Estando de carro, eu não deixo os vivaldinos (costumo chamá-los de “gostosões”) passarem, e observo que poucos deixam. Às vezes até forçam ameaçando bater; ainda não chegou a acontecer, mas se for preciso, vou deixar bater, e o gostosão vai ter de pagar o estrago e explicar o que diabos estava fazendo no acostamento, isso se escapar de uns bons sopapos (violência é a única linguagem que alguns entendem).

      Boas alterações, com a ressalva da discricionariedade dos agentes de trânsito, e faço couro com o mineirim, que fiscalizar dá um trabaaalho… 🙂

      Abraços.

      • Roberto

        Pior é quando alguns, ao tentarem sair do acostamento, querem se encher de razão desferindo buzinas ou uma serie de argumentos sem sentido para tentar justificar por que estavam trafegando no acostamento. Algumas vezes eu fico em dúvida se tentam se defender por serem folgados mesmo ou por ignorância com relação às regras, já que muitos, ao verem os outros cometendo certos erros (por exemplo, ligar o pisca-alerta e parar na calcada), acham que não estão cometendo uma infração.

    • Bob Sharp

      Mineirim,
      Exato, tem essa também. Teria mesmo que ser infração hedionda com a punição que citei. Esse mau hábito logo acabaria.

    • Lucas

      Para não importunar o tráfego, eu costumo usar o acostamento como pista de desaceleração para o acesso à propriedade do meu sogro, visto que ela fica a beira de uma rodovia. Estaria eu incorrendo em infração??

  • Luciano Silva

    O trafegar pelo acostamento em situação de tráfego lento não poderia ser considerado ultrapassagem, como previsto no art. 202? Afinal a intenção de quem faz isso é justamente passar à frente dos outros carros, não?

  • Lucas

    O problema vai ser haver fiscalização. Receio que isso será como com a tal da Lei Seca. Um foguinho de palha….
    Bob, duas dúvidas sobre o Art. 203: em rodovias, curvas, aclives e declives são os principais lugares em que a visibilidade é insuficiente, e por isso geralmente há faixa contínua. Que outros lugares pode haver faixa contínua, além de trevos, pontes, viadutos e túneis?? Locais de entrada e saída de veículos?? Há mais alguma situação?
    Outra questão: esses locais precisam estar sinalizados como proibidos (faixa contínua e placa), certo? Pois há curvas, aclives ou declives em que há visibilidade, e até por isso tem faixa não contínua. No caso de as faixas não estarem visíveis (e isso é absolutamente comum, coisas do Brasil…), vai ser por conta da interpretação do fiscal?

    • Bob Sharp

      Lucas
      A ultrapassagem em pontes, viadutos e túneis, proibida, não precisa necessariamente de ter linha contínua, o motorista deve cumprir a determinação, porém sempre vi a linha. Esta deve haver sempre que a autoridade sobre a via entender que ultrapassar representa algum perigo. Na segunda dúvida, sim, vale a interpretação do agente fiscal.

      • Caio Azevedo

        Alguém parou para pensar que a Ponte Rio-Niterói é uma ponte (óbvio) e nela a ultrapassagem é proibida? 14 km sem poder ultrapassar, numa via sem curvas com quatro faixas de rolamento. Insano.

    • Bob Sharp

      Lucas
      A proibição de ultrapassar em pontes, viadutos e túneis é só for pela contramão, caso de pista de mão dupla. Faltou eu citar isso ao descrever o Art. 203. Já acrescentei o pormenor.

  • Bob Sharp

    Luciano,
    A pessoa poderia querer usar o acostamento por diletantismo, não necessariamente para ultrapassar. De qualquer maneira, a ultrapassagem é definida pelo próprio CTB como sair da sua faixa, ultrapassar e voltar para ela. Se um motorista é flagrado usando o acostamento numa atitude de esperteza, enquanto ele não voltar para a faixa de rolamento ele teoricamente não realizou ultrapassagem, apenas usou o acostamento.

    • Luciano Silva

      Bob, obrigado pela resposta. É que essa infração é tão abominável que me veio à mente logo a interpretação mais draconiana possível.

  • Michel Veras Santana

    Outro dia circulando por uma rodovia no litoral de São Paulo em dado momento na hora da volta para a capital o transito estava previsivelmente parado e a porca do limpador de pára-brisa do meu uno decidiu soltar e estava com cara de chuva, então, o que eu faço? Obviamente vou para o acostamento, que naquelas alturas já tinha virado faixa de rodagem e paro o carro para poder pegar a caixa de ferramentas no porta-malas e pegar uma 2ª porca para usar como “contra-porca” e parar de uma vez por todas com aquele problema infame. Nunca tomei tanta buzinada na minha vida, e pior que em uns 3 minutos parado no acostamento foi suficiente para criar uma fila de carros a perder de vista, isso ocorreu na região de Praia Grande. Voltei para a faixa da direita e vi um festival de “dedos do meio” apontados para o meu carro.

    • Bob Sharp

      Michel
      Sabe o por quê disso? É que o brasileiro é um povo ótimo, admirável, cordial, amável, os estrangeiros que aqui vêm adoram os brasileiros, dizem que não existe povo igual…

      • Assim

        Brasileiro é que nem mulher vagaba, gosta é de sofrer e de sacanagem.
        Se você estivesse encostando pra fugir de multa ou de fiscalização iam achar graça. Como foi para você fazer manutenção e evitar um acidente, lhe alopraram…

    • Lucas

      Bah, tinha que acionar o seguro, alegar defeito no carro e ainda sentar no acostamento e tomar um chimarrão, só pra desaforar esses dedudos…..

  • Bob Sharp

    Lucas
    Teoricamente estaria incorrendo em infração. Racionalmente, mereceria uma medalha. Parabéns!

  • Pirata Zoroastro

    Já ultrapassei muito em ponte. Não por ironia ou irresponsabilidade. Pelo contrário, por imperativo de que (e por conhecer a estrada/rodovia), adiante da ponte, o trecho não permitiria ultrapassagem pelos próximos quilômetros, quer por trechos sinuosos, quer por subida de serra (“ou ultrapasso agora, ou amargarei pelos próximos 10/20 minutos”). Obviamente, executado com responsabilidade e perfeita segurança. Nesse sentido, não sou plenamente favorável a este inciso da lei que proíba ultrapassagem em pontes ou túneis. Quem sabe o momento e as circunstâncias de ultrapassar é o motorista.

  • Pirata Zoroastro

    E outra coisa :
    – Enquanto esse Conselho Nacional deTrânsito (se é que existe na prática e seja formado por gente que de fato conhece do assunto), continuar a se preocupar apenas em aumentar valores e seu bolso, sem de fato agir reiterando estruturas veiculares mais seguras, exigindo do governo estradas realmente seguras, fiscalização não somente de motoristas alcoolizados, mas, principalmente, de motoristas drogados por entorpecentes, e e se dispuserem a trabalhar, que não somente no frescor de uma salinha com ar-condicionado, não teremos resultados práticos para diminuir as 70 mil mortes/ano no trânsito. Para quem é irresponsável por natureza, as multas podem aumentar em mil vezes, que não fará diferença.

    • Roberto

      Mas só agilizar as multas não resolve. Aqui onde eu moro as multas levam cerca de 1 semana para chegar e mesmo assim tem muita gente gosta de dar dinheiro para o governo na forma de multas, tanto que cometem as mesmas infrações em um curto espaço de tempo (a mais comum é de falar no celular, mesmo como uma central multimídia ao lado do volante). Acho que o que deveria aumentar era a fiscalização, mesmo para as pequenas infrações (para cortar o mal pela raiz) e reduzir o tempo de suspensão/cassação de dirigir.

  • Caio Azevedo

    O foco nas multas em dinheiro é um equívoco, pois motiva de forma diferente bolsos diferentes. O que deveria ter sido implementado é suspensão imediata do direito de dirigir conforme o caso, incumbindo ao agente de trânsito o dever de ir atrás do infrator para fazer cessar imediatamente a infração, como é nos EUA.

    De novo, quem é podre de rico pouco liga. Muitos podem dizer, “mas a suspensão do direito de dirigir é uma realidade”. Eu digo que essa realidade é subjetiva, pois sem a abordagem instantânea, como nos EUA, a realidade dos fatos é mais manipulável.

    Além disso, abordar o infrator em flagrante gera um feedback imediato e negativo ao infrator; o que é muito mais efetivo do que ser punido quase dois meses depois da infração cometida.

    • Roberto

      Concordo com quase tudo que você escreveu. Acho que um dos problemas de termos tantos motoristas imprudentes é a demora para a suspensão do direito de dirigir daqueles que já passaram da pontuação máxima. Se o processo fosse mais rápido, muita gente pensaria duas vezes antes de cometer tantas infrações.
      Claro que só isto não resolveria o problema, já que tem muita gente que, apesar de depender da CNH para sobreviver, comete muitas vezes a mesma infração em um curto espaço de tempo, gastando mais em multas do que gastaria em uma viagem de ferias, por exemplo. Aí não é problema de fiscalização ou algo relacionado, e sim falta de inteligência do motorista que possivelmente gosta de dar dinheiro para o governo.

      • Caio Azevedo

        Isso. A multa em dinheiro é importante, mas insuficiente.

  • guest

    1) o aumento de valores de multas em nada intimida os agroboys em suas possantes picapes e os reis dos camarotes em seus Camaros amarelos… como sempre antes na história deste país, é algo que atinge diretamente a classe média;

    2) que fosse alterada a legislação para que a arrecadação de multas, hoje destinada a campanhas ditas “educativas” e mal executadas por certas agências de publicidade, fosse obrigatoriamente aplicada em obras viárias nos locais com maior incidência de acidentes.

  • francisco greche junior

    Uma pergunta é boba, mas efetivamente eu não sabia dessa proibição de ultrapassar em ponte, viadutos e túneis. Sempre me guiei pela pintura das faixas, seguindo a regra básica.
    Agora, por exemplo, Ponte Estaiada, Túneis da Imigrantes, Viadutos tipo os de São Judas a Conceição, pode ou não ultrapassar?

  • Luciano Silva

    Bob, o valor da multa por trafegar pelo acostamento não seria R$ 574,60 (ainda assim MUITO pouco diante da hediondez da infração)?

    • Bob Sharp

      Luciano
      Você tem toda razão, essa multa é peso 3 e corresponde ao valor que você citou. Já está corrigido e obrigado pelo toque.

      • Fabio Toledo

        O que é uma multa peso 3 Bob?
        Entendo, como o Luciano, que o valor da multa está de acordo com a infração, o que falta é fiscalização mesmo. Isso é lei imposta na base do medo!

  • LeandroL641

    Resumindo, no meu entendimento, o que o texto quis dizer.
    As medidas são até boas, mas se tratando de Brasil temos razões pra temer excessos e abusos por parte das autoridades.

  • Lorenzo Frigerio

    Talvez devessem proibir também a transformação de acostamento em faixa de rolagem, pelas pr’prias “otoridades” locais, como expediente para “alargar” a via sem gastar um tostão.

    • Bob Sharp

      Lorenzo
      Acho que em determinadas situações o uso do acostamento pode ser autorizado. Por exemplo, numa estrada de duas faixas uma estar em obras. É perfeitamente cabível o agente de trânsito autorizar trafegar pelo acostamento naquele trecho. Numa viagem à Califórnia em 1974 vi na Interstate I-5 sinalização autorizando uso do acostamento em determinados horários. Claro que não é o ideal, mas às vezes minora o congestionamento.

      • Roberto

        Aqui no RS, na BR-290, em certos trechos próximo a cidade de Osório, é permitido utilizar o acostamento em certos momentos (quando o semáforo fica no amarelo piscante). Mas o acostamento neste caso é largo e se encontra quase no mesmo nível do restante da rodovia. Além disso o trecho é bem sinalizado e a velocidade máxima é de 70 km/h.

  • Bob Sharp

    Pirata Zoroastro
    A proibição de ultrapassar em pontes, viadutos e túneis é quando for pela contramão, ou seja, em vias de mão dupla. Faltou eu citar esse detalhe no texto, que já foi devidamente corrigido.

    • Pirata Zoroastro

      Foi pela contramão, vias de mão dupla a que me referi. Houve situações em que a circunstância me obrigou. Por isso eu relativizo esse item da lei.

      • Bob Sharp

        Nisso concordo com você. É muito patrulhamento para o meu gosto. Tenho certeza de que nesse seu caso não houve nenhum tipo de risco.

  • Bob Sharp

    Caio
    A proibição de ultrapassar em pontes, viadutos e túneis é só for pela contramão, caso de pista de mão dupla. Faltou eu citar isso ao descrever
    o Art. 203. Já acrescentei o pormenor. No caso de mão única por pista é permitido ultrapassar.

  • Fernando

    Eu gostaria de ver uma notícia vinda das “autoridades” referente à fiscalização dos que fiscalizam, pois isso é um outro problema, que não se parece levado a sério.

    Muitas alterações feitas vejo depender ainda mais de uma avaliação no local dos que terão que aplicar estas leis, porém vendo-se o que acontece com nossas ruas, é de se preocupar se estarão fazendo da maneira correta, isso sim.

    Junto disso preocupa a subjetividade, como no caso do Art 175: “Utilizar-se de veículo para demonstrar ou exibir manobra perigosa, mediante arrancada brusca, derrapagem ou frenagem com deslizamento ou arrastamento de pneus:”

    Aquela vírgula que separa a arrancada brusca da derrapagem entendo fazer com que a arrancada brusca seja um item à parte, independente da derrapagem ou do “deslizamento”. Logo se alguém acelerar bruscamente pode ser autuado… e que parâmetro será adotado para definir o que pode ou não pode?

    E depois, com a carta suspensa por estes motivos, o cidadão não terá jeitinho de resolver a questão? Ou continua sendo como é, e a nossa realidade de se fazer lindas leis que favorecem a corrupção?

    • Ramz Fraiha

      Pois é… tenho minhas dúvidas quanto à arrancada brusca… sair bem rápido (bem mais rápido que todos os outros) do semáforo sem destracionar é arrancada brusca?

      • Bob Sharp

        Ramz Fraiha
        Entendo que pode ser considerado arrancada brusca, portanto infração. Entretanto será de difícil fiscalização.

        • Fabio Toledo

          “Utilizar-se de veículo para demonstrar ou exibir manobra perigosa, mediante arrancada brusca, derrapagem ou frenagem com deslizamento ou arrastamento de pneus”
          Bob, está claro pra mim que esta lei é contra aquele “Zé Povinho” que gosta de ficar em posto de gasolina bebendo e fazendo arrancanda queimando pneus.
          Uma pessoa que arranca mais forte do semáforo não deveria ser autuada neste artigo, concorda?

      • Fernando

        É exatamente o que penso, devido à subjetividade disso.

        Há unidades de medida para velocidade e também para aceleração, mas somos instruídos e constam nas vias somente velocidade máxima permitida.

        Então é de se pensar ser multado ou no mínimo ameaçado sob uma desculpa de algo assim sem um parâmetro(e se formos com base nos outros carros, estamos ferrados, matérias do Bob e Nora Gonzales exemplificaram bem).

      • Lemming®

        E agora imagina o Zé Medroso que já demora para sair no sinal com uma dessa?
        Vai descer do carro e empurrar o veículo…rs
        Dependendo dessa interpretação vou tomar multa toda saída de semáforo pois não sou de “segurar” a fila.

    • Bob Sharp

      Fernando
      Corrupção é problema — ou instituição? — nacional. É assunto para outra matéria.

    • Carlos Eduardo

      Quem tem um carro mais potente fica sujeito a essa interpretação
      tenho um Jetta TSI com câmbio DSG (o que me impede de dosar a embreagem) e se eu saio de uma esquina ou entro em uma zona de aceleração de forma mais brusca, o carro canta pneus como se não houvesse amanhã, mesmo com controle de tração.

  • pkorn

    Elevar o valor das multas, mudar a lei… Mas o que leva a fazer ultrapassagens perigosas ou “podar” pelo acostamento? Não seria mais lógico duplicar estradas de pista simples que estão saturadas. Não seria mais lógico transportar cargas pesadas de trem e navio? Não seria mais lógico fazer obras de madrugada e não nas férias ou nos horários de trânsito?

    • Bob Sharp

      pkorn
      Claro que seria ideal duplicar as estradas de pista simples que estão saturadas, mas as de pista dupla também saturam e requerem acréscimo de faixas. Exemplo recente foi a Rodovia dos Bandeirantes aqui em São Paulo, que tinha quatro faixas e precisou ter mais uma. Mas independente do número de faixas, há quem ultrapasse pelo acostamento. Quanto a ampliar os modais ferroviário e marítimo/hidroviário, sem dúvida que é necessário, como também racionalizar os horários e dias de obras nas estradas.

      • Roberto

        Um bom exemplo disto foi o que ocorreu na semana passada, em uma viagem que fiz para o interior do RS. A estrada totalmente fechada, por conta de uma colisão frontal entre dois carros, e havia gente trafegando pelo acostamento. Como se fosse resolver alguma coisa seguir pelo acostamento e como se todos ali estivessem parados por vontade própria.

  • Ramz Fraiha

    Na infração de ultrapassar em cruzamentos… se for em cruzamento de mão única (na foto mostra um de mão dupla em ambas as pistas), ainda consiste em infração, já que todos os carros de uma via estão, ao menos em tese, num mesmo sentido de deslocamento?

    • Bob Sharp

      Ramz Graiha
      O Art. 202 é genérico, não especifica tipo de via quanto à mão de direção. Mesmo que se tratando de vias de mão única e fosse permitido, não convém ultrapassar nos cruzamentos.

  • Antônio do Sul

    Bob, a nossa legislação de trânsito é chamada de Código de Trânsito Brasileiro, e não Código Brasileiro de Trânsito, segundo um especialista que ouvi, em razão de a abreviatura da última opção, CBT, remeter à finada Companhia Brasileira de Tratores.
    Na realidade, não sei se isso foi levado em conta pelo Congresso Nacional durante a elaboração do Código, mas, supondo que tenha sido, acho um preciosismo, uma vez que são duas coisas muito distintas. Ainda que tratores tenham a possibilidade de circular pelas vias públicas, desde que possuam os equipamentos obrigatórios descritos pela Resolução nº 14/98 do CONTRAN, ninguém teria a “genialidade” de confundir legislação de trânsito com uma empresa que produz tratores.

  • Juvenal jorge

    Brasil, país de tolos.
    Continuarão a usar o acostamento, os eleitores de Dilma.

    • Bob Sharp

      Juvenal
      Os eleitores de Dilma não foram convencidos, mas hipnotizados. É a única explicação para o que aconteceu ontem.

    • Carlos Prado

      Acho que você generaliza e usa de bastante preconceito para tecer esse comentário. Não votei nela, mas o que tem a ver uma coisa com a outra? Não é porque você não votou nela, que os “outros” são os errados… Tolerância, amigo, tolerância…

      • CCN-1410

        Você está certo Carlos,
        Só seremos democráticos se aceitarmos o resultado das urnas. O resto é blá, blá, blá.
        .

    • marcos

      Juvenal; Democracia é tudo aquilo que te agrada. Ditadura e burrice é tudo aquilo que te contraria ou agrada o outro. Seu conceito cubano está pior do que os que você critica.

  • Bob Sharp

    Antonio do Sul
    É evidente que ninguém “confundiria”, quanto mais por ser mera sigla. Coincidência de siglas á coisa mais comum do mundo. Ao se procurar o significado de siglas no acronymfinder.com são dezenas para a mesma sigla. Muitos anos atrás, início dos anos 1970 havia a Campanha Brasileira da Anistia, malvista pelo governo militar. O presidente da CBA (automobilismo) teve de ir ao Palácio Guanabara, sede do governo do Estado do Rio de Janeiro, e o carro dele tinha o adesivo da CBA. Contou-me ele que foi a maior encrenca do mundo, o porteiro chamou a segurança do palácio, e foi duro explicar que focinho de porco não era tomada…

  • Avatar

    Acredito que não há o risco em ser multado ao desacelerar no acostamento, pois um carro quando enguiça, por acaso para de forma instantânea? Acredito que o mesmo pode ser aplicado no caso de saídas que se encontram às margens da rodovia.
    Na verdade, tudo depende da honestidade dos agentes fiscalizadores. Se eles quiserem aplicar-lhe uma multa a seu bel prazer, farão de qualquer forma, seja dizendo que andou pelo acostamento para sair da rodovia, seja simplesmente dizendo que você esqueceu de dar seta ao fazê-lo. Por acaso, ao recorrer de algo inescrupuloso como isso, a nossa palavra tem algum valor diante da “otoridade”? Já começa errado quando o julgamento do recurso é feito pela parte que aplicou ao invés de uma terceira parte isenta…
    Quanto às ultrapassagens, reforço o coro de que há muito pontos em estradas de pista simples onde é perfeitamente possível realizar ultrapassagens em pontos onde a faixa é dupla contínua, pois tudo depende do contexto. É como disseram em comentários anteriores: qual o risco em se ultrapassar um jabuti que trafega a 30 km/h (ou até um pouco mais) em pequenas retas onde se tem consciência de que em 3 segundos você estará de volta à sua pista, bem antes do término do trecho?
    Juro que a cada dia estou ficando cada vez mais desestimulado a manter um carro de passeio de mais de 150 cv, que acreditava (e comprovava na prática) ser uma ótima forma de se desvencilhar do tráfego lento formado pelos “zumbis da estrada” ao viajar pelas estradas pequenas do interior do Brasil, pois a “caça às bruxas” está tão feia que meu estômago passou a “embrulhar” quando vejo viaturas das polícias rodoviárias ou DER. O enjoou se torna ainda mais intenso quando os vejo ATOCAIDOS- não há outro termo melhor – atrás de árvores para não chamar a atenção dos temidos radares estáticos que estão à espera das vítimas dessa fome arrecadatória.
    E de tempos para cá estão sempre apontadas para a frente dos carros, impedindo que se freie a tempo. Sorte dos motociclistas que não possuem placa dianteira…

  • Christian Govastki

    IMHO, podem elevar o valor das multas a R$ 1.000.000 que não vai surtir efeito se não tiver fiscalização.

    No começo vai ter, passados alguns meses, já era.

    Cadê as blitz da lei seca? Cadê as blitz para retirar os sacos de lixo dos vidros?

    Perto da minha casa, o acostamento e a ciclo-faixa já viraram faixa de rolamento e ninguém faz nada. Mas fiscalizar dá trabalho… Vamos encher de radares.

  • Rodolfo

    Bob, uma dúvida: Ainda pode ultrapassar pela direita (pela faixa da direita e não pelo acostamento) com o valor da multa antigo? Porque se não vai ser um martírio ficar atrás de uma âncora na faixa da esquerda.

    • João

      Nesse caso não existe infração, em pistas com várias faixas.

  • Rogério Ferreira

    Estava ansioso por uma matéria no Ae sobre o assunto, pois essa questão da proibição de ultrapassagem pode ser vista de duas formas: É indiscutível a quantidade de imprudências que já testemunhei em estradas, que quase culminaram em colisões frontais, o mais mortal acidente que pode acontecer. Por outro lado, há situações absurdas, promovidas pelos próprios órgãos que regulamentam a sinalização de vias e que pode fomentar a indústria de multas. Explico melhor: trabalho no DNIT, que ó órgão do governo federal que administra as rodovias federais públicas. Atuo basicamente, no acompanhamento dos serviços realizados durante a restauração de uma rodovia, entre eles a sinalização horizontal (pintura de faixas) e vertical (placas de sinalização). Para a execução desses serviços, seguimos a orientação do Denatran, que determina essencialmente o seguinte: Para uma rodovia de pista simples, com a velocidade máxima permitida de 110 km/h, a distância mínima de visibilidade para ultrapassagem deverá ser de 320 metros. Ou seja, em qualquer local, onde esta distância de visão for alcançada, a ultrapassagem pode ser permitida, desde que é claro, não exista tráfego em sentido contrario. Quanto maior a velocidade permitida, maior deverá ser a distância de visibilidade e vice versa. Trabalhamos com uma tolerância de 10%, ou seja, no caso dos 110 km/h, adotamos 360 metros para fiscalizar as empreiteiras que fazem o serviço de sinalização. A norma impede ainda que exista um intervalo maior que 500 metros entre uma faixa contínua e outra, no mesmo sentido de tráfego, quando ocorre essa situação, a proibição deve ser mantida, ainda haja, brevemente, locais em que a visibilidade será superior aos mencionados 360 metros. Somos rigorosos nessa fiscalização, e não permitimos extensões indevidas faixa contínua. Mas, trafegando por outras rodovias, que não são de nossa fiscalização, especialmente estaduais, percebemos, proibições em locais absurdos, onde há ampla visibilidade. Alguns casos chegam ao cúmulo de após uma reforma da pista, alterarem e estenderem a faixa contínua e não remanejarem a placa de proibição de ultrapassagem, deixando-a no local original. Desta forma, começa a faixa de proibição, e só no meio dela, que o condutor encontra a respectiva placa de proibição. Não deve haver dissonância entre a sinalização horizontal e a vertical… Isso acontece por um motivo simples: As empreiteiras, ganham por m² de faixa pintada, e é claro que quanto maior a quantidade, maior será o faturamento. É mais interessante financeiramente pintar a faixas contínuas, e se a fiscalização não ficar atenta, eles pintam a rodovia inteira assim. Outra questão relacionada ao assunto ultrapassagem envolve o gesto heróico dos caminhoneiros que permitem ultrapassagem do tráfego retido, ao ir para o acostamento… Infração gravíssima! Só que não, não é mesmo? Dar fluidez ao tráfego, é mais do que essencial à segurança. Tal motorista deveria ser premiado pela conduta e não reprimido. Ocorre que a maioria das rodovias de pista simples não possuem uma faixa adicional para veículos lentos. e mesmo quando há um acostamento livre, em plena condições de visibilidade, a lei não permite que o caminhão trafegue por ele, permitindo assim, a passagem do tráfego retido. Jamais defendo a infração da lei, mas é fácil resolver o problema: Numa restauração rodoviária, é plenamente possível nivelar o acostamento com a pista e criar uma faixa adicional, e ainda restaria uma pequeno acostamento para emergências. A plataforma de uma rodovia padrão de pista simples e mão dupla é de 12 metros, sendo 7 metros de pista, e 5 de acostamento! Cada faixa de rolamento é de 3,5 metros, e cada acostamento de 2,5 metros. Numa rampa extensa, e de plena visibilidade é possível criar uma faixa adicional de 3,5 metros, a pista assim ocuparia cerca de 10,5 metros, e ainda restariam pequenos acostamentos de 1,5 de um lado e 1 metro de outro. Tal procedimento é de um custo mínimo, e resolve um problema enorme das rodovias de pista simples de grande tráfego, que são pontos de ultrapassagem. Fizemos isso aqui, em nossa região, e número de acidentes reduziu-se de forma significativa. O acúmulo de tráfego atrás de um caminhão lento em uma rodovia de grande movimento pode ser muito mais perigoso, que a existência de acostamento estreito. Fomos questionados no início, inclusive pelo próprio TCU, mas logo ao vislumbrarem a viabilidade da idéia, nossa iniciativa foi copiada em diversas localidades do Brasil.

    • Avatar

      “Numa rampa extensa e de plena visibilidade…”
      A descrição acima já diz tudo. Penso que em uma situação dessa, só de deixarem faixa seccionada já ajudaria muito… Mas não é o que vemos, muitas vezes.
      E quando retões são desperdiçados com faixa contínua por conta da instalação de postos de fiscalização. Sobra muita reta antes e depois do posto e mesmo assim dá-lhe faixa contínua!!

    • guest

      Parabéns a você, Rogério! É reconfortante saber que ainda há vida inteligente nessa área de sinalização viária!

  • Hugo Barros

    Isso nos leva a pensar: Será que se tivéssemos motoristas mais educados, conscientes, que tivessem uma formação mais rígida e de forma mais séria essas infrações seriam tão recorrentes? Analisando o trânsito e a forma com que são aplicadas as multas, temos como culpado um motorista despreparado aliado a uma indústria de multas que não pára de crescer. Será que para o governo seria interessante termos motoristas que quase nunca sofrem autuações? Eu dirijo há 25 anos, tomei 5 multas em toda a minha vida, sendo que 4 delas foram nos primeiros 10 anos em que dirigi (1º Estacionamento irregular, 2º Veículo faltando placa dianteira (haviam me roubado no estacionamento do banco), 3º Estacionei na contramão em frente a minha casa (minha rua é de bairro e somente possui trânsito local), 4º Avancei um sinal vermelho após fechar um cruzamento). Passei 10 anos sem tomar uma multa sequer e a última recentemente por estacionar a mais de 30 cm de uma calçada (essa foi de doer pois a calçada estava em obras e não havia cone ou algo informando não poder estacionar, mas enfim, foi erro meu).
    Diante disso, se tivéssemos mais motoristas com esse histórico (notem, não sou melhor que ninguém, só dirijo com atenção e procuro respeitar sempre), o que seria da indústria das multas? O governo deveria investir em educação, assim reduziria o número de internações por acidentes, mortes, indenizações por morte ou invalidez etc.
    Pensem, reflitam e respondam.

    • Claudio Abreu

      Hugo, parabéns! Mas vem pra São Paulo e você tomará multa só por existir…
      Abraço.

      • Fabio Toledo

        Excelente comentário, mas se visitar SBC, acredite você terá a sua primeira multa por velocidade!
        Radares móveis em ruas e avenidas de bairro (40km/h) por todos os lados!!! Tomei uma multa dias atrás, devia estar a 48km/h… rs… 07:30! Indo trabalhar!

  • Bob Sharp

    Rodolfo
    Isso felizmente não mudou.

  • marcos

    Discordo totalmente! Multa aqui no Brasil tem caráter meramente arrecadatório e este blog/site já cansou de demonstrar isto. Deixar os cidadãos aos olhos, julgo e saber da lei de trânsito corrupta, safada, mal intencionada, covarde e ainda amparada por lei é um crime e deveria ser fortemente combatido por todos. Multas, elevadas ou não, só interessam a quem recebe e não educam mesmo. Educação é outra coisa. Nestes casos mais indecentes aqui citados, os motoristas pegos e filmados, aí sim deveriam ser obrigados a uma reciclagem. Se reincidirem, multa dobrada, nova reciclagem e perda temporária da carteira. Na terceira, cassação da carteira e fim de papo. Educaria muito mais!!! Do jeito que está, quem tem grana continua fazendo e matando, da mesma forma que é permitido matar um trabalhador, desde que você pague insalubridade e/ou periculosidade. Muito me admira este site defender estas questões e muito me admira você, Bob, incansável combatente desta safadeza, concordar com isto. Creio que você deveria repensar e reescrever este artigo.

  • Antônio do Sul

    Ótimo comentário, Rogério. Já viajei muito pelas rodovias dos três estados do sul, e o que mais falta, para que haja uma maior fluidez do tráfego, é a terceira faixa adicional. Hoje, há mais caminhões, e com maior carga (bitrens, bitrenzões e rodotrens, muitas vezes puxados por cavalos sem potência suficiente para manter uma velocidade minimamente adequada), que tornaram as rodovias subdimensionadas, mas que, em sua maioria, ainda não têm movimento suficiente para justificar a sua duplicação.

  • Bob Sharp

    Chico
    Não é preciso, o governo peessedebista está administrando a questão inteligentemente, algo de que um incompetente governo estadual petista nunca seria capaz.

    • Chico

      Tá bom Bob…vamos combinar assim então: Daqui a 3 meses a gente conversa. Pode ser? Sugiro tu dares uma passadinha na Cantareira antes de responder.

  • Bob Sharp

    marcos
    É mesmo? Não me diga….

    • Luciano

      Mr. Sharp,

      Acredite, o senhor não conhece Aécio. Tenho ojeriza ao PT, não votei e jamais votarei nessa tropa, mas, morar em Minas Gerais me fez enxergar que o Senhor Aécio não está, de maneira alguma, longe deles.

  • Marco

    Outra multa que deveria ser aumentada é aquela que multa quem está a menos de 50% da velocidade máxima. Esses malditos domingueiros que não têm a menor noção de como dirigir na estrada deveriam ser proibidos de sair da cidade.

  • Nicolas Zorzi Lima

    Se andar no acostamento fosse punido com cadeira elétrica, só no RJ a população cairia uns 50%…. rs rs rs

    A multa sobe para o governo arrecadar, pois é só mais um jeito de tirar dinheiro sem ser via imposto. Isso todo mundo sabe.

    Mas mesmo sabendo disso, o povo dá motivo, dirigindo mal, fazendo “rachas”, se apossando da faixa da esquerda…. etc etc etc.

    • Nunes

      Verdade. Aumenta-se os valores para aumentar a arrecadação, mas investir na fiscalização e educação de trânsito, o governo não faz.

  • malaman

    Tem uma maneira melhor de resolver as ultrapassagens pelo acostamento do que aumentar as multas, porém precisa de fiscalização intensiva: É só o policial parar o sujeito e demorar umas duas horas para aplicar a multa. A multa pode ser baratinha, mas depois de mofar bastante na beira da estrada o apressado vai pensar umas 1000 vezes antes de dar de ixxxperto de novo.

  • Lucas

    Rogério, quando, pelo amor de Deus, haverá balanças nessas rodovias?? A rodovia BR-163, no trecho paranaense entre Cascavel e Realeza está passando por reformas que nem estão concluídas e já há buracos e deformações na pista nos locais onde os trabalhos já foram concluídos (inclusive com a pintura das faixas). Julgava eu que, pela espessa camada de base que está sendo colocada abaixo do asfalto, esse pavimento seria mais resistente, mas vi ontem que estava enganado. Quando, meuDeusducéu, teremos balanças nessas estradas para fiscalizar o excesso de peso desses caminhões????

    • Rogério Ferreira

      Realmente o governo precisa compreender, que é mais barato, intensificar a fiscalização e coibir o excesso de cargas, do que promover infinitas restaurações de uma rodovia, devido a degradação promovida pelos caminhões que trafegam com excesso. Mas é impressionante o quanto transportadores mal intencionados conseguem encontrar mil maneiras para se esquivar desta fiscalização. Nem as rodovias concedidas, repletas de um amplo aparato de fiscalização, não estão livres do problema. O negócio seria uma força tarefa, envolvendo vários órgãos e é claro, o endurecimento das leis.

  • Fabricio d

    Já passei pelo acostamento em duas ocasiões. Na primeira, eu estava na rodovia a 120 km/h e um carro sai de um posto e entra na minha frente, vindo tráfego do lado oposto. Na segunda, eu estava em uma rua que dava acesso à Br, muito congestionamento, os carros trafegando do a 5 km/h ou parados, pois bem, liguei a seta para a esquerda e esperei pela boa vontade de alguém, Kkkk, fiquei uns 6 minutos esperando, ninguém deixava eu entrar, pelo contrário, o pessoal fazia questão de andar colado pra não me deixar entrar, até que perdi a paciência e fui pelo acostamento.

  • Marcos Alexandre

    Morei em SP capital 15 anos, trabalho como vendedor autônomo, trocava e ainda troco de carro em média a cada 3 anos e estes com cerca de 100.000 km. NUNCA fui multado.

    Não gosto de muitas leis, concordo com a indústria que se criou ao redor do assunto. Mas um pouco de atenção e respeito às leis (mesmo as que discordo) ajudam.

    • Cleusa

      Parabéns! Eu é que sou distraída!

  • Danilo Grespan
  • Guilherme Jun

    Olhe só que interessante, Bob. No Rio Grande do Sul, as autuações com multas são decrescentes (vide relatório 2002-2009):
    http://www.daer.rs.gov.br/site/controle_relatorio_veiculos_multados.php

    Enquanto isso, em São Paulo a prefeitura prefere incluir multas no orçamento…

  • Roberto

    Deveria também aumentar a multa de quem se arrasta na pista da esquerda. É comum ver motoristas passeando a 40 km/h na pista da esquerda em uma avenida cujo limite é 60 km/h, quando não há nenhum veículo na frente.

    • Carlos Morim

      Roberto, não sei se você ainda vai ler esta resposta, mas para sua informação: “A velocidade mínima de um trecho é a metade da máxima. Portanto, passeando a 40 km/hora é legal no trecho de 60 km/hora de limite máximo.

      • Bob Sharp

        Carlos Morim
        É legal, sim, mas é uma estupidez sem-nome e uma mostra de falta de educação de quem trafega na faixa da esquerda a essa velocidade. E saiba que a autoridade de trânsito pode estabelecer outra velocidade mínima que não a metade da máxima.

      • Lucas dos Santos

        Mas o colega se referiu a trafegar na pista da esquerda.

        Isso, definitivamente, está errado e não é amparado pelas leis de trânsito. Essa situação só seria legalmente aceitável se ocorresse na faixa da direita, visto que esta é a única faixa que admite veículos mais lentos.

  • Roberto

    Você tem razão. Vejo muita gente andar a 40 km/h onde o limite é 60 km/h na pista da esquerda. Pior é que fazem isto sem ninguém na frente. Muitas vezes eu espero pacientemente atrás do sujeito (só depois de um tempo dou sinal de luz), mas não adianta muito, principalmente na cidade, já que muitos, infelizmente, parecem que usam o retrovisor só para se maquiar.

  • Rafael Ramalho

    Ótimo texto, deixo aqui apenas duas dicas: Quem estiver trafegando pelo acostamento e der o azar de verificar que será abordado pelo agente de trânsito, não tente voltar para a faixa de rolamento, pois será caracterizado ultrapassagem pelo acostamento, ai sim tomaremos a multa de R$ 957,70 (com risco de reincidência). Melhor continuar no acostamento e ser abordado, pois a multa será por trafegar pelo acostamento R$ 575,61 (sem risco de reincidência). Outra medida mais que necessária a partir de agora, é sempre deixar nossos veículos registrados em nome de empresas, pois no caso da atuação com condutor não identificado, basta indicar alguma CNH para os pontos da infração, assim diminuímos o risco de sermos reincidentes daquela infração.

  • Ralf S. Bongiolo

    Acho que vou ficar pobre…
    Moro em uma chácara perto de uma cidade do interior de Rondônia, a via de acesso a cidade é a BR-364 (rodovia de via dupla simples, sem acostamento, um bocado de buracos), pois bem, já chegando no “perímetro” urbano a BR passa a ter somente faixas contínuas. Há um trecho de mais ou menos 1 km, delimitado por dois radares (1 de 60 km/h e outro de 50 km/h), com uma leve descida, a visão é completa desse trecho, bem como das vias laterais. Uns dois anos atrás tomei uma multa, estava de moto, por ter ultrapassado um caminhão a passo de tartaruga nesse trecho, sendo qur realizei a manobra de maneira correta, sem colocar em perigo nem a mim e muito menos outro motorista. Não são raros os casos de caminhões e veículos trafegando lentamente nesse trecho, e você se vê obrigado a ficar esperando atrás, mesmo tendo a pista contrária completamente aberta…

    Em vez de tentar tornar o trânsito mais fluido as autoridades só conseguem engessá-lo cada vez mais =/
    Está faltando bom senso nesse Brasil.

  • Lucas dos Santos

    Bob,

    Como era de se esperar, já há várias manchetes “pipocando” na imprensa, exaltando números expressivos de motoristas sendo autuados após os novos valores terem entrado em vigor.

    Ótimo ver que as autoridades estão trabalhando, mas aí vem aquela pergunta que ninguém faz: e ANTES da alteração, qual era o número de autuações? Era maior? Menor? Ou será que a fiscalização, a exemplo da “Lei Seca”, só passou a se realizar após o aumento do valor das multas?

    Como a Nora Gonzalez costuma dizer, deve ter alguém “torturando” os números por aí…

  • Frederico

    Mas é só aumentar o valor das multas que a fiscalização aperta…

    http://www.ofluminense.com.br/editorias/pais/prf-pune-15-mil-motoristas-no-primeiro-fim-de-semana-com-multas-mais-altas?1953387778=1

    Engraçado… quando a multa tinha valor muito baixo, não víamos esse tipo de notícia no jornal…

  • Fat Jack

    Só a temo de curiosidade, saiu hoje na Net:
    “Polícia Civil autua carreteiro por porte ilegal de arma de fogo em Rurópolis… O flagrante resultou de uma abordagem feita pela guarnição da PM na rodovia BR-163 … O carreteiro pagou fiança no valor de R$ 1,4 mil para responder o processo em liberdade. ”
    Saiu mais barato que algumas multas das infrações citadas…

  • Fat Jack

    É meu amigo, a PRF vai ter um natal GORDO, vão fazer a festa e caixinha só de $200 pra cima…

  • Marcio Gregolin

    Entendo que o objetivo inicial era aumentar a segurança no trânsito, mas isso pode gerar muitos problemas. Um amigo meu recentemente recebeu uma “canetada” porque, como discutido no post, muitas dessas multas dependem da interpretação do agente fiscalizador.

    Pois bem, ele estava vindo tranquilamente numa rodovia de mão dupla quando, de repente, tinha uma carreta dessas que excedem a largura normal, trafegando muito devagar.

    Ele, em um lugar onde a ultrapassagem era permitida, naturalmente devido ao excesso de largura do veículo a ser ultrapassado, teve que invadir um pouco mais a pista contrária apenas para visualizar se a própria ultrapassagem era possível. Não preciso explicar mais nada… Logo depois a PRF o parou e “canetada” por “forçar ultrapassagem perigosa”…

    Portanto, a partir de agora, estou mantendo MUITA distância do veículo da frente, muito mais do que o que considero seguro, antes de ultrapassá-lo, só para evitar aborrecimentos.

    Outra infração que deveria ser considerada hedionda, aliás nem sei onde a mesma se enquadra.

    Estava andando na pista duplicada, na velocidade normal para aquele trecho, 110 km/h, quando, ao passar embaixo de um viaduto, tinha um caminhão trafegando mais lento que eu na pista da direita, naturalmente, olhei no retrovisor, dei sinal e fui ultrapassá-lo na pista da esquerda. Comecei a manobra relativamente longe, porque o veículo em questão estava relativamente devagar.

    Chegando bem próximo do veículo ao ser ultrapassado, me surpreendo com outro caminhão que, logo ao sair do acesso do viaduto e pegar a rodovia no sentido em que eu estava, imediatamente pulou para a pista da esquerda fazendo com que eu quase colidisse com ele, ignorando meus sinais de luz. Ou seja, ele saiu da rampa de acesso e “pulou” direto para a pista da esquerda, sem ao menos sinalizar a manobra. Sorte que meu carro tem excelentes freios e pneus a ponto de evitar uma catástrofe (pra mim, porque o motorista do caminhão provavelmente sairia ileso).

    Deveria também existir uma pena estratosférica para os “furões de fila”.

    Frequentemente viajo numa rodovia de mão dupla que está sendo restaurada, BR 050 entre Catalão – GO e Cristalina – GO, com vários pontos tráfego em meia-pista, temos que parar alguns minutos até que o tráfego no nosso sentido seja liberado.

    Logo após o tráfego ser liberado, percebo uma enxurrada de veículos, pequenos e grandes, atrás de mim, e À minha frente também, imediatamente invadindo o acostamento e a pista contrária para “furar fila”, e pior, dirigem de forma agressiva, quando são surpreendidos com alguma barreira no lugar onde estão trafegando (fora de onde deveriam estar) imediatamente “atiram” seus veículos contra a gente, provocando uma situação de iminente colisão o tempo todo.

    Logo após o trânsito começar a fluir, temos que olhar os 2 retrovisores externos o tempo todo pra ver se não tem nenhum “furão” que vai “jogar” o veículo contra o nosso, o tempo todo..; Tá difícil dirigir assim!

    Por que essas situações não são fiscalizadas??

  • Lucas dos Santos

    Aqui no Paraná – cujo trânsito é “carinhosamente” chamado de “Rússia brasileira” – o aumento do valor não diminuiu o número de infrações:

    http://g1.globo.com/pr/parana/paranatv-1edicao/videos/t/cascavel/v/multa-para-ultrapassagem-proibida-fica-mais-pesada-mas-numero-de-infracoes-continua-alto/3806618/

    Ao menos (ainda) estão fiscalizando.

  • Aqui perto de casa tem uma avenida chamada Anhaia Melo, colocaram o limite da via para 50 km/h. Posso dizer que é muito complicado obedecer a esse limite, só vejo as pessoas costurando quem está andando corretamente, buzinando e andando colado, como se a pessoa estivesse andando devagar demais, caminhões também andam empurrando feito malucos. Aqui no Brasil se você andar no limite de velocidade sempre vai ter os imbecis sobre rodas querendo te apavorar, é onde a gente dá uma esticadinha e acaba se ferrando.