23 maio  NÃO PODE BATER, NÃO PODE ENGUIÇAR II 23 maio

(foto: veja.abril.com.br)

Há exatos três anos publicamos a matéria Não pode bater, não pode enguiçar, na qual mostro que trânsito engarrafado, congestionado, tem causa outra que não o famigerado “excesso de veículos”.  Dei um exemplo de como me desloquei com a maior facilidade, sem nenhum tipo de congestionamento, o que seria normal naquele horário.

Volto ao assunto por ter vivenciado experiência semelhante ontem ao sair do Expo Center Norte, onde se realiza o 23º Congresso SAE Brasil e Mostra Tecnológica, que vai até amanhã.

Um parêntese: espero que o leitor de outra cidade ou estado me desculpe por falar de assunto local, mas ele é aplicável para qualquer cidade brasileira grande ou média.

Saí as 17h15 já esperando o pior, uma vez  que nesse horário o volume de tráfego já normalmente grande. Primeira surpresa, a marginal do Tietê estava livre, que para nós é cheia porém tudo andando. Fiz o famigerado acesso “Pegadinha da CET”, pegar a Ponte das Bandeiras, sem problema de acúmulo de carros (pode-se fazê-lo depois das 15 horas). Na quase sempre complicada Av. Tiradentes, tudo normal, andando, parei só num dos dois sinais. O chamado eixo Norte-Sul, formado pelas avenidas 23 de Maio, Ruben Berta e Moreira Guimarães, que levam ao Aeroporto de Congonhas, cheia, mas andando no limite de 70 km/h.

O fato: fazia tempo que eu não parava neste eixo e depois de 20 minutos estava entrando na garagem do meu prédio. Foi aí que pensei na matéria de três anos antes.

O “caos” do trânsito fartamente alardeado pelos meios de comunicação como sendo resultado da gigantesca frota paulistana, não existe. O que existe é falta de controle eficiente do trânsito pelo órgão responsável, a Companhia de Engenharia de Tráfego — “engenharia” só no nome, frise-se — cuja maior preocupação é reforçar o caixa de Prefeitura. Não é preciso ter dotes de visão excepcionais para constatar a quantidade impressionante de “pardais” e câmeras por toda parte.

 

camera  NÃO PODE BATER, NÃO PODE ENGUIÇAR II camera

(foto: onacional.com.br

O que existe, outrossim, é uma freqüência inadmissível de acidentes e veículos enguiçados (“quebrados”, como se costuma dizer em São Paulo), verdadeiros trombos no sistema viário. Mas mesmo com a alta freqüência desses eventos, uma pronta ação da CET minimizaria consideravelmente os efeitos.

Mas ultimamente há uma variante desses “trombos”, nova: as manifestações que bloqueiam ruas e avenidas. Muitos, a maioria, até os governos dos três níveis, entendem que por a Constituição Federal garantir o direito à manifestação, vale ocupar vias públicas. Pronto, meia dúzia resolve protestar, fecha uma via importante e está feita a caca. Pára tudo.

Pois não vale coisa nenhuma, não está escrito em nenhum lugar da Carta Magna. Ninguém tem o direito, a que pretexto for, de prejudicar a livre circulação, isso constitui incontestável perturbação da ordem pública. Que se usem espaços fora das ruas para isso, sambódromo, estádios de futebol, praças, enfim, qualquer lugar menos as vias de circulação de veículos.

 

indios_bloqueio_2_620x465  NÃO PODE BATER, NÃO PODE ENGUIÇAR II indios bloqueio 2

Até índios fecham rodovias (foto globo.gi.com)

 

E não só nas vias urbanas, não: essas manifestações — até por índios! — fecham rodovias, tornam-se cada vez mais comuns.

Está faltando determinação do poder executivo no sentido de coibir essas perturbações escoradas numa interpretação errada da Constituição. É sua obrigação, não favor.

Assim, não venham dizer que a solução para a mobilidade urbana, notadamente a de São Paulo, está nas bicicletas — de longe o transporte mais individual de todos — e nas faixas/corredores de ônibus.

A solução está em e-n-g-e-n-h-a-r-i-a e controle de tráfego. O resto é poesia e cicloativismo irresponsável.

O título desta matéria deveria ser “Não pode bater, não pode enguiçar, não pode manifestar”.

BS

Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

Publicações Relacionadas

  • Bosley de La Noya

    A CET não está nem aí para engenharia de trânsito, aquilo é um cabidão de empregos, com vários cargos preenchidos por petistas. Não é de se espantar que sua meta principal é encher as burras da prefeitura de dinheiro, “esquecendo” assim da sua função primordial, que é zelar por um sistema de trânsito que realmente funcione a contento.
    Faróis sincronizados? Sinalização vertical e horizontal?? Educação e concientização??? Deixa para o próximo que sentar na cadeira resolver…

  • Lucas Peixoto

    Concordo que o que trava o trânsito são esses casos fortuitos: carro parado, via bloqueada etc.
    Sobre as manifestações, o fato das pessoas exercerem nas ruas é justamente para terem visibilidade. Ela incomodou o editor desta matéria? Missão cumprida, visto que o Governo terá que tomar uma atitude. Ou ceder aos pedidos das manifestações ou ficar inerte e tomar pressão do restante da população. Invariavelmente ele decidirá contra ou a favor no final de contas. E isso é bom, mesmo que tome medidas “drásticas”, como iniciar a retirada dessas pessoas com a polícia, haverá atrito/confusão/mídia/conhecimento/raiva, enfim, missão cumprida. Manifestar no sambodramo não incomoda ninguém, não surte efeito. É igual greve de professor…

    • Viajante das orbitais

      Nós não somos um país em revolução para termos protestos todos os dias. A questão é que perderam a vergonha e qualquer besteira vira pretexto para baderna.

    • Antonio Canhota Jr

      Concordo com o Lucas. Tanto o livre ir e vir (não necessariamente em um automóvel) quanto protestar são direitos assegurados em qualquer democracia (vejam França, Alemanha, EUA entre outros), só que em certas circunstâncias eles são conflitantes e aí precisa-se chegar a um bom senso e equilíbrio. O que houve por aqui foi uma banalização dos protestos: até um ponto foi bastante apoiado pela população mas depois acabou numa coisa insuportável (não vou entrar na questão de violência porque é outra discussão). Infelizmente, se um grupo fizer protesto legítimo numa praça ou num final de semana a imprensa irá dar pouca visibilidade e aí o protesto não surte efeito pois “ninguém escuta”. Sobre a questão do uso de bicicleta como transporte, sou a favor. Pequenos ou médios deslocamentos não necessariamente precisam de um carro e poderia haver mais espaço livre para que quem precisa do carro porque necessita percorrer uma distância maior (ou alguma dificuldade de locomoção ou transporte de carga) possa ter um trânsito mais livre e até mais facilidade em estacionar. Não tenho como opinar sobre sobre a implementação das ciclofaixas/ciclovias em São Paulo porque moro no Rio, mas por aqui pelo menos me parece mais uma jogada de propaganda da prefeitura do que algo sério: historicamente todas as ruas foram projetadas para automóveis e pedestres (as mais antigas então nem para automóveis) e a partir do momento que você quer massificar o uso da bicicleta é necessário repensar a engenharia de trânsito de uma rua ou região para que todos trafeguem com segurança e de forma razoável e, principalmente, aos poucos: começa com um bairro pequeno, implementa, consulta os moradores, faz análises de como aquele local está se comportando, muda, testa, conscientiza e aí sim vai expandindo. O trânsito urbano está saturado: qualquer perturbação mínima (uma batida leve, uma carro mais lento ou enguiçado) pode gerar um engarrafamento de quilômetros. Problemas sempre acontecerão, mas o sistema viário deveria absorvê-lo sem grandes conseqüências o que não acontece mais. Desculpa pelo longo texto, mas prefiro tentar deixar tudo o mais bem explicado possível para evitar uma interpretação errada.

  • Acyr Junior

    Muito apropriado o texto, Bob. Me lembrou uma alarmante reportagem (http://www.youtube.com/watch?v=K8j_G0eVI_s) que, em outras palavras, passa a mesma mensagem. É realmente preocupante.

    • Lucas dos Santos

      Não conhecia este documentário. Muito interessante. Grato pela indicação.

  • CorsarioViajante

    1) Concordo, é incrível como o tempo de resposta é lerdo. Se ocorre um acidente, às vezes demora-se mais de quatro horas para remover o veículo da pista ou coisa similar. Isso vale inclusive para as estradas.
    2) O trânsito também não flui porque os limites são baixos. Na av. dos Bandeirantes é comum passar um semáforo e se deparar com um grande “vazio”, e logo pensamos: oba, é agora, vamos fazer fluir! Mas não é possível pois o limite de velocidade baixo não permite que escoe o trânsito.
    3) As manifestações muitas vezes são válidas mas vêm se tornando uma ferramenta quase tão banal como as greves. Aliás, em ambos os casos, porque se trata um assunto tão sério com impunidade e leviandade?.

  • Robinson

    Prezado Bob,
    Eu que costumo ir pouco para São Paulo, no máximo uma vez por mês, fico surpreso com a quantidade de corredores de ônibus vazios. Acho que em pouco tempo colocarão um no retão de Interlagos.
    Abraço,
    Robinson Garcia.

    • Marcelo R.

      Não sem antes colocar uma “ciclovia”, na margem oposta, e um radar de “40 km/h” no meio da reta…

    • Marcelo

      Peguei lá no blog do Flavio Gomes.

      • Bob Sharp

        Marcelo
        Perfeito, é bem por aí mesmo o que o incompetente do “Nós pega o peixe” só quer fazer.

  • ccn1410

    Bob,
    Só um parênteses…
    Na cidade vizinha tem um cruzamento que tinha de um lado a placa pare, para dar a preferência para os motoristas da outra rua. O local era problemático e sempre estava engarrafado.
    Um dia alguém passou por cima do canteiro e arrebentou a dita placa, que depois de alguns meses ainda não foi trocada.
    Adivinhe o que aconteceu… Lá não existe mais engarrafamento.

  • Edu Silva

    Assino embaixo!

  • Mr. Car

    Pois é, Bob: em qualquer país de primeiro mundo, quando uma dúzia de indivíduos resolve tumultuar o bom andamento do cotidiano de uma cidade, a circulação, o direito de ir e vir, as polícias descem o cacete se for necessário, já cansei de ver situações assim nos noticiários. Resolvem o problema, e ninguém vai ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, por causa disto. Aqui, não. Se a polícia age, estão “espancando trabalhador”, ainda que o protesto seja de gente desocupada revoltada por o céu ser azul, e não verde, e que o tal protesto, dito “pacífico”, seja um festival de depredação de patrimônios públicos e particulares, e saques. Quando o protesto é feito por amiguinhos do poder, tipo o movimento de guerrilha e terror conhecido por MST, aí então, tem o patrocínio do próprio (des)governo.

  • Eduardo Silva

    Olha Bob, acho que existe uma revolução chamada Waze e que provavelmente já é matéria de estudo.

    Hoje em dia raramente fico parado no trânsito. E nunca sou surpreendido por uma avenida que deveria estar andando mas que parou. Moro em São Paulo há mais de 20 anos e atualmente ando por ruas que desconhecia nos trajetos em que sempre andei. Até agora nunca me aconteceu de chegar em um horário muito diferente do que o que o aplicativo calculou. O tal aplicativo calcula, por exemplo, que não pode mandar todos os veículos para um mesmo desvio senão vai travá-lo, e dessa forma passa informações diferentes para um ou outro usuário. E ambos se beneficiam.

    Contra ponto: li outro dia uma estatística sobre aumento de atropelamentos em ruas antes pacatas de bairros (como em Moema, por exemplo) atribuídos possivelmente a motoristas apressados passando por ruas desconhecidas e menos iluminadas olhando para o celular.

    É interessante, no mínimo.

    • Giovanni Leonardo Ferreira

      Não é que o waze fez a engenharia de tráfego de outro jeito.
      Não fosse o waze e sim uma administração séria, usariam os sensores dos próprios radares fixos para gerar as estatísticas e controlar os semáforos, determinar as velocidades das vias e inclusive verificar os pontos de retenção. Poderiam até disponibilizar a dispositivos de GPS como o waze faz. Por que não?

  • Sergio

    O Bob vai gostar desse vídeo: http://youtu.be/cP8_4SxDQ9M 🙂

    • Gustavo Marv

      Esses dias fui buscar a minha esposa que trabalha no Itaim bibi, e em frente a uma loja de roupas femininas tinha um cone impedindo o estacionamento. Não tive duvidas, tirei o cone e parei meu carro em frente a loja. Minutos depois chega a dona da loja, olhando feio para mim, para o carro em frente a uma garagem e desce do seu SUV (estava eu com meu singelo Corcel 1976) me fuzilando com o olhar. Apenas sorri e disse: Cara feia para mim é fome! e continuei esperando a minha esposa descer do trabalho.

      • Ahahahahah!!! E você não percebeu que essa vaga “era dela”??? Que “falta de respeito” a sua, não respeitar as “vagas reservadas VIP Exclusivas Demarcadas”!! Mandou bem amigo!!!

  • Bob Sharp

    Sergio
    Adorei! Eu mesmo já fiz algo semelhante. Na saída do estacionamento superior do Shopping Ibirapuera, na época de Natal, colocavam cones para criar uma faixa de saída. Era eu passar e derrubar todos com o carro, não tem nada que modificar o fluxo da rua (Av. Jurupis) por interesses particulares. De tanto fazer isso, paralelamente a algumas reclamações à CET, acabou.

    • LeandroL641

      Eu já tive vontade de fazer isso Bob, mas aqui em Brasília eles adoram rechear os cones com cimento, se não fosse pelo medo de perder metade do carro eu não deixava um em pé, principalmente esses que os comerciantes colocam pra chamar atenção na frente de seus estabelecimentos.

  • Mr. Car

    Rapaz, me deu uma vontade de ter uma camionete!

  • Silvio

    Bob,

    Como já postei a foto da ciclo-hilario-faixa, vejo essas “perturbações da ordem”, vulgo manifestações, quase todo dia aqui no centro de São Paulo. Minha localização “privilegiada”, por estar a uma quadra do Ed. Martinelli, e outras duas quadras do Ed. Matarazzo, me faz acompanhar de perto boa parte dos acontecimentos. Recentemente um grupo, de não mais de 30 pessoas, caminhava protestando e manifestando, desde a praça da Sé, até à sede da Prefeitura. O motivo, a discriminação contra as mulheres (movimento similar a marcha das vadias – o nome usado pelas manifestantes é esse mesmo). Contavam, além de cobertura de reportagens, com escolta de duas viaturas da PM, e mais duas da CET. A via, fechada. O trânsito um caos, num lugar onde não há alternativas. O coitado do funcionário da CET, depois de questionado por mim, só pode dizer “fazer o quê?! é direito deles…”

    Recentemente um amigo em viagem à Holanda, bem na época em que um avião cheio de holandeses foi derrubado na Ucrânia, presenciou uma manifestação. Todos caminhavam em fila, em apenas uma faixa de rolamento da via, e em silêncio. Mundo civilizado, pessoas instruídas, mensagem transmitida, e imagino com apoio de todos os que por ali passavam. Já no Brasil, tudo é carnaval, festa, barulho, e caos. Poucas semanas atrás os sem-teto interditavam a rua Boa Vista, com direito a carro de som, roda de capoeira, muita bagunça e sujeira. Em volta e observando, diversos servidores públicos pagos com o nosso dinheiro (PM, CET, etc).

    Manifestação que é direito constitucional, é justo, mas também é justo o meu direito de ir e vir, que não pode ser impedido.

    Manifestação deveria ser feita no domingo próximo, a maior manifestação que um povo pode fazer, eleger quem o represente adequadamente, e expurgar aqueles que nada fazem. Mas os tupiniquins querem festa e oba-oba, e que venha mais um mandato para o Tiririca, e quantos mais ele eleger de lambuja.

  • Robson

    É incrível também, e pode ser apenas uma sensação minha, pela aversão aos “engenheiros” de trafego. Que qualquer cruzamento que um agente da CET esteja “auxiliando” o transito, seja por defeito no semáforo, ou apenas por observação (leia-se multando) o nó visto no transito é muito visível. Fico pensando as vezes se isso é apenas fruto da minha implicância, ou se mais alguém nota esse fenômeno.

  • Tessio R R Bonafin

    Olá Bob,

    Leio diariamente o Autoentusiastas, e como a maioria me tornei um fã das avaliações e demais posts do site. Permita-me uma questão completamente fora do assunto, mas que encontra-se muito presente nas discussões sobre carros, e como não poderia deixar de ser, aqui no Autoentusiastas também. Me refiro ao ESP. Na maioria das publicações os especialistas e leitores/comentaristas defendem com unhas e dentes a necessidade deste equipamento, porém, o AutoE, aparentemente, não tem a mesma postura.

    Pois bem, sou um apaixonado por carros, mas para entender a parte técnica necessito de ajuda de profissionais como o senhor. Por isso, gostaria de pedir um post sobre o ESP, e sua real necessidade, para dirimir as dúvidas.

    Acabo de ler que a Argentina tornará o equipamento obrigatório a partir de 2018. O Brasil deve tomar o mesmo caminho? Obrigado, abraços!

  • LeandroL641

    Então você está dizendo que o justo e correto é perturbar outras milhares de pessoas comuns por problemas que VOCÊ tem?
    Quer dizer, eu, que sou um sujeito ordinário, pagador de impostos e preocupado com a minha vida tenho que assumir as consequências de um governo que ESSES PRÓPRIOS NOJENTOS elegeram? Porque eu não vi MST nem nenhum outro tipo de escória falar contra o governo vigente na época das eleições.
    Por mim esquerdismo deveria ser crime, eles que se resolvessem na cadeia.

  • Wagner Botelho

    Bob, todos os dias passo na Av Rio Branco no centro aqui de São Paulo por volta das 4 hs da manhã. Fico sem entender como a CET programa os sinais dessa avenida. Você pára em um, quando ele abre o outro à frente fecha, a avenida tem uma sinal a cada 150/200 metros….Impressionante a falta de sincronização, mostrando o total descaso dos responsáveis com o trânsito na cidade.

    • CorsarioViajante

      A Faria Lima também tem um trecho que é assim, chega a ser enlouquecedor.

  • Já aconteceu isso comigo algumas vezes e eu não conseguia acreditar!! Mas pensando um pouco e refletindo é simples de entender, pois basta um carro quebrado ou acidente e o “funil” se fecha um pouco; e ainda pior, basta uma madame ou um Gerson passar a olhar para o celular e diminuir a velocidade para iniciar um efeito dominó. Vejo muito isso acontecer pois circulo de scooter usando a “faixa imaginária” do motoboy e observo que a maioria dos motoristas faz de tudo dentro do carro, menos dirigir de forma correta e educada.

  • Fabio Vicente

    Bob, pode parecer mentira o que vou colocar aqui, mas durante 4 meses usei a Marginal Tiete no sentido da Rodovia dos Bandeirantes, vindo da região do Sumaré e acessando a Marginal pela Ponte da Casa Verde, e somente fiquei parado em trânsito umas 4 vezes no máximo!! Eu fazia este caminho de segunda a sexta, saindo rigorosamente da Francisco Matarazzo às 17:10, e às 17:20 no máximo já estava acessando a via expressa.
    Ou seja, como você bem diz, a falta de engenharia é que torna o trânsito de São Paulo caótico, e não o excesso de veículos como prega o idiota (desculpe o conteúdo ofensivo) do Haddad.

  • Eduardo Cabral

    O único país que conheço desses aí é a Alemanha, e o protesto é livre mas no sentido germânico do termo. Para protestar tem que obter autorização da polícia. A polícia nunca proíbe protesto, nem mesmo os pró-nazistas, mas ela garante a segurança e a ordem.

  • Renato

    Concordo plenamente, inclusive com relação ao fato que o que acontece em São Paulo também se aplica em outras grandes cidades do Brasil. Moro em Porto Alegre e nas avenidas que costumam ser as mais congestionadas percebi exatamente isto que está no post: muitas vezes, mesmo com a muitos veículos, o trânsito flui com boa velocidade.

    Aqui uma das coisas que eu percebi que mais atrapalham o trânsito são as cargas/descargas em local proibido. Muitos, por ignorância de não saber que carga/descarga é segundo a lei atual é considerada estacionamento ou por se valerem da lei de Gérson, acabam atrapalhando muito o trânsito, principalmente nas avenidas mais estreitas. O detalhe é que muitas vezes basta andar meia quadra para achar um rua pequena onde é possível estacionar. Além disso, aparentemente a fiscalização da cidade faz vista grossa para tais atos.

  • Rodolfo – São Paulo-SP

    Acredito que São Paulo-SP precisa aumentar e muito a malha do metrô e do trem, pois assim vão sair muitos carros das ruas.

    E outra solução seria retirar de circulação os veículos em mal estado de conservação e reciclá-los em no máximo 6 meses, não empilhando assim como vemos nos pátios do governo.

    Eu tenho um Gol 1.8 ano 1990, tudo está em dia, pneu, freio, suspensão, carburador regulado e limpo e etc. Ele não atrapalha ninguém no trânsito devido a quebras, pois nunca quebra porque eu faço manutenção nele. Eu troco óleo e completo a água, e também troco a vela de ignição a cada 20.000 km e mando regular e limpar o carburador quando o carro dá algum sinal de mal funcionamento (falha ou consumo excessivo). Se a gente cuida do nosso carro, não importa a idade, as chaces de ele quebrar no meio da rua diminuem muito ou até somem.

    Mas a gente vê por aqui muita sucata ambulante andando, que quebram a cada esquina devido a falta de manutenção e oferecem perigo aos outros por estarem com pneu careca e freio ruim. E outra medida para impedir que sucatas ambulantes andem por aqui seria o governo recolher carro que fica mais de 1 semana na mesma vaga.

  • Rodolfo – São Paulo-SP

    Acredito que São Paulo-SP precisa aumentar e muito a malha do
    metrô e do trem, pois assim vão sair muitos carros das ruas.

    E outra solução seria retirar de circulação os veículos em mal estado de conservação e reciclá-los em no máximo 6 meses, não empilhando assim como vemos nos pátios do governo.

    Eu tenho um Gol 1.8 ano 1990, tudo está em dia, pneu, freio, suspensão, carburador regulado e limpo e etc. Ele não
    atrapalha ninguém no trânsito devido a quebras, pois nunca quebra porque eu faço manutenção nele.

    Eu troco óleo e completo a água, e também troco a vela de ignição a cada 20.000 km e mando regular e limpar o carburador quando o carro dá algum sinal de mal funcionamento (falha ou consumo excessivo). Se a gente
    cuida do nosso carro, não importa a idade, as chaces de ele quebrar no meio da rua diminuem muito ou até somem.

    Mas a gente vê por aqui muita sucata ambulante andando, que quebram a cada esquina devido a falta de manutenção e oferecem perigo aos outros por estarem com pneu careca e freio ruim.

    E outra medida para impedir que sucatas ambulantes andem por aqui seria o governo recolher carro que fica estacionado na rua a mais de 1 semana na mesma vaga e reciclá-lo em no máximo 6 meses também.

  • Tamanduah

    Bob, o trema e o acento diferencial no “para” do verbo parar caíram, não existem mais a partir do acordo ortográfico de 2008 (e já vigente). Não se escreve “freqüência” e “pára”.

    — Prescinde-se, quer do acento agudo, quer do circunflexo, para distinguir palavras paroxítonas que, tendo respectivamente vogal tónica/tônica aberta ou fechada, são homógrafas de palavras proclíticas. Assim, deixam de se distinguir pelo acento gráfico: para (á), flexão de parar, e para, preposição; pela(s) (é), substantivo e flexão de pelar, e pela(s), combinação de per e la(s); pelo (é), flexão de pelar, pelo(s) (ê), substantivo ou combinação de per e lo(s); polo(s) (ó), substantivo, e polo(s), combinação antiga e popular de por e lo(s); etc.

    — O trema, sinal de diérese, é inteiramente suprimido em palavras portuguesas ou aportuguesadas. Nem sequer se emprega na poesia, mesmo que haja separação de duas vogais que normalmente formam ditongo: saudade, e não saüdade, ainda que tetrassílabo; saudar, e não saüdar, ainda que trissílabo; etc.
    Em virtude desta supressão, abstrai-se de sinal especial, quer para distinguir, em sílaba átona, um i ou um u de uma vogal da sílaba anterior, quer para distinguir, também em sílaba átona, um i ou um u de um ditongo precedente, quer para distinguir, em sílaba tónica/tônica ou átona, o u de gu ou de qu de um e ou i seguintes: arruinar, constituiria, depoimento, esmiuçar, faiscar, faulhar, oleicultura, paraibano, reunião; abaiucado, auiqui, caiuá, cauixi, piauiense; aguentar, anguiforme, arguir, bilíngue (ou bilingue), lingueta, linguista, linguístico; cinquenta, equestre, frequentar, tranquilo, ubiquidade.

    OBSERVAÇÃO: Conserva-se, no entanto, o trema, de acordo com
    a Base I, 3.o, em palavras derivadas de nomes próprios estrangeiros:
    hübneriano, de Hübner, mülleriano, de Müller, etc.

  • Tamanduah

    Bob,

    agora comento sobre o seu texto.

    Bem, apesar de não ser de São Paulo, concordo com a sua “luta” no que diz respeito ao sistema de trânsito nas grandes cidades. O “massacre” das autoridades de trânsito para impedir que o proprietário de veículos (aquele que paga, além de vários outros impostos, o IPVA, além de contribuir para a indústria automobilística — comprando veículos) circulem livremente pelas vias, forçando-os à escolha do transporte público é terrível! Este é o modelo europeu, mas que não se aplica ao Brasil, ante a escassez de coletivos de vários tipos e com grande abragência, além das péssimas condições dos mesmos. Querem, a todo custo, o tributo IPVA, mas querem convencer o proprietário a manter o seu veículo na garagem — triste contradição.

    Mas não há coerência em suas reivindicações no presente texto. Você cita a inexistência de citações sobre as manifestações de populares na Carta Magna. Ok, entendo, mas parece se esquecer do princípio básico em direito: Aquilo que não é proibido, é permitido. Ora, na Constituição Federal também há nada impedindo as manifestações em ruas e avenidas.

    Fora isso, há de convir que qualquer ação feita implica em reação manifestada (digamos, uma forma política da 3ª Lei de Newton). Assim sendo, qualquer manifestação, popular ou não, só obtém resultado quando há algum tipo de transtorno que atinge parcela expressiva. Quando não é assim, ninguém dará ouvidos/importância àquilo que se reivindica — em outras palavras, os políticos fingem não existir.

    Entendo que, politicamente, não é de bom tom (leia-se antidemocrático) responsabilizar o cidadão pelos problemas de trânsito. Ser este que já é penalizado cotidianamente em uma série de desventuras. Além do mais, uma manifestação, de qual sorte for, nada mais é do que a representação simbólica de um coletivo de indignação. Claro que o problema é das autoridades, somente delas, ao vulgo resta apenas o direito de cobrar soluções críveis e fazer-se ouvir.

    Não sou a favor de manifestação por manifestação, muito menos aquelas aliadas ao vandalismos, mas nem por isso posso concordar com a responsabilização daqueles que se encontram em seus direitos de fazer ouvir quando se indignam com os excessos.

  • Bob Sharp

    Tamanduah
    Aqui no AUTOentusiastas não reconhecemos o acordo ortográfico do Luís Inácio da Silva. Chegamos a usar mas voltamos logo atrás, para o racional. É o suprassumo da burrice, por exemplo, dizer que “o carro para para reabastece”.

  • Transitando

    Playlist com todos da série (documentário completo):

    E aqui algo sobre o VLT (veículo leve sobre trilhos):

  • Rodolfo – São Paulo-SP

    Tamanduah… o português já é muito difícil para os brasileiros, e ainda inventam moda pra complicá-lo mais ainda com esta tal de nova Norma Ortográfica. Deviam é descomplicar estas regras ortográficas.

  • Juvenal Jorge

    Tenho asco de faixas exclusivas, seja do que for.

  • Luciano Oliveira

    Este blog foi um dos melhores “achados” por mim nos últimos tempos. Escrito por quem, nitidamente, entende muito de carros, muito bem escrito e feito de forma responsável, pois o jornalismo automotivo que se vê por aí, segue o mesmo tipo de irresponsabilidade que suas outras vertentes: parcial, sem conteúdo, raso e com explícito “jabá”. Porém, sempre quando o assunto se afugenta do tema automóvel, este se torna, ao meu ver, reacionário e conservador em excesso. Pois quando o autor diz “faça manifestações onde bem entender, menos nas vias de circulação de automóveis”, me parece que todo o resto não importa. Que parem os trens e metrôs, calçadas, qualquer coisa, mas não atrapalhe o meu “direito de andar de carro” e encara ciclistas e cidadãos que lutam por seus direitos como meros obstáculos a atrapalharem a minha volta pra casa. Isso sem falar na expressão “até índios!”, como se estes realmente não fossem nada e não possuissem nenhum direito a nada. Segregacionismo puro.
    Concordo com boa parte do texto, mas estas observações realmente me decepcionaram em relação a este blog.
    O país não pertence exclusivamente aos motoristas de carros e estes não pertencem a uma casta privilegiada. Sou motorista e apaixonado por carros. Porém, também sou ciclista e cidadão e gostaria de ter o direito de poder pedalar quando eu tiver vontade sem ser ameaçado, inferiorizado ou considerado obstáculos na vida de algum motorista que acha que é o dono da rua.

    • Bob Sharp

      Luciano
      Lamentavelmente você, como muitos, confunde tudo, ou alhos com bugalhos, como se diz popularmente. Pelo que escreveu, você acha que há motoristas e cidadãos, quando são exatamente a mesma coisa. Um motorista preso no engarrafamento por uma manifestação idiota — até de índios! — é um cidadão preso no engarrafamento. Passageiros de um ônibus preso num engarrafamento são cidadãos presos num engarrafamento. Portanto, caro Luciano, seu comentário é completamente oco, desculpe.

      • Luciano Oliveira

        Ou talvez você não seja tão bom opinando sobre questões sociais quanto o é avaliando automóveis, pois se há tanta gente assim te interpretando mal… Oco ou não, é um comentário, uma opinião e merece ser discutida com respeito, de mesmo modo que ele foi redigido. Tão oca foi sua resposta em classificar, usando sabe lá Deus que critério, uma manifestação como idiota. E continua usando o termo índio de forma jocosa.
        Pelos termos grosseiros, percebo que você tem uma tendência intolerante e reacionária, como eu suspeitava. Ok, respeito isso e considero que este não é um blog para mim, já que para seu redator, a opinião de um leitor é oca.

        • Bob Sharp

          Luciano
          O mau entendimento tanto pode ser da fonte emissora quando do receptor, que evidentemente é o caso. Você entendeu que fui grosseiro e não fui; você entendeu que usei o termo índio de forma jocosa e não foi — foi de desprezo mesmo, ou você nunca viu reportagens televisivas sobre índios cobrando pedágio? Isso para mim é crime e criminoso não tem direito a protestar coisa alguma exceto questões relativas à prisão onde se encontre. Toda e qualquer manifestação que prejudique o interesse da maioria, no caso o livre trânsito do cidadão — que pode ser um paciente numa ambulância — é idiota, sim, não há outro adjetivo para descrevê-la. Para terminar, informo-lhe, se você ainda não notou, que desde 1º de julho p.p. o AUTOentusiastas é site, ou sítio na internet, não é mais blog, e que não sou “redator’, mas o editor-chefe. Como se vê, o receptor não está funcionando como deve…

          • Luciano Oliveira

            E o pior de tudo, senhor Bob, é a falácia em querer me desqualificar como receptor fazendo observações como “isso não é um blog e sim um site” e “eu não sou redator e sim editor-chefe”, fatos que não constituem erro de compreensão do texto e tão pouco tem relevância no tema discutido.

          • Bob Sharp

            Luciano
            No seu segundo comentário você disse que havia muita gente me interpretando mal, não foi? Primeiro, não é tanta gente como você diz. Segundo, sempre há a questão da fonte emissora x receptor. Portanto, quem primeiro partiu para a desqualificação foi você. Agora chega, este assunto está terminado. Eventual novo comentário seu a esse respeito não será publicado.

          • Luciano

            Bob, não vou me estender neste comentário e, claro, você não precisa de forma alguma publicá-lo. Só para esclarecer, não fui eu quem disse que há tanta gente te intermpretando mal, foi o senhor mesmo, veja: “Lamentavelmente você, como muitos, confunde tudo(…)” E quanto a eu partir para a desqualificação, note que eu começo o comentário com elogios: “Este blog foi um dos melhores “achados” por mim nos últimos tempos.
            Escrito por quem, nitidamente, entende muito de carros, muito bem
            escrito e feito de forma responsável (…)”. E tive meu comentário taxado de “oco” por discordar com parte do teor do texto, eu sequer critiquei o texto como um todo, mas sim alguns pontos. Mas tudo bem, sem brigas, sem discussões. Abraços

  • agent008

    O problema está em que o partido de situação apóia e se alimenta destes grupos manifestantes. São as suas “bases”! E querem ainda fazer legislação para incluir estas organizações, nos processos decisórios do governo, como legítimos representantes da sociedade civil. Desculpem-me: não me sinto representado por estes grupos e entidades! E estou certo que eles não representam de forma adequada todas as parcelas da Sociedade Civil. Representam, sim, aquelas que defendem o PT, e é isso que esta sigla quer. Após anos de luta contra o poder e suas perversões, tornou-se no mais pernicioso exemplo daquilo tudo que um dia criticou. BASTA!