MiG-25, O MORCEGO GIGANTE SOVIÉTICO

Tenho medo dele (reditt.com)  MiG-25, O MORCEGO GIGANTE SOVIÉTICO reditt com mig 25 foxbat

Juvenal tem medo dele (reditt.com)

Sem nenhum receio de parecer um franguinho, lhes digo: tenho medo do MiG-25. MiG é acrônimo formado por Mikoyan-Gurevich, nome de firma de projetos fundada por Artem Mikoyan e Mikhail Gurevich em 1939. Basta olhar para ele em fotos. Assistir alguns vídeos desta máquina no YouTube me deixa com arrepios na espinha. É como encarar um capeta voador, com o agravante de que sua autonomia é pequena, então, se tem a certeza que se ele atacar, vai ser rápido para não perder tempo. Pior que um tubarão, que cerca e circula a vítima para que ela esvazie o intestino antes do prato ser devorado.

Como ocorria com todo avião soviético até o final da Guerra Fria, a Otan, ou Nato em inglês — Organização do Tratado do Atlântico Norte — batizava qualquer nova aeronave que surgisse, antes mesmo da designação oficial ser divulgada. O MiG-25 foi chamado de Foxbat, o morcego gigante com cabeça de raposa que come basicamente frutas, e pode atingir até 1,70 metro de envergadura. Apesar de assustador, é mansinho, diferente do avião.

 

Mamãe Foxbat com filhote agarrado ao corpo (africahunting.com)  MiG-25, O MORCEGO GIGANTE SOVIÉTICO africa hunting

Mamãe Foxbat com filhote agarrado ao corpo (africahunting.com)

O Foxbat fabricado pelo homem foi feito para pegar a presa na primeira. E sua presa eram os bombardeiros americanos.

É interessante entender o porquê de fazer um projeto de um avião de alta velocidade com alcance tão pequeno, 1.730 km para interceptação, e pouco mais de 2.500 km para viagem de um ponto ao outro (ferry flight).

O MiG-25 chega a Mach 2,83. Botando para quebrar, Mach 3,2 (3.500 km/h mais ou menos). Dizia-se que essa velocidade podia ser atingida, mas com um razoável risco de danos aos motores.

O Foxbat foi concebido para interceptar o bombardeiro que deixara os soviéticos com receio da continuidade de suas existências terrenas, o North American XB-70 Valkyrie, o avião que representaria a epítome da vontade e poder americanos em destruir o inimigo comunista.

Valquírias são as entidades divinas nórdicas, espécie de secretárias de Odin, que vêm buscar os guerreiros que perecem em combate e levá-los ao Paraíso. São elas que escolhem quem vive e quem morre. O nome havia sido escolhido na medida certa para essa época maluca, a Guerra Fria nuclear da década de 1960.

 

afwing com  MiG-25, O MORCEGO GIGANTE SOVIÉTICO afwing com

Na rampa, pronto para combate (afwing.com)

O MiG-25 foi desenvolvido para decolar e atacar o B-70, caso ele tivesse saído do estágio de protótipo experimental, daí o “X” na designação inicial, voando a perto de três vezes a velocidade do som, e retornar à base com a missão cumprida rapidamente. Num cálculo rápido, 3.000 km/h para  1.700 km de autonomia não dá muito mais de 20 minutos de vôo, mas é claro que o avião não voaria o tempo todo nessa velocidade.

Pegar o B-70 no seu elemento requeria altitude, muita altitude a ser atingida rapidamente. O XB-70 nos vôos que fez, foi creditado com altitude de ataque por volta de 75.000 pés,  23  km acima da superfície da Terra, e a maior velocidade atingida nos seis anos de desenvolvimento foi de 3.250 km/h.  Um negócio monstruoso em todos os sentidos, quando se considera os 10 a 12 km de altitude de cruzeiro de vôos comercias, e os 19 a 20 km do solo em que voava o Concorde.

 

airforce ru az_mig-25ru_3_l  MiG-25, O MORCEGO GIGANTE SOVIÉTICO airforce ru az mig 25ru 3 l

Passagem baixa mostra uma máquina ameaçadora (airforce.ru.az)

 

testpilot ru mig25p_2  MiG-25, O MORCEGO GIGANTE SOVIÉTICO testpilot ru mig25p 2

Sob as asas, 4 mísseis ar-ar AA-6 Acrid (testpilot.ru)

 

testpilot ru e155r_4  MiG-25, O MORCEGO GIGANTE SOVIÉTICO testpilot ru e155r 4

Um dos primeiros protótipos, na fria paisagem russa (testpilot.ru)

Mas o MiG-25 voava um bocado mais alto que isso. As altitudes atingidas pelo Mig-25 são estonteantes, note alguns recordes registrados, entre outros em várias categorias.

Carregando carga de uma tonelada, chegou a 35.230 metros em 1973, em altitude sustentada, ou seja, sem ser um ponto mais alto de uma trajetória, mas sim, voar uma certa distância sem perder essa altitude.

Numa trajetória parabólica, subindo tudo que dá para depois começar a descer, em 1977 foram atingidos os 37.650 metros, num protótipo com várias melhoras, entre elas motores de maior empuxo, chamado de Ye-266M.

Ainda mais impressionantes são os tempos de subida, o fator-chave para um interceptador. Em 4 de junho de 1973 foram estabelecidos três recordes que duraram por muitos anos. Um piloto marcou um tempo de subida do solo até 20.000 metros, e um outro  25.000 e 30.000 metros. O primeiro em 2 minutos, 49 segundos e 8 décimos, e o outro em 3 minutos, 12 segundos e 6 décimos para os 25.000 e 4 minutos, 3 segundos e 9 décimos para os 30.000 metros.

Trinta quilômetros em pouco mais de 244 segundos dá 442 km/h de velocidade vertical. Essa medida é a razão de subida (climb rate), normalmente expressa em pés por minuto na aviação. Mas para nós imaginarmos e enxergarmos, melhor em quilômetros por hora mesmo.

 

Arrancada para o céu com os dois Tumansky acesos (16va.be - Stefan Petersen)  MiG-25, O MORCEGO GIGANTE SOVIÉTICO 16va

Arrancada para o céu com os dois Tumansky acesos (16va.be – Stefan Petersen)

 

wikimedia Mikoyan-Gurevich_MiG-25RB,_Russia_-_Air_Force_AN2158681  MiG-25, O MORCEGO GIGANTE SOVIÉTICO wikimedia Mikoyan Gurevich MiG 25RB Russia   Air Force AN2158681

Há imagens que dispensam legendas (Wikimedia)

 

wikimedia Russian_Air_Force_Mikoyan-Gurevich_MiG-25RB_Pichugin-1  MiG-25, O MORCEGO GIGANTE SOVIÉTICO wikimedia Russian Air Force Mikoyan Gurevich MiG 25RB Pichugin 1

Os russos haviam iniciado o conceito em 1958, após os americanos terem anunciado  o Convair B-58 Hustler, bombardeiro nuclear Mach 2, e já se tinha a informação que estava em progresso o projeto do XB-70,  considerado uma ameaça mais grave ainda, pois voaria a três vezes a velocidade do som. Mas como cachorro picado de cobra tem medo de lingüiça, mesmo após o cancelamento do XB-70 em prol dos mísseis balísticos intercontinentais (ICBM), o MiG-25 continuou a ser desenvolvido, pois a ameaça agora era o SR-71, o avião de reconhecimento que entrou para a história como o mais veloz de todos.

A entrada em serviço normal com a VVS, a Força Aérea Soviética — Voyenno-Vozdushnye Sily— foi em 1970, e para isso a Marinha americana fez voar o F-14 Tomcat, que se não chegava a Mach 3, ao menos tinha os absurdamente poderosos mísseis ar-ar Phoenix, que chegam a cinco vezes a velocidade do som.

O MiG-25 não existiria sem o Valkyrie (como o Thunderbird não existiria se não fosse o Corvette e este não continuaria se não fosse o Thunderbird…), já que os bombardeiros anteriores dos americanos eram fichinha para ele, menos o B-58 Hustler,  mas esse nunca foi colocado em serviço a partir de bases fora dos Estados Unidos, o que dava aos soviéticos uma relativa tranqüilidade.

Também houve influência dele no programa do F-15 Eagle da McDonnell Douglas, que teve vários objetivos de desempenho revisados após os números espionados e conseguidos dos russos.

A rede de influência dos dois lados não parava, com respostas às ameaças do inimigo feitas da melhor maneira possível: com engenharia.

Havia muita conversa incerta sobre o MiG-25, antes que ocorresse um fato que está entre os mais interessantes de todos os ocorridos na história política da aviação militar.

Em 6 de setembro de 1976, uma notícia como já não acontece mais correu o mundo. O piloto tenente Viktor Belenko desviou sua aeronave da missão normal, e pousou no Japão, se entregando às autoridades militares do aeroporto civil de Hakodate.

 

tolky chez com Mig25_2  MiG-25, O MORCEGO GIGANTE SOVIÉTICO tolky chez com Mig25 2

O MiG-25 no Japão, presente ao mundo ocidental (tolky.chez.com)

 

KONICA MINOLTA DIGITAL CAMERA  MiG-25, O MORCEGO GIGANTE SOVIÉTICO aereimilitari it BELENKO 1a

Uma cerca rapidamente construída pelos japoneses para esconder a localização do avião (tespilot.ru)

Belenko não conhecia a pista, e acabou parando o MiG apenas depois do final dela, estourando alguns pneus. Para começar o trabalho de investigar o avião, ele foi deslocado o mínimo possível e uma cobertura em torno, para que ficasse longe dos olhos dos curiosos e dos russos, foi construída.

O piloto soviético pediu asilo aos Estados Unidos, no que foi rapidamente atendido pelo presidente à época, Jimmy Carter. Depois de todos os interrogatórios da CIA, obviamente.

Belenko conta toda sua história no livro “MiG Pilot”, com co-autoria de John Barron. Durante sua adaptação à vida americana, Belenko conheceu  Charles “Chuck” Yeager, o primeiro homem a romper a barreira do som, e se tornou amigo pessoal deste, dividindo o gosto pelas caminhadas, pescarias, caçadas e acampamentos em locais sem civilização.

O trabalho de análise do MiG-25 requereu desmontagem de vários componentes, e bastante informação foi levantada, o que acabou de vez com alguns mitos sobre o avião.

 

Mig  MiG-25, O MORCEGO GIGANTE SOVIÉTICO Mig

As paredes do esconderijo erguidas (YouTube)

 

Varou a pista por cerca de 100 metros (fanda.nova.cz)  MiG-25, O MORCEGO GIGANTE SOVIÉTICO fanda nova cz 900413

Varou a pista por cerca de 100 metros (fanda.nova.cz)

Uma das coisas descobertas é que a grande área alar (de asas) não era devido à capacidade de manobra, mas sim para gerar a sustentação necessária para elevar o peso do avião, 29 toneladas desarmado, resultado das ligas de aço com níquel utilizadas extensamente, no lugar do suposto titânio como os americanos supunham.

Havia também muita rebitagem, rebites normais com cabeça exposta, nos locais onde não afetasse o arrasto aerodinâmico.

Descobriram-se várias coisas interessantes sobre o avião, que aparentava ser muito melhor do que se averiguou. Uma delas era a resistência da estrutura a manobras com altas acelerações da gravidade. O limite seguro é de 2,2 g positivos, com limite sem danos de 4,5 g, nada excepcional para aviões militares.

Raio de combate era de 300 km, considerando decolagem rápida e grande subida para interceptação e retorno à base. Num avião dessa velocidade, pífio.

Os motores são os Tumansky R-15 em várias versões, turbojato, o tipo de motor a reação mais antigo que existe.  Empuxo máximo com pós-combustão de 10.200 kgf, sem pós-combustão 7.378 kgf

Peso vazio do 25 é de 20.000 kg, com o máximo de decolagem marcando 36.720 kg, carga alar 598 kg/m², monstruosa, explicando a baixa manobrabilidade.

Os mísseis mais usados são os R-40 ou AA-6, com alcance entre 35 e 60 km. Bombas não guiadas, de estilo antigo de queda livre são usadas, mas com muito arrasto adicional, já que são montadas nos cabides das asas, não em compartimentos internos.

A linha vermelha marcada no velocímetro começa a Mach 2,8, os 3,2 propalados sendo apenas para emergências, com o risco de danificar motores já comentado.

Nas asas e fuselagem, muita aplicação de aço inoxidável com níquel, ao em vez do titânio que seria o melhor para a aplicação de alta velocidade, onde o atrito com o ar aquece demais as superfícies, normal ter entre 200 e 300°C nas extremidades do nariz, asas e empenagem, onde o ar bate de frente, voando a três vezes a velocidade do som.  Além do custo do titânio, a soldagem do mesmo era uma tecnologia que os russos não dominavam, com muitos problemas encontrados nas experiências com chapas de pequena espessura, como precisariam ser usadas no MiG-25.

 

i1minuscom_cutaway Mig25  MiG-25, O MORCEGO GIGANTE SOVIÉTICO i1minuscom cutaway Mig25

Um desenho detalhado do MiG-25 (i1minus.com)

 

leteckemotory.cz zastavba  MiG-25, O MORCEGO GIGANTE SOVIÉTICO leteckemotory

Os dois enormes turbojatos e os enormes tanques de combustível, à frente dos motores e nas asas (leteckemotory.cz)

O resultado foi 80% do avião feito nessa liga aço-níquel, 11% em alumínio em áreas de menor temperatura, e 9% de titânio. As soldagens são por pontos, automatizada, e solda a arco voltaico manual.

As asas eram feitas basicamente com três longarinas, sendo seccionais na junção com o tanque de nariz, o mais à frente, e com os tanques centrais. Tanques todos em construção soldada, material VNS-2 e VNS-SHCH. As designações de materiais são desconhecidas para mim, cabendo a especialistas em construção mecânica soviética nos auxiliar nos comentários.

O nariz é também em aço, OT-4, soldado também. Ailerons e flaps em construção rebitada, com blocos em forma de colméia de abelha por dentro. Elementos com montagem de rolamentos são feitos em aço E0. Revestimento externo em materiais  D-16 e D-19.

Mesmo sendo bastante convencional em sua construção, para facilitar a manutenção, as estatísticas mostraram que a cada 1.500 horas de vôo cerca de 10 a 15 elementos da estrutura precisavam ser trocados, e entre 1980 e 1988, houveram 15 mudanças estruturais, os famosos upgrades da aviação, o que fez as operações serem suspensas 15 vezes nas diversas forças aéreas que o utilizaram.

 

Motor removido para manutenção (iimgur.com)  MiG-25, O MORCEGO GIGANTE SOVIÉTICO iimgur

Motor removido para manutenção nesse exemplar do Iraque (iimgur.com)

Os sistemas eletrônicos foram motivo de diversão e assombro  por parte dos engenheiros ocidentais e mesmo japoneses. Havia diversas válvulas eletrônicas, principalmente no radar, que retribuía os risos com sua fenomenal potência, 600 kW, podendo detectar ameaças a centenas de quilômetros de distância, mas com um problema sério: não podia detectar alvos voando muito mais baixo, que era como o Comando Estratégico Aéreo (SAC) determinara a corrida final de ataque a alvos comunistas. Nesse ponto, os soviéticos se deram mal, pois o radar foi projetado para combinar com a missão do MiG-25, funcionar bem para grandes altitudes, o oposto do que o SAC estava fazendo no final da década de 1960. Isso foi corrigido na versão PD, com radar mais moderno e ainda mais potente, com a capacidade de procurar o inimigo voando bem mais baixo.

Havia, porém, muita lógica em usar válvulas eletrônicas em vez dos componentes de estado sólido que as sucederam, como os transistores. Os componentes mais antigos com vácuo em tubos de vidro são resistentes a maiores variações de temperatura, além de suportar pulsos eletromagnéticos elevados, como os que ocorrem em detonações de armas nucleares. Também, a substituição é muito mais simples, apenas se remove um e coloca outro no lugar, encaixado, não sendo necessária solda delicada como com transistores, ou como ocorre hoje, troca de placas inteiras por causa de um componente danificado. Muito mais lógico e robusto, portanto, apesar de ocupar espaço precioso.

Depois de mais de dois meses de análises, o avião foi devolvido, mas bastante desmontado. Foi um fato muito interessante e deve ter sido hilária a situação para as pessoas envolvidas nessa atividade de buscar e entregar o avião.

O melhor de tudo é que com os russos não havia miséria para armamentos naquela época e simplesmente foram feitos 1.190 aviões, considerando as diversas versões. Em 1984 foi construído o último MiG-25, que hoje ainda voam em pequeno número, com a maioria já desativada.

 

aviazioneaereimilitari.altervista.org mig-25p-foxbat  MiG-25, O MORCEGO GIGANTE SOVIÉTICO aviazioneaereimilitari

Desenho 4-vistas da versão P (aviazioneaereimilitari.altervista.org)

 

alex beltyukov Mikoyan-Gurevich_MiG-25RB,_Russia_-_Air_Force_AN2195954  MiG-25, O MORCEGO GIGANTE SOVIÉTICO alex beltyukov Mikoyan Gurevich MiG 25RB Russia   Air Force AN2195954

Versão de reconhecimento, mais moderna, o RB (Alex Beltyukov)

Após a deserção de Belenko, construiu-se uma versão com radar, motores e sistema de mísseis mais avançados, batizado de PD, e um desenvolvimento sucessivo levou a o que seria o MiG-25M, mas que foi cancelado devido à chegada do MiG-31, que nasceu de conceitos mais modernos e quase 15 anos mais novos.

JJ

Sobre o Autor

Juvenal Jorge
Editor Associado

Juvenal Jorge, ou JJ, como é chamado, é integrante do AE desde sua criação em 2008 e em 2016 passou a ser Editor Associado. É engenheiro automobilístico formado pela FEI, com mestrado em engenharia automobilística pela USP e pós-graduação em administração de negócios pela ESAN. Atuou como engenheiro e coordenador de projetos em várias empresas multinacionais. No AE é muito conhecido pelas matérias sobre aviões, que também são sua paixão, além de testes de veículos e edição de notícias diárias.

Publicações Relacionadas

  • EduRSR

    Dizem que o 707 da Varig que caiu no Oceano Pacífico e nunca mais foi achado, transportava peças deste MiG-25 para os EUA…

    Será?…

    http://www.aereo.jor.br/2009/06/09/boeing-da-varig-foi-abatido-por-cacas-russos/

  • Lucas Vieira

    Sensacional a matéria, aprecio muito esse avião também, que deu muito medo no ocidente antes da deserção. O mais curiosos ainda são os rumores posteriores, como por exemplo o sumiço do PP-VLU da Varig, que foi inteceptado por soviéticos para uma base, por estar com esse MIG desmontado em seu interior, e a tripulação morta depois…. Bobagem pura…..

  • Acyr Junior

    Juvenal, parabéns !!!
    Show esse post, realmente impressionante.

    • Juvenal Jorge

      Acyr Junior,
      Muito agradecido pelo elogio.

  • BlueGopher

    Interessante a longevidade da maioria dos aviões militares.
    Evidentemente que versões muito mais evoluídas se sucedem, as melhorias e aperfeiçoamentos são substanciais, mas o projeto inicial básico do avião permanece vivo muitas vezes por dezenas de anos até sua substituição definitiva.
    Falando nisso, saudades do B-52.

  • Post Fantástico!

    • Juvenal Jorge

      Robson Carvalho,
      Grato pelo elogio.

  • Totiy Coutinho

    É ingenuidade crer que os militares russos não conheçam eletrônica e suas maravilhas optaram pela exploração da vulnerabilidade desses componentes como arma, deram demonstração disso recentemente imobilizando todo o sistema de defesa do mais moderno destróer da Otan e no mal explicado atentado ao vôo civil na Ucrânia, aonde deram a localização do satélite espião norte-americano, desafiando os americanos a mostrar as imagens do satélite . Na década de 80 a BBC fez um documentário em cima do roteiro de Top Gun e foi conversar com pilotos da RAF sobre incidentes aéreos com MiGs, a maioria não podia ou não queria falar e os que falaram em off descreveram o avião como invencível devido à sua capacidade de manobras em altas velocidades, rapidez e robustez,l ink : http://www.naval.com.br/blog/2014/04/22/como-um-su-24-russo-paralisou-destroier-americano/.
    Infelizmente não achei o da BBC !

    • Juvenal Jorge

      Totiy Coutinho,
      depende do MiG. Alguns são muito ágeis, outros não.

      • Totiy Coutinho

        É mesmo os ágeis MiG viraram Sukhoi,chegou-se a cogitar agregá-los à nossa força aérea, mas os conselheiros diplomáticos não aprovaram .

  • Lucas Vieira

    Edu, o VLU desapareceu em 79, e esse avião foi devolvido ainda em 76 para os soviéticos….

    • Daniel Shimomoto

      Quem defende essa teoria diz que dentro do PP-VLU haviam partes importantes do Foxbat que não foi devolvido aos soviéticos.

      Verdade ou não, nunca saberemos!

      • Lucas Vieira

        Teve outro que desertou? Só conhecia esse caso do texto. Acredito mais na despressurização mesmo…. Já li a respeito dos assentos do Mirage também… Vai sabre né, assim como aquela história mal contada do 747-200 da SAA que caiu no Índico…..

        • Daniel S. de Araujo

          Lucas, era aquele mesmo de 76 que desertou. Mas a historia contada 9inclusive defendida por Osvaldo Profeta em seu “O Misterio do 707” é justamnete que aquele MiG de Hokkaido foi devolvido com partes faltantes e elas estavam sendo transportadas para os EUA em doses homeopaticas e uma parte delas estava dentro do 707.

  • Daniel Shimomoto

    O B-52 ainda está na ativa.

    O modelo que foi desativado foi o B-52G equipado com motores turbojato. O B-52H de motores Turbofan P&W JT3-D (semelhantes ao do Boeing 707) esse continua na ativa.

  • Carlos Miguez – BH

    Esta história é tão envolta em mistérios que nas versões brasileira, alemã e japonesa do Wikipedia sobre desaparecimento do avião é citado o MiG :

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Voo_Varig_967

    A versão americana nem faz menção das partes do MiG-25

    http://en.wikipedia.org/wiki/1979_Boeing_707-323C_disappearance

  • RoadV8Runner

    Babei nesse post! O que me atrai no MiG-25 é sua relativa simplicidade frente ao poder da máquina. Também é um avião que me causa arrepios…

  • MrBacon

    Na mesma época que virei um entusiasta por automóveis também curtia bastante aviação, lembro do meu pai ter nos presenteado (a mim e aos meus irmãos) com a coleção “Aviões de Guerra”, bem encadernado. Achava todos aqueles aviões fantásticos, sonhava em um dia pilotar um avião, até o dia em que pude ‘brincar’ de flight simulator em uma das primeiras versões e achei bem chato 🙂

    A admiração pelas máquinas persiste, mas deixei de acompanhar o assunto com mais afinco.

    • Daniel San

      Mr Bacon,muito bem lembrada a série Aviões de Guerra! Colecionei os fascículos na época,creio que fez parte de muito adolescente nos anos 80,especialmente o Mig-25 me fascinava. Viajei no tempo com este post!

    • Juvenal Jorge

      MrBacon,

      hoje estamos numa ótima situação. Há muito material sobre aviação na internet, e mais ainda nos livros.

      • MrBacon

        Sem dúvidas! Mas a vida corrida (casa, trabalho, casa) e a família não me deixam muito tempo para uma terceira paixão, além de carros e tecnologia.
        Abs

  • R.

    JJ
    Que aula !! Parabéns …
    Você poderia se especializar em escrever sobre aviação aqui no AE.
    Acho que cabe e complementa o blog … nos moldes da saudosa “Motor 3”

    • Juvenal Jorge

      R.,
      Obrigado. Os aviões estão sempre sobre minhas idéias, pode deixar que escreverei.

  • Roberto Besser

    Muito bom, parabéns!

    • Juvenal Jorge

      Roberto Besser,
      obrigado !

  • Daniel Shimomoto

    Se o assunto é teoria da conspiração, vai outra historia que eu escutei de pilotos comerciais da década de 70/80:

    O Cmte Gilberto Araujo, o mesmo do PP-VLU da Varig que desapareceu, foi o herói, junto com o seu Co-Piloto Antonio Fuzimoto que pousou outro 707, o PP-VJZ em Orly, em 1973.

    Segundo foi algo corrente naquele tempo, ocorreu problemas em um lote de assentos ejetáveis dos Mirage III adquiridos pelo Brasil em 1970 e recebidos entre final de 72 e inicio de 73, e o que causou o incendio a bordo do Boeing foi a explosão de um dos assentos ejetáveis remetidos de volta para a França naquele vôo da Varig.

  • Daniel Shimomoto

    Para dar um frio da barriga de qualquer um!

  • Reginaldo Ferreira Campos

    O mito sobre esse avião supera em muito suas reais capacidades. É um caça interceptador que foi criado para uso e inimigo específico. Com a substituição dos bombardeiros estratégicos supersônicos pelos ICBM´s as aeronaves perderam a função. E apesar de rápido, não era muito manobrável, sendo possível sua derrubada até pelos Delta franceses e suecos se “encontrado” em vôo. Agora no ‘bote, não tenho dúvidas que realmente seria mortal. A mistica em torno do caça comunista foi tanta que até gerou um filme inspirado nos boatos sobre o avião. Firefox (Ou na versão brasileira do SBT: Operação Raposa de Fogo), de 1882, com Clint Eastwood.

    • RRT Felipe

      O MiG-25 foi ridicularizado antes pelos americanos, mas bem depois pagaram o pato (mesmo numa época que o MiG-25 já era velho). Isso considerando os obsoletos MiG-25 iraquianos (versões de exportação eram inferiores às russas). Retirado do wikipedia:

      “During the Persian Gulf War, a US Navy F/A-18, piloted by Lt Cdr Scott Speicher, was shot down on the first night of the war by a missile fired by a MiG-25.[40][41] The kill was reportedly made with a Bisnovat R-40TD missile fired from a MiG-25PDS flown by Lt. Zuhair Dawood of the 84th squadron of the IrAF.[42]”

      “In another incident, an Iraqi MiG-25PD, after eluding eight USAF F-15s at long range, fired three missiles at General Dynamics EF-111A Raven electronic warfare aircraft, forcing them to abort their mission and leave attacking aircraft without electronic jamming support.[N 1][44]”

      “In yet another incident, two MiG-25s approached a pair of F-15s, fired missiles at long range (which were evaded by the F-15s), and then outran the American fighters. Two more F-15s joined the pursuit, and a total of 10 air-to-air missiles were fired at the MiG-25s, although none reached them.[45] According to the same sources, at least one F-111 was also forced to abort its mission by a MiG-25 on the first 24 hours of hostilities, during an air raid over Tikrit.[46]”

      “On 23 December 2002, an Iraqi MiG-25 shot down a U.S. Air Force unmanned MQ-1 Predator drone, which was performing armed reconnaissance over Iraq. This was the first time in history that an aircraft and an unmanned drone had engaged in combat. Predators had been armed with AIM-92 Stinger air-to-air missiles, and were being used to “bait” Iraqi fighter aircraft, then run. In this incident, the Predator did not run, but instead fired one of the Stingers, which missed, while the MiG’s missile did not”

      Há outras várias da guerra Irã-Irque, em que os MiG-25 iraquianos fizeram a festa com os F-4 iranianos.

      Sem contar outras histórias não tão propositalmente divulgadas, como logo no lançamento do MiG-25 que um piloto russo simplesmente invadiu o espaço aéreo de Israel e fez dezenas de caças, como F-4 Phantom virem atrás dele. O MiG simplesmente acelerou e subiu, superando em muito o teto máximo das caças ocidentais que não podiam alcançá-lo e nem disparar suas armas. Isso forçou o rápido desenvolvimento do F-15 posteriormente (a partir de esboços de visões dos pilotos israelenses).
      Há relatos também de um MiG-25 iraquiano que derrubou um F-15 no Iraque e outro que danificou outro F-15, mas o ocidente prontamente não divulga estes fatos (pra não ferir a aura de invencibilidade do F-15). Se pesquisar na internet, acha-se até o nome dos pilotos envolvidos.

  • HorsePower

    Adoro aviões… Mais Ae, por favor… Maaais 🙂

    • Juvenal Jorge

      HorsePower,
      calma amigo, calma, o tempo é curto para escrever tudo que quero.

  • Daniel S. de Araujo

    Juvenal Jorge.

    Tem uma aeronave que me dá frio na espinha! Até de um sonar de submarino é possivel ouvi-la
    http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/b/b3/Tu-95_Bear_D.jpg

    • Juvenal Jorge

      Daniel Shimomoto,
      o Bear é uma maravilha, outra boa sugestão de post.

    • pkorn

      Tive o prazer de tocar em uma dessas maravilhosas hélices contrarotativas, em um museu na Russia. É de arrepiar. Esse avião era tão barulhento para que a tripulação sofria de surdez após muitas longas missões…

  • Jorge

    Juvenal, mais um excelente texto. Parabéns.
    Poderia adicionar o MiG-21 nos seus futuros posts? Ele também é amedrontador.

    Abraços

    • Juvenal Jorge

      Jorge,
      lista enorme, mas está anotado, ok ?

  • Rogério Ferreira

    Vi um vídeo no YouTube, fenomenal, um MiG-25 decolando até chegar aos 75.000 pés… o dia virou noite, estrela puderam ser vistas, e não sei de onde se extraiu oxigênio para combustão, acho que aquela altura é o limite para qualquer coisa voadora que não carregue o próprio comburente. Tem outro vídeo de um Lockheed U2 realizando a mesma proeza. Sensacional, verdadeiras lendas.

  • KzR

    Não é a toa que o achei muito parecido com o MiG-31 (FoxHound), que por sinal tem os dutos de tomada de ar menores que o 25. Monstruoso mesmo esse FoxBat. Incrível a história desse caça. Parabéns JJ.

    Detalhes:
    O XB-70 só conheci por causa de um jogo (Ace Combat). Pesquisando suas imagens, achei-o muito parecido com o avião de um filme americano dos anos 2000 – Falcon Down ou “Destino Final”. Só que nesse filme, o avião que parecia um Valkyrie mais estilizado e com só de 4 exaustores superava Mach 4.
    Não conhecia o Hustler. Mas na hora ele me lembrou do Meteor e do Me-262. Belo design com os motores tipo charuto preso nos cabides.

  • andrei barros correia

    O texto é bom, mesmo que se pareça a todos aqueles dos anos 80.

    O autor, ou tradutor, que isto pouco importa, devia lembrar-se que o verbo haver não tem flexão em número, quando significa existir.

    Houveram, em gente tão soberba quanto a que aqui escreve, é dose…

    • Juliano Nunes

      Ô loco.. passou despercebido aqui.. rsrsrs

  • Bob Sharp

    Andrei
    Lamentável ler um comentário como esse seu. Um desrespeito ao autor, que teve trabalho, traduziu, pesquisou, fez o melhor para passar informações úteis que inúmeros leitores adoraram. E você vem falar em “soberba” de quem escreve e criticar um erro nada grave de conjugação verbal. Aviso que esse foi seu último comentário aqui, pelo menos com esse nome, pois eventual próximo será sumariamente recusado.

  • auxherbes

    Há um fato interessante sobre o imenso radar do Mig-25. Os meios militares e imprensa especializada do ocidente, inicialmente, ironizaram o radar valvulado.
    Ao depois, estudos concluíram que na hipótese duma guerra nuclear, com a atmosfera profundamente ionizada por vários e intensos tipos de radiações, o radar valvulado permaneceria funcionando, enquanto os festejados APG-63 da Hughes parariam.

  • juvenal jorge

    andrei barros correia,
    vi só hoje, dia 28 de novembro, seu comentário.
    O erro se dá porque não estudei em escolas de alto nível, fui até o final do segundo grau em escola estadual, já que minha família nunca teve condições de pagar escolas caras (nem baratas).
    Se você acha soberba a maneira como escrevo, você está enganado.
    E como bem disse o Bob, é um erro pouco grave de conjugação verbal, coisa na qual nunca fui bom mesmo.
    Um abraço.