OLYMPUS DIGITAL CAMERA  FLUXO E RITMO Gardiner Expressway

Via expressa em Toronto, Canadá (foto wikipedia)

O tema trânsito tem amplo espaço aqui no Ae, desnecessário dizer. Justifica-se, pois o Brasil já conta 5 habitantes por veículo, um em cada quatro brasileiros tem carro. Isso considerando o número populacional global, no qual há bebês, crianças, adolescentes e idosos, que não dirigem.

Não é das maiores densidades do mundo, mas já é considerável. Temos, inclusive sinais de saturação de algumas rodovias, como pode ser visto nos fins de semana prolongados por feriados ou nos grandes êxodos tradicionais como Semana Santa, período de Festas de fim de ano e Carnaval.

À primeira vista, grande parte dos nossos novos visitantes acha que somos um bando de tresloucados autoentusiastas que só pensamos em velocidade, que queremos passar por cima de todo mundo, que queremos as estradas livres só para nós. Gostamos de velocidade sim — também, não só. Mas de velocidade em locais e condições apropriados, dai nossa adoração — não é exagero — pelas autoestradas alemãs, as Autobahnen, costumeiramente citadas aqui.

Nós só não, o mundo venera o sistema de autoestradas da Alemanha.

Mas como estamos no Brasil, é aqui que queremos ver as coisas acontecerem como devem acontecer na questão de trânsito. Mas não estão acontecendo e não nos furtamos de dar o diagnóstico e o remédio. Aliás, os remédios, que são o fluxo e o ritmo.

Fluxo porque ele se torna cada vez mais imperioso à medida que cresce o número de carros, e não é isso que estamos vendo por parte de quem deve cuidar dele. Está faltando engenharia — de verdade, não da boca para fora — de trânsito. Dá impressão que quem cuida do fluxo de trânsito são pessoas completamente alienadas do problema.

Não é preciso ser especialista em trânsito para ver e avaliar o que se faz mundo afora em favor da fluidez. Como as vias são sempre corrigidas quando uma imperfeição é detectada. Vou dar só um exemplo, infelizmente nem todos os leitores conhecem, mas com ajuda do Google Maps dá para entender o que vou dizer.

Via Anchieta, que liga São Paulo ao litoral. Nunca vi estupidez maior do que nessas estrada. Não há uma pista central com laterais, a coisa é completamente maluca. Indo para o litoral inicia-se o percurso pela pista lateral, um pouco diante é que se pode pegar a central, mas que não vai longe, tem-se que voltar para a pista lateral. Mais adiante tem pista central de novo. Pessoal, isso não existe, foge à compreensão até de uma criança. No sentido inverso a confusão é a mesma. É caótico, jeito de coisa provisória.

Via Dutra, que liga São Paulo ao Rio de Janeiro: mesma coisa que na Anchieta. Ali por Guarulhos há mudanças de faixa de rolamento diabólicas, sempre objeto de gigantescos engarrafamentos.

Marginal do rio Tietê: quem projetou a recente obra de ampliação não tem noção de trânsito. Nunca vi nada parecido, ali há uma pista central e duas pistas laterais, três ao todo. Meu Deus, por que não pista central e pista lateral para distribuição aos bairros? Dirigir por ali é coisa que deixa o melhor dos GPS completamente zonzo!

 

marginal  congestionada  FLUXO E RITMO marginal congestionada

Cena típica em São Paulo (foto sigarecursos.com.br)

Um exemplo só: o cidadão quer ir para Belo Horizonte pela BR-381, rodovia Fernão Dias. Sabem a que distância fica o acesso para pegar a ponte sobre o rio para pegar a Via Dutra? Fica a 1,8 quilômetro! Quem perder a agulha da pista central para a lateral não conseguirá pegar a estrada que queria, terá que andar 8 quilômetros no sentido leste (Rio de Janeiro) e retornar outros tantos até poder acessar a Fernão Dias. Isso não existe!

Tenho certeza de que muitos leitores conhecem o acesso da Via Anhangüera para o anel viário de Campinas. Nunca vi nada tão complicado, mal-feito, enjambrado. Não é à toa que o trânsito ali engarrafa constantemente.

Esses são só alguns exemplos de como o fluxo é olhado por cima no Brasil.

 

O ritmo

Seja por má formação, falta de educação, de conscientização ou mesmo interesse, uma grande parte, grande mesmo, dos motoristas não entende que fazem parte de um sistema e que devem envidar todos os esforços para não perturbá-lo. Quando falamos em ritmo aqui no Ae há muitos leitores que entendem nossa mensagem como sendo a de que todo mundo tem andar do jeito que queremos que andem, ou seja, rápido demais. Não é nada disso.

O que pregamos é que o tráfego se movimente com ritmo, sem nada que o perturbe. Ritmo significa todos em velocidades muito próximas entre si e sempre na velocidade-limite da via, que no Brasil é fácil, dado serem baixas demais.

Um exemplo perfeito e que gosto de dar é Estados Unidos, embargo árabe de petróleo em 1981/82. O governo estabeleceu limite de velocidade nacional de 88 km/h como forma de poupar combustível. Só que lá poucos obedeciam a esse limite, andavam na faixa 100~105 km/h, com o beneplácito das polícias rodoviárias.

 

via dutra  FLUXO E RITMO via dutra

Via Dutra. alguma coisa está errada (foto radiopiratininga.com.br)

Numa ocasião, li, uma determinada estrada estava com tráfego lento, congestionado, sem motivo aparente — tinha motivo, uma senhora obedecendo à lei a 88 km/h. Um carro da polícia rodoviária emparelhou com o da senhora e um dos policias lhe ordenou. gesticulando, que acelerasse. Mandou-a que entrasse no ritmo da estrada mesmo que para isso excedesse o limite.

Todos já estamos cansados de notar quando a estrada está cheia as colunas seguem em velocidade bem abaixo da via. Por que isso acontece? Basta um carro em qualquer da faixas rodar abaixo de velocidade da via para que  outros comecem a diminuir. Na tentativa de se mudar de faixa, o tráfego ao lado e atrás é atrapalhado e começa a diminuir  também. Pronto está formado o engarrafamento “por excesso de veículos”.

Câmeras de supervisão da estrada ou, melhor ainda, um observador num helicóptero são capazes de identificar facilmente o que ou quem está provocando o congestionamento. Isso vale também para qualquer via das cidades, especialmente as expressas.

Por exemplo, é comum se ouvir nos informes de trânsito que determinada estrada está com trânsito congestionado do quilômetro x ao y por excesso de veículos. Sim, e daí? Se é uma estrada e não tem sinal, não poderia haver lentidão, muito menos parada. Essa anormalidade só pode ser provocada por alguma coisa. Se não há obras na pista e nem acidente, a única causa um ou alguns motoristas trafegando fora de ritmo.

Isso se vê até nas cidades, motoristas trafegando sem ritmo num simples rua. Resultado, congestionamentos e mais congestionamentos  Quando se dirige no exterior logo se nota uma diferença na postura dos motoristas, eles dirigem com ritmo.

Aliás, não existe perturbação de ritmo maior do que os famigeradas  lombadas, inclusive as eletrônicas. ambas autênticos dejetos viários.

Muito bem, eu só quis conversar com vocês desta vez para mostrar alguns aspectos do trânsito que merecem atenção de todos, de nós mesmos e de quem é responsável por ele.

BS

Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

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  • Roberto

    Bob, obrigado por mais uma análise precisa. As lombadas eletrônicas e físicas são a contribuição das autoridades para a queda do ritmo. Freqüentemente nos vemos, feito patetas, tateando em estradas livres, em busca dos radares escondidos de 40 ou 50 km/h ou das lombadas mal sinalizadas. Excelente exemplo de falta de ritmo com os problemas acima vemos na Rio-Santos, entre o Rio e Paraty.

  • Mr. Car

    Bob, outra grande perturbação do ritmo, é esse negócio imbecil de, sem motivo nenhum, ficarem alternando os limites de velocidade de uma via. Em um trecho é de 100 km/h, logo adiante cai para 80 km/h, depois 60 km/h, logo 100 km/h outra vez, e assim vai. Um bom (ou melhor, péssimo) exemplo disto, é a Via Lagos, e dentro da cidade, o Aterro do Flamengo.

    • Luiz_AG

      Pegadinha da multinha…

    • KzR

      Concordo Mr. Car. Ontem mesmo vinha de viagem do litoral. Dentre essa alternância de limites, percebi em alguns pontos que mesmo trafegando a 80 km/h era obrigado a reduzir (os 80 já eram baixos) porque outros na frente reduziam demais a velocidade (como se passar a 80 km/h fosse resultar em penalização).

  • Luiz_AG

    Na boa? Eu desisto… Não ando de carro na cidade de SP em dia útil há mais de 7 anos, utilizava moto até pouco tempo atrás. Em razão do afunilamento das faixas nem moto passa mais. Comecei a andar de bicicleta em razão da pouca distância e a existência de uma ciclovia real entre minha casa e meu trabalho. Meu carro já fica 90% do tempo no interior, minha moto fica parada na garagem e só sai para emergências.

  • Lucas

    “Basta um carro (…) rodar abaixo de velocidade (…) para que outros comecem a diminuir.” Verdade pura. Mas por que isso acontece?? Na minha opinião é porque, os motoristas brasileiros – em sua maioria mas não todos, obviamente – são péssimos como um todo. Não sabem acelerar, não sabem freiar, reduzir, não sabem mudar de faixa, fazer uma conversão, sinalizar, ultrapassar, etc. E todos sabem disso, consequentemente procuram se precaver. Aquela história de cuidar mais dos outros do que de sí mesmo.

  • Fábio Tanniguchi

    Caros amigos do Ae, convido-os para conhecerem o corredor de ônibus da Av. João Jorge, em Campinas. É o único corredor de ônibus que conheço com lombada. Pior: são duas lombadas em sequência, uma antes e outra após um semáforo. E ainda vou além: as lombadas foram criadas devido aos atropelamentos que ocorriam pela falta de educação dos pedestres. Esses dejetos viários foram ainda inaugurados com pompas pelo então Secretário de Transportes, Gerson Bittencourt, do PT.

    • Roberto Eduardo Santonini Ceco

      A João Jorge é uma das coisas mais ridiculas do mundo. O corredor de ônibus fica no meio da avenida, mas os ônibus chegam nela pela Prestes Maia na direita.
      Aí atravessam as 3 faixas, ferrando o trânsito todo!
      Para ajudar, o povo dos carros lentos “grudam” na faixa da esquerda e de lá não saem por nada… pode prestar atenção, a faixa da direita tá sempre livre até o Viaduto Cury!
      No viaduto, os ônibus cruzam da esquerda pra direita, ferrando ainda mais o trânsito!
      O autor dessa “obra” deveria ser espancado em praça pública! !!

    • RoadV8Runner

      Caraca, então colocaram lombada no corredor de ônibus?! Faz uns 10 anos que saí de Campinas e, toda vez que vou para lá, sempre encontro uma novidade daquelas…

  • Fábio Tanniguchi

    Outro exemplo na minha cidade, Campinas, é uma lei municipal do vereador Luiz Carlos Rossini, atualmente do PV, que obriga lombadas na frente de escolas. Tudo porque, segundo ele, é para evitar atropelamentos. Não seria mais útil conversar com o órgão municipal de trânsito (Emdec, no caso) para que seja feita a devida sinalização do entorno das escolas com faixas de pedestres, por exemplo? É lamentável a visão de que a lombada resolve tudo e torna a via mais segura. Pura bobagem, especialmente num país onde falta educação. Aliás, se já falta educação cívica, quem dirá educação de trânsito. O pior é que esse demagogo que criou a lei é vereador até hoje (a lei foi aprovada lá pelo ano 2000).

    • Bob Sharp

      Fábio Tanniguchi
      Não existe burrice maior do que aplicar lombadas nesse caso. Há cerca de 15 anos a Av. Goiás, em São Caetano do Sul, onde fica a sede da General Motores do Brasil, era repleta de lombadas, sempre antes de cada semáforo – até que um dia um caro freou meio em cima do semáforo, o carro decolou na lombada e não pôde obviamente parar com as rodas fora do solo, vindo a atropelar e matar mãe e quatro filhos pequenos. Em questão de dias todas as lombadas foram todas removidas e assim permanece até hoje. Qual seria o problema dessas “capacidades” que administram trânsito, que não aplicam o simples sistema americano de “Velocidade máxima 30 km/h com luzes amarelas piscando”, luz essa comandada pela direção da escola nos horários de entrada e saída de alunos?

    • Lucas dos Santos

      Não seria mais útil conversar com o órgão municipal de trânsito para que seja feita a devida sinalização do entorno das escolas com faixas de pedestres, por exemplo?

      No mínimo, o órgão de trânsito já sabia de antemão que ninguém respeitaria a faixa de pedestres – como ocorre aqui na minha cidade. Como fiscalizar “dá um trabalho”, então “vamos colocar lombadas ali para forçar o motorista a reduzir”.

    • Roberto

      Infelizmente como as pessoas no Brasil geralmente são pouco civilizadas no trânsito, acaba abrindo justificativa para coisas pré-históricas como as lombadas. E não adianta sinalização pois em muitos casos a maioria não respeita e não tem bom senso.

      Um exemplo é uma escola aqui perto e que fica no final de uma lomba. Apesar de estar bem sinalizada (duas quadras antes já existe aviso de escola adiante), vejo muitos passando em alta velocidade a qualquer hora. Além disso esta lomba possui uma curva, sendo que qualquer criança que atravesse a rua só vai ser vista pelo veículo quando este estiver perto.

      Talvez uma sinalização luminosa acionada pela escola indicando os horários que as crianças estão entrando e saindo da escola conscientize um pouco os motoristas (como sugeriu o BS), mas acho difícil. A maioria tem ideia desses horários, já que escola é antiga e atende justamente o bairro de onde parte a maioria dos veículos.

      • Rogério

        Um outro exemplo de que só sinalização muitas vezes aqui no Brasil não basta: recentemente eu abri uma solicitação para que fosse pintada as setas em cada pista de uma avenida que termina em outra mais movimentada, de forma a regulamentar que os veículos em cada faixa devem seguir. No meu entendimento, quem vinha pela faixa da direita obrigatoriamente teria que converter a direita, o que nem sempre era respeitado. Até que a solicitação foi atendida rapidamente e achei isto fosse resolver o problema de muitos seguirem reto vindo pela faixa da direita, mas foi só ilusão. Ao meu ver, acho que só colocando uma mureta ou colocando taxões na pista para resolver de vez o problema.

        Talvez se as leis fossem mais rigorosa e a fiscalização mais intensa, não precisaria recorrer a barreiras físicas como lombadas e muretas. Nos EUA, muitos vezes se você faz algo errado (por exemplo, uma conversão proibida) você recebe em casa uma multa com uma foto do que você fez de errado. Aqui, devido as nossas leis, só se a fiscal flagrar no ato este tipo de infração para poder emitir o auto de infração, já que foto ou gravação nestes casos não pode ser utilizada.

      • Lucas dos Santos

        Isso mesmo, Roberto. Uma coisa que eu acho totalmente inaceitável, mas não nego sua necessidade, são aqueles semáforos com botoeiras. Aqueles que ficam sempre no verde e só fecham quando o pedestre aperta um botão, para poder atravessar com segurança.

        Os motoristas param para uma LUZ, mas não param para o pedestre atravessar na faixa! Como pode isso?

        Se tiver só a faixa e não tiver o semáforo, ninguém dá a preferência para o pedestre. Mas por que respeitam somente o semáforo, se o código de trânsito determina que se respeite o pedestre também? Medo de multa não justifica, pois esses semáforos, normalmente, não são fiscalizados.

        O pior é que em Curitiba está em testes um semáforo com botoeira que tem tempo estendido para pessoas com problemas de locomoção. Esse semáforo, além da botoeira, possui um leitor de cartões. Pessoas com mobilidade reduzida recebem um cartão que, quando passado no leitor do semáforo, faz com que este fique fechado (para os veículos) por um maior período, a fim dessas pessoas terem mais tempo de concluir a travessia.

        Fico imaginando o quanto de dinheiro público já não gastaram desenvolvendo toda essa parafernália! Artigo 214 do CTB deve estar lá só de enfeite!

  • Artur

    Enquanto o exame para tirar a CNH for essa palhaçada que é, maus condutores continuarão sendo despejados a rodo em nossas rodovias.

  • Mineirim

    Perfeito, Bob.
    Acrescento mais um “mau exemplo” da Marginal Tietê: vindo da Dutra, se quiser pegar o viaduto/alça para a Avenida do Estado, tem que estar exatamente na pista do meio. Do contrário, só retornando na Ponte das Bandeiras (quando não está interditado o acesso) ou na Casa Verde.
    Outra coisa típica da cidade de São Paulo é a conversão à esquerda permitida nos semáforos, mesmo sem fase específica. Além de perigosa, atrapalha o fluxo.
    Quanto aos motoristas, ritmo é o que mais falta. Além dos “domingueiros”, tem aqueles que ultrapassam pela direita, esquerda, fechando… para chegar primeiro no sinal vermelho logo adiante.

  • Fábio Tanniguchi

    Aqui em Campinas ainda existe uma lei municipal que proíbe multas de avanço de sinal entre 19h e 6h do dia seguinte. A intenção era não punir quem passa no sinal vermelho em cruzamentos em caso de risco de criminalidade. Até aí, nada contra. A questão é que isso virou desculpa para as pessoas passarem no sinal vermelho sem sequer olharem se vem alguém na transversal. Virou roleta russa. Você passa pelos cruzamentos a noite e torce para chegar vivo no destino.

    • Ilbirs

      Surpresa o período sem multas em Campinas partir das 19 horas. Aqui em São Paulo há o ditado popular de que “depois da meia-noite toda luz é verde”.

    • Paulo

      Aqui em Porto Alegre isto também é um problema já que o pessoal passa no sinal vermelho de qualquer jeito. Tanto que a maioria dos acidentes graves acontecem de madrugada.

      Também não sou contra a prática de passar no sinal vermelho nesses horários de menor movimento, desde que faça com cuidado. Mesmo assim, nas avenidas principais daqui dificilmente vejo necessidade desta prática, já que os sinais são quase sempre sincronizados.

  • ccn1410

    Precisamos considerar que na pista
    do Brasil tem o dobro de veículos ou até mais que na pista do Canadá.

    Observei três motos no corredor e
    isso atrapalha muito, como também o excesso de caminhões que lá não tem, e dois
    veículos, um Logan e um Cargo a mudar de pista, que parece não ser necessário e que
    apenas atrapalha o trânsito.

    É difícil comparar e que pelo que
    percebi, é necessário primeiro construir mais vias e rodovias.

    Vendo essas duas fotos, me pergunto por
    que meus antepassados não erraram o caminho e foram para o Canadá ou até mesmo
    para a Austrália.

    • $2354837

      Ou seja, o problema são as motos então? 90% dos carros com 1 passageiro é uma solução sensata… Ah tá.

      • CCN-1410

        Nem precisam três… Uma no “corredor da morte” já é o suficiente para atrapalhar e até provocar acidente.
        Será que elas não podem trafegar onde se deve trafegar?

        • José Rodrigues

          Dar seta antes de trocar de faixa também é, além de ser obrigatório, demonstração de cortesia. Além do mais, OLHAR para onde se vai antes de se trocar de faixa, mesmo que dar seta tenha se tornado brega ou cafona (e o hip mesmo é checar a última postagem da rede social, não dar seta) também é demonstração de cortesia, que por mais fora de moda que esteja, ainda pode te salvar o prejuízo de uma porta amassada (não vou nem dizer da pele de um motoqueiro ou ciclista, porque para estes você está pouco se lascando mesmo).

          Quanto a motos no corredor, veja essa:

          http://www.motonline.com.br/ceara-motociclistas-de-fortaleza-congestionam-transito-seguindo-a-lei/

          Passar bem em sua gaiola. Aliás, Canadá seria bem um lugar adequado mesmo.

  • Ilbirs

    Sobre lombadas eletrônicas, aqui em São Paulo elas são invariavelmente acompanhadas de uma redução de velocidade máxima no trecho em que ela se encontra, como estes exemplos que passo:

    http://maps.google.com.br/?ll=-23.549796,-46.680302&spn=0.004721,0.009457&t=h&z=18&layer=c&cbll=-23.549821,-46.680127&panoid=C8Wg7kZP1Q79N_ha0lxedg&cbp=12,257.46,,0,0.46

    http://maps.google.com.br/?ll=-23.535839,-46.717778&spn=0.004741,0.009457&t=h&z=18&layer=c&cbll=-23.535854,-46.717872&panoid=wfkvzwpBC3GPrFbPI1jO3Q&cbp=12,74.15,,0,11.63

    http://maps.google.com.br/?ll=-23.543499,-46.725249&spn=0.004741,0.009457&t=h&z=18&layer=c&cbll=-23.543499,-46.725249&panoid=Z176KjWjCzQYyUf8dCqLTw&cbp=12,279.49,,0,-6.73

    Observem que em geral no trecho da lombada eletrônica subtraem 10 km/h de velocidade máxima sem razões aparentes. Nos links que passei, vocês podem observar que não há nada que justificasse uma redução pontual de velocidade para aquele segmento de pista.
    Em relação a ritmo, é algo que já disse em outra ocasião: sempre ando rigorosamente no limite estipulado da via e, mesmo antes de usar o velocímetro do Waze, já notava que andava mais rápido que a média imprimida pelos veículos ao meu redor, tudo isso sem jamais ter tomado qualquer multa de velocidade.

    • francisco greche junior

      Amigo, eu também queria saber essa resposta, conheço bem estes 2 primeiros. São vários locais assim, abaixar a velocidade por qual motivo?

  • Caio Azevedo

    Quando há 5 habitantes por veículo, um em cada 5 brasileiros possui carro, Bob. (Primeiro parágrafo)

  • Bob Sharp

    Caio
    Se todos os 200 milhões de habitantes dirigissem os 40 milhões de carros, sem dúvida. Agradeço sua atenção.

    • $2354837

      Tem muito carro que já é sucata, não? Vendi uma moto há 17 anos atrás e o proprietário não deu baixa… Ainda consta como ativo.

  • RoadV8Runner

    E o pior é que, na maioria das vezes que eu converso com o pessoal sobre manter o ritmo no trânsito, grande parte das pessoas torce o nariz, alguns usando da justificativa (imbecil) que a velocidade máxima da via não é para ser usada o tempo, anda-se na velocidade que cada um se sente mais confortável… Ou seja, dane-se a coletividade.

  • Lorenzo Frigerio

    Uma das grandes causas de congestionamentos em vias expressas, como as marginais de SP, é o adensamento urbano. Você passa a ter um número muito grande de entradas e saídas dentro de uma distância muito pequena, o que obriga a um movimento intenso de mudança de faixa, diminuindo a velocidade. Quando algumas dessas saídas ficam congestionadas, o trânsito da via expressa pára de vez.
    Mau desenho viário também causa uma espécie de “ressonância”, com “ondas” de congestionamento. A rod. Raposo Tavares, entre os kms 30 e 23 no sentido Capital está notoriamente sempre congestionada, pois nesse trecho há dois trevos construídos sobre curvas (Estr. do Embu e av. São Camilo). Além do congestionamento permanente dessas saídas, numa curva não é possível alargar a estrada para absorver a turbulência.

  • guest

    E ainda há outros trombos provocadas pelas “otoridades”, como a inútil (para a população, mas talvez útil para poucos) pintura das guias, feitas em horários os mais estapafúrdios, levadas a cabo pelo prefeito-pincel…

  • Lucas dos Santos

    É aquela velha história: “A velocidade que está lá na placa é a máxima permitida. Não quer dizer que você seja obrigado a mantê-la o tempo todo“.

    Já perdi as contas de quantas vezes já ouvi isso…

    • Lucas5ilva

      Se uma pessoa falar isso para mim eu mando na lata: “Se você não consegue se manter na velocidade que a placa indica, você não deveria dirigir nem carrinho de feira”.

  • Luiz_AG

    Repito mais uma vez. São Paulo não tem mais solução. Precisava terraplanar a cidade inteira e começar de novo. Não adianta construir avenidas e viadutos que vai degradar ainda mais a qualidade de vida de SP. Um morador não pode ser prejudicado com um viaduto na sua janela do banheiro só porque o pessoal do extremo leste precisa chegar mais cedo em casa.
    Sou ainda adepto a investir em transporte público de qualidade e bolsões de estacionamento em estações de trem e terminais de ônibus, evitando assim que tenham que atravessar a cidade de carro.

    • Lorenzo Frigerio

      E o que dizer do “Minhocão” (monotrilho) que estão construindo na av. Roberto Marinho, uma área nobre da Cidade? Era uma avenida que tinha um plano de urbanização já pronto; ao invés de fazê-lo, deixaram-na parecida com a av. do Estado e tantas outras da horrorosa ZL. Tudo para os burgas do Morumbi que votam no Alckmin poderem ir de monotrilho pegar seus aviões no Aeroporto de Congonhas, enquanto o resto da cidade se amontoa nos ônibus e no trânsito congestionado.
      Quanto aos bolsões de estacionamento nas estações de trem e metrô, esqueça. As incorporadoras e construtoras MANDAM na Cidade desde os anos 60, levando à hiper-valorização do m2 paulistano. Em consequência, qualquer estacionamento que se construa nas imediações será particular, e tão caro quanto enfrentar o trânsito e ir de carro, mesmo.
      É o que você disse, só mesmo demolindo tudo. São Paulo é o inferno.

    • Daniel Shimomoto

      Concordo. Especialmente com passar a motoniveladora em cima de São Paulo: A capital acabou, o descaso com o planejamento urbano, quase 25 anos sem um prefeito que quisesse mesmo governar e não usar o cargo de trampolim politico destruiu irremediavelmente a capital.

      Teria que aparecer algueem de coragem e propôr o processo de retração urbana da cidade

  • Cesar

    Esse texto deveria ser enviado a todas as polícias rodoviárias,
    que, ao menos aqui no RS, além de limitar a velocidade a 40km/h, em alguns postos ainda colocam cones obrigando o motorista a desviar por uma pista lateral.

    • KzR

      Aqui no NE também se encontra isso. Prática às vezes desnecessária, visto que do outro lado da vida na há e se pode trafegar sem maiores riscos a 50 ou 60 km/h.

  • Avatar

    Ontem ouvi no jornal da JP que a prefeitura de SP está fazendo licitação para instalar radares MÓVEIS nos ônibus a fim de fiscalizar a velocidade dos demais veículos e aqueles que invadem a faixa exclusiva. Onde vamos parar? Quando essa ânsia desenfreada vai ter fim? A licitação só não foi concluída porque havia falhas no texto, mas isso é questão de tempo…

    • Lucas5ilva

      Eles só vão parar com isso quando todos os paulistanos desistirem do carro e partir pro transporte público que obviamente não dará conta da nova demanda, ou simplesmente acontecer um êxodo urbano, as pessoas chutarem o balde e se mudarem em massa para outras cidades com administração menos estúpida do que a nossa!!

  • gnloch

    Durante a leitura do texto, lembrei de tantas situações e motivos para a atual realidade do trânsito brasileiro, que ficaria difícil escrever apenas um comentário. Para não me alongar, escolhi focar em um ponto:

    Onde está o CREA/CONFEA que não atua na fiscalização destes projetos e obras? Por que, como entidade de classe, não atua até em âmbito judicial para conformar nossas vias com as normas e legislações (se é que estão corretas)?

    Um dos maiores absurdo que eu conheço em termos de rodovias se encontra no acesso à SC-401 em Florianópolis, embaixo do viaduto do Itacorubi:
    https://www.google.com.br/maps/@-27.5758005,-48.514591,99m/data=!3m1!1e3

    Quem quer se dirigir do bairro para o norte da ilha precisa entrar em uma rodovia, sem que haja uma faixa de aceleração, praticamente dentro de uma curva. Só para constar, este local se encontra a cerca de 2 km de distância da sede do CREA estadual.

  • Antônio do Sul

    Pode ser que ela ainda esteja rodando. Isso é possível sendo ela uma moto grande, ainda com algum valor de mercado, ou mesmo pequena, mas mantida para um uso eventual.

    • Fernando

      Mesmo assim, creio que o número de carros constando como ativos,(embora estejam quebrados, encostados, ou simplesmente rodando com zilhões de reais em multas) deve ser algo muito grande. É só ver em anúncios mesmo, uma infinidade de carros para “rodar até acabar”, certamente quando eles “acabarem” ninguém dará baixa, somente encostará.

      Nesse caso os que efetivamente rodam, realmente contam como algo no trânsito, estejam em dia ou não. Mas outros como os que estão parados e ainda constando ativos, e mais casos como carros de coleção,(e estes conheço garagens com muitos) fogem de uma relação estatística mesmo.

  • Lorenzo Frigerio

    Aqui no condomínio onde moro, estão pavimentando as ruas com bloquetes intertravados, e começaram pela área junto à portaria, para todo mundo ver, onde existe uma rotatória. Acreditem, tiveram a manha de botar uma valeta em plena rotatória. Você vem fazendo a curva, não vê e cai nela. Deve ser a primeira rotatória com valeta no mundo.
    Sem contar uma rua em que começaram a colocar guias, e alguns proprietários pediram para rebaixá-la entre as árvores da calçada, para que pudessem subir e estacionar em cima dela. Resultado: a guia ficou toda ondulada, alta em alguns pontos e mais baixa (porém não totalmente rebaixada) em outros. Inacreditável. O que custava fazê-la toda mais baixa naquele trecho, ou toda alta, qual seria o problema de subir numa guia normal?

  • Rogério Lima

    Acho que ele quis dizer que o problema é a postura dos motoqueiros (assim como de muitos motorista). Nao sou contra moto andar no corredor, mas nao vejo necessidade de utiliza-lo quando o trânsito flui com boa velocidade e andando com a moto na mesma velocidade dos outros veículos. Isso só contribui para tirar a oportunidade de muitos para trocar de pista (para manter o rítmo, por exemplo) ou para poder entrar em algum acesso. Se juntar a isto a mania de muitos motoristas de trocarem de pista sem olhar no espelho e sem sinalizar com aquele praticada por muitos motoqueiros de se manter no ponto cego dos outros veículos, já se forma um prato cheio para as estatísticas do DPVAT.

  • francisco greche junior

    Realmente é nítido a falta de ritmo. Hoje, domingão de sol forte em São Paulo, eu na Avenida 23 de Maio notei isso claramente. Limite de 70 km/h e cadê que o ritmo estava adequado? Não, mal se andava a 55 km/h. Me perguntei por quê.

    • Lucas5ilva

      Essa mesma falta de rítmo é na Radial Leste, é impressionante, a pista tem espaço pra costurar entre os carros, mas é engarrafada simplesmente porque as pessoas não andam, dão distância de segurança do tamanho de duas carretas entre o carro da frente, O semáforo fica vermelho lá na frente a 400m de distância, a pessoa reduz pra 20km/h bem antes de encostar no pelotão causando buracos enormes na faixa dela, o paulistano está virando zumbi, não tem outra explicação pra isso!!

  • Jr

    Bob, ainda aqui em São Paulo, na Marginal Tietê pista lateral assim como na Rua Guaicurús na Lapa, e em muitas outras ruas e avenidas, existe a maldição da faixa de rolamento. Você escolhe rodar na faixa da esquerda, por exemplo, e de repente ela vira faixa central, e depois vira faixa da direita. Às vezes, simplesmente desaparece ou vira faixa exclusiva de ônibus, sem sinalização anterior nenhuma. E toca você ficar trocando de faixa o tempo todo, obviamente tornando todo o trânsito mais lento. Compreendo que pela quantidade de veículos o trânsito das grandes cidades tende a se tornar mais difícil, mas não tenho a menor dúvida, com uma Engenharia de Trânsito adequada e sem objetivos financeiros, poderíamos ter uma vida muito mais fácil. Os países de primeiro mundo são prova disso. Abraços;

    Aldo

  • Ozirlei

    O anel viário em Campinas era ruim, conseguiram deixar ele uma coisa de louco com as marginais.
    1º Falta muuuita sinalização para ficar bom na Anhangüera.
    2° Apesar das marginais, ainda tem muita entrada e saída.
    3° O anel viário em si acabou virando um gargalo com apenas 2 faixas, ou seja, ele já era insuficiente quando foi lançado, e agora com obras para aumentar o acesso e depois ligando com a Bandeirantes aquilo vai ficar imprestável.

  • Rodolfo

    Umas das causas da falta de ritmo é a pessoa não ter dom para dirigir… ela nunca olha o velocímetro e nem percebe que os carros do lado estão passando muito rápido porque ela está muito devagar.

    E outra causa seria que as pessoas não sabem usar o carro na subida… motor de baixa potência principalmente… se tem que pisar fundo e deixar o giro subir até chegar na velocidade desejada… mas o que ocorre é que a subida pede para o Gol 1.0 3ª marcha, mas o cara quer subir em 5ª…, aí ao invés de subir a 80 km/h ele sobe a 40 km/h.

  • KzR

    Nessa viagem de fim de semana pude ver ao vivo como o ritmo era afetado por motoristas trafegando a 40 km/h em trecho de 80 e/ou 100 – alguns usando celular –, alternância frequente de limites de velocidade máxima entre trechos e dos “Bandidos da Faixa Esquerda”. Procurei fazer minha parte e deixar esta faixa 96% das vezes somente para ultrapassagens. O fluxo só foi afetado em um trecho por conta de um acidente (e muitos motoristas reduziam em demasia para espiar o acontecido).

  • André

    Bob,
    Entre Paraty e Angra, sentido Angra, fizeram algo genial: duas lombadas seguidas, com distância de 20 metros entre elas, com um radar no meio. Ah, para completar, novo radar após a segunda lombada. Qual o objetivo? O cara capotar o carro e ainda levar uma multa?

    • Bruno Rezende

      Também já vi esse trecho, truta! Uma estupidez atroz, quem fez isso tem diarréia mental.

  • KzR

    Aqui vai duas observações:

    1- Incrível como essa alternância de limites de velocidade incomoda. Entre trechos de 80 e 100, vi-me várias vezes tendo que me ajustar a situação. Por conta dessa distração repetitiva, quase passei um desses radares de 80 a 90 km/h – e daria para trafegar a 100-110 numa boa.

    2- Outro fato inusitado que notei é o comportamento de certos motoristas que trafegam devagar na direita, mas depois de serem ultrapassados e o carro ficar na sua frente, ofendem-se e ultrapassam, superando e muito a velocidade limite da via. Não dá para entender. Isso aconteceu algumas vezes.

  • c4vitesse

    É isso aí, o trânsito é uma ciência que com o devido entendimento pode ser muito melhorado. Ele é pintando para muitos aqui em São Paulo como um problema simplesmente inevitável, quando na verdade é plenamente gerenciável.

    Um outro ponto que irrita as vezes nessa questão de fluxo são os faróis: eles abrem e tem gente que demora muito a sair e acaba formando aquele trânsito infernal até passar o semáforo que age como gargalo. Observo muito isso quando estou de moto: passo pelos carros pelo farol até a “pole position” e logo quando ele abre simplesmente não existe mais trânsito. No entanto, os carros ficam todos travados lá atrás.

    • Lucas dos Santos

      A respeito do pessoal que demora a arrancar nos semáforos, há ainda uma outra situação pela qual eu já passei.

      Estava eu na “pole-position“, como você disse, e procurei arrancar o mais agilmente possível, deixando os demais veículos para trás. Mas, infelizmente, não ganhei nada com isso.

      Após ter pego uma quadra sem trânsito, logo peguei um trânsito intenso. Eram os veículos que tinham arrancado lentamente do semáforo à frente! Reduzi a minha velocidade para poder acompanhá-los e logo os carros que eu tinha deixado para trás me alcançaram novamente, unindo os dois fluxos e deixando tudo lento.

      Conclusão: arrancar com agilidade do semáforo, foi totalmente em vão (ao menos naquela situação)!

      • Rodolfo

        Fora o gasto desnecessário de combustível… as acelerações tem que ser graduais e o ideal é não ter que parar o carro no semáforo… vai administrando a velocidade até o sinal abrir, pois o gasto de energia para o carro sair do zero (inércia) é grande e gasta combustível.

        • Lucas5ilva

          Isso de ir administrando a velocidade até o sinal abrir é pura lenda urbana, tem que pegar o sujeito que inventou isso e jogar na fogueira, além da economia de combustível ser irrisória quando você acelera a partir dos 5km/, 8km/h (geralmente são essas velocidades que eu vejo as pessoas “administrando” até o farol abrir, por não calcularem o tempo e o espaço de deslocamento primeiro) Eles causam buracos enormes no trânsito, justamente porque eles andam nessa velocidade baixíssima estando ainda a mais de 400m do semáforo, o cara que desenvolveu essa lenda gerou um exército de motoristas zumbis (zumbis porque ficam em estado de letargia), que quando o sinal tá vermelho, a pessoa está a 1km do semáforo, diminui a velocidade para níveis que simplesmente irrita quem vem atrás, poucas pessoas tem o “timing'” correto pra fazer essa dica economizar combustível sem atrapalhar ninguém!!

          Resumindo, a diferença de gasto de combustível entre a inércia e uma velocidade e espaço mal calculada é quase nula!

          • Fat Jack

            Num “mundo perfeito”, há pelas sequências de semáforos instalados numa mesma avenida uma programação conjunta dos controladores que se chama de “onda verde”, ou seja que um veículo que parta de um semáforo desta, desde que seguindo com aceleração normal e com velocidade na média da via (via de regra próxima a máxima da via) passará “no verde” pelos próximos 3, 4 ou 5 semáforos. Dizem que isso existe aqui na cidade de São Paulo. Eu (que já trabalhei na área) já experimentei fazer isso nas mais diversas avenidas, dias e horários “normais”, e simplesmente NÃO FUNCIONA em nenhuma! Bom basta ver a quantidade de semáforos que ficam em “amarelo piscante” ou se apagam com uma leve chuva para ver que NADA no que se refere a este assunto funciona.

          • Lucas5ilva

            Aqui em São Paulo mesmo nos dias de calor, na radial leste, por exemplo, a onda verde existe porém não funciona. Funcionaria justamente se as pessoas tivessem rapidez na arrancada no verde e “timing” para fazer a aproximação do sinal vermelho em ponto-morto para não precisar parar o carro totalmente e retomar aceleração junto com o fluxo!

          • Rodolfo

            Lucas,

            Você é exagerado em… “1 km do semáforo”… não seria uns 200 metros?

            Aposto que você nunca empurrou um carro… o peso dele parado na inercia é enorme… quando ele está a uns 5 km/h reduz muito.

            Outra coisa…é por isso que o seu carro bebe gasosa… você pelo jeito pisa e freia demais… então gasta combustível a toa e freio… as minhas trocas de marcha são em baixo giro… 1.500 rpm.

            Outra vantagem de fazer isso é que você fica menos tempo parado no semáforo dando bobeira pro ladrão de madrugada.

          • Lucas5ilva

            Não estou exagerando não, cara, já vi na minha frente gente diminuindo a velocidade 1 km antes do semáforo só porque está vermelho! Meu carro é leve, é um Gol “bolinha”, consigo empurrar ele uma bela distância sozinho antes de cansar, então pode ser que carro parado eu não tenha a mesma percepção de peso que você. Agora sei que a inércia em movimento, essa sim é enorme, e quanto maior a velocidade, maior ela. é aquilo que falei, falta “timing” nessas pessoas que tiram o pé muito antes do espaço adequado!

          • Rodolfo

            Lucas,

            Corrigindo… as minhas trocas de marcha são a uns 2.200 rpm e rotação de regime ideal é 1.500 rpm.

          • Lucas5ilva

            É, eu tenho o pé um pouco mais pesado, não consigo trocar marcha a menos de 3000 rpm e só consigo manter giro baixo quanto estou em velocidade, pois ai jogo uma 5ª marcha e o carro mantém 70, 80 por hora numa rotação abaixo de 2500! rs.

    • Luís Galileu Tonelli

      Sem contar que nas sinaleiras (faróis, hehehehehe) não ficam sincronizados para formar a onda verde. Aqui na minha cidade, que apesar de pequena (70.000 hab.), na instalação dos semáforos todos funcionavam dentro da “onda verde”. Bastava escolher a pista correta para seu deslocamento e trafegar a 50 km/h que se pegavam todos abertos. Hoje, mais de um ano depois da instalação e de alguns consertos, todos desregulados. Uma verdadeira “desengenharia” de trânsito. Nosso problema é muito mais falta de olhar e aplicação técnica do que excesso de veículos.

    • Rodolfo

      Meu pai em 1977 com um Opala 1974 aguardou o sinal abrir e assim que abriu ele saiu e então um ônibus pulou o sinal vermelho e bateu no meu pai… A sorte do meu pai foi que a batida foi na roda dianteira porque se fosse na porta ele teria morrido na hora.

      Pressa para quê? Para morrer? Antes se largar da pole olhe se ninguém vai queimar o sinal vermelho. Sinal não se pode ter pressa de sair.

  • Z_H

    Eu costumo dizer que na faixa da esquerda, o sujeito quer andar a 160 km/h e na da direita, a 60 km/h.
    Pegue uma estrada cheia, e a m#$%@ tá feita… Tem-se as constantes mudanças de faixa que só prejudicam o fluxo…

  • CAFiletti

    Está 18 anos atrasado. O ex-prefeito Magalhães Teixeira (PSDB) faleceu em 1996.

  • Bruno

    Na questão do ritmo eu considero os radares praticamente onipresentes como uma perturbação muito maior do que os próprios condutores. Eu mesmo não ouso andar a mais de 60 na Bandeirantes, sendo que em vários trechos, e inclusive no túnel, se vê uma série de pessoas andando bem acima do limite. “Ah, mas se o povo está andando é porque ali não tem radar!”… Ok, e se tiver um móvel no final do túnel? E se deu na telha de instalarem? Quem paga a multa que eu sofri e assume os pontos por mim?
    Na Anchieta sentido São Paulo, partindo de São Bernardo do Campo, era comum eu trafegar a 120, 130 sendo o limite 110. Agora quase sempre tem um radar móvel na descida pouco antes do limite de 90. Passe lá de acordo com o fluxo e seja multado, e ande meio distraído também e se meta em um acidente, por que as freadas bruscas agora são uma constante.

  • .

  • joaoamc

    Parabéns pelo texto. Pena que as autoridades não lerão, pois isso traria benefícios para a população, e isso não é admitido aqui.

  • Bob Sharp

    José Rodrigues
    Apesar de o CTB determinar o uso da seta ao mudar de faixa, na verdade, à luz da razão, é totalmente desnecessário. Essa sinalização serve exclusivamente para avisar intenção, de modo que quem venha atrás e na faixa ao lado conceda-lhe ou não a manobra. Se ao consultar os espelhos não houver nada próximo ou se aproximando rapidamente, o uso da seta é totalmente desnecessário, servindo apenas para o motorista se divertir vendo a luzinha piscar no painel. O grande mal da seta é o motorista (grande parte) entender que ela é autorização para mudar de faixa, o que acaba gerando batidas e a infantil alegação “mas eu dei seta…”. É o que eu tenho dito, o brasileiro é muito seteiro….

    • José Rodrigues

      Prezado Bob,

      Tenho-lhe imenso respeito e admiração, e concordo com a grande maioria das suas opiniões, mas deste ponto eu me dou a ousadia de discordar pelo menos em parte: da parte em que você afirma que o uso da seta é desnecessário se o motorista não não ver nada em seus espelhos; não é porque ele não vê nada que não exista nada lá, temos muitos pontos cegos (vide as enormes colunas de certos carros modernos, as altas traseiras etc.).

      Além desse ponto, ainda tem a simples questão de cortesia, que tento ilustrar da seguinte forma: imagine você querendo sair de uma via coletora para entrar em uma arterial perpendicular à sua frente; você poderia entrar na faixa da direita se não houver ninguém nela, ou se todos os que estiverem na direita da arterial forem virar para a coletora de que você quer sair. Pois bem, se ninguém que estiver na arterial sinalizar que vai virar à direita (mesmo que vire), te dando assim espaço livre na faixa da direita da via arterial, você vai ficar lá plantado esperando à toa, perdendo tempo e trancando o trânsito atrás de si (outros carros também querendo entrar na arterial), pela simples falta da cortesia de o que vira à direita na arterial ligar uma seta.

      Agora, concordo totalmente contigo quando o cidadão acha que seta é autorização ou “campo de força” que afasta todos os males, e reafirmo que tem muita, mas muita gente mesmo achando que trânsito é videogame; a displicência com o trânsito que vejo todo santo dia me assusta, e me irrita porque coloca meu couro em risco ainda que eu não tenha culpa.

      Apenas encerrando, acredito que a previsibilidade dos outros motoristas é um fator enorme para a fluidez do trânsito, já que permite evitar freadas e acelerações bruscas e planejamento antecipado e suave de conversões e mudanças de pista, e o bom uso judicioso da seta contribui muito significativamente para a previsibilidade.

      Um grande abraço!

  • Bob Sharp

    Rodolfo
    Se ninguém tiver pressa para sair quando der verde, o que aliás é comum, a situação só piora. Porém, você está mais do que certo, é essencial olhar se ninguém vai varar o vermelho. Eu mesmo já escapei de boas por tomar esse cuidado.

  • Rogério Ferreira

    Bob, pode ser equívoco meu, mas suponho que você deve ter recebido um bocado de mensagens dos “politicamente corretos” indignando-se ao vislumbrar um incentivo à imprudência no Ae… Ainda que isso não tenha acontecido, prepare-se, que vai acontecer… E não se admire se vierem autoridades, promotores, motivados por tal interpretação equivocada e muito bem esclarecida nesse artigo. A questão é que o Ae anda incomodando, causando desconforto em quem deveria cuidar e legislar para um trânsito melhor. Os pensamentos aqui divulgados, são revolucionários, chocam, colidem, e estraçalham a corrente defendida pelos ditos “especialistas” que só estão onde estão pelo apadrinhamento político, e não pela competência. Na cabeça desses legisladores, o trânsito ideal, que não “mata ninguém” é aquele dos anos 20, cuja velocidade não ultrapassa os 40 km/h! Eles que percorram 100, 200, 300 km nessa morosidade… Eu, sempre que a estrada permitir, vou impor o meu próprio ritmo, com segurança… A propósito, já dirigi por mais de 2.000.000 de km, em que pese, não ter vinte anos de carteira, Nunca me envolvi num acidente. Quem são eles para falar o que devo, ou não devo fazer.

  • Bob Sharp

    Rogério,
    O nível de exclusão de comentários nunca foi tão baixo como desde que passamos a site em 1º de julho. Portanto, se você ler os comentários verá que o que você prevê por enquanto não ocorreu. Se ocorrer, que venha, será ótimo.

    • Lucas dos Santos

      Bob,

      Por falar nisso, fiz um comentário ontem no artigo “A boçalidade das ciclovias” e, até o presente momento, não foi aprovado.

      Certo de que não escrevi nada impróprio – a menos que eu tenha me expressado mal e peço desculpas se for esse o caso – creio que possa ter ocorrido algum problema no Disqus ou que tal comentário possa ter passado despercebido pela moderação.

      Favor verificar.

      Grato pela atenção.

      • Lucas dos Santos

        Só para avisar que o comentário já está aparecendo.

        Mais uma vez, grato pela atenção.

  • Bob Sharp

    José Rodrigues
    Em carro de ambos os espelhos convexos e corretamente ajustados — vendo-se uma “lasca” da lateral do veículo, não há ponto cego. Mas é preciso, obviamente, consultar os espelhos. A cortesia que você exemplificou é perfeita, pratico-a sempre, pois o sentido é exatamente esse, colaborar com os outros motoristas. O mesmo quando vejo pedestres em atitude de atravessar para onde vou dobrar. No final você disse exatamente pelo que me bato, o uso judicioso da seta, um equipamento de inestimável auxílio. Aposto que você já viu carros “costurando” acintosamente e o imbecil do motorista dando seta a cada mudança de direção já iniciada, não viu?

    • Lucas

      Isso é o que mais se vê: o cara liga o pisca junto com o movimento do volante…….

  • Lucas5ilva

    A Falta de ritmo é a pior das causas, já teve vezes de na Radial Leste para eu poder manter a velocidade de 60 km/h eu ser obrigado a costurar entre os carros, engraçado é que na pista tem espaço para costurar mas não tem para esse povo andar na velocidade estipulada, isso é o que mais me irrita!

  • Fat Jack

    Por falar em fluxo, o Rodoanel nem ficou pronto e já se mostra quase um “natimorto”, as suas 3 faixas e a velocidade máxima de 100km/h já se mostram insuficientes para a quantidade de veículos que acessa o sistema diariamente. Junte-se a isso a falta de disciplina de grande parte dos motoristas que congestionam várias faixas de rolagem (ao invés de se conservarem a direita) quando do acesso de alguma das rodovias interligadas (aqui vai um “bônus” quando a rodovia em questão é a Castelo Branco ou a Raposo Tavares) e temos uma amostra grátis do caos. Quando entregue, nem bem finalizado, já necessitará de um reestudo (urgente).

  • Rodolfo

    Jack,

    Mas pelo simples fato de as acelerações serem moderadas e as freagens suavizadas se economiza combustível em relação a quem corre e freia em cima de outro carro parado no semáforo.

    Era isso que eu quis dizer, mas é lógico que a gente não vai se deparar com todos os semáforos abertos.