Se é verdade que mulher tem cada vez mais peso na decisão pela compra de um carro — seja o único da família ou o que ela vai dirigir prioritariamente — qual é o modelo que ela prefere? Quem de nós já não ouviu que um determinado modelo é “carro de mulher”? Mas, afinal, qual é o “carro de mulher”?

Antigamente, era aquele tipo perua (gostaram da definição, diretamente do túnel do tempo?), o grupo formado pela Toyota Fielder, Fiat Palio Weekend, VW SpaceFox, Renault Grand Tour. Basicamente, aqueles modelos com duas fileiras de bancos e um porta-malas, tudo num volume só. Inexplicavelmente, durante muitos anos foram feitas com duas portas o que obrigava as mães a que fizessem contorções com crianças, cadeirinhas (OK, naquela época não eram obrigatórias, mas o bom senso sempre rezou que fossem usadas) e mochilas de escola.

Mas em algum momento, as mulheres começaram a achar que os carros mais altos lhes davam mais segurança e muitas, querendo se livrar do estigma de “carros de mãe”, quiseram um toque esportivo — mas ainda assim precisavam levar os pimpolhos para a escola — e passaram a pedir Picassos, Duster, CrossFox. Surgiu ainda uma categoria híbrida, mezzo calabresa, mezzo muzzarela e partiram simplesmente para os modelos jipinhos e tipo 4×4. Digo “tipo” pois há autênticos genéricos nesta linha, como alguns com motor 1,0 e potência, bem, potência?… deixa pra lá.

Nada contra carro 1,0. Eu mesma tive dois logo que foram lançados, mas é importante ter consciência de que tipo de carro se dirige e não achar que se está ao volante de jipinho ou de um 4×4. Antes que perguntem, os meus foram um Uno Mille e um Corsa — hatch, grafite escuro e não o sedã, nem o hatch vinho, como praticamente todas as mulheres que conheço tiveram. E por falar em carro 1,0, nunca ninguém me explicou por que todos eles saem de fábrica com um defeito no alinhamento: puxam para a esquerda. Ou alguém já viu um carrinho 1,0 andar pela direita? Sarcasmo meu, sarcasmo…

Voltando ao assunto de hoje, não sei exatamente se os fabricantes começaram a oferecer esses modelos focando nas mulheres ou se foram elas (sou mulher, mas neste caso não me incluo) as que pediram essa opção. A Fiat diz que os modelos como os Adventure e os esportivos compactos se destacam pela altura, dando às mulheres uma sensação de proteção no volante. A Renault lançou em maio o Sandero Stepway Tweed porque o visual aventureiro e suspensão elevada tem posição de dirigir mais alta, um dos motivos que “fazem a cabeça das mulheres”.

Mas uma coisa é certa. Brasileiro, realmente, gosta de carro. E mulher, mesmo que de uma forma um pouco diferente, também. Por isso não adianta você explicar que dirigir um carro mais alto exige que você faça as curvas de forma diferente, que a estabilidade é outra pois o centro de gravidade muda. E, principalmente, que ao contrário do que as mulheres acham, a visibilidade não é melhor, especialmente em relação às laterais. Acho engraçado porque depois elas ajustam a altura do banco e do volante e reclamam do ângulo dos retrovisores… E dependendo do modelo, ainda tem os malabarismos para subir e descer — de saia, então, nem falar. Tem um vídeo divertido no YouTube que ensina como subir num suve de forma “feminina” de saia, passo-a-passo.

E a sensação de que você tem mais poder é totalmente anulada quando você fica atrás ou ao lado de outro carro do mesmo tamanho do seu, que bloqueia sua visão. Talvez se uma mulher dirigisse um esportivo desses durante uns 15 dias mudasse de idéia, Mas ele deveria incluir curvas em estrada molhada, baliza e estacionar rigorosamente dentro das marcações da garagem de casa e do shopping. Mas é proibido o valet e o uso de vagas de idosos ou de deficientes!

Mas como já disse aqui, há número para tudo. Em julho, a Petrobrás publicou uma enquete (portanto, sem bases científicas) chamada Petrobras de Carona com Elas para saber qual o tipo de carro que as mulheres preferem para dirigir. A maioria das internautas (22%) que respondeu opta pelos compactos. Logo em seguida vêm os esportivos, com 20% da preferência. Os sedãs aparecem em terceiro lugar com 14%. Já os modelos suve e os estilo minivan representam 14% e 5%, respectivamente. Ou seja, nada, rigorosamente nada do que vemos nas ruas ou do que as mulheres comuns, com as quais conversamos todos os dias, dizem. Sei lá, vai ver que pesquisaram num universo paralelo ou que alguns internautas se divertiram respondendo bobagens só para passar o tempo. E não me perguntem o que pensam os outros 25% pois também percebi que o número não dá 100%, mas parece que o pessoal da Petrobrás não notou…

No meu caso, por mais que eu goste de carro, e gosto muito, muito mesmo, a escolha da compra tem de ser também racional. Quem vai dirigir? Para que ele vai servir? Claro que no caso do rodízio paulistano somos obrigados a ter flexibilidade e dirigir carro de cônjuge, filho, cunhado até dependendo da circunstância. Pessoalmente, além de trabalhar fora, sou dona de casa e o supermercado é uma das minhas muitas atribuições. Além disso, viajamos muito de carro. Ou seja, nossa compra é um porta-malas gigante com quatro rodas. Depois vêm as preferências: motor, cor, automático ou manual, bolsa inflável (sempre, e o máximo possível), ABS, custo x benefício, etc, etc. Já perceberam o cenário? Longas conversas que incluem amigos, mecânicos, matérias de jornal, o máximo de informação possível. E sinceramente, não dou a mínima à opinião das minhas amigas — a não ser que entendam de mecânica.

Mudando de assunto: Esta semana vi novamente o filme “Rush”. Sei que o fato não existiu, sou contra a violência e sou jornalista, mas a cena em que o personagem de James Hunt dá uns cascudos no impertinente repórter depois da coletiva em que ele desrespeita Niki Lauda é genial.

NG

A coluna “Visão feminina” é de total responsabilidade de sua autora e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.
 Foto: wsmseguros.com.br

Sobre o Autor

Nora Gonzalez
Coluna: Visão Feminina

Nora Gonzalez é jornalista, foi repórter (inclusive de indústria automobilística) e editora da Gazeta Mercantil e de O Estado de S. Paulo durante muitos anos. É fã de carros desde pequena, especialmente de Fórmula 1.

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  • Jr_Jr

    Nora, ótimo texto. A realidade de uma mulher autoentusiasta é realmente interessante e, aliás, não pode ser chamada de taxada de machista, rs.
    Fiquei curioso, qual seu carro??
    Abraço e no aguardo do próximo!!

    • Nora Gonzalez

      Um Peugeot 408 THP Griffe. E, diga-se de passagem, estou gostando muito apesar de ter apenas pouco mais de um mês e 3.000 km. Abraços

  • Ricardo Talarico

    Mais uma vez, parabéns pela lucidez.
    Esses carros que puxam para a esquerda (adorei isso) devem ser os mesmos que passam pelas famigeradas “lombadas eletrônicas” na metade da velocidade permitida, talvez pretendendo ficar com saldo positivo de quilometragem para um eventual momento de distração futuro.

  • Davi Reis

    Ótimo texto Nora, nos comentários em outros sites já falei que não vejo vantagem na visibilidade dos “altinhos” (Duster, EcoSport e cia.) e dá lhe defensor cego desse tipo de carro pregando a perfeição deles… O que se ganha nesse tipo de carro é muito pouco em relação ao que se perde. Quem realmente precisa de um carro desse estilo, com certeza fica bem fornecido com as opções do mercado, mas vejo tanta gente que compra apenas pra rodar na cidade… Pior visibilidade, pior para estacionar, mais gastões, pior estabilidade e ainda por cima, a suspensão mais alta não me parece oferecer um ganho real. Viajo muito e não sei de nenhuma cidade grande que seja tão ruim a ponto do cidadão pensar “meu carro não dá conta mais, preciso de um desses!”. É ótimo que esse tipo de carro exista, mas acho que falta o consumidor parar pra pensar se eles realmente são a melhor pedida pra rodar na cidade, e não deixar se levar pela multidão.

    • CorsarioViajante

      Existe um outro motivo para se gostar dos altinhos: é mais fácil entrar neles. Meu pai por exemplo reclama que para sentar no Jetta tem que se abaixar todo, e depois para sair do carro tem que se retorcer inteiro. Jà quando anda no Idea de um amigo, é muito mais fácil pois o banco está bem na altura da bunda. Minha sogra tbm tem problema na coluna e ficou doida quando meu sogro trocou o Idea, que ela entrava facinho, por um versa, que ela tem que abaixar inteira.
      Por este lado, faz sentido.

    • Lemming®

      Não concordo.
      A visão que se tem “de cima” de um jipe bota qualquer carro onde se vai “socado”, já que boa parte não tem regulagem de altura do banco, no chinelo.
      Visão perfeita de esquinas ou saindo de estacionamentos sem ter de fazer malabarismos para saber se pode entrar ou não na via.
      Enfrentar alagamentos não conta? Buracos? Tampas de bueiro? Lombadas? Entrada e saída de garagens?

  • Giovanni Leonardo Ferreira

    Baseado no resultado da enquete, fico pensando que são os maridos que optam por comprar SUV para as esposas dirigirem achando que estão protegendo a família.

  • Eduardo Silva

    Que texto bem escrito, bem humorado. O Ae ganha muito com a sua participação Nora. Siga firme e motivada.

    Abraços.

    • Nora Gonzalez

      Leitores como você, Eduardo, é que me mantém motivada. Obrigada!

  • 0nurb

    “Ou seja, nada, rigorosamente nada do que vemos nas ruas ou do que as mulheres comuns, com as quais conversamos todos os dias, dizem. Sei lá, vai ver que pesquisaram num universo paralelo ou que alguns internautas se divertiram respondendo bobagens só para passar o tempo.”

    Talvez o universo paralelo seja composto pelas grande capitais, enquanto no resto do pais as mulheres realmente prefiram carros menores 🙂

    Tem outra coisa também… muita gente compra carro por metro e quanto maior o carro, maior o status. Talvez esse seja também um dos motivos da quantidade enorme de SUVs nos grandes centros.

  • ccn1410

    Temos dois carros em casa, mas um é da filha, porque eu e a esposa estamos sempre juntos e não precisamos de dois.
    Mas sem ser machista, como já me chamaram aqui, quem escolhe o carro da família sou eu, porque a única vez em que aceitei um palpite ele foi errado.
    Eu leio a maioria das revistas especializadas e também acompanho os blogs e sites que tratam de automóvel, então, por unanimidade aqui em casa, eu fui o indicado para a escolha.
    É claro que eu analiso muito e também coloco as necessidades da esposa, desde que não seja suve ou picape, hehehe… A minha última escolha, inclusive, eu me baseei no teste que o Bob fez e só mudei a versão devido ter a suspensão mais macia, que também foi sugestão dele.
    Eu sempre tenho o hábito de mudar o modelo e às vezes até a marca do carro nas trocas, e como eu o comprei há apenas um ano e sete meses, se tivesse que comprar outro neste momento, seria o mesmo que tenho hoje, de tão certo que foi a escolha.
    Recentemente uma vizinha comprou um suve e diz que “adorou”, mas já notou que ele é muito alto, que não tem visão lateral, entre outras coisas… Sei que foi por status, mas deixa para lá, hehehe…
    Ah! Fui eu também que escolhi o carro para a filha.

  • Clésio Luiz

    Acho que houve um mal uso da palavra esportivo no texto. Imagino que a Nora se referia aos “aventureiros” (carros travestidos de suve). Esportivo, pelo menos na minha concepção, são veículos para se andar rápido, não para enfrentar caminhos difíceis.

    Eu sei que a maioria critica a lógica de veículos “altinhos”(crosssovers), mas eles possuem duas grandes vantagens sobre os “normais”

    1- Fica consideravelmente mais fácil retirar e colocar uma criança num assento infantil num crossover/minivan do que em veículos normais. As costas de quem precisa fazer isso com frequência (principalmente quem tem mais de 1,70m) sabe bem disso;

    2- A entrada e saída de pessoas com problemas motores (idosos, doentes, deficientes) é mais fácil nos crossovers dos que num hatch/sedan/perua. Mas se for alto demais, como um suve de verdade (Blazer, SW4) já vira incomodo.

    Um aventureiro e crossover costumam enfrentar melhor o piso esburacado da maioria das cidades brasileiras, por causa do maior diâmetro dos pneus e/ou maior curso de suspensão.

    Mas como eu não tenho necessidade dessas características, continuo com um baixinho, mas prefiro não criticar muito quem compra os outros porque eles podem muito bem ter necessidades diferentes das minhas.

    • Ilbirs

      E nessa sem querer você forneceu explicações boas para o porquê de vermos pessoas adquirindo SUVs, crossovers e minivans em vez de peruas:

      1) Sobre acesso de pessoas com problemas motores, a coisa fica mais fácil com altura de carro de passeio. Porém, muitos idosos têm problemas para subirem em um veículo (maneira de embarcar nos veículos de tais segmentos), mas poucos problemas de entrar em um carro fazendo queda controlada (como em carros de passeio normais). O problema maior está na altura das soleiras. Se estas forem baixas, não é problema o embarque, mesmo indo-se para baixo em vez de para cima. No caso específico dos SUVs, alguns são inembarcáveis para pessoas com problemas motores mesmo que tenham um estribo;

      2) Sobre diâmetro de pneus e curso de suspensão, isso é algo aplicável também a carros de passeio e só não o é por modinhas de fabricantes ou preguiça de acertar o chassi direito. O Citroën DS podia variar em 10 cm o curso da suspensão, usava pneus série 80 e, como sabemos, não deixava de ser referência de estabilidade, com direito a curvas extremas sem que qualquer das rodas perdesse contato com o solo. Aliás, a suspensão hidropneumática surgiu como forma de a marca francesa cumprir ao mesmo tempo os compromissos de alta estabilidade e curso grande o suficiente para enfrentar bem os buracos.
      De fato, estamos tendo problemas com pneus com pouco ombro em carros que nada têm de esportivos. Perfis de 55 para baixo tornaram-se rotina em boa parte dos carros, sempre acompanhados de rodas grandes o suficiente para vermos que os discos de freio que elas envolvem são pequenos o suficiente para que pudessem ser abrigados nos outrora habituais aros de 13 a 15 polegadas. E buracos, como sabemos, têm toda uma predileção em rasgar pneus tripinha e amassar rodas de aro 15 para cima.

      Logo, se temos pessoas buscando SUVs, minivans e crossovers sem terem real necessidade deles, pode ser pelo fato de estarmos tendo não só carros com soleiras excessivamente altas como também veículos com pneus baixos e rodas excessivamente grandes sem que alguém possa optar por esses mesmos modelos com medidas mais contidas de materiais rodantes. Caso se desse às pessoas opções que tinham em um passado no qual adquiriam hatches, sedãs e peruas para uso familiar, seria capaz de voltarem a adquiri-los justamente por haver mais borracha entre o solo e o aro da roda.

      • Clésio Luiz

        O que eu tenho observado é que idosos e doentes sofrem para entrar e principalmente sair de carros baixos. Minivans como a Meriva e crossovers como o Ecosport possuem uma altura do banco em relação ao solo mais confortável para eles.

        Você pode até consegui entrar com facilidade num Celta ou Gol, por exemplo, mas não significa que será prazeroso. Eu moro em frente a entrada de um hospital e vejo diariamente idosos e doentes saindo de carros e é nítido o sofrimento deles em veículos baixos.

        Já suves de verdade e picapes médias o problema é mais para entrar do que para sair.

  • Gustavo_SC

    Na região onde eu moro em Santa Catarina, geralmente os carros compactos com o design mais arredondado recebem esse atributo de ser carro de mulher (Ex: Nissan March e o Vw Up), mas também é bem comum ver mulheres dirigindo SUVs como Ford EcoSport e Renault Duster.
    Parabéns pelo ótimo texto.

  • Rolim

    “Antigamente, era aquele tipo perua (gostaram da definição, diretamente do túnel do tempo?), o grupo formado pela Toyota Fielder…”

    Estou ficando velho.
    Quando escreveu “antigamente”, achei que ia citar Vemaguet, Variant, Caravan… Mas partiu logo para a Fielder!!! rsrsrs

    • CCN-1410

      Dois…

  • Mr. Car

    Nora, não me ligo neste negócio de “carro de mulher”, ou mesmo “carro de gay”, como já andaram inventando por aí, he, he! Gosto demais por exemplo, do Fiat 500, e do Peugeot 106. Combinam com uma linda e delicada mocinha ao volante? Até combinam, mas e daí? Eu não deixaria de ter um ou outro por causa disto, assim como canso de ver lindas e delicadas mocinhas ao volante de enormes SUVs.

    • Bob Sharp

      Mr. Car
      Já escrevi aqui algumas vezes, essa questão é como a canção da Gal Costa “Meu nome é Gal”: “E se algum dia eu tiver alguém com bastante amor pra me dar/ Não importa o sobrenome/Porque é o amor/Que faz o homem/…” Analogamente, quem faz o carro é o motorista, e não o contrário…Erroneamente, já atribui essa canção e frase à Maria Bethânia. Rival é um caso sério mesmo…

      • Mr. Car

        É isso, Bob, he, he!

    • Antonio

      Comprei no mês passado um Fiat 500 para a minha esposa, mas gostei tanto do carrinho que o Fluence fica praticamente parado na garagem. O carro é muito prático, cabe em qualquer vaga, é repleto de equipamentos de série e até para viagens achei bom, com bom isolamento acústico, pois não se ouve o barulho do motor 1.4 “gritando” a 4000 rpm a 120 km/h, por exemplo. Enfim, me surpreendi positivamente com o 500.

    • Antônio do Sul

      Desses carros retrôs, o que mais me chama a atenção é o 500. Um Abarth na minha garagem já me faria muito feliz…e eu sou um sujeito de jeito meio tosco…

  • Mr. Car

    Pode apostar. “Antigamente” para mim, é um tempo bem anterior às Fielder e Grand Tour, he, he, he!

    • R.

      Eu também sou do tempo das Caravans e Belinas
      He he he he he he …
      Bons tempos !!!
      He he he he he he ….

  • Rafael Aun

    Já algum tempo minha esposa me pede um carro alto, tipo SUV, na cor preta ou prata, banco de couro e câmbio automático. Eu gosto exatamente do oposto, carro baixo, tipo esportivo, de cor extravagante, banco de tecido e câmbio manual.

    Fiz um comparativo entre diversos modelos entre custo x benefício para atender o perfil da família e fiquei impressionado quando o Corsa Sedan (Classic) ficou no topo da minha lista.

    Ou seja, emocionalmente impera o desejo de um, racionalmente impera o de nenhum. Logo me rendo e o carro da família será a escolha “dela” , provavelmente uma Ecosport ou TR4. E paz no lar.

    Já diz o velho ditado, você quer ter razão ou quer ser feliz.

  • Mr. Car

    Este também é o motivo de minha irmã gostar dos altinhos: entrar e sair sem fazer ginástica.

  • Carlos Barbosa

    Mulher gosta é de Fit

  • Davi Reis

    O carro brasileiro já é suficientemente erguido pra superar lombadas, saídas de garagem, buracos e etc. Ilusão do consumidor achar que nossos carros são tão baixos como Lamborghinis e Bugattis a ponto de serem impossíveis de se usarem nas grandes cidades. Se fosse assim, Gol e Palio não seriam os carros mais vendidos, e sim Duster e EcoSport.

    • Augusto Sousa

      Bela tréplica. Concordo contigo, Davi.Eu até já desisti de recomendar carros para as pessoas, pois você acaba transparecendo seus gostos (no meu caso, disse que muita gente comprava SUV’s apenas para aparentar um status questionável) e fica com cara de glúteo quando o cidadão vai contra tudo que você disse e mete um Ecosport, SW4, Pajero, Duster, S10 e afins na garagem.

      No final das contas só abri meu sorriso amarelo e disse que tinha sido uma bela compra, para não cometer uma gafe.

      • Davi Reis

        Também me perguntam muito o que sugiro, mas agora eu já pergunto direto qual categoria a pessoa pretende comprar. Aí falo de todas as opções, mas prefiro não indicar mais, haha. Uma coisa bastante óbvia mas que muitas vezes esquecemos é que, querendo ou não, entusiastas dão pesos diferentes aos valores de cada carro.

    • Nada a ver o que você falou. Gol e Palio vendem porque são baratos e comprados para frotas de firma.

      Tenho carro na altura original, com rodas aro 15, e por várias vezes amassei roda ao desviar das crateras das ruas de São Paulo e raspei a parte de baixo em guias supostamente “rebaixadas”

      • Davi Reis

        Pelos céus, não era pra levar ao pé da letra… Temos dois carros em casa, um com rodas aro 13 e outro com rodas aro 16, e esse último nunca teve problemas pra passar nos lugares onde o primeiro passa tranquilamente. E bote aí buracos, crateras, rampas de garagem maldosas, estradas do interior… Estado de conservação do carro é uma coisa que varia muito de dono pra dono, por motivos óbvios.

  • Davi Reis

    Sem problema com os carros com a posição de sentar mais erguida (como Fox, Idea, Picasso), acho que os carros “altinhos” em si que são mal interpretados.

  • Fórmula Finesse

    Eu acho que “carro de mulher” é um axioma tão elástico e fantasioso quanto “o carro reflete a sua personalidade”…Meus carros refletem meu bolso, minhas necessidades pragmáticas, e não necessariamente os meus gostos pessoais. A gente tenta, conscientemente, agregar gostos pessoais com as nossas necessidades e possibilidades. Se o fator financeiro não é entrave, a coisa melhora bastante..rsrsrsr (mas, geralmente, o pendor por automóveis eleva a fasquia da exigência, nesse caso, haja numerário para plena satisfação)

  • Lucas dos Santos

    Mais um belo e bem-humorado texto da Nora. Continue assim!

    Interessante como há diferentes visões sobre o que seria um “carro de mulher”.

    Eu sempre ouvi atribuírem esse adjetivo a carros compactos e com visual arredondado como Ford Ka (primeiro modelo), VW New Beetle, Citroën C3, Fiat 500…

    Também já ouvi a expressão “moto de mulher”, normalmente aplicada à Honda Biz e similares.

    Quanto a mulheres preferirem carros “altinhos”, há quem diga que no futuro será assim, hehehe: http://g1.globo.com/carros/autoesporte/videos/t/todos-os-videos/v/paula-fernandes-e-bia-figueiredo-pilotam-picapes-gigantes/3308392/

  • Bruno Rezende

    Essa questão é instigante, as mulheres realmente gostam de carro grande.
    Minha mulher tinha um Fit 500 Sport, carro genial. Quando nosso filho nasceu, fomos trocar, eu sugeri uma perua (como a Jetta), mas ela bateu o pé em um “carro grande”, como o Fiat Freemont ou a Ford Edge.
    E não adianta argumentar que a perua carrega a mesma quantidade de bagagem e que os carros grandes, além de terem um pior centro de gravidade, ainda darão trabalho para sair da garagem.
    Alguém entende as mulheres??

  • Ozirlei

    Ótimo texto, acho que há uma diferença entre carro de mulher e carro para mulher. Carro de mulher, pode ser qualquer um, já que tem mulheres que são doidas e podem gostar de um muscle ou um hot… Agora, carro para mulher é inegável que há um perfil que é buscado pelas fabricantes, por fim acaba agradando o público em geral (não a mim, mas isso é outra historia).

    Aproveitando a coluna, alguém mais além de mim notou que nos últimos 10 anos as mulheres passaram da passividade para a agressividade no trânsito? (tudo bem, todo mundo parece mais agressivo esses tempos no trânsito, mas elas estão mais)
    Elas estão correndo mais que os homens, raramente dão passagem, a preferência é sempre delas, mas o pior mesmo é que agora que elas correm há um problema de sincronia que normalmente não acontece com homens.
    Ex: uma rua de duas mãos, em dado momento, veículos dos dois lados, de forma paralela afunilando, que só dá passagem de um por vez… homens, estranhamente como num acordo de cavalheiros, ajustam a velocidade, e qual está mais próximo ou mais rápido, passa primeiro, com o que vem vindo de frente com esse, passando logo depois pelo “afunilamento”… Mulher não, ela acelers, ou ela freia no meio do afunilamento… tenho uma teoria, que essa sincronia veio do passado, assim como dizem que a mulher é multitarefa pelo passado, acho q homens tem essa sincronia dos duelos a cavalo.
    http://www.parques-e-ingressos.com.br/sites/default/files/imagecache/view-photos-slide-image/theme-park/medieval-times-dinner-show/medieval_times2.jpg
    Alguém mais notou essas coisas?

  • Fernando

    Brilhante texto, parabéns Nora!

    Só discordo de uma coisa: creio que brasileiro não gosta tanto assim de carro… só uma pequena parcela do todo, que inclusive vai atrás de bons textos sobre isso.

  • Antonio Amaral

    Também não acho necessário toda essa altura na maioria dos casos, mas se você morar em Ribeirão Preto você começa a ficar na dúvida.

    • Davi Reis

      A coisa por aí anda muito feia? Infelizmente nossa realidade asfáltica já é tão tenebrosa que nossos carros são praticamente à prova de buracos (bom que o carro seja resistente, mas triste que chegamos a esse ponto).

  • Rafael

    Pra mim ela se referiu à expressão “perua” ao citar o antigamente, já que muito se usa há algum tempo o SW (assim com usam outras siglas estrangeiras como SUV, ou suve como o Bob que “aportuguesou” o termo)

  • Rafael

    Me lembro de uma vez, já faz alguns anos, um telejornal mostrava um enorme ponto de alagamento na Marginal Tietê, e o transito totalmente bloqueado por causa disso. Na hora que o apresentador fala que o ponto de alagamento era intransitável, o helicóptero foca num Land Rover Defender desviando dos outros carros, pedindo passagem para atravessar, e de fato o motorista atravessou: a água cobriu pouco menos da metade do carro, que já é alto, e o bichão atravessou bonito, já que tem uma grande capacidade de tração, além de snorkel para o motor não engolir água. Rapidamente cortaram para o estúdio, e o jornalista fingiu que não viu…

    Se fosse para ter um utilitário esportivo (se tivesse $$$), eu só teria se fosse um desse.

    • Guilherme Jun

      Na minha memória era um Troller mesmo…

      • Nora Gonzalez

        OK, ele atravessa enchentes com galhardia, sim, mas um detalhe importantíssimo no caso do Troller e de outros veículos deste tipo. Enquanto o motorista vai razoavelmente confortável, o carona e especialmente os que vão no banco de trás garantem o pagamento integral do seu karma e que não reencarnarão nunca mais.

      • Rafael

        Na minha era um Land Rover Defender mesmo, porque me referi a outra cena que vi ao vivo na época, mas essa vale de exemplo. O que eu vi na verdade foi no SPTV e devia ter menos de 18 anos (hoje tenho 34) era na marginal Tietê e não numa avenida, e o haviam muitos carros parados e um bloqueio da CET.

        Enfim, o que quis dizer é que se fosse para eu ter um utilitário, só se fosse um de responsa mesmo. Mas como uso o carro predominantemente na cidade de São Paulo, e está difícil ver água por aqui, prefiro um carro com perfil mais urbano mesmo, do que um Off Road ou um pseudo-aventureiro,

    • Diogo Rengel Santos

      Era um Troller e não um Land Rover

      • Leonardo Mendes

        Até hoje tenho curiosidade em saber se a Troller achou o destemido que atravessou esse Amazonas urbano.

        Vi esse vídeo umas 10 vezes seguidas na época.

  • César

    De fato, Nora, brasileiro gosta de carro. E também de motos. Muito mais do que muitas outras nações.
    Só que, lamentavelmente, ele é tratado como se não gostasse. Veja você mesma as opções que existem lá fora e compare com as que nos são oferecidas por aqui.
    Totalmente off-topic, mas como este blog, segundo o Sr. Sharp, é um dos mais democráticos da rede, sigo comentando. Sou fã incondicional de scooters. Tento acreditar que um dia ainda será o único meio de transporte motorizado individual viável nas grandes metrópoles. Porém, as opções que se encontram para adquirir aqui no Brasil, para além de pouquíssimas, são as mesmas que existiam na Europa – há mais de 10 anos. Decepcionante. Mais ainda, aviltante. Um verdadeiro desrespeito para com um público consumidor tão afeito a novidades.
    Mas os carros femininos existem, sim. Eles possuem um quê de exclusividade, e na minha modesta opinião, o mais digno representante desta estirpe é o Ford Ka. Não o atual, evidentemente. Mas o da primeira geração. O antigo, o original. Não que não existam outros, e não que este seja o preferido do público feminino. Mas possui uma genialidade e uma delicadeza de formas que parece terem sido concebidas especialmente para elas.
    CSS

    • Marcelo Henrique

      Meio offtopic, mas o Ka com motor Rocam tem um cofre bem organizado e que dá gosto de se ver quando está em ordem.

  • Marcelo Alonso

    Ozirlei, sincronia no trânsito depende de experiência no volante, educação e inteligência, se faltar um dos três não funciona. Realmente uma parte delas está muito agressiva, normalmente as mais jovens. Uma vez uma moça na faixa dos 25 anos vinha dirigindo enlouquecida, buzinando muito, xingando e jogando o carro em cima dos outros, não tive dúvidas, baixei o vidro e disse a ela que era tão mal educada quanto bonita (era linda e sabia disso), resultado baixou a crista e saiu dirigindo normalmente. Divertido.

    • Nora Gonzalez

      Infelizmente, agressividade é uma praga comum aos dois sexos, mas acredito que mulher geralmente acha que o homem é que deve dar passagem – apesar de todo o feminismo, aí voltamos a querer cavalheirismo. E a maioria enfia o carro, mesmo. Como já comentei aqui, quando eu cedo passagem – e faço muito isso – o outro motorista não acredita, especialmente se for homem. Além de piscar farol, preciso gesticular com a mão e ainda acenar com a cabeça e dizer “pode ir”. Mas entendo a desconfiança. Gentileza é raridade no trânsito.

      • Marcelo Alonso

        Gentileza é uma raridade não só no trânsito, nossa sociedade não é mais cordial como costumava ser.

  • Ilbirs

    Pessoas com problemas nas pernas não costumam gostar de carros mais altos, pois precisam entrar para cima, enquanto em carros convencionais elas entram para baixo, facilitando o processo de usar a gravidade controladamente para o ingresso nos veículos.
    Vejo isso pelo meu pai, com 70 e muitos, problemas nas pernas e com o qual sempre temos de ter cuidado quando o veículo em que ele entra é minivan, SUV ou crossover, mas entra com mais facilidade em carros de passeio, nos quais pode “despencar” de maneira proposital. Na saída, ele costuma se segurar no puxador da porta com esta aberta e consegue ficar em pé. Logo, acaba sendo mais um motivo para eu ter só carros de passeio convencionais.

  • Marco de Yparraguirre

    Mulher, quase todas que podem comprar um carro ,preferem o dito cujo
    bonitinho,não se importando com a potencia entre outras coisas.O preferido é o mais bonitinho e a cor,mais viva.

  • Rogério Ferreira

    Nora, Nora… gosto muito do que escreve e a pitadinha de sarcasmo estão, faz a leitura ficar mais envolvente. Esse assunto dá pano para manga, Está certo, elas contribuíram decisivamente para essa categoria de veículos altinhos, mas os homens também tem sua parcela de culpa. Sim, existem muitos homens que não entendem absolutamente nada de carro, e usa como critério de compra, o poder de estar nas alturas ou até de intimidar, A diferença é que eles gostam de Pick-Ups e Suvs, de preferência 4×4, mesmo que nunca necessitem encarar uma trilha ou uma estrada rural. É só para se impor, intimidar, como se quisesse dar o recado: não se mete comigo, o tamanho do meu tanque de guerra! Sempre há pretexto: O principal argumento utilizado é que um veículo alto é mais apto para as ruas e estradas brasileiras. Sinceramente, balela! Eu queria saber, onde se encontra, este solo lunar, este caos viário, essas trilhas urbanas e rodoviárias, que exigem veículos com suspensão elevada, e pneus de uso misto? Recentemente, saí daqui de Goiás, e fui umas 5x para São Paulo. Fui para as cidades hitóricas de Minas, passei uma semana rodado no Rio de Janeiro, peguei a temida e péssima BR-101 do Norte Fluminense ao Sul da Bahia, atravessando o ES de ponta a ponta, Voltei por rodovias ingratas e perigosíssimas, como a BR-116 e a BR-381 no norte de Minas. Nesse milhares de Kms, encontrei rugosidades, remendos, tampas de bueiros rebaixadas, alguns buracos. mas nada que pudesse classificar uma via como “lunar”. Tanto que nunca tive problemas, não fiquei na mão e nem passei apuros, por causa de buracos, quebra-molas, valetas… nem um pneu furado sequer. O carro usado para isso: um baixíssimo Peugeot 206. Não vi nenhuma necessidade técnica de ter um carro alto, o que me faz deduzir, que o negócio realmente é uma infeliz moda. Outro pretexto é uma suposta segurança a mais, mas se um Duster chocar de frente com um UP, é bem provável que motorista e passageiro do pequeno VW, sobrevivam, ao passo que os ocupantes do Renaut, não tenha a mesma sorte. Segurança é muito mais estrutural, não tem relação nenhuma com tamanho e peso. As maior massa, e a maior dissipação de energia cinércia só complica mais. A jipalização só prejudica, faz o carro ficar mais pesado, mais desconfortável, menos estável, e sobretudo, péssimo para estradas, devido ao freio aerodinâmico, em velocidades normais de viagem. É só comparar um CrossFox 1.6, com um Voyage 1.6, ou um Ecoesport 1.6 com um Fiesta 1.6 (especialmente os de atual geração)… a diferença de desempenho e de consumo faz os mais leigos acreditarem que se tratam de carros motores completamente diferentes. Infelizmente a maior altura acabou virando regra na indústria, que logo asssociou que carro baixo à baixas vendas. Até o campeão Gol, está sucumbindo na preferência do grande público, e não duvido que numa eventual nova geração, as medidas ultrapassem 1.50 da altura, por 1.70 de largura. As Stations não existem mais. Mas ainda há esperança: com o Inovar Auto, por bem ou por mal, a aerodinâmica ganhará a mesma importância que tinha na década de 90. Quero ver pegar um Duster ou um CrossFox, e baixar o Cx deles para 0,29! tecnicamente impossível. Se o governo fazer cumprir a lei, são carros que terão que sair de linha.

    • Nora Gonzalez

      Obrigada pelas suas palavras, Rogério. Preferências são preferências, mas conhecimentos técnicos e sobre física sempre ajudam. E se é para enfrentar estradas com solo lunar e buracos jupiterianos, sempre tem uma locadora, não? para o uso diário, prefiro um veículo que me atenda bem 99% do tempo.

  • Douglas

    Em se tratando de petrobras 25% até que ficou barato

  • Anderson

    Ia comentar algo parecido… kkkk

  • Leonardo Mendes

    a cena em que o personagem de James Hunt dá uns cascudos no impertinente repórter depois da coletiva em que ele desrespeita Niki Lauda é genial.
    Cascudos é bondade sua, o Hunt baixou o porrete no sujeito…rs.

    Saindo da onda de “altinhos”, um carro que eu considero a cara do público feminino é o 408… seria o eleito para presentear minha esposa, caso eu tivesse uma.

  • Leonardo Mendes

    Não diria “agressividade”, mas sim que as mulheres estão aprendendo a responder na mesma moeda.

  • Zé Neto

    Norinha, Norinha!!! Cada vez mais me surpreendo com seu conhecimeno sobre todas as coisas. Fiquei impressionado com o seu primeiro artigo, e como a maioria deve ter percebido, você invocou o pensamento Dilma, pois você escreveu tudo e não disse quem é melhor ou não!!!!!!
    A sua forma de escrever é tão suave que deixa a gente com vontade de continuar lendo cada vez mais, parece um romance do Sidney Sheldon, em que você se encanta com o começo e fica triste em encontrar a outra capa dura.
    Eu particularmente gosto muito de carros, sou mais fã das corridas de Nascar e seu genérico brasileiro a Stock. Mas mesmo assim começo a ler este blog esperando cada vez mais os novos textos que você vai nos deleitar.
    Vou deixá-lo já na minha barra de favoritos, e sempre que você lançar um novo, por favor, me avise. Não quero perder.
    Continue nesse seu estilo único de escrita, que você me ganhou mais ainda.
    Parabéns.

  • raquel carcagnolo

    Mais um texto BRILHANTE minha linda.Aguardando ansiosamente o próximo! Parabéns!!!!!

  • Bob Sharp

    Zé Neto
    A Nora Gonzalez escreve toda quarta-feira e a coluna dela entra exatamente às 10h00. Amanhã tem outra.
    Bob Sharp
    Editor-chefe

  • Bom texto, mas engasguei quando vi o “suve” criado pelo editor-chefe.Bob.

  • Amante de carros socados detected!

    • Davi Reis

      Amante de carros socados? Acho que os amantes de carros socados passam bem longe daqui do Ae viu…

  • Ivana

    Depois de conviver durante 4 anos em um escritório, tendo a Nora como nossa Gerente de RP, não podia deixar de parabenizá-la por essa coluna. Conhecia seus vários talentos e este então não fica atrás! Kudos Nora, continua assim e cada vez mais. Bjs