bmw-manual-transmission  CÂMBIO MANUAL NÃO É VERGONHA bmw manual transmission

Câmbio manual num BMW Série 3 (foto bmwblog.com)

Poucos dias atrás falei sobre a questão da câmbio manual ou automático, o que gerou até agora 123 comentários,  incluindo minhas respostas. Como é assunto que parece ser de interesse de muitos, vamos falar um pouco mais a respeito disso tudo.

Se o câmbio automático prático e eficaz foi inventado pela GM em 1939, aplicando-o num Oldsmobile modelo 1940, pode-se concluir que dois fatos levaram à sua criação: a inventividade do Homem pura e simples ou a necessidade de ajudar motoristas na tarefa de dirigir. Como acredito na segunda hipótese, vejo que para muitos operar um câmbio manual representa certa dificuldade ou, dito de outra forma, um trabalho desnecessário. Prova disso é que o aprendizado de dirigir tem no uso da embreagem e do câmbio uma certa dificuldade, especialmente o primeiro.

 

oldsmobile-hydra-matic-1940  CÂMBIO MANUAL NÃO É VERGONHA oldsmobile hydra matic 1940

Câmbio automático no Oldsmobile modelo 1940 (curbsideclassic.com)

É sabido que nos Estados Unidos a esmagadora maioria dos automóveis — fala-se em 95% — dos automóveis, picapes e suves têm câmbio automático e se sabe também que nos dois lados do mundo esse tipo de câmbio vem ganhando terreno, com ênfase na Alemanha.

O que sempre me intrigou é a habilitação para dirigir não especificar que tipo de carro a pessoa pode dirigir no tocante ao tipo de câmbio. Pode-se ter uma pessoa com carteira de habilitação que não sabe dirigir carro com câmbio automático (comum no Brasil, já vi até no meu meio de jornalistas) e vice-versa (EUA). Há tempo eu soube de cursos, treinamento para motoristas lá e no Canadá para aprender a dirigir com câmbio manual por uma razão específica, a de ir fazer turismo na Europa e, ao procurar carro para alugar, as tarifas mais baixas só se encontrarem em carros de câmbio manual.

O fato é que não ter de ficar passando marchas facilita o dirigir. É pôr o carro para andar (alavanca em “D”, drive) e só acelerar e frear. Muitos até se habituam a frear sistematicamente com o pé esquerdo (não é o meu caso). Mas será tão difícil ou trabalhoso dirigir “à moda antiga”,  um carro manual? De modo algum.

 

Left foot  CÂMBIO MANUAL NÃO É VERGONHA Left foot

Freiando carro automático com o pé esquerdo (massjunk.blogspot.com)

Escolher a marcha a ser usada, ir trocando-as por meio da alavanca existente para esse fim, será mesmo tanto trabalho? Não creio. Câmbio manual em alemão é Schaltgetriebe, em que  “Schalt” é comutar, escolher. O manuseio da alavanca torna-se cada vez mais leve, preciso e fácil, em nível inimaginável 15 ou 20 anos atrás.

A outra parte de operação do câmbio manual é a que mais dificuldade impõe para os iniciantes, o uso da embreagem. Isso, sempre acreditei, por falta de entendimento do que é esse sistema, por falta sobretudo de explicação. Quem começa a dirigir, e por toda a vida de motorista, precisa entender que a embreagem é apenas um mecanismo para prover ligação gradual entre algo que esta girando — uma peça do motor, o virabrequim — e que está parado — o veículo. E que tem de ser gradual porque o motor exige um mínimo de rotação para funcionar, para produzir trabalho.

 

clutch_kit1  CÂMBIO MANUAL NÃO É VERGONHA clutch kit1

Peças da embreagem, da esq. para a dir.: rolamento de acionamento, platô e disco (autoparts-blog.com)

Quando se começa a soltar o pedal de embreagem, as duas partes, a parada e a que está em movimento, começam a se aproximar e ligação entre elas vai se fazendo gradualmente até o ponto em que o contato é total e o carro já esteja numa velocidade tal em que o motor já consegue produzir o trabalho necessário. A embreagem é apenas isso.

Essa operação em pouco tempo, ou quilômetros, fica automática para o motorista, mas se ele(a) entender o que acontece se lembrará para sempre desse “contato gradual”.

Outra função da embreagem, secundária, é separar o motor do câmbio nas trocas de marchas, essencial para que as trocas se dêem de maneira correta e suave.

É claro que nas trocas tem de haver movimento coordenado de pé (embreagem) e mão (alavanca), mas isso também fica automático em pouco tempo.

O que é importante salientar é que não constitui nada feio ou desonroso ter um carro de câmbio manual ou, inversamente, que ter um de câmbio automático  dê status, seja um diferenciador de condição social ou econômica. Trata-se meramente de tipo de câmbio diferentes.

BS

Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

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  • Bom artigo, Bob. Não gosto de automático e robotizado pois acho um saco ficar “brigando” com o freio o tempo todo para ele fazer o que se quer. Me cansa mais que usar embreagem, especialmente as novas, com pedal muito leve e que se mantêm assim por muito mais tempo.

    • Ilbirs

      Algo que noto em usuários habituais de caixa automática é a pilotagem ficar mais “suja” e aumentar o número de vezes em que se “parte para a ignorância”. Vejo motoristas dando kickdown a qualquer ocasião, freando de maneira brusca e outras coisas.
      Claro que há o problema do freio-motor de pouco para nenhum que as caixas automáticas costumam ter. Em um carro manual, quando você tira o pé do acelerador, ele naturalmente vai perdendo velocidade e você sente o veículo sendo segurado até mesmo em uma marcha alta (em estradas de serra dá até mesmo para se determinar a velocidade só de trocar a marcha, aproveitando o cut-off ao máximo e sem massacrar o freio). Já em caixas automáticas, dificilmente se vê um freio-motor tão competente, fazendo-se com que se tenha de usar o freio de pedal um monte de vezes (e com as pastilhas comendo mais rapidamente). Além disso, o freio-motor de uma caixa automática costuma ser aquela coisa de se ver mais uma manada de búfalos sendo segurada do que conduzida com suavidade.

      Considero esse um problema importante nessas caixas, especialmente as automáticas convencionais. Cheguei a dirigir um carro de duas embreagens e ele me pareceu com um padrão de condução mais próximo ao de um manual, sem que eu precisasse ficar pisando freneticamente no freio para que a velocidade fosse reduzida.

  • Rafael Kleber

    Essa de automático dar status é o ó!

  • CorsarioViajante

    Bom post. Mas infelizmente no Brasil, que adora cavalos de batalha, ter “automático” virou distinção social. É comum ver gente que não gosta de automático comprar pq “ficar passando marcha pega mal”. Eh, tristeza!

    • Rafael

      Fora que eles pegam o carro emprestado e descem o sarrafo nas avenidas. O bom é que os videos são bem feitos (acho que usam GoPro)

    • Renato Mendes Afonso

      Talvez essas avaliações mais “críticas” dos jovens a esses carros (estaria você referindo-se ao Canal TopSpeed?) se devam talvez ao fato de, mesmo sendo carros com boa dose de qualidade, ainda são bem caros demais mesmo comparando a concorrentes mais caros. Concordo que haja uma falta de profissionalismo ou mesmo ignorância na hora da avaliação, contudo as avaliações estão longe de beirar o horrível. Dá para tirar uma boa informação do canal deles, só precisam amadurecer como avaliadores.

  • Newton (ArkAngel)

    Bob, brasileiro não gosta de carro, gosta de aparecer.

    • CorsarioViajante

      Também acho, daí se entende por que a Quatro Rodas adora dar a “vitória” num comparativo a um carro porque “chama mais a atenção”.

    • Fred

      Sou um aficionado por carros e gosto muito do manual. Mas para dirigir no nosso trânsito nada melhor que um belo automático. Atualmente tenho um Golf GTI 2014 com DSG e tenho um Golf GLX 1998 com câmbio manual. Qual deles me da mais prazer em dirigir? Diria ambos, os dois carros tem uma dinâmica perfeita e têm os seus prós e cons.

  • Rodolfo

    A única vantagem que vejo no automático é nos engarrafamentos, fora isso um manual vai bem.

    Com um Vectra 2.2 8V ano 2002, câmbio manual de 5 marchas, fui de São Paulo/SP a Ourinhos/SP pela Rod. Pres. Castelo Branco e não precisei tirar da 5ª marcha em nenhuma subida… só mudava de marcha no pedágio, que maravilha de carro.

    Hoje moro a 3 km do trabalho… vou a pé… isso que é qualidade de vida, pois não fico mais preso no engarrafamento…

    • Ilbirs

      As curvas de torque cada vez mais planas estão permitindo que se fique muito tempo na última marcha mesmo em velocidades mais baixas. Se o torque for bem abundante, dá para usar escalonamentos bem longos sem problemas, pois o motor segura bem a bronca. Caso o torque não seja tão grande, uma solução que costumo ver é a de a última marcha não ser tão longa nem tão curta, de maneira a permitir uma economia prática de combustível que seria superior àquela obtida por uma sobremarcha que necessita redução ao menor aclive.

  • Frederico

    Minha opção por câmbio automático se deve por questões de trânsito. Já não conseguimos ir “até a esquina” sem um pequeno engarrafamento. Me dei o conforto de não precisar mais ter o “trabalho” da embreagem…

  • Fabio Vicente

    Eu sou adepto do câmbio manual. Hoje em dia possuo 2 modelos (um manual e o outro automático) e quando é para dirigir “curtindo” (leia-se sozinho e sem destino), vou no manual!
    Na minha juventude, sempre preferi o câmbio manual usando o argumento (vazio) de que “carro manual anda mais do que o mesmo carro automático” – e isso sem nunca ter dirigido um modelo com câmbio automático! Hoje em dia, consigo desfrutar das vantagens de cada um, mas dirigir “a moda antiga” é muito mais gostoso! Até o punta-tacco tornou-se automático quando estou dirigindo, e alguns amigos me perguntam porque faço isso. Um deles aliás virou adepto deste tipo de manobra.
    Outro tipo de coisa que adoro fazer em câmbio manual é trocar de marcha “no tempo”, técnica que aprimorei graças ao mestre Bob Sharp, que publicou este post aqui:

    http://autoentusiastas.blogspot.com.br/2011/05/troca-de-marchas-no-tempo.html

    • Christian Bernert

      O carro mais fácil de trocar ‘no tempo’ era o saudoso Chevette. Os sincronizadores trabalhavam tão bem que mesmo errando muito na rotação eles evitavam arranhar os engates.
      Os câmbios atuais são muito leves e demandam muito mais atenção e destreza para trocar ‘no tempo’.

  • Torres76

    Ah eu absolutamente prefiro o câmbio manual….você sente o carro.
    E bela matéria, diga-se de passagem.

  • Christian Bernert

    Eu também fico intrigado com o fato de a habilitação não especificar o tipo de câmbio que a pessoa pode dirigir. Para nós brasileiros, que vimos a popularização dos câmbios automáticos somente nos últimos 10 anos, não é raro encontrar quem não saiba usar um câmbio automático.
    A primeira vez que eu aluguei um carro com câmbio automático nos EUA foi em 2002. Lembro de ter ficado bastante tenso na expectativa de sair do pátio da locadora sem dar vexame. O fato é que eu sabia usar um câmbio automático apenas teoricamente. Nunca havia passado por esta experiência na prática. Até que eu consegui sair sem chamar a atenção de ninguém. O problema foi cerca de 1000m adiante quando eu cheguei no semáforo e ‘pimba’ soquei o pé esquerdo com vontade no pedal do freio por puro reflexo de pisar na embreagem. Sorte que não tinha ninguém colado atrás de mim.
    Mas eu fico com pena mesmo é dos americanos quando vêm para cá. Ainda hoje encontrar carro com câmbio automático em locadoras no Brasil não é garantido. E aprender a usar um câmbio manual para quem só usa o automático é bem mais complicado do que se desfazer do reflexo de pisar na embreagem.

    • amonino

      No Japão por exemplo, se o motorista tiver tirado licença com carro automático (da auto-escola), irá constar na carteira, e ele não estará habilitado a dirigir carro manual. Já se tirar licença com carro manual, estará habilitado a dirigir os automáticos também.

      • Mario

        Pois é, minha irmã dirige lá, tem habilitação para carro automático e sempre que vem para o Brasil e vê um carro manual, fala que gostaria de tirar essa habilitação também. Acho que a fórmula ideal para quem é autoentusiasta é ter dois carros, um automático (ou automatizado) para pegar o trânsito pesado diário (em São Paulo, temos que incluir sábados e domingos por conta das ciclofaixas do maníaco da bicicleta) e outro manual para o lazer e pista livre. Já faço isso com minhas motos, tenho um scooter automático que uso para trabalhar e uma moto convencional para lazer.

    • Lorenzo Frigerio

      No Reino Unido existem carteiras para quem só vai guiar carro automático.

    • RoadV8Runner

      Fiz a mesma presepada ao dirigir carro com câmbio automático pela primeira vez, pisar no freio pensando ser a embreagem. Foi um belo teste de frenagem de emergência…

  • marcos

    Verdade Bob! Vergonha não! Mas que é chato à beça, desatualizado, ninguém usa mais, na cidade é um saco etc, você deve concordar que é, não? Agora, quem gosta, gosta e gosto nem mau gosto se discutem.

  • guest

    Bob, você tocou num ponto que sempre me intrigou em relação à embreagem, o dito “contato gradual”.

    Sei que ao tirar-se rapidamente o pé do pedal, a embreagem dá um tranco, exatamente pela ausência do contato gradual; noutro sentido, a lentidão nesse movimento do pé provoca a “queima” da embreagem.

    Por que nunca houve, ao que eu saiba, o uso de um dispositivo mecânico (acho que até algo relativamente simples, como uma mola) que controlasse o “contato gradual”, independentemente da velocidade do movimento do pedal da embreagem?

    Obrigado pela atenção.

  • Harry Stéfano

    Bob, boa tarde, sei que não tem muito a ver com esse post de hoje, mas tempos atrás o Sr. fez uma materia em que eu perguntei quando foi criado o Layout dos carros como conhemos hoje, com 3 pedais, embreagem na esquerda, freio ao centro, acelerador na direita, bem como a alavanca de cambio, geralmente entre os bancos dianteiros.

    No inicio era comum, os comandos serem dispostos de formas variadas, como a marcha reversa no pedal, o cambio onde hoje é a seta de pisca, enfim, quando foi criado esse “padrão” como conhecemos hoje, em resposta a essa minha pergunta o Sr. disse que iria se informar e responderia posteriormente..

    —l Pergunta Off-topic: Bob, boa tarde, vcs do AutoEntusiastas, irao testar o novo Cross Up! que acabou de ser lançado? Obg, e desculpe pela pergunta Off-Topic. I—

  • Julio Henrique

    Acho que o que todos nós entusiastas gostaríamos é te ter a opção de escolher o tipo de cambio. Isso está acabando no Brasil e no mundo.Está surgindo a ditadura do dois pedais. Ouvi dizer que os próximos lançamentos da Lamborghini não terão opção de cambio manual. A BMV não traz nenhum carro com opção manual,o novo Golf GTi não traz a opção manual, e muitos outros exemplos. Muito triste essa imposição do mercado.

    • RoadV8Runner

      Perfeito! O problema não é o tipo de câmbio (manual, robotizado ou automático), mas sim a falta de opção, de não poder escolher o tipo que mais lhe agrada.

  • Mr. Car

    De fato, Bob, tem muita gente que associa o câmbio automático em si com status, mas minha associação câmbio/status, sempre foi outra: por ver em criança todos aqueles filmes americanos cheios de “barcas” enormes que me fascinavam, e todas na minha visão de menino, luxuosas (ainda que para os padrões americanos pudessem ser até carros simples), e com o câmbio na coluna de direção, acabei, isto sim, associando o câmbio na coluna de direção, com status. E isto não saiu do meu imaginário. Até hoje acho o câmbio na coluna de direção (e acompanhada de banco dianteiro inteiriço) chique no “úrtimo”, he, he, he!

    • Ilbirs

      Eu também sou fã de alavanca em cima, preferencialmente manual. Alguns falarão que estou me restringindo a um “three on the tree”, mas lembro que daria para ter um “five on the tree”, como prova o Citroën DS (leia-se o original, com suspensão hidropneumática). Em tese daria para ter até mais marchas, mas aí ficaria um H muito estreito na coluna, ficando aí mais adequada uma alavanca que se pegue pela frente, que poderia sossegadamente não estar no assoalho.
      O banco não precisa ser obrigatoriamente inteiriço, mas a possibilidade de levar três pessoas na frente e outras três atrás é fantástica, como podemos ver na extinta minivan Edix/FR-V:

      http://ipocars.com/imgs/a/c/b/z/i/honda__fr_v_1_8_executive_leather_bi_xenon_2008_9_lgw.jpg

      Há ainda a questão da ergonomia a ser levada em conta. Alavanca no piso te faz esticar mais a mão do que uma em cima. Além disso, com os comandos em cabo atuais, há a possibilidade de uma alavanca poder ser montada em qualquer lugar do carro. Aliás, novamente vamos falar da Edix/FR-V:

      http://ipocars.com/imgs/a/c/b/z/i/honda__fr_v_1_8_executive_leather_bi_xenon_2008_8_lgw.jpg

      Liberou-se espaço para um terceiro ocupante dianteiro, abriu-se espaço para que o motorista consiga dirigir com as pernas mais abertas, como se pode notar, a transmissão seguiu sendo manual. A Edix/FR-V é uma minivan, mas nada impediria que carros de passeio comuns tivessem essa mesma solução, como se pode ver pelo Datsun Go (ainda que este seja estreito demais para levar uma terceira pessoa na frente):

      http://img1.aeplcdn.com/ec/DC/2F/11240/img/l/Datsun-Go-Plus-Interior-20360.jpg

      Pense algo assim (claro que falo das soluções para a alavanca e o freio de estacionamento) com a largura de um Nissan Pulsar:

      http://lh4.ggpht.com/-rMIssFJfyL4/Ud77y4LGHNI/AAAAAAANY6g/f-RsisrPNs8/s1600-h/2012-Nissan0Tiida-5d-9%25255B2%25255D.jpg

      Já se consegue imaginar um terceiro lugar central meio estreitinho, mais para emergências do que para levar um passageiro propriamente dito. Talvez se conseguisse mais largura interna com painéis de porta menos projetados para dentro, o que também é questão de projeto.

    • CCN-1410

      Eu também Mr. Car… Eu também!

    • R.

      Veja isso Mr.Car

    • R.

      Esse está lindo !

  • Peter Losch

    Interessante. Dirijo automóveis há quase 30 anos e não tenho qualquer restrição aos “câmbios do passado”. Estes tinham as alavancas com um funcionamento mais “seco” e curso curto, sendo a força necessária para utilizá-la de razoável para baixa, ou seja, eram praticamente perfeitas.
    As alavancas de hoje em dia costumam ser maiores, o curso também é um pouco maior e não existe o feeling de “encaixar” uma marcha após a outra. É tudo muito macio (mole?) e é difícil perceber os “canais” das marchas. Câmbio pasteurizado…
    Dou graças à Volkswagen em ter feito um câmbio tão bom quanto o usado no meu Fusquinha ano 69. Curto, firme e seco. Ideal.

  • Rafael

    Já li notícias de certa forma engraçadas relacionadas à proporção de câmbios automáticos nas frotas norte americanas e brasileiras.

    Teve um caso de um ladrão ter furtado o carro de um brasileiro nos EUA e ter sido apanhando pela polícia por não conseguir fugir pela falta de habilidade com o câmbio que era manual.

    Teve um outro caso de um criminoso que rendeu uma pessoa em um corsa sedan automático e largou a vítima no acostamento. O criminoso acabou chamando a vítima de novo e obrigou-a a dar uma breve explicação sobre o funcionamento do câmbio para que ele pudesse fugir…

  • BlueGopher

    Nos anos 70, uma fabricante tinha acabado de preparar alguns protótipos para uma nova versão um de seus carros, onde a alavanca de câmbio saía da coluna de direção e passava a ser instalada no piso.

    Um americano em visita à fábrica sentou no carro, procurou a alavanca na coluna, como era comum nos carros automáticos que ele dirigia nos Estados Unidos, e não teve dúvidas: engatou a marcha na alavanca do pisca, arrebentando tudo…

    • anonimo

      Não seria na alavanca do limpador?

  • Diego Mayer

    Bob, a nível de Brasil acredito que o câmbio automático é sim um diferenciador de status social. Neste país é, para a maioria das pessoas, absurdamente caro e inviável manter um veículo automático. Para ter uma ideia, meu A3 1.8T necessita de troca do óleo da caixa a cada 40 mil km, ao valor de R$ 800,00. E, caso não seja obedecido, fatalmente condenará as solenoides, cujo o kit beira aos R$ 4.000,00. Ainda, se houver a quebra física do câmbio, um conserto gira em torno de R$ 10.000,00.
    Nos EUA é o inverso, a dificuldade de manter e achar peças reside nos câmbios manuais, sendo as dos CAs baratas e fartas.
    Eu optei pelo tiptronic por causa do trânsito insano que este desgoverno implantou no país. Virou um sacrifício percorrer um simples trajeto utilizando o câmbio manual; haja joelho. Nem para finais de semana o manual me serve, pois, aqui em Floripa, é até pior nos finais de semana. Obviamente o câmbio manual confere maior prazer ao dirigir, além da agilidade pelo uso da embreagem.

    • Breno Caetano dos Santos

      É isso mesmo Diego, a manutenção da maioria dos câmbios automáticos é muito cara. E sinceramente acho até abusiva. Prefiro uma tocada mais esportiva com meu manual, onde gasto pouco e tenho mais diversão.

  • Antônio do Sul

    Nos meus 17 anos de carteira e desde que dirigi um carro pela primeira vez, há 24 anos, tive poucas oportunidades de dirigir um automático. As minhas últimas experiências foram com um Golf DSG de 7 marchas e com um Mercedes SLK com câmbio automático de 5 marchas e opção de trocas manuais, ambos de familiares e amigos, e definitivamente não gosto de caixas automáticas/automatizadas. Com o Mercedes, tive a oportunidade de rodar por quase 300 km de estradas e, mesmo usando as borboletas para selecionar as marchas, senti muita falta do pedal da esquerda. Quanto ao Golf, a transmissão pode ser um show de tecnologia, mas não foi dessa vez que me converti.

  • CCN-1410

    Acredito no que você disse, mas o povo ainda pensa que câmbio automático é sinal de status.

    Eu ainda não consigo me ver em um carro com câmbio automático ou similar, mas nunca se sabe o dia de amanhã.

  • Miguel Lima

    “O que é importante salientar é que não constitui nada feio ou desonroso ter um carro de câmbio manual ou, inversamente, que ter um de câmbio automático dê status, seja um diferenciador de condição social ou econômica. Trata-se meramente de tipo de câmbio diferentes.”

    Concordo plenamente com a frase, mas aqui no Brasil o que temos é versões de luxo sem opção manual/embreagem e versões básicas sem opção automática. Dessa forma, acabou se produzindo (as avessas) a ideia de que “manual é inferior” e “automático é superior”.
    Seria muito bom se houvesse opção de automático em veículos básicos e manual em versões luxuosas.
    Por opção, hoje, prefiro um automático (especialmente pelo nosso caótico trânsito), mas durante muito tempo tive vários carros manuais.

  • Cláudio P

    Excelente, Bob! Eu conheço várias pessoas que tem visões equivocadas sobre essa questão e precisam urgentemente ler seus textos sobre o assunto. Sou adepto do câmbio manual, mas para balizar minha opinião faço sempre questão de experimentar automáticos, automatizados, CVT e o que mais surgir de opção em matéria de câmbio. Minha primeira experiência com automáticos foi no início dos anos 90 com uma Quantum GLS. De lá pra cá a lista de carros que experimentei com os vários tipos de câmbio de trocas automáticas é extensa. Reconheço que a coisa melhorou (e muito!) e há exemplos de quase perfeição nos últimos tempos, mesmo assim minha preferência pelo câmbio manual continua intacta pelo simples prazer de dirigir inigualável. E mesmo tendo melhorado muito também os manuais, quando dirijo um carro dos anos 80, manual e com boa saúde, afirmo; a satisfação é a mesma do que com os modernos, mesmo com as limitações da época. Mas o curioso é que, quando falo que prefiro manual a reação do outro quase sempre é de desdém, com colocações do tipo: “manual é mais barato, né?”, “pega um automático, você acostuma”, “você já dirigiu um automático? (!), “manual é coisa do passado”, “na hora de revender o manual desvaloriza”. Ou seja, esses conceitos tortos sobre o tema estão amplamente difundidos, mas é muito bom saber que exemplos como esses não saem da boca de um verdadeiro Autoentusiasta. E quando um verdadeiro Autoentusiasta prefere os automáticos sabe que é apenas uma questão de opção.

  • cleyton faria

    Me diz onde isso é feio

    • Lucas dos Santos

      Eu é que não vou desembolsar uma fortuna em um carro desses para ficar trocando marcha! Que absurdo!“, dirão alguns.

    • braulio

      Num Uno tunado!

    • $2354837

      Claro que não. Aliás a Fiat é mestre de fazer manoplas de câmbio Antiergonômicas.

  • Jt

    Bob, bela complementação da matéria. Desculpe a curiosidade em nível pessoal mas, você não usa o pé esquerdo para frear, em um automático, mas consegue usá-lo no freio se for necessário, correto? Se não, como você fazia para vir tempo nos Opalas, em final de reta, quando tinhamos que acelerar e, ao mesmo tempo, bombar o freio para “levantar” o pedal? Se lembra disso? Abraços saudosistas;

    Aldo

    • Bob Sharp

      Aldo
      Claro que me lembro, como poderia esquecer isso? Mas nesse caso não era modular frenagem, apenas movimentar o pedal de leve até sentir que a altura foi readquirida. Freio muito mal com o pé esquerdo, não consigo modular.

  • Mr. Car

    Quando fui dirigir um automático pela primeira vez, as palavras do “professor” (um primo), foram: antes de qualquer outra coisa, esqueça que você tem pé esquerdo (rs).

    • Rafael

      É verdade. Uma vez dei uma volta num carro com câmbio automatizado de uma amiga, e ao encostar para entrar numa vaga e selecionar a ré, veio aquela vontade de dar uma bela pisada na embreagem junto com o freio para parar o carro de vez. Conclusão: a vontade do pé esquerdo pisar na embreagem o fez encontrar o próprio pedal de freio – que nesses casos possui uma sapata bem maior – e o carro parou cantando pneu…

  • Gustavo Tourinho

    Pelo contrário. Utilizar um câmbio manual (quando há a alternativa do automático no mesmo veículo) pode significar a opção por ter o controle sobre o comportamento do automóvel e, por consequência, saber como dirigí-lo plenamente. Portanto, e concordando com o Bob, nenhuma desonra.

  • francisco greche junior

    Realmente acho que tudo é questão de costume. Questão do que se quer acreditar. Eu mesmo usando embreagem com quase o triplo de carga, a cabo mesmo, nada de hidráulica, não me incomodo de pegar todos os trânsitos de São Paulo.
    Vai do que cada um quer acreditar.

  • Bob Sharp

    Harry,
    Desculpe não ter-lhe respondido, mas tenho certeza quase total que após sua pergunta fui atrás do assunto e isso gerou matéria, com a resposta, leia em http://migre.me/mzQlK. cross up!, não pensamos tem testá-lo, pois não há mudanças que o justifique.

    • Harry Stéfano

      Em relaçao ao Cross Up!, assim como o no Gol Rallye, Cross Fox e Saveiro devem existir mudanças na altura da suspenção e nos pneus de perfil mais altos, não?? Ou será somente o Up! com altura normal, com adereços caracteristicos da linha Cross/Rallye? Te mais!

  • marcus lahoz

    Gosto muito do manual, mas somente em alguns momentos. Hoje meu carro tem uma embreagem dura (sim demanda troca), enfrento um trânsito lascado. Sinto falta do automático.

    Gosto do manual na estrada, quando a resposta é mais imediata e o controle total. Fora isso o automático só traz vantagens.

    Mas, veja, o câmbio do carro não representa status, e sim apenas outra forma de conduzir o veículo. Alguns tem prazer no controle total, uma tocada mais esportiva; outros querem apenas andar tranqüilo e sem se incomodar.

  • Bob Sharp

    Guest
    Poderia haver não uma mola, que teria valor fixo, portanto inadequado devido à variedade de situações que exigem. acoplamentos graduais variados. Mas um controle eletrônico de acoplamento seria possível.

  • Bob Sharp

    marcos
    Não acho nada saco, é uma operação totalmente automática, tanto quanto caminhar.

  • Bob Sharp

    ArkAngel
    Concordo, e ainda por cima coloca saco de lixo nos vidros para o carro ficar lindão…

  • Bruno Hoelz

    O pior de tudo é que a indústria automobilística se adapta ao mercado. E o mercado nada tem de entusiasta. A Ford, por exemplo, disponibilizava câmbio manual no Focus Sedan topo de linha e agora, na nova versão, só existe automático. Agora, fiquei surpreso mesmo com o Golf GTI, nada contra seu excelente automatizado de dupla embreagem, mas seria bacana ter uma versão manual, até por que os VW manuais que já dirigi são ótimos.

  • Bob Sharp

    Harry,
    Sem mudanças no que você citou.

  • Valdek Waslan

    Rapaz….
    eu acho que a opção pelo câmbio automático se dá muito também ao caótico trânsito em que vivemos. Na estrada, em viagens, o manual nem é muito exigido assim, mas nos grande centros onde o anda e pára cada vez mais corriqueiro e entediante, o manual perde e muito. Eu lembro que uma das grandes frustrações que eu tive, quando tirei minha carteira, era que o instrutor era muito exigente com as reduzidas e então eu ficava uma arara porque era mais o menos o seguinte: engata a primeira, acelera,… mais um pouquinho, agora a segunda…. isso mais, mais, acelera engata a terceira…. isso, agora, prepara, vai engatar a quarta, vai…. não,… reduz que vem uma curva ou um quebra-molas. Depois com o tempo, claro, em campo mais aberto e em vias mais rápidas (faltando umas duas ou três aulas para acabar o curso) foi que eu passei a usar a quarta marcha. Mas engarrafamento ou trânsito moroso, é muito chato ficar reduzindo toda hora… enfim… como eu disse, acho que aí o AUTOMÁTICO ou AUTOMATIZADO vence, justamente pela ausência da embreagem… Agora, quem quer esportividade, quem quer ter o carro na mão, opta pelo manual. Mas a grande pergunta é: COM O TRANSITO CADA VEZ MAIS ENTUPIDO DE CARRO, SE NÃO FOR NA ESTRADA, ONDE O CARA PODE TER O CARRO NA MÃO? Valeu, um abraço.

  • Kaio

    Uma pergunta sobre o funcionamento dos automáticos: Vejo nos noticiários carros (acredito serem automáticos) esbarrarem nos muros de estacionamentos a ponto de despencarem de vários andares, qual seria a causa? Os carros automáticos aceleram sozinho tanto assim depois de soltar o freio e sem usar o acelerador?

    • Luiz silva

      Em 99,9% dos casos, erro cometido por motoristas que distraidamente colocam marcha à ré quando era para sair a frente em D ou o inverso, colocam D quando queriam na verdade ir para trás. Há alguns casos conhecidos de aceleração involuntária de Audis já há muitos anos e recentemente os famosos casos da Toyota q no final provou-se ser culpa dos sobretapetes que ao se deslocarem à frente prendiam o acelerador. No passado creio que possa ter havido outros casos,e por isso a indústria optou por um padrão de entre a marcha à ré e o drive, à frente, estar o neutro.

      • Fabio Toledo

        Agora a questão do tapete, deveria ser normatizada ao menos para o motorista! Eu não uso desde que comecei a ler o AE, não é ser puxa-saco, só estou reconhecendo…
        Outra coisa que deixei de usar foi a maldita película!
        #salveAE

    • $2354837
  • Eduardo Silva

    Para quem pega muita estrada, nada como aguardar a faixa seccionada em terceira marcha, com motor cheio, para ultrapassar rapidamente e com sobra. É um dos prazeres que proporciona o câmbio manual. Outro é o punta-tacco.

  • Marcelo Schwan

    Lipe,
    eu comprei um Golf e estou plenamente satisfeito com o carro, inclusive suspensão. No início estranhei a calibragem da suspensão, tendo em vista que usava um Focus 2.0 hatch, com pneus 205/55-16.

    Com o uso acostumei e gostei e hoje não reclamo mais da suspensão, mas sim dos pneus. Já reclamei isso aqui e volto a reclamar: não vejo necessidade de pneus 225 e menos ainda de perfil 45 nesse nosso asfalto lunar.

    O mesmo Golf com as rodas 16 e pneus perfil 55 está ótimo pra mim. O problema é que esse jogo de rodas 16 e pneus 55 só vem no básico. Qualquer pacote que você escolha acima do básico já muda as rodas para aro 17. Na primeira troca de pneus vou colocar perfil 50.

    A Ford fez isso com o Focus novo, assim como a Honda com o Civic 2015.

    Quanto ao câmbio, os VW manuais são excepcionais. Ia comprar o meu com câmbio manual e economizar R$ 7.000,00, mas quando andei no DSG mudei de ideia. E não me arrependo nem um pouco. O funcionamento do câmbio é exemplar, rápido e pode-se escolher o modo de condução e comportamento das trocas. Fora a opção de usá-lo no modo manual.

    Minha escolha de compra do Golf foi justamente o contrário do que você mencionou no tocante a status. Estava olhando o 118i e o A200, mas me incomodava a ideia de andar numa vitrine ambulante chamando a atenção no meio do trânsito. Hoje em dia isso é um tanto perigoso. Escolhi o Golf justamente porque passa despercebido aos olhos da maioria que acabam confundindo o carro com um Gol ou um Fox. Principalmente branco como o meu. Mas tem tudo e mais um pouco que tem nos 118i e A200.

    Nisso aqui eu concordo plenamente contigo: “Agora escolher o carro em razão do moderno 1.4 T “downsized”, mais veloz
    que Civic Si 2.4 (sim, não precisa ser nem o GTI), câmbio manual excelente (tradição VW) ou a “double clutch gearbox” estado da arte do
    grupo VW, suspensão firme e esportiva… Design limpo e funcional”… exceto pelo câmbio.

    abraço

    • Christian Bernert

      Marcelo,
      É isso mesmo. Concordo 100% em tudo o que você argumentou. Também tenho um Golf e pelas mesmíssimas razões que você pontuou. Hoje em dia é mais inteligente ser discreto.
      Tenho a mesma opinião sobre os pneus. Rodas 16 fazem muito bem ao Golf e representam uma perda de performance mínima enquanto diminuem consideravelmente a vulnerabilidade.
      O DSG em modo manual dá bastante liberdade e não faz de você um refém da programação do câmbio. Tenho um gosto particular por retomadas mais longas, pisando fundo no acelerador mas sem reduzir ‘loucamente’ as marchas. Isto só é possível no modo manual. Acho que o câmbio manual daria ainda um pouco mais de prazer ao dirigir, mas os constantes congestionamentos da nossa sufocante vida urbana nos levam ao conforto de um automático, portanto ter um pouco de cada mundo à sua disposição no mesmo carro é o que realmente importa.

      • Fabio Toledo

        Boa dica! Assim que eu puder, o meu será o modelo de entrada. Digo pela diferença de preço e pelo maior conforto com R16.
        Pena que não será alemão…
        : (

  • petrafan

    A verdade (pelo menos, assim creio) é que o ser humano não nasceu para fazer uma série de coisas, inclusive dirigir.
    O raciocínio é o seguinte: quantas pessoas tocam, por exemplo, violão de forma absolutamente perfeita? Quantas tocam bem? Quantas tocam mais ou menos? Quantas tocam mal? E quantas não sabem tocar?
    Dirigir é a mesma coisa.
    Tocar violão é algo que demanda aprendizado, e dirigir também.
    Como resultado, algumas pessoas saem do aprendizado (seja esse aprendizado a picape do tio, o trator do avô, a Brasília da mamãe, o Gol bolinha do irmão mais velho ou as aulas na autoescola) sabendo o mínimo – abrir a porta do carro, virar a chave e colocar o carro em movimento, parando em alguns sinais vermelhos e de vez em quando se lembrando de dar seta.
    De novo: dirigir é uma arte, a ser aprendida, dominada e aperfeiçoada.
    e é por isso que é tão bom dirigir.

    • Fabio Toledo

      Não concordo 100% com você, mas realmente tem gente que dá tranco a cada troca de marcha e ainda acha que “manda bem na pilotagem”…

  • Rafael

    Até os pedais de embreagem de carros mais populares dos últimos anos, mesmo sendo a cabo, são bem leves caso o conjunto esteja em bom estado.

    Não vejo problemas de ficar engatando marchas no trânsito diário. Mas, veja bem, para mim há uma diferença entre trânsito e engarrafamento (nesse caso é aquele anda e pára interminável). O segundo caso realmente é desgastante. Se for para enfrentar engarrafamento todos os dias, por muitos minutos/horas, melhor seria ter um automático mesmo.

  • André K

    Minha primeira vez com câmbio automático (há quase 2 anos, com o meu carro atual, após 24 anos de câmbios manuais – doravante MT) me tive uma “aflição” danada no pé esquerdo e na mão direita por sobre a alavanca. Depois passou.

    Hoje, mantenho esse carro automático (doravante AT) e um outro MT, gosto igualmente dos dois. Nenhuma dificuldade em conviver com os dois mas, muito esporadicamente, me pego tentando trocar a marcha do MT sem usar a embreagem… muito esporadicamente, certamente atos falhos…

    Freio no AT!? Só com o pé direito, nada de esquerdo
    Anos de prática com o MT e meu modo de dirigir sempre reduzindo as marchas me fazem, diferentemente de quem aprendeu já com o AT, usar frequentemente a redução de marchas no AT de modo que gasto muito menos pastilhas de freio do que a média dos demais que usam AT. Quando paro nos semáforos também costumo levar a alavanca ao N, por comodidade e segurança. Nenhuma dificuldade com isso.

    Porquê o povo faz tanta confusão com isso!?

    Sobre o oferecimento das opções pelas fabricantes, é muito simples: é economicamente inviável oferecer tudo que o consumidor quer se o volume não for justificável. Quem não está satisfeito, procure outra marca, ou melhor, abra a sua própria fábrica! Já que precisamos de uma nacional mesmo…

    • Fabio Toledo

      André K, dependendo do modelo do câmbio talvez vocês esteja encurtando sua vida útil do modo que tem operado o AT. Há algo aqui no AE sobre isso.

    • Fat Jack

      Perdoe-me discordar com você no seu comentário final, desde o final da década de 70 que se oferece a opção de câmbio manual ou automático no Brasil, e olha que nesta fase o volume de produção dos automáticos não justificaria a sua manutenção no mercado. Sobre as fabricantes “empurrarem esta opção” a explicação é facílima, ela tem um custo de (vamos dizer, valores sem nenhuma comprovação, 100% teóricos) $2.5k com a transmissão e cobra do cliente R$4k por ela, ou seja, mais uma parcela de lucro… e impor este “gasto a mais” ao consumidor não me parece correto.

      • André K

        Primeiro, não há que se pedir perdão por discordar, enquanto ainda estivermos na democracia. Ainda mais, construtivamente.

        Segundo, os mercados e o ambiente socioeconômico são muito (muito mesmo) diferentes dos anos 70 para cá. Ainda assim, os câmbios automáticos da época entravam no esquema da cota de importação oficial da fábrica e com poucos ajustes ela praticamente oferecia outro produto complementando sua linha. Ela já sabia que o mercado absorveria muito pouco desses e ainda assim ajudaria a fixar a imagem dela no mercado Muitas delas eram recém chegadas aqui.

        Hoje em dia a fábrica prefere trazer outros modelos na sua “cota”, ou nem mesmo importar nada. Veja o caso das 2 portas, por exemplo, quantos modelos aqui nunca tiveram 2 portas diferentemente de outros mercados (Focus, Fiesta “Rocam”, etc.). E, em outros casos, o ambiente é tão diferente (inóspito?) que nem vale mesmo. No caso do MT, por exemplo, um mix pequeno de produção (importado ou não) lançado por uma fábrica precisa ter assistência teoricamente garantida por um bom tempo e por localização geográfica (Brasil inteiro) e os custos disso por si só já justificam o não lançamento. As fábricas fazem simulações com a produção projetada, os custos, as despesas e o lucro, com muito mais variáveis do que vai acima, e acredite, se não lançam é porquê essas projeções não se justificam.

        Não é difícil trazer um carro desses via importação independente, mas aí, boa parte desses custos fica para quem importou e esses custos adicionados aos impostos já inviabilizam a importação para a maioria de nós.

    • KzR

      Muitos se confundem porque precisaram se mecanizar para aprender a pilotar um manual. Quando pega um automático, uma pessoa deste tipo vai inevitavelmente “carregar” no seu inconsciente o “modo de condução manual” e vai cometer aqueles erros bobos.
      Eu mesmo não tive problema algum ao dirigir um automático pela primeira vez, e nem confundo hoje em dia. Só procuro me acostumar logo com a sensibilidade do acelerador – seja automático ou manual – e o resto é tranquilo.

      André, a questão não é tão simples. É lógico algumas buscar cortar custos com padronização, mas se todas seguirem a tendência atual? Também não é coisa mais fácil abrir uma nova empresa. Ainda que seja mais custoso, não será grande problema se companhias continuarem a desenvolver dois tipos de câmbio.

  • Alvaro Cruz

    Sem dúvida alguma o câmbio manual dá muito mais prazer a quem gosta e sabe dirigir.

  • Marcos Alvarenga

    Pra mim carro automático é “capado”. Pode até ser bom, mas falta alguma coisa muito importante e insubstituível.

    Já disse e repito: não existe felicidade plena ao volante sem câmbio manual. Antes que me rebatam, não estou falando de economia de combustível, nem de eficiência, nem de velocidade ou milissegundos. Sinto muito. Nem Fórmula 1. Pode ser uma experiência fabulosa. Mas vou sentir que falta alguma coisa.

  • RoadV8Runner

    Eu devo ser de outro planeta, só pode… Sempre darei preferência para câmbio manual. Nem mesmo quando dirigia meu Caravan 4,1-litros, câmbio manual e com embreagem que, para chamar de pesada, precisaria aliviar um pouco a carga da mola, não me incomodava de dirigir no anda e pára do trânsito cotidiano por causa das trocas de marcha. Fiz isso por praticamente 9 anos, de segunda a sexta, 30 minutos de “primeira e segunda”, tanto na ida quanto na volta do trabalho.
    Essa de preferir câmbio automático para dar status é deprimente…

    • Luis

      Não é para dar status, é para ter conforto mesmo.

      • Lucas

        Para você, Luís. Mas talvez para outros………

  • Renato Mendes Afonso

    Entendo quem goste de câmbio automático, mas estranho um pouco quem acha impraticável o manual em cidades. Ou o câmbio que uso é estado da arte, ou de fato grande parte da população sente incômodo em trocar marchas.

    Agora, esse negócio de status é triste, pois quem sofre de verdade somos nós, adeptos da interação plena com o carro.

    • Jackson A

      “grande parte da população sente incômodo em trocar marchas.”
      Sim. é isso mesmo.

  • J Paulo

    O que cansa é carro sem ar-condicionado e direção hidráulica. Aliás, os carros de hoje sem DH parecem mais fenemês queixo-duro!

    • Marcelo Henrique

      Concordo totalmente, sem ar-condicionado é muito cansativo.

  • Robertom

    Vergonha é não saber dirigir um carro manual corretamente…

  • Leo-RJ

    Muito do câmbio automático é simplesmente influência na hora da venda, ou porque alguns modelos só estão disponíveis no Brasil em versão com câmbio automático (e isso os vendedores não explicam), ou porque o vendedor lança do argumento “um carro desse com câmbio manual? Este merece um automático”, ou porque na concessionária os vendedores falam que “carro automático valoriza mais”… e pronto, no Brasil parece um mantra o “valoriza mais”. Em que pese o carro ser um bem que se deprecia com o tempo, muitos aqui ainda acham que carro deve se valorizar com o tempo.

    E isso influencia mesmo algumas pessoas. Já comentei aqui, em outro artigo, que um rapaz do meu trabalho, certa vez falou: “o cara ali está de Jetta, mas está passando marcha… é manual, um carrão com câmbio retrógrado.” ou coisas assim.

    Certa vez li no O Globo que os importadores só traziam carros automáticos porque para homologar cada câmbio custa algo em torno de 1 milhão de reais. Daí eles preferem trazer apenas os automaticos para evitar esse custo.

    Leo-RJ

  • Romulo Rostand

    O assunto lembrou-me a história que lí sobre o fundador da Caoa, Carlos Alberto de Oliveira Andrade, um médico que entrou no negócios de carro, em grande parte, por conta de ter comprado um Ford Galaxie manual. Após a compra familiares lhe convenceram de que Galaxie tinha que ser automático. Na troca pelo modelo de “status” ele pagou adiantado e após meses de espera para receber, descobriu que a concessionária estava insolvente, para não perder o dinheiro comprou a empresa. Em poucos anos já possuía uma extensa rede de concessionárias Ford e por aí foi até ser o que é atualmente a Caoa. Como não tenho tino para negócios e escolho carro pelo prazer em dirigir, continuo optando pelo câmbio manual.

    • KzR

      Não sabia dessa história. Não dá para não dizer que ele foi oportunista no momento certo.

  • lightness RS

    Eu sou autoentusiasta convicto, tenho 3 carros, 2 manuais, e um automático, o de uso diário, e não o dispenso por nada, principalmente porque viajo, cerca 5.000 km/mês e me poupa demais! E não sou velho, 29 anos ainda dá para chamar de novo, né? hehe

    Gosto muito do câmbio manual, às vezes fico ansioso esperando o final de semana para poder ter tempo de sair com os outros carros e sentir a máquina de verdade, mas a comodidade a ‘pouco’ valor (no caso, 3 mil a mais) vale a pena, ainda mais considerando grandes períodos de tempo!

    • KzR

      O Audi é manual, não é? rsrs
      No tráfego pesado é notável a comodidade do automático. Já para viagens – se não enfrentar a situação anterior – o manual é mais do que suficiente.

      • lightness RS

        O A3 originalmente é automático, e como é o 150-cv e não o 180, é o 4-marchas sem tiptronic, beeem lento, porém, quando peguei ele do meu pai há 6 anos, deu também a coincidência de um amigo destruir um Golf GTi sem seguro cerca de 1 mês depois. Então pude comprar praticamente todas as peças necessárias (muitas) por um bom preço, e o converti para o lado certo da força!! Há uns 3 anos devolvi ele a (quase) total originalidade, e com isso voltou a caixa original!

        E então no começo desse ano surgiu um diferencial LSD para o carro, por um preço razoável e já no Brasil, mas só compatível com a caixa manual e, bom, o resto da história nem preciso contar hehehehe

        abraço

  • Roberto

    O mesmo raciocínio se aplica quando se compara carros pequenos e grandes. Quando minha esposa e eu compramos um Fiat 500, inicialmente para que nós dois usássemos, muita gente criticou dizendo que era muito caro pelo tamanho do carro. O detalhe é que não tínhamos necessidade alguma de ter um carro maior, já que não temos filhos e o banco traseiro do nosso antigo Fiesta 4-portas ficava sempre vazio. Gosto muito de carros pequenos pelas vantagens que proporcionam na cidade e não tenho vergonha nenhuma de dirigir o Fat 500, sendo que ele é bastante confortável para os ocupantes da frente. Tanto que atualmente também possuo um Gol duas-portas que atende perfeitamente às minhas necessidades.

  • Adriano Rech

    Nada disso! Para mim feio é o cara que mora numa casa velha caindo aos pedaços e compra carrão financiado… dali a uns meses não tem dinheiro para a prestação, muito menos manutenção…Dai corre para um advogado atrás de revisional.

  • Ozirlei

    Até onde eu sei, a GM foi a primeira a produzir, a invenção que, por incrível que pareça,é…brasileira.
    José Braz Araripe e Fernando Lemos foram os engenheiros que criaram em 1932 o câmbio automático, não podemos nunca deixar de dar crédito e ter orgulho das criações brasileiras.

    • Carlos Spindula

      Conte-nos mais essa história, Ozirlei… conte-nos mais, que isso pra mim é novidade ! Fiquei curioso e não duvido.

  • Orizon Jr

    Qualquer que seja o câmbio, automático ou manual, ambos são ótimos, cumprem a missão e tem vantagens e desvantagens.

    O maior problema é mesmo as pessoas e sua intransigência (e são muitos). Não há absolutamente nada de errado em gostar mais de um tipo que do outro.

    O incrível é pensar que por apreciar o do tipo A, isso faz o tipo B ser uma completa porcaria.

    Tanto o automático quanto o manual tem seu espaço. Reconheço, aprecio e utilizo ambos. Mas o fato do manual estar perdendo espaço a cada dia para o automático, por conta da caotização (desculpe aí, língua portuguesa) do trânsito e outros aspectos relacionados ao conforto e comodidade, é um fato.

    Forte Abraço a todos

  • Fabio Toledo

    Se estes vendedores soubessem quanto a opinião deles pesam na minha decisão eles seriam monossilábicos!

  • Fabio Toledo

    Road… o problema é que em São Paulo estes 30 min se tornaram no mínimo 1:30! Se o carro atender meus anseios, talvez meu próximo seja um DSG, sei que talvez eu me arrependa, mas ao menos não perderei em esportividade.

    • RoadV8Runner

      Se eu tiver apenas um único carro e esse tiver que ser usado no dia-a-dia, com ou sem trânsito pesado para enfrentar, havendo opção pelo câmbio manual tradicional ou automático, vou comprar o modelo equipado com o primeiro. Nos momentos off-traffic, quando dirigindo por pura diversão, vou querer ter o prazer de “cambiar em H”. Só cogito comprar carro com câmbio automático se não houver opção pelo manual e eu gostar muito do modelo (caso do Ford Fusion, por exemplo). Por isso digo que devo ser de outro planeta… rsssss!

  • Fat Jack

    Antes de mais nada. sensacional o título do post! Espelha muito bem o momento atual no que se refere a este assunto…
    Eu acho que a tendência dos automáticos e automatizados tem alguns motivos:
    1- Perda do prazer de dirigir. (tenho cada vez mais a impressão de que as pessoas não dirigem porque gostam de dirigir mas somente precisam ir de um ponto ao outro)
    2- Status. (para alguns o fato de ter um carro automático ou automatizado representa “mais um passo” na escalada social)
    3- Foco em outras coisas. (é absurdamente comum notar as pessoas guiando enquanto acessam as ditas “mídias sociais” – nesta ordem, pois a atenção é menor para a direção em si – (pelos celulares ou através do próprio carro) e neste caso o câmbio automático facilita.
    4- Praticidade para tudo. (a famosa “lei do menor esforço”, seja lá para o que for)
    5- Sonho perdido. (eu sempre AMEI carros, desde o 12 “pentelhava” a cabeça do meu pai para que ele me ensinasse a dirigir, aos 14 já levava minha mãe nos locais mais próximos de casa, como mercado, quitanda e padaria, e aos 18 tirar a habilitação foi “orgásmico” – hoje tenho um filho com 15 anos, que depois de 2 “aulinhas básicas” – tranquilas e pacientes é bom que se diga… – parece ter “perdido o tesão” e nunca mais tocou no assunto… noto que não é só ele, mas muitos adolescentes estão “indiferentes” ao assunto)
    Eu (graças a Deus) adoro câmbio manual, a sensação de controle, como numa redução antes da curva para fazê-la de “pé embaixo” é sensacional, como o Bob comentou hoje é muito mais prático que antigamente a utilização do câmbio manual (outro dia fizeram um teste na TV, e o esforço necessário para o acionamento da embreagem em 30 anos foi reduzido para 1/3), sendo o conjunto absurdamente durável e confiável. E olha que a maioria dos injetados “sai” sem que se precise acelerar, uma moderação no pedal da embreagem já basta, com a injeção corrigindo a rotação…
    Como eu comentei no outro post, adoraria ($$) ter um sedã médio com câmbio manual, a questão é que eles já estão difíceis de se encontrar e provavelmente sofrerão uma grande desvalorização e dificuldade na hora da revenda, pois será necessário encontrar outro autoentusiasta (que também é uma espécie em extinção) interessado nas características do carro.
    É uma pena, mas talvez eu ainda compre (se ainda for possível, haja vista que algumas marcas os têm somente em catálogo) um assim pra mim, mesmo “remando contra a maré”.

    • Breno Caetano dos Santos

      Concordo plenamente com você. E fica uma dica: Lancer MT, tem ótima estabilidade e 160 cv pra algumas brincadeiras.

      • KzR

        Ótimo carro.

    • KzR

      Concordo com seus motivos e incluo outro, padronização e redução de custos (desenvolver um câmbio em vez de dois). A indústria adora isso e segue a tendência – algo lógico, diga-se.

      Sobre os carros modernos a injeção, muito cômodo começar a andar só liberando a embreagem. Digo que é o jeito mais fácil de treinar a lidar com ela para quem esta iniciando a prática de dirigir. Como comecei a praticar num Fusca 80 e poucos, o timing entre acelerador e embreagem tinha de ser mais justo. Ao pegar o Palio pela primeira vez, foi muito mais fácil.

      E te aconselho a comprar o sedã manual. Não adianta priorizar revenda ao seu gosto. Ah, se boa parte dos BMW Série 3 fossem manuais…

  • BlueGopher

    Correct.

  • Juvenal Jorge

    É, o cara se acha “doutô”, não pode se humilhar em pisar em um pedal de embreagem, isso é para a plebe !
    Cada besteira….

  • Bob Sharp

    Fabio Toledo
    Surpresa: depois de ver o baté-pé sumir dos carros a cada dia, obrigando o uso de tapete para não furar o carpete com os saltos dos sapatos, o que vejo no Renegade? Bate-pé! De parabéns a FCA!

    • Fabio Toledo

      Bob, qual fabricante tirou? Não lembro de ter notado um carro sem bate-pé.

      • Bob Sharp

        Fabio
        O primeiro a tirar foi o Corsa Wind, lançamento, 1994. Antes dele todos os carros tinham bate-pé inclusive os Chevrolet. Hoje é raro um carro ter o item — “Custo, o Fantasminha” — daí a minha surpresa ao ver o interior do Renegade.

        • Fabio Toledo

          Bob, o Lorenzo confundiu “bate-pé” com o que chamamos de “4º pedal”… Nos meus carros nunca faltou bate-pé (Uno, Gol, Voyage, Fox, Polo, Santana, Focus…), ao menos nos modelos que tive.

          • Bob Sharp

            Fabio
            Você tem razão, deve ter acontecido isso mesmo.

    • Lorenzo Frigerio

      Bate-pé parece uma idiossincrasia de europeu depois que começou a fabricar carros automáticos. Nunca vi bate-pé em carro americano, e nunca senti falta de um… não tenho cacoete de “procurar embreagem” com pé esquerdo em carro automático. Aliás, em carros automáticos deixo o joelho esquerdo dobrado..

      • Bob Sharp

        Lorenzo
        Bate-pé (foot pad) não tem absolutamente nada a ver com tipo de câmbio e nem com de que lado do Atlântico ou Pacífico o carro foi ou é feito. É apenas um revestimento fixo sobre o carpete destinado a não desgastá-lo/esgarçá-lo por ação normal dos saltos dos sapatos ao apoiar os pés normalmente no assoalho. Não sei como você nunca notou bate-pé nos carros americanos.
        Veja nesta foto de um Oldsmobile Cutlass 1970, está lá!.

        • Bob Sharp

          Não sei por que a foto não saiu. Ei-la.

  • Vamos combinar que o número de “acordes” possíveis com a combinação de comandos individuais de um carro com câmbio manual é infinitamente menor do que os possíveis num violão. Para mim, tocar violão é uma habilidade impossível porque depende da movimentação relativamente independente de nove partes distintas do corpo (os dedos, tirando o dedão que fica por trás do traste) enquanto que único “acorde” que causa dificuldade para um não iniciado é a redução de marcha usando punta-tacco, dupla embreagem e aceleração interina, creio. Usa apenas um dos braços e as duas pernas. Comandar três partes é mais fácil que nove.
    Equiparei dedos a membros só para efeito de comparação.

    • petrafan

      a comparação foi entre tocar violão e dirigir, e não entre tocar violão e mudar marchas.

  • Certa feita vi um frentista num posto de gasolina manobrando um Opala coupé 1974 equipado com câmbio automático e alavanca na coluna de direção. Visivelmente era a primeira experiência do frentista com esse tipo de câmbio. Minha impressão era que ele engatava R achando que era o comando para “rancar”, e depois que via estar andando no sentido errado engatava D de “deu”. Felizmente não bateu o lindo carro. O dono certamente não estava por perto. Porque se eu fiquei com taquicardia, o dono teria tido um troço sério.

  • Lorenzo Frigerio

    Você já experimentou o peso da embreagem desse carro? Posso adiantar que sentei ao volante de uma Audi RS2, e a embreagem é a mais pesada que já senti na vida… umas 2 vezes ou mais o peso de uma embreagem de Dodjão ou Galaxie, cujos motores têm torque elevado. A ponto de, se eu quisesse ter uma perua dessas, teria que ser automática, se existisse. Do jeito que é, é inguiável. E olha que a embreagem é hidráulica.

    • cleyton faria

      infelizmente ainda não dirigi uma RS2, mas adoraria, o peso da embreagem dela se deve ao torque de 410Nm a 3000 rpm, que é uma rotação de baixa para média, ou seja, qualquer aceleradinha esse motor vai estar próximo ao seu torque máximo, além de ter tecnologia 20 anos atras, nesses 20 anos o acionamento das embreagens ficou muito mais suave, e te garanto que já peguei embreagem bem mais pesada que essa, a dos caminhões mercedes como o 1113 1976 pra mim é referencia em embreagem pesada, no momento em que ela começa a acoplar o peso dela é absurdo e pensar que muitos ganham a vida debreando essa embreagem o dia todo.
      hoje a embreagem esta mais suave que nunca, e essas desculpas não colam

      • Lorenzo Frigerio

        A Audi RS2 é um carro suficientemente tecnológico que poderia ter uma servo-assistência na embreagem. Carros americanos têm um sistema de mola (“over center spring”) que contrabalança o peso do platô. Quando se adapta chapéu chinês nesses carros, a mola tem que ser removida, pois com o carro andando a rpm do motor faz o pedal colar no fundo.

    • Souza Martins

      Inguiável? De onde você tirou essa palavra? Gramática passou longe…

  • Antônio do Sul

    Para os órfãos do Focus 2.0 com câmbio manual, a sua dica cai muito bem. Quem não precisa de espaço no porta-malas pode também pensar num Golf 1.4 TSI manual. Espero que a Golf Variant também venha com a opção do pedal esquerdo…Ainda existem Fluence e Sentra com câmbio manual de 6 marchas, mas acho que esses não são tão afiados como o Lancer.

    • KzR

      Nem tenho esperança sobre a Golf Variant. Virá com o DSG mesmo. Sentra, eu não sabia que tinha o câmbio manual de seis marchas – ainda bem, pois disseram que o automático é broxante. Focus 2.0 sem o 6-marchas manual do 1.6, até parece que a Ford esqueceu o propósito do modelo.
      O Lancer CVT anda muito bem. Então o manual 6-marchas deve andar melhor ainda. Recomendo também. Pegaria o GT manual de 6 marchas AWD.

      • Antônio do Sul

        Pois é, está ficando difícil a vida de quem gosta de um bom câmbio manual. Será que, em um futuro breve, vamos ter que manter um segundo carro, nem que seja bem velhinho, para termos o prazer de trocar as marchas marchas manualmente, usando o terceiro pedal?

    • Fat Jack

      Ainda em tempo, o Fluence GT Turbo ainda é fabricado? Me parecia uma opção bem interessante no critério diversão/custo…

      • Antônio do Sul

        Pelo que eu li em reportagem da Quatro Rodas, as vendas dessa versão estariam suspensas temporariamente. A razão seria que, na reestilização da linha 2015, seriam priorizadas as versões mais vendidas. Tomara que essa suspensão não se torne definitiva, pois essa versão era muito interessante.

    • Peugeot 308 e 408 também saem com motor 2.0 151 cv e câmbio manual.

      Boas naves também 😀

  • André K

    É um AT tradicional da Aisin (Corolla) 4 marchas. Não creio que vá reduzir a vida útil do câmbio. Ainda assim, a manutenção preventiva será feita em dia.
    Obrigado pelo comentário!

  • Rafael Tamburus Felgueiras

    Bob me permita colocar uma dúvida:

    Tenho o hábito de trocas as marchas no tempo, sem fazer usa da embreagem, tanto nas trocas ascendentes quanto descendentes. Isso pode de alguma forma prejudicar meu câmbio?

    Abraço
    (Gostaria de parabeniza-los – cada dia que passa o site está melhor!)

    • KzR

      Como você faz para realizar as trocas descendentes? Somente treinei as trocas ascendentes.

      • Rafael Tamburus Felgueiras

        Solta o acelerador, desengata a marcha atual, dá uma acelerada agora com o carro desengatado para chegar na rotação condizente entre a marcha que quer engatar e o motor.

  • Kiko L

    Mestre Bob, excelente abordagem nos dois post! Ao ver a chamada deste fui ler o anterior. O tempo anda escasso. Vou me meter na conversa, um pouco atrasado, é verdade.

    Amo câmbio manual e sou apaixonado os automáticos de dupla embreagem. Explico mais abaixo. Os automáticos convencionais(mesmo), na minha opinião, combinam só com clássicas banheiras americanas. Adorava o Landau da minha avó! CVT eu não gosto… aquele giro constante me causa um enorme desconforto. Os mais modernos com conversor de torque eu não dirigi o suficiente para opinar.

    Bom, sobre os meus queridos manuais e de dupla embreagem posso dizer que os manuais são os reis da estrada e os de dupla embreagem os reis dos autódromos. Numa condução até 90% do envelope de operação de um carro os manuais são superiores, proporcionam uma maior intimidade com a máquina, mais prazer ao encarar aquela estradinha sinuosa. Câmbios automáticos são muito entediantes na estrada!! Mas quando precisamos estar 100% concentrados em um traçado técnico, freando no absoluto limite os câmbios de dupla embreagem permitem uma maior concentração. É muito ruim, irritante até, quando sobem de marcha sem o seu comando, como o DSG ou S-Tronic. Ou tem uma margem de segurança muito grande para as reduções, os VW/Audi também sofrem com isso. Aí é melhor esquecer as borboletas e deixar o cambio resolver os problemas sozinho. Mas em câmbios como o muito bom SST da Getrag que equipa o Mitsubishi Lancer Evo X ou o sensacional PDK da Porsche é possível realizar a tocada pelas borboletas em uma experiência divertidíssima e à prova de erros que poderiam sair bem caros.

    Carros de competição do mais alto nível abandonaram o trambulador H por este motivo. Sobra mais processamento cerebral para os pilotos se não tiverem de cuidar do câmbio. Lembro de disputas Senna vs Prost que muitas vezes eram decididas num erro de marcha. Lembro de uma na saída da chicane da floresta de Hockenheim. Ultrapassagem do Senna. Claro!

    Concluindo, quem acha que o tipo de câmbio de um carro da status provavelmente não entenderia estes textos ou os comentários dos Autoentusiastas. Abraços!

  • Marcelo Schwan

    Mas se você colocar no modo Eco, ele demora mais a reduzir. Aproveita bem a força do motor e dá pra retomar na boa. Normalmente ele acaba reduzindo só quando você faz o kickdown.

    Pelo menos é o que reparo no meu.

  • Marcelo Schwan

    Se puder pegar o Highline te aconselho. O Comfortline é tão bom quanto, mas alguns opcionais do primeiro pacote do Comfortline já são de série no Highline e o acabamento é bem mais bonito.

    E o Highline básico também vem com aro 16.

    • Fabio Toledo

      Se você está falando dos bancos em Alcântara… Já me convenceu! ; )

      • Marcelo Schwan

        Eles mesmo.

        Quando conheci o carro e fiz o test drive, foi num Premium completo, que é o carro vitrine deles. Achei que todos seriam couro. Reclamei com o vendedor apenas com relação à obrigatoriedade do couro, que nunca gostei.

        Foi quando ele me falou do Elegance que vinha com alcântara. Quando o vendedor me mostrou um Elegance com esses bancos em alcântara eu fechei na hora.

        Só que não tinha Elegance branco para pronta entrega. Tive de esperar mais de 30 dias. Mas peguei do jeito que eu queria, Elegance, branco, DSG, teto e rodas Madrid.

        abraço

  • Bob Sharp

    Rafael
    Se as trocas forem feitas à perfeição, engatar as marchas no momento rigorosamente certo, não haverá problema. Porém se não for assim você terá desgaste acentuado dos anéis sincronizadores, que serão forçados a frear ou acelerar as engrenagens sem que o câmbio esteja desacoplado do motor.

    • Rafael Tamburus Felgueiras

      Muito obrigado Bob!

  • KzR

    O câmbio manual sempre terá minha preferência, ainda que enxergue as vantagens do automático/robotizado em certas ocasiões.

    É lógico as pessoas sempre buscar mais conforto e comodidades, mas não acho que a indústria automobilística deva seguir ao pé da letra essa tendência. Sempre haverá espaço de mercado para ambos, assim é injusto priorizar um em detrimento do outro. Bom é termos ambas opções. Cada um escolhe o que mais lhe convém e agrada.

    Desonroso? A meu ver, teria muito mais status quem tivesse a habilidade de operar com desenvoltura um bom câmbio manual, que hoje em dia, francamente, não é exercício de esforço – Polo, Golf 4,5 e Mille já demonstravam isso há um bom tempo de mercado.

  • Ozirlei
  • Fat Jack

    Hehehe…, outro dia entrei num Lancer exposto próximo ao meu trabalho… rapaz, fiquei com a clara impressão de que é um carro que não é feito pra ser guiado, e sim pilotado. Mesmo sendo um carro comercialmente “não interessante” (não vende muito, não tem muitas revendas, com câmbio manual, não há ampla variedade de peças…) é o que eu gostaria de ter em casa, pois além dos atributos que você mencionou, eu o acho lindo…

    • Breno Caetano dos Santos

      Você tem toda razão, o Lancer MT foi feito para ser pilotado…sou fã número 1 desse carro…tenho até condições de adquirir um…Aqui em BH, ele sai por 68 mil…Mas quando fui avaliar os preços das peças de reposição uns 2 meses atrás…em BH…onde moro…veja :

      Amortecedores dianteiros R$1.082,00
      Amortecedores traseiros R$576,00
      Jogo de embreagem R$2.112,00
      Jogo de velas R$75,60
      Pastilha de freio dianteira R$288,00
      Disco de freio dianteiro R$665,00
      Pastilha de freio traseira R$560,00
      Disco traseiro R$466,00

      Achei meio caro já que minha intenção é ficar com o carro por pelo menos uns 5 anos….fora o seguro que aqui tá em torno de 4.800 reais…..daí fica pesado….mas é um carrão…

      • Marcelo Henrique

        Trabalho de e peças de concessionária são caros mesmo.
        Veja um Honda Civic 1.8 MT e compare os preços.

  • Fat Jack

    Eu também aprendi a guiar nos carburados… que tinham o timing BEM mais justo. Quanto a padronização, qualquer “ditadura”, seja de 2 ou 4 portas, câmbio manual ou automático, seja de cores é sempre péssimo!!

  • André K

    KzR, o “simples” foi irônico. De qualquer modo, as companhias não desenvolverão mais câmbios manuais se a demanda para eles não for justificável lucrativamente. O fato é que carros no sentido estrito da palavra, para AUTOENTUSIASTAS, serão cada vez mais produtos de nicho, isso é irreversível.

  • Fat Jack

    Mesmo nos nacionais esta “moda” de imposição está muito forte e mesmo facilitando a padronização (que meu ver só é boa aos fabricantes), qualquer “ditadura”, seja de 2 ou 4 portas, câmbio manual ou automático, seja de cores é sempre péssimo!!

  • Quatro meses atrás fui à Virage e comprei um Lancer GT 2012 com CVT e deixei meu Golf LE Edition 2014 1.6 manual na VW Veleiro em consignação para vender. Graças a Deus minha cidade não tem muito perfil para esse carro e ela não o vendeu.
    Pior burrada que fiz na vida, queria um carro só a gasolina, opa, um Lancer 2.0 16V, 160 cv. Mal sabia eu que ia “tomar pau” de carro 1.0 na serra, que situação… Primeiro dia tirado da concessionária, câmbio esquentando, zunindo e entrando em modo de segurança. Levei lá, colocaram o tal radiador de óleo, não adiantou. Melhorou mas não adiantou. Após muita dor de cabeça e idas à concessionária, resolvi me livrar desse lixo de CVT, depois de muita briga na concessionária. Resolvi não entrar no jurídico, ganharia fácil, erro de projeto, vício oculto. Preferi deixar em consignação na VW Veleiro mesmo, pois a concessionária Mitsubishi não quis pegar nem em consignação. Para minha sorte meu Golfão não havia sido vendido, fui lá e o peguei de volta. No primeiro dia só alegria no rosto e felicidade, que máquina. Apertado sim, verdade, pequeno também, mas os 101 cv pareciam que eram 200. Não tive saudade nenhuma do CVT e muito menos dos “160 cavalos” mancos do tão falado campeão dos ralis, com “borboletas no volante” e tal e isso e aquilo. Pior de tudo é que tenho tanta experiência na área e fui cair numa roubada dessas, por minha cidade ser pequena e acreditar numa “super-tecnologia” e marca japonesas.

    • Breno Caetano dos Santos

      Amigo, acredito que você não deu sorte. Como me parece que você não tirou o carro 0-km, ele já deveria ter vindo com algum defeito. Poderia ser de fábrica ou de uso extremo do antigo proprietário. Cito um exemplo de um amigo meu que tinha um CVT, e andava diariamente com o carro pesado. Conclusão, acarretou problema de superaquecimento. Eu já dirigi o Lancer CVT e o manual, o desempenho deste é muito superior, pois o Lancer é um carro pesado e na configuração de fábrica o manual é mais satisfatório em relação a desempenho. Só para lhe dar um exemplo: viajei com um Lancer manual de Belo Horizonte para o Rio de Janeiro e sinceramente, dirigindo com responsabilidade, não teve um carro que eu não pudesse ultrapassar facilmente e sem forçar muito o carro. Eu acho o Lancer ótimo.

  • Leonardo Mendes

    Sabia da história da demora na entrega do Galaxie como sendo o catalisador da entrada dele no ramo de automóveis, mas não sabia que ele havia trocado um manual num automático.

  • Sim, excelente estabilidade, excelente freio, imponente, mas é um absurdo um carro tão considerado e com tanta fama de esportivo e tal ter um cambio mal dimensionado que não aguenta o motor 4b11, isso que no marketing tem um apelo esportivo imenso e pior de tudo é ter paddle shift, não acredito em mal uso do proprietário anterior, pois todas revisões foram feitas e o motor está em excelente estado tanto em barulhos, carbonização e manutenção geral, é erro de projeto mesmo, um câmbio em um carro de 90 mil reais tem que ser compatível com o motor, principalmente por ter padle shift e marketing em cima de campeão dos ralis…o grande problema, o único Lancer que é lindo por dentro e por fora é o GT com acabamento refinado, não tem GT manual e o Lancer manual é pobre demais tanto externo quanto internamente, desculpem o post por não ter muito a ver com a matéria, mas um conselho pra quem quiser adquirir um carro desses, é SÓ pra passear na cidade e andar a 100 km/h na estrada, do resto não presta e não condiz com o porte do carro, o manual não vale a pena, é muito pobre e há muita coisa melhor no mercado!
    A grande verdade é que quem gosta de dirigir o CVT, que é tendência hoje por motivos das montadoras atingirem metas de consumo impostas politicamente por causa do meio ambiente, esse câmbio NÃO PRESTA pra quem gosta de carros e gosta de dirigir.
    É atrito de metal contra metal e o que aguenta todo esses atrito e tem que lubrificar é a tecnologia utilizada no óleo, e não tem óleo que aguenta por muito tempo, a aditivação deteriora rápido, o custo é alto e quase não há reparação nesse câmbio, custa 45 mil reias a reposição de um novo fora de garantia.
    Novo Corolla nos E.U.A está sendo muito reprovado com esse “novo CVT”

    • Breno Caetano dos Santos

      Concordo com você. Tirando o DSG do Novo Golf que está perfeito em relação a, peso/potência/torque o restante tem que evoluir bastante ainda. Por isso ainda prefiro os manuais.

      • Carlos Eduardo

        DSG, 7G-tronic, ZF8. Não limite seu mundo a epicíclicos ultrapassados

        • Breno Caetano dos Santos

          Ok Carlos, me referia aos carros que possuem câmbio CVT, ASG (I-Motion), PowerShift, Dualogic e GF6 da GM. Todos que pude dirigir não me foram satisfatórios. Quando puder dirigir estes que você citou, lhe informo meu parecer. Obrigado.

    • Carlos Eduardo

      TODOS os lancers cvt estão com esse problema?
      Foi o primeiro relato que li. Não li nada na mídia especializada
      Você não está generalizando com base no seu caso (um carro usado que você não conhecia o histórico)?

      • Sou de Maringá e já vi vários casos assim, de Lancer com problema. Saiu até na seção Auto-defesa da Quatro Rodas.

    • Roberto

      Caro, respeito sua opinião e lamento pelo azar que teve. Só peço que não generalize o CVT como sendo ruim. Comprei recentemente um Sentra CVT e ainda me impressiono com a suavidade, simplesmente sem trancos e soluços. O carro parece estar flutuando, porém, quando precisa (ou dá vontade), é só afundar o pé que vira um foguete. Neste momento da vida estou 100% satisfeito com o CVT. Pode ser que no futuro vá buscar um carro esportivo, que será manual, com certeza. Um abraço.

      • Breno Caetano dos Santos

        Concordo. O CVT na minha opinião é um dos câmbios mais bem ajustados que há no mercado. O Corolla está aí para provar isso.Nunca vi ninguém reclamar. Agora, aqui em Belo Horizonte, por exemplo, que tem aclives extremos por todo lado, nos bairros e no centro da cidade, um carro automático pesado e que não tenha muita potência de motor sofre demais, daí muitos carros estarem dando problema no câmbio, mas aí é a topografia da cidade que está prejudicando. Aqui em Belo Horizonte,se o carro não tiver um bom torque ou potência, passa raiva sendo automático.

  • Pietro

    Concordo plenamente. Vejo muitas pessoas falando do prazer em dirigir, mas infelizmente o trânsito de muitas cidades hoje em dia faz as pessoas apertarem a embreagem, engatarem a primeira, ir soltando a embreagem (junto ou não com o acelerador) e, no segundo seguinte, apertar a embreagem novamente porque tem que parar o carro. Isso repetido 50, 60 vezes em um trajeto. Onde está o prazer nisto?

    Eu optei este ano por um automático por conveniência de andar no trânsito. Não deixei de gostar do manual (ainda gosto muito!), mas reduzir as operações de direção, para mim, é primordial para controlar o estresse e o cansaço diário. Fora que, de certa forma, retirar funções de qualquer ser humano lhe faz ter mais atenção no trânsito, o que pode melhorar a segurança para muita gente.

  • Já dirigi vários carros automáticos como o Fusion (um carrão, diga-se de passagem), Corolla, S10, Hilux e, sinceramente, prefiro mil vezes o velho e bom câmbio manual.
    Todos esses carros, principalmente a S10 e a Hilux, que costumo dirigir de vez em quando no meu trabalho, são muito mais divertidas com o câmbio manual. O Fusion então, se tivesse a versão com câmbio manual, seria um dos meus sonhos de consumo e o Corolla, sem comentários.
    É uma preferência minha poder reduzir uma marcha numa ultrapassagem sem precisar “enfiar” o pé e esperar o carro se ligar do que eu quero fazer, poder usar freio-motor quando bem entender, seja numa descida ou mesmo para dar aquela reduzida ao se aproximar do radar numa estrada sem ter de enfiar o pé no freio à toa.
    Ok, o câmbio automático tem suas vantagens, sim, principalmente na cidade, onde o pára e anda é cansativo, mas não troco minha diversão de poder dirigir de fato um carro, por conforto, não por enquanto, pelo menos enquanto tiver força na perna esquerda para poder pisar no velho e bom pedal da embreagem.

    • Breno Caetano dos Santos

      É isso aí amigo, falou tudo !

    • Carlos Eduardo

      Insisto: nenhum desses automáticos é rápido e esportivo.
      Confira um DSG, um 7G-tronic ou um ZF8/ZF9 e você entenderá que dá para fazer tudo isso num automático.

  • Marcio Gregolin

    Feio e desonroso é andar com carro (muitas vezes novos) com pneus riscados, carecas, sem a devida manutenção, que quebram e causam acidentes que acabam envolvendo bons motoristas, que acabam se acidentando pela irresponsabilidade de outros.

    Câmbio automático de todas as formas evoluiu muito.

    Basicamente gosto do câmbio manual por 2 motivos…

    1) Custo menor e falta de tempo pra fazer manutenções onerosas e demoradas como uma “simples” troca de óleo do automático. Com um manual andando de forma civilizada e poupando a embreagem de esforços desnecessários, vc só vai trocar a embreagem pra lá dos 100.000km.
    2) Prazer em dirigir. Cabe salientar que essa palavra tem significado diferente pra cada pessoa. Para alguns, prazer é ter tudo automático, com menos esforço. Pra mim, prazer é ter controle, “sentir” o carro. Pensar que posso rodar muito, muito mesmo antes de “encostar na oficina”. Não sei explicar.

    • Claudio

      Usei um Kadett por 207.000 km e a embreagem era a original. Em custos de manutenção nada se compara a caixa de câmbio manual.

  • EduardoG

    Não consigo digerir esse artigo. Para mim, vergonha é imaginar que o carro ideal deve te dar o mesmo conforto de ficar sentado na poltrona da sua sala lendo um jornal, ou ter as mesmas facilidades e apetrechos de um salão de cabeleireiro ou te dar o status de estar sentado na sala do diretor-presidente. Isso é coisa de dondoca ou de tolos metidos a barão, gente pedante. Nenhum câmbio automático pode proporcionar o prazer de pilotar um carro. Se o assunto é carro e se um site existe em função de carros, por favor, respeitem quem sabe de verdade e tem vocação para interagir com uma máquina. Não são esses tolos que você pensou ao escrever esse artigo.

    • Carlos Eduardo

      Eduardo, pense melhor antes de esbravejar: Um F-1, um Ferrari, um Porsche e um BMW M, TODOS tem câmbio automático
      Eu duvido que você não sentiria prazer em pilotar algum destes….

      E o artigo fala exatamente o oposto que você criticou!

      • Luis

        Câmbios automáticos são proibidos na f1

    • Celso

      Meu caro amigo, você apenas se esqueceu que até mesmo a Ferrari não fábrica mais carros completamente depenados, como o lendário F40, que não tinha nem mesmo prosaicas maçanetas internas – a porta era aberta puxando uma corda. Será que um Ferrari 458 Italia não é “esportivo” porque não tem pedal de embreagem? Os novos Lamborghinis são “carros de madame com mais apetrechos que um salão de beleza” por serem confortáveis e cheios de equipamentos tecnológicos? Ou será que um bom e velho Maverick com cinqüenta anos nas costas é que é um “carro de verdade” em comparação a um Mercedes classe S, que daqui a 5 anos poderá rodar sozinho sem interferência do motorista? Acho que você precisa rever seus conceitos.

      • Igor Silva

        Apenas vamos respeitar a opinião dos outros… Não é só porque o Maverick tenha uns 40 anos que não existe quem curte. Eu particularmente curto manual, mas existem opiniões contrárias

  • Paulo Eduardo

    É preciso separar o ato de passar marchas do câmbio manual. Para mim este tipo de câmbio está totalmente ultrapassado e não há razão técnica e prática alguma (custo?) para que ele ainda exista.
    Para quem quer total tranquilidade e suavidade temos o CVT. Para quem quer um meio-termo temos ainda os tradicionais epicicloidais, agora cheios de marchas. E para quem quer diversão de verdade temos os dupla embreagem da vida, borboletas no volante, etc. Foi-se o tempo que a diversão ou performance estava intrinsicamente ligada ao câmbio manual. Desculpem-me os puristas ou tradicionalistas mas é o que penso.

  • Lucas dos Santos

    Não são automáticos, mas são automatizados (robotizados), com trocas manuais.

  • Guest

    Eu particularmente prefiro manual, porque os câmbios automáticos por mais inteligentes que sejam, o carro vai sempre estar “tentando entender” o que você quer. E no câmbio manual é você quem escolhe o que você quer fazer, a hora que você quiser e do jeito que você quiser, sempre! Recentemente comprei um Golf TSI e devido à dificuldade de encontrá-los com câmbio manual, tive que encomendar o meu. Depois de 5 MESES de espera ele chegou e excedeu todas as minha expectativas. O carro é tão bom de dirigir que quando você chega no destino você fica triste porque queria continuar dirigindo.

  • Jackson A

    Prazer é algo relativo… tem quem goste música alta, outros não.
    Sinto prazer no carro quando tenho conforto, obviamente, em manual não tenho tanto conforto quanto em CVT.

  • Joao

    Acho que quem prefere câmbio manual é quem gosta de conforto e ociosidade, e quem prefere manual, gosta de ter controle total sobre seu carro e da paixão de dirigir.

  • Savio de Paula

    Não vejo graça nenhuma em câmbio automatico, sem falar que a possibilidade dele dar defeito é infinitamente maior que o manual. Gosto de ter total controle sobre o carro, por isso, sempre vou preferir cambio manual, que é muito mais prazeroso de dirigir.

  • Amanda Salzgeber

    Prefiro muito mais um manual, dá mais emoção, pois você que manda nele. No automatico é o mesmo que ficar sentado no sofá, sem graça.

  • Igor Silva

    Simplesmente curto o cambio manual, gosto de simplicidade e prazer dirigir, gosto de controlar o ronco do motor. Para mim, dirigir é por prazer, carro não é só um meio de transporte. E contrariando o que disseram aí, prefiro dirigir um Maverick de 40 anos atrás, do que um Lamborghini moderno e cheio de coisinhas… Mas tudo é questão de gosto.