Mulher airbag  BOLSA INFLÁVEL, ANJO QUE ÀS VEZES VIRA DEMÔNIO Mulher airbag

(foto dailymail.co.uk)

Não gosto de bolsa inflável, mais conhecida por airbag. Para que ela funcione, ou seja, infle numa batida, ela se vale de um sistema inflador que gera quimicamente o nitrogênio que vai inflá-la. O processo tem de ser rápido por razões óbvias, a bolsa deve inflar no momento da batida e, por ser rápido, é violento.

A geração do nitrogênio se dá pela ignição de azida de sódio (NaN3) com nitrato de potássio (KNO3) no interior de uma cápsula de aço e com isso a velocidade de deslocamento da bolsa ao se inflar é elevadíssima, até 320 km/h. Todo o processo é muito rápido: entre a bolsa inflar e começar a murchar — o nitrogênio escapa pelos vários e pequenos furos nela — decorrem apenas 0,030 segundo ou trinta milésimos de segundo. Para comparação, um piscar de olhos leva 0,050 segundo. Portanto, a violência é indiscutível e impressiona.

 

Inflador  BOLSA INFLÁVEL, ANJO QUE ÀS VEZES VIRA DEMÔNIO Inflador

Esquema de funcionamento da bolsa inflável (desenho do howstuffwprks.com)

O pó branco que normalmente se vê quando a bolsa infla é apenas um talco, destinado a conservar a bolsa enquanto dobrada e guardada sob a almofada central do volante, no painel em frente ao passageiro ou em outros pontos, como nas laterais dos bancos dianteiros e por toda a extensão do teto, no caso das bolsas tipo cortina. Até na parte inferior do painel já existe bolsa inflável para proteção dos joelhos, no caso do motorista, mas já começa a haver no lado do passageiro também.

Está tudo muito bom, está tudo muito bem, como diz o Evandro Mesquita, da banda Blitz, na canção “Você não soube me amar”, um estrondoso sucesso de 1982 — se o sistema da bolsa inflável não der defeito. O caso é que dá e, não só isso, está matando.

Têm havido inúmeros casos de pedaços da cápsula do inflador se deslocarem junto com o nitrogênio para o interior da bolsa, verdadeiros estilhaços de granada. Como se sabe, o poder ofensivo de uma granada de mão está justamente nos estilhaços, é por isso que ela tem o peculiar desenho na sua couraça, para que os estilhaços se desloquem em todas as direções.

 

Granada  BOLSA INFLÁVEL, ANJO QUE ÀS VEZES VIRA DEMÔNIO Granada

Granada de mão (foto segundaguerra.net

 

Esses estilhaços, na maior parte dos casos, atingem a cabeça ou o pescoço, daí seu poder letal. Há casos de corte da artéria carótida, no pescoço.

Não só os estilhaços em si são o problema. Se o rosto indo de encontro de uma bolsa que “trafega” em sentido contrário a mais de 300 km/h soa absurdo em si só, imagine-se se a pessoa estiver usando óculos e eles não saírem do rosto com a batida. É por isso que têm havido casos de lesões sérias nos olhos, quando não perda da visão.

Convocações, ou recalls, vêm envolvendo milhões de veículos, mostrando que o sistema está longe de ser confiável. No começo do ano reproduzimos notícia da Automotive News, dos Estados Unidos, a respeito dos problemas com as bolsas infláveis do fornecedor Takata (leia). Esta semana, mais um caso revelado, o de um motorista morto por estilhaços numa pequena colisão dentro de um estacionamento. O carro era um Acura 2002.

Ontem mesmo a Toyota anunciou convocação de 270.000 veículos entre automóveis, suves e picapes nos Estados Unidos devido a infladores da bolsa do passageiro dianteiro com perigo potencial de se romper e lançar estilhaços de metal. O equipamento também é da Takata.

E isso remete a outro problema associado às bolsas infláveis: envelhecimento.

Envelhecimento

O disparo do inflador é elétrico, a partir de sinal enviado por sensores baseados em acelerômetro num microchip. O sinal elétrico ativa  o interruptor na cápsula infladora. O tempo, o passar dos anos, se encarrega de deteriorar a precisão de todo comando elétrico e esse não foge à regra; é impossível se prever como estará tudo isso em 10 ou mais anos.

E não só o tempo. Recentemente se constatou, após enchimentos sem motivo da bolsas, que a umidade do ar elevada pode levar a um contato elétrico não previsto. Em geral, esse é o tipo de ar nas regiões litorâneas ou mesmo em outras, como Manaus, no estado do Amazonas. Não há certeza absoluta de que o contato elétrico não possa se dar acidentalmente, a bolsa inflando sem que tenha havido uma colisão.

No Brasil, temos uma agravante que torna a bolsa inflável ainda mais problemática: as lombadas. Foi amplamente divulgado o incidente, em 1996, com o casal de jornalistas Eliakim Araújo e Leila Cordeiro, que estavam em uma minivan Ford Windstar e ao o veículo topar com uma lombada em Alphaville, na Grande São Paulo,  as duas bolsas abriram inesperadamente. Segundo o jornal Folha de S. Paulo de 28 de maio daquele ano, Leila teve pequenos cortes internos na boca e nos lábios, com inchaço do rosto.

 

Lombada-irregular  BOLSA INFLÁVEL, ANJO QUE ÀS VEZES VIRA DEMÔNIO Lombada irregular

Lombadas como essa, irregular em dimensões e não sinalizada, existem aos milhares; note as marcas de raspadas; uma lombada dessa é capaz de fazer disparar uma bolsa inflável (foto omundoemmovimento.blogosfera.uol.com. br)

E de lá para cá as lombadas aumentaram criminosa e exponencialmente de número — alguém deveria ser responsabilizado por isso — o que aumenta possibilidade de ocorrerem casos como o de Eliakim e Leila.

É por tudo isso que não gosto realmente de bolsas infláveis. Preciso, inclusive, me policiar a não usar os óculos escuros que tanto aprecio, pelo benefício que trazem, quando dirigir carro com o equipamento.

Como meu próximo carro certamente terá as bolsas, já que são obrigatórias agora, vou cuidar de mandar retirar o inflador, pois não quero absolutamente ter esse risco desnecessário. Tenho certeza de que posso viver sem a bolsa inflável, como fiz até aqui. O cinto de segurança com pré-tensionador é mais que suficiente para reter o corpo ao banco.

Dispenso a retenção suplementar de 20%. O custo-benefício para mim é nitidamente desfavorável.

BS

 

Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

Publicações Relacionadas

  • Pirata Zoroastro

    Em que pesem esses acontecimentos esporádicos, assim como falhas que ainda vêm sendo corrigidas e aprimoradas ao longo do tempo, tenho certeza que o contingente de vidas salvas até hoje por esse equipamento é estupida e flagrantemente superior.

  • Daniel Shimomoto

    Bob;
    Meus parabéns pela coragem em expor o contraponto de maneira fundamentada!

    Confesso que nunca havia me passado pela cabeça a questão dos óculos mas é realmente pertinente especialmente nos escuros, cuja lente ainda são, em grande parte, de cristal.

    E considerando que vi isso de perto, digo: Airbag nenhum salva vidas no transito brasileiro repleto de irresponáveis e pessoas dirigindo veiculos pesados estando embriagados.

    • Gabriel Vale

      Por causa desse tipo de argumento que eu parei de ler alguns outros famosos blog’s de carros. Moleques afoitos que acham que ter um par de air bag e estrelinhas de testes de colisão vão salvar a pele em todos os possíveis acidentes, realmente excelente texto.

      • Daniel Shimomoto

        Eu também, Gabriel, eu tambem!!!!

      • Davi Reis

        Exatamente. Toda ajuda é útil, mas a paranóia que muita gente andou atingindo não é brincadeira, viu… Me dá até um frio na espinha quando leio alguém dizendo algo como “em um carro 3 estrelas eu morro, num 4 estrelas eu sobrevivo”. Tudo tem seu valor, mas ainda acho que a vantagem mesmo mora num carro estável, que freie bem, que tenha boa direção e que seja bem construído. E claro, direção sempre responsável e de acordo com os seus limites, do carro, e da via.

  • Eduardo Silva

    Para o grosso da população basta uma campanha alarmista ou uma matéria no programa pago Autoesporte para iniciar a corrida às lojas. E saem todos felizes acelerando mais do que antes porque agora não existe mais risco de morte. “Sinônimo de cuidado e proteção com quem vocâ ama”. Aprender a ser mais responsável e hábil na direção também deveria ser.

    Outro dia resolvi testar uma frenagem de emergência no meu carro – um Lancer, e deixei para enfiar o pé no freio perto de uma lombada, rua absolutamente vazia, dia seco e asfalto bom. Fiquei chocado com a visível piora na frenagem após seu acionamento, parecia que tinha soltado o carro. Tive que tirar o pé para não chegar na lombada com a suspensão comprimida.

    • Ilbirs

      Pelo que conheço de carros de projeto japonês, o freio deles não costuma ser dos mais moduláveis. Fica naquela base de você encostar o pé e nada acontecer ou pisar no fundo e vir aquela frenagem em potência máxima. Nesse ponto, carros de projeto europeu (exceto os VW) e os da Ford costumam ter freios facilmente moduláveis e com potência de frenagem que surpreende (a ponto de ser necessário pisar bem de leve quando em piso molhado, caso não haja ABS).
      Pode ser que no caso do Lancer tenham usado o ABS para mascarar alguma deficiência de projeto do sistema de freio que vá além da modulação. Porém, como estamos falando de uma possível deficiência de projeto, isso significa que o carro pode não ter sido pensado para a situação ideal de freios (sistema que funcione bem e sem travamentos mesmo sem ABS e no qual o sistema antitravamento só entre mesmo como um último recurso para quando o freio estiver de fato para travar).

    • Comentarista

      Grande parte dos motoristas pensam que nem você. ABS não diminui e não foi criado para diminuir espaço de frenagem. Dependendo do terreno até o aumenta. ABS é para se ter o controle direcional do carro em situações de frenagem de emergência. Igual ESP. Tem gente que pensa que ele não deixa o carro capotar. MOÇADA, nada impede as leis da física agirem!
      Voltando ao ABS, tem que saber usar, principalmente em carros que não possuem o AUXILIO DE FRENAGEM DE EMERGÊNCIA. Isto porque os motoristas comuns não pisam fortemente e quando o pedal vibra a força da perna acaba diminuindo, fazendo com que o carro não freie com a potência máxima do freio. O Mitsubishi possui este sistema?

      • CorsarioViajante

        Vale a pena ler, sobre o ABS:
        http://pt.wikipedia.org/wiki/Freio_ABS
        O primeiro parágrafo já diz quase tudo e “mata” esta discussão.

      • Eduardo Silva

        Obrigado comentarista, mas, ao contrário do que sugeriu, não penso que o ABS diminui o espaço de frenagem em condições de piso ideal, fosse assim os carros de competição usariam. O Lancer não possui o auxílio de frenagem, o que fiz foi testar a “inteligência” do sistema e constatei que, comparado ao Peugeot 307 que tive (saudade), o do Lancer me surpreendeu negativamente. E olha que o Peugeot era 2002 enquanto o Lancer é 2013.

  • CorsarioViajante

    Assunto polêmico.
    ACho importante este contraponto – talvez o único – ao aplauso unânime pelas bolsas de ar. Também acho importante conhecer seu funcionamento e criticar eventuais – e bastante raras – falhas. É importante problematizar e tudo o mais porque muita gente não entende como funciona nem como deve ser utilizada, gente que por exemplo acha que por ter airbag não precisa de cinto de segurança ou se sente invulnerável, ou acha que o airbag vai te salvar de uma colisão frontal com um caminhão a 100km/h.
    MAs ao fim e ao cabo, sou amplamente a favor das bolsas de ar, que, como o ABS, vem evoluindo e se provando um fator decisivo em acidentes para evitar que a cara se esborrache no volante ou nas colunas. Nos vídeos de todos os CAPs isso é claro.
    O que realmente é importante debater, a meu ver, é justamente a questão da manutenção do equipamento, que é muito negligenciada. O manual de meu carro, por exemplo, ignora o assunto, como se as bolsas fossem eternas e dispensassem qualquer manunteção ou vistoria.

  • Uber

    Eu uso óculos! Já desconfiava do risco e agora fiquei mais incomodado.
    E como se nota, essa desvantagem e as outras não são amplamente divulgadas. Só falam dos benefícios dessas bolsas!

    Conhecia esse acidente do casal de jornalistas e recentemente vi pela internet outro caso em que uma garota não teve nem tempo de piscar os olhos e as córneas foram diretamente atingidas pelo airbag

    Um dos sites que falam disso: http://www.saudevisual.com.br/noticias/1638-airbag-eye

  • Burke M. Hyde

    Bob, parabéns por tocar nesses aspectos negativos dos airbags. Se o disparo ocorrer sem que os ocupantes estejam utilizando os cintos, o risco de morte pode inclusive ser maior do que se o carro não utilizasse as bolsas, portanto, nem se deve sentar num carro com airbag sem atar o cinto de segurança.
    Aliás, eu também sou “das antigas” e prefiro usar meus carros velhinhos sem esse monte de muletas e babás eletrônicas que nos prometem vida eterna, como se ela fosse realmente possível…

  • $2354837

    Bob, dá para desligar a bolsa? Mesmo em um carro novo? Tenho receio com ABS, mas com relação a tecnologia empregada. Eu tinha uma moto BMW GS 650 com ABS que me fez atravessar um cruzamento devido a costelas de vaca em uma ladeira.

  • $2354837

    O que mais impressiona é que cresci andando em um “mortal” Dodge 1800 e estou vivo até hoje. O mais impressionante é que ando de moto há 20 anos e estou vivo, contrariando todas as estatísticas de que motociclista vai morrer.

    • CorsarioViajante

      Difícil seria alguém que morreu vir aqui comentar.
      Se for perguntar para os vivos quem morreu, realmente ninguém vai levantar a mão.

  • Totiy Coutinho

    o air bag é obrigatório graças ao americano medio(cre) que recusa se a usar cinto e se orgulha de ser estúpido.Junte se a isso advogados ixpertus como Nader e pronto o mundo todo é obrigado a pagar por equipamento que supostamente aumenta sua segurança.

  • Barista

    Vamos banir os airbags ou as lombadas mal construídas? Cintos de segurança podem causar lesões, vamos usar uma camisa do Vasco ou da Ponte Preta, dependendo se estamos no Rio ou em São Paulo, prevenindo lesões por esse equipamento. [ironic mode on].

  • Ozzy Renato P. Almeida Neto

    Olá, Bob…..eu também me pego na mesma preocupação com o air bag do meu carro. Mas tem uma questão importante que precisa entrar nessa discussão: Tem estatística que aponte que o air bag é vantajoso? Ou seja: Se confrontarmos dados de casos onde ele apresentou defeitos e causou dano físico ou morte com dados onde ele salvou vidas, o que teremos como resposta?

    Abraxx

  • Rodolfo

    Bob,

    Não sabia do perigo do airbag… deveriam então usar o cinto com pré-tensionador é a solução como você mesmo disse.

    Isso é um absurdo… o governo tem que proibir airbag.

    Com relação a lombadas é um absurdo… tem lombada que a gente não vê… somente sente depois que passou por elas, por culpa da falta de sinalização no asfalto, na lombada e por falta de placas de sinalização.

  • Bob,
    Já levantamos esse assunto várias vezes, mas acho que isso deveria virar um movimento para alterar a legislação, de forma que os airbags se tornem opcionais, e não obrigatórios, uma vez que se tornaram obrigatórios como medida política para se transferir a responsabilidade da segurança cada vez mais para os fabricantes, sem observar as condições das vias, piso, sinalização e cumprimento da lei.

    Concordo nas colocações, e reitero que muitos proprietários que nem cuidam dos pneus e dos freios, até que estes apresentem mau funcionamento, acharão ingenuamente que estarão mais protegidos por estarem num carro com airbag. Existem casos de acionamento indevido de airbag por simples esbarrões em paredes/pilastras.

    Um carro de competição não tem airbag. Ok, ali o piloto fica literalmente preso por um cinto de 6 pontos, mas mesmo em batidas a altas velocidades não trazem consequências tão sérias, na maioria das vezes. É infantil achar que o airbag é proteção suprema: o que protege mesmo é o cinto de segurança. E quando o sujeito vai comprar um carro usado, ele nem olha o estado dos cintos. Nos caso de cintos com pré-tensionadores, aqueles que têm uma lingueta, poucas pessoas sabem o que significa.

    Tomo a liberdade de postar um link, para quem acha que airbag é a proteção divina:

    http://www.portaldaretina.com.br/home/noticias.asp?cod=458

  • visitante

    Vou deixar de seguir o Ae. O Bob Sharp é demais para mim.
    HS

  • Mr. Car

    Mais um parabenizando-o pela coragem, Bob. Prepare-se para a fuzilaria, he, he! Sempre considerei que quem faz mesmo o grosso do trabalho de proteção em um impacto, é o cinto. O air-bag seria um pequeno “plus a mais”, como diriam alguns. Tudo isto que você falou faz todo sentido, entretanto, analiso os air-bags são como os remédios: se você ler a bula, assusta, por conta de inúmeros efeitos colaterais. Tem até uma brincadeira entre os médicos, que falam que se o paciente ler a bula, não usa, então, paciente não tem nada que ler a bula, he, he! Só que meu médico me explicou: aqueles efeitos, são observados em uma super minoria dos usuários, dentro de um universo enorme de testagem antes que seja efetivamente comercializado. Não seria o caso de analisar os air-bags pela mesma ótica? Qual seria o universo dos air-bags acionados? E dentro destes acionamentos, quantos seriam os casos de “efeitos colaterais”? O resultado desta conta não estaria muito mais pró air-bags, que contra? De qualquer forma, meu carro não tem, e não fico achando que em caso de acidente, vão fazer a diferença entre eu morrer ou não, ou me ferir mais gravemente ou não. Isto, credito ao cinto, e jamais deixo de usar ou deixo alguém no meu carro, não usar. Mesmo que seja para uma volta no quarteirão.
    Abraço.

  • Jorge Diehl

    Quanto ao envelhecimento, daqui a pouco o governo baixará uma resolução obrigando a substituir as bolsas infláveis todo ano em prol da segurança. Lógico que nem estarão pensando em enriquecer alguma empresa que exclusivamente fará isto.

    • Lipe

      Muito pelo contrário

      Veja os recalls mundo a fora envolvendo os airbags Takata nos carros japoneses

      Isso não ocorre no Brasil por causa de lobby das fabricantes, que não querem ter o prejuízo estrondoso de estar trocando airbags velhos de quase todos os carros já vendidos aqui

      Eu sempre tive um forte receio de airbag em carro antigo… Sempre acho muito temerário quando alguém homenageia seu carro usado ano 2001 que é equipado com bolsas infláveis e, por isso, mais seguro que um automóvel “pelado”

  • Lucas dos Santos

    Muito interessante a matéria.

    Para ilustrar o quão violenta é a abertura do airbag, aí vai um vídeo de uma brincadeira (de péssimo gosto) que fizeram utilizando o dispositivo:

    • L641

      Rapaz…
      Imaginei esse troço disparando na minha cara. Não quero isso não.

      • Gui

        Como tenho certeza que você não anda com o rosto colado no volante, não se preocupe muito! Mas use o cinto de segurança

        • CorsarioViajante

          Pior se alguém inventar de andar sentado no volante, aí sim seria igual! rs

  • a. shiga

    O tranco da cabeça indo pra frente num carro sem airbag não é nada legal… prefiro um carro com airbag mesmo. Mas se tiver que escolher entre ABS e airbag, fico com o ABS. EMBORA um dos meus carros com ABS esteja travando uma das rodas sem ser detectado pelo autodiagnóstico.

    • Lucas

      Esse é outro ponto importante de todos esses recursos tecnológicos, de segurança ou não: TODOS ESTÃO SUJEITOS A FALHAS. para tu teres uma ideia, eu não confio nem nas travas elétricas do meu carro, de modo que eu nunca bato as portas dele com a chave dentro.

      • CorsarioViajante

        Até aí, tudo num carro está sujeito a falhas, inclusive o motor ou o freio. Se for pensar assim melhor andar a pé, embora suas pernas também possam falhar.

        • Lucas

          Elementar, meu caro Corsário,Viajante. Por isso mesmo que freios vêm com duplo circuito em diagonal. O problema é a pessoa estar confiando que algo esteja funcionando e na hora “H” não funciona. Neste caso a questão central é a manutenção preventiva.

  • André

    Parabéns – mais uma vez – por mais um artigo tentando esclarecer os que vão com a boiada. Tocar neste assunto gera os mesmos “indignadinhos” de quando se fala do ocorrido em 1964 (http://autoentusiastas.com.br/2013/06/uma-arma-recem-descoberta/).

  • Lucas

    O pior é o efeito “Superman” que esses recursos de segurança provocam em muitas pessoas. É incrível o efeito de desaprender a dirigir com zelo e prudência que causa um ABS, EBD ou air bag.

  • Hugo

    Acho que o pior não é a bolsa em si, mas a falta de manutenção. Hoje uma pessoa que resolve comprar, para um carro com mais de dez anos de uso, um conjunto de bolsas infláveis novas, na concessionária, provavelmente não encontrará, se encontrar, com preço absurdo ou até vencidas já. Isso torna o carro usado cada vez mais sucata, mais obsoleto vítima de uma obsolescência programada explícita e ridícula.

  • Ze

    Voce acha que o air bag vai quebrar a lente dos osculos?
    Eu ja sofri uma batida e uso oculos e meu carro tinha air bag. O oculos nem saiu do meu rosto e nada aconteceu…
    Creio que pior seria se tivesse batido o rosto direto na direção…
    Ai acho que poderia ter quebrado o oculos sim

    • Lucas

      E tu acha que todas as batidas vão ser sempre exatamente da mesma forma como foi a sua??

      • Luiz_AG

        O problema é esse, Lucas. Se todas as batidas fossem igual às do NCAP eu daria totalmente valor às estrelinhas. Mas as variáveis são tão infinitas que significam muito pouco.

        • Lucas

          Penso que presta-se um grande desserviço à sociedade quando se rotulam carros com x estrelas = seguro e y estrelinhas = inseguro. Não que o que os NCAP da vida façam não seja relevante, não é isso. Certamente os carros de hoe são melhores que os do passado, graças em muito ao estímulo provocado nos fabricantes de alcançarem as tais estrelinhas. Mas na verdade o buraco é mais em baixo. O principal item de segurança de qualquer carro é e sempre será o seu motorista, mas isso tem sido esquecido.

          • CorsarioViajante

            Mas acho que este é um problema mais profundo do ser humano, que sempre gosta de jogar a responsabilidade para o próximo.

  • EddieVanHalenIsGod

    Bob,
    Endosso tuas considerações, entusiasticamente! Não gosto de ABs e
    abomino a legislação moderninha que proibiu carros sem esse
    dispositivo.

  • Angelo_Jr

    Acho que o grande problema do Brasil com essas bolsas é não haver manutenção delas, ou mesmo a troca periódica do veículo de uma maneira tão forte como nos EUA.

    Para pessoas que “casam” com os carros, como nós Autoentusiastas, não é tão necessário. Agora, pro motorista médio, que vê o carro como mero meio de transporte e não vê o fator diversão que um veículo traz, além de quase nunca tentarem melhorar sua conduta ao volante, melhor que deixe com airbag mesmo. Aí, quando comprarmos o usado desse sujeito, tiramos o airbag e botamos aquele volante esportivo lindão.

  • Carlos Barbosa

    Nada a ver

    • Mr. Car

      Este seu comentário? Tem razão: nada mesmo.

    • Comentarista

      Tem TUDO A VER meu caro, o comentário dele.

      • Carlos Barbosa

        “PROIBIDO DIVERGIR”. Que rumo estamos tomando senhor Comentarista??

  • JT

    No ano passado comprei um Alfa Romeo 156, ano 1998, que dispõe de dois airbags. Deixei o airbag do passageiro desativado logo de cara, pois a última revisão neste quesito havia ocorrido em 2007.
    Perguntei numa concessionária Fiat perto de casa sobre a troca dos airbags no carro e me orientaram a procurar uma concessionária de Campinas, que ainda trabalha com a marca italiana. Como comparativo, perguntei quanto seria este serviço num Grand Siena. A resposta: R$ 3.000,00, uma operação que deve ser repetida a cada cinco anos. Esse valor equivale à retifica de motor de alguns modelos.
    Resumo da história: dentro de cinco a dez anos os carros atuais terão seu valor depreciado em função do vencimentos dos airbags. Desativar os mesmos pode inviabilizar a renovação do seguro do carro. Portanto, manter um automóvel em dia ficará cada vez mais caro, obrigando as pessoas a reduzir o intervalo de troca dos modelos.

    • juvenal jorge

      JT,
      você pegou o ponto principal da inclusão obrigatória dos airbags na produção brasileira: dinheiro !

  • NICKS31

    A solução pode ser muito simples, um botão com a opção de ligar ou desligar o equipamento, mas infelizmente é o que o André disse a maioria vai com a boiada e o governo que ficar se metendo onde não tem competência.

    • Viajante das orbitais

      Mesmo desligado ainda haverá risco de disparo acidental. O melhor é arrancar.

  • Lipe

    Boa tarde,

    Eu sempre tive muitas dúvidas quanto à combinação ÓCULOS + AIRBAG.
    Há vários estudos sobre isso nos EUA.

    No Brasil há raríssimos estudos e pesquisas sobre esse verdadeiro problema.

    Pela primeira vez vejo uma mídia automotiva nacional (e olha que sou assinante Quatro Rodas desde os anos 90 e assinante Car&Driver Brasil, além de observar outros sites automotivos diariamente) abordar o tema, ainda que de maneira sumária, mas é uma iniciativa merecedora de dignos aplausos.
    Os norteamericanos reconhecem os danos à visão causados em pessoas que se envolvem em acidentes, cujos carros possuem “airbag”, e estão utilizando óculos. A situação se agrava quando os óculos são de lentes “duras”, as mais baratas. Lentes em policarbonato tendem a ser menos danosas aos olhos dos ocupantes.
    É um problema muito, muito sério, e que pode mesmo levar a perda da visão, até mesmo em uma batida leve, justamente pelo fato que o autor do texto, Sharp, narrou muito bem: o corpo se choca com um objeto que está vindo a 300km/h em direção contrária. Os óculos, não raro, se “espedaçam” nessa condição e podem SIM danificar seriamente os olhos do indivíduo.

    Parabéns.

    *Em edição: a quem se submeteu a alguma cirurgia ocular, como a da miopia, eu sugiro sinceramente que desative o sistema “airbag”, mesmo que não utilize óculos ao dirigir, pois sabemos que os olhos sofrem perda de tecido durante as cirurgias e ficam muito mais frágeis a lesões oriundas de choques. Isso significa que uma batida a 40km/h, na qual infla o airbag, a pessoa pode acabar perdendo a visão (sendo que, se não houvesse o airbag e estivesse de cinto, não sofreria dano nenhum)
    Se a batida for a 120km/h nem airbag nem Deus salva…

    • francisco greche junior

      Eu tenho a visão normal, carro antigo sem bolsas mas fiquei feliz de ler teu comentário e aprender mais um pouco do excelente assunto que o Bob abordou.
      Eu penso parecido com vocês, batidas a baixas velocidades o cinto é plenamente satisfatório, e grandes velocidades, de 120 km/h para cima ai muitas das vezes vira acaso mesmo.

  • Leonardo Mendes

    Dessa do formato da granada eu não sabia.

    Esse incidente do Eliakim Araújo foi explorado à exaustão pelas publicações especializadas na época… arrisco dizer que foi um dos pilares da ojeriza que muitos brasileiros tem acerca do dispositivo.

  • jrgarde

    E as infernais “lombofaixas” que estão se multiplicando rapidamente?
    Estes dias passei por uma que as bordas pareciam guias, com ângulo praticamente reto. Ou seja, mais uma aberração da natureza brasileira sem nenhuma engenharia aplicada.

    • Lucas dos Santos

      Aqui na minha cidade é a mesma coisa.

      Tudo porque os responsáveis pelas obras insistem em não seguir as normas na hora de fazer as coisas.

      Se construíssem as travessias elevadas da maneira que o Contran determina, não haveria problema algum: http://www.denatran.gov.br/download/Resolucoes/Resolucao4952014.pdf

      No meu caso, já reclamei com o presidente do órgão de trânsito da minha cidade e outras pessoas também já reclamaram, mas ele simplesmente ignora.

      • jrgarde

        Onde você mora?

        • Lucas dos Santos

          Ponta Grossa, Paraná.

  • Lucas

    Banir os airbags penso que isso tenha que ser melhor estudado, já as lombadas sim. Todas e sumariamente. Cinto de segurança ainda protege bem mais (muuito mais) que camisa de time, e ainda, dependendo pra que time o camarada torça, poderá até fazê-lo passar mal. Ao volante isso seria péssimo [mode ironic off].

  • Dieki

    Usar o airbag sem cinto é pedir para morrer. Na real, ele nem é acionado se você estiver sem cinto, pois a velocidade de expansão é calculada para que você atinja a bolsa com ela totalmente inflada. Isso leva em conta você estar de cinto, já que sem ele, sua velocidade permaneceria a mesma de antes do impacto e você atingiria o AB durante sua inflagem, o que te causaria sérios danos.

  • Lipe

    Você tem todo o direito de não concordar, mas deveria tentar, pelo menos, observar além do que está aparente. É difícil pensar, eu sei, mas olhar o oculto, o que não está escancarado, só nos faz crescer mentalmente. Esses sistemas de segurança se tornaram objeto de marketing. Não concorde, mas se permita refletir até que ponto somos “enganados” por uma legislação que nos obriga a utilizar um dispositivo de segurança que sequer conhece os verdadeiros prós e contras…

    • Carlos Barbosa

      Se não temos airbags os carros são carroças; se temos somos enganados. Vai entender…

      • Eduardo Silva

        A solução é ler opiniões diferentes, aprender o máximo e formar sua opinião. Aqui nunca foi chamado de carroça carro que não tem airbag.

  • Lorenzo Frigerio

    Bob, continue a usar os óculos, pois em caso de acidente estilhaços do parabrisa podem voar nos seus olhos. Hoje é mais difícil isso acontecer, mas uns 30 anos atrás um colega meu e sua família tiveram um acidente com um Chevette e os estilhaços do vidro (temperado) foram direto para os olhos da mãe dele.
    Se os seus óculos forem polarizados, serão laminados e a chance de liberarem estilhaços nos seus olhos será menor; creio que lentes de policarbonato ou acrílicas também são mais seguras.

    • Lucas5ilva

      Os carros de hoje em dia têm pára-brisa laminado, tem uma placa de policarbonato colado entre duas placas de vidro, justamente pra impedir que o vidro quebre e voe estilhaços nos passageiros e motorista do carro!

  • Dieki

    Melhor postagem até agora. A estatística de falha do AB é mínima e nada está a prova de falhas. Ajuda muito mais que atrapalha. Outro ponto importante, fazemos viagens recorrentemente com uma transportadora e no contrato é obrigatório que os carros tenham AB. Já vi alguns acidentes graves, em estrada em que os óculos do motorista nem quebraram no impacto. Cinto é pra ser usado apertado, a distância do volante é de no mínimo 15cm e crianças menores que 12 anos não podem andar na frente. São cuidados simples, mas que nem todo mundo respeita e na maioria dos casos sempre há um descuido. Sem contar que em carros com AB, não se carrega nada no colo ou põe sacolas e outros itens sobre o painel.

    • CorsarioViajante

      Obrigado, também penso assim.

  • Ilbirs

    Vejo muitas pessoas pecando em um detalhe quando guiam carros com airbag: não regulam o banco e o volante (caso este tenha regulagens) de maneira que o rosto fique a pelo menos 30 cm de distância da bolsa, medida essa que evita que se fique com o rosto colado e sujeito a ser jogado para trás.
    Já que airbag sempre tem uso conjugado a cinto de segurança, há detalhes que sempre precisam ser levados em conta na hora de afivelar o cinto: a parte da faixa que fica embaixo sempre passando por sobre a pélvis (nunca sobre a barriga), de maneira que a bacia receba a maior parte do impacto (uma vez que é osso e não tecido mole). Já de minha parte, sempre tomo o cuidado de deixar a faixa do cinto o mais rente possível ao corpo, dando uma ligeira puxada na parte diagonal, de maneira a ficar bem justa. Quem não estiver acostumado com uma regulagem muito justa da faixa poderá acionar o pêndulo que trava o cinto quando vai se movimentar, gerando um incômodo. Quando se usa a faixa bem justinha, você deve se movimentar de maneira mais progressiva e uma recuada antes do movimento que descole as costas do banco ajuda a fazer a faixa enrolar e desenrolar sem que o pêndulo trave.

  • Acyr Junior

    Muito bem colocado, CV. À propósito, o manual do meu carro também não menciona absolutamente nada sobre manutenção desse equipamento …

    • CorsarioViajante

      Pois é, mais um caso que falta orientação oficial sobre o tema. Imagina na concessionária então! Imagina nas concessionárias lá dos cafundós do Judas então.

  • Lipe

    Pois é, meu caro. Muitos especialistas em retina, como bem se sabe, recomendam aos seus pacientes que sequer joguem futebol (ou qualquer outro esporte de contato, como lutas etc), em razão dos riscos de uma bolada ou tapa/soco involuntário nos olhos.

    Uma pessoa de perfeita saúde visual, por assim dizer, tem menos riscos, mas quem já se submeteu a alguma cirurgia de visão (como a da correção da miopia), certamente deve ter cuidado redobrado, pois há sérios riscos de descolamento da retina e total perda da visão.

    Quem não se lembra que o Pelé jogava futebol contrariamente às orientações de médicos oftalmologistas? Ele era míope e, segundo os doutores, possuía a retina “fraca”. Uma bolada poderia, literalmente, estourar-lhe os olhos. Não aconteceu, graças a Deus, mas viver com esse risco é terrível…

    • Então, meu caro, se isso foi uma observação, obrigado. Se foi uma ironia, pontuo que:
      1 – A segurança mais importante é ativa, e não passiva;
      2 – Cintos de segurança deveriam receber maior atenção e mais interesse, mas muitas pessoas só querem saber se o carro tem airbag ou não;
      3 – Se estes dados no link estiverem corretos (porque não fui eu quem os escreveu), considero que dificilmente as contusões em futebol ou outros esportes causem lesões nos olhos em 35% dos casos. E suponho que várias dessas lesões causadas pelos airbags sejam permanentes;
      4 – Reafirmo que deveria ficar ao gosto do proprietário do veículo a opção de comprar um carro novo com ou sem airbag. Não sou contra a existência do airbag, mas contra a falta de opção.
      5 – A presença de airbag no carro, sem a devida conscientização, cria uma cultura da falsa segurança, e faz com que muita gente seja tomada por uma sensação de invulnerabilidade. Se o cara já não cuida do carro direito sem airbag, imagine com airbag. Tem um pivô folgado na suspensão? “Ah, mas qualquer coisa, o carro tem airbag…”

  • Lipe

    Prezado,
    Na minha singela opinião o governo não tem que proibir nem obrigar o uso dos airbags.
    Que, então, RECOMENDE seja de bom alvitre a instalação desses equipamentos por meio de programas educativos… Mas não obrigue, por lei, que venham em todos os carros.

  • Jundy

    Quando motorista e passageiros estão posicionados corretamente em seus lugares há ressalvas a serem feitas, agora imagina naquelas casos em que as pessoas estão totalmente fora de posição (bancos excessivamente inclinados, e com os pés apoiados no painel do carro sob o airbag).

  • Lipe

    E, pelo amor de Deus, trate de manter seus óculos e não se submeta à cirurgia da miopia!
    Abraços

    • Lucas

      Minha namorada fez cirurgia e está feliz da vida.

      • CorsarioViajante

        Bem observado. Quando fui operado, o médico foi bastante criterioso, e um dos motivos pelo qual recomendou a operação era por eu ter uma retina bem grossa e muita miopia. E a recomendação é esta mesma, evitar qualquer coisa que possa prejudicar por um bom tempo.

    • Lucas

      Lendo mais abaixo seus outros comentários, Lipe, entendi o por quê de sua recomendação.

    • CorsarioViajante

      Eu fiz cirurgia, foi a melhor coisa que fiz.

    • Marcos Alvarenga

      Também não opero. 3 graus. Uso lente de contato ou óculos. Assim como os oftalmologistas.

  • Rogério

    Sou obrigado a concordar.
    Air bag é usado há mais de 20 anos em países de “1º mundo”. Se fosse um item que gerasse mais riscos que benefícios com certeza já teria sido abolido da indústria ou substituído por outro. Além disso está em constante evolução, como os air bags de duplo estágio.
    Alguns assuntos estão sendo levados muito para o lado pessoal aqui no Ae e isso me deixa um pouco chateado, talvez esteja faltando um pouco de imparcialidade nas opiniões.
    Exceções vão sempre existir, qual é a quantidade de casos em que o air bag casou malefícios e qual a quantidade que ele gerou de benefícios? Se os benefícios são maiores, é isso que se tem que levar em consideração.
    Desculpem a sinceridade, não sou de criticar dessa maneira, além de ser praticamente só leitor do Ae, mas infelizmente dessa vez foi um pouco além.

    • francisco greche junior

      Rogério

      Talvez você não acompanhe o Ae desde o começo. O Ae surgiu como um grupo de amigos que conversam entre si de diversos assuntos relacionados ao prazer de se dirigir um carro não como mero meio de transporte e sim como algo divertido.
      Aqui você vê textos citando prazer em dirigir até mesmo um simples UNO, até carros de alto preço.
      Então, isso é uma opinião do Bob, que você não precisa concordar e nem mesmo continuar a ler se achar ofensivo.
      Eu concordo com o Bob, talvez por meu pai que era da geração dele, preparava carros de competição e dirigia muito bem. Ele nunca gostou de bolsas infláveis e nem mesmo de ABS.

      • Rogério

        Francisco, eu acompanho o Ae há muitos anos, inclusive desde o Best Cars. Sou apenas leitor, não costumo publicar minha opinião ou divagar sobre os assuntos, pelo simples fato de gostar apenas de ler e guardar ou filtrar as informações.

        Esse caso foi apenas uma exceção, concordo com muitos pontos de vista do Bob, mas outros acho extremamente radicais, principalmente levando em consideração o que você mesmo citou, a geração anterior a minha tinha muitos pontos de vista já definidos que são impossíveis de mudar. Não sou estudioso do assunto mas já vi alguma matéria, não me recordo agora onde foi, mas me lembro vagamente da informação que era dita sobre airbag, informando que acima de uma velocidade x o airbag não era eficiente. Deve ser inclusive por esse motivo que não é utilizado em carros de competição.
        Mas reafirmo o que disse no meu primeiro post, se não tivesse pelo menos uma pequena melhora na segurança do veículo, não estaria presente. O NCAP já testa a eficiência de itens como airbag há muitos anos, talvez se deva dar um ponto de credibilidade a eles. Os acidentes não acontecem sempre como os testes realizados, mas é impossível fazer testes com as inúmeras possibilidade existentes, termos que ficar apenas com as estatísticas.
        Respeito muito o Bob e todos os que comentam com seriedade aqui no Ae.

  • Jr

    Bob, parabéns pela abordagem., Trabalho com Manutenção Automotiva e, quando em Concessionárias, ficava preocupado com a quantidade de recomendações do fabricante quando da manutenção de qualquer coisa que envolvesse o sistema Air Bag. A impressão que tinha, agora plenamente confirmado, é que seria mais seguro lidar com qualquer tipo de explosivo, já que são muito mais previsíveis. Adoto como verdade algo em que já acreditava, e que tive a grata satisfação em encontrar em seus artigos: Não existem dispositivos de segurança, ativa e passiva, e/ou classificação por estrelinhas, que substituam a boa prática da Direção Defensiva. Abraços.

  • BrunoL

    Parabéns pela coragem de tocar num ponto delicadíssimo.
    Também acho que a obrigatoriedade do airbag não é boa para todos.

    Fere a liberdade individual de escolha, como a sua, que prefere reduzir o risco de ferimento por falha no sistema em troca da proteção adicional no caso de acidente frontal. O balanço de probabilidades de cada evento, assim como o resultado esperado de cada um deles, não é claro e por isso deve ser mais aberto ao debate.

    O ponto que me incomoda, sobre a obrigatoriedade, é devido ao aumento do preço que a inclusão do equipamento acarreta. Todo carro equipado com ABS e bolsa inflável custa, necessariamente, mais que um sem. Ou seja, o aumento de preço tornou o bem inacessível a uma série de famílias que teriam condições de comprá-lo no preço anterior. (Não venham aqui me dizer que R$ 2 mil não faz diferença, por favor).

    Estas famílias, portanto, continuarão se locomovendo em meios de transporte necessariamente menos seguros – ônibus, motocicletas, veículos mais antigos ou em más condições, etc. -, que o veículo 0km, básico, sem ABS e bolsa inflável. Ou seja, não dá pra afirmar categoricamente que a obrigatoriedade dos equipamentos salvará mais vidas que a situação anterior, de não-obrigatoriedade.

  • Lucas Joseval Hernandes

    O airbag do passageiro costuma ter a chave para desligar. Especialistas em centrais eletrônicas também podem desligar o do motorista, apesar de trabalhoso, pois é necessário enganar a central, para que ela não detecte falha no dispositivo.

    • L641

      Não da pra simplesmente desligar o fusível?

  • Rolim

    Por coincidência saiu hoje no “New York Times” reportagem atualizando o assunto sobre os recalls de airbags.
    A coisa tá feia.

    http://www.nytimes.com/2014/10/21/business/it-looked-like-a-stabbing-but-takata-air-bag-was-the-killer.html?emc=edit_th_20141021&nl=todaysheadlines&nlid=52480318&_r=0

    Simplesmente o fabricante não tem como substituir todas as peças defeituosas de imediato e nem sabem quando conseguirão!
    Notificam os usuários conforme a disponibilidade de peças!
    São 2,8 milhões só da Honda USA!
    Ainda tem Nissan, Mazda, BMW, Chrysler,
    Ford, Mitsubishi e Subaru!

    Mas no Brasil…tudo tranquilo! Afinal, as “CET’s” da vida são um orgulho em termo de investigação de acidentes. Por que motivo iriam os fabricantes se preocupar com os tupiniquins?

  • Cláudio P

    Muito interessante sua visão, Bob. Quando air bag e ABS se tornaram obrigatórios a esmagadora maioria festejou. Alguns mais histéricos sobre o assunto chegavam a dizer que usar um carro sem esses equipamentos era como brincar de “roleta Russa”. Nunca concordei com isso e na época eu cheguei a dizer que lamentava que fossem obrigatórios por interferir no meu direito de escolha. Gostaria de continuar decidindo se os quero ou não em meu carro, por isso achei muito pertinente sua crítica ao air bag. Mas veio a imposição, infelizmente.

    • Carlos Eduardo

      O problema não é você, que tem juízo e cognição para decidir por você. Mas seu filho não tem escolha. E ele não tem culpa disso

  • Fórmula Finesse

    Ainda prefiro ter o equipamento ali, de tocaia…não dá para prever quando um maluco ou bêbado vai atirar o carro dele contra o seu. Basta uma vez, não duas…
    (No entanto, reconheço as razões do Bob, que são bem razoáveis)

  • Fórmula Finesse

    A tua parte tu fez direitinho, mas e os outros? Não dá para desconsiderar um equipamento de segurança pelo simples fato de que nunca precisamos utilizá-lo.(ainda)

    • $2354837

      Tenho mais medo dos motoristas atuais que se consideram onipotentes por terem ABS e airbag.

  • Lorenzo Frigerio

    Uma vez, já faz uns dez ou quinze anos, eu estava sendo levado para casa por um colega após uma visita à casa de um terceiro. Era umas cinco da manhã e estávamos na Marginal Pinheiros na altura do Jockey, quando passou um Volvo a uns 160 km/h. De ver a velocidade absurda, meu colega falou: bateu! Pois bem, quando chegamos à Ponte Cidade Jardim, dali a talvez um minuto, o Volvo estava dobrado num poste, airbags acionados, algumas pessoas já haviam parado.
    Pois bem, dois rapazes entre 18 e 20 anos saíram ANDANDO da carcaça. O que estava dirigindo até falou: “meu pai vai ficar puto quando ver isso!”. Meu colega disse: “seu pai vai dar graças a Deus de você estar vivo sem um arranhão!”.
    Então, Bob, digo o seguinte: airbag funciona.
    Esse negócio de querer desligar airbags me lembra um papo furado dos anos 70, em que as pessoas “justificavam” o não-uso dos cintos de segurança: diziam que, no caso de um acidente, você seria arremessado para fora do carro e não morreria esmagado dentro da carcaça. Sendo que as estatísticas provam: se você for jogado para fora do carro, morrerá com certeza.
    Como tudo, o airbag não é 100% perfeito, mas as estatísticas justificam sua instalação.

    • CCN-1410

      Já vi um Passat brasileiro dobrado em um poste, onde o motorista teve morte instantânea.
      Será que nesse caso o salvador não foi a estrutura do Volvo?

      • CorsarioViajante

        Me metendo, acho que cada caso é um caso. Se o Volvo tivesse atingido o tal poste em outro ângulo talvez o resultado fosse outro.

        • CCN-1410

          Talvez…

  • Tessio R R Bonafin

    Bob, muito interessante o texto. Posso não concordar mas serviu no mínimo para refletir e buscar mais informações. Seria legal algo deste nível sobre o ESP. abraços!

  • CorsarioViajante
  • braulio

    Ainda vou ficar um bom tempo sem o airbag. Por razões ideológicas (de não pagar imposto se já vou ter que pagar pedágio para usar a rodovia), ecológicas (evitando que um carro vá à sucata, evito contaminação do meio ambiente e a liberação de mais de 2 toneladas de CO2 que são produzidas junto com o aço de um carro novo), estéticas (acho os carros de 20 anos atrás mais bonitos que os atuais) e funcionais (carros mais antigos têm maior chance de ter uma mecânica simples, o que torna a manutenção mais fácil e barata), e principalmente por pão-durismo puro e simples, não compro carros zero-km. Mas justamente por preferir os “velhinhos”, fico preocupado de ter um explosivo apontado para minha cara, pronto para ser detonado em caso de acidente. Tenho o costume de usar canetas no bolso da camisa. E ver uma delas entrando entre as costelas numa eventual colisão também não é um pensamento agradável. Acho que, se comprar um carro com airbag, vou seguir sua dica e desativá-lo também.

    Para completar, também há esse risco:

  • Comentarista

    Particularmente não vejo o airbag um vilão. Tudo tem que ser colocado na balança. Tudo há um meio termo e temos que ver o custo benefício. Tudo há riscos. Cirurgias há pros e contras, remédios há pros e contras, comidas idem. No caso do airbag se a pessoa estiver sem cinto certamente se dará mal. O conceito de amortecimento do impacto é plausível, mas falhas ocorrem. Quantos avioes já caíram por falha de projeto ou mesmo pontos que não foram observados, sem condições de serem previstos em testes e que aconteceram somente com o uso cotidiano? Talvez projetos terão que ser revistos, materiais reavaliados, levar em consideração mais algumas variáveis, em suma, otimizar o sistema para que estes problemas não ocorram mais. Enquanto não se chega a um resultado certamente o mais coerente é o fabricante desativar os sistemas de seus carros.

  • jra

    Bob, já viu os airbags que estão utilizando em avião, que fica preso ao cinto de segurança? Nas palavras do fabricante: “It deploys away from you, not towards you.”
    http://usatoday30.usatoday.com/travel/columnist/mcgee/2010-03-31-airplane-seatbelt-airbags_N.htm

    Eu não gosto da idéia do airbag, fico imaginando se um dia irão utilizá-lo em carros de competição. E o risco se extende também às equipes de resgate.

    • Lucas dos Santos

      Eu não gosto da idéia do airbag, fico imaginando se um dia irão utilizá-lo em carros de competição.

      Não vejo utilidade prática para airbag em carros de competição. Nessas condições, o piloto estará utilizando capacete e dispositivo HANS, o que já deverá protegê-lo adequadamente contra impactos.

    • Viajante das orbitais

      Já tentaram, sabe por que não fizeram ? Muito perigoso.
      Imagine as consequências de um disparo acidental de airbag em um carro de corrida.

  • Ivan Tato

    Olá, Corsário.
    Também li esta matéria do Estadão. Pela gravidade do que foi exposto ali mereceria bem mais atenção da imprensa nacional. Mais ainda dos sites/blogs automobilísticos.
    Abraço.

    • CorsarioViajante

      Mas até agora o problema parece restrito à Takata. Por um lado acho legal a problematização, mas conhecendo o Brasil, isso pode levar à mais mistificações e um retrocesso.

  • Guest

    Como muitos já disseram, o assunto tratado é polêmico. Confesso que na maioria das vezes concordo com o que o BS diz, acredito que temos uma linha de raciocínio muito parecida. Porém, dessa vez, não há como. Todos os componentes de um veículo estão sujeitos a falhas, então esse argumento não vale. Sobre o fato do airbag inflar a mais de 300 km/h, é verdade, porém ele só abre tão rápido assim para que, no momento em que o corpo do ocupante atingí-lo, ele já esteja completamente inflado, e já em processo de deflação, absorvendo (desacelerando) o impacto que o corpo iria sofrer no contato com o volante ou painel quando este tocar a bolsa. Lembrando, como muitos já disseram, para que o sistema funcione como o esperado é imprescindível estar utilizando, e corretamente, o cinto de segurança do veículo. Portanto, o argumento da velocidade do airbag sendo lançado contra você também é inválido. Agora, um pouco fora do texto, mas dentro do tópico, já que a lei recente exigiu obrigatoriedade nos carros novos, além do airbag, do sistema ABS: alguns comentários bem lembraram que realmente, o motorista ordinário, aquele que possui o carro apenas para se deslocar até seu destino mas não conhece seu funcionamento, acha que seu carro, quando equipado com o ABS, está com superpoderes, que em caso de uma frenagem, seus pneus irão agarrar ao chão e fazer um “100 a 0 km/h em 5 metros”. Isso mostra que existe uma falha de conceito sobre o sistema, que inclusive é quase sempre vendido com argumento errado, como um redutor de distância de parada. O ABS na verdade foi desenvolvido para permitir que, nas condições do momento de seu uso, você possua o máximo de eficiência de frenagem com manutenção da dirigibilidade do veículo. Ou seja, que mesmo que você esteja freando o mais forte possível numa emergência, ainda haverá dirigibilidade para desviar do possível ponto de impacto, mesmo que para isso haja aumento na distância de parada (como observado pelo leitor proprietário do Lancer, que não está com defeito ou possui modularidade do pedal de freio inadequada – como disse outro leitor -, e que fez um comentário à respeito, quando “experimentou” o sistema). A norma brasileira que rege sobre sistemas de freios, muito similar à européia, permite que o sistema de freio de um veículo equipado com ABS, quando comparado com o mesmo sistema com o ABS desativado, tenha aproveitamento de apenas 75%. Ou seja, de maneira grosseira, a frenagem com sistema ABS atuando pode ser até 25% “pior” do que uma realizada com o sistema desativado, numa condição ideal de limite de travamento (situação essa porém que é tão simples de reproduzir no dia a dia, fora de um campo de provas, e ainda mais durante uma situação de emergência). Então tenham em mente que o ABS vai lhes permitir desviar a trajetória – e possívelmente do impacto – durante uma frenagem emergencial (num veículo sem ABS com as rodas dianteiras travadas na frenagem o desvio de trajetória não existe, ele irá manter a trajetória reta mesmo com o volante esterçado), mas talvez não permita parada em distância menor. Ainda mais se o piso, no momento da frenagem, esteja sujo com terra/areia, reduzindo a aderência, ou então possuir “costelas de vaca”, que dificultam o funcionamento do ABS.
    Portanto, apesar de não serem perfeitos ou infalíveis, os sistemas ABS e airbag exigidos agora por lei ajudam sim a evitar acidentes e reduzir ferimentos. E como muito bem colocado nos comentários por outro leitor, não há sistema que substitua a boa prática da direção defensiva!

  • Sandro

    Bob, isso me fez lembrar da autobiografia do Lee Iacocca, que li em 1987. Num capítulo sobre segurança no trânsito ele se coloca radicalmente contra o que foi chamado na tradução brasileira de “colchões de ar”. Diz o seguinte: “Muita gente acha que os colchões de ar são a solução. Eu discordo. Tenho me colocado contra eles desde que foram desenvolvidos pela primeira vez, há quase vinte anos [o livro é de 1984]. Às vezes tenho a sensação de que quando eu morrer — e admitindo-se que eu vá para o céu — São Pedro irá me receber no portão para conversar comigo sobre os colchões de ar.” (“Iacocca Uma Autobiografia”, ed. Cultura, p. 352).
    A tese central dele era justamente o risco do acionamento indesejado do “colchão de ar” e os custos que eventos como este poderiam representar em termos de indenizações pela indústria.

    • Carlos Eduardo

      Quantos airbags você conhece que abriram espontaneamente e mais, causaram LESÔES decorrentes dessa abertura? E quantos deles se feriram gravemente? A esta última pergunta, eu diria que a resposta é zero, com chances altíssimas de estar certo.

      Agora quantos casos de lesões faciais, cranianas e medulares você conhece relativos ao choque da cabeça contra o painel, volante ou pára-brisa?
      Nenhuma, não é? Pois eu vejo isso diariamente na prática clínica.. E são milhares, só no Brasil.

      Gente, é um assunto tão absurdo que não deveria nem ser pensado, cogitado por alguém!

      Parece vontade de ser contrário às coisas, de querer criticar só porque todo mundo concorda que é seguro.

  • RoadV8Runner

    Também não gosto das bolsas infláveis, pois para mim são praticamente um peso morto, com possibilidade mínima de uso e, possibilidade ainda menor, de evitar alguma lesão mais grave em caso de acidente. Prefiro muito mais correr o risco de dar com o nariz no volante em caso de colisão frontal do que viver o risco diário dessa meleca ser ativada sem necessidade. Principalmente porque uso óculos de grau, não havendo a opção de não usá-los (não venham me falar de uso de lentes de contato, pois conheço alguns casos de pessoas próximas a mim que tiveram problemas sérios nos olhos devido ao uso dessas outras porcarias, mesmo com o cuidado de higienização diária e troca freqüente para prevenir o surgimento de fungos e outros micro-organismos potencialmente nocivos).

    • José

      Quanta ignorância!!!
      Prefere arriscar a vida por causa de 0,000000001% de possibilidade de defeitos do que garantir 10, 20 ou 30% menos de lesões em caso de acidente?

  • Carlos Eduardo

    Não dá para acreditar que um post desses seja postado aqui.
    Isso é um desserviço. E pior: centenas de leitores vão na onda.

    • Lucas

      E você? Será que também não está numa onda? Leia, reflita, pense e construa a sua própria opinião, mas permita o contraponto.

      • Carlos Eduardo

        Sou médico, também trabalho com urgência e emergência. A diferença é entre viver e morrer. Prefiro estar na onda da vida, amigo!

        Li, refleti e pensei e continuo achando absurdo dizer que o airbag faz mais mal do que bem a ponto de dispensá-lo!

    • Bob Sharp

      Carlos Eduardo
      Desserviço? Só se for para fabricante de bolsa inflável.

      • Carlos Eduardo

        BS, desserviço aos leitores que você inspira e as vidas que você põe em risco (não dos leitores que aceitam tudo que você posta, mas dos passageiros, filhos, esposas deles, que não tem nada a ver com o assunto).

        Garanto que não fará nem cócegas nos fabricantes, pq sua opinião é embasada apenas pela sua experiência. O uso do airbag e sua normatização são embasados em estatísticas e estudos. E opinião pessoal não entra nesta conta.

    • Viajante das orbitais

      Desserviço é expor apenas o lado bom e ocultar o lado ruim, como se o mundo fosse uma linda fantasia.

  • Marcelo Dalla Rosa

    Eu sofri um acidente com meu ex-Focus 2011. Bati numa carroça puxada por um trator que atravessava a estrada. No momento do impacto julgo estar em torno dos 90 km/h. Eu estava usando óculos de sol. Lembro tudo muito bem. Deu tempo de ver a bolsa enchendo ao mesmo tempo que meu corpo se deslocava para frente (estava usando o cinto). Quanto meu rosto bateu no airbag, este já estava desinflando e não senti absolutamente nada. Não causou a menor dor e nenhum risco no óculos. Salvou minha vida.
    ——————————————–
    Concordo com os riscos inerentes de um artefato mal feito, mas os benefícios se sobressaem aos malefícios. Já o envelhecimento, esse sim, preocupa.
    ——————-

    • Marcelo Henrique

      No seu caso o cinto de segurança fez a maior parte do trabalho. As pessoas que bateram com vontade no airbag quase queima o rosto por causa da alta temperatura, só que ao mesmo tempo evitaram problemas na coluna, pescoço em troca de um rosto vermelho.

      • Marcelo Dalla Rosa

        Se bateram com vontade no airbag é porque estavam sem cinto. Tremenda irresponsabilidade. Andar sem cinto é pedir para morrer. Você pode estar num Volvo, com 10 estrelas no crash-test. Se não usar o cinto se ferra.

  • lala

    Não se render a esta tecnologia fantástica (e pelo bem da coletividade agora obrigatório, assim como o sinto de segurança que quando passou a obrigatório no país salvou milhares de vidas desde então) fico desapontado e perplexo pois é comprovado que o ari-bag (bolsa inflável para os preconceituosos) já salvou milhões de vidas em todo o mundo, o transito mata tanto quanto uma guerra……… lamentável alguém pensar que nunca poderá ser vítima da inoperância de outrem no transito e se envolver em algo sério, mesmo sendo um excelente motorista (piloto só na pista) fico triste com a posição do Senhor Bob a quem eu admiro pelas análises em vídeo, e que cada leitor tenha seu auto-discernimento, juízo pessoal! Sou Fan do Bob, prudência nunca é d +…

  • Rogério Ferreira

    Parabéns pela coragem… vai incomodar os politicamente corretos. Particularmente, nunca precisei de um airbag, e nem pretendo utilizar. Essa semana fui levar minha esposa grávida para os enxames de rotina e é claro, pedi para que ela fosse no banco de trás. Penso que numa eventual batida, o airbag, poderia nocautear nossa filha que está na barriga, já no banco de trás, o cinto de três pontos, já faria o seu papel, muito bem, segurando onde tem que segurar. Pode ser bobagem minha, seis que os especialistas garantam que isso jamais aconteceria. Mas não dá para confiar, nunca vi nestes testes de colisão, uma simulação, com um drone grávido, para saber onde se encrenca nocauteia a barriga. melhor pecar pelo excesso. Agora surge a preocupação com os estilhaços, o efeito granada. Talvez tenha razão, Bob, melhor mesmo seja melhor desativar a encrenca. O problema é que não sei se os sistemas multiplexados dos novos carros, não vão manter a luz do airbag acesa no painel, e gravar um código de avaria na central.

  • Cesar Dias

    Sou médico traumatologista, trabalho em SAMU, resgate aéreo e sala de urgência, acredito que tenho uma certa bagagem em acidentes de automóvel.
    Pela minha experiência pessoal, não tenho como concordar com o Bob nesse assunto. Acredito que seja o receio do novo, da mudança, assim como ocorreu com o advento do cinto de segurança, assim como temos receio dos carros elétricos, etc.
    Pois bem. O Bob diz que tem receio de uma explosão a 300km/h contra seu rosto, contra seus óculos, contra seu olho. Essa é uma reação CONTRATADA, que libera gazes, que ficam dentro de uma bolsa! A função do airbag é evitar que seu rosto bata em uma superfície dura. E o mais importante: essa reação vai acontecer ANTES de seu rosto chegar à bolsa, então na prática é como se você batesse em um travesseiro.
    Quanto aos óculos, sei que existem alguns estudos inconclusivos das lesões, e pelo que vejo na minha prática, nunca presenciei uma lesão ocular por conta disso!
    O que vejo na pratica: traumas de face e crânio sérios, muitas vezes com morte devido contusão com volante ou painel. Justamente isso que o airbag tenta evitar.

    A minha conclusão é que airbag não é o salvador de todos os risco de um acidente, mas diminui muito os riscos de lesão mais grave. Uma explosão de 300 km/h não vai acontecer na sua face (ocorre antes e é controlada!), mas vai evitar que você bata a cabeça a 60km/h contra uma superfície dura.
    A melhor segurança vai continuar sendo a passiva sempre, pois em grande parte dos acidentes, a morte ocorre por desaceleração (que causa rompimento da aorta e choque do cérebro contra a caixa craniana) e nem tanto pelo trauma físico.
    Abraços!

    PS: Vi alguns comentários equivocados sobre os olhos. A cirurgia de miopia não causa nenhuma lesão na retina. Ela é feita na córnea, que se regenera e não há nenhuma restrição à impactos. O que ocorre é que, quem tem, corrigido ou com óculos, alto grau de miopia (+ de 5 graus), tem a curvatura do olho mais acentuada. E isso sim aumenta o risco de descolamento da retina!

    • Rogério

      Cesar Dias, muito boa a sua colocação, nada como um profissional que atua na área e está diretamente em contato com o dia a dia na profissão para colocar a opinião.
      Tudo que eu queria ser capaz de dizer aqui você conseguiu fazer.
      Parabéns!

    • Tessio R R Bonafin

      Ótimo contraponto. Sempre bom termos informações e opiniões de fontes diversas.

    • EddieVanHalenIsGod

      César,
      Tuas colocações são bem-vindas, interessantes e, com certeza, bastante razoáveis. Mas por incapacidade intelectual e enorme preguiça, não vou discutir as vantagens ou desvantagens dos ABs. A questão fundamental, para mim, é outra: se eu quero comprar um carro sem ABs e uma fabricante quer me vender um carros sem ABs, o estado-babá não tem que se meter nisso. Sou responsável pelas minhas decisões e dispenso a tutela estatal (=políticos do Executivo Federal e congressistas de Brasília-DF) em assuntos que só me dizem respeito, exclusivamente.
      PS – Tenho um carro com seis ABs.

      • Jorge

        Caro Eddie,
        Nos principais países do mundo, o airbag é obrigatório, não é só aqui no Brasil. E mais, o “estado-babá” como você diz tem sim que exigir não só carros com airbag como o uso de cinto de segurança, pois o custo do seu tratamento imediato, no caso de um acidente, será pago com o dinheiro do povo. Reflita.

        Sds,

        • EddieVanHalenIsGod

          Jorge,
          Teus argumentos são pertinentes, mas pondero… a) se o AB é obrigatório nos “principais países do mundo”, isso não significa, automaticamente, que a obrigatoriedade é legitima; b) o argumento do ônus do tratamento é MUITO perigoso, pois se presta para justificar qualquer barbaridade (proibir o açucar x custo de tratamento da diabete, etc, etc). Reflita… Valeu!

      • Cesar Dias

        Caro Eddie, concordo com você. Acho que os carros devem ser seguros e ponto. Como a fabricante vai conseguir essa segurança, fica a critério dela. Sem imposição de um ou outro sistema de segurança.
        Abraços,
        César

    • CorsarioViajante

      Ótimo comentário! Lúcido e objetivo.

    • Bob Sharp

      Caro Dr. Cesar,
      Tenho impressão de que o senhor e alguns leitores não atentaram para o fato de que junto com o nitrogênio que enche a bolsa, havendo rompimento da cápsula geradora do gás são atirados estilhaços de aço a 300 km/h contra os ocupantes. Não imagino mesmo conviver com uma arma a nitrogênio apontada para a minha cabeça. Não há sentido algum nisso, fora que a bolsa inflável é tão-somente uma retenção suplementar. Prezo minha segurança tanto que anos antes de o cinto ser obrigatória eu já os tinha nos meus carros.

      • Cesar Dias

        Caro Bob,

        Eu atentei a esse fato, mas considero um problema isolado de um fabricante a ser corrigido, que não inviabiliza o sistema como um todo, da mesma forma que já houve problemas com o pré-tensionador da mesma Takata, problemas com os pneus da Firestone, problema com o acelerador do Corolla, etc. Não está no projeto original voar fragmentos nas pessoas!
        Acredito que deveria haver uma segurança mínima obrigatória dos carros e não a imposição de sistemas de segurança. Ficaria a critério das fabricantes como chegarão à essa segurança mínima. Provavelmente a grande maioria acabaria por utilizar as bolsas, mas sem imposição. Acredito (não tenho certeza) que é isso que ocorre na Europa e EEUU. Não adianta nada impor um airbag num carro mal projetado ou adaptado, pois ele continuará inseguro.

    • Nando de Farias

      Dr. Cesar, tudo o que o senhor disse não poderia ser contestado, caso todos os air bags de todos os carros do mundo funcionassem 100% como deveriam. No entanto, sabemos que as falhas, os danos físicos aos seres humanos e até mortes são um fato nos países em que os carros já possuem tal equipamento há 20 anos.
      No Brasil, por ser recente, sua pesquisa de campo ainda é uma amostragem muito pequena, daqui uns 10 anos veremos o problema, sem contar os carros consertados de sinistros e revendidos sem o devido rigor técnico das montadoras, ou seja, virão com muitas peças paralelas.
      Bob Sharp está certo.

      • Carlos

        Nando,
        Nada funciona 100%. Nem seu corpo, nem seu carro.
        Não existe absotutismo em nada, portanto prefiro confiar em um índice de 97, 98 ou 99% do que em 0,000001 % de casos de falhas ou acidentes, que devem ser reparados

  • Bob Sharp

    Sandro
    O Iacocca não era nenhum leigo em automóvel…

    • Malaman

      O que não significa que estava certo em tudo.

  • Bob Sharp

    Guest
    A bolsa inflável, ou Sistema de Retenção Suplementar (SRS), só responde por 20% da retenção do ocupante ao banco, portanto esses 20% constituem péssima relação custo-benefício diante de tantos riscos e problemas. Lembre-se, ela foi criada para amenizar os ferimentos de quem não estava com cinto atado. Só que depois virou a queridinha. Tão queridinha que quando há uma colisão em que ela não deveria abrir e por isso mesmo não abre, o motorista ficar frustrado e muitos processam o fabricante do veículo. Dispenso-a, os risco de mau funcionamento não compensa a pretensa segurança passiva que traz.

    • Carlos Eduardo

      BS, se você gosta de estatística eu sugiro que faça uma conta: divida o número de acidentes devido a falhas, acionamentos indevidos sobre o número de airbags fabricados.
      E compare com esses 20% (tirados não sei de onde, já que airbag não é responsável por reter ninguém no banco)
      Se ainda assim você preferir um número infinitesimal, deixe isso publicado aqui para que quem leia entenda a questão apenas como teimosia mesmo…

  • Joao Guilherme Bezerra Alves

    Foi bastante interessante o comentario do médico traumatologista. Mas sem entrar no merito do custo/beneficio do airbag, queria comentar sobre a lei da “obrigatoriedade” do sistema.
    Na minha opinião, não diminuindo a importância da lei, mas acho que antes dela é muito mais importante fazer um carro que possua um projeto sólido, com uma boa dinâmica veícular, a fim de evitar a batida, invés de apenas se preocupar com “salvar da batida”.
    Geralmente engenharia de segurança se trata disso, o trabalhador possui o EPI necessário para reduzir os danos em caso de acidentes, mas o foco PRINCIPAL deve ser: manter a ferramenta em bom estado e o ambiente de trabalho em condições positivas. Ou seja: Cobrar dos poder publico melhorias nas estradas, cidades, e sermos mais criticos quanto ao padrão de qualidade por muitas vezes bem baixo de nossos carros nacionais

  • Filippe

    Bob, você vai mandar desativar o airbag do passageiro também?

  • Matuck

    Aceita-se que o sistema seja vistoriado a cada dez anos. Sistemas com décadas de idade foram testados sem qualquer falha.

    Essa da Fiat recomendar troca a cada cinco anos, como alguém citou, ou é má fé ou prova de que seus sistemas de airbag são ridiculamente vagabundos.

    • CorsarioViajante

      Obrigado pela informação.
      Meu carro tem cinco anos e vou me informar junto à VW se é necessária alguma vistoria ou coisa do gênero.

  • Bob Sharp

    Filipe
    Sim, em vista do que tem acontecido e também na questão dos óculos, não confio nesse equipamento. Não o quero.

  • pkorn

    Caro Bob Sharp, não tema os airbags. Eles inflam muito rápido, estão totalmente cheios antes da pessoa tocar neles, e não ficam cheios (sólidos), quando a cabeça bate neles o ar já está escapando. A diferença entre ter air bag e não ter é a mesma de ter um travesseiro esperando no painel pela sua cabeça ou bater o rosto nas peças rígidas. Seu óculos vai bater em superfície dura e tem mais chance de ferir seu rosto sem o airbag. O sr. é meu Guru em várias questões automotivas e aeronáuticas. Respeito muito sua posição e seus argumentos, mas quando o senhor começa com essa teimosia fica parecendo com os defensores das ciclofaixas, os que não aceitam ver os fatos por outro ângulo.

    Airbags defeituosos são outra história, precisam ser trocados como qualquer outra peça.

    Sua habilidade e experiência são incontestes, mas nossas ruas estão cheias de motoristas temerários que podem colidir conosco, logo não podemos excluir a possibilidade de acidente quando dividimos as ruas com outros seres capazes de errar.
    Veja nesse link como os airbags cedem à pressão do rosto, já estão cheios quando o rosto toca neles e imagine ter esse contato com o volante sem nenhuma proteção:

    Abraço
    Pkorn

  • Viajante das orbitais

    Vocês que sabem, mas todos os lados devem ser expostos, o Bob está expondo o outro lado, que muitos escondem, o lado ruim.
    Não podemos nos guiar apenas pela maioria dos casos, é preciso analisar as coisas em sua totalidade.

    O MAO, por exemplo, já contou em outro post como ele foi parar dentro do mato pois o ABS do carro em questão não funciona adequadamente na terra (o que é uma característica da maioria dos carros com ABS), muitos pessoas não sabem disso e muitos ainda vão parar dentro do mato.

  • Viajante das orbitais

    Recall da GM:

    http://www.chevrolet.com.br/chevrolet-world/news/recall-agile-montana-airbag-frontal.html

    Riscos: não deflagração do airbag em eventual colisão, podendo causar lesões graves em especial na cabeça e na parte superior do corpo do motorista. Além disso, pode ocorrer o rompimento súbito do gerador de gás do airbag, o qual pode expelir fragmentos para o interior do veículo, podendo causar lesões graves ao motorista e aos demais ocupantes.

    • Bob Sharp

      Viajante
      Mais do que lesões graves, morte.

  • Claudio Fischgold

    Bob,

    veja o que é coincidência. Eu estava hoje de manhã na concessionária Toyota aqui na Barra para fazer a revisão dos 30.000 km e, enquanto esperava para ser atendido, vi na TV este recall, feito pela Toyota Honda e Nissan, entre outras, por causa dos airbags Takata.
    Como não sabia para que modelos se referia já que não tinha conhecimento deste recall, perguntei à atendente. Ela me disse que aqui no Brasil era para o Corolla modelo 2010.
    Como meu Corolla anterior era um 2010, e quem comprou foi um amigo, logo liguei para ele para comunicar sobre este recall.

    • Bob Sharp

      Claudio
      A coisa é muito mais séria do que se pensa. Não quero mesmo esse equipamento “de retenção suplementar” em carro meu.

  • Marcelo Henrique

    Vi essa notícia no jornal Bom Dia Brasil.

  • Malaman

    Nada é infalível nessa vida. Cinto de segurança também não é infalível, há vários relatos de pessoas que morreram por causa do cinto e teriam sobrevivido se não o estivessem usando. Mas estatisticamente essa porcentagem é pequena. Então vou deixar de usar um dispositivo de segurança e correr um risco maior para me proteger de um evento cuja probabilidade de acontecer são mínimas? Claro que não, seria ignorância.

  • Anônimo

    Nossa, o air bag se infla a 300 km/h! Nossa, em 0,030 segundo! E daí? Não é por causa disso que o impacto será alto. O volume de gás é muito pequeno, e se lembrarmos que o nitrogênio tem baxíssima densidade (1,2506 kg/m3), a da água é de 1000 kg/m3(densidade um), vemos que não há massa suficiente para se tenha tanta energia assim para fazer tanto estrago quanto se quer fazer crer. É só questão de parar para pensar um pouco.

    • Bob Sharp

      Anônimo
      Melhor do que parar para pensar um pouco é você ler a matéria com um pouco mais de atenção. Está havendo casos de estilhaços lançados junto com o nitrogênio de enchimento da bolsa. Acaba de sair notícia aqui no Ae de que a convocação das bolsas infláveis da Takata foi ampliada de 6,1 para 7,8 milhões de veículos. Tem gente morrendo ou se ferindo gravemente. Se você não se preocupa com isso, eu me preocupo, por isso fiz questão de compartilhar minha preocupação com os leitores.

      • André N

        Bob,
        V. tem inteira razão.
        E vou além: o que o Dummy não percebe, dada a análise bipolar, é que o “guverno”, a propósito de tornar os carros mais seguros (o que não é necessariamente verdadeiro), solapou a liberdade de nós, consumidores, adquirirmos veículos sem o maledetto airbag.

        Tenho de utilizar óculos para dirigir, lentes não são uma opção por desconforto total, e sempre me preocupa a questão do airbag inflar numa colisão e me ferir.
        Em meu carro atual desliguei o dispositivo e ando, tranquilo, com a luz de advertência acesa.

        • Domingos Fonseca

          Eu removeria também a referida lâmpada.

  • Comentarista

    Pois é. Para você ver como o usuário comum não tem expertise para usar um sistema destes. Seu Peugeot velhinho tem o BAS, auxilio de frenagem de emergência. Por isso ele freia melhor em situações em que o ABS entra.
    As auto-escolas terão que ensinar o público a frear com ABS, pois a grande maioria tira o pé ou diminui a pressão da perna quando sente o pedal trepidar. Tenho um colega que falou que o carro dele está estragado pois trepidou e ouviu um barulho quando freiou forte. Tirou o pé e bateu. O dele não tem BAS. Ele entendeu as minhas explicações? Claro que não. Foi no mexânico e este desativou o sistema.

  • Carlos Eduardo

    Viajante, não precisa ocultar o lado ruim. Divulgue os problemas, defeitos e recalls, mas exponha as milhares de vidas salvas… Uma questão de matemática simples.
    Eu prefiro 97% do que me ater a 3% de possibilidade de falha (inventei os números, mas imagino que seja algo até mais gritante)

  • Lucas

    Ai, ai. Muito bem, vamos lá.

    – Tu deve saber que o airbag foi desenvolvido nos EUA por causa dos motoristas medíocres de lá, cuja lei não consegue obrigá-los a usar o cinto de segurança;
    – Como já dito, ele representa apenas 20% da retenção que o cinto de segurança proporciona;
    – De quê adianta airbag se a pessoa não estiver usando o cinto de segurança?

    – Como médico, você deve saber das consequências sobre o corpo de brutais desacelerações;
    – De quê adianta um carro com airbag se ele não tiver uma estrutura sólida o suficiente para não colapsar no momento de uma batida?
    – De quê adianta airbag se ele não sofrer a necessária manutenção com passar do tempo?
    – De quê adianta um recurso de segurança se ele, por uma falha de projeto ou de execução, lança estilhaços como uma granada?
    – E no caso de um acionamento indevido? Um soco na cara a 300 km/h num momento que você não o espera?

    Airbag pode fazer a diferença entre perder ou não alguns dentes por uma colisão do rosto com o painel, volante, etc, mas NÃO FAZ a diferença entre a vida e a morte.

    • Cesar Dias

      Lucas, seu comentário estava legal até dizer que a contusão com o volante ou painel causa apenas uma perda de dentes. Não vou oferecer de mandar fotos da minha experiência (vide meu comentário acima, trabalho em resgates terrestre e aéreo e sala de urgência) por ser anti-ético, mas um trauma de cabeça e face no painel é MUITO mais do que uns dentes quebrados.
      O airbag sozinho realmente não faz muita diferença, pois a pessoa vai inteira para o painel, mas associado com o cinto salva mais vidas do que apenas o cinto pois protege a única parte que o cinto não segura: a cabeça.
      Abraços
      César

    • Carlos Eduardo

      Lucas, você é péssimo em argumentação! Espero que por falta de conhecimento mesmo.
      Agora, de ironia, você está mto bem. Parabéns!

      Primeiro, airbag não foi desenvolvido por que motoristas são medíocres. Foram feitos para minimizar lesões que podem levar à morte
      Segundo, ele não substitui os cintos. É um sistema COMPLEMENTAR. Aliás, o risco até aumenta se não usar o cinto!
      Terceiro, airbag não retém o corpo no lugar.. Ele evita o choque contra uma superfície rígida
      Quarto, estrutura sólida num automóvel é tudo que NÃO SE QUER. O carro deve ser deformável para absorver energia

      Em quinto lugar, sobre manutenções e defeitos: devem ser solucionados e inspecionados assim como qualquer outra peça no veículo. Ou você deixaria um pneu careca no seu carro?
      Sexto, TODAS as estatísticas, estudos médicos e a prática clínica dizem exatamente o oposto da sua afirmação: airbag pode ser crucial entre viver ou morrer? Faça uma visitinha por uma semana num centro cirúrgico que atenda urgências, te convido a acompanhar…

  • Bob Sharp

    Malaman
    Desculpe, mas ignorância é achar que estilhaço de metal na cara a 300 km/h não tem nada de mais.

    • Carlos Eduardo

      Esse problema é UM DEFEITO, não uma característica
      Por isso está havendo recall! Não se pode tratar de generalizar as coisas. Primeiro que é apenas uma marca de airbas. Não são todos e nem todas as marcas.
      Segundo que não são todos que disparam o matam seus ocupantes

      Você sabe mais do que ninguém a diferença

      Sejamos intelectualmente honestos

  • Bob Sharp

    pkorn
    Já não gostava de bolsa inflável por considerar equipamento desnecessário e por receio de ele abrir inesperadamente ao topar de mau jeito com uma lombada. Agora que se conhecem casos de atirar estilhaços de metal a 300 km/h é que não vou mesmo ter esse demônio travestido de anjo em carro meu.

  • Bob Sharp

    João Guilherme
    Tudo isso e mais o fato de que a bolsa inflável constitui retenção suplementar apenas. É inimaginável que uma retenção pequena dessas possa num dado momento atirar estilhaços de metal a 300 km/h no rosto das pessoas. Dispenso mesmo esse equipamento, ainda mais agora depois dessa dos estilhaços.

  • Bob Sharp

    Jorge
    Conhecendo-se os humanos é possível que os legisladores tenham cedido ao lobby dos fabricantes de bolsas infláveis, tal como aqui na questão do extintor de incêndio. Quer se queira, quer não, isso existe.

  • Bob Sharp

    Rogério,
    Por favor, leia minha resposta ao Dr. César Dias.

  • Bob Sharp

    Rogério
    Vou esclarecer essa questão. Veja em “Últimas Notícias” que acabou de entrar que a Toyota dos EUA está desativando a bolsa do lado do acompanhante. Então é possível desativar, sim.

    • Cesar Dias

      Bob, nos carros importados (e picapes aqui) é possível desativar com a chave a bolsa do passageiro. Isso porque não há obrigação de levar os bebês no banco de trás. Então quando coloca o bebê conforto no banco da frente, há a necessidade de desativar. Eu particularmente acho melhor, pois diminui MUITO a chance de esquecer o bebê no carro.

  • Bob Sharp

    lala
    Uma bolsa inflável sob o acabamento central do volante é uma arma apontada para você. Se houver rompimento da cápsula de geração de nitrogênio que vai encher a bolsa, virão junto com o nitrogênio estilhaços de aço, como uma granada detonando Não quero isso no meu carro e vou mandar desativar quando comprar um novo. Lembre-se qua a bolsa inflável é um sistema de retenção suplementar que responde por apenas 20% do total de retenção. Os 80% são com o cinto.

  • Bob Sharp

    Marcelo Della Rosa
    Considere-se possuidor de uma vista superdotada ao ver um bolsa se encher em menos de 30 milésimos de segundo…

    • Marcelo Dalla Rosa

      hehehe… pois vi e em câmera lenta ainda. É aquele momento em que o cara pensa que vai morrer.

  • Bob Sharp

    Carlos Eduardo
    Perdôo-o por estar brincando. Ontem foi anunciada convocação, nos EUA, de 7,8 milhões de veículos no mundo todo, produzidos por 11 fabricantes, pessoas morrendo por “tiro” das bolsas infláveis e você vem me falar em desserviço? A GM do Brasil convocou veículos e colocou em negrito a possibilidade de estilhaços de aço! Quanto às cócegas, parece-me que você ignora o poder de informação da internet.

    • Carlos Eduardo

      Corretíssimo, acho apenas o recall pouco. Tem que indenizar os proprietários e multar os responsáveis!!! É uma falha de segurança gravíssima!
      Mas isso não quer dizer que o projeto de um airbag seja ruim, nem que TODOS falharão e matarão seus usuários. Toda peça está sujeita a falhas, se elas representam riscos aos ocupantes, que se faça o chamamento. Seja o que for.
      Nunca vi um comentário parecido quanto a um cinto de segurança com defeito, um sistema de freios ou elétrico. Ou você deixaria de usar cinto porque houve falha em alguns? Prefere ficar sem servoassistência porque alguns são fabricados com defeito? Faça um exercício de raciocínio e verá a falta de lógica do seu post!
      Às cócegas, me refiro à possibilidade que um retrocesso, como a retirada dos airbags, seja efetuado em larga escala e não mais que algumas dezenas de teimosos. A estatística prova que ele é mais seguro que danoso

  • CTD

    Bob,

    Concorda que um pneu defeituoso que estoura a 120 km/h, fazendo com que você perca o controle do carro e capote é tão perigoso quanto um airbag defeituoso? Falamos aqui de peças defeituosas, certo?

    Eu não quero mais ter pneus no meu carro, quero desativar os pneus e quero rodas com borracha maciça!!!

    Radicalismo a parte, Bob, desta vez você está enganado, e pouco informado sobre Segurança Veicular.

    Qualquer peça de segurança defeituosa poderá ter conseqüências sérias num acidente. Vale para freios, pneus, rodas, barra de direcão (Senna…), airbags, cintos, bancos etc…

    O airbag segura bem mais do que os 20% que você comenta, Depende de que parte do corpo você está falando, depende do carro, depende da colisão, depende de uma serie de fatores. Não são números facilmente comparáveis. E não é por aí que você deve enxergar os fatos.

    Os automóveis dos fabricantes decentes (leia-se GM, Ford, VW, PSA etc) são desenvolvidos para atender a critérios de lesão, e não somente “para ter airbag”. E o sistema de retenção do ocupante só funciona por completo, desativar um airbag de um veiculo transforma o resultado em loteria… cintos de segurança com pré-tensionador e limitador de carga são feitos para permitir que o tórax se desloque e “acomode” o ocupante no airbag com velocidade controlada. Sem airbag o tórax baterá no volante, a cabeça também baterá, com lesões certamente maiores do que com airbag.

    Portanto, peço que você NÃO DESATIVE os airbags do seu carro, e sim questione o fabricante se há algum recall envolvido que você não esteja informado. Efetue o recall e dirija tranquilo, pode confiar.

    Grande abraço,
    CTD (Crash Test Dummy)

  • Arnaldo

    Airbag sem usar o cinto em conjunto é perigosíssimo sim, então se o cara não for usar o cinto é melhor desligar o airbag.
    Outra coisa, dependendo do acidente é melhor estar sem cinto do que ficar preso nele e morrer numa explosão. O Volvo lá que bateu protegeu os ocupantes com airbag, mas tudo tem limite, se eles batessem com um caminhão o cara do caminhão se sairia melhor porque o caminhão tem mais peso também.

  • Danchio

    Eu tenho uma dúvida (não sei se já foi perguntada).
    Legalmente falando, é possível tirar os airbags do carro? Caso ocorra acidente, a perícia pode incriminar alguém que tenha retirado o airbag se ela ou o ocupante se machucar?
    A seguradora pode cancelar a apólice?

  • Orizon Jr

    Mestre Bob
    O Sr é uma verdadeira lenda no meio automobilístico e tenho pelo Sr não só um grande respeito, como admiração.

    Pela primeira vez não vou concordar com sua exposição. Ela está, diga-se, coerente, argumentada e clara.

    Minha discordância é quanto ao fato de desativar a bolsa. Se o meu carro está na lista do recall eu até concordo em apagar o air bag até a troca. Mas se está tudo ok, não vejo razão para a retirada do dispositivo.

    O Sr tem no seu nome e competência uma influência muito grande no meio automobilístico. Para muita gente, me incluo, suas palavras são quase lei. A sua (ótima) reputação o precede.

    Já pensou nas consequências do povo sair desativando air bag por conta da sua reportagem? Isso também pode causar mortes.

    Mestre Bob por favor, não me leve a mal. Eu estou apenas discordando e espero ter deixado os motivos claros nessas letras aí em cima.

    De forma alguma vou deixar de respeitá-lo por isso. Mas penso que com o airbag ok não há razão para desativá-lo.

    Forte Abraço Mestre

    Orizon JR

  • Lucas

    Cesar Dias, pode ser que subestimei um pouco as possíveis lesões em situações mais extremas, mas creio que estamos nos entendendo.

  • Bob Sharp

    Daniel
    Ótima pergunta. Creio haver, sim, as implicações que você levantou. Preciso ir mais a fundo nessa questão, como, por exemplo, se de fato o Contran diz que é obrigatório tê-las na lista de equipamentos obrigatórios. De qualquer maneira, porém, num próximo carro meu vou tirar as bolsas, seja ou não ilegal, e qualquer problema que eu venha a ter relacionado isso será decidido pela justiça, uma vez que o fato de mortes por arremesso de estilhaços de aço é público e notório, deixou de ser apenas uma possibilidade.

  • Lucio Borges

    Eu concordo com Bob Sharp na opinião dele com relação a retirar o air bag, pois envelhece e também dá problemas se tornando uma arma traiçoeira.
    Apoio o Sr. Sharp que sabe muito mais sobre o assunto!

  • Lucas Mallos

    Perfeito argumento de Bob Sharp, concordo plenamente e em meus próximos carros farei o mesmo, aliás, já pensaram nos carros sinistrados (semi novos) que vocês compram? Quem garante que a reinstalação dos air bags foram corretamente reinstalados?
    Bob Sharp sabe das coisas e tem a coragem e sabedoria em quebrar paradigmas!

  • Bob Sharp

    José
    Ignorância é achar que por estar dirigindo a vida está em risco, pois só está em caso de acidente. É ignorância ainda maior fingir que não tem nada demais tomar estilhaços de aço a 300 km/h em sua direção, que pode ocorrer mesmo sem acidente.

  • Bob Sharp

    Carlos Eduardo
    Que disse que não é um defeito? Só que há defeitos e defeitos. Para esse de tomar estilhaço de aço no rosto não vou arriscar mesmo. Quem quiser que arrisque, eu, não.

  • RoadV8Runner

    Ignorância não, opção, pois tenho total consciência do risco a que me exponho. Não tenho neuras por acidentes de carro (aliás, por acidente nenhum). Enquanto existem loucos como eu que se arriscam a andar de carros sem airbag, há outros ainda mais tresloucados que aceitam andar de moto, protegidos por um incrível capacete apenas…
    Mas minha insanidade chega a tal ponto que me divirto horrores atrás do volante de um Opala SS 1980, com tecnologia contra impactos dos anos 60 e protegido por um cinto de segurança de dois pontos e subabdominal!!! Sou da opinião que ninguém morre de véspera, quando chegar a hora, passa-se a régua e ponto. Até lá, curto cada momento como se fosse o último a ser vivido.

  • Carlos Eudardo

    Aquela velha máxima de acidente nunca acontece comigo, só com os outros. Quando precisar, pode ser tarde!

  • Lucas

    Caro Carlos Eduardo, se eu fosse péssimo em argumentação, vc não perderia seu tempo me contra-argumentando, ou passo a duvidar da sua inteligência. E eu não fui irônico em momento algum.
    Vc realmente não conhece a história do air-bag. Ele foi desenvolvido nos EUA porque a lei de lá não consegue obrigar o cidadão norte-americano a fazer algo que ele não queira desde que não traga prejuízos a terceiros. Logo eles lá não são obrigados a dirigir usando o cinto de segurança. O AK, aqui no AE, uma vez contou uma história interessante sobre isso: os americanos não são obrigados a usar capacete enquanto pilotam motocicletas, pois caso caiam o problema será exclusivamente do piloto. Mas eles são obrigados a usar óculos, pois se entrar algum cisco ou inseto em seus olhos, isso poderá provocar algum acidente que poderá envolver terceiros. Daí a obrigatoriedade.
    Sobre a estrutura do carro: já ouviste falar em célula de segurança?? E zonas de deformação programada?? A estrutura do carro tem que ser deformável em certos lugares e rígida em outros. Veja os vídeos dos NCPAs e repare como as colunas A dos carros mais bem avaliados quase não se deformam, assim como a parede corta fogo. Aí repare a mesma coisa nos carros com as piores avaliações.
    Sobre manutenção: o estado dos pneus na maioria dos casos é visível a olho nu ou perceptível na condução do veículo, bem como de outros componentes de suspensão e freios, por exemplo. Agora, como testar o correto funcionamento de um air-bag?? Acionando-o?? Acho que não.
    Sobre o sexto item, tenho um entendimento sobre estatísticas semelhante ao da colunista Nora Gonzalez.

    No aguardo de suas contra-argumentações.

    • Carlos Eduardo

      Se o seu “ai, ai” do início do texto não foi irônico, imagino que estava sentido dor e manifestou isso no texto, então…

      Bom, o seu argumento sobre a mediocridade dos motoristas como RAZÂO para se criar um dispositivo auxiliar de proteção continuou continuidade. Em sua réplica você fez um comentário novo sobre outra razão para criarem os airbags. Logicamente, suas duas premissas não tem relação de causa (mediocridade dos motoristas x criação do airbag). Somei a isso sua conclusão a respeito de lesões decorrentes de traumas cranio-faciais não serem graves em carros sem airbags.

      Obviamente, sua resposta conteve novas informações e você a encheu de dados para mostrar seu conhecimento, sem relacionar com sua primeira resposta.
      Zonas de deformação, células de sobrevivência continuam indo de encontro à sua primeira réplica de que carros devem ser rígidos!

      Manutenção não se faz apenas com o que é visível. Tanto que há planos de manutenção programados por tempo de uso: A mesma coisa com airbags. Mas acho estranho você questionar o funcionamento e manutenção do airbag se você mesmo concorda em nem tê-lo no carro.

      Minha conclusão sobre sua argumentação foi por ser logicamente falha. E não por me questionar….

  • Anonimo

    Quantos milhões de carros, no mundo, estão equipados com airbags?
    Qual é a proporção de falhas relatadas?
    É mais provavél ter mau funcionamento de airbag ou morrer em acidente aereo, hein Bob?

  • Domingos Fonseca

    Concordo plenamente e digo mais ; quanto mais próximo o motorista ou o carona estiver das bolsas , maior serão os riscos , fico imaginando o meu caso , com meus 1.65mts , em carro automático , o motorista fica um pouco mais distante da bolsa mas em carro com cambio manual não tem jeito não para os baixinhos , é uma boa ideia essa do Bob em remover o inflador dessas bolsas. Um abraço.

  • Leandro Castro

    Nossa! Mudei meu conceito sobre airbag. E os carros que possuem 10 airbags? Um airbag na coluna traseira pode então lançar um objeto que esteja no tampão atrás do banco, direto na nuca de quem estiver no carro! Como uso óculos e não me acostumo com lentes de contato, ficarei receoso agora. E, Bob, não é necessário retirar as bolsas, apenas as desabilite, desconectando os seus devidos chicotes.