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(fotografia.folha.uol.com.br)

Confesso que me corre um arrepio na espinha quando ouço candidatos à presidência dizendo que irão incentivar ainda mais a produção de álcool sobre estas terras que tanto amo. É uma estupidez sem tamanho.

Que tal desconstruir essa enganação do álcool de uma vez por todas?

Comecemos com essa conversa fiada de que a cadeia de produção do álcool é mais uma fonte viável para a geração de energia elétrica, pois só a queima do bagaço da cana produzido o interior de São Paulo, alimentando termelétricas, geraria energia equivalente à gerada pela hidrelétrica de Belo Monte.

Geraria, sim. Teoricamente há capacidade para isso e até mais, já que Belo Monte, por ser usina a fio d’água (não tem reservatório, não represa água) só vai gerar algo consistente na época das chuvas, justo quando haverá sobra de energia hidrelétrica; sendo, portanto, uma usina estúpida, boa só para alimentar Caixa 2 de partido político e Caixa 1 de empreiteira. Mas voltando à vaca quente, gerar energia elétrica a partir de queima de bagaço de cana seria pegar uma rota no sentido oposto ao que se dirige o mundo inteligente, que hoje faz de tudo reduzir a emissão de CO2 na atmosfera. Não há modo mais primitivo e emissor de CO2 que esse para gerar energia elétrica. Seria como queimar carvão. Foi uma luta danada para que nos livrássemos das medonhas queimadas de cana que infestavam o nosso interior, foram anos e anos para que se reduzisse ao mínimo a queima, e agora querem voltar à mesma poça, e talvez ainda pior. Explico, pois sou da roça e conheço o assunto.

 

Nota-se a grande massa da palhada da cana (jobeconomia.com.br)  ARREPIO NA ESPINHA www

Nota-se a grande massa da palhada da cana (jobeconomia.com.br)

Os talhões de cana eram queimados para que a colheita fosse facilitada para o corte manual. Se antes da colheita manual não houver a queima, o cortador de cana se verá em palpos de aranha, abelhas, vespas, e cobras, e, além de todos esses perigos reais, como ele ganha por tonelada que corta, seu trabalho rende muito mais quando antes há a queima. Mas aí a tecnologia das colheitadeiras de cana se desenvolveu muito lá fora, em países como Estados Unidos e Austrália, e elas aqui chegaram com tudo, viabilizando a colheita mecanizada. Foi um grande adianto, pois não é necessária a queima para a colheita mecânica. Ficamos livres da pestilenta queima, os bichos ficaram livres de serem queimados vivos, e a terra passou a receber camadas de matéria orgânica que antes virava fumaça. Essa camada de matéria orgânica, a que chamamos de palhada, que são as folhas da cana, são picadas e jogadas para trás da colheitadeira, que só leva embora os colmos. Essa palhada fica então cobrindo o solo, e ela, antes de se degradar, o que leva meses, forma uma camada protetora sobre o solo, o que o protege de erosão, cria um ambiente sombrio propício para a saudável variedade da vida microbiana e evita que sementes de mato infestem a roça de cana, o que diminui drasticamente o uso de herbicidas (veneno que mata ervas daninhas). Com o tempo essa palhada apodrece e enriquece o solo de matéria orgânica, o que é muito desejável em vários sentidos, inclusive econômicos, a curto, médio e longo prazos.

 

Cidade sufocada pela fumaça da queimada (regiaonews.com.br)  ARREPIO NA ESPINHA www

Cidade sufocada pela fumaça da queimada (regiaonews.com.br)

Como se vê, a colheita mecânica foi uma evolução econômica e ecologicamente benéfica; e agora inventam que queimar o bagaço da cana para gerar energia elétrica é solução para os nossos problemas. bom…

Bom, o pé de cana gera muito mais massa de bagaço que de folhas. Quando a cana é queimada na roça, o colmo não queima, pois está encharcado de água, e a maioria das folhas verdes também não queima, pelo mesmo motivo. Só as folhas secas queimam. Já o bagaço, que é o colmo sem o sumo (sumo que foi extraído para dele se produzir álcool), se colocado em caldeiras, queima, e é esse bagaço que pretendem queimar para gerar energia elétrica. Como a massa do bagaço é muito maior que a massa da palhada seca antes queimada nas queimadas dos talhões, maior será a emissão do tão abominado CO2, que muitos catastrofistas dizem que vai transformar nossa atmosfera numa sauna infernal.

 

Massa ainda maior que a das queimadas no campo seriam queimadas nas usinas (jornaldaenergia.com.br)  ARREPIO NA ESPINHA www

Massa ainda maior que a das queimadas no campo seriam queimadas nas usinas (jornaldaenergia.com.br)

Não sou catastrofista, mas entendo que diante de nossa ignorância não se deve brincar com a sábia Mãe Natureza e é prudente deixá-la o mais quieta possível, levando a vida sábia dela. Sendo assim, deixemos a emissão de CO2 para os casos realmente necessários e partamos para gerar energia elétrica por meios mais seguros, viáveis e limpos, e eles são muitos; mas agora não cabe discuti-los.

O caro leitor, por favor, que me perdoe por estar sendo longo. Creia que me esforço em ser objetivo, racional, claro e pouco maçante.

 

Monte de bagaço sendo levado para a queima (unica.com.br)  ARREPIO NA ESPINHA www

Monte de bagaço sendo levado para a queima (unica.com.br)

Agora, vamos ao álcool como combustível misturado à nossa gasolina (75% G e 25% A). Vejamos a burrice que é.

Por experiência em viagens à nossa vizinha Argentina, onde já percorri milhares de quilômetros, e por conversas que tive com colegas e autoentusiastas hermanos, constatei que os carros de lá, modelos absolutamente iguais aos de cá, só que produzidos para queimar gasolina pura, e queimando gasolina pura, rodam entre 15 a 25% mais do que rodamos por aqui com o nosso “gasálcool”. Fiquemos na hipótese média; adotemos como 20% a diferença, pois esse número bate com o que ouvi, ainda que informalmente, de alguns mestres em combustível no Brasil.

Sendo assim, pego um exemplo de um conhecido modelo de compacto que tanto roda lá quanto cá, e do qual, a partir de dados de fábrica, levantei sua média de consumo em estrada. Lá, com gasolina pura divulgam fazer 16,6 km/l, enquanto que esse mesmo modelo aqui, só que flex e com a nossa gasolina, faz 13,8 km/l. O carro do nosso hermano, portanto, gastará 10 litros para percorrer 166 km. OK? OK. Já nós, com o nosso carro flex e usando a nossa gasolina batizada, para percorrermos os mesmos 166 km gastaremos 12,02 litros. Arredondando, 12 litros.

Nesses 12 litros teremos 75% de gasolina pura, ou seja, 9 litros, e 25% de álcool, ou seja, 3 litros. Bom, mas esses mesmos 9 litros de gasolina pura contidos na nossa gasolina seriam suficientes para um carro dos hermanos rodar 149,4 km (9 litros x 16,6 km/l) e ainda faltam 16,6 km a percorrer, que serão a custa daqueles 3 litros de álcool contidos nos 12 litros do nosso “gasálcool”.

Digamos que resolvamos percorrer esses 16,6 km, que ainda faltam, num carro de mesmo modelo, tudo igual, mesmo motor etc., só que produzido para queimar exclusivamente álcool. Teoricamente, pelas leis da termodinâmica, ele só percorrerá 70% da distância que o modelo argentino percorre por litro de gasolina pura, ou seja, ele fará algo como 11,6 km/l de álcool. Sendo assim, para percorrer os 16,6 km que faltam ele gastará só 1,43 litro, ou seja, ele gastará menos da metade que os 3 litros gastos quando esse álcool estava embutido na gasolina.

Como se vê, basta um pouco de informação e contas da mais simples aritmética para descobrirmos que estamos jogando metade desse álcool, embutido na gasolina, fora. Há quem aceite termos que jogar nosso dinheiro no lixo para sustentar burrices de sucessivos governos e interesses escusos de alguns poucos, mas não creio que seja aceitável jogar no lixo metade das imensas áreas da nossa mais fértil terra agricultável, hoje destinadas ao estéril sistema de álcool. Também não creio que seja aceitável fazer uma reforma agrária às avessas, concentrando nossas melhores terras nas mãos de poucos usineiros. Não creio que seja aceitável tirar o homem do campo — seja o dono da terra ou o trabalhador e sua família — e despejá-lo feito um cão sem dono na periferia da cidade. Isso é criminoso. O que andaram fazendo é criminoso e me admira que tão poucas vozes se levantem contra.

 

Será que vale a pena? ( realdeodorense.com.br)  ARREPIO NA ESPINHA 80028 ext arquivo

Será que vale a pena? ( realdeodorense.com.br)

Caro leitor, queira desculpar meu tom de desabafo, mas o tempo segue passando e chega uma hora que aflige além da conta ver ao volante de nosso destino um alienado seguido de outro.

Em resumo, essa conversa toda foi para esclarecer que as contas dizem que metade do álcool contido em nossa gasolina é jogado fora. Foi também para dizer que queimar bagaço de cana para produzir eletricidade é um atraso de vida.

AK

Sobre o Autor

Arnaldo Keller
Editor de Testes

Arnaldo Keller: por anos colaborador da Quatro Rodas Clássicos e Car and Driver Brasil, sempre testando clássicos esportivos, sua cultura automobilística, tanto teórica quanto prática, é difícil de ser igualada. Seu interesse pela boa literatura o embasou a ter uma boa escrita, e com ela descreve as sensações de dirigir ou pilotar de maneira envolvente e emocionante, o que faz o leitor sentir-se dirigindo o carro avaliado. Também é o autor do livro “Um Corvette na noite e outros contos potentes” (Editora Alaúde).

Publicações Relacionadas

  • Fat Jack

    AK, permita-me um questionamento:
    A simples separação dos combustíveis não ajudaria a resolver (pelo menos parte) dos problemas?
    Pergunto partindo do seguinte conceito:
    Sem a “mistureba” que temos hoje teríamos novamente dois combustíveis de verdade:
    A gasolina – que fatalmente num primeiro momento ficaria mais cara (pois, o acréscimo de álcool tem como principal medida reduzir o preço da gasolina, apesar da tentativa em nos convencer que é uma questão ambiental) apresentaria melhor rendimento, poderia ser usada em qualquer veículo importado, mas devido ao aumento de preço talvez apresentasse queda da sua utilização, reduzindo a necessidade da sua importação;
    O etanol – por sua vez (em tese, pois sabemos que subir os preços sobem, mas descer…) baratearia, e desta forma poderia se tornar mais interessante aos carros “flex” na maioria dos estados do país (o que bem sabemos não ocorre basicamente fora do “eixo sudeste”), ou seja, com maior uso do produto talvez se fizesse menos necessários os “auxílios governamentais” aos usineiros.
    Para mim o etanol não é exatamente o problema, mas sim a gestão que se está sendo feita: os “gasálcool” e a “alcoolina” (mistura onde um tira a vantagem do outro) que somos obrigados a consumir, e nós como país “auto-suficientes em petróleo” (como tanto ouvimos se vangloriarem certos políticos) termos de importar gasolina, é necessário investir no refinamento desta (caso haja na prática não somente na teoria) auto-suficiência.
    Pior de tudo é ainda ter de ver e ouvir propaganda governamental tentando “empurrar” o uso do etanol caro e desvantajoso para o consumidor com palhaçadas como o “Etanol, o combustível completão!”…, Haja…

    • Arnaldo Keller

      Isso mesmo, Fat Jack, separar os combustíveis e ter motores específicos já seria um bom começo.

    • Bsoley de La Noya

      Essa propaganda que passa na TV do “Combustível Completão” chega a me dar vontade de vomitar de tão nojenta.
      Acho que só perde para o termo etanol, que como muito bem disse o Josias Silveira, é um álcool com tendências gays e politicamente corretas…
      Aliás, o Brasil é o país do politicamente correto mais incorreto que existe na face da terra. Isso aqui, só destruindo e começando tudo de novo para TALVEZ dar certo. Maldita colonização que tivemos, cujos erros se estendem até os dias de hoje e talvez por séculos ainda no futuro. Só nossos descendentes que saberão.

    • Piantino

      Não há auto-suficiência, o Brasil hoje importa 13% do petróleo que consome.

  • CorsarioViajante

    Ótimo texto, daqueles que eu salvo para quando vem um chato na internet pedindo “fatos”, é só copiar e colar o link.
    Obrigado Arnaldo!

  • Marcos Alvarenga

    Excelente, Arnaldo.

    Acho que se for para queimar álcool, que seja puro e com um motor adaptado para tal, com taxa de compressão mais alta e o que mais for preciso.

    Quanto a queimar bagaço de cana fazendo fumaça: vergonha.

  • Viajante das orbitais

    A moda flex beneficia todo mundo menos o consumidor. A maioria dos consumidores não sabe da queda da eficiência dos motores flex em relação aos monocombustíveis e além disso a maioria dos consumidores dá muita importância ao valor de revenda , que é mais baixo para os carros monocombustíveis. Então é uma coisa difícil de mudar.

    Minha esperança para que ocorra essa mudança é a chegada de motores mais tecnológicos, como está acontecendo agora com os TSI e 3 cilindros modernos entre outros, que irão gerar grande interesse pela eficiência e que irão começar a entrar no setor dos carros mais populares, com o tempo e a concorrência ficará claro a ineficiência dos flex e o consumidor vai se conscientizar que 1 combustível só é mais vantajoso.

    Vejam só o up!, ele será o início do fim dos flex.

  • Angelito

    Infelizmente, o campo brasileiro esta deixando seu estilo de vida próprio e mais tranquilo e entrou neste mundo industrial, onde não se dá mais tempo para recuperação. Não há tempo de espera entre colheitas, a mesma cultura o ano todo, agrotóxicos e fertilizantes industriais a rodo. A Vaca Louca já mostrou como essa industrialização do campo é perversa, visto que davam restos de vaca as próprias vacas (canibalismo) pelo simples fato de que elas engordavam mais rápido. Querem maximizar a produção, mas esquecem do bem-estar do trabalhador, do animal e da própria terra.

    E já me explico, não defendo que voltemos ao período feudal, isso seria uma idiotice tremenda. Mas querer fazer as coisas da forma que fazem hoje é pedir para que dê problemas no futuro.

  • GFonseca

    O uso de colheitadeiras mecânicas é recente? Pergunto, pois não faz tanto tempo assim fiz uma viagem de moto de SP para Piracicaba e cheguei coberto de fuligem (OK, o “coberto” aqui contém um certo exagero) devido à queima dos canaviais. E até onde sei, ali não tem nenhuma usininha de fundo de quintal. Ótimo que acabaram com isso!

    E o pior é que voltaram com a campanha do “combustível completão” no rádio e na TV… rsrsrs

    • Arnaldo Keller

      Gfonseca, a proibição da queima é uma legislação estadual. Hoje São Paulo colhe mecanicamente 83% de toda área em cana. Segue a lei de São Paulo:

      Art. 3º – Os plantadores de cana-de-açucar que utilizem a queima
      controlada como método para a despalha de cana-de-açucar são obrigados a
      eliminar a prática, nas áreas mecanizáveis, nos seguintes prazos e percentuais:

      l – até 31 de dezembro de 2015 – 20% (vinte por cento) do
      total da área mecanizável de plantio da cana-de-açucar;

      ll – até 31 de dezembro de 2020 – 60% (sessenta por cento)
      do total da área mecanizável de plantio da cana-de-açucar;

      lll – até 31 de dezembro de 2025 – 100% (cem por cento) do
      total da área mecanizável de plantio da cana-de-açúcar.

      Agora, GFonseca, acrescento:: as áreas não-mecanizáveis (terreno muito inclinado) podem ser queimadas até 2030.

  • Roberto Aiello

    No final dos anos 70 o centro de pesquisas de uma determinada empresa petrolífera concluiu um estudo onde um percentual de 12% de adição de álcool à gasolina traria o melhor desempenho e ainda substituiria plenamente o chumbo que então era adicionado, não causando nenhum prejuízo a octanagem nem ao rendimento do motor. Na época os carros 100% a álcool tinham um consumo melhor do que os atuais “flex”, ex-Ford Escort, que por sinal foram os que tinham melhor desempenho com o novo combustível.
    Infelizmente a história nos faz acreditar que não há preocupação com economia, seja de combustível seja de divisas, pois com sua explicação nota-se que caso tívéssemos motores 100% dedicados a cada combustível a necessidade de importar petróleo/gasolina seria menor e a produção de álcool seria suficiente para abastecer o mercado interno e externo.
    E o nosso custo Brasil continua alto por não ser possível intercambiar tecnologia sem a devida adequação ao nosso mercado.
    Parece que o Brasil ainda enxerga o mundo como blocos isolados.

  • adriano

    Xi, Arnaldo e o governo ainda quer aumentar de 25 para 27,5% a mistura de álcool na gasolina, pobre do Opala a gasolina, terei mas trabalho de regulagem em seu carburador.

    • Ilbirs

      Pior para quem tiver carro monocombustível injetado, que normalmente está preparado para queimar bem qualquer coisa de E0 a E25, mas nem a pau está preparado para queimar direito E27,5.

  • Rodolfo – São Paulo-SP

    Quem comanda este é país de dono de terras, criador de gado e usineiro. Desmatar a floresta pra plantar cana é ecológico? Acabar com o solo com a monocultura da cana é ecológico?

    A solução seria o governo dar incentivos à compra de energia solar nas casas (empréstimos a taxas de juros baixa e isenção de imposto dos materiais solares). Imagine se todo mundo tivesse no telhado de sua casa energia solar… quem ia achar ruim seria, as companhias de energia elétrica.

    Por fim, carro ecológico é o híbrido que faz mais de 50 km/l de gasolina. E deveria também ser obrigado vir de fábrica o carro com comando de válvulas variável e injeção direta, pois além de poluir menos, economiza combustível.

  • Arnaldo Keller

    Relendo meu post constatei que faltou discorrer sobre que em breve, dentro de poucos anos, seremos exportadores de petróleo, desde que os desmandos não acabem de uma vez com a Petrobrás. Sendo assim, mais um motivo para repensar direito o assunto álcool.

    • CCN-1410

      Você acredita mesmo nisso?

    • matheus strelow

      Então é isso? Alcool misturado a gasolina é puro desperdício de combustível? Procurei aqui e não achei nada sobre o tema. Tem algum lugar onde posso buscar mais infos? Muito interessante o artigo!

      • Arnaldo Keller

        Matheus, também não li nada na net a respeito. As informações que tenho vieram das fontes citadas no texto.

  • ccn1410

    Dispenso a última foto, por nada acrescentar.

    • Lemming®

      Tenho de concordar…

    • Arnaldo Keller

      ccn1410, se fosse de um bicho qualquer não incomodaria? Pense nisso. Muitos animais morrem desse jeito para que produzam álcool, milhares e milhares. Já vi muitos e isso sempre me arrasou. Era para chocar, mesmo.

    • Carlos Barbosa

      A foto está perfeitamente dentro do contexto.

  • CCN-1410

    E a velha história continua… Começou na ditadura, passou por todos os governantes, e pelo que vejo não terá fim, pelo menos não em um futuro próximo.

    “São Paulo, quinta-feira, 4 de abril de 1996
    Folha de São Paulo – Mercado

    Subsídios ao Proálcool dividem Malan e FHC

    SÔNIA MOSSRI
    DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

    O fim dos subsídios ao Proálcool está colocando em campos opostos o ministro Pedro Malan (Fazenda) e o presidente Fernando Henrique Cardoso.
    FHC quer rever a decisão do ministro de acabar com os subsídios ao Proálcool a partir de 97.
    Além das pressões políticas no Congresso, por intermédio da Frente Parlamentar Sucroalcooleira, FHC teme aumento do desemprego e repique inflacionário.
    Os subsídios atuais cobrem a diferença entre o custo de produção do álcool -mais caro- e da gasolina, ao lado dos fretes de transporte do álcool em todo o país.
    Além das pressões dos parlamentares da Frente Sucroalcooleira, o Palácio do Planalto teme que o fim dos subsídios implique repique inflacionário e aumento do desemprego”.

  • Um dos meus desejos era poder ir no posto comprar gasolina e receber apenas gasolina, e não mistura.

  • Lemming®

    Texto mais que perfeito!
    Penso a mesma coisa…pena que os governantes não “pensem” (só nos próprios interesses claro…)

  • Ivan

    Acho que seria melhor eles colocarem 25% de água na gasolina pura.

  • Mallenge

    E não podemos esquecer que a fumaça resultante da queima do álcool resulta em gases que são altamente colaborativos para o processo conhecido como “smog” e também são altamente tóxicas.

  • Roberto Neves

    Bravo! Excelente artigo! Os investimentos na utilização do álcool combustível só atendem aos interesses dos empresários do setor. De ninguém mais. Quanto à última foto, perfeita!

  • Lau

    Não seria “palpos” ao invés de “papo” de aranha?

    • Arnaldo Keller

      Lau, faltou digitar o ‘l’ e não vi. Está corrigido, obrigado.

  • JT

    O Brasil não consegue se livrar do estigma do colonialismo e da monocultura, especialmente da cana-de-açúcar.
    Um dos países do mundo mais beneficiados por recursos hídricos e solares não consegue estabelecer as hidrovias como prioridade e a captação de energia solar como solução para abastecer as grandes cidades.
    Se hidrovias e ferrovias transportassem mais mercadorias, nossas rodovias seriam mais seguras e eficazes, evitando engarrafamentos nos grandes centros e a queima desnecessária de combustível.
    Porém, de nossos políticos não dá para esperar qualquer coisa. Das universidades públicas também não: o orçamento delas está comprometido com o pagamento de salários de funcionários encostados e professores cuja ideologia está desconectada da realidade.
    O petróleo não vai durar para sempre, mas a preocupação com o transporte público versus o transporte individual deveria incorporar a necessidade de planejar cidades mais compactas e adensadas. O segredo é depender menos do transporte, independente de sua matriz.
    A conversa poderia ir longe, mas não é pela questão do álcool que devemos escolher nosso próximo presidente. No contexto geral, tem outras razões que devem ordenar claramente o nosso voto.

  • Rolim

    Na foto com a legenda “Cidade sufocada pela fumaça da queimada (regiaonews.com.br)”, aquele caminhão esperando para sair do retorno (que está logo após um estreitamento de pista) é tudo que o diabo gosta para tirar a vida de alguém.

    http://autoentusiastas.com.br/wp-content/uploads/2014/10/www.regiaonews.com_.br_.jpg

    Felizmente era dia (quase claro…), mas se fazem de dia, fazem a noite.

    E ainda tem um placa de limite de velocidade instalada na via oposta! O motorista olha para a placa e se acaba no caminhão!

    • CCN-1410

      Boa observação, Rolim, e essa da placa é de matar mesmo!

    • RoadV8Runner

      Afff, não tinha reparado nesses detalhes. Realmente, a placa de limite de velocidade na pista contrária foi a cereja do bolo…

  • Lucas

    Eu também me arrepio de ver como pode um país não tratar com seriedade um assunto tão sério como esse. A maldição energética, que o Bob sempre fala, é absolutamente verdadeira. É profundamente desanimador ver como, governo após governo, eleição após eleição, tudo é feito unicamente com vistas às próximas eleições e aos seus cupinchas financiadores de campanha. Quando, meu Deus do céu, teremos governantes e legisladores capazes de colocar esse país num rumo de educação, desenvolvimento humano, oportunidades, boa infraestrutura e justiça?

  • Bob Sharp

    ccn1410
    Mais um para engrossar o tema “Ou o Brasil acaba com o…”, além da saúva e do PT: o álcool.

  • Sérgio Luiz Santanna

    Grande Arnaldo,

    Dizem que a queima de álcool combustível e talvez do bagaço (espero que o Ibama tenha colocado a co-geração nessa conta) quando não empata, “fixa” 10% do carbono.
    Aqui na região (de Ribeirão Preto, nordeste paulista) várias usinas têm quebrado, o que coloca em sérias dúvidas a rentabilidade do álcool como combustível.
    Há uma possibilidade futura de que quando a quebra da celulose for viável, matéria orgânica que era jogada fora se torne fonte de álcool e “biodiesel” (eu coloquei entre aspas porque seria um “diesel” orgânico, e não essa mistura de óleo vegetal e álcool anidro que se vende com esse nome) sem competir com a produção de alimentos como o açúcar e produtos derivados do milho.
    É uma questão de apostas que o governo está fazendo, mesmo com o pré-sal, o porto cubano, os países africanos recém-pacificados….
    …a questão é “mostre as cartas” ou “passe”.
    E se passarmos podemos perder o jogo, da mesma forma que se apostarmos na mão errada.

  • BlueGopher

    O problema é que em nosso país lobbies e interesses políticos decidem coisas eminentemente técnicas.
    Lembro que João Augusto Gurgel inúmeras vezes também se pronunciou contra o Proálcool, absolutamente em vão.

    E agora outra coisa a se pensar é sobre a viabilidade econômica do petróleo a ser extraído do pré-sal.
    Com o advento do gás natural extraído do xisto betuminoso pelos americanos principalmente, o panorama mundial das fontes de energia poderá mudar profundamente.
    Até o petróleo do oriente médio poderá cair – muito – de preço nos próximos anos, e aí, adeus pré-sal.

  • francisco greche junior

    Amém! Tome meu voto. Ahh não você não concorre a nenhum cargo.
    Eu penso assim como você.
    Além de tudo, fui formado e instruído por meu pai, de mesmo nome, que era da época de Stock Car do Bob. Preparava carros aqui em São Paulo, sendo focado em Opalas.
    Ele me contava que foi ele e mais uns poucos que efetivamente desenvolveram motores a álcool. Legal.
    Ai quando começaram os flex eu perguntava a ele.
    Qual o melhor combustível pra um carro de rua, normal, urbano? R: Gasolina.
    Qual o melhor combustível pra o carro preparado que anda na rua?
    R: Como assim? Gasolina.
    Poxa pai e para o carro de pista, extremamente preparado que busca o máximo desempenho?
    R: Po, meu que dúvida: gasolina!

    Mas o que vale mesmo hoje é dinheiro, pessoas e meio ambiente são só argumentos para se conseguir dinheiro.

  • Lucas Garcia

    “Os talhões de cana eram queimados para que a colheita fosse facilitada para o corte manual.”
    Não, não eram queimados e SIM, são queimados até hoje do mesmo modo que grande parte da colheita ainda é manual; moro no interior de São Paulo, em São José do Rio Preto, trabalho com topografia/engenharia e faço medição de terras e fazendas nessa região, e afirmo, ainda existe muita queimada por aqui, pura falacia dizer que acabou as queimadas.

    O termo usado ‘coberto de fuligem’, não é nenhum exagero, os fazendeiros adoram fazer suas queimadas de noite, pois então, deixe seu carro em local descoerto em uma noite dessas de queimada, e veras teu carro coberto’ de fuligem, isso se não tiver o azar de cair uma garoa, imagina garoa com fuligem? Acontece isso com frequencia.

  • Arnaldo Keller

    JT, não há escolha no momento. Ambos dizem apoiar o álcool, só que dos dois só um é inteligente. O inteligente tem mais chances de entender a questão.

    • $2354837

      Existe álcool de algas que é muito mais eficiente que o de cana.

  • Antonio Ancesa do Amaral

    Nem tão perfeita. Quando trabalhei próximo a Ribeirão Preto, as vezes ocorria de casal em carro ser carbonizado por causa da queima da cana. Falta de motel, optaram pelo Matel.

  • Antonio Ancesa do Amaral

    Grato Arnaldo pela matéria.Não tivemos alguns carros que os hermanos tiveram, nem temos a gasolina que é nossa e é vendida a eles, é desanimador. Enquanto isso ,7 x 1 é pouco.

  • Mr. Car

    Muito bem posta a questão (inclusive, tenho carro flex apenas por não haver o mesmo modelo só com gasolina, que é o que uso no meu tanque), mas para ser absolutamente sincero, a minha preocupação com meu candidato, é prioritariamente uma: que ele não seja pró-bolivarianismo. Isto sim, vai nortear o meu voto.

    • Arnaldo Keller

      Mr. Car, por sinal, o PIB paraguaio cresceu 14% depois que se livraram do bolivarianismo do bispo sacana.

  • robson santos

    o texto é instigante, não há dúvida que 25% de álcool é uma verdadeira overdose etílica, mas estou na dúvida sobre a comparação feita na autonomia com gasolina, aqui e lá na Argentina, como pode aqui a adição de 25% de álcool afetar em 20% a autonomia da nossa mistura em comparação a gasolina deles ?
    Fazendo esta comparação no Brasil, matematicamente ponderando com o Poder Calorífico Inferior isto não bate, isto empregando o PCI da gasolina pura tipo “A” e da gasolina E25 na comparação.
    A diferença na autonomia calculada para o Brasil não chegaria a 10%, ainda mais levando-se em conta que nossa gasolina pura não atende ao parâmetro octanagem, afetando diretamente no desempenho do motor, isso mesmo fazendo-se a recalibração necessária na injeção, assim não adianta tirar os 25% de álcool de nossa gasolina, o problema está na qualidade da gasolina tipo “A”.

    Se isto é verdade, essa diferença de autonomia em 20% em média comparando-se com os hermanos, então o PCI da gasolina Argentina ( que me consta não é pura, tem 5% de álcool e há planos governamentais para 10% ano que vem ) é bem maior do que o da nossa gasolina pura tipo “A”, daí contribuindo na tamanha superioridade de autonomia para o lado hermano.

    Acho que a única gasolina brasileira possível de ser consumida sem adição de álcool seria a pódium, mas não é divulgado suas características como PCI e octanagem na forma pura para se chegar a alguma conclusão, só em testes práticos mesmos…

    Infelizmente as coisas estão muito ocultas ao povo brasileiro…

    Será mesmo que essa maldição dos combustíveis é em benefício à balança comercial, que o Brasil emprega essa política por opção racional e os hermanos são mais desprovidos dessa possbilidade gastando mais em combustíveis considerando-se o tamanho dos dois mercados ?

    • Arnaldo Keller

      Robson, lá eu só abastecia com a gasolina Fangio, la mejor.

  • rubens alan fetzer

    Gostaria de compartilhar uma pequena informação, que a mídia
    costuma ignorar mas, que todos aprendemos nas aulas de biologia e, infelizmente, acabamos não conseguindo “ligar o nome à pessoa”. Acredito que todos aqui saibam que somos seres à base de carbono. Ao menos aqueles que prestaram atenção nas aulas de biologia e química devem saber disso. Bem, mas afinal de onde vem todo esse carbono então?. O carbono vem das plantas. Mesmo que você viva apenas à base de churrasco, pode acreditar, o
    carbono nas mais diversas moléculas do seu corpo, vem das plantas. Nosso organismo adquire esse carbono, que é transformado nas mais diversas moléculas, ao comermos plantas. Ou então ao comermos um animal que se alimenta de plantas.
    Ou ainda ao comermos um animal, que vive de comer outros animais, que por sua vez comem plantas. Não há escapatório. O carbono vem das plantas. Até aqui é simples, é fácil, acredito que a maioria saiba disso. Mas, afinal, de onde as plantas conseguem o carbono? As plantas não capturam carbono do solo. As
    plantas não capturam carbono da água. As plantas capturam carbono de apenas uma fonte, do ar. Acredito que a maioria aqui saiba que o ar é uma mistura de gases, Oxigênio, Argônio, Hélio, etc. Um dos gases presentes nesta mistura é o Dióxido de Carbono. Sim, ele mesmo, o famigerado, aquele culpado de todos os
    males. O que acredito que a maioria não saiba, é que é justamente dele, que as plantas conseguem todo o carbono que forma as coisas vivas na Terra (O planeta, não o chão). A fotossíntese precisa do Dióxido de Carbono e, gostemos ou não, todos nós precisamos da fotossíntese. Portanto, se essas campanhas ecológicas que visam exterminar o dióxido de carbono tiverem êxito, todos iremos morrer. Seria muito engraçado, caso não fosse trágico. Talvez alguns queiram alegar que o real problema não é o dióxido de carbono por si só mas, sim, sua quantidade na atmosfera. Talvez até tenham razão mas, paleoclimatologistas já divulgaram
    que a Terra (O planeta, não a superfície onde pisamos) já teve quantidades muito maiores de dióxido de carbono dispersos na atmosfera e, pode parecer difícil de acreditar apesar de ser verdade mas, o clima era mais ameno. Aqueles que quiserem tirar suas próprias conclusões, podem rever o processo de fotossíntese, ou pesquisar sobre paleoclimatologia. Espero não ter chateado
    ninguém com esse assunto mas, achei que podia ser uma informação útil para alguns, já que o tema da postagem incluía também o dióxido de carbono.

    • Bob Sharp

      Rubens
      Agradeço por compartilhar tão preciosa informação. Tenha certeza de que não chateou ninguém.

    • francisco greche junior

      Agradeço também!

    • anônimo

      Óbvio que o problema não é o CO2 em si. A questão do excesso de CO2 é o desequilíbrio ambiental que traz. Esse também é o problema? Também não, como você mesmo disse, a Terra já teve em outras eras climas diferentes do atual. Qual o problema então? O problema é econômico. Quebras de safras, como tem acontecido nos últimos anos, mudança no regime de chuvas (não é, pessoal de São Paulo?), entre outras conseqüências para a humanidade. Para o planeta realmente, não faz diferença nenhuma, mas para nós faz bastante, muda (para pior) a nossa qualidade de vida.

      • $2354837

        Exato! O planeta vai viver mais 1 bilhão de anos e só vão saber de nós através dos fósseis. Aliás, vamos virar a gasolina do futuro…

    • RoadV8Runner

      Outra coisa que a mídia não divulga é que o CO2 presente na atmosfera é medido em ppm (partes por milhão). Haja CO2 para tornar a Terra uma estufa como pregam por aí!
      Sem contar que existem regiões cobertas de gelo (a Patagônia chilena, por exemplo) que agora, ao derreter o gelo, encontra-se nada mais, nada menos que plantas sob o manto de gelo. Ou seja, a mais de 10 mil anos atrás, essa região não tinha gelo…

  • gnloch

    Como me parece que você fez alguma pesquisa sobre assunto, penso que é possível que você possa responder minha dúvida quanto ao assunto.

    Até onde meu conhecimento vai, o etanol e o bagaço da cana são classificados do ponto de vista energético como biomassa. Este tipo de fonte energética converte compostos orgânicos em dióxido de carbono e energia através de processos térmicos. Defende-se que ao desconsiderarmos as emissões relacionadas ao plantio, colheita e transporte da cana até a usina, o balanço de carbono de tal fonte energética seria ZERO, uma vez que o CO2 produzido exclusivamente pela queima da cana e seus derivados seria reabsorvido na próxima safra.

    Não tenho informações contundentes para comparar o etanol de cana à gasolina considerando o total de emissões na cadeia produtiva, porém acho que não se pode comparar a produção de energia elétrica através da queima do bagaço da cana com combustíveis derivados de fontes fósseis, uma vez que seu processo de produção não possuí nenhum tipo de captura de CO2 da atmosfera.

    Desta forma pergunto se há algum erro no argumento quanto ao uso de biomassa como fonte de energia mais limpa que fontes fósseis, como no caso da substituição da gasolina pelo etanol.

    PS1: Me abstenho de tratar outras críticas quanto ao uso da cana/etanol, como desmatamento, poluição de rios, erosão, e diminuição da área de produção de alimentos, todos derivadas do plantio, pois não estão diretamente relacionados a minha questão.

    PS2: Concordo totalmente quanto as questões sobre ineficiência dos automóveis flexíveis. Adiciono que o etanol como combustível não é interessante economicamente enquanto não houver política de estado para transformá-lo em commodity, com estoques reguladores, de forma a diminuir os efeitos da sazonalidade da produção e especulação etanol/açúcar por parte dos usineiros.

  • francisco greche junior

    Sabe, eu gostaria de ter mais e conclusivas informações sobre o pré-sal.
    Já vi muita coisa por aí dizendo que é o maior engodo dos últimos tempos. Que o petróleo que temos, além de estar a profundidades que dificultam muito a prospecção, ainda é de “qualidade” média a ruim, demanda mais processos de refino e menos adequado a refinados leves. Sendo que o petróleo árabe é o melhor, óleo mais leve, gera mais produtos finos.
    Eu gostaria muito de saber de maneira isenta o que mais se aproxima da realidade.

    • robson santos

      o Pré-Sal já é realidade Francisco, tanto que em 2020 a meta da produção nacional simplesmente é dobrar, só graças ao Pré-Sal.
      Os desafios são imensos claro, mas o petróleo extraído dessa camada é mais leve, menos viscoso, facilitando o processo de refino, e justamente nosso parque de refino irá aumentar também até lá com a entrada do Comperj, Abreu e Lima etc..

      Enfim, embora os custos de produção no Pré-Sal sejam de fato maiores ( extrair hoje 500 mil barris por dia de uma profundidade total variando em 7 km não é nada fácil e barato como de outros campos petrolíferos por isso tão leiloando a rodo os campos ou participações neles), como vê não tem nada de engodo nessa história, não ao menos nessa história rsrsrs, mas o que se vê de fato é que infelizmente a Petrobras não pode fazer isto sozinha dado justamente a estes custos, política nacional à parte a Petrobras jamais irá fazer isto sozinha dado os interesses dos “parceiros” estrangeiros, não tem jeito, esse tesouro nacional está fatiado, e o que entra no país nessa história de campo leiloado a estrangeiros é só uma parte chamada royalties, é isso que o país se contentará de alguns campos do pré-sal…

  • Arnaldo Keller

    gnloch,
    esse “balanço zero de CO2” seria correto se na terra onde essa cana foi plantada não houvesse planta alguma que absorvesse o CO2, caso ali não tivesse sido plantada a cana. Mas se não tiver cana tem capim, tem milho, tem mato, eucalipto, etc, que absorverão o CO2 da gasolina, etc. A coisa não é, portanto, como a propaganda apregoa.

    • Richard Costa

      Arnaldo, isso ficou tão claro para mim agora que foi um choque. Nunca tinha pensado nisso!!!

    • Eric

      Mas o capim, milho e o mato não vão virar CO2 um dia também?

      Só se as terras fossem usadas pra plantio exclusivo de árvores que ficassem lá por muito anos crescendo, só “sequestrando” carbono. Mas aí não há economia que aguente

      • Arnaldo Keller

        Eric e outros comentaristas, não podemos esquecer que quem mais faz fotossíntese neste planeta azul são os plânctons. Fora que o que mais emite CO2 “nezte paíz” são as queimadas de matas e cerrado.

    • gnloch

      Novamente faço este comentário com base em meus conhecimentos. Se há algum erro por favor corrija-o.

      O processo de fotossíntese é o responsável pela fixação de CO2 da atmosfera na planta. Durante a fase de crescimento da mesma esta fixação é mais eficiente, pois o CO2 é usado tanto para o crescimento quanto para a sobrevivência da planta.

      Sendo seres vivos, os vegetais tem um ciclo de vida no qual após morrerem na natureza, estes são decompostos e a maior parte do carbono fixado durante a vida da planta é devolvido a atmosfera pelo processo de respiração dos organismos decompositores.

      Já considerando combustíveis fósseis, estes representam depósitos de carbono contidos no subterrâneo, formados através do soterramento de vegetais em eras passadas, estando ausentes, por natureza, no ciclo de crescimento dos vegetais presentes na biosfera.

      Com estas explicações, percebe-se que ao considerar apenas a origem das fontes de energia, a biomassa obtida através da cana tem pouca influência na proporção de CO2 na atmosfera, tendo apenas um ciclo mais rápido, uma vez que a cana é queimada ao invés de ser decomposta naturalmente.

      No caso dos combustíveis fósseis, ao serem queimados há um aumento da presença de CO2 na atmosfera. Para anular este efeito seria necessário aumentar a capacidade de fixação de CO2.

      Considerando o já exposto quanto ao ciclo uso de carbono pelos vegetais, fica nítido que a existência anterior de vegetais em uma área destinada a plantação de cana não consegue fixar o CO2 criado pelo uso de combustíveis fósseis. Seria necessário aumentar a área de vegetação (ou outro ser com a mesma capacidade, como certos tipos de bactérias) de forma a obter um acréscimo na taxa fixação de CO2 equivalente ao uso de tal tipo de combustível.

      • RicoHP

        Concordo plenamente com você, galoch, o aumento do CO2 da atmosfera se dá quando se queima o CO2 dos combustíveis fósseis que, na presente era, não estavam no ciclo atmosfera-vegetais-atmosfera, e, sim, aprisionados há milênios no solo. Então, o uso da cana como combustível, seja para uso em motores automotivos e ou em usinas elétricas, acrescenta 0 ( zero ) CO2 à atmosfera em um período de análise coincidente com um ciclo de crescimento da cana. É muito simples: todo o CO2 liberado pela uso do combustível vegetal, foi, em um período muito curto – o ciclo do vegetal de origem – capturado e aprisionado pelos próprios vegetais que deram origem ao combustível, portanto Balanço Zero.

        Discorro só sobre a questão do Balanço de CO2 na atmosfera e não sobre as outras questões do artigo.

  • guest

    OK, concordo, mas tem um pequeno detalhe: qual a destinação que se deve
    dar, então, ao bagaço? Biodigestor, para gerar gás quem também será
    queimado? Ou há forma – digamos, “ecológica” – para transformá-lo em
    adubo, p.ex.? Contanto que não provoque a “fedentina” do vinhoto que, ao
    menos na região que conheço (Itapira), é lançado à terra arada…

    • Arnaldo Keller

      guest,
      O bagaço deveria ser picado e espalhado na terra. O vinhoto costuma ser irrigado ou lançado no campo, pois é riquíssimo em potássio. Antes jogavam nos rios, uma poluição danada, mas descobriram que era vantagem jogar na terra. Ainda bem.

  • jrgarde

    E quem tem gasolina com carburador?

    • Fernando

      Pelo menos pode regular o carburador para, mesmo fugindo da regulagem original, chegar a uma que funcione liso.

      Num “injetado” feito para gasolina, creio que mesmo com o sensor de detonação e sonda lambda, não vão captar a diferença que o álcool faz devido às diferenças de poder antidetonante deles.

  • RoadV8Runner

    Texto excelente, nunca havia parado para “contabilizar” o prejuízo que representa a adição de álcool à gasolina. E, expandindo ainda mais a análise, a encrenca fica ainda pior… Se fosse desenvolvido um motor para queima exclusiva de álcool, o consumo desse motor seria menor do que nos atuais gambifréx. O mesmo se aplica à gasolina pura, como já demonstrado no texto. Portanto, a maldição energética que paira nestas terrinha tupiniquins é mesmo terrível! Pela sanha de emitir menos CO2, acaba-se emitindo muito mais…

  • Bera Silva

    Uma pergunta: considerando que uma usina de álcool/açúcar não produza eletricidade para vender. O que é feito com o bagaço? É queimado mesmo assim? Tem potencial para adubo?
    Curiosidades:
    – Há alguns anos atrás foi incentivada a readequação das usinas para produção de eletricidade para abastecer o sistema elétrico. Porém esse plano esbarrou na nossa sabida burocracia em ligar a usina ao sistema elétrico e no valor pago pelo MWh.
    – Por incrível que pareça, os usineiros tiveram prejuízos com o não reajuste do preço da gasolina. Já estamos há mais de 12 meses em que o preço da gasolina não acompanha a inflação e o preço do álcool sempre “travado” entre 70 e 80% do preço da gasolina.
    – O aumento da porcentagem de álcool na gasolina é uma tentativa de frear o preço da mesma.
    – Santos, com o pré-sal, de acordo com a propaganda, deveria ter virado uma Macaé. Porém não foi isso que ocorreu, mesmo com a construção em andamento de um enorme prédio da Petrobrás. Ou seja, eu não estou vendo dinheiro do petróleo aqui na minha cidade.
    – Para que uma civilização se desenvolva é preciso água, alimentos e energia baratos e abundantes. No Brasil temos hidrelétricas e poderíamos dispor de energia nuclear. Infelizmente, energia solar e eólica não produz em quantidade suficiente e com baixo custo.

    • robson santos

      Amigo o pré-sal não fica só em Santos, ou na Bacia de Santos, ou no Estado de São Paulo… é uma camada petrificada formada ainda sob outras camadas menos densas que formam a crosta oceânica entre o litoral africano e o litoral sul-americano, que começou a se formar desde que o mundo deixou de ser Pangeia…
      A ocorrência de petróleo na camada pré-sal brasileira situa-se em mega-reservatórios que vão desde o litoral do Espírito Santo até o litoral de Santa Catarina… nesse meio ( entre o litoral do Espírito Santo e o do Rio de Janeiro ) se situa a Bacia de Campos, onde há atividade intensa de extração de petróleo, só que da camada pós-sal, iniciada a partir da década de 70, onde curiosamente os geólogos já se questionavam de onde vinha o petróleo da camada pós-sal já que perfuravam, e perfuravam… e sempre tinha petróleo, cada vez mais difícil claro ( com a tecnologia da época…), que embora até o momento as maiores jazidas estejam situadas no litoral paulista geograficamente falando, porém a proximidade maior é com o Rio de Janeiro logisticamente falando. Santos é só uma ilha nesse oceano…

      Agora sobre a economia, as descobertas animadoras no pré-sal foram no meio dos anos 2000, porém a variação no preço do barril do petróleo é que causa incertezas futuras sobre a viabilidade do pré-sal.
      Hoje é viável.
      Daqui até o final da década provavelmente continuará, mesmo com quedas naturais no preço do barril, pois se os custos da extração são muito altos, o retorno também o é, já que é um óleo de ótima qualidade.
      Mas… as incertezas… ao que tudo indica é o USA que vai dizer como essa história poderá se transformar, com suas reservas de xisto… os especialistas já estão dizendo que em 3, 5 anos essa revolução vai começar, os ambientalistas não, que vai demorar, e o governo brasileiro aposta nisso… Portanto em 2020 poderemos sim estar produzindo o dobro do que hoje produzimos, mas sob qual preço ? Sob qual modelo de concessão ?
      Assim meu amigo, a parcela do dim-dim que caberá ao pobre cidadão da Baixada Santista na sua partilha só porque participa do processo, ou para o brasileiro ( depende do modelo ), está sob alto risco futuro, por isso o medo atual é de que talvez já perdemos esse trem na história, de que chegamos tarde demais, fosse 20 anos atrás a história seria outra a nosso favor, vamos ver…

      Finalizando, que me desculpem os muitos amigos fluminenses, mas não quero que Santos se transforme numa Macaé, no sentido do descontrole… Santos é só o centro, há muita possibilidade de expansão ao redor na Baixada Santista, Sul e Norte litoral paulista, mas não estão querendo não…

      • Bera Silva

        (Eu havia respondido na quarta-feira, mas foi detectado como spam e foi bloqueado).

        Obrigado pela resposta Robson. Se puder me dizer onde posso achar dados de importação, exportação e refino de petróleo no Brasil? Grato.

        Editando:

        Acabei de econtrar os dados de importação e exportação de petrõleo e derivados, bem como os volumes processados nas refinarias:
        http://www.anp.gov.br/?pg=5904
        http://www.investidorpetrobras
        Mas agora surgiu uma dúvida? Os dados da ANP colocam o País como exportador de petróleo, enquanto os dados da Petrobrás dizem o contrário. Se alguém puder explicar, eu agradeço.

    • guest

      Em relação à sua segunda “curiosidade”, é justo também lembrar que os usineiros tiveram lucros quando o preço da gasolina estava nas alturas… a questão é que, para o consumidor final, em regra o preço do álcool gira em torno de 70% do preço da gasolina, independentemente dos custos daquele. Logo, o consumidor não é “motivado” para utilizar álcool.

      • Bera Silva

        Não estou defendendo usineiro. Só quis dizer que dessa vez eles não levaram a melhor.
        Na região Sul, esta relação de preço está em torno de 80%. Dependendo do carro, 70% ainda é vantajoso álcool. Depende da otimizaçào que foi dada ao motor.

    • Arnaldo Keller

      Bera, boa pergunta. O que fazem com o bagaço?
      O certo seria picar e esparramar na terra para aumentar a matéria orgânica desta. E as áreas mais depauperadas seriam prioritárias.
      Quanto à energia eólica, ela já está viável economicamente, tanto que há muitos projetos em andamento no Brasil. O potencial é imenso. Só pegando o filé — áreas ideais para ventos, como o filé do litoral nordestino e litoral do R.G. do Sul, daria para gerar o que o Brasil consome, e o legal é que venta mais no inverno, época de menos chuvas por aqui, então intercala com a hídrica.

      • Bera Silva

        Obrigado Arnaldo.

        Em agosto viajei até Bom Jardim da Serra – SC (serra catarinense), e lá no alto fizeram um parque eólico. Um amigo que trabalha lá me levou para ver alguns “cataventos”. Ele me disse que tinham por volta de 65 e eu perguntei se todos funcionavam e ele me respondeu que só 45 (aprox.) estavam em funcionamento. Eu vejo futuro na geração eólica, mas temos que entender que ela é sazonal e as torres não tem muita robustez. Como você mesmo disse, ela gera mais quando há menos chuvas, compensando as hidrelétricas. Pode ocorrer de um parque eólico ter capacidade instalada de 200 MW, mas gerar, em média, durante o ano 20 MW, por exemplo.
        Eu tinha um material explicativo que mostrava a perspectiva de aumento do consumo de energia elétrica e a participação de cada tipo de energia, hoje e no futuro, no Brasil.

        • Arnaldo Keller

          Bera, “ezte paíz” só não teve apagão este ano porque a indústria se retraiu, portanto, consumiu menos energia elétrica.
          Curiosidade: sabe a que velocidade está a ponta desses hélices? Ao redor de 200 km/h. Acho bárbaro. E essas contas todas sobre o potencial é só o filé, só a moleza, pois não leva em conta instalá-las no mar, como fazem na Europa.
          De qualquer modo, mesmo sendo sazonal, a energia que as eólicas produzem serve para economizar a água nos reservatórios. Mais vento, fecha a torneira, menos vento, abre torneira.

          • Bera Silva

            Concordo, Arnaldo. em torres mais baixas, dá para escutar a ponta da pá cortando o ar. Muito legal.
            Mais acima, respondi – ao Rodolfo – que devemos investir em todo tipo de energia, mesmo as que hoje pareçam menos promissoras. Não podemos perder o bonde da história. Só se adquire tecnologia fazendo, e nosso país (apesar das dificuldades) tem um time competente de engenheiros e técnicos prontos pra pôr a mão na massa.

  • Carlos Eduardo

    Sua conta não bate! É muito simplista e ignora o fato de que os modelos de automóveis (e seus motores) não são exatamente iguais.
    O carro flex tem taxa de compressão maior (o que aproveita melhor o combustível, seja ele álcool, gasolina ou a mistura dos dois), e um gerenciamento de detonação bem mais preciso, gerando eficiência energética.

    Portanto, na hora de fazer contas, comparar o flex com o carro a gasolina e novamente compará-lo a um carro a álcool imaginário apenas fazendo uma regra de 3 simples com a “regra dos 70” é reducionista demais.

    Ademais, o álcool é uma fonte limpa, como já mencionaram aqui. A sua queima libera o CO2 fixado anteriormente pela cana e isso repetira no ciclo. A diferença é que custa mais para ser produzido (terra, plantio, colheita), diferente da extração e refino do petróleo.

    • Arnaldo Keller

      Carlos Eduardo, bate, sim. Prestando atenção ao texto verá que digo que o carro a queimar o álcool teria motor para álcool, e não flex, assim como o a queimar gasolina, seria motor só para gasolina. Quanto à reabsorção do CO2 emitido, já disse nos comentários que essa sua conta seria válida se na terra ocupada pela cana não houvesse nada, mas pode haver mato, capim, milho, soja, etc, que igualmente absorvem CO2.

      • Carlos Eduardo

        A Terra, Arnaldo, é um sistema fechado. O ciclo de carbono é um sistema fechado. Não entra nem sai nada.

        O problema é o desequilíbrio entre consumo e produção. A queima de combustíveis fósseis nesse ritmo desequilibra a balança, já que o carbono fora fixado milhões de anos antes.

        A queima do álcool, nem tanto, já que para ser produzido, é necessário retirar CO2 da atmosfera.

        Mato, capim, milho, soja são irrelevantes na fixação de carbono. Diria até que a cana também o é. Já que o responsável pela maior fixação de carbono no planeta vem do mar, o fitoplâncton, contribuindo com cerca de 98% da produção de O2 do planeta!

        • Arnaldo Keller

          Carlos Eduardo, já citei essa do fitoplâncton aqui nos comentários.
          Nesse ciclo da cana/álcool citado não levamos em conta o combustível gasto para produzir o álcool, plantio, colheita, transporte, energia elétrica etc.
          Concordo que o combustível fóssil é um a mais que entra nessa tênue cúpula de nossa atmosfera, mas veja bem, capim, milho etc. é lavoura que não se queima e o todo o CO2 produzido e fixado em matéria orgânica irá para o solo.Sendo assim, no final das contas, queimar combustível fóssil acaba por contribuir no aumento de matéria orgânica do solo.
          Hehe! A coisa é complicada, mais complicada do que a propaganda sugere. Não sou categórico. Odeio quem o é. E não sou especialista, mas não sou, ou melhor, não somos burros. De qualquer modo, é preciso pensar e se aprofundar, coisa que não vejo fazer quem comanda isso tudo.

  • guest

    No sítio da ANP, verifiquei que, em 2013, as vendas pelas distribuidoras de gasolina C foram de 41.365.261 m³, enquanto as vendas de álcool hidratado foram de 11.754.963 m³.
    Suponhamos que a gasolina C, em vez de E25, passasse a E15, objetivando melhor aproveitamento do combustível. Isso implicaria uma “sobra” de 4.136.526 m³ de álcool anidro, correspondentes a 5.909.323 m³ de álcool hidratado a 30%, equivalentes a 50% do consumo atual deste combustível.
    Um aumento de preço da gasolina C, justificado pela alteração de sua composição e pelo ajuste que vem sendo contido nos últimos anos, permitiria – em meu entender – um acréscimo de consumo de 50% do álcool hidratado (absorvendo a “sobra” resultante da alteração do blend), desde que a sanha da cadeia de comercialização, desde os usineiros, distribuidoras e postos de combustíveis, mantivesse o preço final ao consumidor bem abaixo dos tais “70%”, estimulando assim o seu consumo.

  • Lucas Sant’Ana

    Alguém conhece o conceito do MAPV? http://www.redetec.org.br/inventabrasil/malcpre.htm trata-se de tecnologia para motores 100% a álcool, não estou defendendo os usineiros, mas o álcool em si é um bom combustível se o motor for preparado para tal, vejam a descrição da invenção, é um texto bem interessante.

  • Marco de Yparraguirre

    Aprovo sua revolta e aprendi um pouco mais sobre a cana.Já não coloco álcool no meu modesto veículo só abastecendo-o com gasolina Podium.
    Para quem roda pouco, acho que vale a pena .inclusive para o motor, apesar de a mesma ter álcool na sua mistura.

  • André Sousa

    Essa histeria verde está mesmo enchendo o saco. O que se vê é gente querendo criar mais e mais dificuldades em nome do verde. Sou contra o desperdício e a favor do desenvolvimento de tecnologias mais limpas, mas sem que sejam criadas dificuldades. Infelizmente, tem muito lobby com relação a tudo isso. E, por falar nisto, literalmente na sala de justiça, vem aí mais um episódio da palhaçada das sacolinhas plásticas. Haja SACO para aguentar tudo isso!!

  • Rodolfo – São Paulo-SP

    Bera Silva, você já viu os acidentes nucleres do Fukushima (Japão) em 2011 e Chernobyl em 1986? A terra destes locais não servem pra mais nada, e muitas pessoas morreram de câncer devido a exposição à radiação.

    Se tem que investir em energia solar, já pensou se todas as casas tivessem energia solar, quem não ia gostar seria as companhias de energia elétrica.

    Com relação ao aumento da gasolina, nós brasileiros não agüentamos mais pagar este combustível caro… R$ 3,00 o litro. Na Venezuela a gasolina de alta octanagem (nossa Podium) custa R$ 0,03¹, aqui nem sei… uns R$ 4,00? Se na Venezuela é baratíssimo, por que aqui é tão caro?

    Vocês querem preço de gasolina na média dos países de 1º mundo, então o governo vai ter que no pagar salário a nível de 1º mundo também.

    Então agora os usineiros deviam parar de produzir álcool para produzir açúcar, como exatamente fizeram nos anos 80… quem tinha carro a álcool como o meu pai ficou na mão… sem álcool a mais de 100 km de casa.

    Nota:

    1) http://operamundi.uol.com.br/conteudo/reportagens/35923/com+gasolina+mais+barata+do+mundo+venezuela+inicia+discussao+sobre+reajuste+apos+17+anos+.shtml

    • Bera Silva

      Existe muito misticismo em torno de usinas nucleares. O acidente de Chernobyl foi causado por má operação. O diretor da usina desativou diversos sistemas de segurança para realizar testes na usina. Aquele tipo de usina é diferente das usadas no Ocidente, ela não tinha contenção de aço e barreira de concreto, além do tipo de reator ser diferente (tipo RBMK).
      Conseqüências de Chernobyl: http://www.nrc.gov/reading-rm/doc-collections/fact-sheets/chernobyl-bg.html
      Os acidentes nas usinas de Fukushima ocorreram devido a inundação dos diesel-geradores que mantinham as bombas de resfriamento do reator operando. Aquelas usinas foram projetadas (com base em dados históricos e estatísticos da região) para suportar terremotos de 8 graus e ondas de 12 m de altura. O terremoto foi de grau 9 (dez vezes maior) e foi bem suportado e o reator foi levado à condição segura. O problema foi a onda que foi de 14 m, acima do projetado e inundou os geradores. Apesar da gravidade do acidente, não se tem notícia de pessoas que tenham morrido por contaminação radioativa. O maremoto que devastou a costa do Japão foi milhares de vezes pior, tanto em mortes, devastação e poluição. Seria ingenuidade nossa achar que as plantas químicas atingidas não tenham lançado produtos tóxicos no ambiente. Breve relato: http://www.nrc.gov/reading-rm/doc-collections/fact-sheets/japan-events.html
      A indústria nuclear incorpora, a cada acidente, novas medidas de segurança e pode-se afirmar que ela é mais rigorosa que a indústria aérea. Acidentes nucleares são investigados até a última causa.
      Motivo de orgulho para o Brasil, a brasileira INB domina todo o ciclo do combustível nuclear (principalmente a parte mais cara e tecnológica que é o enriquecimento). Infelizmente falta a ela capacidade produtiva para abastecer toda a necessidade do país.
      Quanto ao preço da gasolina, é fato que a Petrobrás (por ordem do Planalto) não repassou os aumentos nos custos de produção e tampouco repassou os custos dos investimentos feitos nas refinarias pelo País. Esse último aumento que o Mantega deu é só um aperitivo para o próximo ano. Óbvio que eu quero uma gasolina padrão mundial, melhor e mais barata, mas o aumento será inevitável, assim como o aumento previsto nas tarifas elétricas, juntamente com aumento do dólar.
      Tirando o fato da Venezuela subsidiar a gasolina, “vendendo” abaixo do custo de produção, o que é injusto por si só, há ainda um problema com as nossas refinarias que não foram feitas pra refinar o petróleo extraido em nossa pátria, dai é necessário importar petróleo. Se alguém tiver dados recentes sobre produção, importação e refino de petróleo, eu agradeço se puder compartilhar.
      O que eu falei sobre as usinas de álcool é fato, gostemos ou não. Os usineiros estão danados com o governo devido à retenção do preço da gasolina.

      • Rodolfo

        Bera,

        Pode falar o que for, mas energia nuclear não é 100% segura. E por fim, e o lixo nuclear das usinas que eles chegam até ao absurdo de jogam no mar? Isso está certo?

        • Bera Silva

          De fato, nada é 100% seguro, nem mesmo uma usina nuclear. Como seres imperfeitos que somos, não conseguimos construir nada perfeito. Há mais de vinte anos não se joga rejeitos no mar. De fato o rejeito é um problema (embora mais político, do que técnico). Existe a possibilidade do “combustível” nuclear usado poder ser reaproveitado num outro tipo de reator (reator rápido), diminuindo a demanda por urânio e, principalmente, diminuindo a quantidade de rejeitos e sua atividade.
          Se você tiver interesse em saber mais sobre o uso da energia nuclear, não só para produção de energia, mas também para outros fins, sugiro consultar apostilas no site da CNEN e do IPEN:
          http://www.cnen.gov.br/ensino/apostilas.asp
          Pensando estrategicamente, não devemos ignorar nenhuma possível fonte de energia, mesmo que num primeiro momento pareça inviável. Como exemplo, a Coréia do Sul iniciou pesquisas nucleares na mesma época do Brasil, hoje eles exportam usinas inteiras. Hoje no Brasil produzimos e exportamos geradores eólicos e o IPEN tem pesquisas com pilha a combustível, embora não tão desenvolvidas como no exterior. Não podemos perder o bonde da História de novo. Temos que investir em pesquisa e também adquirir o know-how.

          • Rodolfo

            Bera,

            Entre usina nuclear e usina termoelétrica prefiro a termoelétrica, pois os riscos e prejuízos a natureza são bem menores.

            E com todo o respeito a você, mas essa coisa de reaproveitar o lixo nuclear parece coisa “para inglês ver”.

  • Rodolfo – São Paulo-SP

    Bera Siva,

    Esqueci de dizer que meu cunhado e minha irmã tem na casa deles energia solar, a conta só vem tarifa mínima (R$ 18,00). Essa história que energia solar produz muito pouco é mentira. Quem perde com a solar são as Companhias de Energia Elétrica.

    • Bera Silva

      Rodolfo, energia solar, você quis dizer aquecimento de água? Se for isso eu concordo contigo. Talvez tenha me expressado mal, quis dizer que energia elétrica por painel solar gera muito pouco e é cara.
      Aqui no apartamento tirei o chuveiro elétrico e coloquei um aquecedorzinho a gás de rua. A conta de luz baixou bastante, porém a conta atual do gás (fogão e chuveiro) está maior que a diferença na conta de luz.
      Se eu morasse em casa, teria um aquecedor solar com certeza, apesar do custo de instalação ser alto.

      • Rodolfo

        Bera,

        Sim, é aquecedor de água que o meu cunhado tem. As placas de energia solar aquecem a água do boiler que fica no telhado da casa.

        A conta da Congás é um roubo… o botijão de gás é muito mais barato.

  • GFonseca

    Legal AK, obrigado pelos esclarecimentos!

    Abs

  • Rodolfo – São Paulo-SP

    Lucas Santan,

    Se motor a 100% álcool fosse bom ele seria vendido em toda o mundo. E se esta tragédia acontecesse ia acabar com as plantações e florestas do Brasil e do mundo para produzir álcool para todos os carros do Planeta Terra.

    Pode ver os super carros como Ferrari são só a gasolina. Imagina na Europa a -20ºC se o cara consegue ligar o carro 100% a álcool.

    E na Europa a gasolina só tem de 5% de álcool e em boa parte do mundo só 10%, isso porque foi que tiranram o chumbo da gasolina e substituíram pelo álcool. Já aqui está mais de 27%, e daqui a pouco, e se não for agora mesmo, o motor 100% gasolina vai ter problemas de funcionamento e estragos.

    A alternativa para diminuir a poluição seria os carros híbridos, que fazem mais de 50 km/l de gasolina, mas o governo tem que dar incentivo pra isso. E também o governo investir em transporte público (mais ônibus, trens e metrôs) para tirar carros das ruas. O metrô de São Paulo-SP por exemplo transporta diariamente mais de 4.600.000 de pessoas diariamente. Imagina quantos carros o metrô tira das ruas?

    • robson santos

      Rodolfo o desafio de carros 100% a álcool não é na parte técnica, seja qual for o clima, e sim na viabilidade econômica e estabilidade política geográfica, ou seja que haja investimento contínuo na cadeia de produção.

      Um carro 100% a álcool seria ótimo, principalmente com injeção e taxa variáveis para permitir a utilização de gasolina.

      Sabe quando isso vai acontecer no Brasil ???

    • Carlos Eduardo

      Seu argumento não é dos melhores. Não é porque não é vendido no resto do mundo que simplesmente é ruim. Existem questões políticas, legais, econômicas e ambientais na indústria automobilística que regem o mercado.
      Não há carro a álcool na Europa, diria, que por diversos fatores e “ser ruim” não é um deles!
      A Europa é uma região temperada, produzir a cana lá seria inviável, para não dizer impossível. Importá-la aumentaria os custos, de forma a inviabilizar o negócio, fora a questão temperatura para o uso do álcool, como você mesmo mencionou

  • Olha, estou para dizer que se esses motores 1.6 atuais fossem calibrados para rodar exclusivamente com álcool, estariam batendo na casa dos 150 cv, além de, claro, consumirem bem menos.

    • robson santos

      que motor 1.6 ?

      E só recalibrado ???

      Quer dizer então que basta pegar meu carrinho 1.6 de 12:1 de taxa de compressão e “mandar” calibrar ” mais para o álcool “, que magicamente ele vai sair de 120 para 150 cv???

      O que é “calibrar” para você ?

      Já ouviu falar em taxa de compressão, multiválvulas e turbo ?

      Não à toa infantilizou no name, lamentável comentários assim passarem despercebidos… saia dos video-games e rachas que disputa e comece a ler mais antes de entrar em blogs sérios, maldita inclusão digital…

      • Carlos Eduardo

        Não duvido dessa possibilidade. Um motor como o Sigma 1.6 da Ford ou o 1.6 16v da Hyundai que beiram os 130 cv, se rodassem exclusivamente no álcool, com mais um pontinho de taxa, o que seria perfeitamente possível, beirariam os 150 cv sim!
        O resto do seu post, embora tenha sido dirigido a outra pessoa, é dispensável, porque só contém ofensas e desrespeito!

      • Renato Mendes Afonso

        O que eu acho que ele quis dizer é que um motor 1.6 atual (Sigma, ou mesmo o 1.6 do Swift, que tem bons números), porém otimizado apenas para o álcool renderia os 150 cv, talvez até com boa folga. E nisso tudo entra a taxa de compressão, como você falou, além de outros elementos físicos e lógicos também.

        O colega pode ter sido infeliz no termo que usou, porém não há motivos para tanta agressividade.

  • Rodolfo – São Paulo-SP

    Carlos Eduardo,

    Você está dizendo que carro flex rende igual a 100% gasolina ou 100% álcool, não é por aí as coisas.

    É lógico que um carro 100% gasolina ou 100% álcool rende mais que um flex, pois a taxa é a ideal para 100% gasolina ou 100% álcool. No motor flex a taxa é intermediária entre álcool e gasolina, por isso não rende como um 100% gasolina ou álcool.

    • Carlos Eduardo

      Não, Rodolfo, não disse isso. Disse apenas que os flex apresentam ótimo gerenciamento detonação e que, comparado, a um carro a gasolina somente, por exemplo, ele é mais eficiente e potente, por conta da taxa de compressão! O álcool é um excelente antidetonante, a mistura de álcool a gasolina, dependendo da proporção se assemelha a gasolina de alta octanagem. Tanto é que se usa álcool em motores fortemente preparados para evitar a detonação (porque mesmo a gasolina de alta octanagem detonaria)…

      Apenas quis mostrar que uma simples regra de três não é uma conta correta na hora de comparar um carro flex com o mesmo carro a gasolina que tem taxa de compressão baixa!

  • Rodolfo

    Alex Kid,

    Então por que o carros importados turbo são todos a gasolina somente?

    Pra carro a gasolina andar muito tem que ter taxa de compressão alta e usar gasolina de alta octanagem (podium), é o caso da Ferrari e etc. Não vejo Ferrari a álcool, e ela tem turbo e tal.

    • Lucas Sant’Ana

      Motor a álcool é bom sim, vide a fórmula indy que é movida a metanol, que é um álcool também só que com um carbono na molécula, vide também os motores skyactiv da mazda com taxa 14:1, daria tranquilamente para fazer um motor com a tecnologia skyacvtiv com taxa de até 17:1 100% a álcool, basta vontade.

    • Carlos Eduardo

      Porque são carros feitos na Itália para serem vendidos no mundo inteiro. E não se produz álcool no mundo inteiro. Gasolina, sim! Simples!
      A BMW acabou de lançar o 320i flex, motor turbo. Sua pergunta foi respondida

      • Rodolfo

        Qual seria o problema da Itália importar álcool? Já parou para pensar nisso?

        Pois lá tem verão também e seria teoricamente viável, e é lógico que na Europa produz álcool, pois não é só a cana de açúcar de produz álcool… na Europa usam a beterraba pra produzir álcool.

        O que eu estou dizendo é que carro a gasolina é muito potente e pode-se usar gasolinas de alta octanagem e em preparações a gasolina de avião.

        “A título de curiosidade, preparações de competição utilizam com freqüência taxas da ordem de 14:1, o que fornece 7,5 cv e 5 km/h a mais, e 1 segundo a menos na aceleração. O limite que já vimos sem detonação foi 17:1, mas com gasolina muito aditivada, melhor que a de aviação. O resultado no Gol 1.8 com injeção monoponto seria de 11,5 cv e 7 km/h a mais e 1,4 segundo a menos — mas a modificação é impensável para um carro de uso cotidiano”.

        Fonte: http://bestcars.uol.com.br/ct-premi.htm

        Ou seja, tudo é uma questão de preparação.

        • Carlos Eduardo

          Não haveria problema nenhum, claro! Mas certamente ficaria caro demais para usar o álcool em favor da gasolina lá!

          Este é um dos motivos de Ferraris, Porsches, Lamborghinis serem a gasolina. Existe um mercado de abastecimento. Não faz sentido nenhum se no país de origem dessas máquinas não há consumo em larga escala de álcool

          É o caso parecido dos motores diesel em carro de passeio. No Brasil, são proibidos, porque a lei não permite que rodemos com eles. Portanto, as fábricas não produzem! Simples! Mas está cheio de carro a diesel lá fora!

          Sobre seu comentário a respeito da taxa de compressão, lembre-se que o álcool resiste muito melhor a detonação que a gasolina. Para efeito didático é como se o álcool tivesse “mais octanagem”, o que permite taxas maiores

  • marcus lahoz

    Concordo 1.000%. Estive na Argentina com um Omega 2.0. Aqui na estrada (na época era 20% de alcool) o veículo fazia 12km/l. Na Argentina chegamos a fazer 14km/l.

  • Rodolfo – São Paulo-SP

    Lucas,

    É inviável andar com metanol devido ao seu custo e o seu perigo… para abastecer os carros daqui quando chegou o governo a misturar metanol no combustível os frentistas tinham que usar EPI para você ter noção do perigo.

    E por fim carro de corrida é uma coisa… carro de rua é totalmente outra.

    • Rodolfo

      Lucas,

      Corrigindo… metanol é mais barato, mas veja os estragos e perigos dele:

      “Segundo especialistas, o contato com o metanol pode provocar cegueira e causar a morte se for ingerido. De acordo com mecânicos, o uso do produto no carro pode provocar superaquecimento do motor, danificar válvulas ou perfurar os pistões”.

      “A Agência Nacional do Petróleo (ANP) vai intensificar as ações contra a adulteração de combustíveis, principalmente à mistura de metanol, um solvente industrial, ao etanol nas bombas dos postos”.

      Fonte: http://blogdoricardocouto.com.br/?p=7820

  • Arnaldo Keller

    Marcus, e note que seu Omega estava calibrado para a nossa gasolina, então com 22% de álcool. Ele estava, portanto, trabalhando com excesso de combustível, mistura muito rica. Se estivesse acertado para a gasolina pura faria algo em torno de 15 a 16 km/l, tenha certeza disso.

    • robson santos

      AK bom dia, deixa eu pegar esse gancho, minha dúvida é em cima do comportamento do sinal da sonda lambda:

      O set-point no controle da injeção se delimita entre 0,5 ~ 0,6 Volt na referência da sonda lambda, com isso sempre buscando acertar a combustão nessa região de excesso de oxigênio, considerado lambda = 1, na situação de regime normal do motor ( sem aceleração/desaceleração ), correto ?

      Já com uma gasolina pura, imagino por exemplo como a injeção dos nossos Renault se adaptaria a situação da gasolina argentina logo após o abastecimento:

      1. a sonda informaria a Central instantâneamente uma falta de oxigênio, inversamente significando que a mistura está rica ( sinal acima de 0,6 Volt ou seja lambda < 1 ) já que a gasolina pura exige mais partes de ar para sua queima completa ideal ( lambda =1 ).
      Essa situação resumindo significa que o motor está poluindo o ambiente, imagino que a sonda lambda 2 ( pós-catalisador ) por um breve instante informaria isso com um sinal próximo de 0,9 Volt a Central, com isso acendendo brevemente a luz no painel dependendo dessa gasolina ?

      2. com o pedal solicitando a mesma carga significa que a Central irá buscar corrigir essa nova condição abrindo mais a borboleta, admitindo mais ar na combustão, até o sinal cair na região 0,5 ~ 0,6 Volt novamente lambda próximo do ideal = 1.

      ou

      3. com o pedal solicitando a mesma carga significa que a Central irá buscar corrigir essa nova condição diminuindo os tempos de injeção de gasolina nos bicos, deixando brevemente a mistura pobre ( caracterizando um excesso de ar na combustão ) significando fazer do mesmo modo o sinal cair na região 0,5 ~ 0,6 Volt novamente lambda próximo do ideal = 1, já que as partes de ar admitidas estão sendo suficientes agora para a queima completa ideal nessa redução de combustível.

      Qual dos dois métodos acima a Central empregaria ?
      Acho que depende da solicitação no pedal.
      Após o abastecimento a tendência é o sistema estar em marcha-lenta ( bom que o motorista respeite isso brevemente antes de sair do posto quando se troca o combustível ), como não está havendo solicitação de potência no motor ( pedal estático ) e a Central enxergando que o motor está poluindo então a mesma diminuirá os tempos de injeção, de quebra economizando o combustível.

      Ou seja foi neste início, este breve tempo que a Central "entendeu" que o motor estava poluindo, que atuou em benefício de economizar a parte de combustível que estava sendo jogado fora ( sem queimar ou seja sem produzir trabalho, potência ).
      Daí essa nova condição, essa nova "estequiometria", fica gravada na memória do sistema para a próxima partida enquanto não houver nova variação positiva no nível do tanque principal.

      Isto estando correto, não era para todos os carros brazucas fazerem isto para se adaptarem a esta condição imediatamente após o primeiro abastecimento com essa gasolina na Argentina ?

      Ou a maioria não faz isto porque na verdade lá em cima no ítem 1, a região delimitada entre 0,5 ~ 0,6 Volt significa uma região de referência de excesso de oxigênio "calibrada" para a condição nacional ( álcool e gasolina E25 ), significando que na Argentina uma Central "inteligente" se adaptaria trabalhando mais próximo ou ainda abaixo de 0,5 Volt ?

      Isto é só um raciocínio, tenho muita curiosidade sobre este assunto no comportamento de nossos carros com a gasolina no Mercosul…

  • Rodolfo – São Paulo

    Robson,

    Se todo mundo for usar álcool vão acabar com as outras plantações e florestas para produzir álcool, e isso não é legal.

    Esse sistema de taxa de compressão variável que você disse aqui no Brasil vai ser só para carro de luxo, e olhe lá.

    Os caras tiram até barra estabilizadora e compensam com molas duras pra economizar R$ 10,00… imagina se carro popular vai ter um sistema de taxa variável caro desses. Daqui a pouco o banco do carona vai ser opcional e não de item série. kkkkkkk

    • Robson Santos

      Rodolfo veja este link:
      http://jus.com.br/artigos/23964/abordagem-juridico-ambiental-do-zoneamento-agroecologico-da-cana-de-acucar-no-brasil/1

      Me parece certo exagero sua afirmação, dado que a “monocultura” da cana de açúcar é importante hoje no controle da importação de petróleo, mas está uma verdadeira p…… a política empregada, o setor vai mal das pernas com poucos, muito poucos, se beneficiando, o que precisamos na verdade é produzir racionalmente em prol de um combustível alternativo muito interessante que sem dúvida é o álcool, seu preço seria competitivo e não haveria a corrida de todos buscando um só combustível nas bombas, pois cada um no seu lugar, carros a gasolina e carros a álcool, pois não se esqueça que carros somente a álcool apresentam melhor rendimento térmico e autonomia superior a um flex abastecido com o mesmo álcool, portanto em partes uma coisa compensa a outra.

      No mais, caro também são os híbridos, que se todos pudessem ter um haveria também a redução no consumo de gasolina, ou estou enganado ?
      Assim a questão dos motores com variação na taxa de compressão, são caros também por serem novidade tecnológica, idealizados mais por questões de rendimento térmico em várias situações de exigência de motores de alto desempenho, por isso em carros ” de luxo ” como você citou, agora imagina isso empregado a nosso favor, a massificação por causa do álcool, ter esse motor funcionando com taxa entre 8:1 e 17:1, devido à procura não iria incentivar o aumento na produção com custo menor ?

      • Rodolfo

        Robson,

        Não é exagero… é uma hipótese de todo o país querer usar álcool e ainda o Brasil virar o maior exportador de álcool do mundo.

        E ainda o produtor só pensa em lucro e não na natureza. Eles não estão nem aí se vão desmatar as florestas ou se vão estragar o solo com a mono cultura… isso não é problema deles.

        Se for mais vantajoso produzir álcool do que alimento então a lei da oferta e procura de alimentos vai fazer o preço dos alimentos subam. Não é a toa que em certas cidades o governo limita as terras que se pode plantar cana.

        Com certeza… sou a favor de carros híbridos também, fazem mais de 50 km/l de gasolina.

        Mas a grande sacada é a pessoa morar perto do trabalho, pois assim pode ir até a pé. Tem gente que aluga a própria casa pra alugar outra perto do trabalho, isso é qualidade de vida e o Planeta agradece por menos combustível queimado.

        E também o governo devia investir em transporte público (tem, metrô e ônibus) para tirar os carros das ruas, como eu disse aqui nesta página o metrô de São Paulo-SP transporta mais de 4,6 milhões de pessoas por dia, imagina quantos carros ele tira das ruas.

        Por fim, carro flex é uma porcaria… não rende como um 100% a gasolina ou como um 100% a álcool.

  • Sérgio Luiz Santanna
  • Carlos Eduardo

    Eu sou fã do álcool. Agora, com a tecnologia de aquecimento de velas, sem necessidade de tanquinho de partida a frio, com gerenciamento de motores mais eficientes queimando um combustível mais limpo e sustentável estamos chegando perto da perfeição mecânica. Só falta vontade política para mudar o quadro do agronegócio da cana. Ficar na mão de interesses escusos é que é o fim!
    Se o álcool custasse menos a ponto de ser mais vantajoso que a gasolina, não vejo motivo de utilizar o combustível fóssil!

    • robson santos

      Se o álcool custasse menos… você quer falir essa indústria de vez ???

      Outra: esqueceu da autonomia com o combustível fóssil ? Esse é o principal motivo de se utilizar o combustível fóssil regularmente, depois você analisa os preços de um de outro pra ver qual compensa mais…

    • Rodoflo

      Carlos,

      Se você é fã de álcool então o que você escreve é movido pela paixão e não pela razão.

      • Carlos Eduardo

        Dei argumentos para explicar este gosto. Você não precisa gostar também. Apenas entender que tem gente que não pensa como você ou a maioria.

  • robson santos

    Prestem atenção no que vocês mesmos escrevem, estão se contradizendo e afirmando aquilo que eu mesmo disse ! Releia meu texto e vai se tocar que não se pode mudar as leis da física tamanha alteração na potência proposta simplesmente “recalibrando” um motor. Tá parecendo preparador de chip…

  • heliofig

    Arnaldo,
    Gosto muito dos seus artigos. Mas vc abordou este assunto de modo simplista, a meu ver. Faço alguns comentários:
    O álcool era algo surreal nos anos 80. Mas agora, não creio que o seja.
    Não temos petróleo suficiente. Ainda hoje o importamos. O pré-sal ainda não nos tornou autossuficientes. E enquanto isso, continuamos exportando gasolina para importar diesel.
    Reforma agrária, já faz muito tempo que não funciona no Brasil. Hoje, só serve para trocar o latifundiário… Um perde suas terras e outro vem para comprar as terras dos assentados (uns de má fé, outros largados ao léu pelo governo).
    E Belo Monte, na cheia, é a 2a maior do Brasil. Na seca, com 4.000MW, ainda será a 4a ou 5a maior, batendo as duas de Rondônia que tão comentadas foram.
    Em suma: temos problemas técnicos, sociais e econômicos para equalizar.

    Um abraço.

    Hélio Figueiredo

    • Arnaldo Keller

      Helio, se eu fosse me aprofundar ficaria maçante. Repare que no meio do post até tomei o cuidado de pedir paciência ao leitor. O post vale mais como uma dúvida a ser lançada à discussão. Consciente do alto nível de nosso leitor, sei que a discussão será boa e que serei contestado, o que é bom, pois não me acho dono da verdade e quero mais é descobri-la com a vossa ajuda.
      Quanto à surrealidade do álcool, acho a situação atual ainda mais surreal. Foram e continua sendo rios de dinheiro em subsídios jogados nisso para que se tornasse o monstro que é.
      Quando citei reforma agrária às avessas, é isso mesmo. Se não fazem bons e corretos assentamentos para as pessoas certas, que ao menos não tirem do campo quem lá já está bem e produzindo, etc. Viva o interior paulista e verá a realidade cruel que esse sistema causou. Eu vi e vejo. Morei em fazenda por 28 anos e sei o que falo. Lá só planto cana se for para picar e dar para o gado comer. Para usina, jamais.
      Logo mais, poucos anos, seremos exportadores de petróleo. Apesar da roubalheira na Petrobrás, o corpo técnico consegue tocar a coisa, claro que num ritmo mais lento que o desejável por eles e nós, brasileiros. Vale tocar o sistema álcool sabendo que em poucos anos ele será supérfluo?
      Temos lugares e usinas mais viáveis a fazer que Belo Monte e não sou em quem diz, é um grande amigo especialista em barragens. O que interessa é custo por kW gerado anualmente e ela é uma lástima quanto a isso. Fora a parte ambiental etc.
      Eu gostaria que trocasse seu termo “simplista” por “resumido”, pois simplista dá um tom de descaso de minha parte.
      Obrigado,
      abraço,
      Arnaldo

  • Carlos Eduardo

    Você não leu meu comentário?

  • Rodolfo

    BMW flex… carro flex é lixo… não rende igual a um 100% gasolina ou um 100% a álcool.

    E qualquer país pode importar álcool… qual o problema? Então parece que a gasolina aqui é cara para incentivar a produção de álcool.

    • Carlos Eduardo

      O que você chama de “render”? Porque com uma taxa maior e um belo gerenciamento de avanço e ponto de ignição, eu me arrisco a dizer que o flex anda muito mais que um carro a gasolina convencional!

      Compare os Gol AP 1.6 ou fire 1.0 nas versões gasolina e flex e perceberá a diferença! Poderia ser melhor se fosse somente a álcool, mas a conveniência de escolher a qualquer momento o combustível, paga o preço.

      Sobre sua opinião sobre a BMW 320i flex, melhor embasar e fundamentar mais, pq apenas atacar não te faz ter razão!

      • Yan

        Arriscou errado, se andar num mesmo carro aqui (flex) e na Argentina, por exemplo, irá se surpreender. Andei num March 1.6 argentino a gasolina e me assustei com a diferença.

        • Carlos Eduardo

          Mas que bela análise! Seu pé é dinamômetro agora? Cadê os gráficos? Análise da curva de potência. EM TODOS os casos de carros gasolina x flex do mercado brasileiro, os flex são mais potentes (ou pelo menos iguais). Não conheço um único caso de flex mais fraco

  • Rodolfo

    Carlos, é só aumentar a taxa para então usar gasolina de alta octanagem (Podium) e então a potência do motor a gasolina sobe

    E você está dizendo que flex rende? Já te disse que não… a taxa ideal é para álcool ou gasolina… flex é taxa intermediária e por isso não rende… espero que você entenda agora.

    • Carlos Eduardo

      Você sabia que o álcool resiste mais à detonação e pode ter taxa de compressão mais alta que a gasolina? Não é à toa que carros a álcool tem taxa maior!

      Aumentar a taxa de compressão de um carro a gasolina é aproveitar a cada ciclo mais energia do combustível e mais eficiência do motor. O carro anda mais e bebe menos. Mas isso tem limite, que é a detonação (batida de pino). E na gasolina isso vem antes que o álcool e ainda te obriga a usar gasolina de alta octanagem ( premium de 98 ou Podium de 102 octanas RON, mesmo aqui no Brasil), ficando restrito a poucos postos e ao preço exorbitante!

      No álcool você não se preocupa com isso. Pode usar taxas ainda maiores! E em qualquer bomba tem álcool a preço inferior.

      Estou dizendo que um carro flex tem taxa maior que o carro a gasolina que lhe deu origem, portanto esse motor é mais potente que o motor anterior a gasolina, pelo que lhe expliquei acima! Realmente não tem como ter uma taxa variável (ainda) o que seria ideal, ou uma taxa mais alta ideal para o álcool, mas com gerenciamento eletrônico, é possível ter avanço e ponto de ignição distintos para cada combustível, otimizando e muito o uso de cada combustível.

      E É ÓBVIO que a taxa não é ideal para nenhum combustível. Qualquer um sabe disso e repetir isso a exaustão não encerra a discussão!

      Dizer que “não rende” é muito raso. Compare um Fire 1.0 a gasolina com 55 cv com a mesma versão flex com 65 cv!
      Ou um gol 1.6 mi com 92 cv e sua versão flex com 99 e depois com 106 cv e verá que os flex são mais potentes que sua versão a gasolina pura
      Existem outros problemas que você poderia usar na sua argumentação e você se limita quando decide ir pelo caminho fácil.

      • Rodolfo

        Carlos,

        Tanto o motor a álcool quanto o a gasolina têm os seu lados positivo e negativo. Cabe a cada um escolher.

        Por exemplo a gasolina involve a exploração de petróleo e seus impactos ambientais, já o álcool tem também o seu impacto ambiental como a derrubada de florestas etc.

        O álcool praticamente só é comercializado no Brasil porque tem incentivo do governo, elevando assim o preço da gasolina. Pois se álcool fosse de fato mais barato que gasolina seria exportado para todo o mundo.

        Tá bom… carro a álcool anda um pouco a mais… mas é só eu turbinar o meu a gasolina. kkkkkk

        • KzR

          O álcool só se mostra vantajoso em preparações quando a taxa fica excessiva até para uso da podium.

          Fora isso, prefiro um gasolina turbo.

      • KzR

        A gasolina podium permitiria se trabalhar nesse limite de estabilidade, mas a faixa de segurança seria pequena e possivelmente inviável.

        • Carlos Eduardo

          Mas tem custo elevado e oferta restrita. Vc viaja pro interior e fica na mão!

    • KzR

      Rodolfo, na verdade, o motor flex rodando com gasolina apresentaria um desempenho melhor do que um motor monocombustível a gasolina pelo fato da taxa de compressão ser maior. Não sei em que ponto isso refletiria em melhor consumo. O único problema (e grave) é a sensibilidade maior a detonação.

      • Bob Sharp

        KzR
        O problema é que com taxa muito alta rodar com gasolina deixa o motor no limite de detonação, obrigando a atrasos de ignição constantes pelo módulo de comando. O que a indústria tinha que fazer é carros otimizados totalmente para álcool mas com capacidade de rodar com gasolina em emergência. Um motor que tinha essa característica era o do Omega 2-litros a álcool, embora não oficial. Há 20 anos, quando eu era editor técnico e de testes da Autoesporte, fizemos esse teste, secar o tanque que estava com álcool e colocar gasolina. Funcionou bem, mas com grande perda de potência, claro. Mas essa mesma indústria tinha de oferecer carros otimizados para gasolina também e, inversamente, que funcionassem com álcool, também em caráter de emergência, pois seria um motor inerentemente gastador. Ou seja, um carro 100% flex é utopia. Tinha de ser “gasoflex” e “alcoolflex”. O ciiente é quem escolhe.

        • Rodolfo

          Bob,

          Gostei da sua idéias de “gasoflex” e “alcoolflex”. Mas eu compraria um gasoflex.

          Só por curiosidade, meu pai tinha uma Caravan 2.5 – ano 1981 – a álcool, e ficou sem álcool no final dos anos 80 a mais de 100 km de casa, pois tinha acabado álcool em Santos/SP, então meu pai mandou encher o tanque com gasolina e a gente veio assim para São Paulo-SP.

          • Bob Sharp

            Rodolfo
            Naquele tempo a taxa de compressão do motores de Opala a álcool era baixa, 10,5:1, de modo que foi possível funcionar com gasolina sem risco à integridade do motor. Apenas a mistura ar-combustível ficou bem rica, mas isso não impediu que o veículo rodasse. Teria sido preciso ficar atento ao nível do óleo, se não subiu por possível diluição pela gasolina devido à mistura rica

        • KzR

          Bob, concordo integralmente. Trabalhar nesse limite seria muito arriscado pelo constante ajuste de ponto de ignição e riqueza da mistura. Todavia, em teoria, ele andaria mais. Já escutei professores de mecânica automotiva duvidarem da melhor performance gerada pelo uso de álcool por conta da taxa de compressão baixa. Suponho que o ajuste feito pela ECU em ignição e mistura permita extrair esse ganho.

        • KzR

          Interessante esse seu teste com o Omega 2-litros a álcool. Lembro que essa temática também foi levantada pelo CMF na matéria “carro flex: quem paga o pato”. Seria muito bem vindo se pudéssemos escolher o motor flex melhor taxado para determinado combustível – os tais gasoflex e etanoflex. Mas é o fantasminha Custo que dita a tendência de se projetar somente um motor e ineficiente. Metáfora perfeita citar o caso do pato, que não voa nem nada bem. E (para o mal) algumas montadoras “importadas” acabam por aderir a esse modelo para ganhar incentivos.

          100% flex só deixaria de ser utopia se fosse possível e prático alterar parâmetros fixos como a taxa de compressão. Ou ter um motor próprio para cada combustível, mas aí já muda de conceito – vira híbrido.

        • Carlos Eduardo

          BS, Mas não é pra isso que servem as centrais eletônicas? Obter o máximo desempenho do motor? Vejo hoje uma central eletrônica muito mais inteligente que permite o motor trabalhar no limite da extração de energia do combustível: taxa alta, ponto adiantado, giros altos, etc sem detonação, sem faltas ou quebra por mistura errada. Nesse ponto, as centrais são bastante eficientes, trabalham no limite, mas não permitem a pré ignição.
          .
          Sobre sua sugestão “emergencial”, eu discordo, pq os flex fazem isto que você sugeriu e vão além: permitem rodar o tempo inteiro com o combustível que preferir, de forma bastante satisfatória. QUem sai prejudicado é quem usa álcool, mas o carro quando roda na gasolina acaba sendo até superior por conta da taxa e do sistema de gerenciamento de pré ignição.

          Claro que ele não é nem um nem outro puramente, mas isso não é problema, essa é, de fato, a intenção!

      • Carlos Eduardo

        Exatamente o meu ponto de vista!
        Eu suponho que até o consumo melhore, por conta da maior taxa (desde que não sejam feitas outras modificações, como relação de câmbio, comandos, curso e diâmetro de pistões).

      • Carlos Eduardo

        exemplo disso aqui mesmo no AE
        Trecho da Matéira da nova s10:

        “Este motor 2.5 Ecotec surgiu em 2013 nos Estados Unidos, equipando
        inicialmente o Malibu e, curiosamente, lá desenvolve apenas 190 cv.
        Claro que só com gasolina. Provavelmente ganhou potência ao ter sua taxa
        de compressão aumentada de 10:1 para 11,2:1, para se tornar flex e
        visando obviamente melhor aproveitamento das características
        antidetonantes do álcool.”

    • Carlos

      Sim, seria isso mesmo. Mas vc ficaria limitado a usar uma gasolina premium, CARA e restrita
      Se viajasse com o carro ficaria na mão!

      Render é uma palavra mto vazia. Explica o que vc quer dizer com esse rendimento. Se for potência, todos os flex são mais potentes que os que lhe deram origem. Pra mim, isso é rendimento.

      • Rodolfo

        Carlos,

        Não tinha visto esta sua mensagem… Render quer dizer carro 100% gasolina fazer mais km/l que o flex usando gasolina.

        Agora desempenho é velocidade final e aceleração… que são função da potência do motor.

      • Rodolfo

        Por falar em desempenho, um carro 100% gasolina ou um carro 100% flex tem potência e troque maior que um flex, pois a taxa deles é a ideal e a do flex não.

      • Rodolfo

        Carlos,

        Melhor dizendo, render é muito genérico mesmo… quer dizer mais potência, mais torque e menor consumo… mas é isso mesmo que quis dizer, porque um carro 100% gasolina ou álcool com taxa ideal melhora todos estes fatores em relação a um flex.

        • Carlos Eduardo

          Você está enganado. TODO carro flex é mais potente que o gasolina que lhe deu origem! Por conta da taxa de compressão e do melhor gerenciamento do avanço da ignição.

          Se rendimento para você é potência e desempenho, tudo que você falou está errado. O flex rende mais, sob esse ponto de vista

          Se for economia, é difícil comparar porque não é apenas a taxa de compressão que muda. A injeção é outra, o mapa de injeção muda e você tem um carro mais potente nas mãos.

          E você ainda passa a poder optar por dois combustíveis, economizando na hora de abastecer. E isso tem que entrar na conta

          • Rodolfo

            Fala sumido…

            O que eu estou dizendo é que um carro 100% gasolina vai ter mais potência e economia de combustível em relação a um flex usando gasolina. E assim o mesmo raciocínio para um 100% a álcool em relação a um flex usando álcool.

  • Eduardo Cabral

    Pelo que eu entendo o gnloch está certo. Só quando o mato cresce que ele absorve CO2 da atmosfera. O que também deveria significar que… Quanto mais CO2 na atmosfera mais mato pode crescer.

    Eu ainda acho que a maior quantidade de CO2 na atmosfera é por causa do aumento de temperatura global (e não o contrário). Quanto mais fria a água, mais CO2 ela dissolve. E dissolve tanto CO2 que até o volume do gelo é maior que da água (único material que a densidade caí no estado sólido). Então, se você esquentar o a água do mar e derreter uns bloquinhos de gelo claro que o CO2 da atmosfera vai aumentar.

  • KzR

    Pelo que li a respeito, você está certo, Carlos. Não sei se será mais eficiente em termos de consumo, mas o flex em termos de desempenho, anda mais. A taxa mais alta é problemática pois levaria a detonação, corrigida facilmente pela central eletrônica.
    E a adição de álcool a priori tinha essa intenção de servir como antidetonante, substituindo um certo composto a base de chumbo, altamente cancerígeno. O que não concordo é essa adição sem critérios para tentar controlar o preço final do consumo.

  • Rogério Ferreira

    Arnaldo, sou grande apreciador de seus artigos, mas isso não quer dizer, que precisamos concordar com tudo, não é mesmo? Longe de querer levantar bandeiras de governos e usineiros, mas não sou um opositor do sistema flex, que aliás, sabemos que nem é uma invenção brasileira. Se nos primeiros sistemas, havia um desperdício de álcool, devido, especialmente a taxas de compressão baixas demais para aproveitar todo o potencial do combustível vegetal, como no caso do Gol Total Flex, de 2003, com 10,0:1 ou no Palio/Corsa 1.8, com meros 9,8:1…Hoje as coisas estão bem melhores… Os primeiros sistemas foram feitos às pressas, e dependiam de uma única sonda, para ajustar os parâmetros do A/F, Hoje são duas sondas, uma pré, outra pós-catalisador, a sintonia fica muito mais fina. No princípio, se não me engano eram uns 10 mapas gravados na eprom da central, e o processamento era lento, exigia que se rodasse de 10 a 20 km quando se trocava o combustível, para fazer o reconhecimento. Hoje, o reconhecimento é praticamente instantâneo com vários mapas. Essa questão do consumo do álcool é bem ambígua… Já tive todo tipo de carro, flex e não flex… no caso do Celta, que já tinha o benefício da taxa de 12,6:1, tive um só a gasolina e outro flex. Um depois do outro. e logo tive a oportunidade de mensurar o consumo de ambos, no mesmo trecho, com o mesmo combustível… Com gasolina, tiveram rendimento muito semelhante, em torno de 16 km/l (100% rodovia) em algumas medições, por incrível que pareça, o flex levou alguma vantagem… Já no caso dos Fiats e VWs, 1.0 da mesma época, sei que a reclamação é generalizada, mas o grande vilão, era o sistema Magneti Marelli feito às pressas, e que vivia perdendo os parâmetros de A/F. Já tive e tenho outros carros, que mesmo sem recorrer a taxas de compressão bem elevadas, consegue médias interessantes. no caso do 206. 1.4, com o competentíssimo sistema Bosch ME 7.1, conseguia médias, de 17 km/l na estrada com gasoálcool, e 12,5 km/l de álcool hidratado. Era bem mais que eu esperava do carrinho, que de quebra foi o mais econômico que tive, em que pese a taxa de 10:5:1… Penso que o 208 seja mais brilhante. No meu atual, um Novo Palio com o motor Essence 1.6, consumo dentro do esperado… 15,3 km/l de gasolina ou 11 km/l de álcool, em que pese a taxa de 10,5:1… Se ambos tivessem motores mais “taxados” o resultado, seria melhor, e duvido, que se fossem apenas a álcool ou apenas a gasolina, renderiam mais do que isso. Recentemente, li um comparando o consumo do up europeu com o brasileiro… Ambos em rodovias, sendo que no nacional, a aerodinâmica depõe contra… O resultado surpreendeu: O daqui, com gasoalcool e tudo, chegou aos 20 km/l e o de lá a 19 km/l. O álcool possui algumas vantagens ambientais, como a ausência de emissões de HC e de NOx. Mas você, Arnaldo, tem toda a razão, e eu tiro o chapéu, e faço coro quando se refere às políticas governamentais, que regulamentam o setor. É indecente o atual governo atender a choradeira dos usineiros e autorizar o aumento do percentual de álcool na gasolina para 27,5%, que vai condenar carros só a gasolina, especialmente os mais antigos, a inevitáveis falhas. A maléfica geração de energia, com o bagaço, conforme foi abordada, talvez seja uma tentativa desesperada de suprir a escassez energética, já que faltou planejamento e investimento no setor.Criminosa , também é a indexação do preço do álcool à gasolina, e não sei por que as Promotorias e Procons não enxergam isso. Está certo, hoje temos alternativas. Crises de Petróleo, como a de 1979, e crises do álcool como a de 1990, não nos obriga a ter que deixar nossos carros na garagem. Mas existe um longo caminho a ser percorrido, para chegarmos aos benefícios. No Brasil do pré-sal, não faz sentido uma gasolina alcoolizada.

  • Eduardo Jorge R. A. Silva

    Talvez a solução esteja no álcool de 2ª geração, em que parte da celulose é quebrada por enzimas para formar mais açúcar e a partir daí álcool (se entendi bem o processo). Teoricamente restará menos resíduo vegetal para a queima, mas o quanto, sinceramente, não vi em nenhum lugar.