DSC08882  A VERSÁTIL HONDA CB 500 F, NO USO DSC08882

Uma moto cujo destaque é a versatilidade. Não é expoente em nada, não é a mais rápida, não é a mais veloz, não é a mais isso ou mais aquilo, mas ela nos conquista pela média, por ser boa em tudo. O motor bicilíndrico de 471 cm³ gera 50,4 cv a 8.500 rpm e 4,55 m·kgf a 7.000 rpm; e ela é uma moto leve, pesa 190 kg com tanque cheio (180 kg a seco), o que representa só 29 kg mais que uma CB300 R. Essa boa relação peso-potência (3,6 kg/cv sem o piloto) lhe dá uma aceleração de dar gosto.

As seis marchas são próximas, então é tratar de meter marcha atrás de marcha em rápidas sucessões, o giro caindo muito pouco ao entrar a marcha seguinte, que nesse ritmo ela acelera para valer. Com carros tenho mais facilidade em acertar os tempos da aceleração do zero aos 100 km/h, mas me arrisco a dizer que esta moto o faz na casa dos 5 segundos, o que é algo respeitável, rápido; poucos carros a superam na arrancada, bem poucos.

 

Boa para tudo  A VERSÁTIL HONDA CB 500 F, NO USO DSC08916

Boa para tudo

O conjunto é muito bom. Ela toda é certa; com ótima ciclística, comandos precisos, boa ergonomia, pouco peso, tamanho médio, ágil, suspensão não muito dura, no ponto, e com suficiente curso para enfrentar piso ruim e buracos inevitáveis, além das lombadas. Uma excelente naked para quem quer entrar no mundo das big bikes e ainda não se acha suficientemente experiente para dominar com tranqüilidade uma moto mais pesada e, digamos, estúpida. Esta, não.

Esta é um “docinho”. Escrevo aqui “docinho”, pois essa é a palavra que sempre me tem vindo à boca quando perguntam sobre ela. Um docinho porque ela é dócil, muito equilibrada e obediente. Obedece imediatamente a qualquer comando, seja para acelerar rápido, seja para frear forte, seja para deitá-la e levantá-la nas curvas, seja para passear devagar em giro baixo só curtindo a brisa.

 

Boa companheira, seja para o dia-a-dia ou estrada  A VERSÁTIL HONDA CB 500 F, NO USO DSC08879

Boa companheira, seja para o dia-a-dia ou estrada

É uma moto que agrada no dia-a-dia, porque além de “maneira” não é uma moto calorenta no trânsito — de seu motor e radiador não vêm lufadas quentes — e também agrada em viagens de fim-de-semana. Não há como não gostar dela.

Na década de 1980 tive uma CB400 nacional, motor preparado pela Projeto H, e andar nesta CB500 F me trouxe reminiscências dessa boa moto, principalmente pelo porte e posição de dirigir. Na certa os saudosos das CB400 e CB450 terão nela a sua versão moderna, claro que em muito melhorada, em tudo. Absolutamente tudo, menos a posição da garupa, que nesta é elevada em relação à sela do piloto. Prefiro sela plana, com mesma altura entre piloto e garupa, para que a moça que ali vai se abrigue atrás de nós. Além disso, a garupa sentando mais baixo há menor elevação do centro de gravidade do conjunto.

 

São 50,4 cv que não nos deixam passar vontade  A VERSÁTIL HONDA CB 500 F, NO USO DSC08895

São 50,4 cv que não nos deixam passar vontade

Também não é muito do meu agrado o painel digital. O conta-giros está de difícil legibilidade. Na verdade, ainda não encontrei um mostrador digital de moto com tão rápida leitura quanto à de um bom analógico. Acho isso importante principalmente para motos, pois com elas temos que redobrar a atenção com o que vai adiante e perder menos tempo olhando os mostradores. Perigos secundários para um carro são prioritários para uma moto: buracos, veículos dirigidos por descuidados, areia no asfalto, óleo, trecho molhado em sombreados etc. Prefiro os ponteiros dos mostradores analógicos, pois com eles basta uma batida de olho para que saibamos o necessário.     

 

Conta-giros digital não muito legível quando sob luz forte  A VERSÁTIL HONDA CB 500 F, NO USO DSC08906

Conta-giros digital não muito legível quando sob luz forte

 

A naked CB500 F tem duas irmãs mais novas — elas foram lançadas este ano e a naked ano passado — com as quais compartilha o mesmo conjunto motriz, a esportiva CB500 R e a crossover CB500 X. Esta naked é a que me parece a mais versátil, pois sua posição de montada é a mais tradicional para as motos, tempo em que uma só moto tinha que encarar todas. O guidão da naked é um pouco mais alto que o da esportiva e um pouco mais baixo que o da crossover, portanto, não é baixo a ponto de nos cansar as costas por ficar muito tempo debruçado numa viagem longa, como é o caso da esportiva, nem alto a ponto de nos deixar escorando muito vento no peito, caso da crossover. Nas crossover se resolve isso com uma bolha protetora, porém, se você não é muito chegado a essas bolhas, como eu, preferirá a posição proporcionada pela naked, com os braços mais baixos e juntos, o que nos deixa mais “aerodinâmicos” e dispensa a bolha.

 

Posição tradicional de montada  A VERSÁTIL HONDA CB 500 F, NO USO DSC08858

Posição tradicional de montada

Na estrada, em 6ª marcha e a 120 km/h reais o giro vai a 6.000 rpm. O motor gera potência de sobra a essa rotação. A 6ª poderia ser um pouco mais longa e se percebe isso quando volta e meia, instintivamente, buscamos uma marcha mais. Mas não chega a incomodar, pois a esse giro o motor vai liso e até permite manter velocidades de cruzeiro mais altas. O corte de rotação, limpo, ocorre a 9.000 rpm.

 

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Freios ABS a encarecem em R$ 1.500

Na estrada fez média de 25 km/l, o que reputo econômica para o desempenho. Com seu tanque de 15,7 litros a autonomia é de quase 400 quilômetros.

Custa R$ 22.000. Com freios ABS o preço aumenta para R$ 23.500.

AK

Fotos: autor

FICHA TÉCNICA HONDA CB 500 F
 
MOTOR
Tipo4-tempos, dois cilindros paralelos, refrigeração líquida. duplo comando, quatro válvulas por cilindro, árvore de balanceamento, gasolina
Diâmetro x curso67 x 66,8 mm
Cilindrada471 cm³
Potência máxima50,4 cv a 8.500 rpm
Torque máximo4,55 m·kgf a 7.000 rpm
Formação da misturaPGM-F1 com corpos de borboleta de 34 mm
IgniçãoTransistorizada digital controlada por computador, avanço eletrônico
Taxa de compressão10,7:1
Sistema de partidaElétrica
TRANSMISSÃO
N° de marchas do câmbioSeis
Transmissão finalCorrente selada com O-ring
EmbreagemMultidisco, comando mecânico
CHASSI
QuadroDiamond cm tubos de Ø 35 mm
Cáster25°30′
Avanço103 mm
Suspensão dianteiraGarfo de 41 mm, curso 109 mm
Suspensão traseiraPro-Link monomola com 9 posições de pré-carga, curso 119 mm
Freio dianteiroDisco ondulado de Ø 320 mm, pinça de 2 pistões
Freio traseiroDisco ondulado de Ø 240 mm, pinça de 1 pistão
ControleABS opcional
Pneu dianteiro120/70R17
Pneu traseiro180/60R17
DIMENSÕES, PESOS E CAPACIDADES
Comprimento2.075 mm
Largura780 mm
Altura (com espelhos)1.060 mm
Entreeixos1.409 mm
Altura da sela785 mm
Peso em ordem de marcha190 kg (com ABS, 192 kg)
Tanque de combustível15,7 litros
INSTRUMENTAÇÃO
ItensVelocímetro e conta-giros digitais, hodômetro totalizador e parcial, consumo instantâneo e médio, relógio, luzes-testemunha
ILUMINAÇÃO
FarolSuperfície complexa, lâmpada halógena H4
DESEMPENHO E CONSUMO
Velocidade máxima (est)176 km/h
Consumo médio (EUA)25,5 km/l

Sobre o Autor

Arnaldo Keller
Editor de Testes

Arnaldo Keller: por anos colaborador da Quatro Rodas Clássicos e Car and Driver Brasil, sempre testando clássicos esportivos, sua cultura automobilística, tanto teórica quanto prática, é difícil de ser igualada. Seu interesse pela boa literatura o embasou a ter uma boa escrita, e com ela descreve as sensações de dirigir ou pilotar de maneira envolvente e emocionante, o que faz o leitor sentir-se dirigindo o carro avaliado. Também é o autor do livro “Um Corvette na noite e outros contos potentes” (Editora Alaúde).

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  • Thiago

    Próximo dela em porte e condução tem a NC700x. Com 52 cv a 6200 rpm causa estranheza em quem está acostumado a cortar giro em 11-12-13 mil rpm nas motos mais esportivas. Substitui bem uma moto pequena considerando o compromisso economia x pilotagem x segurança. Tem um freio excelente. Para quem tem 1,60~1,80 m vejo-a como excelente. Essa 500 parece um pouco menor. A antiga 500 é curtíssima e cansa rápido o condutor.

  • Marcos Alvarenga

    Tenho uma CB 500 da virada do milênio como minha primeira moto, e muito do que foi dito se aplica a ela também:
    Extremamente dócil, sem as brutalidades que uma Hornet, por exemplo, proporcionaria, às vezes em situações perigosas.
    Essa é ainda um pouco mais leve, com 173 kg. Ainda tem 4 cavalinhos a mais. Mas o carburador cobra seu preço no consumo, pois nunca passei de 16 km/litro com gasolina Podium.

    Andei numa dessas novas dia desses, e fiquei com a impressão de estar em uma moto menor. Talvez pelo tamanho reduzido do tanque. Mas gostei muito do resultado, e achei o motor um pouco menos girador e bem mais torcudo em baixa, tornando guiar na cidade ainda mais fácil.

    Acho que não poderia ter feito melhor escolha para entrar no mundo das motos.

  • BlueGopher

    Também tive uma CB400 nos velhos tempos, e realmente aquele painel analógico (à la Wolfsburg, como gosta de dizer o Bob) era insuperável.
    Certas modernidades (sinônimos de reduções de custo) como esta bem que poderiam ser dispensadas.

  • c4vitesse

    Gosto dessa motocicleta, mas pelo preço do seguro e risco de assalto em São Paulo eu nem considero mais comprar Honda.

    • Bosley de La Noya

      Falou tudo C4. Infelizmente aqui na grande São Paulo, dificilmente o proprietário de uma moto dessas não seria abordado por esse bando de malacos que se reproduzem como moscas, amparados por leis frouxas e ainda considerados coitadinhos e injustiçados pela sociedade.
      Se começassem a mandar essa raça pra vala, andar de moto em São Paulo voltaria a ser um prazer, e não um risco de vida.
      Entretanto num país onde se valoriza o marginal e se pune o trabalhador, possuir algo como uma simples moto se torna cada vez mais difícil.

  • Boni

    Arnaldo, qual a sua altura? Ficou confortável nela?

    • Angelito

      1,80 m, ele fala no vídeo. Ele ficou confortável, para uma pessoa até 1,70 m também ficaria.

  • Eduardo Silva

    De que adianta uma moto excelente aqui em São Paulo se a gente compra para entregar para o próximo bandido querendo dar um rolê no baile com ela e depois enfiar numa bocada e ficar andando sem placa, retrovisor e capacete?

    Vou para o trabalho de Lead e mesmo assim, na semana passada, arrombaram o baú e levaram capacete, luva e capa de chuva. Perguntei para o policial que estava por lá o que poderia acontecer se eu fosse embora sem capacete e ele afirmou que eu perderia a carteira mesmo que estivesse com zero pontos. Faz sentido? A quem eu estaria colocando em risco além de mim? Mas não, foi muito mais inteligente deixar a moto lá, pagar táxi ida e volta para ir a um shopping àquela hora comprar um capacete. Quem é vítima tem que se lascar mesmo.

    Desculpe o desabafo. Há anos tenho condições de comprar as motos com as quais sonhei mas não tenho coragem de deixar filhos órfãos porque a segurança pública não dá a mínima para o direito à propriedade no Brasil. E nem o direito à defesa.

    Um indivíduo armado pode entrar sozinho em um restaurante e assaltar 200 pessoas porque estão, como o governo decidiu à revelia da escolha da população, indefesos.

    • Leonardo Mendes

      Toda vez que chega o boleto do meu consórcio da GSR 125S eu penso nisso que você citou em seu comentário… e me pergunto se não seria melhor tentar vender a cota e me livrar desses perrengues todos.

      É olha que já sou escolado nesse assuntos, minha saudosa Falcon EAA-9444 foi levada em 2008 para nunca mais.

  • Angelo_Jr

    176 de máxima, eu não cogito passar de 130 com uma moto dessas (rs)

    No mais, é interessante notar que a versão carenada tem um campeonato monomarca, a Copa CBR500F

  • Boni

    Angelo, muito obrigado. Eu não tenho acesso ao Youtube aqui do trabalho. Imagino que eu, com meus 1,94m, não ficaria muito confortável. Talvez a CB500X seja mais apropriada.

    • Boni, O primo Paulo tem 1,90 m e ele pilotou esta naked e gostou da posição. Vale testar as duas.

      • Angelo_Jr

        Interessante a informação, tenho 1,86 m, e as vezes já me pego sofrendo um pouco com motos mais urbanas, ainda não tive o prazer de uma esportiva (só tenho 20 anos e nenhum autocontrole, melhor esperar um pouco), que pelo que me falaram fazem os altos sofrerem.

        • Fórmula Finesse

          Não seja um doador de órgãos antes do tempo, deixe a adrenalina baixar e pegue uma motor mista para se acostumar as demandas das duas rodas (falo por experiência própria).

          • Angelito

            Com certeza, tenho hojr uma XTZ 250 Lander, mas ainda não estou me aventurando na cidade com ela. Estou tentando arranjar algum curso para motos, mas nada do tipo “como dirigir uma esportiva”, queria um curso pra me ensinar como andar na cidade mesmo. Sei de um curso que a Honda, numa bonita atitude, oferece para qualquer um, mesmo aqueles sem motos Honda. Infelizmente, várias cidades não tem, incluindo a minha (Florianópolis). Se fores da região também e puderes me indicar algo, agradeço

  • Mineirim

    AK,
    Você citou a CB 400 e me veio uma saudade daquela máquina…
    A suspensão traseira convencional, apesar de robusta, não dava muita segurança, mas a moto acelerava muito bem e tinha a posição da garupa exatamente do jeito que tem que ser.

  • Luiz_AG

    Eduardo, faço minha as suas palavras. Também tenho uma Lead e me estouraram o baú, só que não se interessaram pela capa de chuva. Eu estou começando a cancelar compromissos em SP. Transporte público inexistente, carro impossível e moto rouba, me limito a usar moto para ir embora para minha cidade todo final de semana. E agora sem agua… O que restou dessa cidade, pergunto eu…

    • César

      Luiz AG.

      Também tenho uma Lead e fiz um investimento do qual não me arrependo, comprei um capacete de marca conceituada. Não dos mais caros, mas para um mero “aspirante” a uma moto de alta cilindrada, já é alguma coisa. E mesmo morando numa cidade do interior do RS, tenho o maior receio de ter o baú arrombado e o capacete roubado. Pior: ter que correr atrás de comprar outro para poder voltar para casa, como aconteceu com o colega. Pior: aqui onde moro é impossível adquirir um fora do horário comercial. Um baita contratempo. Por ora, o que tenho feito é levar pendurado no braço. Só que aí o scooter perde o sentido, pois o porta-objetos foi justamente o que me fez comprá-lo.
      Acho que a trava da sela da Lead é muito fraca. Nunca tive Biz, mas me parece que o sistema dela é mais resistente (pena que não cabe o capacete…).
      CSS

      • César, tenho uma Biz e nela cabe qualquer capacete.

        • HorsePower

          Será que a trava da PCX é melhor? Tive o mesmo problema que o colega lá em cima que falou no seguro da Kawasaki, mais de R$ 4 mil. Ai ficou inviável…

  • Luiz Leitão

    Engraçado, antigamente, o “F” era de Four. E agora, o que será que significa? Uma bela máquina, gostei pacas.

    • Mickael Fernandes

      Amigo, se não me engano, agora seria de “Fun”, remetendo à categoria “Fun Bike”.

      • Carlos Eduardo

        A Honda chama de Fun, mas as demais montadoras usam o F para Faired (carenada)
        Como a CB600F ou a XJ6F

        • Mickael Fernandes

          De fato, mas talvez dependa também do modelo. Como adendo, cheguei a ver outras marcas utilizando como Fun também, só não lembro o modelo específico para lhe mostrar.

  • César

    Como aguardei este post! Ansioso! Pena que não posso comprar agora, mas é uma motocicleta muito bacana. Só preferia um painel analógico (acho que já comentaram sobre isso mais abaixo), mas é um mero detalhe. Outra coisa que a moto merecia, até considerando o valor, seriam os discos de freio de ambos os lados da roda dianteira. Esteticamente fica com muito mais cara de moto esportiva de alta cilindrada e tenho certeza que o acréscimo no valor de produção é irrisório.
    Abraço. CSS

  • Comentarista

    Morro de vontade de ter uma moto. Uma 500x que é linda ou uma v-strom 650. Mas somente para viagens. Mas no momento não posso. Crianca em casa. Deixarei para quando aposentar rsrs

  • Lucas dos Santos

    Gostei da moto, da avaliação e, principalmente, do formato do vídeo. Mandou muito bem!

    Fiquei curioso para saber as relações de transmissão dessa motocicleta. Você saberia nos informar, Arnaldo?

  • Alex

    O problema é o valor do seguro dela… ainda se comparado ao da Kawasaki er6n.
    Paguei $ 1,2 mil da minha Kawasaki 2013, fiz a cotação do seguro da CB e este bateu em $ 4 mil.
    Eu entendo que existe a questão da revenda, do nome da marca… mas com este valor de seguro chega a ser quase proibitivo ter uma dessas.

    • José Rodrigues

      Salve, Alex,

      Tenho também uma ER-6N, e na época que comprei (final de 2013) avaliei também a CB 500. O custo-benefício da Honda infelizmente é pior que o da Kawasaki, que tem mais potência, mais presença, mais refinamento por preço pouca coisa maior.

      Seguro, no meu caso que tenho garagem em casa e no trabalho, não vale a pena; é “segura na mão de Deus” mesmo (mas o plano de saúde é bom, hehehe). Quando cotei, estava da ordem de 4000 reais por ano (o da Kawasaki), então sem a menor chance.

      Abraço.

  • Fórmula Finesse

    Motoca bacana, bela companheira para curtir duas rodas sem grandes apreensões. A GS500 da Suzuki (vinte anos atrás), acelerava no mesmo tempo até os 100, e chegava nos 179 km/h reais. O foco hoje não é performance, mas desempenho e tocada linear. A Honda é especialista em motos “civilizadas”.

  • André Stutz Soares

    Bela moto, um ótimo meio termo. Pena que, enquanto morar em São Paulo, não terei mais moto. Vendi minha CB300-ABS, uma moto muito boa, justamente pelas razões que vários já colocaram. Assaltos, furtos, seguro que é quase o preço de outra moto. Um dia, isto há de mudar, e os bandidos não vão mais mandar no país – a começar de Brasília.

  • Rogério Ferreira

    Não precisa de mais, nem de menos… 600 para cima não é para motociclistas de pouca prática… A Hornet anda matando muito por aqui, Recentemente, morreu uma pessoa bem conhecida aqui na minha cidade, ao não conseguir fazer uma curva em sua Suzuki GSX R 750, que veio a colidir com uma D-20 que vinha no sentido contrário, e ambos os veículos se incendiaram.. O cara sai de uma 350 e pensa que é a mesma coisa, Essa 500 aí é perfeita, um degrau necessário para chegar ao topo.

  • Orizon Jr

    Me dói o coração ver uma reportagem como essa. Uma máquina belíssima. sem dúvida. Tive uma CB 450 1985, entre 2000 e 2003. comprei a moto com inacreditáveis 7000 km e vendi com quase 15000 km. Passei alguns sustos, mas nunca caí.

    No trabalho, tive que dar a notícia para uma mãe que seu filho havia falecido depois de um acidente (de moto) na Dutra, entre SJC e Caçapava.

    Depois desse dia, risquei as duas rodas da minha vida.

    Sem dúvida alguma uma belíssima moto esta CB500… No meu alcance monetário, mas com essa segurança pública pífia e um trânsito tão violento – para mim –- um sonho inviável.

    Me desculpem o tom depressivo do meu comentário.

    Forte Abraço a todos

    • Engraçado, se fosse um acidente de carro você também ia “riscar as quatro rodas da tua vida”??? Morre-se quando chega a hora.