DSC00931 R  SUZUKI SWIFT SPORT, TRANSPORTE E ESPORTE DSC00931 R

É um simples hatchback quatro-portas de 3.890 mm de comprimento com entreeixos de 2.430 mm, portanto compacto como tantos outros no mercado, motor 1,6-l, câmbio manual (seis marchas), feito para transporte pessoal como tantos outros. Só que debaixo da pele de cordeiro está um leão que arranca sorrisos de quem o dirige, especialmente quem aprecia qualidades dinâmicas. Custa R$ 74.990 e começa ser vendido em poucos dias. É o Suzuki Swift Sport, trazido do Japão pela Suzuki do Brasil, empresa do Grupo Souza Ramos que, como se sabe, tem grande e já antiga operação da Mitsubishi aqui no Brasil, inclusive com fábrica exemplar em Catalão (GO).

 

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Estilo da traseira bem elaborado, duas saídas de escapamento

Como se vê na foto de abertura, a apresentação à imprensa foi no autódromo Velo Città, do Grupo Souza Ramos, localizado em Mogi Guaçu, a 175 km a nordeste da capital paulista. Eu já disse que autódromo não é local ideal para apresentar produto, uma vez que se perde um pouco a noção de desempenho, mas por outro lado se presta, idealmente, para avaliar comportamento do veiculo em utilização realmente forte, e nessa condição o Swift Sport mostrou as garras do leão.

 

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Visão dos boxes na Velo Città

A suspensão é a trivial dupla McPherson-eixo de torção, mas o resultado do trabalho de engenharia da Suzuki é surpreendente. Mesmo com o controle e estabilidade e tração desligado, a atitude em curva é a dos melhores carros preparados para corrida. Patinagem da roda interna e saída de frente zero, com atitude milimetricamente de traseira para fora (não é sobreesterço) e rolagem mínima. É um comportamento do tipo pronto para entrar numa corrida e que fará a felicidade de quem participa de track days. E nada de suspensão dura feito pau, pelo contrário (subir e descer das lavadeiras nas curvas de autódromo dá para avaliar). E nada também de suspensão elevada, “para maus caminhos”, ótimo.

O Swift conta com barra estabilizadora e subchassi dianteiros e os amortecedores têm molas helicoidais expansoras internas que ajudam as rodas internas a serem pressionadas contra o solo (solução já vista na Palio Adventure Locker) e o eixo traseiro de torção são atrelados ao monobloco por buchas que produzem ligeira convergência na roda traseira externa à curva sob carga lateral.

 

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Interior bem arranjado e agradável

O motor de aspiração atmosférica é estado da arte, só não tendo injeção direta: bloco e cabeçote de alumínio, duplo comando acionado por corrente com variador da fase na admissão, quatro válvulas por cilindro atuadas diretamente por tuchos-copo hidráulicos, coletor de admissão de dois roteiros. Com 1.588 cm³ mediante diâmetro dos cilindros de 78 mm por 83 mm de curso dos pistões, desenvolve nada menos que 142 cv a 6.900 rpm e 17 m·kgf a 4.4.00 rpm, mas tem pegada em baixa forte. A biela de 136 mm resulta numa relação r/l de 0,305 mm, portanto boa para  suavidade.

O escapamento é duplo da região sob o banco traseiro para trás, com abafadores individuais e duas saídas. Todo o sistema é de aço inoxidável, emitindo uma nota incitante a acelerar, porém sem exagero.

 

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Simpático

O transeixo com câmbio de seis marchas, 5+E, tem ré sincronizada e em 6ª a 120 km/h deixa o motor quieto a 3.400 rpm (v/1000 35,1 km/h) e na velocidade de 202 km/h em 5ª são 6.650 rpm, 250 rpm abaixo do pico de potência. Os pneus são Yokohama Advan A13 195/50R16V e os freios, a disco nas quatro rodas com ABS 9.

O carro é leve, 1.065 kg, são 7,5 kg/cv e por isso acelera bem, 0-100 km/h em 8,7 segundos. Aliás, potência maior num 1,6-l aspirado, só o Honda Civic VTI que chegou ao Brasil em 1993, cujo motor com tecnologia VTEC produzia 160 cv a 7.600 rpm e 15,3 m·kgf a 7.000 rpm. Hoje o Swift Sport é o carro 1,6-l aspirado mais potente do mercado brasileiro. O que chega mais perto é Sigma 1,6 do Focus, com 135 cv com álcool, pois a gasolina são 131 cv.  No Suzuki a taxa de compressão é 11:1 e gasolina indicada na portinhola do tanque é de 95 octanas RON, portanto funciona normalmente com gasolina comum ou comum aditivada.

Versão R

A Suzuki brasileira criou uma versão chamada Swift Sport R, que consiste de rodas 17-pol. com pneus 205/45R17Y Pirelli PZero, de tampa do cabeçote vermelha, pintura bicolor com teto combinando com as carcaças dos espelhos e emblemas R na carroceria. Custa R$ 81.990 e pode vir com kit multimídia com navegador GPS, mais R$ 4.000.

 

Nesse caso a v/1000 em 6º sobe para 36 km/h e a rotação a 120 km/h cai para 3.300 rpm, em compensação deixando o motor mais longe da rotação de potência máxima na velocidade final, 6.500 rpm, 400 rpm abaixo, possivelmente prejudicando a velocidade máxima. Em nova compensação, a capacidade de curva aumenta bem. Tento neste quanto no Swift Sport normal o estepe é temporário fino para ocupar pouco espaço no porta-malas de apenas 212 litros.

 

Crédito Sergio Chvaicer_3-4 frente r  SUZUKI SWIFT SPORT, TRANSPORTE E ESPORTE Cr  dito Sergio Chvaicer 3 4 frente r

O bicolor R (foto divulgação/Sergio Chvaicer)

O Swift em sua quinta geração foi lançado na Europa no final de 2012 e é muito agradável de dirigir. O câmbio tem engates precisos e leves e a carga do pedal de embreagem é bem baixa. As sapatas dos pedais  são de alumínio e há um vasto apoio de pé esquerdo; o punta-tacco é fácil. Mas é preciso ficar atento ao conta-giros num momento de aperto,  pois o corte de rotação é a apenas 7.000 rpm e limpo.

Bancos dianteiros vem envolventes (tecnologia Recaro, segundo o importador) com ajuste de altura para o do motorista, de altura e volante de direção de Ø 370 mm e da ancoragem do cinto, e três cintos de três pontos e apoios de cabeça no branco traseiro mostram cuidado com a segurança. Para quem faz questão, o Swift recebeu cinco estrelas no Euro NCAP. Os faróis são bixenônio alto e baixo e há faróis de neblina, mas não a luz traseira para esse fim. Falta a faixa degradê no pára-brisa mas há repetidoras direcionais nos espelhos e pisca-3.

Com seu entreeixos curto não poderia haver milagre no espaço para pernas no banco traseiro, mas dá para dois passageiros se acomodarem bem, três com algum aperto entre ombros. Os vidros traseiros baixam totalmente e há acionamento elétrico para todos, um-toque para descer no do motorista.

 

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“Sentado atrás de mim”

Faltaram informações de consumo, que no mercado europeu é 11,9 km/l na cidade e 19,2 km/l na estrada. Aqui, com a nossa “gasalcoolina”, pode-se contar com algo em torno de 10 e 15 km/h, respectivamente.

O Swift Sport chega para quem está mirando o Audi A1, o MINI 1,5 de três cilindros e o Citroén DS3 e custa menos que esses três.  A previsão de vendas é modesta, apenas 100 unidades por mês.

Quem comprar um não terá por que se arrepender.

BS

Mais fotos: (veja ficha técnica e lista equipamentos após)

 

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Bem perto de “Wolfsburg”, boa legibilidade

 

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Braço de suspensão bastante próximo da horizontal: bom sinal

 

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Nada de cáster excessivo, nota 10

 

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Cintos de três pontos retráteis e apoios de cabeça para três

 

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Porta-malas de 212 litros, podia ser mais; banco traseiro dividido 1/3-2/3, bom

 

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Estepe temporário estreito

 

DSC00922 r  SUZUKI SWIFT SPORT, TRANSPORTE E ESPORTE DSC00922 r

Roda de 17 pol. elegante

 

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Para não ficar dúvida, gasolina 95 RON

 

FICHA TÉCNICA SUZUKI SWIFT SPORT
 
MOTOR
TipoQuatro tempos arrefecido a líquido
InstalaçãoDianteiro, transversal
Material do bloco/cabeçoteAlumínio
N° de cilindros/configuração/mancaisQuatro/em linha/cinco
AspiraçãoNatural
Diâmetro x curso78 x 83 mm
Cilindrada1.588 cm³
Taxa de compressão11:1
Potência máxima142 cv a 6.900 rpm
Torque máximo17 m·kgf 4.400 rpm
Corte de rotação7.000 rpm, limpo
N° de válvulas por cilindroQuatro, atuação direta por tucho-copo hidráulico
N° de comandos de válvulasDois, no cabeçote, corrente, variador de fase na admissão
Formação de misturaInjeção no duto
Comprimento geométrico da biela136 mm
Relação r/l0,305
CombustívelGasolina de 95 octanas RON
TRANSMISSÃO
EmbreagemMonodisco a seco, comando hidráulico
CâmbioTranseixo dianteiro de 6 marchas manuais à frente e ré, tração dianteira
Relações das marchas1ª 3,615:1; 2ª 2,047:1; 3ª 1,518:1; 4ª 1,158:1; 5ª 0,918:1; 6ª 0,794:1 ré 3,481:1
Relação do diferencial3,944:1
SUSPENSÃO
DianteiraIndependente, McPherson, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora
TraseiraEixo de torção, mola helicoidal e amortecedor pressurizado
DIREÇÃO
TipoPinhão e cremalheira, assistência elétrica indexada à velocidade
Diâmetro mín. de curva10,4 m
N° de voltas entre batentes2,8
FREIOS
De serviçoHidráulico, duplo-circuito em diagonal, servoassistido a vácuo
DianteirosDisco ventilado
TraseirosDisco
ControleABS, EBD e auxílio à frenagem
RODAS E PNEUS
RodasAlumínio 6Jx16 (“R” 7Jx17)
Pneus195/50R16V (“R”205/45R17Y)
Marca e tipo no carro testadoYokohama Advan A13 (“R” Pirelli PZero)
EstepeTemporário, seção estreita
PESOS
Em ordem de marcha1.065 kg
Carga máxima455 kg
CONSTRUÇÃO
TipoMonobloco em aço, hatchback 4-portas, 5 lugares, subchassi dianteiro
DIMENSÕES EXTERNAS
Comprimento3.890 mm
Largura1.695 mm
Altura1.510 mm
Distância entre eixos2.430 mm
Bitola dianteira/traseira1.470/1.475 mm
Distância mínima do solo130 mm
CAPACIDADES
Porta-malas212 L
Tanque de combustível42 L
DESEMPENHO
Aceleração 0-100 km/h8,7 s
Velocidade máxima202 km/h
CONSUMO (EUROPA)
Cidade11,9 km/l   (8,4 l/100 km)
Estrada19,2 km/l   (5,2 l/100 km)
CÁLCULOS DE CÂMBIO
v/1000 em 4ª/5ª30,4 km/h (“R” 35,1 km/h)
Rotação em 6ª a 120 km/h3.400 rpm (“R” 3.300 rpm)
Rotação em vel. máxima, 5ª6.650 rpm (“R” 6.500 rpm)
GARANTIA
Prazo3 anos

 

SUZUKI SWIFT SPORT, PRINCPAIS EQUIPAMENTOS
 
Acionamento elétrico de travas e espelhos
Acionamento elétrico dos vidros, 1-toque descida porta motorista
Ajuste de altura do banco do motorista
Ajuste de altura e distância do volante de direção
Ar-condicionado automático mono-zona
Banco traseiro com encosto dividido 1/3-2/3
Bancos esportivos
Bolsas infláveis de cortina
Bolsas infláveis frontais
Bolsas infláveis laterais
Comando de áudio no volante
Comando interno da abertura da portinhola do tanque
Computador de bordo
Controlador de velocidade de cruzeiro no volante
Defletor de teto
Faróis bixenônio, com lavador e ajuste automático do facho
Faróis de neblina
Fixação Isofix para bancos infantis
Imobilizador de motor
Jogo de sotretapetes Swift Sport
Mulimídia com MP3, toca-DVD, Mini-SD Card, GPS, Bluetooth com áudio streaming, interface iPod (opcional para o “R”)
Partida por botão/chave de presença
Porta-revistas nas costas dos bancos dianteiros
Rádio/toca-CD,MP3, Bluetooth com áudio streaming
Repetidora dos indicadores de direção nos espelhos
Sensor de estacionamento traseiro
Volante esportivo em couro com costura vermelha

Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

Publicações Relacionadas

  • CorsarioViajante

    Mesmo com qualidades, vai ser difícil de vender.

    • Bob Sharp

      Corsário,
      Não para quem dirigir um, garanto.

      • CorsarioViajante

        Mas Bob, me pergunto, naõ temos nesta faixa outros carros tão bons de dirigir quanto?

      • Leming

        Bob,
        E como se compara ao SX4 com motor de 150cv 2.0 (pelo que me lembro de cabeça)? Já que o preço e o mesmo ou mais barato…

        • Bob Sharp

          Leming
          Ainda não dirigi o SX4.

    • Antônio do Sul

      Às vezes, quando se começa a pôr sofisticação onde não precisa, como vem acontecendo com frequência, começamos a sentir saudades do feijão com arroz bem caprichado. Esse carro me parece exatamente isso: o trivial muito bem feito, com um grau de sofisticação na medida do necessário. É carro para quem gosta de carro, e não de videogame.

      • CorsarioViajante

        Pode ser, eu mesmo não faço muita questão de sofisticação inócua. Mas daí volta a história, quem paga preço de alta gastronomia em arroz e feijão caprichado?

  • Davi Reis

    A Suzuki acertou em cheio com esse Swift, o único deslize foi o preço. Falar que o carro no Brasil é caro, é chover no molhado, mas por essa faixa de preço, os hatches médios com motor turbo chamam muito a atenção. Claro que o Swift é mais divertido que eles, a proposta é bastante diferente, mas na faixa de 308 THP, Golf e Focus 2.0 fica difícil competir. Os três também não vão deixar ninguém querendo mais potência ou diversão, e ainda levam vantagem no espaço, praticidade e equipamentos. Acredito que vá vender bem mesmo assim, mas se fosse um pouco mais barato, venderia ainda mais (e é o que merece).

    • CorsarioViajante

      O problema são as “peneiras”… A grande maioria já foge da Suzuki. Dos que restam, poucos encaram um Suzuki importado de forma limitada e por tempo incerto. Daí, destes que topam um Suzuki de futuro absolutamente incerto, ainda serão assediados por um monte de rivais com qualiades e preços similares… Me parece que vai levar este carro quem, no fim, quiser a exclusividade de ter um modelo raro.

      • Bob Sharp

        Corsário
        E quem dirigir um, acredite.

      • Davi Reis

        Tem esse problema também, a saída abrupta da Suzuki do Brasil em 2003 assustou muitos donos. Em muitas cidades a rede também não é consolidada, aqui em Belo Horizonte mesmo, existem só duas concessionárias (e uma delas eu vejo com frequência fazendo a manutenção dos carros em uma oficina próxima, que não é das melhores). Acho que esse carro vai encontrar seu público entre os mais entusiastas, que participam de track days, com dinheiro sobrando (talvez até como segundo ou terceiro carro) ou então entre os jovens mais puristas que gostam de carros pequenos de boa dinâmica e que não precisam de muito espaço.

    • Davi Reis

      Andei no carro essa semana e acabei passando por aqui de novo pra refrescar o teste na memória, e fiz questão de voltar pra reafirmar: a Suzuki acertou em cheio com esse carro. Já esperava coisas boas dele, mas fiquei impressionado como o motor é muito suave e elástico, como a suspensão é suave e ao mesmo tempo firme, como ele gasta pouco e, principalmente, como se comporta incrivelmente bem em altas velocidades. De errado mesmo, não tem nada, apenas estranhei um pouco o velocímetro de 30 em 30 e gostaria de engates um pouco mais precisos no câmbio (mas que ainda assim, é muito bom). Ah se fosse um pouco mais barato…

  • Mr. Car

    Só não achei bonito, mas isto não impediria uma compra: o resto compensa.

    • Uber

      Os dos anos 90 acho mais bonitos.

    • Bob Sharp

      Mr. Car
      Se beleza pusesse mesa ninguém teria comprado o Fusca…

      • Mr. Car

        Pois é, Bob. E nem um Logan da primeira geração, como o meu, he, he, he!
        Abraço.

        • Bob Sharp

          Mr. Car
          Exatamente!

  • Renato Mendes Afonso

    A maior ressalva que eu faço para esse carro, são os pneus na versão R. acho que um 205/40R17 ficaria mais adequado, pois manteria o diâmetro de rodagem com mínima diferença (-0.8% contra 2.5% atualmente na versão R).

    De resto, carrinho com potencial para o entusiasta que curte esportivos. Arrisco dizer que quase tanto quanto o GT86.

    E não que eu dê muita bola mas, bom saber que é possível fazer carros bem leves sem abrir mão da segurança. Pra mim é o diferencial dele, não pela segurança em si, mas sim pelo fato de, mesmo sendo de um segmento relativamente elevado (para o brasileiro), consegue ser tão seguro quanto um VW up! sendo apenas pouco mais de 100kg mais pesado. 1065kg hoje em dia é realmente muito pouco peso para um carro desse porte, ainda mais com as 5 estrelas.

    Belo carrinho, a Suzuki está de parabéns!!!

  • Sandoval Quaresma

    Caro Bob, não seria o contrário do que está no texto: a versão “R” com câmbio mais curto?

  • Leandro

    Por 82k reais, pega-se um golf mk7 1.4 turbo. Desenvolve os mesmos 140CV, é bem mais espaçoso e bonito. E não deixa nada a desejar em tecnologia embarcada. Vai vender só pra quem gosta da marca.

  • Avatar

    Bob,
    Altere a legenda da foto da roda da versão R, pois ela é aro 17″ (dá até para ler no pneu).
    Abraço.

    • Bob Sharp

      Avatar,
      Opa, o dedo escorregou (rs). Corrigido.

  • Leonardo

    Um baita carro!! Sem fescuras e tudo no lugar !Se fosse um pouco mais barato faria estrago na concorrência hein…
    Obs: Bob, corrige a legenda da foto sobre a roda! A medida é aro 17 e não 16 como esta escrito!!!

    • Bob Sharp

      Leonardo
      Isso mesmo, escorregada de dedo… Corrigido.

  • Fabio Vicente

    Confesso que foi aqui no Ae que li sobre este carro pela primeira vez, apesar de vários sites publicarem matérias a respeito do Swift.
    De certa forma ele não me chamava tanto atenção, até ler esta avaliação do Bob.
    Confesso que gostei, gostaria muito de poder comprar um, porém tendo família e com este preço nada convidativo, fica difícil. E surpreendente também é o baixo peso deste carro. Vendo as fotos, a impressão que se têm é de um carro do porte do Tiida por conta do desenho robusto – impressão desmentida pelas dimensões informadas na ficha técnica. E pelos números de consumo, será mais econômico do que qualquer carro popular nacional – apesar de os números informados forma obtidos na Europa.
    Fica a lição para a Renault, que cogita lançar uma versão esportiva do Sandero: baseiem-se neste carro, e provavelmente teria em sua linha um ótimo hot hatch.

  • Fórmula Finesse

    Visual um tanto cansado, linha da cintura e teto lá para cima….e preço também, o que deverá ser o maior penalty do carrinho, visto que a própria Suzuki não alimenta ambição de vender muitos carros. Dinamicamente deve ser “o bicho” – mas por 75 mil reais da versão civil, eu quero um carro bonito e que tenha uma patada mais forte, pois os limites dinâmicos não encontram mais lugares para serem exercitados com certa frequência no nosso tráfego atual.
    É bom de guiar? Deve ser, e muito – Mas 10/12 mil reais a menos nas duas versões, seriam o suficiente para valorizarmos ainda mais esses predicados mecânicos.

  • Bob Sharp

    Renato
    Concordo, pelo lado dimensional, sim, mas perfil 40 no nosso chão aumenta a chance de corte no flanco em buracos e afins. Com pavimentação decente, tudo bem.

    • Rafael René Giannetti

      Bob, e a relação do diferencial mais curto opcional? Pelo que li vai de 3,94:1 para 4,60:1.
      Parabéns para a Suzuki em trazer um carro tão legal para o Brasil.
      Grande abraço,

  • Bob Sharp

    Não, Sandoval, o “R” ficou um pouco mais longo em razão dos pneus de maior diâmetro.

    • carlosvr6

      Mas Bob, eu li em outros sites que essa versão R recebeu diferencial encurtado (4,60:1 ante 3,94:1). Procede essa informação? Porque, se sim, isso seria mais que suficiente para compensar a diferença de perímetro entre as duas medidas de pneus.

  • Daniel

    Bob, entendo que tenha sido um contato um tanto breve com o carrinho. Mas sem rodeios, em vossa opinião, partindo do pressuposto de preços e utilização similares, Swift ou Ds3?

    • Davi Reis

      Daniel, se me permite dizer, acho que pra uso no dia a dia, o Swift deve levar a melhor. Nem andei nele ainda mas a suspensão do DS3 chega a ser desconfortável de tão dura (claro que é só uma opinião minha, andando em BH ele fica muito desagradável). É um carro muito gostoso de dirigir mas a suspensão rígida demais tira um pouco do brilho pra usar no dia a dia. E olha que achei a do Fusca bastante agradável, e ela também é um pouco dura.

  • Bob Sharp

    Leandro
    Só para quem gosta e da marca e também para quem não gosta, se dirigir um.

    • Marcelo Schwan

      Bob,
      mas ficou melhor de andar que um Golf VII manual, também com rodas 17 e 225/45-17?

      As potências são próximas, mas a patada dos 25 mkgf do Golf são uma delícia.

      abraço,
      Marcelo Schwan

  • Bob Sharp

    Daniel
    Só no cara ou coroa…

    • Daniel

      O acerto dinâmico do Suzuki deve ser superior então, correto? Uma vez que o trem de força do DS3 fala mais alto. De qualquer modo, mais uma bela opção para os autoentusiastas.

      • Marcelo Dalla Rosa

        Tenho a impressão que o Suzuki é dinamicamente mais neutro, já que o DS3 é bem dianteiro.

        • Bob Sharp

          Impressão correta.

  • Rogério Ferreira

    Motorzinho, primoso de elevado refino técnico, girador, como gostam a corrente entusiasta, que nunca esqueceu do grito arrepiante de um saudoso Civic SI e seu VTEC girando a 7.000 rpm! Tudo bem, que eu prefira as respostas imediatas de um turbo de nova geração, sem qualquer “lag”, mas vou tirar o chapéu para esse carrinho, cujo motor, deve ter uma pitadinha de Hayabusa! A velocidade máxima de 202 km/h, com motor girando abaixo do pico de potência, (talvez apenas 135cv a 6500 rpm) sugere um bom trabalho aerodinâmico, e coloca em cheque, carros com potências maiores, que não são capazes de chegar nem perto disso. Se compraria? Não, por dois motivos: O primeiro, sei se trata de um parâmetro subjetivo, relativo, mas para mim, beleza, em carros e em mulheres, é fundamental. Não que eu faça questão (em ambos os casos) de algo ou de alguém que cause admiração e suspiros (como a Mercedes SLK, e a estrela loira da Molin Rouge), mas que tenha uma beleza aceitável, ao menos, uma simpatia mínima! Olho para o pequeno Suzuki, o máximo que consigo enxergar um cruzamento de Kia Soul (especialmente as linhas do teto) com Nissan Tiida. O faróis remetem ao i30 de geração anterior. É o bendito estilo “quadrado redondo” que nunca conseguiu produzir alguma coisa motorizada bonita, (Novo Uno, C3 Picasso, Kia Soul, BMW Mini). Sei que haverá aqueles, especialmente os fãs da marca, a defenderem as linhas do pequeno esportivo, mas vamos admitir, seu estilo é no mínimo controverso, do tipo ame ou odeie, e particularmente, estou no segundo grupo… O segundo motivo se chama DS3. De estilo inconfundível, linhas audazes,que só a escola francesa de estilo sabe produzir, com o teto que parece flutuar, sobre a coluna central, (e só ele é assim), e a resposta imediata do motor, logo nos primeiros giros. Se o motor Prince, com um que de BMW, anima até o pesadão 3008, que dirá um carrinho 300 kg mais leve e sem amarras aerodinâmicas. São 165 cv, melhores distribuídos, em uma faixa muito mais estreita, 24 mkgf de torque (mais que um V-6 de 3.0 litros das antigas) a meras 1.400 rpm, praticamente rotação de marcha lenta! precisa dizer mais alguma coisa? Diversão à mais leve pisada! Apesar da matéria aqui mesmo no Ae, taxando o esportivo francês de “amante robótica”. Eu acredito, que num eventual, embate entre os dois, o pequeno Japa, (que custa o mesmo), não teria condições de acompanhar o “Amante Robótica” nem se for o Bob Sharp no volante do Suzuki, e eu tentando tirar o máximo do Citroën (sem conseguir, é claro!). Bom é isso.

    • Lucas dos Santos

      Você e o colega Formula Finesse tocaram em um assunto que eu também iria comentar: esse estilo “quadrado de cantos arredondados”, o qual eu também não aprecio e que me parece uma tendência (convergência?) dos hatches atuais.

      É impressionante a similaridade de estilos entre esse carrinho, o Citroën DS3 e o BMW Mini Cooper.

      Porém, creio que isso seja apenas resultado da “forma seguindo a função” e o fato dela não nos agradar talvez seja falta de costume. Já aconteceu no passado quando os carros em que a traseira terminava abruptamente – como o Fiat Uno – causavam muita estranheza e hoje já não causam mais.

  • VeeDub

    Parabéns pela descrição detalhada dos aspectos técnicos de motor, transmissão e suspensão… relação r/l, geração do ABS, tuchos hidráulicos.. etc… Show…. Acredite, devoro isto com o prazer com o qual você devora um Marlboro…..
    Meu sonho é ver aqui no Ae matérias bem técnicas como essa sobre segurança passiva/ativa (aços de alta resistência, resultados do Latin NCAP, mais a “sopinha” —EBD/BA/EDL/TCS/CBC e múltiplos air bags), Para mim, de muito mais relevância que o tal punta-tacco, que sempre vejo referência aqui, mas nem sei direito o que é … coisa de piloto imagino.
    Mas bem, já está ótimo e compreendo a linha editorial do blog, já diziam que cada cabeça uma sentença. kkk

  • Bosley de La Noya

    O maior problema não é o carro, que sem dúvida é ótimo. O problema é a Suzuki construir novamente uma imagem de confiança, que foi totalmente perdida com sua saída do mercado 10 anos atrás. Agora voltam como se nada tivesse acontecido e acham que vão vender?
    Quem comprou Suzuki no passado, dificilmente comprará novamente. Acho que a única exceção para essa regra fica para a Chrysler/Mopar, que tem proprietários fanáticos e que sempre toleram as saídas e retornos dessa empresa por diversas vezes e pelos mais variados motivos…

    • Bob Sharp

      Bosley
      Saiba que a volta da Suzuki ao Brasil não foi com esse Swift. A marca, sob o guarda-chuva do forte Grupo Souza Ramos, já está aqui há quatro anos e comercializa o Grand Vitara, o SX4 e o Jimny.

      • Bosley de La Noya

        Eu sei Bob, tanto que quando vi as propagandas do Grand Vitara alguns anos atrás, quase não acreditei que eles simplesmente se fizeram de desententidos, como se nunca tivessem comercializado seus automóveis aqui no Brasil. Tudo bem que a Souza Ramos não tem nada a ver com as burradas do importador anterior, mas acho isso muita falta de respeito com quem acredita na marca.

      • Uber

        O depoimento do Bosley já demonstra que não foi uma volta triunfal. Eu mesmo admito a dificuldade de ver um desses novos na rua. E recentemente a concessionária na minha cidade parou de vendê-los e ficou somente com a marca Mitsubishi.

  • João Carlos

    Apesar da boa cavalaria, a sensação de desempenho (performance feel) como se diz nas fábricas, certamente é maior no A1 de 122 cv.

  • Lucas dos Santos

    Me pareceu um carrinho bem interessante, embora o visual não me agrade muito.
    Por falar em visual, gostei muito do painel de instrumentos “quase-Wofsburg”. Simples, limpo e de fácil leitura, como todo painel deve ser.

    Agora uma dúvida: Bob, você saberia informar o Cx desse carro? Apenas por curiosidade.

    • Bob Sharp

      Lucas
      Não foi informado, apesar de ter sido perguntado. Mas deve estar na faixa 0,35~0,36.

      • Lucas dos Santos

        Grato pela atenção, Bob!

  • Rafael Sumiya Tavares

    Esse carrinho me surpreendeu, não achei que tivesse tantas qualidades! Já está na minha lista de favoritos…

  • Felipe Parnes

    Com o multimídia o preço sobe pra R$ 85.990,00 seria de 8 mil a menos que o Golf GTI básico, dificulta para o Swift, quem tem essa grana provavelmente consegue apertar esses 8mil e levar um clássico com 220 cv pra casa

  • RoadV8Runner

    O modelo parece ser mesmo bem apimentado, mas pelo preço que a Suzuki pede pelo modelo, será mesmo uma opção para quem pode pagar alto por um modelo compacto de desempenho forte. Gostei do fato da Suzuki não ter usado pneus exageradamente largos e de aro muito grande. Os 195 mm de largura são mais do que suficientes. Para o Suzuki Sport ficar ainda melhor, cortaria uns 50 mm da altura do carro, pois 1510 mm são um pouco exagerados…

  • Júnior

    Considerando sua análise, Bob, que respeito muito, creio que seja um baita carro, é construído por uma das melhores marcas japonesas, mas talvez esse visual que lembra muito o Nissan Tiida não o torne mais desejável como esportivo, parece menos arrojado por isso.

  • dasc94

    Bob, li muito a respeito desse carro e pelo o que as outras mídias falaram a versão R possui o diferencial alongado, ou seja as marchas ficam mais curtas, o que foi escrito no AE foi o contrário. Agora estou com tal dúvida na cabeça rs.

  • Paulo Franco

    Bob, esse Suzuki tem algum parentesco em termos de plataforma ou motor (em outras versões), com o Toyota Etios?

    • Bob Sharp

      Paulo Franco
      Não tenho a menor idéia. Como já falei aqui no Ae, plataforma é um dado interno do fabricante, irrelevante para o consumidor. O que importa é o elenco de características do carro.

      • Paulo Franco

        Exatamente por isso, Bob.
        Aluguei um Swift 1.3 acho, a coisa de uns três anos atrás lá no Chile. Embora não fosse essa versão com esse motor e tivesse o cambio muito longo para a potencia disponível, ficamos muito bem impressionado com o comportamento dinâmico do carrinho. Disse ficamos porque a minha mulher também gostou do que viu, do acabamento e do espaço interno.
        No ano passado, compramos um Etios 1.3 hatch como segundo carro. Quem fez o test drive foi a minha mulher que imediatamente se lembrou do Suzukinho, tanto pelo espaço, quanto pelo feeling ao guiá-lo. E ela tinha razão. Quando dirijo o Toyota, ele me parece uma versão meio depenada, mas ainda bom de chão como aquele Swift.

  • Douglas

    Bob,

    Em outros países o Swift Sport usa pneus 195/45R16(como pode ser visto no site australiano da Suzuki) em vez de 195/50R16 como aqui no Brasil, o que dá um diferença de 3,35% no diâmetro externo,

    A Suzuki falou algo a respeito disso? Houve correção na relação de marchas e velocímetro?

    • Bob Sharp

      Douglas
      O “R” sai com a mesma relação de diferencial do normal. O que a Suzuki está pensando é oferecer um diferencial mais curto, 4,60:1 no lugar do 3,94:1, mas isso ainda está por ser decidido quanto à maneira de fazer, se já importa assim do Japão ou se monta aqui. Quanto ao velocímetro, não entrei no mérito, mas presumo que sim.

      • Douglas

        Bob

        Me equivoquei quanto as medidas, lá fora ele usa 195/50R16 e 195/45R17.

        O que mudou na versão brasileira foi apenas na versão “R” que adotou 205/45R17, o que dá uma diferença de 1,48% em relação ao 195/45R17 usado em outros países.

  • Carlos

    Esse carro tem um ótimo conjunto mecânico,engenharia de motores da Suzuki, nada fica a dever pra nenhuma fabricante mais premium, muito pelo contrário,não sei se está caro ou no preço dos demais concorrentes, mas a Suzuki só peca por não levar também o modelo básico,com motor 1.2 de injeção direta e sistema regenerativo de energia, modelo que custa aqui no Japão em torno de 13 mil dólares.

    • Bob Sharp

      Carlos
      O Brasil é emergente (acho que eternamente deitado em berço esplêndido), não é Primeiro Mundo…

  • Fat Jack

    Um “belo brinquedo”, a Suzuki me parece ter acertado em praticamente tudo nesse carro, gostei do design (não é sensacional, mas gostei), motorização na medida pra um “hot hatch”, a versão R com relação mais longa seria a ideal pro meu gosto, e pela avaliação do Bob, fiquei com “água na boca” de experimentá-lo… o “praticamente” se refere ao preço (claro, vamos e venhamos é grana pra “dar com pau”, acho que R$10k de desconto não mataria a Suzuki e traria “holofotes” para o carro, pois o cenário que ele disputa tem marcas de peso) e pelo tato de que a Suzuki parece ter medo de “entrar de uma vez” no nosso mercado, trazendo um pouco de incerteza aos pretensos compradores. Eu com grana sobrando, teria por acreditar na qualidade dos Suzuki.

  • ccn1410

    Há um bom tempo eu acompanho o site da Suzuki da Espanha.
    Lá o Swift Sport 1.6L VVT custa 16.400 euros, em torno de 49.000 reais.
    Eu acredito que a versão Swift 14′ 1.3L DDiS, seria a mais conveniente. Seu preço lá é de 10.905 euros, aproximadamente 33.000 reais por aqui.
    No caso de ser difícil de vender, como disse o Corsário Viajante, eu concordo, porque mesmo sendo um ótimo carro nesta versão, o preço é extraordinariamente salgado.
    Quando eu era piá, conheci um Swift que pertencia a um chileno que veio morar uns tempos em Santa Catarina, e ainda lembro que a piazada ficava a olhar o carrinho e comentar que seria ótimo poder comprar um.
    Eu penso que a reentrada da Suzuki no país não foi bem pensada, mas veremos o que o tempo dirá. Quem sabe essa escolha tenha sido feita para vender pouco mesmo, por não necessitar grandes investimentos na criação de inúmeras concessionárias que precisariam ser criadas.

    • CorsarioViajante

      Eu ainda acho que a suzuki tem um ótimo produtos em mãos, só falta ambição: SX4.
      Se produzissem ele por aqui ao invés do restrito jimny, eu botaria fé, e talvez – eu disse talvez – levasse um para casa.

    • Franklin Weise

      ccn1410, a considerar os R$ 49 mil na Espanha, até que o preço daqui não está tão ruim – se fôssemos acrescentar o I.I. de 35% + PIS/Cofins/ICMS + frete, daria mais que os R$ 75 mil pedidos, não?

  • ccn1410

    Em tempo: Japonês tem disso mesmo. Agora a Toyota lançou um Etios super incrementado chamado de Platinum, mas se não ajeitar o calcanhar de aquiles do carro que é o painel, as vendas continuarão baixas.
    A Toyota pode inventar um monte de coisas, mas o Etios só irá deslanchar nas vendas quando o painel for mudado.
    Eita teimosia das bravas! Até dá dó…

    • Bob Sharp

      ccn1410
      Foge-me à compreensão não se comprar um carro por causa do painel, considerando o elenco de qualidades que o carro tem. isso sim é teimosia.

      • Antônio do Sul

        De acordo. Eu pensava igual ao CCN1410, até dirigir um. É só um detalhe diante de um conjunto muito bom. P/ se julgar corretamente um carro, só dirigindo-o.

        • ccn1410

          Só para informar, eu considero o desenho do hatch muito bonito.

      • ccn1410

        Tá bom, sou teimoso, mas eu ainda acho que eles são um pouquinho mais…

  • CorsarioViajante

    Penso como vc.
    Mas, veja como são as coisas, a Kia e Hyundai também fugiram e são as queridinhas.
    Acho que o problema não é só o passado, mas como a marca encara seu futuro.

    • Bob Sharp

      Exato, Corsário.

  • CorsarioViajante

    E não é só pela forma como saiu, mas pela forma como voltou. Não convenceu ainda, parece a Nissan de uns anos atrás, sem personalidade, sem rumo, e sem vendas.

  • Bob Sharp

    Corsário
    Não.

    • CorsarioViajante

      Uou! Isso dá o que pensar!

    • Guilherme Keimi Goto

      Sharp, você sugere/afirma que o Swift é mais legal de guiar do que um DS3, A1 ou Golf TSI?

    • Lucas Marques

      Mas então ele é tão bom assim, que vale a pena o alto preço? e a versão Sport R que tem relação de marchas diferente é melhor ainda?

    • Fernando M

      Esse entusiasmo do Bob me contagiou, é o tipo de carro q gosto (ele parece q veste bem, assim como Kini e A1). Poderiam ter feito 2 portas, ou ao menos disfarçarem as portas traseiras, pois, como está, dá a impressão de ser ainda menor do q é

  • Bob Sharp

    Uber
    Todos os carros dos anos 1990 eram mais bonitos.

  • Bob Sharp

    Rafael René
    Falaram nisso no dia, mais ainda estão por resolver como fazer, se na origem ou aqui.

    • Rafael René Giannetti

      Entendi. Algumas plublicações dizem que o Sport R já vêm com este mais curto. E parabéns pelo texto também. Não só este, mas todos muito bem redigidos.

  • Bob Sharp

    Carlosvr6
    Há previsão de oferecer um diferencial mais curto, mas ainda não está resolvido como fazer, se no Japão mesmo ou aqui.

  • Renato Mendes Afonso

    Bob, mais uma pergunta: A relação de diferencial é a mesma entre a versão Sport R e a Sport? Pergunto isso pois no vídeo do Renato Bellote, ele anda nos dois e menciona essa diferença, inclusive falando que o Sport R é mais esperto na pista.

    Abaixo, o vídeo do Bellote:

  • Bob Sharp

    VeeDub
    O Ae não se prende ao testes de impacto, assunto que considera irrelevante.

  • Bob Sharp

    Bosley
    Fica difícil a Souza Ramos falar, expor publicamente o que aconteceu nesse caso específico.

  • Bob Sharp

    João Carlos
    Não vejo assim. O que vale é o conjunto. O A1, por exemplo, é muito frentudo para o meu gosto.

    • João Carlos

      Sim entendo. Considerei apenas a pegada do motor.

  • Bob Sharp

    Felipe
    Compra de carro não é somente racional, como no caso de se comprar um camnhão. Todo carro tem seu encanto.

  • Bob Sharp

    RoadV8Runner
    Não tem jeito, carro curto e baixo, não cabe ninguém dentro.

  • Bob Sharp

    Júnior
    É um hatchback, não tem como fugir muito do tema.

  • Bob Sharp

    dasc94
    O “R” não tem o diferencial encurtado, é apenas plano da Suzuki passar de 3,94: para 4,60:1, mas ainda não está resolvido como será feito, se na origem ou aqui.

    • dasc94

      Ah, compreendi bob! Pensei que já estivesse feito. Obrigado por tal informação.

  • Eduardo Mrack

    Quem mais, senão o Bob, para nos informar até o comprimento da biela ! Mais um excelente (e entusiasmante) teste ! Um belo hot Hatch. Além de todos os atrativos, um escapamento completamente em aço inox é algo considerável. Baita produto da Suzuki para as nossas terras, aos que podem tê-lo, é claro.

  • Antônio do Sul

    Por que não? O que interessa não é só o quanto anda, mas sim como o faz.

    • Guilherme Keimi Goto

      Porque o DS3 também é um fazedor de curvas infernal com um agilidade direcional também boa e ainda tem um turbo que o Swift não tem.
      Curto muito carro com direção e suspensão boas, mas o turbo já rende mais em alta e em baixa a comparação é covardia.
      Mesmo sendo adepto da escola Chapman tenho dúvidas se o baixo peso do Swift compensa a vantagem do turbo

  • Oba

    Não deve ser coincidência o Bob e todos os profissionais de imprensa não somente daqui como o Jeremy Clarkson rasgaram de elogio este carro.

    • Guilherme Keimi Goto

      Qual episódio do Top Gear ele testou o Swift? Não achei no youtube

  • Leo-RJ

    Caro Bob,

    Embora não seja o mais “bonito da turma” (e isso é questão de gosto, e eu gostei), é, de fato, um carro para entusiastas!

    Bom acerto de chassi, direção e suspensão, câmbio manual (graças à Deus!!!) de bons engates e embreagem boa.

    O que mais alguém que curte dirigir pode querer??

    Parabéns pelo post!

    Leo-RJ

    • ccn1410

      Gosto é gosto Leo-RJ, mas eu acho o Swift muito bonito e
      faz meu estilo.

    • Robertom

      Um preço minimamente razoável e compatível com o mercado.

  • Fabio Marquez

    E para matar de vez o carro, este só pode ser abastecido com gasolina de alta octanagem, restringindo o carro a alguns grandes centros brasileiros.

  • Fernando

    Me parece uma reedição do Swift GTi que era um carro muito bem resolvido e interessante (mais do que o visual sugeria) e pelo menos por fora, faria muita gente apostar mais em um Gol GTi do que nele.

    Hoje o mesmo com o Swift Sport e um Golf.

    É um outro carro muito bem-vindo e que para quem sabe apreciar, vai muito além do que o visual aparenta.

  • Bruno Reis

    Se eles abaixassem o preço, poderiam melhorar as expectativas de vendas e abranger um pouco mais do que se focar somente nesse nicho… A1, DS3….