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Boa notícia aos autoentusiastas: o novo Mazda Miata, também conhecido como MX-5, é uma volta à sua proposta de origem e está um show. Suas vendas começam no primeiro semestre do ano vindouro.

E má notícia aos autoentusiastas brasileiros: para cá ele só virá por importação independente, o que o encarece. Nos EUA ele custará ao redor de US$ 20.000, coisa de uns R$ 48.000, o mesmo que aqui custa um popular com todos os opcionais. Para nós não sairá por menos que uns R$ 120.000, se é que virá.

 

É sentar e ir direto ao que interessa.  NOVO MAZDA MIATA dsc4591

É sentar e ir direto ao que interessa

O novo Miata comemora seus 25 anos de produção. Desde o seu lançamento em 1989 foram vendidas nada menos que 940.000 unidades, o que fazem dele o esportivo de dois lugares mais vendido da História. Um sucesso. Quem falou que esportivo não vende, que não dá lucro?

E o que é lucro? O lucro financeiro é um dos resultados de uma operação. Uma empresa pode lucrar bastante com uma operação, porém perder muito em termos de imagem. No caso da Mazda, ela certamente lucrou bom dinheiro com o Miata, mas imagine só o leitor o tamanho do lucro que ela teve em termos de boa imagem, de simpatia para com os produtos da marca. São quase um milhão de felizes compradores de um apaixonante esportivo; um carro do qual não se esquecerão jamais, além do que suas lembranças sempre estarão ligadas a bons momentos com o carro. Isso não tem preço mensurável, o que dificulta que mentes míopes enxerguem a dimensão da coisa. A Mazda foi esclarecida e se deu bem. Parabéns. Lembremos nesses 25 anos 940 mil compraram Miatas novos, porém lembremos também que outros muitos tantos compraram esses mesmos carros de segunda ou terceira, enésima mão. E estaríamos nós aqui falando da Mazda, não fosse o Miata?

 

Mais largo, mais baixo, mais curto.  NOVO MAZDA MIATA wp02 pc01

Mais largo, mais baixo, mais curto

A história do Miata é bonita e vou contá-la com leves pinceladas, para não complicar. Um jornalista americano, Bob Hall,  era fã dos pequenos esportivos ingleses como os MG, Triumph, Austin-Healey, carros que fizeram muito sucesso entre os anos 1950 e 1970 nos EUA. Seu pai tivera alguns e o jornalista se queixava de que então, início da década de 1980, já não mais os fabricavam. Uma dessas queixas foi a um amigo da Mazda, um japonês, que pouco tempo depois foi alçado à presidência da fabricante. E esse japonês não havia esquecido dessa conversa. Logo chamou esse jornalista para que os assessorasse na concepção desse novo projeto, pois eles haviam decidido fabricar “um MGA moderno”.

Hall deixou claro que o carro deveria ter duas características básicas: tração traseira e mesmo toque de alavanca de câmbio dos carros ingleses. Assim foi feito, inclusive o câmbio tinha ré sincronizada, raro naquele tempo.

A Mazda relutou em dotá-lo de tração traseira por razões de produção, seus carros eram de tração dianteira, mas conseguiram ter “um estranho na linha de montagem” depois de pequena adaptação no processo produtivo.

Carro leve, dois lugares, mecânica simples, esportiva, mas sem escândalos de potência, conversível (nada de acionamento elétrico do teto), bom de chão, divertido para guiar e relativamente barato.

 

E mais leve.  NOVO MAZDA MIATA wp03 pc01

E mais leve

Não era invencionice da Mazda. Não era tiro no escuro. Era fórmula testada e aprovada ao longo da história do automóvel. VW Karmann-Ghia, Alfa Romeo Giulietta, Lancia Fulvia etc. Além dos inglesinhos dessa época citada, entre anos 1950 e 1970, sempre, desde o início da história do automóvel, os pequenos esportivos foram fabricados ao redor do mundo, e todos deixaram indeléveis marcas nos sonhos dos jovens autoentusiastas. Lembremos de mais alguns, lembremos dos Riley Brooklands, Aston Martin, Morgan, Salmson, Fiat 850, Amilcar, Alpine A108. Foram tantos e tantos. Já guiei vários desses citados e me apaixonei por todos. Todos são ariscos, divertidos, simpáticos, agradáveis, ligeiros; em suma, apaixonantes. Ah! Fora o Lancia Fulvia, todos de tração traseira.

Voltemos ao Miata, nome dado ao MX-5 para o mercado americano, onde, por sinal, vendeu barbaridade. Tamanha era a procura que a produção não dava conta. Ficou mais de dois anos sendo vendido com sobrepreço, US$ 15 mil ante o preço público sugerido de US$ 9 mil.

O primeiro tinha motor 1,6-litro duplo-comando de 116 cv e 13,8 m·kgf. Pesava 990 kg, com suspensão independente nas quatro rodas e freio a disco na frente e atrás. O comprimento era de 3.947 mm com entreeixos de 2.265 mm. Alguns anos depois passou a 1,8-litro de 126 cv e a última versão, terceira geração,  tem um 2-litros de 170 cv, com peso de 1.110 kg.

O novo Miata sofreu um regime de ao redor de 100 kg. Ele agora pesa só 1.000 kg. Dois motores a escolher: um 1,5-l de 130 cv ou um 2-l de 165 cv, ambos aspirados. Com o de 165 cv ele terá uma relação peso-potência de 6,1 kg/cv, o que já é muito bom. Imagine um Renault Clio (912 kg) com um motor de Renault Fluence (143 cv), e se terá uma relação  peso-potência semelhante. Na certa anda bem, não é? Pois é, carro leve é o que há de bom! Carro leve não precisa de motor espalhafatoso para que proporcione os envolventes êxtases da velocidade. E quem tiver alguma dúvida a respeito, é porque nunca pilotou um kart de corrida.

 

Dois lugares e só.  NOVO MAZDA MIATA wp04 pc01

Dois lugares e só

Por enquanto, ainda pouca coisa foi divulgada a respeito do novo Miata. Sabe-se que, além de mais leve, ele está 105 mm mais curto, 20 mm mais baixo e 10 mm mais largo. Não foi citado, mas com certeza melhoraram a rigidez torcional do monobloco, um ponto delicado quando se fala em conversíveis. Distribuição de peso: 50-50%.

 

Tudo entre-eixos e a gente perto do eixo traseiro. Isso é bom, bem bom...  NOVO MAZDA MIATA wp06 pc01

Tudo entre eixos e a gente perto do eixo traseiro. Isso é bom, bem bom…

Os motores que o equiparão já são os modernos da linha Skyactive-G, cuja surpreendente alta taxa de compressão de 14:1 é o seu principal diferenciador. E isso para gasolina da boa, da pura, porque japonês não topa ficar sustentando usineiro. Maior torque e maior potência específicos, maior eficiência energética são basicamente as vantagens. Conseguiram usar essa taxa, sem que haja detonação, mediante desenvolvimento na melhor evacuação dos gases queimados da câmara de combustão e detalhes do formato da cabeça do pistão, entre outras medidas.

 

Motor Skyactiv-G. taxa de 14:1.  NOVO MAZDA MIATA skyactiv g main ttl

Motor Skyactiv-G. taxa de 14:1

 

Pistão desenvolvido pela Mazda.  NOVO MAZDA MIATA skyactiv g img 03

Pistão desenvolvido pela Mazda

 

Uma diversão para quebrar a cabeça.  NOVO MAZDA MIATA skyactiv g img 02

Redução dos gases queimados residuais por meio de  escapamento  4-2-1

Já guiei forte o Mazda antigo da primeira geração e adorei. O Bob também, até testou-o quando estava na Oficina Mecânica e, igual, gostou muito. É uma perfeição de chão, leve, bom para o dia-a-dia, prático, e bom para viagens de sonho. Imagino o que seja esse novo.

AK

Nota: A Ford já teve 33% de participação na Mazda e o comando dos negócios. Hoje detém só 3,5% e a Mazda é independente.

Fotos: divulgação

 

 

       

Sobre o Autor

Arnaldo Keller
Editor de Testes

Arnaldo Keller: por anos colaborador da Quatro Rodas Clássicos e Car and Driver Brasil, sempre testando clássicos esportivos, sua cultura automobilística, tanto teórica quanto prática, é difícil de ser igualada. Seu interesse pela boa literatura o embasou a ter uma boa escrita, e com ela descreve as sensações de dirigir ou pilotar de maneira envolvente e emocionante, o que faz o leitor sentir-se dirigindo o carro avaliado. Também é o autor do livro “Um Corvette na noite e outros contos potentes” (Editora Alaúde).

Publicações Relacionadas

  • Ilbirs

    Só para fazer uma pequena correção, o que a Mazda não tinha nos anos 1980 eram carros menores de tração traseira que pudessem compartilhar componentes ou plataforma com o MX-5. Porém, tinha veículos maiores, como o 929 e o Cosmo (este derivado do 929), além do RX-7 (ainda que este compartilhasse pouquíssimos componentes com qualquer Mazda que fosse):

    http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/1/15/1987-1989_Mazda_929_%28HC%29_hardtop_%282010-07-21%29_01.jpg/1920px-1987-1989_Mazda_929_%28HC%29_hardtop_%282010-07-21%29_01.jpg

    http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/d/df/Mazda_HB_Cosmo_001.JPG/280px-Mazda_HB_Cosmo_001.JPG

    http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/c8/Rx7FC1.jpg

    • Arnaldo Keller

      ilbirs, isso me parece uma informação a mais e não uma correção. Eu sabia disso, mas a achei uma informação desnecessária.

    • Anônimo

      Complementando a informação, o câmbio dos MX-5 eram os mesmo utilizados pela Ranger, que fornecia à Ford.

  • Bosley de La Noya

    A Mazda pode ter uma boa imagem lá no exterior, mas aqui se queimou totalmente quando deixou na mão todo mundo que tinha comprado seus carros (Miatas inclusive) e saiu assoviando pela porta dos fundos como se nada tivesse acontecido.
    Suzuki fez a mesma coisa e ainda teve a pachorra de voltar. Chrysler/Dodge até perdi a conta de quantas vezes sumiram e voltaram…

  • Leming®

    Carro espetacular e gostei do “japonês não topa sustentar usineiro”…hehe

  • Mineirim

    Sensacional esse Mazda! Sempre admirei e parece que ficou ainda melhor.
    Só não concordo com o AK quanto ao preço da importação independente. Um tempo atrás fiz umas simulações e o preço final empatava ou era menor do que o carro importado pela fábrica.
    Claro que hoje tem aquela sobretaxa do II, mas tem que se levar em conta a possibilidade de pleitear a devolução do IPI na Justiça, se for importado para cliente PF.

    • Arnaldo Keller

      Mineirim, a informação que tenho é que por independente sai de 120 a 130% mais caro que nos EUA.

  • Nando

    “Carro leve não precisa de motor espalhafatoso para que proporcione os envolventes êxtases da velocidade.”

    Resumiu a essência do carro em apenas uma frase. Parabéns! Ótimo texto!

    (e a frase ainda serve como uma lição nos famosos comparadores de fichas técnicas que infestam os fóruns da internet, ainda que provavelmente esta não tenha sido a intenção do AK)

  • CorsarioViajante

    Pois é, mais um carro delicioso, divertido e BARATO que não teremos.
    Outro é o toyobaru, que a Subaru e a Toyota ficam enrolado e não trazem, nem que fosse por uns 120.000, como um GTI completo.

  • Clésio Luiz

    Miata Is Always The Answer.

    Eu acho engraçado toda vez que vejo alguém reclamar que um carro desses ou o GT86 não tem potência. Ora, então compre o seu Camaro V-8 e veja os japonesinhos te deixando pra trás naquela estradinha sinuosa.

    Ontem um dos editores do Jalopnik escreveu um texto sobre a frustrante experiência de dirigir um carro com mais de 500 cv. Em como sua frustração crescia por não ter como usar a potência na maioria das estradas, como você acabava se comportando como um canalha no trânsito, forçando situações só por causa da vontade de usar a potência disponível. Ele achou graça daqueles que criticaram o novo C63 por ter “apenas” 500 cv. Certamente são pilotos de cadeira que nunca experimentaram um carro esporte.

    • Lorenzo Frigerio

      Uma pessoa que compra um conversível para andar numa estrada sinuosa quer curtir o passeio, e não deixar os outros para trás.

  • Viajante das orbitais

    Bom saber que o carro continua pequeno e leve nessa era de carros volumosos.

  • Roberto

    Eu aluguei por alguns dias, um Mazda 2. Se ele já é um carro muito bom de dirigir, imagina o Miata.

  • Antônio do Sul

    A Mazda esteve para nomear representante no Brasil, mas, com o aumento de 30 pontos porcentuais sobre o IPI dos importados, a idéia morreu…e vamos ficando cada vez mais presos a um oligopólio…

  • Smooj

    Não gostei muito do interior cheio de complexidades, como tela de navegação e console cheio de botões. Mas o carro estava gradualmente ficando mais cheio de equipamentos, e hoje em dia é meio que impensável não ter um carro bem equipado.

    Por outro lado não posso reclamar muito, o carro pesa 1.000 kg! Fantástico, é o tipo de carro esportivo racional, que não precisa de superlativos pra ser bomd e dirigir.

    • Arnaldo Keller

      Smooj, note que essa tela chata de TV parece que some no painel, caso queiramos.

  • JT

    Há alguns dias percorri uma linda estradinha entre Monte Alegre do Sul e Socorro, no Circuito das Águas. Fico imaginando guiar um Miata neste lugar. Nem precisaria ser zero quilômetro. Agora, se o carro fosse um Triumph TR3, nem precisaria de uma Anita Ekberg do lado. A felicidade está aí, ao alcance de todos, mas a maioria corre atrás de outras coisas, bem mais pesadas e potentes.

    • Arnaldo Keller

      JT, bom, se vc também gosta da Anita Ekberg é porque vc gosta de coisa pesada e potente. E viva la dolce vita!

  • Pedro Guerra

    Desculpe, mas não concordei com essa parte do post. O correto seria dizer que …japonês não topa sustentar o governo da Dilma…” porque na realidade, a Petrobras vende a gasolina no Brasil subsidiada, para evitar uma alta ainda maior na inflação.(outro dia vi publicado o preço da gasolina em vários países, e no Brasil). Caso a gasolina no brasil tivesse no preço de mercado, o álcool seria mais vantajoso na maioria dos Estados, e como a frota de carros flex é gigantesca, isso garantiria por sí só o lucro dos usineiros, sem precisar colocar uma gota sequer de álcool na gasolina.

    • Leming®

      Essa da gasolina com subsidio mas não cola nem aqui e nem na CHINA amigo…(não defendo o governo)…

      Temos a planilha de custo para saber se há ou não? Temos acesso a informações confiaveis sobre a gerência deste buraco negro chamado Petrobras? Não temos e nunca vamos ter…
      Dizer que tem porque o barril do petróleo cru custa X no mercado internacional e converter como importado não tem sentido já que o produto “gasolina” a partir da matéria prima é extraida e refinada aqui.
      Só falta justificar dizendo que as ferramentas ou materiais utilizados para extração são importados…
      E a ingerência não tem nada com isso né…

    • Eduardo Mrack

      Gasolina subsidiada ?? Ah vá ! A nossa gasolina é parasitada, isto sim, já que vem imbuida da fonte com o produto de barganha dos usineiros.

      O único possível benefício de se existir o álcool combustível é este mesmo que você citou – ser mais vantajoso – ou seja, ser muito, mas muito barato, entretanto da maneira como aqui acontece, acaba sendo vantajoso apenas para os coronéis da cana.

  • Alexandre

    Parabéns pelo post!

  • Ozirlei

    Com a figura dos coletores de escape fica claro porque os coletores de turbo geralmente são curtos (note as fabricas até eliminando-os, ligando o turbo direto ao cabeçote) e de esportivos aspirados longos, e em alguns casos a adoção do esquema 4-2-1 citado.
    Nesse caso aumenta-se a eficiencia em alta, mas perde-se um pouco o efeito “supercharger reverso”, estou enganado?

  • Lorenzo Frigerio

    Imagino que quem compra um carro desses nem sabe o que é tração traseira e tração dianteira.
    Aliás, nunca entendi a lógica dos conversíveis ingleses, pois o clima no Reino Unido é o pior possível para esse tipo de carro. Na certa, quando bolaram o Miata, foi já pensando na Califórnia, e foi por isso que vendeu bem; então, a referência aos ingleses foi realmente “só para inglês ver”.

  • Guilherme Keimi Goto

    Nessas horas eu percebo que o GTI é um carro caro

    • Arnaldo Keller

      Guilherme, o Miata não “tem mais carro” que um Golf GTi. É só uma composição diferente e mais atraente para nós, autoentusiastas. Não há porque um Miata deva ser mais caro que um GTi.

  • R.

    A lógica la no Reino Unido é aproveitar ao máximo cada vez que o sol dá as caras! (rss)
    Na minha opinião que compra um desses, preza a tração traseira e sabe como desfruta-la.
    A melhor coisa num Miata é a precisão e leveza do seu cambio

  • Rafael Sumiya Tavares

    Arnaldo, eu li em algum lugar que a Alfa Romeo divide este projeto com a Mazda, e que essa plataforma será utilizada no próximo Alfa Spider! Preciso confirmar essa proeza…

    • Arnaldo Keller

      Rafael, também já li algo a respeito. Seria bom. Ôpa!

  • RoadV8Runner

    Embora não seja muito chegado a carros conversíveis/abertos, gostei do novo Miata pelo seguinte: mais baixo, mais largo, mais curto e mais leve. Receita perfeita para ter um carro arisco e divertidíssimo de se dirigir!

  • Thales Sobral

    A gasolina é subsidiada. E não precisa pesquisar muito. Se quiser, depois podemos conversar melhor sobre isso.

    • Arnaldo Keller

      Subsidiado de verdade é o caixa 2 do PT.Esse sim nós acabamos subsidiando, querendo ou não.

  • Leo-RJ

    Já tive o prazer de dirigir algumas vezes o Miata MX5 aqui no Brasil, daquela geração com farol escamoteável, e sempre o achei um excelente carro, colado no chão, parecia até que pilotava um kart. Coisa divertida mesmo.

    Por algum motivo, não sei bem qual, nos EUA reparei que ele tem fama de “carro de mulher” (pelo menos as gerações anteriores), em que pese os homens reconhecerem suas qualidades, tem mesmo fama de “carro de mulher”.

    Tomara que com novo design essa fama desapareça.

    Leo-RJ

    • Arnaldo Keller

      Leo, isso deve ser papo dos rednecks dos EUA, os que só gostam de Harley, picapes, Colt 45, uísque feito de milho e mulheres acima de 90 kg.

      • Leo-RJ

        Hahaha… acho que é bem por aí mesmo, AK… dois dos que falaram isso eram aqueles típicos gordões em cima de suas Harleys dos anos 70 (não tão bem cuidadas assim).

  • JT

    Arnaldo, a Anita ficou no passado, coisa de adolescente. Casei com uma moreninha que só poderia ser brasileira. E se desse carona para a Anita Ekberg em meu MP e soltasse o volante, o carro iria direto pra sarjeta!

    • Arnaldo Keller

      Hahaha! Jean!
      É bem isso mesmo!

  • Juvenal Jorge

    Lorenzo Frigério,
    andar de conversível sob sol de país tropical é uma coisa masoquista.
    Os britânicos se divertem muito mais e sofrem muito menos, desde que não esteja chovendo, claro.

  • Juvenal Jorge

    Ah, Lorenzo, e mais uma informação. Há um clube de proprietários de Miata no Alaska.

  • Juvenal Jorge

    Coisa pesada não Arnaldo, coisas pesadas (duas) !
    KKKKKKK

  • Rogério Ferreira

    Gostei dos esquemas dos gases do escape, simples, e funcional para permitir uma taxa de compressão impossível de ser imaginada para a gasolina pura… Solução perfeita para nossos flex… Só que não houve tanto reflexo em potência uma vez que o motor 1.5 retirando, 130 cv a não sei quantas rpm é mais ou menos o JAC consegue. Talvez a vantagem esteja na potência média, melhor distribuída, ou mesmo no consumo que deve variar de bom a excelente. De qualquer forma, associar um bom motor a um chassi leve, é garantia de diversão, e Mazda peca muito, em ter encerrado suas operações no Brasil, uma vez que a um potencial mercado aqui. Muitos saudosos ex-donos do inesquecível MX-3, que é na minha opnião, um dos melhores ícones da década de 90.

  • Clésio Luiz

    Quem faz isso com certeza não é um Autoentusiasta.

    • Arnaldo Keller

      Clésio, não concordo consigo. Conheço muitos autoentusiastas que amam carro, manjam muito e não são de descer a lenha. Assim como conheço quem só vive na lenha e não manja nada, guia mal e não trata bem seu carro.

      • Clésio Luiz

        Sim Arnaldo, mas há de convir que comprar um esportivo como o Miata para andar devagar por aí, é algo sem sentido.

        É como aquele ditado inglês: “there is a time and a place for everything”

        • Arnaldo Keller

          Clésio, de acordo. Tem hora, carro e lugar pra tudo.

  • KzR

    Carro quase que perfeito, Arnaldo. Excelente exemplo de Gran Tourer moderno. A Mazda se superou mantendo as peculiaridades do Miata original. Tomara que faça tanto sucesso quanto o outro. Ficou muito bom. Adoro carros leves, dohc, bons de chão, manuais e tração traseira.

    Daqui a cinco anos, já dará para importar um bom Miata original de 1989. Seria muito bom juntar tanto uma antigo como um moderno.

  • KzR

    Usar conversível a sol a pino é que é loucura, ainda que boa. Muito melhor abaixar a capota num clima mais ameno. E aquele friozinho gélido passando mais rápido também tem seus deleites.