DSC08728  NOVO HONDA CITY, DA ÁGUA PARA O VINHO DSC08728

O novo Honda City teve seu entreeixos aumentado em 50 mm. Isso possibilitou que aumentassem o espaço para as pernas dos ocupantes do banco traseiro. Se o espaço do modelo anterior já era bom, com esse aumento quem vai atrás se acomoda com espaço “de diretoria”. Viajei ao redor de 100 km no banco traseiro e com meus 1,80 m fui refestelado, podendo até cruzar as pernas,  mesmo após eu ter pedido a quem ia adiante que trouxesse seu banco para trás quase até o batente. O novo City assim se iguala ao Nissan Versa nesse item. São os dois sedãs compactos com maior espaço para as pernas de quem vai atrás. O City ainda oferece a regalia de reclinar o encosto do banco traseiro.

 

Eu viajando folgado.  NOVO HONDA CITY, DA ÁGUA PARA O VINHO DSC08748

Eu viajando folgado

Mudaram também a suspensão. Antes era um pouco ríspida, dura, e agora está macia, agradável, e de modo algum apresentando oscilações indesejáveis, ou seja, está no ponto para a proposta. Mudaram geometria de suspensão, aumentaram o cáster da direção, o que contribuiu para — deu para sentir a diferença — uma melhor estabilidade direcional. Ela não era ruim, mas era só aceitável. Agora ficou muito boa. O aumento do entre-eixos, teoricamente, também contribui para isso. E melhorou em curvas também. Antes era um pouco frentudo. Agora a Honda tratou de dar ao City o mesmo bom comportamento em curvas que seu irmão maior, o Civic, tem. Os batentes de distensão dos amortecedores agora são hidráulicos, o que passou a evitar pancadas secas de fim de curso,  quando a roda “cai” após transpor uma lombada, por exemplo.

Sendo assim, se antes o leitor evitava o modelo por esses dois motivos, falta de espaço para quem vai atrás e suspensão dura, vale reavaliar a questão e experimentá-lo, pois esses itens foram perfeitamente corrigidos.

O motor continua basicamente o mesmo. Houve algumas melhoras em redução de atrito e a taxa de compressão aumentou um ponto, passando de 10,4 para 11,4:1. Com gasolina ele produz os mesmos 115 cv e com álcool, 116 cv, ambos a 6.000 rpm, apesar da elevação da taxa de compressão.

Mas o motor é moderno e competente. Tem quatro válvulas por cilindro, sendo que das duas de admissão, uma fica fechada até 3.000 rpm, o que dá ao motor uma melhor potência em baixa, quando ele funciona como um motor de 2 válvulas por cilindro. À partir das 3.000 rpm a segunda válvula de admissão também passa a abrir, o que dá ao motor a boa característica dos motores de 4 válvulas por cilindro, que é ficar bom de alta, continuar a subir forte de giro buscando maior potência máxima. Um bom motor, não tão econômico e nem tão silencioso em alta, mas um bom motor, bem disposto.

Já o novo câmbio CVT suscita controvérsias. Para o público-alvo, tudo bem, ele o achará ótimo, pois é agradável não haver as inerentes interrupções de aceleração durante as trocas de marcha, mesmo que praticamente as imperceptíveis trocas feitas pelos bons câmbios automáticos de hoje. Mas para quem quiser uma tocada mais esportiva ele deixa bastante a desejar, pois em uma acelerada forte ainda há aquela longa e desagradável sensação de patinação, mesmo com a melhora que teve este novo CVT ao lhe ser incorporado um conversor de torque. Os CVT da Toyota (novo Corolla) e Nissan (novo Sentra) estão bem melhores que este da Honda. “Patinam” bem menos, principalmente de rotação média em diante. Particularmente, acho meio chato acelerar ao batente, ver o ponteiro do conta-giros subir imediatamente lá para as 6.000 rpm e ter que ficar esperando o carro ganhar velocidade aos poucos, conforme as relações de marcha vão se alongando.

 

O Cx, coeficiente aerodinâmico, não foi divulgado. Lamentável.  NOVO HONDA CITY, DA ÁGUA PARA O VINHO DSC08732

O Cx, coeficiente de arrasto aerodinâmico, não foi divulgado; lamentável

E não há freio-motor, ou melhor, há pouco freio-motor. Você vem numa rápida aproximação de curva, tira o pé do acelerador e o carro segue embalado como se estivesse num overdrive dos que tinham roda-livre. A coisa fica só para os freios. Diminuir e equilibrar o carro fica só por conta dos freios. Tudo bem em termos de segurança, pois os freios seguram muito bem, sem problemas, mas não é com o que se está acostumado, é desagradável. Nas versões mais caras, a EX e a EXL, há as borboletas atrás do volante, pelas quais se escolhem seqüencialmente 7 marchas virtuais pré-determinadas. Mesmo assim essas “marchas” têm uma pequena “patinação”, mesmo nas reduções, o que corta o prazer de uma pilotada.

Trazendo a alavanca de câmbio mais atrás, ao modo S, há uma melhora nessas características e o câmbio segue funcionando por conta própria, como em Drive. Estando em S e dando um toque em uma borboleta, seja da direita ou esquerda, o câmbio entra em uma dessas 7 “marchas” e ali fica e dali não sai, a não ser que você dê outra “borboleteada” ou a rotação atinja 6.000 rpm, quando então ele passa a uma “marcha” mais alta. Estando em Drive ele aceita os comandos feitos nas borboletas, mas após cerca de 10 segundos de inatividade de troca manual o Drive volta a assumir seu papel.

 

O entre-eixos foi alongado em 50 mm.  NOVO HONDA CITY, DA ÁGUA PARA O VINHO DSC08736

O entre-eixos foi alongado em 50 mm

Em compensação, segundo a Honda, o CVT traz economia de combustível. Na estrada, a 120 km/h, no plano e em velocidade constante, o giro se estabiliza em 2.200 rpm. Segundo a fábrica, com o CVT há uma economia média de 1,3% em relação ao câmbio manual. Creio que muito dessa economia se deve à média de estrada, pois, como vimos, viajando sossegado o giro segue baixo. Conclusão: o anjinho que fica sobre seu ombro direito vai adorar esse CVT e o diabinho que fica sobre seu ombro esquerdo, vai esbravejar.

 

Boa posição de guiada, muito boa.  NOVO HONDA CITY, DA ÁGUA PARA O VINHO DSC08744

Boa posição de dirigir, muito boa

Se o diabinho falar mais alto e você optar pelo câmbio manual que só tem no DX,  entrará para o pequeno grupo dos 4,4% que o preferem, segundo o histórico do modelo. E mesmo sendo um pequeno nicho, a Honda teve o cuidado de acertar suas relações. Encurtou a 1ª marcha em 5% e alongou a última, 5ª, em também 5%. Fez bem, pois no City LX que testei em 2010, modelo 2011, achei a 5ª marcha curta demais. Nesta apresentação não havia nenhum DX.

Não foi informado consumo e tampouco ele consta da tabela oficial Inmetro/Conpet. A Honda continua a não fornecer os fundamentais dados aceleração 0-100 km/h e velocidade máxima, o que é de todo lamentável.

Mais detalhes ficam para quando tivermos um City para um de nossos testes ‘no uso’, pois só uma convivência maior nos dá condições de avaliar com maior poder de crítica, tanto para os defeitos como para as qualidades. Por enquanto ficam os destaques para a boa melhora no acerto de suspensão e para ganho em conforto e espaço para quem vai atrás.

 

Os destaques ficam para o ótimo espaço atrás e bom acerto de suspensão.  NOVO HONDA CITY, DA ÁGUA PARA O VINHO DSC08741

Os destaques ficam para o ótimo espaço atrás e bom acerto de suspensão

Mas, como um todo, pelo menos nessa apresentação e breve teste, gostei desse “Mini-Civic” — ou o Civic agora é um “Maxi-City”?

AK

 

Preços:
DX manual: R$ 52.900
LX CVT: R$ 62.900
EX CVT: R$ 66.700
EXL CVT: R$ 69.000

Nota: na ocasião tive a oportunidade de dirigir um Honda Fit e foi nítida a melhora na suspensão deste também. Era dura, ficou no ponto, confortável. Saía muito de frente, ficou quase neutro. Parabéns à Honda.

 Fotos do autor

 

FICHA TÉCNICA HONDA CITY EXL 2015
 
MOTOR
N° e disposição dos cilindrosQuatro, em linha transversal, flex
Cilindrada (cm³)1.497
Diâmetro e curso (mm)73 x 89,4
Potência (cv/rpm)115/6.000 (G), 116/6.000 (A)
Torque (m·kgf/rpm)15,3/4.800 (G e A)
Taxa de compressão (:1)11,4
Distribuição4 válvulas por cilindro, comando no cabeçote, corrente, variador i-VTEC de fase e levantamento conjugados, coletor de admissão variável
Formação de misturaInjeção no duto Honda PGM-F1
TRANSMISSÃO
Tipo do câmbioCVT, tração dianteira
Conexão motor-transeixoConversor de torque
Relações de marcha (:1) Frente 2,526 a 0,408; ré 2,706 a 1,382
Relação de diferencial (:1)4,992
SUSPENSÃO
DianteiraIndependente, McPherson, mola helicoidal
TraseiraEixo de torção, mola helicoidal
DIREÇÃO
TipoPinhão e cremalheira, assistência elétrica indexada à velocidade
Voltas entre batentes3
Diâmetro mínimo de curva (m)10,3
FREIOS
DianteirosDisco ventilado
TraseirosTambor
RODAS E PNEUS
RodasAlumínio, 6Jx16
Pneus185/55R16
EstepeTemporário, roda de aço 4Tx15, pneu T135/80D15
CONSTRUÇÃO
TipoMonobloco em aço, sedã 4-portas, 5 lugares
DIMENSÕES
Comprimento (mm)4.455
Largura (mm)1.695
Altura (mm)1.485
Distâncias entre eixos (mm)2.600
Bitola dianteira/traseira (mm)1.482/1.472
Distância livre do solo (mm)145,3
PESOS E CAPACIDADES
Peso em ordem de marcha (kg)1.137
Capacidade do porta-malas (l)536
Tanque de combustível (l)46
CONSUMO (INMETRO/CONPET)
Cidade (km/l)Inexistente
Estrada (km/l)Inexistente
CÁLCULOS DE CÂMBIO
v/1000 em D (km/h)54,8
Rotação a 120 km/h em D (rpm)2.200

 

HONDA CITY 2015 – PRINCIPAIS EQUIPAMENTOS
 
Acabamento de portas, volante e alavanca de câmbio em couro
Acionamento elétricos dos vidros, o do motorista 1-toque sobe/desce com antiesmagamento
Ajuste de altura do banco do motorista
Ajuste de altura do volante
Ajuste do áudio no volante
Alarme sonoro de cinto do motorista desatado
Alto-falantes (4) e tweeters (4)
Antena de teto na traseira
Apoio para o pé esquerdo
Ar-condicionado automático digital c/ controle pela tela tátil
Áudio com visor LCD de 5″ (CD/AM-FM/USB/P2/Bluetooth com comando HFT no volante
Banco revestidos em couro
Banco traseiro reclinável partidos 60/40
Bolsa inflável lateral para motorista e passageiro
Câmera de ré multivisão
Chave-canivete c/ controle de travas das portas, porta-malas e alarme
Cintos dianteiros com pré-tensionador, limitador de força e ajuste altura
Cintos traseiros de três pontos (3)
Computador de bordo
Console central com porta-copos
Controle automático de velocidade de cruzeiro
Descansa-braço dianteiro com porta-objetos com tampa
Descansa-braço traseiro com dois porta-copos
Desembaçador do vidro traseiro
Encosto de cabeça para todos os ocupantes
Faróis de neblina
Iluminação no porta-malas
Limpador de pára-brisa com temporizador
Luz de leitura dianteira
Pára-brisa com faixa degradê
Pára-sóis com espelho
Porta-objetos nas portas dianteiras
Porta-revistas nas costas do encosto do banco do passageiro
Tomada de 12 V
Travamento de portas automático a 15 km/h
Travamento elétrico da portinhola do tanque
Travas para crianças nas portas traseiras

 

(Atualizado em 24/01/15 às 12hoo)

Sobre o Autor

Arnaldo Keller
Editor de Testes

Arnaldo Keller: por anos colaborador da Quatro Rodas Clássicos e Car and Driver Brasil, sempre testando clássicos esportivos, sua cultura automobilística, tanto teórica quanto prática, é difícil de ser igualada. Seu interesse pela boa literatura o embasou a ter uma boa escrita, e com ela descreve as sensações de dirigir ou pilotar de maneira envolvente e emocionante, o que faz o leitor sentir-se dirigindo o carro avaliado. Também é o autor do livro “Um Corvette na noite e outros contos potentes” (Editora Alaúde).

Publicações Relacionadas

  • Nando

    Já disse isso em outros fóruns, mas reitero aqui: a Honda é a melhor em termos de marketing, realmente admirável. Conseguem vender (e vender bem) os Fit e City como carros médios, quando na verdade são compactos espaçosos. Coisa que a Fiat não conseguiu com o Linea, por exemplo. Nada contra os carros em si, que são ótimos.

  • VeeDub

    As montadoras multinacionais oligopolizadas são como aves de rapina neste “ZOOLÓGICO AUTOMOTIVO” em que vivemos no Brasil – (Mercado fechado a concorrência dos importados de melhor qualidade/preço/segurança)… Convenhamos, caçar dentro de um zoológico é infinitamente mais fácil que nas savanas africanas…
    Ao invés de buscarem eficiência e incrementar a qualidade dos produtos aqui produzidos e focar o mercado externo, preferem ir pelo caminho seguro/tranquilo/ e menos custoso do LOBBY PROTECIONISTA. alegando empregos…

    Como incrementar exportações, considerando que nossos veículos não atendem minimamente aos quesitos de qualidade/segurança/consumo/emissões exigidos fora do zoológico ?

    Ah, e sim, são MONTADORAS !… até uma simples trava de metal de bateira de um Gol/Voyage (que deve custar uns 50 centavos) é Made in Germany ? imaginem o resto ! Tiers 1, 2 e 3 ? Desenvolvimento de novos projetos ?
    Anyway, com o preço deste City mais caro, a Honda passa a idéia de que certamente exterminará a versão mais básica do Civic 1.8 manual… Também levar em conta que nesta faixa de preço (R$ 70.000,00) temos Ford Focus S 2,0 litros, Nissan Sentra SV 2,0 litros, Peugeot 408 Allure 2,0, Renault Fluence Dynamique 2,0 litros e Toyota Corolla GLi… Ou Ford Fiesta com Aço Boro (UHSS) nas colunas A/B, 7 AB, ESC, TC, motor mais potente e economico e câmbio de DE.

    1) Freios a tambor na traseira do City… um retrocesso em relação ao anterior !
    2) Cadê o motor Earth Dreams do FIT Mexicano ?
    3) ESC ? Ah, não precisa, a suspensão é boa !!!
    4) variador i-VTEC de fase e levantamento CONJUGADOS… Melhor definição para o que é esta variação i-VTEC não existe AK… Até mesmo porque existe Honda com i-VTEC com VVT como normalmente conhecemos, casos dos K20/K24…
    5) Coletor de admissão variável ! Está certo isto AK ?

  • Valdek Waslan

    Eu fico imaginando então, como deve ser subir uma serra com esse cambio. Você reduz na borboleta, o carro ganha força. Dez segundos depois o próprio cambio aumenta a marcha novamente? Deve ser interessantemente trabalhoso ficar descendo manualmente pela borboleta e dez segundos depois ele subir. Valeu…

    • Arnaldo Keller

      Veldek, neste caso você coloca na posição S e o câmbio segura a relação de marcha que você indicou. No texto explico isso.

    • Douglas Sanches

      No modo S, de acordo com o texto, a marcha não é trocada enquanto a borboleta não for acionada, até as 6000 rpm

  • Felipe

    Excelente avaliação, AK!
    Quanto ao câmbio CVT você sintetizou exatamente o que sinto nesse tipo de câmbio. Tive um Lancer CVT e a sensação é idêntica, falta de freio motor, e muita gritaria para pouca reação, o conta-giros sobe e você fica esperando vir a arrancada.
    Desânimo total senti quando peguei uma serrinha de pista simples com ele…
    Após pouco mais de 1 ano e 50 mil km troquei por um Lancer manual, é outro carro! Muito mais afiado e prazeroso na estrada, para mim conforto é não passar por esses apertos em algumas situações, trocar marcha não é cansativo.
    Enfim, hoje temos em casa um Lancer manual e um Golf 1.4 manual, estou extremamente feliz com ambos, enquanto for possível optar por carros manuais continuarei tendo-os em casa.
    Quando não for mais possível parto para os dupla embreagem, pois CVT, seja em qual carro for, para mim particularmente é “carta fora do baralho.
    Abs

  • Raul Godiano

    70 mil !! na versao top!! Acho que a Honda entrou na onda das demais ” se colar colou”

    • Boni

      Já faz um bom tempo que a Honda vem fazendo isso, infelizmente.

  • Fat Jack

    Eu diria que ele mudou de uma água bem cara para um vinho caro demais. Dar R$ 70k num City na minha cabeça é incabível, vejo no New Fiesta Sedan um ótimo concorrente em grande parte dos itens mais levados em conta pelo público alvo do City tendo um custo consideravelmente mais baixo. Acho que a Honda e a Toyota estão exagerando na supervalorização de seus produtos, como se somente elas fabricassem produtos de qualidade…

    • Adeilson Gois

      Quem valoriza os produtos delas são os proprietários satisfeitos. As longas filas de espera e as horas extras realizadas em plena crise do setor exemplificam isso. Enquanto as as outras demitem e fecham as fábricas.

  • Braz Portari

    Legal suas analises AK, mas você somente não comentou sobre os preços…..Cara, isto está além do bom senso. Vamos combinar.beirando só 70 mil reais, se você comparar leva um Fluence…..

    • Burke M. Hyde

      A moeda tem dois lados.
      Se eu fosse presidente da Honda estaria muito feliz de estar lucrando tanto!
      Como não sou e não gosto de jogar dinheiro fora, apenas não compro.

    • Arnaldo Keller

      Braz, minha opinião é que no Brasil todo produto industrializado está caro em relação aos outros países.

    • Fat Jack

      Sou obrigado a concordar…, poderia pelo menos haver um posicionamento a cerca dos seus principais concorrentes…

  • João Guilherme Tuhu

    Sempre falei: CVT é corta-tesão. Assim como a tabela de preços da Honda…

  • carlos

    O de câmbio manual me parece interessante mas o que ouço falar é que será opção para frotista, ou seja, as concessionárias dificilmente oferecerão.

  • Smooj

    O City novo ficou muito bonito, mas ainda não convence visualmente. A frente a e a traseira tem linhas muito atraentes e que remetem ao Accord, mas você olha de perfil e a história é outra. O carro tem proporções de minivan, com aquela traseira que foi acoplada ao resto do carro, com aquele capô curto, parabrisa inclinado que indicam ser baseado em um monovolume e o teto alto. Acho essas proporções horríveis, não convencem mesmo, além de indicarem ser um tremendo improviso.

  • Mr. Car

    Sem entrar na questão do preço, gostei, mas mais uma vez ficaram devendo um interior monocromático bem clarinho, bege ou cinza (azul, nem me atrevo a sonhar, seria bom demais). Ô praga esse negócio de interior “pretinho básico”!

  • João Carlos

    Lembro que no primeiro Fit CVT – de embreagem – se dizia que ele era “patinador” também. Então continua a mesma coisa: estabiliza a rotação e demora muito pra ganhar velocidade proporcional ao giro. É isso?

    E agora ainda tem a patinação do conversor…

    • Arnaldo Keller

      João Carlos, está melhor que o primeiro CVt do Fit, mas ainda está como vc descreveu.

  • MrBacon

    Sempre achei o City um carro interessante, mas nunca considerei ter um pelo posicionamento da Honda para este produto no mercado nacional: ele não é um carro médio, não pode ter preço de Sentra ou Fluence.

    • Adeilson Gois

      O preço elevado se justifica por ser um Honda, com desvalorizacao muito menor que Fluence e Sentra.

      • MrBacon

        A desvalorização de um carro não entra na planilha de composição de custos de um fabricante… comprar carro colocando o valor de revenda em 1º lugar não é uma atitude de quem realmente gosta de carro – não que eu defenda rasgar dinheiro, pelo contrário, mas há de se convir que andar num Sentra por 3 anos em vez de um City vale e muito os R$ 5K a R$ 10K que você perderá em comparação com o Honda.

  • Avatar

    Arnaldo,
    Na ficha técnica informa freio traseiro a disco, mas as fotos mostram tambor. O carro das fotos não é o EXL? Se nem o EXL possui freio a disco atrás (como possuía anteriormente), imagino que nenhuma versão o tem. Acho que a ficha está errada e o City sofreu a mesma depenação que o FIT…
    Dirigi algumas vezes a versão anterior e mesmo com câmbio automático de 5 marchas, era uma carro totalmente sem graça. Só para pessoas que querem um meio de transporte espaçoso mesmo. Agora, espaçoso por espaçoso, prefiro sedãs médios de verdade (preço e PORTE).

  • César

    Ele está mais Civic do que nunca… Inclusive no preço.
    Não vejo justificativa para manter um modelo assim no mercado. Com o perdão da comparação, é como manter lado a lado Agile e Onix. A seleção natural cuidará de perpeturar somente a espécie mais apta à sobrevivência.

    Mas o que eu gostei mesmo, foi do cenário. Belíssimo terreno, grama cinematográfica, casa espetacular. Um show à parte. Bem que poderia o vosso fotógrafo, ao se deparar com cenários maravilhosos como este, “abrir” um pouco mais as fotos…

  • Marcio Andriani

    Carro bonito, falta uma mudança estética

  • Rogério Ferreira

    Caramba, são 10.000 de diferença entre o manual DX e o automático LX com CVT. um baita degrau, que não parece se justificar… E de novo a Honda peca ao não divulgar dados técnicos importantes, como o coeficiente aerodinâmico e a velocidade máxima, pelo menos essa útima, pois através dela, é possível estimar o Cx… Deve também informações das relações de marcha e diferencial da versão com câmbio manual. Lamentável, e por incrível que pareça, a ausência dessas informações, pode afastar clientes. Eu mesmo, prezo muito a eficiência de um sedã, e procuro um carro que gaste menos energia possível para manter sua cinética, especialmente nos ciclos rodoviários, onde é meu uso predominante. Diante da obscuridade do Honda, e a certeza da excelência do Kia Cerato, na mesma faixa de preço, certamente, tenderia a comprar o carro da marca coreana, principalmente se consideramos, as versões com câmbio manual (de 6 marchas ou 5+E, no caso do Kia, e de 5 marchas diretas no Honda, se forem mantidas a mesma configuração da geração anterior)

  • Leonardo Mendes

    O carro ficou bonito mas a grade merecia vir na cor do carro… da maneira que se apresenta parece que enxertaram uma lâmina de barbear na frente.

  • Fat Jack

    Por isso mesmo, se eu tivesse um Lancer (que eu acho ainda um belo sedã e com uma posição de condução soberba), teria o manual (problema é o “efeito mico” de um sedã médio manual na atualidade), onde certamente é possível despertar os 160 “pôneis malditos” e fazê-los cavalgar como “puro sangues”.

  • Ciro Margoni

    Bom gosto, mesmo, foi a escolha do lugar para fazer as fotos, AK. HDC é sensacional.

    • Arnaldo Keller

      Ciro, a apresentação do carro foi no Hotel Fazenda Dna. Carolina, em Itatiba, SP. Fazenda colonial muito bem conservada e com áreas novas. Boa piscina, bons cavalos de aluguel, bem tratados e de bom sangue. Bem legal para um fim de semana com a família.

  • Arnaldo Keller

    Avatar, erro na ficha. Freios traseiros são a tambor em todas as versões.

  • Ciro Margoni

    Certeza. Você foi modesto não mencionando a comida de lá. Volta pra casa com, no mínimo, uns 4 quilos a mais.

  • Tevez

    E continua com o maldito estepe temporário, que mais parece um pneu da Honda Biz. Ok, tem quem goste e quem ache mais prático e tal, e quem acha isso ridículo (como eu) que compre outro carro.

  • Antônio do Sul

    Vejo que alguns importados estão começando a vir com o interior bege ou caramelo. Acho que já vi até Jetta e Golf VII com interior claro. Daqui a pouco, chega aos nacionais. Eu tenho saudade do tempo em que os interiores dos carros da Ford eram cinza. Dava mais trabalho p/ mantê-los limpos, mas que eram de muito bom gosto, isso realmente eram

  • Roberto

    Arnaldo, vi num site automobilístico independente que o motor corta alimentação em 4.500 rpm… Procede?

  • Eduardo Leite

    Arnaldo, você percebeu se continua o barulho chato de combustível chacoalhando em baixo do banco? O do modelo antigo não tem quebra-ondas no tanque, e como o mesmo fica embaixo do banco do motorista, o barulho é muito mais perceptível, principalmente quando o tanque começa a deixar de ficar cheio.

  • Marcos

    O que fez realmente falta nessa avaliação, foi um vídeo.