Essa matéria nasceu por acaso. Não estava no programa, como se diz. Sua semente foi a publicada ontem sobre limite de velocidade ser mesmo necessário, que gerou um número expressivo de comentários e, ao responder ao leitor “Fat Jack” vi que a resposta ficaria longa demais. Resolvi, então, escrever uma matéria a respeito.

O título não é exagero, é correto. O inimigo são as autoridades de trânsito que estão fazendo o possível e o impossível para arrecadar, avançando sobre o bolso do cidadão, num autêntico desrespeito a quem lhes paga o salário com nossos impostos.

Vou tentar ser o mais claro possível, pois o assunto é relativamente complexo.

A autuação por excesso de velocidade tem regras bem definidas no Art. 218 do Código de Trânsito Brasileiro em vigor desde 23 de setembro de 1997. Essas regras separam as vias duas classes: rodovias, vias de trânsito rápido e e vias arteriais. Estão são as avenidas que interligam bairros e não são identificadas como tal, uma falha do código. É um direito saber o tipo de via utilizada.

A outra classe de vias é a que compreende todas as que não enquadram na classe acima.

Para a primeira classe citada o Art. 218 dizia que quando a velocidade fosse excedida em até 20% era infração grave, que debita 5 pontos na carteira de habilitação e gera multa de R$ 127,69.

Se excedesse em mais de 20%, infração gravíssima, 7 pontos e multa de R$ 191,54 porém com peso 3, ou seja, R$ 574,62 e, pior, suspensão do direito de dirigir.

Para as demais vias, exceder o limite em até 50%, grave, os mesmos R$ 127,69 e 4 pontos na CNH. Exceder em mais de 50%, gravíssima, igual ao caso de rodovias, vias de trânsito rápido e as tais vias arteriais.

Modificação

Em 25.07.06 a Lei nº 11.334 modificou o Art. 218 e a tipificação das infrações por exceder o limite de velocidade mudou bastante.

Desapareceram as tais duas classes de vias, ficou uma coisa só. Veja as diferenças:

Ultrapassar o limite em até 20% é multa média (era grave). Como tal, 4 pontos na CNH e multa de R$ 85,13. Melhorou bem para nós. Um descuido com o pé direito deixou de ser falta grave.

Acima de 20% (e até 50%) é que passou a ser infração grave, 5 pontos e R$ 127,69.

Só acima de 50% é que entra na gravíssima (era acima de 20%), 7 pontos, suspensão da CNH e R$ 574,62 (mas esse terceiro caso mudou em 2008, para pior, veja adiante).

Com essa modificação a coisa ficou melhor para nós.

Imagine estar na cidade numa rua de 40 km/h. Antes da mudança “escorregar o pé” e ir, digamos, a 45 km/h, era grave (até 50%). Agora, esse teor de punição só se for entre 49 e 60 km/h: até 48 km/h é  média.

 

lombada elet  ENFRENTANDO O INIMIGO COM ARMAS LEGAIS lombada elet

Lombada eletrônica, inimiga do motorista: todo cuidado é pouco (foto transsportabrasil.com.br)

O problema é que acima de 50% é gravíssima, como passar a 61 km/h pelo controle, qualquer um de nós pode cometer esse erro. Convenhamos que tachar de “gravíssima” a velocidade de 61 km/h é uma piada, e está cheio de ruas de 40 km/h na cidade. Nas lombadas eletrônicas de 20 km/h a coisa é ainda mais feia: 31 km/h = gravíssima.

Portanto, todo o cuidado na cidade é essencial.

O que mudou em 2008 foi a “lei seca”, a de número 11.705, de 19.06.08, que alterou o Art. 291 do Código, de maneira que lesão corporal em terceiros,  em caso de acidente, será considerado crime doloso, não mais culposo.

 

Aproveitando a tolerância

A autoridade de trânsito é obrigada, conforme a Resolução nº. 396 do Contran, de 13.12.11, Art. 5º, Inciso III, § 1º e 2º, aferir velocidade, é obrigada a considerar o erro máximo do equipamento previsto na legislação metrológica, que é de 7%.

Para velocidades de até 100 km/h a tolerância é de 7 km/h. Desse modo, por exemplo,  numa via de 90 km/h só haverá infração acima de 97 km/h. Se o carro for flagrado a 98 km/h, para fins de velocidade considerada par autuação subtrai-se 7 km/h de 98 km/h, igual a 91 km/h, portanto o limite da via, 90 km/h, foi ultrapassado e enseja atuação.

Mas a velocidade que o equipamento registra é velocidade verdadeira, como a que o GPS fornece. No velocímetro é mais, em média 5% para cima, em que 98 km/h é lido quase 102 km/h (101,85 km/h).

Essa é a razão da minha preferência pelos velocímetros de leitura digital, num relance têm-se a velocidade do carro.

Para velocidades acima de 100 km/h o erro metrológico máximo de 7% é aplicado por porcentual sobre a velocidade. Assim, para exemplificar, 120 km/h é considerado 120 x 1,07 = 128,4, 129 km/h arredondado (arredondamento matemático). A velocidade considerada é 129 – 9 = 120 km/h. Se o carro passar pelo controle a 130 km/h, 130 – 9 = 121 km/h, o que resulta em autuação.

No caso da velocidade máxima nas autoestradas, 120 km/h, tabela constante da citada Resolução do Contran mostra que para resultar nessa velocidade o carro tem de passar pelo controle a 129 km/h (velocidade verdadeira, pelo velocímetro e seu erro médio de 5%, 135 km/h). Se passar a 130 km/h (verdadeira) a velocidade considerada será de 121 km/h, levando à multa.

Como o erro do velocímetro é médio, varia de carro para carro, é melhor confiar no GPS, que não erra. À falta deste, ficar só no velocímetro, por segurança.

Nota da redação:  ver a matéria publicada quatro dias depois desta com tabela de velocidade medida e velocidade considerada.

O bom da reclassificação do grau das infrações de velocidade é que não se entra em gravíssima (7 pontos e suspensão da CNH), no caso de limite 120 km/h,  indo, usando a tolerância e conforme a tabela, até  194 km/h (velocímetro, 203,7 km/h), o que dá boa dose de tranqüilidade. Antes da mudança, bastava chegar a 130 km/h para ficar sem a carteira.

Esse raciocínio aplica-se para todas as velocidades. Se o leitor tiver alguma dúvida, pergunte nos Comentários.

Por a maioria dos motorista não conhecer esse mecanismo é que é altamente irritante ver as colunas de tráfego nas estradas de 120 km/h rodando a essa velocidade nos velocímetros e que, com total certeza, é fator de congestionamento nas grandes migrações associadas a fins de semana com feriado encostado.

Espero, com essas explicações, ter ajudado o leitor a enfrentar o inimigo — legalmente.

BS

 

 

Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

Publicações Relacionadas

  • brasileiro

    Depois que mudei os pneus do meu carro de 185/60 para 195/70 o velocímetrotornou-se real. Ficou muito bom. Antes o erro era bem mais que 5%. Ja notei que isso é comum em todos carros.

    Quanto ao Brasil, existe uma industria de multas. Cidades ja contam com esse orçamento para fechar contas. Lamentável. E quem paga o pato mais uma vez?

  • Ilbirs

    Sobre essa do GPS, notei bem quando passei a usar um smartphone e rodando o Waze. Quando faço isso, acabo prestando atenção aos números fornecidos pelo sistema e, surpresa, descobri que em média já estava andando mais rápido que a média que costumava imprimir só olhando o velocímetro, tudo isso sem desrespeitar os limites de velocidade das vias (que em São Paulo são bem baixos).

  • Helton Oliveira de Moura

    Obrigado pelo texto.
    Será que alguem consegue me ajudar ?

    Essa semana me deparei com uma multa impossível:
    Tomei uma multa por transitar a 126 km/h em uma via de 40 km/, mas calma não sou piloto ! e acredito que nem um piloto profissional conseguiria tomar essa multa, explico:
    O radar fica imediatamente antes de uma rotatória pequena, com dois cruzamentos, que poucos carros de passeio conseguiriam contornar a mas de 80 km/h creio, sem contar o transito intenso em horário de pico, a multa foi registrada segunda feira 25/8 as 6:55, horário de entrada escolar, se for observado o trafego, qualquer pessoa vai perceber ser impossível trafegar a essa velocidade, e contornar a rotatória sem causar um incrivel acidente.

    • Rafael

      Recorra da multa, alegando ser impossível isso. Tire fotos do local, no horário que vc falou pra anexar no processo.

      Se vc fizesse o contorno nessa velocidade num carro de passeio (acho que nem um de corrida) tinha era capotado e matado um monte de gente. As autoridades, com um pouco de bom senso, vão ter que se tocar que esse radar estava (bem) descalibrado.

    • Roberto Neves

      Helton, não sei onde você mora, mas aqui no Rio de Janeiro os funcionários do DETRAN não são sensíveis à razão e ao bom senso. Já recorri e tive negados recursos perfeitamente lógicos e plausíveis. Boa sorte!

  • márcio

    Dá pra usar então 10 km/h a mais no velocímetro, estando sem GPS

    • CCN-1410

      Se você estiver em uma rodovia que é permitida a velocidade de 120 km/h, você pode ir até 129 km/h no máximo.
      Seria ótimo se a coluna fizesse uma tabelinha prática com várias velocidades.

    • Matemático

      Claro que não! Faça as contas, depende da velocidade do veículo e da margem de cada modelo.

    • Bob Sharp

      marcio
      Depende. O certo é você saber qual o erro do seu velocímetro.
      Se seu carro tem computador de borro, selecione velocidade média, estabilize o carro na velocidade que você quer aferir, digamos, 100 km/h, e zere a velocidade média. O número que surgir no mostrador é a velocidade verdadeira naquele momento. Aí é só comparar para ver a diferença. Mas o melhor mesmo é o GPS.

    • $2354837

      Faço aferição com GPS, mas minha regra é essa. Ando as 130 km/h na Bandeirantes sempre e nunca levei multa.

  • Christian Bernert

    Perfeito Bob. Agora ficou muito claro. Obrigado pela ótima explicação.
    Devo ter rodado uns 650.000 km nos últimos 27 anos e tenho apenas uma multa por excesso de velocidade em toda a minha vida (por passar a 76 km/h em um ponto em que a rodovia baixa de 80 km/h para 60 km/h). Mesmo assim vivo ‘tenso’ por causa destes limites cambiantes que encontramos por nossas rodovias afora.
    Estranhamente ao longo de toda a minha vida jamais fui convidado a soprar um bafômetro. Acho que a fiscalização da velocidade é desproporcional. Só por que é mais fácil e gera lucro imediato temos estas arapucas espalhadas por todo o canto. Agora aqui em Curitiba está começando um teste com um conjunto de radares para aferir a velocidade média em um trecho de vias urbanas. Só não vai multar porque esta modalidade de medição (por média em um trecho) ainda não está regulamentada. Está ficando cada vez mais chato e mais tenso dirigir…

    • CCN-1410

      Christian Bernert,

      Pois é… Existem coisas em nosso país que são difíceis de entender.
      Nesse final de semana em minha cidade, o motorista de um carro em alta velocidade perdeu a curva e passou por cima de uma motoneta matando sua condutora.

      O cidadão fugiu e somente hoje se apresentou à polícia que constatou que o mesmo estava há 16 anos com a CNH vencida.
      Só para constar… Nesses 16 anos eu já fui parado mais de uma dezena de vezes para verificação de documentos, como é que certas pessoas conseguem passar pela fiscalização por tanto tempo?

      • Lorenzo Frigerio

        Os coxinhas não vão com a sua cara, ou do seu carro, ou costumam fazer comando nos lugares em que você passa.

    • olhandoalua

      O pior do radar de velocidade média é que vários motoristas vão andar bem abaixo do limite de velocidade por centenas de metros! Aqui em Curitiba tem muita gente que passa a 40 km/h em radares de 60 km/h.

  • anomalo

    “… é obrigada a considerar o erro máximo do equipamento previsto na legislação metrológica, que é de 7%.”

    No caso de um equipamento de fiscalização estar registrando velocidades 7% acima da real, portanto ainda dentro da tolerância, se o veículo passar por ele a uma velocidade real 1km/h acima da permitida já será autuado. Procede? Ou será que dá pra confiar que todos os “radares” são muito precisos, digamos dentro de +/- 0,5%, mesmo que a tolerância considerada seja de 7%?

  • Fórmula Finesse

    Não faz muito tempo, no jornal Correio do Povo (RS), eu li um Policial Rodoviário “comemorando” – pior que nem iria aspas – o fato de que a arrecadação com multas iria quase triplicar com a adoção dos novos radares de longa distância.
    Cheguei a postar no face com ressalvas regionais para não ser facilmente detectado…beirava o surreal!

    • CorsarioViajante

      Em São Paulo, a Prefeitura comemora e ainda projeta aumento aumento de multas. A única voz a perceber o absurdo disso é do Bob. Se alguém conhecer mais algum lúcido além dele na mídia que chame a atenção para este fato escandaloso, me avise por favor.

  • CCN-1410

    Bob,
    Eu sempre preferi relógios e velocímetros analógicos, mas acredito que preciso mudar minha opinião quanto aos velocímetros.
    Quanto ao GPS, porque ainda se faz carros com velocímetros? Não seria melhor que todos os carros tivessem GPS?
    Eu tenho um aparelho desses, mas sem uso por não saber que podia ter a velocidade real do veículo. É algum programa especial ou já vem embutido no produto?

    • Christian Bernert

      ccn1410
      Eu uso GPS desde 1999. Naquela época a maioria do povo nem sabia o que era isso. Já tive muitos modelos diferentes. Um dos usos interessantes que alguns modelos permitem é o registro dos trajetos, que posteriormente podem ser carregados através de um programa específico no seu computador. Assim é possível fazer uma análise dos trajetos que você faz, do perfil de velocidades, etc. Eu tenho trajetos gravados desde 2006, quando adquiri o primeiro modelo de GPS com esta capacidade.
      Acho que velocímetros automobilísticos 100% baseados em GPS não vão funcionar, pois existem variações que podem ocorrer devido a dificuldades de obter sinal em áreas rodeadas de prédios muito altos. Além disso o sinal some totalmente dentro de túneis, estacionamentos subterrâneos e áreas cobertas. Neste caso fica impossível saber a velocidade pelo sinal de GPS.

  • Nas cidades que transito diariamente (Itajaí e Balneário Camboriú/SC), existe radar em todo lugar, principalmente nos semáforos (radar de velocidade). Avenidas com quatro pistas e limite de velocidade em 40 km/h, é obrigado o trânsito parar de vez. Ainda bem que meu Gol tem o velocímetro digital, ajuda bastante na hora de passar nos radares. Lembro que quando colocaram os radares ano passado, o coordenador de trânsito de Itajaí falou que a tolerância era de 7 km/h + 10%, sendo que esses 10% nem existem, acho que ele queria mesmo é que o pessoal levasse a multa.

  • Lucas

    Boas explicações. Só não entendi por que misturar aí a questão da lei seca. Concordo que ela é exagerada quanto aos limites de alcoolemia, que poderiam continuar sendo adotados os originais do CTB, afinal acredito e defendo sempre que o problema verdadeiro sempre foi a ausência de fiscalização. Agora se o cara bebeu, está bêbado, e provoca acidente, com feridos, ou pior, com mortes, tem que ser enquadrado sim, ir preso e arcar com as consequências! A responsabilização pelos atos praticados por cada um anda em baixa em nosso país ultimamente….

  • Douglas

    Aro 14?

  • Frederico

    Levei uma multa esse mês.. Multa caça-níquel, gerada pela nossa famigerada indústria que não existe…
    Passar em alta velocidade em posto de fiscalização da PRF…
    Via Dutra, por incrível que pareça, sem carros por perto, sem “guardinhas” nem cones no posto policial… Mantive a velocidade da via, mais ou menos 100/110 km/h.
    Alguém precisava fechar a cota e resolveu aplicar essa multa.

  • Bob Sharp

    ccn1410
    Acho que não está longe o dia de velocímetros serem mostradores mostrando a velocidade diretamente a partir do GPS. / Precisa ver na configuração como ativar a função. Acredito que seu GPS tenha.

    • Giovanni Leonardo Ferreira

      Existe um problema com o GPS. Em dias muito nublados ou dentro de túneis ele não funciona. Acredito ser essa a razão. Porém se utilizando do acelerômetro, é possível continuar mostrando a velocidade em falhas momentâneas de conexão com os satélites.

    • José Rodrigues

      Outro problema com o GPS é que ele não mostra sua velocidade instantânea, sempre tem um atraso de 2 ou 3 segundos (o que pode ser a diferença entre conseguir frear a tempo praquele pardal de 60 km/h na pista de 80 ou não).

  • Bob Sharp

    ccn 1410
    Ótima idéia, vou compilar uma.

  • Bob Sharp

    Lucas
    A lei seca introduziu várias modificações na questão de crimes de trânsito e incluíram essa de dirigir acima de 50% da velocidade máxima. Também acho que não precisava.

  • Bob Sharp

    FF
    Também vi essa, loucura total.

  • Bob Sharp

    anomalo
    O sistema está automatizado e considera a tolerância obrigatória para determinar a velocidade considerada para fins de autuação. Se for 80 km/h o limite, se passar de 87 km/h velocidade real, há infração. Caso de 88 km/h, 88 – 7 = 81, é infração.

  • Bob Sharp

    Helton
    Recorra normalmente, deverá ser indeferido. Pague a multa e entre com recurso em segunda instância no Conselho Estadual de Trânsito (Cetran, que é estadual). A chance de você ganhar é 95%.

    • Helton Oliveira de Moura

      Muito obrigado pela resposta Bob ! Espero não perder a CNH por conta de um erro.

  • Bob Sharp

    IIbris
    É exatamente o que acontece.

    • César

      Se não me engano, o Bob já havia dado essa dica em algum post passado. Depois que apurei o erro do velocímetro pelo GPS, sempre ando pela velocidade real, e notei o mesmo que o IIbirs: normalmente, ando sempre mais rápido do que a maioria, sem caracterizar desrespeito e sem multas.

  • Bob Sharp

    Frederico
    Aí não tem jeito mesmo, é preciso observar o limite nesses postos policiais. De qualquer modo, você deu azar.

    • Frederico

      É fogo Bob… quem dera a lei do “seguir o fluxo” valesse por essas terras…

  • MrBacon

    Conheci esta resolução do Contran há alguns anos, isso é bem legal para quem pega estrada. Na Dutra dá para andar a 120 km/h nos locais de 110 km/h sem medo, considerando a margem do velocímetro e o fator redutor descrito.

    Para quem quiser detalhes:
    http://www.denatran.gov.br/download/Resolucoes/RESOLUCAO_CONTRAN_396_11.pdf

  • a. shiga

    Muito obrigado pelo esclarecimento!!! Agora entendo pq na nova Bandeirantes o pessoal voa baixo! Eu achava que acima de 20% em rodovia ainda era gravíssima.

  • Piantino

    Bob o pior ainda está por vir, já iniciaram os testes, em Curitiba, na Av. Fredolin Wolf, do radar que irá multar por velocidade média. Serão dois pontos de medição distantes 950m um do outro.

    Tenho certeza que irão modificar o CTB para que possam vir a multar por esse método.

    • Bob Sharp

      Piantino
      Já tramita no Congresso lei nesse sentido, lamentavelmente. Mas há de achar uma contramedida contra mais esse abuso, tenho certeza.

      • Fórmula Finesse

        É de se imaginar os gargalos que se criarão com o “cálculo da velocidade média” – o motorista normal já cruza pelas lombadas eletrônicas de 60 km/h a 35/40…imaginem este se sentido fiscalizado, quanto abaixo irá andar. As médias de velocidade irão despencar com essas medidas malucas; o entrevero será grande, tudo colaborando para entupir ainda mais as artérias do nosso combalido trânsito!!!

      • Antônio do Sul

        Será que entre os 513 deputados e 81 senadores não há ninguém que leve uma vida minimamente próxima da rotina do cidadão comum, dirigindo, nem que seja de vez em quando, o seu próprio carro? Será que os nossos excelentíssimos representantes são tão desconectados do mundo real?

    • Ricardo

      O dia em que a maioria ou todas as estradas forem assim, deixarei de viajar de carro, muito provavelmente. Viajar a 80km/h atrás de um caminhão não dá.

  • Leonardo Mendes

    Multas em radar eu já recebi algumas, mas a melhor foi uma gravíssima que chegou em casa recentemente… dirigir ameaçando os demais veículos num dia e horário que meu carro estava com a suspensão desmontada na concessionária da família.
    Confesso que caí na gargalhada ao ver a descrição da infração… já me imaginei ao volante brandindo um grifo de encanador e vociferando “Ei, Celta, nunca mais mexa com a minha mulher senão te quebro, safado!

    Brincadeiras a parte já entrei com o recurso e estudo um processo contra a CET de Santos, um órgão cujo presidente é um engenheiro (nada contra a profissão) que sequer sabe a diferença entre viaduto e “vai o duto”.

    • AlexandreZamariolli

      Leonardo,
      Recebi uma multa (graví$$ima) por estar andando de moto sem a viseira. Apresentei a defesa com uma declaração de meu superior (sou servidor público) de que eu estava trabalhando no dia e hora da infração. O órgão de trânsito local ignorou a declaração e manteve a multa porque “outra pessoa poderia estar dirigindo a moto”.

      Entrei com o recurso e acrescentei outra declaração, assinada por meu pai, de que a moto ficou guardada em casa durante todo o dia. Resultado? A JARI ignorou as duas declarações e indeferiu o recurso, porque “eu não juntei nenhum documento capaz de provar minhas alegações”…

      Então, meu caro, não pense duas vezes: reúna suas provas, processe MESMO, e não se esqueça de pedir uma polpuda indenização por danos morais!

    • Fat Jack

      Primeiramente boa sorte…, é mais provável você acertar na Mega Sena sozinho, mas concordo que não se pode aceitar algo assim “de braços cruzados”. É uma palhaçada mesmo, há tempos atrás eu tive um Kadett, que quando comprado recebi juntamente 3 multas já pagas pela ex-proprietária:
      – na transferência:
      constavam em aberto, tive de reapresentá-las,
      – fiz uma alteração no veículo e precisei alterar o documento:
      constavam em aberto, tive de reapresentá-las,
      – paguei o licenciamento do ano seguinte:
      constavam em aberto, tive de reapresentá-las,
      – vendi o veículo:
      constavam em aberto, tive de reapresentá-las,
      Infelizmente não é piada, é seríssimo, imagina se a ex-proprietária não tivesse guardado e me repassado os comprovantes!!! (ah, claro, as forneci ao novo proprietário do carro…, vai saber, né?)

  • brunollo

    Sabem o que é pior? Eu morei um tempo nos EUA, finalizando um projeto de mestrado. Lá estava comentando com alguns amigos americanos sobre como funcionavam os radares aqui. Então um deles, advogado, me respondeu assim: “Como é? Vocês aceitam uma multa, uma punição legal, lavrada por uma câmera fotográfica, sem a presença de um representante da Lei? COMO vocês aceitam isso, como sociedade? Quanta subserviência e quanto desrespeito com a população!” Eu queria abrir um buraco de tanta vergonha no Brasil. Aliás, confrontado com um país que funciona DE VERDADE, todo dia em algum momento eu queria abrir um buraco no chão de vergonha no Brasil.

  • Douglas

    Bob,

    O que você da atitude de alguns de derrubar esses radares?

    • Bob Sharp

      Douglas
      Totalmente contra. Isso é vandalismo, não se destrói patrimônio dos outros. Por isso o titulo da matéria que fala em “armas legais”.

  • Kaio

    Bob, agora querem que nas ruas com ciclovias tenham a velocidade limitada a 40 km/hr “para segurança dos ciclistas”. Seguindo esta lógica, então onde tiver calçadas deveriam limitar também a esta velocidade para segurança dos pedestres. Quando você e outros pessoas com maior visibilidade irão à imprensa para mostrar este absurdo?

  • Antônio do Sul

    Este post e o anterior estão muito bons e instrutivos, mas temos de fazer pressão para que não seja alterado o Código Nacional de Trânsito para se permitir o controle de velocidade pela média entre dois pontos de medição. P/ mim, isso é difícil de entender: se nossos carros estão mais seguros, por que focar tanto em controle de velocidade? Por que não autuam quem anda com seus veículos em más-condições?

    • Luís Galileu Tonelli

      E quem vamos autuar pelas condições de nossas vias? Acho que aqui cabe também uma reflexão associativa, afinal somos autuados por infringir limites de velocidade bem especificados. Aceito a mudança para velocidade média, mas, se na rodovia em que isso for implantado houver buracos todos que transitarem por ali devem ser ressarcidos em um valor X. Sei que é absurda tal implantação, porém devemos exigir muito mais.

      • Antônio do Sul

        Boa pergunta, Luís. Cada vez que se enche o tanque, paga-se a CIDE, contribuição que foi criada em 2001 ou 2002 p/ se arrecadar recursos que seriam investidos na infra-estrutura rodoviária. O que foi feito com esse dinheiro?

        • Lorenzo Frigerio

          Acho que a CIDE está zerada no momento, para controlar a inflação. Depois de zerar a CIDE, ainda proibiram a Petrobrás de aumentar os preços, e não é à toa que as ações dela despencaram. Se a gasolina parece cara, é por causa da inflação, mesmo. Sem contar, é claro, o ICMS.

          • Daniel Shimomoto

            ICMS lorenzo que encarece absurdamente a gasolina. Mas os governos estaduais não querem perder a boquinha, ao contrário…

      • Ricardo

        Você foi irônico? kkkk…Realmente acredita que os políticos vão deixar de multar se as estradas estiverem ruins?

      • Fat Jack

        “…limites de velocidade bem especificados…”??? Você só pode estar zombando, caso contrário, se você trafegar pela Rodovia dos Bandeirantes nas proximidades de Ribeirão Preto verá uma alternância de placas indicando a velocidade máxima que provavelmente mude de opinião. (* ainda em tempo, é mais um a prova do que a força financeira é capaz, pois a velocidade é diferenciada justamente na área que cruza a citada cidade…)

  • Márcio

    A 130 da pra ir tranquilo para limite de 120, pois o disparo só ocorre a 129 reais

  • Lucas

    “De
    tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de
    tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes
    nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da
    honra, a ter vergonha de ser honesto.”
    É como nessa frase de Rui Barbosa, que fico a me perguntar de vez em quando, ao refletir sobre a nossa sociedade atual, como um pai que, diante de um filho que trilhou o mau caminho e se pergunta: onde foi que erramos?? Quando e de que modo foi semeada essa semente que hoje nos faz colher corrupção, individualismo, desrespeito ao próximo, ganancia exacerbada, promiscuidade entre o público e o privado, péssimos políticos, péssimos governantes entre tantas outras mazelas nacionais??
    Triste. Muita coisa precisa mudar.

    • Antônio do Sul

      Começou faz tempo, desde a colonização, quando quase só vinham para cá degredados e oportunistas. Acho que só não é pior graças aos imigrantes europeus e japoneses que vieram para cá no século XIX e XX, época na qual ainda vivíamos num regime que não era muito diferente do feudalismo. Não que eles fossem melhores ou mais inteligentes: o que os diferenciava era a vivência em sociedades mais desenvolvidas, que já tinham se industrializado, onde havia empregados, empregadores e consumidores . Não acredito que a média dos brasileiros seja muito diferente dos políticos. O problema é a falta de valores, que não está restrita a uma classe social ou a grau de escolaridade, pois atinge a nossa sociedade em todos os seus segmentos.

      • Ricardo

        Concordo em gênero, número e grau.

      • Fat Jack

        Olha, nem isso justifica o atual estágio…, haja visto a história da Austrália (salvo equívoco, colônia penal inglesa) e em que situação este país está atualmente… Quanto à população e aos políticos, sou obrigado a concordar que quanto mais ignorante o povo, mais fácil dominá-lo e extorqui-lo. É exatamente neste ponto que estamos…

  • Matemático

    Na Autobahn tem fiscalização por câmeras. Será que os alemães tem vergonha disso?
    Eu acho que esse papo de EUA melhor do que aqui já passou dos limites, partiu da realidade pro exagero. Será que nenhum dos estados americanos usa fiscalização eletrônica? Meio difícil hein… brasileiro pisa lá na Flórida e acha que conhece tudo.

    • Em Miami diversos semáforos em avenidas de grande tráfego já contam com câmeras que registram a infração, com tecnologia bem avançada. O infrator recebe a multa com duas fotos coloridas, uma mostrando o carro de corpo inteiro, outra um “close up” da placa do veículo e, para complementar, um link para se assistir o vídeo da infração cometida. Nenhuma autoridade de trânsito presente na autuação, e todas as provas confirmando a infração.

    • Lorenzo Frigerio

      Deixei uma resposta, mas não saiu. Tanto na Alemanha como na Flórida tem POLÍCIA nas estradas. Não para multar pessoas andando a 20 ou 30 km/h acima do limite, mas para pegar motoristas embriagados, ou dirigindo perigosamente. Inclusive com viaturas descaracterizadas. São coisas que o radar não multa, e muito mais graves. Aqui, não existe preocupação com a vida humana ou com constranger o motorista a não repetir a infração. SÓ com faturar.

    • CorsarioViajante

      Também me irrita esta síndrome do super-homem estrangeiro.

    • Leonardo Mendes

      Assino embaixo de tudo o que você escreveu.

    • brunollo

      Não disse que as câmeras não existem. Elas existem. elas não criam a multa automaticamente, apenas fiscalizam o trãnsito à distância. Aliás, ESSE é o ponto que os americanos estão discutindo hoje. Eles acham inaceitável uma punição automática sem nem a presença de um representante da lei. Não é à toa que lá uma das atribuições da polícia é chamada de law enforcement. É pra reforçar a Lei e pra fazer cumprir a Lei. E eu não “pisei na Flórida”. Morei oito meses em Massachusetts.

  • Daniel S. de Araujo

    Eu passo devagar nos radares porque simplesmente tenho medo deles. Quem me garante que o limite de 50 km/h é o que está regulado no radar? Quem me garante que a placa indica 50 e ele está regulado para 40?

    As arapucas na estradas então são aburdas. O Governo Estadual coloca o limite de velocidade em muitas rodovias de 120km/h por exemplo. Mas, numa curva mais acentuada ou qualquer lugar diferente abaixa para 90km/h e poe um radar para pegar o incauto. Vejo isso na Bandeirantes, Washington Luiz e tantas outras. É um caça niquel. E tanto em ambito federal quanto estadual, ou seja, estamos sendo explorados pela situação e pela oposição.

    E salve-se quem puder.

    • Lorenzo Frigerio

      A D. Pedro é uma arapuca sem tamanho, inclusive porque o asfalto é muito bom.

    • $2354837

      Pode confiar porque são aferidos pelo Inmetro. Aliás nem precisa roubar… A maioria é retardado e passa acima de 50 km/h. Já disse… respeite por um ano os limites e os radares somem.

    • CorsarioViajante

      Neste caso é bem improvável, como os colegas falaram abaixo… E por favor, se for passar devagarzinho, pelo menos vá para a direita.

  • Lorenzo Frigerio

    Acabei de receber duas multas… a portaria do condomínio até grampeou! Ambas num dos túneis sentido sul da Imigrantes, por transitar em velocidade até 20% acima da permitida (que é apenas 80 km/h, um limite irreal de que já se falou muito aqui).
    Mas o mais incrível é o seguinte: uma foi no km 52,490 e outra no km 53,800. Uma distância de apenas 1310 m! Ambas de radar fixo. É como se eu tivesse tomado duas multas no mesmo lugar. Existe uma distância mínima obrigatória entre radares? Procurei na internet, e li tanto que não, como que sim – valores variados: 2km, 4km e 5km. Inclusive, que é uma resolução do INMETRO. Mas não há referência ao número da mesma. Bob, você tem essa informação? Gostaria de tentar anular a segunda multa.
    Em anos, eu nunca havia sido multado nesses túneis.
    Pelo visto, preciso comprar um GPS; só não sei se funciona em túnel.

    • Leonardo

      Amigo … fique esperto!! Se não me engano esses dois radares na pista sul da Imigrantes ficam atrás daqueles exaustores gigantes bem no teto do túnel 1 (pela km parece que foi no túnel 1 que você foi autuado). Muitas pessoas já tomaram multa ali pois não se vê o radar…

    • CorsarioViajante

      Hahaha este radar é pegadinha, na serra, não é? Meu pai sempre toma esta multa.

  • $2354837

    Se todos respeitassem os limites por um ano, os radares sumiriam.

    • Eduardo Mrack

      Se todos respeitassem os limites por um ano, os limites seriam reduzidos assim que houvesse um déficit na arrecadação, nem que para isso os limites já estivessem perto de zero Km/h.

  • Bob Sharp

    Daniel
    Sabe que nunca fui multado por erro de equipamento como esse que você cita? Acho que você pode confiar sim.

    • Daniel Shimomoto

      Bob, é terrivel viver num país onde não se confia nas instituições. A gente desconfia até da sombra.

  • Bob Sharp

    Lorenzo
    É um horror, não? Quando a descida de serra estava sendo construída, foi falado inúmeras vezes na mídia que o projeto previa velocidade de 110 km/h, superior em 10 km/h à da subida quando estava em operação descida. Aí foi inaugurada em 2002 com 80 km/h. É absolutamente ridículo e a finalidade mais do que evidente é faturar.

    Existe distância mínima e está especificada na Resolução n° 396, de 13.12.11 (por acaso a que citei na matéria), Art. 3°, § 7°, que diz que quando em determinado trecho da via houver instalado medidor de velocidade do tipo fixo (“pardal”), os equipamentos dos tipo estático (tripé), portátil (pistola) e móvel (a bordo de viatura policial em movimento), somente poderão ser utilizados a uma distância mínima daquele equipamento de:
    I – 500 metros em vias urbanas e trechos de vias rurais com características de vias urbanas.
    II – 2 quilômetros em vias rurais e vias de trânsito rápido

    Como, presumivelmente, os dois equipamentos que lhe flagraram são iguais, as condições acima não valem, portanto, e infelizmente, não podem ser contestadas.
    O GPS não funciona nos túneis, mas aí é só não deixar a velocidade aumentar dentro deles.

    • Tamanduah

      Bob,

      se me permite, duas correções:

      1) os radares do tipo “móvel” são aqueles sobre tripés, ou seja, modelo que pode ser levado para diferentes pontos, daí o nome (móvel). Não existe radar com carro em movimento: se em sentido oposto é preciso somar as velocidades (dos dois carros) e se no mesmo sentido é preciso subtrair. Como não se tem a velocidade precisa do carro que faz a medição, nunca será possível mensurar a velocidade do outro carro. Radares transportados por viaturas também é considerado como “móvel”, desde que colocado ao lado da mesma (ou seja, não são aqueles do tipo pistola).

      2) os radares (de qualquer tipo) são avisados dentro dos túneis sim.

      Acontece que os sinais de satélites somem dentro dos túneis mais longos, impedindo a informação correta da velocidade do veículo. Mas existem navegadores GPS modernos que possuem duas características: (a) navegação assistida (A-GPS, via internet) e (b) navegação extrapolada (como em túneis e outras regiões não mapeadas). Ambos os casos auxiliam a navegação em túneis, por exemplo, não atrapalhando a informação correta e precisa da velocidade.

      Já as informações de radares (e outros pontos de alertas, como lombadas, pedágios, polícia rodoviária, etc.) é feita através de arquivos a parte, fora do arquivo de mapas, chamados de “blocos de alertas”. Estes arquivos de alertas possuem informações sobre as coordenadas dos pontos, bem como sentido e direção, além de uma classificação por tipo/categoria — que pode chegar a um total de 32, dependendo do navegador GPS.

      Quando em navegação, com ou sem rota ativa, estes pontos de alertas são “plotados” sobre a tela de mapa, usando as tais coordenadas e tipos, na forma de um ícone. Em navegadores mais completos é possível ouvir uma voz TTS (mecanismo de síntese de voz) avisando sobre o tipo de ponto de alerta e a distância até o mesmo, além de sons do tipo “bipe” quando o condutor está em velocidade superior àquela determinada para o ponto de alerta — para “forçar” a diminuição da velocidade até o ponto exato.

      Pois bem, como o radar, nos navegadores GPS, nada mais é do que informar um ponto de alerta a partir de uma coordenada previamente inserida, então nos túneis os radares serão informados normalmente, pois o mapa continua ativo e as coordenadas também. O que se pode perder é a informação sonora por bipe (excesso de velocidade), pois a velocidade real e instantânea não estará disponível, mas o ícone sim.

      Espero ter ajudado um pouco no debate.

  • Eduardo Mrack

    Entre vários devaneios, as vezes penso em comprar um carro bem velho, mas confiável, de baixíssimo valor e sem documentos, assim como não mais renovar a minha habilitação e utilizá-lo regularmente, só para ver o que acontece.

  • RoadV8Runner

    É um absurdo essa sanha por nos flagrar “perigosamente” acima da velocidade. E a lei é uma gracinha: usar dois equipamentos diferentes muito próximos entre ambos, não pode, mas colocar dois iguais, pode!
    Aqui em Sorocaba-SP, a “moda” atual é colocar radar no começo de subidas ou próximo do topo delas, pois quem esperaria encontrar um “pardal” nesses locais? E vivem mudando os pardais de lugar. Por aí fica claro que o intuito é arrecadar o máximo possível.

  • RoadV8Runner

    Acho que D. Pedro tem a maior concentração de radares do planeta! Não me lembro ao certo por quantos quilômetros trafeguei por lá da última vez (foi algo em torno de 100 km), mas contei 11 (ONZE!!!) radares em um único sentido da pista…

    • LG

      Lembro da D Pedro sem radar, aliás, a Bandeirantes, Castelo e sistema Anchieta-Imigrantes cheios de radares e a D. Pedro sem… Era maravilhoso poder andar naquela estrada em segurança a velocidades entre 160 e 180 km/h sem riscos de acidentes ou multas.

      • Fat Jack

        Idem…, morei por cerca de 3 anos em Mogi Mirim, viajando constantemente a São Paulo por ambas as estradas (D. Pedro e Bandeirantes), e posso dizer que, se tendo o mínimo de bom senso, eram rodovias onde era possível andar por horas em velocidades superiores às atualmente permitidas com total tranquilidade e segurança (a Bandeirantes, claro, ainda mais…) Saudades…

  • RoadV8Runner

    Os limites ficaram bem mais coerentes, pois como bem explicado no texto, não torna um “criminoso potencial” quem se distrai e passa pouco acima do limite da velocidade. E, convenhamos, 193 km/h pare ter a CNH suspensa, numa via com limite de 120 km/h, tá de bom tamanho…
    Mas o que mata são as arapucas, as artimanhas que as “otoridades” e afins usam para pegar os incautos. Para os radares móveis, como todo mundo já fica esperto quando tem carro parado próximo a pontes ou barreiras de proteção, o pessoal começou a parar o carro longe, para não chamar a atenção.

  • RoadV8Runner

    O problema são os limites de velocidades irreais, muito abaixo do bom senso. Ou então as reduções bruscas de velocidade que se vê em várias vias, sabiamente sucedidas por um “pardal” para flagrar o descuido…

  • Daniel Shimomoto

    Luiz, o problema não é o limite de velocidade. O problema é a confiança nas instituições.

    Muita gente passa devagar no radar porque não confia nas instituições publicas que em sua maioria querem multar multar e multar. Com tantas denuncias de escandalos (CONTROLAR, rodovias com pedágios carissimos, lobby de empresas e categorias profissionais no DENATRAN), dá pra confiar no radar? É mais do que natural das pessoas ficarem cismadas.

  • Londrinense

    Não sei se verá isso a tempo, mas você pode tentar argumentar tratar-se de infração continuada.
    Pelo menos aqui em Londrina, caso você seja autuado na mesma infração e num curto espaço de tempo ou distância, será considerada apenas uma autuação.
    Para evitar situações bizarras como você ser multado por não utilizar cinto de segurança em uma esquina e novamente na esquina seguinte, por agentes municipais diferentes.
    Afinal, você só deixou de utilizar cinto de segurança uma única vez.
    Já vi esse tipo de argumentação ser acatada nos recursos em diversos tipos de infração, inclusive por excesso de velocidade.

  • Rodrigo

    Bob, se puderes, dá uma olhada nesta reportagem:

    http://gaucha.clicrbs.com.br/rs/noticia-aberta/operacao-com-multiplos-radares-aumenta-em-150-flagras-por-excesso-de-velocidade-116808.html

    O policial deu uma entrevista na TV hoje pela manhã, quase rindo, lembrando que nos locais que colocarem 3 radares próximos, se o veículo passar acima do limite nos 3, deu uma só vez ele poderá perder a CNH…

  • Marcelo Schwan

    Bob Sharp,
    excelente texto e bem elucidativo. Venho usando isso na prática e há alguns anos que não tenho nenhuma multa de excesso de velocidade.

    Gostaria de comentar acerca do art 291 após a alteração da Lei 11705. Na realidade o crime ali descrito não passou a ser doloso. Não é o crime que é doloso ou culposo, mas sim a conduta do agente.

    Resumidamente, há dolo quando o agente que comete o crime tem a intenção de cometê-lo e quer o resultado final. Há dolo eventual quando o agente assume o risco de cometer o crime e o resultado final. E há culpa quando o agente não quer cometer o crime e nem quer o resultado final.

    Nos crimes de trânsito sob efeito de álcool, na esmagadora maioria das vezes o agente sequer assumiu o risco de cometer um crime. Ele agiu foi com culpa (negligência, imperícia ou imprudência) – juridicamente falando.

    Bons advogados conseguem comprovar juridicamente esta posição porque, como disse antes, culpa e dolo são ligados à conduta do agente e não ao crime. Isto é doutrinário. Há crimes no Código Penal que para serem tipificados como crime o agente deve agir com dolo. Se for comprovado que agiu com culpa, deixam de ser crimes.

    Ouvi muito na imprensa jornalistas falando que determinado sujeito matou
    um pedestre e deveria ser julgado por crime doloso (dolo eventual)
    porque estava sob efeito de álcool ou praticando racha. Está errado. A
    conduta do agente não é de dolo eventual e nem de dolo direto, mas
    culposa – juridicamente falando.

    A meu ver o que o legislador quis com esta alteração, foi aumentar a pena de quem comete delitos sob o efeito do álcool ou substâncias entorpecentes, na modalidade culposa, até mesmo porque ele sabe desta diferenciação do dolo e culpa.

    Quis diferenciar a lesão corporal culposa e o homicídio culposo sob a direção de veículos automotores do CTB, dos crimes de lesão corporal culposa e homicídio culposo do Código Penal, que têm penas menores.

    Ou seja, foi apenas para aumentar a pena do crime cometido sob a modalidade culposa criando a tipificação penal de cometê-lo sob a direção de um veículo.

    Não estou afirmando aqui qual a minha opinião sobre estarem certos ou errados, mas apenas mostrando esta diferenciação.

    Um abraço,
    Marcelo Schwan

  • Marcelo Barros

    Essa atitude de passar bem abaixo do limite estabelecido no radar, atrapalha o trânsito. Se o radar é de 60 km/h, pode passar com seu velocímetro estabilizado em 60km/h que você não será multado. Vejo tanta gente segurando trânsito porque o radar a 500 m de distância é de 60 km/h e já diminui para 50 ou até 40.

    • Fat Jack

      Concordo plenamente… a mim, é uma situação que irrita bastante, são aqueles locais onde até o caminhão de lixo passa pela fila formada na faixa esquerda de alguém passando a 20 km/h num radar de 60 km/h. (*situação real vivida há pouco tempo…)

  • Antônio do Sul

    Nesta manhã, acho que no Bom Dia Brasil, vi uma notícia parecida. Talvez seja essa reportagem feita pela RBS e retransmitida pela Globo para o resto do país. Pelas imagens, acho que a PRF fazia essa operação na BR-290 (Freeway), entre Porto Alegre e Osório. Segundo o policial que deu a entrevista, faziam isso para flagrar o motorista que reduz a velocidade ao ver o radar, mas eles já não têm aqueles radares que medem a velocidade quando o veículo ainda está a um quilômetro de distância?

    • Rodrigo

      Infelizmente sim, já o possuem e, deve ser a mesma reportagem… Mas com a colocação de 3 radares em seqüência, conseguem ainda mais $$$ (normalmente, se a pessoa vem andando a 130 km/h, em velocidade de cruzeiro, dificilmente ela diminuiria se o fluxo de tráfego permanecesse o mesmo, o que levaria o infeliz a tomar 3 multas em seqüência…)

    • KzR

      Eu não condeno o motorista que faz isso. Afinal, de certo ponto de vista, ele está contribuindo para uma maior fluidez. Trafegar numa via a 120 ou 130 quando esta mesma via permite (mesmo que o limite seja 100, 110), deveria ser natural e não perigoso. Transitar bem acima, aí sim seria irresponsabilidade.

  • Fat Jack

    Excelente matéria, Bob! Tendo em vista que nós motoristas somos vistos somente como “geradores de receita” (pior ainda, é sabermos tão bem que NADA desta receita retorna aos usuários como forma de melhorias e infraestrutura, basicamente encontradas somente em vias pedagiadas) pelas autoridades e agentes de trânsito, sem sermos respeitados em nenhum tipo de instância (neste sentido, nem na jurídica – tente recorrer do pagamento de uma multa quem discorda) temos sim que conhecer todas as formas de utilizarmos 100% do que temos direito sem incorrermos em infração e conseqüente pagamento desta. Agora só falta aqueles motoristas que se arrastam pela faixa da esquerda das rodovias (entendendo equivocadamente que assim estão sob a tutela da “segurança no trânsito”) darem passagem a quem se encontra em velocidade mais elevada pela faixa da esquerda. Isso certamente diminuiria a quantidade de motoristas que se vêem (muitas vezes dentro dos limites permitidos) obrigados a ficar alternando entre as faixas, e, desta forma aumentando a probabilidade do acontecimento de algum acidente.

  • Helton Oliveira de Moura

    Vou fazer o possivel, mas sem muita esperança.

  • FabioH

    Em São Paulo, com muito esforço eu me lembro de uma vez que fui parado para verificação de documentos, uns 16 anos atrás, tinha pouquíssimo tempo de carta.

  • Tarcisio Cerqueira

    Daniel eu me irrito com quem reduz demais no radar, mas entendo. Quem garante também que a pessoa passe até abaixo do limite e o radar tire foto e chegue a multa em casa com a velocidade que eles bem entendem? Não tem como nós, reles mortais, provarmos o contrário, a não ser veículos com tacógrafo. Já aconteceu isso não comigo mas com o micro-ônibus que meu pai tinha, chegou uma multa dizendo que o veículo estava a 80 km/h numa via de 60 km/h. Verifiquei no disco do tacógrafo do dia e o veículo naquele dia e horário estava a menos de 50 km/h! Recorri e incrivelmente consegui ganhar! Mas quanta gente deixa para lá e não recorre? Ou se for em um veículo particular, não tem tacógrafo para reclamar e mesmo que recorra é um em milhão que consegue algo… Eu sempre passo no limite no painel ou um pouco acima já contando com margem de erro do mesmo.

  • brunollo

    Esse é o ponto. A justiça americana não aceita essas multas, um monte de pessoas processou o DMV e GANHOU. Como cada estado tem uma legislação difernte, cada estado está lidando com isso de maneira diferente. mas o ponto nevrálgico é a multa sem a presença do representante da autoridade.

  • Lorenzo Frigerio

    Acho incrível que não existe uma súmula do STF clarificando e orientando o uso desses enquadramentos. Fica a impressão de que os promotores, para “mostrar serviço”, insistem na tese de dolo eventual, mesmo sabendo que, lá na frente, o dolo será rejeitado e o réu escapará do júri. Mas, a essa altura, a imprensa não estará mais noticiando esses casos, então ninguém lembrará quem foi o promotor.

    • Marcelo Schwan

      Lorenzo,
      pode até ser que no futuro exista, mas o que complica é que cada caso é um caso e todos dependem de provas também.

      O que eu escrevi acima é em linhas gerais. Um resumo do resumo porque essa matéria gera muita discussão.

      Mas quem começou com essa de tentar enquadrar tudo que é crime de direção sob efeito de álcool e racha como sendo dolo eventual, foi a imprensa. E fizeram isso porque sabem que a pena para o homicídio doloso (aqui incluido o dolo eventual) é bem maior que a do culposo.

      Foi o “clamor” por uma maior pena que os levaram a levantar esta bandeira.

      A meu ver, a alteração da Lei 11705 tentou corrigir isto.

      Um abraço,
      Marcelo Schwan

  • Eduardo Edu

    Tenho aplicado esta metodologia colocado uns 10km/h hora a mais pensando na imprecisão do velocímetro e na existencia da tal “velocidade considerada” da multa, mas não sabia que eram 7%. Vou recalcular aplicando esta regra. Tomara que não apareça nenhum coxinha da geração todinho reclamando.

    • Pedal To The Metal

      Ninguém vai reclamar se você tomar multa. kkkkkk

  • Bob Sharp

    Dr. Marcelo
    Agradeço o esclarecimento, muito oportuno conhecer esse detalhe, útil aos demais leitores também.

  • Bob Sharp

    Rodrigo
    Além de inimigos, são debochados. Fim da picada.

  • Bob Sharp

    Tamanduah,
    Se você ler a resolução Contran citada vai ver que os tipos de controle de velocidade são os que citei. Quanto às informações sobre GPS, perfeito.

  • Lucas dos Santos
  • Henrique

    Bob, muito boa a matéria, mas lhe pergunto uma coisa: Como posso me basear no “erro” do velocímetro se este erro não é padronizado e em cada carro ele pode ser diferente? 5% pode ser uma média, mas não é um valor definitivo. Por exemplo, no meu carro se eu passo num radar de 60 km/h com o velocímetro exatamente nos 60 km/h o painel do radar me mostra sempre 59 ou 60 km/h (esta variação é óbvia por não ser muito preciso a colocação do ponteiro sempre no mesmo lugar). Se eu for considerar a tolerância e o suposto erro de 5% do velocímetro vou estourar a tolerância e serei multado. Em tempo, meu carro está 100% original, sem nenhuma mudança em rodas, pneus, suspensão, etc… É mais prudente ignorar o erro de 5%, principalmente em velocidades baixas, pois neste caso ele é menor, já que o erro é maior quanto maior a velocidade.

  • Fabio

    Andar a 120 km/h no velocímetro causa engarrafamento??? Me poupe! O que foi, Sr. Bob Sharp? Levou uma pregada da PRF e ficou com raiva? O Sr. Tinha meu respeito por sua trajetória no jornalismo automobilístico. Com essa matéria, embora algumas de suas informações técnicas estejam corretas, fomenta ainda mais o desrespeito da população brasileira às leis de trânsito, o que faz com que nosso trânsito mate mais de 50 mil pessoas por ano. Acredito que o senhor já tenha ido várias vezes à Europa e lá, certamente, não compartilham do mesmo pensamento individualista e tacanho que o senhor acabou de demonstrar. Sua tentativa de se igualar a Jeremy Clarkson é patética! Acorde para a realidade do Brasil, ande mais pelas rodovias que cruzam áreas urbanas, abra os olhos para o que acontece à sua volta e pense mais antes de difamar um instituição que ainda luta para diminuir o número de mortes nas nossas rodovias. Procure conhecer os dados antes de instigar as pessoas a desrespeitar a PRF chamando os policiais de “coxinhas vestridos de Toddynho”.

    • Eduardo Cabral

      O problema maior é que isso significa na maioria das vezes um monte de carros a 120 na faixa da esquerda, e mais um punhado andando entre 100-110 na faixa do meio. Aí complica o trânsito. Quando as pessoas seguem a lei e deixam a faixa da esquerda livre para ultrapassagem, dificilmente se forma trânsito. Mas sempre tem um idiota bancando o policial segurando todo mundo a 120 na esquerda.

    • João Carlos

      Nada mais natural em se manifestar com o que está na regra, na lei, pois nem tudo que está sob ela é o correto ou moral, vide o que fizeram na Alemanha na Segunda Guerra: tudo absolutamente legal.

      Nossos limites de velocidade em autoestrada já deveriam ser de 130 km/h faz tempo, até nossos vizinhos já os tem. “Nossa realidade”, me poupe… Limite mínimo de velocidade não deveria mais ser de 50% da máxima. A tá, está na lei, vamos ficar quietinhos…

  • Lorenzo Frigerio

    Se tem uma coisa que praticamente desapareceu das estradas, é a PRF (e a Polícia Militar Rodoviária do Estado de São Paulo). Talvez você possa nos explicar por quê.

  • Antônio do Sul

    Falou a assessoria de imprensa da PRF…

  • Bob Sharp

    Henrique
    Sim, por prudência você pode não considerar o erro do velocímetro para ir ao limite do limite. Mas você pode conhecer o erro pelo computador de bordo, função Velocidade Média, veja qual a velocidade no velocímetro e zere a velocidade média. Quando voltar a mostrar número, nesse exato momento é a velocidade real. Compare com o que o velocímetro mostrava e você o erro naquela velocidade. Repita o mesmo procedimento para as velocidade mais habituais. Ou então pelo GPS, que dá a velocidade com total precisão.

  • Bob Sharp

    Se você não conhece questões de fluxo, fazer o quê? Um carro
    rodando a 120 km/h indicado no velocímetro está na verdade a 114~115 km/h. Numa rodovia que teve sua capacidade calculada com base em velocidade de 130 km/h esse carro se
    torna um trombo, um obstáculo. Cem carros, cem obstáculos, e o resultado é o que estamos fartos de ver, engarrafamentos colossais. Mas como há incompetentes ao volante andando a 80 km/h em estrada de 120 km/h, o engarrafamento se forma rápido.
    Você está enganado quando diz que essa matéria fomenta a
    população a desrespeitar as leis de trânsito. Você precisa relê-la, pois é óbvio que não entendeu o que leu. Apenas mostro como usar o que a lei permite em termos de velocidade, daí o título “Enfrentando o inimigo com armas legais”.
    Você disse uma coisa que uma grande causa dos nossos males, a tal “realidade do Brasil”. A nossa realidade é a mesma do mundo todo. Falar em sermos “diferentes” é apenas preguiça de fazer as coisas direito, como devem
    ser feitas.
    Desde que inventaram esse dejeto viário chamado lombada o nível de habilidade e responsabilidade do motorista despencaram. Numa rodovia que atravessa área urbana a lombada só serve para deseducar, pois o motorista “formado”
    nessa escola de motoristas idiotas chamada Brasil aprendeu que se não tiver lombada pode acelerar à vontade. De novo, foi-se a responsabilidade pelo ralo.
    Imagine o que acontece com um paciente em estado hemorrágico grave sendo transportado numa ambulância e o motorista não perceber uma lombada. Ou um motociclista transportando passageiro e topar com obstáculo imbecil desse.
    Para terminar, procure nos registros do Renach ou onde quer
    que seja algo que desabone o portador da CNH original 308.569 Rio de Janeiro/DF ou atual 03091333886 São Paulo/SP ou se ele teve alguma autuação pela PRF nos últimos 35 anos. O que você falou de “pregada da PRF” foi pueril.

  • laguiar

    130km/h no piloto automático na Castelo Branco… vários anos assim… da capital até o final depois de Avaré… nunca tomei nenhuma multa e a viagem é extremamente tranquila e segura.

    • Antônio do Sul

      Andei, nas vezes em que fui ao interior de São Paulo, dessa mesma maneira na Bandeirantes, entre São Paulo e Campinas, mas sem o controle de velocidade de cruzeiro. Calibrei o pé esquerdo para andar a 130 km/h e deu tudo certo.

  • ABELARDO BARBOSA

    Caro Bob e quem tomou multa nos túneis da descida da Imigrantes, há alguns anos não havia radar fixo no meio dos túneis, só havia na entrada ou na saída, agora tem no meio deles e muita gente ainda não percebeu…

  • Ernando Oliveira

    Ola Bob tudo bem? Não entendi muito mas deixa eu ver com você por exemplo velocidade da rodovia é 120 km/h certo. Há qual velocidade devo passar no radar fixo para perder a minha habilitação? Abrs.

  • KzR

    Eu gostaria de ver os resultados dessa ideia.
    Pelo que vi numa blitz à noite dentro da cidade, um velho Escort foi parado, a autoridade (PM) receitou uma multa, e o cara seguiu seu caminho. Detalhe: o Escort estava em péssimo estado e os faróis precariamente iluminavam alguma coisa.

  • Bob Sharp

    Ernando
    Passando pelo radar fixo a 180 km/h, não perde; a 181 km/h, perde. Para passar a 181 km/h, usando a tolerância legal, a conta é dividir 181 por (1 – 0,07), que é dividir 181 por 0,93 = 194,62, arredondado 195 km/h. Como porcentagem às vezes atrapalha, dependendo da base de cálculo, o Contran elaborou tabela de velocidade registrada e velocidade considerada para enquadramento, que vou reproduzir e publicar neste sábado (20/9). A tabela só vai até 180 km/h velocidade considerada, que corresponde a 194 km/h velocidade registrada. De fato, ao multiplicar 194 por 0,93 têm-se 180,42, que o Contran arredondou para 180 km/h. Mas para você e os demais leitores importante é saber que é essa tabela que é usada pelos agentes de trânsito para fins de autuação.

  • ccn1410

    Acho que está na hora, mesmo que aos poucos, de utilizar o GPS.

  • Eduardo Edu

    Reclamando do que o Bob escreveu, inteligência rara.

  • Adriano Pereira

    Caro cidadão, seu texto é, quase totalmente informativo, e eu penso que deveria ser inteiramente assim. Quando o senhor expressa a sua opinião em um texto que deveria transcrever somente a verdade, corre o risco de cometer gafes e até condenar todo o seu trabalho. Ficaria muito mais limpo, elegante e imparcial se o senhor suprimisse seus sentimentos como o fez no segundo parágrafo.

  • Adriano Pereira,
    Quem lhe disse que eu quis ser imparcial?

  • Nelson Rubem

    Por haver sido autuado por duas ocasiões na Imigrantes no sentido Santos-São Paulo, altura da ponte da Bandeirantes, procurei noticias a respeito e achei sua matéria.
    Tenho alguns comentários a fazer :
    1) A ÚNICA fonte de informação que possuímos quando estamos na direção de um veiculo é a de seu velocímetro
    Qual seria a sua classe de precisão (??), lembrando sempre que para instrumento de medição a mesma é sempre sobre o seu valor de fundo de escala (FS)
    Exemplificando: Um velocímetro de indicação até 200 km/h com classe de precisão de 5% pode apresentar um erro de 10 km/h em qualquer ponto de seu percurso
    No meu caso as velocidades indicadas nas multas são de 92 e 93 km/h aonde o limite é de 90 km/h, ou seja, estou com a CNH suspensa por 30 dias e tendo de fazer “curso” e pagamento de inúmeras taxas. Verdadeira “arapuca”
    Como faço este trajeto inúmeras vezes por mês, sei da existência dos radares e controlo minha velocidade máxima pelo velocímetro do carro e com certeza absoluta de que NÃO ultrapassei os 90 km/h no mesmo
    2) Se nossas ” autoridades ” licenciam os veículos para uso é porque
    concordam com suas características técnicas de fabricação
    Resumindo, pergunto: na sua opinião tenho como recorrer e GANHAR baseado nos argumentos acima?

    • Nelson Rubem
      Para constar Velocidade Considerada de 92 e 93 km/h nas suas multas é porque você passou pelo detector de velocidade a 99 e 100 km/h, respectivamente. O erro de 5% não significa 10 km/h de erro em qualquer ponto, não é assim. A 50 km/h a velocidade verdadeira é 47,6 km/h (diferença de 2,4 km/h), a 100 km/h é 95,2 km/h (4,8 km/h) e a 160 km/h, 152,4 km/h (7,6 km/h). Não existem casos de velocímetros indicando velocidade verdadeira maior que a indicada, salvo o carro ter tido alguma modificação tipo conjunto roda-pneu de maior diâmetro que o original. Não vale a pena recorrer, embora seja o direito de qualquer cidadão fazê-lo. A propósito, essas duas multas levaram-no a perder um total de 8 pontos na carteira (4 cada uma), portanto não foram elas que causaram à sua suspensão.

  • Julio Opaloski

    Ganhei multa onde o limite era 40km/h passando a medição considerada de 54km/h. E após pagá-la percebi que aumentaram a tolerância limite da avenida de 40 para 50 km/h. Posso recorrer??

  • Camila

    A PRF pode multar por perceber que o motorista freou antes de um radar móvel?

  • Adinan Aguiar

    Opa, passei em uma lombada eletrônica a incríveis 48 km/h e o limite era 40, porém a sinalização muita falha, existe a possibilidade de não haver a infração? Se sim, é viável recorrer?

    • Adinan
      Se você provar que a sinalização era falha, cabe recurso por inconsistência da atuação.

  • Eduardo Alcantara

    Boa Tarde Bob! O radar eletrônico era de 40 km/h, no velocímetro quando passei estava marcando 61 ou 62 Km/h, eu entendi na matéria que no velocímetro do carro é 5% acima. Então eu posso ter levado uma multa grave?

    • Eduardo Alcantara
      Desculpe-me por responder tão tardiamente. Para a velocidade-limite de 40 km/h ocorre infração grave se a velocidade considerada for entre 49 e 60 km/h, ou seja, para essa duas velocidades o carro terá que ter sido medido entre 56 e 67 km/h. Você certamente cometeu infração grave. Como decorreu um mês, já recebeu a notificação?

  • Harif Cezar
    Só haveria multa se tivesse passado a 48 km/h de velocidade verdadeira; não houve multa.

  • André Vieira,
    não é. Ate 100 km/h você pode passar a até 7 km/h acima do limite sem ser multado. Por exemplo, limite 70 km/h, pode passar a até 77 km/h. No caso de 50 km/h, até 57 km/h.

  • Geilson

    Bom dia Bob,

    Permita-me discordar do seu ponto de vista. Tinha essa interpretação também, mesmo não conhecendo seu texto, que vim a conhecer recentemente.

    A grande questão no seu texto é o uso do erro máximo admissível como “margem de manobra”, permita-me dizer assim. Isso é um equívoco, conforme podemos ver pela Portaria Inmetro nº 115/1998, que estabece os requisitos dos medidores de velocidade automotivos, sendo atualizada pela Portaria 544/2014, o qual reproduzo três trechos de suma importância para a discussão:

    4.2.2 Os erros máximos admissíveis durante as verificações são:
    a) Instrumentos fixos, estáticos e portáteis:
    – para velocidades menores ou iguais a 100 km/h: ± 5 km/h;
    – para velocidades maiores do que 100 km/h: ± 5%;
    b) instrumentos móveis:
    – para velocidades menores ou iguais a 100 km/h: ± 7 km/h;
    – para velocidades maiores do que 100 km/h: ± 7%;

    8.3.4.1 Verificação periódica
    8.3.4.1.1 Os medidores de velocidade devem ser verificados obrigatoriamente a cada doze meses.

    8.3.6 Os erros máximos admissíveis em cada um dos tipos de verificação são os estabelecidos no item 4.2.2

    Veja, se o Inmetro realizar uma verificação e o radar estiver dentro do erro máximo admitido, não é necessário substituição ou reparo do radar! Isto desqualifica toda a sua análise, pois, digamos que um radar de 60 Km/h, numa verificação períodica apresente um valor medido de 65 Km/h para uma velocidade real de 60 Km/h, ele está CONFORME. Se for seguir o raciocínio do seu texto, quem passar nesse radar a uma velocidade real de 63 Km/h será multado, pois o radar apresentará uma velocidade medida de 68 Km/h e a velocidade considerada será de: 68 – 7 = 61 Km/h, sendo, portanto, multado.

    Espero ter esclarecido e um grande abraço.