A partir desta quarta-feira, e nas seguintes, sempre às 10h00, os leitores terão um encontro com Nora Gonzalez, que escreve a terceira coluna semanal do AUTOentusiastas, chamada “Visão feminina”.

Nora Gonzalez é formada em Jornalismo pela Cásper Libero, com pós-graduação em Comunicação Corporativa pela USP. Foi repórter (inclusive de indústria automobilística) e editora da Gazeta Mercantil e de O Estado de S. Paulo durante muitos anos, diretora de Comunicação e Relações Públicas para a América Latina da FICO (Fair Isaac), do Santander e da Alstom e de agências de RP como FSB e S2Publicom, além de ter dado aulas de Comunicação Corporativa em pós-graduação. É fã de carros desde pequena, especialmente de Fórmula 1.

Conheço a Nora há muitos anos e acompanhei seu trabalho quando esteve naqueles dois jornais, o que me deu liberdade para convidá-la a fazer parte do corpo editorial do Ae. O fiz com total certeza de estar trazendo para o Ae uma das mais expressivas jornalistas brasileiras, dona de uma ampla visão (feminina!) e de um texto que, tenho certeza, você vai adorar. E, sobretudo, Nora atendia a um requisito essencial para escrever no Ae: ela é uma autoentusiasta.

Seja bem-vinda ao AUTOentusiastas, Nora!

Bob Sharp e o corpo de editores

__________________________________________________

VISÃO FEMININA

woman  COLUNA - VISÃO FEMININA woman

Mulher dirige melhor do que homem?

Humildemente, me proponho aqui dar uma visão feminina como autoentusiasta de vários assuntos. Mas vejam bem, feminina, não Luluzinha, que não sou disso. Não defenderei as mulheres necessariamente. Quem me conhece sabe que não sou disso — logo eu, que já mandei mulher pilotar fogão depois de levar uma fechada no Minhocão… Mas eram tempos em que dava para andar com a janela aberta e falar impropérios sem correr o risco de tomar um tiro.

E eu também tinha menos tempo de carteira e a juventude me dava alvará para fazer coisas que hoje não faço mais. Ou não verbalizo, embora ainda passem pela minha mente. Isto posto, pretendo brindar aos leitores com uma visão feminina, sim, mas não obtusa — simplesmente, um outro ponto de vista que, claro, não terá a pretensão de ser o certo.

Isto posto, vamos ao assunto de hoje. E já que é o primeiro, vamos começar com uma polêmica. Mulher realmente dirige melhor do que homem? Minha resposta direta é: veja bem… As seguradoras, oficialmente, dizem que sim, baseadas no índice de ocorrências de seus próprios números e nos indicadores de pagamentos do Seguro  de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT), o seguro que indeniza todas as vítimas de acidentes de trânsito no Brasil.

O último dado disponível por sexo, pasmem, é de 2012. Naquele ano, a seguradora Líder, responsável pelo pagamento das indenizações de DPVAT, destinou 23% do total a mulheres e 77% a homens. No caso de morte, 82% das vítimas foram do sexo masculino, sendo que de acordo com o IBGE a população brasileira masculina naquele ano era de 51%.

COLUNA - VISÃO FEMININA Piramide

Pirâmide

Olhando mais detalhadamente, também em 2012, entre as indenizações pagas apenas aos condutores dos veículos 13% foram para motoristas mulheres e 45% para homens — uma vez que o seguro cobre, ainda, pedestres e acompanhantes no veículo, daí o total não ser 100%.

COLUNA - VISÃO FEMININA Indenizacoes

Indenizações

E agora eu pergunto: com esses dados dá para concluir que mulher dirige melhor, como inclusive muitos jornalistas saem por aí dizendo baseados nesses índices? Na minha opinião, não. O motivo é simples. Em primeiro lugar vamos a uma máxima que sempre norteou minha vida como jornalista da área econômica: os números, sob tortura, confessam qualquer coisa.

Há diversos fatos que provam isso — e ultimamente alguns políticos parece que insistem em provar essa máxima a cada minuto. Mas, voltemos ao assunto desta coluna. Sim, com números pode se provar qualquer coisa. Não, não é que eles mintam, mas podem ser manipulados de várias formas. A mais simples delas, neste caso, pagar mais apólices de seguro não deveria nos levar à simples conclusão de que mulheres dirigem melhor do que homens por diversos motivos.

Frota superdimensionada

Em primeiro lugar, O DPVAT paga todas as vítimas, motoristas, pedestres ou passageiros, sem apuração de culpa. Logo, o fato de alguém receber indenização simplesmente significa que se envolveu num acidente. E ponto. Não se sabe se o provocou ou se foi vítima. Pode ter sido uma coisa ou outra. Não há como concluir uma coisa ou outra. Um piano pode ter caído sobre um carro estacionado e matado o ocupante.

Mesmo quando estava na condição de motorista não se pode concluir que a mulher se envolveu menos em acidentes. Uma pessoa que dirige 2.000 quilômetros por ano certamente corre menos riscos do que outra que dirige 12.000 quilômetros — seja como vítima seja como causadora de acidentes.

Mas torturemos mais um pouco os números e, talvez, você, leitor. Qual é a base de dados? Se somente em São Paulo o governo estima que 30% dos veículos transitem irregularmente, sem licenciamento nem pagamento de IPVA nem DPVAT, de quantos veículos fora das estatísticas estamos falando? Essas mulheres estão, obviamente, fora desses índices — assim como os homens, é claro. E tem mais. Como basear a proporção de seguros pagos no total da frota circulante no País? Alguém acredita que a frota de automóveis do Pais seja de 45 milhões? É claro que não, pois o Denatran não dá baixa e milhares deles simplesmente estão encostados por aí, quando não no fundo dos rios.

E ainda tem a faltas de fiscalização. Quantas pessoas saem por aí atrás do volante sem ter habilitação e por isso mesmo não entram nas estatísticas de motoristas? Deveríamos saber primeiro qual é a porcentagem de motoristas homens e qual a de mulheres e ai fazer as contas. Mas se nem isso sabemos…Com números errados podemos concluir qualquer coisa. Aliás, mesmo com os certos.

Outra coisa que deve ser separada: dirigir bem não significa apenas não se envolver em acidentes. É muito mais do que isso. A fechada que eu tomei no Minhocão não gerou um acidente porque eu fiz uma manobra que a evitou — habilidade minha, não da outra condutora. Por sinal, fechada numa via elevada podia ter sido fatal. Então, o fato de a outra motorista não ter se envolvido num acidente (a rigor, nem eu, pois não chegou a ocorrer um) significa que ela dirige bem? Não, nem um pouco. Sem modéstia, apenas daria para concluir que eu dirijo bem pois evitei um, mas nem isso entra para as estatísticas porque não houve acidente.

Tanto isto é verdade que há por aí vários (e bons) cursos de direção defensiva. A idéia é mais ou menos essa: já que você não consegue fazer com que os outros dirijam bem, aprenda a evitar os acidentes que eles podem provocar.

Conhecimentos mecânicos

Basta uma conversa com mecânicos ou funileiros para verificar que as mulheres são as que mais geram reparos “menores”. Já quando homem bate na maioria das vezes é para valer. E então, dá para concluir que mulher dirige melhor porque ela rala duas vezes o pára-choque, uma porta e dois retrovisores ao longo de um ano dirigindo 2.000 quilômetros, enquanto um homem acaba com o capô, a grade e o radiador no mesmo período, mas numa única batida depois de ter dirigido 11.000 quilômetros num ano? Na maioria das vezes, os prejuízos provocados pelas mulheres não são contabilizados pelos seguradoras pois ficam abaixo do valor da franquia e são realizados em oficinas não credenciadas ou muitas vezes sequer são realizados pois não oferecem riscos mecânicos.

E outra, seja por machismo, seja por hábito, observem: quando há um casal num carro, quem está atrás do volante, o homem ou a mulher? É razoável supor — e estatisticamente comprovável — que os homens dirigem mais do que as mulheres, logo, mais tempo ao volante, mais tempo expostos a riscos.

Ainda tenho outro reparo a fazer que não entra nas estatísticas mas é fruto, exatamente, da observação. Dirigir bem não é apenas não se envolver em acidentes ou não ralar o carro, mas ter conhecimentos mecânicos e usar corretamente o veículo. Significa não subir uma ladeira íngreme em quarta marcha, usar o freio na hora certa e sem exagero, usar o freio-motor nas descidas, reduzir a marcha, não frear nas curvas, fazer a manutenção do carro e, coisa que poucas pessoas sabem, trocar a marcha na hora certa. Eu tive ótimos professores de condução.

Além de um do Touring Club, os chatos do meu pai e meu supertio César, ambos apaixonados por carro. Os dois me ensinaram, entre outras muitas coisas, a trocar de marcha de ouvido. Sei lá, engatar a segunda quando o carro atingisse exatas 2.587,756 rotações. Claro que o número é fictício, mas a precisão com que meu tio me ensinou não. E ai se engatasse a marcha com 2.587,755 rotações…

Ter conhecimentos de mecânica e de física também ajuda. Quando você sabe porque deve tirar o pé antes da curva, não frear dentro dela e sim acelerar, tudo fica mais fácil. Não, eu não sei explicar todos os detalhes do funcionamento de um motor, mas sei o que faz ele funcionar e como ele funciona. E troco pneu na boa, principalmente depois que joguei fora minha chave em L por uma em cruz, que me permite pular nela quando a porca está muito apertada. Mas justiça seja feita, apenas um par de vezes precisei fazer a operação até o fim e mesmo assim em lugares ermos.

Sempre algum gentil cavalheiro se ofereceu para me ajudar. E já troquei o cabo de embreagem de um carro. Meu maior orgulho foi não somente ter feito isso, mas principalmente ter detectado o defeito. Claro, levei uns 40 minutos e qualquer mecânico faria em 10, e ainda quebrei duas unhas, mas vá lá, ainda acertei o ponto e nem o deixei muito esticado nem muito frouxo.

OK, mas eu sei que sou exceção no mundo das quatro rodas. Ainda hoje o frentista onde abasteço há anos me diz que posso esperar dentro do carro enquanto ele completa o tanque e não cansa de me dizer que sou a única cliente mulher que pede para calibrar o estepe. E mesmo meu marido rateia em fazer isso.

Vodu

Por isso para mim as estatísticas das seguradoras são apenas isso. Estatísticas. Valem matéria nos jornais, e, claro, se encaixam em algumas teorias feministas como que mulher é mais cuidadosas, mais delicada, mais atenta… Mas, como já disse, os números sob tortura confessam qualquer coisa. Certamente há outras estatísticas que provam que mulheres entre 1,60 e 1,65 metro de altura que dirigem carros vermelhos com quatro portas e teto solar se envolvem em menos acidentes do que homens albinos entre 1,75 e 1,80 metro de altura que dirigem carros sedãs azul marinho e que estiveram nos últimos seis meses na região do ABC paulista. É só uma questão de procurar, mas aposto que existe essa estatística.

Dizer que mulher dirige melhor porque aciona menos o seguro é a mesma coisa que alegar que alguém pode ser considerado um bom motorista porque nunca tomou uma multa. Não, isso significa que apenas nunca foi flagrado — somente isso. Não é chancela de boa condução. E ainda depende de quanto e onde dirige. Quem não conhece algum senhor de idade que tem um Monza 1994, quase certamente vermelho, com uns 40.000 quilômetros, sem um arranhão, lataria original, que nunca tomou uma multa? Garanto que o possante só sai da garagem nos feriados nacionais…

E o que falar da enorme parcela de motoristas que não entram nas estatísticas das seguradoras (embora sim dos DPVAT, se estiverem em dia com o licenciamento), aqueles 78% dos carros que não têm seguro? O que sabemos sobre essas pessoas que quando batem o carro fazem acordos entre si? Os motoristas são homens? São mulheres? Quem provocou o acidente? O que sabemos sobre eles? Nada, rigorosamente nada. E são um universo muito considerável.

Certamente, a estas alturas do campeonato várias mulheres devem estar fazendo bonequinhas de vodu com meu rosto e espetando alfinetes, assim como outros tantos psicólogos e sociólogos que adoram dar entrevistas sobre este assunto cada vez que saem estes números. Sorry.

Mudando de assunto – Bom, acho que já ficou claro aqui que sou mesmo vidrada em carros. Minha categoria favorita é a Fórmula 1, mas como fã da velocidade assisto quase qualquer coisa. Se inventarem Fórmula Caramujo e estiver com insônia, capaz de eu assistir. Mas achei interessante a iniciativa da Fórmula E. Mas, ainda saudosa do ronco dos motores da Fórmula 1, os da Fórmula E me remeteram à minha infância por dois motivos: ao barulhinho dos carrinhos de Autorama e, lembrança mais dolorosa, ao motor do dentista…

NG

A coluna “Visão feminina” é de total responsabilidade de sua autora e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.
 Foto: wsmseguros.com.br

Sobre o Autor

Nora Gonzalez
Coluna: Visão Feminina

Nora Gonzalez é jornalista, foi repórter (inclusive de indústria automobilística) e editora da Gazeta Mercantil e de O Estado de S. Paulo durante muitos anos. É fã de carros desde pequena, especialmente de Fórmula 1.

Publicações Relacionadas

  • Davi Reis

    Parabéns à nova integrante da equipe! As mulheres já são há décadas importantes consumidores automotivos, nada mais natural que passemos a contar com uma na equipe do Auto Entusiastas. E concordo em gênero, número e grau com o texto. Quem dirige pouco dificilmente vai se envolver em acidentes de trânsito.

  • Perneta

    Bem vinda Nora! Gostei do texto, penso da mesma maneira que você.

  • Seja bem vinda!! Parabéns ao AE pela nova coluna.

  • Evandro

    Bacana a coluna, seja bem-vinda !

    Uma coisa que reparo (e que minha esposa endossa) é que mulheres geralmente fazem bobagens no trânsito por distração, homens fazem por imprudência, e nisso dá a diferença que você falou, de “homem quando bate, é pra valer”.

    Não sei se isso é cultural ou é a evolução humana do caçador/coletora mostrando sua veia na era moderna.

  • Roberto Neves

    Nora, seja muito bem vinda a este reduto masculino. Tenho certeza de que será muito bom ter a sua visão aqui. Abraço!

  • Renato Mendes Afonso

    Seja muito bem vinda Nora, gostei bastante do seu ponto de vista sobre o assunto!

    Eu ainda imagino que homens, em média, conduzem melhor um veículo de 2 ou 4 rodas que as mulheres. Não é nem por capacidade de um sexo ou outro (até porque não acredito que sexo em si defina aptidão), mas sim por um fator cultural. Homens costumam estar mais imersos no ambiente automotivo. Muitos são influenciados de alguma forma quando criança e acaba nascendo o entusiasmo pelo mundo automotor, enquanto que esse mesmo entusiasmo não é passado para as meninas. Pode ter haver também com machismo mas o que eu observo, é que não costuma haver o mesmo estímulo para a menina.

    Ótimo post!

    • Nora Gonzalez

      Obrigada pelas suas palavras, Renato. Provavelmente, o fator cultural influencia, sim. Eu brincava com bonecas sempre e com o carrinho de rolimã do meu primo apenas no final de semana quando o encontrava. Sorte que meu pai gostava de carros e esporadicamente íamos os quatro participar de rallies familiares nos finais de semana. E provavelmente foi assim que tudo começou. Abraços

    • Nora Gonzalez

      Obrigada pelas suas palavras, Renato. Provavelmente, o fator cultural influencia, sim. Eu brincava com bonecas sempre e com o carrinho de rolimã do meu primo apenas no final de semana quando nos víamos. Sorte que meu pai gostava de carros e esporadicamente íamos com minha mãe e minha irmã participar de rallies familiares nos finais de semana. E provavelmente foi assim que tudo começou. Abraços

  • Paulo Roberto de Miguel

    Olá, bem-vinda! Esperamos ótimos textos 🙂
    Acho que todos podem dirigir bem, se quiserem. É uma questão de interesse. Eu acho que as mulheres são menos interessadas nisso do que os homens. Aparentemente, as mulheres parecem mais distraídas com outras coisas, como telefone, aparência, conversas paralelas. Homens são mais afoitos, mulheres são mais indecisas. Ambos cometem erros, porém diferentes.
    Hoje em dia está difícil encontrar alguém que realmente dirija bem. Vejo muitos maus exemplos todos os dias.
    Eu incluiria mais uma qualidade do bom motorista: a cortesia. Muito pouco usada nos dias de hoje.

  • Alexandre

    Excelente postagem! Acredito que pontos de vista diferentes sao essenciais para a melhor compreensão de um assunto. Para o assunto “automóvel” não pode ser diferente! Seja bem vinda Nora!
    Artigo imparcial, direto, leve e divertido. No aguardo de mais!

  • Antonio Ancesa do Amaral

    O título disse tudo, feminina e não feminista. Pior que político em tempo de eleição é homem rotular mulher e vice-versa. Sempre compartilhei de sua observação “Deveríamos saber primeiro qual é a porcentagem de motoristas homens e qual a de mulheres e ai fazer as contas.” Seja benvinda, parabéns pela audácia neste universo que já foi muito mais masculino. Parabéns ao Ae. Numa casa de marmanjos, quando entra uma mulher, há sempre flores sobre a mesa.

  • Thiago S. de Oliveira

    Bem legal essa coluna. Um olhar feminino, imparcial, sincero e autoentusiasta. Gostei muito do primeiro texto. Parabéns!

  • Eduardo Silva

    Excelente post. Seja bem vinda. É bom um olhar e opinião femininas por aqui. E imparcial!

  • Fat Jack

    Antes de mais nada, bem-vinda Nora!
    Gostei muito da sua matéria, acho também que esta “rotulação” (não só no meio automobilístico, mas no geral – percebam o quanto se fala disso nas propagandas políticas) em virtude do sexo do indivíduo tão em voga atualmente não representa a verdade. Costumo dizer que sou um privilegiado por minha esposa “dirigir como homem” (perdoe o instante de machismo), pois como ela teve de aprender a guiar com o carro que eu tinha na época um “pequenino” Opala, também aprendeu a trocar as marchas pelas rotações, a não ter medo de caminhões, nem de manobrar em vagas apertadas e “se virar” em caso de emergências (mas concordo com sua observação, ambas são “pontos fora da curva”), acho que isso é importantíssimo, pois, seja qual o sexo do motorista noções básicas de mecânica e do funcionamento de um carro são imprescindíveis (ela já teve que trazer o carro de volta para casa trocando “no tempo”, e trouxe!) inclusive para evitar serem lesadas por mecânicos e afins. E vale lembrar: da mesma forma que a mulher não dirige melhor que o homem, o inverso (óbvio) é verdadeiro, habilidade e talento independem do sexo! Parabéns!

  • Ricardo Talarico

    Bem-vinda e parabéns Nora.
    Excelente texto que minha esposa, assim como eu, concordará com a totalidade, principalmente porque ela foi proprietária de um carro vermelho, teto-solar, 4 portas, tem 1.60m de altura, etc.
    🙂

  • badanha bad

    Em que pese o mundo estar mudando, certas coisas não são assimiláveis. Mulher comentando futebol e falando de carro, nem bebendo !

  • Rogério Ferreira

    Que bom, ter uma pessoa tão sensata, contribuindo com Ae, o que vem a somar, ainda mais conteúdo de qualidade, nesse blog, que para mim é leitura obrigatória. Obrigado pela análise sensacional dos números e das estatísticas, e garanto que poucos por aqui, analisaram tais dados, com a mesma clareza. Essa análise crítica, não se aplica apenas no trânsito, e como foi bem lembrado, pode servir de analogia a muitas “pesquisas encomendadas” ainda mais em período eleitoral. Tá bom, eu prometi lá atrás, não desviar o foco, existem fóruns oportunos para tanto. Bom, sei de mulheres, que dão um show no volante, inclusive sabendo tudo de carro, mais do que eles, sabendo passar marcha na hora certa, reduzir, ultrapassar.. A Bia Figueiredo, andou dando algum trabalho na Indy, até se acidentar, e há nessa categoria, há outras belas mulheres, disputando de igual para igual com os marmanjos. (Não sei se já existiu alguma mulher na Formula 1). Mas a grande maioria das mulheres pecam pela falta de interativadade com o tráfego, e de conhecimento da máquina. querem andar em seu próprio ritmo, e muitas vezes não contribuem com uma fluidez. Colocam a própria vida em risco, sem as vezes ter a noção do perigo… Vou contar uma história que sintetiza bem isso. Aqui em Goiás, não é como em São Paulo: a maioria das rodovias que ligam um lugar a outro, são de pista simples e mão dupla e sem acostamento, Vinha eu, no meu velho Corsa EFI, de 50 cv, e passei tranquilamente uma carreta, numa reta. Seguiu-se a descida extensa, e o danado do caminhão começou a embalar. Como seguia normal, em torno de 110, 120, não atrapalhei o brutamontes, que mesmo embalado, não se aproximava, apenas mantinha uma distância normal de mim. A decida terminava numa ponte estreita e topografia era tal, que só é possível visualizá-la, a uns 200 metros de distância. O movimento sentido contrário não permitia nenhuma ultrapassagem naquele momento, quando comecei a ter a visão da ponte, deparo-me com um CrossFox à minha frente, trafegando a uns 60 km/h, ainda prestes a atravessá-la. Fazer o quê? Alternativa 1, me atirar no córrego, e morrer sozinho, Alternativa 2: passar entre o CrossFox e Palio que vinha no sentido contrario, abalroando os 2, e a unica que sobreviveria seria a mulher do CrossFox (Sthephany, é você?), alternativa 3, frear com tudo, para a que a carreta passasse por cima de mim, e da nossa inteligentíssima obstruidora de trânsito, que servia de obstáculo naquela situação (lá no além a gente acertaria as contas, é claro) A minha sorte é que o caminhoneiro, ao vislumbrar a tragédia, jogou seu caminhão no corte lateral da estrada, e próprio morro se incumbiu de frear e desintegrar as 50 toneladas de ferro e soja.. Parei para acudir o caminhoneiro, e a danada da mulher, foi embora, nem sei se percebeu o que tinha acontecido. Só danos materiais, e ferimentos leves. Sei que a morosidade não é uma característica exclusiva das mulheres, mas elas, elas em sua maioria, parecem se orgulhar em produzir seus próprios engarrafamentos. Muitas vezes acontecem acidentes, como o que quase me vitimou, e elas escapam ilesas e não entram para as estatísticas. Não digo para saírem dirigido feito loucas por aí, mas por favor, aprendam a dar passagem, e se não tiver jeito, tente acompanhar o ritmo normal do trânsito.

    • Mr. Car

      Teve mulher pilotando F-1, sim. Me lembro de pelo menos uma, a italiana (já falecida) Lella Lombardi, que correu nos anos 70.

  • Vanessa Elisa

    Como mulher, não faço bonequinha de vodu, só comemoro o espaço dado para uma voz sensata – de feministas radicais, o mundo já está cheio.

  • Eduardo Copelo

    Seja bem-vinda! É importante uma visão feminina, ainda mais num cenário tão amplamente dominado por homens. E uma mulher, autoentusiasta, e jornalista, certamente detém muitas boas histórias.

    Quanto a homem dirigir melhor que mulher, discordo veementemente, minha esposa, quando quer, dirige tão bem quanto eu (e mais do que muitos caras que eu conheço, embora não goste de carro velho e prefira ir no banco de trás cuidando da nossa filha pequena), e conheço outras mulheres que dirigem bem também.

    Bem-vinda!

  • Roberto Eduardo Santonini Ceco

    Sensacional!!

  • Donato Campelo

    AUTOentusiastas sempre mantendo a coerência e excepcional nível!

    Parabéns a colunista e ao site!!!

  • CCN-1410

    Há alguns anos fui comprar um carro usado para a minha filha e
    na primeira loja, o vendedor veio com a tirada de que tinha um ótimo carro à venda, que tinha pertencido a uma mulher e blá, blá, blá.
    A minha resposta foi rápida e rasteira. – Se o carro foi de mulher eu não quero, simplesmente porque elas não fazem a manutenção devida e ainda por cima, são campeãs em subir guias, calçadas e afins.
    Ah! E tem mais uma “coisinha” que as estatísticas não dão bola, que é a quantidade de caminhoneiros no país. Quantas mesmos são as mulheres que dirigem caminhões, de F-350 até os mastodontes com 18 rodas ou mais?
    Certa vez eu li em um jornal de Joinville, onde alguns homens culpavam as mulheres pelo excesso de acidentes na cidade. É que por dirigirem seus possantes “devagar quase parando”, atrapalhavam todo o trânsito e deixavam os motoristas homens tão impacientes, que às vezes arriscavam nas ultrapassagens.
    Bem dito: Quando o homem e a mulher estão no carro, é quase 100% que o homem esteja ao volante.

  • CCN-1410

    Olhando de outro lado, temos que admitir que grande parte dos novos motoristas, homens ou mulheres, estão muito mal preparados para assumir o comando de um veículo.
    Seja bem vinda, Nora!

  • CCN-1410

    Nora,
    Por curiosidade, qual é o teu carro?
    Deixa ver se eu adivinho… É um hatch pequeno?

    • Nora Gonzalez

      Passou longe. Vou dar uma dica: motor turbo, 165 cv

  • Thales Sobral

    Que belo texto! Seja bem-vinda, Nora!

  • Mr. Car

    Mulheres autoentusiastas: sim, elas existem! Seja bem vinda, Nora! Estatísticas podem “provar” qualquer coisa mesmo. Não acho que mulheres dirigem necessariamente melhor ou pior, mas tenho a impressão que a maioria delas dirige com mais cautela e/ou menos agressividade, o que pode ajudar a se envolverem menos em acidentes, ou quando se envolvem, há chances maiores de serem acidentes mais leves. Por exemplo: não me lembro de ter visto mulheres envolvidas em “rachas”, exceto na condição de passageiras, o que as torna vitimas, e não causadoras de acidentes decorrentes desta prática, por estarem dentro de carros de parentes homens, namorados, ou amigos “rachadores”. Creio que buscar riscos desnecessários é coisa mesmo de “macho” querendo se afirmar, querendo “provar” sua masculinidade, e muitas vezes até querendo compensar nas ruas, seu desempenho pífio entre quatro paredes, he, he!

  • Lucas Peixoto

    Seja bem-vinda.

    Algo a ser objeto de pesquisa universitária, que eu considero ser fato; posso estar errado, mas eu duvido:

    A proporção de homens que aceleram seus carros em busca de um aumento mínimo de adrenalina nos seus organismos é muito maior do que no sexo feminino. Quando digo acelerar incluo até mesmo aquele tio pacato que está numa rodovia de mão dupla, céu aberto, zero trânsito, nada de animais nem pedestres, retão de 5 km, e que dá aquela esticadinha que não faz mal a ninguém.

    O que enseja essa proporção desbalanceada que afirmei, mesmo que com base unicamente no meu empirismo? Seria algo fisiológico, cultural, histórico? Ou só estou sendo machista e as mulheres aceleram na mesma proporção?

    Esta situação que narrei está estritamente relacionado ao que à colunista citou: raladinhas básicas são mais comuns entre as mulheres, e as grandes batidas geralmente são ocasionadas pelos homens.

    Talvez o que devemos concluir é que as apólices realizadas para o sexo masculino são mais caras justamente pelo fato das seguradoras identificarem que as pessoas do sexo masculino levam com mais frequências os seus carros a situações de menos controle (aquela esticadinha) do que as mulheres.

    Acho que tem a ver com o psique. Sabe quando falamos que meninos brincam com carrinhos e armas e meninas com bonecas? Tem um artigo que explica porque isso acontece. Nos CHIMPANZÉS!

    http://www.dailymail.co.uk/sciencetech/article-1340211/Why-natural-girls-play-dolls-boys-love-guns.html

    Obrigado pelo espaço.

    LP

  • Antônio do Sul

    Parabéns pelo texto, Nora! Seja muito bem vinda ao site. Além de escrever muito bem, você é do tipo de pessoa que foge do lugar comum e que tem opinião própria, o que anda em falta neste mundo.

  • Lucas dos Santos

    Seja bem-vinda, Nora e parabéns por fazer parte da equipe do AUTOentusiastas.

    Gostei da sua maneira descontraída de se expressar neste texto. Mal posso esperar pelos próximos.

    Quanto ao assunto em pauta, como poderei falar mal das mulheres no trânsito se foi uma mulher que me ensinou a dirigir?

    Capacidade de dirigir bem todas têm. O que falta para algumas é boa-vontade em compreender o funcionamento do carro e em aprimorar a sua técnica. Se a pessoa não gosta de dirigir e o faz apenas por necessidade/obrigação, aí não tem mesmo como fazê-lo bem feito.

  • Marcelo R.

    Seja bem-vinda, Nora!

    Muito bom o texto! Concordo totalmente com ele.

    Um abraço!

  • Smooj

    Eu já conhecia os dados de acidentes, mostrando que mulheres se envolvem bem menos em acidentes indenizatórios.

    Mas não existe um problema com a amostragem? Sempre ouvi falar que as mulheres são uma porção menor das motoristas nas ruas. Seria preciso ver nas estatísticas do grupo em que os dados apresentados foram baseados quantos condutores segurados eram homens e quantos eram mulheres, e ajustar os resultados.

    Dando uma googleada rápida, não achei informação sobre o sexo dos condutores no Brasil (deve ser fácil de achar ao se procurar com mais calma). Mas como referência, achei dados do estado de Roraima, e lá homens são 70% contra 30% de mulheres habilitadas.

    Talvez o número menor de acidentes registrados com mulheres seja uma questão de amostragem. Pode ser que, proporcionalmente, elas se envolvam em tantos acidentes quanto os homens, e não exista uma causa direta entre o sexo (ou gênero) e os níveis de acidentes.

    Seria legal ter um adendo levando em conta e explicando os dados proporcionais.

  • Vanessa Elisa

    Interessante que você fala como se o causador do acidente seria a mulher, que dirigia a 60 km/h, e não o caminoneiro dirigindo um caminhão carregado a 120 km/h em uma descida, via que, pela descrição, deve ter limite de 80 km/h. E se em vez de uma mulher em um crossfox, fosse um animal na pista, um bêbado, um carro acidentado ou qualquer outro imprevisto que pode aparecer sobre a pista? O caminoneiro estaria certo em conduzir o caminhão em uma velocidade bem acima da qual ele é capaz de controlá-lo? Me desculpe, mas como motorista eventual de caminhões, sei bem que não posso dirigi-los da mesma forma que dirijo meu carro. A responsabilidade é muito maior.

    • Rogério Ferreira

      É claro que o caminhoneiro tem sua parcela de culpa, se caso propositadamente estivesse correndo, até mais do que a letárgica mulher… mas já pensou se esse caminhoneiro estivesse no sufoco, sem freios… acontece o fading, é muito comum em caminhões sem ABS, não foi o caso, mais acontece todos os dias. O melhor a fazer em estrada, por questões de segurança, é andar em velocidades normais, (nem muito rápido, nem muito devagar) o Próprio CTB proíbe que o motorista trafegue em rodovias a velocidade inferior à metade da máxima, para não se tornar obstáculo, situação esta que precisava ser revista. pois devia ser proibido trafegar a 25% abaixo da velocidade máxima. E por falar em bichos, outra questão: aconteceu uma tragédia enorme aqui na minha região causada por um cachorro, que atravessou repentinamente a rodovia, e a motorista, para não passar por cima do pobre bicho, freou bruscamente, a carreta que vinha logo atrás, tentou desviar do carro, mas acabou atingindo-o, perdendo o controle, e colidiu de frente com outro caminhão, houve incêndio, morreram carbonizados os dois caminhoneiros, a mulher, e seu filho de 6 anos, muito triste.

  • Marcos Alvarenga

    Bem vinda, Nora. Ótimo texto!

    Via de regra homens dirigem melhor porque gostam mais, e são incentivados desde criança a brincar de carrinho. Além disso nosso cérebro masculino evolutivamente foi treinado para lidar com movimento, direção e noções de distância e profundidade porque precisávamos disso para caçar e assim impedir que a espécie morresse de fome. Simples.

    Da mesma forma que as mulheres são ótimas em perceber emoções e observar detalhes. Mulheres médicas são excelentes clinicas gerais e dermatologistas pelo mesmo motivo.

    Nada impede que uma mulher seja excelente motorista, e há muitas delas. Precisamos parar com essa guerra sem sentido e aproveitar melhor o que cada um pode oferecer.

    Abraços,

  • Marco Molazzano

    Nora, seja bem-vinda!
    Aproveito a mensagem singular do leitor acima pra deixar a minha, na seqüência.
    Bom, duas coisas. Primeiro, pode esperar comentários medievais como esse, “faz parte” e mulher de verdade sabe lidar com isso.
    Segundo, toda regra tem sua exceção. Já sabe o nome e sobrenome dela. Sim, reparei que não é exatamente um nome nem um sobrenome, mas a vida “internética” é assim, muitos “machos” por trás de nicks, não vale nem os bytes gastos neste comentário.
    Ele que não vá a Nordschleife pegar um conhecido taxi M5. Vai precisar de calças marrons.
    um beijo

  • Eduardo Silva

    Quanta bobagem! Ela não generaliza no texto, faz justamente o contrario, desvia dos preconceitos.

    Acho que você foi um ignorante com o vendedor. Como você mesmo diz, rasteiro.

    • CCN-1410

      Eduardo,
      Eu simplesmente não compro carro de mulher e não é por preconceito. É a realidade mesmo.
      São raríssimas as que cuidam da manutenção do carro. sei de casos, inclusive, de mulheres que deixaram fundir o motor do carro, simplesmente por não saber que era preciso trocar o óleo.
      Ademais, ignorante é quem não entende das coisas e isso eu tenho certeza que não sou, principalmente nesses casos em que as mulheres, em sua maioria, são relapsas no cuidado de seus carros. Só não sabe e não vê quem não quer!

  • Daniel Chiochetti

    Seja bem vinda, Nora!!!
    Já começou com o pé direito com esse texto… rsrs

  • Nora Gonzalez

    Tem razão, Paulo, infelizmente, maus motoristas são frequentes e independem do sexo ou da idade. Quanto à cortesia… bem, é normal os motoristas que cruzam comigo duvidarem que ao piscar o farol eu esteja dando passagem a eles. É um gesto tão incomum que as pessoas parecem não acreditar. E obrigada pelos seus comentários.

  • Nora Gonzalez

    Passou longe. Uma dica: motor turbo, 165 cv

    • Lucas

      Se ele passou longe, então vamos para outro extremo: Peugeot 3008??

      • Rogério Ferreira

        C4 Lounge… o carro que eu queria ter!

        • Nora Gonzalez

          Vamos por fim ao mistério: Peugeot THP Griffe 408.

        • Nora Gonzalez

          Vamos acabar logo com o mistério: Peugeot 408 Griffe THP.

    • LeandroL641

      Ainda ta complicado, pode ser Tempra Turbo, algum Citroen com o Prince..

    • CCN-1410

      Citroën DS5

  • Carlos Barbosa

    Machista!! Por acaso vc não tem mãe ou irmã??

    • CCN-1410

      Carlos Barbosa,
      Machista eu? Por causa de poucas palavras você me acusa sem me conhecer….
      Agora eu pergunto Sr. Carlos, o que uma mulher faz para seu carro de bom? Lava ou manda lavar e o deixa sempre bonitinho, mas a grande maioria delas esquece de trocar o óleo no prazo, calibrar os pneus, trocar amortecedores e sempre que percebem algo de diferente no carro, é porque normalmente já é tarde e os custos para o reparo se torna alto.
      Entre TODAS as mulheres que conheço, não sei de nenhuma que faz a manutenção do seu carro. Sempre quem se encarrega disso é o pai, o marido, o irmão ou qualquer outro homem da família.
      Dizer a verdade não é ser machista ou preconceituoso.
      Por favor, deixe esse tal de politicamente correto e viva a vida, poxa!

  • Cláudio P

    Seja bem vinda, Nora! Uma ótima novidade para o Autoentusiastas. Gostei muito do texto e de saber que você se interessa em conhecer e compreender o automóvel, fundamental para a melhor condução. E, ainda por cima, curte automobilismo! Curte rock’n’roll? Hehe.

    • Nora Gonzalez

      Curto rock’n’roll,sim. E muito. De preferência, os clássicos e em volume bem alto, no carro e na estrada, tipo road movie.

  • Leonardo Amaral

    Parabéns Nora… muito bom seu artigo !!!

  • Daniel San

    Bem-vinda,Nora,e parabéns! Como dizia um estadista inglês,”Existem as mentiras,as mentiras deslavadas e temos as estatísticas !”

  • Marco de Yparraguirre

    Bem vinda Nora. O Rio de Janeiro aprova.

  • Renato

    Excelente, Nora. Uma discussão encerrada com uma colocação muito interessante. Dá-lhe pau, dá-lhe pau, dá-lhe pau, nesses artigos, Nora!

  • joão

    Muito grato pelo texto e pelo ponto de vista. Acredito que está relacionado com a chamada cifra oculta, ou cifra negra, se não estiver enganado. Nesse sentido, concordo muitas vezes que os números não dizem aquilo que gostaríamos de ouvir.
    Somente um acréscimo: o motor do dentista é movido a ar comprimido, tipo uma turbina, mais próximo da Formula 1, do que da própria Formula E.
    No mais, seja bem vinda!

  • jose_sherman

    Enfim uma visão lúcida sobre o assunto. Excelente artigo!

  • Jorge Diehl

    Minha mulher dirige melhor do que eu. O problema é que ela dirige e digita no IPhone ao mesmo tempo…

    • braulio

      Se isso é dirigir melhor que alguém, sem querer ofender, mas não gostaria de estar na rua quando você ou sua esposa saem de carro…

      • Jorge Diehl

        Coitado do braulio. Não sabe o que é uma colocação irônica…

  • Eduardo Mrack

    Parabéns Nora. Que baita “contratação” do Bob hein, muito legal ter alguém do sexo feminino por aqui. Belo texto introdutório, com muita lucidez e bom senso, além de um jeito legal de escrever.

  • Michel

    O Sr. Bob Sharp como sempre corretíssimo em seus convites para composição do time Ae. Parabéns, Sra. Nora pelo belo post. “Se inventarem Fórmula Caramujo e estiver com insônia, capaz de eu assistir”, pois bem, lá vai a dica: Turbo, um filme infantil muito legal que assisti, no último domingo, com meu filho de dez anos.

  • André K

    Parabéns Ae!

  • Lucas

    Muito bom! Parabéns, Nora. Muito bom ver uma mulher por aqui.

    Sobre essa questão de quem dirige melhor, homem ou mulher, gostaria de colocar minha opinião e experiencias.

    Além das mulheres normalmente dirigirem uma quilometragem menor que os homens, devemos colocar nesse contexto o tipo de veículo dirigido e em que situação a condução é feita. Ora, é obvio que um choque com um coletivo ou caminhão, raramente dirigidos por mulheres, tem um potencial de dano muito maior que um automóvel de passeio. Além do mais, mulheres dificilmente são vistas dirigindo em estradas, onde as colisões costumam a ser muito mais fortes.

    Mas nem precisamos de ir para as estradas para se notarmos como homens são mais vistos ao volante que mulheres. Já fiz mais de uma vez a experiencia de contar homens e mulheres dirigindo. Normalmente a relação é 1,5 a 2 homens para cada mulher dirigindo, embora o número de habilitações sejam próximos . Claro, tomando o cuidado de estar em um local “neutro”.

    Tenho o privilégio de instruir aulas de direção preventiva/operacional no órgão público que em que trabalho. Poucas conclusões chegamos quanto a questão homem/mulher. Existem talentos dos dois lados, e gente que tem dificuldade também. Percebemos que homens são de fato mais confiantes, mas o aproveitamento feminino nas aulas é maior, dada a cabeça mais aberta da mulher em aprender. O dirigir, normalmente ligado a virilidade, faz com os homens se fechem um pouco e assim demoram a aceitar as informações que um outro homem passa. Mas, terminadas as aulas, o nível dos homens e das mulheres é o mesmo. Ah, e sem qualquer tipo de machismo ou gracinha, as turmas femininas são mais agradáveis.

    Nada concluímos sobre idade , além da tradicional afoiteza dos jovens e tranquilidade dos maduros. O que percebemos é que aqueles que são motociclistas, normalmente dirigem carros com mais habilidade..

    Em minha opinião, quando seguradoras e mídia quando se rasgam em elogios ás mulheres motoristas, ou é desconhecimento ou é demagogia. Sim, faz bem a imagem da seguradora ou mídia valorizar as mulheres, mesmo que sob um argumento falho.

    Mais uma vez, muito bom tê-la aqui.

    Abraço.

    Lucas CRF

  • César

    Bacana, Nora. Bem-vinda.
    Agora só falta atrair leitoras para o blog. Quer dizer, mais do que leitoras, comentaristas, pois não me lembro de algum “nickname” feminino por aqui.

  • Fernando

    Seja bem-vinda!

    De ímpar embasamento e direta, um posicionamento isento de emoção como o que geralmente vemos quando a discussão é esta, que muitas vezes não levam a nada.

    Ontem conteceu algo engraçado que reconheci durante o texto:

    Dei uma passada para conversar com meu mecânico(que também é amigo) e uma moça chegou pedindo ajuda… a motorista dirigia e acendeu uma luz de alerta de aquecimento e ela parou em um posto, onde completaram a “água” e óleo e sabe-se lá mais o que, e então ela chegou até lá. Vimos que vazava muita solução pelo interior do compartimento do motor inteiro e com cheiro de aditivo, mas já escuro e tudo quente, não tinha muito o que fazer. Só achei curioso depois disso ela ir embora e o marido chegar, e confirmar que ela não checa nada no carro, e que sendo quase novo(40000km) já havia batido dos dois lados(notei serviços mal feitos).

    Me lembrei na hora dos anúncio de venda, quando querem justificar um “bom negócio” dizendo que o carro é usado por mulher somente para ir ao mercado…

    • Eu já observei que existem basicamente dois tipos de carro de mulher:

      1) o que a dona lembra dos prazos de revisão, leva na concessionária, o “consultor” se aproveita e passa 500 serviços além do necessário, ela concorda, passa no cartão e pronto (ou pede pro marido pagar, dependendo da situação);

      2) o que a dona nem sabe que o motor tem óleo dentro, e só coloca gasolina porque uma luzinha no painel acende avisando. Calibrar pneus? E precisa?

  • Fernando

    O motor é THP… rs

    O carro poderiam ser vários, mas já começou bem pelo motor.

  • RoadV8Runner

    Nora, bem-vinda ao AUTOentusiastas!
    Texto muito bacana, lúcido, sem os estereótipos que a grande maioria usa para dizer que as mulheres dirigem melhor do que os homens. Põe uma luz sobre o assunto, ao apresentar os fatos de forma direta, sem rodeios.

  • Jr_Jr

    Bem-vinda Nora, ótimo texto!!

  • Rogério Ferreira

    Nora, tem uma coisa, que não podemos deixar passar batido, é gosto das mulheres pelos jipinhos, hatches jipalizados, pseudo-suv, ou suv mesmo… Que mania é essa de achar que dirigir nas alturas, é sinônimo de ser poderosa? Por mais que eu tente explicar, que quanto maior a altura de automóvel, em relação ao solo, maior são os pneus, maior será a massa não suspensa, mais dura serão as molas e os amortecedores, com prejuízos ao conforto, pior será a estabilidade, pela elevação do ponto de massa e gravidade, pior será a aerodinâmica, o que exigirá mais do motor, para manter velocidades de cruzeiro, com evidentes prejuízos ao desempenho e ao consumo, por mais que explique isso elas não se convencem, acham uma Ecosport, um Duster, um CrossFox, uma Aircross, “uma graça” (para mim, nem de graça!) Por causa dessa bendita predileção feminina, que as fábricas nos deixaram de oferecer as excelente stations wagons, que é de longe, o tipos de veículo, que melhor alia utilidade com eficiência, diversão e esportividade.. As poucas stations que remanescem praticamente se tranformaram em mini-SUVs, como e o caso da Paliio Wekeend Adventure, ou da SpaceCross. Outro dia queria comprar uma Megane GrandTour, minha esposa falou que o carro era horrivel…e olhou com carinho para a Ecosport ao lado, aí foi minha vez de falar, um definitivo “de jeito nenhum! largamos os seminovos, e ficamos com o Palio Essence 1.6 novinho. E mesmo com 1,50 de altura, (quase a altura dela) ela ainda o considera baixo demais! Brincadeira!

    • Nora Gonzalez

      Parece transmissão (mecânica? automática? seis marchas?) de pensamento. Esse é meu assunto da próxima coluna…

    • CCN-1410

      Seria interessante ela te responder.

  • Alvaretts

    Boa Nora, bom senso e um bom café nunca são demais!

  • riza

    Oi Nora!! Que legal a sua coluna, agora sim eu vi vantagem! heheh
    =)

  • Lucas

    Bacana. Poderia compartilhar conosco as suas impressões sobre ele. Que tal?

  • KzR

    Excelente matéria. Nora, sua contribuição será muito significativa ao site. Seja bem vinda. O Bob está de parabéns por convidá-la a integrar o corpo editorial.

  • Leonardo Mendes

    No meu tempo de garoto lembro de ter lido uma matéria sobre rachas em São Paulo e mencionava uma loira num Voyage e uma morena numa RD 350 que, nas palavras de um entrevistado, “são duas feras, meu, ninguém se arrisca com elas.”

    Nesses meus 24 anos de carta já vi de tudo um pouco que o trânsito nosso de cada dia tem a nos oferecer… e, olha, já vi muita mulher dirigindo BEM melhor que muito homem, especialmente a namorada de um amigo meu no Santana dele… aquela “manjava dos paranauês” muito antes dessa gíria virar moda.
    O que mata não é a mulher ao volante, e sim o sexismo besta.

  • Cláudio P

    Então tá explicado (hehe). Parabéns, Nora!! Aguardando seu próximo post. 🙂

    • Ricardo

      Essa Nora subiu no meu conceito! vivam os entusiastas.

  • Juliano Nunes

    Cara, isso que é um site automotivo. Só gente fina, parabéns pelas matérias. Bem-vinda Nora e parabéns não pela matéria que está ótima, mas por ter um ponto de vista não bitolado como quase tudo hoje em dia!!!

  • Charles Cornell

    Nora, perfeito seu Texto!

  • Fernando

    Infelizmente o primeiro caso é mais uma má fé de quem oferece o serviço, que muitas vezes não se restringe só a mulheres(muitos homens acabam indo no embalo e fazendo coisas como “limpeza de bicos”) e ir contra quem oferece algo com uma avaliação técnica acaba sendo situação difícil para os que não tenham nem uma argumentação com eles.

    Quase toda vez que vou no posto calibrar os pneus vejo alguém calibrando os pneus também e reparo que muitas mulheres não fazem isso mesmo, quando muito pedem para alguém ajudar ou o próprio frentista que faz. Pior é quando o pneu fura, a minha mãe sei que já fez uma troca de um carro nosso, mas sempre que vi na rua ou conversei com algumas foi que chamaram o seguro que oferece esse auxílio… e o preço é cobrado para todo mundo por conta de várias besteirinhas de uso comum assim.

    Tem dúvidas que quem escolhe comprar um SUV não chamará o seguro quando o pneu furar?