Bocalidade  BOÇALIDADE EXACERBADA DA PREFEITURA DE SÃO PAULO Bocalidade

É, a coisa saiu mesmo de controle.

O leitor Lucas Vasconcellos acabou de mandar essa foto feita na rua Pedro Vicente, bairro Armênia, capital paulista.

Além de seccionar a ciclofaixa, o/a ciclista poderá levar uma fechada para ninguém botar defeito.

A boçalidade que vem envergonhando os paulistanos desde que Fernando Haddad tomou posse chega ao seu apogeu, supor que ciclista conhece sinalização de trânsito, a julgar pela placa “Dê a preferência” (R-2) no poste e no solo.

Pior que isso, a autoridade de trânsito de São Paulo determina que a bicicleta dê passagem para um veículo automotor (ônibus), em flagrante desobediência ao Código de Trânsito Brasileiro, Art. 28, Inciso XII, parágrafo 2º. que diz que veículos não motorizados têm preferência sobre os motorizados.

Como se vê, o excesso não é de veículos, mas de boçalidade da autoridade da trânsito.

Bob Sharp
Editor-chefe

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  • francisco greche junior

    Essa foi ótima, ciclista conhece e segue placas de trânsito. Muito bom mesmo!!! Preferência para o veículo motorizado. Como se pode colocar placas de trânsito destinada a automotores ( condutores habilitados por CNH) para gerir trânsito de bicicletas??

    • V_T_G

      O Código de Trânsito, salvo engano, é de conhecimento tácito, portanto todos devem conhecê-lo. Antigamente até algumas bicicletas vinham com uma cópia do Código. Hoje não sei como isso está.

  • Christian Bernert

    Sem dúvida mais um absurdo das ‘otoridade’.
    Mas analisando por outro lado, ‘Regras de Trânsito’ deveria ser uma disciplina do ciclo básico nas escolas. Eu digo disciplina mesmo, não apenas uma ou duas aulas enxertadas em alguma outra disciplina genérica. E nada daquelas aulas lúdicas do jardim de infância. Tem que ser coisa séria mesmo de preferência no 2º grau, quando o cidadão já tem uma boa consciência a respeito do assunto.
    Ouvi falar que na Alemanha isto é disciplina ministrada ao longo de 3 ou 4 anos. O resultado é o que se conhece. Que tal empunhar esta bandeira?

  • Bob Sharp

    Christian
    A disciplina Trânsito no currículo escolar já deveria existir há tempo. Mas acha que alguém no Legislativo está lá preocupado com isso? Nem em sonho! E como você bem disse, nada de lúdico. Mas para ensinar que “nós pega o peixe” é certo, para isso se mexem.

    • cesar

      Bob,
      Não sei o porque de sempre andarmos para trás neste país. Me lembro que quando era pequeno, ainda no regime militar (pelo menos aqui em Brasilia) tínhamos aulas de trânsito na escola. Hoje o que se ensina nas grades curriculares, e uma tremenda vergonha.

  • Andre Sousa

    Saiu de controle mesmo. Os ciclistas agora são os anjos da humanidade. O que eu não consigo entender é como uma minoria está sendo tão paparicada. Nada contra a bicicleta, é um ótimo meio de transporte, mas não é a solução para o trânsito.
    Quero ver se segunda-feira próxima, dia Mundial da Imbecilidade, irão fechar ruas como fizeram ano passado (esse ano, diferentemente do ano passado, o dia mundial da Imbecilidade cai em um dia útil). Aliás, agora não é mais dia mundial da Imbecilidade, é semana da Imbecilidade e daqui a pouco irá virar o mês da Imbecilidade. A Folha/UOL e Itaú estão trabalhando em três turnos para produzir tudo quanto é conteúdo incitando proibições/restrições aos demônios (carros). Estou pensando seriamente em deixar de ser correntista do Itaú desde que ao entrar no site esta semana, me deparei com uma alusão à semana da Imbecilidade onde há inclusive uma foto com um carro desprezivelmente sendo transportado dentro de uma cesta de bicicleta. É por conta de um ativismo alienado, como o do link abaixo, que vemos situações como esta colocada neste post.

    http://noticias.uol.com.br/opiniao/coluna/2014/09/19/trocar-carro-por-transporte-publico-foi-um-reencontro-com-a-humanidade.htm

  • Tarcisio Cerqueira

    Bob me deu um nó na cabeça isso aí! heheheh

  • NightRider

    Caro Bob,
    Me desculpe pelo assunto fora do assunto, mas recentemente foi noticiado o aumento de álcool no combustível (me recuso a chamar aquilo de gasolina) prejudicando os carros não flex que foram adaptados para andar com uma mistura de 22,5%, como pessoas físicas o que podemos fazer contra essa vergonha ?

    • Bob Sharp

      NightRider
      Problema nenhum sair do assunto. O pior não são os carros não flex de maneira geral, mas aqueles fabricados até 1996 que foram fabricados e calibrados para gasolina com até 12% de álcool. Depois todos passaram a ter o material das sedes de válvulas alterado para não se desgastarem prematuramente de devido à menor lubricidade da mistura com 22% de álcool. Todavia, mesmo os calibrados com gasolina E22 sofrerão com mistura ar-combustível mais pobre, com engasgos nas retomadas de velocidade, ao passarem a funcionar com gasolina E27,5. Na minha opinião caberia ação na justiça para se estabelecer um teto de 22%. Desde que me entendo por gente, e olhe que estou perto de completar 72 anos, sempre há um rolo qualquer com combustíveis no Brasil, é uma coisa impressionante..

  • Helton Oliveira de Moura

    Uma outra duvida, e me perdoem pela ignorância, da preferencia exatamente como ?

  • Jorge Diehl

    Diz pro Itaú deixar de financiar carro e começar a financiar bicicleta…

  • Lucas dos Santos

    A ciclofaixa é interrompida por uma parada de ônibus. Caso um ônibus precise parar ali no momento em que o cliclista estiver passando, este deverá, de acordo com a sinalização, parar e aguardar até que o ônibus faça a sua parada e saia do ponto, para somente então o ciclista poder prosseguir.

  • petrafan

    eu não consigo entender por que o PT odeia tanto a cidade de SP.

    • Thales Sobral

      Não sei se é ódio, ou é simplesmente ânsia de legislar. Desde o início do governo do PT, o que mais vi foi legislação atrás de legislação. São leis e decretos para regulamentar o que já estava regulamentado, por vezes gerando documentos e atos com informações conflitantes.
      Muito se fala da “lei seca”, que o governo propala aos quatro ventos que diminuiu os índices de acidentes. Porém, o único ganho real dela foi botar o pessoal para trabalhar, antes dela eu nunca tinha visto um bafômetro na minha frente (e pra falar a verdade, ainda vejo pouco hoje em dia). Quero dizer, se existisse ATUAÇÃO dos órgãos de trânsito nesse sentido, essa canetada sem noção do Hugo Leal não teria tido grandes efeitos no que realmente importa, que é tirar de circulação quem se excede na bebida.

      • Bob Sharp

        Thales
        É impressionante, 99% das pessoas, toda a imprensa inclusive, acha que a fiscalização com bafômetro é conseqüência da lei seca.

        • Thales Sobral

          Pois é Bob, o PT soube muito bem fazer uso da mídia para divulgar suas “mudanças”. Quem não conhece o CTB vai achar que fiscalização de alcoolemia só passou a existir depois da tal lei.

  • Felipe Parnes

    Não é só na Armênia. Em uma rua que não sei o nome, perto do metrô Barra Funda também tem uma estupidez dessas.

  • RoadV8Runner

    Incrível, uma presepada atrás de outra… Onde já se viu colocar sinalização que vai contra o Código de Trânsito Brasileiro?!

  • Paulo

    O que esperar de um socialista tardio…..?

  • Joel Gayeski

    Eu pedalo frequentemente, mas acho um absurdo essas ciclofaixas que não ajudam ninguém.
    Antes delas, é preciso melhorar o transporte público. Enquanto ele não for bom o suficiente (ônibus com piso baixo, ar-condicionado e com bons horários), que ajudará a todos, não só alguns.

  • Piada. Esse prefeito é boçal.

  • Adam Lewis Charger

    Seria perfeito, se fosse ensinado isso nas escolas, mas não, apenas é ensinado no curso para CNH.

  • Raul Brasilidade

    Na Avenida Francisco Falconi também acontece 3 vezes essa situação de “dê a preferência”

  • Eduardo Pruvinelli da Silva

    Aqui em Porto Alegre tá assim também, Bob.

  • Roger Rosato

    Com ciclofaixas e faixas exclusivas de ônibus com índice de aprovação acima de 80%, acho que este site está realmente alienado aos fatos. Fazia séculos que não acessava, o fiz só para ver se as “boçalidades” continuavam. Continuam.

    • Bob Sharp

      Roger Rosato
      Acho que não somos bem nós que estamos alienados, não… pelo menos temos consciência de que São Paulo não é Amsterdã… A firma ou órgão que fez essa pesquisa que revelou índice de aprovação acima de 80% — para ciclofaixas ou busãofaixas? — deve ser a mesma que a CET contratou há 17 anos e que concluiu que o rodízio “é aprovado pela população” (está no site da CET), certamente com um “universo” de umas seis pessoas… Nem a porcentagem de aprovação a CET teve coragem de informar!
      Aliás, tanto continuaremos (e só tende a aumentar) que acabou de entrar mais uma notícia de boçalidade da prefeitura paulistana, veja em http://autoentusiastas.com.br/2014/09/bocalidade-da-prefeitura-nao-para/

      • Roger Rosato

        De fato, Bob, São Paulo não é Amsterdã, nem nunca vai chegar aos pés desta se nos contentarmos para sempre com medidas paliativas e eleitoreiras como a adição de mais faixas à Marginal – será que chegaremos um dia nas 40 faixas? Hoje já são 22… todas devidamente congestionadas.
        Os dados que mencionei são do DataFolha: 80% de aprovação das ciclofaixas, 91% de aprovação das faixas exclusivas. O método da pesquisa é por amostragem, naturalmente, não foi perguntado a cada um dos 12 milhões de paulistanos.
        O que acontece é que é insustentável uma cidade do porte de São Paulo se basear no transporte individual. NYC não é assim, e está na nação do automóvel. Se as medidas da atual gestão são as mais acertas ou sempre as mais corretas, duvido muito mas, ao menos estão tentando mudar algo e, não, não é para pior.
        Talvez devêssemos pegar as experiências de sucesso de centenas de centros urbanos pelo mundo que priorizaram o transporte público e alternativo e não jogá-las no lixo, ridicularizando qualquer tentativa de colocá-las em prática.
        São Paulo não é Amsterdã, São Paulo não é Nova York nem Berlim. São Paulo é São Paulo e está farta de conformismo e falta de ação sobre seus problemas crônicos e graves.
        *Nota-se: disse PROBLEMAS, não CARACTERÍSTICAS. Dizer que é impossível mudar a dinâmica – totalmente insustentável – de transporte em S. Paulo é o mesmo que dizer que não da pra mudar a matriz de transporte de cargas no Brasil, concentrada no transporte rodoviário. Construir ferrovias é dispendioso, é demorado, toma recursos que poderiam estar indo para as rodovias, mas… se fossem, seriam solução ou apenas mais uma medida paliativa?

  • Bob Sharp

    Roger
    Não se atacam problemas com boçalidade, tratando os cidadãos que usam seus carros como inimigos, com deboche. Esse irresponsável prefeito (“Nós pega o peixe”, esqueceu? Eu não) chegou a dizer que “as pessoas vão pensar duas vezes antes de tirar o carro da garagem”, não estou inventando isso. As cidades que você citou primeiro trataram de prover transporte coletivo decente para depois reorganizar o trânsito de automóveis particulares. Aqui esse cara partiu para caminho oposto. Tanto que o transporte coletivo — ruim — já está saturado e não admitiria mais passageiros se muitos começassem a deixar o carro em casa. Outro ponto é que o descomunal tecido urbano de São Paulo exigiria capilaridade de transporte público tal que seria impossível provê-lo e não sendo possível dispensar o automóvel particular. Querer que grande parte da população use bicicleta é utopia de primeira grandeza, e toca a criar ciclofaixas absurdas com as retratadas nesta “Série Boçalidade”. Esqueça essas pesquisas de meia-boca, está na cara que são dirigidas, como a de que a população aprova o rodízio. Não vou descansar enquanto esse abuso, essa vergonha para os paulistanos não ser derrubada e a Prefeitura ter de devolver 17 anos de multas, pois foram aplicadas irregularmente. Por isso, prepare-se que a “Série Boçalidade” está apenas começando.

    • Roger Rosato

      Concordo com o dito sobre a necessária priorização do transporte público. É o único caminho viável para grandes centros urbanos – e S. Paulo é para lá de grande –, mas, não seriam as faixas exclusivas um movimento, mesmo que desajeitado, nessa direção? Como você bem lembrou, não somos Holanda, haverá sempre a tentativa intrínseca à nossa cultura de tentar pular – ou atropelar, ou mesmo esquecer – etapas, mas o que vejo é que, como já disse, ao menos se está tentando mudar algo. Se devêssemos criticar alguma coisa (e sim, devemos criticar duramente, pois está muito longe do aceitável), não deveríamos criticar sobre a forma de fazer e não o ato de fazer em si?
      É possível que esteja observando os fatos de maneira demasiada inocente (pois sempre digo que não sou o dono de uma verdade única, no máximo porta-voz de uma versão dela), mas leio coisas como “Pensarão duas vezes antes de tirar o carro da garagem” mais como “Terão a opção de não tirar o carro da garagem”. Novamente: não que as atitudes sejam todas corretas, mas olho com bons olhos a tentativa de mudança, simplesmente porque o que estava sendo feito não estava dando certo. E nunca daria. Mais faixas não resolvem e nunca resolveram nada, apenas empurraram o problema para ser resolvido mais adiante. Um exemplo: Rodovia dos Bandeirantes. Construída para desafogar a Anhangüera. 30 anos depois: tão congestionada quanto a primeira e afogando as marginais. Um trem rápido entre São Paulo e Campinas seria a real solução, ao invés disso: mais faixas, mais carros, Marginal mais sufocada e o problema novamente empurrado.

  • F A

    Ontem vi uma nova. Na esquina da Libero Badaró com a Boa Vista, a ciclovia é estreitada com uns obstáculos plásticos e fica com 40 cm de largura, mesmo mantendo a mão dupla.